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**Resumo Detalhado: Revelia no Processo Civil** **4.1. Introdução:** - Após a citação, o réu faz parte da relação processual. O réu tem o ônus de se defender, mas não é obrigado a contestar. - A falta de contestação pode ter consequências graves para o réu. **4.2. Revelia e Contumácia:** - Revelia é a omissão do réu em se opor ao pedido da inicial. - Contumácia é a inércia de qualquer das partes em cumprir um ato processual. **4.3. Efeitos da Revelia:** - Presunção de veracidade dos fatos narrados na petição inicial. - Desnecessidade de intimação do revel para os demais atos do processo. **4.3.1. Presunção de Veracidade dos Fatos:** - O réu revel, ao não contestar, tem os fatos presumidos como verdadeiros. - A presunção não é absoluta e sofre atenuações. - Não se aplica à Fazenda Pública, casos de litígios sobre interesses indisponíveis e quando a petição inicial carece de instrumento público. **4.3.1.1. Hipóteses de Exclusão da Presunção:** - Pluralidade de réus: Se um contesta, os demais não são revels. - Litígio sobre interesse indisponível: Não há presunção de veracidade. - Ausência de instrumento público: Quando a lei exige, não há presunção. - Fato inverossímil ou em contradição com a prova: Não há presunção. **4.3.1.2. Hipóteses sem Presunção de Veracidade:** - Não há presunção quando o réu contesta especificamente alguns fatos. - Certos entes (defensor público, advogado dativo, curador especial) não têm ônus de impugnação especificada. **4.3.2. Desnecessidade de Intimação do Revel:** - Prazos para o revel fluem a partir da publicação do ato decisório no órgão oficial. - Revel sem advogado não é intimado, mas pode intervir a qualquer momento. - Pode ocorrer intimação por carta em fase de cumprimento de sentença. **4.3.3. Revelia em Processo de Execução e Tutela Cautelar Antecedente:** - Em execução, não há revelia, pois não há contestação, mas sim oposição de embargos. - Na tutela cautelar antecedente, não contestar implica revelia e presunção de aceitação dos fatos alegados pelo autor. O réu revel pode produzir provas se comparecer em tempo oportuno. No processo de execução, não há revelia, e na tutela cautelar antecedente, a falta de contestação implica presunção de aceitação dos fatos. **Resumo Detalhado: Resposta do Réu nos Embargos à Execução** **10.4.8. Resposta do Réu:** - O prazo para apresentação da contestação nos embargos à execução é de quinze dias, conforme o artigo 679 do CPC. - Se houver litisconsortes com advogados diferentes e o processo não for digital, o prazo dobra. - Não é permitida a reconvenção, uma vez que os embargos têm como única finalidade encerrar a constrição judicial no processo principal. - A ausência de contestação resultará na aplicação dos efeitos da revelia aos embargados. **10.4.9. Após a Resposta:** - O procedimento subsequente é o comum, seguindo as regras do processo. - O juiz analisará a necessidade de produção de provas. - Caso não haja necessidade de provas, o juiz poderá realizar o julgamento antecipado. - Se houver necessidade de provas, o juiz as determinará e, em seguida, proferirá a sentença. - Se os embargos forem julgados procedentes, o juiz ordenará o término da constrição judicial no processo principal. 5. Providências preliminares 5.1. Objetivo Findo o prazo para contestação, com ou sem a sua apresentação (e eventual reconvenção), inicia-se a fase de saneamento do processo, com as providências preliminares que serão adotadas, a depender das reações esboçadas pelo réu, o que, inclusive, pode gerar um certo prolongamento concomitante da fase postulatória. Visam as providências preliminares a preparar o desenvolvimento do processo, encaminhando-o aos estágios posteriores da relação processual, desde que essa esteja hígida para prosseguir, razão pela qual pode ocorrer o abrupto encerramento do processo. Essa fase conta com a preponderância da atividade do juiz, que, ao exercer os poderes/deveres de direção do processo (art. 139), deverá examinar o entrechoque de condutas processuais apresentadas, a fim de 3 conduzir a relação processual para o seu destino adequado: resolução sem exame de mérito, resolução com exame de mérito com ou sem necessidade de instrução processual **Resumo Detalhado: Organização e Saneamento do Processo** **1. Introdução:** O saneamento do processo é uma correção contínua de defeitos e organização do curso do processo, com dever permanente