Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de
Polícia - 2022 (Curso Regular)
Autor:
Nelma Fontana, Equipe Materiais
Carreiras Jurídicas
22 de Dezembro de 2021
05894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
Sumário 
Considerações iniciais ........................................................................................................................................ 5 
Princípios, regras e normas jurídicas ................................................................................................................. 5 
1 – Conceitos .................................................................................................................................................. 5 
2 – Conflito entre regras................................................................................................................................. 7 
3 – Conflito entre princípios ........................................................................................................................... 8 
4 – Conflito entre regras e princípios ............................................................................................................. 9 
Princípios Fundamentais .................................................................................................................................. 11 
Princípios Estruturantes ................................................................................................................................... 14 
1 - Formas de Governo ................................................................................................................................. 14 
1.1 República .................................................................................................................................................................. 16 
1.2 Monarquia ................................................................................................................................................................ 17 
2 - Formas de Estado .................................................................................................................................... 20 
2.1 - A Federação (Estado Complexo/Estado Composto) ............................................................................................... 20 
2.2 - Estado Unitário (ou simples) .................................................................................................................................. 25 
2.3 - Estado Confederal .................................................................................................................................................. 26 
3 - Regimes Políticos ..................................................................................................................................... 28 
4 - Estado Democrático de Direito ............................................................................................................... 31 
5 - Fundamentos da República Federativa do Brasil .................................................................................... 35 
5.1 - Soberania ................................................................................................................................................................ 35 
5.2 - Cidadania ................................................................................................................................................................ 36 
5.3 - Dignidade da Pessoa Humana ................................................................................................................................ 36 
5.4 - Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa .................................................................................................... 38 
5.5 - Pluralismo Político .................................................................................................................................................. 39 
Princípio da Separação dos Poderes ................................................................................................................ 40 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
2 
175 
Objetivos da República Federativa do Brasil.................................................................................................... 42 
Princípios que regem as Relações Internacionais ............................................................................................ 44 
Teoria dos Direitos Fundamentais ................................................................................................................... 46 
1 - Considerações iniciais ............................................................................................................................. 46 
2 - Origem ..................................................................................................................................................... 48 
3 - Os quatro status de Jellinek .................................................................................................................... 49 
4 - Classificação trialista ............................................................................................................................... 51 
5 - Classificação em dimensões/gerações .................................................................................................... 52 
6 - Dimensões objetiva e subjetiva ............................................................................................................... 55 
7 - Incidência dos direitos fundamentais ..................................................................................................... 57 
8 - Conflito entre direitos fundamentais ...................................................................................................... 60 
9 - Características ......................................................................................................................................... 62 
Direitos e garantias fundamentais na CRFB/88 ............................................................................................... 63 
1 - Organização ............................................................................................................................................ 64 
2 - Distinção entre direitos, garantias e deveres.......................................................................................... 65 
3 - Enumeração aberta de direitos fundamentais ....................................................................................... 67 
4 - Aplicabilidade imediata........................................................................................................................... 69 
5 - Destinação ............................................................................................................................................... 70 
6 - Tribunal Penal Internacional ................................................................................................................... 72 
7 - Tratados Internacionais .......................................................................................................................... 72 
Resumo ............................................................................................................................................................. 74 
1 - Os princípios fundamentais compreendem: ........................................................................................... 75 
2 - Teoria dos Direitos e Garantias Fundamentais ....................................................................................... 76 
Destaques da Legislação ..................................................................................................................................Federal é soberano, os 
entes federativos são apenas 
autônomos; 
➢ É vedada a secessão; 
➢ As atividades do Estado são voltadas a 
negócios internos e externos; 
➢ Pessoa Jurídica de Direito Público; 
➢ A aglomeração de Estados é unida por tratado 
internacional; 
➢ Todos os estados que compõem a confederação 
preservam a sua soberania; 
➢ É permitida a secessão; 
➢ As atividades da confederação estão voltadas a 
negócios externos; 
➢ A nacionalidade dos cidadãos é a conferida por 
cada Estado; 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
27 
175 
➢ Os cidadãos possuem a nacionalidade 
daquele Estado; 
➢ O poder central é dividido em Executivo, 
Legislativo e Judiciário. 
➢ O Congresso Confederal é órgão comum, mas 
cada Estado tem o seu próprio Executivo e 
próprio Legislativo. 
 
FCC/DPE-SP/Defensor Público) A forma federativa de Estado é um importante instrumento para a 
limitação do exercício do poder político. Sobre essa forma de Estado, é correto afirmar: 
A) A ordem constitucional brasileira utiliza, desde a Constituição de 1891, as técnicas de repartição 
horizontal e vertical para a repartição de competências. 
B) Na repartição promovida pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, após análise 
dos conteúdos das competências atribuídas aos entes federativos, pode-se observar uma acentuada 
concentração de poderes entre as atribuições da União. 
C) São características do Estado federal, entre outras, a autonomia de seus entes, a existência de uma 
Constituição como fundamento jurídico, a existência de direito de secessão de seus entes, a repartição 
de competências e a repartição de rendas. 
D) Nos termos dos parágrafos do artigo 24 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, 
os Estados podem exercer a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades, na 
inexistência de lei federal sobre normas gerais e a superveniência desta revoga a lei estadual, no que 
lhe for contrário. 
E) Essa forma de Estado surgiu na Constituição dos Estados Unidos da América, como resultado de 
revisão aos “Artigos de Confederação”, que foi realizada, com a participação de todos os Estados, na 
cidade de Filadélfia, em 1787. 
Comentários: 
Gabarito: B. 
A União centraliza todas as competências relacionadas ao interesse nacional, não obstante tenhamos 
utilizado a repartição horizontal (competências privativas e exclusivas) e a repartição vertical de 
competências (concorrentes). 
A) Errado. Embora o modelo federativo tenha sido estabelecido na Constituição de 1981, nesta Carta, 
foi utilizado apenas o critério de repartição horizontal de competências. 
C) Errado. Na federação, é vedada a secessão. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
28 
175 
d) Errado. Na competência concorrente, a superveniência de normas gerais suspende a aplicação da 
lei estadual no que lhe for contrário. 
E) Errado. Nem todos os Estados participaram, como por exemplo Rhode Island. 
3 - REGIMES POLÍTICOS 
Regime político é o que define a possibilidade de o povo poder ou não participar da tomada de decisão no 
Estado, em que se incluem a eleição de seus representantes, a iniciativa popular no processo legislativo das 
normas e a fiscalização da coisa pública. 
Autocracia e a democracia são os regimes políticos atualmente existentes. 
Na autocracia, os governantes impõem, unilateralmente, as suas regras ao povo, que não participa da 
produção da política de governo. 
A democracia se opõe à autocracia na medida em que sua essência é o fato de o titular do poder ser o povo 
(princípio da soberania popular). Além de “poder do povo”, destaque-se a expressão “para o povo”, visto 
que o governo deve centrar-se na libertação das imposições autoritárias ao povo e na garantia do bem 
comum. 
José Afonso da Silva (2008, p.136), citando Burdeau, define que “democracia é um processo de 
convivência social em que o poder emana do povo, há de ser exercido, direta ou indiretamente, 
pelo povo e em proveito do povo.” 
A democracia pode ser exercida de três diferentes formas: democracia direta, indireta e 
semidireta. 
Na democracia direta, o povo toma as decisões políticas do Estado por si, de forma a criar as leis, administrar 
o país e a dirimir conflitos por meio da jurisdição. 
A democracia indireta, também chamada de representativa, é encontrada em boa parte do mundo. Por esse 
modelo, o povo elege representantes para tomarem as decisões de governo. Tal designação se dá em virtude 
das barreiras encontradas para o exercício direto do poder, tais como grande extensão territorial e alta 
densidade demográfica. 
A participação popular na democracia representativa é indireta, periódica e formal. É o modo pelo qual o 
povo atua na formação do governo e do processo político do país. 
Já a democracia semidireta, também chamada de democracia participativa, reúne característica dos outros 
dois modelos citados. É aquele em que o povo elege representantes para a tomada das decisões políticas 
do Estado, mas preserva formas de atuação direta, tais como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular 
no processo legislativo das normas. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
29 
175 
O Brasil, conforme se depreende do parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal, adotou 
a democracia semidireta: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de 
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” 
O poder do povo é exercido por sufrágio universal, através de voto direto e também mediante plebiscito, 
referendo, iniciativa popular, ação popular, dentre outras formas. 
Plebiscito e referendo são formas de consulta popular sobre assuntos de relevância legislativa, constitucional 
e administrativa. 
No plebiscito, o povo é consultado antes da materialização do ato administrativo ou legislativo, podendo 
aprovar ou rejeitar o que lhe foi submetido à apreciação. 
Na vigência da Constituição de 1988, apenas tivemos um plebiscito de caráter nacional: o plebiscito de 1993, 
nos termos do artigo 2º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, através do qual o povo optou 
pela manutenção da forma republicana de governo e do sistema presidencialista de governo. 
Cabe ao Congresso nacional, mediante decreto legislativo, convocar o plebiscito (art. 49, inciso XV da CF). 
Há casos em que o plebiscito poderá ser convocado, mas há casos em que a consulta popular é obrigatória. 
Conforme se depreende do artigo 18, § 3º, da CF, é obrigatória a convocação de plebiscito com a população 
interessada no processo de criação de novos estados-membros. A consulta prévia às populações 
interessadas, também é pressuposto de criação de novos municípios, mas nesse caso, a convocação deve 
ser feita pela Assembleia Legislativa. 
Com efeito, podemos concluir que o plebiscito poderá ser convocado nas questões de relevância nacional e 
deverá ser convocado na criação de novos estados e de novos municípios. 
O referendo é uma consulta que se faz ao povo posteriormente à criação da lei ou ao surgimento de ato 
administrativo, com o intuito de confirmá-los (referendar) ou não (não referendar). 
Em 23 de outubro de 2005, o eleitorado brasileiro foi convocado a responder à seguinte indagação: “O 
comércio de arma de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” 
Tal fatofoi decorrente de determinação da Lei nº 10.826/03 – Estatuto do Desarmamento, que em seu artigo 
35, proibiu a comercialização de armas de fogo e de munição em todo o território nacional, salvo para 
algumas pessoas descritas em seu artigo 6º. A referida proibição só poderia entrar em vigor depois de sua 
aprovação popular, mediante referendo. O procedimento foi organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral. 
Conforme apurado pelo TSE, 63,94% dos eleitores brasileiros que participaram da consulta popular votaram 
“não”. Assim, o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento não foi confirmado pelo povo brasileiro, de sorte 
que a venda de arma de fogo e de munição ainda é permitida no Brasil. 
Só tivemos, até o momento, esse caso de referendo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
30 
175 
Cabe ao Congresso Nacional, por meio de decreto legislativo, autorizar referendo (artigo 49, XV, 
da CF/88). 
Conclusão: Plebiscito e referendo são formas de consulta popular que materializam a soberania 
do povo. Distinguem-se quanto ao momento da manifestação dos cidadãos: se prévia, temos o 
plebiscito; se posterior, temos o referendo. 
Em que pesem afirmações contrárias, seguimos o posicionamento de parte da doutrinária brasileira, no 
sentido de se aplicar a soberania popular, de forma que uma vez proclamado o resultado de plebiscito ou 
referendo, o legislador não poderia alterar a vontade do povo por meio da edição de lei ou mesmo emenda 
constitucional. Tal mudança, a nosso ver, só poderia ocorrer mediante nova consulta popular. 
Passemos a tratar agora de mais um instituto da democracia participativa: a iniciativa popular. A condição 
que o cidadão tem para dar início ao processo legislativo das leis é denominada iniciativa popular. Essa forma 
de participação direta pode ser exercida em âmbito federal, estadual e municipal. Para cada situação, há um 
regramento diferente, como se pode notar na tabela abaixo: 
Âmbito federal 
(CF, artigo 62, § 2º) 
Âmbito estadual 
(CF, artigo 27, § 4º) 
Âmbito municipal 
(CF, artigo 29, XIII) 
O projeto de lei deve ser 
subscrito por no mínimo 1% do 
eleitorado nacional, dividido 
por, pelo menos, cinco Estados 
da federação, tendo cada um, 
no mínimo, três décimos por 
cento dos seus eleitores. 
A iniciativa popular será 
definida por lei. Convencionou-
se interpretar que essa lei é 
estadual. Em cada estado, a 
iniciativa popular tem um 
regramento diferente. 
 
 
 
A iniciativa popular requer a 
manifestação de, no mínimo, 5% do 
eleitorado local. 
 
Cabe enfatizar que o legislador constituinte não autorizou a iniciativa popular para o processo legislativo de 
emenda à Constituição Federal. Porém, não há óbice de que as constituições estaduais admitam a iniciativa 
popular no processo de reforma constitucional. 
Ação popular é ação judicial, de natureza cível, proposta por cidadão (eleitor)para combater ato ilegal ou 
abusivo contra o meio ambiente, a moralidade administrativa e o patrimônio histórico e cultural da 
humanidade. Note que os direitos amparados pela ação constitucional são difusos, mas o cidadão, sozinho, 
tem legitimidade para acionar o Judiciário em defesa de toda a humanidade. 
 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
31 
175 
(VUNESP/TJ-SP/Juiz Substituto) Nossa ordem constitucional estabelece institutos de democracia 
semidireta, dentre os quais: 
I. a iniciativa popular, exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito 
por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com 
não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles; 
II. o referendo, podendo ser utilizado pelo Congresso Nacional nos casos em que este decidir ser 
conveniente, indicado em casos específicos como para a formação de novos Estados e de novos 
Municípios; 
III. o plebiscito, espécie de consulta popular semelhante ao referendo, mas o único apto a permitir que 
forças estrangeiras transitem pelo território nacional. 
Está correto apenas o contido em 
A) I. 
B) II e III. 
C) III. 
D) II. 
E) I e III. 
Comentários: 
Gabarito: A. 
Conforme artigo 62, parágrafo 2º, da CF/88. 
A assertiva II está errada, porque o item trata, na verdade, de plebiscito. 
Assertiva III está errada, porque compete ao Presidente da República, nos casos previstos em lei 
complementar, permitir que forças estrangeiras transitem no território nacional (artigo 84, inciso XXII, 
da CF). 
4 - ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO 
O “Direito” tratado na expressão Estado de Direito diz respeito a um conjunto de normas e regras, que em 
determinada sociedade especificam os fatos sociais, mediante interferência decisória do Poder. É o direito 
positivo (direito posto pelo Estado, sistematizado a partir do reconhecimento da norma fundamental), a lei 
vista em seu sentido amplo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
32 
175 
Estado de Direito é, singelamente, aquele que tem “limites e fundamentos definidos pelo Direito 
(Roberto Lyra Filho)”, aquele cujo poder e atividade estão regulados e controlados pela lei. 
O Estado, como concepção jurídica ou política, não se cristaliza em uma fórmula acabada, está em contínua 
mutação, por meio de processos progressivos de desenvolvimento (por vezes regressivos). Acerca do 
desenvolvimento histórico do Estado, as correntes filosóficas do contratualismo, do individualismo e do 
iluminismo, de que foram expoentes doutrinários Locke, Rousseau, Montesquieu e Kant, ligam-se ao 
surgimento do Estado de Direito ou Constitucional, que tem por características a laicidade e a soberania. 
A expressão “Estado de Direito” se originou do Liberalismo (Estado Liberal de Direito), caracterizado pela 
submissão à lei, divisão de poderes e pela garantia dos direitos individuais, marcado pelo individualismo e 
pela neutralidade. 
O Estado de direito surge como Estado liberal, assente na ideia de liberdade, empenhado em nome dela a 
limitar o poder político, tanto pela separação de poderes quando pela redução, ao mínimo, de suas funções 
perante a sociedade. 
Lado outro, no caminhar da história, o Estado Social de Direito surgiu da necessidade de superar a 
individualidade e o abstencionismo (neutralidade) do Estado de Direito (Liberal), por meio da intervenção 
do Estado no domínio econômico, para valorizar os direitos sociais. Todavia, foi insuficiente para a realização 
de uma democratização econômica e social, de maneira que foi necessário implantar o Estado Democrático 
de Direito, fundado na soberania popular. 
O Estado Democrático de Direito surgiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, na tentativa de suprir as lacunas 
das experiências anteriores e buscar a integração de valores da liberdade, da igualdade e da democracia. 
No Estado de Direito, vigora o império da lei; no Estado Democrático de Direito, o império da Constituição 
e da soberania popular. 
Segundo José Afonso da Silva (2008, p. 119), “a configuração do Estado Democrático de Direito 
não significa apenas unir formalmente os conceitos de Estado Democrático e Estado de Direito. 
Consiste, na verdade, na criação de um conceito novo, que leva em conta os conceitos dos 
elementos componentes, mas os supera na medida em que incorpora um componente 
revolucionário de transformação do status quo.” 
A Constituição Federal de 1988, ao estabelecer em seu artigo 1º o Estado Democrático de Direito, primou 
por uma realizaçãosocial acentuada, pela prática social que assegura o exercício da cidadania. 
Assim como no Estado de Direito, a lei é a fonte primária do Estado Democrático de Direito, que se firma na 
Constituição e nas leis. 
O ordenamento jurídico, por sua vez, se origina da vontade soberana do povo, manifestada por seus 
representantes eleitos. A lei busca interferir na realidade social, de forma a garantir o princípio da isonomia 
(igualdade de condições aos socialmente desiguais). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
33 
175 
Destarte, podemos destacar como princípios basilares do Estado Democrático de Direito os 
seguintes: 
➢ princípio da legalidade (art. 5º, caput, da CF); 
➢ princípio da igualdade (art. 5º, II, da CF); 
➢ princípio da segurança jurídica (art. 5º, XXXV, da CF); 
➢ princípio da justiça social (artigos 170 e 193 da CF). 
Silva ainda destaca o princípio da constitucionalidade, segundo o qual o Estado Democrático de Direito está 
firmado numa Constituição emanada da vontade popular. O princípio democrático legitima os 
representantes do povo e o próprio povo a tomarem as decisões fundamentais do Estado. 
Conclusão: São características essenciais do paradigma “Estado Democrático de Direito”: a vinculação dos 
atos estatais à Constituição; a vinculação do legislador à Constituição; a afirmação do princípio da 
soberania popular. 
 
(FEPESE/PGE-SC/Procurador de Estado) A expressão “Estado Democrático de Direito”, inserida no 
artigo 1° da Constituição da República: 
A) Indica a adoção de um modelo onde a maioria é um caminho para a democracia, mas dela se 
diferencia pelo respeito também aos direitos da minoria. 
B) Significa o mesmo que “Estado de Direito”, especialmente no que se refere ao espaço político das 
constituições após a 2ª Guerra Mundial. 
C) Aponta para a existência de um modelo centrado no chamado “estado legislativo de direito”, vale 
dizer, a lei será o seu elemento central. 
D) Foi utilizada em todas as Constituições brasileiras e sempre no início, o que lhe dá status de 
cláusula pétrea. 
E) É expressão que resulta do constitucionalismo norte-americano, especialmente a partir da 
compreensão de que a vontade da maioria do povo deve sempre ser capturada pelo sistema 
eleitoral. 
Comentários: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
34 
175 
Gabarito: A 
No Estado Democrático de Direito, não basta apenas a lei, é preciso que esta seja feita por 
representantes do povo e retrate a vontade da maioria, respeitando-se sempre os direitos da 
minoria. 
B) Errado. Estado Democrático de Direito não é o mesmo que Estado de Direito. No primeiro há uma 
supervalorização da lei, da individualidade e da neutralidade. No segundo, a soberania popular e a 
Constituição se destacam. Trata-se de um Estado Constitucional de Direito. 
C) Errado. Esse é o modelo de Estado de Direito. 
D) Errado. O Estado Democrático de Direito foi constitucionalizado em 1988 e não foi elencado 
expressamente como cláusula pétrea. 
E) Errado. O Estado de Direito é fruto do Constitucionalismo Americano. 
(CONSULPLAN/TJ-MG/Juiz Substituto) Avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre 
elas. 
I. “Os princípios fundamentais constituem os alicerces, a base, a fundação do edifício jurídico 
constitucional, condição para que as demais normas assentem sobre a matriz político-constitucional 
do Estado. Em nossa Constituição, o princípio republicano, não o princípio democrático, alicerça a 
temática insculpida no art. 37, caput.” 
II. “O princípio democrático é postulado do regime político e o princípio republicano é postulado da 
forma de governo.” 
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 
A) A segunda afirmativa é falsa e a primeira verdadeira. 
B) A primeira afirmativa é falsa e a segunda é verdadeira. 
C) As duas afirmativas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. 
D) As duas afirmativas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. 
Comentários: 
Gabarito: C 
Excelente questão! 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
35 
175 
Os princípios fundamentais constituem a base do ordenamento jurídico, dão origem às demais 
normas constitucionais e fundamentam as leis infraconstitucionais e os atos praticados pelos 
detentores de poder. 
No artigo 37, caput, da Constituição Federal, constam os princípios da Administração Pública: 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios são plenamente 
compatíveis com a forma de governo adotada pelo Brasil, uma vez que numa República, o governo 
é do povo, de modo que todos aqueles que exercem cargos, empregos e funções públicas devem 
prestar contas de seus atos e estes devem estar vinculados a leis. 
Democracia é regime político em que o povo exerce soberania, em que há convivência de ideologias 
opostas, há liberdade e defesa da igualdade material. 
5 - FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Os fundamentos de um Estado são os valores que servem de esteio para todo o ordenamento jurídico. São 
normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade imediata. 
Preceitua o artigo 1° da Constituição Federal cinco fundamentos da República Federativa do Brasil, a saber: 
5.1 - Soberania 
A soberania, fundamento do próprio Estado, significa autodeterminação. Constitui poder supremo, ao passo 
que não encontra barreiras internas. É também poder independente, pois não está subordinado, no plano 
internacional, a ordens emanadas de outros Estados soberanos, tendo condição de acatar livremente 
aquelas que lhes forem mais oportunas e em pé de igualdade. 
Tem forte ligação com a independência nacional, a não intervenção e com a autodeterminação dos povos 
princípios que regem as relações internacionais do Brasil (artigo 4º da CF). 
Significa dizer que o Brasil tem povo capaz de organizar as suas próprias regras, leis, costumes, tradições. 
Dessa sorte, não serão aceitas ingerências impositivas externas no país, assim como o Brasil não interferirá 
na soberania de outros Estados. 
Cumpre esclarecer que, como vimos, o povo é titular do poder. Assim, a soberania é também aquela que o 
povo exerce mediante plebiscito, referendo, iniciativa popular, sufrágio universal, dentre ouras hipóteses. 
Trata-se de poder do povo. 
 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
36 
175 
O Supremo Tribunal Federal, com fundamento na soberania nacional, não conheceu de habeas 
corpus em que se misturou na petição a língua espanhola e a língua portuguesa. Veja: 
“A imprescindibilidade do uso do idioma nacional nos atos processuais, além de corresponder a 
uma exigência que decorre de razões vinculadas à própria soberania nacional, constitui projeção 
concretizadora da norma inscrita no art. 13, caput, da Carta Federal, que proclama ser a língua 
portuguesa "o idioma oficial da República Federativa do Brasil". (STF. HC 72.391 QO). 
5.2 - Cidadania 
A cidadania como fundamento não se restringe ao exercício de direitos políticos – votar e ser votado. É, 
sobretudo, a condição que o cidadão tem de atuar diretamente na tomada de decisões políticas no Estado, 
ficando este vinculado à vontade soberano do povo. 
Trata-se de conceito decorrente do Estado Democrático de Direito e asseguraao indivíduo o pleno exercício 
da cidadania, isto é, a plena garantia de exercício de direitos fundamentais. Assim, o exercício de direitos 
individuais, direitos sociais e direitos políticos é exercício de cidadania. 
Faz parte da cidadania o respeito à Constituição e às leis que compõem o ordenamento jurídico, eis que o 
fundamento não apenas assegura direitos, mas também o cumprimento de obrigações. 
 
“Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que emanada de 
autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à ordem ilegal; caso contrário, nega-se 
o Estado de Direito.” Grifo. (STF HC 73.454). 
5.3 - Dignidade da Pessoa Humana 
A dignidade da pessoa humana é o fundamento mais abrangente, pois contempla todos os demais, bem 
como todos os direitos fundamentais, inclusive e especialmente a vida. 
A dignidade da pessoa humana é o valor constitucional supremo e como tal deve orientar as decisões do 
Estado e a aplicação e interpretação da Constituição e das leis. 
De acordo com Alexandre de Moraes (2018), “a dignidade é um valor espiritual e moral inerente 
à pessoa, que se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da 
própria vida e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas.” 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
37 
175 
Como forma de reação ao nazismo e ao fascismo, a dignidade da pessoa humana, após a Segunda Guerra 
Mundial, ganhou papel de destaque nas constituições ocidentais, para que o ser humano não fosse reduzido 
à condição de objeto, mas fosse tratado com o respeito inerente à sua própria condição humana. 
A positivação da dignidade da pessoa humana objetivou seja reconhecida não apenas com valor moral, mas 
também com valor jurídico, a fim de que o Poder Público desenvolva ações que assegurem aos indivíduos o 
respeito, a proteção e a promoção dos meios necessários a uma vida digna. 
A pessoa humana não é apenas um reflexo da ordem jurídica, mas o seu objetivo supremo. Dessa sorte, na 
relação Estado X indivíduo, deve haver sempre uma presunção em favor do ser humano e de sua 
personalidade. 
A dignidade não é propriamente um direito, mas uma qualidade do ser humano, independentemente de 
sua nacionalidade, gênero, idade, etnia ou qualquer outra característica. 
Trata-se de uma metanorma, que atua como diretriz a ser observada quando da criação ou aplicação de 
outras normas jurídicas. É também uma regra vinculante das ações do Estado, que proíbe o desprezo deste 
pelos indivíduos. Por último, é princípio que impõe ao Poder Público o dever de proteção a uma vida digna. 
 
O Supremo Tribunal Federal, com o intuito de resguardar a dignidade da pessoa humana e 
combater atos abusivos, após algumas decisões sobre o uso de algemas, editou a Súmula 
Vinculante 11 com a seguinte redação: 
“Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à 
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a 
excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou 
da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da 
responsabilidade civil do Estado.” (Súmula Vinculante 11) 
A Corte Constitucional, ao aplicar a dignidade da pessoa humana, entendeu que a falta de 
estabelecimento prisional adequado não autoriza a permanência do condenado em regime 
prisional mais gravoso. Veja: 
“A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em 
regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa hipótese, os parâmetros fixados 
no RE 641.320/RS.” (Súmula Vinculante 56) 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
38 
175 
O Supremo Tribunal Federal declarou a não recepção da expressão "para o interrogatório" 
constante do art. 260 do CPP, e a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução 
coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade 
disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem prejuízo 
da responsabilidade civil do Estado. (ADPF 395 e ADPF 444) 
Segundo posicionamento do Supremo Tribunal Federal, a pesquisa científica com células-tronco 
embrionárias, autorizada pela Lei 11.105/2005, não ofende o direito à vida e nem a dignidade 
da pessoa humana. (ADI 3.510) 
A Corte Constitucional reconheceu o direito dos presos em presídios que contam com 
superlotação à indenização decorrente do dano sofrido. Veja: 
“Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus 
presídios os padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua 
responsabilidade, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, 
inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou 
insuficiência das condições legais de encarceramento.” (RE 580.252) 
Segundo posicionamento do STF, a mera instauração de inquérito nas hipóteses em que são 
identificados indícios de autoria e tipicidade não afronta a dignidade da pessoa humana. Por 
outro lado, se a conduta for claramente atípica ou se não houver minimamente indícios de 
autoria, o indiciamento afrontará direitos fundamentais e a dignidade da pessoa humana. 
“A mera instauração de inquérito, quando evidente a atipicidade da conduta, constitui meio hábil 
a impor violação aos direitos fundamentais, em especial ao princípio da dignidade humana.” (HC 
82.969) 
A dignidade assegura a todos o direito de saber a verdade sobre sua paternidade, uma vez que o 
direito ao nome traduz a origem da ancestralidade, a identidade e o reconhecimento da família. 
“O direito ao nome insere-se no conceito de dignidade da pessoa humana, princípio alçado a 
fundamento da República Federativa do Brasil (CF, art. 1º, III).” (RE 248.869) 
5.4 - Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa 
O trabalho no Brasil constitui um direito social, pois dele os indivíduos garantem a sua subsistência. A 
liberdade profissional é também direito individual (artigo 5º, inciso XIII), de forma que cada indivíduo, 
atendidas as qualificações profissionais contidas em lei, poderá livremente exercer qualquer ofício, trabalho 
ou profissão. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
39 
175 
Embora seja o Estado brasileiro tipicamente capitalista, a relação capital e trabalho está firmada na 
Constituição, que estabelece que a ordem econômica esteja firmada na valorização do trabalho humano e 
na livre iniciativa visando a assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça social 
(art. 170 da CF). 
A liberdade de iniciativa, princípio básico do liberalismo econômico, contempla a liberdade de empresa e a 
liberdade de contrato. 
 
“O princípio da livre iniciativa não pode ser invocado para afastar regras de regulamentação do 
mercado e de defesa do consumidor.” (RE 349.686) 
5.5 - Pluralismo Político 
A Constituição garantiu aos indivíduos a liberdade de defesa de diferentes ideologias e crenças ao 
estabelecer como funcionamento do Estado o pluralismo político. 
Gilmar Ferreira Mendes (2008) destaca o direito à diferença como inerente à dignidade da pessoa humana, 
ou seja, o direito de acreditar no que bem entender e levar a vida como bem lhe aprouver, com a condição 
de que tais escolhas não causem prejuízosa outrem. 
Note que pluralismo político não se confunde com pluripartidarismo. No entanto, a possibilidade de 
organização de diferentes partidos políticos resulta no pluralismo político. 
 
Formas de Governo: República e Monarquia. 
 
Formas de Estado: Unitário, Federal e Confederal. 
 
Regimes Políticos: Autocracia e Democracia. 
 
Formas de participação direta: plebiscito, referendo, iniciativa popular, ação popular. 
 
Modelo de organização jurídica e política: Estado Democrático de Direito. 
 
