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Introdução à 
Microbiologia
Prof. Márcia Rocha
Médica Veterinária
Micologia 
Microbiologia = Estudo dos microrganismos (seres microscópicos).
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Fundamentos Básicos de 
Micologia Clínica
Micologia
Estudo dos fungos
Fungos são organismos eucariotos;
Possuem paredes celulares;
Saprófitas (organismos que obtêm nutrientes da matéria 
em decomposição);
Oportunistas e patogênicos (alguns = importância 
clínica).
Têm semelhanças com plantas, mas não possuem 
folhas, raízes, caules ou mesmo clorofila.
Encontrados na água e na terra;
No ar são encontrados na forma de esporos.
Existem aproximadamente 100.000 espécies de 
fungos;
Aproximadamente 100 delas são capazes de infectar 
o homem;
Importância da micologia:
Fungos oportunistas de importância clínica;
Drogas antibacterianas;
Drogas imunossupressoras.
Localização do fungos .
(A) crescimento em madeira (B) crescimento em massa de água 
(C) crescimento em solo (D) crescimento em restos de vegetais .
Histórico: Penicilina
Era dos antibióticos
 Primeiro antibiótico usado → pós-1ª Guerra Mundial
 Teve início em 1928, com o bacteriologista escocês Alexander Fleming 
(1881-1955)
 Fleming notou que as bactérias presentes numa cultura morriam 
sempre que se desenvolvia um determinado fungo do bolor 
(Penicillium notatum)
Gêneros mais importantes
Histoplasma capsulatum;
Paracoccidioides brasiliensis;
Sporothrix schenckii
Coccidioides immitis
Candida sp.;
Cryptococcus sp.;
Trichophyton sp.
Duas formas morfológicas diferentes básicas:
Bolores: quando apresentam 
filamentos ou hifas, cujo 
conjunto é chamado de micélio.
Cogumelos
Leveduras: apresentam formas 
arredondadas a ovais.
Microscopicamente
Hifas: também chamado de filamento. É a estrutura básica dos 
fungos filamentosos;
Esporos: corpúsculos uni ou pluricelulares que germina e dão 
origem às hifas.
Queratina
A queratina é uma proteína 
encontrada na superfície cutânea, 
unhas e cabelos.
Acaba sendo alimentos para 
determinados fungos.
Os fungos podem causar os seguintes 
problemas em seres humanos:
Intoxicação, pela digestão de determinados cogumelos;
Alergias, devido ao contato com fungos filamentosos
(principalmente);
Infecções superficiais, tais como “sapinho”, causada
pela Cândida;
Infecções subcutâneas, como as causadas pelo
Microsporum sp. E Sporotrichum sp.;
Infecções pulmonares invasivas, causadas pelo
Histoplasma sp. E Aspergillus sp.
Trichophyton
Prevenção de micoses
 A prevenção para micoses tópicas pode ser feita mantendo a pele 
limpa e seca.
Como as infecções fúngicas são contagiosas, é importante lavar 
utensílios utilizados por pessoas contaminadas: roupas esportivas, 
sapatos, etc.
Pé de atleta em humanos
(Tricophyton mentagrophytese)
CAUSA DERMATOFITOSE EM CÃES E GATOS
Esporotricose em cão
Nome científico: Sporothrix schenkii
Malassezia em gato
Nome científico: Mallasezia pachydermatis.
Amostra
Coleta
Microscopia
Cultura
Positiva?
Negativa?
Colônia
Meio de cultura
Coletor estéril
Resultado negativo
Resultado positivo
- Pôr o nome científico do 
fungo
Diagnóstico Laboratorial
Raspagem de tecido infectado com lâmina de 
bisturi;
Cultura em ágar:
Sabouraud dextrose;
Mycosel
BDA (batata-dextrose-ágar)
Confecção de lâmina para análises 
microscópica com KOH.
