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Introdução
Princípios
Princípio de Saisine (art. 1.784 CC/02)
Consiste no reconhecimento, ainda que por ficção jurídica, da transmissão imediata e automática do domínio e posse da herança.
Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários.
Trata-se de uma transferência abstrata, por tratar da sucessão como um bem imóvel todos os coerdeiros ficam em condomínio, e a transferência só irá aos herdeiros propriamente dita apenas na partilha. 
· A depender do regime de bens estabelecido, a parte companheira pode ser além de herdeira, meeira também. 
Princípio do non ultra vires hereditates (art. 1.792 do CC)
Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando o valor do bens herdados.
As dívidas não podem ultrapassar o patrimônio próprio deixado pelo de cujus, 
· Exceção: obrigação de alimentos. 
Princípio da função social da herança
· Dá uma finalidade para a herança – distribui-la. 
É o direito igualitário para usufruir do direito de herança.
Princípio da territorialidade – art. 1.785 do CC e art. 10 da LINDB
Art. 1.785 do CC/2002: A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido.
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1.º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. 
§ 2.º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
Leis brasileiras aplicadas no território brasileiro:
· aplica-se a lei do domicílio do de cujos (isso se domiciliado no Brasil).
Se é estrangeiro com bens no Brasil (e a(o) companheira(o) e os filhos são brasileiros) a lei aplicará a do Brasil. Salvo, se a lei estrangeira for mais benéfica.
Princípio da temporariedade - art. 1.787 do CC, art. 5º, XXXVI da CF/88 e art. 2.041 do CC
Aplica-se a lei da época em que a pessoa morreu/a época do fato.
Art. 1.787: A sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da abertura daquela.
Art. 2.041: As disposições deste Código relativas à ordem da vocação hereditária (arts. 1.829 a 1.844) não se aplicam à sucessão aberta antes de sua vigência, prevalecendo o disposto na lei anterior. 
Princípio do respeito à vontade manifestada
O sentido de admitir a produção de efeitos post mortem em relação a determinado patrimônio está justamente no respeito à manifestação da declaração de vontade do seu titular originário.
· só pode dispor até 50% dos bens;
· pode adicionar pessoas que não são parentes.
por Neuzyanne Gurgel
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