O Brasil é uma República Federativa, que adora a democracia semidireta como regime político. 
Constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania, a 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
40 
175 
cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e 
o pluralismo político. 
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES 
A tripartição de poderes está consagrada no atual texto constitucional brasileiro, que estabelece 
em seu artigo 2º: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o 
Executivo e o Judiciário.” 
Aristóteles, na obra "Política", foi quem primeiro vislumbrou a existência de três funções básicas do 
Estado, quais sejam: administrar, legislar e julgar. Todavia, o pensador grego admitia a concentração das 
três funções nas mãos de um só órgão: o soberano. Dessa forma, as funções de elaborar normas gerais e 
abstratas, de aplicá-las aos casos concretos e de diminuir conflitos eram exercidas por uma só pessoa, o 
soberano, que detinha poderes absolutos e incontestáveis. 
Com o objetivo de reduzir os riscos de abusos no exercício do poder, no século XVIII, Charles de Montesquieu 
publicou a obra “O Espírito das leis”, na qual defendeu que as três funções básicas do Estado (administrar, 
legislar e julgar) deveriam ser exercidas por três órgãos distintos e independentes, de forma a não haver 
ingerências de um sobre o outro, embora houvesse um controle recíproco entre eles. 
Com efeito, cabe enfatizar que Montesquieu não é o responsável pela identificação das funções estatais, 
mas pela divisão delas entre três distintos órgãos independentes, contrapondo-se ao Absolutismo, que 
concentrava as três funções nas mãos do soberano. O francês acreditava que a separação dos poderes 
implicaria automática e reciprocamente o controle da atividade estatal. 
No entanto, nos dias atuais, essa separação rígida entre os poderes restou superada, pois, atipicamente, um 
poder pode exercer a função designada ao outro. A própria expressão “separação de poderes” é bastante 
criticada pela doutrina, embora conste no texto constitucional a palavra “poderes” (art. 2º). 
Note-se que, na verdade, o Poder do Estado é uno, indivisível, manifestando-se através de diferentes 
órgãos. Dessa sorte, o que se divide são as funções do Estado (e não o poder) em três órgãos distintos. É 
uma mera divisão orgânica do poder – o poder do povo. Tais órgãos têm diversas formas de expressão, tais 
como a criação de leis, a solução de conflitos ao se estabelecer o direito no caso concreto e a administração 
do país. 
Destarte, cada órgão estatal exerce funções típicas e atípicas. Esse modelo de “separação flexível de 
poderes” é o adotado pelo atual texto constitucional brasileiro, de maneira que as funções do Estado não 
são exercidas exclusivamente por um órgão, pois, atipicamente, quando expressamente autorizado a fazê-
lo, um órgão exerce a função que é típica do outro. Assim, o Executivo administra, mas, atipicamente, legisla; 
o Legislativo legisla, mas, atipicamente, administra e julga; o Judiciário julga, mas, atipicamente, administra 
e legisla. 
O Legislativo, por exemplo, além de função normativa, exerce a função jurisdicional quando o Senado Federal 
julga o Presidente da República por crime de responsabilidade (artigo 52, I, da CF). Exerce a função 
administrativa quando executa seus serviços internos (artigo 51, IV e 52,XIII, da CF). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
41 
175 
O Judiciário, atipicamente, legisla quando, por exemplo, cria o seu regimento interno (artigo 96, I, da CF), e 
administra, quando organiza os seus serviços (artigo 96, II, da CF). 
O Executivo legisla quando o Presidente edita medidas provisórias (artigo 62 da CF), decretos autônomos 
(artigo 84, VI, da CF) ou publica lei delegada (artigo 68 da CF). Quanto à função jurisdicional, a questão é 
controvertida. Alguns autores defendem que o Executivo exerce jurisdição quando da análise de processos 
administrativos. Outros autores, dentre os quais José dos Santos Carvalho Filho (2015, p. 3), afirmam que o 
sistema constitucional brasileiro não conferiu ao Executivo a função jurisdicional, já que decisões 
administrativas não fazem coisa julgada, dado o fato de o Brasil não adotar o contencioso administrativo. 
Como se vê, não se adota na Constituição uma teoria de separação rígida entre os poderes, mas uma 
concepção de atuação harmoniosa, embora independente. Tal entendimento deu origem à teoria do 
sistema de freios e contrapesos (checks and balances), que visa a garantir o equilíbrio e a harmonia entre o 
Executivo, o Legislativo e o Judiciário, por meio do estabelecimento do controle recíproco, isto é, na 
possibilidade de que um exerça, atipicamente, nos casos autorizados pela Lei Maior, a função do outro. 
É bom esclarecer que o princípio da separação dos poderes é cláusula pétrea (art. 60, § 4°) e, por isso, não 
poderá ser abolido da Constituição nem por emenda. Flexibilizar o exercício das três funções básicas do 
Estado não permite que um órgão interfira nas atividades do outro sempre que quiser, pois tal interferência 
só se dá nos casos expressamente estabelecidos na Constituição, caso contrário, configuraria ofensa à 
cláusula pétrea da separação dos poderes. 
Conclusão: não há no Estado brasileiro uma rigorosa separação de poderes; o que se divide são 
as funções do Estado e também não de forma exclusiva. 
 
(NC-UFPR/UEGA /Advogado Júnior) "A tradicional noção de ‘separação de poderes’ caracteriza-se 
pela técnica de distribuição de funções do poder político entre órgãos distintos e independentes, 
evitando excessos, por meio de um sistema de freios e contrapesos". (BITENCOURT, Marcos Vinícius 
Corrêa. Curso de Direito Constitucional. Belo Horizonte: Fórum, 2007). 
A respeito do assunto tratado no trecho acima, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Os três poderes da República brasileira equivalem a três estruturas orgânicas independentes: 
Executivo, Legislativo e Judiciário. 
B) No Brasil, a Constituição adotou o sistema de jurisdição única (ou una) como meio de controle do 
exercício da função administrativa. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
42 
175 
C) O Poder Judiciário exerce como função atípica a função administrativa, e o Poder Executivo exerce 
como função atípica a legislativa. 
D) O Poder Executivo realiza atipicamente a função judicial em casos como o julgamento de processos 
administrativos, assim como o Poder Legislativo exerce atipicamente essa função quando realiza 
Comissões Parlamentares de Inquérito. 
E) Os municípios, no Brasil, não contemplam em sua estrutura a existência de órgãos judiciais, que se 
restringem à União Federal e aos Estados membros e ao Distrito Federal. 
Comentários: 
Gabarito: D. 
A função jurisdicional não é exercida pelo Executivo. Ademais, a CPI não julga, tão somente investiga.A atividade de uma CPI é fiscalizatória e assim constitui função típica do Legislativo. A letra D é errada. 
Quanto à alternativa A, Executivo, Legislativo e Judiciário são três estruturas orgânicas independentes 
de um mesmo poder: o poder do povo. Na alternativa B, a banca aborda a teoria de que não há coisa 
julgada administrativa. Na C, a teoria de funções típica e atípica. Na E, a organização do Judiciário, que 
contempla a União e os Estados. Municípios só possuem Executivo e Legislativo. 
OBJETIVOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Os objetivos da República Federativa do Brasil elencados no artigo 3º da Constituição Federal fazem parte 
de rol apenas exemplificativo, porque, por certo, o Estado tem outros desígnios. Todavia, é importante que 
o(a) leitor(a) memorize cada objetivo enumerado, dada a grande quantidade de questões de prova sobre o 
assunto. 
Os objetivos são normas constitucionais programáticas, metas que o Estado brasileiro pretende alcançar. 
Constituem prestações positivas que obrigam o Estado a desenvolver políticas públicas que promovam a 
igualdade entre os seres humanos. 
Vale dizer que, embora tenham conteúdo programático, os objetivos são dotados de valor normativo e são 
utilizados como parâmetros de controle de constitucionalidade. 
Passemos a analisá-los: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
43 
175 
 
• Busca-se a promoção do Estado de bem estar social, o bem-comum. Tem-se aqui 
insculpido o princípio da solidariedade, já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal 
em mais de uma situação. Em especial, merece destaque a decisão proferida no RE 
450.855 AgR, em que se reconheceu que o sistema público de previdência está 
pautado no princípio da solidariedade, motivo por que os inativos também devem 
contribuir para com o regime geral.
Construir uma sociedade livre, justa e solidária;
• As políticas públicas que objetivem o desenvolvimento nacional, de acordo com o 
Supremo Tribunal Federal, não podem provocar o desequilíbrio ambiental; antes, o 
desenvolvimento deve ser sustentável (ADI 3.540). De igual modo, os entes federativos 
não podem, a pretexto de diversificar o potencial econômico-cultural de seu território, 
hostilizar as populações indígenas (Pet 3388). 
Garantir o desenvolvimento nacional;
• Busca-se aqui a implementação da igualdade material por meio de prestações positivas 
e de ações afirmativas do Estado. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu a 
constitucionalidade de alíquota regionalizada de IPI incidente sobre açúcar, como 
forma de concessão de incentivo fiscal, a fim de reduzir desigualdades regionais e de 
desenvolvimento nacional (AI 630.997 AgR).
Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades 
sociais e regionais;
• O objetivo está relacionado à dignidade da pessoa humana, ao pluralismo político e ao 
princípio da isonomia. Foi com base nesse objetivo que o Supremo Tribunal Federal 
deu interpretação conforme a Constituição ao artigo 58 da Lei 6.015/1973, para 
assegurar aos transgêneros, independentemente da cirurgia de transgenitalização, ou 
da realização de tratamentos hormonais ou patologizantes, o direito à alteração de 
prenome e gênero diretamente no registro civil. Considerou desnecessário qualquer 
requisito atinente à maioridade, ou outros que limitem a adequada e integral proteção 
da identidade de gênero autopercebida. O procedimento deve ser célere, gratuito 
(conforme o possível), confidencial e sem a obrigatoriedade de comprovar requisitos 
tais como certificações médicas ou psicológicas. Não é necessário acionar o Judiciário 
(ADI 4.275).
• De igual modo, foi dada interpretação conforme a Constituição ao artigo 1.723 do 
Código Civil, para reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo (ADI 
4.277).
Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, 
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
44 
175 
PRINCÍPIOS QUE REGEM AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 
O artigo 4º da Constituição Federal enumera os princípios que devem nortear as relações do Brasil com os 
outros países. São eles: 
I - independência nacional; 
 
II - prevalência dos direitos humanos; 
 
III - autodeterminação dos povos; 
 
IV - não-intervenção; 
 
V - igualdade entre os Estados; 
 
VI - defesa da paz; 
 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
 
X - concessão de asilo político. 
Independência nacional, autodeterminação dos povos e não-intervenção estão consubstanciados no 
fundamento soberania. Assim, o Brasil tem total condição de se autogerir, de forma a definir as suas próprias 
leis, costumes, tradições, cultura, religiosidade e economia. O Estado brasileiro não tem relação de 
subordinação com nenhum outro Estado soberano, de maneira que não serão admitidas ingerências 
externas no país. Igualmente, o Brasil reconhece a autodeterminação de outros povos, razão por que 
também não poderá interferir em sua soberania. 
A prevalência dos direitos humanos permeia as ações do Estado brasileiro no plano internacional e se origina 
do fundamento dignidade da pessoa humana. Em casos excepcionais, a prevalência dos diretos humanos 
possibilita uma possível intervenção na soberania de outro Estado, a fim de resguardar a condição humana. 
Igualdade entre os Estados, defesa da paz e solução pacífica dos conflitos também são princípios correlatos. 
A igualdade que se quis assegurar foi a formal, sobretudo jurídica. Está associada à ideia de reciprocidade 
entre os países, visto que no plano econômico, constata-se a desigualdade. 
A defesa da paz prima pela solução desarmada de possíveis conflitos internacionais, buscando-se acordos e 
debates diplomáticos. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
45 
175 
O repúdio ao terrorismo e o racismo tem o propósito de resguardar a condição humana do indivíduo, já que 
são crimes contra a humanidade. O terrorismo está associado a ação de grupos que agem à margem da lei e 
utilizam condutas vis para a persecução de seus objetivos. O racismo diz respeito a tratamento 
discriminatório, que restringe direitos e não respeita a condição de ser humano de alguém. 
Por fim, tem-se a concessão de asilo político ao estrangeiro que esteja sendo perseguido em seu país (ou em 
terceiro) por crime político ou de opinião. 
A concessão de asilo político a estrangeiro é ato de soberania estatal, discricionário, da competência do 
Presidente da República (Extradição nº 524/DF). Note que o Brasil não está obrigado a conceder asilo 
político, uma vez que cada caso será analisado e, de acordo com a conveniência e oportunidade da situação, 
o governo tomará a melhor decisão. 
Asilo político é espécie de princípio fundamental. Não se trata de direito fundamental, motivo pelo qual o 
estrangeiro não poderá arguir direito líquido e certo ao asilo, ainda que mediante perseguição política em 
seu país. 
 
➢ A condição jurídica de asilado político não suprime, só por si, a possibilidade de o Estado 
brasileiro conceder, presentes e satisfeitas as condições constitucionais e legais que a 
autorizam, a extradição de estrangeiro, desde que o pedido de extradição não seja por 
crime político e nem de opinião (Extradição 524). 
➢ A soberania nacional funda-se no princípio da independência nacional, efetivada pelo 
presidente da República.No campo da soberania, relativamente à extradição, é assente 
que o ato de entrega do extraditando é exclusivo, da competência indeclinável do 
presidente da República (Extradição 11.243). 
➢ O assentimento do acusado com a extradição não dispensa, dada a prevalência dos 
direitos humanos, o exame dos requisitos legais para o deferimento do pleito pelo STF 
(Extradição 1.195). 
➢ As distinções entre os homens por restrições ou preferências oriundas de raça, cor, credo, 
descendência ou origem nacional ou étnica, inspiradas na pretensa superioridade de um 
povo sobre outro, de que são exemplos a xenofobia, "negrofobia", "islamafobia" e o 
antissemitismo são formas de racismo. (HC 82.424). 
➢ O Supremo Tribunal, no HC nº 87.587 e no RE 466.343, atribuiu ao Pacto de San José da 
Costa Rica o status de norma supralegal. Tal decisão se baseou na teoria de que os 
tratados internacionais sobre direitos humanos, aprovados pelo Congresso Nacional por 
meio de procedimento simples, são incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro com 
hierarquia supralegal. A partir desses julgados, a prisão civil do depositário infiel, sob 
qualquer modalidade de depósito, ficou vedada (Súmula vinculante 25). 
➢ 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
46 
175 
TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
É muito comum a utilização das expressões “direitos humanos” e “direitos fundamentais” como sinônimas. 
Porém, embora haja relação entre os termos, há diferenças conceituais significativas. A primeira diz respeito 
a direitos positivados no plano internacional. A segunda, mais abrangente (contempla direitos humanos e 
direitos extensíveis a pessoas jurídicas), diz respeito a um determinado ordenamento jurídico, ao plano 
do direito interno, aos direitos positivados na Constituição. 
A expressão direitos humanos, inspirada em bases jusnaturalistas, de natureza universalista, retrata as 
condições inerentes ao ser humano. De origem essencialmente filosófica decorrente do Direito Natural, não 
encontra respaldo numa ordem jurídica particular, mas em documentos de direito internacional. 
Surgida na França, a expressão "direitos fundamentais" materializa os direitos humanos que foram 
consagrados e positivados num determinado ordenamento jurídico, na Constituição de algum País. Seu 
conteúdo tem vinculação com a soberania e a cultura de um povo, de forma que nem tudo que é considerado 
direito fundamental em um Estado será também em outro. São direitos escritos em textos normativos de 
um Estado (Constituição e leis) e estão relacionados às pessoas. 
Com efeito, direitos humanos são extensíveis a qualquer indivíduo e não se sujeitam a ordens jurídicas 
internas, pois têm como titular o homem, universalmente considerado, sem limitação geográfica. São 
extraídos de tratados e convenções internacionais. Já os direitos fundamentais são aqueles positivados em 
determinado ordenamento jurídico, razão por que têm como titulares principais os nacionais. Os direitos 
fundamentais são encontrados essencialmente na Constituição do Estado. 
Os direitos humanos e os direitos fundamentais têm o propósito de assegurar a dignidade da pessoa humana 
e os direitos de liberdade e de igualdade, embora positivados em planos distintos (plano internacional e 
plano externo). 
No Brasil, a grande maioria dos direitos fundamentais é encontrada no título II da Constituição Federal. Diz-
se grande maioria, porque há direitos fundamentais espalhados na Constituição, embora se note um título 
destinado a tratar do assunto. A referência constitucional a direitos humanos contida no artigo 5º, parágrafo 
3º, da Constituição Federal, diz respeito a tratados internacionais a respeito do tema, que poderão ser 
recepcionados no País com valor de norma constitucional, desde que sejam aprovados pelo Congresso 
Nacional por meio do mesmo processo rigoroso destinado à criação de emendas constitucionais. 
 
(2019/FCC/AFAP/Advogado) Considere o seguinte excerto da obra doutrinária ao final identificada: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
47 
175 
“Outra característica associada aos direitos fundamentais diz com o fato de estarem consagrados em 
preceitos da ordem jurídica. Essa característica serve de traço divisor entre as expressões direitos 
fundamentais e direitos humanos. 
A expressão direitos humanos, ou direitos do homem, é reservada para aquelas reivindicações de 
perene respeito a certas posições essenciais ao homem. São direitos postulados em bases 
jusnaturalistas, contam índole filosófica e não possuem como característica básica a positivação numa 
ordem jurídica particular. 
A expressão direitos humanos, ainda, e até por conta da sua vocação universalista, supranacional, é 
empregada para designar pretensões de respeito à pessoa humana, inseridas em documentos de 
direito internacional. 
Já a locução direitos fundamentais é reservada aos direitos relacionados com posições básicas das 
pessoas, inscritos em diplomas normativos de cada Estado. São direitos que vigem numa ordem 
jurídica concreta, sendo, por isso, garantidos e limitados no espaço e no tempo, pois são assegurados 
na medida em que cada Estado os consagra.”(MENDES, Gilmar Ferreira e BRANCO, Paulo Gustavo 
Gonet. Curso de Direito Constitucional, 13.ed., São Paulo: Saraiva Educação, 2018, p. 147) 
Com base no texto transcrito, 
A) não há como distinguir doutrinariamente as expressões direitos fundamentais e direitos humanos, 
dada a vocação universalista da proteção da pessoa humana, reconhecida nos documentos do direito 
internacional. 
B) a expressão direitos humanos possui natureza universalista, oriunda de uma concepção filosófica 
derivada do Direito Natural. 
C) a expressão direitos humanos diz respeito ao direito positivado por cada Estado soberano e, por 
essa razão, se afasta das concepções jusnaturalistas. 
D) a expressão direitos humanos, dado o caráter nacional da positivação jurídica, não constitui objeto 
do Direito Internacional Público. 
E) por se tratar de concepção filosófica jusnaturalista, não limitada ao tempo e ao espaço, os direitos 
fundamentais não possuem conteúdo jurídico. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A alternativa A está errada, porque há algumas diferenças entre direitos humanos e direitos 
fundamentais, sendo algumas delas as seguintes: direitos humanos dizem respeito a direitos do 
homem, sem restrição geográfica, estão contidos em tratados internacionais e são universalistas. 
Direitos fundamentais dizem respeito a um determinado ordenamento jurídico, estão contidos na 
Constituição e nas leis e são extensíveis a pessoas físicas e jurídicas. Essa mesma argumentação justifica 
que a alternativa B é correta e as demais estão erradas. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
48 
175 
2 - ORIGEM 
Os primeiros direitos fundamentais surgiram da necessidade de limitar a atuação do Estado em face dos 
indivíduos, para que estes não continuassem a sofrer a ingerência abusiva do Poder Público e de suas 
autoridades constituídas. Trata-se de direitos negativos, que restringem a atuação estatal e impõem um 
dever de abstenção em favor das liberdades individuais, de forma a assegurar a autodeterminação individual. 
Esses direitos nasceram da Declaração dos Direitos do Homem (1789) e das declarações de direitos dos 
Estados Americanos (Virginia Bill of Rights – 1776). 
Num segundo momento, já no século XX, com o surgimento da 2ª geraçãodos direitos fundamentais, novos 
direitos emergiram, agora como direitos de prestação e não mais como direitos de resistência. O Estado 
passou a ser obrigado também a ter ações comissivas que pudessem proporcionar a igualdade material e o 
bem-estar social. 
As duas fases citadas coincidem com a primeira e com a segunda geração de direitos fundamentais. Conclui-
se, então, que os direitos fundamentais são frutos de liberdades positivas e de liberdades negativas. 
Vale dizer que há na doutrina autores que apontam ser a Magna Carta inglesa a precursora dos direitos 
fundamentais. Todavia, sobre o assunto não há consenso, já que os direitos nesse documento contidos não 
visavam à proteção da esfera individual de liberdades, mas apenas garantir o poder político aos barões a 
partir da limitação dos poderes do monarca. 
 
(2019/CESPE/CEBRASPE/Prefeitura de Campo Grande – MS/Procurador Municipal) Acerca dos 
direitos e das garantias fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988, julgue o item a 
seguir. 
Os direitos individuais, por estarem ligados ao conceito de pessoa humana e de sua própria 
personalidade, correspondem às chamadas liberdades negativas; os direitos sociais, por sua vez, 
constituem as chamadas liberdades positivas, de observância obrigatória em um estado social de 
direito para a concretização de um ideal de vida digna na sociedade. 
Comentários: 
Gabarito: Certo. 
Os direitos negativos são aqueles que limitam uma atuação estatal em face das liberdades individuais. 
Os direitos positivos, por sua vez, impõem um dever de agir ao Estado, a fim de assegurar a dignidade 
da pessoa humana e a igualdade material. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
49 
175 
3 - OS QUATRO STATUS DE JELLINEK 
Os direitos fundamentais, conforme características comuns, momento histórico do surgimento ou a partir 
da relação do indivíduo com o Estado, podem ser classificados de diferentes maneiras. A classificação mais 
comum é em gerações (ou dimensões), como estudaremos adiante. 
Outra possibilidade de classificação foi desenvolvida por Georg Jellinek, no século XIX, levando-se em 
consideração a natureza dos direitos fundamentais e como estes norteiam a relação do Estado com o 
indivíduo. 
Com efeito, os direitos fundamentais são elementos limitativos da Constituição, de maneira que ora obrigam 
um fazer ao Estado e ora um não agir em face dos indivíduos; ora uma subordinação aos indivíduos, ora uma 
participação na formação da vontade estatal. 
A evolução histórica dos direitos fundamentais passa por quatro fases: na primeira, o indivíduo 
deixa de ser objeto para ser sujeito de deveres perante o Estado. Na segunda, o indivíduo passa 
a exigir bens e prestações de serviços. Na terceira, obtém uma participação ativa dentro do 
Estado. Na quarta, o indivíduo se torna cidadão, sujeito do próprio poder político. 
Conforme a posição assumida pelo Estado em relação aos indivíduos, segundo o professor alemão George 
Jellinek, os direitos fundamentais podem ser classificados em quatro status: status passivo; status 
negativo; status positivo e status ativo. 
No status passivo (ou status subjectionis), o indivíduo assume uma posição de subordinação ao Estado, de 
titular de deveres em relação Poder Público. A obrigação genérica de pagar impostos, por exemplo, ilustra 
essa relação de submissão individual dos membros de uma comunidade aos deveres ou proibições estatais. 
Por outro lado, em contrapartida, nessa relação do Estado com o indivíduo, há o status negativo (status 
libertatis), que assegura ao indivíduo o direito de resistir às imposições e intervenções indevidamente 
impostas pelo Poder Público. 
Mantendo o exemplo anteriormente dado (a obrigação de pagar impostos), embora possa o Estado exigir o 
pagamento de tributos, o indivíduo está amparado pelas limitações ao poder de tributar, que no caso 
brasileiro, estão contidas no artigo 150 da Constituição Federal. A cada membro da sociedade é dado o 
direito de se opor a pagar tributos sem lei que o estabeleça ou no mesmo exercício financeiro da lei que o 
instituiu, dentre outras proteções. 
Nota-se, assim, que o status passivo e o status negativo interagem entre si e compõem as obrigações 
recíprocas de Estado e indivíduo, de maneira que fica o Estado proibido de agir, quando diante dos direitos 
de resistência, e fica o indivíduo limitado, proibido de oferecer resistência, quando não tiver o direito 
fundamental assegurado. 
No status passivo encontram-se os deveres individuais (pagar impostos, cumprir as leis, zelar pelo 
patrimônio público). No status negativo, os direitos e garantias individuais (liberdade de crença, liberdade 
de locomoção, vedação à pena de morte). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
50 
175 
O indivíduo, além de exigir uma abstenção do Estado, para que possa usufruir de sua autodeterminação 
(status negativo), tem também o direito de exigir uma fazer concreto do Poder Público, de requerer uma 
atuação positiva em seu favor, de modo que o Estado lhe ofereça bens e serviços. Nesse caso, estamos diante 
do status positivo. 
No status positivo (status civitatis), o cidadão tem o direito de exigir do Estado prestações materiais, para 
que possa alcançar os postulados constitucionais. Como exemplo, no Brasil, podemos citar o direito à 
educação. Não é suficiente assegurar que educação é direito de todos, é necessário que o Estado desenvolva 
ações concretas que possibilitem o acesso à cultura e ao letramento, pois se não assim, os mais pobres não 
conseguirão ter acesso ao direito. Nesse caso, o indivíduo tem a prerrogativa de exigir que o Estado haja em 
seu favor, ainda que para tal tenha que levar o caso ao Judiciário. 
Por fim, há o status ativo, em que o indivíduo participa das decisões políticas, especialmente por meio do 
voto. Trata-se do exercício de direitos políticos, da competência que o cidadão tem de influir sobre a 
formação da vontade do Estado. 
 
Os quatro status de Georg Jellinek 
Status passivo O indivíduo é titular de deveres individuais. Está subordinado ao Estado. 
Status negativo O indivíduo tem autodeterminação. É titular de direitos individuais, direitos 
de resistência, que impedem um fazer do Estado. 
Status positivo O indivíduo exige do Estado um agir que lhe proporcione bens e serviços. 
Status ativo O indivíduo exerce direitos políticos. Participa da formação do Estado por 
meio do voto. 
 
(TRT 23ª Região/Juiz Substituto do Trabalho) O grande publicista alemão Georg Jellinek, na sua obra 
"Sistema dos Direitos Subjetivos Públicos" (Syzstem der subjetktiv öffentlichen), formulou 
concepção original, muito citada pela doutrina brasileira no estudo da teoria dos direitos 
fundamentais, segundo a qual o individuo, como vinculado a determinado Estado, encontra sua 
posição relativamente a este cunhada por quatro espécies de situações jurídicas (status), seja como 
sujeito de deveres, seja como titular de direitos. Assinale qual das altemativas abaixo contém um 
item que NÃO corresponde a um dos quatro status da teoria de Jellinek: 
A) status passivo (status subjectionis). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
51 
175 
B) status negativus. 
C) status civitatis. 
D) status socialis. 
E) status activus. 
Comentários: 
Gabarito: D 
Os quatro status são: status passivo; status negativo; status positivo e status ativo. 
4 - CLASSIFICAÇÃO TRIALISTA 
A teoria dos quatrostatus de Jellinek é a base de outras classificações de direitos fundamentais, dentre as 
quais se destaca a classificação trialista. Essa classificação é considerada pela doutrina como a mais 
completa, eis que permite a identificação do conteúdo nuclear de cada espécie de direito. 
A classificação trialista busca base em três dos quatro status de Georg Jellinek: o negativo, o positivo e o 
ativo. O passivo ficou de lado, porque não aponta direitos, mas sim deveres dos indivíduos, decorrentes de 
sua subordinação ao Estado. Assim, há os direitos de defesa, os direitos a prestações e os direitos de 
participação. 
Os direitos de defesa, também conhecidos como direitos de resistência, ou direitos negativos, impõem ao 
Estado o dever de abstenção, de inércia, de modo a não ferir a autodeterminação de cada indivíduo. O 
grande propósito é a preservação de direitos fundamentais por meio de um não fazer por parte do Estado. 
Dito de outra forma, os direitos de defesa são caracterizados pela limitação ao poder estatal, para que não 
haja intromissão nas liberdades individuais. Não cabe ao Estado embaraçar as ações dos particulares, nem 
afetar as características físicas dos indivíduos e nem as situações da vida. O Poder Público não pode intervir 
em bens que já estão juridicamente protegidos. 
Os direitos a prestações, por outro lado, obrigam um agir concreto por parte do Estado, tanto para proteger 
bens jurídicos em face de terceiros, quanto para garantir as condições necessárias à fruição desses bens. 
Cabe ao Poder Público amparar os hipossuficientes, de modo que é seu dever oferecer bens e serviços aos 
que não têm condição de adquiri-los sozinhos (alimentação, moradia, saúde), bem como elaborar normas 
jurídicas que tutelem interesses de particulares, quando a relação é desequilibrada, como é o caso da relação 
patrão e empregado (legislação trabalhista). 
Os direitos de participação elevam o indivíduo à condição de cidadão, por meio do exercício dos direitos 
políticos, sobretudo o direito de votar. Nota-se que os direitos políticos têm dupla dimensão: uma negativa, 
que exige a abstenção do Poder Público, para não interferir na liberdade de escolha do povo, e uma positiva, 
que exige a realização de eleições periódicas e de outros mecanismos de participação direta, como o 
plebiscito e o referendo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
52 
175 
 
Direitos de defesa Direitos a prestações Direitos de participação 
Abstenção do Estado 
(Status negativo) 
Atuação do Estado 
(Status positivo) 
Abstenção e ação do Estado 
(Status ativo) 
Direitos individuais Direitos sociais Direitos políticos 
Observe que a classificação trialista não aborda direitos coletivos e nem difusos, tais como 
democracia, pluralismo político, meio ambiente equilibrado, dentre outros. 
5 - CLASSIFICAÇÃO EM DIMENSÕES/GERAÇÕES 
De acordo com o momento histórico de surgimento, os direitos fundamentais podem ser classificados em 
gerações (ou dimensões). É sabido que os direitos fundamentais não nasceram todos de uma vez e nem de 
uma vez por todas. Conforme a necessidade dos povos e de acordo com as alterações nos ordenamentos 
jurídicos, novos direitos vão surgindo e com eles também novas gerações. 
Vale dizer que o surgimento de uma geração nova não exclui a anterior, de maneira que vão apenas se 
acumulando. Daí parte da doutrina optar pela palavra dimensão. Interessante também é perceber que a 
conotação de um direito fundamental pode ser transformada em razão do surgimento de nova geração e da 
percepção de nova realidade fática. É o caso, por exemplo, do direito de propriedade, pertencente à primeira 
dimensão de direitos fundamentais. De início, o propósito foi o de garantir a propriedade privada, mas com 
o surgimento da segunda geração, foi flexibilizado pela necessidade de cumprimento de sua função social. A 
partir da terceira geração, a propriedade também precisa respeitar o equilíbrio ambiental. 
A classificação mais admitida academicamente é a de Karel Vasak, que trabalha com a existência de três 
gerações de direitos fundamentais. Essas gerações têm inspiração no lema da Revolução Francesa (liberdade, 
igualdade e fraternidade). Vejamos: 
Os direitos fundamentais de primeira geração são caracterizados pela defesa da liberdade. Surgiram ao 
final do século XVIII e coincidem com o surgimento de constituições escritas. O contexto histórico de 
surgimento foi notadamente o período das revoluções liberais (francesa e americana) e da passagem de um 
Estado autoritário para um Estado de Direito. Daí falar-se em direitos negativos, em dever de abstenção do 
Poder Público, a fim de resguardar as liberdades individuais e os direitos políticos. O propósito da 
Constituição e das leis era o de assegurar igual liberdade a todos os indivíduos e uma limitação para o Estado. 
Não havia preocupação com igualdade social. Nessa geração estão os direitos de defesa dos indivíduos face 
ao Estado. 
Os direitos fundamentais de segunda geração são relacionados à ideia de igualdade material e contemplam 
os direitos sociais, culturais e econômicos. Surgiram no século XIX, mas só foram amplamente 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
53 
175 
implementados por textos constitucionais já no século XX, após a passagem do Estado Liberal (natureza 
individualista) para o Estado Social (igualdade entre os homens). O marco histórico foi a Revolução Industrial 
Europeia, iniciada no século XIX. 
Os direitos fundamentais de segunda geração são caracterizados por liberdades positivas e configuram 
verdadeiros direitos de participação. Esses direitos impõem ao Estado o dever de agir, de realizar obras e 
programas de governo que viabilizem acesso a direitos sociais e proteção aos desamparados. 
Enquanto os direitos de primeira dimensão têm o propósito de proteger as liberdades públicas e de impedir 
a intervenção do estado no âmbito da autonomia privada, os direitos de segunda dimensão objetivam 
implementar a igualdade substantiva, a partir do intervencionismo estatal em favor do hipossuficiente. 
Por outro lado, os direitos de defesa têm mais efetividade que os direitos de participação, porque a 
integralização destes depende de recursos orçamentários, muitas vezes confrontada pela reserva do 
possível. 
A terceira geração de direitos fundamentais está associada à fraternidade (ou solidariedade) entre os povos. 
Marcada pela Segunda Guerra Mundial, mostra a necessidade de valorização da condição humana e de 
atenuação das diferenças entre as nações desenvolvidas e as subdesenvolvidas. 
Na terceira geração, são encontrados os direitos difusos, os direitos da humanidade, aqueles que 
ultrapassam os interesses individuais. Geração marcada por direitos transindividuais, destinados à proteção 
do ser humano em geral. Daí falar-se em fraternidade, pois o indivíduo deixa de se preocupar apenas consigo 
mesmo e passa a pensar na humanidade. 
São exemplos de direitos de terceira geração o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, a 
defesa do consumidor, o patrimônio comum da humanidade, a paz, o progresso, o desenvolvimento, a 
autodeterminação dos povos. 
 
