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Introdução Nesta unidade iniciaremos o estudo da História Contemporânea. Mas a�nal, o que é História Contemporânea? Segundo o dicionário contemporâneo é “um adjetivo que faz referência ao que é do mesmo tempo, que viveu na mesma época” (AURÉLIO, 2001). Portanto podemos pensar que a História contemporânea seria a História que aconteceu na mesma época em que vivemos. Isto faz sentido para você? Ou lhe parece que este acontecimentos aconteceram em um mundo muito diferente do que vivemos hoje? Aqui vamos estudar e entender este período de mudanças estruturais envolvendo a política global do pós segunda guerra mundial e a Guerra Fria com seus con�itos indiretos, militares e ideológicos levando a hegemonia do capitalismo em que vivemos atualmente. Unidade 1 - Compreendendo o século XX e XXI Mariana Silva Silveira Iniciar 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 1/29 Convido-o a compreender esse período que consolida o modelo político-econômico e desejo bons estudos! 1. Introdução aos estudos de história contemporânea Tradicionalmente, o período conhecido como História Contemporânea remonta desde a Revolução Francesa em 1889 até os dias atuais. Muitas vezes nos perguntamos “mas porque a Revolução Francesa?” Devemos lembrar que a Revolução Francesa foi a semente que insurgiu contra os regimes monárquicos absolutistas e que, mesmo que muitos deles tenham retornado ao poder, a ideia de desigualdade de nascimento entre as classes sociais nunca mais foi a mesma. Partindo deste princípio, estudaremos nesta disciplina o século XX e XXI em seus acontecimentos que infringiram as maiores mudanças no modo de vida que veio a se tornar o que conhecemos atualmente. Inicialmente é necessário compreender as correntes historiográ�cas e questionamentos sobre o estudo do século XX e XXI. Analisar e entender o trabalho do historiador facilita compreender as di�culdades envolvidas no que é realizar a história de um período tão recente e de mudanças tão signi�cativas quanto os séculos XX e XXI. Em seguida, analisaremos as heranças da Segunda Guerra Mundial para o mundo com a divisão da Alemanha, visando eliminar qualquer herança da cultura nazista, e o crescimento de duas superpotências mundiais, os Estados Unidos e União Soviética com seus con�itos e sua herança para outros países. Posteriormente, compreenderemos os processos de descolonização da África, da Ásia e os con�itos no Oriente Médio e seus efeitos nestes países. Efeitos estes que levaram a con�itos e instabilidades nestas regiões até os dias atuais. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 2/29 Em sequência, é necessário entender o �m da União Soviética com o colapso do mundo socialista. Neste momento iremos entender a formação da Nova Ordem Mundial que vem com os Estados Unidos como superpotência e nos carrega pela globalização, marcada pelo encurtamento das distâncias e do tempo, e pela formação do mundo em que vivemos atualmente atualmente. Por �m, encerraremos a disciplina compreendendo os desdobramentos da tecnologia em nossas vidas e em nossa história, como sociedade, entendendo processos que assim foram desencadeados, como o terrorismo na era global. De maneira geral o estudo de História Contemporânea é a análise de um período em que nossa sociedade sofreu profundas mudanças estruturais as quais nos levaram ao cotidiano em que conhecemos. Portanto, venha conhecer e compreender nossa sociedade! 2. Século XX e XXI como problema historiográfico Muito se discute sobre a História Contemporânea e a capacidade de se analisar um período que para a História é tão recente e contemporâneo aos historiadores. Para isso, inicialmente, precisamos relembrar de onde vêm as informações para que o historiador “faça história”. Nas sociedades ocidentalizadas, toda produção de historiogra�a se baseia na análise de fontes primárias ou secundárias, isto é, de documentos escritos, antropológicos e arqueológicos, a partir dos quais seja possível concluir algo sobre os acontecimentos de um período pela sua análise. Naturalmente, algumas destas fontes podem levar anos a serem encontradas, especialmente em se tratando de vestígios arqueológicos, que são aqueles encontrados por escavações e analisados por arqueólogos quanto a sua procedência. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 3/29 Portanto, estudar o século XX pode ser uma tarefa árdua ao historiador, uma vez que este ainda pode ter vivido muitos dos acontecimentos aos quais analisa e pouca documentação alternativa pode estar disponível, seja pelo pouco tempo decorrido para encontrá-las ou pela vontade política recente de alguns países em não divulgá-la. A seguir, analisaremos as diferentes interpretações históricas do século XX e XXI com a Escola dos Annales e Eric Hobsbawm. 2.1 A Escola dos Annales Em 1929 surgia no contexto historiográ�co francês a revista “Annales d´historie économique et sociale”. O objetivo de tal revista seria desenvolver um novo tipo de história, rompendo e contestando com a forma como era produzido o conhecimento acadêmico. A crítica vinha especialmente ao caráter especialmente fundamentado apenas em fatos e em interpretações, sem base na investigação concreta. As obras eram dedicadas à história política e militar e as fontes utilizadas eram majoritariamente compostas por documentos o�ciais do Estado. A revista existe até hoje e os historiadores ligados a ela são chamados de “integrantes da Escola dos Annales”. Mas como exatamente eles acreditavam que deveria ser produzido o conhecimento histórico? A Escola dos Annales foi dividida em três gerações distintas, tornando difícil a análise de todas elas. No entanto, é possível sintetizar que estes historiadores pretendiam construir o conhecimento sobre o passado a partir de um estatuto cientí�co. Um dos fundadores da revista, chamado Marc Bloch (1866-1944), propõe em seu livro Apologia da História que os historiadores deveriam utilizar diversos tipos de fontes para a análise histórica, como os documentos orais, numismáticos, arqueológicos. Em uma famosa passagem, Bloch a�rma que: 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 4/29 Figura 1- Foto de Marc Bloch. Fonte: Wikicommons. Por trás dos grandes vestígios sensíveis a paisagem, (os artefatos ou máquinas), por trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições aparentemente mais desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer capturar. Quem não conseguir isso será apenas, no máximo, um serviçal da erudição. Já que o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe que ali está a sua caça. ( BLOCH, 2001 P. 54 ) Desta forma, podemos perceber que para Bloch a história deveria, na medida do possível, renunciar seu julgamento de valor e, para isso, o historiador deveria abandonar seus sentimentos, preconceitos e referências intelectuais. Só assim ele poderia realmente fazer história como uma ciência. Além disso, é essencial destacar a importância da Escola dos Annales na nossa compreensão e maneira de seriar a História. Suas gerações difundiram a ideia de história quantitativa e serial, isto é, a perspectiva de longa duração pela análise e estudo das continuidades e descontinuidades dos acontecimentos, realizando divisões como a que utilizamos aqui, de História Antiga, História Moderna, História Contemporânea, entre outras. 2.2 Eric Hobsbawm e o breve século XX 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html5/29 Eric J. Hobsbawm é um historiador e professor que nasceu em 1917 em Alexandria no Egito. Ele realizou seus estudos em Viena, Berlim, Londres e Cambridge e discutiu a História Contemporânea de forma marcante com seus 6 livros. Para analisar a Historiogra�a da História Contemporânea é primordial considerar os textos de Hobsbawm. Sua escrita enfatiza e problematiza em diversos momentos a questão de fazer história contemporânea como podemos perceber no trecho abaixo: Figura 2 - Foto de Eric Hobsbawn por R. WARD, 2011. Fonte: Wikicommons. “Não é possível escrever a história do século XX como a de qualquer outra época, quando mais não fosse porque ninguém pode escrever sobre seu próprio tempo de vida como pode (e deve) fazer em relação a uma época conhecida apenas de fora, em segunda ou terceira mão por intermédio de fontes da época ou de historiadores