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DIREITO CONSTITUCIONAL PODER JUDICIÁRIO Prof: Fenícia Machado 1- CONSIDERAÇÕES INICIAIS Meu(minha) jovem, como função típica, cabe ao Poder Judiciário julgar, isto é, exercer a jurisdição, assim considerado o poder-dever de dizer o Direito, aplicando a lei ao caso concreto e compondo os litígios (conflitos de interesses qualificados por uma pretensão resistida). Atipicamente, administra seus órgãos e pessoal e legisla, elaborando os regimentos internos dos tribunais, à luz do previsto no art. 96, I, a. Art. 96. Compete privativamente: I – aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funciona mento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos; 1 2- JUSTIÇA MILITAR FEDERAL A Justiça Militar Federal é composta pelo Superior Tribunal Militar (STM) e pelos Tribunais e juízes militares (art. 122). O STM é composto por 15 Ministros vitalícios, sendo 10 militares e 5 civis, todos escolhidos pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal, por maioria simples de votos, sendo, dos 10 militares, três dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais--generais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira (art. 123, “caput”). Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, sendo (art. 123, parágrafo único, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 122, de 2022): I – três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional; II – dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. Segundo o art. 124, compete à Justiça Militar processar e julgar os crimes militares definidos em lei (Código Penal Militar). A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar. 2 3- JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL A Justiça Militar Estadual poderá ser criada a partir de projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Justiça, sendo constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça Militar e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça ou por Tribunal de Justiça Militar nos estados em que o efetivo militar seja superior a 20.000 integrantes (art. 125, § 3º). 3 Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças (art. 125, § 4º). Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares (art. 125, § 5º). 4- JUSTIÇA ESTADUAL Os Estados-membros organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal, sendo que a competência dos tribunais é definida nas respectivas Constituições estaduais. Em primeiro grau, a Justiça estadual é composta por juízes de direito(ou juízes estaduais), sendo dividida em comarcas (divisão territorial de competências). A lei de organização judiciária será de iniciativa do Tribunal de Justiça. Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão. O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. 4 O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, com competência exclusiva para questões agrárias. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o juiz far-se-á presente no local do litígio. É isso!!! Esgotamos aquilo que é de real importância sobre o tema, Poder Judiciário de maneira direta e objetiva. Com essas informações, você está pronto(a) para gabaritar este assunto na sua prova de Direito Constitucional. As partes transcritas merecem uma leitura atenta. 5 6 image15.png image12.png image6.png image2.png image14.png