1) Nem todos os direitos de segunda geração são positivos. Sindicalização (artigo 8º) e greve 
(artigo 9º) são direitos negativos, embora sociais. 
 
2) Paulo Bonavides classifica “paz” como direito de quinta geração. 
Além das três gerações/dimensões clássicas, descritas por Karel Vasak, parte da doutrina admite a existência 
de outras gerações. 
Os avanços genéticos e tecnológicos, conforme Norberto Bobbio, justificam o reconhecimento de direitos 
de quartadimensão. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
54 
175 
Direitos relacionados a reflexões sobre a vida e a morte impulsionam o debate sobre a ética na atividade 
científica, de forma que manipulação genética, a biotecnologia e a bioengenharia devem ser alicerçados e 
limitados pela Constituição. Dito isso, busca-se a preservação da individualidade humana e da diversidade 
do genoma, a partir da proibição de seu uso com fins não humanísticos. 
O marco histórico dessa geração é a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, 
da UNESCO, que reconhece em seu artigo 1º o genoma humano como patrimônio da humanidade. 
Por outro lado, Paulo Bonavides classifica os direitos de quarta geração como sendo aqueles decorrentes 
de uma globalização política dos direitos fundamentais. Nessa toada, democracia, informação e pluralismo 
político seriam direitos de quarta dimensão. 
Bonavides ainda destaca a existência de uma quinta geração de direitos fundamentais em que se encaixa o 
direito à paz, direito surgido da Declaração das Nações Unidas e da Declaração da Conferência de Teerã 
sobre os Direitos Humanos. 
Há divergências doutrinárias a respeito da quinta geração, pois alguns autores consideram em tal dimensão 
os direitos relacionados à evolução da cibernética e de tecnologias, sobretudo a realidade virtual e a 
Internet. 
 
1ª geração LIBERDADE Direitos Negativos Exemplos: direitos individuais, direitos 
civis, direitos políticos. 
2ª geração IGUALDADE Direitos Positivos Exemplos: direitos sociais, direitos 
culturais e direitos econômicos. 
 
3ª geração FRATERNIDADE Direitos Difusos Exemplos: direito ao meio ambiente; 
direito ao progresso; direito de 
comunicação; direito ao patrimônio da 
humanidade 
4ª geração (------) Para Bonavides: 
direitos 
globalizados. 
Para Bobbio: 
avanços genéticos e 
tecnológicos. 
Exemplos, segundo Bonavides: 
democracia, informação e pluralismo. 
Exemplo, segundo Bobbio: manipulação 
do patrimônio genético. 
 
5ª geração (------) Exemplo, segundo Bonavides: paz. 
Outros autores: realidade virtual e 
internet. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
55 
175 
 
(2018/IBFC/SEAP-MG) Os direitos fundamentais e sua evolução ao longo da história podem ser 
divididos em gerações ou dimensões. Assinale a alternativa incorreta: 
A) Primeira geração ou dimensão esta ligada às liberdades negativas clássicas, que enfatizam o 
princípio da liberdade, configurando os direitos civis e políticos. Surgiram nos finais do século XI e 
representavam uma resposta do Estado liberal ao Absolutista 
B) A Revolução Industrial foi o grande marco dos direitos de segunda geração, que se relacionam com 
as liberdades positivas, reais ou concretas, assegurando o princípio da igualdade material entre o ser 
humano. 
C) Os princípios da solidariedade ou fraternidade são características dos direitos de terceira geração 
ou dimensão sendo atribuídos as formações sociais, que protegem os interesses de titularidade 
coletiva ou difusa, não se destinando especificamente à proteção dos interesses individuais, de um 
grupo ou de um determinado Estado, mostrando uma grande preocupação com as gerações humanas, 
presentes e futuras 
D) Os direitos fundamentais de quarta geração ou dimensão são decorrentes da evolução da 
engenharia genética, relacionados à manipulação do patrimônio genético, processo que pode colocar 
em risco a existência humana. 
E) Alguns doutrinadores consideram a evolução da cibernética e de tecnologias tais como, realidade 
virtual e a internet, direitos de quinta geração ou dimensão. 
Comentário: 
Gabarito: A 
os direitos fundamentais de primeira dimensão têm origem no século XVIII. É isso mesmo. Só está 
errada a assertiva por causa do século! No mais, as outras alternativas estão corretas, conforme 
acabamos de estudar. 
6 - DIMENSÕES OBJETIVA E SUBJETIVA 
A aplicabilidade dos direitos fundamentais pode ser percebida em duas dimensões: subjetiva e objetiva. 
A dimensão subjetiva é concebida sob a perspectiva do indivíduo, que detém direito previsto em uma norma 
jurídica reguladora da relação Estado – indivíduo. Na dimensão subjetiva estão os direitos de defesa (os 
direitos negativos) e os direitos de prestação (os direitos positivos). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
56 
175 
Por outro lado, a dimensão objetiva é concebida do ponto de vista da comunidade, como valores que esta 
pretende seguir e que devem ser implementados pelo Estado. Na dimensão objetiva são encontrados os 
direitos que regulam a atuação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como norteiam a relação 
entre particulares. Nessa perspectiva, os direitos fundamentais são valores básicos de conformação do 
Estado Democrático de Direito. 
A dimensão objetiva é também denominada eficácia irradiante dos direitos fundamentais, uma vez que tais 
direitos são suficientes para orientação de como deverá o Estado proceder, seja na hora de governar ou de 
legislar ou de julgar. 
 
 
(2020/CONTEMAX/Prefeitura de Pedra Lavrada - PB/Procurador Jurídico) Os direitos fundamentais, 
em seu desenvolvimento dentro da teoria constitucional, bem como permeando-se pelo 
ordenamento jurídico brasileiro, se demonstra em alguns aspectos, algumas dimensões. Uma dessas 
dimensões resulta do significado dos direitos fundamentais como princípios básicos da ordem 
constitucional. Esses direitos são causa e condição do Estado de Direito democrático, operando como 
limite do poder e como diretriz para a sua ação. São os tijolos que erguem as constituições e 
instituições democráticas, servindo de norte para a ação de todos os poderes constituídos. O 
elemento-chave dessa dimensão é que, aqui, os direitos fundamentais transcendem a perspectiva 
da garantia de posições individuais, para alcançar a estatura de normas que filtram os valores básicos 
da sociedade política, expandindo-os para todo o direito positivo, como base do ordenamento 
jurídico do nosso Estado Democrático de Direito. 
Com base nas informações acima, de qual dimensão dos direitos fundamentais estar-se-ia falando? 
A) objetiva. 
B) subjetiva. 
C) ativa. 
D) passiva. 
E) jurisdicional. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
57 
175 
Os direitos fundamentais são a razão de ser do Estado Democrático de Direito, de modo que 
transcendem a perspectiva do indivíduo para produzir eficácia em toda a ordem jurídica. Daí falar-se 
em dimensão objetiva de direitos fundamentais. 
 
 
 
(2018/FGV/AL-RO/Advogado) O juiz de direito, ao fundamentar uma decisão, afirmou que os direitos 
fundamentais, além de criarem situações jurídicas favoráveis a pessoas em particular, também 
estabelecem diretrizes para a atuação das estruturas estatais de poder. 
O aspecto dos direitos fundamentais suscitado pelo juiz de direito é expressão 
A) da concepção subjetiva dos direitos fundamentais. 
B) da perspectiva objetiva dos direitos fundamentais. 
C) da eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
D) dos direitos de primeira dimensão. 
E) do formalismo constitucional. 
Comentário: 
Gabarito: B 
O aspecto dos direitos fundamentais abordado pelo magistrado é o de dimensão objetiva, porque 
regula uma79 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
3 
175 
Os Princípios Fundamentais estão enumerados entre os artigos 1º e 4º da Constituição Federal. ............ 79 
Destaques da Jurisprudência ........................................................................................................................... 80 
Súmulas Vinculantes ....................................................................................................................................................... 80 
Decisão do STF no controle concentrado de constitucionalidade (efeito vinculante) ................................................... 80 
Decisão do STF com repercussão geral reconhecida ...................................................................................................... 81 
Considerações Finais ........................................................................................................................................ 82 
Questões Comentadas ..................................................................................................................................... 83 
Princípios Fundamentais .............................................................................................................................. 83 
Magistratura ................................................................................................................................................................... 83 
Promotor ........................................................................................................................................................................ 86 
Procurador ...................................................................................................................................................................... 87 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 106 
Outros ........................................................................................................................................................................... 109 
Teoria dos Direitos Fundamentais.............................................................................................................. 110 
Magistratura ................................................................................................................................................................. 110 
Promotor ...................................................................................................................................................................... 114 
Procurador .................................................................................................................................................................... 120 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 134 
Outros ........................................................................................................................................................................... 137 
Lista de Questões ........................................................................................................................................... 142 
Princípios Fundamentais ............................................................................................................................ 142 
Magistratura ................................................................................................................................................................. 142 
Promotor ...................................................................................................................................................................... 144 
Procurador .................................................................................................................................................................... 145 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 155 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
4 
175 
Outros ........................................................................................................................................................................... 156 
Teoria dos Direitos Fundamentais.............................................................................................................. 157 
Magistratura ................................................................................................................................................................. 157 
Promotor ...................................................................................................................................................................... 158 
Procurador .................................................................................................................................................................... 161 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 168 
Outros ........................................................................................................................................................................... 170 
Gabaritos ........................................................................................................................................................ 171 
Princípios Fundamentais ............................................................................................................................ 171 
Magistratura ................................................................................................................................................................. 171 
Promotor ...................................................................................................................................................................... 172 
Procurador .................................................................................................................................................................... 172 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 173 
Outros ........................................................................................................................................................................... 173 
Teoria dos Direitos Fundamentais.............................................................................................................. 173 
Magistratura ................................................................................................................................................................. 173 
Promotor ...................................................................................................................................................................... 174 
Procurador .................................................................................................................................................................... 174 
Defensor .......................................................................................................................................................................relação entre o Estado e os indivíduos. 
7 - INCIDÊNCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
Os direitos fundamentais regulam não apenas a relação do Estado com o indivíduo, mas também a relação 
entre os próprios indivíduos, de forma que são aplicáveis aos particulares. 
Quando as normas definidoras de direitos fundamentais dispõem sobre as relações entre o Poder Público e 
os particulares (pessoas naturais ou pessoas jurídicas de direito privado), ora mediante abstenções do 
Estado, ora mediante prestações, tem-se a chamada eficácia vertical dos direitos fundamentais. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
58 
175 
Há ainda incidência dos direitos fundamentais nas relações privadas, não obstante existir certa divergência 
doutrinária sobre o assunto, dada a garantia de autonomia de vontade. A projeção de direitos fundamentais 
às relações nas quais os particulares (pessoas naturais ou jurídicas) se encontram em uma hipotética 
condição de igualdade jurídica é denominada eficácia horizontal. 
Considerando a aplicação dos direitos fundamentais às relações privadas, duas situações podem ser 
vislumbradas: a) eficácia indireta (ou mediata); b) eficácia direta (ou imediata). 
Na eficácia indireta, os direitos fundamentais exigem que o legislador se abstenha de criar lei que viole 
direitos fundamentais e exigem que o mesmo legislador implemente os direitos fundamentais e indique 
quais poderão ser aplicados aos particulares em suas relações. Essa concepção tem como ponto de partida 
o reconhecimento de um direito geral de liberdade e não direitos subjetivos. A atuação do legislador é 
primordial para que não se desconfigure o direito privado a partir de infringência da autonomia de vontade. 
Esse modelo é adotado na Alemanha. 
Na eficácia direta, os direitos fundamentais são aplicáveis às relações entre particulares, 
independentemente da atuação do legislador ordinário, embora tal condição não seja absoluta e ainda que 
se respeite a autonomia de vontade. Esse é o modelo adotado na Espanha, em Portugal e na Itália. 
No Brasil, em algumas oportunidades, o Supremo Tribunal Federal já admitiu a eficácia horizontal dos 
direitos fundamentais, inclusive a eficácia direta. Podemos citar como exemplo o RE 158.215-4, em que o 
STF entendeu existir violação das garantias constitucionais de ampla defesa e devido processo legal na 
exclusão de associado sem que este tenha o direito de se defender, por mera deliberação da assembleia. 
Bastante ilustrativa também foi a decisão proferida no RE 161.243-6, em que se percebeu ofensa ao princípio 
da isonomia no tratamento discriminatório dado a brasileiro, empregado de companhia aérea francesa, em 
favor de empregado francês, ambos em condições idênticas de trabalho. 
Há na doutrina ainda os que admitem a eficácia diagonal dos direitos fundamentais, quando se percebe na 
relação contratual entre particulares uma desigualdade fática e/ou jurídica. São exemplos as relações 
trabalhistas e as consumeristas. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
59 
175 
 
 
(2018/CESPE/PGE-PE/Procurador do Estado) Considere as duas afirmações a seguir. 
I Em um processo judicial, o Estado deve assegurar a observância do contraditório e da ampla defesa. 
II Nas relações entre a imprensa e os particulares, a imprensa deve observar o direito à honra, sob pena 
de consequências como direito de resposta e indenização por dano material ou moral. 
As afirmações I e II contemplam situações que exemplificam a 
A) eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
B) eficácia externa dos direitos fundamentais. 
C) eficácia diagonal dos direitos individuais. 
D) eficácia vertical e a eficácia horizontal dos direitos individuais, respectivamente. 
E) eficácia externa e a eficácia vertical dos direitos individuais, respectivamente. 
Comentários: 
Eficácia vertical
Relação Estado (E) e 
indivíduo (I)
E
I
Eficácia horizontal
Relação indivíduo (I) 
e indivíduo (I), em 
condição de 
igualdade.
I I
Eficácia diagonal
Relação indivíduo (I) 
e indivíduo (I), em 
condição de 
desigualdade.
I 
I 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
60 
175 
Gabarito: D 
No primeiro caso, há uma obrigação do Estado face ao indivíduo (eficácia vertical). No segundo caso, 
há relação entre particulares (eficácia horizontal). 
8 - CONFLITO ENTRE DIREITOS FUNDAMENTAIS 
Num caso concreto, é possível haver conflito entre direitos fundamentais. Tal conflito pode se dar por 
concorrência ou por colisão. 
A concorrência ocorre quando se percebe no comportamento de uma mesma pessoa, titular do direito, a 
incidência cumulativa de dois ou mais direitos fundamentais que entram em choque, em razão da dúvida a 
respeito dos limites de cada direito. É o caso, por exemplo, da concorrência entre liberdade de crença 
religiosa e vida. Imaginemos um cidadão religioso, doente e necessitado de uma transfusão sanguínea. De 
um lado, há a necessidade de fazer o tratamento médico, pois do contrário, a morte será certa. De outro 
lado, há a crença segundo a qual o procedimento terapêutico levará a pessoa a perder a vida eterna. 
A colisão de direitos acontece quando dois ou mais direitos entram em conflito, numa situação concreta, 
porque dois ou mais titulares distintos querem, ao mesmo tempo, aplicá-los, independentemente de serem 
direitos diferentes ou um mesmo direito visto por dois aspectos opostos (negativo ou positivo). Acontece a 
colisão de direitos quando, por exemplo, um grupo de pessoas resolve fazer uma manifestação numa rodovia 
de altíssimo fluxo, de modo a causar grande transtorno. De um lado há o direito de reunião e de outro a 
liberdade de locomoção. 
Os direitos fundamentais não são absolutos e, conforme a situação concreta, poderão ser relativizados. 
Como não há hierarquia entre direitos fundamentais, não há falar em escolher um dos direitos para ser 
integralmente aplicado ao ponto de aniquilar o outro. 
Os conflitos entre direitos fundamentais devem ser resolvidos sempre por meio da interpretação do caso, 
a partir de um juízo de ponderação dos bens jurídicos envolvidos, a fim de que um seja selecionado e outro 
seja relativizado, evitando-se o sacrifício total de um deles. 
Os critérios para a solução do conflito não são abstratos e devem ser encontrados a partir da análise do caso, 
de modo que se numa situação “A” conflitou com “B” e “A” foi selecionado, noutra circunstância, o direito 
selecionado poderá ser “B”. 
Canotilho propõe, para a solução de conflito entre direitos fundamentais, a aplicação, sempre que possível, 
do critério da especialidade (geral/especial). Se não possível, o da prevalência de direitos fundamentais 
menos limitados. 
 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
61 
175 
 
(2020/IPEFAE/Prefeitura de Águas da Prata – SP/Advogado) Leia o trecho da notícia veiculada pelo 
UOL, publicada on-line em 26/04/2018: 
“A Justiça de São Paulo autorizou, na última terçafeira, que a Santa Casa de São José do Rio Preto (SP) 
realizasse uma transfusão de sangue em um bebê recém-nascido, internado no hospital. Os pais, fiéis 
da religião Testemunha de Jeová, haviam negado o procedimento. [...] De acordo com os médicos dohospital, a transfusão de sangue era indispensável para salvar sua vida. Ao serem consultados, os pais 
da criança, Maria Eleni e Reizinaldo, negaram a operação. Em uma carta escrita e assinada por eles, 
reconheceram o problema do filho, mas não liberaram o procedimento. [...] De acordo com o processo 
judicial, o motivo da negativa seria a religião dos pais. ‘Ressalta que os genitores do menor são 
seguidores da crença de Testemunha de Jeová e que tal crença não permite o procedimento clínico 
indicado, posto que seus adeptos não admitem transfusão de sangue’, diz a liminar à qual o UOL teve 
acesso.” Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2018/04/26/justica- 
autoriza-transfusao-de-sangue-em-bebe-de-pais-testemunha-de-jeova.htm 
Com base no trecho apresentado e considerando a teoria e a aplicação dos direitos fundamentais no 
Brasil, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: 
I - A autorização ou não para transfusão de sangue em bebê de pais testemunhas de Jeová é caso de 
conflito entre direitos fundamentais de primeira geração, ou seja, de um lado se discute a liberdade 
religiosa e, de outro, o direito à vida, sendo que este prevaleceu. 
PORQUE 
II - Segundo a decisão do Poder Judiciário paulista, o direito à vida foi tutelado em primeiro lugar pelo 
Estado e não se revela um direito absoluto, ou seja, poderá sofrer relativizações quando aplicado, além 
de servir de fundamento à aplicação dos demais direitos. 
A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. 
B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. 
C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
D) As asserções I e II são proposições falsas. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
62 
175 
Os itens estão corretos e o II justifica o I, uma vez que as assertivas retratam conflito entre dois direitos 
fundamentais (vida e liberdade de crença). Como não há hierarquia entre direitos fundamentais e 
nenhum deles é absoluto, será preciso fazer a ponderação dos bens jurídicos envolvidos, para que, no 
caso concreto, identifique-se a razoabilidade na situação. 
9 - CARACTERÍSTICAS 
A doutrina aponta várias características comuns de direitos fundamentais que os distinguem de outros 
direitos. Dentre essas características, destacamos dez. Vejamos: 
A) UNIVERSALIDADE: os direitos fundamentais são extensíveis aos indivíduos de um modo geral, 
independentemente de nacionalidade, sexo, idade, etnia, credo ou convicção filosófica. Cabe deixar claro 
que a universalidade não assegura a titularidade de TODOS os direitos fundamentais a TODOS os indivíduos 
indistintamente. Há direitos fundamentais que são somente de nacionais; há outros só de estrangeiros. No 
Brasil, como será melhor tratado adiante, brasileiros, estrangeiros (residentes ou não no País) e pessoas 
jurídicas são titulares de direitos fundamentais. 
B) LIMITABILIDADE (relatividade): os direitos fundamentais não têm caráter absoluto, podem ser 
relativizados, desde que haja para isso razoabilidade. Um direito fundamental encontra limite em outros 
direitos, eis que as liberdades públicas devem ser harmônicas, não havendo falar em direitos absolutos. 
Numa situação concreta, um mesmo direito pode ser arguido por distintas pessoas, de maneira que o direito 
de alguém sofrerá a relativização. 
Vale dizer que, para Norberto Bobbio, há alguns direitos inegociáveis, direitos que não entram em conflito 
com outros: direito de não ser escravizado (não há colisão com o direito de ter escravo); direito de não ser 
torturado (não há colisão com o direito de torturar). 
As restrições ao conteúdo de um direito fundamental buscam embasamento em requisitos formais e 
materiais. Quando o Estado restringe direitos fundamentais também sofre restrição em sua atuação. Dessa 
premissa, surgiu a denominada teoria do “limite dos limites”, de Karl August Batterman, segundo a qual “as 
limitações aos direitos fundamentais, para serem legítimas, devem atender a um conjunto de condições 
materiais e formais estabelecidas na Constituição, que são os limites dos limites dos direitos fundamentais.” 
O requisito formal é o que exige lei para a restrição de um direito. No caso brasileiro, a reserva legal é extraída 
do princípio da legalidade (artigo 5º, II, da CF). Paralelamente, ao lado do requisito formal, é preciso respeitar 
os requisitos materiais, quais sejam: princípio da irretroatividade, a proporcionalidade, a abstração e a 
proteção ao núcleo essencial. 
C) HISTORICIDADE: os direitos fundamentais já conhecidos e positivados na Constituição não integram rol 
taxativo; antes, fazem parte de um conjunto aberto de normas, de forma que novos direitos podem surgir. 
Igualmente, a interpretação dada a um direito fundamental pode, com o tempo, sofrer modificações, a partir 
da realidade de uma comunidade. 
D) INALIENABILIDADE: os direitos fundamentais não podem ser negociados, vendidos, dados em pagamento 
ou transferidos a outros, porque não possuem conteúdo patrimonial. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
63 
175 
E) IMPRESCRITIBILIDADE: os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso de tempo, não perdem 
a validade. 
F) IRRENUNCIABILIDADE: ninguém pode renunciar definitivamente direito fundamental. Não se admite a 
desistência ao núcleo substancial de um direito fundamental, ainda que de forma voluntária e consciente. 
G) INVIOLABILIDADE: leis infraconstitucionais e atos de quaisquer autoridades públicas estão subordinados 
aos direitos fundamentais. 
H) EFETIVIDADE: os direitos fundamentais não dependem de regulamentação de lei infraconstitucional para 
serem aplicados. Cabe ao Estado desenvolver, de pronto, obras e programas de ação que assegurem aos 
indivíduos o imediato exercício desses direitos. 
I) INTERDEPENDÊNCIA: os direitos e garantias fundamentais, para atingirem as suas finalidades, têm pontos 
de intersecções. As garantias são assecuratórias dos direitos. É o caso da relação da liberdade de locomoção 
e do habeas corpus, por exemplo. 
J) COMPLEMENTARIEDADE: os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente, mas como 
um todo, para que um complemente o outro e se cumpra o propósito do legislador constituinte. 
 
 
(CESPE/CEBRASPE/TJ-SE/Analista – Direito) A historicidade, como característica dos direitos 
fundamentais, proclama que seu conteúdo se modifica e se desenvolve de acordo com o lugar e o 
tempo. Por isso, os direitos fundamentais podem surgir e se transformar. 
Comentários: 
Gabarito: Certo 
Os direitos fundamentais não surgiram todos de uma vez e nem de uma vez por todas, de forma que, 
com o passar do tempo, novos direitos poderão surgir, bem como novas interpretações poderão ser 
feitas. 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS NA CRFB/88 
O título II da Constituição Federal é destinado a tratar de “Direitos e Garantias Fundamentais”. A assembleia 
constituinte, em 1988, positivou direitos humanos que seriam reconhecidos em nosso ordenamento jurídico. 
Cabe dizer que o artigo 5º da CRFB/88 é praticamente uma repetição da Declaração Universal dos Direitos 
do Homem. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
64 
175 
Os direitos e garantias fundamentais são elementos limitativos da Constituição, pois regulam a ação estatal, 
impondo ora obrigação de fazer, ora deverde inércia. São também cláusulas pétreas, razão por que o núcleo 
essencial do direito não poderá ser abolido nem mesmo por emenda à Constituição (para maiores detalhes 
sobre o assunto, consultar a aula 00, poder constituinte reformador). 
1 - ORGANIZAÇÃO 
No título II da Constituição Federal, que compreende os artigos de 5º a 17, estão enumerados os direitos e 
garantias fundamentais. A assembleia constituinte classificou tais direitos em cinco distintas categorias, a 
saber: 
➢ Capítulo I: Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (artigo 5º da CF); 
➢ Capítulo II: Direitos Sociais (do artigo 6º ao 11 da CF); 
➢ Capítulo III: Direitos de Nacionalidade (do artigo 12 ao 13 da CF); 
➢ Capítulo IV: Direitos Políticos (do artigo 14 ao 16 da CF); 
➢ Capítulo V: Partidos Políticos (artigo 17 da CF). 
Observe que a Constituição Federal organizou o rol de direitos e garantias fundamentais por assunto e não 
por origem histórica ou por finalidade. É importante, para fins de prova, guardar essa classificação. 
No primeiro capítulo, Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, constam os direitos diretamente 
relacionados à pessoa humana e à sua personalidade, não obstante alguns desses direitos possam ser 
estendidos também às pessoas jurídicas. São direitos negativos, que exigem uma omissão do Estado, para 
que os indivíduos usufruam das liberdades constitucionais. No caput do artigo 5º estão enumerados os 
chamados direitos fundamentais básicos (vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade). Desses 
direitos são extraídos todos os outros, como a liberdade de crença, o direito de informação, o direito de 
reunião e a vedação à pena de morte. Há também deveres individuais (como exemplo o de que a propriedade 
cumpra a sua função social) e deveres para o Estado (dever de efetivação dos direitos fundamentais; dever 
de indenizar o condenado por erro judiciário). Quanto aos direitos coletivos, não há no artigo 5º da CRFB/88 
direitos coletivos. Há, na verdade, direitos individuais de expressão coletiva, como o direito de reunião e o 
direito de associação. 
No capítulo II, Direitos Sociais, constam as liberdades positivas que têm por objetivo a melhoria das 
condições de vida dos hipossuficientes. Nos termos do artigo 6º da CF, são direitos sociais: a educação, a 
saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a 
proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados. 
Os Direitos de Nacionalidade integram o Capítulo III. Tais direitos definem, a partir de fixação de vínculos 
político-jurídicos entre indivíduos e entre estes e o Estado, quem é o povo brasileiro. 
No Capítulo IV, Direitos Políticos, constam as regras que disciplinam as formas de participação popular na 
democracia brasileira. Há o regramento para o exercício da capacidade eleitoral ativa e da capacidade 
eleitoral passiva. 
Por fim, no Capítulo V, Partidos Políticos, há o direito a existência e participação em partidos políticos. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
65 
175 
 
 
 (2020/CPCON/Câmara de Cerro Corá – RN/ Procurador) A Constituição Federal de 1988, ao arrolar 
os direitos fundamentais, classifica-os em cinco grupos distintos: direitos individuais e coletivos, 
direitos sociais, direitos de nacionalidade, direitos políticos e direitos relacionados à existência, 
organização e participação em partidos políticos. 
Comentário: 
Gabarito: Certo. 
Nos termos do título II da Constituição Federal, os direitos fundamentais foram agrupados em cinco 
distintas categorias: individuais e coletivos; sociais; nacionalidade; políticos e partidos políticos. 
2 - DISTINÇÃO ENTRE DIREITOS, GARANTIAS E DEVERES 
No título “Direitos e Garantias Fundamentais”, o legislador apontou que existe diferença conceitual entre as 
expressões. Os direitos fundamentais declaram os bens em si considerados. As garantias são instrumentos 
de proteção dos direitos, são normas constitucionais assecuratórias. As garantias permitem que o indivíduo 
exija do Estado o respeito aos seus direitos fundamentais. 
Veja alguns exemplos: 
a) a liberdade de locomoção (artigo 5º, XV, da CF) é um direito; o habeas corpus, uma garantia (artigo 5º, 
LXVIII, da CF); 
b) a vida é um direito (artigo 5º, caput); a vedação à pena de morte, uma garantia (artigo 5º, XLVII, da CF); 
c) são garantias processuais: o devido processo legal; o contraditório e a ampla defesa; juiz natural; a 
gratuidade de justiça para os reconhecidamente pobres. 
No título II da CF, além de direitos e garantias fundamentais, há também os deveres fundamentais, que ora 
são direcionados ao Estado e ora aos indivíduos. O exercício da cidadania plena não apenas assegura a 
titularidade de direitos, mas também de deveres. Em algumas situações, o exercício de um direito depende 
de que outros tenham cumprido os seus deveres. 
Direcionando o assunto ao Poder Público, é possível apontar como deveres do Estado os seguintes: a) o 
Estado deve ser prestacionista, deve agir para possibilitar a efetivação de direitos fundamentais; b) o Estado 
possui deveres perante os indivíduos, como o de indenizar aquele que ficar preso além do tempo 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
66 
175 
determinado na sentença, o de garantir a integridade física e moral do preso; c) dever de tipificar e 
criminalizar determinadas condutas delitivas, como o racismo e a tortura. 
Os cidadãos, por sua vez, têm o dever exercer seus direitos de modo solidário, levando-se em consideração 
os interesses da sociedade. Podemos exemplificar com o respeito à função social da propriedade; com o 
dever dos pais de manterem seus filhos na escola (artigo 205 da CF); com o cumprimento do serviço militar 
obrigatório (artigo 143 da CF). 
 
