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REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 1 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Análise da influência da rigidez das ligações em estruturas metálicas Analysis of the influence of stiffness of joints in steel structures Analysis of the influence of connection stiffness in steel structures DOI: 10.54033/cadpedv21n9-282 Originals received: 08/23/2024 Acceptance for publication: 09/13/2024 Luís Rubens Silva Normandia Graduado em Engenharia Civil Instituição: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) Endereço: Feira de Santana, Bahia, Brasil E-mail: luisrubens.sn@gmail.com Antonio Ribeiro Santos Junior Mestre em Engenharia de Estruturas Instituição: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) Endereço: Feira de Santana, Bahia, Brasil E-mail: arsjunior@uefs.br Paulo Henrique Silva dos Santos Mestre em Engenharia Civil e Ambiental Instituição: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) Endereço: Feira de Santana, Bahia, Brasil E-mail: pauloenghenrique@gmail.com RESUMO Em projetos estruturais, com o objetivo de simplificação, é comum adotar as ligações com comportamento rígido ou flexível. Desse modo, este trabalho objetiva entender quais as implicações no dimensionamento de uma viga metálica quando não é considerada a semirrigidez da sua ligação com o pilar. As ligações rígidas admitem continuidade entre os elementos, ocorrendo a transferência total de momento e o impedimento da rotação relativa entre eles, já nas flexíveis ocorrem rotação entre os elementos e nenhuma transferência de momento entre as peças ligadas, enquanto nas ligações semirrígidas acontece a transferência parcial de momento e também ocorre rotação relativa entre as peças, sendo essa última a classificação que representa uma situação real. A consideração das ligações como flexíveis ou rígidas pode resultar em projetos em que a transferência de esforços entre as vigas e pilares destoem dos esforços realmente transferidos. Essa diferença pode impactar de forma desfavorável ou favorável na REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 2 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. estabilidade local e global de uma estrutura, nas dimensões dos elementos estruturais e influenciar no custo de construção. Para isso, foi selecionada uma viga de uma estrutura metálica, de padrão comumente usados, e realizadas comparações entre os dimensionamentos. Para determinação da rigidez das ligações, foi utilizado o método das componentes presente na norma europeia: Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010). Os resultados mostram que considerar as ligações metálicas com rígidas ou flexíveis podem implicar em consequências negativas como o subdimensionamento ou superdimensionamento, sugerindo-se, então, a revisão do item 6.1.2.3 da norma ABNT NBR 8800 (2008), e a inclusão de métodos de cálculo de rigidez de ligação na norma ABNT NBR 8800 (2008). Palavras-chave: Ligação Metálica. Semirrígido. Eurocódigo. Dimensionamento de Estruturas Metálicas. ABSTRACT In structural projects, for the purpose of simplification, it is common to adopt connections with rigid or flexible behavior. Therefore, this work aims to understand the implications in the design of a steel beam when the semi-rigidity of its connection to the column is not considered. Rigid connections assume continuity between elements, resulting in total moment transfer and prevention of relative rotation between them. In flexible connections, rotation occurs between the elements with no moment transfer between the connected parts. In semi-rigid connections, partial moment transfer occurs along with relative rotation between the parts, with this last classification representing a real-world situation. Considering connections as either flexible or rigid can lead to designs where the transfer of forces between beams and columns differs from the forces actually transferred. This difference can impact the local and global stability of a structure either unfavorably or favorably, affect the dimensions of structural elements, and influence construction