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Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
CORREIOS
Agente de Correios – Carteiro
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Cód.: 7908428810047
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Ayslan CS - 615.411.973-99, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2
SUMÁRIO
CONHECIMENTOS GERAIS ..............................................................................................1
NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIA ............................................................................................... 1
LOCALIZAÇÃO ....................................................................................................................................................1
ORIENTAÇÃO: PONTOS CARDEAIS ...................................................................................................................1
LATITUDE, LONGITUDE E ALTITUDE .................................................................................................................2
COORDENADAS GEOGRÁFICAS ........................................................................................................................2
REPRESENTAÇÃO: LEITURA E CONVENÇÕES .................................................................................................2
LEGENDAS ...........................................................................................................................................................6
ESCALA ...............................................................................................................................................................6
ASPECTOS FÍSICOS DO BRASIL E MEIO AMBIENTE ........................................................................ 8
GRANDES DOMÍNIOS DE CLIMA, VEGETAÇÃO, RELEVO E HIDROGRAFIA: ECOSSISTEMAS .......................8
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO AGRÁRIO ............................................................................................ 11
ATIVIDADES ECONÔMICAS .............................................................................................................................12
MODERNIZAÇÃO ..............................................................................................................................................15
CONFLITOS .......................................................................................................................................................16
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO: ATIVIDADES ECONÔMICAS, EMPREGO E POBREZA ....................18
REDE URBANA ..................................................................................................................................................22
REGIÕES METROPOLITANAS ..........................................................................................................................23
DINÂMICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ....................................................................................... 23
FLUXOS MIGRATÓRIOS, ÁREAS DE CRESCIMENTO E DE PERDA POPULACIONAL ....................................23
FORMAÇÃO TERRITORIAL E DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA (ORGANIZAÇÃO 
FEDERATIVA) ...................................................................................................................................... 31
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CONHECIMENTOS 
GERAIS
NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIA
LOCALIZAÇÃO
A cartografia é uma técnica de produção sistemá-
tica de mapas originária da região da Mesopotâmia. A 
primeira representação cartográfica data aproxima-
damente do século 23 a.C.; essa origem está ligada à 
necessidade de apresentar a outras pessoas um espa-
ço desconhecido. Por ser a região da Mesopotâmia a 
localidade onde surgiram os primeiros grupos sociais 
organizados em sociedades, a criação da cartografia 
nesse local foi uma questão de necessidade.
O aprimoramento das técnicas de produção ocor-
reu junto à intensificação do uso. Um mapa, além de 
representar um espaço, pode conter diversas infor-
mações; por esse motivo, é necessário ler corretamen-
te suas informações.
O título (quando houver) é o ponto de partida; 
em seguida, deve-se ler a legenda, que se trata de um 
pequeno quadro normalmente disposto nas extremi-
dades inferior ou superior do mapa, contendo as infor-
mações que o mapa transmite; para isso, podem ser 
utilizados símbolos, cores, ou a combinação de ambos.
Um mapa deve ser uma reprodução proporcio-
nal fiel ao tamanho do espaço representado; para ser 
possível realizar a conversão das distâncias no mapa 
para o distanciamento verdadeiro no espaço físico, há 
a necessidade do uso da escala cartográfica, represen-
tando o tamanho da redução do espaço originário em 
relação ao mapa.
Um mapa necessariamente deve conter um pon-
to de orientação — preferencialmente, uma rosa dos 
ventos com pontos cardeais ou minimamente o Norte 
geográfico. Esse último não possui relação com a parte 
superior do mapa, pois os pontos cardeais represen-
tam direções no plano superficial do planeta, ou seja, 
representam direcionamentos na horizontal; logo, o 
posicionamento norte pode ser representado na por-
ção superior, inferior, laterais e diagonais.
Vale lembrar que a cartografia não é apenas uma 
representação de espaço com uso exclusivo da Geo-
grafia; seu uso também é presente em disciplinas 
como história e sociologia. Órgãos governamentais 
também a utilizam para o desenvolvimento de polí-
ticas públicas. Até mesmo você, em seu cotidiano, faz 
uso dos conceitos cartográficos, por exemplo, ao utili-
zar a localização de um aplicativo celular ou acionar 
um GPS para se deslocar a um local desconhecido.
São muitas as possibilidades do uso da cartografia, 
que auxilia as atividades cotidianas há muitos séculos; 
com a adição das tecnologias de georreferenciamento, 
a utilização se tornou mais simplificada e constante.
ORIENTAÇÃO: PONTOS CARDEAIS
A rosa dos ventos é utilizada para sistematizar os 
direcionamentos realizados, seguindo parâmetros e 
permitindo a padronização.
A localização norte geográfica é orientada pela 
estrela Polar, sua referência inicial. Essa localização 
pode também ser chamada de Setentrional ou Boreal.
O sul geográfico é a antípoda do norte, ou seja, o 
ponto exatamente contrário; sua referência é o Cru-
zeiro do Sul. Pode também ser chamado de Meridio-
nal ou Austral.
O paralelo Linha do Equador, referência central, 
faz a separação entre os hemisférios norte e sul.
O ponto Leste, também conhecido como Oriente, 
está localizado à direita em relação ao norte e ao sul. 
Sua referência astronômica é o nascer do Sol.
À esquerda do norte e do sul, tem-se o ponto oes-
te, também chamado de Ocidente; seu ponto de refe-
rência é o pôr do Sol.
Esses quatro direcionamentos compõem os pontos 
Cardeais, primeira face da rosa dos ventos, represen-
tados pelas siglas N (norte), S (sul), L (leste) e O (oeste).
Quanto mais distante for o ponto de chegada em 
relação ao ponto de partida, maior será o intervalo entre 
os pontos cardeais, pois o ângulo entre eles é de 90º.
Reduzindo esse grau de distanciamento, temos os 
pontos Colaterais, que são representados pelos sím-
bolos NE (nordeste), NO (noroeste), SO (sudoeste) e SE 
(sudeste). Esses pontos de orientação reduzem o inter-
valo em 45º.
Por último, existem os pontos Subcolaterais, criando 
um intervalo ainda menor, de 22, 5º. Sua denominação é 
a combinação do ponto cardeal mais próximo junto ao 
colateral mais próximo, representados pelos símbolos 
SSO (sul sudoeste), OSO (oeste sudoeste), SSE (Sul Sudes-
te), ESE (leste sudeste), ENE (leste nordeste), NNE (norte 
nordeste),State of Food and Agriculture: Inno-
vation in Family Farming. Roma: FAO, 2021.
GUIMARÃES, A. F. Agronegócio e Modernização 
Agrária no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2020.
IMPULSO das Exportações: Brasil registra três tri-
mestres seguidos de recordes comerciais em 2024. 
ApexBrasil, 2024. Disponível em: https://tinyurl.
com/5bvdtknb. Acesso em: 25 out. 2025. 
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E 
REFORMA AGRÁRIA (INCRA). Relatório de Confli-
tos no Campo: Brasil 2022. Brasília: INCRA, 2023.
MECANIZAÇÃO Agrícola é um dos pilares para 
rentabilidade do produtor rural. Portal do Agro-
negócio, 2021. Disponível em: https://www.portal-
doagronegocio.com.br/agricultura/arroz/noticias/
mecanizacao- agricola-e-um-dos-pilares-para-ren-
tabilidade-do-produtor-rural#google_vignette. 
Acesso em: 25 out. 2024.
NARDO, L. S.; SILVA, P. L. Agricultura Sustentável 
e Produção de Alimentos. São Paulo: Edusp, 2020.
NOVA solução nutricional natural da ICC auxi-
lia produção em sistemas de pecuária intensiva. 
Revista Mais Leite, 2024. Disponível em: https://
revistamaisleite.com.br/nova-solucao-nutricional-
-natural-da-icc-auxilia- producao-em-sistemas-de-
-pecuaria-intensiva/. Acesso em: 25 out. 2024.
OLIVEIRA, B. Entenda a importância do GPS na 
agricultura. Digital Agro. Disponível em: https://
digitalagro.com.br/2024/02/08/entenda-a-impor-
tancia-do-gps-na- agricultura/. Acesso em: 25 out. 
2024.
PREVEDEL, D. Produção agrícola: entenda os tipos 
e sistemas de produção. Aegro, 2024. Disponível 
em: https://blog.aegro.com.br/producao- agrico-
la/#:~:text=A%20agricultura%20comercial%20
%C3%A9%20voltada,em%20gra ndes%20extens%-
C3%B5es%20de%20terra. Acesso em: 25 out. 2024.
PRODUTORES do Território do Vale Itaim tes-
tam aplicativo para monitorar ovinos. Piauí 
Hoje, 2021. Disponível em: https://piauihoje.com/
noticias/municipios/produtores- do-territorio-
-do-vale-itaim-testam-aplicativo-para-monitorar-
-ovinos-358832.html. Acesso em: 25 out. 2024.
SANTORO, M. Agroquímicos: importância, proble-
mas e alternativas. Aegro, 2020. Disponível em: 
https://blog.aegro.com.br/agroquimicos/. Acesso 
em: 25 out. 2024.
SILVA, R. M.; LIMA, J. P. Economia Agrícola Inter-
nacional. 3ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2021. 
TIPOS de agricultura. Mundo Educação. Disponí-
vel em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geogra-
fia/tipos-agricultura.htm. Acesso em: 25 out. 2024.
TUDO Sobre a Agroindústria no Brasil. Kalenborn, 
2023. Disponível em: https://kalenborn.com.br/
tudo-sobre-a-agroindustria-no-brasil/. Acesso em: 
25 out. 2024.
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO: 
ATIVIDADES ECONÔMICAS, EMPREGO E 
POBREZA
A formação do espaço geográfico pode ser definida 
com base nas relações de poder que são estabelecidas 
através dos diversos modos de produção e podem ser 
motivadas por fatores sociais, políticos, econômicos 
internos e externos, condicionados ao longo do tempo.
A formação de Estados com governos centraliza-
dos (fruto da aliança entre rei e burguesia) provocou 
a formação de um espaço geograficamente mais inte-
grado. Nesse período, começava a articulação entre o 
modo de produção capitalista (alteração das relações 
servis por um sistema assalariado). 
A chegada dos colonizadores europeus na Améri-
ca provocou uma desorganização e uma desestrutu-
ração do espaço nativo aqui existente e a instalação 
de um processo de colonização de exploração, com 
total submissão política e econômica aos interesses da 
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metrópole. Esse processo é conhecido como mercantilismo e foi oficializado através do Pacto Colonial, em que a 
colônia só podia estabelecer relações comerciais com sua respectiva metrópole.
Sendo assim, esta mercantilização da produção provocou a criação de espaços geográficos distintos, separados 
por uma hierarquia colonial, estabelecida pelo pacto citado anteriormente.
Até os anos 30 do século XX, a economia brasileira foi predominantemente agroexportadora, com base na 
relação escravista de trabalho, que perdurou até 1888, quando houve a assinatura da Lei Áurea, que aboliu ofi-
cialmente a escravidão no país.
O Brasil Colônia tinha como principal função servir como um complemento da economia da metrópole euro-
peia. Aqui houve uma ocupação do litoral em maior escala em detrimento da ocupação das porções interiores 
do território no início da colonização, fato este que proporcionou desigualdades regionais que ainda podem ser 
observadas até os dias atuais.
O sistema de plantation (latifúndios com a prática da monocultura de gêneros tropicais) pautava a macroe-
conomia nacional. Dessa forma, o Brasil constitui-se em um espaço geográfico periférico dentro do sistema de 
acúmulos de capitais e riquezas nessa fase do capitalismo mercantilista.
A economia colonial baseava-se no trabalho compulsório, no início com a mão de obra indígena e depois com 
o escravo africano. No contexto internacional da época a economia estava integrada ao processo de expansão do 
capitalismo mercantil e era caracterizada por ciclos produtivos.
O primeiro ciclo econômico colonial foi o pau-brasil, presente na região da Mata Atlântica. A seiva era usada 
no processo de tingimento de tecidos e a madeira era utilizada na produção de móveis. Este modelo de exploração 
durou até por volta de 1555, quando começa a ocorrer uma escassez de matéria-prima e a elevação do custo, fato 
que diminuiu o interesse dos colonizadores por este tipo de comércio.
A partir de 1530, um novo ciclo econômico tem início, sendo ligado à produção açucareira, com grande des-
taque nos séculos XVI e XVII, na região conhecida como Zona da Mata nordestina, onde há a presença do solo tipo 
massapé (muito ricos em nutrientes). A cana-de-açúcar era um produto extremamente importante nessa época e 
sua produção era voltada exclusivamente para o mercado europeu.
Nesse período, devido à demanda de crescimento populacional, tem início uma diversificação da produção 
para atender à demanda de consumo do mercado interno (porém nada que substituísse totalmente os grandes 
produtos da economia brasileira). Nestes espaços secundários que aqui se formaram podemos destacar a produ-
ção de tabaco, algodão e cacau, em especial nas regiões do Recôncavo Baiano, Sertão Nordestino e sul da Bahia.
A estrutura produtiva era moldada de acordo com as necessidades. Nas grandes propriedades existia um com-
plexo de produção constituído por engenho, casa grande, senzala, áreas destinadas para a pecuária. Enquanto 
isso, nas pequenas e médias propriedades, o modelo dominante era a subsistência, que visava atender aos inte-
resses de pequenos grupos que habitavam as imediações das macroestruturas produtivas.
A sociedade era patriarcal e escravagista, sendo que o senhor de engenho tinha grande influência na vida 
política e na economia.
A concorrência da cana-de-açúcar produzida nas Antilhas contribuiu para a decadência deste ciclo econômico. 
A região da Zona da Mata entra em processo de marginalização dentro da estrutura econômica brasileira, princi-
palmente após a transferência da força produtiva para a região Sudeste.
O mapa a seguir mostra os principais ciclos econômicos desenvolvidos no período colonial, com um maior 
destaque para as atividades realizadas durante o século XVIII.
É importante destacar atividades que foram desenvolvidas de forma paralela, porém simultânea, como, por 
exemplo, a pecuária, com papel extremamente importante no processo de interiorização do nosso país.
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A ECONOMIA NO SÉCULO XVIII
Cana-de-açúcar
Pecuária
Mineração
Drogas do SertãoAlgodão
Vias de transporte interno
Fonte: Google Imagens.
A partir do século XVIII, a mineração desenvolve-se como principal ciclo econômico. Foram descobertas reser-
vas de ouro de aluvião, e esta atividade contribuiu para impulsionar o processo de ocupação da porção centro-sul 
do país, formaram-se vilas, que passaram posteriormente ao status de cidades, ocorrendo assim a transferência 
de pessoas, serviços e capitais para as áreas mineradoras. 
A região Sudeste começa a desempenhar um papel extremamente importante tanto para o atendimento das 
demandas de mercado externo como para estruturar o mercado interno. O desenvolvimento provocado pelo ciclo 
do ouro traz também um surto de urbanização que facilitava o aumento das práticas comerciais e o processo de 
interiorização do país, estes fatores foram determinantes para a transferência da capital do país para o Rio de 
Janeiro, provocando assim uma reorganização espacial do país neste período.
Os primeiros sinais de decadência na produção aurífera foram surgindo e consequentemente os capitais eram 
destinados para outras atividades econômicas, como por exemplo a produção de algodão – que teve um aumento 
da demanda no mercado externo, principalmente após a ocorrência da Revolução Industrial na Inglaterra.
No século XIX, o país estava com um governo centralizador vinculado aos interesses aristocráticos e escrava-
gistas que divergia um pouco das ideias liberais que emergiam em diversas localidades do mundo.
Os países centrais que já haviam passado por processos de industrialização exigiam das nações periféricas 
maiores quantidades de matérias-primas, além de mercados consumidores, fatores estes que provocaram uma 
mudança nas relações trabalhistas, pautadas no trabalho assalariado, porém com a resistência muito forte das 
elites em colocar um ponto final no processo de escravidão.
Neste período histórico, o produto que impulsionou a economia brasileira foi o café, e isso contribuiu para 
o fortalecimento da aristocracia no sudeste do país (região que concentrava a produção deste gênero agrícola). 
Ocorreram investimentos pesados no setor e toda a produção era destinada à exportação.
Os espaços econômicos continuaram elitistas e as desigualdades e injustiças sociais continuaram permeando 
a sociedade brasileira. Um dos grandes problemas sociais da época era a concentração fundiária (a Lei de Terras 
de 1850 contribuiu para o aumento significativo da concentração de terras aqui no Brasil).
A necessidade de investir na infraestrutura para atender a demanda de produção de café era cada vez mais 
intensa, foram realizados investimentos elevados no transporte ferroviário, por exemplo, que era a principal for-
ma de ligação das áreas produtoras de café com os principais portos da época. O café chegou a representar cerca 
de 65% das exportações brasileiras.
