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Drogas Vasoativas 
Urgência e Emergência 
James Gaston 
Faculdade de Medicina de Formosa - 
UniRV 
 
1 | Drogas Vasoativas 
Introduçã o 
As drogas vasoativas podem se 
fazer necessárias no manejo de 
pacientes graves. Elas podem ser 
entendidas como drogas que 
possuem ações em vasos 
sanguíneos, seja constrição ou 
dilatação. Cabe ressaltar que droga 
vasoativa e droga vasoconstritora 
se referem a conceitos diferentes, 
pois existem DVA que agem com 
vasodilatação. 
As DVA podem agir tanto nos vasos 
sanguíneos quanto no coração. 
As indicações se fazem para 2 
perfis de pacientes: 
-Choque circulatório; 
-Emergência hipertensiva. 
Os pacientes em uso de DVA 
tendem a ter um prognostico ruim, 
devido a gravidade do paciente ao 
necessitar de tais medicações. 
Doses altas de DVA também são 
preditores de mal prognóstico. 
Na maior parte dos casos as DVA 
devem ser feitas em cateter venoso 
central. É importante que o médico 
domine o procedimento. 
DO2 
Como tudo no contexto do paciente 
grave, a real função das DVAs é 
aumentar o Débito de entrega de 
Oxigenio (DO2). O DO2 pode ser 
calculado por: 
DO2 = DC (Debito cardíaco) x 
CaO2 (Conteúdo arterial de 
Oxigenio). 
Farmacologia Aplicada 
As drogas vasoativas tem ação nos 
vasos, tanto artérias quanto veias. 
As veias são vasos capacitantes, ou 
seja, 70% do volume sanguíneo fica 
represado no sistema venoso. 
Nas artérias existem as camadas: 
íntima, média (muscular) e 
adventícia. Nos vasos sanguíneos 
existem os receptores adrenérgicos 
alfa 1, presentes nas camadas 
musculares, e são responsáveis 
pela vasoconstricção. 
Já no coração, existem receptores 
beta 1, que, quando estimulados, 
geram aumento de força 
(inotropismo) de contração e 
aumento de frequência 
(cronotropismo). 
Nos pulmões, existem os 
receptores beta 2. Quando 
estimulados geram 
broncodilatação. 
Receptor Órgão Ação 
Alfa 1 Artérias Vasoconstricção 
Beta 1 Coração Aumento de força e 
velocidade de 
contração 
Beta 2 Pulmões Broncodilatação 
Tabela 1: Relação receptores adrenérgicos com seus 
respectivos alvos e ações. 
Classificação 
- Vasopressores: drogas que 
geram contração de vasos 
sanguíneos 
https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia
https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/
https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/
Drogas Vasoativas 
Urgência e Emergência 
James Gaston 
Faculdade de Medicina de Formosa - 
UniRV 
 
