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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN
PESQUISA ACADÊMICA
CURSO: FISIOTERAPIA DISCIPLINA: ANATOMIA
NOME DO ALUNO: EDIVANIA MARIA GOMES DA SILVA
MATRÍCULA: UL22100932 POLO: CARPINA
DATA: 12/06/2023
A coluna vertebral é constituída por uma série de ossos, que são chamados de
vértebras.
Esse conjunto de vértebras é dividido em quatro regiões, que são: – cervical
(pescoço), com sete vértebras; – torácica (tronco), com doze vértebras; – lombar
(região da cintura), com cinco vértebras; – sacro (região do quadril), com cinco
vértebras fundidas; O cóccix (ponta final da coluna) tem de quatro a cinco
vértebras, também fundidas. O sacro é a base da coluna vertebral que se articula
também com a bacia.
Assim, as alterações que ocorrem nessa região poderão trazer muitos problemas
para a coluna. A coluna vertebral, vista de frente ou de costas, deve ser reta.
Quando ela é vista de perfil (lateral), cada região se apresenta com curvatura
específica, chamada de lordose ou de cifose.
É muito comum encontrarmos pessoas com essas linhas acentuadas
(hiperlordose e hipercifose), assim como encontramos também pessoas sem
essas curvaturas. Quando isso acontece, chamamos de zonas planas ou com o
segmento retificado.
Divisão da coluna
Podemos dividir a coluna vertebral em algumas partes, veja a seguir:
Coluna cervical (C1 a C7) – pescoço
Na parte alta, encontramos a coluna cervical (pescoço) e suas sete vértebras:
Vértebra Cervical 1 (C1), Vértebra Cervical 2 (C2) e, assim, sucessivamente: C3,
C4, C5, C6 e C7.
Desse conjunto, apenas duas vértebras da coluna cervical não têm um disco
intervertebral interposto entre elas: C1 e C2. Nessa região, a curvatura é
chamada de lordose cervical. Esse é o segmento de maior mobilidade da coluna
vertebral.
Quando essas curvaturas não existem ou estão alteradas, isso é sinal de
problema postural e pode estar relacionado a dores e degeneração dos discos e
de vértebras.
Esse conceito é aplicado para todo o segmento vertebral; ou seja, essas
alterações de curvaturas nas regiões torácica ou lombar provocam as mesmas
consequências.
A coluna vertebral e os discos aumentam de tamanho e de volume da região
cervical para lombar. Portanto, as vértebras e os discos intervertebrais na coluna
cervical são os mais estreitos.
Coluna torácica (T1 a T12) – tronco
Na parte média, encontramos a coluna torácica com suas 12 vértebras – de cima
para baixo chamamos de Torácica 1 (T1), Torácica 2 (T2) e, assim,
sucessivamente, até T12. Temos nessa região 12 pares de costelas, dos quais 10
pares se articulam direta ou indiretamente com o osso esterno (o osso que fica
entre o lado direito e o lado esquerdo do peito).
Os sete pares que se articulam diretamente são chamados também de costelas
verdadeiras. Os outros três pares de costelas se articulam com a cartilagem do
esterno – são chamadas de falsas. As duas últimas são flutuantes, pois estão
soltas, fixas apenas na porção posterior da coluna vertebral. Elas não se articulam
com o esterno.
A curvatura do segmento torácico é oposta às curvaturas da lombar e cervical – é
chamada de cifose torácica.
Na pessoa idosa, essa região tende a ficar mais proeminente, devido à fraqueza
muscular, à desidratação e à diminuição dos discos. O idoso tem uma tendência
de ficar com o tronco mais curvado para frente e de olhar para baixo, além de
uma certa dificuldade respiratória.
Essas curvaturas, quando são acentuadas, são chamadas de hipercifose. O mais
importante é que existem técnicas posturais de fisioterapia que auxiliam o idoso a
se manter bem misturado.
Coluna lombar (L1 a L5) – região da cintura
Na região baixa, você vai encontrar a coluna lombar com suas cinco vértebras
lombares, que são chamadas de Lombar 1 (L1)1, L2 até a Lombar 5 (L5).
Essas abreviaturas são encontradas com mais frequência nos laudos dos exames
complementares como raio X, tomografias e ressonância nuclear magnética.
A sua curvatura é lordótica. Essa é a região da coluna que mais recebe carga
entre as vértebras. Como consequência, é o segmento mais acometido de toda a
coluna vertebral.
Essa região realiza grandes movimentos de flexão anterior e posterior, um bom
movimento de lateralidade e poucos graus de rotação. Alguns autores descrevem
que as curvaturas lordóticas têm como função realizar movimentos, e as
curvaturas cifóticas têm como função realizar proteção de órgãos e estruturas
nobres do nosso corpo.
Por exemplo, a região torácica, com sua cifose, protege os pulmões e o coração.
Sacro e Cóccix
No segmento mais inferior da coluna, encontramos o sacro e o cóccix. O sacro
tem um papel fundamental na biomecânica da coluna vertebral.
Devido às suas comunicações com os ossos da bacia, ele tem uma função
fundamental na nossa postura e determina a angulação da nossa coluna.
Estamos falando do ângulo formado entre o sacro e cabeça do fêmur, chamado
ângulo de incidência pélvica, ele determina o equilíbrio entre o quadril e a coluna
vertebral.
Uma coluna normal tem quatro curvaturas importantes. Para ter uma boa
postura, é necessário que essas curvaturas sejam sempre preservadas.
· Uma curvatura cervical projetada um pouco para frente;
· Uma curvatura torácica projetada para trás;
· Uma curvatura lombar projetada para frente;
· A curvatura do sacro projetada para trás.
