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Design de Interiores 
Corporativo
Mapa Conceitual
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Tiago Azzi Collet e Silva
Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Introdução;
• Elementos Construtivos;
• Mapa Conceitual – Materiais.
Fonte: Getty Im
ages
Objetivo
• Entender como aplicar a diversa gama de materialidades como instrumentos de desen-
volvimento de projeto de interiores.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Mapa Conceitual
UNIDADE 
Mapa Conceitual
Contextualização
O Design de Interiores Corporativo é uma disciplina de grande relevância para o fu-
turo profissional que irá atuar com projetos corporativos, pois ele deverá entender como 
materializará as necessidades de um cliente, em um espaço físico, a fim de compreender 
e ressaltar o perfil de uma empresa através de escolhas dos materiais para um determi-
nado ambiente, que poderão ser feitas por meio de painéis com texturas e materiais, de 
maneira a conceber o mapa conceitual.
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Introdução
Um designer de interiores deve entender com clareza como irá projetar, pois irá lidar 
com o imaginário e as expectativas de um cliente que tem as suas aspirações, ambições 
e sentimentos por aquilo que vive e trabalha. 
Compreender todas as etapas das unidades anteriores é de grande relevância para 
criar um bom projeto e uma boa ambientação aos seus usuários. Assim, discutiremos um 
pouco mais sobre a conceituação do projeto de interiores.
De acordo com Higgins (2015), com relação a conceituação de um projeto:
Para um designer de interiores, um conceito poderia ser definido 
como uma ideia abstrata ou geral que contribua para as decisões to-
madas durante o processo de projeto de modo que o resultado cons-
truído se torne mais coeso. Um conceito pode se relacionar com o 
projeto inteiro e afetar todos os aspectos das tomadas de decisão, des-
de o planejamento até o detalhamento e a especificação de materiais, 
ou pode ser aplicado a uma parte particular do processo de projeto, 
como um “conceito de planejamento”, um “conceito de iluminação” 
ou “conceito de uso de cores”. (HIGGINS, 2015, p.36)
Assim, podemos entender a importância do conceito para um projeto resultar em 
uma boa espacialidade construída. O designer é responsável por toda composição espa-
cial do ambiente, desde a discussão de como é o espaço sem intervenção, entendendo a 
sua conformação, composição, instalações prediais, insolação, dentre outras coisas que 
possam interferir na apropriação deste espaço.
É possível realizar uma analogia entre a profissão de designer de interiores e um 
maestro, ambas as profissões precisam reunir diversos elementos diferentes para criar 
uma obra prima.
O maestro precisa conhecer os diversos instrumentos para poder compor uma músi-
ca de qualidade e o designer deve entender as diversas premissas que o cliente transmite 
a fim de materializar as aspirações dele em um espaço físico, trazendo uma boa ocupa-
ção, materialidade e qualidade ambiental para as pessoas que usarão o espaço.
Sendo assim, além do designer de interiores compreender as condicionantes do local 
e do cliente, ele deve também compreender que a área de intervenção é composta por 
elementos tridimensionais que organizam o espaço como paredes (planos verticais), piso 
e forro (elementos horizontais). O profissional não pode ignorá-los na hora de pensar na 
ambientação de um programa de necessidades para um cliente. 
Com relação à criação de composições espaciais, segundo Higgins (2015):
O planejamento espacial, em suma, trata de garantir que espaços com 
dimensões, formatos e tipos apropriados sejam localizados no local 
correto. Para que um prédio funcione bem, é essencial conseguir o 
arranjo correto de seus recursos e instalações. Todavia, a articula-
ção desse diagrama de planejamento em três dimensões oferece ao 
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
 designer a oportunidade de criar espaços internos muito interessantes 
e estimulantes, adequado às atividades que nele ocorrem.
