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HISTÓRIA
01- A Idade Média é um extenso período da História
do Ocidente cuja memória é construída e reconstruída
segundo as circunstâncias das épocas posteriores. Assim,
desde o Renascimento, esse período vem sendo alvo de
diversas interpretações que dizem mais sobre o contexto
histórico em que são produzidas do que propriamente
sobre o Medievo.
Um exemplo acerca do que está exposto no texto acima é
A a associação que Hitler estabeleceu entre o III Reich e
o Sacro Império Romano Germânico.
B o retorno dos valores cristãos medievais, presentes
nos documentos do Concílio Vaticano II.
C a luta dos negros sul-africanos contra o apartheid
inspirada por valores dos primeiros cristãos.
D o fortalecimento político de Napoleão Bonaparte, que
se justificava na amplitude de poderes que tivera
Carlos Magno.
E a tradição heroica da cavalaria medieval, que foi
afetada negativamente pelas produções
cinematográficas de Hollywood.
02- A Peste Negra dizimou boa parte da população
européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades.
O conhecimento médico da época não foi suficiente para
conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura
escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de
noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra
e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se
mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias
mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o
fim do mundo.”
Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky. The
Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações).
O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da
Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do
século XIV, sugere que
A o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos
tempos.
B a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando
o saber médico.
C a impressão causada pelo número de mortos não foi tão
forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis.
D houve substancial queda demográfica na Europa no
período anterior à Peste.
E o drama vivido pelos sobreviventes era causado
pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.
03- Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento.
(SEVCENKO, N. O Renascimento, Campinas, Unicamp, 1984).
O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre
A fé e misticismo.
B ciência e arte.
C cultura e comércio.
D política e economia.
E astronomia e religião
04- I - Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada.
Dentre outras tendências que dialogam com as idéias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto abaixo.
II - Nem todas as guerras são injustas e correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor.
BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO, G. Dicionário de Política, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.
___________________________________________________
Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência citada no texto II, pode-se afirmar que
(A) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta.
(B) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto II, ela não é um valor absoluto.
(C) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra.
(D) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo.
(E) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto II, à civilização.
05- Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento. 
Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio. 
Que é indispensável convocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar leis.
Declaração de Direitos. Disponível em: http://disciplinas.stoa.usp.br Acesso em: 20 dez. 2011 (adaptado).
No documento de 1689, identifica-se uma particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime político que predominavam na Europa continental estão indicados, respectivamente, em:
A Redução da influência do papa – Teocracia.
B Limitação do poder do soberano – Absolutismo.
C Ampliação da dominação da nobreza – República.
D Expansão da força do presidente – Parlamentarismo.
E Restrição da competência do congresso – Presidencialismo.
06- Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão: 
A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel. 
Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito caro se não fizéssemos que escravos cultivassem a planta que o produz. 
(Montesquieu. O espírito das leis.) 
Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu, 
(A) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa. 
(B) a política econômica e a moral justificaram a escravidão. 
(C) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico. 
(D) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos. 
(E) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas. 
07 - Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra “restaurante”. Desde o final da Idade Média, a palavra restaurant designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos restaurateurs, que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurante com o sentido atual. 
A mudança do significado da palavra restaurante ilustra 