costs. To this end, a beam from a commonly used steel structure was selected, and comparisons were made between the designs. For determining the stiffness of the connections, the component method from the European standard Eurocode 3 Part 1-8 (2010) was used. The results show that considering metallic connections as rigid or flexible can lead to negative consequences such as underestimation or overestimation of the design, suggesting a revision of item 6.1.2.3 of the ABNT NBR 8800 (2008) standard and the inclusion of connection stiffness calculation methods in the ABNT NBR 8800 (2008) standard. Keywords: Steel Joint. Semi Rigid. Eurocode. Design of Steel Structures. RESUMEN En el diseño estructural, con el objetivo de simplificar, es común adoptar conexiones con comportamiento rígido o flexible. El objetivo de este trabajo es conocer las implicaciones para el diseño de una viga metálica cuando no se tiene en cuenta la semirrigidez de su conexión con el pilar. Las conexiones rígidas permiten la continuidad entre los elementos, con transferencia total de momento e impedimento de rotación relativa entre ellos, mientras que las conexiones flexibles permiten la rotación entre los elementos y ninguna transferencia de REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 3 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. momento entre las partes conectadas, mientras que las conexiones semirrígidas permiten la transferencia parcial de momento y también permiten la rotación relativa entre las partes, siendo esta última la clasificación que representa una situación real. Considerar las conexiones como flexibles o rígidas puede dar lugar a proyectos en los que la transferencia de fuerzas entre vigas y pilares difiera de las fuerzas realmente transferidas. Esta diferencia puede tener un impacto desfavorable o favorable en la estabilidad local y global de una estructura, en las dimensiones de los elementos estructurales y en el coste de la construcción. Para ello, se seleccionó una viga de una estructura metálica estándar de uso común y se realizaron comparaciones entre los diseños. Para determinar la rigidez de las conexiones se utilizó el método de componentes empleado en la norma europea Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010). Los resultados muestran que considerar las uniones metálicas como rígidas o flexibles puede llevar a consecuencias negativas como el infradimensionamiento o el sobredimensionamiento, por lo que se sugiere la revisión del punto 6.1.2.3 de la norma ABNT NBR 8800 (2008) y la inclusión de métodos para el cálculo de la rigidez de las uniones en la norma ABNT NBR 8800 (2008). Palabras clave: Conexión Metálica. Semirrígida. Eurocódigo. Diseño de Estructuras de Acero. 1 INTRODUÇÃO A rigidez de rotação é propriedade física da ligação que determina a sua capacidade na transferência de momento entre os elementos estruturais. Na norma europeia Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010), a qual estabelece especificações para projetos de ligações em estruturas de aço, essa propriedade é usada como parâmetro para classificar as ligações como rígidas, flexíveis e semirrígidas. Conforme Zanoni (2018), as ligações são naturalmente semirrígidas, já que possuem comportamento complexo e não linear, o qual fica em um patamar intermediário entre o rígido e o flexível. Porém, as ligações costumam ser modeladas como rotuladas ou rígidas para efeito de simplificação das análises de deslocamentos e esforços. A NBR 8800 ABNT (2008) não dispõe de métodos para a determinação da rigidez de rotação da ligação, a qualé uma propriedade física necessária para entender o comportamento momento-rotação da ligação metálica e analisá-la de forma semirrígida. Para suprir essa carência da norma brasileira, foi utilizada nesse trabalho a norma europeia Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010). REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 4 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Logo, diante desse cenário, este trabalho tem o objetivo de analisar as consequências de não se considerar a semirrigidez das ligações metálicas viga- pilar no dimensionamento e esforços em uma viga metálica de perfil laminado. 