Qualquer distribuição de planejamento pode ser feita em três dimen-
sões de infinitas maneiras, permitindo ao designer de interiores explo-
rar como os materiais, a forma e a estrutura podem ser manipuladas 
para criar composições volumétricas que confiram vida a um diagra-
ma de planejamento. (IBIDEM, p.122)
Desta forma, podemos entender que o designer cria formas tridimensionais para 
a alocação de uma empresa em um lugar com uma materialidade desejada por ele e 
pelo cliente.
Compreender como trabalhar com os planos verticais e horizontais auxilia nas com-
posições espaciais do espaço e na sua materialidade com relação ao posicionamento dos 
elementos horizontais e verticais.
Com relação às composições espaciais, Higgins (2015), descreve:
A criação de composições espaciais.
Uma designer de interiores que está desenvolvendo uma composição 
espacial é como um chef preparando uma refeição: ele combina uma 
variedade de ingredientes de modo particular a fim de criar um prato 
que contenha diversos aromas, sabores, texturas e cores. Para po-
der começar seu trabalho, o designer de interiores precisa de alguns 
ingredientes para manipular e combinar em busca de um resultado 
tridimensional. Em termos meramente compositivos, esses são alguns 
elementos fundamentais que formam a base de grande parte de um 
trabalho desses profissionais. Tais elementos podem ser divididos da 
seguinte maneira:
• Planos horizontais;
• Planos verticais;
• Vigas;
• Pilares ou colunas;
• Arcos.
Esses elementos são empregados, conforme necessário, para criar 
arranjos espaciais que possam definir e articular volumes e também 
estabelecer as formas necessárias para permitir que as atividades ocor-
ram de acordo com a função da edificação. Nas etapas preliminares da 
elaboração de um projeto, esses elementos podem ser considerados na 
forma diagramática simples, mas à medida que a proposta for desen-
volvida, suas formas, proporções, tamanho, materiais, cores, texturas e 
acabamentos serão refinados visando a um resultado mais sofisticado.
Uma composição simples desses elementos em sua forma mais básica 
pode ser explorada de maneiras quase infinitas pelo desenvolvimen-
to de expressões alternativas da configuração e pela exploração de 
contrastes como aberto versus fechado, leve versus pesado e opaco 
versus transparente [...]. (IBIDEM, p.132)
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giova
Destacar
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Portanto, ao desenvolver um projeto, o designer de interiores deve entender concei-
tualmente alguns termos técnicos e saber como usá-los, conforme citado anteriormente 
em um trecho retirado do livro “Planejamento para o design de interiores”.
Sendo assim, esta unidade irá discutir alguns pontos com relação aos seguintes itens:
• Elementos construtivos;
 » Piso;
 » Parede;
 » Teto e forro.
• Mapa Conceitual – materiais.
Elementos Construtivos
Os espaços internos de uma edificação são idealizados por arquitetos durante a con-
cepção de um projetoarquitetônico. O edifício idealizado terá algumas condicionantes 
representadas por elementos construtivos que organizam suas áreas internas.
Tais elementos construtivos como: estrutura, vedações, pilares, paredes, pisos e co-
berturas geram os espaços internos de um edifício e poderão dar origem a um projeto 
específico de interiores, idealizado por um designer de interiores.
Podemos entender melhor o que foi dito acima com relação às composições espa-
ciais, conforme Ching (2013):
Os espaços internos das edificações são definidos pelos componentes 
de arquitetura da estrutura e das vedações, como pilares, piso e cober-
turas. Esses elementos dão forma a uma edificação, demarcam uma 
porção do espaço infinito e estabelecem um padrão para os espaços 
internos. (CHING, 2013, p.148)
Piso
Os pisos são planos horizontais e a base para uma área a ser projetada. Funcionam 
ainda como apoio para a organização do espaço interno, fruto de um conceito de pro-
jeto que setorizará um programa de necessidades, prevendo divisórias verticais, mobiliá-
rio, instalações elétricas, dentre outras demandas previstas em projeto.
Ao mesmo tempo em que os pisos são a base para o projeto, é também um elemento 
que sofre muito com a ação do tempo e do uso, de modo que sendo mal especificado 
pode se deteriorar mais rápido do que o previsto.