do juiz e colaboração das partes (art. 6º). Dois momentos específicos são dedicados a essas atividades: providências preliminares e julgamento conforme o estado do processo. **2. Hipótese de ocorrência:** O julgamento conforme o estado do processo envolve uma decisão de saneamento quando não há extinção da fase cognitiva, e a resolução do mérito é inviável de imediato, exigindo produção de provas (arts. 354 e 355). Se houver decisão de impossibilidade parcial de julgamento ou de julgamento imediato parcial, a parcela remanescente também passa pelo saneamento. **3. Terminologia:** A antiga denominação "despacho saneador" é substituída por "decisão de saneamento e organização do processo." Destaca-se que é uma decisão interlocutória e que a sua função principal é declarar que o processo está saneado e organizar as próximas providências. **4. Funções:** O CPC enfatiza a função organizatória da decisão de saneamento, ressaltando a cooperação entre juiz e partes. Essa cooperação é crucial para atingir uma decisão justa e efetiva em tempo razoável, promovendo eficiência, economia processual, segurança jurídica e qualificação do debate. **5. Conteúdo:** A decisão de saneamento e organização abrange diversas providências: - Resolver questões processuais pendentes. - Delimitar questões de fato para a atividade probatória. - Especificar os meios de prova admitidos. - Definir a distribuição do ônus da prova. - Delimitar questões de direito relevantes para a decisão do mérito. - Designar perito e estabelecer prazos para perícia, se necessário. - Designar audiência de instrução e julgamento. **6. Audiência de Saneamento Compartilhado:** Em casos mais complexos, o § 3.º do art. 357 prevê a audiência de saneamento compartilhado. Essa audiência promove o contato direto do juiz com as partes, buscando soluções consensuais para as questões controvertidas. O juiz pode provocar as partes para esclarecer suas alegações. **7. Delimitação Consensual e Negócios Processuais:** O § 2.º do art. 357 permite que as partes apresentem ao juiz uma delimitação consensual das questões de fato e de direito, promovendo a cooperação. Além disso, as partes podem propor negócios processuais, sujeitos à homologação do juiz, para estabelecer limites e instrumentos para a instrução probatória. O saneamento do processo, marcado pela decisão de saneamento e organização, visa à eficiência, cooperação entre as partes e o juiz, e uma solução justa e efetiva em tempo razoável, contribuindo para a qualidade do debate e a segurança jurídica. **Resumo Detalhado - Audiência de Instrução e Julgamento:** **22.1. Introdução:** - A audiência de instrução e julgamento é a última etapa do processo de conhecimento, necessária quando há prova oral. - Dispensada se não há necessidade de perito, depoimentos pessoais ou testemunhas. - Antes da prova oral, tentativa de conciliação. - O juiz ouve perito, assistentes técnicos, depoimentos pessoais e testemunhas. - Alegações finais são apresentadas, e a sentença é proferida. **22.2. Procedimento da Audiência:** - O juiz designa a data da audiência e intima advogados e testemunhas. - Audiência é pública, salvo em casos de segredo de justiça. - O juiz mantém ordem na audiência. - Abertura da audiência, apregoamento das partes, e prática de atos processuais. **22.2.1. Tentativa de Conciliação:** - O juiz tenta a conciliação novamente, ressalvadas as ações sobre interesses indisponíveis. - Mesmo sem advogados ou partes presentes, a conciliação é tentada. **22.2.2. Prova Oral:** - Etapas da prova oral: ouvida do perito e assistentes técnicos, depoimentos pessoais e testemunhas. **22.2.2.1. Ouvir Peritoe Assistentes Técnicos:** - As partes podem pedir para ouvir perito e assistentes técnicos se tiverem dúvidas sobre o laudo. - Procedimento conforme art. 477, §§ 3º e 4º do CPC. **22.2.2.2. Depoimentos Pessoais:** - Após perito, juiz colhe depoimentos pessoais do autor e réu. **22.2.2.3. Ouvir Testemunhas:** - Testemunhas são ouvidas após depoimentos pessoais, seguindo a ordem estabelecida pelas partes. **22.2.3. Debates:** - Após a prova oral, as partes apresentam alegações finais orais na própria audiência. - Prazo de vinte minutos para cada parte, podendo ser prorrogado por mais dez. **22.2.4. Sentença:** - O juiz pode proferir a sentença na audiência. - Caso contrário, os autos são conclusos para julgamento, e a sentença deve ser proferida em trinta dias. - Se proferida na