posteriores.” ( HOBSBAWM, 1995, p. 7 ) 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 6/29 Assim, é perceptível que mesmo o historiador conhecido como um dos maiores de seu tempo reconhece a di�culdade de se fazer história do século XX sendo contemporâneo a ele. Tal a�rmação se baseia na concepção herdada da Escola dos Annales ao que seria atualmente o modo correto de se fazer história: imparcial, sem sentimentos, preconceitos e percepções pessoais. Mas, a�nal, como desvincular sua opinião pessoal de um acontecimento que você viveu diretamente ao analisá-lo historicamente? Talvez este seja um dos maiores questionamentos, ainda não resolvidos, da história contemporânea. 3. A guerra fria Ao �nal da Segunda Guerra Mundial, duas superpotências se destacaram devido ao seu crescimento econômico e seu papel na luta contra a Alemanha nazista. Foram elas os Estados Unidos da América e a União Soviética. Este período, comumente chamado de Guerra Fria, ocorreu entre os anos de 1945 e 1989 e foi marcado pela disputa ideológica e por áreas de in�uência entre as duas potências. Olhe as imagens abaixo e re�ita se você já conhece algo sobre o que iremos aprender nesta unidade com as questões levantadas: 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 7/29 Figura 3- Helicópteros estadunidenses sobrevoando a cidade de Bong Son, no Vietnã, 1966. Fonte: Press From. a) A imagem 3 retrata um acontecimento ocorrido durante a Guerra do Vietnã. Você já ouviu falar desta guerra? Sabe qual foi a participação dos Estados Unidos nela? b) Você já ouviu falar da chamada “corrida espacial”? Sabe por que países se envolveram nesta disputa? Figura 3- Helicópteros estadunidenses sobrevoando a cidade de Bong Son, no Vietnã, 1966. Fonte: Press From. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 8/29 Figura 5 - Cartaz do programa espacial soviético. Fonte: Gratispng. 3.1 A ordem mundial bipolar 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 9/29 Como dito anteriormente, após a Segunda Guerra Mundial a Europa estava devastada. As antigas potências imperialistas europeias como Inglaterra, Alemanha e França estavam muito enfraquecidas pelos gastos com a guerra e pelo fato desta ter acontecido em seu território. Agora a hegemonia mundial passava para os Estados Unidos da América (EUA), que haviam se tornado a maior potência econômica. Ao mesmo tempo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) passava um uma rápida industrialização devido à política econômica implantada pelo governo de Joseph Stalin e ainda possuía o maior exército do mundo, o qual havia conseguido render a Alemanha nazista. Foi neste contexto que se iniciaram disputas ideológicas, econômicas e políticas entre essas duas superpotências. De um lado estava os Estados Unidos da América, com seu governo capitalista, e de outro a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e os governos socialistas. Ambas estavam sedentas por áreas de in�uência. Esta disputa �cou conhecida como Guerra Fria, isto porque as duas potências estavam receosas de se enfrentarem militar e �sicamente, apesar de fornecerem ajuda militar aos países com os quais se alinharam. 3.2. A doutrina Truman Em 1946, Winston Churchill, o ex- primeiro-ministro inglês, visitou os Estados Unidos e fez um discurso marcante ao chamar a atenção dos políticos estadunidenses para a dominação hegemônica da URSS no Leste Europeu. Ele chamou esta dominação ao Leste de “cortina de ferro”. No ano seguinte, Harry Truman o�cializou a nova orientação política dos Estados Unidos, denominando-a de Doutrina Truman. Nela os EUA assumiram a posição de líder dos países capitalistas ocidentais contra o avanço da URSS, oferecendo apoio militar e econômico a seus aliados. Foi neste momento que o con�ito indireto �cou explícito, 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 10/29 tendo início a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética e se estendendo também à rede de in�uências de ambas as potências. 