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Sistema Estesiológico Visão Docente: Me. José Adriano Discente: Rayssa Gomes Aquino Estruturas acessórias do olho Pálpebras Cílios Sobrancelhas Aparelho lacrimal (produtor de lágrimas) Músculos extrínsecos do bulbo do olho Pálpebras As pálpebras superiores e inferiores cobrem os olhos durante o sono, protegem os olhos da luz excessiva e de objetos estranhos e espalham as secreções lubrificantes pelos bulbos dos olhos; A pálpebra superior é mais móvel do que a inferior (contém músculo levantador da pálpebra superior); O espaço entre as pálpebras superior e inferior em que o bulbo é exposto é chamado de fissura palpebral; Seus ângulos são conhecidos como comissura lateral (mais estreita e próxima ao temporal) e comissura medial (mais larga e próxima ao osso nasal e contém a carúncula lacrimal). Consiste em: epiderme, derme, tela subcutânea, fibras do músculo orbicular do olho, tarso (dá forma e sustentação às pálpebras) , glândulas tarsais (localizadas no tarso e secretam um líquido que ajuda a manter as pálpebras aderidas uma à outra) e túnica conjuntiva (da pálpebra: reveste a face interna das pálpebras; e a do bulbo cobre a esclera “parte branca do olho”); Cílios e sobrancelhas Os cílios (se projetam a partir da margem de cada pálpebra) e as sobrancelhas (localizadas na parte superior das pálpebras e em formato de arco) ajudam a proteger o bulbo do olho de objetos estranhos, da transpiração e da incidência direta dos raios solares; Na base dos folículos pilosos dos cílios encontram-se as glândulas ciliares sebáceas, que liberam um líquido lubrificante para os folículos. Aparelho lacrimal É um grupo de estruturas responsáveis por produzir e drenar o líquido lacrimal (produzido pelas glândulas lacrimais) ou lágrimas, em um processo chamado de lacrimação. Esse líquido limpa , lubrifica e emedece o bulbo do olho, contém muco e lisozima (enzima bactericida protetora). Músculos extrínsecos do bulbo do olho Os olhos se encontram nas órbitas (depressões ósseas do crânio), em que ajudam a proteger os olhos e apoiando aos músculos que produzem os movimentos do olho; Movem o bulbo do olho em quase todas as direções (lateralmente, medialmente, superiormente e inferiormente); Contém seis músculos extrínsecos do bulbo do olho que movem cada olho: o reto superior, o reto inferior, o reto lateral, o reto medial, o oblíquo superior e o oblíquo inferior. Anatomia do bulbo do olho A parede do bulbo do olho é formada por três camadas: túnica fibrosa, túnica vascular e retina (túnica interna). Túnica fibrosa: É a camada superficial do olho, consiste na córnea anterior (revestimento transparente que cobre a íris colorida que recebe e refrata a luz ) e na esclera posterior (camada de tecido conjuntivo denso, fornece o formato e protege as partes internas). Na junção entre a esclera e a córnea encontra-se uma abertura chamada de seio venoso da esclera. Túnica vascular: É a camada média do bulbo do olho, é composta por três partes: Corioide: Altamente vascularizada, é a parte posterior e reveste maior parte da face interna da retina; fornece suprimento sanguíneo e absorve a luz difusa; Corpo ciliar: Parte anterior, é formado pelos processos ciliares (contém fibras zonulares) e pelos músculos ciliares; secreta o humor aquoso e altera o formato da lente para a visão de perto ou de longe (acomodação); Íris: É a parte colorida do bulbo do olho, a quantidade de melanina define a cor do olho. Sua principal função é regular a luz que entra no bulbo do olho através da pupila (abertura no centro da íris); A contração das fibras circulares promove a constrição da pupila (luz forte); a contração das fibras radiais promove a dilatação da pupila (luz fraca). Anatomia do bulbo do olho Retina: Recebe a luz e a converte em potenciais receptores e impulsos nervosos (ocorre nos fotorreceptores); fornece informações para o encéfalo através