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Compreender as principais aplicações de 
criptografia
Aula 1 - Fundamentos da Criptografia
Aula 2 - História da Criptografia
Aula 3 - Evolução da Criptografia
Aula 4 - Criptografia Moderna
Aula 5 - Chaves Criptográficas
Aula 6 - Função Hash
Aula 7 - Certificados Digitais
Aula 01
Fundamentos da Criptografia
Aposto que você que está nos assistindo usando um 
navegador para acessar a plataforma onde estão
hospedadas essas aulas.
E muito provavelmente nem acessou o site diretamente, 
primeiro procurou no Google “Hackers do Bem” para 
chegar aqui.
Além de todos os outros sites que eventualmente estão
abertos em outras abas nesse momento.
Como você acessa a internet nesse momento...
Fonte: Imagem do Pixabay
O que está realmente acontecendo...
E após a resolução do nome para o endereço IP, entra 
em ação o protocolo HTTP para fazer a transferência dos 
dados que estão hospedados no servidor para o cliente, 
que é o navegador de seu computador.
Além de muito provavelmente essas informações terem 
uma camada extra de segurança de SSL/TLS para 
proteger essas informações, que iremos explorar mais 
em detalhes durante esse curso.
Fonte: Criação Própria
Cliente Servidor
O que está realmente acontecendo...
Na verdade, o que está acontecendo quando você está 
acessando essa aula nada mais é que a troca de diversos 
protocolos de comunicação de rede e diversas aplicações 
trabalhando simultaneamente.
Então, vamos exemplificar esse simples acesso que você 
está fazendo nesse momento. Tem mais protocolos 
envolvidos porém os principais são o protocolo DNS, para 
fazer a resolução de nomes para um endereço IP.
Fonte: Criação Própria
Cliente Servidor
Onde entra o papel do hacker do bem?
O papel do hacker do bem é justamente explorar as 
brechas de segurança tanto na ida, quanto na volta da 
comunicação e também no repouso dessa informação.
Então voltando ao exemplo, quais são as brechas e o 
que podemos fazer para proteger a comunicação do 
protocolo DNS? Seja na Query ou na própria resposta do 
DNS? Fonte: Criação Própria
Cliente Servidor
Onde entra o papel do hacker do bem?
A mesma coisa se aplica no protocolo HTTP, no 
protocolo HTTPS, e em todos os protocolos de 
comunicação que venham a estar envolvidos.
Portanto, é crucial garantir a segurança e a criptografia 
dos dados transmitidos, a fim de proteger a 
confidencialidade, integridade e autenticidade da 
comunicação entre os protocolos. Fonte: Criação Própria
Cliente Servidor
• Roubo de Credenciais
• Espionagem
• Crimes financeiros
• Problemas com a lei (LGPD)
• Entre outros ...
E quando a segurança falha?
Fonte: Imagem gerada por inteligência artificial
E é nesse momento que entra o papel da criptografia.
Assim, nesse conteúdo, iremos nos aprofundar no
tema: descobrir o que é, quais os seus tipos, suas
principais funcionalidades e suas aplicações práticas.
Entenderemos como a criptografia garante a 
confidencialidade, integridade e autenticidade das 
informações. Além disso, discutiremos os principais desafios 
enfrentados pela criptografia em diferentes contextos, como 
transações financeiras, comunicações online, 
armazenamento em nuvem e muito mais!
A seguir...
Fonte: Imagem gerada por inteligência artificial
Importância da Criptografia
Precisamos a todo momento realizar troca de 
informações, não só em um ambiente cibernético, 
mas em qualquer contexto.
Porém, algumas informações são sigilosas, 
importante que não sejam expostas ou escutadas 
por ninguém, exceto para as pessoas para as quais
a mensagem é destinada.
Necessidade de Troca de Informações
Fonte: Adobe Stock
• Senhas e Credenciais;
• Armazenamento de Dados Sensíveis;
• Comércio Eletrônico;
• Segredos Industriais;
• Segredos Militares e Governamentais.
Situações Onde Precisamos Manter Segredo
Fonte: Adobe Stock
Por mais que nos esforçamos para manter o segredo 
de alguma conversa, sempre corremos o risco de 
alguém, de alguma maneira, conseguir escutar a 
“conversa secreta”.
E se Alguém Escuta a Nossa Conversa?
Fonte: Adobe Stock
Ataques de Man-in-the-Middle ou MITM consistem 
em utilizar métodos para que o tráfego de rede passe 
primeiro pelo computador do atacante e depois seja 
redirecionado para o destino original, fazendo com 
que esse processo seja transparente para a vítima,
já que conseguirá acessar normalmente os recursos
da rede, mas o atacante terá como visualizar todo 
esse tráfego através de um sniffer de rede, como o 
wireshark.
Ataques de Man-in-the-Middle
Fonte: Criação Própria
• É possível visualizar tudo o que está sendo 
transmitido na comunicação;
• Inclusive informações sigilosas, como usuário e 
senhas;
• Além da própria troca de informações em si, que 
não é segura.
Exemplo de Comunicação sem Criptografia
Fonte: Criação Própria
• Também é possível visualizar os dados, porém 
eles não são compreensíveis;
• Logo não é possível extrair nenhuma informação;
• Por causa disso, a própria troca de informações 
se torna segura.
Exemplo de Comunicação com Criptografia
Fonte: Criação Própria
A criptografia é uma tecnologia essencial para
manter a confidencialidade de informações, mesmo
que por ventura alguém obtenha acesso a essa
comunicação.
E por falar em confidencialidade, você sabia que ela
é um pilar da segurança da informação? Não?
Então, fique atento para saber mais nos
próximos tópicos!
A seguir...
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
Segurança da Informação
Abrange toda a gestão da informação de uma 
organização, seja ela tratada de forma digital ou não. 
Como:
• Processos da instituição;
• Segurança Física;
• Segurança Cibernética.
O que é a Segurança da Informação?
Fonte: Adobe Stock
Para garantir a segurança da informação, a família
da ISO 27000 define três pilares principais:
• Confidencialidade;
• Integridade;
• Disponibilidade.
Além desses pilares principais, temos ainda pilares 
complementares:
• Autenticidade;
• Não repúdio.
Pilares da Segurança da Informação
Fonte: Criação Própria
Integridade
Confidencialidade
Disponibilidade
Segurança 
da 
Informação
Para manter o pilar da confidencialidade, a 
informação deve ser restrita somente para as 
pessoas autorizadas.
Significa que ela deverá ser revelada, ou estar 
acessível, unicamente aos que tiverem autorização 
para isso.
Confidencialidade
Fonte: Adobe Stock
Para manter o pilar da integridade, a informação 
deve ser íntegra, não podendo ocorrer alterações 
sem a devida autorização.
É a propriedade que garante a exatidão e a 
plenitude da informação, o que não significa que 
ela não possa sofrer alterações ao longo de seu ciclo 
de vida, mas sim, que tais alterações devem ser 
legítimas.
Integridade
Fonte: Adobe Stock
Para manter o pilar da disponibilidade, a informação 
deve estar disponível e acessível, quando 
necessário, aos que tiverem a devida autorização 
para isso.
É a capacidade de manter os serviços em 
funcionamento sem interrupções ou falhas que 
possam afetar negativamente as operações de 
uma organização.
Disponibilidade
Fonte: Adobe Stock
Para manter o pilar da autenticidade, a informação 
deve ser autenticada, com o objetivo de comprovar a 
identidade de um usuário, e assegurar que ele é 
realmente quem afirma ser.
Com isso, é possível verificar que as informações 
provêm de fontes confiáveis e não foram 
manipuladas ou falsificadas durante a transmissão 
ou armazenamento.
Autenticidade
Fonte: Adobe Stock
Para manter o pilar do não repúdio, deve ser 
garantido que o autor da informação não possa 
negar a criação e a assinatura do documento.
O não repúdio garante que uma vez que uma ação 
ou comunicação tenha sido realizada, a parte 
envolvida não possa negar que foi responsável por 
essa ação ou comunicação.
Não Repúdio
Fonte: Adobe Stock
A criptografia ajuda a manter a segurança da 
informação como um todo mas especialmente em 
relação aosobre os fundamentos 
da criptografia, sua história e evolução no contexto 
da segurança digital. Além disso, conheceu como 
funciona a criptografia moderna e como foram 
desenvolvidas as chaves criptográficas. 
Por fim, conheceu a função hash e sua importância 
na criptografia, além de reconhecer a importância 
dos certificados digitais.
Recapitulando
Fonte: Adobe Stock
Referências
MITNICK, Kevin D.; SIMON, William L. A Arte de Invadir. 1a. edição. São Paulo: Pearson, 2005.
NIST. Cryptography. Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2024.
QADIR, A. M.; VAROL, N. A Review Paper on Cryptography. 7th International Symposium on Digital Forensics and
Security (ISDFS). Barcelos, Portugal, 2019. Disponível em: . Acesso 
em: 15 mar. 2024.
ROUSE, Margaret. Three-Way Handshake in TECHOPEDIA. 10 nov 2020. Disponível em: 
. Acesso em: 18 mar 2024.
SINGH, Simon. The Code Book: The Science of Secrecy from Ancient Egypt to Quantum Cryptography. New York: 
Anchor, 2000.pilar da confidencialidade.
Pois as informações que estão envolvidas na 
criptografia só podem ser entendidas pelos atores 
que possuem acesso a um modo de reverter a 
criptografia da mensagem através de uma chave.
Mas que chave é essa?