O piso é um elemento de grande influência em um ambiente. Além de sofrer com os 
desgastes físicos, tem grande destaque no resultado final de projeto, pois também inter-
fere na acústica e na reflexão da luz. Por isso, entender o perfil do espaço a ser criado 
definirá as escolhas dos materiais a serem aplicados.
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
 Com relação às composições espaciais, Ching (2013) discorre:
Pisos são planos de base nivelados dos interiores. Como plataformas 
que sustentam nossas atividades internas e móveis, eles devem estar 
estruturados para suportar com segurança as cargas resultantes. Suas 
superfícies devem ter durabilidade suficiente para resistir ao uso con-
tínuo e ao desgaste. (IBIDEM, p.150)
Também, pode-se entender melhor a importância dos pisos, conforme Gurgel, (2017): 
(...) o piso é uma das maiores superfícies num ambiente. Portanto, 
será de considerável influência no resultado final do projeto, desde 
sua manutenção até o caráter escolhido. Mesmo que neutralizado, 
deixado no fundo da composição com menor interferência possível 
na estética, ele influi na acústica, na reflexão da luz e na manutenção 
dos ambientes.
Dependendo do clima, da atmosfera desejada, das características par-
ticulares do ambiente, das funções a serem ali realizadas etc., inúme-
ros são os materiais existentes no mercado que podem ser utilizados. 
Cada um deles causa um efeito visual com diferentes estímulos sen-
soriais, dependendo das suas características intrínsecas. (GURGEL, 
2017, p.93)
Podemos entender com essas duas citações que o piso é de grande relevância para a 
composição do espaço, não só para servir de base para o mobiliário, mas também para 
a qualidade do conforto ambiental, lumínico e acústico. Portanto, é de grande relevância 
o cuidado na especificação dos materiais para o piso. 
Além de entender como realizar as especificações técnicas sobre os tipos de piso, 
temos que compreender as sensações que esses pisos possam passar aos seus usuários. 
Dependendo do tipo de ambiente, onde será pensado o projeto de interiores, podemos 
utilizar algumas estratégias de composição que geram sensações aos usuários, como:
• Quando temos um ambiente pequeno, seria ideal termos uma uniformidade do piso 
por meio de sua tonalidade, independente do piso ter “desenhos/texturas”, ou não.
 Essa estratégia de projeto causa maior integração entre os ambientes e consequen-
temente maior sensação de amplitude para o espaço, conforme Figura 1.
Figura 1 – Possibilidades de desenho de piso para ambientes pequenos
Fonte: GURGEL, 2017, p. 94
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• Para ampliar e integrar ambientes, podemos utilizar linhas de forma a dar a sensa-
ção de amplitude e unidade a diversos setores de uma empresa.
Para realizar essa estratégia, pode-se utilizar os seguintes materiais:
 » Carpete;
 » Cerâmica;
 » Madeira;
 » Vinil.
Figura 2 – Possibilidade de desenho de piso para dar unidade 
a ambientes e passar uma sensação de ampliação
Fonte: GURGEL, 2017, p. 95
• Outra possibilidade de gerar sensações em um usuário é utilizando materiais dife-
rentes para uma mesma área de piso a fim de demarcar uma circulação ou mesmo 
diferentes áreas com usos distintos, conforme Figura 3.
Figura 3 – Possibilidade de usar pisos diferentes para delimitar espaços de circulação horizontal
Fonte: GURGEL, 2017, p. 95
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
• Principais materiais de acabamento para pisos.
Quando pensamos nas estratégias de paginação de piso, precisamos compreender 
os tipos de piso para cada ambiente, tais como:
 » Pisos classificados como duros;
 » Pisos classificados como elásticos;
 » Pisos classificados como macios.
Pisos classificados como duros
Os pisos classificados como duros são os que resistem melhor às forças mecânicas 
quando solicitados, isso é, resistem melhor às ações de fricção e compressão decorren-
tes do uso cotidiano do homem em seu local de trabalho. 
