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LAUDO TÉCNICO DE VISTORIA DE MELHORIAS DE IMÓVEL REQUERENTE: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX OBJETO: Galpão comercial, localizada na Rua: XXXXXX, n°XXX – Compemento: XXXXXXXXX – Bairro: XXXXXXXX – SP CEP: XXXXX-XXX Resp. Técnico GERSON MARQUES DE LIMA Engenheiro Civil CREA/SP 5070434682-SP SUMÁRIO 01. REQUERENTE: .......................................................................................................................................................... 03 02. IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL: .................................................................................................................................. 03 03. RESPONSÁVEL TÉCNICO: ....................................................................................................................................... 03 04. HISTÓRICO: ............................................................................................................................................................... 04 05.OBJETIVO: .............................................................................................................................................................. ....04 06. CRITÉRIOS, METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS EMPREGADOS: .....................................................................04 07. TIPO DE INSPEÇÃO: ................................................................................................................................................ .05 08. CLASSIFICAÇÃO DE INSPEÇÃO: ..............................................................................................................................05 09. CRITÉRIOS E ATIVIDADES REALIZADAS: ................................................................................................................06 10. ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO IMÓVEL: ..............................................................................................................06 11. DADOS TÉCNICOS DA EDIFICAÇÃO: .......................................................................................................................07 12. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES:.........................................................................................................................07 13. CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DAS ESTRUTURAS................................................................................................08 14. CARACTERIZAÇÃO DOS PROBLEMAS APRESENTADOS......................................................................................09 14.1 Caracterização do telhado antes das benfeitorias ……………………...………………………………….………………10 14.2 Caracterização da parte inferior da casa ……………….……………………………………………………………........15 15. CARACTERIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES E BENFEITORIAS: ................................................................................... ....20 16. SITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS GERAIS........................................................................................................... ...23 17.DESCRIÇÃO DO IMÓVEL ....................................................................................................................................... ....24 17.1 Edificação .................................................................................................................................................................24 17.2 Características do imóve ..........................................................................................................................................25 17.3 Relação das condições da construção ......................................................................................................................25 17.3.1. Implantação ..........................................................................................................................................................25 17.3.2. Estrutura ...............................................................................................................................................................25 17.3.3. Alvenaria ...............................................................................................................................................................25 17.3.4. Esquadrias ............................................................................................................................................................25 17.3.5. Revestimentos ......................................................................................................................................................26 17.3.6. Ventilação e Insolação ..........................................................................................................................................26 17.3.7. Instalação elétricas ...............................................................................................................................................26 17.3.8. Instalações hidráulicas e esgoto ...........................................................................................................................26 17.3.9. Cobertura ..............................................................................................................................................................26 18. REGISTRO DE OCORRÊNCIAS:.......................................................................................................................... ......27 19. MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DETECTADAS: .................................................................................................28 19.1 Falhas e anomalias: ................................................................................................................................................. 28 19.2 De Execução:........................................................................................................................................................... 28 19.3 Operacionais:........................................................................................................................................................... 28 19.4 Gerenciais:............................................................................................................................................................... 28 19.5 Grau de Risco: ......................................................................................................................................................... 29 20. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES: .................................................................................................................... 31 21. CONSIDERAÇÕES FINAIS: ....................................................................................................................................... 32 22.ANEXOS.......................................................................................................................................................................33 1 - IDENTIFICAÇÃO DA REQUERENTE Nome do requerente: XXXXXXXXXXXXXX CPF Nº XXXXXXXXXXXXXX RG Nº XXXXXXXXXXXXX 2 - IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL Logradouro: Rua: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Número: XX Complemento: XXXXXXX CEP: XXXX-XXX Bairro: XXXXXXXXXXX Cidade: XXXXXXXX 3 – RESPONSÁVEL TÉCNICO Nome do Resp. Técnico: GERSON MARQUES DE LIMA CREA: 5070434682-SP CPF: 350.189.868-16 ART: 28027230201334425 Fone: (11) 9 7366-4241 WhatsApp: (011) 9 7366-4241 E-mail: gersondelima123@gmail.com Rua Soldado Francisco Tamborim nº 05 Parque Novo Mundo São Paulo/SP CEP 02176-070 4 - HISTÓRICO Realizado entre os dias XX ao dia XX de XXXX de 2021, pelo Engenheiro Civil Gerson Marques de Lima e o Técnico em Edificações Anderson XXXXXXXXXXXXX os levantamentos das condições físicas, sistemas de pisos, sistemas de vedações verticais internas e externas, sistemas de coberturas do imóvel em síntese. 5- OBJETIVO O objetivo do presente laudo é fornecer subsídios através da realização de Inspeção Técnica do atual estado de conservação do imóvel acima identificado, em todos os seus aspectos físicos e estéticos, apresentando as questões vinculadas à engenharia civil. Além disso, objetiva-se ao confronte de fornecedor subsídios para demonstrar as melhorias feitas pelo locatário. 6 - CRITÉRIOS, METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS EMPREGADOS: A execução do presente trabalho, procurou balizar-se nas diretrizes e recomendações contidas em normas técnicas nacionais consagradas, em especial a NBR – 13.752 (Norma Brasileira Para Perícias de Engenharia na Construção Civil) da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, sem prejuízo à consulta também, em tudo aquilo que se mostrou pertinente e aplicável, a outros dispositivos complementares legais e regulamentares, dentre os quais podemos destacar: · - Código Civil – Lei nº 10.406 de 10/01/2002 - Regulamenta a legislação aplicável às relações civis; · - NBR – 5674 (Manutenção de edificações – procedimentos, da ABNT – 2012); · - NBR – 14.037 (Manual de operações, uso e manutenção de edificações – Conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação, da ABNT – 2011); · - NBR – 9574 (Execução de impermeabilização, da ABNT – 2008); · - NBR – 7200 (Procedimentos de execução de revestimentos, da ABNT – 1998); · - NBR – 13.245 (Execução de pinturas em edificações não industriais, da ABNT – 2011); · - NBR – 13.816 (Placas cerâmicas para revestimentos, da ABNT – 1997); · - NBR – 14.294 (Forros e revestimentos, da ABNT – 1999); · - NBR – 6118 (Projetos de estrutura de concreto, da ABNT –2007); · - NBR – 13.753 (Revestimentos de pisos internos ou externos, com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimentos, da ABNT - 1996); · - NBR – 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão, da ABNT - 2004); · - NBR-5626 (Instalação predial de água fria, da ABNT - 1998); · - NBR-5688 (Tubo e conexão de PVC rígido para esgoto predial e ventilação da ABNT - 2010); · - NBR-8160(Instalação predial de esgoto sanitário, da ABNT - 1999); e · - NBR-10844 (Instalações prediais de águas pluviais, da ABNT - 1999). 