2 | Drogas Vasoativas 
-Vasodilatadores: drogas que 
geram dilatação de vasos 
sanguíneos. 
-Inotrópicos: drogas que geram 
aumento da força de contração. 
Via de regra, usamos como alvo de 
perfusão o alvo de PAM=65mmHg. 
Alguns pacientes podem sofrer com 
hipoperfusão de órgãos nobres em 
valores menores de PAM, todavia 
estudos comprovam que 65mmHg é 
um valor de segurança para manter 
como meta pressórica em pacientes 
hipotensos. 
Drogãs 
vãsoconstrictorã
s 
Noradrenalina 
A principal representante das 
drogas vasoconstritoras é a 
Noraepinefrina. 
Indicações: choque distributivo. 
Cada vez mais se prefere por trocar 
volume por DVA de acordo com os 
últimos protocolos. 
Duas apresentações: 
-Bitartarato de Norepinefrina 
(4mg/4ml); 
-Hemitartarato de Norepinefrina 
(8mg/4ml); 
Tanto no hemitartarato quanto no 
bitartarato a quantidade de 
norepinefrina na ampola é a 
mesma: 4mg, pois no hemitartarato 
4mg são do tartarato e 4mg são da 
nora. 
Receptores onde a nora age: 
-alfa1; 
-beta 1. 
Importate ressaltar que a 
noraepinefrina apresenta 
bradicardia reflexa como efeito 
paradoxal, ou seja, o organismo 
pode diminuir a frequência cardíaca 
devido ao aumento artificial da 
pressão arterial. 
Mecanismo de ação: 
- vasoconstricção arterial; 
- vasoconstricção venosa 
estressada. 
Dose: 0,01 a 3,3 mcg/kg/min 
Obs.: acima de 2mcg/kg/min pouco 
benefício. Acima de 1mcg/kg/min se 
relaciona com taxa de mortalidade 
de 90%. 
- Pode ser diluída em SF ou SG, 
porém preferencialmente deve ser 
diluída em soro glicosado, devido 
melhor estabilidade. 
- Sempre em via ENDOVENOSA, 
preferencialmente em cateter 
venoso central. 
Obs.: o tempo em que a DVA deve 
ficar em AVP não deve ultrapassar 
24h. A droga deve ser transferida 
para o cateter venoso central o mais 
rápido possível. 
https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia
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Drogas Vasoativas 
Urgência e Emergência 
James Gaston 
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3 | Drogas Vasoativas 
 