audiência, as partes são intimadas imediatamente. **22.2.5. Decisões na Audiência:** - Decisões interlocutórias podem ser proferidas antes da sentença. - Recurso de agravo de instrumento contra decisões passíveis desse recurso. **22.2.6. Termo de Audiência:** - Todas as informações relevantes da audiência são registradas em um termo, assinado por juiz, Ministério Público, advogados e escrivão. **22.3. Adiamento da Audiência:** - Adiamento possível por convenção das partes (uma vez), atraso injustificado superior a 30 minutos, ou ausência justificada de pessoa essencial à audiência. - Sanções pela ausência injustificada do advogado, como dispensa de provas requeridas por ele. - Ausência do perito e testemunhas enseja adiamento ou condução coercitiva com custas para o ausente. - Hipóteses de adiamento não são taxativas, e outras causas podem ser consideradas, como a não observância do prazo mínimo para entrega de laudo pericial. PROVA Podemos considerar prova como o meio pelo qual se procura demonstrar que certos fatos, expostos no processo, ocorreram conforme o descrito. Desta forma, ao julgar o mérito de determinada ação, o juiz examina o aspecto legal, ou seja, o direito e o aspecto fático. Assim, a interpretação do direito somente é possível mediante análise de uma situação fática trazida ao conhecimento do juiz, ficando as partes sujeitas a demonstrar que se encontram em uma posição que permite a aplicação de uma determinada norma, ou seja, autor e réu é que produzem as provas de suas alegações. Vale ressaltar que, na produção de provas, os meios devem ser formalmente corretos, idôneos e adequados; caso contrários, as provas não serão levadas em consideração na apreciação do mérito da ação. OBJETO DA PROVA Os objetos da prova são os fatos pertinentes e relevantes ao processo, ou seja, são aqueles que influenciarão na sentença final. É necessário ressaltar que os fatos notórios, aqueles fatos que são de conhecimento geral, não estão sujeitos a provas, assim como, os fatos que possuem presunção de legalidade. Excepcionalmente, o direito pode ser também objeto de prova. Tratando-se de direito federal, nunca. Assim, “apenas se tratar de direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário o juiz pode determinar que a parte a que aproveita lhe faça a prova do teor e da vigência (Art. 337 CPC)” [1] Concluímos que o objeto da prova é o fato controvertido contido em determinado processo. MEIOS DE PROVA Os elementos trazidos ao processo para orientar o juiz na busca da verdade dos fatos são chamados de meios de prova. O Código de Processo Civil elenca como meios de prova o depoimento pessoal (Art. 342 a 347), exibição de documentos ou coisa (Art. 355 a 363), prova documental (Art. 364 a 399), confissão (Art. 348 a 354), prova testemunhal (Art. 400 a 419), inspeção judicial (Art. 440 a 443) e prova pericial (Art. 420 a 439). Porém, os meios de provas citados pelo Código de Processo Civil não são os únicos possíveis, como elucida o Art. 332 do CPC: “Art. 332. Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa”. Os meios de provas devem estar revestidos dos princípios da moralidade e lealdade, além de existir a necessidade de serem obtidos de forma legal. Pois, caso não possuam os requisitos expostos, as provas serão consideradas ilegítimas e conseqüentemente não serão aproveitadas no julgamento do mérito da ação, os seja, não poderão ser objeto de fundamentação na sentença proferida pelo juiz. ÔNUS DA PROVA “Ônus da prova é o encargo, atribuído pela lei a cada uma das partes, de demonstrar a ocorrência dos fatos de seu próprio interesse para as decisões a serem proferidas no processo”. [2] O Artigo 333 do Código de Processo Civil institui as regras gerais de caráter genérico sobre a distribuição do encargo probatório as partes: “Art. 333. O ônus da prova incumbe: I. ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II. ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Parágrafo único – É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando: I. recair sobre direito indisponível das partes; II. tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito”. O instituto do ônus da prova possui três princípios prévios: O juiz não pode deixar de proferir uma decisão; As partes possuem a iniciativa da ação da prova, ou seja, possuem o encargo de produzir as provas para o julgamento do juiz; O juiz deve decidir segundo o princípio da persuasão racional, ou seja, segundo o alegado e comprovado nos autos e não segundo sua convicção pessoal. Percebemos que os incisos I e II do Art. 333 do CPC instituem o ônus da prova para autor e réu, respectivamente. Enquanto o parágrafo único do mesmo artigo institui regras para disposição entre as partes do ônus da prova. Assim sendo, fatos constitutivos são os fatos afirmados na Petição Inicial pelo autor, cabendo a ele prová-los. Em contrapartida, ao réu cabe provar a existência de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. O parágrafo único do mesmo Art. 333 do CPC permite as partes disporem o ônus da prova, exceto para direito indisponível de determinada parte, ou quando é excessivamente difícil a uma parte provar seu direito, cabendo, neste caso, a inversão do ônus da prova a parte contrária, caso essa tenha mais facilidade para provar ou repudiar determinada alegação. Nesse sentido, podemos citar o Art. 6º, VIII do Código de Defesa do Consumidor que permite a inversão do ônus da prova em benefício do consumidor “quando, a critério do juiz, por verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente segundo as regras ordinárias da experiência”. Percebemos, neste caso, que o objetivo norteador do juiz é à busca de quem mais facilmente pode fazer a prova. Finalmente, quanto ao ônus da prova, consideramos o fato provado independentemente de que provou, pois cada parte deve provar os fatos relacionados com seu direito, sendo indiferente a sua posição no processo. MOMENTOS DA PROVA De modo geral, podemos considerar como três os momentos da prova: REQUERIMENTO: A princípio a Petição Inicial (por parte do autor) e a Contestação (por parte do réu); DEFERIMENTO: No saneamento do processo o juiz decidirá sobre a realização de exame pericial e deferirá as provas que deverão ser produzidas na audiência de instrução e julgamento; PRODUÇÃO: A prova oral é produzida na audiência de instrução e julgamento, porém provas documentais, por exemplo, podem ser produzidas desde a Petição Inicial. PRESUNÇÕES “Presunção é um processo racional do intelecto, pelo qual do conhecimento de um fato infere-se com razoável probabilidade a existência de outro ou o estado de uma pessoa ou coisa”. [3] Desta forma, podemos classificar presunções como: PRESUNÇÃO RELATIVA (“júris tantum”) – São aquelas que podem ser desfeitas pela prova em contrário, ou seja, admitem contra-prova. Assim, o interessado no reconhecimento do fato tem o ônus de provar o indício, ou seja, possui o encargo de provar o fato contrário ao presumido; PRESUNÇÃO ABSOLUTA (“jure et de jure”) – O juiz aceita o fato presumido, desconsiderandoqualquer prova em contrário. Assim, o fato não é objeto de prova. A presunção absoluta é uma ficção legal; PRESUNÇÃO LEGAL – É aquela expressa e determinada pelo próprio texto legal. PRESUNÇÃO “hominus” – Parte de um raciocínio humano, ou seja, parte de um indício e chega a um fato relevante. É necessário prova técnica quando o fato depender de conhecimentos específicos ou especializados. Concluímos, desta forma, que a presunção legal liga o fato conhecido ao fato que servirá de fundamento a decisão. VALORAÇÃO DA PROVA O sistema adotado pelo legislador brasileiro é o Sistema da Persuasão Racional do juiz. Sendo o convencimento do magistrado livre. Porém, ainda que livre, deve ser racional conforme as provas descritas nos autos processuais. O material de valoração da prova deve encontrar-se, necessariamente, contido nos autos do processo, onde o juiz tem o dever de justificá-los e motivar sua decisão. Isso permite às partes conferirem que a convicção foi extraída dos autos e que os motivos que o levaram a determinada sentença chegam racionalmente à conclusão exposta pelo magistrado. É importante lembrar que as provas não possuem valor determinado, sendo apreciadas no contexto e conjuntamente com as demais provas, ou seja, seu peso é considerado única e exclusivamente pelo juiz. Concluímos que, ao examinar a prova, o juiz busca, através de atividade intelectual, nos elementos probatórios, conclusões sobre os fatos relevantes ao julgamento do processo. PROVAS EM ESPECIE **Prova Documental:** - Segundo Carnelutti, documento é algo capaz de representar um fato, resultante de uma obra humana com o objetivo de fixar ou retratar materialmente um acontecimento. - Documento abrange não apenas escritos, mas qualquer coisa que transmita um registro físico do fato, como desenhos, fotografias, gravações sonoras, filmes, etc. - Na prova documental, refere-se especificamente a documentos escritos, onde o fato é registrado por palavras escritas em papel ou outro material adequado. - Documentos autênticos têm grande prestígio na prova, mas no sistema processual brasileiro não há hierarquia fixa de provas. - Documentos públicos fazem prova não apenas de sua formação, mas também dos fatos declarados por seus responsáveis. - A presunção de autenticidade em documentos públicos pode ser contestada judicialmente. - Documentos particulares têm presunção legal de autenticidade em algumas situações, mas essa presunção é menor que a dos documentos públicos. - A fé do documento particular cessa quando sua autenticidade é impugnada, cabendo à parte que o produziu o ônus da prova. **Documentos Viciados em Sua Forma:** - O juiz avalia a fé que o documento merece quando há entrelinhas, emendas, borrões ou cancelamentos substanciais. **Falsidade Documental:** - O documento é idôneo quando a declaração é verdadeira e a assinatura autêntica. - A falsidade documental pode ser declarada judicialmente, cessando a fé do documento. - A falsidade consiste em formar documento não verdadeiro ou alterar documento verdadeiro. **Caminhos para Reconhecimento Judicial de Falsidade:** - Ação declaratória autônoma ou incidente de falsidade. - A falsidade deve ser suscitada na contestação, réplica ou até 15 dias após a intimação da juntada do documento aos autos. Novos Documentos:** - Prova documental deve ser apresentada na petição inicial e contestação. - Exceções permitem a juntada de documentos novos a qualquer tempo, para fatos ocorridos após os articulados ou como contraprova. **Documento Eletrônico:** - O documento eletrônico tem força de documento particular autêntico se verificada sua autenticidade. - A utilização de documentos eletrônicos depende de conversão à forma impressa e verificação de autenticidade. - Certificado digital é relevante para documentos eletrônicos. **Ata Notarial:** - Instrumento público lavrado por oficial tabelião. - Atesta ou documenta a existência e modo de existir de um fato, especialmente útil para fatos em meios digitais. - Pode incluir dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos. **Confissão:** - Judicial ou extrajudicial, ocorre quando a parte admite a verdade de um fato contrário ao seu interesse. - Não se confunde com presunção de veracidade. - Pode ser espontânea (na petição) ou provocada (durante depoimento). - Irrevogável, indivisível, e não vale sobre direitos indisponíveis. - Pode ser anulada se decorrer de erro de fato ou coação. - Indivisível, exceto quando o confitente aduzir fatos novos. **Vícios de Consentimento na Confissão:** - Ação anulatória pode ser proposta para anular a confissão em caso de vícios de consentimento. **Prova Oral no Processo Civil Brasileiro: Resumo** A prova oral no processo civil envolve o depoimento pessoal das partes e a oitiva de testemunhas. O depoimento pessoal é a inquirição da parte interessada, realizada na audiência de instrução e julgamento (AIJ), podendo ser solicitado pela parte contrária ou determinado pelo juiz. Em casos de parte residindo fora, é permitida a utilização de videoconferência. As testemunhas, terceiros desinteressados, prestam depoimento também na AIJ, comprometendo-se a dizer a verdade sob pena de crime de falso testemunho. Partes e testemunhas podem fazer uso de notas breves durante os depoimentos, mas o juiz deve verificar se estão dentro dos limites adequados. **Depoimento Pessoal:** - **Requerimento:** Deve ser solicitado pela parte contrária ou determinado de ofício pelo juiz. -Intimação:** Pessoal, com mandado que inclui advertência sobre as consequências da não comparecência. - **Recusa/Evasivas:** A recusa ou evasivas sem justificativa podem levar à aplicação das penas de confissão. - **Vícios de Consentimento:** Pode ser anulado se decorrer de erro de fato ou coação. - **Indivisibilidade:** Deve ser aceito ou rejeitado como um todo. **Prova Testemunhal:** - **Admissibilidade:** Sempre é admitida, a menos que a lei disponha de modo diverso. - **Testemunhas Incapazes, Impedidas ou Suspeitas:** São limitações para depor. - **Conteúdo:** As testemunhas relatam fatos que conhecem. - **Rol de Testemunhas:** Deve ser apresentado pelas partes, incluindo dados específicos. - **Ordem de Inquirição:** Primeiro as do autor, depois as do réu, mas pode ser alterada por acordo. - **Intimação das Testemunhas:** Responsabilidade do advogado da parte. - **Inquirição:** Feita pelo juiz, seguindo a ordem estabelecida, com qualificação, compromisso e possibilidade de contradita. - **Perguntas:** Devem ser formuladas pelas partes, sem induzir respostas, e o juiz pode inquirir a testemunha antes ou depois. - **Registro:** O depoimento pode ser documentado por meio de gravação. **Prova Pericial no Processo Civil Brasileiro: Resumo Detalhado** **Tipos de Perícia:** 1. **Perícia Complexa:** Era o único tipo previsto no CPC/73. 