7 – TIPO DE INSPEÇÃO: Residencial 8 - CLASSIFICAÇÃO DA INSPEÇÃO: A Inspeção poderá estar classificada de acordo com o nível pretendido do inspetor e da finalidade da mesma, para este caso optou-se pela Inspeção Nível 1, ou seja, identificação das anomalias e falhas aparentes, elaborada por profissional habilitado, utilizando instrumentos de medição (trena, paquímetro, régua, nível etc.) 9 - CRITÉRIOS E ATIVIDADES REALIZADAS: Para a realização do laudo vinculado à Inspeção o critério utilizado baseia-se na análise das melhorias feitas pelo locatário visando a segurança e as condições de uso do imóvel garantindo as exigências mínimas aos seus usuários, diante das condições técnicas, de uso, operações e manutenções do local necessárias, bem como da natureza de evitar possíveis riscos, aos seus funcionários e clientes. A análise do risco consiste na classificação das anomalias e falhas identificadas nos diversos componentes de uma edificação, quanto ao seu grau de urgência, relacionado com fatores de conservação, depreciação, saúde, segurança, funcionalidade, comprometimento de vida útil e perda de desempenho. De conformidade com o que estabelece a NBR 13752/1996, consoante com o fim a que se destina o laudo, o grau de detalhamento das atividades a serem desenvolvidas neste laudo compreenderá a abordagem dos seguintes tópicos: · Vistoria objeto da perícia; · Descrição ou diagnósticos dos itens objeto da perícia; · Coleta de informações; · Escolha dos métodos e critérios utilizados; · Análise e exposição das ocorrências; · Soluções e propostas, quando possível e/ou necessário; e · Considerações finais e conclusões. Nesse sentido, o objeto da vistoria, bem como os critérios e a metodologia empregada, passaremos, a seguir, a desenvolver o laudo nos seus aspectos técnicos propriamente ditos. 10 - ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO IMÓVEL: Novo ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( X ) Ruim ( ) Péssimo ( ) Idade aproximada do Imóvel XX (XXXXXXXXXXX) anos 11– DADOS TÉCNICOS DA EDIFICAÇÃO Os dados da edificação foram obtidos, mediante verificação no local, através de medição, fotos e por meio de informações seguras fornecidas pelo locatário do imóvel: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. As informações prestadas foram registradas e anotadas pelo Engenheiro Civil GERSON MARQUES DE LIMA, inscrito no CREA/SP nº 5070434682-SP, e o Técnico de Edificações ANDERSON XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. 12– CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES O objetivo do presente Relatório é identificar as melhorias feitas problemas na alvenaria e estruturas do imóvel situado na Rua Paschoal Ranieri Mazzili, 224 – Casa 03 (fundos) Jardim Munhoz Júnior Osasco – SP – Cep 06246-000, demonstrando possíveis degradações ocorrida devido a utilização do imovel. Imagem 01 – Localização do Imóvel Fonte: Google Maps (10/2020) – www.google.com.br) Acima, temos uma imagem do mapa do Jardim Munhoz Júnior – Osasco/SP, onde foi possível identificar a Rua Paschoal Ranieri Mazzili, 224, onde encontra-se o imóvel, através da marca vermelha, bem como as ruas que o circunvizinham, demonstrando as melhorias feitas durante os anos de história do imóvel. 13 – CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DAS ESTRUTURAS Durante a visita técnica foi observada as estruturas da residência, a estrutura é formada por: fundação, pilares, vigas e lajes. Sua importância é tamanha que qualquer problema em uma de suas partes pode comprometer toda a casa. A casa precisa de sustentação e estabilidade, por isso sua estrutura reúne um conjunto de elementos, que se combinam para garantir que todos os esforços produzidos pelo próprio peso da obra, seus ocupantes, ventos e outras sobrecargas sejam suportados. A estrutura é formada por: fundação, pilares, vigas e lajes. Sua importância é tamanha que qualquer problema em uma de suas partes pode comprometer todo o local construído. Ou seja, a utilização de materiais de qualidade e a perfeita execução da construção são indispensáveis. 