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SCHWARCZ, L. M. As barbas do imperador: D. Pedro II, um 
monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1998 
(adaptado). 
 
Essas imagens de D. Pedro II foram feitas no 
início dos anos de 1850, pouco mais de uma 
década após o Golpe da Maioridade. 
Considerando o contexto histórico em que 
foram produzidas e os elementos simbólicos 
destacados, essas imagens representavam um 
a) jovem imaturo que agiria de forma 
irresponsável. 
b) imperador adulto que governaria segundo as 
leis. 
c) líder guerreiro que comandaria as vitórias 
militares. 
d) soberano religioso que acataria a autoridade 
papal. 
e) monarca absolutista que exerceria seu 
autoritarismo. 
 
520 - (ENEM/2015) 
Em 1881, a Câmara dos Deputados aprovou 
uma reforma na lei eleitoral brasileira, a fim 
de introduzir o voto direto. A grande 
novidade, porém, ficou por conta da exigência 
de que os eleitores soubessem ler e escrever. As 
consequências logo se refletiram nas 
estatísticas. Em 1872, havia mais de 1 milhão 
de votantes, já em 1886, pouco mais de 100 mil 
cidadãos participaram das eleições 
parlamentares. Houve um corte de quase 90 
por cento do eleitorado. 
CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado). 
 
Nas últimas décadas do século XIX, o Império 
do Brasil passou por transformações como as 
descritas, que representaram a 
a) ascensão dos “homens bons”. 
b) restrição dos direitos políticos. 
c) superação dos currais eleitorais. 
d) afirmação do eleitorado monarquista. 
e) ampliação da representação popular. 
 
 521 - (ENEM/2015) 
A população negra teve que enfrentar sozinha 
o desafio da ascensão social, e frequentemente 
procurou fazê-lo por rotas originais, como o 
esporte, a música e a dança. Esporte, 
sobretudo o futebol, música, sobretudo o 
samba, e dança, sobretudo o carnaval, foram 
os principais canais de ascensão social dos 
negros até recentemente. A libertação dos 
escravos não trouxe consigo a igualdade 
efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, 
mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das 
leis, aos privilégios e arrogâncias de poucos 
correspondem o desfavorecimento e a 
humilhação de muitos. 
CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado). 
 
Em relação ao argumento de que no Brasil 
existe uma democracia racial, o autor 
demonstra que 
a) essa ideologia equipara a nação a outros países 
modernos. 
b) esse modelo de democracia foi possibilitado 
pela miscigenação. 
c) essa peculiaridade nacional garantiu 
mobilidade social aos negros. 
d) esse mito camuflou formas de exclusão em 
relação aos afrodescendentes. 
e) essa dinâmica política depende da participação 
ativa de todas as etnias. 
 
522 - (ENEM/2015) 
Decreto-lei 3.509, de 12 de setembro de 1865 
 
Art. 1º – O cidadão guarda-nacional que por si 
apresentar outra pessoa para o serviço do 
Exército por tempo de nove ano, com a 
idoneidade regulada pelas leis militares, ficará 
isento não só do recrutamento, senão também 
do serviço da Guarda Nacional. O substituído 
é responsável por o que o substituiu, no caso 
de deserção. 
Arquivo Histórico do Exército. Ordem do dia do Exército, n. 
455, 1865 (adaptado). 
 
 
 
 
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No artigo, tem-se um dos mecanismos de 
formação dos “Voluntários da Pátria”, 
encaminhados para lutar na Guerra do 
Paraguai. Tal prática passou a ocorrer com 
muita frequência no Brasil nesse período e 
indica o(a) 
a) forma como o Exército brasileiro se tornou o 
mais bem equipado da América do Sul. 
b) incentivo dos grandes proprietários à 
participação dos seus filhos no conflito. 
c) solução adotada pelo país para aumentar o 
contingente de escravos no conflito. 
d) envio de escravos para os conflitos armados, 
visando sua qualificação para o trabalho. 
e) fato de que muitos escravos passaram a 
substituir seus proprietários em troca de 
liberdade. 
 
523 - (ENEM/2015) 
É simplesmente espantoso que esses núcleos 
tão desiguais e tão diferentes se tenham 
mantido aglutinados numa só nação. Durante 
o período colonial, cada um deles teve relação 
direta com a metrópole. Ocorreu o 
extraordinário, fizemos um povo-nação, 
englobando todas aquelas províncias 
ecológicas numa só entidade cívica e política. 
RIBEIRO, D. O povo brasileiro: formação e sentido do Brasil. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1988. 
 
Após a conquista da autonomia, a questão 
primordial do Brasil residia em como garantir 
sua unidade político-territorial diante das 
características e práticas herdadas da 
colonização. Relacionando o projeto de 
independência à construção do Estado 
nacional brasileiro, a sua particularidade 
decorreu da 
a) ordenação de um pacto que reconheceu os 
direitos políticos aos homens, independentemente 
de cor, sexo ou religião. 
b) estruturação de uma sociedade que adotou os 
privilégios de nascimento como critério de 
hierarquização social. 
c) realização de acordos entre as elites regionais, 
que evitou confrontos armados contrários ao 
projeto luso-brasileiro. 
d) concessão da autonomia política regional, que 
atendeu aos interesses socioeconômicos dos 
grandes proprietários. 
e) afirmação de um regime constitucional 
monárquico, que garantiu a ordem associada à 
permanência da escravidão. 
 