Atenção:
Acondicionar em temp. ambiente;
Coleta Vídeo!!!
filamentoso
filamentoso
Leveduras
DERMATOFITOSE
DERMATOFITOSE
DERMATOFITOSE
 Estruturas ceratinizadas mortas 
 Microsporum canis, M. gypseum, Trichophyton
 Ambientes quentes e úmidos 
Predisposição 
 jovens, debilitados e imunodeprimidos 
 Zoonose
 Fatores que influenciam na ocorrência: 
 remoção mecânica 
 escovação 
 competição com a flora local → não fixa 
 Resposta inflamatória – variável
DERMATOFITOSE
DERMATOFITOSE
DERMATOFITOSE
T. mentagrophytes
M. canis
T. MENTAGROPHYTES
DERMATOFITOSE EM HUMANO
DERMATOFITOSE - DIAGNÓSTICO
 Exame clínico 
 Exame direto do pêlo
 Lâmpada de Wood 
 Fluorescência 
 Cultura fúngica
LÂMPADA DE WOOD
Fluorescência das enzimas liberadas pelo M. canis 
Tratamento
A maioria dos fármacos antifúngicos convencionais atua 
sobre a membrana plasmática do fungo, interferindo no 
metabolismo do ergosterol, em grande parte das vezes.
DERMATOFITOSE - TRATAMENTO
 Eliminação da infecção do hospedeiro 
 Tosa 
 Antifúngico tópico (?) 
 Sistêmico 
 Tópico ou Sistêmico: 
 Tratar por até 2 semanas após a cura das lesões
 Prevenção da disseminação 
 Eliminação da infecção do ambiente 
MALASSEZIA PACHYDERMATIS
MALASSEZIA
 Malassezia pachydermatitis
 cão, gato, aves 
 Malassezia sympodialis
 gato, homem 
 Presente na flora normal
 sacos anais, reto, vagina, conduto auditivo
Localizada
• orelhas, lábios, focinho, espaços interdigitais, 
pescoço ventral, face medial das coxas, axilas, 
região perianal e áreas intertriginosas, conduto 
auditivo 
• placas escamosas focais e máculas e 
manchas eritematosas 
Sinais Clínicos 
Generalizada
• Dermatite aguda, generalizada, 
pruriginosa, eritematosa 
• Odor rançoso, prurido severo, 
histórico de dermatite crônica 
• Ataques de prurido severo na 
face e cauda 
ESPOROTRICOSE
ESPOROTRICOSE
 Sporothrix schenkii
 saprófita do solo rico em matéria orgânica 
 tronco de árvores, palha, folha 
 disseminação felinos 
 arranhões ou mordidas 
Contato com solo ou em cascas de árvores. 
 Zoonose (transmissível dos gatos para o homem).
ESPOROTRICOSE – SINAIS CLÍNICOS
Gatos: 
 a forma linfocutânea é a mais frequente 
 feridas de pele, abcessos, fístulas, furúnculos, erosões, úlceras e crostas, 
 cronicidade da infecção 
 febre, apatia, depressão, prostração, anorexia (formas graves) – nestes
Cutânea Fixa (localizada) 
 confinadas ao local da inoculação fúngica, 
 grau de imunidade do hospedeiro
ESPOROTRICOSE – SINAIS CLÍNICOS
Cães:
 formas cutâneas são as mais comuns
 face, pavilhão auricular e tronco. 
 forma cutâneo-linfática
 a extremidade distal dos membros, vasos 
 linfáticos e linfonodos regionais 
 lesões nodulares 
 não-pruriginosas, indolor
 febre
ESPOROTRICOSE - SINAIS CLÍNICOS
Homem: 
 forma cutânea localizada 
 Autolimitante 
 Ou não... 
 forma sistêmica linfática, geralmente, apresenta lesões lineares, 
acompanhando a circulação linfática
Tratamento
 ANFOTERICINA: é um antibiótico macrolídeo de estrutura complexa, caracterizado por 
um anel de átomos de carbono com múltiplos membros. A anfotericina B persiste como 
o agente mais eficaz para infecções fúngicas sistêmicas.
 NISTATINA: é um antibiótico macrolídeo semelhante à anfotericina e com o mesmo 
mecanismo de ação. Praticamente não ocorre absorção pelas mucosas do corpo ou a 
partir da pele, e seu uso limita-se a infecções fúngicas da pele e do trato gastrointestinal.