Opções para infusão da medicação: 
-BIC 
-Equipo Microgotas (1ml/h = 1 
microgota/min) 
Obs.: 1 mg = 1000 mcg 
Prescrição geral: 
-Noradrenalina 4mg/4ml 04 amp + 
234ml de SG 5%. Iniciar a 5ml/h. 
Vasopressina 
A vasopressina é uma droga 
vasoconstrictora que deve ser 
usada em condições de choque 
séptico refratário. Entenda choque 
séptico refratário como hipotensão 
refratária a noradrenalina em doses 
maiores que 0,5mcg/kg/min. 
-Ação V1: vasoconstricção (+ 
sinergismo com catecolaminas). 
Inibe a produção de óxido nítrico. 
-Ação V2: retenção de água (ducto 
coletor / aquaporina); 
Obs.: a vasopressina é o mesmo 
que o ADH (hormônio antidiurético), 
apenas com outro nome. 
-Diferentemente das catecolaminas, 
o efeito da vasopressina não é 
reduzido pela acidose. 
-Não é recomendada como agente 
único (monoterápico) no tratamento 
de choque, mas sim como droga de 
associação; 
-Efeito colateral: isquemia 
mesentérica, isquemia digital, 
diminuição do DC e hiponatremia; 
-Dose: 0,01 a 0,04 U/min 
Obs.: evitar doses acima de 0,04 
U/min, devido aumento de eventos 
isquêmicos. 
Usar preferencialmente em cateter 
venoso central. 
Prescrição padrão: 
Vasopressina 20U/ml 01 amp + 
100ml de sg5% em BIC. Iniciar a 5 
ml/h. 
Adrenalina 
A adrenalina possui 3 indicações: 
PCR, anafilaxia e bradiarritimias 
instáveis. 
A apresentação da adrenalina é 
sempre de 1mg/ml. 
Os alvos de ação são: 
Alfa 1 (vasoconstricção), Beta 1 
(cronotropismo e inotropismo) e 
Beta 2 (Broncodilatação). 
-Droga catecolaminérgica não 
seletiva; 
-Aumento do índice de resistência 
vascular sistêmica (em menor grau, 
com aumento da PA); 
-Efeitos colaterais: Hiperlactatemia, 
com acidose metabólica, além de 
disritimias, isquemia e hipoglicemia; 
-Pode ser útil em pacientes que 
permanecem hipotensos após 
infusão dos demais vasopressores; 
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4 | Drogas Vasoativas 
-Droga de escolha no choque 
anafilático, PCR e bradi instável; 
-Meia vida curta (2min). 
Doses: 2 a 10mcg/min (bradi 
instável); 
1mg em PCR; 
0,5mg IM em vasto lateral da coxa 
em anafilaxia. 
Obs.: Doses baixas: ação beta; 
Doses altas: ação alfa. 
Usar preferencialmente em cateter 
venoso central. 
Prescrição padrão: 
Epinefrina 1mg/ml, ½ ampola + 
500ml de sg 5% EV em BIC, 
iniciar a 2ml/h. 
PUSH-DOSE de adrenalina: 1 amp 
+ 100ml de SF 0,9%. Aspirar 10ml 
da solução e fazer 1mL EV em 
bôlus ACM. 
Objetivo: estabilização 
hemodinâmica imediata em 
pacientes instáveis, comum em pós-
IOT. Essa medida deve ser feita 
com cautela. 
Dopamina 
-Indicação: bradiarritimias instáveis; 
Apresentação 50mg/10ml. 
A dopamina é um precursor natural 
das catecolaminas. 
Os efeitos farmacológicos são dose-
dependentes: 
Iniciar a 25ml/h. 
Drogãs 
Inotro picãs 
Dobutamina 
A dobutamina é o agente de 
escolha em pacientes com choque 
cardiogênico, ou seja, 
hipoperfusão tecidual devido a falha 
de bomba cardíaca. A dobutamina 
também pode ser usada em casos 
específicos do choque séptico, 
quando há débito cardíaco muito 
reduzido. 
Apresentação da ampola: 
DOBUTAMINA 250mg/ml 
Alvo: receptores beta 1, com maior 
ação como agente inotrópico. 
Age de forma fraca com beta 2, o 
que pode levar a uma queda na PA 
(efeito vasodilatador). 
https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia
https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/
https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/
Drogas Vasoativas 
Urgência e Emergência 
James Gaston 
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5 | Drogas Vasoativas 
Contra-indicações: A dobutamina 
não deve ser usada em pacientes 
com FA, cardiomiopatias obstrutivas 
ou estenose aórtica. 
Efeitos colaterais incluem 
taquicardia e arritimias (IAM tipo 2-
desbalanço entre oferta e 
consumo). 
Pode ter efeito anulado em 
usuários de beta bloqueadores. 
DOSE: 2 a 20mcg/kg/min 
deve ser titulada de acordo com a 
resposta desejada, sem aumentar 
a FC acima de 10% da basal. 
Obs.: doses entre 5 e 15mcg/kg/min 
tem efeito inotrópico > cronotrópico. 
Prescrição padrão: 
Dobutamina 250mg/20ml – 2 amp 
+ 250ml de SG 5% EV em BIC. 
Iniciar a 5ml/h 
Milrinone 
O milrinone é uma DVA, com efeito 
inotrópico +, com ação semelhante 
à dobutamina. Porém, ao contrário 
da dobutamina, beta bloqueadores 
não reduzem o seu efeito. 
Indicação: Insuficiência cardíaca 
grave insensível ao tratamento 
padrão, com disfunção de VD 
associada à hipertensão pulmonar. 
Dose indicada: 0,25 a 
0,75mcg/kg/min 
Contra indicada em cardiomiopatia 
hipertrófica obstrutiva 
Levosimedana 
A Levosimedana é uma DVA que, 
assim como o Milrinone, não 
aumenta o consumo de O2 pelo 
coração (evitando IAM por 
desbalanço entre oferta e demanda 
– tipo 2); 
A Levosimedana possui maior meia 
vida, de forma que os efeitos 
hemodinâmicos duram por alguns 
dias após sua suspensão. 
Dose de ataque: 12 a 24mcg/kg 
em 10 minutos; 
Dose de manutenção: 0,06 a 0,2 
mcg/kg/min 
Terlipressina 
Droga análoga à vasopressina, 
muito usada em tratamento de HDA 
varicosa e na terapia crítica do 
hepatopata (vasoconstrictor 
esplâncnico). 
Utiliza-se nas doses: 
Ataque: 2mg EV 4/4h por 48 horas; 
Manutenção: 1mg EV, 4/4h por mais 
24 a 72h; 
 
