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TEXTUALIDADE 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Textualidade 
A textualidade é um conjunto de elementos necessários em toda produção textual. Ela é composta por 
sete fatores (coerência, coesão, intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade e 
intertextualidade) mais os elementos (clareza, expressividade e originalidade), que, juntos, são os res-
ponsáveis por indicar cada aspecto envolvido na comunicação do texto. 
O texto é o produto final da textualidade e apresenta aspectos estruturais e pragmáticos — textualidade 
— e aspectos ideológicos, como valores morais e culturais, analisados pela discursividade. 
A textualidade é o conjunto de características básicas de todo texto. Ela é responsável por garantir que, 
em uma situação comunicativa, algo seja compreendido como um texto, e não um aglomerado de pa-
lavras e frases justapostas. Os princípios da textualidade embasam toda produção textual, logo é es-
sencial compreendê-los e dominá-los. 
Vejamos um exemplo. A expressão “Fogo!”, sem contexto comunicativo, representa uma palavra da 
língua portuguesa acompanhada do ponto exclamativo. Entretanto, se pensamos em uma situação 
cotidiana, onde um morador grita “Fogo!”, isso pode se configurar como um texto, por quê? 
O texto não é composto apenas pela base material (palavras e frases), mas também por elementos 
pragmáticos, ou seja, extratextuais. No exemplo citado, a aplicação a um contexto indica que, ao gritar 
“Fogo!”, essa única palavra ganha valor de texto, pois comunica uma situação de perigo, bem como 
solicita ajuda. 
Sendo assim, o ouvinte/leitor reconhece, em uma situação real, que essa expressão transmite uma 
mensagem maior, mas que, devido às próprias características do contexto, não pode ser explicada em 
longas frases. O estudo da textualidade explica quais fatores fazem com que “Fogo!” possa ser um 
texto. 
Os elementos da textualidade são características superficiais que se aplicam à matéria textual (palavras 
e frases). Eles são responsáveis por auxiliar na construção do sentido, garantindo a compreensão e 
interpretação do leitor. Falamos em três elementos principais, que se relacionam internamente no texto. 
Clareza das palavras: refere-se à boa escolha vocabular. Toda palavra possui um significado denota-
tivo, mas também diversos outros significados simbólicos. Na hora de escolher quais expressões utili-
zar, é importante atentar a quais outros sentidos elas podem evocar, evitando toda escolha que for 
prejudicial ao sentido. É importante que o vocabulário seja preciso e objetivo. 
Expressividade: é o complemento da clareza vocabular. Ela se concentra no modo geral como o autor 
trabalha com as palavras, escolhe-as com objetividade e organiza-as com estratégia e direcionamento, 
permitindo que o sentido esteja acessível ao leitor. 
Por exemplo: no texto jornalístico, a expressividade avaliaria aspectos como objetividade, formalidade 
e impessoalidade no sentido do texto; já em um texto literário, a expressividade se voltaria ao aspecto 
estético utilizado para atingir o leitor. 
Originalidade: refere-se ao aspecto autoral das produções textuais. Nenhum texto é totalmente novo, 
mas repetir informações conhecidas ou reproduzir ideias não é interessante ao texto. Sendo assim, é 
importante adicionar sua própria perspectiva tanto no trabalho conceitual do tema quanto na forma de 
organizar e expressar a mensagem. 
Os fatores da textualidade são os elementos essenciais a toda produção textual, pois são as caracte-
rísticas básicas que abarcam os elementos textuais e contextuais, imbricados em toda comunicação. 
São sete os fatores da textualidade, dois linguísticos e cinco pragmáticos: coerência, coesão, intencio-
nalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade, intertextualidade. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/o-que-texto.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/generos-jornalisticos.htm
 TEXTUALIDADE 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Coerência: trabalha no aspecto lógico, semântico e cognitivo do texto. Ela é a propriedade que garante 
a construção de um novo sentido, a partir das relações entre diferentes ideias e conceitos utilizados. 
Um texto coerente apresenta ideias conectadas e explicadas, bem como evita contradições. 
Coesão: é a materialização da coerência, por meio dos elementos conectivos (conjunções, prono-
mes, preposições, etc.), responsáveis por estabelecer e caracterizar a natureza das relações entre as 
ideias do texto. 
O texto que apresenta muitas informações, mas não estabelece relações linguísticas entre elas, acaba 
deixando as frases soltas e o sentido total comprometido. 
Intencionalidade: refere-se ao esforço linguístico do locutor (escritor/falante) em expressar a sua men-
sagem, por meio de um texto coerente e coeso. Todo texto é produzido com algum intuito comunicativo. 