Com o capital proveniente das exportações de café, começaram a ocorrer investimentos gradativos no setor 
industrial, com destaque para a figura do Barão de Mauá, defensor de uma política industrial no nosso país. Essa 
nova atividade industrial concentrava-se no Sudeste, região que já contava com uma infraestrutura que atendia 
as demandas iniciais desse processo de industrialização.
Medidas políticas e econômicas (substituição do trabalho escravo pelo assalariado, investimentos em infraes-
trutura de transportes e comunicações, incentivos ao crescimento do mercado consumidor interno) foram impor-
tantes para o desenvolvimento ocorrido no período.
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Além do café outros produtos foram desenvolvidos em espaços do território de formas diferentes, como por 
exemplo a borracha na região da Amazônia. Tudo isso foi determinante para que o Brasil se encontrasse fragmen-
tado até por volta de 1930, sendo estes espaços isolados e/ou fragmentados, classificados como ilhas ou arquipéla-
gos econômicos que se encontravam totalmente ou parcialmente isolados entre si.
Café
Mate
Cacau
Fumo
Algodão
Ouro e Diamantes
Cana de açucar
Pecuária
Ferrovia
Cidades e vilas
Drogas do sertão e borracha
Limite dos Estados atuais
Brasil: a economia e o território no século XIX
Fonte: Théry; Mello (2005).
A partir de 1929, em especial com a quebra da Bolsa de Nova York, ocorreram profundas alterações nas rela-
ções econômicas globais. No Brasil essa crise internacional foi sentida no modelo agrário exportador, em especial 
no espaço cafeeiro. A política do café com leite (Minas Gerais e São Paulo revezavam-se na presidência da Repú-
blica) foi interrompida com a chegada de Getúlio Vargas no poder, que promoveu mudanças políticas importantes 
no país.
Vargas incentivou a industrialização, tendo em vista que o país necessitava de produtos e estava sem con-
dições de importar — a demanda de produção industrial nacional era insuficiente para atender à demanda de 
consumo interno.
Dessa maneira o espaço econômico brasileiro, que era fortemente ligado ao agrário rural, foi gradativamente 
transferido para o urbano industrial, com destaque para o eixo São Paulo–Rio de Janeiro, que já contava com uma 
infraestrutura que favorecia essa mudança, além de contar com mercado consumidor em crescente expansão e 
capitais disponíveis, provenientes da produção cafeeira.
Nesse momento, a crise agrária e o pulsante desenvolvimento industrial provocaram um acelerado êxodo 
rural, principalmente para e região centro-sul, que futuramente passou a sofrer com a hipertrofia urbana.
Tome nota dos seguintes conceitos:
ÊXODO RURAL HIPERTROFIA URBANA
Processo no qual ocorre a migração dos habitantes das 
áreas rurais para os centros urbanos, por diversos moti-
vos: desemprego no campo, busca por melhores condi-
ções de vida etc.
Processo no qual ocorre o desenvolvimento desorde-
nado e de forma rápida de regiões que passaram pelo 
processo de urbanização em um curto espaço de tempo, 
provocando assim um inchaço populacional das cidades 
e falta de estrutura que atenda às necessidades da po-
pulação da cidade em questão
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O Presidente Vargas investiu na infraestrutura de 
transportes e de comunicações, com o objetivo de pro-
mover uma integração do território brasileiro, além 
de seu projeto ser nacionalista com forte intervenção 
estatal e de criação de indústrias de base, fortalecendo 
assim o mercado nacional. Porém, com os investimen-
tos e infraestrutura concentrados no Sudeste, houve 
um aumento das disparidades econômicas regionais 
no país.
A partir do governo do presidente JK, ocorre a 
internacionalização da economia brasileira. Com 
a abertura para as multinacionais (em especial as 
empresas automobilísticas), é colocado em prática 
o Plano de Metas: crescer 50 anos em 5, baseado no 
seguinte tripé econômico: capital privado nacional, 
capital estatal e capital privado internacional.
O país investiu nas indústrias de bens de consumo, 
passando a partir desse momento a ter um parque 
industrial mais solidificado e um pouco mais diver-
sificado, porém com a permanência das desigual-
dades regionais existentes desde outros momentos 
históricos.
O presidente JK, visando diminuir as desigual-
dades regionais, criou organismos responsáveis por 
alavancar o crescimento de cada uma das regiões do 
país, como, por exemplo, a SUDENE (Superintendên-
cia de Desenvolvimento do Nordeste).
Nos governos militares foram criadas superin-
tendências para outras regiões também (SUDECO, 
SUDAM, SUDESUL), com o intuito de promover uma 
desindustrialização ou descentralização industrial 
para amenizare diminuir as desigualdades entre as 
regiões. Um exemplo desta política de desenvolvimen-
to foi a implantação de um projeto industrial no meio 
da floresta Amazônica, o polo industrial da Zona Fran-
ca de Manaus.
Assim, várias cidades e capitais do “interior” foram 
ganhando papéis de destaque dentro do processo de 
hierarquia urbana com seu processo de crescimento 
econômico. Por exemplo: as cidades de Rio Verde, em 
Goiás, e Araguaína, no Tocantins, que cresceram em 
função da lavoura de soja e ganharam novos papéis 
de destaque, porém não sendo suficientes para redu-
zir e/ou acabar as disparidades regionais existentes.
Um outro fator importante na tentativa de inte-
grar o país e diminuir as desigualdades existentes foi 
o processo de expansão da fronteira agrícola para a 
região Centro-Oeste e para a porção sul da Amazônia, 
assim como a expansão da fronteira pecuária tam-
bém, dentro de um contexto do processo de globaliza-
ção da agricultura.
Um setor que também passou por um processo de 
desenvolvimento intenso, principalmente na região 
Amazônica, foi o setor de extração de reservas mine-
rais, com destaque para a extração de minério de fer-
ro no Estado do Pará (Serra dos Carajás).
Nos anos 80 e 90, o processo de desconcentração 
industrial em nível nacional continuou ocorrendo, 
com grandes deslocamentos para as regiões Nordes-
te e Centro-Oeste. Isso ocorreu dentro de uma política 
estatal conhecida como Guerra Fiscal ou Guerra dos 
Lugares, forma encontrada pelos governos de Estados 
e Municípios para atrair complexos industriais para 
seus territórios, baseados em políticas de subsídios 
(isenção fiscal como o principal), proporcionando 
assim um maior processo de interiorização industrial 
e fomentando o crescimento de cidades de pequeno e 
médio porte.
É importante salientar o processo de disparidades 
regionais existentes em nosso país, o que acaba inter-
ferindo em um maior desenvolvimento das variadas 
localidades. Como consequências destas desigualda-
des regionais temos a questão estrutural (na maioria 
dos casos, precária), a falta de mão de obra para aten-
der à demanda do mercado de trabalho, e os gargalos 
estruturais (a falta de infraestrutura) que impedem o 
maior desenvolvimento destas regiões e que acabam 
se acentuando ainda mais com o passar dos anos.
REDE URBANA
O processo de interligação entre as cidades possi-
bilita a formação de uma rede urbana. Neste processo, 
cada cidade vai se especializando em atividades, cons-
tituindo assim certa hierarquia entre os municípios. 
Podemos citar o caso da cidade de Santos, onde 
está localizado o Porto, que possui uma função espe-
cífica na rede urbana no Estado de São Paulo. Dessa 
forma, ocorre uma interação entre as atividades rea-
lizadas no interior do Estado e a cidade de Santos, em 
decorrência da dinâmica do seu porto. Existem, assim, 
cidades com outras funções centrais, como podemos 
citar logo abaixo:
 z Função religiosa: Juazeiro do Norte (CE), Apare-
cida (SP);
 z Função histórica e cultural: Ouro Preto (MG), 
Goiás (GO), Paraty (RJ);
 z Função turística: Campos do Jordão (SP), Porto 
Seguro (BA), Bonito (MS);
 z Função industrial: Contagem (MG), Cubatão (SP), 
Volta Redonda (RJ), Camaçari (BA), Complexo 
Industrial e Portuário de Suape (PE).
De acordo com o nível de importância histórica, 
algumas cidades podem exercer várias funções den-
tro de uma rede urbana, como é o caso da cidade de 
São Paulo. Com o passar do tempo, as cidades podem 
desenvolver outras funções dentro da rede urbana, 
aumentando assim os seus contatos com um número 
cada vez maior de lugares.
Dessa forma, as cidades assumem o papel de dar 
dinâmica aos fluxos nos territórios, assumindo papéis 
para comandar as políticas comerciais regionais, 
nacionais e, em alguns casos, internacionais.
O acúmulo de funções por uma determinada cida-
de permite que esta possua um maior poder territo-
rial, e essas funções são determinadas pela presença 
de grandes empresas, bancos nacionais e internacio-
nais, e também servirá para atrair populações das 
mais diversas localidades em busca de melhores con-
dições de vida.
As cidades, quando crescem, não permitem só o 
surgimento e o crescimento de redes urbanas, mas 
também contribuem para o surgimento de redes ter-
ritoriais (transportes, telecomunicações, eletricidade). 
Isso ocorre devido ao fato de que quanto maior for 
o crescimento de uma cidade, maior será a dinâmica 
de produção e distribuição de alimentos, assim como 
o deslocamento de cargas, mercadorias e pessoas por 
várias regiões do território.
A densidade e o tamanho das redes urbanas, 
assim como os nós difusores dos fluxos de informa-
ções, mercadorias, bens, serviços e capitais, fazem da 
rede urbana um fator importante na organização do 
território.
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Do final do século XIX até por volta da década de 1970, as cidades eram classificadas através de um sistema de 
pirâmide. Ocorria entre as cidades um processo de dependência da cidade A com as cidades vizinhas e, posterior-
mente, para se relacionar com a cidade mais importante nessa hierarquia.
Cada cidade ocupava um papel dentro dessa hierarquia, e para ocorrer uma mudança no papel e na importân-
cia de cada cidade, deveriam passar por um processo com vários degraus e etapas, mudando assim a classificação 
das cidades de acordo com a sua importância na rede urbana. Subir esses degraus e passar por várias etapas 
significava ascender na hierarquia urbana.
Com o desenvolvimento dos sistemas de transportes e telecomunicações, ocorreram alterações e surgiu uma 
nova hierarquia urbana. O desenvolvimento das redes permitiu a integração de localidades mais distantes aos 
grandes centros, através do deslocamento dos fluxos globais de informação, mercadorias e capital de forma cada 
vez mais intensa.
REGIÕES METROPOLITANAS
No ano de 2000, de acordo com dados do IBGE, existiam na rede urbana brasileira 9 metrópoles: duas pos-
suíam alcance nacional (São Paulo e Rio de Janeiro — sendo que São Paulo já era considerada como uma cidade 
global) e sete metrópoles regionais (Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém). 
Era uma característica associar o termo “metrópole” ao processo de conurbação e de uma cidade central com 
população superior a 1 milhão de habitantes ou mais, que polarizavam as demais cidades de seus entornos.
Atualmente, o IBGE considera a existência de 15 metrópoles brasileiras. Foram agregadas ao grupo anterior 
Manaus, Brasília, Goiânia, Vitória, Florianópolis e Campinas (a única cidade que não é capital considerada como 
metrópole nacional). Vale destacar que as três últimas cidades foram inseridas no seleto grupo de metrópoles 
nacionais em junho de 2020.
A reclassificação do termo “metrópole nacional” vem ocorrendo desde o ano 2000. O IBGE, juntamente com o 
IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), desenvolveu novos critérios e, de acordo com os estudos reali-
zados, as regiões metropolitanas sofreram alterações, que são as áreas conurbadas nas grandes metrópoles. Esse 
estudo considerava a existência de 23 regiões metropolitanas, hoje já são 36 regiões.
Os aspectos levados em consideração são os seguintes:
 z o nível de atração de investimentos e migração;
 z a dinâmica econômica;
 z a capacidade de atrair setores de tecnologia de ponta.
Nas regiões metropolitanas mais populosas concentram-se cerca de 37,26% da população do país.
Vale ressaltar que, de acordo com esses novos critérios, nem toda RM (Região Metropolitana) tem especifica-
mente uma metrópole.
DINÂMICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
FLUXOS MIGRATÓRIOS, ÁREAS DE CRESCIMENTO E DE PERDA POPULACIONAL
O Brasil é o sétimo país mais populoso do mundo, com uma populaçãoestimada em 215.534.196 habitantes, sepa-
rados em 5.570 municípios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022). De acordo com o Banco 
Mundial, a população cresceu 0,70% em relação a 2020. 
Ainda com relação ao ano de 2021, o estado de São Paulo seguia na liderança como estado mais populoso, 
com mais de 47 milhões de habitantes. Do Brasil, quase 85% viviam nas cidades e pouco menos de 16% viviam no 
campo. Esse contingente populacional sobre uma área de 8.510.345km² resultou em uma densidade demográfica 
de aproximadamente 25,3 habitantes por km².
A heterogeneidade da população brasileira é um marco em sua história, pois os indivíduos se distribuem de 
forma irregular pelo território nacional desde o período colonial. Ainda hoje, a maior concentração populacional 
dá-se na porção oriental do país, em uma faixa cuja extensão aproximada é de 200 quilômetros entre o litoral e o 
interior. No mapa abaixo, podemos ver como está distribuída a população pelo território brasileiro.
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Lembre-se: as razões para a maior concentração populacional nas porções centro-sul e litorânea do país devem-se, 
sobretudo, aos ciclos econômicos realizados ao longo da nossa história. 
O Brasil possui uma ocupação territorial diversificada, demonstrando, assim, a grande heterogeneidade estatístico-
-demográfica de sua população. A título de exemplo, possuímos unidades da federação densamente povoadas, tais como 
Brasília (444 hab./km²), distante do litoral, ou Rio de Janeiro (365 hab./km²), área litorânea. Além disso, possuímos, tam-
bém, áreas com reduzidas densidades demográficas, tais como Roraima ou Amazonas, ambas em torno de 2 hab./km².
A concentração populacional na vertente (termo frequentemente utilizado na geografia como sinônimo de “lado”, 
“flanco”) resultante do processo histórico de ocupação, dá-se da faixa litorânea para o interior do país de forma gradual: 
nas áreas litorâneas das regiões Sudeste, Nordeste e Sul, ocorrem elevadas taxas de densidade demográfica, sendo que 
algumas chegam a ultrapassar a marca de 10 mil hab./km². Em contrapartida, as taxas mais baixas estão nos estados da 
região amazônica (norte do país) e na região Centro-Oeste. 
Atenção: a cidade de Brasília é uma exceção, pois seu processo de construção deu-se em um momento específico 
da história do país, fruto de políticas criadas pelo Governo Federal para ocupar diversas áreas do território nacional.
Importante!
A tabela a seguir foi criada com base na última coleta de dados mais abrangente, em 2020, sobre nosso país e 
sobre as regiões administrativas. Os dados encontram-se desatualizados ante os que foram trazidos no início 
do conteúdo, contudo, auxiliará na resolução de questões preparatórias para o concurso.
BRASIL/ REGIÃO
POPULAÇÃO TO-
TAL (ABSOLUTA) 
EM MILHÕES
DENSIDADE
(HAB. / KM²)
POPULAÇÃO UR-
BANA (%)
POPULAÇÃO RU-
RAL (%)
Brasil 211.755.692 23,8 84,4 15,6
Sudeste 89.012.240 87 92,9 7,1
Nordeste 57.374.243 36,06 73,1 26,9
Sul 30.192.315 42,5 84,9 15,1
Norte 18.672.591 4,12 73,5 26,5
Centro-Oeste 16.504.303 8,7 88,8 11,2
Fonte: IBGE, Anuário da população Brasileira, Julho, 2020.
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Apesar de serem menos populosas, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentam um constante aumento da 
representatividade populacional brasileira, enquanto as demais regiões apresentam uma leve tendência de declí-
nio (este fato ocorre por conta da saturação das regiões que polarizavam as atividades econômicas associada ao 
processo de desenvolvimento das regiões Centro-Oeste e Norte).
Vale destacar que:
 z o termo populoso, também conhecido como população absoluta, refere-se à quantidade total de pessoas em 
um país, estado, município, isto é, ao número total de habitantes de uma região;
 z o termo povoado refere-se à forma como a população se distribui pelo território. Esse conceito também pode 
ser explicado a partir dos termos população relativa ou densidade demográfica (número de habitantes por 
km² em uma determinada área).
Características Gerais da População Brasileira.
Para compreendermos melhor a questão demográfica brasileira, é importante tomarmos conhecimento dos 
dados divulgados recentemente pelo IBGE, pois estes traçam um panorama geral de nossa população. Portanto, 
segundo o IBGE (2020), a expectativa de vida do brasileiro é de 76,6 anos:
 z a expectativa de vida dos homens é de 73,1 anos;
 z a expectativa de vida das mulheres de 80,1. 