2 MODELO MECÂNICO DO MÉTODO DAS COMPONENTES A relação entre o momento fletor pelo qual uma ligação está sendo solicitada com a rotação relativa entre os elementos conectados é um método para representar o comportamento de uma ligação à flexão (Maggi, 2004). Conforme Lima (2003), no método das componentes, para obter a rigidez a rotação de uma ligação metálica, usa-se as propriedades de flexibilidade dos seus componentes básicos, as quais são representadas por molas elastoplásticas cujos valores de resistência e rigidez são determinados a partir de equações empíricas. Segundo Castro (2006, p. 36) “Uma ligação analisada na visão dos métodos das componentes pode ser decomposta em elementos ou componentes que reproduzem o comportamento das suas partes, em termos de resistência e deformabilidade.” O que foi dito pode ser observado na Figura 1. Figura 1 – Modelo mecânico dos componentes de uma ligação viga-coluna Fonte: Casto, 2006. Conforme o Eurocódigo, a rigidez rotacional é calculada a partir do cálculo das rigidezes dos componentes básicos da ligação, cada uma sendo simbolizada por um coeficiente de rigidez elástica (ki): REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 5 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. 𝑆𝑗 = 𝐸𝑧2 𝜇 ∑ 1 𝑘𝑖 𝑖 (1) onde: 𝐸 representa o modulo de elasticidade do aço; 𝑧 o braço binário, definido no item 6.2.7 do Eurocódigo 3 Parte 1–8(2010); 𝑘𝑖 representa o coeficiente de rigidez do componente básico i da ligação; 𝜇 relação de rigidez Sj,ini/Sj. A relação de rigidez μ varia de acordo à relação entre o valor do momento fletor solicitante da ligação 𝑀𝑗,𝐸𝑑 em comparação ao momento fletor resistente 𝑀𝑗,𝑅𝑑, se calculado conforme o item 6.3.1(6) do Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010). 3 METODOLOGIA Tendo em vista esses fatores, este trabalho busca a partir de um estudo comparativo, entender quais as implicações e consequências em considerar a rigidez das ligações metálicas, as quais sempre possuem algum grau de semirrigidez, como rígidas ou flexíveis. Para isso, foram analisados os esforços em vigas metálicas para diferentes configurações de ligações com o pilar. Nessas análises foram consideradas, de forma simplificada, a rigidez das ligações entre viga e pilar como rígidas e como rotuladas, conforme permite a norma ABNT NBR 8800 (2008) no item 6.1.2.3. Posteriormente, realizaram-se as mesmas análises considerando as rigidezes das ligações, com seus valores calculados pelo método das componentes presente no Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010). Os modelos de ligações metálicas utilizados neste trabalho foram selecionados a partir do manual da Gerdau: Ligações Para Estruturas De Aço Guia Prático Para Estruturas Com Perfis Laminados. Foram estudadas a ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica e a ligação com chapa de extremidade simétrica, consideradas pelo manual da Gerdau respectivamente como rígida e flexível. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 6 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. A viga utilizada para a análise de esforços encontra-se no Manual de Construção em Aço – Edifícios de Pequeno Porte, disponibilizado gratuitamente no site do Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA) (http://www.cbca- acobrasil.org.br). A partir do exemplo apresentando nesse manual, foi selecionada a viga V2AM para a realização desse estudo. Primeiramente foram realizadas as análises dos esforços e dimensionamento da viga V2AM para os seguintes casos: considerando a rigidez da ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica como rígida; considerando a rigidez da ligação com chapa de extremidade simétrica como flexível. Posteriormente, com as dimensões da viga e das ligações já determinadas, calculou-se a rigidez da ligação em ambos os casos e foram realizadas novas análises de esforços, agora considerando a semirrigidez das ligações. Por fim, foram comparados os resultados obtidos adotando a rigidez das ligações como rígida ou flexível com os resultados encontrados considerando a rigidez real das ligações. Com a finalidade de tornar o trabalho menos extenso e focar no principal objetivo, que é a análise do comportamento da viga, no cálculo dos coeficientes de rigidez das ligações, foram adotadas para os pilares conectados com a viga V2AM as mesmas dimensões da viga. 