13.1 Fundação: Responsável por transmitir as cargas da construção ao solo, é projetada levando em consideração a carga que irá receber e o tipo de solo onde será construída. Análise da Fundação: Durante a visita, foi verificado o solo ao qual está localizada a fundação da residência que no momento da visita estava firme e não caracterizava nenhum problema, que comprometa sua estrutura. 13.2 Pilares: Chamado de pilar quando possui forma quadrada ou retangular, e de coluna quando a forma é cilíndrica. O pilar transmite as cargas das vigas e lajes às fundações. Análise dos Pilares: Durante a visita, foi verificado todos os pilares da residência que no momento da visita não apresentava nenhuma patologia ou colapso. 13.3 Vigas: Acima dos pilares estão as vigas, em posição horizontal. Elas são responsáveis por transferir o peso da laje e de outros elementos para os pilares, estruturando a obra como um todo. Análise da Vigas: Durante a visita, foi verificado todas as vigas da residência que no momento da visita não apresentava nenhuma patologia ou colapso. 13.4 Lajes: Responsável por transmitir as ações de peso e pressão para as vigas, e destas para os pilares, Materiais para a estrutura da casa: cimento, argamassa, blocos de concreto, areia, brita, formas de madeiras, vergalhões, pregos, escoras, entre outros Análise da Laje: Durante a visita, foi verificado toda a laje da residência que no momento da visita apresentou infiltrações, que já estão sendo corrigidas pela requerente, mas nenhum problema estrutural grave. 14 – CARACTERIZAÇÃO DOS PROBLEMAS APRESENTADOS Após minucioso estudo da matéria, procedeu ao perito à vistoria do imóvel, podendo observar a disposição do mesmo, vias de acesso, assim como, características topográficas e demais detalhes de interesse a mais completa e perfeita conceituação de sua avaliação estrutural,sendo assim, a título de subsidiar melhor no intuito de atender e honrar a missão que lhe foi designada, desta forma, passa a descrever e avaliar o imóvel objeto da lide, com os principais problemas apresentados. Foi avaliado inicialmente a parte superior da casa conforme Anexo I – Planta do imóvel, laje e telhado antes das adequações feitas pela requerente, visando esclarecer possíveis dúvidas quanto aos problemas estruturais questionados. 14.1 Caracterização do telhado antes das benfeitorias Nesse contexto foram estudadas de maneira sistematizada em manifestações patológicas em estruturas de madeira, em pesquisas de metodologias de inspeção com base nas técnicas não destrutivas (NDT), e técnicas de reabilitação. Com base na NBR 7190:1997, de acordo com a região em que os elementos estruturais de madeira envolvidos estão expostos, é apresentada uma metodologia para avaliação do Potencial de Risco de Biodeterioração das estruturas. Como contribuição é proposta uma Metodologia de Inspeção Visual Detalhada com imagens conforme demonstradas abaixo: Comentário: O estudo das causas responsáveis pela implantação dos diversos processos de deterioração das estruturas é complexo, sendo objeto de estudo em constante evolução. Conforme imagens apresentadas, a estrutura em madeira manifesta uma degradação estrutural grave, devido às fortes chuvas e processo construtivo falho. Como indicados pelas setas, estamos identificando as fissuras, infiltrações na madeira e também a falta de vedação na estrutura, além da deformação da estrutura. Imagem 02 – problemas na estrutura em madeira do telhado Fonte: autoria própria Imagem 03 - Estrutura de apoio não está de acordo com a NBR 7190/97 (Projetos de estruturas e madeira) Fonte: autoria própria Imagem 04 – Estrutura em madeira sem a adequada junção podendo causar colapso da estrutura Fonte: autoria própria Imagem 05 – Estrutura em madeira sem a adequada junção podendo causar colapso da estrutura Fonte: autoria própria Imagem 06 – Estrutura em madeira sem a adequada junção Fonte: autoria própria Imagem 07 – parede em iminência de colapso Imagem 08 – infiltrações na estrutura em madeira Fonte: autoria própria Fonte: autoria própria Imagem 09 – remoção do telhado para execução do reparo Imagem 10 – estrutura em madeira deformada Fonte: autoria própria Fonte: autoria própria Imagem 11 – remoção do telhado Imagem 12 – caixa d`água da residência apoio em ............. Fonte: autoria própria..................................................................................... ..prancha de madeira Fonte: autoria própria As imagens acima citadas, correspondem a parte superior da casa (telhado) apoiado em estrutura de madeira, antes das benfeitorias feitas pela requerente, pois foram necessários para garantir a segurança de seus usuários. Observação: foi constatado problema estrutural grave na estrutura em madeira, por isso a requerente optou pelos reparos. ITEM 01 DESCRIÇÃO MOFO NO TETO GRAU GRAVIDADE URGÊNCIA TENDÊNCIA MÁXIMO Risco a vida dos usuários, colapso da edificação, dano ambiental grave evolução imediata em ocorrência ALTO