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DROGAS
VASOATIVAS E
SEDOANALGÉSICAS
PROGRAMA DE RESIDÊNCIA
MULTIPROFISSIONAL EM URGÊNCIA E
EMERGÊNCIA
ENFERMEIROS RESIDENTES:
ALLANA ALLITSA E ROGER WILLY (R2)
DAIANNE LIMA E WALLACE BRAGA (R1)
DEFINIÇÃO
São substâncias farmacológicas no qual apresentam
efeito vasoconstritor ou vasodilatador em sistemas
vascular, periférico, pulmonar e/ou cardíaco, sejam
indiretos ou diretos, no qual atuam através dos
receptores localizados no endotélio vascular, seja em
pequenas doses com resposta dose-dependente de efeito
rápido e curto.
SISTEMA NERVOSO MOTOR
É dividido em Somático e Autônomo.
• SNS : Voluntário
- Atua no músculo esquelético, cujo
neurotransmissor responsável é a
ACETILCOLINA – receptores nicotínicos.
• SNA: Involuntário
- É subdividido: Simpático ("fuga ou luta") e
Parassimpático ("restauração, manutenção ou
relaxamento").
- SNAS: A NORADRENALINA é o
neurotransmissor responsável - receptores
adrenérgicos.
- SNAP: A ACETILCOLINA é o
neurotransmissor responsável - receptores
muscarínicos.
RECEPTORES
ADRENÉRGICOS
• ALFA 1 : VASOCONSTRIÇÃO
PERIFÉRICA
- Promove elevação da RVP;
- Promove elevação de PA;
• ALFA 2: REALIZA INIBIÇÃO DOS
EFEITOS DA NORADRENALINA
- Realiza um feedback negativo;
RECEPTORES
ADRENÉRGICOS
• BETA 1 : INOTROPISMO / CRONOTROPISMO -
cardíaco
- Promove elevação da contratilidade cardíaca;
- Promove elevação de FC;
• BETA 2: VASODILATAÇÃO (RELAXAMENTO
– pulmonar)
- Promove redução de RVP;
• BETA 3: LIPÓLISE
- Promove aumento do metabolismo;
ATUAÇÃO
FARMACOLÓGICA
É dividido em Agonista e Antagonista,
seja de maneira direta ou indireta.
• FÁRMACO AGONISTA
- Promove a ATIVAÇÃO a fim de
resultar em uma resposta
biológica.
• FÁRMACO ANTAGONISTA
- Promove BLOQUEIO do
agonista, a fim corrigir a ação
farmacológica.
CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS VASOATIVAS
• VASOCONSTRITORES
A utilização dos vasoconstritores é indicado nos estados de choques e hipotensão, que
pode resultar em falência de múltiplos órgãos. Estas drogas servem para otimizar o fluxo
dos órgãos vitais.
- Noradrenalina, Adrenalina, Dopamina, Dobutamina.
• VASODILATADORES
São utilizadas no tratamento da hipertensão, insuficiência cardíaca e angina do
peito; Existem os vasodilatadores de ação direta (atua diretamente nas células musculares
lisas) e ação indireta (atua nas células endoteliais e terminações nervosas simpáticas).
- Nitroprussiato de Sódio, Nitroglicerina, Milrinona, Adrenalina*
NORADRENALINA (CATECOLAMINA
SIMPATICOMIMÉTICA)
• Receptores ativados: α1, β1 e β2 (pouca ação).
• Indicações: Primeira escolha para pacientes hipotensos, severamente
hipovolêmicos, ou em sepse hiperdinâmica (quando há falha de outros
medicamentos);
• Contra indicações: hipersensibilidade, hipovolemia, déficit volumétrico,
hipóxia profunda, trombose mesentérica ou periférica profunda e gestação;
• Reações adversas: bradicardia, hipertensão e cefaléia.
NORADRENALINA
• Doses: 0,05 a 2 μg/kg/ min - Não existe dose considerada máxima.