Quando organizamos bem o sentido, a intenção do autor se faz mais evidente e contribui na compre-
ensão do leitor/ouvinte. 
Aceitabilidade: é o fator referente ao interlocutor (ouvinte/leitor), pois indica a expectativa do receptor 
em compreender a mensagem do texto. O sentido não se constrói somente pela intenção do autor, mas 
também pela abertura e conhecimento de mundo do leitor. Sendo assim, esse fator interfere na com-
preensão de um produto como texto. 
Situacionalidade: indica o contexto no qual o texto está inserido, analisando a pertinência ou não da 
produção textual para a situação comunicativa. Um texto só pode ser reconhecido como tal se ele 
estiver contextualizado adequadamente. 
Informatividade: é o fator que avalia o equilíbrio entre as novas informações e as informações já co-
nhecidas. Nenhum texto produz um sentido totalmente novo, pois sempre considera conhecimentos já 
existentes. 
Entretanto, o texto que somente repete dados conhecidos não acrescenta nada de novo, apresenta-se 
mais como cópia. O autor, desse modo, deve balancear os conhecimentos que serão retomados e 
quais novos serão apresentados. 
Intertextualidade: refere-se à presença de marcas, semânticas ou formais, de textos produzidos ante-
riormente no novo texto. Como dito anteriormente, o texto não pode apresentar informações totalmente 
novas, por isso nos referimos a outros textos para acrescentarmos ou criticarmos seu sentido. Todo 
texto apresenta intertextualidade, mas nem sempre ela vem indicada explicitamente. 
Diferença Entre Texto E Textualidade 
A textualidade é o conjunto de características que permitem que uma produção seja reconhecida como 
texto, ou seja, são os atributos de toda produção textual. O texto é o produto da textualidade, uma 
manifestação verbal, oral ou escrita, na qual os elementos linguísticos são organizados e estruturados 
pelo locutor, com o intuito de permitir que o interlocutor compreenda a intenção do sentido e possa 
interagir com ele, criticando-o ou refletindo sobre. 
Diferença Entre Textualidade E Discursividade 
A textualidade indica os fatores que são pertinentes a toda produção textual, focando-se apenas nos 
atributos gerais que envolvem as situações comunicativas. Ela avalia os aspectos que permitem que 
um texto seja entendido como tal, desconsiderando os valores semânticos e ideológicos. 
Diferentemente, a discursividade analisa as expressões do texto como produto ideológico, conside-
rando suas marcações identitárias (gênero, classe, raça), valores morais e/ou religiosos (noções de 
certo e errado), influências culturais, etc. Ela prioriza os sentidos e vê a estrutura como um instrumento 
de expressão deles. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/coerencia-textual.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/tipos-coesao.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/conjuncao.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/pronome.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/pronome.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/preposicao.htmhttps://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/informatividade.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/intertextualidade.htm
 TEXTUALIDADE 
 
 
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Elementos Da Textualidade 
Os elementos da textualidade são um conjunto de aspectos que constroem os textos e influenciam seu 
sentido, tanto no que se refere à produção quanto à compreensão. Existe um número de elementos já 
aceitos e reconhecidos nos estudos do texto, entretanto é importante ressaltar que pesquisas conti-
nuam sendo feitas, propondo a inserção de novos elementos. 
Como dito, os elementos provêm dos fatores da textualidade, que se dividem entre semânticos e prag-
máticos. Assim, cada elemento prioriza uma ou outra perspectiva, mas com um objetivo final comum: 
a garantia da textualidade. 
No que se refere aos elementos de fator semântico, destacam-se: 
coerência: elemento responsável por garantir a fluência, clareza e não contradição das ideias, foca-se 
no texto em seu aspecto semântico; 
coesão: elemento responsável por garantir a amarração entre as ideias do texto, evidenciando as rela-
ções estabelecidas e servindo para associar, retomar e conectar as partes do texto. 
No que tange aos elementos de fator pragmático, apresenta-se um número maior de elementos, alguns 
considerados os principais, por serem mais reconhecidos e consagrados, e outros que são novas pro-
postas para ampliar os estudos. Abaixo segue uma lista com os cinco primeiros elementos de fator 
pragmático. 
Intencionalidade: refere-se ao modo ou à forma como o autor constrói o texto para alcançar determi-
nada intenção. Nesse sentido, cabem principalmente os textos publicitários, nos quais a linguagem e o 
texto se moldam para convencer o consumidor. 
Aceitabilidade: refere-se à recepção do texto, à compreensão do interlocutor sobre a mensagem. 