Esses pisos, por serem mais resistentes ou “duros”, podem ter uma aparência menos 
convidativa e com texturas não agradáveis, além de aumentarem a quantidade de ruído 
do ambiente devido à sua baixa propriedade de absorção do som. 
Complementando o que foi exposto, Gibbs (2009) discorre:
Pisos duros
Costumam ser uma parte permanente integrante de uma edificação, 
fixados fortemente ao chão através de argamassas ou resinas adesi-
vas. Há uma imensa variedade de materiais disponíveis no mercado, 
mas o designer de interiores deve considerar que determinados pisos 
duros podem ser desagradáveis ao tato, além de ruidosos. (GIBBS, 
2009, p.125)
Pode-se elencar seis tipos de materiais que têm a propriedade de serem “duros”. 
São eles:
• Pisos de madeira;
 » Maciça;
 » Derivados de madeira.
• Pisos de pedras naturais;
 » Mármores; 
 » Granitos;
 » Ardósias;
 » Pedras calcárias e arenitos;
• Ladrilho hidráulico;
 » Lajotas cerâmicas;
 » Pedras de cantarias.
• Vidro;
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• Metal;
 » Aço cortem;
 » Aço galvanizado;
 » Alumínio;
 » Cobre.
• Cimento queimado.
Pisos classificados como elásticos
Os pisos entendidos como elásticos, como o próprio nome diz, têm uma propriedade 
mecânica diferente dos ditos duros, pois possuem melhor qualidade acústica no quesito 
absorção de ondas sonoras, sendo menos “rígidos” e mais “moles”. São ideais para se-
rem aplicados em ambientes que requerem silêncio e concentração.
De acordo com Gibbs (2009, p.126), “Trata-se de uma opção semipermanente 
e mais suave ao tato que os pisos duros, além de mais adequados do ponto de vista 
acústicos (...)”.
A seguir, elencamos os principais tipos de pisos elásticos:
• Linóleo;
• Couro;
• Cortiça;
• Borracha;
• Materiais sintéticos.
 » Pisos vinílicos;
 » Pisos plásticos.
Pisos classificados como macios
Este tipo de piso deve ser aplicado sobre uma base, pois tratam-se de materiais que 
têm pouca resistência mecânica e necessitam de uma manutenção periódica mais fre-
quente, como carpetes e tapetes em geral.
São materiais que possuem ótimo desempenho acústico pela grande propriedade de 
absorção de ondas sonoras. Como os pisos elásticos, são ótimos para ambientes que 
requerem concentração e silêncio, como em escritórios, auditórios, cinemas, teatros etc.
A seguir, elencamos alguns tipos de pisos macios:
• Carpetes;
 » Tecido;
 » Tufting;
 » Bouclé.
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
• Tapetes;
• Revestimentos feitos de fibras naturais como:
 » Coco;
 » Juta;
 » Sisal.
Paredes
Paredes são planos verticais que funcionam para delimitar espaços físicos como sa-
las, cozinhas e demais ambientes que tenham características de que devem ser isolados.
Por serem elementos ativos no nosso campo de visão, as paredesajudam a definir os 
limites de um ambiente, conferindo forma aos espaços internos, tendo um papel decisivo 
na formação da ambientação desejada. Existem diversos tipos de paredes e podemos 
elencar as principais, como:
• Paredes de vedação: sem função estrutural para uma edificação, servindo apenas 
como delimitador de espaços;
• Paredes estruturais: auxiliam na estrutura da edificação e não podem ser re-
movidas sem cálculo estrutural. Também ajudam a delimitar espaços internos a 
uma edificação;
• Paredes internas ou divisórias soltas: paredes leves que auxiliam na organização 
do espaço interno de um escritório, por exemplo. Podem ou não chegarem ao teto.
Com relação aos conceitos sobre as paredes, para Ching (2013): “A orientação ver-
tical das paredes as torna visualmente ativas em nosso campo de visão. Ao definir os 
limites de um ambiente, elas conferem forma e formato ao espaço e desempenham um 
papel decisivo na determinação de seu caráter” (CHING, 2013, p.160).