(A) a ascensão das classes populares aos mesmos padrões de vida da burguesia e da nobreza.
(B) a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza.
(C) a incorporação e a transformação, pela nobreza, dos ideais e da visão de mundo da burguesia. 
(D) a consolidação das práticas coletivas e dos ideais revolucionários, cujas origens remontam à Idade Média.
(E) a institucionalização, pela nobreza, de práticas coletivas e de uma visão de mundo igualitária.
08- Em nosso país queremos substituir o egoísmo pela moral, a honra pela probidade, os usos pelos princípios, as conveniências pelos deveres, a tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício, a insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas boas pessoas, a intriga pelo mérito,o espirituoso pelo gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes pela grandeza do homem.
HUNT, L. Revolução Francesa e Vida Privada. In: PERROT,
M. (Org.) História da Vida Privada: da Revolução Francesa à
Primeira Guerra. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras,
1991 (adaptado).
O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual dos grupos político-sociais envolvidos na Revolução Francesa?
A À alta burguesia, que desejava participar do poder legislativo francês como força política dominante.
B Ao clero francês, que desejava justiça social e era ligado à alta burguesia.
C A militares oriundos da pequena e média burguesia, que derrotaram as potências rivais e queriam reorganizar a França internamente.
D À nobreza esclarecida, que, em função do seu contato, com os intelectuais iluministas, desejava extinguir o absolutismo francês.
E Aos representantes da pequena e média burguesia e das camadas populares, que desejavam justiça social e direitos políticos.
09- A primeira metade do século XX foi marcada por conflitos e processos que a inscreveram como um dos mais violentos períodos da história humana.
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Entre os principais fatores que estiveram na origem dos conflitos ocorridos durante a primeira metade do século XX estão
A) a crise do colonialismo, a ascensão do nacionalismo e do totalitarismo.
B) o enfraquecimento do império britânico, a Grande Depressão e a corrida nuclear.
C) o declínio britânico, o fracasso da Liga das Nações e a Revolução Cubana.
D) a corrida armamentista, o terceiro-mundismo e o expansionismo soviético.
E) a Revolução Bolchevique, o imperialismo e a unificação da Alemanha.
10- Leia um texto publicado no jornal Gazeta Mercantil. Esse texto é parte de um artigo que analisa algumas situações de crise no mundo, entre elas, a quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e foi publicado na época de uma iminente crise financeira no Brasil.
Deu no que deu. No dia 29 de outubro de 1929, uma terça-feira, praticamente não havia compradores no pregão de Nova Iorque, só vendedores. Seguiu-se uma crise incomparável: o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos caiu de 104 bilhões de dólares em 1929, para 56 bilhões em 1933, coisa inimaginável em nossos dias. O valor do dólar caiu a quase metade. O desemprego elevou-se de 1,5 milhão para 12,5 milhões de trabalhadores – cerca de 25% da população ativa – entre 1929 e 1933. A construção civil caiu 90%. Nove milhões de aplicações, tipo caderneta de poupança, perderam-se com o fechamento dos bancos. Oitenta e cinco mil firmas faliram. Houve saques e norte-americanos que passaram fome.
(Gazeta Mercantil, 05/01/1999)
Ao citar dados referentes à crise ocorrida em 1929, em um artigo jornalístico atual, pode-se atribuir ao jornalista a seguinte intenção:
a) questionar a interpretação da crise.
b) comunicar sobre o desemprego.
c) instruir o leitor sobre aplicações em bolsa de valores.
d) relacionar os fatos passados e presentes.
e) analisar dados financeiros americanos.
11 - Os regimes totalitários da primeira metade do século XX apoiaram-se fortemente na mobilização da juventude em torno da defesa de ideias grandiosas para o futuro da nação. Nesses projetos, os jovens deveriam entender que só havia uma pessoa digna de ser amada e obedecida, que era o líder. Tais movimentos sociais juvenis contribuíram para a implantação e a sustentação do nazismo, na Alemanha, e do fascismo, na Itália, Espanha e Portugal.
A atuação desses movimentos juvenis caracterizava-se:
A pelo sectarismo e pela forma violenta e radical com que enfrentavam os opositores ao regime.
B pelas propostas de conscientização da população acerca dos seus direitos como cidadãos.
C pela promoção de um modo de vida saudável, que mostrava os jovens como exemplos a seguir.
D pelo diálogo, ao organizar debates que opunham jovens idealistas e velhas lideranças conservadoras.
E pelos métodos políticos populistas e pela organização de comícios multitudinários.
12- As Brigadas Internacionais foram unidades de combatentes formadas por voluntários de 53 nacionalidades dispostos a lutar em defesa da República espanhola. Estima-se que cerca de 60 mil cidadãos de várias partes do mundo – incluindo 40 brasileiros – tenham se incorporado a essas unidades. Apesar de coordenadas pelos comunistas, as Brigadas contaram com membros socialistas, liberais e de outras correntes político-ideológicas.