Esses indicadores vêm aumentando desde a década de 40, período no qual a expectativa de vida do brasileiro 
era de 45,5 anos1. 
No que diz respeito à situação dos recém-nascidos, este fenômeno se repete. A mortalidade infantil (quando 
a criança vem a óbito antes de completar 1 ano de vida para cada grupo de mil nascimentos), é maior entre os 
meninos: 
 z entre os nascidos do sexo masculino, no ano de 2018, cerca de 13,8 não chegaram ao primeiro ano de vida;
 z entre as meninas, por sua vez, o número foi de 11,8 mortes a cada mil nascimentos2.
Esse padrão também se repete ao longo da vida: quando as mulheres completam 20 anos de idade, elas têm 
cerca de 4,5 mais chances de chegar aos 25 anos que um homem da mesma idade3. 
Essa diferença, de acordo com o IBGE, se explica pela alta taxa de homicídios, suicídios, acidentes de trânsito e 
outras mortes não naturais entre os indivíduos do sexo masculino. Ainda segundo o mesmo Instituto, as causas de 
mortes masculinas, a partir dos anos 80, começaram a ter um papel significativo na sociedade brasileira. Isso pode 
ser explicado pelo aumento populacional, agravamento da desigualdade social, aumento da criminalidade etc.
A mortalidade infantil, entretanto, também é um fator que tem consequência direta nas questões demográfi-
cas. Essas taxas apresentaram queda ao longo dos anos: 
 z em 2019, esse número era de 14,4 contra 14,9, em 2017, e 15,5, em 2015.
Observação: entre os números registrados em 2020, cerca de 85% representam crianças que morreram com 
menos de 1 ano. No ano passado, foram registradas 14 mortes a cada grupo de mil nascimentos, contra 17,2, em 
2010, de acordo com o IBGE. 
No Brasil, a redução total de mortalidade infantil e morte na infância deu-se da seguinte maneira: nos últimos 19 
anos, os índices registraram queda de 56,11% nas mortes de recém-nascidos e 59,8% nas de crianças de até cinco anos 
— dados do relatório da Unicef em 2020.
Com relação à expectativa de vida, o estado de Santa Catarina tem os maiores índices: 79,9 anos (3,3 anos acima da 
média nacional). O estado do Maranhão, por sua vez, apresenta a pior expectativa de vida, registrando 71,4, seguido do 
Piauí, com 71,6, e Rondônia, com 71,9. Isso significa que, para cada criança nascida no Maranhão, estima-se que ela viva 
em média 8,5 anos a menos do que uma criança nascida em Santa Catarina4. 
Ademais, sabe-se que todos os estados da região Nordeste têm dados abaixo da média nacional, ao contrário 
do que ocorre em todos os estados das regiões Sul e Sudeste, que registram expectativa de vida para populações 
acima da média nacional.
O envelhecimento da população nacional e, consequentemente, o aumento da expectativa de vida, pode ser 
explicado com o fenômeno da transição demográfica, responsável por registrar um aumento da expectativa de 
vida e uma queda nas taxas de natalidade.
O gráfico abaixo representa o aumento da expectativa de vida do brasileiro desde os anos 40: 
1 Sem considerar pandemia, IBGE calcula a expectativa de vida do brasileiro em 76,8 anosem 2020. G1, 2021. Disponível em: https://g1.globo.
com/saude/noticia/2021/11/25/expectativa-de-vida-do-brasileiro-ao-nascer-foi-de-768-anos-em-2020-diz-ibge.ghtml. Acesso em: 17. out. 2022.
2 dados do IBGE (G1, 2018).
3 Expectativa de vida do brasileiro ao nascer é de 76,3 anos em 2018, diz IBGE. G1, 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noti-
cia/2019/11/28/expectativa-de-vida-do-brasileiro-ao-nascer-foi-de-763-anos-em-2018-diz-ibge.ghtml. Acesso em: 17. out. 2022.
4 Menor do país, expectativa de vida do maranhense é de 71,4 anos. G1, 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noti-
cia/2020/11/26/menor-do-pais-expectativa-de-vida-do-maranhense-e-de-714-anos.ghtml. Acesso em: 17. out. 2022.
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Por outro lado, para se chegar a um nível de comparação entre saúde, renda e educação da população, utiliza-
mos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Este indicador foi criado pelo Programa das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento (PNUD), em 1990, e é calculado a partir da análise em conjunto da renda per capita, nível 
de escolaridade e expectativa de vida, segundo os padrões da ONU. 
O IDH é calculado de 0 (zero) a 1 (um), em que zero significaria nenhuma condição para o desenvolvimento 
humano, e um significaria condições totalmente adequadas para o desenvolvimento humano. Ou seja, quanto 
mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento do país, estado ou município (conforme podemos observar 
na Tabela 1).
Desse modo, a partir dos dados mais recentes disponibilizados pelo governo, na íntegra, chegamos à tabela 
abaixo. 
PAÍS/REGIÃO IDH (0,000 – 1,000) QUALIDADE DO INDICADOR
Brasil 0,754 Alto
Região Sul 0,830 Muito Alto
Região Sudeste 0,795 Alto
Região Centro-Oeste 0,789 Alto
Região Norte 0,683 Médio
Região Nordeste 0,659 Médio
Como podemos ver, o Brasil tem um IDH considerado alto para a média mundial (estamos em 84º de 191 países 
pesquisados pela ONU). Ao mesmo tempo, conseguimos observar que as macrorregiões brasileiras distinguem 
entre si a respeito desse indicador, tendo o Sul um IDH considerado muito alto, as regiões Sudeste e Centro-Oeste, 
um indicador alto, e as regiões Norte e Nordeste, indicadores abaixo das outras três, porém, mesmo assim, figu-
rando com IDHs médios. Grosso modo, isso quer dizer que, perante essa forma de avaliação proposta pela ONU, 
através da renda, saúde e educação, as duas últimas regiões apresentam uma qualidade de vida menor do que as 
outras. 
Ao mesmo tempo, é válido lembrarmos que esses valores estão em uma crescente desde a redemocratização, 
principalmente a partir do início do século XXI. O país apresentava, até 1990, indicadores configurando entre 
baixo e muito baixo (Figura 1).
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EVOLUÇÃO DO IDH DO BRASIL
1991
2010
MUITO BAIXO BAIXO
0-0,499 0,500-0,599 0,600-0,6990,700-0,799 0,800-1,00
MÉDIO ALTO MUITO ALTO
2000
2018
1991 a 2018
Figura 1 — Comparativo dos IDHs dos estados brasileiros entre 1990 e 2018 (fonte: Geopizza — Twitter)
Assim, fica notória a melhoria na qualidade de vida da população. Ao mesmo tempo, mesmo com a melhoria, é 
importante que esses índices, assim como a qualidade de vida real da população, continuem melhorando. Por isso 
é de extrema importância que informações, pesquisas e coletas de dados sejam não só incentivadas pelo governo, 
mas levadas a sério como mecanismos de análise e avaliação das condições de vida da população, rumo a políticas 
públicas mais coerentes e melhores. 
Movimentos Migratórios no Brasil
O deslocamento populacional interno (também conhecido como migração), ocorre, em nosso país, desde o 
período colonial. Porém, estes movimentos se intensificaram a partir do século XX, em especial após a 1ª Guerra 
Mundial (1914 — 1918).
Na história do Brasil, a economia foi caracterizada pelos ciclos ou fases, isto é, períodos nos quais um determi-
nado produto surgia e consolidava-se como o mais importante. Historicamente, há registro dos seguintes ciclos 
econômicos:
 z ciclo da cana-de-açúcar (séculos XVI e XVII);
 z ciclo da mineração ou do ouro (século XVIII);
 z ciclo da borracha (entre 1870 e 1910);
 z ciclo do café (final do século XIX e início do século XX).
Cada ciclo, no qual um produto ficava em evidência, dependia das condições do mercado externo (visto que os 
produtos eram voltados para exportação). Além disso, a produção necessitava de uma grande quantidade de mão de 
obra, fato este que, dentre outros, foi responsável pela ocorrência de grandes deslocamentos populacionais de diversas 
regiões do país para as áreas produtoras. Após a assinatura da Lei Áurea, que, teoricamente, colocou um ponto final na 
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escravatura, os fluxos e os deslocamentos populacionais aumentaram (o ex-escravo podia deslocar-se livremente pelo 
território, fato que, antes, não era possível). 
Entretanto, o maior volume de migrações inter-regionais se deu a partir da segunda metade do século XX. Dentre 
estas, as mais perceptíveis foram realizadas por nordestinos para os grandes centros econômicos da Região Sudeste. 
Essas migrações tiveram início ainda no século XIX, ocorreram em maior quantidade durante o século XX e persistem 
até os dias atuais, mesmo que em um ritmo menos acelerado. Veremos os motivos que contribuem para esse fenômeno 
mais adiante.
Esses movimentos migratórios deram-se, em especial, por conta do crescimento e desenvolvimento econômico 
alcançado pela Região Sudeste — a princípio com a lavoura de café, depois com os surtos industriais. Todavia, também 
contribuíram para com o deslocamento de nordestinos em massa para o sudeste alguns fatores repulsivos (que expul-
sam ou forçam a população a sair de uma determinada região), tais como:
 z o declínio que a economia do Nordeste vinha sofrendo há várias décadas;
 z fatores naturais, tais como a falta de chuvas e, consequentemente, a ocorrência de secas.
Ademais, no fim dos anos 50, a construção de Brasília serviu como um estímulo para a população nordestina migrar 
para a porção central do país (havia uma demanda de mão de obra elevada). 
Este fator fez com que, nos anos 60, a região Centro-Oeste fosse palco de uma das maiores correntes migratórias da 
nossa história.
No sul do país, por sua vez, o processo de modernização da agricultura (provocado pela mecanização do campo, 
utilização de máquinas no processo de produção agrícola, e a Revolução Verde), num espaço de concentração fundiária 
(onde as terras pertencem a uma pessoa ou a um grupo econômico), impulsionaram o deslocamento de pessoas para a 
região central do país.
Os fatores que contribuíram para a expansão da fronteira agrícola do Sudeste para o Centro-Oeste e, logo 
depois, para a região da Amazônia foram:
 z a construção de uma malha rodoviária que promoveu a integração das regiões do país;
 z o desenvolvimento de técnicas de correção dos solos do Cerrado;
 z a assistência realizada pelos engenheiros agrônomos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
(Embrapa);
 z os financiamentos por parte dos governos estaduais e federal.
A inserção das regiões Norte e Centro-Oeste no processo produtivo do país fazia parte de um conjunto de 
ações governamentais que tinham, como objetivo principal, promover a ocupação do interior do país e buscar a 
reduçãodas desigualdades existentes entre as regiões. Como proposta para auxiliar nesse processo, foram criados 
órgãos de planejamento e desenvolvimento regionais, especificamente para as regiões mais estagnadas do país. 
São exemplos:
 z a SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia); e
 z a SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
Além disso, a construção de grandes rodovias, como a Belém-Brasília, a Transamazônica e a Cuiabá-Santarém, 
associada à criação de projetos agropecuários e voltados à extração de recursos minerais, como, por exemplo, o 
Projeto Carajás (no Pará), foram algumas das medidas adotadas para inserir a região Amazônica no contexto de 
desenvolvimento nacional.
Alguns fatores, tais como a instabilidade política e econômica, principalmente nos anos 80, foram responsá-
veis por uma mudança de comportamento nos processos migratórios inter-regionais do país. Dentre estes, sabe-se 
que a crise econômica proporcionou a desconcentração produtiva, isto é, o deslocamento de indústrias e suas 
estruturas para o interior do país, por diversos motivos, tais como: 
 z busca de medidas para deslocar-se através da política de incentivos fiscais (redução de impostos) concedidos 
pelos governos municipais e estaduais; 
 z uso de mão de obra barata, encontrada na porção interior do país.
Porém, nas últimas décadas, foi possível perceber uma redução do deslocamento de nordestinos para São 
Paulo. Na década de 1980, pela primeira vez na história, o município registrou um saldo migratório negativo: a 
diferença entre o número de pessoas que saíram e o número de pessoas que chegaram, entre 1980 e 1991, foi em 
torno de 750 mil.
A maioria das pessoas que deixaram a metrópole do Sudeste foram para cidades do interior do próprio esta-
do, como Ribeirão Preto e Campinas. Além disso, muitas realizaram o fenômeno que, no estudo da demografia, 
ficou conhecido como migração de retorno (volta para as cidades de origem). Entre 1999 e 2004, cerca de 714 mil 
nordestinos deixaram o Sudeste e retornaram para a sua região natal (isso se deve ao fato de um maior desenvol-
vimento estar ocorrendo no Nordeste brasileiro).
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Onde Estão os Imigrantes?
Observe o mapa a seguir:
Saldos Migratórios, por Unidade da Federação 2005 — 2010
Rio Grande do Norte
Paraíba
Pernambuco
Alagoas
Sergipe
Espírito Santo
continente africano). Dessa forma, as terras localizadas a oeste dessa linha 
pertenceriam à Espanha e as terras localizadas a leste pertenceriam a Portugal.
Porém, o avanço das atividades conhecidas como Entradas, assim como também o avanço das Bandeiras, 
foram eventos importantes para a ocupação do interior do território por conta das atividades econômicas que 
vinham se desenvolvendo e pelo fluxo de pessoas que se deslocavam para essas áreas ocupadas por Portugal.
Esses eventos provocaram o processo conhecido como interiorização, e assim os portugueses violaram os 
termos presentes no acordo, facilitando por exemplo a construção de vilas, que no futuro serviriam para o deslo-
camento da fronteira das terras portuguesas para a direção oeste.
Veja, na tabela a seguir, informações sobre as Entradas e as Bandeiras:
ENTRADAS BANDEIRAS
Expedições organizadas pela Coroa Portuguesa, que 
antecederam as Bandeiras e possuíam os objetivos 
de explorar o território, auxiliar no mapeamento do 
território brasileiro, estabelecer novas áreas de currais 
para a criação de gado e novas terras para a prática da 
agricultura. Posteriormente, essas atividades passaram 
a ter objetivos variados, como, por exemplo: conquistar 
territórios ocupados por indígenas, capturar indígenas 
para o trabalho em lavouras, na mineração, a captura de 
escravos refugiados, dentre outros
As Bandeiras foram expedições realizadas entre 
os séculos XVI e XVII, financiadas por particulares, 
com os objetivos de também realizar o processo de 
ocupação do interior do país e capturar escravos que 
haviam fugido. Ainda, o principal objetivo era buscar 
áreas que possuíam reservas de ouro, tendo em vista 
que as primeiras expedições com esse objetivo foram 
realizadas logo após a descoberta das primeiras minas 
de ouro em MG. Posteriormente, os bandeirantes foram 
ocupando territórios no interior do país, para buscar 
novas reservas desse mineral
No mapa abaixo, pode-se observar os limites territoriais definidos através da assinatura do Tratado de 
Tordesilhas.
Espanha
LI
N
H
A 
DE
 T
O
RD
ES
IL
H
AS
Portugal
LINHA
DIVISÓRIA
SEGUNDO O
TRATADO DE
TORDESILHAS
Fonte: Google Imagens.
 z Tratado de Madrid (1750)
Visando definir novas fronteiras, portugueses e espanhóis realizaram um novo acordo. Entraria em vigor, 
nesse acordo, o princípio do uti possidetis (a posse da terra era garantida para aquele que a ocupasse), critério 
adotado para estabelecer novos limites territoriais.
Nesse novo acordo, os portugueses acabaram garantindo a posse das terras ocupadas além da linha de Torde-
silhas. Ocorreu também a troca dos territórios de Sacramento pelos territórios de Sete Povos das Missões (territó-
rios localizados na região Sul do país), conforme pode ser observado no mapa a seguir:
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Cuiabá
Assunção
Sete Povos das Missões
Buenos Aires
Rio de Janeiro
Laguna
Porto Alegre
Montevidéu
Colônia de Sacramento
Fonte: Google Imagens.
 z Tratado de Petrópolis (1903)
Durante o século XIX, ocorreram várias mudanças políticas em âmbito nacional, em especial a partir de 1822, 
quando o Brasil se torna independente de Portugal. Após esse evento houve a consolidação do Império, período 
em que ocorreu uma forte centralização política, evitando assim a fragmentação do território nacional.
No fim do século XIX, um importante ciclo econômico desenvolveu-se na região Amazônica (o Ciclo da Bor-
racha), que motivou a migração de milhares de pessoas para a região, indivíduos que vislumbravam através da 
exploração do látex uma forma de fazer fortuna e ter uma vida melhor. 