Risco de ferimentos aos usuários, avaria não recuperável na edificação, contaminação localizada evolução a curto prazo a ocorrer MÉDIO Insalubridade aos usuários, deterioração elevada da edificação, desperdícios dos recursos naturais evolução a médio prazo prognóstico p/ breve BAIXO Incômodo aos usuários, degradação da edificação, uso não racional dos recursos naturais evolução a longo prazo prognóstico p/ adiante MÍNIMO depreciação imobiliária não evoluiu imprevisto Tabela 1 – Classificação da Patologia Analisada Soluções adotadas pela requisitante: A requisitante Angela Maria Amorim, iniciou os reparos e manutenções no telhado e estruturas, visando reparar os problemas apresentados, a fim de garantir a segurança de sua família e vizinhos, além de diminuir as infiltrações da casa. Soluções recomendadas pelo avaliador: Após a realização de inspeções em elementos estruturais de madeira existentes, faz necessário tomar decisões em relação ao acompanhamento dos trabalhos de manutenções e intervenções. Vários aspectos devem ser considerados, em estreita colaboração entre os especialistas, como engenheiros estruturais, arquitetos, tecnólogos de madeira, restauradores, proprietários responsáveis pela edificação, e outras partes interessadas, cumprindo as exigências da NBR 7190/97 (projetos de estruturas e madeira) também de acordo com NBR 13752 – 96 de acordo com o item 5.2.2.3 a caracterização das benfeitorias compreende: em questões da estrutura, vedações, cobertura, acabamentos e conservação. 14.2 Caracterização da parte inferior da casa As imagens a seguir apresentam a situação do imóvel com a visita “in loco” realizada entre os dias 17 ao dia 24 de outubro de 2020 na parte inferior conforme Anexo I – Planta do imóvel, da residência onde está localizada a sala, cozinha, quartos e banheiro que também foram analisados, para verificação da estrutura na parte inferior da casa conforme imagens a seguir: Comentário: Deterioração da argamassa aplicada na parte inferior da residência devido a humidade e mini fissuras na laje, a requerente do laudo optou por fazer o telhamento da residência visando a melhoria do ambiente para o melhor convívio e mitigar a proliferação de fungos e mofo que é formado por microrganismos vivos podendo ser vários tipos de fungos microscópicos. Esses fungos se proliferam em ambiente úmido, que é vital para a existência e o desenvolvimento deles. Imagem 14 – proliferação de mofo na residência localizado no corredor principal Fonte: autoria própria Imagem 15 – mofo no quarto com desplacamento do teto Imagem 16 – mofo no corredor Fonte: autoria própria Fonte: autoria própria Imagem 17 – Mofo do Banheiro Imagem 18 – mofo do Quarto descendo para as paredes Fonte: autoria própria Fonte: autoria própria Imagem 19 – mofo na cozinha com desplacamento Imagem 20 – mofo no banheiro Fonte: autoria própria Fonte: autoria própria Comentário: Devido a falta de reparo no telhado e infiltrações constantes, chuvas frequentes e umidade excessiva são os principais fatores responsáveis pela formação de mofo na parede. Além das paredes, os primeiros sinais do fungo costumam aparecer também dentro de armários, gavetas e móveis. O mofo pode causar principalmente as alergias respiratórias, rinites, asma, sinusites, e também pode provocar doenças mais graves, como sinusites fúngicas, que é provocada pelo próprio mofo. Pode levar a pneumonias fúngicas que é um quadro bem mais grave, podendo causar danos à saúde humana. Imagem 21 – mofo no banheiro em estado avançado Fonte: autoria própria As imagens acima citadas, correspondem a parte interna da residência, onde há intensa presençade mofo e degradação devido a falta de reparo na laje e telhado, ocasionando patologias na laje e na parte interna da casa. Observação: na parte inferior não foi constatado nenhum problema estrutural grave. ITEM 01 DESCRIÇÃO MOFO NO TETO GRAU GRAVIDADE URGÊNCIA TENDÊNCIA MÁXIMO Risco a vida dos usuários, colapso da edificação, dano ambiental grave evolução imediata em ocorrência ALTO Risco de ferimentos aos usuários, avaria não recuperável na edificação, contaminação localizada evolução a curto prazo a ocorrer MÉDIO Insalubridade aos usuários, deterioração elevada da edificação, desperdícios dos recursos naturais evolução a médio prazo prognóstico p/ breve BAIXO Incômodo aos usuários, degradação da edificação, uso não racional dos recursos naturais evolução a longo prazo prognóstico p/ adiante MÍNIMO depreciação imobiliária não evoluiu imprevisto Tabela 2 – Classificação da Patologia Analisada Soluções adotadas pela requisitante: A requisitante Angela Maria Amorim, iniciou os reparos e manutenções no telhado, visando diminuir a incidência de mofo e infiltrações, a fim de manter índices aceitáveis para melhoria da salubridade do local, além de diminuir prejuízos financeiros com perdas de móveis, eletrodomésticos e roupas devido às goteiras e infiltrações na casa. Soluções recomendadas pelo avaliador: Após o término do reparo do telhado, fazer a raspagem das partes com maior incidência de degradação e posteriormente fazer a regularização com argamassa e após a secagem aplicar tinta antimofo específica para tetos e paredes. 