SOUZA, I. I. A Guerra Civil Europeia. História Viva, n. 70, 2009 (fragmento).
A Guerra Civil Espanhola expressou as disputas em curso na Europa na década de 1930. A perspectiva política comum que promoveu a mobilização descrita foi o(a)
A crítica ao stalinismo.
B combate ao fascismo.
C rejeição ao federalismo.
D apoio ao corporativismo.
E adesão ao anarquismo.
ENEM 2012  QUESTÃO 4
Disponível em: http://quadro-a-quadro.blog.br. Acesso em: 27 jan. 2012. (Foto: Reprodução/Enem)
13- Com sua entrada no universo dos gibis, o Capitão chegaria para apaziguar a agonia, o autoritarismo militar e combater a tirania. Claro que, em tempos de guerra, um gibi de um herói com uma bandeira americana no peito aplicando um sopapo no Fürer só poderia ganhar destaque, e o sucesso não demoraria muito a chegar.
COSTA, C. Capitão América, o primeiro vingador: crítica. Disponível em: www.revistastart.com.br. 
Acesso em: 27 jan. 2012 (adaptado).
A capa da primeira edição norte-americana da revista do Capitão América demonstra sua associação com a participação dos Estados Unidos na luta contra
A a Tríplice Aliança, na Primeira Guerra Mundial.
B os regimes totalitários, na Segunda Guerra Mundial.
C o poder soviético, durante a Guerra Fria.
D o movimento comunista, na Guerra do Vietnã.
E o terrorismo internacional, após 11 de setembro de 2001.
FILOSOFIA
TEXTO COMUM AS QUESTÕES 1 E 2.
O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991).
01- Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:
(A) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
(B) a origem do governo como uma propriedade do rei.
(C) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
(D) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
(E) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.
02- Analisando o texto, podemos concluir que se trata de um pensamento:
(A) do liberalismo.
(B) do socialismo utópico.
(C) do absolutismo monárquico.
(D) do socialismo científico.
(E) do anarquismo.
03- Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?
A Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
B Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
C Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
D Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
E Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
04
TEXTO I
Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.
DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
TEXTO II
Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).
Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume
A defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.
B entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.
C são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.
D concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.
E atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.
05
TEXTO I 
Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável. 
DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado). 
TEXTO II 
É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. 
SILVA, F.L. Descartes. a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).
A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que, para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-se
A retomar o método da tradição para edificar a ciência com legitimidade.
B questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e concepções.
C investigar os conteúdos da consciência dos homens menos esclarecidos.
D buscar uma via para eliminar da memória saberes antigos e ultrapassados.
E encontrar ideias e pensamentos evidentes que dispensam ser questionados.
06- Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida. 
KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985 (adaptado)
Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa
A a reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.
B o exercício da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas.
C a imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.
D a compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.
E a emancipação da subjetividade humana de ideologias produzidas pela própria razão.
SOCIOLOGIA
01- Na produção social que os homens realizam, eles entram em determinadas relações indispensáveis e independentes de sua vontade; tais relações de produção correspondem a um estágio definido de desenvolvimento das suas forças materiais de produção. A totalidade dessas relações constitui a estrutura econômica da sociedade – fundamento real, sobre o qual se erguem as superestruturas política e jurídica, e ao qual correspondem determinadas formas de consciência social. 
MARX, K. Prefácio à Crítica da economia política. In. MARX, K. ENGELS F. Textos 3. São Paulo. Edições Sociais, 1977 (adaptado).
Para o autor, a relação entre economia e política estabelecida no sistema capitalista faz com que
A o proletariado seja contemplado pelo processo de mais-valia.
B o trabalho se constitua como o fundamento real da produção material.
C a consolidação das forças produtivas seja compatível com o progresso humano.
D a autonomia da sociedade civil seja proporcional ao desenvolvimento econômico.
