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51 Uma explicação de caráter histórico para o percentual da religião com maior número de adeptos declarados no Brasil foi a existência, no passado colonial e monárquico, da a)incapacidade do cristianismo de incorporar aspectos de outras religiões. b)incorporação da ideia de liberdade religiosa na esfera pública. c)permissão para o funcionamento de igrejas não cristãs. d)relação de integração entre Estado e Igreja. e)influência das religiões de origem africana. 153 - (ENEM/2011) Após as três primeiras décadas, marcadas pelo esforço de garantir a posse da nova terra, a colonização começou a tomar forma. A política da metrópole portuguesa consistirá no incentivo à empresa comercial com base em uns poucos produtos exportáveis em grande escala, assentada na grande propriedade. Essa diretriz deveria atender aos interesses de acumulação de riqueza na metrópole lusa, em mãos dos grandes comerciantes, da Coroa e de seus afilhados FAUSTO, B. História Concisa do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2002 (adaptado). Para concretizar as aspirações expansionistas e mercantis estabelecidas pela Coroa Portuguesa para a América, a estratégia lusa se constituiu em a)disseminar o modelo de colonização já utilizado com sucesso pela Grã-Bretanha nas suas treze colônias na América do Norte. b)apostar na agricultura tropical em grandes propriedades e no domínio da Colônia pelo monopólio comercial e pelo povoamento. c)intensificar a pecuária como a principal cultura capaz de forçar a penetração do homem branco no interior do continente. d)acelerar a desocupação da terra e transferi-la para mãos familiarizadas ao trabalho agrícola de culturas tropicais. e)desestimular a escravização do indígena e incentivar sua integração na sociedade colonial por meio da atividade comercial. 154 - (ENEM/2011) Como tratar com os índios A experiência de trezentos anos tem feito ver que a aspereza é um meio errado para domesticar os índios; parece, pois, que brandura e afago são os meios que nos restam. Perdoar-lhes alguns excessos, de que sem dúvida seria causa a sua barbaridade e longo hábito com a falta de leis. Os habitantes da América são menos sanguinários do que os negros d’África, mais mansos, tratáveis e hospitais. VILHENA, L. S. A Bahia no século XVIII. Salvador: Itapuã, 1969 (adaptado). O escritor português Luís Vilhena escreve, no século XVIII, sobre um tema recorrente para os homens da sua época. Seu posicionamento emerge de um contexto em que a)o índio, pela sua condição de ingenuidade, representava uma possibilidade de mão de obra nas indústrias. b)a abolição da escravatura abriu uma lacuna na cadeia produtiva, exigindo, dessa forma, o trabalho do nativo. c)o nativo indígena, estereotipado como um papel em branco, deveria adequar-se ao mundo do trabalho compulsório. d)a escravidão do indígena apresentou-se como alternativa de mão de obra assalariada para a lavoura açucareira. e)a escravidão do negro passa a ser substituída pela indígena, sob a alegação de os primeiros serem selvagens. 155 - (ENEM/2011) O Brasil oferece grandes lucros aos portugueses. Em relação ao nosso país, verificar-se-á que esses lucros e vantagens são maiores para nós. Os açúcares do Brasil, enviados diretamente ao nosso país, custarão bem menos do que custam agora, pois que serão libertados dos impostos que sobre eles se cobram em Portugal, e, dessa forma, destruiremos seu comércio de açúcar. Os artigos europeus, tais como tecidos, pano etc., poderão, pela mesma razão, ser fornecidos por nós ao Brasil muito mais baratos; o mesmo se dá com a madeira e o fumo. WALBEECK, J. Documentos Holandeses. Disponível em: http://www.mc.unicamp.br. 52 O texto foi escrito por um conselheiro político holandês no contexto das chamadas Invasões Holandesas (1624-1654), no Nordeste da América Portuguesa, que resultaram na ocupação militar da capitania de Pernambuco. O conflito se inicia em um período em que Portugal e suas colônias, entre elas o Brasil, se encontravam sob domínio da Espanha (1580- 1640). A partir do texto, qual o objetivo dos holandeses com essa medida? a)Construir uma rede de refino e distribuição do açúcar no Brasil, levando vantagens sobre os concorrentes portugueses. b)Garantir o abastecimento de açúcar no mercado europeu e oriental, ampliando as áreas produtoras de cana fora dos domínios lusos. c)Romper o embargo espanhol imposto aos holandeses depois da União Ibérica, ampliando os lucros obtidos com o comércio açucareiro. d)Incentivar a diversificação da produção do Nordeste brasileiro, aumentando a inserção dos holandeses no mercado de produtos manufaturados. e)Dominar uma região produtora de açúcar mais próxima da Europa do que as Antilhas Holandesas, facilitando o escoamento dessa produção. 