Pilares da Segurança da Informação e Criptografia
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
Conceitos da Criptografia
“Criptografia é o uso de técnicas matemáticas para 
transformar dados e impedir que sejam lidos ou 
adulterados por pessoas não autorizadas”, segundo 
o NIST.
Outros estudos definem criptografia como “o uso
de técnicas que codificam dados, dependendo de
algoritmos específicos que tornam os dados
ilegíveis ao olho humano, a menos que sejam
descriptografados por algoritmos predefinidos pelo
remetente”
Definições de Criptografia
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
Texto Claro – Texto explícito com a qual a
mensagem foi originalmente cunhada.
Texto cifrado – É o resultado produzido pela
submissão da mensagem ao algoritmo criptográfico.
Principais Terminologias
Fonte: Criação Própria
Criptografar – O processo de submissão da 
mensagem em texto claro a um algoritmo específico 
que a codifica, tornando-a incompreensível.
Descriptografar – A reversão do processo 
criptográfico, restaurando a legibilidade e 
compreensão da mensagem original.
Principais Terminologias
Fonte: Criação Própria
Chave - É o único meio de se identificar determinada 
mensagem cifrada, pois cada chave produz 
unicamente uma mensagem codificada. E é com a 
chave que é possível descriptografar a mensagem 
para texto claro novamente.
Principais Terminologias
Fonte: Criação Própria
Cifra - São maneiras, modos e as funções utilizadas 
para transformar uma mensagem de texto claro em 
uma mensagem codificada.
Algoritmos - São em si as implementações das
cifras e da aplicação das chaves.
Principais Terminologias
Fonte: Criação Própria
Esses são somente alguns termos, mas dentro 
desse conteúdo, iremos explorar cada um deles e 
conhecer outros, que ainda abordaremos, como a 
história por trás da criptografia, como as famosas 
cifras de César e Vigenère, e muito mais...
Conclusão
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
Aula 02
História da Criptografia
Estenografia
A utilização de técnicas criptográficas nos tempos 
antigos possui uma longa trajetória que se estende 
por milênios. Diversas sociedades ancestrais 
empregavam essas práticas com o objetivo de 
proteger dados sensíveis, como comunicações 
militares e segredos político.
Apesar de os procedimentos adotados naquela 
época serem simples em relação as cifras atuais, 
eles desempenharam um papel fundamental no 
avanço da criptografia ao longo da história.
Contexto Histórico
Fonte: Adobe Stock
Definição de Esteganografia:
“Esteganografia é uma palavra de origem grega, em 
que Stegano significa escondido ou secreto e Grafia, 
escrita ou desenho. Diferente da criptografia, que 
esconde o conteúdo de mensagem, tornando-a 
ilegível, a Esteganografia obscurece a existência de
informação, ocultando-a.”
COELHO; BENTO (2004) apud Martins et al. (2017,
p.2).
Esteganografia
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
A esteganografia vem desde o século V a.C, onde as 
pessoas, para mandarem mensagens secretas, 
raspavam a cabeça de um escravo, tatuavam a 
mensagem no couro cabeludo e esperavam o cabelo 
crescer. Após um tempo, mandavam o escravo para 
o destino e lá, raspavam novamente a sua cabeça, 
revelando assim a mensagem.
Esteganografia na História – As Histórias de Heródoto
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
• Criptografia: a mensagem é visível, porém 
incompreensível.
• Esteganografia: a mensagem é oculta, mas uma
vez que achada, é compreensível a todos.
Criptografia x Esteganografia
Fonte: Criação Própria
No próximo tópico, vamos entender melhor objetos 
como o exemplo ao lado e como ele vai nos ajudar a
entender como funcionava a criptografia na
antiguidade.
A seguir...
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/Skytale.png
Criptografia clássica
A informação desempenhou um papel crucial nos 
campos de batalha. O sucesso ou fracasso de uma 
campanha militar muitas vezes dependia da rapidez
e precisão com que as informações eram coletadas, 
analisadas e transmitidas.
A Importância da Informação nas Batalhas
Fonte: Adobe Stock
O Scytale é uma antiga técnica de criptografia. Era 
um dispositivo cilíndrico usado para criptografar e 
decifrar mensagens secretas entre militares.
• Cifra de transposição;
• Cilindro criptográfico;
• A chave é o diâmetro do cilindro.
Scytale
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/Skytale.png
• Transposição
• Embaralhamento dos caracteres;
• Uso dos mesmos símbolos.
• Substituição
• Troca dos caracteres;
• Uso de diversos símbolos;
• Uso de caracteres combinados.
Técnicas de Criptografias
Fonte: Criação Própria
• Monoalfabéticas: É a utilização de um único 
alfabeto em sua composição.
• Polialfabéticas: É a utilização de mais de um
alfabeto em sua composição.
Cifras Monoalfabéticas e Polialfabéticas
Fonte: Criação Própria
• Scytale: Cifra de Transposição Monoalfabética.
• Cifra de César: Cifra de Substituição
Monoalfabética.
• Cifra de Vigenère : Cifra de Substituição
Polialfabética.
Exemplos de Cifras Clássicas
Fonte: Adobe Stock
Já conhecemos um pouco como funcionava a 
criptografia utilizando o Scytale, agora iremos 
aprender um pouco sobre as criptografias 
envolvendo a Cifra de César e Vigenère.
A seguir...
Fonte: Inteligência Artificial do Bing
Cifra de César
Júlio César foi uma figura ímpar na história da Roma
antiga, sendo muito conhecido por ter sido um
general que teve muito sucesso na carreira militar e
posteriormente uma ascensão política até se tornar o
Imperador de Roma.
Seu reinado só teve fim por causa da conspiração
feita por um grupo de senadores, que acabou
assassinando-o no ano de 44 a.C.
“até tu Brutus...”
Contexto Histórico – Júlio César
Fonte: Adobe Stock
Com as constantes guerras que o império romano
estava envolvido à época, existia a necessidade de
proteger a troca de informações no campo de
batalha.
Sendo assim, Júlio César criou uma maneira de
transmitir informações militares de forma segura,
sendo incompreensível para quem interceptasse a
mensagem.
É o que chamamos de Cifra de César.
Surgimento da Cifra de César
Fonte: Adobe Stock
A Cifra de César consiste em pegar uma mensagem 
qualquer e realizar o deslocamento dos caracteres 
na quantidade definida pela chave.
O valor mais comum de ser utilizado como chave na
Cifra de César é 3, mas isso não é necessariamente
uma regra.
O que é a Cifra de César
Fonte: De autoria própria
HACKERS DO BEM
KDFNHUV GR EHP
OBS: Utilizando uma chave de rotação 3
Criptografando uma Mensagem em Cifra de César
Fonte: De autoria própria
KDFNHUV GR EHP
HACKERS DO BEM
OBS: Só conseguimos descriptografar a mensagem
se soubermos qual é a chave, que nesse caso é 3
Descriptografando uma Mensagem em Cifra de César
Fonte: De autoria própria
Agora que sabemos como funciona a Cifra de César,
no próximo tópico, iremos explorar as fraquezas
que existem nela.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Fraquezas na Cifra de César
A principal característica da Cifra de César é a 
utilização da técnica de substituição.
Portanto, uma letra do alfabeto é substituída por 
outra dependendo do valor da chave.
Quando o valor da chave é 1, a letra muda uma 
posição para frente no alfabeto. “A” vira “B”
Quando o valor da chave é 2, a letra muda duas 
posições para frente no alfabeto. “A” vira “C”
E assim por diante...
Características da Cifra de César
Fonte: De autoria própria
A Cifra de César é baseada em uma técnica de 
substituição monoalfabética.
O problema disso é que o nosso alfabeto tem apenas
26 letras.
Por causa disso, podemos quebrar qualquer
mensagem em Cifra de César testando 25 chavesdiferentes, já que a 26º chave daria na própria
mensagem.
Qual é o Principal Problema?
Fonte: De autoria própria
Mensagem Secreta: EWFKSYWE KWUJWLS
Vamos tentar utilizar a chave de valor 3 e 
descriptografar essa mensagem:
Mensagem Descoberta: BTCHPVTB HTRGTIP
Não faz muito sentido né? ....
Como Quebrar a Criptografia Dessa Mensagem?
Fonte: Adobe Stock
Por ter um tamanho de chave de apenas 25
possibilidades, é muito fácil realizar um ataque de
brute force, até mesmo manualmente.
Logo, depois de algumas poucas tentativas, vamos
descobrir que podemos utilizar a chave de 18
posições:
Mensagem Original: EWFKSYWE KWUJWLS
Mensagem em Claro: MENSAGEM SECRETA
Ataques de Brute Force
Fonte: Adobe Stock
Não precisamos ter que fazer todas as tentativas na
“unha”, temos sites e scripts que já fazem esse
trabalho.
Um dos mais famosos é o site rot13.com, que
facilmente traz para a gente todas as possibilidades
de maneira simples e intuitiva.
Site rot13.com
Fonte: Adobe Stock
Temos que lembrar que isso realmente foi utilizado a
mais de 2 mil anos atrás...
Nos dias atuais, a Cifra de César é utilizada somente
para fins didáticos e/ou em disputas de CTFs
(Capture The Flag).
E como que a criptografia evoluiu para superar esse 
desafio? Saberemos no próximo tópico!
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Aumentando a Segurança na Cifra 
de Substituição
A Cifra de César tem uma grande fraqueza, que é 
em relação as pouquíssimas possibilidades de 
chaves possíveis, que são 25.
Mas o “pulo do gato” está em imaginar que a cifra 
de César não é o único método para se utilizar a 
técnica de substituição...
Cifra de César Ficou Fácil, e agora?