2. **Perícia Simplificada:** Inovação do CPC/15, mais rápida e menos complexa, substituindo a perícia complexa em casos de menor complexidade. **Formas de Prova:** - **Exame:** Geralmente realizado por autoridade particular. - **Vistoria:** Prerrogativa de autoridade pública, conferindo fé pública. **Procedimento:** 1. **Perícia Simplificada:** - Pode ser determinada de ofício ou a requerimento das partes. - Realizada por inquirição de um especialista sobre pontos de menor complexidade. - Uso de recursos tecnológicos é permitido. 2. **Perícia Complexa:** - Nomeação do perito pelo juiz no saneamento. - As partes podem impugnar o perito. - Apresentação de quesitos, indicação de assistente técnico e proposta de honorários pelo perito. - Manifestação das partes sobre a proposta. - Juiz homologa a proposta ou decide sobre o valor. - Designação da data de início da perícia. - Em caso de perícia inconclusiva ou deficiente, o juiz pode reduzir a remuneração. - Substituição do perito em casos específicos. **Nova Perícia:** - Determinada quando a matéria não está suficientemente esclarecida. - Associada à ideia de perícia inconclusiva ou deficiente. **Pareceres Técnicos:** - O juiz podedispensar a prova pericial se as partes apresentarem, na inicial e na contestação, pareceres técnicos ou documentos elucidativos considerados suficientes. **Requisitos do Laudo Pericial:** - Exposição do objeto da perícia. - Análise técnica ou científica realizada pelo perito. - Indicação do método utilizado. - Resposta conclusiva a todos os quesitos. **Impugnação do Laudo:** - As partes podem manifestar-se sobre o laudo no prazo de 15 dias. - O assistente técnico de cada parte também pode apresentar seu parecer. **Esclarecimentos:** - Oral é raro, ocorrendo principalmente em perícias simplificadas. - Escrito é mais comum, e o perito tem o dever de esclarecer pontos divergentes ou duvidosos. **Encerramento da Fase Instrutória:** - Após a apresentação do laudo, a fase instrutória se encerra com a realização da audiência de instrução e julgamento (AIJ), onde ocorre a oitiva das partes e testemunhas. **4.2.1. Sentenças:** - **Definição:** De acordo com o CPC, art. 203, § 1º, a sentença é o pronunciamento pelo qual o juiz, com base nos arts. 485 e 487, encerra a fase cognitiva do procedimento comum e extingue a execução. - **Conteúdo:** Art. 485 trata da extinção do processo sem resolução de mérito, enquanto o art. 487 aborda situações de resolução de mérito. - **Conceito:** O conceito de sentença é determinado pela capacidade de encerrar o processo ou sua fase cognitiva, independente do conteúdo específico. - **Julgamento Antecipado Parcial do Mérito:** Admite decisões interlocutórias de mérito, mas elas não são confundidas com sentenças, pois não encerram o processo. - **Prazo:** O juiz tem 30 dias para proferir sentença (art. 226, III, do CPC). **Resumo sobre Sentença com Base no CPC (Código de Processo Civil):** **Definição:** A sentença, conforme o CPC (Código de Processo Civil), é um pronunciamento do juiz que põe fim à fase cognitiva do procedimento comum e extingue a execução. **Conteúdo e Fundamento Legal:** - A sentença pode ser de extinção do processo sem resolução de mérito (art. 485) ou de resolução de mérito (art. 487). - Baseia-se nos arts. 485 e 487 do CPC, sendo o primeiro sobre a extinção sem resolução do mérito e o segundo sobre a resolução de mérito. **Conceito e Características:** - O conceito de sentença é determinado pela capacidade de encerrar o processo ou sua fase cognitiva, não sendo estritamente definido pelo conteúdo específico do pronunciamento. - A admissão do julgamento antecipado parcial do mérito permite decisões interlocutórias de mérito, mas estas não devem ser confundidas com a sentença. **Prazo:** - O juiz tem um prazo de 30 dias para proferir a sentença, conforme estabelecido pelo art. 226, III, do CPC. **Julgamento Antecipado Parcial do Mérito:** - Possibilita