 FLUCITOSINA: é um agente sintético que, quando administrado por via oral, mostra-se 
ativo contra uma gama limitada de infecções fúngicas sistêmicas, sendo principalmente 
eficaz naquelas causadas por leveduras. Quando administrada isoladamente, é comum 
o desenvolvimento de resistência à droga durante o tratamento, razão pela qual 
costuma ser associada com anfotericina para infecções graves, como a meningite 
criptocócica.
 GRISEOFULVINA: é derivada do Penicillium griseofulvum e inibe a mitose dos fungos 
através de sua ligação à tubulina e a uma proteína associada aos microtubos, 
rompendo a organização do fuso mitótico. A associação prolongada da griseofulvina 
com a queratina permite o novo crescimento da pele, dos cabelos ou das unhas livres 
de infecção por dermatófitos. Esse fármaco não tem efeito contra leveduras e fungos 
dimórficos.
Tratamento
 AZÓIS: constituem um grupo de agentes fungistáticos sintéticos, com amplo 
espectro de atividade.
Cetoconazol: primeiro a ser administradovia oral no tratemtno de 
infecções fúngicas sistêmicas. Mostra-se eficaz contra vários tipos de 
fungos , porém, é tóxico.
Fluconazol: atingi altas concentrações no LCR e no líquido ocular, 
podendo tornar-se o fármaco de primeira escolha na maioria dos tipos de 
meningite fúngica. São também alcançados altas concentrações no 
tecido vaginal, saliva, pele e unha.
 Itraconazol: é administrado por via oral e, após, absorção, sofre extenso 
metabolismo hepático. Não penetra no LCR.
Miconazol: administrado via oral para o tratamento das infecções do trato 
gastrintestinal. Atinge concentrações terapêuticas nos ossos, asticulações
e no tecido pulmonar, mas não no SNC.
Tratamento
Clotrimazol, econazol, tioconazol e sulconazol:
Esses fármacos são angentes antifúngicos azóis utilizados apenas 
para aplicação tópica. O clotrimazol interfere no transporte de 
aminoácidos para o interior do microrganismo. Mostra-se ativo 
contra uma ampla variedade de fungos, incluindo cândida.
 Echinocandinas:
Constituem a classe nova de agentes antifúngicos. Trata-se de 
grandes peptídeos cíclicos ligados a um ácido graxo de cadeia 
longa. A caspofungina, a micafungina e a anidulafungina são os 
fármacos aprovados nessa categoria. A caspofungina é apenas 
disponível numa forma intravenosa.
	Slide 1: Introdução à Microbiologia
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4: Fundamentos Básicos de Micologia Clínica
	Slide 5: Micologia Estudo dos fungos
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8: Histórico: Penicilina Era dos antibióticos
	Slide 9: Gêneros mais importantes
	Slide 10: Duas formas morfológicas diferentes básicas:
	Slide 11: Microscopicamente
	Slide 12
	Slide 13: Queratina
	Slide 14: Os fungos podem causar os seguintes problemas em seres humanos:
	Slide 15
	Slide 16: Prevenção de micoses
	Slide 17: Esporotricose em cão
	Slide 18: Malassezia em gato
	Slide 19
	Slide 20: Diagnóstico Laboratorial
	Slide 21: Coleta
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28: DERMATOFITOSE
	Slide 29: DERMATOFITOSE
	Slide 30: DERMATOFITOSE
	Slide 31: DERMATOFITOSE
	Slide 32: DERMATOFITOSE
	Slide 33: DERMATOFITOSE
	Slide 34: T. MENTAGROPHYTES
	Slide 35: DERMATOFITOSE EM HUMANO
	Slide 36: DERMATOFITOSE - DIAGNÓSTICO
	Slide 37: LÂMPADA DE WOOD
	Slide 38: Tratamento
	Slide 39: DERMATOFITOSE - TRATAMENTO
	Slide 40: MALASSEZIA PACHYDERMATIS
	Slide 41: MALASSEZIA
	Slide 42
	Slide 43: ESPOROTRICOSE
	Slide 44: ESPOROTRICOSE
	Slide 45: ESPOROTRICOSE – SINAIS CLÍNICOS
	Slide 46: ESPOROTRICOSE – SINAIS CLÍNICOS
	Slide 47: ESPOROTRICOSE - SINAIS CLÍNICOS
	Slide 48: Tratamento
	Slide 49: Tratamento
	Slide 50: Tratamento