Fonte: Adobe Stock
Vamos pensar somente utilizando o nosso alfabeto 
convencional, que contém 26 letras.
Mas quem disse que a única combinação possível do 
alfabeto é ABCDEFGHI....?
Por que não criar o nosso próprio alfabeto
criptografado?
Vamos Criar a Nossa Cifra?
Fonte: Adobe Stock
O alfabeto convencional todo mundo sabe e 
aprendeu na escola desde pequeno:
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
Podemos criar o seguintes alfabeto do Hackers do
Bem Criptografado:
HACKERSDOBMNPQTUVWXYZFGIJL
Criando a Cifra de Substituição do Hackers do Bem
Fonte: Adobe Stock
Esse nosso “alfabeto do Hackers do Bem” na 
verdade será a nossa chave:
HACKERSDOBMNPQTUVWXYZFGIJL
Será através dela que iremos criptografar a nossa 
mensagem, alinhando o alfabeto convencional com o 
nosso “alfabeto do Hackers do Bem”
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
HACKERSDOBMNPQTUVWXYZFGIJL
Uma Chave Simples Porém Bem Segura
Fonte: Adobe Stock
Vamos criptografar a seguinte mensagem: “O alvo 
está escondido nas montanhas”
Aplicando a nossa chave, a mensagem ficaria:
“T hnft exyh exctqkokt qhx ptqyhqdhx”
Testando a “Cifra Hackers do Bem”
Fonte: De autoria própria
Porque só conhecendo uma chave de 26 caracteres 
na ordem certa que conseguiríamos fazer o processo 
de reversão da criptografia.
Portanto, utilizando essa técnica de criar o nosso 
próprio alfabeto criptografado nos dá um total de 26! 
(vinte e seis fatorial) de possibilidades.
Isso equivale a
403.291.461.126.605.635.584.000.000 de
combinações de chaves possíveis.
Por que Essa Mensagem é Mais Segura?
Fonte: Adobe Stock
Utilizando a técnica correta com a cifra de 
substituição, ela se tornou uma criptografia bem 
segura por muitos anos...
Alerta de Spoiler!
Conseguiram quebrar a segurança dela!
Mas como? Conheceremos a resposta no próximo 
tópico!
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
Análise de Frequência
Com a nova
substituição, a
que utilizavam
forma de se utilizar
confidencialidade das
essa técnica ficaram
a cifra de
informações
seguras por
diversos séculos.
Isso começou a mudar com a chegada de um novo 
ramo de estudo, a Criptoanálise.
Um Novo Ramo da Ciência
Fonte: Adobe Stock
A Criptoanálise é a ciência de descriptografar
mensagens sem ter o conhecimento da chave,
buscando falhas na construção do próprio algoritmo
de criptografia.
A Criptoanálise só foi possível de ser atingida por
causa dos avanços em áreas como Matemática,
Estatística e na Linguística.
Criptoanálise
Fonte: Adobe Stock
Por volta do século VIII d.C, com o surgimento da
criptoanálise como uma área formal do
conhecimento, teve uma corrida para formar novos
criptoanalistas e descobrir formas de se quebrar
a cifra de substituição monoalfabética.
Pois quem tivesse essa tecnologia na época, teria
uma grande
interceptar
vantagem 
mensagens
estratégica, pois poderia 
inimigas e conseguir
informações secretas, sem nem mesmo que eles
percebam.
A Importância dos Criptoanalistas
Fonte: Adobe Stock
A Europa nessa época estava no auge da baixa
idade média, onde não houve grandes avanços
científicos nesse período.
Com isso, o mundo árabe saiu na frente e descobriu
uma fraqueza na cifra de substituição
monoalfabética e desenvolveram uma técnica para
quebrar qualquer mensagem, independente da
chave utilizada.
Essa técnica se chama Análise de Frequência.
Uma Nova Técnica para Quebrar a Criptografia
Fonte: Adobe Stock
Os árabes conseguiram descobrir que em um
determinado idioma, independente do texto que for
utilizado, sempre terá a mesma proporção de vezes
que uma letra aparece.
Por exemplo: A letra que mais aparece na língua
portuguesa é a letra “A” , a segunda que mais
aparece é a letra “E” e a terceira que mais aparece
é a letra “O”.
Análise de Frequência
Fonte: Adobe Stock
A grande falha da cifra de substituição
monoalfabética é que um caractere cifrado sempre
irá representar um único caractere na mensagem em
texto claro.
Portanto, se descobrirmos qual o idioma da
mensagem criptografada, podemos analisar a
frequência dos caracteres e deduzir a mensagem
original a partir disso.
No próximo tópico, vamos praticar esse método!
A seguir...
Fonte: Criação Própria
Realizando Análise de 
Frequência
É necessário entender que a análise de frequência
não é uma implementação exata, que sempre dará
certo.
É preciso entender o contexto, ter um pouco de
“intuição” envolvida enquanto estamos fazendo a
descriptografia utilizando esse método.
E também será necessária várias tentativas e erros 
para se conseguir descriptografar a mensagem.
Antes de começarmos ...
Fonte: Adobe Stock
Essa frequência pode sofrer variações dependendo 
do tamanho do texto, quanto maior o tamanho da 
amostragem, mais preciso será a análise de 
frequência. Em texto menores, a frequência das 
letras podem variar entre elas.
Frequência das letras em Português
AEOSRINDMUTCLPVGHQBFZJXKWY
Frequência das letras em Inglês
ETAOINSHRDLCUMWFGYPBVKJXQZ
Estudo de Análise de Frequência
Fonte: Adobe Stock
T eqseqdeowt xtcohn epuwesh hx pexphx yecqochx 
uewxzhxofhx vze zxhptx qt koh-h-koh. Hxxzpoptx 
uhueox, yeqyhptx tayew cwekoaonokhke. Ctawhptx 
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Uxoctntst xtcohn Kw. Awhk Xhshwoq
Ywecdt yowhkt kt nofwt “H hwye ke oqfhkow” kt 
Mefoq Poyqocm
Mensagem a Ser Estudada
Fonte: Adobe Stock
Descriptografando...
H = 46 E = 39 O = 32 T = 30 X = 30
W = 21 Q = 20 C = 18 Y = 17
Frequência em Português
AEOSRINDMUTCLPVGHQBFZJXKWY
Não é uma ciência exata, portanto não temos uma
relação estritamente direta, sendo que as posições
entre as letras podem variar um pouco.
Análise de Frequência do Texto Cifrado
Fonte: Adobe Stock
T eqseqdeowt xtcoan epuwesa ax pexpax yecqocax 
uewxzaxofax vze zxaptx qt koa-a-koa. axxzpoptx 
uaueox, yeqyaptx tayew cwekoaonokake. Ctawaptx 
tawosactex wecouwtcax. Pax t eqseqdeowt xtcoan 
aunoca exxax yecqocax ke zpa paqeowa 
paqouznaktwa, eqsaqtxa, anyapeqye aqyoeyoca,
rwevzeqyepeqye ctp ereoyt kefaxyaktx.
Uxoctntst xtcoan Kw. Awak Xasawoq
Ywecdt yowakt kt nofwt “a awye ke oqfakow” kt 
Mefoq Poyqocm
Substituindo H=A e E=E
Fonte: Adobe Stock
Descriptografando...O eqseqdeiro socian epuresa as pespas yecqicas 
uerszasifas vze zsapos qo kia-a-kia. asszpipos 
uaueis, yeqyapos oayer crekiainikake. Coarapos 
oarisacoes reciurocas. Pas o eqseqdeiro socian 
aunica essas yecqicas ke zpa paqeira 
paqiuznakora, eqsaqosa, anyapeqye aqyieyica,
rrevzeqyepeqye cop ereiyo kefasyakos.
Usiconoso socian Kr. Arak sasariq
Yrecdo yirako ko nifro “a arye ke iqfakir” ko Mefiq 
Piyqicm
Substituindo T=O, O=I, W=R, X=S
Fonte: Adobe Stock
Descriptografando...
O ensendeiro social epuresa as pespas tecnicas 
uerszasifas vze zsapos no kia-a-kia. asszpipos 
uaueis, tentapos oater crekiailikake. Coarapos 
oarisacoes reciurocas. Pas o ensendeiro social 
aulica essas tecqicas ke zpa paneira paniuzlakora, 
ensanosa, altapente antietica, rrevzentepente cop
ereito kefastakos.
Usicoloso social Kr. Arak sasarin
Trecdo tirako ko lifro “a arte ke infakir” ko Mefin 
Pitnicm
Substituindo Y=T, Q=N, C=C, N=L
Fonte: Adobe Stock
Descriptografando...
O engenheiro social emprega as mesmas 
tecnicas perszasifas vze zsamos no dia-a-dia. 
asszmimos papeis, tentamos oater crediailidade. 
Coaramos oarigacoes reciprocas. Mas o 
engenheiro social aplica essas tecnicas de zma 
maneira manipzladora, enganosa, altamente
antietica, rrevzentemente com ereito defastados.
Psicologo social Dr. Arad Sagarin
Trecho tirado do lifro “a arte de infadir” do Mefin 
Mitnicm
Substituindo S=G, D=H, K=D, U=P, P=M
Fonte: Adobe Stock
Descriptografando...
O engenheiro social emprega as mesmas 
técnicas persuasivas que usamos no dia-a-dia. 
Assumimos papéis, tentamos obter credibilidade. 
Cobramos obrigações recíprocas. Mas o 
engenheiro social aplica essas técnicas de uma 
maneira manipuladora, enganosa, altamente 
antiética, frequentemente com efeito devastados.