(2019/FAFIPA/CREA-PR/Agente/Advogado) O que diferencia os direitos fundamentais das garantias 
fundamentais? 
A) As garantias fundamentais são espécies de direitos fundamentais. 
B) As garantias fundamentais e os direitos fundamentais são sinônimos. 
C) Os direitos fundamentais são bens e vantagens prescritos na norma constitucional, enquanto as 
garantias fundamentais são instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos 
direitos fundamentais (preventivamente) ou prontamente os repara, caso violados. 
D) As garantias fundamentais são bens e vantagens prescritos na norma constitucional, enquanto os 
direitos fundamentais são instrumentos através dos quais se assegura o exercício das aludidas 
garantias fundamentais. 
E) As garantias fundamentais e os direitos fundamentais são antônimos. 
Comentários: 
Gabarito: C 
Direitos e garantias fundamentais não são expressões sinônimas e nem complementares. Os direitos 
são normas declaratórias e as garantias são normas assecuratórias dos direitos. 
 
(2019/NC-UFPR/Titular de serviços de notas e registro) “Os direitos fundamentais do homem, ao 
receberem positivação no Direito Constitucional, passam a desfrutar de uma posição de relevo, no 
que toca ao ordenamento jurídico interno. Mas a mera declaração ou reconhecimento de um direito 
não é suficiente, não bastando para sua plena eficácia, porque se torna necessário tutelar esse 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
67 
175 
direito nas situações em que seja violado” (TAVARES, 2012). Levando em consideração a posição do 
autor, assinale a alternativa correta. 
A) Em seu texto, o autor está se referindoà necessidade de regulamentação infraconstitucional dos 
direitos fundamentais como condição para a sua autoaplicabilidade. 
B) Para o autor, direitos fundamentais, pela sua própria natureza, possuem eficácia contida, 
diferentemente dos demais direitos considerados não fundamentais. 
C) O autor defende que os chamados remédios constitucionais não são aptos à tutela de direitos 
fundamentais nas situações em que sejam violados, razão pela qual é necessário que a legislação 
processual crie ações específicas para além do que prevê a Constituição. 
D) O autor está se referindo em seu texto fundamentalmente às chamadas “garantias constitucionais”. 
E) O autor está se referindo apenas aos direitos fundamentais de terceira geração, pois os direitos de 
primeira e segunda geração não necessitam de mecanismos especiais de tutela. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A letra A está errada, porque uma das características dos direitos fundamentais é a efetividade, 
segundo a qual tais direitos não dependem de regulamentação para serem aplicados. 
Os direitos fundamentais têm aplicação imediata (artigo 5º, parágrafo 1º) e, em sua maioria, são 
classificados como normas de eficácia plena, embora alguns tenham eficácia contida e outros, eficácia 
limitada. Assim, a letra B está errada. 
A letra C também está errada, porque os remédios constitucionais são garantias de direitos 
fundamentais. 
A letra D está correta. Há diferenças entre direitos e garantias fundamentais. Os direitos são normas 
constitucionais declaratórias; as garantias, assecuratórias dos direitos. 
Por último, a letra E está errada, porque os direitos fundamentais, independentemente da geração, 
necessitam de tutela constitucional e tais proteções, normalmente, são destinadas a direitos de 
primeira e de segunda geração. 
3 - ENUMERAÇÃO ABERTA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 
A Constituição Federal dispõe no artigo 5º, § 2º, que os direitos e garantias nela expressos não excluem 
outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a 
República Federativa do Brasil seja parte. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
68 
175 
Depreende-se do dispositivo que a enumeração dos direitos fundamentais é aberta, não exaustiva, de 
forma que há direitos e garantias fundamentais espalhados na Constituição Federal (e não só no título II), 
nas leis infraconstitucionais e nos tratados internacionais. 
Os direitos expressos na Lei Maior são apenas exemplificativos. Não há impedimento de que novos direitos 
surjam, pois acompanham a evolução histórica do povo, têm pertinência com a realidade socioeconômica e 
cultural da comunidade. 
De igual modo, da interpretação dada a um direito fundamental, outros direitos e/ou princípios poderão 
surgir. É o caso do princípio da proporcionalidade, ou do mínimo existencial, ou da reserva do possível, 
dentre outros. 
 
(2018/VUNESP/Câmara de Nova Odessa/Assessor Jurídico I) A Constituição Federal estabelece no 
parágrafo 2° do art. 5° que “Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros 
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a 
República Federativa do Brasil seja parte.” 
A cláusula em questão 
A) é inclusiva, porque permite o reconhecimento de direitos implicitamente positivados, os quais não 
encontram referência direta no texto constitucional. 
B) é taxativa, ao considerar como direitos fundamentais somente aqueles que o constituinte desde 
logo assegurou a condição explícita de direitos fundamentais. 
C) deixou de considerar os direitos dispersos ao longo do texto constitucional. 
D) considera como acréscimo aos direitos fundamentais os expressamente enunciados nos tratados 
internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil. 
E) leva em conta que determinada norma atributiva de um direito ou enunciadora de garantia não é, 
também, uma norma de direito fundamental. 
Comentário: 
Gabarito: A 
A questão trata da enumeração aberta dos direitos e garantias fundamentais, que podem ser 
encontrados na Constituição, nas leis infraconstitucionais e nos tratados internacionais de que o Brasil 
seja parte. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
69 
175 
4 - APLICABILIDADE IMEDIATA 
O artigo 5º, § 1º, da CRFB/88, define que “as normas definidoras dos direitos e garantias 
fundamentais têm aplicação imediata.” 
A aplicabilidade imediata contida no dispositivo significa dizer que os direitos fundamentais não têm 
conteúdo meramente programático, não têm dependência de lei infraconstitucional que os regulamentem. 
Os direitos fundamentais são autoexecutáveis, porque inerentes à condição humana. 
Agora, é preciso ter cuidado. A aplicabilidade imediata dos direitos não significa dizer que todos eles são 
normas de eficácia plena ou contida. Há os que têm eficácia limitada e estão condicionados à 
regulamentação infraconstitucional. É o caso, por exemplo, do artigo 5º, inciso XXXII, que traz a seguinte 
afirmação: “o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor” ou ainda artigo 6º, que lista uma 
série de direitos sociais, sendo que a maioria tem conteúdo programático. 
A aplicabilidade imediata dos direitos fundamentais deve ser interpretada como um mandamento de 
otimização, de modo que tais direitos devem ser implementados na maior medida possível, de acordo com 
as possibilidades fáticas e jurídicas. 
 
(2020/UFPR/Câmara de Curitiba - PR/Procurador Jurídico) [...] não se pode deduzir que todos os 
direitos fundamentais possam ser aplicados e protegidos da mesma forma, embora todos eles 
estejam sob a guarda de um regime jurídico reforçado, conferido pelo legislador constituinte. 
(HACHEM, Daniel Wunder. Mandado de Injunção e Direitos Fundamentais, 2012.) 
Sobre o tema, assinale a alternativa correta. 
A) É compatível com a posição do autor inferir-se que, não obstante o reconhecimento do princípio da 
aplicabilidade imediata das normas definidoras de direitos e garantias fundamentais, há peculiaridades 
nas consequências jurídicas extraíveis de cada direito fundamental, haja vista existirem distintos níveis 
de proteção. 
B) É compatível com a posição do autor a recusa ao reconhecimento do princípio da aplicabilidade 
imediata das normas definidoras de direitos e garantias fundamentais no sistema constitucional 
brasileiro. 
C) O autor se refere particularmente à distinção existente entre direitos fundamentais políticos e 
direitos fundamentais sociais, haja vista a mais ampla proteção constitucional aos primeiros, que não 
estão limitados ao mínimo existencial. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
70 
175 
D) O autor se refere particularmente à distinção entre os direitos fundamentais que consistem em 
cláusulas pétreas e os direitos fundamentais que não estão protegidos por essa cláusula, sendo que a 
maior proteção dada aos primeiros os torna imunes à incidência da reserva do possível. 
E) O autor se refere particularmente à distinção entre os direitos fundamentais que estão expressos 
na Constituição de 1988 e aqueles que estão implícitos, decorrendo dos princípios por ela adotados, 
haja vista o expresso regime diferenciado de proteção estabelecido em nível constitucional para esses 
dois grupos de direitos. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Os direitos e garantias fundamentais são inerentes à condição humana, relacionados aos direitos de 
personalidade, e nãodependem da vontade do poder político para ter incidência imediata, segundo 
se depreende d artigo 5º, § 1º, da CF/88. Entretanto, a efetividade dos direitos fundamentais não pode 
ser confundida com sua aplicabilidade. Há direitos fundamentais que carecem de regulamentação para 
que possam ser integralizados; há outros que dependem de políticas públicas específicas que lhes 
desenvolva a completude. Assim, dentre direitos fundamentais, existem aqueles cuja eficácia é 
limitada. 
5 - DESTINAÇÃO 
O caput do artigo 5º da Constituição Federal dispõe que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País” direitos 
fundamentais. Nesses termos, quem seriam os destinatários dos direitos e garantias fundamentais? Apenas 
brasileiros e estrangeiros que moram no Brasil? Por certo que não. Quando o legislador utilizou a expressão 
“aos estrangeiros residentes no País”, não teve o propósito de restringir direitos fundamentais, mas de 
exemplificar, de mostrar que não somente brasileiros são titulares de direitos, mas também aos estrangeiros. 
Como já visto nesta aula, os direitos fundamentais correspondem à positivação, num determinado 
ordenamento jurídico, de direitos humanos. Ocorre que no caso brasileiro, assim como tem acontecido em 
outros países, pessoas jurídicas também são detentoras de direitos fundamentais. Há uma ampliação de 
destinatários desses direitos. 
Com efeito, brasileiros, estrangeiros (residentes ou não no Brasil) e pessoas jurídicas (de direito público 
ou de direito privado) são destinatários de direitos fundamentais. Evidentemente, nem todos os direitos 
fundamentais são exercidos por todas essas pessoas. Há aqueles que só se destinam a pessoas naturais 
(liberdade de locomoção); outros apenas aos cidadãos (iniciativa popular, ação popular); outros só de 
pessoas jurídicas (existência, criação e funcionamento de partidos políticos de associações); alguns de 
pessoas naturais e de pessoas jurídicas (propriedade, legalidade, assistência jurídica gratuita); alguns 
destinados também ao Estado (propriedade, honra, legalidade). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
71 
175 
 
(2019/MPE-PR/MPE/ Promotor Substituto) Sobre direitos fundamentais, é correta a afirmação: 
A) A caracterização de um direito como fundamental não é determinada apenas pela relevância do 
bem jurídico tutelado por seus predicados intrínsecos, mas também pela relevância que é dada a esse 
bem jurídico pelo constituinte, mediante atribuição da hierarquia correspondente (expressa ou 
implicitamente) e do regime jurídico-constitucional assegurado às normas de direitos fundamentais. 
B) O princípio da universalidade significa que todas as pessoas, pelo fato de serem pessoas, são 
titulares dos direitos fundamentais consagrados na Constituição, sendo ilegítima qualquer distinção 
entre nacionais e estrangeiros. 
C) O desfrute dos direitos fundamentais por parte dos brasileiros depende da efetiva residência em 
território brasileiro, pois a titularidade não depende exclusivamente do vínculo jurídico da 
nacionalidade. 
D) As pessoas jurídicas de direito público são titulares de direitos fundamentais apenas de cunho 
processual (por exemplo, o contraditório e a ampla defesa), sendo incompatíveis com sua natureza 
direitos de natureza estritamente material. 
E) Por serem dotadas de eficácia plena e de aplicabilidade direta, as normas de direitos fundamentais 
não estão sujeitas à regulamentação, sendo imunes à imposição de restrições e limitações. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Nem tudo que é considerado direito fundamental num País será também em outro. Depende da 
escolha do legislador. Há ainda direitos fundamentais expressos na Constituição; há outros apenas 
implícitos e aqueles que estão nas leis ou em tratados internacionais. 
B) Errado. A universalidade dos direitos fundamentais não assegura indistintamente tais direitos a 
brasileiros e a estrangeiros. Por exemplo, estrangeiros não exercem direitos políticos no Brasil. 
C) Errado. Nacionalidade não depende de residência no País, bem como a titularidade de direitos 
fundamentais não é só de brasileiros. 
D) Errado. Pessoas jurídicas também são titulares de direitos fundamentais de cunho material, como o 
direito de propriedade, por exemplo. 
E) Errado. Nem todos os direitos fundamentais têm eficácia plena, embora a aplicação desses direitos 
seja imediata. O parágrafo 4º do artigo 5º da Constituição Federal estabelece que o “Brasil se submete 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
72 
175 
à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão”. Tem-se no 
dispositivo o acatamento de jurisdição internacional, o que flexibiliza a soberania do Brasil. 
6 - TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL 
Tribunal Penal Internacional é competente para julgar crimes contra a humanidade, genocídio, os crimes de 
guerra e o crime de agressão de um Estado a outro. 
A jurisdição do Tribunal Penal Internacional está submetida ao princípio da complementaridade, segundo 
o qual a competência do Tribunal Internacional não se sobrepõe à competência dos tribunais com jurisdição 
penal que integram o Estado soberano. Destarte, a atuação da Corte Internacional só se dará nos casos de 
incapacidade do Estado soberano e em situações excepcionais. 
O Brasil se submete ao Tribunal Penal Internacional, criado pelo Estatuto de Roma, assinado pelo Brasil em 
07/02/2000, e aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo 112, de 06/06/2002. 
Portanto, o Brasil fez adesão expressa ao ato internacional de criação da Corte Internacional. 
7 - TRATADOS INTERNACIONAIS 
Tratados internacionais, regra geral, são incorporados ao ordenamento brasileiro com hierarquia de leis. 
Todavia, se o tratado internacional for sobre direitos humanos, dada a relevância da matéria, terá hierarquia 
superior à da lei. 
Nos termos do artigo 5º, parágrafo 3º, da Constituição Federal, se o tratado internacional for sobre direitos 
humanos (somente direitos humanos!) e se for aprovado pelo Congresso Nacional por meio do mesmo 
procedimento utilizado para aprovar PEC, isto é, votado em dois turnos em cada Casa do Congresso, com 
quórum de 3/5, terá o valor de emenda constitucional. 
Caso o tratado internacional seja sobre direitos humanos, mas tenha sido aprovado pelo Congresso por meio 
de procedimento simples, segundo o Supremo Tribunal Federal, seu valor será o de norma supralegal. 
No momento, já temos três tratados internacionais sobre direitos humanos com valor de emenda. Todos já 
foram promulgados pelo Presidente da República. São eles: 
1) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em 
Nova Iorque, em 30 de março de 2007. O tratado foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 186/2008 e 
promulgado pelo Decreto nº 6.949/2009. 
2) Tratado de Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com outras Dificuldades para Ter Acesso ao Texto 
Impresso, concluído no âmbito da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), celebrado em 
Marraqueche, em 28 de junho de 2013. O tratado foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 261/2015 e 
promulgado pelo Decreto nº 9.522/2018. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
73 
175 
3) Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas correlatas de 
Intolerância, tratadono âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), adotado em 05 de junho de 
2013, na Guatemala. No Brasil, foi referendado pelo Congresso Nacional (Decreto Legislativo 1 de 2021) e 
promulgado por Decreto Presidencial em 12/05/2021. 
 
(2019/Instituto UniFil/Prefeitura de Sengés – PR/Procurador) Conforme disposto na Constituição da 
República Federativa do Brasil de 1988 – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, analise as 
assertivas e assinale a alternativa correta. 
I. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa 
do Congresso Nacional, em três turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais. 
II. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e 
dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte. 
III. As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 
IV. O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado 
adesão. 
A) Somente uma assertiva está correta. 
B) Somente duas assertivas estão corretas. 
C) Somente três assertivas estão corretas. 
D) Todas as assertivas estão corretas. 
Comentários: 
Gabarito: C 
I. Errada. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em 
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, 
serão equivalentes às emendas constitucionais. 
II. Certa. A assertiva trata da enumeração aberta dos direitos fundamentais contida no artigo 5º, § 2º, 
da CF/88. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
74 
175 
III. Certa. A assertiva dispõe sobre a efetividade dos direitos fundamentais, conforme artigo 5º, § 1º, 
da CF/88. 
IV. Certa. A sujeição do Brasil a Tribunal Penal Internacional está contida no artigo 5º, § 4º, da CF/88. 
RESUMO 
Princípios e regras compõem as normas jurídicas. Os princípios são abstratos e mais abrangentes que as 
regras jurídicas, que são mandamentos absolutos. 
 
Solução de conflitos
regra X regra
Os conflitos entre regras 
jurídicas são resolvidos a 
partir da fixação de uma 
cláusula de exceção.
Quando não é possível, por 
meio da aplicação do critério 
hierárquico ou do critério da 
especialidade.
princípio X princípio
O conflito entre princípios 
deve ser resolvido, no caso 
concreto, conforme as 
circunstâncias fáticas e 
jurídicas, por meio da 
ponderação dos bens 
jurídicos envolvidos.
regra X princípio
Quando há conflito entre 
regras e princípios que estão 
no mesmo plano, prevalece a 
regra. Se estiverem em 
planos diferentes, a regra 
será afastada quando 
inconstitucional.
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
75 
175 
1 - OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS COMPREENDEM: 
 
• O Brasil adota a forma republicana de governo.
• As principais características republicanas são:
eletividade, temporalidade, representatividade
popular e responsabilidade.
• A República, embora não tenha sido consagrada
expressamente como cláusula pétrea, é princípio
constitucional sensível.
Formas de Governo
República
Monarquia
• O Brasil adota o modelo federativo de Estado.
• As principais características federativas são: autonomia
dos entes federativos; soberania do Estado Federal;
vedação à secessão; Constituição rígida; órgão
representantes dos Estados-membros; órgão guardião
da Constituição.
• A forma federativa de Estado é cláusula pétrea.
Formas de Estado
Unitário
Federal
• O regime político adotado no Brasil é o democrático.
• A democracia é semidireta (participativa), de maneira
que o povo elege representantes, mas preserva
mecanismos de participação direta, tais como o
plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.
Regimes Políticos
Autocracia
Democracia
• Soberania; 
• Cidadania;
• Dignidade da pessoa humana;
• Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
• Pluralismo político.
Fundamentos da República 
Federativa do Brasil
• Não há no Estado brasileiro uma rigorosa separação de
Poderes, o que se divide são as funções do Estado:
administrar, legislar e julgar.
• Executivo, Legislativo e Judiciário atuam de modo
independente, mas também harmônico, de modo que
atipicamente um Poder pode exercer a função que é
típica do outro.
Separação de Poderes
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
76 
175 
 
2 - TEORIA DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
Há diferença entre direitos humanos e direitos fundamentais: 
 
Os direitos fundamentais surgiram de liberdades negativas (século XVIII) e de liberdades positivas (séculos 
XIX e XX). 
Segundo o professor alemão George Jellinek, os direitos fundamentais podem ser classificados em quatro 
status: status passivo; status negativo; status positivo e status ativo: 
• São objetivos da República Federativa do Brasil:
• construir uma sociedade livre, justa e solidária;
• garantir o desenvolvimento nacional;
• erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as
desigualdades sociais e regionais;
• promover o bem de todos, sem preconceitos de
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação.
Objetivos
• independência nacional;
• prevalência dos direitos humanos;
• autodeterminação dos povos;
• não-intervenção;
• igualdade entre os Estados;
• defesa da paz;
• solução pacífica dos conflitos;
• repúdio ao terrorismo e ao racismo;
• cooperação entre os povos para o progresso da 
humanidade;
• concessão de asilo político.
Princípios que regem as relações 
internacionais do Brasil
Direitos 
Humanos
Previstos em 
tratados 
internacionais
Inerentes de seres humanos
Direitos 
Fundamentais
Previstos na 
Constituição e nas 
leis de um dado País.
Destinados a pessoas naturais e 
jurídicas
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
77 
175 
 
A partir da teoria de Jellinek, surgiu a classificação trialista dos direitos fundamentais: direitos de defesa 
(status negativo), direitos de prestação (status positivo) e direitos de participação (status ativo). 
Os direitos fundamentais também são classificados em gerações (dimensões): 
 
A aplicabilidade dos direitos fundamentais pode ser percebida em duas dimensões: subjetiva e objetiva. 
Os quatro status de Georg Jellinek
Status passivo
O indivíduo é titular 
de deveres
individuais. Está 
subordinado ao 
Estado
Status negativo
O indivíduo tem 
autodeterminação. É 
titular de direitos 
individuais, direitos 
de resistência, que 
impedem um fazer 
do Estado.
Status positivo
O indivíduo exige do 
Estado um agir que 
lhe proporcione 
bens e serviços.
Status ativo
O indivíduo exerce 
direitos políticos. 
Participa da 
formação do Estado 
por meio do voto.
1ª GERAÇÃO
Liberdade 
(XVIII)
Negativos
direitos 
individuais, 
civis e direitos 
políticos.
2ª GERAÇÃO
Igualdade 
(XIX/XX)
Positivos
direitos sociais, 
culturais e 
econômicos
3ª GERAÇÃO
Fraternidade 
(XX)
Difusos
direito ao meio 
ambiente; 
direito ao 
progresso; 
direito de 
comunicação; 
direito ao 
patrimônio da 
humanidade.
4ª GERAÇÃO
(XX/XXI)
---
Bonavides: 
democracia, 
informação e 
pluralismo. 
Bobbio: 
manipulaçãodo patrimônio 
genético
5ª GERAÇÃO
(XXI)
---
Bonavides: paz. 
Outros autores: 
realidade 
virtual e 
internet.
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
78 
175 
A dimensão subjetiva é concebida sob a perspectiva do indivíduo e compreende os direitos de defesa (os 
direitos negativos) e os direitos de prestação (os direitos positivos). 
A dimensão objetiva (eficácia irradiante) é concebida do ponto de vista da comunidade e nela constam os 
direitos que regulam a atuação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e norteiam a relação entre 
particulares. 
Os direitos fundamentais têm incidência na relação entre os Estado e os indivíduos (eficácia vertical) e na 
relação entre particulares (eficácia horizontal). 
Os conflitos entre direitos fundamentais (colisão ou concorrência) devem ser resolvidos sempre por meio da 
interpretação do caso, a partir de um juízo de ponderação dos bens jurídicos envolvidos, a fim de que um 
seja selecionado e outro seja relativizado, evitando-se o sacrifício total de um deles. 
As principais características dos direitos fundamentais são: 
 