Ao navegar pela margem direita do Rio Amazonas, diversos grupos de seringueiros chegaram ao território 
boliviano e ocuparam a região. O processo de ocupação foi conflituoso e após diversos entraves, o governo bra-
sileiro, na figura do Barão de Rio Branco, negociou a compra das terras que hoje correspondem ao território do 
Estado do Acre.
Foi decidido o pagamento de uma indenização de dois milhões de libras esterlinas, e a construção de uma saí-
da para o Oceano Atlântico — a Ferrovia Madeira-Mamoré —, pois o país vizinho (Bolívia) havia perdido para os 
chilenos sua única saída para o mar.
A nova faixa pertencente ao território brasileiro encontrava-se — e ainda está assim — distante dos principais 
centros econômicos e políticos do país. Logo após a assinatura do acordo entre brasileiros e bolivianos, a região 
passou a ser considerada um território federal, subordinado à administração localizada no Rio de Janeiro.
No ano de 1962, o presidente João Goulart homologou a lei que colocava o território do Acre na condição de 
Estado da federação, passando assim a possuir administração própria e seus respectivos poderes (Executivo, 
Judiciário e Legislativo).
PERU
POVOAÇÕES
BATALHAS
FRONTEIRA FIXADA
COM O PERU EM 1909
TERRITÓRIO CEDIDO À 
BOLÍVIA
PERU
Km
Guaporé
RONDÔNIAMamoré
MadeiraAcre
Purus
Purus
Gregório
Ipixuna
Cruzeiro do Sul
Juruá
ACRE
laco
Tarauacá
Chandless
Sena Madureira
Porto Acre
RIO BRANCO
Xapuri
Santa Rosa
Abunã
Beni
(Seringa da Empresa)
AMAZONAS
Guajará Mirim
0 130
BOLÍVIA
PORTO RICO
QUESTÃO DO ACRE
STA. ROSAUcayale
Fonte: Google Imagens.
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DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 
BRASILEIRA
A divisão político-administrativa da República 
Federativa do Brasil se dá pela divisão entre União, 
estados, Distrito Federal e municípios, nos termos 
estabelecidos na Constituição Federal, de 1988.
A União, inicialmente, configura-se como o ente 
federativo que representa o governo nacional, ou seja, 
o nível mais amplo da Federação, responsável por coor-
denar, legislar e executar políticas de interesse geral e 
nacional. Por sua vez, a competência da União está sobre 
as áreas estratégicas que demandam uniformidade em 
todo o território nacional, como defesa, política externa, 
sistema monetário e diretrizes econômicas gerais.
Dessa maneira, atualmente, o Brasil tem 27 uni-
dades federativas, constituídas como 26 estados e um 
Distrito Federal, onde se localiza a capital do país, Bra-
sília. Ainda nesse sentido, as mencionadas unidades 
federativas estão organizadas em municípios que, por 
sua vez, em alguns casos específicos, podem ser sub-
divididos em menores unidades, que são os distritos. 
Atenção! Cumpre advertir as diferenças entre o 
Distrito Federal e os distritos municipais.
Distrito Federal trata-se de uma unidade autôno-
ma, assim como os estados, mas sem municípios. Essa 
unidade federativa abriga Brasília e tem governo pró-
prio, o qual acumula as funções estaduais e munici-
pais. Porém, vale destacar que os Poderes Executivo 
e Legislativo do Distrito Federal não se compõem da 
mesma forma que nos outros estados: quem exerce-
rá dados poderes nesta localidade é o governador e 
a Câmara Legislativa. A autonomia legislativa é dada 
por meio de uma lei orgânica em vez de uma Consti-
tuição Estatal. 
Por outro lado, os distritos municipais são 
subdivisões administrativas dentro dos municípios. 
Não têm autonomia ou governo próprio, de modo que 
dependem totalmente da prefeitura e das decisões 
da câmara de vereadores do município. Sua função 
é facilitar a administração local; no entanto, todas as 
leis e decisões emanam da sede do município.
Diante desse esclarecimento, é preciso retomar a 
divisão político-administrativa que se refere aos esta-
dos, que são chefiados por um governador e têm uma 
capital, onde estão localizadas as sedes de cada gover-
no. Além disso, organizam-see regem-se pelas consti-
tuições e leis que eventualmente adotem, observando 
sempre os princípios estabelecidos na Constituição 
Federal. Por fim, a sede do governo estadual é chama-
da de capital, e cada estado tem a sua.
Os municípios, por sua vez, constituem as unida-
des autônomas de menor hierarquia dentro da orga-
nização político-administrativa do Brasil. A criação, 
incorporação, fusão ou desmembramento serão reali-
zados somente por meio de lei estadual, verificando-se 
a continuidade territorial, a unidade histórico-cultu-
ral do ambiente urbano e os requisitos previstos em 
lei complementar estadual. Essas transformações 
dependem de consulta em determinados referendos 
ou plebiscitos.
Portanto, o Brasil é uma República federativa, 
com uma forma de governo republicana e descentra-
lizada em um sistema federativo. Ou seja, o país é divi-
dido em entes federativos — União, estados, Distrito 
Federal e municípios —, cada um com certa autono-
mia administrativa e política, estabelecida pela Cons-
tituição, como mencionado anteriormente.
Na prática, essa organização federativa permite 
que cada estado, Distrito Federal e municípios tenham 
competência para legislar em assuntos locais, desde 
que respeitem as observâncias constitucionais. A 
república, para o seu entendimento completo, implica 
que o Brasil adota a escolha de governantes por meio 
de decisões periódicas, com o chefe do Executivo (pre-
sidente da República) sendo eleito diretamente pelo 
povo, para mandatos com prazo determinado.
 HORA DE PRATICAR!
1. (IBFC – 2023) De acordo com os resultados do Censo 
Demográfico de 2022, há 23,8 pessoas por quilômetro 
quadrado no país. Com o aumento da população entre 
2010 e 2022, atingindo o total de 203,1 milhões de 
pessoas, a________do país passou de 22,43 para 23,8 
habitantes por quilômetro quadrado (km²) no mesmo 
período.
(adaptado de IBGE, 2023).
 Assinale a alternativa que preencha corretamente a 
lacuna.
a) Concentração urbana
b) Taxa de natalidade
c) Taxa de fecundidade
d) Densidade demográfica
e) Crescimento vegetativo
2. (IBFC – 2023) No Brasil, p por séculos a população 
rural foi maior que a urbana. Com a industrialização e 
as condições precárias de vida no campo, as pessoas 
saíram do campo em direção às cidades em busca de 
emprego nas fábricas.
 Esse fenômeno migratório é denominado:
a) Êxodo rural
b) Revolução Verde
c) Migração pendular
d) Mecanização agrícola
e) Migração sazonal
3. (IBFC – 2017) O estudo da evolução histórica da indús-
tria no Brasil permite compreender o desenvolvimento 
do setor, seus agentes e os interesses em disputa.
 Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa 
correta:
I. O período de 1930 a 1956 é caracterizado pela estraté-
gia governamental de implantação de indústrias esta-
tais nos setores de bens de produção e infraestrutura.
II. O Plano de Metas, promovido por Juscelino Kubits-
chek, privilegiou o transporte rodoviário e acentuou a 
concentração do parque industrial na região Sudeste, 
agravando os contrastes regionais.
III. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste 
(SUDENE) foi criada durante o regime militar em 1970, 
período conhecido por “milagre econômico”.
 Estão corretas as afirmativas:
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a) I, apenas
b) I e II, apenas
c) I e III, apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III
4. (IBFC – 2017) Assinale a alternativa que completa cor-
reta e respectivamente as lacunas.
 O sistema de transporte ferroviário é indicado para 
localidades de _______ extensão territorial, apresenta 
___________ custos em sua manutenção e ___________ 
custos em sua estruturação. Transporta pessoas, mer-
cadorias e cargas pesadas, com um consumo energéti-
co relativamente ___________. Oferece ___________risco 
de acidente e emissão de poluentes.
a) Grande – baixos – altos – grande – baixo
b) Pequena – altos – altos – grande – alto
c) Grande – baixos – altos – pequeno – baixo
d) Grande – baixos – altos – pequeno – alto
e) Pequena – altos – baixos – grande – baixo
5. (IBFC – 2017) O Brasil adota o horário de verão em 
diversas regiões do país com o objetivo de economi-
zar energia.
 Assinale a alternativa na qual está contida a principal 
razão para que não haja abrangência nacional desse 
instituto:
a) A maior duração da luminosidade natural durante o 
verão nos estados brasileiros mais distantes da linha 
do equador
b) A concentração de pólos consumidores de energia 
nas regiões Sudeste e Sul
c) O pleno atendimento da rede de energia elétrica nas 
regiões Norte e Nordeste
d) A vocação regional para o turismo, que não se benefi-
cia do instituto
e) A existência de quatro fusos horários distintos no país, 
e a complexidade em coordená-los
6. (IBFC – 2021) “As desigualdades econômicas e a difi-
culdade de determinadas regiões em se inserirem na 
economia nacional, possibilitou a ocorrência de uma 
urbanização diferenciada em cada uma das regiões 
brasileiras” (EDUCAÇÃO, 2020).
 Em relação à situação de domicílio da população nas 
diferentes regiões brasileiras, segundo dados do Censo 
Demográfico de 2010, assinale a alternativa correta.
a) Mais de 90% da região Sudeste vivia nas áreas urbanas
b) Mais de 80% da região Norte vivia nas áreas urbanas
c) Menos de 15% da região Nordeste vivia nas áreas 
rurais
d) Menos de 5% da região Sul vivia nas áreas rurais
7. (IBFC – 2023) O crescimento de regiões metropolita-
nas é um fato marcante da urbanização brasileira.
(SCARLATO, 2011)
 Assinale a alternativa que não corresponde a Regiões 
Metropolitanas (RM) localizadas nas regiões Norte ou 
Nordeste do Brasil.
a) RM de Belém
b) RM de Manaus
c) RM do Recife
d) RM de Salvador
e) RM de Goiânia
8. (IBFC – 2021) Leia o trecho de duas reportagens que 
tratam sobre o desmatamento na Amazônia.
 “Em janeiro de 2020, o Boletim de Desmatamento da 
Amazônia Legal (SAD) detectou 188 quilômetros qua-
drados de desmatamento na Amazônia Legal, um 
aumento de 74% em relação a janeiro de 2019, quando 
o desmatamento somou 108 quilômetros quadrados. 
Em janeiro de 2020, o desmatamento ocorreu no Pará 
(28%), Mato Grosso (26%), Rondônia (15%), Amazonas 
(13%), Roraima (13%), Acre (4%) e Amapá (1%). As flo-
restas degradadas na Amazônia Legal somaram 163 
quilômetros quadrados em janeiro de 2020, enquanto 
que em janeiro de 2019 a degradação florestal detec-
tada totalizou apenas 11 quilômetros quadrados. Em 
janeiro de 2020 a degradação foi detectada no Mato 
Grosso (78%), Pará (15%), Rondônia (2%), Roraima (2%), 
Acre (1%), Amazonas (1%) e Tocantins (1%). Em janei-
ro de 2020, a maioria (66%) do desmatamento ocorreu 
em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. 
O restante do desmatamento foi registrado em Assen-
tamentos (21%) Terras Indígenas (11%) e Unidades de 
Conservação (2%).” Fonte: Fonseca et al. (2020)
 “O IBAMA aplicou um terço a menos de multas a infra-
tores ambientais em 2019 do que no mesmo período 
do ano passado, segundo dados do próprio órgão. 
A queda no número de autuações coincide com um 
aumento dos registros de desmatamento e de incên-
dios florestais em 2019. Considerando todos os tipos 
de infração ambienta em todo o país, o IBAMA dimi-
nuiu em 29,4% as autuações até esta sexta-feira (23), 
quando comparado com o mesmo período de 2018.” 
Fonte: BBC (2019)
 Sobre os textos acima, considerando o tema da expan-
são das fronteiras agropecuárias e o desmatamento 
na Amazônia, assinale a alternativa incorreta.
a) O desmatamento da Amazônia ocorre principalmente 
para a produção de gado e soja, situação que pode no 
longo prazo afetar a dinâmica climática na região caso 
não seja controlado
b) A região é marcada por fortes disputas territoriais, 
envolvendo posseiros, produtores rurais latifundiá-
rios e minifundiários,movimentos sociais campesi-
nos e indígenas entre outros grupos. Isto, somado a 
articulação desta região ao mercado internacional via 
exportação, promove aumento da pressão por desma-
tamento para busca de novas áreas, visto a demanda 
crescente por soja e carne
c) O aumento do desmatamento em áreas de preserva-
ção, provavelmente tem relação com o discurso e a 
fiscalização mais branda do poder público em relação 
a este tipo de ação irregular
d) Esta situação pode levar a problemas para certifica-
ção, consolidação e abertura de novos mercados para 
os produtos agropecuários nacionais
e) Na região da Amazônia Legal, predominam em área e 
quantidade as propriedades de minifúndios, que são 
os principais responsáveis pelo desmatamento
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9. (IBFC – 2019) “De 1877 até 1911, houve um aumen-
to considerável na produção da borracha que, devido 
às primitivas técnicas de extração empregada, estava 
associado ao aumento do emprego de mão-de-obra. A 
borracha chegou a representar 25% da exportação do 
Brasil”.
(Portal São Francisco, 2019
 Quanto ao produto do extrativismo vegetal que se rela-
ciona ao texto, assinale a alternativa correta.
a) Pau-brasil
b) Carvão vegetal
c) Látex
d) Pinhão
10. (IBFC – 2021) Segundo a Constituição da República 
Federativa do Brasil de 1988, “todos têm direito ao 
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de 
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de 
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o 
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e 
futuras gerações” (BRASIL, 1988). No que se refere às 
informações contidas no capítulo XV do Meio Ambien-
te, Art. 225 da Constituição Federal de 1988, analise as 
afirmativas abaixo:
I. O Poder Público deve promover a educação ambiental 
em todos os níveis de ensino, assim como a conscien-
tização pública para a preservação do meio ambiente.
II. Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a 
recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com 
solução técnica exigida pelo órgão público competen-
te, na forma da lei.
III. As condutas e atividades consideradas lesivas ao 
meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físi-
cas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas.
IV. Não é função do Poder Público preservar a diversida-
de e a integridade do patrimônio genético do País 
 Assinale a alternativa correta:
a) As afirmativas I, II, III e IV são corretas
b) Apenas as afirmativas I, II e III são corretas
c) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas
d) Apenas as afirmativas III e IV são corretas
11. (IBFC – 2019) No período colonial, o território que 
hoje corresponde ao Acre pertencia à Bolívia, e o Peru 
também se considerava pertencente a uma pequena 
parcela dessa área. Após assinaturas de alguns acor-
dos referentes à legitimidade desse território, o Brasil 
adquiriu a região do Acre, em 1903, através da assina-
tura do Tratado de ___________.
(Mundo Educação, 2019
 Assinale a alternativa que completa corretamente a 
lacuna.
a) Petrópolis
b) Versalhes
c) Rio Branco
d) Tordesilhas
12. (IBFC – 2023) O Brasil é uma República Federativa 
organizada política e administrativamente em estados, 
municípios e distritos. Para administrar o país, existe 
uma divisão hierárquica em governos: _. Os 26 esta-
dos brasileiros, além do Distrito Federal, compõem a 
República Federativa do Brasil.
(adaptado de IBGE Educa, 2023).
 Assinale a alternativa que preencha corretamente a 
lacuna.
a) nacional, estatal e municipal
b) federal, municipal e estadual
c) federação, estadual e municipal
d) federal, estadual e municipal
e) republicano, municipal e estadual
13. (IBFC – 2023) “[...] é o desenvolvimento capaz de 
suprir as necessidades da geração atual, sem com-
prometer a capacidade de atender as necessidades 
das futuras gerações. É o desenvolvimento que não 
esgota os recursos para o futuro” (WWF, 2022). 
 Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o 
conceito descrito no texto.
a) Desenvolvimento sustentável
b) Reserva Legal
c) Terra Indígena
d) Unidade de Conservação
e) Reabilitação ambiental
14. (IBFC – 2023) “Mais carbono na atmosfera, na forma 
de Dióxido de Carbono - CO2 e também de metano 
(outro gás de efeito estufa), eleva a temperatura do 
planeta e intensifica o cenário das mudanças climá-
ticas. Desde meados do século XIX, a concentração 
de Dióxido de Carbono na atmosfera terrestre aumen-
tou quase 50% e a temperatura média do planeta ele-
vou-se em 1,1 grau Celsius (ºC)” (REVISTA PESQUISA 
FAPESP, 2022). 
 Entre as afirmativas abaixo, assinale a alternativa que 
apresenta aquelas que podem contribuir para a redu-
ção de gases do efeito estufa.
I. Reduzir o uso de combustíveis fósseis, como o etanol.
II. Ampliar o uso de energia solar, eólica e derivada da 
queima do carvão.