Psicólogo social Dr. Brad Sagarin
Trecho tirado do livro “A arte de invadir” do 
Kevin Mitnick
Mensagem Original
Fonte: Adobe Stock
Descriptografado!!!
Foi possível identificar a mensagem original sem o 
conhecimento da chave que foi utilizada.
Então não demorou muito tempo para que surgisse 
novas técnicas de criptografia que não tivesse esse 
tipo de vulnerabilidade na cifra.
Mas como essa evolução ocorreu e qual é essa cifra, 
saberemos no próximo tópico.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Cifras Polialfabéticas
Após a descoberta da possibilidade da quebra das 
cifras monoalfabéticas através da técnica de análise 
de frequência, os maiores segredos como 
militares e de Estados não estavam mais 
seguros.
Foram feitas tentativas de variações em novas cifras 
monoalfabéticas mas no final, mesmo que um pouco 
mais difícil, elas ainda eram vulneráveis a análise 
de frequência.
Necessidade de uma Nova Criptografia
Fonte: Adobe Stock
A necessidade de criação de uma nova cifra se 
coincide com o movimento renascentista que vai 
surgindo na Europa por volta do século XV.
Junto com o renascimento do pensamento científico 
na Europa, surge estudiosos também na área de 
criptografia como Leon Battista Alberti, Leonardo 
Dato, Joahannes Trithemius e Giovanni Porta.
Movimento Renascentista
Fonte: Adobe Stock
É atribuído a Leon Battista Alberti o primeiro 
movimento de criar um novo tipo de cifra, que não se 
utilize somente de um alfabeto para criptografar uma 
mensagem , mas de vários, para que assim a 
mensagem fosse imune a análise de frequência.
Nascia assim o primeira movimento para se criar
uma cifra polialfabética.
Surge uma Nova Ideia
Fonte: Autoria Própria
Apesar dos nomes já citados aqui deram a sua 
contribuição, é atribuído a Blaise de Vigenère, que 
concluiu os estudos e desenvolveu a cifra em sua 
versão final.
Por isso que acabou ficando registrado na história 
que a primeira cifra polialfabética foi a Cifra de 
Vigenère
Aperfeiçoamento da Ideia
Fonte: Adobe Stock
A cifra de Vigenère trouxe uma nova perspectiva 
para a segurança da criptografia, através da nova 
técnica de cifra polialfabética.
Vamos estudar como essa cifra funciona na próxima 
aula.
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
Aula 03
Evolução da Criptografia
Cifra de Vigenères
A Cifra de Vigenère consiste em fazer a criptografia
da mensagem utilizando mais de um alfabeto. Esse
processo é possível através de dois itens:
• A utilização do Quadro de Vigenère
• A definição de uma chave, que pode ser uma 
palavra ou uma frase.
O que é a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Podemos escolher a seguinte mensagem a ser 
criptografada:
“O ataque irá ocorrer as dez horas”
E definimos a seguinte frase como chave
Chave: HACKERS DO BEM
Características da Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Pegamos a mensagem, tiramos todos os espaços 
nelas e alinhamos com a chave escolhida, da mesma 
forma retirando os espaços
OATAQUEIRAOCORRERASDEZHORAS 
HACKERSDOBEMHACKERSDOBEMHAC
Observação: Mesmo que o tamanho da chave não 
seja exatamente do mesmo tamanho da frase, não 
tem problema, basta repetir até o caractere que 
couber
Características da Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Agora vamos o cruzamos da letra da mensagem com 
a sua letra correspondente na chave escolhida.
OATAQUEIRAOCORRERASDEZHORAS 
HACKERSDOBEMHACKERSDOBEMHAC
V...
Criptogrando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Agora vamos o cruzamos da letra da mensagem com 
a sua letra correspondente na chave escolhida.
OATAQUEIRAOCORRERASDEZHORAS 
HACKERSDOBEMHACKERSDOBEMHAC
VA
Criptogrando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Agora vamos o cruzamos da letra da mensagem com 
a sua letra correspondente na chave escolhida.
OATAQUEIRAOCORRERASDEZHORAS 
HACKERSDOBEMHACKERSDOBEMHAC
VAV
Criptogrando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Agora vamos o cruzamos da letra da mensagem com 
a sua letra correspondente na chave escolhida.
OATAQUEIRAOCORRERASDEZHORAS 
HACKERSDOBEMHACKERSDOBEMHAC
VAVKULWLFBSOVRTOVRKGSALAYAU
Criptogrando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
A mensagem original é:
O ataque irá ocorrer as dez horas
A mensagem cifrada fica assim:
V avkulw lfb sovrtov rk gsa layau
E como podemos descriptografar essa mensagem?
A resposta está no próximo tópico!
A seguir...
Fonte: de autoria própria
Analisando a Cifra de Vigenère
A mensagem secreta
V avkulw lfb sovrtov rk gsa layau
Com o conhecimento da chave
HACKERS DO BEM
Relembrando a Mensagem Criptografada
Fonte: de autoria própria
Pegamos a mensagem criptografada, tiramos todos 
os espaços nelas e alinhamos com a chave 
escolhida, da mesma forma retirando os espaços
VAVKULWLFBSOVRTOVRKGSALAYAU
HACKERSDOBEMHACKERSDOBEMHAC
Características da Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Agora vamos o busca a coluna corresponde a chave, 
que nesse caso é “H”, vamos descer até encontrar a 
letra criptografada correspondente na mensagem, 
que nesse caso é “V” e buscar no começo da linha 
qual é a letra correspondente, que nesse caso é “O”.
VAVKULWLFBSOVRTOVRKGSALAYAU 
HACKERSDOBEMHACKERDOBEMHAC
O...
Descriptografando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
E vamos repetir esse processo com todas as letras
.... a coluna corresponde a chave, que nesse caso é 
“A”, vamos descer até encontrar a letra criptografada 
correspondente na mensagem, que nesse caso é “A” 
e buscar no começo da linha qual é a letra 
correspondente, que nesse caso é “A”.
VAVKULWLFBSOVRTOVRKGSALAYAU
HACKERSDOBEMHACKERDOBEMHAC
OA..
Descriptografando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Novamente.... a coluna corresponde a chave, que 
nesse caso é “C”, vamos descer até encontrar a letra 
criptografada correspondente na mensagem, que 
nesse caso é “V” e buscar no começo da linha qual é 
a letra correspondente, que nesse caso é “T”.
VAVKULWLFBSOVRTOVRKGSALAYAU 
HACKERSDOBEMHACKERDOBEMHAC
OAT
Descriptografando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
Até finalizarmos o processo e ter novamente a 
mensagemoriginal.
VAVKULWLFBSOVRTOVRKGSALAYAU 
HACKERSDOBEMHACKERDOBEMHAC
OATAQUEIRAOCORRERASDEZHORAS
Descriptografando com a Cifra de Vigenère
Fonte: de autoria própria
A mensagem secreta é:
V avkulw lfb sovrtov rk gsa layau
A mensagem original é:
O ataque irá ocorrer as dez horas
A cifra de Vigenère se provou muito forte, mas com o 
tempo e situações que forçaram a humanidade a 
novamente evoluir tanto na criptografia quanto na 
criptoanálise. Que situações? Descobriremos no 
próximo tópico.
Conclusão
Fonte: de autoria própria
Criptografia manual
Vamos relembrar de todas 
algoritmos de criptografia 
momento no curso.
as técnicas, cifras e
que vimos até esse
O que todas elas tem em comum?
Que são processadas de forma manual, mesmo que
seja preciso muito trabalho e exigisse um esforço de
vários dias, ainda assim, são tarefas possíveis de
serem feitas puramente com esforço humano.
Criptografia Manual
Fonte: Adobe Stock
Mas por volta do século XVIII e XIX, a humanidade
estava evoluindo a passos largos, sendo uma época
que surgiu várias tecnologias que revolucionaram a
comunicação.
As duas das mais importantes foram o telégrafo
elétrico em 1837 e posteriormente a transmissão
via rádio em 1896.
Criptografia Está Cada Vez Mais Complexa
Fonte: Adobe Stock
E é nesse ambiente que surge um personagem
importante para a história da computação.
Charles Babbage foi simplesmente o idealizador do
conceito do computador que temos hoje, uma
máquina programável que tivesse a capacidade de
entrada, armazenamento, processamento e saída 
dos dados.
Um Gênio Chamado Charles Babbage
Fonte: Adobe Stock
E por que Charles Babbage é importante também na 
criptografia?
Por que simplesmente ele conseguiu fazer o maior
avanço na criptoanálise desde o século VIII, onde os
árabes inventaram a técnica de análise de
frequência.
Charles Babbage descobriu uma maneira de
quebrar a Cifra de Vigenère.
Charles Babbage na Criptografia
Fonte: Adobe Stock
A quebra da cifra de vigenère envolve uma certa
complexidade que levaria muito tempo para explicar
detalhadamente cada passo.
Quem tiver curiosidade de saber mais, basta
procurar na internet o chamado método Kasiski.
Apesar de Babbage ter quebrado a cifra antes, ele
não publicou nenhum trabalho sobre e, alguns anos
mais tarde, Friedrich Kasiski conseguiu a mesma
coisa e publicou seu método.
Quebra de Cifra de Vigenère
Fonte: Adobe Stock
Friedrich Kasiski fizeram suas contribuições
Nesta mesma época onde Charles Babbage e
na
criptoanálise, começaram a surgir as primeiras
máquinas.
E isso também teve profundos impactos na
criptografia pois agora poderíamos trabalhar tanto na
criação e também na análise de novas cifras, de uma
maneira muito mais rápida, precisa e confiável com
a utilização das máquinas em vez do trabalho
manual da própria pessoa.
