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CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL: A JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA, O ATIVISMO SOCIAL E A SUA EFICÁCIA ÉRICK RAMOS DE CARVALHO PESQUISADOR E CIENTISTA POLÍTICO O assunto do Controle de Constitucionalidade que esta elencado no texto da Constituição Federal de 1988, traz a sociedade uma demonstração do alto desempenho do fundamentalismo que diz respeito a garantia da supremacia do texto da Carta Magna. Ademais, visa garantir a proteção e a defesa de direitos fundamentais. Assim, a intensificação da utilização do mecanismo supramencionado tem ganhado notoriedade nos últimos anos, visto que, assuntos constitucionais têm ganhado maior visibilidade na atualidade, em menção da insegurança jurídica que o país tem enfrentado. O tópico da eficácia possui alto valor aos que debruçam sobre a legislação, sendo que os debates estão sendo gerados pela sociedade, uma vez que as indagações visam questionar os limites do ativismo judicial e a relação entre o Poder Judiciário e o Poder Legislativo. Aquele juiz que é imparcial ora atua como vítima, ora atua como julgador no mesmo processo. A priori, entende-se que o Controle de Constitucionalidade no Brasil é exercido através de normas sólidas, que possuem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), e a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Tais que estão previstas na Constituição Federal de 1988 e reguladas pela Lei n°9.882/1999, onde, permitem que órgãos legitimados questionem a constitucionalidade dos atos normativos e das leis em vigor. A posteriori, tem-se a matéria da judicialização da política, onde, legisladores constituintes entendem que há sim a intervenção desnecessária do Poder Judiciário no que tange a assuntos do Poder Legislativo ou em questões políticas. Assim, o ativismo refere-se a atuação negligente do Poder Judiciário em casos que demandam maiores atenções e interpretações da Carta Magna, a que por sua vez, imparcial e possui caráter objetivo na garantia da efetivação de direitos fundamentais. Em continuação, sabe-se que o sistema da eficácia do Controle Constitucional brasileiro é complexo, e mesmo desta forma é considerado um dos mais avançados do mundo, o que permite uma ampla proteção a direitos básicos da sociedade. Em suma, por outro lado, a intensificação deste mecanismo tem fomentado as críticas quanto ao princípio da legitimidade democrática e o da não interferência do Judiciário nas matérias políticas no Brasil. Aquele que vivencia diariamente o direito e a política sabe que os pontos positivos do controle de constitucionalidade são vastos, em especial, pelo fato de serem voltados a sociedade. Deste modo, vê-se a proteção dos direitos fundamentais, garantindo que as leis e as atos normativos sejam cumpridos e estejam de acordo com a Constituição, protegendo o cidadão. Ademais, há a limitação do poder, atuando como mecanismo de freio e contrapeso, limitando o poder dos demais entes, ou seja, há sempre uma fiscalização ao fiscal. Contudo, a adaptação da Constituição a realidade social é outro assunto que garante aos cidadãos a aplicação correta das normas de forma a atender as necessidades sociais. Em menção ao exposto, traz-se a este pernicioso cenário os contrapontos que são apresentados pelos legisladores acerca do controle constitucional – estes que enfrentam diversas críticas e desafios de moldagem e adaptação social. A priori, há o tópico da judicialização política, onde considera-se necessário citar a intensificação massiva do Poder Judiciário em questões que não estão sob sua responsabilidade, tal interferência que gera impactos negativos a sociedade, garantindo a insegurança jurídica. A posteriori, o tópico do ativismo judicial fragiliza a separação dos poderes e garante a sobrecarga ao Judiciário, onde, compromete de forma significativa a celeridade da prestação jurisdicional e a legitimidade da democracia, sendo que, a decisão de um magistrado pode gerar inúmeros questionamentos da sociedade civil, uma vez que a decisão não fora tomada pelo representante eleito pelo povo. Por derradeiro, entende-se que o Supremo Tribunal Federal possui jurisprudências ricas sobre o assunto da Judicialização Política e da Intervenção do próprio Poder Judiciário em esferas que não estão sob sua responsabilidade. Assim, anexa-se a tal pesquisa a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.451, que, discutiu a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, para que fosse demonstrada a garantia da probidade administrativa. Além disso, a ADPF 132 e a ADI 4.753 que geraram intensos debates sobre o Código Civil e a segurança jurídica quanto a retroatividade da norma penal. Contudo, urge a necessidade do aperfeiçoamento legislativo, em especial a Lei n° 9.882/1999, para que haja a celeridade e a eficiência no sistema jurídico. Em constância, há a precisão de diálogo entre os três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, para que sejam evitados conflitos normativos e a insegurança jurídica. Deve- se haver também a transparência e a participação, assegurando aos cidadãos o direito a democracia e ao acesso facilitado aos atos dos poderes que dirigem o país e resolucionam conflitos.