• Diluição: 4 ampolas – 16 mg – em 250 mL de soro glicosado (fotossensível).
Cada mL/h corresponde, aproximadamente, a 1 μg/min
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Monitorização constante;
- Infusão em veia calibrosa (veia exclusiva de AVC);
- Monitorização do local de infusão;
- Avaliar extremidades;
- Evitar/observar o extravasamento no tecido intersticial.
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ADRENALINA (CATECOLAMINA
SIMPATICOMIMÉTICA)
• Receptores ativados: α1, β1, β2;
• Indicações: Pacientes hipotensos, PCR, Reações de anafilaxia ou choque
anafilático, Crise asmática grave e pouco responsiva as medidas terapêuticas
habituais, Controle de pequenas hemorragias cutâneas;
• Reações adversas: Ansiedade, tremores e palpitações, Taquicardia e
taquiarritmias, Aumento das necessidades de oxigênio do miocárdio e
potencial causador de isquemia, Efeitos anti-insulínicos: acidose láctica,
hiperglicêmia.
ADRENALINA
• Doses: 1-20 μg/min - (1 ampola = 1 mg/1 mL)
Diluição: 2 ampolas – 2 mg – em 248 mL de soro glicosado - 1 mL/h
corresponde a aproximadamente 1 μg/min // 1 mg/mL a cada 3 a 5 minutos +
flush de SF a 09% (PCR).
• Pode ser feita em BIC (AVC);
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Monitorização constante;
- Monitorização do local de infusão;
- Avaliar extremidades;
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VASOPRESSINA (VASOCONTRITOR
ESPLÊNCNICO)
• Receptores ativados: α1, β1, β2(baixas doses);
• Indicações: Pacientes em choque refratário ou sepse. Efeito
antidiurético. Realiza contração do músculo do
trato gastrointestinal e de todas as partes do sistema
vascular (veias e artérias).
• Reações adversas: Angina, taquicardia, arritmias,
hiponatremia, necrose de extremidades.
VASOPRESSINA
• Doses: 0,6-2,4UI/h
Diluição: 1 ampola: 20 U/1 mL + 99 mL SF 0,9% – vazão 3-12 mL/h
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Pode ser realizada em AVP profundo ou em AVC (via única);
- Em caso de choque, realizar em BIC;
- Monitorização constante;
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DOBUTAMINA (INOTRÓPICO/CRONOTRÓPICO)
• Receptores ativados: β1, β2;
• Indicações: Hipoperfusão secundária à diminuição de
contratilidade miocárdica (melhorar FC, pré-carga e pós-
carga). Costuma-se iniciar o inotrópico com doses baixas/
moderadas e depois vai-se titulando.
• Contra Indicação: Hipersensibilidade, IAM, usar com
cuidado gestação e lactação, diabetes mellitus e HAS;
• Reações adversas: Hipotensão, EAP hipotensivo (devido a
grandes volumes), angina, náusea e cefaléia.
DOBUTAMINA
• Doses: 2,5-20 mcg/kg/min - Dose mínima: 2,5 mcg (10 mL/h)
Diluição: 1 ampola em 230 mL de SG5% (1mg/mL)
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Pode ser realizada em AVP profundo ou em AVC (via única);
- Deve manter atenção redobrada em uso associado com Nora;
- Monitorização constante;
- Avaliar extremidades;
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DOPAMINA
• Receptores ativados: α1 , β1
• Atualmente está em desuso devido custo-benefício e reações adversas
apresentadas, como Hipotensão, Arritmias (FA);
• Doses: 5 a 20 μg/kg/min
• Diluição: 5 ampolas em 200 mL de SG (1 mg/mL) ou 10 ampolas em
150 mL de SG (2 mg/mL)
NITROPRUSSIATO DE
SÓDIO (VASODILATADOR SISTÊMICO)
• Receptores ativados: β2
• Indicações: Emergências Hipertensivas (lesão de orgão alvo); EAP
hipertensivo.