Situcionalidade: refere-se ao contexto no qual o texto está inserido, seja na produção, seja na leitura. 
Esse elemento interfere no uso da língua, na escolha e polidez das palavras, no tom de voz, etc. Graças 
às situações de uso, um texto pode ter sentido em um contexto e não o ter em outro. 
Informatividade: refere-se aos dados que o texto apresenta, se são informações novas ou conhecidas. 
Para que o texto tenha fluência, é importante que ele balanceie os dois tipos de informação. Se o texto 
só apresentar informações conhecidas, pode ser redundante; se apresentar só informações novas, 
pode ser incompreensível. 
Intertextualidade: refere-se às relações discursivas entre diferentes textos. Mesmo que não haja 
uma intertextualidade explícita no texto, ele precisa considerar informações prévias à sua produção, 
desse modo, todo texto carrega outros textos em sua composição. 
Além desses, novos elementos têm sido acrescentados ao estudo da textualidade. 
Contextualizadores: referem-se a informações contextuais que são necessárias à compreensão dos 
textos, como data e local. 
Consistência: refere-se ao desenvolvimento das ideias, exigindo do texto uma construção mais sólida 
e menos contraditória. 
Focalização: refere-se à concentração do texto em uma parte do conhecimento ou não, desse modo, 
entende que a compreensão do texto passa também pelas áreas do conhecimento às quais ele recorre. 
Apesar de texto e textualidade estarem no mesmo círculo de estudos e estarem relacionados, o con-
ceito e aplicação de cada um são diferentes. 
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/textos-publicitarios.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/intertextualidade-.htm
 TEXTUALIDADE 
 
 
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O conceito de textualidade, como analisado acima, refere-se às características presentes em uma pro-
dução textual e que são responsáveis por caracterizá-la como texto. 
O texto, diferentemente, é o produto final, ou seja, a própria produção textual, construída com base nos 
elementos da textualidade. O texto é uma unidade de sentido, um ato comunicativo realizado por meio 
de uma produção de linguagem, que pode ser somente verbal ou pode ter a utilização de outras lin-
guagens. 
Diferença Entre Textualidade E Discursividade 
As noções de textualidade e discursividade podem se confundir, afinal ambas compreendem o texto 
como um produto também contextual. Em outras palavras, os dois conceitos abarcam os elementos 
extralinguísticos que influenciam a produção textual. 
Entretanto, apesar desse traço em comum, os estudos da discursividade centram-se na língua como 
um ato social, uma ação concreta no mundo, uma “língua viva”. Essa noção extrapola o estudo da 
estrutura textual, pertinente à textualidade. 
A discursividade centra-se na análise dos valores sociais, identitários, políticos e culturais que são 
construídos, combatidos, reconstruídos ou criados a partir da linguagem. Desse modo, todo discurso 
possui valor social, que independe de sua forma cumprir ou não determinados padrões estabelecidos 
culturalmente. 
 Vimos pela discussão desta Unidade que os sete fatores da textualidade (coesão, coerência, intenci-
onalidade e aceitabilidade, grau de informação, situação e intertextualidade) não podem ser avaliados 
isoladamente. 
Quando nos deparamos com uma dada sequência linguística, ela será ou não bem sucedida em nos 
comunicar algo, dependendo de como todos esses fatores interagirem entre si. 
Por causa disso, é muito difícil oferecer uma definição objetiva de texto, sem considerar como todos 
esses fatores estão interagindo numa sequência linguística específica. Em geral, não é a oposição? 
texto vs. não-texto? que irá nos interessar, mas sim a adequação de um texto às circunstâncias de sua 
produção, principalmente com base em dois princípios reguladores: eficiência e eficácia. 
Um texto eficiente é aquele que consegue o seu objetivo usando o mínimo de recursos possíveis. Já 
com relação ao segundo princípio, um texto é eficaz quando ele causa uma forte impressão no receptor, 
criando boas condições para alcançar seus objetivos. Em determinados momentos, esses dois princí-
pios são compatíveis. 
É o caso, por exemplo, da placa de trânsito discutida em 1.4, ou do diálogo do casal de jornalistas 
discutido em 1.8. Nesses dois casos, os produtores do texto utilizam um mínimo de recursos linguísticos 
(são eficientes) e conseguem comunicar com sucesso aquilo que desejam aos receptores (são efica-
zes). A esse respeito, nós vimos inclusive que, se os produtores desses textos optassem por torná-los 
altamente coesos e explícitos, os dois iriam perder não apenas em eficiência, mas também em eficácia. 
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https://brasilescola.uol.com.br/cultura/

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