de axônios das células ganglionares, que formam o nervo óptico (II). Fotorreceptores: São células especializadas na camada fotorreceptora, existem dois tipos: Os bastonetes (nos permite enxergar em ambientes com pouca luz) e os cones (produzem a visão colorida); Cada retina possui cerca de 6 milhões de cones e de 120 milhões de bastonetes. A visão colorida é resultado do estímulo de várias combinações desses três tipos de cones presentes na retina: cones azuis (sensíveis à luz azul), cones verdes (sensíveis à luz verde) e cones vermelhos (sensíveis à luz vermelha). Lente: Encontra-se dentro da cavidade do bulbo do olho, atrás da pupila e da íris, o seu meio refrativo (transparente e não possui vasos sanguíneos) é composto por proteínas chamadas de cristalinas; A lente ajuda a focar imagens na retina para facilitar a formação de uma visão nítida. Anatomia do bulbo do olho Interior do bulbo do olho: A lente divide o bulbo do olho em duas partes: Cavidade do segmento anterior e a câmara vítrea. Cavidade do segmento anterior: É o espaço anterior a lente, e é formada por duas câmaras: Câmara anterior e câmara posterior, ambas contém humor aquoso, que ajuda a manter o formato do bulbo do olho e fornecer oxigênio e nutrientes à lente e à córnea. Câmara postrema (vítrea): Contém humor vítreo, que ajuda a manter o formato do bulbo do olho e a manter a retina ligada à corioide. Formação de imagens Refração dos raios de luz: Quando os raios de luz passam através de uma substância transparente (como o ar) passam para uma segunda substância transparente com uma densidade diferente (como a água), sofrem um desvio na junção entre as duas substâncias. Quando os raios de luz entram no olho, eles são refratados nas faces anterior e posterior da córnea. As imagens focadas na retina são invertidas horizontalmente e verticalmente. O encéfalo “aprendeu” no início da vida a coordenar as imagens visuais com as orientações dos objetos, por isso as imagens não parecem invertidas. Cerca de 75% da refração total da luz ocorre na córnea. A lente fornece os 25% restantes de capacidade de foco e também modula o foco para a observação de objetos próximos ou distantes. Acomodação e o ponto próximo de visão: Quando o olho está focando um objeto próximo, a lente fica mais curva, causando uma refração maior dos raios de luz (acomodação); A distância mínima do olho a partir da qual um objeto pode ser focalizado, com nitidez, com acomodação máxima é chamdo de ponto próximo de visão. Constrição da pupila: Esse reflexo autônomo ocorre simultaneamente com a acomodação e evita que os raios de luz entrem no olho através da periferia da lente. Via visual Os sinais visuais na retina passam por processamentos consideráveis em sinapses ao longo dos vários tipos de neurônios na retina; Então, os axônios das células ganglionares da retina fornecem informações da retina para o encéfalo, deixando o bulbo do olho como nervo óptico (II). Os axônios das células ganglionares na parte temporal de cada retina se estendem para o tálamo no mesmo lado; os axônios das células ganglionares na parte nasal de cada retina se estendem para o tálamo no lado oposto. Tudo que pode ser visto por um olho compreende o campo visual daquele olho. Campo de visão binocular: Causa da grande região em que os campos visuais dos dois olhos se sobrepõem. O campo visual de cada olho é dividido em duas regiões: a metade nasal ou central e a metade temporal ou periférica. A informação visual proveniente da metade direita de cada campo visual é transmitida para o lado esquerdo do encéfalo, e a informação visual proveniente da metade esquerda é transmitida para o lado direito do encéfalo. Via visual Referências Tortora, Gerard J. Princípios de anatomia e fisiologia / Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson; tradução Ana Cavalcanti C. Botelho... [et al.]. – 14. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.