Os discos intervertebrais
A coluna vertebral possui discos de estruturas cartilaginosas
Os discos são estruturas cartilaginosas de pouca vascularização (circulação
sanguínea). Eles variam de tamanho, de espessura e de formato; ou seja, suas
características variam de acordo com o segmento vertebral.
É a estrutura mais afetada da coluna vertebral e a que tem provocado grandes
prejuízos para o homem moderno. Os 23 discos estão localizados entre as
vértebras. Eles se conectam com as vértebras por meio das placas terminais.
Essas placas têm um papel fundamental com o envelhecimento e o desgaste dos
discos e vértebras.
Os discos formam cerca de 25% do comprimento total da coluna. Por isso, o
envelhecimento e a desidratação dessas estruturas anatômicas irão provocar
diminuição na estatura dos idosos.
O disco é constituído na sua periferia por um anel fibroso e, na sua parte interna,
por uma estrutura ”gelatinosa” chamada de núcleo pulposo.
Sabemos que a coluna vertebral e seus discos têm como função primária proteger
a medula espinhal e suas raízes. Desgastes na região poderão levar a
compressões e atritos nessa estrutura neurológica provocando dores e
incapacidades indesejadas.
A medula espinhal
A medula é uma estrutura cilíndrica que fica dentro do canal vertebral. Ela é a
porção alongada do nosso encéfalo. O seu início ocorre entre o crânio e a
primeira vértebra cervical e se estende até a primeira ou segunda vértebra
lombar.
Na sequência ou depois da segunda vértebra lombar, ela se ramifica – essas
ramificações são chamadas de cauda equina.
Você também vai observar que a medula dá origem a vários pares de nervos, que
são no total de 31. Esses nervos saem da coluna vertebral por meio dos orifícios
formados entre uma vértebra e outra, também chamados de orifícios de
conjugação.
Por intermédio desses nervos, a medula conduz os impulsos nervosos e exerce
funções importantes sobre os músculos, proporcionando os movimentos.
A medula é envolvida por três membranas que também protegem o encéfalo. São
elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter, também chamadas de meninges.
Dentro dessas membranas encontramos líquido cefalorraquidiano, que banha
todo o sistema nervoso. Por meio desse líquido, alguns diagnósticos poderão ser
efetuados como: meningite, tumores etc.
Agora que você entendeu as formas e as estruturas da coluna, os detalhes das
vértebras e dos seus discos intervertebrais, ficou fácil perceber que toda essa
complexidade anatômica tem uma função primordial, que é proteger a medula
espinhal.
Tudo foi feito nesse sentido, assim como a caixa craniana protege o nosso
cérebro, nós precisávamosde um “tubo” protetor que protegesse a nossa medula
espinhal de traumas e compressões.
Os ligamentos
Vamos entender agora outra função da coluna vertebral – a de estabilizar. Os
ligamentos são pequenas estruturas formadas de tecido fibroso que unem um ou
mais ossos, dando segurança e estabilidade. Na coluna, eles unem uma vértebra
com a outra fazendo parte do conjunto de estruturas que dão estabilidade.
Essas estruturas são estáticas; elas não se contraem ou se movimentam de
forma voluntária. Os ligamentos não têm a capacidade de se contrair partindo de
um comando nosso, assim como fazemos com os músculos. Ao contrário, eles
têm a função de ligar os ossos uns aos outros e resistir à movimentos.
Principais ligamentos da coluna
○ Ligamento longitudinal anterior
○ Ligamento longitudinal posterior
○ Ligamento amarelo
○ Ligamento intertransverso
○ Ligamento supraespinhoso
○ Ligamento interespinhoso
○ Ligamento nucal
Tratamento conservador do ITC Vertebral
O ITC Vertebral é uma clínica especializada em dores e lesões em toda a coluna
vertebral. Oferecemos um programa de fisioterapia completo, onde o objetivo é
aliviar a dor, melhorar a mobilidade e restaurar o funcionamento normal das
articulações.
O ITC Vertebral oferece um ambiente seguro e acolhedor, onde os pacientes se
sentem à vontade para tratar qualquer problema na coluna. A partir do diagnóstico
feito, o primeiro passo para o tratamento é sempre o conservador, ou seja,
tratamos sem cirurgia.
A cirurgia é feita somente na minoria dos casos, e apenas se o tratamento
conservador não apresentar resultados.
O ITC Vertebral utiliza abordagens que respeitam os sinais e sintomas do
paciente para seguir com os critérios de tratamento.
O tratamento a longo prazo pode envolver:
● Osteopatia – técnica de tratamento fisioterapêutico que se baseia no
diagnóstico diferencial e tem como ênfase principal a integridade estrutural
e funcional do corpo.
● Fisioterapia manual – O objetivo das técnicas manuais é devolver a
funcionalidade e a biomecânica das estruturas sem causar danos ao
paciente, restaurando o movimento máximo e indolor do sistema
musculoesquelético no equilíbrio postural.
● McKenzie: Técnica que encontra a preferência de movimento do paciente.
Ela analisa o quadro e ajuda a reconhecer os exercícios específicos que
mais ajudam no alívio das dores. Isso acontece com a participação ativa do
paciente, que aprende comportamentos para o dia a dia.
● Mesa de Tração – quando indicada, possibilita uma descompressão com
cargas controladas.
● Mesa de Flexo-Descompressão – possibilita que o fisioterapeuta tenha
total controle sobre a mobilidade da coluna vertebral do paciente,
permitindo os movimentos de flexão, extensão, lateralização e rotação.
● Técnicas de fortalecimento muscular: Elaboramos um programa de
fortalecimento muscular específico para cada tipo de sintoma e
diagnóstico.

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