3.3. Plano Marshall Além da Doutrina Truman, em 1947 foi lançado o Plano Marshall que levava tal nome por ter sido pensado pelo secretários de Estado estadunidense George Marshall. Seu plano, como complemento econômico da Doutrina Truman, previa uma ajuda econômica para a reconstrução dos países europeus. Com isso, os EUA tinham a intenção de garantir a manutenção do capitalismo na Europa, diminuindo as chances de expansão do socialismo no continente. No entanto, a propaganda partidária da época apresentava o Plano Marshall como uma obra de ajuda humanitária aos países europeus. Figura 6 - Cartaz plano Marshall para a Alemanha Ocidental. Fonte: Tudo sim é História. Os países da Europa Ocidental deram boas-vindas à ajuda econômica proporcionada pelo Plano Marshall. O cartaz produzido pelo governo da Alemanha Ocidental é intitulado “Caminho Livre para o Plano Marshall”, produzido em 1950. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 11/29 3.4. O Comecon Do outro lado do mundo, assim como os EUA apoiaram os países capitalistas, a URSS forneceu apoio econômico e militar aos países do bloco socialista. Em 1949, foi o�cializado o Conselho para Assistência Econômica Mútua (Comecon), que auxiliava o desenvolvimento e integrava as economias do Leste Europeu, tendo como lideranças a URSS. De maneira geral, o Comecon englobava a Hungria, Polônia, Romênia, Bulgária, Mongólia, Tchecoslováquia e a República Democrática Alemã conhecida como Alemanha Oriental. 4. A guerra fria II Os anos seguintes foram os que a bipolaridade, a disputa ideológica e as alianças militares foram levadas ao extremo entre as potências que disputavam a Guerra Fria. A política de alianças intitulada Doutrina Truman foi rea�rmada com a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1949. A criação da OTAN buscava rea�rmar a existência de um escudo militar do Ocidente capitalista contra os avanços do bloco socialista apoiado pela União Soviética, agora organizados com o Comecon. Faziam parte da OTAN o Canadá, a maior parte dos países da Europa Ocidental e outros países capitalistas. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 12/29 Figura 7 - Desenho retratando a Guerra Fria como a disputa entre EUA e URSS. Fonte: Diário Liberdade. 4.1. A divisão da Alemanha Após o �nal da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, que havia sido derrotada, foi dividida entre os quatropaíses vencedores da guerra: França, Inglaterra, EUA e URSS. Ao �nal da década de 1940 os países capitalistas formaram um único lado ocidental alemão chamado República Federal da Alemanha (RFA), com a capital em Bonn. Já o lado oriental permaneceu vinculado à URSS e foi denominado República Democrática Alemã (RDA), com a capital em Berlim. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 13/29 Figura 8: Foto da construção do Muro de Berlim. Domínio público, 1961. Fonte: Estadão. Além disso, a cidade de Berlim também foi dividida em duas áreas de in�uência: o lado socialista no leste e o capitalista no oeste. Com o passar do tempo, a URSS começa a enfrentar uma crise econômica, fato que faz com que os cidadãos da Berlim oriental passem para a Berlim ocidental, que recebia ajuda �nanceira do Plano Marshall e estava em melhores condições econômicas. Em 1961, com o intuito de evitar a passagem de pessoas do leste para o lado oeste, ocorreu a construção de um muro que dividia a cidade em duas. Esta construção se iniciou na madrugada, de maneira que, ao acordar, muitos cidadãos já se depararam com um muro separando a cidade de Berlim. Este muro �cou conhecido como O Muro de Berlim, e era vigiado o tempo todo. Ele existiu por 28 anos e se tornou um dos símbolos da Guerra Fria e da potencial crise da bipolaridade do mundo vinda do extremismo. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 14/29 Figura 9: Foto da construção do Muro de Berlim. Domínio Público. Fonte: Opinião e Notícia. 4.2. O Pacto de Varsóvia Em 1955, a Alemanha Ocidental se vinculou à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Em contrapartida, os países do Leste Europeu assinaram o Pacto de Varsóvia sob a liderança da URSS. Este pacto de�nia que, em caso de con�itos armados, os países socialistas se apoiariam mutuamente. Assinaram o Pacto de Varsóvia a União Soviética, a Polônia, a Alemanha Ocidental, a Tchecoslováquia, a Hungria, a Roménia, a Bulgária e a Alemanha Oriental. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 15/29 4.3. A corrida tecnológica As disputas entre os Estados Unidos da América e a União das República Socialistas Soviéticas não �caram apenas no âmbito da in�uência sobre os outros países. Foi neste período que as tensões entre os países jogaram no cenário mundial a possibilidade de destruição completa da humanidade. Isto ocorreu devido à chamada corrida armamentista, que era a capacidade de se produzir armas cada vez mais destrutivas. Ambas as potências buscavam demonstrar que possuíam armas de maior efeito e com isso enfatizar sua superioridade frente à outra. À medida que os dois países desenvolveram suas armas, o potencial destrutivo aumentou consideravelmente. Além das bombas atômicas, foram criadas as bombas de hidrogênio, que possuem um poder destrutivo muito superior ao da bomba atômica. Os Estados Unidos iniciaram uma série de testes atômicos em uma ilha formada por corais em Bikini no ano de 1946. Em resposta, os soviéticos testaram a sua primeira bomba atômica em 1949 no deserto do Cazaquistão. Figura 10 - Teste nuclear soviético em Semipalatinsk, no Cazaquistão. Agência nuclear URSS, 1949. Fonte: BBC. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 16/29 Além de bombas nucleares, os EUA e a URSS desenvolveram mísseis intercontinentais que tinham a capacidade de lançamento de grandes distâncias para atingir o território inimigo. Assim, as áreas de in�uência se mostravam ainda mais importantes, uma vez que seria possível destinar uma base de mísseis de longa distância a qualquer país aliado no mundo. Isto transformou a concepção espacial do mundo como um grande perigo constante, provocando pânico nos habitantes dessas duas superpotências. Figura 11 - Fotogra�a de teste nuclear no Atol de Bikini em 1946. Departamento de defesa norte americano. Fonte: Wikipedia. Em 1961, o presidente John Kennedy iniciou uma política de incentivo à construção de abrigos antinucleares para que a população tivesse onde se esconder em caso de ataques inimigos. Muitos cidadãos, temendo uma guerra nuclear, construíram abrigos e os abasteceram com mantimentos su�cientes para semanas e até anos. Podemos perceber, pela declaração do Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert McNamara, a situação crítica em que se encontravam os EUA e a URSS ao criar o termo 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 17/29 “Mutual Destruction”, do inglês, destruição mútua assegurada”. McNamara garante em sua declaração que, mesmo que um país sofresse um ataque nuclear, ainda haveria tempo de deferir uma retaliação nuclear levando à destruição de ambos os países. A situação se torna pior ao lembrar da política de alianças militares como o Pacto de Varsóvia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte. A possibilidade de uma guerra nuclear era grande, levando a uma grande catástrofe devido a potência das armas nucleares. Diante disto, Estados Unidos e União Soviética assinaram um tratado em 1963 de Banimento Parcial de Testes Nucleares e em 1968 o Tratado de Não Proliferação Nuclear. Esses acordos pretendiam colocar um limite à corrida armamentista. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 18/29 Figura 12: Retrato o�cial de Robert MacNamara 1961. US Government. Domínio público. Fonte: Wikicommons. 4.4. A corrida espacial Além do armamento nuclear, durante a Guerra Fria os Estados Unidos e a União Soviética investiram no desenvolvimento de tecnologia espacial. Esses investimentos em tecnologia espacial eram vantajosos pois os foguetes utilizados nos lançamentos de espaçonaves e satélites podiam ser utilizados também para o lançamento de mísseis nucleares a longa distância. Também é importante lembrar que os satélites colocados 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 19/29 para orbitar em torno da terra tinham a capacidade de monitorar e controlar o que acontecia nas mais diversas partes do planeta. Figura 13 - Cartaz soviético sobre o programa espacial no qual a “mãe pátria” indica o caminho para a Lua. Domínio Público. Fonte: Matos Design. É especialmente