No Brasil, os direitos e garantias fundamentais estão organizados em cinco categorias. São elas: 
Capítulo I: Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (artigo 5º da CF); 
Capítulo II: Direitos Sociais (do artigo 6º ao 11 da CF); 
Capítulo III: Direitos de Nacionalidade (do artigo 12 ao 13 da CF); 
Capítulo IV: Direitos Políticos (do artigo 14 ao 16 da CF); 
Capítulo V: Partidos Políticos (artigo 17 da CF). 
São titulares de direitos e garantias fundamentais os brasileiros, os estrangeiros e as pessoas jurídicas. 
Os direitos fundamentais listados no título II da Constituição Federal são apenas exemplificativos. Há outros 
nas leis infraconstitucionais, em outros artigos da Constituição e nos tratados internacionais. 
Limitabilidade
Imprescritibilidade
InalienabilidadeIrrenunciabilidade
Universalidade
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
79 
175 
As normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 
DESTAQUES DA LEGISLAÇÃO 
OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ESTÃO ENUMERADOS ENTRE OS 
ARTIGOS 1º E 4º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 
 Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo 
e o Judiciário. 
 Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer 
outras formas de discriminação. 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos 
seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
80 
175 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social 
e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. 
DESTAQUES DA JURISPRUDÊNCIA 
Súmulas Vinculantes 
“Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à 
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a 
excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou 
da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da 
responsabilidade civil do Estado.” (Súmula Vinculante 11). 
"É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito." (Súmula 
Vinculante 25). 
“A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em 
regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa hipótese, os parâmetros fixados 
no RE 641.320/RS.” (Súmula Vinculante 56). 
Decisão do STF no controle concentrado de constitucionalidade (efeito vinculante) 
ADPF 395, que dispõe sobre condução coercitiva de investigados e réus: 
"(...) 4. Presunção de não culpabilidade. A condução coercitiva representa restrição temporária 
da liberdade de locomoção mediante condução sob custódia por forças policiais, em vias 
públicas, não sendo tratamento normalmente aplicado a pessoas inocentes. Violação. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
81 
175 
5. Dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF/88). O indivíduo deve ser reconhecido como 
um membro da sociedade dotado de valor intrínseco, em condições de igualdade e com direitos 
iguais. Tornar o ser humano mero objeto no Estado, consequentemente, contraria a dignidade 
humana (NETO, João Costa. Dignidade Humana: São Paulo, Saraiva, 2014. p. 84). Na condução 
coercitiva, resta evidente que o investigado é conduzido para demonstrar sua submissão à força, 
o que desrespeita a dignidade da pessoa humana. 
6. Liberdade de locomoção. A condução coercitiva representa uma supressão absoluta, ainda que 
temporária, da liberdade de locomoção. Há uma clara interferência na liberdade de locomoção, 
ainda que por período breve. 
7. Potencial violação ao direito à não autoincriminação, na modalidade direito ao silêncio. Direito 
consistente na prerrogativa do implicado a recursar-se a depor em investigações ou ações penais 
contra si movimentadas, sem que o silêncio seja interpretado como admissão de 
responsabilidade. Art. 5º, LXIII, combinado com os arts. 1º, III; 5º, LIV, LV e LVII. O direito ao 
silêncio e o direito a ser advertido quanto ao seu exercício são previstos na legislação e aplicáveis 
à ação penal e ao interrogatório policial, tanto ao indivíduo preso quanto ao solto – art. 6º, V, e 
art. 186 do CPP. O conduzido é assistido pelo direito ao silêncio e pelo direito à respectiva 
advertência. Também é assistido pelo direito a fazer-se aconselhar por seu advogado. 
8. Potencial violação à presunção de não culpabilidade. Aspecto relevante ao caso é a vedação 
de tratar pessoas não condenadas como culpadas – art. 5º, LVII. A restrição temporária da 
liberdade e a condução sob custódia por forças policiais em vias públicas não são que 
normalmente possam ser aplicados a pessoas inocentes. O investigado é claramente tratado 
como culpado. 
9. A legislação prevê o direito de ausência do investigado ou acusado ao interrogatório. Odireito 
de ausência, por sua vez, afasta a possibilidade de condução coercitiva. 10. Arguição julgada 
procedente, para declarar a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução 
coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, tendo em vista que o imputado não é 
legalmente obrigado a participar do ato, e pronunciar a não recepção da expressão “para o 
interrogatório”, constante do art. 260 do CPP. " 
Decisão do STF com repercussão geral reconhecida 
Indenização do preso em condição degradante (RE 582.252) 
1. Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Repercussão Geral. Constitucional. 
Responsabilidade civil do Estado. Art. 37, § 6º. 
2. Violação a direitos fundamentais causadora de danos pessoais a detentos em 
estabelecimentos carcerários. Indenização. Cabimento. O dever de ressarcir danos, inclusive 
morais, efetivamente causados por ato de agentes estatais ou pela inadequação dos serviços 
públicos decorre diretamente do art. 37, § 6º, da Constituição, disposição normativa 
autoaplicável. Ocorrendo o dano e estabelecido o nexo causal com a atuação da Administração 
ou de seus agentes, nasce a responsabilidade civil do Estado. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
82 
175 
3. "Princípio da reserva do possível". Inaplicabilidade. O Estado é responsável pela guarda e 
segurança das pessoas submetidas a encarceramento, enquanto permanecerem detidas. É seu 
dever mantê-las em condições carcerárias com mínimos padrões de humanidade estabelecidos 
em lei, bem como, se for o caso, ressarcir danos que daí decorrerem. 
4. A violação a direitos fundamentais causadora de danos pessoais a detentos em 
estabelecimentos carcerários não pode ser simplesmente relevada ao argumento de que a 
indenização não tem alcance para eliminar o grave problema prisional globalmente considerado, 
que depende da definição e da implantação de políticas públicas específicas, providências de 
atribuição legislativa e administrativa, não de provimentos judiciais. Esse argumento, se 
admitido, acabaria por justificar a perpetuação da desumana situação que se constata em 
presídios como o de que trata a presente demanda. 
5. A garantia mínima de segurança pessoal, física e psíquica, dos detentos, constitui dever estatal 
que possui amplo lastro não apenas no ordenamento nacional (Constituição Federal, art. 5º, 
XLVII, “e”; XLVIII; XLIX; Lei 7.210/84 (LEP), arts. 10; 11; 12; 40; 85; 87; 88; Lei 9.455/97 - crime de 
tortura; Lei 12.847/13 – Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura), como, também, 
em fontes normativas internacionais adotadas pelo Brasil (Pacto Internacional de Direitos Civis e 
Políticos das Nações Unidas, de 1966, arts. 2; 7; 10; e 14; Convenção Americana de Direitos 
Humanos, de 1969, arts. 5º; 11; 25; Princípios e Boas Práticas para a Proteção de Pessoas Privadas 
de Liberdade nas Américas – Resolução 01/08, aprovada em 13 de março de 2008, pela Comissão 
Interamericana de Direitos Humanos; Convenção da ONU contra Tortura e Outros Tratamentos 
ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 1984; e Regras Mínimas para o Tratamento de 
Prisioneiros – adotadas no 1º Congresso das Nações Unidas para a Prevenção ao Crime e 
Tratamento de Delinquentes, de 1955). 
6. Aplicação analógica do art. 126 da Lei de Execuções Penais. Remição da pena como 
indenização. Impossibilidade. A reparação dos danos deve ocorrer em pecúnia, não em redução 
da pena. Maioria. 
7. Fixada a tese: “Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter 
em seus presídios os padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de 
sua responsabilidade, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os 
danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou 
insuficiência das condições legais de encarceramento”. 
8. Recurso extraordinário provido para restabelecer a condenação do Estado ao pagamento de 
R$ 2.000,00 (dois mil reais) ao autor, para reparação de danos extrapatrimoniais, nos termos do 
acórdão proferido no julgamento da apelação. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao final de mais uma lição, prezado(a) concursando(a). Vencemos o estudo do primeiro título da 
Constituição Federal e agora já temos base para interpretação dos demais dispositivos. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
83 
175 
Valorize a parte teórica, mas não se esqueça de memorizar o básico (fundamentos, objetivos, princípios que 
regem as relações internacionais do Brasil). Esse assunto é cobrado em qualquer tipo de concurso, 
independentemente do grau de dificuldade. 
Faça muitos exercícios. Comece pelas questões de prova que constam deste material, mas faça vários outros 
exercícios. O Treino é o segredo para uma aprovação mais rápida. 
QUESTÕES COMENTADAS 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Magistratura 
1. (TRT 14ª Região/ Juiz do Trabalho) A respeito da República Federativa do Brasil, é CORRETO afirmar 
que: 
A) É formada pela união de Estados e Municípios, constituindo-se Estado Democrático de Direito; 
B) Tem como fundamentos, dentre outros, a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa e o desenvolvimento nacional; 
C) Um de seus objetivos é erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais nacionais; 
D) É regida, em suas relações internacionais, por princípios constitucionais, dentre os quais o da prevalência 
dos direitos humanos; 
E) Por determinação constitucional, deverá buscar a integração econômica, política, social e cultural dos 
povos da América. 
Comentários: 
Gabarito: D. De acordo com o artigo 4º da Constituição Federal. 
A) É formada pela união indissolúvel de Estados, Municípios e Distrito Federal, constituindo-se Estado 
Democrático de Direito. 
B) Tem como fundamentos, dentre outros, a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa. Desenvolvimento nacional é objetivo. 
C) Um de seus objetivos é erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e 
regionais. 
E) Por determinação constitucional, deverá buscar a integração econômica, política, social e cultural dos 
povos da América Latina. 
2. (TJ-SC/Juiz) Com base nas proposições abaixo, assinale a alternativa correta: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
84 
175 
I. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania; 
a prevalência dos direitos humanos; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o pluralismo político. 
II. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
III. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; erradicar a 
pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; garantir o desenvolvimento 
nacional; construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
IV. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: a 
independência nacional; a dignidadeda pessoa humana; a autodeterminação dos povos; a não-intervenção; 
a igualdade entre os Estados; a defesa da paz; a solução pacífica dos conflitos; o repúdio ao terrorismo e ao 
racismo; a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; a concessão de asilo político. 
A) Todas as proposições estão corretas. 
B) Somente as proposições I, II e III estão corretas. 
C) Somente as proposições I, III e IV estão corretas. 
D) Somente as proposições II e III estão corretas. 
E) Somente as proposições II, III e IV estão corretas. 
Comentários: 
Gabarito: D. 
As assertivas II e III dispõem sobre texto literal do artigo 4º, parágrafo único, e artigo 3º, ambos da 
Constituição Federal. 
Na assertiva I, a prevalência dos direitos humanos é princípio das relações internacionais. 
Na assertiva IV, a dignidade da pessoa humana é fundamento. 
3. (TRT 3ª Região/Juiz do Trabalho) Na literalidade da Constituição de 1988, não se inclui entre os 
objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
A) Construir uma sociedade livre, justa e solidária 
B) Garantir o desenvolvimento nacional 
C) Promover a dignidade da pessoa humana 
D) Erradicar a pobreza e a marginalização 
E) Reduzir as desigualdades sociais e regionais 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
85 
175 
Conforme artigo 3º da Constituição Federal. 
4. (CESPE/TJ-PI/Juiz Substituto) Quanto às teorias das formas de governo e da soberania, assinale a opção 
correta. 
A) Para Maquiavel, as formas de governo são os principados, as repúblicas e as democracias. 
B) Jean Bodin passou para a história do pensamento político como o teórico da soberania. Como para ele 
soberania significa poder supremo, o soberano não estaria submetido a qualquer regra, salvo as leis naturais, 
as divinas e o direito privado. 
C) Para Hobbes, o poder soberano deve ser dividido, pois a melhor forma de governo seria a do governo 
misto. 
D) Para Montesquieu, três são as formas de governo: monarquia, aristocracia e politia ou timocracia, que se 
degeneram por meio da tirania, da oligarquia e da democracia, respectivamente. 
E) Para Aristóteles, os governos são republicanos — no qual todo o povo, ou pelo menos uma parte dele, 
detém o poder supremo —; monárquico — em que uma só pessoa governa — e despótico — em que um só 
arrasta tudo e todos com sua vontade e seus caprichos, sem leis ou freios. 
Comentários: 
Gabarito: B. 
Para Jean Bodin, a soberania é a principal característica do Estado. O poder do rei foi concedido por Deus, 
de forma que a sujeição ao monarca é a sujeição ao poder transcendental. 
A) Errado. Para Maquiavel, as formas de governo são: principados e república. 
C) Errado. Hobbes defendeu o poder absoluto, para conter a natureza destrutiva do homem, eivada de 
hedonismo. O Estado passa a ser um homem artificial (o Leviatã), mais forte que o homem natural, a fim de 
controlar as paixões deste último. 
D) Errado. Essa foi a definição de Aristóteles. Pra Montesquieu, as formas de governo são: republicana, 
monárquica e despótica. 
E) Errado. Essa é a visão de Montesquieu. 
5. (FCC/TJ-MS/Juiz Substituto) Relativamente aos princípios fundamentais da Constituição brasileira de 
1988, é INCORRETO afirmar que 
A) a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
B) a República Federativa do Brasil tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa 
humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
C) todo o poder emana do povo, que o exerce diretamente ou por meio dos seus representantes nos Poderes 
Executivo (Presidente da República, Governadores de Estado e Prefeitos municipais), Legislativo 
(parlamentares) e Judiciário (juízes). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
86 
175 
D) constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa 
e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
E) a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não intervenção, 
igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, 
cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, concessão de asilo político. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Não há representatividade popular no âmbito do Poder Judiciário. Juízes não são escolhidos pelo povo. 
A) Certo. Literalidade do parágrafo único do artigo 4º da Constituição Federal. 
B) Certo. Conforme artigo 1º da Constituição Federal. 
D) Certo. Conforme artigo 3º da Constituição Federal. 
E) Certo. De acordo com o artigo 4º da Constituição Federal. 
Promotor 
6. (2020/CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/Promotor) Ao tratar dos princípios fundamentais, a CF estabelece, 
em seu art. 1.º, 
A) a forma republicana de Estado, cláusula pétrea expressa, caracterizada pela eletividade, temporariedade 
e responsabilidade do governante. 
B) a forma republicana de governo, caracterizada pela eletividade, temporariedade e responsabilidade do 
governante. 
C) a forma federativa de Estado, cláusula pétrea implícita, caracterizada pela tripartição dos poderes da 
União. 
D) a forma federativa de Estado e o sistema presidencialista de governo. 
E) a forma republicana de governo e a forma federativa de Estado, cláusulas pétreas expressas. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Errada. A alternativa possui dois erros. Um quando diz que a forma republicana é de Estado, o que não é 
correto, pois a republica é forma de governo. Outro erro está em afirmar que a forma republicana é clausula 
pétrea expressa e não é verdade. A republica foi definida pelo constituinte como principio sensível art 34,II, 
alínea a” da CRFB/88. Ademais, Importante frisar que uma parcela da doutrina, ainda que minoritária, 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
87 
175 
entende que a forma republicana de governo e o sistema de governo presidencialista seriam clausulas 
pétreas implícitas, pelo fato de já terem sido submetidos a plebiscito, conforme o ADCT 2. 
B) Correta. É o que corresponde as características que são eletividade (igualdade de condições), 
temporariedade (Alternância no poder) e responsabilidade do governante perante a lei, sem quaisquer 
privilégios. 
C) Errada. A forma Federativa de Estado também não é clausula pétrea implícita, mas de forma expressa 
conforme o art 60 
D) Errada. A alternativa se torna errada quando afirma que o sistema de governo presidencialista está posto 
expresso na Constituição em seu artigo 1. 
7. (2019/FUNDEP (Gestão de Concursos) /MPE-MG/Promotor) De acordo com a Constituição de 1988, a 
República tem como fundamento, exceto: 
A) a soberania 
B) o pluralismo político 
C) a livre iniciativa 
D) a cidadania 
Comentários: 
Gabarito: C 
A única alternativa que não corresponde ao que está no rol do art. 1 da CRFB/88 é a letra “C” que cita “a livre 
iniciativa” como fundamento da República. 
8. (2019/Instituto Consulplan/MPE-SC/Promotorde Justiça) Dentre os objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil estão promover os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, 
construir uma sociedade livre, justa e solidária, e garantir o desenvolvimento nacional. 
Comentário: 
Gabarito: Errada. 
Errada. “Promover” corresponde a um dos objetivos fundamentais, conforme art 3, inciso IV 
IV - Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação. 
Procurador 
9. (COPS-UEL/Agente Universitário/Advogado) Estando a República Federativa do Brasil constituída sob 
a forma de Estado Democrático de Direito e em relação aos seus objetivos constitucionais específicos, 
considere as afirmativas a seguir. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
88 
175 
I. Construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
II. Erradicar a pobreza e a marginalização. 
III. Reduzir as desigualdades sociais e regionais. 
IV. Garantir o livre exercício da autonomia da vontade. 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
Gabarito: D. 
De acordo com o artigo 3º da Constituição Federal. A afirmativa IV não consta expressamente na 
Constituição. 
10. (IESES/CRA-SC/Advogado) Após a leitura das assertivas abaixo, indique aquelas em que considera 
corretas de acordo com a Constituição Federal de 1988: 
I. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais por alguns princípios, destacando-
se: os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
II. Constitui como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e reduzir as 
igualdades sociais e regionais. 
III. Constituem como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade 
livre, justa e solidária e garantir o desenvolvimento nacional. 
IV. Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação” está elencado como objetivo fundamental da República brasileira estampado no Título I 
da Constituição Federal Brasileira. 
A sequência correta é: 
A) Somente as assertivas I, III e IV estão corretas. 
B) Apenas a assertiva IV está correta. 
C) Somente as assertivas III e IV estão corretas. 
D) Somente as assertivas I, II e IV estão corretas. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
89 
175 
Os itens III e IV estão em conformidade com o artigo 3º da Constituição Federal. O item I está errado, porque 
os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político são fundamentos (artigo 1º da CF). 
O item II também está errado, porque constitui objetivo da República Federativa do Brasil reduzir as 
“desigualdades” e não as “igualdades”, como citado. 
11. (IESES /CRA-SC /Advogado) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais 
pelos seguintes princípios: 
A) Não concessão de asilo político. 
B) Intervenção em outros países. 
C) Autodeterminação dos povos. 
D) Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, apenas com os países que mantém relações 
econômicas e diplomáticas com o Brasil. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
De acordo com o artigo 4º da Constituição Federal. 
12. (IESES/CRMV – SC/Advogado) Na Constituição Federal de 1988 encontram-se estampados os direitos 
fundamentais ínsitos à necessidade humana, servindo de fulcro o princípio da dignidade da pessoa 
humana e o princípio da igualdade (CF, art. 1º, 3º e 5º). Baseado nestes princípios, podemos afirmar 
que: 
I. A construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a garantia do desenvolvimento nacional. 
II. A erradicação da pobreza e da marginalização, bem como a redução das desigualdades sociais e regionais 
e prevalência dos direitos humanos. 
III. A promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. 
IV. Não poderá ser assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva, em respeito a laicidade do estado. 
A sequência correta é: 
A) Apenas a assertiva III está correta. 
B) Apenas as assertivas I e II estão corretas. 
C) Somente as assertivas I, II, III estão corretas. 
D) Apenas as assertivas I e IV estão corretas. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
90 
175 
As três primeiras afirmativas estão em conformidade com o artigo 3º da Constituição Federal. O item IV está 
errado, porque contrário ao disposto no artigo 5º, inciso VII, da Constituição Federal. 
13. (IBADE/SEJUDH – MT/Advogado) A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos 
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
um de seus fundamentos o(a): 
A) erradicação da pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais 
B) construção de uma sociedade livre, justa e solidária. 
C) pluralismo político. 
D) desenvolvimento nacional. 
E) promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Conforme artigo 1º da Constituição Federal. As demais assertivas tratam de objetivos da República 
Federativa do Brasil (CRFB/1988). 
14. (IDECAN/HC-UFPE/Advogado) A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu Título I – Dos 
Princípios Fundamentais, indica os fundamentos da República Federativa do Brasil, seus objetivos 
fundamentais e os princípios que a regem nas relações internacionais. Sobre o tema, relacione 
adequadamente as colunas. 1. Fundamentos. 2. Objetivos fundamentais. 3. Princípios que regem as 
relações internacionais. ( ) Prevalência dos direitos humanos e igualdade entre os Estados. ( ) Dignidade 
da pessoa humana e soberania. ( ) Garantir o desenvolvimento nacional e construir uma sociedade 
livre, justa e solidária. 
A sequência está correta em 
A) 1, 2, 3. 
B) 1, 3, 2. 
C) 3, 1, 2. 
D) 3, 2, 1. 
E) 2, 1, 3. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Prevalência dos direitos humanos e igualdade entre os Estados são princípios das relações internacionais 
(artigo 4º da CF); Dignidade da pessoa humana e soberania são fundamentos (artigo 1º da CF); garantir o 
desenvolvimento nacional e construir uma sociedade livre, justa e solidária são objetivos (artigo 3º da CF). 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
91 
175 
15. (CEPERJ/FSC/Advogado) Dentre os fundamentos da República Federativa do Brasil está aquele que não 
está limitado por nenhum outro na ordem interna. Trata-se da: 
A) democracia 
B) cooperação 
C) dignidade 
D) cidadania 
E) soberania 
Comentários: 
Gabarito: E. 
Nos termos do artigo 1º da Constituição Federal, soberania é um dos fundamentos da República Federativa 
do Brasil. Soberania significa autodeterminação. 
16. (CESPE/PGE-SE/Procurador do Estado) Quanto à forma, o Estado175 
Outros ........................................................................................................................................................................... 175 
 
 
 
 
 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
5 
175 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Nesta aula, iniciaremos o estudo do Direito Constitucional Positivo. Trataremos do primeiro título da 
Constituição Federal: Princípios Fundamentais. 
O primeiro passo para compreensão do texto constitucional é o estudo sistematizado dos Princípios 
Fundamentais, porque dos quatro primeiros artigos da Constituição Federal, todo o ordenamento jurídico 
brasileiro é formado. 
É comum que a doutrina aborde o tema dentro do estudo da Organização do Estado (título III da Constituição 
Federal), mas por motivos didáticos, optamos por seguir a ordem dos artigos da Constituição Federal. 
Cabe alertar que, como se trata de matéria básica, nos editais diversos, o tema é explorado, 
independentemente do cargo ou da banca. Duas são as formas de abordagem, sendo a mais frequente a 
cobrança da tão simples memorização de artigos da Lei Maior, de modo a exigir que o candidato diferencie 
fundamentos, de objetivos, de princípios das relações internacionais. A segunda maneira de cobrança é a 
teorização do tema, como abordado nesta lição. Assim, é essencial estar preparado para as duas realidades. 
Leia o material sem fazer filtros. A seleção do que é indispensável nós já fizemos por você. 
Vamos lá. Iniciemos. 
PRINCÍPIOS, REGRAS E NORMAS JURÍDICAS 
1 – CONCEITOS 
A Constituição é formada por um conjunto normativo aberto de princípios e regras, uma vez que o direito 
se expressa por meio de normas jurídicas. 
As normas constitucionais possuem valor jurídico supremo e representam o fundamento de validade de 
todo o restante do ordenamento jurídico. Essas normas, porque dotadas de imperatividade e de 
coercibilidade, têm o propósito de regulamentar a conduta dos indivíduos e do Estado, para resguardar a 
ordem e a paz social. 
Princípios e regras compõem as normas jurídicas, de modo que estas se comportam como gênero e 
aquelas, como espécies. 
Os princípios retratam o momento e o propósito de criação da norma e devem ser utilizados tanto na 
interpretação quanto na aplicação do Direito Positivo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
6 
175 
As leis, por mais que o legislador se empenhe, não alcançam todas as nuances da experiência humana, razão 
por que, como os princípios são abstratos e mais abrangentes que as regras jurídicas, as situações 
imprevistas na lei são resolvidas por meio da aplicação de princípios. 
Os princípios são enunciações normativas de valor genérico que imprimem sentido lógico e harmônico às 
normas jurídicas. Os princípios são os fundamentos das regras. 
As regras, de outro modo, são consubstanciadas em dispositivos positivados, dotados de coercibilidade, 
que determinam uma conduta, limitam um comportamento e criam obrigações. 
Segundo Ronald Dworkin (2002), as regras têm aplicação absoluta, funcionam como um modelo de tudo-
ou-nada, como válido ou inválido. Dito de outra forma, ou as regras são aplicadas em sua inteireza ou não 
são aplicadas. Doutra maneira, os princípios funcionam apenas como argumentos para que uma decisão 
seja tomada. Vê-se que a diferença entre regras e princípios é lógica. 
Dworkin refuta o modelo positivista de que um sistema jurídico é composto apenas de regras, tendo em vista 
que estas não são suficientes para resolver os casos difíceis. Dessa sorte, os princípios orientam o magistrado 
a dar a solução ao caso difícil, de forma que o juiz não decida por mera discricionariedade. 
Noutro giro, na lição de Robert Alexy (2002), as regras são mandamentos definitivos e os princípios são 
mandamentos de otimização. Ambos compõem as normas. 
Note que Alexy refutou a tese de Dworkin de que as regras são aplicadas de maneira tudo-ou-nada, porque 
não é possível conhecer todas as exceções a todas as regras, bem como não é possível conhecer todas as 
exceções aos princípios. 
Os princípios, de acordo com Alexy (2002), são “normas que demandam que algo seja realizado 
na maior medida possível dentro das possibilidades fáticas e jurídicas”. Dessa forma, os princípios 
podem ser concretizados (satisfeitos) em vários graus, a depender das realidades fáticas e 
jurídicas. As regras, por sua vez, ainda conforme Alexy, são normas que ou são satisfeitas ou não 
são satisfeitas. Se uma regra é válida, então o mandamento é fazer exatamente o que ela 
determina. 
Não obstante pequenas divergências entre Alexy e Dworkin, ambos concordaram que um sistema normativo 
constituído exclusivamente por regras exigiria uma atuação legislativa exaustiva, completa, que desse conta 
de prever todas as situações possíveis referentes à relação entre indivíduos ou à relação entre o Estado e os 
indivíduos. Isso é inviável. 
Com efeito, as normas são compostas de regras positivadas e de princípios, explícitos ou não. 
As normas constitucionais têm maior valor hierárquico no ordenamento jurídico, de modo que, 
consequentemente, os princípios constitucionais também têm supremacia hierárquica em relação a 
qualquer outro princípio (seja infralegal ou derivado de regras internacionais) e devem ser seguidos pelos 
magistrados, gestores, legisladores e hermeneutas. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
7 
175 
 
As normas constitucionais são compostas por princípios e regras. 
 
