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1000 questões de História(1)-055-057

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Uma explicação de caráter histórico para o 
percentual da religião com maior número de 
adeptos declarados no Brasil foi a existência, 
no passado colonial e monárquico, da 
a)incapacidade do cristianismo de incorporar 
aspectos de outras religiões. 
b)incorporação da ideia de liberdade religiosa na 
esfera pública. 
c)permissão para o funcionamento de igrejas não 
cristãs. 
d)relação de integração entre Estado e Igreja. 
e)influência das religiões de origem africana. 
 
153 - (ENEM/2011) 
Após as três primeiras décadas, marcadas pelo 
esforço de garantir a posse da nova terra, a 
colonização começou a tomar forma. A política 
da metrópole portuguesa consistirá no 
incentivo à empresa comercial com base em 
uns poucos produtos exportáveis em grande 
escala, assentada na grande propriedade. Essa 
diretriz deveria atender aos interesses de 
acumulação de riqueza na metrópole lusa, em 
mãos dos grandes comerciantes, da Coroa e de 
seus afilhados 
FAUSTO, B. História Concisa do Brasil. São Paulo: EdUSP, 
2002 (adaptado). 
 
Para concretizar as aspirações expansionistas e 
mercantis estabelecidas pela Coroa Portuguesa 
para a América, a estratégia lusa se constituiu 
em 
a)disseminar o modelo de colonização já utilizado 
com sucesso pela Grã-Bretanha nas suas treze 
colônias na América do Norte. 
b)apostar na agricultura tropical em grandes 
propriedades e no domínio da Colônia pelo 
monopólio comercial e pelo povoamento. 
c)intensificar a pecuária como a principal cultura 
capaz de forçar a penetração do homem branco 
no interior do continente. 
d)acelerar a desocupação da terra e transferi-la 
para mãos familiarizadas ao trabalho agrícola de 
culturas tropicais. 
e)desestimular a escravização do indígena e 
incentivar sua integração na sociedade colonial 
por meio da atividade comercial. 
 
154 - (ENEM/2011) 
Como tratar com os índios 
 
A experiência de trezentos anos tem feito ver 
que a aspereza é um meio errado para 
domesticar os índios; parece, pois, que 
brandura e afago são os meios que nos restam. 
Perdoar-lhes alguns excessos, de que sem 
dúvida seria causa a sua barbaridade e longo 
hábito com a falta de leis. Os habitantes da 
América são menos sanguinários do que os 
negros d’África, mais mansos, tratáveis e 
hospitais. 
VILHENA, L. S. A Bahia no século XVIII. Salvador: Itapuã, 
1969 (adaptado). 
 
O escritor português Luís Vilhena escreve, no 
século XVIII, sobre um tema recorrente para 
os homens da sua época. Seu posicionamento 
emerge de um contexto em que 
a)o índio, pela sua condição de ingenuidade, 
representava uma possibilidade de mão de obra 
nas indústrias. 
b)a abolição da escravatura abriu uma lacuna na 
cadeia produtiva, exigindo, dessa forma, o 
trabalho do nativo. 
c)o nativo indígena, estereotipado como um papel 
em branco, deveria adequar-se ao mundo do 
trabalho compulsório. 
d)a escravidão do indígena apresentou-se como 
alternativa de mão de obra assalariada para a 
lavoura açucareira. 
e)a escravidão do negro passa a ser substituída 
pela indígena, sob a alegação de os primeiros 
serem selvagens. 
 
155 - (ENEM/2011) 
O Brasil oferece grandes lucros aos 
portugueses. Em relação ao nosso país, 
verificar-se-á que esses lucros e vantagens são 
maiores para nós. Os açúcares do Brasil, 
enviados diretamente ao nosso país, custarão 
bem menos do que custam agora, pois que 
serão libertados dos impostos que sobre eles se 
cobram em Portugal, e, dessa forma, 
destruiremos seu comércio de açúcar. Os 
artigos europeus, tais como tecidos, pano etc., 
poderão, pela mesma razão, ser fornecidos por 
nós ao Brasil muito mais baratos; o mesmo se 
dá com a madeira e o fumo. 
WALBEECK, J. Documentos Holandeses. Disponível em: 
http://www.mc.unicamp.br. 
 