O autor ainda acrescenta:
As paredes são os elementos primários com os quais definimos os 
espaços internos. Juntamente com os planos de piso e teto que com-
pletam o fechamento do espaço, as paredes determinam o tamanho e 
o formato de um ambiente. Elas também podem ser vistas como bar-
reiras que limitam nossos movimentos. Elas separam um espaço do 
outro e dão privacidade visual e acústica aos usuários de um ambiente.
Espaços ortogonais definidos por paredes retangulares e planas sem 
dúvida são a norma. Mas os panos de parede também podem ser cur-
vos, com o nível de curvatura determinado em parte pelos materiais e 
métodos de construção. (IBIDEM, p.159)
Podemos entender, a partir das citações, que uma parede é um elemento construtivo 
e, dependendo da função dentro de um projeto, pode ser erguida em diferentes alturas e 
com diversos tipos de materiais, além de poder gerar diversas configurações de espaço 
através de seu posicionamento e formato.
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• Principais materiais de acabamento para paredes
 As escolhas de revestimento para as paredes são de caráter particular e depen-
dem dos usos dos ambientes e da ideologia da empresa. Ainda, assim, precisa-
mos ter em mente quais são os principais encontrados no mercado. São eles: 
 » Concreto;
 » Gesso;
 » Pedra;
 » Cerâmica;
 » Vidro;
 » Madeira;
 » Papéis de parede;
 » Carpete;
 » Tecido;
 » Espuma;
 » Fórmica;
 » Tintas;
 » Tintas à base de água, usadas em paredes e tetos;
 » Tintas à base de óleo ou solventes, usadas geralmente sobre madeiras e metais.
 » Divisórias.
Tetos e forros
Tetos e forros são elementos horizontais que ficam fora de alcance das pessoas por 
estarem localizados acima delas, diferentemente de pisos e paredes. Ainda, assim, é 
um elemento construtivo como os outros que auxilia a configurar os espaços internos 
de uma edificação. Tem um papel fundamental no quesito psicológico da configuração 
do espaço, pois gera a percepção de abrigo e proteção devido à sua localização acima 
dos usuários.
Essa questão do posicionamento em relação ao usuário ou das alturas em que podem 
ser instalados é relevante na discussão desse elemento. Isso porque as diversas possibili-
dades de altura podem transmitir sensações diferentes aos seus usuários, desde espaços 
“comprimidos/opressores” até espaços monumentais, apenas discutindo a posição do 
teto/forro em relação ao pé direto do pavimento da edificação. 
O terceiro elemento principal de arquitetura dos espaços internos 
é o teto. Embora fique longe do nosso alcance e não seja utilizado 
da mesma forma que os pisos e paredes, o teto desempenha papel 
visual importante na configuração do espaço interno e na limitação 
de suas dimensões verticais. Ele é o elemento da arquitetura de in-
teriores que confere proteção tanto física quanto psicológica àqueles 
sob seu abrigo.
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
Os tetos são formados pelas faces inferiores de estrutura de piso e co-
bertura. O material de teto pode ser diretamente fixo à trama estrutural 
ou estar suspenso nela. Em alguns casos, a estrutura suspensa pode 
ser deixada à vista, dispensando o uso de um forro. (IBIDEM, p.164)
Podemos compreender, portanto, que o teto/forro é de suma importância para o es-
paço, ajudando a delimitar o ambiente para uma intervenção de projeto a fim de discutir 
as sensações psicológicas de seus usuários com relação ao seu posicionamento.
Assim, podemos elencar algumas formas de pensar a plástica do teto/forro, como 
demonstram as Figuras 4 e 5:
• Elementos lineares, radiais e grelhas são estruturas presentes em alguns tipos de 
lajes que podem ser esteticamente utilizados como parte de um pensamento de 
projeto de interiores, tirando partido estético para a composição do espaço.