156 - (ENEM/2010) De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto reprová-los por terem começado dessa maneira. Todavia, podemos culpar os seus descendentes, e com razão, por continuarem a queimar as florestas quando há agora, no início do século XIX, tanta terra limpa e pronta para o cultivo à sua disposição. SAINT-HILAIRE, A. Viagem às nascentes do rio S. Francisco [1847].Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1975 (adaptado). No texto, há informações sobre a prática da queimada em diferentes períodos da história do Brasil. Segundo a análise apresentada, os portugueses a)evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da queimada. b)consideraram que a queimada era necessária em certas circunstâncias. c)concordaram quanto à queimada ter sido uma prática agrícola insuficiente. d)entenderam que a queimada era uma prática necessária no início do séc. XIX. e)relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da época com a terra. 157 - (ENEM/2010) Na antiga Grécia, o teatro tratou de questões como destino, castigo e justiça. Muitos gregos sabiam de cor inúmeros versos das peças dos seus grandes autores. Na Inglaterra dos séculos XVI e XVII, Shakespeare produziu peças nas quais temas como o amor, o poder, o bem e o mal foram tratados. Nessas peças, os grandes personagens falavam em verso e os demais em prosa. No Brasil colonial, os índios aprenderam com os jesuítas a representar peças de caráter religioso. Esses fatos são exemplos de que, em diferentes tempos e situações, o teatro é uma forma a)de manipulação do povo pelo poder, que controla o teatro. b)de diversão e de expressão dos valores e problemas da sociedade. c)de entretenimento popular, que se esgota na sua função de distrair. d)de manipulação do povo pelos intelectuais que compõem as peças. e)de entretenimento, que foi superada e hoje é substituída pela televisão. 158 - (ENEM/2010) Gregório de Matos definiu, no século XVII, o amor e a sensualidade carnal. O Amor é finalmente um embaraço de pernas, união de barrigas, um breve tremor de artérias. Uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um rebuliço de ancas, quem diz outra coisa é besta. VAINFAS, R. Brasil de todos os pecados. Revista de História. Ano 1, nº 1. Rio de Janeiro:Biblioteca Nacional, nov. 2003. 53 Vilhena descreveu ao seu amigo Filopono, no século XVIII, a sensualidade nas ruas de Salvador. Causa essencial de muitas moléstias nesta cidade é a desordenada paixão sensual que atropela e relaxa o rigor da Justiça, as leis divinas, eclesiásticas, civis e criminais. Logo que anoutece, entulham as ruas libidinosos, vadios e ociosos de um e outro sexo. Vagam pelas ruas e, sem pejo, fazem gala da sua torpeza. VILHENA, L. S. A Bahia no século XVIII. ColégioBaiana, v. 1. Salvador: Itapuã, 1969 (adaptado). A sensualidade foi assunto recorrente no Brasil colonial. Opiniões se dividiam quando o tema afrontava diretamente os “bons costumes”. Nesse contexto, contribuía para explicar essas divergências a)a existência de associações religiosas que defendiam a pureza sexual da população branca. b)a associação da sensualidade às parcelas mais abastadas da sociedade. c)o posicionamento liberal da sociedade oitocentista, que reivindicava mudanças de comportamento na sociedade. d)a política pública higienista, que atrelava a sexualidade a grupos socialmente marginais. e)a busca do controle do corpo por meio de discurso ambíguo que associava sexo, prazer, libertinagem e pecado. 159 - (ENEM/2010) Chegança Sou Pataxó, Sou Xavante e Carriri, Ianonâmi, sou Tupi Guarani, sou Carajá. Sou Pancararu, Carijó, Tupinajé, Sou Potiguar, sou Caeté, Ful-ni-ô, Tupinambá. Eu atraquei num porto muito seguro, Céu azul, paz e ar puro... Botei as pernas pro ar. Logo sonhei que estava no paraíso, Onde nem era preciso dormir para se sonhar. Mas de repente me acordei com a surpresa: Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar. De grande-nau, Um branco de barba escura, Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar. E assustado dei um pulo da rede, Pressenti a fome, a sede, Eu pensei: "vão me acabar". Levantei-me de Borduna já na mão. Ai, senti no coração, O Brasil vai começar. NÓBREGA, A; e FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo, 1998. A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no chamado mito a)da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira. b)da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros. c)do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização. d)da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colônia. e)do encontro, que identifica a colonização portuguesa como pacífica em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos. 160 - (ENEM/2010) Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda