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Princípios de microscopia e citologia vegetal parte 1

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EAA – Anatomia das Espermatófitas
Princípios de microscopia e citologia vegetal
MICROSCOPIA
· Obtenção de imagens ampliadas com maior/melhor resolução
· Uso de equipamentos que permitem produzir imagens ampliadas e com maior resolução
· Resolução: É o poder de separar detalhes
· Poder de resolução do olho humano
· 0,1 mm
· Consegue ver mais detalhes apenas quando se aproxima do objeto
TIPOS DE MICROSCÓPIO
· Microscópio de luz(óptico):
· Produz imagens ampliadas e com maior resolução de objetos de interesse
· Inverte a imagem (Imagem real-fica de cabeça para baixo no microscópio de luz)
· Poder de ampliação de imagens até 1600x
· Limite de resolução 0,1 a 0,2 µm (micrômetros)
· Consegue ver células vegetais sem detalhes, pois só dá para visualizar o formato da célula e a parede da célula com esse tipo de microscópio
· Não é capaz de visualizar bactérias, apenas “bolinhas”
· Sistema de lentes
· Lentes objetivas (objetiva de 4x, objetiva de 10x e objetiva de 40x)
· Lentes oculares de 10x
· O aumento final do microscópio é obtido pela multiplicação do valor de aumento da lente objetiva pelo valor do aumento da lente ocular. (4x10; 10x10; 40x10)
· Amostras finas, por exemplo: mais finas que uma folha A4
· Utilização da luz
· A amostra deve ser penetrável pela luz
· Campo de visão:18 (do microscópio do laboratório de anatomia das espermatófitas)
· RESUMINDO: O microscópio de luz funciona a partir de um sistema de lentes de vidro, por onde ocorre a passagem de luz. Então a interação da luz com a amostra e as lentes objetivas, fornece imagens ampliadas com melhor resolução.
COMPOMENTES DO MICROSCOPIO DE LUZ
· Base: Serve como suporte para o microscópio, garantindo estabilidade durante o uso.
· Braço: É a estrutura que conecta a base ao tubo e é onde geralmente se segura o microscópio ao movê-lo.
· Revólver: É a parte giratória que contém as lentes objetivas. Permite alterar entre diferentes objetivas para mudar a ampliação de amostra.
· Tubo ou canhão: Mantém a distância correta a lente ocular e as lentes objetivas.
· Fonte de luz: Ilumina a amostra. Pode ser uma lâmpada ou um espelho que reflete luz externa.
· Condensador: Foca a luz sobre a amostra para melhorar a qualidade da imagem. 
· Diafragma: Controla a quantidade de luz que passa através da amostra, afetando o contraste da imagem.
· Mesa ou platina: É a plataforma onde se coloca a lâmina com a amostra.
· Charriot: Mecanismo que permite mover a lâmina sobre a mesa para visualizar diferentes partes da amostra, também movimenta a régua para esquerda ou para a direita.
· Parafuso macrométrico: Permite ajustes mais amplos do foco, movendo a mesa em distâncias maiores.
· Parafuso micrométrico: Permite ajustes finos do foco, movendo a mesa em pequenas distâncias.
· Lentes objetivas: Localizadas no revólver, são responsáveis pela primeira etapa da ampliação da imagem. Responsável por uma ampliação variável normalmente de 4 a 100x.
· Lentes oculares: Localizadas no tubo, ampliam ainda mais a imagem que passou pelas lentes objetivas. Responsável por uma ampliação normalmente de 10x.
· Microscópio Eletrônico:
· Alto poder de ampliação de imagens, 300.000x
· Não são portáteis 
· Responsável pela descoberta das bactérias 
· Possibilita a visualização das células com mais riqueza de detalhes
· Possui um canhão que funciona em alto vácuo
· Fonte de elétrons: Que emite elétrons 
· Esses elétrons são emitidos pelo canhão
· Os elétrons percorrem acelerados pela coluna 
· Na coluna há lentes (que não são de vidro) eletromagnéticas (de metais)
· Elas afetam a trajetória dos elétrons 
· Aumenta ou diminui o feixe de elétrons que vai incidir sobre a amostra
TIPOS DE MICROSCÓPIO ELETRÔNICO
· Microscópio de transmissão:
· Analisa a parte interna da amostra
· Amostras com secções ultrafinas
· Poder de ampliação de 300.000x
· O elétron bate na amostra e retroespalhar 
· O eletron bate na amostra e causa a formação/deliberação de elétrons da própria amostra (elétrons secundários) (alguns átomos perdem seus elétrons)
· Alguns elétrons podem atravessar a amostra(transmissíveis)
· Os elétrons podem ser transmitidos ou desviados, gerando a imagem.
· A imagem da microscopia eletrônica é cinza
· Em relação a tonalidade da amostra: as áreas com tom escuro na amostra não deixam os elétrons passarem com facilidade
· Isso acontece devido esse tom mais denso significar que os átomos estão mais grudados entre si, e assim vão impedir a passagem de elétrons.
· Nessas áreas as imagens são mais escuras (com diferentes tons de cinza)
· Já nas áreas da amostra com tons claros (onde os átomos estão mais soltos) há maior passagem de elétrons 
· Assim é possível ver mais detalhes da amostra
· Funcionamento do MET: Um feixe de elétrons é transmitido através de uma amostra ultrafina. Os elétrons que conseguem passar pela amostra são capturados para formar uma imagem.
· Imagem: Produz imagens de alta resolução que revelam detalhes internos da amostra, como a cristalina e a morfologia interna
· Seu uso é ideal para estudar a composição interna e a estrutura em nível atômico ou molecular
· Microscópio de varredura
· Amostras com fragmentos maiores, por exemplo: insetos
· Análise da superfície da amostra
· Onde o feixe de elétrons varre a superfície da amostra e cria uma imagem a partir dos elétrons secundários emitidos pela superfície da amostra
· Banho de ouro
· Funcionamento do MEV: Um feixe de elétrons é varrido sobre a superfície da amostra. Os elétrons secundários ou refletidos são coletados para criar uma imagem.
· A imagem: Gera imagens tridimensionais que mostram a textura e a topografia da superfície da amostra.
· Seu uso é mais adequado para examinar a superfície dos materiais, a morfologia externa de células e tecidos e para análises de superfícies em geral
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