• Reações adversas: Hipotensão severa;
NITROPRUSSIATO DE SÓDIO
• Doses: 0,3-10 mcg/kg/min - Dose mínima 0,3 mcg (5mL/h)
• Diluição: 1 ampola em 248 mL de SG5%.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Controle rigoroso de PA;
- Medicamento fotossensível / IV / Infundir em acesso venoso exclusivo;
- Monitorização constante (PAI/FC/FR/SAT02/Balanço Hídrico);
- Avaliar alterações de ECG;
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NITROGLICERINA
(VASODILATADOR CORONARIANO)
• Receptores ativados: α1 (leves indícios), β1
• Indicações: Urgências Hipertensivas, IAM, ICC, profilaxia de angina;
• Reações adversas: Cefaleia, hipotensão, hipotenção postural,
taquicardia, palpitações, rash cutâneo, dermatite de contato, náusea,
vômito;
NITROGLICERINA
• Doses: 0,5-6 mcg.kg.min (20 mL/h)
Diluição: 1 ampola em 245 mL de SG5% (100 mcg/mL);
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Verificar possibilidade de Infarto de VD e/ou uso de sildenafil;
- Medicamento fotossensível / IV / Infundir em acesso venoso exclusivo;
- Monitorização constante;
- Avaliar alterações de ECG;
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MILRINONA
(INOTRÓPICO / VASODILATADOR )
• Ação direta – Inibidor da Fosfodiesterase III
• Indicações: Choque Cardiogênio, ICC, Hipertensão pulmonar
(crianças);
• Reações adversas: Cefaleia, hipotensão,hipotenção postural,
taquicardia, palpitações, rash cutâneo, dermatite de contato, náusea,
vômito;
MILRINONA
• A dosagem e diluição variam, mediante as instituições.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
- Analisar volume antes de administração;
- Controle rigoroso de PA;
- Infundir em acesso venoso exclusivo;
- Monitorização constante;
- Avaliar alterações de ECG;
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DROGAS SEDOANALGÉSICAS
• SEDAÇÃO e ANALGESIA
- Uso de fármacos utilizados para facilitar a execução de procedimentos
invariavelmente associados a dor, desconforto e ansiedade.
- Não há indicações e contraindicações absolutas, é necessário avaliar risco de
eventos adversos associados.
- É necessária uma atenção cuidadosa à monitorização do paciente durante a
administração.
DROGAS
SEDOANALGÉSICAS
CONSIDERAÇÕES QUANTO
Á PREPARAÇÃO E Á
MONITORIZAÇÃO:
- Requisitos de pessoal;
- Equipamentos;
- Pré-Oxigenação;
- Monitorização.
PROPORFOL
• Promove a indução e manutenção da anestesia geral em procedimentos cirúrgicos de curta
duração, além de promover a sedação em procedimentos cirúrgicos e de diagnósticos e sedação de
pacientes que estejam sendo ventilados em unidade de terapia intensiva.
• Dose adulto :
- Indução de anestesia geral: 40 mg a cada 10 segundos em adultos saudável por infusão ou em bolus,
observando sinais clínicos de início da anestesia. Salvo exceção, paciente até 55 anos de idade requerem de
1,5 a 2,5 mg/kg.
- Sedação continua: deve ser administrado por infusão continua com velocidade em torno de 0,3 a 4,0 mg/kg/h,
de acordo coma profundidade necessária
- Sedação com base na dose e velocidade de acordo com a resposta clínica. Inicia se com 0,5 a 1 mg/kg por
aproximadamente 1 a 5 minutos, com manutenção de 1,5 a 4,5 mg/kg/h
• Dose máxima: Adultos: 6-12mg/kg/hora. // Pediatria: 7.5-18mg/kg/hora.
ETOMIDATO
• Sedativo derivado imidazólico sem propriedades analgésicas com atividade em receptores GABA
• Recomenda-se a administração intravenosa de 0,1 a 0,15 mg/kg em 30 a 60 segundos, com
repetição de bolus de 0,05 mg/kg a cada 3 a 5 minutos, caso necessário. O efeito se inicia quase
imediatamente, dura de 5 a 15 minutos, e pode ser mais profundo e prolongado em pacientes idosos
ou com disfunções renal e hepática.
• Reações adversas descritas são mioclonia, depressão respiratória, supressão adrenal, náuseas e
vômitos. Especial atenção é dada à mioclonia, supostamente secundária à desinibição subcortical,
relatada em 20 a 40% dos pacientes que receberam etomidato para sedação em procedimentos no
DE. Trata-se de reação potencialmente dose-dependente cuja intensidade, embora rara, pode até
limitar a realização do procedimento.
MIDAZOLAM
• Benzodiazepínico de curta ação para pré-medicação, sedação, indução e manutenção da
anestesia. Produz inconsciência e amnésia anterógrada rapidamente (pico em 2-3
minutos) e de curta duração.
• De 96% a 98% de midazolam, é ligado às proteínas plasmáticas, principalmente à
albumina.
• De uso adulto e pediátrico
>>> Doses
• Pré anestésicas: 2 a 3 mg, IM
• Sedação: Paciente entre 15 e 24 anos cerca de 10 mg e paciente entre 60 e 86 anos+ cerca
de 3,6 mg; administrado por via intravenosa na dose de 0,3 a 0,35 mg/kg de peso,
velocidade de 20 a 30 segundos
QUETAMINA
• É um derivado da fenciclidina com o efeito peculiar de sedação dissociativa, ou seja, produz um
estado de transe. É uma droga única e segura, capaz de prover sedação, analgesia, amnésia
e, mesmo assim, preservar os reflexos de proteção das vias aéreas e a respiração
espontânea.
• Administra-se 1 a 2 mg/kg, IV, em 1 a 2 minutos. A duração do efeito é de 10 a 20 minutos.
• Doses adicionais de 0,25 a 0,5 mg/kg a cada 5 a 10 minutos podem ser utilizadas. O início da ação é
rápido (30-40 segundos), porém o tempo de recuperação pode demorar até 60 minutos devido à meia-
vida prolongada.
• A administração intramuscular também é possível, porém o efeito dissociativo demanda doses
maiores (34 mg/kg). É uma droga muito eficaz, inclusive em ambientes remotos com más condições
de monitorização, conforme assegura uma revisão sistemática que incluiu mais de 70.000 pacientes.
OPIÓIDES
• Os agentes de curta duração de ação são o fentanil, alfentanil e remifentanil e podem ser utilizados
isoladamente ou em associação aos sedativos.
• O fentanil é a droga mais amplamente disponível no DE. É um opioide sintético com efeito
analgésico 75 a 125 vezes maior que o da morfina, rápido início de ação (2 a 3 minutos) e
duração de efeito estimada em 30 a 60 minutos. Administra-se lentamente, em doses de 0,5 a 1 μg/
kg a cada 2 minutos até o nível de sedação e analgesia desejado. A dose máxima usualmente
recomendada é até 5 μg/kg ou 250 μg. O principal evento adverso associado é a depressão
respiratória, principalmente quando utilizado conjuntamente aos sedativos. Hipotensão
é rara.
• Pacientes idosos ou com disfunções hepática ou renal estão sob maior risco de efeitos pronunciados
e prolongados. A depressão respiratória pode ser revertida com naloxone, na dose inicial 0,02 a 0,2
mg, intravenosa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 13a ed. Rio de Janeiro,
Elsevier. Ed., 2017.
KNOBEL, E; Condutas no paciente grave. 4. ed. São Paulo : Editora Atheneu, 2016.
VELASCO, I.T; Medicina de emergência : Emergências Clínicas - Abordagem
prática. 13. ed. Barueri [SP] : Manole, 2019.