Desmãme 
- Alvo PAM>65mmHg; 
- Caso tenha mais de uma DVA, 
iniciar primeiramente o desmame da 
DVA que foi iniciada depois. 
Exemplo: um paciente está instável 
hemodinamicamente as custas de 
noradrenalina a 2mcg/kg/min e 
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Urgência e Emergência 
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6 | Drogas Vasoativas 
opta-se por iniciar vasopressina a 
0,8mcg/kg/min. Após resposta 
satisfatória ao tratamento para a 
causa base da doença, inicia-se o 
desmame das drogas vasoativas. 
Nessas condições apresentadas, 
deve-se inciar o desmame pela 
vasopressina e posteriormente 
seguir com o desmame da 
noradrenalina. 
 
Drogãs 
Vãsodilãtãdorãs 
As drogas vasodilatadoras são 
majoratoriaente usadas em 
urgências ou emergências 
hipertensivas. 
Nitroprussiato de Sódio 
- Indicação: emergências 
hipertensivas (Encefalopatia 
hipertensiva / AVEi ou h / Dissecção 
aguda de aorta / Edema agudo de 
pulmão / SCA / IRA / Eclâmpsia) 
- Apresentação: Nitroprussiato de 
sódio 50mg/2ml 
O Nitroprussiato possui ação direta 
na musculatura arteriolar, 
diminuindo a resistência vascular 
periférica. Ele é portanto, um 
vasodilatador arterial e venoso. 
-Efeitos adverss incluem: 
intoxicação por cianeto (acidose 
metabólica, hipoxemia, bradicardia, 
convulsões), náuseas, vômitos, 
“roubo de fluxo coronariano”. Por 
este último motivo, deve-se evitar 
na SCA, especialmente em IAM de 
VD. 
Dose indicada: 0,3 a 10mcg/kg/min 
preferencialmente diluído em SG 
5% e equipo fotoprotetor e CVC. 
Prescrição padrão: 
-Nipride 01 amp + 250ml de SG 
5% EV em BIC e iniciar a 5ml/h. 
 
Nitroglicerina (tridil) 
Ao contrário do nitroprussiato, o 
Tridil causa perda da capacidade 
contrátil da musculatura lisa por 
aumentar o óxido nítrico. 
-Potente vasodilatador venoso e 
coronariano (controle álgico na 
SCA). 
-Efeitos adversos: cefaleia, 
hipotensão e taquicardia. 
Obs.: após 24h o paciente cria uma 
taquifilaxia, ou seja, o organismo 
cria uma tolerância à droga, 
exigindo doses cada vez maiores 
para manter o efeito. 
Dose: 5 a 20 mcg/kg/min 
Prescrição padrão: Nitroglicerina 
01 amp + 250ml de sg 5% ev em 
BIC. Iniciar a 5ml/h. 
Hidralazina 
Muito utilizada em eclampsia. Age 
principalmente sobre artérias e 
arteríolas. 
Apresentação: 20mg/ml 
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7 | Drogas Vasoativas 
Causa taquicardia reflexa, pode 
apresentar efeito hipotensivo 
retardado após o uso. Evitar doses 
muito altas, pelo risco de hiperfusão 
tecidual de órgãos nobres. 
Dose: 5mg a cada 10 minutos. 
(Máx. de 20mg) 
Prescrição padrão: 
Hidralazina 20mg/ml, 1amp +20ml 
de SF 0,9%. Administrar 5ml ev a 
cada 10 minutos até resposta 
pressórica satisfatória ou máximo 
de 20mg (toda a seringa). 
 
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