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conceitos e/ou ideias, sendo esses elementos fundamentais para o exercício de leitura e escrita, os quais consistem na construção de sentidos. Para que tenhamos sentido na produção e leitura de textos, precisamos da interação entre texto, leitor e autor. Sendo assim, é importante evidenciar que na prática de leitura desenvolvemos a percepção de interpretação enquanto gesto de atribuição de sentido, que não consiste apenas em uma simples decodificação e/ou identificação, mas refere-se também aos conhecimentos linguísticos, textuais, sociais e políticos que nos possibilitam elaborar de forma crítica textos de diferentes Ler e escrever, portanto, consistem em construir sentidos, o que implica assumir determinada concepção de texto, de língua, de leitor e autor. Para isso, é importante a compreensão de que o autor não é aquele que produz um código para que o leitor possa decodificar as mensagens, mas sim um sujeito que interage com outras vozes, a partir do texto, para provocar leitura e produção significativa, que estejam além da superfície textual. A construção de sentidos no texto é de caráter social, cultural e histórico, produzida por sujeitos que dialogam com múltiplas concepções de mundo, de modo a apresentar avaliações a partir de diferentes pontos de vista, para além daqueles tidos como "naturais" ou "necessários", mas que venham a proporcionar leitura crítica. A relação autor-leitor é responsável pela produção de sentidos, expressos de modos e formas distintas a depender das subjetividades daquele que realiza a leitura e daquele que escreve. No processo de escrita o texto é atravessado por valores, conhecimentos, experiências e por isso se constrói a cada leitura sem que seja estabelecido previamen- te um sentido, mas evidenciando todos os que forem possíveis [...] o ser humano tem o de atribuir sentidos às coisas do mun- do e a ausência de relações de significado entre estas coisas pertur- ba. A mente humana necessita organizar as vivências e experiências de modo significativo e articulado, buscando relações até mesmo entre acontecimentos que não revelam ligações ou correspondências evi- dentes entre si [...]. (FERREIRA; DIAS, 2004, p. 440) Conforme apontam as autoras Ferreira e Dias (2004), é a capacidade que os indivíduos possuem de atribuir sentidos às coisas que os leva a se colocarem além do que está sendo apontado explicitamente. Desse modo, embora o texto carregue um sentido que parte da pretensão do autor, ele se desdobra em múltiplas possibilidades ao ser (re)construído pelos Sendo assim, quais estratégias de leitura são necessárias para que o leitor exerça seu papel de construtor de sentidos? Enquanto leitores, utilizamos seleção, hipóte-