2 – CONFLITO ENTRE REGRAS 
Duas regras contraditórias entre si não podem ter, ao mesmo tempo, validade no ordenamento jurídico. 
Ademais, como já estudado na lição anterior, segundo o princípio da unidade, não há contradição entre 
normas constitucionais. 
Com efeito, o que fazer quando se vislumbra, na prática, o conflito entre regras jurídicas? Depende das 
regras e do grau de conflito. 
Os conflitos entre regras podem ser classificados em: 1) conflito de primeiro grau e 2) conflito de segundo 
grau. 
O conflito de primeiro grau é resolvido por meio da fixação de uma cláusula de exceção. Robert 
Alexy (2002) exemplifica da seguinte forma: a) regra 1: os alunos não deverão sair da sala antes 
de o sinal tocar; b) regra 2: os alunos devem sair da sala sempre que ouvirem tocar o alarme de 
incêndio. c) conclusão: as regras são contraditórias entre si, de forma que à primeira regra deve 
ser incluída uma cláusula de exceção: os alunos não devem sair da sala antes de o sinal tocar, 
salvo quando ouvirem o alarme de incêndio. 
Tomemos agora como exemplo o artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, que diz ser inviolável o sigilo 
das comunicações telefônicas, salvo por ordem judicial, nos casos autorizados por lei, para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal. Vê-se que a preocupação do Constituinte foi a de 
assegurar a intimidade e a vida privada. Todavia, há razões contrárias que superam axiologicamente o motivo 
da própria regra, de maneira que a fixação de uma exceção se torna razoável. 
Princípios
• Utilizados na interpretação das 
regras;
• Fundamentos das regras;
• São mandamentos de otimização;
• Podem ser positivados ou implícitos.
Regras
• Determinam uma conduta;
• Para Dworkin, têm aplicação 
absoluta;
• Para Alexy, são mandamentos 
definitivos;
• São positivados.
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegadobrasileiro é classificado como 
A) democrático, embasado no princípio da igualdade. 
B) republicano, fundamentado na alternância do poder. 
C) republicano, sendo essa forma protegida como cláusula pétrea. 
D) Estado democrático de direito. 
E) federativo, sujeito ao princípio da indissolubilidade. 
Comentários: 
Gabarito: E. 
A forma de Estado adotada pelo Brasil é o modelo federativo (CF, artigo 1º, caput). Democracia é regime 
político; república é forma de governo e não é cláusula pétrea 
17. (LEGALLE/Câmara de Vereadores de Guaíba – RS/Procurador) Os primeiros quatro artigos da 
Constituição Federal Brasileira apresentam os princípios fundamentais que norteiam o ordenamento 
jurídico nas suas mais diversas nuances de cidadania. Um dos princípios destinados às relações 
internacionais da República Federativa do Brasil pode ser expresso como o(a)__________. 
Qual das alternativas NÃO preenche corretamente a lacuna do fragmento acima? 
A) Prevalência dos direitos humanos. 
B) Óbice de asilo político. 
C) Autonomia dos povos. 
D) Repúdio ao terrorismo. 
E) Defesa da paz. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
92 
175 
Comentários: 
Gabarito: B. 
Conforme artigo 4º da Constituição Federal. 
18. (IBEG/IPREV/Procurador Previdenciário) Levando em consideração os itens abaixo, assinale a 
alternativa que contém apenas objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I) construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II) repudiar ao terrorismo e ao racismo; 
III) conceder asilo político; 
IV) garantir a independência nacional. 
A) I e II 
B) Apenas I 
C) II e IV 
D) III e IV 
E) I, II e IV 
Comentários: 
Gabarito: B. Conforme artigo 3º da Constituição Federal. 
Os itens II, III e IV dispõem sobre princípios que regem as relações internacionais do Brasil, de acordo com o 
artigo 4º da CF. 
19. (IBEG/Prefeitura de Teixeira de Freitas – BA/Procurador Municipal) O município de Teixeira de Freitas, 
de acordo com as disposições na sua Lei Orgânica, integrante da República Federativa do Brasil, como 
participante do Estado de Direito, compromete-se a respeitar, valorizar e promover seus fundamentos 
básicos. Indique qual das assertivas abaixo não corresponde a um desses fundamentos básicos: 
A) A soberania nacional. 
B) A cidadania. 
C) A dignidade da pessoa humana. 
D) A promoção da cultura e da educação. 
E) Os valores sociais do trabalho e livre iniciativa. 
Comentários: 
Gabarito: D. 
Conforme artigo 1º da Constituição Federal. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
93 
175 
20. (IADHED/Prefeitura de Araguari – MG/Procurador Municipal) Assinale a alternativa que não 
corresponde a um princípio fundamental que rege a República Federativa do Brasil de 1988 nas 
relações internacionais, conforme disposição expressa no texto constitucional: 
A) Independência nacional; 
B) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
C) Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
D) Defesa da paz. 
Comentários: 
Gabarito: B. 
Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos (artigo 1º da CRFB/88). Nas demais 
assertivas há princípios que regem a República Federativa do Brasil de 1988 nas relações internacionais 
(artigo 4º da CRFB/88). 
21. (FEPESE/MPE-SC/Procurador do Estado) Assinale a alternativa correta 
A) A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania; 
a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o pluralismo político 
B) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade soberana, 
justa e solidária; garantir o desenvolvimento internacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir 
as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
C) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
independência nacional; prevalência legalista de direitos; autodeterminação dos povos; intervenção mínima; 
igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; concessão de asilo político. 
D) Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou indiretamente, nos 
termos desta Constituição. 
E) São Poderes da União, dos Estados e dos Municípios, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, 
o Executivo e o Judiciário. 
Comentários: 
Gabarito: A. De acordo com o artigo 1º da Constituição Federal. 
B) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade livre, justa 
e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
94 
175 
C) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
independência nacional; prevalência dos direitos humanos; autodeterminação dos povos; não intervenção; 
igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; concessão de asilo político. 
D) Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos 
termos desta Constituição. 
E) São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
22. (PGR/Procurador da República) ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA: 
A) o STF, em tema de violência doméstica contra a mulher, entende que, para o início da ação penal, outros 
valores constitucionais devem ser ponderados, especialmente a preservação da entidade familiar e o 
respeito à vontade da mulher; 
B) a concepção deliberativa da democracia vê a política como um empreendimento cooperativo, em que tão 
importante quanto a decisão é o debate que a precede; 
C) o republicanismo contemporâneo assenta- se principalmente nas seguintes ideias: liberdade como “não 
dominação”; direito à participação popular na vida pública; e igualdade, inclusive em sua dimensão material; 
D) o tratamento constitucional da atualidade no que se refere à questão indígena tem como seu pressuposto 
central o pluralismo. 
Comentários: 
Gabarito: A. 
O STF, na ADI 4424/DF, entendeu que, nos casos de violência doméstica, a ação penal é publica 
incondicionada. 
23. (CESGRANRIO/Petrobras/Advogado) De acordo com a doutrina, os princípios constitucionais 
fundamentais estabelecidos no Título I da Constituição Federal de 1988 podem ser discriminados em 
princípios relativos (i) à existência, forma e tipo de Estado; (ii) à forma de governo; (iii) à organização 
dos Poderes; (iv) à organização da sociedade; (v) à vida política; (vi) ao regime democrático; (vii) à 
prestação positiva do Estado e (viii) à comunidade internacional. Adotando essa classificação, é 
exemplo típico de princípio fundamental relativo à forma de governo o princípio 
A) federalista. 
B) republicano.C) de soberania. 
D) do pluralismo político. 
E) do Estado Democrático de Direito. 
Comentários: 
Gabarito: B. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
95 
175 
Federação é forma de Estado; soberania e pluralismo político são fundamentos; democracia é regime 
político. 
24. (FUNCAB/DER-RO/Procurador Autárquico) Pedro Lenza anota que, no magistério de J. J. Gomes 
Canotilho, este festejado autor português identifica a existência de vários “movimentos 
constitucionais”, como o inglês, o americano e o francês, definindo o constitucionalismo como uma 
“...teoria (ou ideologia) que ergue o princípio do governo limitado indispensável à garantia dos direitos 
em dimensão estruturante da organização político-social de uma comunidade.” Assinale a alternativa 
correta. 
A) O totalitarismo constitucional é vedado pela Constituição Federal de 1988, pois impede o florescer da 
constituição dirigente defendida por Canotilho. 
B) A Constituição Federal de 1988 não contemplou a democracia participativa, pois estabeleceu que todo o 
poder emana do povo e por ele será exercido por meio de representantes eleitos. 
C) A democracia direta é prevalente sobre a democracia representativa, constituindo um sistema híbrido, 
aplicável conforme a Constituição Federal de 1988. 
D) O resultado de plebiscito ou referendo tem natureza de consulta popular e não é vinculante, podendo o 
Congresso Nacional editar lei ou Emenda Constitucional em sentido contrário. 
E) A competência para autorizar um referendo é do Congresso Nacional, mas somente o Presidente da 
República pode convocar um plebiscito. 
Comentários: 
Gabarito: C. 
No Brasil, de acordo com o parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal, a titularidade do poder é 
do povo. O exercício do poder está, na maior parte das vezes, nas mãos dos representantes do povo, mas há 
meios de participação direta, como o plebiscito e o referendo. Em caso de consulta direta ao povo, a vontade 
deste deve prevalecer. Ademais, é preciso lembrar que os representantes do povo devem prestar contas de 
seus atos ao titular do poder (o povo). 
A) Errado. O totalitarismo constitucional, segundo Uadi Bulos, é fruto co Constitucionalismo contemporâneo, 
que instituiu um modelo de Constituição em documento escrito, amplo, garantidor de um conteúdo social. 
Trata-se de uma constituição dirigente, como é o caso da Constituição brasileira. 
B) Errado. A Constituição Federal de 1988 adotou a democracia participativa, de forma que o povo elege 
representantes para a tomada de decisões, mas também preserva mecanismos de participação direta. 
D) O resultado de plebiscito ou referendo é vinculante. 
E) As competências para autorizar um referendo e convocar um plebiscito são exclusivas do Congresso 
Nacional, conforme artigo 49, XV, da Constituição Federal. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
96 
175 
25. (2020/IPEFAE/Prefeitura de Campos do Jordão – SP/Advogado) Com relação aos princípios 
fundamentais do Estado brasileiro e sobre os direitos e garantias fundamentais são feitas as seguintes 
afirmações: 
I - A soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana são fundamentos do Estado brasileiro, segundo 
a Constituição Federal de 1988. 
II - No Brasil, é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato e, no caso de violação da 
honra ou da imagem das pessoas, assegura-se o direito à indenização pelo dano material ou moral. 
III - Todas as pessoas podem exercer o direito de reunião pacificamente, sem armas, em locais abertos ao 
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo dispensável prévio aviso à autoridade competente. 
Após a leitura é possível concluir que: 
A) As afirmações I, II e III estão corretas. 
B) Apenas as afirmações I e II estão corretas. 
C) Apenas as afirmações II e III estão corretas. 
D) Apenas a afirmação III está correta. 
Comentários: 
Gabarito: B 
I. Certo. Consoante disposto no artigo 1º da Constituição Federal, a soberania; a cidadania; a dignidade da 
pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; e o pluralismo político são fundamentos 
da República Federativa do Brasil. 
II. Certo. O item está compatível com o disposto no artigo 5º, incisos, IV e X, da CF/88: 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
III. Errado. Nos termos do inciso XVI do artigo 5º da CF/88, é necessário o prévio aviso à autoridade 
competente, razão pela qual o item foi julgado pela banca examinadora como errado. Entretanto, hoje, o 
item seria correto, de acordo com posicionamento do STF firmado nos autos do RE 806.339, segundo o qual 
a comunicação prévia não é indispensável para o exercício do direito de reunião. 
26. (2020/Instituto Consulplan/Câmara de Arcos - MG /Advogado) Os fundamentos são a base, os pilares 
do nosso ordenamento jurídico. Assinale a alternativa que NÃO contenha um fundamento da 
República Federativa do Brasil. 
A) Pluralismo político. 
B) Dignidade da pessoa humana 
C) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
97 
175 
D) Construção de uma sociedade livre, justa e solidária. 
Comentários: 
Gabarito: D 
Os fundamentos da República Federativa do Brasil estão elencados no artigo 1º da CF/88, de modo que as 
alternativas A, B, C estão corretas. Por outro lado, na alternativa D, há objetivo do Estado ( e não 
fundamento), nos termos do artigo 3º, I, da CF/88. 
27. (2020/IBADE/Prefeitura de Santa Luzia D`Oeste – RO/Advogado) Preconiza o Art. 4º, da Constituição 
de 1988, que a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais por princípios. 
Assinale a alternativa que corresponde a um desses princípios. 
A) Repúdio ao terrorismo e ao racismo. 
B) Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 
C) Ninguém será submetido à tortura nem à tratamento desumano ou degradante. 
D) É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. 
E) Construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Conforme artigo 4º, VIII, da CF/88, repúdio ao terrorismo e ao racismo constitui princípio que rege as relações 
internacionais do Brasil, motivo pelo qual a letra A está correta. 
Nas alternativas B, C e D há direitos fundamentais, nos termos do artigo 5º, incisos de II e a IV, da CF/88. 
Por fim, na letra E, há objetivo da República Federativa do Brasil (art. 3º, inciso I, da CF/88). 
28. (2020/GUALIMP/Prefeitura de Conceição de Macabu – RJ/Procurador) A luz da Constituição Federal 
de 1988, é CORRETO afirmar que é um princípio da República Federativa do Brasil, em que irá reger-se 
em suas relações internacionais. 
A) Soberania. 
B) Garantir o desenvolvimento nacional. 
C) A dignidade da pessoa humana. 
D) Autodeterminação dos povos. 
Comentários: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
98 
175 
Gabarito: D 
Os princípios que regem as relações internacionais do Brasilconstam do artigo 4º da CF/88, de modo que a 
alternativa correta é a letra D (autodeterminação dos povos – inciso III). Soberania e dignidade da pessoa 
humana são fundamentos (art. 1º, incisos I e III) e garantir o desenvolvimento nacional é objetivo. 
29. (2020/Dédalus Concursos/COREN-SC/Advogado) O princípio da supremacia constitucional determina 
que a Constituição figura como fundamento de validade de todo ordenamento normativo. Sobre o 
assunto, assinale a alternativa correta: 
A) A supremacia formal da Constituição indica a maior importância das normas constitucionais, já que a 
estrutura fundamental do Estado é delineada na Lex Legum. 
B) A Constituição é suprema em relação às demais espécies normativas, vez que foi estabelecida em 
decorrência do exercício dos poderes constituídos, e não pelo poder constituinte originário. 
C) O princípio da supremacia não se confunde com o princípio da rigidez da Constituição, contudo são 
princípios correlacionados, sendo certo que a supremacia, necessariamente, assegura a rigidez da 
Constituição. 
D) A rigidez constitucional necessariamente assegura a supremacia da Constituição, visto que o controle de 
constitucionalidade em face de Constituição flexível é limitado a aspectos formais. 
E) O princípio da supremacia constitucional designa que a Constituição atribui caráter sistemático ao 
ordenamento jurídico, porque é informado por valores diferentes no processo de densificação 
principiológica. 
Comentários: 
Gabarito: C 
a) Errada. A alternativa retrata, na verdade, o conceito de supremacia material da Constituição. 
b) Errada. A Constituição é fruto da atuação do Poder Constituinte Originário, que tem atuação ilimitada e 
eleva as normas constitucionais ao ápice do ordenamento jurídico. 
c) Certa. O gabarito dado pela banca foi a letra C. De fato, rigidez não se confunde com supremacia e os 
conceitos são correlatos. Entretanto, ao nosso ver, a banca se equivocou ao estabelecer causa e 
consequência, uma vez que a supremacia formal é decorrente da rigidez e não o inverso. No item, ao que 
parece, o examinador utilizou doutrina minoritária. 
d) Errada. Em constituição flexível, não há inconstitucionalidade. 
e) Errada. A Constituição, em decorrência do princípio da supremacia, é a norma da maior hierarquia do 
ordenamento jurídico, de modo a não se falar em caráter sistemático. 
30. (2019/INAZ do Pará/CRF-AC/Advogado) Qual das alternativas a seguir não representa um fundamento 
da República Federativa do Brasil? 
A) Igualdade. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
99 
175 
B) Cidadania. 
C) Dignidade da pessoa humana. 
D) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
E) Pluralismo político. 
Comentários: 
Gabarito: A 
De todas as alternativas, não se encontra fundamento da CRFB/88 é o item “a” que cita a igualdade, 
conforme se vê no artigo 1 da CF/88. 
31. (2019/NC-UFPR/Prefeitura de Matinhos - PR /Advogado) Com base no texto da Constituição da 
República, assinale a alternativa que apresenta apenas fundamentos da República brasileira. 
A) Soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, pluralismo político e erradicação da pobreza. 
B) Soberania, dignidade da pessoa humana, igualdade entre os estados, defesa da paz e cidadania. 
C) Solidariedade, dignidade da pessoa humana, construção de uma sociedade livre, justa e solidária e 
pluralismo político. 
D) Soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e 
pluralismo político. 
E) Solidariedade, cidadania, pluralismo político e construção de uma sociedade livre, justa e solidária. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A alternativa “a” está incorreta, pois erradicação da pobreza não se refere a um dos fundamentos, mas trata-
se de um dos objetivo fundamentais da República Federativa do Brasil, conforme consta no art 3, inc III da 
CRFB/88. 
A alternativa “b” está incorreta em razão de citar como fundamentos a igualdade entre os Estados e defesa 
da paz porque trata na verdade de princípios internacionais que consta no rol do art 4 da CRFB/88. 
A alternativa “C” está incorreta. A solidariedade não é fundamento por não constar no rol do art 1, CRFB/88. 
A alternativa “D” está correta. É o que consta perfeitamente no art. 1 da CRFB/88. 
32. (2019/IBFC/Emdec/Advogado Jr) A Constituição Federal de 1988 traz em seu artigo 1° os fundamentos 
da República Federativa do Brasil. Sendo assim, leia o trecho abaixo. 
“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
100 
175 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - _____ 
V - o pluralismo político.” 
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente a lacuna. 
A) O desenvolvimento nacional 
B) A sociedade livre, justa e igualitária 
C) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
D) A acessibilidade às pessoas com deficiência 
Comentários: 
Gabarito: C 
A alternativa “A’ corresponde a um objetivo fundamental, conforme o art 3, inciso II da CRFB/88. 
A alternativa “B” possui dois erros. Primeiro por não se tratar de fundamento e em segundo por apresentar 
a expressão “igualitária”, portanto está em desacordo com o artigo 3, inciso I da CRFB/88. 
A alternativa correta é a letra C, conforme consta no art 1 da CRFB, inciso IV. 
Quanto à letra D trata-se da igualdade material. 
33. (2019/Quadrix/CRF-PR/Advogado) No que se refere aos princípios fundamentais da República 
Federativa do Brasil, assinale a alternativa correta. 
A) Na visão moderna, não mais se fala em separação de Poderes, que viram suas fronteiras irem 
desaparecendo até formarem um único Poder: o Estatal. 
B) O regime político adotado pelo Brasil é a democracia puramente representativa, cláusula pétrea. 
C) A república, como forma de governo, é cláusula pétrea e, portanto, não admite alteração. 
D) A autonomia dos entes federativos lhes confere, além de autogoverno, soberania. 
E) A união indissolúvel dos entes da federação impede a chamada secessão. 
Comentários: 
Gabarito: E 
A) Errada. A constituição de 1988 segue o modelo Federativo de Constituição em que há a descentralização 
de poder e que veda o direito à secessão. Importante dizer que tem como princípio basilar a separação dos 
poderes e, portanto, não há em que se falar na concentração de um único poder. 
B) Errada. O regime político é a democracia semidireta. 
C)Errada. A República é princípio constitucional sensível, nos termos do art. 34, CF, inciso VII. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
101 
175 
D)Errada. Os entes federativos não são dotados de Soberania, mas de autonomia. 
E) Certa. Está de acordo com o artigo 1, caput da CRFB/88. 
34. (2019/UPENET/IAUPE /Advogado) São princípios que regem a República Federativa do Brasil em suas 
Relações Internacionais, todos os citados abaixo, EXCETO 
A) independência nacional. 
B) prevalência dos direitos humanos. 
C) igualdade entre os Estados. 
D) imposição da força na solução dos conflitos. 
E) concessão de asilo político. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A única alternativa que não segue o texto Constitucional é letra D. Conforme o art . 4º, 
inciso VII- Solução pacifica dos conflitos. 
35. (2019/UPENET/IAUPE/UPE /Advogado) Assinalea alternativa que NÃO representa um dos 
fundamentos da República Federativa do Brasil. 
A) A dignidade da pessoa humana 
B) A soberania 
C) A cidadania 
D) O pluralismo político 
E) Garantir o desenvolvimento nacional 
Comentários: 
Gabarito: E 
A única alternativa que está em desacordo com o texto constitucional é a letra E, pois se trata de um objetivo 
fundamental em seu artigo 3, inciso II. 
36. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) 
Leia as afirmativas a seguir: 
I. É vedado ao Ministério Público promover ações de inconstitucionalidade. 
II. O pluralismo político não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Marque a alternativa CORRETA: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
102 
175 
A) As duas afirmativas são verdadeiras 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
D) As duas afirmativas são falsas. 
Comentários: 
Gabarito: D 
Item I errado. O Ministério Público atua como fiscal da lei e uma de suas funções é promover a ação direta 
de inconstitucionalidade. 
Conforme expressa na Constituição Art. 129 - São funções institucionais do Ministério Público: 
IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos 
Estados, nos casos previstos nesta Constituição; 
Item II Errado. Pluralismo político é fundamento da república Federativa do Brasil, conforme o art 1, inciso 
IV da CRFB/88. 
37. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) Leia as afirmativas a seguir: 
I. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
II. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos 
termos desta Constituição. Marque a alternativa CORRETA: 
A) As duas afirmativas são verdadeiras. 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
D) As duas afirmativas são falsas. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Item I Correta, conforme expressa o art 1, inciso IV da CRFB/88. 
Item II Correta, conforme o art 1, paragrafo único da CRFB/88. 
A única alternativa que está correta é a letra “A”. 
38. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) Leia as afirmativas a seguir: 
I. No Brasil, nenhum cidadão pode ser obrigado pelo governo a fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 
II. São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Organizativo, o Deliberativo e o 
Evolucionário. Marque a alternativa CORRETA 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
103 
175 
A) As duas afirmativas são verdadeiras. 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
D) As duas afirmativas são falsas. 
Comentários: 
Gabarito: B 
Item I está correto, pois conforme a Constituição Federal. 
Art 5, inciso II ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 
Item II errado, pois está em desacordo com a Constituição. 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Portanto, a alternativa correta é a letra B. 
39. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) Leia as afirmativas a seguir: 
I. A dignidade da pessoa humana não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
II. No Brasil, é ilegal qualquer prestação de assistência religiosa nas entidades civis de internação coletiva. 
Marque a alternativa CORRETA: 
A) As duas afirmativas são verdadeiras. 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
D) As duas afirmativas são falsas. 
Comentários: 
Gabarito: D 
Item I errado, porque se trata de um fundamento da República Federativa do Brasil. 
Item II errado, pois desconformidade com a Constituição, pois é assegurada, nos termos da lei, a prestação 
de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva (art. 5, inciso VII). 
Portanto, a alternativa correta é a letra D. 
40. (2019/FAFIPA/Prefeitura de Nova Esperança – PR/Advogado) Nos termos da Constituição Federal de 
1988, assinale a alternativa que apresenta um dos objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
104 
175 
A) O pluralismo político. 
B) Garantir o desenvolvimento nacional. 
C) Defender a paz. 
D) Repudiar o terrorismo e o racismo. 
E) Conceder asilo político. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A alternativa “A” corresponde a um dos fundamentos as Republica Federativa do Brasil, conforme expressa 
o art 1, inciso V. 
A única alternativa que está de acordo com o texto constitucional é a letra B, pois corresponde ao artigo 3, 
inciso II da CRFB/88. 
As alternativas C,D e E referem-se aos princípios internacionais que constam no artigo 4, incisos VI, VIII e X 
da CRFB/88. 
41. (2018/Instituto Águia/CEAGESP/Advogado) Segundo o disposto na Constituição Federal de 1988, 
constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
A) Construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza 
e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
B) Construir uma sociedade livre; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza; promover o bem 
de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor; e manter a ordem e progresso. 
C) Construir uma sociedade livre e justa; garantir o desenvolvimento empresarial; erradicar a pobreza e 
reduzir as desigualdades sociais e continentais; e promover o bem de todos. 
D) Construir uma sociedade solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza; e promover 
o bem de todos. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Letra A é a correta, pois está em conformidade ao art 3 incisos, I,II,III e IV da CRFB/88. 
 A Alternativa “B” A ordem e Progresso não são objetivos fundamentais elencados no art 3 da CRFB/88. 
A alternativa “C” apresenta dois erros. Primeiro ao mencionar “garantir o desenvolvimento empresarial”, o 
que não é correto, pois o certo é garantir o desenvolvimento nacional, conforme o art 3, inciso II da CRFB/88 
e em segundo quando fala em desigualdades continentais, é na verdade, desigualdades regionais. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
105 
175 
A alternativa D está incompleta. 
42. (2018/Instituto Águia/CEAGESP/Advogado) Segundo o disposto na Constituição Federal de 1988, a 
República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
A) A soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
e o pluralismo político. 
B) A soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, 
uma sociedade livre e justa. 
C) A soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, a função social do contrato e o pluralismo 
político. 
D) A soberania, a cidadania, o desenvolvimento dopaís e da américa latina, os valores sociais do trabalho e 
da livre iniciativa e o pluralismo político. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) Correta. A alternativa está conforme o que está no texto constitucional, art 1 incisos, I,II,III,IV e V da 
CRFB/88. 
B) Errada. Erra ao mencionar que um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito é uma sociedade 
livre e justa. 
C)Esta corresponde a um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. 
D)Errada. Função social do contrato é um princípio utilizado no Direito Privado e não na Constituição Federal 
de 1988. 
43. (2018/CKM Serviços/CAU-SP/Advogado) Ainda quanto à Constituição vigente, certo que dentre os 
fundamentos explicitamente previstos à República Federativa do Brasil encontra-se: 
A) Pluralismo político. 
B) Defesa da paz. 
C) Independência nacional. 
D) Não-intervenção. 
E) Prevalência dos direitos humanos. 
Comentários: 
Gabarito: A 
Somente a alternativa “A” está conforme o que está escrito no texto constitucional. As demais alternativas 
B,C,D e E são princípios internacionais expressos no art 4, incisos VI, I, IV e II da CRFB/88. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
106 
175 
44. (2018/IPEFAE/IPSJBV – SP/Procurador) Segundo estabelece a Constituição Federal no Título I (arts. 1º 
ao 4º) sobre os princípios fundamentais, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. 
A) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios, dentre 
outros: independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos e não 
concessão de asilo político. 
B) A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social, cultural e trabalhista dos 
povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
C) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa 
e solidária; garantir o desenvolvimento nacional e erradicar a pobreza, a marginalização, as desigualdades 
sociais e regionais; 
D) A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos, dentre outros, a 
soberania, a cidadania, os valores sociais do trabalho e o pluralismo político. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A)Errada. A alternativa está errada ao mencionar que a concessão de asilo politico não é um principio 
internacional, o que não é verdade. O texto constitucional assegura o asilo politico. Conforme expressa o art 
4, inciso X, da CRFB/88. 
B)Errada. A alternativa está incorreta, pois a constituição em seu art 4 da CF/88, parágrafo único não 
expressa a integração trabalhista como a questão expõe. As demais estão de acordo com o texto. 
C)Errada. A alternativa ao citar que o Brasil almeja erradicar as desigualdades sociais e regionais. O erro está 
em utilizar o verbo “erradicar” e não o “Reduzir”. Termos distintos e que torna assim, a questão incorreta. 
D)Correta. A alternativa corresponde ao que está no texto constitucional em seu art 1 da CF/88, incisos I,II,IV 
e V. 
Defensor 
45. (FCC/DPE-RS/Defensor Público) Na Constituição Federal está previsto que “A República Federativa do 
Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando 
à formação de uma comunidade latino-americana de nações.” Para tanto, ela traz como princípios 
pelos quais se rege nas relações internacionais, expressamente a 
A) construção de uma sociedade livre, justa e solidária e garantir o desenvolvimento nacional. 
B) erradicação da pobreza e a marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. 
C) prevalência dos direitos humanos, a solução pacífica dos conflitos e o repúdio ao terrorismo e ao racismo. 
D) soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana. 
E) garantia dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
107 
175 
Comentários: 
Gabarito: C. 
Conforme artigo 4º da Constituição Federal. 
46. (CS-UFG/DPE-GO/Defensor Público) A propósito dos princípios fundamentais da República Federativa 
do Brasil, reconhece-se que: 
A) o pluralismo político está inserido entre seus objetivos. 
B) a livre iniciativa é um de seus fundamentos e se contrapõe ao valor social do trabalho. 
C) a dignidade é também do nascituro, o que desautoriza, portanto, a prática da interrupção da gravidez 
quando decorrente de estupro. 
D) a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outra forma 
de discriminação, é um de seus objetivos. 
E) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, dependentes e harmônicos entre si, são poderes da União. 
Comentários: 
Gabarito: D. De acordo com o artigo 3º da Constituição Federal. 
A) o pluralismo político é fundamento. 
B) a livre iniciativa é um de seus fundamentos e se agrega ao valor social do trabalho. 
C) O direito à vida não é absoluto, de forma que o aborto pode ser praticado em alguns casos, dada a 
razoabilidade da situação. A gravidez proveniente de estupro é um desses casos, conforme artigo 128 do 
Código Penal. 
E) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si, são poderes da União. 
47. (FCC/DPE-RS/Defensor Público) O ideal preconizado na Constituição Federal de 1988 é o de instituir 
um Estado Democrático de Direito, cujo ponto de equilíbrio são os direitos fundamentais, que também 
limitam o poder estatal. Vários de seus dispositivos indicam o cidadão como um dos maiores 
protagonistas na tomada de decisões relevantes para o País, por isso ela também é denominada de 
Constituição Cidadã. Na prática, porém, a participação popular ainda é incipiente, tanto que poucas 
são as leis de iniciativa popular. 
De acordo com tais aspectos, é correto afirmar que 
A) a Constituição Federal contempla um modelo de democracia participativa, também denominada 
semidireta. 
B) a participação popular é exercida através do sufrágio universal, garantido a todos, sem exceção, bem como 
por meio do referendo. 
C) todo o poder emana do povo, que o exerce sempre por meio de representantes eleitos pelo voto secreto. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
108 
175 
D) a iniciativa popular propriamente dita consiste, no âmbito federal, na apresentação de projeto de lei ao 
Congresso Nacional, subscrito por 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos dez Estados- 
Federados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. 
E) a competência para autorizar referendo e convocar plebiscito é privativa do Congresso Nacional e é 
materializada por meio de resolução. 
Comentários: 
Gabarito: A. 
A democracia semidireta está expressamente definida no artigo 1º, parágrafo único, da Constituição Federal. 
B) Errado. O sufrágio é universal (garantido a homens e mulheres; pobres e ricos; analfabetos e letrados; 
brancos e negros), mas não é irrestrito. Estrangeiros, menores de 16 anos, conscritos e aqueles que sofreram 
perda/suspensão dos direitos políticos não podem votar. 
C) O voto é secreto e a titularidade do poder é do povo. Porém, o exercício desse poder é dos representantes 
do povo, embora alguns institutos de participação direta tenham sido preservados, como o plebiscito e o 
referendo. 
D) A iniciativapopular no âmbito federal, conforme redação do artigo 61, parágrafo segundo, da Constituição 
Federal, exige que o projeto de lei seja subscrito por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por 
pelo menos cinco estados da federação, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. 
E) Nos termos do artigo 49, inciso XV, da Constituição Federal, a competência para convocar plebiscito e 
autorizar referendo é exclusiva do Congresso Nacional, que atua mediante decreto legislativo. 
48. (FCC/DPE-SP - Defensor Público) Assinale a afirmativa correta. 
A) Nosso federalismo prevê a atuação do poder constituinte derivado decorrente, por meio de instituições 
que correspondam à ideia centralizadora de afirmação do estado que atua em bloco único. 
B) A teoria da 'tripartição de poderes' confirma o princípio da indelegabilidade de atribuições, por isso 
qualquer exceção, mesmo advinda do poder constitucional originário, deve ser considerada inconstitucional. 
C) O princípio do pluralismo político refere-se à ideologia unitária da preferência político-partidária, já que 
nesse terreno é imperativa a aplicação da reserva da constituição. 
D) Nas relações internacionais aplica-se o princípio constitucional da intervenção, com repúdio ao terrorismo 
e defesa da paz, além da solução pacífica dos conflitos. 
E) O princípio republicano, que traduz a maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e a relação 
entre governantes e governados, mantém-se na ordem constitucional, mas hoje não mais protegido 
formalmente contra emenda constitucional. 
Comentários: 
Gabarito: E. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
109 
175 
República é a forma de governo adotada pelo Brasil e está expressamente definida no artigo 1º da 
Constituição Federal. Diferente do modelo federativo de Estado, em razão do plebiscito marcado para o ano 
de 1993 (ADCT, art. 2º), a República não foi consagrada expressamente como cláusula pétrea, conforme se 
verifica no artigo 60, parágrafo 4º, da Constituição Federal. 
A) Errado. Uma das principais características do federalismo é a organização descentralizada do Estado. No 
Brasil, os entes federativos (União, estados, Distrito Federal e municípios) são dotados de autonomia. 
B) Errado. De início, cabe ressaltar que não admitimos controle de constitucionalidade de normas 
constitucionais originárias, visto que o poder originário é ilimitado, incondicionado e inicial. Assim, não há 
normas constitucionais originárias inconstitucionais. Em segundo lugar, a Constituição Federal (artigo 2º) 
estabelece não apenas a independência de poderes, mas também a harmonia entre eles. Assim, um poder 
pode, atipicamente, nos casos autorizados pela Lei Maior, exercer a função típica de outro. 
C) Errado. O pluralismo político assegura a pluralidade de pensamento, a liberdade de consciência. Em 
decorrência desse fundamento, há a garantia também de pluripartidarismo. 
D) Errado. O artigo 4º da Constituição Federal elenca os dez princípios que regem as relações internacionais 
do Brasil. No inciso IV, consta como princípio a “não intervenção”. 
Outros 
49. (2019/IBADE/Prefeitura de Vilhena – RO) A Constituição Federal de 1988 em seu Art. 3° dispõe que 
constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
II - garantir o desenvolvimento nacional. 
III - erradicar a pobreza e a marginalização (com o uso de armas quando necessário) e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais. 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação, excetuando-se a distinção de gênero. 
Estão corretas: 
A) somente I e II. 
B) somente I e III. 
C) somente I e IV 
D) somente II e III. 
E) somente II e IV. 
Comentários: 
Gabarito: A 
O item I está correto, conforme preceitua o art 3, Inc I da CRFB/88. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
110 
175 
O item II está correto, conforme preceitua o art 3, inc II da CRFB/88 
O item III está correto, conforme preceitua o art 3, inc III da CRFB/88 
O item IV está incorreto, pois ao excetuar a distinção de gênero como forma de discriminação, torna a 
questão errada. O item está em desacordo com que consta no art 3, inc IV, no qual a Constituição 
expressamente proíbe quaisquer outras formas de discriminação. 
50. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Carneiros - AL ) Leia as afirmativas a seguir e marque a opção CORRETA: 
A) A Constituição Federal de 1988 procura barrar a construção de uma sociedade fundada na harmonia 
social. 
B) O direito à segurança é proibido pela Constituição Federal de 1988. 
C) O direito à justiça é negado pela Constituição Federal de 1988. 
D) A Constituição Federal de 1988 procura vedar a construção de uma sociedade comprometida, na ordem 
interna, com a solução pacífica das controvérsias. 
E) A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Comentários: 
Gabarito: E 
A alternativa “A” está incorreta. Não se trata de fundamento, mas de um principio preambular da 
Constituição. 
A alternativa “B” está errada, porque o direito à segurança é garantido pela CRFB/88 em seu caput do art 5. 
A alternativa “C” é um direito fundamental previsto no inciso XXXV do Artigo 5º da CRFB/88. 
A alternativa “D” está errada, porque se trata de um princípio preambular da Constituição. 
A alternativa “E” é a única alternativa que está correta, conforme o art 1, inciso III da CRFB/88. 
TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
Magistratura 
51. (2019/CESPE/TJ-BA /Juiz de Direito Substituto) A respeito da situação conhecida como estado de coisas 
inconstitucional, assinale a opção correta. 
A) Tal situação resulta sempre de má vontade de autoridade pública em modificar uma conjuntura de 
violação a direitos fundamentais. 
B) Constatada a ocorrência dessa situação, verifica-se, em consequência, violação pontual de direito social a 
prestação material pelo Estado. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
111 
175 
C) No plano dos remédios estruturais para saneamento do estado de coisas inconstitucional, estão a 
superação dos bloqueios institucionais e políticos e o aumento da deliberação de soluções sobre a demanda. 
D) Em função do caráter estrutural e complexo do litígio causador do estado de coisas inconstitucional, não 
é admitido ao Poder Judiciário impor medidas concretas ao Poder Executivo. 
E) De modo tácito, o reconhecimento do estado de coisas inconstitucional autoriza o Poder Judiciário a 
assumir tarefas do Poder Legislativo na coordenação de medidas com o objetivo de assegurar direitos. 
Comentários: 
Gabarito: C 
A) Errado. O estado de coisas inconstitucional pode também ser causado pela inércia ou incapacidade 
reiterada e persistente das autoridades públicas em modificar a conjuntura de violação a direitos 
fundamentais. Além disso, a restrição de recursos orçamentários também configura obstáculo à 
implementação de políticas públicas voltadas a esse tema. 
B) Errado. A ocorrência dessa situação gera violência generalizada e sistêmica de direitos fundamentais. 
C) Certo. No plano dos remédios estruturais, a Corte mostra-se capaz de superar os bloqueios políticos e 
institucionais que impedem o avanço de soluções, ou seja, cumpre ao STF o papel de retirar as autoridades 
públicas da inércia, provocar a implementação de novas políticas públicas(como a agilização de audiências 
de custódia e estabelecimentos de penas alternativas à prisão) e monitorar os resultados obtidos. 
D) Errado. Uma vez que há um grande número de pessoas atingidas pelas violações de direitos, fazem-se 
necessárias a formulação e a execução de políticas públicas, acarretando em uma postura de ativismo 
estrutural do Judiciário diante da omissão do Executivo e do Legislativo em tomar medidas concretas para 
resolução do problema. 
E) Errado. A Suprema Corte entendeu que não pode o Judiciário substituir o papel do Legislativo e do 
Executivo na consecução de suas tarefas próprias. Somente cabe ao STF o diálogo com os outros poderes a 
fim de retirá-los da letargia, coordenando as políticas sem, contudo, definir seus conteúdos, detalhes e meios 
a serem empregados e monitorando os resultados alcançados. 
52. (2016/CESPE/TJDFT/Juiz substituto) Em atenção aos direitos e garantias fundamentais da Constituição 
brasileira, assinale a opção correta. 
A) A constituição consagra expressamente a teoria absoluta do núcleo essencial de direitos fundamentais. 
B) Direitos fundamentais formalmente ilimitados, desprovidos de reserva legal, não podem sofrer restrições 
de qualquer natureza. 
C) O gozo da titularidade de direitos fundamentais pelos brasileiros depende da efetiva residência em 
território nacional. 
D) Há direitos fundamentais cuja titularidade é reservada aos estrangeiros. 
E) A reserva legal estabelecida para a inviolabilidade das comunicações telefônicas é classificada como 
simples, e para a identificação criminal reserva qualificada. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
112 
175 
Comentários: 
Gabarito: D 
A) Errado. A CF não consagrou qualquer teoria direta expressa a respeito da proteção do núcleo essencial de 
direitos fundamentais. Porém, a jurisprudência do STF é firme no sentido de adoção da teoria relativa, a qual 
dispõe que os limites de um direito fundamental são determinados por meio de um processo externo ao 
direito. 
B) Errado. Todo e qualquer direito fundamental pode sofrer restrições, desde que não afetem seu núcleo 
essencial. 
C) Errado. Os brasileiros são titulares de direitos fundamentais, independentemente do local onde residem. 
D) Certo. É o caso, por exemplo, da vedação à extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. 
E) Errado. No âmbito da reserva legal simples, a CF limita-se a autorizar a intervenção legislativa sem fazer 
qualquer exigência quanto à finalidade da lei e ao seu conteúdo. Já na reserva legal qualificada, a 
Constituição já define, previamente, o conteúdo da lei, suas restrições, os fins a serem perseguidos e os 
meios a serem utilizados. Portanto, a inviolabilidade das comunicações telefônicas caracteriza-se pela 
reserva legal qualificada e a identificação criminal, pela reserva legal simples. 
53. (2019/CESPE/CEBRASPE/TJ-SC/Juiz Substituto) A respeito da eficácia mediata dos direitos 
fundamentais, assinale a opção correta segundo a doutrina e a jurisprudência do STF. 
A) A eficácia mediata dos direitos fundamentais independe da atuação do Estado. 
B) De acordo com o STF, as normas de direitos fundamentais que instituem procedimentos têm eficácia 
mediata. 
C) Nas relações privadas, a eficácia dos direitos fundamentais é necessariamente mediata. 
D) A eficácia mediata desobriga o juiz de observar o efeito irradiante dos direitos fundamentais no caso 
concreto. 
E) A eficácia mediata dos direitos fundamentais dirige-se, primeiramente, ao legislador. 
Comentários: 
Gabarito: E 
A)Errada. A eficácia mediata ou indireta é aquela que depende da atuação do Estado. 
B)Errada. O STF já se posicionou no sentido de que normas que instituem procedimentos têm eficácia 
imediata (RE nº 161.243/DF) 
C)Errada. Alguns direitos não necessitam de atuação legislativa como, por exemplo, a aplicação de devido 
processo legal ( art 5, inc LIV da CF/88). 
D)Errada. A alternativa equivocou-se, pois trata da dimensão objetiva dos direitos fundamentais. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
113 
175 
E)É a correta. 
54. (2019/CESPE/CEBRASPE/TJ-BA/Juiz de Direito Substituto) A respeito da situação conhecida como 
estado de coisas inconstitucional, assinale a opção correta. 
A) Tal situação resulta sempre de má vontade de autoridade pública em modificar uma conjuntura de 
violação a direitos fundamentais. 
B) Constatada a ocorrência dessa situação, verifica-se, em consequência, violação pontual de direito social a 
prestação material pelo Estado. 
C) No plano dos remédios estruturais para saneamento do estado de coisas inconstitucional, estão a 
superação dos bloqueios institucionais e políticos e o aumento da deliberação de soluções sobre a demanda. 
D) Em função do caráter estrutural e complexo do litígio causador do estado de coisas inconstitucional, não 
é admitido ao Poder Judiciário impor medidas concretas ao Poder Executivo. 
E) De modo tácito, o reconhecimento do estado de coisas inconstitucional autoriza o Poder Judiciário a 
assumir tarefas do Poder Legislativo na coordenação de medidas com o objetivo de assegurar direitos. 
Comentários: 
Gabarito: C 
A)Errada. Não resulta sempre de uma má vontade do Estado, mas muito se dá pela inercia ou incompetência 
por parte do poder público. 
B)Errada. Segundo o STF, trata-se de violação generalizada e sistemática dos direitos fundamentais e não 
ao direito social como a alternativa tenta demostrar. 
C)Correta 
D)Errado. É admitido ao Judiciário impor medidas concretas para viabilizar a garantia aos direitos 
fundamentais, ou seja, é uma forma de se retirar dos poderes (legislativo e Executivo) o estado de inercia. O 
que não pode ocorrer é a substituição do papel do Legislativo e do Executivo na aplicação de medidas 
próprias em respeito à separação de poderes. 
E)Errado. Vide alternativa anterior. 
55. (2018/TRF - 2ª Região/TRF - 2ª REGIÃO/Juiz Federal Substituto) Julgue os itens abaixo e marque a 
alternativa correta: 
I - A chamada eficácia horizontal dos direitos fundamentais impõe a sua observância mesmo nas relações 
jurídicas estabelecidas entre particulares. Portanto, afigura-se possível a revisão judicial da exclusão de 
associado dos quadros de associação privada, quando violado direito individual previsto na Constituição 
Federal. 
II - Não há direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público, fora do número de 
vagas ofertadas no edital. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
114 
175 
III - Deputados e Senadores possuem imunidade material mesmo quando exerçam a liberdade de opinião 
em ambiente privado, desde que as manifestações guardem conexão com o desempenho da função 
legislativa ou tenham sido proferidas em razão dela. 
A) Todas as assertivas estão incorretas. 
B) Estão corretas as assertivas II e III. 
C) Somente a assertiva III está correta. 
D) Todas as assertivas estão corretas. 
E) Estão corretas as assertivas I e III. 
Comentários: 
Gabarito: D 
Item I Correto. A eficácia horizontal é a relação entre particulares que estão no mesmo campo de igualdade 
e até mesmo pessoa jurídicas. Então, é possível a revisão no caso de violação de um direito fundamental. 
Ademais o STF já decidiu caso de expulsão de associado em que houve violação ao direito a ampla defesa e 
contraditório. STF – RE 158.215/RS: “COOPERATIVA - EXCLUSÃO DE ASSOCIADO - CARÁTER PUNITIVO - 
DEVIDO PROCESSO LEGAL.Na hipótese de exclusão de associado decorrente de conduta contrária aos 
estatutos, impõe-se a observância ao devido processo legal, viabilizado o exercício amplo da defesa. Simples 
desafio do associado à assembleia geral, no que toca à exclusão, não é de molde a atrair adoção de processo 
sumário. Observância obrigatória do próprio estatuto da cooperativa.” 
Item II Correto. Refere-se em tese firmada pela Suprema Corte, em que firmou decisão no sentido de que 
somente tem direito subjetivo aquele que estiver dentro do numero de vagas previstas no edital do 
concurso. RE 598.099/MS. Portanto, torna-se a questão errada. 
Item III Correto. Ofensas ocorridas em local fora do Parlamento: a imunidade é relativa. Para que o 
parlamentar seja imune é necessário que a manifestação feita tenha relação com o exercício do seu mandato 
ou em razão dela. IMUNIDADE PARLAMENTAR Deputado que, em entrevista à imprensa, afirma que 
determinada Deputada "não merece ser estuprada" não está protegido pela imunidade material /STF. 1ª 
Turma. Inq 3932/DF e Pet 5243/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 21/6/2016 (Info 831) 
Promotor 
56. (2018/IDHTEC/CRQ - 19ª Região (PB)/Advogado) São características dos direitos fundamentais, exceto: 
A) Inalienabilidade 
B) Universalidade 
C) Imprescritibilidade 
D) Irrenunciabilidade 
E) Ilimitabilidade 
Comentários: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
115 
175 
Gabarito: E 
A) Certo. Os direitos fundamentais não podem ser cedidos, vendidos e negociados. 
B) Certo. Os direitos fundamentais alcançam todos os seres humanos indistintamente e também pessoas 
jurídicas. 
C) Certo. Os direitos fundamentais não são perdidos pela passagem do tempo. 
D) Certo. O titular dos direitos fundamentais não pode livre e definitivamente dispor deles. 
E) Errado. Nenhum direito fundamental é absoluto, podendo sofrer restrições em estados de crise (Estado 
de Defesa e Estado de Sítio) e em casos de colisão de direitos, quando faz-se necessário utilizar a 
razoabilidade para que não se esvazie totalmente nenhum direito. Dessa forma, possuem, como 
característica, a limitabilidade. 
57. (2017/FMP Concursos/MPE-RO/Promotor de Justiça Substituto) Sobre a metódica da ponderação em 
matéria de direitos humanos e fundamentais, assinale a alternativa CORRETA. 
A) A ponderação é um princípio utilizado para a resolução dos casos de colisão entre direitos fundamentais. 
B) A ponderação é aplicada para a solução do conflito entre a reserva do possível e o mínimo existencial, 
dependendo do livre convencimento do julgador no caso concreto. 
C) A regra da ponderação sofre críticas doutrinárias consistentes no decisionismo judicial e no excessivo grau 
de abstração em cotejo com o mundo prático trazido pelo caso concreto. 
D) A racionalidade da ponderação decorre do seu caráter argumentativo voltado à necessidade de 
justificação da intensidade da intervenção em um determinado direito fundamental, de modo que as 
manifestações culturais e a liberdade religiosa preponderam, por exemplo, sobre a proteção dos animais. 
E) Tendo em vista que a liberdade de imprensa tem um peso absoluto, segundo a jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal, não é aplicável ao referido direito fundamental a metódica da ponderação. 
Comentários: 
Gabarito: C 
A) Errado. A ponderação é um método ou técnica de interpretação constitucional utilizada para solução de 
casos de colisão entre direitos fundamentais, não sendo, portanto, um princípio. 
B) Errado. Não se pode falar em livre convencimento do julgador no caso concreto, pois a reserva do possível 
não será oponível quando da tutela dos núcleos essenciais dos direitos fundamentais, o que corresponde ao 
mínimo existencial segundo o STF. 
C) Certo. Uma das críticas doutrinárias ao neoconstitucionalismo diz respeito ao destaque dado à aplicação 
dos princípios constitucionais e à ponderação, em detrimento das regras da subsunção da regra ao caso 
concreto, de modo que ele tenderia a alimentar o decisionismo judicial, gerando insegurança jurídica. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
116 
175 
D) Errado. O STF entendeu em sentido diverso ao julgar procedente a ADI 4983, na qual considerou haver 
“crueldade intrínseca” aplicada aos animais na prática cultural da vaquejada. 
E) Errado. Nenhum direito fundamental é absoluto. 
58. (2019/FUNDEP (Gestão de Concursos)/MPE-MG/Promotor de Justiça Substituto) A propósito do 
direito ao reconhecimento, leia o texto a seguir: 
“É possível falar em um direito fundamental ao reconhecimento, que é um direito ao igual respeito da 
identidade pessoal. Trata-se de um direito que tem tanto uma faceta negativa como outra positiva. Em sua 
faceta negativa ele veda as práticas que desrespeitam as pessoas em sua identidade, estigmatizando-as. Na 
dimensão positiva, ele impõe ao Estado a adoção de medidas voltadas ao combate dessas práticas e à 
superação de estigmas existentes.” (SARMENTO, Daniel. Dignidade da pessoa humana. 2. ed. Belo Horizonte: 
Fórum, 2016. p. 257). 
De acordo com o posicionamento doutrinário acima, as assertivas seguintes harmonizam-se com o direito 
ao reconhecimento, exceto: 
A) As liberdades públicas são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira absoluta, observadas 
as diretrizes definidas na própria Constituição Federal. 
B) Há que se distinguir entre o discurso religioso (que é centrado na própria crença e nas razões da crença) 
e o discurso sobre a crença alheia, especialmente quando feito com o intuito de atingi-la, rebaixá-la ou 
desmerecê-la (ou a seus seguidores). 
C) Para o transexual, ter uma vida digna importa em ver reconhecida a sua identidade sexual, sob a ótica 
psicossocial, a refletir a verdade real por ele vivenciada e que se reflete na sociedade. 
D) Toda a axiologia constitucional é tutelar de segmentos sociais brasileiros historicamente desfavorecidos, 
culturalmente sacrificados e até perseguidos, como, por exemplo, o segmento dos negros e dos índios. Não 
por coincidência, os que mais se alocam nos patamares patrimonialmente inferiores da pirâmide social. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) Errada. Nenhum direito fundamental é absoluto, tampouco o direito ao Esquecimento. As liberdades 
públicas são na verdade condicionais, pois a atuação Estatal está limitada na própria Constituição e devem 
operar de forma harmônica. 
B) Correta. 
C)Correta. A transexualidade recebe amparo jurisprudenciais no Tribunais Superiores muito baseado no 
princípio da dignidade da pessoa humana. tese definida pelo STF:" O transgênero tem direito fundamental 
subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de gênero no registro civil, não se exigindo, para 
tanto, nada além da manifestação de vontade do indivíduo, o qual poderá exercer tal faculdade tanto pela 
via judicial como diretamente pela via administrativa” RE 670.422. 
D)Correta. É a chamada igualdade material. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
117 
175 
59. (2019/MPE-GO/Promotor de Justiça Substituto) Segundo doutrina de Samuel Sales Fonteles, “em toda 
a história do Direito Constitucional, jamais a Constituição recebeu tanto protagonismo como nos dias 
atuais. Hoje, todos os ramos da árvore jurídica gravitam em torno da Constituição, de onde emana 
uma força irradiante, o que se pode denominar de constitucionalização do Direito”. Tendo por base tal 
assertiva, é incorreto afirmar: 
A) O Direito do Consumidorrecebeu assento constitucional nos arts. 5°, XXXII e 170, V, além do artigo 48 do 
ADCT; 
B) O Direito da Criança e do Adolescente também sofreu sensíveis transformações a partir da influência dos 
Direitos Fundamentais, tendo suas normas sido positivadas constitucionalmente nos artigos 227 a 229 da 
Carta Magna; 
C) Os interesses metaindividuais, seus institutos, princípios e normas, estão diretamente ligados aos Direitos 
Fundamentais, o que marca uma das características do neoconstitucionalismo; 
D) O Direito Ambiental, incluído na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 225, deixou a desejar no 
tocante à defesa do meio ambiente, uma vez que não previu institutos já consagrados em outros países, 
como o princípio do poluidor pagador e da vedação do retrocesso ambiental. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A) Correta. O direito do Consumidor recebe amparo legal na Constituição nos arts. 5°, XXXII e 170, também 
no ADCT (art 48). 
B) Correta. Também estão positivados no capítulo VII da CF. 
C) Correta. O Neoconstitucionalismo trouxe uma valoração as minorias e que muito se fundamenta no 
princípio da dignidade da pessoa humana e assim, estabelecendo um estado social garantidor. 
D) Errada. A Constituição possui uma proteção especial ao Direito Ambiental com princípios basilares e 
instrumentos para sua efetivação no seu art 225, da CF/88. 
60. (2019/MPE-GO/MPE-GO/Promotor) Assinale a alternativa correta: 
A) A natureza fundamental dos direitos, no sistema constitucional brasileiro, decorre exclusivamente do 
conteúdo dos direitos, ou seja, da circunstância de consubstanciarem decisões fundamentais sobre a 
estrutura do Estado e da sociedade. 
B) O sistema constitucional brasileiro alberga direitos fundamentais não expressos no texto constitucional, 
mas que sejam decorrentes do regime e dos princípios adotados pela Constituição Federal. 
C) A natureza fundamental dos direitos, no sistema constitucional brasileiro, decorre, exclusivamente, da 
opção constituinte de elencá-los como tal em um catálogo de direitos fundamentais. 
D) Outros direitos fundamentais não previstos pelo Constituinte originário podem ser incorporados ao 
sistema constitucional brasileiro, por meio de tratados internacionais, ratificados pelo Brasil, os quais, 
independentemente da forma da incorporação, terão hierarquia normativa equivalente a emenda 
constitucional. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
118 
175 
Comentários: 
Gabarito: B 
a) Errada. Não depende exclusivamente do conteúdo material, mas de sua inserção no texto constitucional. 
b) Correta. Os direitos fundamentais apresenta um rol exemplificativo, conforme expressa o art 5 § 2º da cf. 
c) Errada. A alternativa erra mais uma vez ao utilizar a expressão “exclusivamente”. 
d) Errada. Não independe de qualquer forma de incorporação. A sua inserção no texto constitucional assume 
a forma de Emenda Constitucional e por este fato, o procedimento mais dificultoso é mais dificultoso do 
que as das leis. 
61. (2019/MPE-GO /MPE-GO/Promotor de Justiça) Seguindo as lições de J. J. Gomes Canotilho quanto aos 
direitos sociais, culturais e econômicos, em que consiste a chamada “metodologia fuzzy"? 
A) A análise desses direitos, os quais se valem de uma metodologia extremamente vaga, exige, em 
contrapartida, premissas objetivas cujas bases podem ser encontradas, ainda que parcialmente, na reserva 
do possível, no mínimo existencial e no princípio da vedação de retrocesso. 
B) Também chamada de “fuzzysmo”, essa metodologia defende que o princípio da vedação de retrocesso 
deve ter aplicação restrita ao âmbito dos direitos sociais, culturais e econômicos. Segundo essa visão, a 
vedação de retrocesso não poderia ser estendida aos demais direitos fundamentais. 
C) Consiste em críticas quanto à falta de bases objetivas para solucionar o conflito entre a reserva do possível 
e os direitos sociais que compõem o mínimo existencial. Essa metodologia parte da premissa de que não 
existe um direito definitivo ao mínimo existencial. 
D) Em virtude de a dogmática e a teoria jurídica dos direitos sociais, culturais e econômicos expressarem 
uma metodologia vaga ou mesmo indeterminada, a teoria da ciência, por meio de tons caricaturais, conferiu-
lhe o apelido de “metodologia fuzzy”. Traduz-se, na verdade, em forte censura aos juristas, no sentido de 
que estes, na abordagem dos complexos problemas dos direitos sociais, culturais e econômicos, não sabem 
o que dizem. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A respeito do tema é possível extrair o fuzzy na obra de Pedro Lenza (21° edição, pag 1270) ao fazer 
referência de Canotilho que entende a metodologia utilizada pelos juristas como uma censura porque os 
juristas não sabem aquilo que falam a respeito das problemáticas sociais e culturais. Ainda é um assunto 
pendente na Corte. 
62. (2019/Instituto Consulplan/MPE-SC/Promotor de Justiça) Os direitos fundamentais são bens e 
vantagens prescritos na norma constitucional, ao passo que as garantias fundamentais são os 
instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos direitos, destacando-se que a 
garantias nem sempre estarão nas regras definidas constitucionalmente como remédios 
constitucionais. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
119 
175 
Comentários: 
Gabarito: C 
Os direitos fundamentais são as normas declaratórias e as garantias são normas assecuratórias, ou seja, esta 
última são mecanismos adequados que possibilitam exigir do Estado à fruição daquele direito violado. 
63. (2019/MPE-PR/MPE-PR/Promotor Substituto) Sobre direitos fundamentais, é correta a afirmação: 
A) A caracterização de um direito como fundamental não é determinada apenas pela relevância do bem 
jurídico tutelado por seus predicados intrínsecos, mas também pela relevância que é dada a esse bem 
jurídico pelo constituinte, mediante atribuição da hierarquia correspondente (expressa ou implicitamente) 
e do regime jurídico-constitucional assegurado às normas de direitos fundamentais. 
B) O princípio da universalidade significa que todas as pessoas, pelo fato de serem pessoas, são titulares dos 
direitos fundamentais consagrados na Constituição, sendo ilegítima qualquer distinção entre nacionais e 
estrangeiros. 
C) O desfrute dos direitos fundamentais por parte dos brasileiros depende da efetiva residência em território 
brasileiro, pois a titularidade não depende exclusivamente do vínculo jurídico da nacionalidade. 
D) As pessoas jurídicas de direito público são titulares de direitos fundamentais apenas de cunho processual 
(por exemplo, o contraditório e a ampla defesa), sendo incompatíveis com sua natureza direitos de natureza 
estritamente material. 
E) Por serem dotadas de eficácia plena e de aplicabilidade direta, as normas de direitos fundamentais não 
estão sujeitas à regulamentação, sendo imunes à imposição de restrições e limitações. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A)Correta. 
B)Errada. A universalidade abrange aos brasileiros e estrangeiros, mas o direito em si não ampara a todos 
em razão das prerrogativas e peculiaridades que cada pessoa possui. Por exemplo, estrangeiro não possuem 
direitos políticos no Brasil. 
C)Errada. Não é requisito para os nacionais a fruição dos direitos fundamentais, a residência em território 
brasileiro. Não é o que o texto Constitucional trás. O STF firmou entendimento fundamentado no principio 
da dignidade da pessoa humana no sentido de que estrangeiros não residentes e apátridas gozam dos 
direitos fundamentais. 
D)Errado. As pessoas jurídicas podem exercer outros direitos como, por exemplo: STJ súmula nº 227 - "A 
pessoajurídica pode sofrer dano moral”. 
E)Errada. Os direitos fundamentais possuem aplicabilidade imediata ( art 5, § 1º da CF/88), no entanto, é 
importante que se diga que determinados direitos necessitam de um mandado de otimização para que se 
ocorra o exercício pleno como por exemplo as A norma de eficácia limitada é o art. 37, inciso VII, da CF/88, 
que trata do direito de greve dos servidores públicos. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
120 
175 
Procurador 
64. (2018/IDECAN/IPC - ES - Procurador Previdenciário) A noção de “mínimo existencial” compreende um 
complexo de prerrogativas cuja concretização se revela capaz de garantir condições adequadas de 
existência digna, assegurando, à pessoa humana, acesso efetivo ao direito geral de liberdade e, 
também, a prestações positivas do Estado, tais como o direito à educação, à saúde, à moradia, à 
alimentação, à segurança, dentre outros. Nesse cenário, analise os itens abaixo: 
I. Mesmo nas demandas de saúde com risco de morte, a cláusula da reserva do possível deve ser aplicada 
pelo Poder Judiciário, já que os recursos orçamentários são limitados. 
II. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a possibilidade de o Poder Judiciário, diante de 
situações graves, que demandem o reconhecimento do mínimo existencial, ordenar, em favor do paciente, 
o fornecimento gratuito de medicamento pelo Sistema Único de Saúde. 
III. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não estão obrigados a executar as políticas públicas 
decorrentes de normas constitucionais de eficácia plena, limitada ou de conteúdo programático. 
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns): 
A) Apenas I. 
B) Apenas II. 
C) Apenas III. 
D) Apenas I e II. 
Comentários: 
Gabarito: B 
I – Errado. O direito à saúde é abrangido pelo princípio do mínimo existencial, que limita a cláusula da reserva 
do possível. Não pode o Estado deixar de assegurar o mínimo necessário à preservação da dignidade 
humana. Portanto, cabe ao Judiciário ordenar aos Poderes Públicos os meios que garantam a manutenção 
da vida. 
II – Certo. Conforme pacificado pelo STF, o Poder Judiciário pode, sem que se configure violação ao princípio 
da separação dos poderes, determinar a implantação de políticas públicas voltadas à área da saúde. 
III – Errado. Tanto a doutrina como a jurisprudência do STF entendem que os entes federativos possuem 
responsabilidade solidária pela saúde. Além disso, o fato de as normas programáticas dependerem de 
concretização do Poder Público para serem efetivadas não quer dizer que não possuam eficácia. São normas 
dotadas de imperatividade constitucional, impondo-se, portanto, aos órgãos públicos. 
65. (2018/IDHTEC/CRQ - 19ª Região (PB)/Advogado) Os direitos fundamentais são tradicionalmente 
classificados pela Doutrina Majoritária em três gerações, referindo-se aos momentos de evolução 
histórica no qual surgiram. Tendo isto em vista, a única alternativa que apresenta a correta 
correspondência entre o direito indicado e a geração à qual pertence é: 
A) Direito de propriedade – Segunda Geração 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
121 
175 
B) Direito de associação – Terceira Geração 
C) Direito à educação – Primeira Geração 
D) Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – Terceira Geração. 
E) Direito à locomoção – Segunda Geração 
Comentários: 
Gabarito: D 
A) Errado. Direito de propriedade pertence à primeira geração. 
B) Errado. Direito de associação pertence à primeira geração. 
C) Errado. Direito à educação pertence à segunda geração 
D) Certo. 
E) Errado. Direito à locomoção pertence à primeira geração. 
66. (2018/FGV/AL-RO/Advogado) O juiz de direito, ao fundamentar uma decisão, afirmou que os direitos 
fundamentais, além de criarem situações jurídicas favoráveis a pessoas em particular, também 
estabelecem diretrizes para a atuação das estruturas estatais de poder. 
O aspecto dos direitos fundamentais suscitado pelo juiz de direito é expressão 
A) da concepção subjetiva dos direitos fundamentais. 
B) da perspectiva objetiva dos direitos fundamentais. 
C) da eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
D) dos direitos de primeira dimensão. 
E) do formalismo constitucional. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Errado. A concepção subjetiva dos direitos fundamentais está ligada a exigência por parte de indivíduos, 
titulares desses direitos, de não intervenção estatal em sua liberdade individual. 
B) Certo. A perspectiva objetiva dos direitos fundamentais diz respeito à compreensão dos direitos 
fundamentais como critérios de controle da ação estatal, estabelecendo diretrizes para a atuação dos 
poderes públicos e para as relações entre particulares. É o que se conhece como eficácia irradiante dos 
direitos fundamentais. 
C) Errado. A eficácia horizontal dos direitos fundamentais refere-se à aplicação desses direitos nas relações 
privadas (particulares) e não apenas entre Estado e particular. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
122 
175 
D) Errado. Direitos de primeira geração correspondem a direitos negativos, políticos e civis, caracterizados 
pela exigência de uma abstenção por parte do Estado. 
E) Errado. O formalismo constitucional funciona como uma garantia de liberdade do cidadão contra a 
arbitrariedade dos órgãos públicos e como proteção dos excessos de uma parte em relação à outra, 
buscando-se o equilíbrio formal. 
67. (2018/CESPE/PGE-PE/Procurador do Estado) Os direitos destinados a assegurar a soberania popular 
mediante a possibilidade de interferência direta ou indireta nas decisões políticas do Estado são 
direitos 
A) políticos de primeira dimensão. 
B) políticos de terceira dimensão. 
C) políticos de segunda geração. 
D) sociais de segunda geração. 
E) sociais de primeira dimensão. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) Certo. Direitos de primeira dimensão abrangem liberdades públicas, assim como direitos individuais, civis 
e políticos. 
B) Errado. Direitos políticos pertencem à primeira dimensão. 
C) Errado. Direitos políticos pertencem à primeira dimensão. 
D) Errado. O caso em questão diz respeito a um direito político de primeira dimensão. 
E) Errado. Direitos sociais pertencem à segunda dimensão. 
68. (2018/VUNESP/Prefeitura de São Bernardo do Campo/Procurador) A respeito dos direitos 
fundamentais, assinale a alternativa correta. 
A) Historicidade, universalidade, ilimitabilidade, irrenunciabilidade e imprescritibilidade são algumas das 
características dos direitos fundamentais. 
B) À aplicação dos direitos fundamentais nas relações entre os particulares e o Poder Público dá-se o nome 
de eficácia externa ou objetiva dos direitos fundamentais. 
C) Segundo a teoria dos quatro status de Jellinek, no status positivo o indivíduo possui o poder de influenciar 
na formação da vontade do Estado, por meio do exercício dos direitos políticos. 
D) Por afrontar o direito à liberdade de expressão previsto na Constituição, é inconstitucional dispositivo que 
proíbe, no âmbito da programação das emissoras de radiodifusão comunitária, a prática de proselitismo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
123 
175 
E) As entidades associativas, ainda que não expressamente autorizadas, têm legitimidade parade Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
8 
175 
Quando não for possível estabelecer uma cláusula de exceção, a contradição entre regras deve 
ser resolvida por meio da aplicação do critério hierárquico ou do critério da especialidade. 
Evidentemente, se houver contradição entre uma norma constitucional e uma infralegal, a primeira deverá 
prevalecer, dada a superioridade hierárquica da Constituição (lex superior derogat inferior). Se houver 
contradição entre uma regra geral e uma específica, a segunda deverá ser sobressaltada (lex generalis non 
derogat speciali). Para ilustrar, tomemos a competência do tribunal do júri para julgar crimes dolosos contra 
a vida. Suponhamos que a Constituição de São Paulo tenha dado ao Tribunal de Justiça a competência para 
julgar o Diretor da Polícia Civil por crime comum. Se a referida autoridade praticar um crime doloso contra a 
vida, será submetida ao júri popular, porque a competência deste foi dada pela Constituição Federal e a 
daquele apenas pela Constituição estadual (critério hierárquico). Por outro lado, caso o Presidente da 
República, nesta qualidade, pratique um crime doloso contra a vida, não será julgado pelo júri, mas pelo 
Supremo Tribunal Federal, como determina o artigo 102, I, b, da Constituição Federal (critério da 
especialidade). 
Agora, é possível que ocorram conflitos de segundo grau, que são aqueles que envolvem a aplicação 
simultânea de mais de um critério. Vejamos: 
1. Norma constitucional anterior versus norma legal posterior: no caso, temos os critérios 
hierárquico e cronológico. Deve sempre prevalecer o critério hierárquico. 
2. Norma geral de lei anterior versus norma específica de lei posterior: estão presentes os 
critérios especialidade e cronológico. No geral, deve prevalecer o critério da especialidade; 
todavia, será preciso analisar o caso concreto. 
3. Norma constitucional geral versus norma legal específica: no caso, são encontrados os critérios 
hierárquicos e especialidade. Deve prevalecer o critério da hierarquia. 
3 – CONFLITO ENTRE PRINCÍPIOS 
Os princípios, diferentemente das regras, não são incompatíveis entre si; antes, são concorrentes. A colisão 
de princípios não provoca antinomias jurídicas. Igualmente, a aplicação de um não implica a exclusão do 
outro. 
O conflito entre princípios deve ser resolvido, no caso concreto, conforme as circunstâncias fáticas e 
jurídicas, por meio da ponderação dos bens jurídicos envolvidos. 
Ao se analisar a situação fática, será preciso identificar quais as normas possíveis de serem aplicadas ao caso 
e, posteriormente, definir o peso de cada princípio envolvido, a fim de que a ponderação seja feita. 
Com efeito, a ponderação deve estar pautada sempre na presunção de constitucionalidade das leis; no 
respeito à separação de Poderes, de modo a se garantir as escolhas feitas pelos órgãos administrativos e 
legislativos; e no princípio democrático. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
9 
175 
A regra resultante de uma ponderação de princípios deve ser generalizável e aplicável a outros casos, para 
simplificar os casos complexos. 
Para ilustrarmos, tomemos como exemplos direitos fundamentais, que têm natureza de princípios e não 
de regras. O Supremo Tribunal Federal, na Reclamação nº240-1/DF, ao fazer a ponderação dos bens jurídicos 
envolvidos, diante de um conflito entre intimidade e honra, assegurou a honra. O caso foi de uma cantora 
mexicana que estava presa na carceragem da Polícia Federal, a aguardar a decisão acerca de sua extradição. 
Na ocasião, a cantora alegou ter sido estuprada por mais de sessenta pessoas, dentre policiais e outros 
presos. Como consequência da violência sofrida, teria engravidado. Os policiais alegaram inocência e para a 
defesa da própria honra, todos se prontificaram a fazer o exame de DNA. Por outro lado, a mexicana se 
recusou, sob alegação de intimidade. Na decisão, o STF permitiu o uso de fios de cabelo da extraditanda e, 
logo após o parto, de sua placenta, para a retirada de material genético. Note: houve a relativização do 
direito de intimidade em favor do direito à honra. 
4 – CONFLITO ENTRE REGRAS E PRINCÍPIOS 
As regras legais ou constitucionais são frutos do sopesamento de princípios, pois quando de sua elaboração, 
o legislador decide quais fatos são relevantes e como as razões por eles evidenciadas devem ser equilibradas. 
Os princípios são os fundamentos das regras, razão por que estas são interpretadas com base naqueles (os 
princípios). Assim, ora as regras alcançam maior incidência, ora menor aplicação. 
Nos casos em que regras e princípios, se aplicados simultaneamente, levarem a resultados distintos, o que 
deverá prevalecer? Depende. Se estiverem num mesmo plano, a regra afasta o princípio, já que não pode o 
intérprete substituir o legislador. Por outro lado, se houver conflito entre princípios e regras de planos 
diferentes, a regra só será afastada se manifestamente inconstitucional ou em situações excepcionais que 
não poderiam ter sido previstas pelo legislador. 
 