E a burguesia revolucione o processo social de formação da consciência de classe.
02 
De acordo com a história em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a postura de Hagar 
(A) valoriza a existência da diversidade social e de culturas, e as várias representações e explicações desse universo.
(B) desvaloriza a existência da diversidade social e as várias culturas, e determina uma única explicação para esse universo.
(C) valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de várias visões de mundo.
(D) valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a visão de mundo de navegantes e não-navegantes.
(E) desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas pelos navegantes. 
03- É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder.
MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997 (adaptado).
A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito
A ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as decisões por si mesmo.
B ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade às leis.
C à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, livre da submissão às leis.
D ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, desde que ciente das consequências.
E ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais.
04 
TEXTO I
Cidadão
Tá vendo aquele edifício, moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
“Tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?”
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer.
BARBOSA,L. In:ZÉ RAMALHO. 2o Super Sucessos. Rio de Janeiro:Sony Music, 1999 (fragmento).
TEXTO II
O trabalhador fica mais pobre à medida que produz mais riquezae sua produção cresce em força e extensão. O trabalhador torna-se uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais bens. Esse fato simplesmente subentende que o objeto produzido pelo trabalho, o seu produto, agora se lhe opõe como um ser estranho, como uma força independente do produtor.
MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos (Primeiro manuscrito). São Paulo: Boitempo Editorial, 2004 (adaptado).
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Com base nos textos, a relação entre trabalho e modo de produção capitalista é
A) baseada na desvalorização do trabalho especializado e no aumento da demanda social por novos postos de emprego.
B) fundada no crescimento proporcional entre o número de trabalhadores e o aumento da produção de bens e serviços.
C) estruturada na distribuição equânime de renda e no declínio do capitalismo industrial e tecnocrata.
D) instaurada a partir do fortalecimento da luta de classes e da criação da economia solidária.
E) derivada do aumento da riqueza e da ampliação da exploração do trabalhador.
05- O folclore é o retrato da cultura de um povo. A dança popular e folclórica é uma forma de representar a cultura regional, pois retrata seus valores, crenças, trabalho conhecê-la, é de alguma forma se apropriar dela, é enriquecer a própria cultura.
BREGOLATO, R. A. Cultura Corporal da Dança. São Paulo: Ícone, 2007.
As manifestações folclóricas perpetuam uma tradição cultural, é obra de um povo que a cria, recria e a perpetua. Sob essa abordagem deixa-se de identificar como dança folclórica brasileira
A o Bumba-meu-boi, que é uma dança teatral onde personagens contam uma história envolvendo crítica social, morte e ressurreição.
B a Quadrilha das festas juninas, que associam festejos religiosos a celebrações de origens pagãs envolvendo as colheitas e a fogueira.
C o Congado, que é uma representação de um reinado africano onde se homenageia santos através de música, cantos e dança.
D o Balé, em que se utilizam músicos, bailarinos e vários outros profissionais para contar uma história em forma de espetáculo.
E o Carnaval, em que o samba derivado do batuque africano é utilizado com o objetivo de contar ou recriar uma história nos desfiles.
06- A sociologia ainda não ultrapassou a era das construções e das sínteses filosóficas. Em vez de assumir a tarefa de lançar luz sobre uma parcela restrita do campo social, ela prefere buscar as brilhantes generalidades em que todas as questões são levantadas sem que nenhuma seja expressamente tratada. Não é com exames sumários e por meio de intuições rápidas que se pode chegar a descobrir as leis de uma realidade tão complexa. Sobretudo, generalizações às vezes tão amplas e tão apressadas não são suscetíveis de nenhum tipo de prova.
DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
O texto expressa o esforço de Émile Durkheim em construir uma sociologia com base na
a) vinculação com a filosofia como saber unificado.
reunião de percepções intuitivas para demonstração.
0. formulação de hipóteses subjetivas sobre a vida social.
1. adesão aos padrões de investigação típicos das ciências naturais.
2. incorporação de um conhecimento alimentado pelo engajamento político.
	SOCIOLOGIA
	QUESTÃO
	ALTERNATIVA
	01
	B
	02
	B
	03
	B
	04
	E
	05
	D
	06
	D
	HISTÓRIA
	QUESTÃO
	ALTERNATIVA
	01
	A
	02
	A
	03
	B
	04
	B
	05
	B
	06
	E
	07
	B
	08
	E
	09
	A
	10
	D
	11
	A
	12
	B
	13
	B
	FILOSOFIA
	QUESTÃO
	ALTERNATIVA
	01
	D
	02
	A
	03
	D
	04
	E
	05
	B
	06
	A
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HISTÓRIA
 