15 – CARACTERIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES E BENFEITORIAS As imagens a abaixo apresentam as adequações feitas pela requisitante a fim de deixar o ambiente seguro e diminuir as infiltrações da laje também foram feitas as manutenções de elementos estruturais em madeira que englobam o conjunto de atividades necessárias e multidisciplinares a fim de preservar as condições de utilização e garantir a segurança necessária em função do uso da estrutura. Estas atividades podem ater-se não apenas aos reparos dos defeitos, como também incrementar correções para prevenir e reduzir futuros problemas, incluindo riscos de ruína e até perdas de vidas humanas. Negligenciando-se ou tornando-se a manutenção irregular, predispõe-se a estrutura ao desenvolvimento de deterioração ou desgaste dos elementos que implica na necessidade de reparos ou recuperações com reabilitações imediatas. Um programa adequado de metodologia de inspeção para avaliação do potencial de risco de biodeterioração, em detecção de pontos deficientes de uma determinada estrutura, associados às manutenções periódicas preventivas e regulares, se faz necessária e tende a proporcionar uma relação custo x benefício bastante compensatória. Diante desse contexto complexo, as devidas ações de intervenções estruturais que envolvam as estruturas em madeira devem considerar algumas particularidades, por se tratar de um material de origem biológica, com uma elevada variabilidade devido às suas propriedades físicas e mecânicas, devido a todas essas informações a requerente optou por fazer as manutenções o mais breve possível, evitando assim o possível colapso da estrutura. A seguir tem-se fotografias do telhado e de toda a estrutura em madeira que foi realizada para resolver os problemas de infiltrações na estrutura (laje), visando a melhoria da qualidade de vidas humanas para a diminuição de umidade e também preservação do imóvel. Imagem 22 – Reparo de estrutura de madeira e telhado Fonte: autoria própria Imagem 23 – Reparo de estrutura de madeira e telhado Fonte: autoria própria Imagem 24 – Reparo de estrutura em madeira e telhado além da adequação de pontos de tomadas Fonte: autoria própria Imagem 25 – Reparo de estrutura em madeira e telhado além da adequação de pontos de tomadas Fonte: autoria própria 16 - SITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS GERAIS O imóvel “in-situ” localizado Rua Paschoal Ranieri Mazzili, 224 - Jardim Munhoz Júnior Osasco – SP – Cep 06246-000, a qual é dotada dos seguintes melhoramentos públicos, tais como: Tabela 3 – Melhorias do imóvel O imóvel em questão possui todas as melhorias necessárias, localizado em zona urbana definida pelo município; possui mais de 02 (dois) dos requisitos mínimos da existência de melhoramentos indicados em todos os itens discriminados abaixo, construídos ou mantidos pelo Poder Público: · I - Meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; · II - Abastecimento de água; · I - Meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; · II - Abastecimento de água; · III - sistema de esgotos sanitários; · IV - Rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; · IV - Rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; · V - Escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. 17 – DESCRIÇÃO DO IMÓVEL 17.1 Edificação: De acordo com o estudo elaborado, encontra-se erigida no terreno uma edificação, a qual foi classificada, descrita e medida assim: · Padrão Residência Padrão Econômico; · Estado de conservação Necessitando de Reparos simples; E acabamentos internos; · Idade aparente A residência localizada no imóvel tem aproximadamente 25 anos; · Área construída 92,53 m² (noventa e dois metros quadrados e cinquenta e três centímetros quadrados) – conforme medição; realizada “in loco”. · Descrição “Construída sem preocupação com projeto Arquitetônico, satisfazendo distribuição internas básica, composta de: sala de estar, dormitórios, cozinha, banheiro social e área de serviço. Erguidas em estruturas simples e alvenaria de blocos, revestida com piso cerâmico. Cobertura em laje pré-moldada, impermeabilizada por processo simples e telhado. Áreas externas em piso cerâmico. fachadas com emboço e reboco. 17.2 Características do imóvel: 1. N° Pavimentos 02 (três) 2. N° Banheiros 02 (dois) 3. N° Cozinha 01 (um) 4. N° Sala de estar 01 (um) 5. N° Dormitórios 02 (dois), 6. Área Construída 92,53m² 7. Área com Habite-se 0m² 8. Estrutura Alvenaria 9. Cobertura Laje e telhado. 