Regra X Regra
• Conflito de primeiro grau 
é resolvido por meio de 
uma cláusula de exceção 
ou pela aplicação do 
critério hierárquico ou do 
critério da especialidade
Princípio X Princípio
• Conforme o caso 
concreto, faz-se a 
ponderação dos bens 
jurídicos envolvidos.
Regras X Princípios
• Se estiverem num mesmo 
plano, prevalecem as 
regras;
• Se estiverem em planos 
diferentes, prevalecem os 
princípios constitucionais.
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
10 
175 
 
(2020/CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/Promotor) Acerca de regras e princípios, consoante Robert Alexy, 
assinale a opção correta. 
A) Entre regras há colisão; entre princípios, conflito. 
B) O sopesamento pode solucionar a colisão entre princípios. 
C) A colisão entre princípios ocorre na dimensão da validade. 
D) Quando há colisão entre princípios, um deles será invalidado. 
E) Quando há conflito entre regras, uma delas deverá, necessariamente, ser invalidada. 
Comentários: 
Gabarito: B 
Letra a: errada. Entre as regras, pode haver conflito, mas entre princípios, colisão. 
Letra b: certa. O sopesamento (ou ponderação) é técnica destinada a resolver conflitos entre princípios, 
para promover, na medida do possível, uma realização otimizada dos bens jurídicos em confronto. 
Letra c: errada. A colisão de princípios se dá no campo da aplicabilidade e não da validade. 
Letra d: errada. Segundo Alexy, princípio é mandado de otimização, cumprido em maior ou menor 
proporção. Na hipótese de concorrência entre princípios, aplica-se a ponderação, de modo que não se 
fala de invalidação. 
Letra e: errada. No conflito entre regras, há a possibilidade de explicar uma cláusula de exceção. 
(PGE-MS/Procurador do Estado) Sobre as normas constitucionais e infraconstitucionais indique a 
alternativa incorreta: 
A) Sendo quase inevitável que diante da vagueza de normas constitucionais a ideologia ou visão de 
mundo do intérprete constitucional influencie o processo interpretativo, como Procurador do Estado, 
cabe ao técnico deferência ao resultado das urnas. 
B) Regras legais infraconstitucionais manifestam o resultado da ponderação de princípios 
constitucionais empreendida por um dos intérpretes mais legítimos da juridicidade. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
11 
175representar 
seus filiados judicial ou extrajudicialmente. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A) Errado. Os direitos fundamentais não são ilimitados. 
B) Errado. A relação entre os particulares e o Poder Público é caracterizada pela eficácia vertical, pública ou 
interna dos direitos fundamentais. 
C) Errado. Segundo a teoria dos quatro status de Jellinek, no status ativo o indivíduo possui o poder de 
influenciar na formação de vontade do Estado. 
D) Certo. Foi o que decidiu o plenário do STF quando julgou procedente a ADI 2566. 
E) Errado. As entidades associativas necessitam de expressa autorização para representar seus filiados 
judicial ou extrajudicialmente (art. 5°, XXI). 
69. (2018/CESPE/PGE-PE/Procurador do Estado) Considere as duas afirmações a seguir. 
I Em um processo judicial, o Estado deve assegurar a observância do contraditório e da ampla defesa. II Nas 
relações entre a imprensa e os particulares, a imprensa deve observar o direito à honra, sob pena de 
consequências como direito de resposta e indenização por dano material ou moral. 
As afirmações I e II contemplam situações que exemplificam a 
A) eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
B) eficácia externa dos direitos fundamentais. 
C) eficácia diagonal dos direitos individuais. 
D) eficácia vertical e a eficácia horizontal dos direitos individuais, respectivamente. 
E) eficácia externa e a eficácia vertical dos direitos individuais, respectivamente. 
Comentários: 
Gabarito: D 
A) Errado. A afirmação I refere-se à eficácia vertical dos direitos fundamentais. 
B) Errado. A afirmação I refere-se à eficácia interna (vertical) dos direitos fundamentais. 
C) Errado. A afirmação I refere-se à eficácia vertical dos direitos fundamentais e a II refere-se à eficácia 
horizontal desses direitos. 
D) Certo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
==192dcc==
 