neste momento que os gastos com investimentos na corrida espacial passam a ser altíssimos e as duas superpotências se veem gastando mais do que 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 20/29 deveriam na tentativa de demonstrar uma suposta superioridade de um bloco frente ao outro para o mundo. Por �m, a União Soviética foi a primeira a colocar um ser humano no espaço. O jovem soviético chamado Yuri Gagarin marcou a presença do ser humano no espaço. No entanto, em 1969, o voo norte americano chamado Apollo 11 conseguiu levar três astronautas americanos a pousar na lua. Estavam presentes Neil Armstrong e Buzz Aldrin no módulo lunar em 20 de julho de 1969. Apesar dos gastos exorbitantes, é possível dizer que os Estados Unidos da América sobreviveram à Guerra Fria como uma potência econômica capitalista. Já a União Soviética, devido a problemas internos e aos gastos envolvidos na corrida armamentista e tecnológica, se aprofundou em uma crise econômica, a qual se tornava cada vez mais difícil de sair. Você quer ver? Você gostaria de visualizarcomo era o cotidiano no período da Guerra Fria? Assista ao filme “Estrelas Além do Tempo”, de 2016, dirigido por Theodore Melfi. O filme retrata a história de três mulheres negras que trabalham para a NASA em um cotidiano de segregação racial nos EUA. Além de conhecer sobre a corrida espacial e a guerra fria podemos também reconhecer elementos do preconceito e segregação nos EUA. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 21/29 Figura 14 - Cartaz do �lme “Estrelas Além do Tempo. Nome original: Hidden Figures. Produzido por 20th Century Fox, 2016. Fonte: Wikipedia. 4.5. O fim da guerra fria A Guerra Fria passou a perder força na década de 1980, quando os países soviéticos passaram por severas crises econômicas. É claro que a crise econômica afetou também a Alemanha Oriental, que passava por um aumento da dívida externa, dé�cit comercial e falta de mercadorias básicas. Além disso, a infraestrutura e a indústria do país eram precárias. Tal insatisfação da população da Alemanha Oriental era agravada devido ao autoritarismo do governo. A censura era recorrente, assim como a perseguição de opositores. A população da Alemanha Oriental começou a organizar uma oposição devido aos recentes movimentos que haviam acontecido na Hungria e na Polônia. Sendo o primeiro deles o decreto de abertura de fronteiras do país com o Oeste e o segundo a eleição de um primeiro ministro que não fosse do partido socialista. Em 9 de novembro de 1989, Gunter Schabowski, o porta-voz do governo Alemão Oriental anunciou uma nova lei de mobilidade para os cidadãos da Alemanha. Nela, eles não teriam mais restrições de passagem do lado oriental para o ocidental. No entanto, Schabowski cometeu um engano e informou ao jornalista que a nova lei entraria em 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 22/29 vigor imediatamente, quando na realidade ainda precisaria passar pela aprovação do parlamento. Figura 15 - Cidadão destruindo o Muro de Berlim, 1989. David Brauchli/Reuters. Fonte: Estadão. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 23/29 Imediatamente cerca de 100 mil cidadãos se dirigiram ao muro na esperança de que o informe fosse verdadeiro. Ao perceberem que ainda não podiam transitar livremente se iniciou um protesto de permanência no muro, visando forçar o governo soviético a aprovar a nova lei de mobilidade. Na madrugada do dia 09 para o dia 10 de novembro a população começou a derrubada do muro com martelos e picaretas. A queda do Muro de Berlim foi o ato simbólico que marcou o �m das disputas econômicas, militares e ideológicas entre os blocos socialistas e capitalistas, saindo o último como vencedor. A partir de então o capitalismo dominaria o mundo contemporâneo. Figura 16 - Cidadãos de Berlim Ocidental sobre o Muro de Berlim. David Brauchli/Reuters. Fonte: Estadão. 