III. Reduzir o desmatamento e a degradação das florestas.
IV. Diminuir o consumo excessivo de carne.
 Podem contribuir para a redução de gases do efeito 
estufa:
a) Apenas I e II
b) Apenas II, III e IV
c) Apenas I, III e IV
d) Apenas III e IV
e) Apenas II e IV
15. (IBFC – 2019) “As Unidades de Conservação (UCs) 
são legalmente instituídas pelo Poder Público, nas 
suas três esferas (municipal, estadual e federal). Elas 
são reguladas pela Leinº 9.985, de 2000 [...]. Estão 
divididas em dois grupos: as de proteção integral e as 
de uso sustentável” (WWF BRASIL, 2019). 
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 Considere a seguir as afirmativasrelacionadas à Lei nº 
9.985 de 2000, que regulamenta as UCs no Brasil, atri-
buindo valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A Lei é intitulada Síntese Nacional das Unidades de 
Conservação no Brasil (SNUC).
( ) Um dos objetivos da Lei é proteger as espécies amea-
çadas de extinção no âmbito regional e nacional. ( ) 
A categoria Parque Nacional pertence ao grupo das 
Unidades de Proteção Integral.
( ) A categoria Área de Proteção Ambiental pertence ao 
grupo das Unidades de Uso Sustentável.
 Assinale a alternativa que apresenta a sequência cor-
reta de cima para baixo.
a) V, F, F, F
b) V, V, F, F
c) F, F, V, V
d) F, V, V, V
16. (IBFC – 2018) Em termos de atividades sísmicas o Bra-
sil é considerado um país estável, não por não haver ati-
vidades desta natureza, mas principalmente pela baixa 
magnitude destes eventos. 
 Assinale a alternativa que explique os motivos dessa 
condição corretamente:
a) A estrutura litológica da crosta brasileira é composta 
de modo a absorver as ondas sísmicas
b) O Brasil está localizado em uma zona de placas 
conservativas
c) O Brasil está localizado em uma zona de placas 
convergentes
d) O Brasil está localizado em meio a uma zona de placas 
divergentes
17. (IBFC – 2019) Considere a seguir as afirmativas rela-
cionadas aos tipos de clima do território brasileiro, 
atribuindo valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) O domínio equatorial está relacionado com a porção 
central do território brasileiro e os índices pluviométri-
cos podem variar entre 1000 e 3500 milímetros/ano. 
( ) O domínio tropical é marcado por uma alternância 
entre a estação seca e a estação chuvosa.
( ) O domínio semiárido é caracterizado por chuvas 
escassas, que ocorrem regularmente ao longo do ano.
( ) O domínio subtropical apresenta médias térmicas aci-
ma de 24ºC, temperaturas anuais acima de 2500 milí-
metros e ausência de estação seca.
 Assinale a alternativa que apresenta a sequência cor-
reta de cima para baixo.
a) F, V, V, F
b) F, V, F, F
c) V, V, V, F
d) V, F, F, V
18. (IBFC – 2023) O mapa abaixomostra a localização de 
uma Bacia Hidrográfica do Brasil.
Fonte: Agência Nacional de Águas, 2023.
 Assinale a alternativa que indica corretamente a Bacia 
Hidrográfica destacada no mapa.
a) Rio Amazonas
b) Rio Tocantins
c) Rio Paraná
d) Rio São Francisco
e) Rio Paraguai
19. (IBFC – 2022) É um hotspot de biodiversidade. Segun-
do bioma brasileiro em extensão, ocupando a porção 
central do território. Hoje, extensas áreas de vegetação 
natural foram convertidas em áreas agrícolas, em espe-
cial a soja. As estações chuvosa e seca são bem mar-
cadas, e as precipitações anuais estão acima de 1000 
mm (milímetros) (adaptado de CONTI; FURLAN, 2011). 
 Assinale a alternativa relacionada ao bioma citado no 
texto, de forma correta.
a) Chaparral
b) Pampa
c) Mata Atlântica
d) Cerrado
20. (IBFC – 2023) Em análises geográficas, são comumente 
utilizadas terminologias comuns à estatística (FERREI-
RA, 2014). Em relação a essas terminologias e suas apli-
cações em Geografia, assinale a alternativa incorreta.
a) População total: o tamanho da população, isto é, o 
número total de elementos. Exemplo: uma determina-
da região R
b) Elemento: é a menor unidade do qual é formado o 
todo. Exemplo: um município localizado na região R
c) Amostra: conjunto de elementos extraídos da popu-
lação total. Exemplo: um conjunto de dez municípios 
extraídos da região R
d) Variável: característica ou atributo descritor de um ele-
mento da população total. Exemplo: renda per capita 
de um município localizado na região R
e) Histograma de frequência: mapa que permite avaliar o 
padrão, a dispersão e a densidade de elementos. Exem-
plo: densidade de elementos dispersos na região R
 9 GABARITO
1 D
2 A
3 B
4 C
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5 A
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7 E
8 E
9 C
10 B
11 A
12 D
13 A
14 D
15 D
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18 D
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20 E
ANOTAÇÕES
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reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.NNO (norte noroeste), ONO (oeste noroeste).
Observe a rosa dos ventos a seguir.
NNO
ONO
OSO
SO
SSO SSE
SE
ESE
E
ENE
O
NO
NNE
NE
Fonte: InfoEnem (2019).
SISTEMA DE LINHAS IMAGINÁRIAS
Para conseguirmos nos organizar e localizar na super-
fície, foi desenvolvido um sistema de linhas imaginárias 
para facilitar nossos pontos de referência e localização.
As linhas verticais são os Meridianos, sendo o de 
Greenwich considerado o Meridiano central e divi-
sor dos hemisférios Oriental (leste) e Ocidental (oeste).
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2
Observe a figura a seguir:
Antimeridiano de
Greenwich
G
re
en
w
ic
h
Longitude
Leste
Longitude
Oeste
180º
0º
Fonte: Branco.
Os Meridianos a Leste possuem graus positivos; já 
os a Oeste possuem graus negativos. Em 0º, tem-se o 
Meridiano de Greenwich e, em 180º ou -180º, os opos-
tos (Leste e Oeste, respectivamente).
Além dos Meridianos, existem os Paralelos, que 
são as linhas horizontais. O Paralelo do Equador é o 
central e divisor dos hemisférios Norte e Sul. Observe 
a imagem a seguir:
0º
Latitude
Norte
Latitude
Sul
Equador
Fonte: Amante; Carlos.
LATITUDE, LONGITUDE E ALTITUDE
Baseado na distância entre os paralelos e meri-
dianos, há outra denominação para se referir ao dis-
tanciamento em graus. As latitudes são os graus de 
distanciamento entre os paralelos; já as longitudes 
são os graus de distanciamento entre os meridianos.
O cruzamento entre uma Latitude e uma Longitu-
de fornece o dado da coordenada geográfica.
O clima de um lugar é determinado pelos elementos 
e fatores climáticos, os quais agem diretamente sobre o 
clima, tais como: a temperatura, a chuva (e outros tipos 
de precipitação), a umidade do ar, os ventos e a pressão 
atmosférica. Esses elementos sofrem alterações devido 
à ação dos fatores climáticos, dentre os quais podemos 
destacar a latitude, a altitude, as correntes marítimas, 
a continentalidade, vegetação e o relevo.
 z Altitude: a temperatura também varia na razão 
inversa da altitude. Assim, quanto maior a altitu-
de, menor a temperatura do ar atmosférico;
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
As coordenadas geográficas permitem identificar a 
localização exata de um local. 
É esse sistema de Georreferenciamento que o 
GPS (global position system) utiliza, a partir da trian-
gulação de dados dos satélites, cruzando a localização 
latitudinal combinada à localização longitudinal. 
O sistema GPS é propriedade do governo dos Esta-
dos Unidos da América; seu uso é aberto, mas, em caso 
de necessidade ou em um eventual conflito, esse servi-
ço pode ser suprimido. Por isso, existe um sistema de 
propriedade do governo russo que realiza a mesma 
tarefa que o GPS, chamado GLONASS. Essas funciona-
lidades estão no nosso dia a dia; já que o uso dos celu-
lares é nosso principal meio de utilização de dados 
georreferenciados como o GPS ou GLONASS.
Veja o mapa a seguir, apresentando as coordena-
das geográficas:
Fonte: Barreto.
Combinando os dados da latitude com longitude 
é obtida a localização. a figura a seguir também traz 
coordenadas geográficas, mas, nesse caso, sua repre-
sentação gráfica está indicando a localização de algu-
mas capitais.
CAPITAL LATITUDE LONGITUDE
Brasília 15º46’48’’ S 47º55’45’’ O
Washington 38º54’15’’ N 77º01’02’’ O
Tóquio 35º41’22’’ N 139º1’31’’ L
Londres 51º30’26’’ N 00º07’39’’ O
Nova Deli 28º36’36’’ N 77º13’48’’ L
Fonte: Rossetto (2024).
REPRESENTAÇÃO: LEITURA E CONVENÇÕES
Como vimos até aqui, os mapas são a forma de 
representar um espaço. Para isso ocorrer de maneira 
organizada, existem alguns critérios a serem seguidos 
na produção de um mapa. Em conjunto com a ima-
gem apresentada, devem estar: título, legenda e esca-
la. Essas são os três itens básicos de um mapa, pois 
ele deve transmitir informações, não apenas imagens.
Existem diferentes tipos de projeções cartográfi-
cas; veremos alguns tipos a seguir:
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Projeção Plana ou Azimutal
Fonte: Sousa.
Essa projeção costuma ser utilizada para represen-
tar um hemisfério, normalmente centralizado a partir 
de um dos polos.
Seu uso mais famoso está na bandeira da Orga-
nização das Nações Unidas (ONU), por não seguir o 
padrão eurocêntrico (forma de representar o conti-
nente europeu na porção superior e ao “centro” em 
relação aos demais continentes) habitualmente utili-
zado na projeção cilíndrica.
Também pode ser utilizado para representar o mun-
do por completo, mas as áreas do polo oposto à porção 
centralizada serão muito distorcidas (ampliadas).
Projeção Cônica
Fonte: IBGE.
Projeção cônica é um tipo de projeção cartográfica 
na qual a superfície da Terra é representada através 
de um cone imaginário, que fica em contato com a 
esfera em um determinado ponto (paralelo), ou quan-
do o cone passa por dois paralelos distintos na esfera.
Projeção Cilíndrica
Fonte: IBGE.
Assim como a projeção plana ou azimutal, esse 
modelo é normalmente utilizado para representação 
de um hemisfério, senão, causará a distorção observa-
da nessa imagem, na qual o polo Sul (oposto ao norte 
centralizado) aparece ampliado e distante em relação 
ao norte.
Esse modelo é mais utilizado para representar o 
mundo por completo com seus hemisférios em um 
planisfério, pois causa a menor distorção entre os 
hemisférios. Por ter seu uso mais intenso, existem 
diferentes técnicas de reproduzir essa projeção. Den-
tre elas, três formas são as mais utilizadas:
 z Modelo Conforme:
Fonte: Jesus (2018).
Desenvolvida pelo cartógrafo e matemático Gerhard 
Mercator no século XVI, foi a primeira representação a 
ampliar os territórios além do Velho Mundo (termo utili-
zado para se referir a Europa, Norte da África e Oriente 
Médio, no período prévio a Expansão Marítima).
O objetivo principal era manter os ângulos e con-
tornos dos territórios, pois seu uso era, na época, 
voltado à navegação. Contudo, essa necessidade de 
manter os contornos próximos à realidade acaba por 
ampliar as áreas próximas aos polos.
Isso ocorre por conta da ampliação dos Paralelos 
mais distantes do Equador; por conta dessa carac-
terística, essa projeção recebe a denominação de 
“Conforme”.
 z Projeção Equivalente:
Fonte: Pena.
Essa representação foi criada por Arno Peters no 
século XX. Embora não fosse um cartógrafo, a pro-
jeção de Peters tinha por finalidade representar os 
espaços de maneira fiel ao tamanho dos territórios.
Para cumprir esse objetivo, a projeção de Peters 
preserva os tamanhos dos continentes, mas acaba 
perdendo os ângulos e contornos detalhados da pro-
jeção conforme.
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 z Projeção Conforme não equidistante:
Fonte: Pena.
O estadunidense Arthur Robinson é o responsável por essa projeção. Seu objetivo é equilibrar a relação tama-
nho territorial versus ângulos e contornos. Para conseguir alcançar esses objetivos, essa projeção utiliza Paralelos 
retos e Meridianos curvos, quanto mais distantes do central Greenwich.
Por mesclar as principais características de Mercator e Peters, essa projeção é atualmente a mais utilizada em 
livros e publicações quando se representa o mundo em planisférios.
Projeção Afilática
Nesse tipo de projeção, não há manutenção dos tamanhos, contornos e áreas dos territórios, mas são minimi-
zadas as distorções do conjunto (o mapa por completo).
Fonte:Mundo Vestibular.
Projeção Equidistante
São preservadas as distâncias, mas há distorção dos contornos e ângulos dos territórios.
Fonte: Objetivo.
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Anamorfose
Tipo de representação cartográfica que utiliza distorções propositais das formas dos territórios para represen-
tar os temas a serem expostos. É um tipo de cartografia temática; embora diferentes do habitual, são representa-
ções muito utilizadas para transmitir informações. Observe os exemplos:
Brasil
Índia
Nigéria
Paquistão
Indonésia 
Filipinas
Bangladesh
Etiópia
China
Japão
Vietnã
IrãTurquia
Rússia
Egito
Alemanha
Estados
Unidos
México
até 25 000,0
25 000,1 - 75 000,0
75 000,1 - 150 000,0
150 000,1 - 325 000,0
mais de 1 339 180,1
Anamorfose - mundo 
população total - 2017
(mil habitantes)
Fonte: IBGE Educa.
Essa Anamorfose representa a população absoluta dos países; repare como o Canadá e a Austrália ficam redu-
zidos, embora sejam o segundo e sextos maiores países do mundo em extensão territorial (respectivamente). 
Nessa Anamorfose, ficam reduzidos por conta da pequena população que possuem. 
A Anamorfose a seguir representa os maiores produtores de petróleo, conforme descrito na legenda.
Canadá
Brasil
Iraque
Kuwait
Emirados
Árabes 
Unidos
Irã
México
Venezuela Nigéria
Argélia Catar
Angola
omã
casaquistão
Reino 
Unido
Nóruega
Estados Unidos
Arábia Saudita
Rússia
China
104,0 - 1 000,0
1 000,1 - 2 000,0
2 000,1 - 5 000,0
5 000,1 - 12 354,0
Anamorfose - mundo 
produção de petróleo
(mil barris/dia)
Austrália
Fonte: IBGE Educa.
A seguir, tem-se uma anamorfose da densidade demográfica do Brasil, comparada a um mapa tradicional:
Figura 11: População total (número de habitantes), 
por Estado, em 2017
Figura 12: Anamorfose geográfica do tema população 
total , em 2017
População total - 2017
(mil habitantes)
466,0 - 1 000,0
1 000,1 - 5 000,0
5 000,1 - 10 000,0
10 000,1 - 22 000,0
45 103,1
466,0 - 1 000,0
1 000,1 - 5 000,0
5 000,1 - 10 000,0
10 000,1 - 22 000,0
45 103,1
CE
GO
MA
PI
DF
MT
RO TO
AP
MS
AM PA
PE
RN
PS
AL
SE
ES
BA
MG
RJ
PR
RS
SC
SP Anamorfose - Brasil população 
total - 2017 (mil habitantes)Minas 
Gerais
Santa 
Catarina
Rio de
Janeiro
Paraná
Rio Grande
do Sul
bahia
Goiás
Pará
Amazonas
Mato Grosso
Mato Grosso
do sul
Tocantins
Piauí
CearáMaranhão
Distrito
Federal
Acre
AmapáRoraima
Rondônia
São Paulo
Espírito
Santo
Sergipe
Alagoas
Paraíba
Pernambuco
do norte
Rio Grande 
Fonte: IBGE Educa.
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LEGENDAS
Os mapas, além de apresentarem um local, quase 
sempre transmitem informações; as legendas são manei-
ras de representar as informações contidas nos mapas.
Na cartografia, uma das principais maneiras de 
transmitir informações por mapas e cartas gráficas 
é utilizar legendas, que são itens obrigatórios. Elas 
podem ser utilizadas por meio de símbolos ou cores.
As legendas são importantes por permitirem 
incluir nos mapas diversas informações sem a neces-
sidade da escrita, que tornaria o mapa confuso e 
repleto de palavras, o que provavelmente dificultaria 
sua interpretação.
Quando são adequadamente utilizadas, as legen-
das fornecem dados acerca de acontecimentos ou ele-
mentos existentes no Espaço Geográfico.