decisões interlocutórias de mérito, as quais não encerram o processo, mas devem ser diferenciadas das sentenças. **Importância da Sentença:** - Representa o momento crucial em que o juiz decide sobre a resolução ou extinção do processo, tendo impacto direto nas partes envolvidas. **Conclusão da Fase Cognitiva:** - A sentença, ao pôr fim à fase cognitiva, determina os rumos seguintes do processo, seja pela extinção ou pela resolução de mérito. Esse resumo visa fornecer uma compreensão geral sobre a sentença com base no CPC, destacando sua definição, conteúdo, conceito, prazo e sua importância no contexto do processo judicial. **Resumo Detalhado: Remessa Necessária, Princípios e Duplo Grau de Jurisdição em Relação à Fazenda Pública** **1. Conceito e Justificativa da Remessa Necessária:** - A remessa necessária, no contexto do CPC, refere-se ao mecanismo que garante o duplo grau de jurisdição para revisão de decisões desfavoráveis à fazenda pública, conforme previsto em lei. - Funciona como condição para a eficácia da decisão, impedindo a coisa julgada até que haja reexame pelo tribunal. - A justificativa principiológica da remessa necessária reside na proteção constitucional à fazenda pública, considerando a indisponibilidade de seus interesses. **2. Proteção Constitucional à Fazenda Pública:** - A proteção aos interesses da fazenda pública implica na indisponibilidade de seus direitos, refletida em mecanismos como a exigência de licitação e a submissão dos credores ao sistema de precatórios, conforme a Constituição (art. 37 e art. 100). - Dispositivos processuais relacionados à revelia e à confissão ficta não atingem os interesses da fazenda pública devido à indisponibilidade de seus direitos. **3. Princípios Envolvidos:** - Além do princípio da indisponibilidade do interesse público, o CPC/15 incorpora outros princípios como primazia do mérito, duração razoável do processo e eficiência (arts. 4o, 6o e 8o). - A ponderação de princípios é essencial para interpretar a remessa necessária, considerando a supremacia e a indisponibilidade dos interesses da fazenda pública em contraponto à eficiência e à duração razoável do processo. **4. Características da Remessa Necessária:** - A remessa necessária não é um recurso, pois não decorre de ato da parte vencida, sendo um ato do juízo. - Independentemente da vontade da parte sucumbente, a decisão está sujeita ao reexame pelo tribunal nas situações legais que demandam remessa necessária. **Resumo Detalhado: Coisa Julgada** **1. Conceito e Justificativa:** - A coisa julgada está associada à sentença judicial e representa sua irrecorribilidade, tornando-a imutável. - Tem como objetivo proporcionar segurança jurídica às decisões e evitar a perpetuação de conflitos ao longo do tempo. - A origem da coisa julgada remonta ao direito romano, conhecido como "res judicata," buscando pacificação social e segurança jurídica. **2. Garantia Constitucional:** - A coisa julgada é uma garantia constitucional, respaldada pelo artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, que afirma: "A Lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada." **3. Tipos da Coisa Julgada:** - *Coisa Julgada Material:* - Torna a sentença imutável e indiscutível em casos de resolução do mérito, acolhimento ou rejeição do pedido, transação entre as partes, pronunciamento de decadência ou prescrição, ou renúncia do autor ao direito da ação. - Impede a mesma demanda judicial sobre a mesma questão. - *Coisa Julgada Formal:* - Impossibilidade de modificar a sentença no mesmo processo, resultando da preclusão dos recursos. - Limita-se ao processo em que surgiu, não impedindo que o tema seja reapresentado em uma nova relação processual. **4. Definições Importantes:** -Petição Inicial:* Documento que inicia o processo, apresentando fatos constitutivos do direito, fundamentos jurídicos e pedido ao Juiz-Estado. - *Perempção:* Perda do direito de ação quando o autor abandona o processo por três vezes. - *Litispendência:* Ocorre quando duas causas são idênticas quanto às partes, pedido e causa de pedir, evitando que uma nova ação repita outra já ajuizada. **5. Limites da Coisa Julgada:** - *Objetivos:* Pode ser estendida a uma questão de direito material, por meio de ação declaratória incidental, se uma das partes solicitar. - *Subjetivos:* Restringe-se às partes envolvidas no processo, devido às garantias constitucionais do contraditório e ampla defesa.