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Gestão de Resíduos Sólidos 
Os resíduos sólidos, denominados “lixo” pelo senso comum, 
representam uma das grandes preocupações ambientais contemporâneas. 
Provenientes das atividades industrial, doméstica, comercial, agrícola e de 
serviços, os resíduos sólidos, se não forem adequadamente geridos, podem 
provocar sérios danos ao ambiente e à sociedade. 
Cidades que apresentam gestão deficiente de resíduos sólidos podem 
sofrer com poluição atmosférica decorrente de material particulado, odores e 
gases nocivos; poluição hídrica resultante do chorume de “lixões” e do 
lançamento direto dos resíduos no ambiente; contaminação e degradação do 
solo; desvalorização imobiliária das áreas próximas aos locais de disposição de 
resíduos; e proliferação de doenças através de vetores associados aos 
resíduos sólidos. 
Quanto aos resíduos sólidos urbanos (RSU), que incluem os resíduos 
gerados nos domicílios e na limpeza de logradouros públicos, a receita geral 
para uma gestão adequada é aparentemente simples: a coleta abrangente (que 
atinja mais de 90% da população), com frequência adequada (três ou mais 
vezes por semana); a limpeza pública que mantenha os logradouros em 
condições satisfatórias de uso; e, por fim, os resíduos depositados 
corretamente em um aterro sanitário. 
Na visão mais ecológica, a gestão pode incluir ainda a separação dos 
resíduos na fonte e, através de sistema de coleta seletiva, direcionar parte dos 
resíduos para programas de reciclagem e compostagem. Estariam então 
estabelecidas as bases para que a gestão dos resíduos sólidos urbanos tivesse 
mínima interferência no ambiente e na saúde pública. Entretanto, como é 
possível observar na prática, em países periféricos como o Brasil, sobretudo 
nos municípios mais pobres, a realidade de escassos recursos financeiros, 
aliada à falta de prioridade para o setor de saneamento, constituem fortes 
obstáculos ao estabelecimento de uma gestão adequada para os resíduos 
sólidos urbanos. Mesmo as cidades economicamente mais importantes e as 
mais populosas têm forte carência nesse sistema. 
No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) 
regulamenta o gerenciamento da gestão de resíduos, definindo 
responsabilidades para todos os geradores de resíduos (empresas, pessoas e 
poder público). 
Importância da Gestão de Resíduos Sólidos 
A principal importância do gerenciamento de resíduos sólidos é garantir 
a preservação do meio ambiente e da saúde da população. A gestão de 
resíduos é fundamental para as empresas, pois ajuda a minimizar os impactos 
ambientais causados pelo descarte inadequado dos mesmos. Ela abrange 
ações que vão desde a segregação dos resíduos o seu destino final, sendo até 
importante considerar todas as etapas do gerenciamento, incluindo a coleta, 
transporte, armazenamento, tratamento e disposição final. Algumas das 
principais razões pelas quais as empresas devem investir na gestão de 
resíduos são: cumprimento das legislações ambientais, redução de custos e 
desperdícios, imagem positiva junto à sociedade e ao mercado, minimização 
de riscos ambientais e melhoria da qualidade dos produtos e serviços 
oferecidos. 
A gestão adequada dos resíduos pode contribuir para a geração de 
novas oportunidades de negócios, como a reciclagem e a reutilização de 
materiais, ajudar a desenvolver processos de inovação e tecnologia, redução 
de custos, parcerias e novos mercados que valorizam esses aspectos.

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