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TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO Dra Milena Ferreira OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Discutir as alterações anatômicas do sistema nervoso em diferentes situações clínicas; • Apresentar o atendimento inicial em vítimas de TCE, feita pelo enfermeiro na avaliação primária; • Classificar os tipos de TCE com base no mecanismo e severidade da lesão. 2 DEFINIÇÃO O traumatismo cranioencefálico (TCE) é definido quando há uma lesão física ou deterioração no nível funcional do cérebro e das estruturas encontradas no crânio que é gerada devido a um golpe ou uma mudança repentina de energia. O TCE é um grande problema de saúde, pois possui alta incidência em jovens e adultos, causa sequelas na grande maioria dos casos, aumentando assim a taxa de morbimortalidade. 3 CAUSAS MAIS FREQUENTES • Embora a causa principal de TCE varie entre diferentes localidades, os acidentes automobilísticos, as agressões físicas e as quedas estão entre suas causas mais frequentes. PRINCIPAIS SINTOMAS Os sintomas mais comuns de traumatismo craniano são: • Desmaio e perda de memória; • Dificuldade para enxergar ou perda da visão; • Dor de cabeça intensa; • Confusão e fala alterada; • Perda de equilíbrio; • Vômitos; • Sangramentos graves na cabeça ou rosto; • Saída de sangue ou de líquido transparente pelo nariz e ouvidos; • Sonolência excessiva; • Olho roxo ou manchas roxas nas orelhas; • Pupilas com tamanhos diferentes; • Perda de sensibilidade em alguma parte do corpo. 5 AVALIAÇÃO PRIMÁRIA - XABCDE DO TRAUMA • Controle de hemorragias gravesHemorragia Grave (Exsanguinante) • Manter as vias aéreas pérvias e a estabilização da coluna cervical Airway (Vias Aéreas) • Boa respiração e ventilaçãoBreathing (Respiração) Exposure (Exposição) • Prevenção de hipotermia Disability (Neurológico) • Avaliação da disfunção neurológica pela ECG, AVDI e pela pupila Circulation (Circulação) • Verificação de pulso, controle de hemorragias interna e perfusão X A B C D E ECG (Escala de Coma de Glasgow) AVDI ( Alerta, Voz, Dor e Inconsciência) TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO • LESÕES DIFUSAS • Lesão axonial difusa • Tumefação cerebral • Hemorragia subaracnóidea traumática • LESÕES FOCAIS • Contusão cerebral • Hematoma intra-parenquimatoso • Hematoma epidural • Hematoma subdural Classificação das Lesões 7 8 9 10 11 12 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O MECANISMO DE LESÃO • É causado pelo impacto contundente ou por deslocamento cerebral, ambos podem gerar contusões locais focais ou difusas em outras regiões do cérebro. TCE fechado É causado pela penetração de um corpo estranho no parênquima cerebral, a laceração dos tecidos pode causar danos focais, hemorragia, edema cerebral e isquemia. TCE penetrante • É uma terminologia utilizada na classificação de vítimas de TCE relacionadas às guerras do século 20. TCE explosivo 13 O TCE pode ser classificado em leve, moderado e grave de acordo com a: 1. Escala de Coma de Glasgow (ECG); 2. Duração da perda de consciência e da amnésia pós-traumática; 3. Pelas alterações nos exames de imagem. 14 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À SEVERIDADE DA LESÃO A escala de coma de Glasgow foi publicada oficialmente em 1974 por Graham Teasdale e Bryan J. Jennett, professores de neurologia na University of Glasgow, na revista Lancet, como uma forma de se avaliar a profundidade e duração clínica de inconsciência e coma. https://www.youtube.com/watch?v=5prcEhumXBw https://www.youtube.com/watch?v=5prcEhumXBw CLASSIFICAÇÃO QUANTO À SEVERIDADE DA LESÃO • é o tipo mais comum, em que a pessoa se recupera mais rapidamente, pois caracteriza-se por lesões cerebrais menores. Nestes casos, a pessoa geralmente passa algumas horas de observação em emergência e pode seguir com tratamento em casa, mantendo-se sempre em observação; Leve • consiste na lesão que atinge uma área maior do cérebro e a pessoa tem maior risco de ter complicações. O tratamento deve ser feito em um hospital e a pessoa deve ficar internada; Moderado • baseia-se em lesões cerebrais extensas, com presença de grandes sangramentos na cabeça, sendo que, nestas situações, a pessoa deve ficar internada em uma UTI. Grave 16 • 3-8 Pontos = Grave, com necessidade de intubação imediata • 9-12 Pontos = Moderado • 13-15 Pontos = Leve ATLS, 2005 EXAMES COMPLEMENTARES 1. Radiografia Simples de Crânio 2. Tomografia Computadorizada 3. Ressonância Magnética Exames de Imagem 17 TRATAMENTO TCE Depende do tipo, gravidade e extensão das lesões no cérebro e é indicado por um neurologista após a realização de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, no entanto, pode ser necessário atendimento de médicos de outras especialidades, como o ortopedista, por exemplo. 18 • O profissional de saúde irá avaliar se a pessoa não apresenta sinais e sintomas de gravidade e recomendar uso de medicamentos para dor, além da realização de sutura ou curativos (no caso de lesões cortantes), sendo possível ter alta hospitalar nas primeiras 12 horas. • No entanto, em casa é importante ficar atento se surgem novos sintomas e realizar o tratamento tal como indicado pelo médico. Casos Leves TRATAMENTO TCE • Já nos casos de traumatismo craniano moderado a grave, em que existe hemorragia, fratura ou lesões cerebrais graves, pode ser indicada cirurgia para aliviar a pressão na cabeça e reduzir o sangramento. • Por isso, também pode ser necessária a internação em UTI, onde a pessoa poderá ter que ficar alguns dias até que se recupere totalmente. • Além disso, muitas vezes, pode-se justificar o coma induzido, que serve para diminuir a atividade cerebral, de forma a acelerar a recuperação. Entenda melhor o que é o coma induzido e quando pode ser realizado. Moderado a Grave 19 PRINCIPAIS SEQUELAS DO TCE • As físicas são diversificadas, podendo ser motoras, visuais, táteis, entre outras. Físicas • As cognitivas frequentemente incluem principalmente problemas de atenção, memória, e funções executivas. Cognitivas 20 • As incapacidades comportamentais/ emocionais são, em geral, a perda de autoconfiança, motivação diminuída, depressão, ansiedade, dificuldade de autocontrole, esta representada mais comumente por desinibição, irritabilidade e agressão. Emocionais/ Comportamentais Vítima de homofobia com graves sequelas recebe alta após seis meses Obrigada 032000232@prof.uninorte.com.br