Figura 4 – Possibilidades estruturais de uma laje e como podem fi car expostas
Fonte: CHING, 2013, p. 165
Figura 5 – Possibilidade estrutural de uma laje e como pode fi car exposta
Fonte: CHING, 2013, p. 165
Conforme Ching (2013, p.165), estruturas de piso ou cobertura deixadas à vista confe-
rem textura, padrão, profundidade e direção a um teto. Essas características atraem nossa 
atenção e são mais interessantes quando contrastam com planos de paredes mais lisas.
• Forros/tetos rebaixados.
Para ambientes muito altos, essa é uma das técnicas para se ajustar a escala do 
lugar com o perfil de seu uso. Dessa forma, rebaixar o forro funciona para passar 
as sensações ideais para seu usuário trabalhar com um bom conforto psicológico.
Para o rebaixamento de um forro, utiliza-se o fundo da laje de um pavimento ou da 
cobertura como ponto de ancoragem para uma estrutura auxiliar, onde se fixam 
os painéis de diversos formatos e tamanhos e farão a composição plástica do forro.
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Com relação aos conceitos sobre as paredes, CHING (2013) compreende:
Em ambientes com pé-direito alto, a totalidade ou uma parte do teto 
pode ser rebaixada para diminuir a escala do espaço ou para diferen-
ciar uma área do espaço em torno dela. Como um teto rebaixado ge-
ralmente é sustentado pela estrutura do piso ou cobertura acima, sua 
forma pode tanto refletir quanto contrastar com a forma e a geometria 
do espaço. [...] O sistema típico de tetos rebaixados consiste em pla-
cas moduladas com tratamento acústico sustentadas por uma grelha 
metálica suspensa na estrutura de piso ou cobertura acima. A grelha 
pode ser deixada aparente com o uso de placas que se encaixam ou 
ficar oculta com o uso de encaixe macho e fêmea ou entalhados. 
(IBIDEM, p.166)
Portanto, podemos entender que não basta pensar em um forro para atender o espaço 
físico voltado a um ambiente, temos que entender como ele funciona tecnicamente para 
poder discutirmos as suas possíveis materialidades reais de fixação e funcionamento. 
As Figuras 6, 7 e 8 retratam algumas configurações de forros que se utilizam das lajes 
como forma de fixar as estruturas auxiliares.
Figura 6 – Possibilidade de confi gurações plásticas de um desenho de paginação de forro
Fonte: CHING, 2013, p. 166
Figura 7 – Exemplo de fi xação de forro modular
Fonte: CHING, 2013, p. 167
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
Figura 8 – Possibilidade de confi gurações plásticas de um desenho de paginação de forro
Fonte: CHING, 2013, p. 168
Mapa Conceitual – Materiais
Os materiais de acabamentos compõem um conjunto de cores, texturas, tamanhos, 
espessuras etc., que auxiliam o designer de interiores a conceber um projeto pensando 
na materialidade do espaço e na identidade visual almejada por um cliente.
Para isso, ele cria um mapa conceitual de materiais ou um painel de amostras com 
ideias de acabamentos, mobiliários, luminárias e demais informações necessárias para 
transmitir ao cliente as possíveis sensações que terão esse espaço.
De acordo com Ching (2013, p.288):
Os materiais de acabamento podem ser uma parte integral dos elemen-
tos da arquitetura que definem um espaço interno ou podem ser acres-
centados como uma camada adicional ou cobertura a paredes, tetos e 
piso previamente construídosem um recinto. Em ambos os casos, eles 
devem ser selecionados tendo-se o contexto da arquitetura em mente. 
Juntamente com os móveis, os materiais de acabamento desempenham 
um papel significativo na criação da atmosfera desejada de um espaço 
interno. Ao se especificar os materiais de acabamento, há fatores fun-
cionais, estéticos e econômicos a serem considerados.
Critérios funcionais
• Segurança, saúde e conforto;
• Durabilidade no período de uso previsto;
• Facilidade de limpeza;
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• Grau necessário de resistência ao fogo;
• Propriedades acústicas adequadas.