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES A viga selecionada a partir do manual da CBCA para ser estudada nesse trabalho foi a viga V2AM (Figura 2). REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 7 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Figura 2 – Plano das Vigas EL. +3000 @ +9000 (Manual de Construção em Aço – Edifícios de Pequeno Porte Estruturados em Aço, CBCA, 2018) Fonte: CBCA, 2018. Conforme o manual da GERDAU, as ligações são compostas dos seguintes materiais: aço ASTM A36 para as chapas de ligações e aço ASTM A325N Tipo 1 para os parafusos. De acordo com as propriedades utilizadas no Manual de Construção em Aço – Edifícios de Pequeno Porte do CBCA, as vigas estudadas possuem as seguintes propriedades: 𝐹𝑦 = 35KN/cm2; 𝑓𝑢 = 45KN/cm2 e 𝐸 = 200GPa. Na viga em estudo atuam as cargas permanentes (CP) e as cargas variáveis (CA). A carga linearmente distribuída na viga V2AM calculada é 15,27 KN/m referente ao carregamento permanente e 6,64 KN/m referente às cargas variáveis. Ao realizar as combinações de ações foi obtida a partir da combinação última normal uma carga igual a 31,34 KN/m e a partir da combinação quase permanente a carga encontrada foi de 16,27 KN/m. Para a análise da viga V2AM, foi utilizado o software de análise estrutural Ftool. A ação de ELU já obtida e os perfis encontrados no pré-dimensionamento foram introduzidos no software para o processamento da análise estrutural. Na Figura 3 e Figura 4 são apresentados, respectivamente, o diagrama de momento fletor e o diagrama de força cortante na situação que se tem a viga com ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica, ou seja, ligação rígida. A Figura REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 8 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. 5 e Figura 6 apresentam respectivamente o diagrama de momento fletor e o diagrama de força cortante para a viga com ligação com chapa de extremidade parafusada simétrica, a qual possui ligação flexível. Figura 3 – Diagrama de Momento Fletor Ligação Rígida Com Chapa de Cabeça Parafusada Assimétrica Fonte: O Autor, 2024. Figura 4 – Diagrama de Força Cortante Ligação Rígida Com Chapa de Cabeça Parafusada Assimétrica Fonte: O Autor, 2024. Figura 5 – Diagrama de Momento Fletor Ligação Flexível Com Chapa de Extremidade Parafusada Simétrica Fonte: O Autor, 2024. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN:1983-0882 Page 9 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Figura 6 – Diagrama de Força Cortante Ligação Flexível Com Chapa de Extremidade Parafusada Simétrica Fonte: O Autor, 2024. O pré-dimensionamento foi calculado através de dois parâmetros. Um deles é o ELS de deslocamento da viga, determinado pela NBR 8800 (2008). O outro parâmetro é o valor 𝑀𝑝𝑙 𝛾𝑎1 , expressão que representa o momento resistente de cálculo (𝑀𝑅𝐷) para seção compacta. O pré-dimensionamento foi aplicado para as duas situações: a primeira utilizando a ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica e a segunda utilizando a ligação flexível com chapa de extremidade parafusada simétrica. Logo, os módulos de resistência plástico mínimo (𝑍𝑥,𝑚𝑖𝑛) encontrados foram: 𝑍𝑥,𝑚𝑖𝑛 = 295,4𝑐𝑚3 para a viga com ligação rígida e um 𝑍𝑥,𝑚𝑖𝑛 = 443,1𝑐𝑚3 para a viga com ligação flexível. Verificando os limites máximos de deslocamento da flecha da viga foram encontrados os valores mínimos para os momentos de inércia (Imin). Para viga de ligação rígida o Imin foi 2156,77cm4, já para a viga com ligação flexível o Imin foi 10783,85cm4. Com base na tabela de bitolas Perfis Estruturais Gerdau, foram selecionados os perfis que atendiam à inércia mínima e ao módulo de resistência plástico mínimo. Dessa maneira, o perfil selecionado para a situação de viga com ligação rígida foi o W310x23,8 e o perfil selecionado para a viga a situação de viga com ligação flexível foi o W 310 x 38,7. O dimensionamento foi realizado conforme os procedimentos determinados pela norma ABNT NBR 8800 (2008). Nessa etapa foi verificada apenas o Estado Limite Último (ELU), já que o Estado Limite de Serviço foi verificado no pré-dimensionamento. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 10 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Na verificação do ELU foi averiguada a capacidade de flexão e cisalhamento da viga sob esforços de flexão simples. Para isso, foi verificado se o momento resistente e a resistência ao cisalhamento da viga são maiores que suas respectivas cargas solicitantes, ou seja, se MSD≤MRD e VSd≤VRd. Conforme o Manual de Construção em Aço – Edifícios de Pequeno Porte, também se adotou Lb = 50cm, representando a colocação de um pino a cada 50 cm. Na análise do ELU foi verificado que os perfis encontrados no pré- dimensionamento (W310x23,8 e W310x38,7) são capazes de atender às cargas solicitantes. Como mencionado na anteriormente, os modelos de ligações utilizados para esse estudo foram retirados do manual de ligações da Gerdau. Logo, o dimensionamento das ligações foi realizado a partir das tabelas disponibilizadas pelo próprio manual. O manual tem a tabela para dimensionamentos elaborada com base nas normas NBR 8800 (2008) e na Steel Design Guide 4 – Extended End-Plate Moment Connections (2004). As fórmulas utilizadas para calcular os valores limites do momento e da força cortante estão presentes no manual. Primeiro é realizado o dimensionamento da ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica. Percebe-se que a força cortante solicitante é menor que a resistente. Porém o momento solicitante, que é 94 KNm, é maior que o momento resistente de 81 KNm. Diante dessa situação, foram analisadas as equações de momento resistente no manual da Gerdau para essa ligação. A partir da análise feita, percebeu-se que o momento resistente limitante que é 81 KNm ocorre devido à solda. Sabendo disso, com a finalidade de atingir um momento resistente que atenda às solicitações, para essa ligação foi adotado um filete de solda igual 9 mm que, por sua vez, implica para a ligação em um momento resistente igual a 103 KNm. Então, é realizado o dimensionamento da ligação flexível com chapa de extremidade parafusada simétrica. Do mesmo modo utilizado para a determinação da ligação rígida, então, foi verificado que as cargas resistentes da ligação disponibilizada pelo manual da Gerdau são maiores que as cargas REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 11 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. solicitantes da estrutura. Nesse caso a força cortante resistente (191KN) é maior que a força cortante solicitante (94KN). Foram determinadas a rigidez das ligações de acordo com o método das componentes do item 6.3.2 do Eurocódigo 3 Parte 1-8 (2010). Ligação Com Chapa De Cabeça Parafusada Assimétrica: Cálculo da rigidez rotacional inicial 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 da ligação, onde 𝑢 = 1: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 𝐸𝑧² 𝜇( 1 𝑘1 + 1 𝑘2 + 1 𝑘𝑒𝑞 ) = 8900,20 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (2) Cálculo da rigidez rotacional da ligação 𝑆𝑗: Em uma ligação viga-pilar com perfis em H ou em I, na qual que 𝑀𝑗,𝐸𝑑 > 2/3𝑀𝑗,𝑅𝑑, o valor de 𝑢 é 2,16, o qual foi definido pela equação (2). Logo, temos o seguinte valor para rigidez rotacional: 𝑆𝑗 = 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 2,16 = 4120,46 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (3) Cálculo dos limites de rigidez da ligação: • Zona 1: Para 𝐾𝑏 = 8: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 𝐾𝑏𝐸𝐼𝑏 𝐿𝑏 = 11589,33 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (4) Para 𝐾𝑏 = 25: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 𝐾𝑏𝐸𝐼𝑏 𝐿𝑏 = 36216,66 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (5) Zona 3: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 0,5𝐸𝐼𝑏 𝐿𝑏 = 724,33 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (6) REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 12 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. O valor da rigidez inicial 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 está na zona 2, ou seja, entre os limites da zona 1 da zona 3. Logo, a ligação é classificada como semirrígida. Ligação Com Chapa De Extremidade Parafusada Simétrica: Cálculo da rigidez rotacional inicial 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 da ligação, onde 𝑢 = 1: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 𝐸𝑧² 𝜇( 1 𝑘1 + 1 𝑘2 + 1 𝑘3 + 1 𝑘4 + 1 𝑘5 + 1 𝑘10 ) = 1648,60 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (7) Cálculo da rigidez rotacional da ligação 𝑆𝑗: Em uma ligação viga-pilar com perfis em H ou em I, na qual 𝑀𝑗,𝐸𝑑 ≤ 2/3𝑀𝑗,𝑅𝑑, o valor de 𝑢 é 1, o qual foi definido pela equação (7). Logo, 𝑆𝑗 permanece com o mesmo valor da 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖. 𝑆𝑗 = 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 1648,60 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (8) Cálculo dos limites de rigidez da ligação: • Zona 1: Para 𝐾𝑏 = 8: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 𝐾𝑏𝐸𝐼𝑏 𝐿𝑏 = 31757,33 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (9) Para 𝐾𝑏 = 25: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 𝐾𝑏𝐸𝐼𝑏 𝐿𝑏 = 99241,66 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (10) • Zona 3: 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 = 0,5𝐸𝐼𝑏 𝐿𝑏 = 1984,33 𝐾𝑁𝑚 𝑟𝑎𝑑 (11) Os valores da rigidez inicial 𝑆𝑗,𝑖𝑛𝑖 está na zona 3, ou seja, menores do que o limites da zona 3. Logo, a ligação é classificada como flexível. Nessa etapa foi realizada a análise estrutural da viga V2AM considerando a rigidez das ligações. A metodologia utilizada é análoga a do item 6.4 desse trabalho. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 13 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Nas figuras abaixo (Figura 9, Figura 10, Figura 11 e Figura 12) são apresentadas as análises com os valores obtidos de momento fletor e força cortante. Figura 9 – Diagrama de Momento Fletor Ligação Com Chapa de Cabeça Parafusada Assimétrica Fonte: O Autor, 2024. Figura 10 – Diagrama de Força Cortante Ligação Com Chapa de Cabeça Parafusada Assimétrica Fonte: O Autor, 2024. Figura 11 – Diagrama de Momento Fletor Ligação Com Chapa de Extremidade Parafusada Simétrica Fonte: O Autor, 2024. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 14 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Figura 12– Diagrama de Força Cortante Ligação Com Chapa de Extremidade Parafusada Simétrica Fonte: O Autor, 2024. No pré-dimensionamento foi utilizado o software Ftool para verificar o perfil que atendia o limite de deslocamento máximo da flecha da viga ( 𝐿 350 = 1,71𝑐𝑚). Sendo determinado o perfil w310x38,7 para a viga com ligação de chapa de cabeça parafusada assimétrica e o perfil w310x44,5 para a viga com ligação com chapa de extremidade parafusada simétrica. As Tabela 1 e Tabela 2 apresentam as deformações calculadas pelo Ftool referente a cada perfil analisado. Tabela 1 – Pré-dimensionamento Ligação com Chapa de Cabeça Parafusada Assimétrica Perfil Deformação (cm) W310x23,8 2,31 W310x28,3 1,98 W310x32,7 1,75 W310x38,7 1,45 Fonte: O Autor, 2024. Tabela 2 – Pré-dimensionamento Ligação com Chapa de Extremidade Parafusada Simétrica Perfil Deformação (cm) W310x38,7 1,80 W310x44,5 1,58 W310x52,0 1,36 Fonte: O Autor, 2024. O dimensionamento da viga com ligações semirrígidas foi realizado com procedimento análogo ao utilizado no item 6.6 do trabalho. Nele foram verificados que os perfis encontrados no pré-dimensionamento (W310x38,7 e W310x44,5) são capazes de atender aos esforços solicitantes. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 15 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. 