 
01
-
 
A Idade Média é um extenso período da História
 
do Ocidente cuja memória é construída e reconstruída
 
segundo as circunstâncias das épocas posteriores. Assim,
 
desde
 
o Renascimento, esse período vem sendo alvo de
 
diversas interpretações que dizem mais sobre o contexto
 
histórico em que são produzidas do que propriamente
 
sobre o Medievo.
 
Um exemplo acerca do que está exposto no texto acima é
 
 
A a associação que Hitler e
stabeleceu entre o III Reich e
 
o Sacro Império Romano Germânico.
 
B o retorno dos valores cristãos medievais, presentes
 
nos documentos do Concílio Vaticano II.
 
C a luta dos negros sul
-
africanos contra o 
apartheid
 
inspirada por valores dos primeiros cristãos
.
 
D o fortalecimento político de Napoleão Bonaparte, que
 
se justificava na amplitude de poderes que tivera
 
Carlos Magno.
 
E a tradição heroica da cavalaria medieval, que foi
 
afetada negativamente pelas produções
 
cinematográficas de Hollywood.
 
 
02
-
 
A 
Peste 
Negra dizimou boa parte da população
 
européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades.
 
O conhecimento médico da época não foi suficiente para
 
conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura
 
escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de
 
noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra
 
e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam
-
se
 
mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias
 
mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o
 
fim do mundo.”
 
Agnolo di Tura. 
The Plague in Siena: An Italian 
Chronicle
. 
In
: William M. Bowsky. 
The
 
Black Death: a turning point in history? 
New York: 
HRW, 1971 (com adaptações).
 
O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da
 
Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do
 
século XIV, sugere que
 
 
A o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos
 
tempos.
 
B a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando
 
o saber médico.
 
C a impressão causada pelo número de mortos não foi tão
 
forte, porque as vítimas eram poucas e identi
ficáveis.
 
D houve substancial queda demográfica na Europa no
 
período anterior à Peste.
 
E o drama vivido pelos sobreviventes era causado
 
pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.
 
 
03
-
 
Acompanhando a intenção da burguesia 
renascentista de ampliar seu domínio sobre a 
natureza e sobre o espaço geográfico, através da 
pesquisa científica e da invenção tecnológica, os 
cientistas também iriam se atirar nessa aventura, 
tentando conquistar a for
ma, o movimento, o 
espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o 
sentimento.
 
(SEVCENKO, N.
 
O Renascimento
, Campinas, Unicamp, 1984).
 
 
O texto apresenta um espírito de época que afetou 
também a produção artística, marcada pela constante 
relação entre
 
A
 
fé
 
e misticismo.
 
B
 
ciência e arte.
 
C
 
cultura e comércio.
 
D
 
política e economia.
 
E
 
astronomia e religião
 
04
-
 
I 
-
 
Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588
-
1679), o estado de natureza é um
 
estado de 
guerra
 
universal e perpétua. Contraposto ao estado 
de 
natureza, entendido como estado de guerra,
 
o 
estado de paz
 
é a sociedade civilizada.
 
 
Dentre outras tendências que dialogam com as 
idéias de Hobbes, destaca
-
se a definida pelo texto 
abaixo.
 
 
II 
-
 
Nem todas as guerras são injustas e 
correlativamente, nem to
da paz é justa, razão pela 
qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz 
nem sempre um valor.
 
BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO,
 
G. Dicionário 
de Política
, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São 
Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.
 
________________________________________________
___
 
 
Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência 
citada no texto II, pode
-
se afirmar que
 
(A) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e 
injusta.
 
(B) para Hobbes, a paz é inerente à civiliza
ção e, segundo o 
texto II, ela não é um valor absoluto.(C) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, 
segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra.
 
(D) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é 
justo.
 
(E) para Hobbes, a paz 
liga
-
se à natureza e, de acordo com o 
texto II, à civilização.
 
 
05
-
 
Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade 
real para suspender as leis ou seu cumprimento.
 