Critérios estéticos
• Cor, seja natural ou aplicada;
• Textura;
• Padrão.
Critérios econômicos 
• Custo inicial de aquisição e instalação;
• Avaliação do ciclo de vida (ACV) dos materiais e produtos, incluindo os impactos 
sobre o ambiente e a saúde, da aquisição das matérias-primas até a reciclagem ao 
fim da vida útil.
Assim, podemos entender que o designer de interiores deve compreender todas as 
etapas de projeto antes de especificar os materiais que farão a ambientação de um espaço.
Uma das maneiras de visualizar os materiais e apresentá-los a um cliente é através 
de um mapa conceitual/painéis de amostras, onde se reúne, de forma didática em uma 
única prancha de apresentação, as diversas possibilidades de materiais/texturas/mobi-
liários que poderão ser utilizados nos ambientes. Esse painel, que funciona como refe-
rência para os materiais, poderá ser apresentado ao cliente para convencê-lo das ideias 
do arquiteto relacionadas aos espaços pensados para determinada empresa, bem como 
para sua identidade visual.
Para compreendermos o exposto, recorremos às orientações propostas por Gibbs (2009):
Assim que o designer de interiores tiver definido os diferentes elemen-
tos de um projeto e como irá reuni-los no espaço, deve preparar o 
painel de amostras para apresentar ao cliente. Os painéis de amostras 
constituem uma ferramenta de apresentação muito útil, pois os dife-
rentes elementos do projeto são montados da mesma maneira como 
devem estar no ambiente; amostras do piso são dispostas na base do 
painel, as cores escolhidas para o teto na parte superior e, na mesma 
proporção, pequenas amostras do tecido para as almofadas e uma 
amostra maior do revestimento de parede. Dessa forma, o cliente 
poderá ter a impressão mais próxima de como o ambiente ficará. 
Ao  preparar o painel de amostras, o designer de interiores tem a 
oportunidade de comprovar sua proposta de design, com a realização 
de ajustes finais, se necessário. (GIBBS, 2009, p.140)
Sendo assim, os painéis auxiliam na explicação da materialização dos espaços por 
meio de amostras. As Figuras 9, 10, 11 e 12 retratam alguns desses painéis.
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
Figura 9 – Esquema de como montar um painel
Fonte: GIBBS, 2009, p. 142
Figura 10 – Esquema de painel
Fonte: GIBBS, 2009, p. 142
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Figura 11 – Esquema de painel
Fonte: GIBBS, 2009, p. 143
Figura 12 – Esquema de painel
Fonte: GIBBS, 2009, p. 143
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UNIDADE 
Mapa Conceitual
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Associação Brasileira de Normas Técnicas
É interessante sempre consultar as Normas Brasileiras (NBRs) editadas pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
http://bit.ly/2KSA9aO
 Livros
Materiais no Design de Interiores
BROWN, R.; FARRELLY, L. Materiais no Design de Interiores. São Paulo: Ed. Gustavo 
Gili, 2014.
Projetando espaços: design de interiores
GURGEL, M. Projetando espaços: design de interiores. 6. ed. São Paulo: Editora SENAC 
São Paulo, 2017.
Dimensionamento humano para espaços interiores
PANERO, J.; ZELNIK, M. Dimensionamento humano para espaços interiores. 1ª ed. 
Barcelona: Editora Gustavo Gili, 2010.
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Referências
CHING, F. D. K. Arquitetura de interiores ilustrada / Francis D. K. Ching, Corky 
Binggeli; tradução: Alexandre Salvaterra. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013.
GIBBS, J. Design de interiores: guia útil para estudantes e profissionais. 2. ed. 
Londres : Editora GG, 2009.
GURGEL, M. Projetando espaços: guia de arquitetura de interiores para áreas co-
merciais. 6. ed. São Paulo: Editora Senac, São Paulo, 2017.
HIGGINS, I. Planejar espaços para o design de interiores / Ian Higgins; tradução 
Alexandre Salvaterra. São Paulo: Editora Gustavo Gili, 2015.
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