10. Piso Externo Revestimento cerâmico 11. Instalações elétricas Embutidas 12. Instalações hidráulicas Embutidas e aparentes Tabela 4 – características do imóvel 17.3 relação das condições da construção quanto a: 17.3.1 Implantação: Terreno com 7,20m (sete metros e vinte centímetros) de frente, 10,15 (dez metros e quinze centímetros) de comprimento. Edificação com altura h= 6,30 (seis metros e trinta centímetros) aproximadamente. 17.3.2 Estrutura: Elementos estruturais sem graves problemas, tendo em vista que o estado limite último do elemento estrutural “laje” demonstra claros sinais de degradação devido a infiltrações. Elementos edificados há cerca de 25 (vinte) anos, conforme declaração da moradora 17.3.3 Alvenaria: Edificação basicamente constituída em blocos de concreto. Existem diversos pontos de umidade, percolação e infiltração de água nas paredes e laje, existem manchas com proliferação de fungos manchas de umidade nas paredes. 17.3.4 Esquadrias: Portas internas de madeira; Portas externas de alumínio; janelas em esquadrias de alumínio, estado de conservação e segurança bons. 17.3.5 Revestimentos: revestimento cerâmico em todo interior do imóvel e área externa em bom estado de conservação. No banheiro há revestimento cerâmico nas paredes da parte interna que também encontra-se em bom estado de conservação, não há forro em ambiente interno, e alguns pontos de umidade, conforme foi demonstrado. 17.3.6 Ventilação e Insolação: Todos os ambientes do imóvel, disponibiliza de janelas em padrões aceitáveis, garantindo a ventilação, todos os ambientes, recebem insolação, o que subsidia e colabora para a salubridade da residência. 17.3.7 Instalações elétricas: As condições das instalações elétricas, quadro de distribuição,tomadas interruptores não apresentam falhas. 17.3.8 Instalações hidráulicas e esgoto: Às condições das instalações hidro sanitárias, em bom estado aparente de conservação e uso, bem como a destinação final do esgoto é coletado por rede pública. 17.3.9 Cobertura: A laje e contempla telhado, para proteção do elemento estrutural laje. Disponibiliza de beiral em torna da região construída. O elemento estrutural laje, encontra-se em bom estado de conservação, necessitando de manutenção corretiva conforme reparo que está sendo feito pela requerente. 18 – REGISTRO DE OCORRÊNCIAS: Ao proceder atenta vistoria “in loco”, através da tomada das fotografias, foi possível constatar as seguintes circunstâncias que podem gerar ou que já contribuíram para ocasionar as patologias na edificação reduzindo o desempenho de seus sistemas construtivos, dentre as quais se destacam: · Dilatação térmica; · Manchas na pintura; · Infiltrações e manchas em paredes; · Desgaste da pintura; · Acabamentos inapropriados; · Mofo no teto e paredes · Bolhas e destacamentos nas paredes; · Falta de corrimão em conformidade com a NBR regulamentadora na escada; 19 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DETECTADAS: 19.1 Falhas e anomalias: O exame realizado “in loco” nas benfeitorias permitiu a constatação da existência de patologias, que estão vinculados às falhas e estas podem ser classificadas como: 19.2 De Execução: Associada à manutenção, provenientes de falhas causadas pela execução inadequada de procedimentos e atividades do plano de manutenção, incluindo o uso inadequado dos materiais. 19.3. Operacionais: Relativos aos procedimentos inadequados de registros, controles, rondas e demais atividades pertinentes. 19.4. Gerenciais: Decorrentes da falta de controle de qualidade dos serviços de manutenção, bem como da falta de acompanhamento de custos da mesma. Em relação às anomalias, estas são classificadas em: · Endógena: Originária da própria edificação (projeto, materiais e execução). · Exógena: Originária de fatores externos a edificação, provocados por terceiros. · Natural: Originária de fenômenos da natureza (previsíveis, imprevisíveis). · Funcional: Originária do uso. 19.5 Grau de Risco: De acordo com as patologias identificadas e baseando-se nos limites e nos níveis da Inspeção Residencial, serão as mesmas classificadas de acordo com o grau de risco, citando-as de forma geral. Os graus de risco classificam-se em: A) CRíTICO: Relativo ao risco que pode provocar danos contra a saúde e segurança das pessoas e/ou meio ambiente, perda excessiva de desempenho causando possíveis paralisações, aumento de custo, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada, recomendando intervenção imediata. B) REGULAR: Relativo ao risco que pode provocar a perda de funcionalidade sem prejuízo à operação direta de sistemas, perda pontual de desempenho (possibilidade de recuperação), deterioração precoce e pequena desvalorização, recomendando programação e intervenção a curto prazo. C) MÍNIMO: Relativo a pequenos prejuízos à estética ou atividade programável e planejada, sem incidência ou sem a probabilidade de ocorrência dos riscos críticos e