O Surgimento das Primeiras Máquinas
Fonte: Adobe Stock
Infelizmente, essa época também foi marcada
diversos conflitos que acabaram culminado na
Primeira e a Segunda Guerra Mundial no início do
século XX.
E novamente a criptografia desempenhou papel
fundamental nesses dois eventos. Como isso
aconteceu é o assunto do próximo tópico.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Máquina Enigma
A Alemanha nazista na segunda guerra mundial se
utilizava da comunicação de rádio para trocar
informações confidenciais.
Mas isso só era possível porque eles tinham
desenvolvido uma nova forma de criptografia com
um auxílio de uma máquina, chamada de Enigma.
Segunda Guerra Mundial - Criptografia
Fonte: Adobe Stock
A máquina enigma consistia em uma espécie de
máquina de escrever, onde você digitava a sua
mensagem e acendia pequenas lâmpadas
correspondente a letra cifrada.
O segredo estava na quantidade absurda de
possíveis configurações da máquina. A versão militar
tinha incríveis 
de combinações
do enigma
159,000,000,000,000,000,000
possíveis.
A Máquina Enigma
Fonte: Adobe Stock
Além da quantidade absurda de combinações, os
alemães mudavam a configuração utilizada todos os
dias.
Então os Aliados precisavam de uma forma de
quebrar a criptografia dos Alemães de maneira
rápida, onde pudessem descobrir qual era a
configuração utilizada no dia, para conseguir
interceptar e mandar as informações coletadas para
o alto escalão do exército.
Criptoanálise dos Aliados
Fonte: Adobe Stock
Foi assim que surgiu um nome que ficou marcado na
história.
Alan Turing foi simplesmente o responsável por
encontrar a maior fraqueza dentro da máquina
Enigma.
Ele percebeu que a máquina enigma sempre
transformava uma letra em qualquer outra, menos
nela mesma, e foi a partir dessa pequena falha que
Alan Turing conseguiu explorar e quebrar a
criptografia do Enigma.
Alan Turing
Fonte: Adobe Stock
Mas nenhum humano seria capaz de realizar todos
os testes na precisão e velocidade necessárias. Por
isso que Alan Turing surgiu como uma ideia.
Construir uma máquina que fosse programável e que
pudesse realizar operações lógicas para determinar
quais eram as configurações do Enigma a partir da
mensagem cifrada.
E com isso nasceu a máquina Bombe.
Quebrando o Código da Máquina Enigma
Fonte: Adobe Stock
Após o sucesso da quebra da criptografia do
Enigma, os Aliados foram munidos de informações
cruciais para a guerra e com isso conseguiram a
vitória sobre a Alemanha Nazista. Diz os
historiadores que o trabalho de Alan Turing e sua
equipe de criptoanalistas fez com que a Guerra fosse
encurtada em alguns anos e por causa disso,
milhões de pessoas teve a suas vidas salvas.
Indico o filme “O jogo da Imitação”, que conta um
pouco mais sobre a história de Alan Turing.
Impacto de Alan Turing na Guerra
Fonte: Adobe Stock
Nesse conteúdo, tivemos uma boa ideia dos
principais fundamentos da criptografia e como ela foi
evoluindo com o passar dos anos, até chegarmos
nos dias de hoje.
Na próxima aula, iremos nos aprofundar um
pouco mais sobre as principais tecnologias de
criptografia que utilizamos atualmente no nosso
dia a dia.
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
Aula 04
Criptografia Moderna
Criptografia na Atualidade
O mundo ficou devastado após a segunda guerra
mundial e, por causa dela, tivemos diversas
consequências que nos influência até hoje.
Só para citar alguns exemplos: A Criação da ONU, o
início do Guerra Fria entre Estados Unidos e União
Soviética, O tratado de não proliferação de armas
nucleares e muitos outros.
O Mundo Após a 2º Guerra Mundial
Fonte: Adobe Stock
Mas a guerra acabou deixando também diversas
tecnologias que antes eram exclusivamente militares
e que hoje acabaram se tornando do nosso
cotidiano.
O maior exemplo deles é o computador, criado por
Alan Turing e sua equipe de criptoanalistas em
Bletchley Park.
E claro, a criptografia foi também foi incorporada
em nosso dia a dia.
A Tecnologia da Guerra
Fonte: Adobe Stock
E com essas tecnologias deixadas pela Guerra,
fomos evoluindo cada vez mais e criando novas
tecnologias a partir dessas.
Um grande exemplo é que a partir do computador,
foram se criando as primeiras redes para eles se
comunicar e essas redes foram ficando cada vez
maiores até chegarmos no ponto da Internet, que é a
rede mundial de computadores.
E por causa disso, estamos no mundo digital que
vivemos hoje.
O Mundo Digital
Fonte: Adobe Stock
A criptografia, seja durante a guerra ou em nosso
cotidiano, tem exatamente o mesmo papel de
proteger as informações para que somente as
pessoas autorizadas tenham acesso a elas.
Mas a principal diferença entre a guerra e o cotidiano
hoje
usam
ela está
e nem
em relação a criptografia é que
transparente, onde as pessoas
percebem
Onde está a Criptografia?
Fonte: Autoria Própria
Fonte: Adobe Stock
Só para citar alguns exemplos de como utilizamos a 
criptografia e nem percebemos.
• No acesso do aplicativo do Banco,
• Na compra online em um e-commerce,
• Digitamos a senha para entrar no celular,
• Aplicativos de mensagensinstantâneas,
• Quando passamos o cartão de crédito para pagar
a conta do supermercado,
• Enfim, exemplos não faltam...
Onde utilizamos a criptografia?
Fonte: Adobe Stock
A primeira parte desse módulo fez um resumo da
história da criptografia e do seu papel durante os
anos.
Agora chegamos na idade contemporânea, e vamos
entender melhor como a criptografia funciona, suas
diferenças, e o impacto no nosso dia a dia.
E vamos começar primeiro a entender as diferenças 
de criptografia em Trânsito e de Repouso.
Mas só vamos descobrir isso na próxima aula...
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
Criptografia em Trânsito e Repouso
Já entendermos que a criptografia está envolvida em
nosso cotidiano de forma transparente, mas estamos
aqui para “ver o invisível” e descobrir o que está por
trás da cortina.
E essa criptografia pode se apresentar basicamente
de duas maneiras, ela estando em Trânsito ou em
Repouso.
Criptografia Moderna
Fonte: Adobe Stock
A Criptografia em
desenvolvido para
Trânsito é todo algoritmo 
proteger as informações que
estão em movimento, sendo transmitida de alguma
maneira para outro local.
Seria por exemplo a ideia de um carro blindado,
uma camada de segurança extra em algo
desenvolvido para se locomover.
Criptografia em Trânsito
Fonte: Adobe Stock
A Criptografia em Repouso é todo algoritmo
desenvolvido para proteger as informações que
ficam armazenadas em algum lugar.
Seria a ideia de um cofre de banco, uma camada
de proteção para proteger algo valioso, mas que fica
parada em algum lugar.
Criptografia em Repouso
Fonte: Adobe Stock
Criptografia não é tudo a mesma coisa? Por que teria
que ter algoritmos específicos para a informação em
trânsito ou para a informação que está em repouso?
Isso é necessário porque dependendo de como é
feita essa criptografia, pode ter impactos diferentes
dentro do ambiente onde ela é utilizada.
Por exemplo, uma criptografia muito pesada pode
ser excelente para uma informação que esteja em
repouso, porém ela pode causar uma lentidão se
for utilizada dentro de uma comunicação.
Porque existe essa diferença?
Fonte: Adobe Stock
Iremos descobrir juntos um pouco das características
de quais são esses algoritmos e como eles
funcionam, porém como vamos estudar algo que não
conseguimos ver?
Para isso, vamos precisar do nosso próprio “óculos
de visão noturna” para enxergar o que antes estava
invisível: uma ferramenta que vamos descobrir no
próximo tópico.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Sniffers de Rede
Falamos da diferença entre a criptografia de trânsito 
e repouso.
Visualizar a criptografia em repouso é algo mais
“intuitivo”, pois é a verificação de vários arquivos
“embaralhados”.
Mas e como visualizamos uma criptografia em
trânsito?
Como olhar algo invisível?
Fonte: Autoria Própria
Com esse tipo de ferramenta, o sniffer de rede,
temos a capacidade de visualizar todo o tráfego que
entra e sai da sua placa de rede.
E dessa forma conseguimos visualizar os pacotes de
rede e suas diversas camadas existentes dentro dos
protocolos de comunicação, como por exemplo o
TCP/IP.
Visualizando o Tráfego de Rede
Fonte: Adobe Stock
Duas ferramentas que se destacam quando falamos
sobre sniffers de rede são o Wireshark e o
TCPDump.
Ambas as
amplamente
Informação.
ferramentas
usadas na área
são opensource e
de Segurança da
Exemplos de Sniffers
Fonte: Autoria Própria
Por ter uma interface gráfica intuitiva, o Wireshark
normalmente é a primeira ferramenta desse tipo que
você terá contato.
Mas não se engane, é uma ferramenta
extremamente completa e eficaz para visualizar os
pacotes de rede.
Wireshark
Fonte: Autoria Própria
Essa é uma ferramenta que a princípio não é tão
amigável no começo, pois diferentemente do
wireshark, não possui uma interface gráfica,
funcionando somente por linha de comandos.
No entanto, a sua grande vantagem é que por ser via
linha de comando, é possível fazer diversas
automatizações através de scripts, além de ser
altamente customizada para realizar a análise do
tráfego de rede.