 
Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o 
concurso do 
Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em 
época e modo diferentes dos designados por ele próprio.
 
 
Que é indispensável convocar com frequência os 
Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para 
corrigir, afirmar e conservar leis.
 
Declaração d
e Direitos. Disponível em: 
http://disciplinas.stoa.usp.br
 
Acesso em: 20 dez. 2011 
(adaptado).
 
No documento de 1689, identifica
-
se uma 
particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados 
europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o 
HISTÓRIA 
 
01- A Idade Média é um extenso período da História 
do Ocidente cuja memória é construída e reconstruída 
segundo as circunstâncias das épocas posteriores. Assim, 
desde o Renascimento, esse período vem sendo alvo de 
diversas interpretações que dizem mais sobre o contexto 
histórico em que são produzidas do que propriamente 
sobre o Medievo. 
Um exemplo acerca do que está exposto no texto acima é 
 
A a associação que Hitler estabeleceu entre o III Reich e 
o Sacro Império Romano Germânico. 
B o retorno dos valores cristãos medievais, presentes 
nos documentos do Concílio Vaticano II. 
C a luta dos negros sul-africanos contra o apartheid 
inspirada por valores dos primeiros cristãos. 
D o fortalecimento político de Napoleão Bonaparte, que 
se justificava na amplitude de poderes que tivera 
Carlos Magno. 
E a tradição heroica da cavalaria medieval, que foi 
afetada negativamente pelas produções 
cinematográficas de Hollywood. 
 
02- A Peste Negra dizimou boa parte da população 
européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. 
O conhecimento médico da época não foi suficiente para 
conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura 
escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de 
noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra 
e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se 
mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias 
mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o 
fim do mundo.” 
Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian 
Chronicle. In: William M. Bowsky. The 
Black Death: a turning point in history? New York: 
HRW, 1971 (com adaptações). 
O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da 
Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do 
século XIV, sugere que 
 
A o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos 
tempos. 
B a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando 
o saber médico. 
C a impressão causada pelo número de mortos não foi tão 
forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis. 
D houve substancial queda demográfica na Europa no 
período anterior à Peste. 
E o drama vivido pelos sobreviventes era causado 
pelo fato de os cadáveres não serem enterrados. 
 
03- Acompanhando a intenção da burguesia 
renascentista de ampliar seu domínio sobre a 
natureza e sobre o espaço geográfico, através da 
pesquisa científica e da invenção tecnológica, os 
cientistas também iriam se atirar nessa aventura, 
tentando conquistar a forma, o movimento, o 
espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o 
sentimento. 
(SEVCENKO, N. O Renascimento, Campinas, Unicamp, 1984).
 
 
O texto apresenta um espírito de época que afetou 
também a produção artística, marcada pela constante 
relação entre 
A fé e misticismo. 
B ciência e arte. 
C cultura e comércio. 
D política e economia. 
E astronomia e religião 
04- I - Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-
1679), o estado de natureza é um estado de 
guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado 
de natureza, entendido como estado de guerra, o 
estado de paz é a sociedade civilizada. 
 
Dentre outras tendências que dialogam com as 
idéias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto 
abaixo. 
 
II - Nem todas as guerras são injustas e 
correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela 
qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz 
nem sempre um valor. 
BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO, G. Dicionário 
de Política, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São 
Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000. 
________________________________________________
___ 
 
Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência 
citada no texto II, pode-se afirmar que 
(A) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e 
injusta. 
(B) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o 
texto II, ela não é um valor absoluto. 
(C) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, 
segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra. 
(D) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é 
justo. 
(E) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o 
texto II, à civilização. 
 
05- Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade 
real para suspender as leis ou seu cumprimento. 
Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o 
concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em 
época e modo diferentes dos designados por ele próprio. 
Que é indispensável convocar com frequência os 
Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para 
corrigir, afirmar e conservar leis. 
Declaração de Direitos. Disponível em: 
http://disciplinas.stoa.usp.br Acesso em: 20 dez. 2011 
(adaptado). 
No documento de 1689, identifica-se uma 
particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados 
europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o

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