regulares, além de baixo ou nenhum comprometimento do valor imobiliário; recomendando programação e intervenção a médio prazo. As patologias citadas podem ser observadas nas fotos apresentadas abaixo, sendo a primeira de forma panorâmica para reconhecimento do local e, por conseguinte a imagem detalhada para apresentar a patologia detectada, relacionados da forma que segue: Classificação quanto às condições técnicas: CRÍTICA Excesso de anomalias corrigíveis e/ou incorrigíveis REGULAR Quantidade aceitável de anomalias corrigíveis SATISFATÓRIA Ausência ou quantidade mínima de anomalias corrigíveis Classificação quanto às condições uso: CRÍTICA Excesso de irregularidades incorrigíveis de segurança, habitabilidade, conforto e sustentabilidade REGULAR Quantidade aceitável de irregularidades de uso corrigíveis SATISFATÓRIA Ausência ou quantidade mínima de anomalias corrigíveis Classificação quanto às condições de operação e manutenção: CRÍTICA Excesso de falhas corrigíveis e/ou incorrigíveis REGULAR Quantidade aceitável de falhas corrigíveis SATISFATÓRIA Ausência ou quantidade mínima de falhas incorrigíveis 20 – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES: O imóvel vistoriado apresenta um estado de construção atualmente seguro no tocante à estabilidade construtiva e estruturas, não existem evidências que venham a acarretar em risco iminente para seus usuários, porém sabendo que danos de origem construtiva deficiente apresentam caráter progressivo, como a falta de manutenção corretiva e sucessivamente preventiva. Em relação a manutenções feitas pela requerente deverão ser providenciados todos os reparos necessários utilizando materiais de primeira qualidade juntamente com uma execução de qualidade dentro das NBRs de construção vigentes e gerenciados por engenheiros devidamente habilitados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), juntamente com a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Após a avaliação confirmo que o imóvel não apresenta nenhum problema estrutural grave durante a visita técnica, para que seu desempenho atinja os níveis aceitáveis, e que não permita, fuga de águas pluviais até tal elemento, recomenda-se o fechamento com placa de fechamento ou cumieira de 90° no final do telhado, para mitigar e sanar patologias exógenas e naturais, minimizando dentro dos parâmetros naturais a longo prazo. Recomenda-se também, que as medidas orientadas neste estudo, sejam devidamente adotadas, com brevidade, tendo em vista que a salubridade da residência unifamiliar, está atrelada às condições regulares do estado de conservação do imóvel. Ressaltando que a evolução dos apontamentos feitos do nível “Regular” para o nível “Crítico” em qualquer das esferas de endógena, exógena, Natural ou Funcional, poderá proporcionar na falta de salubridade pontual ou genérica, principalmente pelas variações climáticas tropical ao qual o Brasil, especificamente o Estado de São Paulo estão submetidos. 21 – CONSIDERAÇÕES FINAIS: Tendo cumprido todas as etapas necessárias à completa caracterização técnica da situação atual de conservação e estabilidade apresentada pelo imóvel em referência, bem como feita a anexação das peças recomendável e essenciais aos esclarecimentos que o caso requer, damos este laudo como encerrado, testificando que o mesmo é composto de páginas impressas em faces únicas, todas devidamente rubricadas pelo Engenheiro Civil, inclusive os anexos, com exceção desta última que vai por ele assinado, com sua qualificação profissional. Declaramos que o imóvel descrito atende as condições abaixo: 1. Não está localizado em área de risco. 2. Não está localizada em Áreas de Proteção Ambiental (APA), ou Áreas de Preservação Permanente (APP). 3. Não está localizado em loteamento irregular e impedido para construção. 4. Não se trata de área pública. 5. Não se trata de área situada em faixas “non aedificandi”. 6. Apresenta condições de segurança, habitabilidade e higiene. 7. Não constam ações demolitória ou denúncia de obra nova referente ao imóvel em questão. 8. Não consta ações demolitórias ou de usucapião referente ao imóvel em questão. 9. Não apresentou nenhum problema estrutural, após as manutenções feitas pela requerente. Declaramos ainda estar cientes que o presente laudo não isento os intervenientes nos trabalhos sem a participação do responsável técnico e das cominações legais impostas pela legislação vigente. 22 – ANEXOS: · Anexo I – Atestado de Responsabilidade Técnica · Anexo II – Planta da Residência São Paulo, (Conforme assinatura digital) Responsável Técnico: GERSON MARQUES DE LIMA Engenheiro Civil Elaboração de Laudos Técnicos CREA/SP 5070434682-SP ART – 28027230201334425 Requerente: ANGELA MARIA AMORIM RG Nº 23.968.009-1 CPF Nº 140.822.948-05 Página 9 de 39 image3.jpeg image4.jpegimage5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.png image2.png