A simbologia a ser utilizada é escolhida com base 
nos critérios relacionados às necessidades de cada 
mapa. Alguns exemplos: divisão de áreas, indicar 
atividades comerciais/industriais ou mesmo indicar 
aspectos sociais.
São três tipos principais de signos cartográficos: 
lineares, zonais e pontuais.
Símbolos lineares
Fonte: Pena.
Normalmente, são utilizados para representar ele-
mentos naturais ou construções humanas, como rios, 
estradas, ferrovias, ruas. Além de representarem os itens 
informados na legenda, podem transmitir informação 
quantitativa ao modificar sua espessura para isso.
Símbolos Zonais
 
Fonte: Pena.
Esse tipo de símbolo é utilizado principalmen-
te para indicar área ocupada, quando a extensão e 
largura são importantes. Podem indicar regiões ou 
diferenciações naturais no relevo, como variação de 
cobertura vegetal, climático etc.
Símbolos Pontuais
Fonte: Vecteezy.
Os símbolos pontuais podem ser variados e sua 
representação é praticamente infinita, basta identifi-
car o símbolo na legenda.
Veja as três formas de legendas juntas:
Figura 1
Figura 2
Pontos
Pontos
Linhas
Linhas
Áreas
Áreas
Adaptado de: Exercícios Web.
ESCALA
Mesmo com intenso uso de tecnologia atual, os 
mapas podem ser importantes meios de orientação 
no espaço, podendo fazer parte de planejamento de 
viagens, por exemplo.
Portanto, sua representação deve ser fiel ao espaço 
real. As escalas representam o volume de proporção 
do espaço representado em relação ao espaço natural, 
por isso, sua correta interpretação é importante.
Quanto maior a redução do local representado, 
maior será o denominador da escala, assim indican-
do um mapa menor, pois, para representar uma área 
muito grande, o espaço real é muito reduzido e, con-
sequentemente, apresenta menor riqueza de detalhes 
do local.
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Em contrapartida, mapas com escala pequena são 
maiores, pois o espaço demonstrado foi menos reduzi-
do, demonstrando, assim, maior detalhamento do local.
Como exemplo, imagine um mapa do Brasil. Para 
representar o país em uma folha, seu tamanho foi mui-
to reduzido; nessa redução, muitos detalhes do espaço 
ficam impossíveis de serem observados. Logo, temos 
uma pequena escala cartográfica e um mapa pequeno.
Agora, imagine um mapa da cidade de Santos, em 
São Paulo. Por possuir um tamanho territorial muito 
menor que o país, um mapa desse município é menos 
reduzido em relação ao do Brasil. Esse mapa preservará 
melhor os detalhes do local, terá uma escala cartográfica 
grande e, consequentemente, será um mapa maior.
Podem ser utilizados dois tipos distintos de escala: 
a gráfica e a numérica.
Escala Gráfica
Escala
25 50 Km
0
0
0
3
3
6
6
9 Km
ou
9
quilômetros
Adaptado de: Blogger (2021).
Esse tipo de escala faz a proporção de um centímetro 
do mapa em relação ao espaço da realidade. É importan-
te ter atenção à unidade de medida representada, se é 
uma proporção relativa a quilômetros ou metros.
Na primeira imagem, é representada uma pro-
porção de um centímetro, equivalente a vinte e cinco 
quilômetros da realidade. Na segunda, a escala repre-
senta uma proporção de um centímetro relativo a três 
quilômetros no espaço real. Escala numérica:
Numerador
Denominador 
1 : 50000
(área do mapa)
(área real)
Adaptado de: Bezerra.
Importante!
Quando não houver indicação da unidade de 
medida na escala, deve ser sempre considerado 
centímetro como a unidade representada.
Nas escalas numéricas como a representada na 
imagem, quando não há indicação da unidade de 
medida do denominador, deve-se sempre considerar 
uma medida em centímetros. Ou seja, um centímetro 
do mapa é equivalente a cinquenta mil centímetros 
do espaço real.
Em questões de concurso, normalmente é neces-
sário converter essa medida para metros ou quilôme-
tros, logo, é preciso realizar a divisão. 100 centímetros 
correspondem a um metro, e 1000 metros correspon-
dem a um quilômetro. Dessa maneira, na imagem que 
apresentaa escala gráfica de 1:50000, um centímetro 
do mapa equivale a quinhentos metros do espaço real, 
ou meio quilômetro.
Veja outros exemplos:
ESCALA NUMÉRICA ESCALA GRÁFICA
1 : 500 000 0___5___10km
Lê-se da seguinte forma: 
1cm no mapa equivale a 
500 000 cm na realidade
Lê-se da seguinte forma: 
1 cm no mapa equivale 
a 5 km na realidade ou 2 
cm no mapa equivalem a 
10 km na realidade
Ou seja, a realidade foi 
reduzida 500 000 vezes
ESCALA 1:5 000
0
0
0 50 100 150 200 300250 350
2 4 6 8 10 12 14
5 10 15 20 25 30 m
16 Km
400 Km
ESCALA 1:200 000
ESCALA 1:5 000 000
Adaptado de: Bezerra.
Esse último exemplo conta com a escala numé-
rica combinado a escala gráfica. Podemos observar 
a conversão da escala numérica para o espaço real; 
na primeira demonstração, um centímetro da escala 
equivale a cinco mil centímetros do espaço real. Con-
vertendo para metros, tem-se a distância de cinquenta 
metros do espaço real.
Na segunda demonstração, a escala numérica apre-
senta um centímetro correspondente a duzentos mil 
centímetros; ao converter, resulta-se uma distância de 
dois quilômetros do espaço real. Por fim, a proporção 
representada é de um centímetro da escala para cinco 
milhões de centímetros, correspondentes a cinquenta 
quilômetros do espaço real.
OUTRAS PRODUÇÕES DE CARTOGRAFIA:
 z Planta: normalmente utilizada na área da cons-
trução civil, é um tipo de representação do espaço 
em escala grande, ou seja, pouquíssima redução 
do local representado, conseguindo transmitir 
com detalhes o local;
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 z Carta: utilizada especialmente em atividades de 
gestão e planejamento, é um tipo de reprodução 
de escalas médias e grandes; são reproduções 
detalhadas dos locais representados, normalmen-
te utilizando simbologia para isso;
 z Croqui: simples representações do espaço, sem 
focar em técnicas específicas da cartografia, como 
escala; esse tipo de representação é um “resumo” 
com informações sobre os locais representados.
ASPECTOS FÍSICOS DO BRASIL E MEIO 
AMBIENTE
GRANDES DOMÍNIOS DE CLIMA, VEGETAÇÃO, 
RELEVO E HIDROGRAFIA: ECOSSISTEMAS
A fitogeografia (do grego, phytón — planta) é o 
ramo da geografia responsável por realizar o estudo 
da distribuição dos vegetais na superfície da Terra. 
No Brasil a vegetação original que cobria o território 
nacional foi, em uma grande extensão territorial do 
país, desmatada por conta de atividades antrópicas 
(realizadas pelos seres humanos). 
Ao longo da história do nosso país, medidas foram 
tomadas para reduzir os níveis de desmatamento que 
ocorreu de forma desordenada e que ocasionou em 
um desequilíbrio do clima e de toda a cadeia ecológica.
BIOMA AMAZÔNICA
BIOMA CERRADO
BIOMA
MATA ATLÂNTICA
BIOMA
PAMPA
BIOMA 
CAANTIGA
BIOMA PANTANAL
Adaptado de: Porto (2019).
No Brasil, podemos classificar as formações vege-
tais em três grupos:
FORMAÇÕES FLORES-
TAIS OU ARBÓREAS
Grupo de espécies cons-
tituídas de árvores de 
grande porte
FORMAÇÕES 
ARBUSTIVAS
Árvores de pequeno 
porte (arbustos) e herbá-
ceas (plantas com caule 
de consistência mole)
FORMAÇÕES COMPLE-
XAS E LITORÂNEAS
Coberturas vegetais 
que revestem o litoral 
brasileiro
A partir de agora, veremos as principais caracte-
rísticas de cada um dos tipos de vegetação presentes 
no território brasileiro.
Formações Florestais ou Arbóreas
 z Floresta Latifoliada Equatorial ou Floresta 
Amazônica
Esta floresta ocupa quase 40% do território nacio-
nal, e vem sofrendo com a prática do desmatamento 
intenso ao longo dos últimos anos. A Floresta Amazô-
nica tem como principais características: mata hetero-
gênea, com milhares de espécies de vegetais, sempre 
perene (as folhas se mantêm verdes o tempo todo e 
não ocorre a perda das folhas pelas árvores); é uma 
floresta densa, intricada (com plantas que ficam bem 
próximas umas das outras), dividida em três andares 
ou camadas (vegetação estratificada) de acordo com a 
proximidade dos rios, segundo a classificação a seguir:
 � Mata de Igapó: esta vegetação é encontrada ao 
longo dos rios e é inundada de forma perma-
nente pelas cheias fluviais (do rio);
 � Mata de Várzea: vegetação que está sujeita a 
inundações ao longo dos rios;
 � Mata de terra firme ou Caeté: vegetação 
encontrada em áreas com maior altimetria 
do relevo (baixos planaltos). Essas áreas estão 
livres de inundações dos rios.
Como destaque das principais espécies vegetais da 
Amazônia, temos: seringueira, castanheira, guaraná, 
cacaueiro, dentre outras.
Fonte: Veja.
 z Floresta Latifoliada Tropical ou Mata Atlântica 
A Mata Atlântica, também conhecida como flores-
ta latifoliada tropical, foi explorada de forma intensa, 
principalmente durante o período colonial — devido 
à extração de pau-brasil — e praticamente não exis-
te mais. Além do pau-brasil, eram presentes também 
neste tipo de vegetação plantas de madeira nobre.
O que ainda resta da Mata Atlântica são alguns tre-
chos localizados nas encostas da Serra do Mar. Além 
do pau-brasil, como dito anteriormente, podemos 
encontrar espécies como: cedro, ipê, jacarandá, pero-
ba etc.
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Fonte: Martins (2018).
 z Mata de Araucárias ou Mata dos Pinhais
Esta vegetação se localiza ao longo do Planalto 
Meridional (regiões Sul e Sudeste), com uma extensão 
que vai do estado de São Paulo até o Rio Grande do 
Sul, embora a sua maior concentração esteja no esta-
do do Paraná.
Conhecida como Mata de Araucária ou Floresta dos 
Pinhais (grande presença de pinheiros), é uma forma-
ção vegetal presente no clima subtropical, é homogê-
nea e espaçada e suas folhas têm formato de agulha 
(aciculifoliadas). Neste tipo de floresta encontramos 
espécies vegetais como: pinheiro, erva-mate etc.
Fonte: Koch (2022).
 z Mata dos Cocais
Os cocais, também conhecidos como palmeiras, 
localizam-se em grandes extensões nos estados do 
Maranhão e Piauí. É uma vegetação de transição entre 
a Floresta Amazônica e a Caatinga no sertão nordes-
tino. Suas principais espécies são o babaçu e a car-
naúba, mas aparecem também espécies como: tucum, 
buriti, açaí, oiticica etc.
A vegetação dos cocais está localizada na parte 
ocidental do Nordeste; é uma importante fonte de 
obtenção de renda para as populações locais, pois é 
explorada e utilizada na produção de cosméticos e 
combustível (como o biodiesel). Em regra, a vegetação 
está distribuída da seguinte forma: o babaçu é encon-
trado em maior quantidade no Maranhão e na parte 
ocidental do Piauí, enquanto a carnaúba está presente 
na porção oriental do Piauí até o estado do Rio Grande 
do Norte.
Fonte: Miranda (2014).
 z Matas de Galerias ou Ciliares
Conhecidas como as pequenas florestas que se 
desenvolvem ao longo dos cursos dos rios, são encontra-
das em diversas partes do território brasileiro. Quanto 
mais próximas dos cursos d’água, maior é a diversida-
de desta vegetação. São vegetações fechadas e ricas. À 
medida que ocorre o afastamento do leito do rio, ocor-
re a redução da umidade, e aos poucos vão aparecendo 
novas espécies que são menos necessitadas de água.
São encontradas espécies como: sapucaia, paxiúba 
e palmeiras.
Fonte: Couri (2016).
Formações Arbustivas e Herbáceas
 z Caatinga
A Caatinga, também conhecida como mata branca, 
é o tipo de vegetação presente no Sertão Nordestino 
ou Nordeste semiárido (região com poucas chuvas, são 
escassas e são distribuídas de forma irregular ao longo 
do ano). As principais características da Caatinga são:
 � vegetação com árvores e arbustos espinhentos 
ou que perdemas folhas durante a estação seca;
 � São plantas xerófilas (vegetação que se adapta 
a ambientes secos);
 � presença de arbustos associados às cactáceas e 
às bromeliáceas;
 � vegetação com caules a galhos tortos, raízes 
profundas e em grande quantidade.
 � os solos nessa região quase sempre são pedre-
gosos, e são de pequena espessura.
Na Caatinga, as espécies que podemos destacar são:
 � Árvores e arbustos: angico, juazeiro, umbuzeiro;
 � Cactáceas: mandacaru e xiquexique;
 � Bromeliáceas: macambira e caroá.
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Fonte: Vertente (2023).
 z Cerrado
A vegetação Cerrado está localizada principalmen-
te na região central do país, porém pode ocorrer a 
presença deste tipo nos estados de Minas Gerais, São 
Paulo, Bahia, totalizando áreas que podem chegar a 
2.000.000 km².
O Cerrado tradicional é composto por vegetação de 
árvores e arbustos que estão associados a uma vege-
tação baixa inferior, formada basicamente por gramí-
neas (vegetação rasteira).
O tipo climático presente nas áreas onde ocorre o 
predomínio do Cerrado é o tropical subúmido, com 
duas estações bem distintas — uma chuvosa e outra 
seca. Os solos do Cerrado são em grande parte pobres e 
de baixa fertilidade (devido aos altos índices de acidez).
É comum a presença das seguintes espécies de 
vegetais: pau-terra, barbatimão e as gramíneas ou 
vegetação rasteira.
Fonte: Shutterstock.
 z Campos
No Brasil, os campos, também conhecidos como 
Pampas, estão presentes na região Sul do país, em 
áreas com o relevo suave (pequenas alterações na alti-
metria — altura). Podem se apresentar de forma con-
tínua (somente com gramíneas) ou com a presença de 
pequenos arbustos que ficam isolados na paisagem, 
que formam os chamados campos sujos. 
Dentre as atividades econômicas desenvolvidas 
nesta região, temos destaque para a pecuária exten-
siva — gado criado solto em grandes extensões de ter-
ras —, e a monocultura: soja ou arroz.
Como espécies presentes neste tipo de vegetação, 
destacam-se: barba-de-bode, gordura, mimosa, for-
quilha, flecha.
Fonte: Curado (2018).
Formações Complexas e Litorâneas
 z Complexo do Pantanal
Denomina-se Complexo do Pantanal o conjunto de 
diversas formações de vegetação que estão presen-
tes na área do Pantanal Mato-Grossense. Nesta região 
ocorrem inundações em períodos do ano, o que possi-
bilita a existência de três tipos de áreas: as áreas que 
estão sempre alagadas, as áreas que são periodicamen-
te alagadas e as áreas que estão livres de inundações.
Como espécies de vegetais aqui nesta região, des-
tacam-se os diversos tipos de palmeiras do cerrado, 
paratudo, capim-mimoso e vários bosques chaque-
nhos, com a presença de quebracho e do angico, den-
tre outros tipos.
Fonte: Vargueiro (2019).
 z Vegetação Litorânea
No litoral brasileiro, existem dois tipos de vegeta-
ção. Veremos a seguir cada uma delas:
 � Vegetação das praias e das dunas (jundu): 
são vegetações arbustivas e herbáceas que con-
seguem sobreviver em solo arenoso, sofrendo 
fortes influências da ação do mar (por meio das 
marés e dos ventos). Nas praias a vegetação é 
mais mirrada (pobre — grande quantidade de 
sal e poucos nutrientes), enquanto nas dunas 
a vegetação é mais diversificada e contínua, 
por conta da maior quantidade de nutrientes e 
menor quantidade de cloreto de sódio presente 
na água do mar.
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Fonte: Campos.
 � Uma outra vegetação presente na faixa litorânea 
é o mangue. Esta vegetação está presente em fai-
xas litorâneas com clima tropical e que sofrem a 
ação das marés ou da água salobra (salgada). As 
vegetações são halófilas (ambientes salinos).
DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL
Domínios morfoclimáticos seguem a classificação 
estabelecida pelo estudo realizado em 1977 pelo geó-
grafo Aziz Nacib Ab’Saber (1924-2012) com base em 
critérios climáticos, geomorfológicos, pedológicos, 
hidrológicos e fitogeográficos sobre o território brasi-
leiro. Sendo assim, considerou-se: clima, relevo, solo, 
hidrografia e vegetação de forma integrada.