4.6. Consequências A queda do Muro de Berlim marca visualmente o �m da bipolaridade e da Guerra Fria, sendo um dos acontecimento mais importantes da História Contemporânea. Ela 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 24/29 contribuiu para a queda do bloco comunista do Leste Europeu, que já se encontrava em crise econômica. Além disso, contribuiu decisivamente para a reuni�cação da Alemanha, trazendo um grande desa�o para os governantes da Alemanha Ocidental: modernizar a porção leste. Síntese Pelo que estudamos nesta unidade, é possível a�rmar que o estudo de HIstória Contemporânea pode não ser tão claro quanto o de um período que ocorreu há muitos anos atrás. Correntes historiográ�cas demonstram a di�culdade e preocupação dos historiadores em produzir um novo tipo de historiogra�a, que lança mão de diversas fontes, como a arqueológica e antropológica, e procura ser o mais imparcial possível, livre de julgamentos do próprio historiador, como vimos com a Escola dos Annales. No entanto, pelos textos de Hobsbawm sobre o século XX, percebemos a di�culdade na realização de tal imparcialidade, uma vez que somos fruto direto de nosso tempo e já carregamos opiniões pessoais sobre os acontecimentos que vivemos. Mesmo assim, estudamos sobre a Guerra Fria e percebemos como gradualmente a bipolaridade do mundo foi sendo levada ao extremo, dividindo os países de acordo com seu alinhamento aos Estados Unidos da América ou à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os países que se negaram ao alinhamento das superpotências posteriormente vão se tornar os do chamado Terceiro Mundo, que estudaremos nas próximas unidades. Tal embate entre as duas potências não poderia ser realizado militarmente devido ao desenvolvimento de armas nucleares, as quais levaram o mundo bipolar ao pânico e ao medo constante de uma guerra nuclear. Por isso, apenas ocorreram guerras em países de in�uência, como a Guerra do Vietnã, país de possuia uma divisão entre norte e sul, com ideologia capitalistas e socialista. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 25/29 Por �m, analisamos a queda do Muro de Berlim, sua simbologia e seus impactos para a formação do mundo contemporâneo e da nova ordem capitalista. Sendo assim, aprendemos nesta unidade: ● O problema historiográ�co de estudar o século XX e XXI. ● Os motivos de início da Guerra Fria e a bipolaridade do mundo. ● As doutrinas ideológicas que permearam os acontecimentos. ● A divisão da Alemanha em seu caso palpável de con�ito cultural entre a Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental ● A corrida tecnológica e a corrida espacial. ● A queda do Muro de Berlim e sua simbologia e consequências. Na unidade seguinte veremos os processos de descolonização da África e Ásia, procurando compreender como os países dominados externamente se tornaram independentes e sua formação como sociedade posteriormente ou durante a Guerra Fria. Já na unidade III entenderemos por que a União Soviética entrou em crise e o surgimento de uma Nova Ordem Mundial, �cando assim mais claro o quadro completo que levou ao �m da Guerra fria e deste período estudado na História Contemporânea. Download do PDF da unidade 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 26/29 Bibliografia BAUMAN, Zygmunt. Danos colaterais – desigualdades sociais numa era global. Rio de Janeiro, Zahar, 2011. HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos – o breve século XX: 1914 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. REIS FILHO, Daniel Aarão. Uma Revolução perdida : A história do socialismo soviético. Rio de Janeiro: Editora Fundação Perseu Abramo, 2007. Referências Imagéticas: Figura 1 - Foto de Marc Bloch. Domínio Público. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Marc_Bloch.jpg. > Acesso em 15/07/2019. Figura 2 - Foto de Eric Hobsbawn por R. WARD, 2011. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Eric_Hobsbawm.jpg. > Acesso em 15/07/2019. Figura 3 - Helicópteros estadunidenses sobrevoando a cidade de Bong Son, no Vietnã, 1966. Bettmann/Getty Images. Disponível em: https://pressfrom.info/us/news/world/-127930-vietnam-commemorates-50th- anniversary-of-my-lai-massacre.html >. Acesso em 15/07/2019. Figura 4 (esquerda) -Tripulantes da nave espacial Apolo XI. Da esquerda para a direita: Armstrong, Collins e Aldrin. NASA, 1969 . Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apollo_11#/media/Ficheiro:Apollo_11_Crew.jpg. > Acesso em 15/07/2019. Figura 5 (direita) - Cartaz do programa espacial soviético. Disponível em: https://www.gratispng.com/png-ecpmxd/.> Acesso em 15/07/2019. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 27/29 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Marc_Bloch.jpg. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Eric_Hobsbawm.jpg. https://pressfrom.info/us/news/world/-127930-vietnam-commemorates-50th-anniversary-of-my-lai-massacre.html https://pressfrom.info/us/news/world/-127930-vietnam-commemorates-50th-anniversary-of-my-lai-massacre.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Apollo_11#/media/Ficheiro:Apollo_11_Crew.jpg. https://www.gratispng.com/png-ecpmxd/ Figura 6 - Tudo é Sim História. Plano Marshall - Cartaz. Disponível em: . Acesso em: . Acesso em: 30 jul. 2019. Figura 7 - Desenho retratando a Guerra Fria como a disputa entre EUA e URSS. Disponível em: https://gz.diarioliberdade.org/mundo/item/252670-o-retorno-da-guerra- fria.html. > Acesso em: 15/07/2019. Figura 8: Foto da construção do Muro de Berlim. Domínio público, 1961. Disponível em: http://infogra�cos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/. > Acesso em 15/07/2019. Figura 9: Foto da construção do Muro de Berlim. Domínio Público. Disponível em: . Acesso em 15/07/2019. Figura 10: Teste nuclear soviético em Semipalatinsk, no Cazaquistão. Agência nuclear URSS, 1949. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-39064460. > Acesso em 15/07/2019. Figura 11: Fotogra�a de teste nuclear no Atol de Bikini em 1946. Departamento de defesa norte americano. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Able. > Acesso em 15/07/2019. Figura 12: Retrato o�cial de Robert MacNamara 1961. US Government. Domínio público. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Robert_McNamara_o�cial_portrait.jpg. > Acesso em 15/07/2019. Figura 13: Cartaz soviético sobre o programa espacial no qual a “mãe pátria” indica o caminho para a Lua. Domínio Público. Disponível em: http://mmatos- design.blogspot.com/2012/03/cartazes-do-programa-espacial-sovietico.html. > Acesso em 15/07/2019. Figura 14: Cartaz do �lme “Estrelas Além do Tempo. Nome original: Hidden Figures. Produzido por 20th Century Fox, 2016. Disponível em: 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 28/29 http://tudosimehistoria.blogspot.com/2012/08/a-cortina-de-ferro-doutrina-truman-o.html http://tudosimehistoria.blogspot.com/2012/08/a-cortina-de-ferro-doutrina-truman-o.html https://gz.diarioliberdade.org/mundo/item/252670-o-retorno-da-guerra-fria.html. https://gz.diarioliberdade.org/mundo/item/252670-o-retorno-da-guerra-fria.html. http://infograficos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/ http://opiniaoenoticia.com.br/nesta-data/comeca-a-construcao-do-muro-de-berlim/ https://www.bbc.com/portuguese/internacional-39064460. https://pt.wikipedia.org/wiki/Able. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Robert_McNamara_official_portrait.jpg. http://mmatos-design.blogspot.com/2012/03/cartazes-do-programa-espacial-sovietico.html. http://mmatos-design.blogspot.com/2012/03/cartazes-do-programa-espacial-sovietico.html. https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidden_Figures#/media/Ficheiro:Hidden_Figures.jpg. > Acesso em 15/07/2019. Figura 15 : Cidadão destruindo o Muro de Berlim, 1989. David Brauchli/Reuters. Disponível em: http://infogra�cos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/. > Acesso em 15/07/2019. Figura 16: Cidadãos de Berlim Ocidental sobre o Muro de Berlim. David Brauchli/Reuters. Disponível em: http://infogra�cos.estadao.com.br/especiais/muro-de- berlim/. > Acesso em 15/07/2019. 11/6/24, 1:12 PM SU - BL2 - EDU_HICONO_19_E_1 https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_HICONO_19/unidade_1/ebook/index.html 29/29 https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidden_Figures#/media/Ficheiro:Hidden_Figures.jpg. http://infograficos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/ http://infograficos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/ http://infograficos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/