TCPDump
Fonte: Autoria Própria
Essa é sempre uma questão que aparece quanto
existe uma comparação entre duas ferramentas
quaisquer.
E a resposta correta é .... Depende!
Não existe uma melhor ou pior, mas sim
características que melhor se adequam a
determinadas situações, cabe a nós escolhermos
baseado nisso.
Qual das ferramentas é a melhor?
Fonte: Adobe Stock
Independente de qual ferramenta que iremos utilizar,
seja o wireshark, tcpdump ou uma terceira, não
importa.
Não se apegue a uma ferramenta em específico mas
sim tente aprender sobre o que ela faz e como pode
ajudar em suas tarefas, como analisar e visualizar
quais protocolos são seguros e aqueles que não são.
O que são esses protocolos? Vamos descobrir no
próximo tópico.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Protocolos Seguros
Vimos no tópico anterior que agora podemos
visualizar todos os protocolos que passam em
nossa placa de rede.
E o que se passa nela? Quais protocolos que
utilizamos e nem percebemos?
Para descobrir isso, podemos utilizar um sniffer de
rede e visualizar essa informações, como o
Wireshark.
Troca de Informações
Fonte: Adobe Stock
Para demonstrar a diferença entre um protocolo
seguro e não seguro, vamos começar com algo que
você está fazendo nesse exato momento, acessando
um site.
Na imagem ao lado, é um exemplo de uma captura
de rede do acesso a um site em HTTP, que é um
protocolo que não tem criptografia.
Visualização do Tráfego de Rede
Fonte: Autoria Própria
E na imagem ao lado, é o tráfego do acesso ao
mesmo site, porém agora utilizando o protocolo
HTTPS, onde tem criptografia envolvida.
A diferença é nítida, no primeiro caso é possível
visualizar todas as informações de forma
compreensível, já no segundo caso não é possível
entender as informações que estão sendo
trafegadas.
Visualização do Tráfego de Rede
Fonte: Autoria Própria
Acabamos de visualizar dois protocolos, o HTTP e o
HTTPS, que tem basicamente a mesma função,
sendo que a única diferença entre eles é uma
camada extra de criptografia.
O protocolo responsável por essa camada extra no
HTTPS e em muitos outros protocolos é o SSL/TLS.
Diferença entre HTTP e HTTPS
Fonte: Adobe Stock
Outros exemplos de protocolos inseguros x seguros:
• TELNET x SSH
• FTP x FTPS
• SMTP x SMTPS
• IMAP x IMAPS
• LDAP x LDAPS
• DNS x DNSSEC
Mais protocolos Seguros x Inseguros
Fonte: Adobe Stock
É essencial para um profissional de segurança da
informação entender e dominar uma das formas mais
comuns de se utilizar criptografia em comunicação,
que é o SSL/TLS.
Porém precisamos voltar alguns passos e entender
alguns conceitos prévios que envolvem a
criptografia moderna e seus algoritmos.
Portanto, na próxima aula vamos entender melhor a
diferença entre criptografias simétricas e
assimétricas.
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
Aula 05
Chaves Criptográficas
Como vimos na última aula, tivemos exemplos de
protocolos seguros e não seguros, e da mesma
forma que existem vários protocolos com diversos
objetivos diferentes, o mesmo acontece com a
criptografia.
A criptografia na sua essência e no seu objetivo
sempre será o mesmo, porém tem múltiplas
maneiras de se colocar isso em prática.
Diversas Formas de Criptografia
Fonte: Adobe Stock
Também aprendemos que um elemento fundamental 
da criptografia é a chave.
A chave dentro da criptografia é o item que 
transforma a mensagem em texto claro em texto
cifrado e capaz de revertê-la, sendo que o
conhecimento da chave deve ser mantido em
segredo.
E no mundo digital, a chave também se tornou
digital.
Tudo se resume a 0s e 1s
Fonte: Adobe Stock
E como podemos prevenir os tipos de ataques já
conhecidos para se tentar descobrir uma chave?
Não é uma regra absoluta mas quanto maior a
chave, mas difícil será para se conseguir quebrá-la,
principalmente quando falamos de ataques de brute-
force.E a quantidade de bits envolvidos em uma chave irá 
depender do algoritmo utilizado.
Tamanho da Chave
Fonte: Adobe Stock
E além do tamanho das chave, 
importante é como essas chaves 
podendo ser feita de duas maneiras:
outro ponto 
são geradas,
Elas podem ser:
• Chaves simétricas
• Chaves assimétricas.
Dois Tipos de Chaves
Fonte: Adobe Stock
Então iremos abordar nos próximos tópicos as
características, vantagens e desvantagens de cada
um dos tipos de chaves e como isso pode impactar
na segurança da informação.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Chaves Simétricas
É relativamente comum encontrar esse tipo de objeto
da imagem ao lado. É um cadeado com segredo
embutido, geralmente colocados em armários, portas
e até mesmo para manter um bicicleta presa no
poste.
Fazendo uma analogia, o segredo nesse caso seria
a nossa chave, e isso seria um exemplo de
criptografia simétrica pois com a mesma combinação
de números, é possível abrir e fechar o cadeado.
Segurança da Bicicleta
Fonte: Adobe Stock
O conceito
codificação
realizada
da criptografia simétrica é que a 
e decodificação da mensagem é
através de uma mesma chave
criptográfica.
Enquanto na criptografia assimétrica a codificação
e decodificação da mensagem é realizada por duas
chaves distintas.
Conceitos
Fonte: Adobe Stock
Alguns exemplos de protocolos utilizados para a
criptografia simétrica são o DES, 3DES, RC2, RC4,
RC5, IDEA, BLOWFISH e AES.
Não entraremos em detalhes em cada um desses
algoritmos, mas todos trabalham de forma simétrica,
sendo o AES com os tamanhos de chave de 128,
192 e 256 bits um dos mais seguros dos citados
acima.
Algoritmos de Criptografia Simétrica
Fonte: Autoria Própria
algoritmos de chavesde se utilizar 
por causa de seu desempenho e
A vantagem
simétricas é
simplicidade de implementação e por isso não 
o desempenho da rede ou dosafetam tanto
equipamentos
criptografados.
que irão processar esses dados
Vantagens da Criptografia Simétrica
Fonte: Autoria Própria
A desvantagem de se utilizar algoritmos de chaves
simétricas é a necessidade de compartilhamento
prévio da chave, e é nesse momento que a chave
pode ser descoberta, vazada ou interceptada de
alguma maneira, deixando a segurança da
informação comprometida.
No exemplo do cadeado com segredo é como se
alguém descobrisse quais são os números que
abrem o cadeado porque olhou no momento que
você colocou a senha.
Desvantagens da Criptografia Simétrica
Fonte: Autoria Própria
Por não ser possível garantir sempre a segurança no
momento do compartilhamento da chave, surgiu a
necessidade de se criar uma nova forma, onde não
precisasse mais se preocupar com o
compartilhamento da chave.
Com isso, surgiu a criptografia assimétrica e, no
próximo tópico, vamos entender melhor seu
funcionamento.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Chaves Assimétricas
Todos temos a preocupação com a segurança de
nossas casas e por isso utilizamos alguns
mecanismos de segurança que, de tão comuns, nem
percebemos mais.
Um desses mecanismos é a utilização de dois
elementos: o cadeado e a sua respectiva chave.
Como Garantimos a Segurança de Casa?
Fonte: Adobe Stock
Logo, não percebemos que utilizamos em nossas
casas um método relativamente mais seguro.
Pois a utilização de um cadeado e uma chave são
dois elementos distintos que juntos formam uma
combinação única capaz de abrir o cadeado.
Tem que ser o cadeado certo com a chave certa.
E é dessa maneira que surgiu o conceito da
criptografia assimétrica
Combinação de Dois Elementos
Fonte: Adobe Stock
Com a criptografia assimétrica, não temos mais o 
problema do compartilhamento do “segredo”.
Voltando ao exemplo do cadeado com segredo, pode
ter o risco de alguém olhar você colocando a senha,
escutar uma conversa onde fosse falado o segredo,
enfim, independente de como a senha teria sido
descoberta, a segurança estaria comprometida.
Sem Compartilhamento do “Segredo”
Fonte: Adobe Stock
Agora com o sistema de chaves assimétricas, não
importa se você olha eu abrindo o cadeado com a
minha chave, se eu falo para você que tenho uma
chave, que você verifique o cadeado com as próprias
mãos, ou até mesmo tentar abrir com diversas outras
chaves parecidas, enfim...
A única maneira para se abrir o cadeado do portão é 
possuindo a chave correta para aquele cadeado.
Combinação de Chave e Cadeado
Fonte: Adobe Stock
E é dessa dinâmica que surge dois nomes muitos
famosos quando estudamos criptografia, a ideia da
chave pública e chave privada.
A Chave pública seria o equivalente ao cadeado,
onde todo mundo tem acesso a ele, pois fica exposto
para a rua.
A Chave privada seria o equivalente a chave que
abre o cadeado, onde somente a pessoa autorizada
deve possui-la.
Chaves Públicas e Privadas
Fonte: Adobe Stock
Então no próximo tópico, iremos entender melhor
como funciona essa dinâmica de chave pública e
privada dentro de uma comunicação no ambiente
digital.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Chave Pública e Privada – parte 1
É fácil de visualizar a imagem de uma chave e de um
cadeado pois são objetos que podemos ver em
nosso cotidiano com certa frequência.
Mas o que seriam essas “chaves digitais”?