 
 
 
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O texto foi escrito por um conselheiro político 
holandês no contexto das chamadas Invasões 
Holandesas (1624-1654), no Nordeste da 
América Portuguesa, que resultaram na 
ocupação militar da capitania de Pernambuco. 
O conflito se inicia em um período em que 
Portugal e suas colônias, entre elas o Brasil, se 
encontravam sob domínio da Espanha (1580-
1640). A partir do texto, qual o objetivo dos 
holandeses com essa medida? 
a)Construir uma rede de refino e distribuição do 
açúcar no Brasil, levando vantagens sobre os 
concorrentes portugueses. 
b)Garantir o abastecimento de açúcar no mercado 
europeu e oriental, ampliando as áreas produtoras 
de cana fora dos domínios lusos. 
c)Romper o embargo espanhol imposto aos 
holandeses depois da União Ibérica, ampliando os 
lucros obtidos com o comércio açucareiro. 
d)Incentivar a diversificação da produção do 
Nordeste brasileiro, aumentando a inserção dos 
holandeses no mercado de produtos 
manufaturados. 
e)Dominar uma região produtora de açúcar mais 
próxima da Europa do que as Antilhas 
Holandesas, facilitando o escoamento dessa 
produção. 
 
156 - (ENEM/2010) 
De fato, que alternativa restava aos 
portugueses, ao se verem diante de uma mata 
virgem e necessitando de terra para cultivo, a 
não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? 
Seria, pois, injusto reprová-los por terem 
começado dessa maneira. Todavia, podemos 
culpar os seus descendentes, e com razão, por 
continuarem a queimar as florestas quando há 
agora, no início do século XIX, tanta terra 
limpa e pronta para o cultivo à sua disposição. 
SAINT-HILAIRE, A. Viagem às nascentes do rio S. Francisco 
[1847].Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1975 
(adaptado). 
 
No texto, há informações sobre a prática da 
queimada em diferentes períodos da história 
do Brasil. Segundo a análise apresentada, os 
portugueses 
a)evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da 
queimada. 
b)consideraram que a queimada era necessária em 
certas circunstâncias. 
c)concordaram quanto à queimada ter sido uma 
prática agrícola insuficiente. 
d)entenderam que a queimada era uma prática 
necessária no início do séc. XIX. 
e)relacionaram a queimada ao descaso dos 
agricultores da época com a terra. 
 
157 - (ENEM/2010) 
Na antiga Grécia, o teatro tratou de questões 
como destino, castigo e justiça. Muitos gregos 
sabiam de cor inúmeros versos das peças dos 
seus grandes autores. Na Inglaterra dos 
séculos XVI e XVII, Shakespeare produziu 
peças nas quais temas como o amor, o poder, o 
bem e o mal foram tratados. Nessas peças, os 
grandes personagens falavam em verso e os 
demais em prosa. No Brasil colonial, os índios 
aprenderam com os jesuítas a representar 
peças de caráter religioso. 
 
Esses fatos são exemplos de que, em diferentes 
tempos e situações, o teatro é uma forma 
a)de manipulação do povo pelo poder, que 
controla o teatro. 
b)de diversão e de expressão dos valores e 
problemas da sociedade. 
c)de entretenimento popular, que se esgota na sua 
função de distrair. 
d)de manipulação do povo pelos intelectuais que 
compõem as peças. 
e)de entretenimento, que foi superada e hoje é 
substituída pela televisão. 
 
158 - (ENEM/2010) 
Gregório de Matos definiu, no século XVII, 
o amor e a sensualidade carnal. 
 