5 ANÁLISE DOS RESULTADOS Para a viga V2AM utilizando a ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica as cargas solicitantes são apresentadas na Tabela 3. Tabela 3 – Cargas solicitantes – ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica Tipo de rigidez considerada Momento fletor máx positivo (kNm) Momento fletor mín negativo (kNm) Força cortante máxima (kN) Rígida 47,00 94,00 94,00 Semirrígida 84,90 56,20 94,00 Fonte: O Autor, 2024. Para essa ligação o perfil da viga obtido no dimensionamento foi o W310x23,8 quando a ligação foi considerada como rígida, já quando foi levada em conta a semirrigidez o perfil obtido no dimensionamento foi o W310x28,3. Abaixo a Figura 13 apresenta um comparativo entre os valores das cargas solicitantes obtidas. Figura 13 – Comparativo de cargas solicitantes – ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica Fonte: O Autor, 2024. Para a viga V2AM utilizando a ligação com chapa de extremidade parafusada simétrica as cargas solicitantes são apresentadas na Tabela 4. 94,0 47,0 94,0 56,2 84,9 94,0 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 Mo. Max. negativo (KNm) Mo. Max. positivo (KNm) For. Cortante Max. (KN) Ligação rígida ligação semirrígida REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 16 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Tabela 4 – Cargas solicitantes – ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica Tipo de rigidez considerada Momento fletor máx positivo (KNm) Momento fletor máx negativo (KNm) Força cortante máxima (KN) Flexível 141,00 0,00 94,00 Semirrígida 122,00 19,00 94,00 Fonte: O Autor, 2024. Para essa ligação o perfil da viga obtido no dimensionamento foi o W310x23,8 quando a ligação foi considerada como flexível, já quando foi levada em conta a semirrigidez o perfil obtido no dimensionamento foi o W310x28,3. Abaixo a Figura 14 apresenta um comparativo entre os valores das cargas solicitantes obtidas. Figura 14 – Comparativo de cargas solicitantes – ligação com chapa de extremidade parafusada simétrica Fonte: O Autor, 2024. Avaliando o coeficiente de aproveitamento do momento fletor resistente da viga para a ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica em ralação ao perfil incialmente dimensionado (W310x23,8) foram obtidos os seguintes valores: 88,7% de aproveiramento no dimensionamento considerando a rigidez total e 80,09% de aproveitamento no dimensionamento considerando a semirrigidez da ligação (Figura 15). 0,0 141 94 19 122 94 0,0 50,0 100,0 150,0 Mo. Max. negativo (KNm) Mo. Max. positivo (KNm) For. Cortante Max. (KN) Ligação flexível ligação semirrígida REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 17 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Figura 15 – Coeficiente de aproveitamento de resistência de momento fletor para ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica Fonte: O Autor, 2024. Analisando o coeficiente de aproveitamento do momento fletor resistente da viga para a ligação com chapa de extremidade parafusada simétrica em ralação ao perfil incialmente dimensionado (W310x38,7) foram obtidos os seguintes valores: 72,0% de aproveiramento no dimensionamento considerando ligação como flexível e 62,31% de aproveitamento no dimensionamento considerando a semirrigidez da ligação (Figura 16). Figura 16 – Coeficiente de aproveitamento de resistência de momento fletor para ligação com chapa de extremidade parafusada simétrica Fonte: O Autor, 2024. Há como limitação desse estudo a não continuação de um processo iterativo. Pois ao encontrar um novo perfil no dimensionamento da viga considerando a semirrigidez das ligações, deve-se calcular a rigidez correspondente ao novo perfil e dimensionar novamente a viga considerando esta rigidez, repetindo esse processo até que os resultados convirjam. 88,7 80,09 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 Momento fletor (KNm) Ligação rígida ligação semirrígida 72,0 62,31 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 Momento fletor (KNm) Ligação flexível ligação semirrígida REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 18 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Esse teve trabalho teve como objetivo de analisar as implicações de não considerar a semirrigidez de ligações viga-pilar. Para a realização desse estudo foi escolhida uma viga e feitas análises e dimensionamentos não considerando a semirrigidez da ligação e dimensionamentos considerando a semirrigidez. A comparação entre a ligação totalmente rígida e semirrígida, na qual foi utilizada a ligação com chapa de cabeça parafusada assimétrica, apresentou grandes diferenças de