Essas chaves são códigos que são
matematicamente relacionados entre si.
O detalhamento dessa matemática é bastante
complexo e não tem como ser abordado aqui nesse
momento, mas para quem tiver a curiosidade,
pesquisar por “Fatoração de números primos”
O que são essas “chaves”?
Fonte: Adobe Stock
Vamos imaginar o seguinte cenário, que João quer
mandar uma mensagem criptografada para a Maria,
mas não tem como garantir a troca de chaves antes
de começar a comunicação, por isso decidem utilizar
a criptografia assimétrica.
Para isso acontecer, cada um terá duas chaves.
Portanto temos as seguintes chaves envolvidas na
comunicação: Chave Pública do João, Chave
Privada do João, Chave Pública da Maria e Chave
Privada da Maria.
Comunicação com Chave Pública e Privada
Fonte: Adobe Stock
Para João mandar a mensagem, ele irá
criptografar a mensagem com a Chave Pública de
Maria e envia-la.
É como se ele tivesse colocado um “cadeado” na
mensagem e somente que possuir a chave certa,
poderá olhar o seu conteúdo, por isso que é seguro
trafegar esses dados, por exemplo, pela internet.
Pois mesmo que olhem a mensagem, não
conseguirá ter acesso a informação sem possuir a
chave correta.
Comunicação com chave Pública e Privada
Fonte: Adobe Stock
E o mesmo processo acontece para Maria poder
responder a mensagem. Ela irá criptografar a
mensagem com a chave publica de João e
somente a sua respectiva chave privada poderá
descriptografar a mensagem.
Nem mesmo 
descriptografar 
criptografou.
a própria chave pública
a mensagem que ela
consegue
mesma
Comunicação com chave Pública e Privada
Fonte: Adobe Stock
Dessa maneira garantimos que não exista mais o 
problema da troca de chaves e assim garantimos um 
nível de segurança maior.
Agora basta nós mudarmos todos os algoritmos 
simétricos para assimétricos que a nossa segurança 
estará bem melhor, não é mesmo?
Não exatamente, mas no próximo tópico vamos
descobrir porque a criptografia simétrica ainda é 
usada mesmo nos dias atuais.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Chave Pública e Privada – parte 2
No último tópico, entendemos como que funciona
a dinâmica na comunicação que se utiliza das
chaves públicas e privadas.
Mas quais são os algoritmos que implementam esse
tipo de comunicação na prática?
Implementando Chave Pública e Privada na Prática
Fonte: Autoria Própria
Alguns exemplos de protocolos utilizados para a
criptografia assimétrica são o DIFFIE-HELLMAN,
RSA, ECC e DSA.
O Diffie-Hellman tem como objetivo realizar a troca
de chaves simétricas de forma segura, o RSA e o
ECC para criptografia de dados e DSA para
assinaturas digitais.
Algoritmos de Criptografia Assimétrica
Fonte: Autoria Própria
A vantagem de se utilizaresse tipo de criptografia é
que não existe mais o problema do
compartilhamento de chaves como na criptografia
simétrica, garantindo assim, uma criptografia mais
segura.
Vantagens da Criptografia Assimétrica
Fonte: Autoria Própria
Fonte: Autoria Própria
A desvantagem é que os algoritmos envolvidos na
comunicação nesse tipo de criptografia são pesados
e acarretam lentidão na comunicação e acabam
consumindo bastante recursos da máquina que irão
realizar a criptografia e a descriptografia das
mensagens.
Desvantagens da Criptografia Assimétrica
Fonte: Autoria Própria
Fonte: Autoria Própria
Se formos precipitados, poderíamos concluir que
como a criptografia assimétrica é mais segura por
causa do sistema de chave pública e privada,
poderíamos descartar o sistema de chave simétrica,
porém isso não é verdade.
A chave simétrica também tem o seu espaço por
causa de suas características, já que os algoritmos
para implementa-la são mais simples e leves se
comparados ao sistema de chave pública e privada.
Criptografia Simétrica Perdeu Espaço?
Fonte: Adobe Stock
Logo, não existe um sistema que seja
necessariamente melhor ou pior que o outro, ambos
tem suas características que irão se adequar
melhor em determinadas situações.
E cabe a nós, futuros hackers do bem escolhermos o
melhor sistema para cada situação.
E na próxima aula iremos falar sobre outro sistema 
muito importante, que é o HASHING.
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
Aula 06
Função Hash
Hashing
Esse tópico começa com uma provocação: o que
há em comum na cobrança que chega em sua
casa com o download de um programa que você
faz na internet?
A princípio, parecem ser duas situações distintas,
sem nada em comum, certo?
Porém existe um conceito por trás desses dois itens 
que tem tudo a ver com o tema desse módulo.
O que eles tem em comum?
Fonte: Adobe Stock
Vamos começar com as contas que provavelmente
chegam na sua casa...
Normalmente olhamos se a carta está com o nome e
endereço correto, verificamos o seu conteúdo,
olhamos o valor da conta e posteriormente
efetuamos o pagamento do mesmo.
Mas e se o envelope já chegar aberto na sua casa?
E se estiver no nome de outra pessoa? Ou mesmo
que o nome está correto mas com as informações de
endereço estão incorretas? O que você faria?
Conta de agua, luz, internet...
Fonte: Adobe Stock
A outra situação é a utilização de diversos programas
que instalamos em nosso computador, seja
navegadores, editor de texto, vídeo, música, jogos,
enfim, as aplicações são diversas.
Mas como garantimos que o programa que é baixado
é aquele mesmo? Quem garante que ele não foi
modificado no caminho entre a origem do servidor
até chegar no seu computador?
Download de um programa na Internet
Fonte: Adobe Stock
Em ambos os casos, seja a conta que chegou em
casa ou do programa que foi baixado no computador
temos a preocupação se a integridade da informação
foi violada.
No ambiente físico como no caso da carta, podemos
até olhar se a carta está aberta, se a informação está
aparentemente certa, mas e no ambiente digital,
como podemos verificar se “a carta está aberta”?
Qual é o risco em ambos os casos?
Fonte: Adobe Stock
No mundo digital, temos como verificar se “a carta foi
aberta”, mexida ou modificada de maneira
extremamente precisa.
E é exatamente isso que o hashing faz. No próximo 
tópico, vamos desvendar como o hashing funciona.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Hash na Prática
“O hash é uma função matemática que tem como
objetivo receber uma quantidade de dados variados
e que sempre irá retornar uma quantidade fixa de
caracteres”
Definição de Hash
Fonte: Adobe Stock
• Aceita dados de tamanho variável.
• Produz um valor de tamanho fixo.
• Um bit modificado na entrada produz um valor
totalmente diferente na saída.
• Computacionalmente inviável descobrir a 
mensagem original a partir da própria hash
Características do Hash
Fonte: Adobe Stock
A principal característica da criptografia é garantir a
confidencialidade da informação por um processo
que embaralhe a informação por meio de uma chave
e que o processo seja reversível.
Como a função hash não é um processo reversível 
não pode ser considerado criptografia.
Hash não é criptografia!
CRIPTOGRAFIA
Fonte: Autoria Própria
HASH
Apesar de não fazer o papel da criptografia de
garantir a confidencialidade da informação, a função
hash tem um papel muito importante em garantir a
integridade da informação, por sua característica
de que a mesma entrada sempre irá gerar o mesmo
hash de saída e se um único bit for alterado, irá ter
uma saída completamente diferente, como a imagem 
ao lado.
Por que o hash é importante?
Fonte: Autoria Própria
O hash é utilizado como uma identificação do arquivo
e também como um validador se nada nesse arquivo
foi alterado. Isso é muito útil para verificar a
integridade do arquivo, pois se houver qualquer
alteração, seja de um único bit, a saída será
completamente diferente, independente do tamanho
do arquivo.
Outra aplicação muito
armazenamento de senha.
relevante é no
Aplicações do Hash
Fonte: Autoria Própria
Para implementar a função hash na prática, existem 
diversos algoritmos, os mais famosos entre eles são:
MD5, SHA1, SHA256 e SHA512
O Hash MD5 já foi muito utilizado porém atualmente 
já é considerado ultrapassado e inseguro.
Mas como que um hash pode ser inseguro se ele 
não pode ser revertido?
Algoritmos de Hash
Fonte: Adobe Stock
Lembra que a função hash também serve para 
armazenar senhas?
Não podemos reverter a função hash mas podemos
explorá-la com um ataque chamado rainbow table
Vamos conhecer melhor esse tipo de ataque no 
próximo tópico.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Ataques em Hashes
Tenho certeza que para abrir a aula que você está
assistindo agora, você digitou alguma senha (pelo
menos uma) para chegar até aqui.
Na verdade, o computador não armazena a sua
senha mas sim o HASH da sua senha.
E para entender como funciona essa dinâmica, 
vamos utilizar propositalmente como exemplo o hash 
MD5, que já falamos que já não é mais segura.
Onde está o problema com essa imagem?
Como a senha é armazenada em seu computador?
Fonte: Autoria Própria
Se utilizarmos puramente os hashes para armazenar 
senhas, podemos sofrer um tipo de ataque 
conhecido como rainbow table, que é um ataque de 
brute force tentando adivinhar qual foi a senha 
utilizada, já que sempre a mesma entrada 
reproduzirá a mesma saída.
E por isso já podemos concluir que Maria e Carlos 
possuem a mesma senha!
Qual a fraqueza do hash?
Fonte: Autoria Própria
Por isso não é recomendado salvar a sua senha em
texto claro, mas também não é recomendado salvar
puramente em hash.