524 - (ENEM/2014) 
No século XIX, o preço mais alto dos terrenos 
situados no centro das cidades é causa da 
especialização dos bairros e de sua 
diferenciação social. Muitas pessoas, que não 
têm meios de pagar os altos aluguéis dos 
bairros elegantes, são progressivamente 
rejeitadas para a periferia, como os subúrbios 
e os bairros mais afastados. 
RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo: Cultrix, 1989 
(adaptado). 
 
Uma consequência geográfica do progresso 
socioespacial descrito no texto é a 
a) criação de condomínios fechados de moradia. 
b) decadência das áreas centrais de comércio 
popular. 
c) aceleração do processo conhecido como 
cercamento. 
d) ampliação do tempo de deslocamento diário da 
população. 
e) contenção da ocupação de espaços sem 
infraestrutura satisfatória. 
 
525 - (ENEM/2014) 
Respeitar a diversidade de circunstâncias 
entre as pequenas sociedades locais que 
constituem uma mesma nacionalidade, tal deve 
ser a regra suprema das leis internas de cada 
Estado. As leis municipais seriam as cartas de 
cada povoação doadas pela assembleia 
provincial, alargadas conforme o seu 
desenvolvimento, alteradas segundo os 
conselhos da experiência. Então, administrar-
se-ia de perto, governar-se-ia de longe, alvo a 
que jamais se atingirá de outra sorte. 
BASTOS, T. A província (1870). São Paulo: Cia. Editora 
Nacional, 1937 (adaptado). 
 
O discurso do autor, no período do Segundo 
Reinado no Brasil, tinha como meta a 
implantação do 
a) regime monárquico representativo. 
b) sistema educacional democrático. 
c) modelo territorial federalista. 
d) padrão político autoritário. 
e) poder oligárquico regional. 
 
 
 
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526 - (ENEM/2014) 
 
De volta do Paraguai 
Cheio de glória, coberto de louros, depois de 
ter derramado seu sangue em defesa da pátria 
e libertado um povo da escravidão, o 
voluntário volta ao seu país natal para ver sua 
mãe amarrada a um tronco horrível de 
realidade!... 
AGOSTINI. A vida fluminense, ano 3, n.128, 11 jun. 1870. In: 
LEMOS, R. (Org). Uma história do Brasil através da 
caricatura (1840-2001). Rio de Janeiro: Letras & Expressões, 
2001 (adaptado). 
 
Na charge, identifica-se uma contradição de 
retorno de parte dos “Voluntários da Pátria” 
que lutaram na Guerra do Paraguai (1864-
1870), evidenciada na 
a) negação da cidadania aos familiares cativos. 
b) concessão de alforrias aos militares escravos. 
c) perseguição dos escravistas aos soldados 
negros. 
d) punição dos feitores aos recrutados 
compulsoriamente. 
e) suspensão dasindenizações aos proprietários 
prejudicados. 
 
527 - (ENEM/2014) 
Quem acompanhasse os debates na Câmara 
dos Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura 
de uma moção de fazendeiros do Rio de 
Janeiro: “Ninguém no Brasil sustenta a 
escravidão pela escravidão, mas não há um só 
brasileiro que não se oponha aos perigos da 
desorganização do atual sistema de trabalho”. 
Livres os negros, as cidades seriam invadidas 
por “turbas ignaras”, “gente refratária ao 
trabalho e ávida de ociosidade”. A produção 
seria destruída e a segurança das família 
estaria ameaçada. Veio a Abolição, o 
Apocalipse ficou para depois e o Brasil 
melhorou (ou será que alguém duvida?). 
Passados dez anos do início do debate em 
torno das ações afirmativas e do recurso às 
cotas para facilitar o acesso dos negros às 
universidades públicas brasileiras, felizmente é 
possível conferir a consistência dos 
argumentos apresentados contra essa 
iniciativa. De saída, veio a advertência de que 
as cotas exacerbariam a questão racial. Essa 
ameaça vai completar 18 anos e não se 
registraram casos significativos de 
exacerbação. 
GASPARI, E. As cotas e a urucubaca. Folha de S. Paulo, 3 
jun. 2009. 
 
O argumento elaborado pelo autor sugere que 
as censuras às cotas raciais são 
a) politicamente ignoradas. 
b) socialmente justificadas. 
c) culturalmente qualificadas. 
d) historicamente equivocadas. 
e) economicamente fundamentadas. 
 
528 - (ENEM/2014) 
Os escravos, obviamente, dispunham de 
poucos recursos políticos, mas não 
desconheciam o que se passava no mundo dos 
poderosos. Aproveitaram-se das divisões entre 
estes, selecionaram temas que lhes 
interessavam do ideário liberal e anticolonial, 
traduziram e emprestaram significados 
próprios às reformas operadoras no 
escravismo brasileiro ao longo do século XIX. 
REIS, J. J. Nos achamos em campo a tratar da liberdade: a 
resistência negra no Brasil oitocentista. In: MOTA, C. G. 
(Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-
2000). São Paulo: Senac, 1999. 
 
Ao longo do século XIX, os negros 
escravizados construíram variadas formas 
para resistir à escravidão no Brasil. A 
estratégia de luta citada no texto baseava-se no 
aproveitamento das

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