valores. Isso ocorreu porque a rigidez rotacional inicial encontra-se na zona 2. Dessa forma, a ligação não possui rigidez suficiente para ser considerada como rígida. No dimensionamento considerando a semirrigidez da ligação houve um aumento da seção do perfil, isso significa que ao desconsiderar a semirrigidez houve um subdimensionamento. Diferente da anterior, a comparação entre a ligação flexível e semirrígida, na qual foi utilizada a ligação parafusada com chapa de extremidade simétrica, apresentou pequenas diferenças de valores. Isso aconteceu porque a rigidez rotacional incial da ligação situa-se na zona 3. Logo, a ligação pode ser considerada como flexível. Porém, no dimensionamento considerando a semirrigidez da rotação foi obtido um perfil com seção menor do que o perfil encontrado para a ligação flexível. Diante disso percebe-se a necessidade de estudos de revisão bibliográfica do item 5.2.2.5 do Eurocódigo 3 Parte 1-8, visto que devido a ligação ser classificada como flexível, é esperado que no dimensionamento que considera a semirrigidez da ligação, não houvesse alteração da seção do perfil. Essa mudança de seção do perfil evidencia que houve um superdimensionamento ao desconsiderar a semirrigidez da ligação. O superdimensionamento não é tão grave como subdimensionamento, porém ele implica em uma estrutura mais custosa do que o necessário, além de implicações estéticas e arquitetônicas, o que também é um fator importante.Ao analisar o coeficiente de aproveitamento da seção do perfil em relação ao momento fletor é percebido que ao considerar as ligações como semirrígidas obtemos vigas com coeficiente de aproveitamento menor, ou seja, percebe-se que viga é menos solicitada quando a semirrigidez da ligação é considerada. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 19 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. Nesse estudo, isso ocorreu porque ao considerar a semirrigidez encontraram-se momentos fletores melhores distribuídos pela estrutura, dessa forma os momentos fletores máximos negativos e positivos, obtidos na análise estrutural, foram menores quando considerada a semirrigidez da ligação. Diante dos resultados obtidos nesse estudo pode-se concluir que não considerar a semirrigidez da ligações viga-pilar implica em consequências prejudiciais para dimensionamento de viga metálicas, por exemplo: sub e superdimensionamento e perda de eficiência estrutural. Logo, sugere-se: revisar ou retirar o item 6.1.2.3 da norma ABNT NBR 8800 (2008), o qual permite que ligações tradicionalmente consideradas flexíveis ou rígidas, possam ser consideradas com esses tipos de vinculação na análise estrutural; que a norma ABNT NBR 8800 (2008) contenha métodos de cálculo de rigidez de ligação ou que seja criada uma norma específica sobre o assunto. Diante destes resultados obtidos, esta pesquisa contribui para a sociedade e para a academia otimizando o processo de dimensionamento de estruturas metálicas, tornando esses sistemas mais eficientes, econômicos e seguros. Além disso, amplia o estudo e discussão sobre os métodos de cálculo e análise de ligações metálicas em estruturas civis. Como citado no referencial teórico desse trabalho, há demais métodos de determinação da rigidez, além dos métodos das componentes, o qual é utilizado nesse trabalho, representando uma limitação desse estudo. Diante disso é sugerido a realização de trabalhos semelhantes que usem outros métodos na determinação da rigidez da ligação, principalmente o método dos elementos finitos, pois possuem alta precisão e demandam de poucos recursos. Se faz importante também destacar que todos os dimensionamentos foram obtidos através do ELS como fator determinante, sendo mais uma limitação desse trabalho. Portanto, é sugerido a realização de estudos semelhantes, porém adotando-se parâmetros onde ELU seja o fator limitante no dimensionamento da viga. REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda. ISSN: 1983-0882 Page 20 REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.21, n.9, p. 01-20. 2024. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 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