O Amor é finalmente um embaraço de pernas, 
união de barrigas, um breve tremor de 
artérias. 
Uma confusão de bocas, uma batalha de veias, 
um rebuliço de ancas, quem diz outra coisa é 
besta. 
VAINFAS, R. Brasil de todos os pecados. Revista de História. 
Ano 1, nº 1. Rio de Janeiro:Biblioteca Nacional, nov. 2003. 
 
 
 
 
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Vilhena descreveu ao seu amigo Filopono, no 
século XVIII, a sensualidade nas ruas de 
Salvador. 
 
Causa essencial de muitas moléstias nesta 
cidade é a desordenada paixão sensual que 
atropela e relaxa o rigor da Justiça, as leis 
divinas, eclesiásticas, civis e criminais. Logo 
que anoutece, entulham as ruas libidinosos, 
vadios e ociosos de um e outro sexo. Vagam 
pelas ruas e, sem pejo, fazem gala da sua 
torpeza. 
VILHENA, L. S. A Bahia no século XVIII. ColégioBaiana, v. 
1. Salvador: Itapuã, 1969 (adaptado). 
 
A sensualidade foi assunto recorrente no 
Brasil colonial. Opiniões se dividiam quando o 
tema afrontava diretamente os “bons 
costumes”. Nesse contexto, contribuía para 
explicar essas divergências 
a)a existência de associações religiosas que 
defendiam a pureza sexual da população branca. 
b)a associação da sensualidade às parcelas mais 
abastadas da sociedade. 
c)o posicionamento liberal da sociedade 
oitocentista, que reivindicava mudanças de 
comportamento na sociedade. 
d)a política pública higienista, que atrelava a 
sexualidade a grupos socialmente marginais. 
e)a busca do controle do corpo por meio de 
discurso ambíguo que associava sexo, prazer, 
libertinagem e pecado. 
 
159 - (ENEM/2010) 
Chegança 
 
Sou Pataxó, 
Sou Xavante e Carriri, 
Ianonâmi, sou Tupi 
Guarani, sou Carajá. 
Sou Pancararu, 
Carijó, Tupinajé, 
Sou Potiguar, sou Caeté, 
Ful-ni-ô, Tupinambá. 
 
Eu atraquei num porto muito seguro, 
Céu azul, paz e ar puro... 
Botei as pernas pro ar. 
Logo sonhei que estava no paraíso, 
Onde nem era preciso dormir para se sonhar. 
 
Mas de repente me acordei com a surpresa: 
Uma esquadra portuguesa veio na praia 
atracar. 
De grande-nau, 
Um branco de barba escura, 
Vestindo uma armadura me apontou pra me 
pegar. 
E assustado dei um pulo da rede, 
Pressenti a fome, a sede, 
Eu pensei: "vão me acabar". 
Levantei-me de Borduna já na mão. 
Ai, senti no coração, 
O Brasil vai começar. 
NÓBREGA, A; e FREIRE, W. CD Pernambuco falando para 
o mundo, 1998. 
 
A letra da canção apresenta um tema 
recorrente na história da colonização 
brasileira, as relações de poder entre 
portugueses e povos nativos, e representa uma 
crítica à ideia presente no chamado mito 
a)da democracia racial, originado das relações 
cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos 
no período anterior ao início da colonização 
brasileira. 
b)da cordialidade brasileira, advinda da forma 
como os povos nativos se associaram 
economicamente aos portugueses, participando 
dos negócios coloniais açucareiros. 
c)do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade 
com que os nativos brasileiros aceitaram as regras 
impostas pelo colonizador, o que garantiu o 
sucesso da colonização. 
d)da natural miscigenação, resultante da forma 
como a metrópole incentivou a união entre 
colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o 
povoamento da colônia. 
e)do encontro, que identifica a colonização 
portuguesa como pacífica em função das relações 
de troca estabelecidas nos primeiros contatos 
entre portugueses e nativos. 
 
160 - (ENEM/2010) 
Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o 
presente Alvará virem: que desejando 
promover e adiantar a riqueza nacional, e 
sendo um dos mananciais dela as manufaturas 
e a indústria, sou servido abolir e revogar toda

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