Os domínios morfoclimáticos do Brasil, segundo 
Ab’Saber, são:
Amazônia
 z Vegetação: floresta equatorial latifoliada (folhas 
grandes e que produzem evapotranspiração, flo-
resta densa e fechada);
 z Clima: equatorial (médias térmicas e pluviométri-
cas elevadas durante o ano todo); 
 z Hidrografia: Bacia Amazônica (rios de planalto, de 
planície e Aquífero Alter do Chão); 
 z Relevo: Planalto da Guiana e Planalto Central na 
borda, Planície Amazônica e Depressão Periférica 
mais próximas ao Rio Amazonas;
 z Solo: lixiviação (efeito das chuvas que “empurra” 
os minerais para o fundo), muita matéria orgânica, 
pobre em minerais.
Cerrado
 z Vegetação: árvores caducifólias (folhas caem entre 
outono e inverno), predominância de arbustos e 
árvores baixas com raízes profundas;
 z Clima: tropical típico (inverno seco e frio, verão 
quente e chuvoso);
 z Hidrografia: Bacia do Araguaia-Tocantins, Bacia 
do Prata e Bacia do Rio São Francisco, Aquífero 
Guarani;
 z Relevo: Planalto Central, chapadas sedimentares 
dos Guimarães, dos Parecis, das Mangabeiras e 
Espigão Mestre;
 z Solo: laterização (oxidação causada pelo regime de 
chuvas).
Caatinga
 z Vegetação: xeromorfismo (plantas que retêm água);
 z Clima: semiárido (elevadas médias térmicas, 
médias pluviométricas baixas e mal distribuídas ao 
longo do ano);
 z Hidrografia: Bacia do Rio São Francisco, rios inter-
mitentes (que secam em um determinado período) 
e açudes;
 z Relevo: Depressão Sertaneja e Planalto da 
Borborema;
 z Solo: pouco desgastado e rico em minerais.
Mares de Morros
 z Vegetação: Floresta Tropical Latifoliada (Mata 
Atlântica);
 z Clima: Tropical Úmido (inverno ameno e chuvoso, 
verão seco e quente) no litoral e Tropical de Altitude 
(verão quente e chuvoso, inverno seco e ameno) no 
interior; 
 z Hidrografia: Bacia Atlântico Leste, Bacia Atlântico 
Sudeste, Bacia do Rio São Francisco, Bacia do Para-
ná, possuem alto potencial para hidrelétricas;
 z Relevo: serras graníticas com forma mamelonar 
por conta da ação da erosão;
 z Solo: ocorrência do solo de Terra Roxa, originada 
nas erupções do Período Terciário.
Mata das Araucárias
 z Vegetação: aciculifoliadas (folhas pontiagudas, 
copas altas e tronco alongado);
 z Clima: subtropical úmido (chuvas bem distribuídas 
ao longo do ano e temperaturas amenas);
 z Hidrografia: Bacia do Paraná;
 z Relevo: Planalto Meridional;
 z Solo: ocorrência de Terra Roxa e alta fertilidade.
Pradaria
 z Vegetação: gramínea e arbustiva; 
 z Clima: subtropical úmido;
 z Hidrografia: Bacia do Uruguai;
 z Relevo: planícies do sul, ondulações e colinas.
Zonas de Transição ou Ecótonos
Áreas que possuem mescla de características de 
mais domínios morfoclimáticos, como Pantanal, Agres-
te, Mata dos Cocais e região Roraima-Guianense.
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO AGRÁRIO
O estudo do espaço agrário é uma vertente da geo-
grafia que foca na investigação das dinâmicas econô-
micas associadas à produção agrícola e na maneira 
como elas se distribuem no território. 
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A sua função é auxiliar na compreensão das 
diferentes atividades agrícolas e de como elas se 
desenvolvem e analisar a disposição, organização e 
configuração da produção e dos espaços rurais. Ou 
seja,é a verificação do funcionamento das atividades 
econômicas no espaço agrário. 
ATIVIDADES ECONÔMICAS
As atividades econômicas no espaço agrário englo-
bam todas as fases do ciclo de produção agrícola, des-
de a semeadura e o cuidado com as plantações até a 
colheita, o beneficiamento, a logística e a venda dos 
itens agrícolas. Por sua vez, as atividades são essen-
ciais para suprir a necessidade de alimentos, fibras, 
energia e outros produtos oriundos do meio agrícola. 
Posto isso, existem diferentes formas de ativida-
des econômicas no espaço agrário, de forma que cada 
uma delas conta com a adaptação às peculiaridades 
do local, sejam elas geográficas, climáticas, tecnológi-
cas ou, até mesmo, socioeconômicas. 
Para o seu melhor entendimento, a seguir veja 
algumas dessas atividades que se relacionam ao espa-
ço agrário, mais especificamente. 
Agricultura de Subsistência
Caracteriza-se pela produção destinada ao consu-
mo de um grupo, envolvendo o trabalho de pequenos 
produtores em lavouras. Nessa prática, os agriculto-
res cultivam alimentos para atender às suas necessi-
dades essenciais e assegurar a subsistência familiar. É 
frequente em áreas menos desenvolvidas e em comu-
nidades tradicionais.
Ainda, é preciso enfatizar que, caso o cultivo se 
estenda além da plantação, alcançando a criação de 
animais, a prática tomará o nome e forma de agrope-
cuária de subsistência. Posto isso, tanto a agricultura 
quanto a agropecuária de subsistência são realizadas 
por pequenos produtores que consomem os produtos 
cultivados.
Fonte: Toda Matéria.
Foto: Divulgação/Governo do Piauí.
Ademais, para se configurar como produção agrí-
cola voltada à subsistência, é necessário que haja 
características, tais como:
 z ser realizada por pequenos produtores; 
 z obter produção limitada e baixa; 
 z ter como finalidade principal o suprimento às 
necessidades alimentares de um determinado 
grupo; 
 z usar, majoritariamente, métodos rudimentares e 
tradicionais, como o arado, enxada, entre outros; 
 z preferencialmente, ser um policultor, ou seja, fazer 
o cultivo de vários produtos distintos; 
 z não usar agrotóxicos no processo de cultivo, 
produzindo, portanto, alimentos mais saudáveis; 
 z ter grãos, frutos e hortaliças como principais pro-
dutos cultivados.
Ainda nesse viés, a agricultura de subsistência, no 
Brasil, tem um papel importante na vida daqueles que 
são pequenos produtores rurais, de suas famílias e da 
comunidade em que estão inseridos. Isso ocorre por-
que grande parte de seu sustento é adquirido dessa 
forma, evitando, assim, a miséria e a fome em deter-
minadas localidades. 
Em contrapartida, pequenos produtores têm 
enfrentado dificuldades devido à falta de apoio e 
auxílio governamental em se tratando de suprimen-
tos econômicos, uma vez que a política indica atenção 
prioritária aos grandes latifundiários, por exemplo. 
Essa é uma realidade que perdura ao longo dos anos 
no cenário brasileiro. 
Agricultura Comercial
A agricultura comercial, também conhecida como 
agricultura moderna ou de mercado, refere-se à pro-
dução agrícola voltada predominantemente para o 
mercado, ou seja, sua principal finalidade é o comér-
cio e o lucro. Configura-se como o contrário da agro-
nomia de subsistência, de modo que os produtores 
não cultivam para consumo próprio, mas para vender 
no mercado interno ou externo.
Esse tipo de agricultura corresponde à monocultu-
ra, ou seja, trata-se do cultivo de um produto somen-
te, vislumbrando a maximização da produtividade e 
a rentabilidade e utilizando tecnologias modernas, 
como fertilizantes, mecanização, irrigação e sementes 
melhoradas.
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A forma dessa agricultura é marcada por uma alta 
intensidade de capital, grande escala de produção 
e uso de técnicas que visam aumentar a eficiência, 
como o plantio direto, rotação de culturas e manejo 
integrado de pragas. Frequentemente, associa-se à 
monocultura, como ocorre no cultivo da soja, milho ou 
cana-de-açúcar no Brasil, mas também pode envolver 
cultivos diversificados. 
Fonte: EducaBras.
Agricultura de Exportação
A agricultura de exportação é um subtipo da agri-
cultura comercial, porém o foco é a produção de bens 
agrícolas destinados, principalmente, ao mercado 
internacional. Nesse caso, o objetivo principal dessa 
atividade é gerar divisas para o país através da venda 
de commodities agrícolas a outras nações. 
Destarte, países em desenvolvimento, como o Bra-
sil, frequentemente utilizam esse modelo como uma 
fonte significativa de recursos econômicos, com pro-
dutos como café, soja, milho e carne bovina sendo 
altamente demandados no mercado externo. 
Um aspecto que se destaca devido à sua importân-
cia é a agricultura de exportação, que está altamente 
sujeita às flutuações do mercado global. Isso, por sua 
vez, inclui mudanças nos preços das commodities, 
políticas comerciais, como tarifas ou barreiras de 
exportação, e a variação cambial.
Além disso, a agricultura pode ser sensível a acor-
dos comerciais internacionais, como ocorre com o 
Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), uma vez que 
influenciam os termos de exportação e a competitivi-
dade dos produtos no exterior. 
Para ilustrar o caso, a Agência Brasileira de Promo-
ção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lan-
çou nova edição do “Impulso das Exportações”, com 
resultados dos três primeiros trimestres de 2024. 
Nesse tocante, o Brasil exportou mais de US$ 255 
bilhões até setembro deste ano, tendo o volume de 
exportação aumentado 4,3%, o que mais compensou 
a queda dos preços dos produtos. 
Portanto, o crescimento nas exportações brasilei-
ras em 2024 ilustra como, mesmo diante das quedas 
dos preços, o aumento do volume exportado pode 
compensar essas variações. 
Agroindústria
A agroindústria é um setor estratégico que com-
bina a produção agrícola com processos industriais, 
transformando matérias-primas originadas da agri-
cultura, pecuária, pesca e silvicultura em produtos ali-
mentares, bens de consumo ou insumos industriais. 
Esse setor vai além da produção no campo, inte-
grando a transformação, comercialização e distribui-
ção de produtos, agregando valor à produção primária 
e criando um elo fundamental entre o campo e o mer-
cado consumidor.
Fonte: Kalenborn (2023).
A agroindústria engloba as atividades econômicas 
que envolvem o processamento e a transformação dos 
produtos agrícolas. Nesse setor, os produtos agrícolas 
são transformados em alimentos processados, produ-
tos industrializados ou ingredientes para a indústria. 
Isso agrega valor aos produtos agrícolas e gera opor-
tunidades de emprego e negócios.
Ainda, cabe ressaltar que a agroindústria é de 
extrema importância para a modernização da agri-
cultura, de modo que incentiva o uso de tecnologias, 
inovação e práticas de gestão mais eficientes, além de 
proporcionar melhores condições de armazenamen-
to, processamento e transporte dos produtos. 
Para tanto, a atividade faz com que haja a redução 
das perdas pós-colheita, aumentando a durabilidade 
dos alimentos e permitindo que produtos cheguem a 
mercados distantes e diversificados, tanto no âmbito 
nacional quanto internacional. 
Além disso, ela contribui significativamente para 
o desenvolvimento econômico, sendo uma importan-
te fonte de emprego, especialmente nas áreas rurais. 
A agroindústria promove, para tanto, a integração 
entre as áreas urbanas e rurais, impulsionando a 
economia regional e incentivando investimentos 
em infraestrutura, como estradas, energia elétrica e 
telecomunicações. 
O contexto de atuação das agroindústrias pode se 
dar em conformidade ao relacionamento de cada uma 
com o setor agrário, ou seja, com os resultados produ-
zidos no campo. Vejamos: 
 z Agroindústriaalimentícia: inclui a produção e 
transformação de alimentos, como carnes, grãos, 
frutas, laticínios e bebidas. Exemplo disso é a 
indústria de processamento de soja para a produ-
ção de óleos vegetais e farelo de soja; 
 z Agroindústria têxtil: relaciona-se à produção de 
fibras naturais, como o algodão, transformando 
em tecidos e produtos finais, como vestuário; 
 z Agroindústria de biocombustíveis: transforma 
produtos agrícolas, como a cana-de-açúcar e o 
milho, em combustíveis renováveis, como o etanol 
e o biodiesel;
 z Agroindústria madeireira: relacionada à produ-
ção de papel, celulose, móveis e outros produtos 
derivados de florestas manejadas ou cultivadas.
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Destarte, apesar de sua relevância, a agroindús-
tria enfrenta desafios relacionados à sustentabilidade 
ambiental, principalmente no que tange ao uso inten-
sivo de recursos naturais, como água e energia, e à 
geração de resíduos. 
A agroindústria sustentável, por sua vez, busca 
minimizar esses impactos por meio de práticas mais 
ecológicas, como o uso eficiente de recursos, recicla-
gens de resíduos e adoção de energias renováveis no 
processo produtivo. 
Além disso, a integração tecnológica é um fator 
determinante para a competitividade da agroindús-
tria. O uso de máquinas inteligentes, automação e aná-
lise de dados permite uma produção mais eficiente e 
adaptada às necessidades do mercado, reduzindo des-
perdícios e otimizando a gestão de cadeias produtivas. 
Pecuária
A pecuária é uma atividade agrícola voltada para a 
criação de animais com o objetivo de produzir carne, 
leite, couro, lã, ovos e outros produtos de origem ani-
mal. A mencionada atividade desempenha um papel 
central tanto na produção de alimentos quanto na 
economia de muitos países, como o Brasil, que é um 
dos maiores produtores e exportadores de carne bovi-
na do mundo. 
Além de ser uma fonte vital de proteína animal, 
a pecuária contribui para a dinamização das econo-
mias rurais, sendo uma importante fonte de renda e 
emprego em muitas regiões. No entanto, a atividade 
também envolve desafios ambientais e sociais que 
estão no centro dos debates sobre desenvolvimento 
sustentável.
É possível acrescentar, ainda, que a pecuária gera 
impacto significativo na economia global. Em termos 
de produção de carne bovina, por exemplo, segundo 
o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos 
(USDA), os dois principais exportadores mundiais são 
o Brasil e a Austrália. Em 2024, a projeção era de que 
a carne bovina chegasse a 11,9 milhões de toneladas, 
com crescimento de 1%. 
Fonte: Revista Mais Leite. 
Ademais, a pecuária agrega valor a diversos seto-
res da economia, como a indústria de laticínios, cou-
ros e peles, e a produção de fertilizantes orgânicos, 
como o esterco. O papel desempenhado também é 
importante para o fornecimento de matéria-prima e 
para a produção de biocombustíveis, como o biogás 
gerado a partir de resíduos animais. 
Destarte, a pecuária, particularmente a extensiva, 
é frequentemente associada a impactos ambientais 
significativos, como o desmatamento, especialmente 
em regiões como a Amazônia, e a emissão de gases de 
efeito estufa, como o metano, gerado pela digestão dos 
ruminantes. Outros impactos incluem a degradação 
de solos e a contaminação de recursos hídricos devido 
ao manejo inadequado de dejetos. Esses fatores têm 
motivado a adoção de práticas mais sustentáveis na 
pecuária, como: 
 z Integração Lavoura–Pecuária–Floresta (ILPF): 
um sistema que combina agricultura, pecuária e 
florestas, promovendo o uso eficiente dos recursos 
e a recuperação de áreas degradadas; 
 z Pastoreio rotacionado: técnica que envolve o 
rodízio dos animais em diferentes áreas de pasta-
gem para evitar o sobrepastoreio e a degradação 
do solo; 
 z Pecuária de baixo carbono: envolve práticas que 
minimizam a emissão de gases de efeito estufa, 
como a recuperação de pastagens degradadas e o 
uso de tecnologias que aumentam a eficiência ali-
mentar dos animais.
SISTEMAS AGRÍCOLAS
Um sistema agrícola se refere ao conjunto de práti-
cas e métodos que se aplicam à produção agropecuá-
ria, uma vez que envolve tanto a agricultura quanto a 
pecuária, em áreas rurais. 
Esses sistemas, por sua vez, combinam elementos 
que englobam tanto a produção de culturas agrícolas 
quanto a criação de animais, organizando o uso da 
terra, os recursos e as técnicas aplicadas à produção. 
A classificação desses sistemas pode ser feita 
levando em consideração vários fatores, como o uso 
da tecnologia, a intensidade de insumos, a escala de 
produção e o impacto ambiental. Na agricultura bra-
sileira, há uma clara diferenciação na ocorrência dos 
dois sistemas. Vejamos as disposições a seguir.
Sistema Agrícola Intensivo
Também chamado de “agricultura intensiva”, a 
adoção do sistema agrícola intensivo se dá com a apli-
cação intensiva de técnicas modernas de produção e 
alto teor de mecanização em todas as etapas da cadeia 
produtiva, desde a seleção de sementes, usufruindo 
de artifícios como a biotecnologia e ciência genética, 
até a colheita, armazenamento e transporte. 