O que podemos fazer é complementar a função hash
com uma técnica chamada de salt.
Como aumentamos a força do hash
Fonte: Adobe Stock
A técnica de salt consiste em pegar um “código” 
extra, que será misturado a senha antes de sofrer a 
mudança do hash.
Com isso fica impossível de realizar um ataque de 
rainbow table em hashes com aplicação de salt.
Técnica de Salt
Fonte: Autoria Própria
Logo, é dessa maneira que os sistemas operacionais
modernos armazenam a senha dos computadores.
É importante entender o funcionamento dos hashes
para nós, futuros hackers do bem, entender as suas
fraquezas e como podemos nos proteger.
Na próxima aula vamos entender como funciona o 
sistema de estrutura de certificados digitais que tem 
em todos sites seguro que você e todo mundo 
acessa.
Conclusão
Fonte: Autoria Própria
Aula 07
Certificados Digitais
Em vários aspectos do cotidiano, acabamos
confiando em pessoas, instituições ou em algum
outro elemento em nossa sociedade que de uma
maneira ou de outra, acaba tendo a nossa confiança.
E não estou falando da confiança que temos em
nossa família e amigos, estou falando de outro tipo
de confiança...
Como sabemos que algo é confiável?
Fonte: AdobeStock
Um grande exemplo de confiança que temos na
sociedade é a ideia por trás da criação dos bancos.
Ele acaba sendo um entidade centralizada que
garante que duas ou mais partes concordem que foi
transitado determinado valor de uma conta para
outra.
Quem vai garantir que o dinheiro saiu da minha 
conta e foi para a conta do João? O banco!
Relação de Confiança com Dinheiro
Fonte: Adobe Stock
Também temos a “confiança jurídica”, que é o 
famoso assinar em cartório. Onde se tem a garantia 
da autenticidade do documento.
Quem vai garantir que é um contrato válido? Que 
aquele imóvel naquela rua é minha propriedade? Em 
muitos desses casos é o cartório que tem a 
legitimidade, ou seja, a confiança das partes que 
assinaram o documento, para garantir a sua 
validade.
Relação de Confiança Jurídica
Fonte: Adobe Stock
E no digital, como funciona?
Como temos a possibilidade de saber se algo na 
internet é confiável? Isso é possível através dos 
certificados digitais.
Eles são uma das formas que temos de garantir a 
confidencialidade e autenticidade.
Relação de Confiança Digital
Fonte: Autoria Própria
Estamos construindo um caminho para tornarmos
profissionais da segurança da informação, portanto
temos que ir além do cadeado verde no site.
Precisamos o funcionamento por trás de um site
confiável e entender toda a infraestrutura que tem
por trás dele.
No próximo tópico, vamos conhecer mais sobre o
funcionamento da segurança em sites.
Conclusão
Fonte: Adobe Stock
HTTPS e Certificados Digitais
Vamos para a velha história de sempre, temos que
olhar que o cadeado verde na parte superior do site,
ali na URL certo?
Sim, mas o que significa ter um cadeado no site? O
que aquele cadeado representa?
Como o site sabe que é confiável?
Fonte: Adobe Stock
Já entendemos a diferença entre o protocolo HTTP e
HTTPS, sendo que o HTTP trafega as informações
em texto claro e o HTTPS trafega as informações de
maneira criptografada por causa do protocolo
SSL/TLS.
Mas tem como termos um site HTTPS que não seja
confiável? E a resposta surpreende...
SIM!
HTTP x HTTPS
Fonte: Adobe Stock
É possível que alguns de vocês já tenham se
deparado com uma mensagem de erro igual ou
similar a imagem ao lado.
O que essa imagem significa?
Significa que por algum motivo, que iremos elencar
na próxima aula, o certificado digital do site não é
totalmente confiável... Mesmo que o site esteja de
fato utilizando o protocolo HTTPS.
Somente o HTTPS não basta!
Fonte: Autoria Própria
Isso se deve ao fato que o certificado digital é quem 
vai garantir que o site é de fato quem diz ser é 
legítimo.
Mas quem é que garante a legitimidade do próprio 
certificado?
Certificado Digital
Fonte: Adobe Stock
Para isso será necessário ter uma Infraestrutura de 
Chave Pública, também conhecida como PKI por seu 
acrônimo em inglês (Public Key Infrastructure)
No próximo tópico, iremos conhecer os principais
elementos da chave pública, que podem garantir a 
confidencialidade e autenticidade dos sites 
modernos.
A seguir...
Fonte: Autoria Própria
Infraestrutura de Chave Pública
Nos últimos tópicos, reconhecemos que cedemos a
confiança para algum elemento terceiro, para que
possamos garantir a autenticidade de algo.
No mundo digital, o equivalente ao cartório seria o
que chamamos de Autoridade Certificadora ou
também conhecida comumente como CA
(Certificate Authority).
Cartório Digital
Fonte: Autoria Própria
A Autoridade Certificadora tem como objetivo emitir
certificados digitais, sendo que são esses
certificados digitais que são colocados dentro dos
sites onde tem os famosos cadeados de proteção.
Um certificado que foi emitido por uma Autoridade
Certificadora é chamado de Certificado Assinado.
Autoridade Certificadora
Fonte: Autoria Própria
Para sabermos que o certificado foi assinado por 
uma Autoridade Certificadora, podemos verificar 
conforme a imagem ao lado.
Se ele for assinado, terá esse aspecto de 
“escadinha”, onde é uma espécie de “arvore 
genealógica” do certificado.
Certificado Assinado
Fonte: Autoria Própria
Mas isso também não basta, é preciso que para o 
certificado seja válido, precisa atender algumas 
características de:
• Nome correto (Common Name) ou CN
• Data e Hora
• Não estar revogado
• Ter uma Autoridade Certificadora Válida
Características do Certificado Assinado
Fonte: Autoria Própria
Mas é possível eu criar meu próprio certificado?
A resposta é sim... Mas cuidado.
Criando o próprio certificado digital vai permitir que o 
site ou aplicação atue com o protocolo HTTPS porém 
não terá uma autoridade certificadora atrelado a ela.
Para esse tipo de certificado digital damos o nome 
de certificados autoassinados
Certificados Auto Assinados
Fonte: Autoria Própria
E como os sites sabem a diferença entre o
certificado assinado por um autoassinado?
Por padrão, todos os navegadores tem um lista das
principais Autoridades Certificadores do mundo, e
verifica toda vez que você acessa algum site.
Se nesse site não tiver atrelado um certificado
assinado por umas dessas Autoridade Certificadoras,
ou ter algum parâmetro do certificado incorreto, o
navegador irá acusar erro na página, alertando o
usuário.
E como os navegadores sabem a diferença?
Fonte: Autoria Própria
Nesse tópico, abordamos um pouco sobre a
infraestrutura que está por trás desses certificados
digitais.
No próximo tópico, vamos finalmente falar um
pouco do protocolo que torna tudo isso possível, o
SSL/TLS.
A seguir...
Fonte: Adobe Stock
Protocolo SSL/TLS
Agora que já conhecemos a infraestrutura por trás
desses certificados digitais, vamos falar um
pouco sobre o protocolo que torna tudo isso
possível, o SSL/TLS
Primeiro vamos entender esse nome, SSL/TLS: é
um protocolo só ou são dois?
Além do Cadeado no Site
Fonte: Adobe Stock
Nesse ponto da nossa trajetória tecnológica, já faz
parte do nosso repertório o funcionamento do
famoso “Three-way Handshake” do protocolo TCP,
certo?
O protocolo SSL/TLS tem o mesmo princípio: após
a formação do three-way handshake do TCP, outro
“handshake” é iniciado para criar um canal de
comunicação seguro.
Funcionamento do Protocolo SSL/TLS
Fonte: Adobe Stock
Novamente, não será possível adentrar nos detalhes
dessa comunicação, mas simplificando, o SSL/TLS
se utiliza de criptografia assimétrica para criar um
canal de comunicação seguro e a partir dele criar e
transferir uma chave de criptografia simétrica para
assim termos o melhor dos dois mundos.
Uma comunicação segura, na qual não existe
o perigo de vazamento da chave, m a s c om a
vantagem computacional no processamento
da chave simétrica.
Funcionamento do Protocolo SSL/TLS
Fonte: Adobe Stock
O primeiro protocolo que incorporou esse processo
foi o SSL (Secure Sockets Layer).
O protocolo começou na sua versão 1.0. Com o
passar dos anos, as falhas de segurança
encontradas foram corrigidas, originando novas
versões do protocolo.
O SSL foi criado por uma empresa chamada
Netscape (a mesma do famoso navegador) e os
órgãos regulamentadores da internet consideraram
esse fato inadequado, por dois motivos:
Diferença entre SSL e TLS
Fonte: Adobe Stock
• um protocolo tão importante não deveria pertencer
a uma empresa privada e, portanto, surgiu a
necessidade de se criar uma versão não-
proprietária
• os recorrentes problemas de segurança
mostravam a necessidade de atualização
constante do protocolo
Por esses motivos, foi criado o protocolo TLS
(Transport Layer Security).
Diferença entre SSL e TLS
Fonte: Adobe Stock
Logo, o protocolo SSL se tornou obsoleto e
atualmente, o mais utilizado é o protocolo TLS.
Devido à força adquirida pelo nome SSL com o
passar dos anos, tornou-se comum associar os nomes
dos protocolos SSL e TLS.
Tecnicamente, o SSL não é mais utilizado e sim
seu sucessor, o TLS.
Diferença entre SSL e TLS
Fonte: Adobe Stock
Recapitulando
Neste curso, você aprendeu

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