Ademais, uma característica marcante de dado 
sistema é o amplo investimento de capital (dinheiro), 
que está diretamente associado à agroindústria, bem 
como ao circuito superior da economia, inserindo-se 
nas cadeias de produção global. 
Para tanto, a agricultura intensiva, para que valha 
a produção exponencial, precisa contar com o uso de 
fertilizantes químicos e outros defensivos agrícolas 
para garantir o desenvolvimento da lavoura, marcada 
pelos elevados índices de produtividade. 
A maior parcela da produção agrícola, resultan-
te desse sistema, é destinada à exportação, de modo 
que é comercializada no mercado internacional como 
“commodity” agrícola. No interior do país, a agricul-
tura intensiva é responsável por fornecer matéria-pri-
ma para a indústria. 
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Ainda nesse viés, no sistema agrícola intensivo a 
mão de obra apresenta alto nível de qualificação e 
maquinário, sendo formada por um menor número 
de trabalhadores em detrimento ao sistema extensivo. 
Sistema Agrícola Extensivo
O sistema agrícola é caracterizado pela aplicação 
de técnicas mais tradicionalistas e rudimentares em 
relação ao manejo do solo, de plantio e de colheita. 
Ainda, sobre o uso de defensivos agrícolas, maquiná-
rios e outras tecnologias modernas, o sistema exten-
sivo conta com menor taxa de adoção em relação ao 
intensivo. 
Devido a isso, a produtividade desse sistema é rela-
tivamente menor, posto que se torna mais suscetível 
às adversidades climáticas, bem como a outros fatores 
externos que possam atrasar ou prejudicar o desen-
volvimento da lavoura. 
A produção da agricultura extensiva acontece, 
hodiernamente, em pequenas e médias propriedades 
de terra, voltando-se tanto para a subsistência do agri-
cultor e sua família quanto para a geração de renda 
mediante comercialização dos alimentos produzidos 
nos circuitos inferiores da economia. 
Assim, a produção realizada em baixa escala tem 
finalidade majoritária na agricultura familiar, de 
modo que o excedente é vendido em feiras, pequenos 
mercados locais ou regionais e até mesmo diretamen-
te ao consumidor final.
Destarte, o montante de capital investido na agri-
cultura extensiva é menor do que na agricultura inten-
siva, principalmente pelo fato de que a modalidade 
extensiva é voltada para os pequenos produtores, 
agricultores, famílias, posseiros, e assim sucessiva-
mente.A mão de obra, no entanto, é mais numerosa 
nesse sistema, uma vez que os responsáveis pela pro-
dução têm menor qualificação. 
Sistemas Agrícolas Relacionados à Pecuária
Ainda nesse mesmo sentido, de sistemas agríco-
las, é necessário ressaltar que existem sistemas de 
produção e de intensidade de manejo que se relacio-
nam com a pecuária. São eles, também, de maneira 
extensiva e intensiva:
 z Pecuária Extensiva
A pecuária extensiva é caracterizada pela criação 
de animais em grandes áreas de pastagens, naturais 
ou plantadas, geralmente com baixo uso de insumos 
externos e tecnologias. 
Os animais têm mais espaço para se movimentar, 
e a produção depende principalmente do ambien-
te natural para o fornecimento de alimento, como 
gramíneas. Esse tipo de sistema é mais comum em 
regiões com grandes extensões de terra, como o Cer-
rado e partes da Amazônia, onde a pecuária bovina é 
predominante.
Apesar de ser um sistema de baixo custo, a pecuá-
ria extensiva é menos produtiva por hectare quando 
comparada a sistemas mais intensivos. Além disso, se 
não for bem manejada, pode contribuir para a degra-
dação de pastagens, emissão de gases de efeito estufa 
e desmatamento de áreas nativas, especialmente em 
biomas sensíveis como a Amazônia.
 z Pecuária Intensiva
Na pecuária intensiva, os animais são criados em 
espaços menores e com maior controle do ambiente, 
como em confinamentos ou em sistemas de pasto-
reio rotacionado. Esse sistema visa à maximização 
da produtividade por área, utilizando técnicas como 
suplementação alimentar, uso de rações balanceadas, 
melhoramento genético e controle veterinário mais 
rigoroso.
Esse modelo é mais eficiente em termos de pro-
dução, permitindo maiores rendimentos em menor 
espaço de tempo. No entanto, envolve maiores custos 
operacionais devido à necessidade de mais insumos 
e também requer maior controle ambiental, especial-
mente no manejo de dejetos e resíduos gerados pelos 
animais.
SISTEMAS E O CENÁRIO BRASILEIRO
A distribuição dos sistemas pelo espaço agrário 
brasileiro é desigual, de forma que no mesmo país 
coexistem os sistemas agrícolas intensivo e extensivo. 
Há, também, a presença daqueles que são conhecidos 
como sistemas agrícolas tradicionais (SATs). 
Os SATs, conforme definição do Ministério da Agri-
cultura e Pecuária (Mapa), são sistemas em que a pro-
dução agropecuária e extrativista busca equilibrar e 
conciliar os elementos culturais e o modo de vida de 
uma determinada comunidade, respeitando a lógica e 
as especificidades territoriais de cada população.
O processo produtivo, por sua vez, poderá ocorrer 
mediante o emprego de técnicas aplicadas, tanto tra-
dicionais quanto modernas, ao mesmo tempo em que 
há a preocupação da preservação ambiental e prática 
sustentável. 
Pensando nisso, o Mapa destaca dois SATs reco-
nhecidos como patrimônio cultural imaterial brasilei-
ro. São eles o do Rio Negro, no estado do Amazonas, e 
o das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, no 
estado de São Paulo.
MODERNIZAÇÃO 
As práticas agrícolas estão em constante inovação 
para alcançar maior eficiência produtiva. Nesse cená-
rio, a partir da década de 1950, houve uma acelera-
ção no processo de modernização da agricultura, que 
envolveu o uso de tecnologias avançadas, incluindo 
plantas geneticamente modificadas em laboratório 
e espécies agrícolas criadas para atingir alta produ-
tividade, além da adoção de técnicas específicas com 
defensivos agrícolas e maquinários.
Na década de 1960, esse conjunto de mudanças pas-
sou a ser chamado de Revolução Verde, um programa 
financiado pela Fundação Rockefeller, localizada em 
Nova Iorque. Com o argumento de aumentar a produção 
de alimentos e combater a fome global, a Fundação Roc-
kefeller expandiu sua influência comercial, vendendo 
pacotes completos de insumos agrícolas.
O principal objetivo desse programa era promo-
ver o crescimento da produção agrícola por meio de 
pesquisas sobre sementes, adubação do solo e meca-
nização visando ao aumento da produtividade. Isso 
envolveu o desenvolvimento de sementes adapta-
das a diferentes tipos de solo e clima, a preparação 
do solo para o plantio e a introdução de maquinário 
especializado.
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Nesse sentido, ainda que a produtividade agríco-
la tenha sido expressiva, a Revolução Verde não fez 
com que o problema da fome fosse eliminado, uma 
vez que os produtos que eram cultivados em países 
como Brasil, México e Índia, que eram basicamente 
cereais, eram exportados, em sua maioria, para países 
ricos industrializados, como Estados Unidos e Canadá. 
Técnicas Modernas
A mecanização é uma técnica que foi inclusa como 
prática de modernização na estrutura agrária brasi-
leira, sendo amplamente utilizada. A função envolve 
o uso de máquinas e equipamentos agrícolas, como 
tratores, colheitadeiras, semeadoras, pulverizadoras e 
implementos específicos para cada etapa que envolve 
o processo produtivo. 
Foto: Fagner Almeida.
Fonte: Brasil Escola.
Além disso, a irrigação é uma técnica moderna 
que se tornou essencial para a produção agrícola em 
regiões com escassez de água. A modernização nes-
sa área ocorre com o uso de sistemas de irrigação 
de precisão, que permitem controlar a quantidade e 
a frequência de água fornecida às plantas de manei-
ra mais eficiente. Isso evita o desperdício de água e 
garante um suprimento adequado para o crescimento 
das culturas.
Por conseguinte, ainda que seja uma prática con-
troversa, o uso de agroquímicos, tais como fertilizan-
tes, pesticidas e herbicidas, trata-se de uma técnica 
de modernização que foi amplamente adotada na 
agricultura. Esses insumos auxiliam no controle de 
pragas, doenças e plantas invasoras, contribuindo no 
aumento da produtividade.
Fonte: Santoro (2020). 
Em contrapartida, é necessário enfatizar que a 
necessidade de se usar dados recursos de maneira 
responsável e consciente é indispensável, buscando 
sempre minimizar os impactos negativos ao meio 
ambiente e à saúde humana. 
Ainda nesse sentido de modernização, a agricultu-
ra de precisão também é constatada como uma técni-
ca moderna que utiliza tecnologias avançadas, como 
sistemas de posicionamento global (GPS), sensores e 
imagens de satélite, visando monitorar e gerenciar de 
maneira mais precisa as atividades agrícolas. 
As mencionadas tecnologias, por sua vez, per-
mitem que seja realizado o mapeamento das carac-
terísticas do solo, determinando as necessidades 
nutricionais das plantas, identificando áreas com 
problemas de manejo e dinamizando a aplicação de 
insumos agrícolas. 
Fonte: Oliveira.
CONFLITOS
É necessário saber que os conflitos no espaço 
agrário estão relacionados a uma série de questões, 
que se estendem desde a sociedade, perpassando 
pelas razões econômicas e finalizando no contexto 
ambiental. Dados conflitos surgem em detrimento da 
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distribuição desigual de recursos, diferenças de inte-
resses e, em alguns casos, apropriação dos espaços 
rurais. 
Os conflitos, por sua vez, podem envolver diferen-
tes atores, como agricultores, proprietários de terras, 
latifundiários, comunidades tradicionais, empresas 
agroindustriais, órgãos governamentais e movimen-
tos sociais. 
Conflitos pela Posse da Terra
O acesso e a posse da terra são, historicamente, a 
causa mais recorrente de conflitos agrários no Brasil. 
Esses conflitos envolvem principalmente os grandes 
proprietários rurais (latifundiários), que controlam e 
possuem vastas glebas de terra, muitasvezes subutili-
zadas ou mantidas para especulação; e trabalhadores 
sem-terra, ou pequenos agricultores, que reivindi-
cam o direito de trabalhar na terra para garantir sua 
subsistência. 
Esses conflitos são amplificados pela concentração 
fundiária no Brasil, onde uma pequena parcela da 
população detém a maior parte das terras agricultá-
veis. Organizações como o Movimento dos Trabalha-
dores Rurais Sem Terra (MST) surgiram para lutar 
pela redistribuição de terras e pressionar o governo 
por uma reforma agrária mais eficaz.
Um exemplo de acontecimentos dessa natureza 
são os conflitos como o massacre de Eldorado dos 
Carajás, no Pará, em 1996, quando 19 trabalhadores 
rurais foram mortos durante uma manifestação pela 
reforma agrária. O massacre é um exemplo trágico da 
violência que pode emergir dessas tensões.
Conflitos entre Agricultura Tradicional e Agronegócio
Outro tipo de conflito envolve o embate entre 
pequenos agricultores familiares e o agronegócio, que 
expande sua produção sobre áreas antes ocupadas 
por culturas tradicionais ou por pequenos produtores. 
O agronegócio, movido por interesses econômicos 
globais, tende a priorizar a produção de commodities 
(soja, milho, carne bovina) para exportação, frequen-
temente em detrimento da produção de alimentos 
básicos e da agricultura de subsistência.
Essa disputa também envolve o uso de tecnologias 
avançadas, como transgênicos e agrotóxicos, que são 
comumente rejeitadas por comunidades que praticam 
agricultura orgânica ou de base agroecológica. Esses 
conflitos podem ser agravados por questões ambien-
tais, já que a expansão do agronegócio está associada 
a problemas como desmatamento, uso intensivo de 
recursos hídricos e contaminação do solo.
Conflitos com Comunidades Tradicionais
Os conflitos entre comunidades tradicionais, como 
povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, e os gran-
des projetos de desenvolvimento agrário são outra 
fonte de tensões. Esses grupos muitas vezes ocupam 
terras ancestrais e dependem diretamente dos recur-
sos naturais para sua sobrevivência, como rios, flores-
tas e terras cultiváveis. 
No entanto, a expansão da fronteira agrícola e pro-
jetos de mineração ou construção de grandes barra-
gens e hidrelétricas frequentemente desconsideram 
seus direitos territoriais e culturais. Assim, comunida-
des indígenas lutam pela demarcação e pela garantia 
de terras para manter seu modo de vida. No entan-
to, o avanço do agronegócio e a flexibilização de leis 
ambientais têm ameaçado esses territórios. 
Também, quilombolas e outros grupos tradicionais 
enfrentam a dificuldade de reconhecimento legal de 
suas terras e, muitas vezes, são pressionados ou remo-
vidos em nome de projetos agrícolas ou industriais. 
Um caso exemplificativo é o conflito envolvendo os 
guarani-kaiowá em Mato Grosso do Sul — um exem-
plo de como os direitos territoriais de povos indígenas 
podem ser violados, com fazendeiros invadindo áreas 
que historicamente pertencem a essas comunidades.
Conflitos Ambientais
Os conflitos ambientais no espaço agrário surgem 
da disputa pelo uso dos recursos naturais, especial-
mente quando se considera o impacto do desmata-
mento, da degradação do solo e do uso intensivo de 
insumos químicos. 
Grandes áreas da Amazônia e do Cerrado têm sido 
convertidas em pastagens ou áreas de monocultura, o 
que gera atritos entre grupos ambientalistas, defenso-
res da agricultura familiar e o setor do agronegócio. 
Esses conflitos muitas vezes envolvem a oposição 
entre produção sustentável e expansão predatória, 
com o primeiro grupo defendendo práticas como a 
agroecologia e a preservação ambiental, e o segundo 
focando na maximização da produtividade. 
A agenda de sustentabilidade, com políticas de 
controle de emissões de carbono e preservação de 
ecossistemas, tem pressionado o setor agrícola a ado-
tar práticas mais responsáveis, o que gera resistência 
em algumas áreas. 
O desmatamento na Amazônia, impulsionado 
pela criação de pastagens e plantações de soja, por 
exemplo, tem gerado conflitos entre pecuaristas, pro-
dutores de commodities e organizações de defesa 
ambiental, tanto no Brasil quanto no exterior.
Conflitos de Natureza Jurídica
A complexidade das leis de propriedade da terra no 
Brasil também alimenta conflitos no espaço agrário. O 
país conta com uma legislação fundiária extensa, com 
diferentes instrumentos jurídicos para a regularização 
de terras, como o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504, de 
1964) e o Código Florestal (Lei nº 12.651, de 2012). 
No entanto, a aplicação dessas leis pode ser lenta 
e ineficiente, resultando em disputas legais prolonga-
das sobre o direito de posse, a regularização fundiária 
e a titulação de terras. 
Além disso, a judicialização de conflitos agrários 
é um problema comum. Muitas vezes, grandes pro-
prietários de terras e empresas do agronegócio con-
seguem barrar, por meio de recursos judiciais, os 
processos de desapropriação ou demarcação de terras 
destinadas à reforma agrária ou à proteção de comu-
nidades tradicionais.
Consequências dos Conflitos no Espaço Agrário
Os conflitos no espaço agrário têm sérias conse-
quências sociais, ambientais e econômicas, como: 
 z Violência no campo: mortes, ameaças e violência 
física contra trabalhadores rurais, indígenas, qui-
lombolas e defensores dos direitos humanos no 
campo são recorrentes; 
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 z Desigualdade social: a concentração de terras e a 
falta de acesso a elas por parte dos pequenos pro-
dutores contribuem para a perpetuação da pobre-
za rural; 
 z Degradação ambiental: a exploração predatória 
dos recursos naturais por grandes empreendimen-
tos agrários acelera o desmatamento, a erosão dos 
solos e a perda de biodiversidade;
 z Êxodo rural: a expulsão de pequenos agricultores 
e trabalhadores rurais de suas terras impulsiona 
o êxodo rural, intensificando a migração para as 
cidades e contribuindo para o aumento da urbani-
zação desordenada e da pobreza urbana.
Portanto os conflitos no espaço agrário expressam 
as tensões geradas pela desigualdade no acesso à terra 
e pela disputa por recursos naturais entre diferentes 
grupos sociais e econômicos. 
A reforma agrária, o reconhecimento dos direitos 
das comunidades tradicionais e a implementação de 
políticas públicas de desenvolvimento rural sustentá-
vel são medidas essenciais para mitigar esses conflitos 
e promover a justiça social no campo.
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