 
 
 
 
124 
175 
E) Errado. A afirmação I refere-se à eficácia interna (vertical) dos direitos fundamentais e a II refere-se à 
eficácia externa (horizontal) desses direitos. 
70. (2017/FAFIPA/Fundação Araucária – PR/Advogado) Conforme a teoria dos direitos fundamentais, 
assinale a alternativa CORRETA. 
A) Os direitos de primeira geração caracterizam-se por uma dimensão positiva ou liberdades positivas, 
exigindo uma prestação positiva por parte do Estado. 
B) Os direitos de primeira geração são considerados direitos de defesa, direitos do indivíduo frente ao Estado, 
caracterizando-se pela abstenção do Estado e por direito de liberdade do indivíduo. 
C) Os direitos de segunda geração são direitos de fraternidade ou solidariedade, tendo como objetivo a 
proteção da coletividade. 
D) Os direitos de terceira geração correspondem aos direitos civis e políticos, caracterizam-se por liberdades 
positivas, exigindo prestação positiva por parte do Estado. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Errado. Os direitos de primeira geração caracterizam-se por uma dimensão negativa ou liberdades 
negativas, exigindo uma abstenção do Estado. 
B) Certo. 
C) Errado. Os direitos de segunda geração são direitos de igualdade, exigindo prestação positiva por parte 
do Estado. 
D) Errado. Os direitos de terceira geração são direitos de fraternidade e correspondem aos direitos da 
coletividade e da humanidade, tais como direito ao meio ambiente, à paz, ao patrimônio. 
71. (2017/BANPARÁ/Advogado) Sobre os Direitos Humanos e acerca dos Direitos Fundamentais é 
CORRETO afirmar que: 
A) Os Direitos Fundamentais são absolutos no sentido de que, devido sua importância, não podem sofrer 
quaisquer limitações válidas. 
B) Pela teoria dos “custos dos direitos”, desenvolvida por Cass Sunstein e Stephen Holmes, apenas a proteção 
dos denominados Direitos de 1º geração não implicaria em um custo econômico para o Estado. Tratar-se-
iam (os Direitos de 1ª geração) de Direitos negativos, ou seja, sua proteção estaria condicionada apenas a 
um não fazer estatal. 
C) Acerca do aborto, o Supremo Tribunal Federal, em recente julgado de sua 1ª Turma, afirmou ser 
necessário conferir interpretação conforme a Constituição aos arts. 124 a 126 do Código Penal (que tipificam 
o crime de aborto) para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada 
no primeiro trimestre do período gestacional. 
D) Acerca das denominadas ações afirmativas, o Supremo Tribunal Federal deixou assentado, no caso das 
universidades públicas, que a metodologia de seleção diferenciada pode levar em consideração critérios 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
125 
175 
étnico-raciais ou socioeconômicos, de modo a assegurar que a comunidade acadêmica e a própria sociedade 
sejam beneficiadas pelo pluralismo de ideias. Decidiu, ainda, o mesmo STF, que as vantagens decorrentes 
das Ações Afirmativas poderiam perdurar indefinidamente no tempo. 
Comentários: 
Gabarito: C 
A) Errado. Os direitos fundamentais não são absolutos, de modo que podem sofrer restrições, desde que 
seja preservado seu núcleo essencial. 
B) Errado. A teoria dos “custos dos direitos” ratifica que todas as dimensões dos direitos fundamentais 
possuem custos públicos, mesmos os negativos de primeira geração, pois todos eles podem exigir prestações 
estatais. 
C) Certo. É o que dispõe o informativo 849 do STF. 
D) Errado. As vantagens decorrentes das Ações Afirmativas não podem perdurar indefinidamente no tempo, 
porque, segundo o STF, podem configurar nova desigualdade. Logo, devem durar enquanto há necessidade 
de compensar uma desigualdade sofrida por certo grupo de indivíduos que foi marginalizado em 
determinada época. 
72. (2017/FMP Concursos/PGE-AC/Procurador do Estado) A CF/88 contempla verdadeiro sistema de 
direitos fundamentais que se caracteriza, dentre outras circunstâncias, pela previsão expressa de 
normas de sistematização que disciplinam a aplicação dos direitos fundamentais em espécie; quanto 
às normas de sistematização, é correto afirmar que 
A) independentemente de qualquer intervenção legislativa, nos termos do art. 5°, § 1°, as normas jus 
fundamentais são aptas a produzir todos os seus efeitos a partir da mera previsão expressa no texto 
constitucional. 
B) os brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil, tal como previsto no caput do art. 5°, são, em 
igualdade de condições, sujeitos dos direitos fundamentais. 
C) os turistas, assim como as pessoas jurídicas, não contemplados no caput do art. 5° não são sujeitos de 
quaisquer direitos fundamentais. 
D) pessoas jurídicas não são sujeitos de direitos fundamentais. 
E) direito humano internalizado no ordenamento pátrio como direito fundamental, não obstante permissivo 
expresso no art. 5°, LXVII, impede a prisão civil do depositário infiel por dívida. 
Comentários: 
Gabarito: E 
A) Errado. Não se pode confundir aplicação com aplicabilidade. O termo aplicação disposto no art. 5°, § 1° 
quer dizer que, uma vez existentes, os direitos fundamentais podem ser exigidos do Estado. Porém, a 
questão se refere à aplicabilidade, termo que diz respeito à eficácia das normas constitucionais e, dessa 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
126 
175 
forma, há, por exemplo, as normas de eficácia limitada, as quais necessitam de regulamentação para 
produzirem todos os seus efeitos. 
B) Errado. Apesar de titulares de direitos fundamentais, brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil não os 
possuem em igualdade de condições. Há entre outros, exemplos dedireitos políticos, como o caso do voto, 
que só são exercidos por brasileiros, de vedações absolutas para brasileiros, como o caso da extradição, que 
pode ser aplicada a estrangeiros 
C) Errado. É firme o entendimento, entre doutrina e jurisprudência, de que turistas e pessoas jurídicas são 
titulares de direitos fundamentais. 
D) Errado. Pessoas jurídicas são sujeitas de alguns direitos fundamentais como, por exemplo, direitos de 
imagem e de propriedade. 
E) Certo. Apesar de autorizada pela CF, a prisão civil do depositário infiel perdeu a eficácia desde a 
internalização do Pacto de San José da Costa Rica, que foi recebido como norma supralegal, revogando todas 
as regulações infraconstitucionais a respeito dessa modalidade de prisão. Entendimento esse já pacificado 
pelo STF na Súmula Vinculante n° 25. 
73. (2016/IBEG/Prefeitura de Guarapari – ES/Procurador Municipal) Como afirmava o saudoso professor 
Norberto Bobbio: “os direitos do homem, por mais fundamentais que sejam, são direitos históricos, 
ou seja, nascidos em certas circunstâncias, caracterizadas por lutas em defesa de novas liberdades 
contra velhos poderes, e nascidos de modo gradual, não todos de uma vez e nem de uma vez por 
todas”. Assim, acerca da Teoria dos Direitos Fundamentais, marque a alternativa incorreta: 
A) Pode-se afirmar que os direitos fundamentais são uma construção histórica, isto é, a concepção sobre 
quais são os direitos considerados fundamentais varia de época para época e de lugar para lugar. Que o que 
parece fundamental numa época histórica e numa determinada civilização não é fundamental em outras 
épocas e em outras culturas. 
B) No sistema constitucional brasileiro pode-se dizer que há direitos ou garantias fundamentais que se 
revistam de caráter absoluto. 
C) Via de regra os direitos fundamentais são imprescritíveis, inalienáveis e indisponíveis, sendo permitidas 
algumas exceções, desde que não afetem a dignidade humana. 
D) Pode-se dizer que os direitos fundamentais se aplicam não só nas relações entre o Estado e o cidadão 
(eficácia vertical), mas também nas relações entre os particulares-cidadãos (eficácia horizontal). 
E) Os direitos de terceira geração, também conhecidos como direitos metaindividuais, têm como exemplos: 
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito à paz, ao desenvolvimento, direitos dos 
consumidores. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Certo. A historicidade é característica intrínseca dos direitos fundamentais. 
B) Errado. Não há, no sistema constitucional brasileiro, direitos ou garantias fundamentais absolutos. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
127 
175 
C) Certo. Há algumas exceções como é o caso de direitos de cunho patrimonial (ex: propriedade), que podem 
ser renunciados, e de direitos de propriedade e indenização por danos morais, que podem ser prescritíveis. 
D) Certo. O Brasil adota a Teoria da eficácia direta e imediata dos direitos fundamentais, a qual dispõe que 
eles são aplicados a todas as relações privadas (particulares). 
E) Certo. 
74. (2020/IPEFAE/Prefeitura de Águas da Prata – SP/Advogado) Os direitos e garantias fundamentais têm 
como destinatários diretos os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e têm como destinatários 
indiretos o povo brasileiro, que é receptor da aplicação do texto constitucional. Neste contexto, tanto 
os estrangeiros residentes quanto os passantes fazem jus aos direitos fundamentais, no limite da 
soberania do Estado brasileiro. Com relação aos direitos fundamentais, assinale a alternativa correta: 
A) A teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais, de origem alemã, defende a aplicação dos 
direitos fundamentais nas relações entre os particulares, sendo que o Poder Judiciário brasileiro já a utilizou, 
por exemplo, em relação às cooperativas de plano de saúde não poderem exigir fidelidade associativa dos 
médicos que compõem seu quadro social. 
B) O direito à vida é protegido no Brasil sob um triplo aspecto, ou seja, protege-se o direito de nascer com 
vida, o direito de subsistir ou de sobreviver e o direito à morte digna, sendo que este último autoriza 
hipóteses de eutanásia no Brasil como forma de manutenção da dignidade de pessoa com moléstia incurável 
ou gravemente enferma. 
C) A possibilidade de aborto do feto anencéfalo foi apreciada pelo STF através de ADPF ajuizada pela 
Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, situação em que se pleiteou interpretação conforme à 
Constituição Federal sem redução de texto para que o profissional da saúde pudesse negar, de plano, os 
pedidos de aborto dos fetos com anencefalia, mesmo que atestada por médico habilitado. 
D) A pena de morte é a pena capital consistente em retirar a vida do criminoso pelo seu alto grau de 
periculosidade ou gravidade do delito praticado e a sua aplicação é proibida no Brasil, mesmo em caso de 
guerra declarada, pois eventual aplicação violaria a proteção absoluta do direito à vida. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) É a correta. A alternativa refere às relações entre particulares. 
B) Errada. O direito a vida é apresentado na doutrina sobre dois vieses. Primeiro é o direito de continuar 
vivo (acepção negativa) e em segundo, o direito a uma vida digna (acepção positiva) que está intimamente 
à dignidade da pessoa humana, que se refere por ser um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
A respeito da eutanásia, embora se tenha posicionamentos divergentes por questões religiosas, ideológicas, 
principalmente por ser um Estado laico. Então, é importante que se diga que a Eutanásia no Brasil é 
considerada crime, tornando assim, a questão errada. 
C)Errada. É inconstitucional interpretação de a interrupção da gravidez de feto anencéfalo ser conduta 
tipificada nos artigos 124, 126 e 128, incisos I e II, do Código Penal. (...) (ADPF 54, Relator(a): MARCO 
AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 12/04/2012) 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
128 
175 
D)Somente há pena de morte na situação de guerra declarada na forma da lei (art. 5º · XLVII), o que não 
retrata nesta alternativa da questão. Outro erro é afirmar que a proteção à vida é um direito absoluto, o que 
não é verdade. Os direitos fundamentais são dotados relativização a depender do caso concreto. 
75. (2020/IPEFAE/Prefeitura de São João da Boa Vista – SP/Procurador) Veja a charge de Miguel Paiva, 
publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 05/10/1988: 
 
Considerando a teoria e efetividade dos direitos e garantias fundamentais no Brasil, bem como a temática 
da charge, assinale a opção correta: 
A) A Constituição Federal brasileira de 1988 prevê que as normas definidoras dos direitos e garantias 
fundamentais têm aplicação imediata, mas uma parcela dos cidadãos brasileiros não consegue ter acesso 
sequer aos direitos mais básicos. 
B) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados pelo processo 
legislativo ordinário serão equivalentes às emendas constitucionais e terão eficácia plena e imediata a todos 
os brasileiros. 
C) Direitos fundamentais de primeira dimensão contemplam os direitos econômicos, sociais e culturais, 
sendo exemplos a liberdade religiosa e o direito de associação. 
D) Direitos e garantais fundamentais são termos sinônimos, referindo-se a bens e vantagens que os cidadãos 
brasileiros, destinatários diretos dos direitos e garantias fundamentais, podem receber do Estado. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) Correta. É o intitulado pela doutrina de principio do mínimo existencial em que é garantida uma vida 
digna, tais como alimentação, educação e dentre outros. Emboraa Constituição contenha dispositivo legal 
expressando que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais possuem aplicação imediata 
conforme o art 5, § 1º da CRFB/88, ainda assim é necessário um agir do Estado com medidas concretas para 
efetivar tais direitos. 
b) Está errada, pois os Tratados de Direitos Humanos aprovados pelo rito ordinário possui status supralegal. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
129 
175 
c) Errada. Faz referência aos direitos de segunda geração. 
d) Errada. Direitos e garantias não são termos sinônimos. Enquanto aqueles são disposições declaratórias 
que expressa uma vantagem, estas últimas são disposições assecuratórias em que são utilizados como 
instrumentos para viabilizar tais direitos violados por meio dos chamados remédios constitucionais. 
76. (2019/FAFIPA/CREA-PR/Advogado) Os direitos fundamentais da 1ª dimensão marcam a passagem de 
um Estado autoritário para um Estado de Direito e, nesse contexto, o respeito às liberdades individuais, 
em uma verdadeira perspectiva de absenteísmo estatal. Sobre os direitos fundamentais de 1ª 
dimensão, é considerado um documento histórico da 1ª dimensão de direitos fundamentais: 
A) Bill of Rights (1688). 
B) Constituição do México de 1917. 
C) Constituição do Brasil de 1934. 
D) Tratado de Versales, 1919 (OIT). 
E) Bill of Trues (1969). 
Comentários: 
Gabarito: A 
A letra “a” é a que corresponde ao direito fundamental de 1° dimensão. 
Nas alternativas “b”, “c” e “d” são direitos fundamentais de 2° dimensão. 
77. (2019/INSTITUTO PRÓ-MUNICÍPIO/Prefeitura de Massapê – CE/Procurador) Sob à luz da Constituição 
Federal, ao ter como base a Declaração Universal dos Direitos Humanos, criou os direitos 
fundamentais, e estes possuem características próprias, como a vedação da renúncia de tais direitos e 
a universalidade destes. Assim, regem a sociedade como um todo, servindo de norte para as normas 
que surgem da Constituição ou que nela visam se enquadrar. Com base neste enunciado, analise as 
seguintes afirmativas e marque a opção correta: 
I. Os direitos da primeira geração, ou primeira dimensão, são os inerentes aos Direitos de Igualdade, como 
na proteção ao trabalho contra o desemprego, direito à educação no combate ao analfabetismo, à inserção 
na cultura, garantia da saúde; 
II. O direito a reunião é considerado amplo e universal, porém encontra limites na legislação. Estes podem 
dizer respeito, inclusive, quanto à legalidade do que se pretende discutir, encontrar ou manifestar, como no 
caso de manifestação à favor das drogas, que encontra óbice quanto à legalidade do caráter da reunião, 
sendo considerado um ato ilícito; 
III. Todo ser humano já nasce com direitos e garantias, não podendo estes ser considerados como uma 
concessão do Estado. 
Marque a opção correta: 
A) Estão incorretas as afirmativas I e III, apenas; 
B) Está incorreta a afirmativa II, apenas; 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
130 
175 
C) Está correta a afirmativa III, apenas; 
D) Estão corretas as afirmativas I e II, apenas. 
Comentários: 
Gabarito: C 
Item I Errada. A alternativa refere-se aos direitos de segunda dimensão. 
Item II Errado. A existência do direito de reunião está LIMITADA aos seguintes elementos: 1) elemento 
teleológico; 2) finalidade pacífica; 3) ausência de armas; 4) prévio aviso às autoridades competentes. A 
suprema corte teve decisão (ADPF 187) em que considerou legitimo a manifestação da chamada “Marcha da 
Maconha”, que a tal reunião “não se confunde com incitação à pratica de delito nem se identifica com 
apologia do fato criminoso. 
Item III correto. Os direitos fundamentais possuem caráter universal, ou seja, basta ser humano, ou seja, 
abarca todos os indivíduos independente de nacionalidade, sexo, idade, etnia, credo ou ideologias. 
78. (2019/SELECON/Empresa Cuiabana de Saúde Pública – MT/Advogado) No percurso para garantir 
direitos e garantias para toda a sociedade, podem ser admitidos no âmbito da interpretação do 
princípio da isonomia, algumas diferenciações. Nesse tema, seguindo a jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal, admite-se lei que estabelece: 
A) sistema de cotas por etnia 
B) discriminação negativa de gênero 
C) remuneração genérica inferior ao salário mínimo 
D) exclusão de direitos previdenciários para determinado segmento profissional 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) Correta. É a chamada igualdade material, por meio de ações afirmativas que “tratar desigualmente os 
desiguais, na medida de sua desigualdade”. Como exemplo podemos citar uma decisão da Suprema Corte. 
“É constitucional a reserva de 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos 
efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública direta e indireta.” STF. Plenário. ADC 
41/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 8/6/2017 (Info 868). 
B) Errada. Está incorreta, pois mencionou descriminação negativa, pois o correto seria descriminação 
positiva. 
C)Errada. A remuneração não pode ser inferior ao mínimo. 
D)Errada. Ao mencionar “exclusão” já torna a questão incorreta, pois igualdade material é equivaler os 
desiguais conforme as suas desigualdades. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
131 
175 
79. (2019/VUNESP/SERTPREV – SP/Procurador Jurídico) Nos termos da doutrina, é correto afirmar que as 
garantias fundamentais em sentido amplo 
A) geram o chamado dever de proteção e exigem que o Estado leve em conta os direitos humanos envolvidos 
antes de adotar determinada conduta. 
B) são aquelas que têm como função exigir do Estado que estruture órgãos e corpo institucional apto, por 
sua competência e atribuição, a oferecer bens ou serviços indispensáveis à efetivação dos direitos humanos. 
C) equivalem à criação de medidas específicas de combate à inércia do Estado em legislar, como ocorreu no 
Brasil com a criação do mandado de injunção e da ação direta de inconstitucionalidade por omissão. 
D) têm como consequência inicial a transformação dos direitos humanos em um escudo contra o poder 
estatal, concretizando exigências de abstenção, derrogação e até mesmo anulação de atos do Estado. 
E) consistem em um conjunto de meios de índole institucional e organizacional que visa assegurar a 
efetividade e a observância dos direitos humanos. 
Comentários: 
Gabarito: E 
Garantias fundamentais são mecanismos que viabilizam a fruição de um direito violado. A alternativa que 
mais se aproxima do conceito da questão é a letra E. 
80. (2019/VUNESP/Câmara de Mauá – SP/Procurador Legislativo) Sobre a chamada doutrina da “reserva 
do possível”, é correto afirmar, com base na legislação nacional, que 
A) se trata de doutrina desenvolvida originalmente no direito brasileiro, a partir da aplicação no direito 
financeiro da chamada “inexigibilidade de conduta diversa”, inicialmente empregada no direito penal. 
B) consiste em defesa subsidiária do Poder Público contra ações movidas por descumprimento de direitos 
fundamentais previstos na Constituição que demandem, para sua plena eficácia, prestações positivas por 
parte do Estado, quando o seu descumprimento se dê por motivo de demonstrada e justificada escassez de 
recursos. 
C) encontra expressa previsão na lei de responsabilidade fiscal, na medida em que esta prevê a 
impossibilidade absoluta de realização de gastos acima da previsão de ingresso de recursos no próprio 
exercício fiscal. 
D) podeser invocada sempre que houver comprometimento grave do núcleo básico que qualifica o mínimo 
existencial, de modo a justificar o inadimplemento de deveres estatais de prestação constitucionalmente 
impostos ao poder público. 
E) encontrava expressa previsão na Constituição Federal de 1967 com Emenda Constitucional no 1 de 1969, 
tendo sido rejeitada pelo constituinte de 1988, que deixou de repetir os artigos constitucionais que lhe 
davam amparo em matéria financeira. 
Comentários: 
Gabarito: B 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
132 
175 
A) Errada. A teoria da reserva do possível teve sua origem no Tribunal Constitucional Alemã na década de 70 
do século XX, conhecido como numerus clausus. 
B) É a correta. 
C)Errada. Não há previsão expressa em lei a respeito da teoria da reserva do possível, tendo seu estudo 
ocorrido no âmbito jurisprudencial. 
D)Errada. Não pode ser invocada quando comprometer direitos do núcleo básico e também essenciais a sua 
subsistência, pois estariam ferindo o intitulado princípio do mínimo existencial. 
E) Errada. Como já mencionado anteriormente, não há previsão na Carta Magna tal instituto. 
81. (2019/CESPE/CEBRASPE/MPC-PA/Procurador de Contas) No que se refere à teoria geral dos direitos 
fundamentais e aos direitos e deveres individuais e coletivos, é correto afirmar que 
A) o chamado direito de resistência inclui-se entre os direitos fundamentais de segunda dimensão. 
B) a igualdade formal é característica típica dos direitos fundamentais de segunda dimensão. 
C) o direito de greve é classificado como direito fundamental de terceira dimensão. 
D) a titularidade dos direitos fundamentais de terceira dimensão é sempre individual. 
E) o direito à comunicação inclui-se entre os direitos fundamentais de terceira dimensão. 
Comentários: 
Gabarito: E 
A) Errada. O direito de resistência faz referência aos direitos fundamentais de primeira dimensão. 
B) Errada. Enquanto a igualdade formal é caracterizada pela igualdade perante a lei dos direitos 
fundamentais de primeira dimensão, a igualdade material diz respeito aos direitos de segunda dimensão. 
C)Errada. Direito de greve trata-se de um direito social de segunda dimensão. 
D)Errado. A titularidade dos direitos fundamentais de terceira dimensão transcende o individuo, atingindo a 
coletividade como um todo como, por exemplo, o Direito Ambiental e Direito do Consumidor. 
E) É a correta. 
82. (2019/FUNDEP (Gestão de Concursos)/CAU-MG/Advogado) Os direitos fundamentais ganham grande 
relevância na sociedade ao inverterem a lógica anterior de subordinação do indivíduo ao Estado, 
reconhecendo que, anteriormente aos deveres, o indivíduo tem direitos que devem ser respeitados. 
A respeito da teoria geral dos direitos fundamentais, assinale a alternativa incorreta. 
A) Os direitos de primeira geração, considerados indispensáveis a todos os homens, traduzem-se em 
postulados de abstenção dos governantes, criando obrigações de não fazer, de não intervir sobre aspectos 
da vida pessoal de cada indivíduo. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
133 
175 
B) Enquanto os direitos de abstenção visam a assegurar o status quo do indivíduo, os direitos a prestação 
exigem que o Estado aja para atenuar desigualdades, com isso estabelecendo moldes para o futuro da 
sociedade. 
C) Em razão da previsão expressa no texto constitucional, os direitos fundamentais são, em sua integralidade, 
reconhecidos a todos, independentemente da nacionalidade do indivíduo, porquanto estão ligados 
diretamente ao princípio da dignidade da pessoa humana. 
D) O direito à privacidade, que impede a divulgação de dados não autorizados acerca de uma pessoa a 
terceiros, pode ceder, em certas ocasiões, a um valor, como a liberdade de expressão, que, no caso concreto, 
se revele preponderante, segundo um juízo de prudência. 
Comentários: 
Gabarito: C 
As alternativas “A” e “B” estão erradas. 
A alternativa “C” está correta. 
A alternativa “D” está errada. O que deve haver é um juízo de ponderação, tendo em vista que nenhum 
direito é absoluto. 
Restando como correta a alternativa “C” 
83. (2019/VUNESP/Câmara de Monte Alto – SP/Procurador Jurídico) O elemento externo capaz de limitar 
ou até de restringir o acesso dos titulares de um direito fundamental social específico, face à limitação 
orçamentária do Estado, denomina-se 
A) intervenção orçamentária. 
B) intervenção seletiva. 
C) reserva do possível. 
D) interferência financeira. 
E) fundo residual. 
Comentários: 
Gabarito: C 
A reserva do possível é um argumento que o poder público traz para justificar a limitação de sua atuação 
para a concretização efetiva aos direitos sociais, alegando falta de verbas. Imperioso ressaltar que, não basta 
a mera alegação do Estado de que inexistem verbas orçamentárias porque é necessário que haja o ônus de 
provar que não é possível efetivar tal direito. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
134 
175 
Defensor 
84. (2017/ CESPE / DPU/Defensor Público Federal) A respeito da teoria e do regime jurídico dos direitos 
fundamentais, julgue o item que se segue à luz das disposições da CF. Os direitos fundamentais 
individuais incluem o direito à intimidade, o direito ao devido processo legal e o direito de greve. 
Comentários: 
Gabarito: Errado. 
A assertiva se mostra errada ao incluir o direito de greve no rol dos direitos individuais. O direito de greve é 
um direito social garantido aos trabalhadores em geral e aos servidores públicos, mas vedado aos militares 
(arts. 9°, CAPUT, 37, VIII, e 142, § 3°, IV) e aos servidores ligados à segurança pública (jurisprudência do STF 
-ARE – 654432). 
85. (2017/FCC/DPE-SC/Defensor Público Substituto) A proibição do retrocesso garante que direitos 
humanos conquistados não sejam reduzidos. Sobre o tema é INCORRETO afirmar: 
A) Trata-se de uma decorrência do princípio da confiança e da segurança jurídica. 
B) A vedação ao retrocesso já foi utilizada pelo Supremo Tribunal Federal em matéria previdenciária, 
garantindo que direitos sociais não fossem alterados. 
C) A dignidade da pessoa humana é preservada, em uma de suas vertentes, pelo entrincheiramento. 
D) A vedação do retrocesso já foi aplicada em caso de direitos políticos, proibindo-se o retorno ao voto 
impresso. 
E) Para doutrina majoritária, a vedação ao retrocesso é garantida como cláusula pétrea (Artigo 60, Parágrafo 
4°, inciso IV). 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Certo. A proibição do retrocesso social está relacionada tanto ao princípio da confiança quanto ao da 
segurança jurídica (art. 5°, XXXVI). 
B) Errado. O STF entendeu em sentido oposto ao declarar a constitucionalidade da contribuição de inativos 
no julgamento das ADIs 3105 e 3128. 
C) Errado. O “entrincheiramento” tem relação com o princípio da vedação ao retrocesso, uma vez que 
consiste na preservação do mínimo já concretizado dos direitos fundamentais. 
D) Certo. A vedação do retrocesso foi aplicada no julgamento da ADI 4543. 
E) Certo. É o que entende a doutrina majoritária. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
135 
175 
86. (2017/FCC/DPE-SC/Defensor Público Substituto) A respeito do princípio da proibição de retrocesso, 
considere: 
I. É considerado peladoutrina um princípio constitucional implícito. 
II. A sua aplicação está restrita ao âmbito dos direitos sociais, não alcançando outros direitos fundamentais. 
III. A vinculação ao referido princípio é restrita à figura do legislador, não alcançando outros poderes ou entes 
estatais. 
IV. A sua fundamentação constitucional pode ser extraída, entre outros, dos princípios da dignidade da 
pessoa humana e da segurança jurídica, bem como das garantias constitucionais da propriedade, do direito 
adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. 
Está correto o que se afirmar APENAS em 
A) I, III e IV. 
B) II e III. 
C) I, II e III. 
D) II, III e IV. 
E) I e IV. 
Comentários: 
Gabarito: E 
I – Certo. O princípio da proibição do retrocesso não está explícito na CF, decorrendo de construção 
doutrinária do ordenamento jurídico brasileiro. 
II – Errado. Embora seja aplicado mais aos direitos sociais pela exigência de uma atuação prestativa do 
Estado, o princípio da proibição ao retrocesso visa à proteção de todos os direitos fundamentais. 
III – Errado. A proibição do retrocesso não alcança apenas o legislador, mas toda e qualquer medida que vise 
dirimir ou suprimir a efetividade dos direitos por ela protegidos. 
IV – Certo. A vedação ao retrocesso pode ser extraída, dentre outros, do princípio da dignidade da pessoa 
humana, do princípio da máxima efetividade, da segurança jurídica, a fim de que os direitos sejam 
aperfeiçoados, não sendo suprimidos ou dirimidos de maneira arbitrária. 
87. (2016/FCC/DPE-BA/Defensor Público) No âmbito da Teoria dos Direitos Fundamentais, 
A) a dimensão subjetiva dos direitos fundamentais está atrelada, na sua origem, à função clássica de tais 
direitos, assegurando ao seu titular o direito de resistir à intervenção estatal em sua esfera de liberdade 
individual. 
B) em que pese a doutrina reconhecer a eficácia dos direitos fundamentais nas relações entre particulares 
(eficácia horizontal), a tese em questão nunca foi apreciada ou acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
136 
175 
C)a cláusula de abertura material do catálogo de direitos fundamentais expressa no § 2º do art. 5º da 
Constituição Federal não autoriza que direitos consagrados fora do Título II do texto constitucional sejam 
incorporados ao referido rol. 
D) o princípio da proibição de retrocesso social foi consagrado expressamente no texto da Constituição 
Federal. 
E) os direitos fundamentais de primeira dimensão ou geração possuem função normativa de natureza apenas 
defensiva ou negativa. 
Comentários: 
Gabarito: A 
A) Certo. A dimensão subjetiva dos direitos fundamentais diz respeito ao direito de o titular resistir à 
intervenção estatal em sua esfera de liberdade individual, correspondendo ao que se configura status 
negativo de Jellinek e à teoria liberal dos direitos fundamentais. 
B) Errado. A eficácia horizontal dos direitos fundamentais já foi apreciada pelo STF em alguns casos como, 
por exemplo, o da Air France, em que o Supremo decidiu que uma empresa estrangeira não pode tratar 
empregados brasileiros de forma discriminatória, pois deve respeitar o direito fundamental à igualdade. 
C) Errado. Os direitos fundamentais estão espalhados por todo o texto constitucional, expressa ou 
implicitamente, e, até mesmo, em tratados e convenções internacionais. 
D) Errado. O princípio da proibição de retrocesso está implícito na CF. 
E) Errado. Embora possuam dominantemente natureza negativa, os direitos fundamentais de primeira 
geração exigem uma mínima prestação (atuação positiva) do Estado para preservação de direitos essenciais 
como a vida, a liberdade, a segurança, entre outros. 
88. (2018/FGV/AL-RO/Advogado) O juiz de direito, ao fundamentar uma decisão, afirmou que os direitos 
fundamentais, além de criarem situações jurídicas favoráveis a pessoas em particular, também 
estabelecem diretrizes para a atuação das estruturas estatais de poder. 
O aspecto dos direitos fundamentais suscitado pelo juiz de direito é expressão 
A) da concepção subjetiva dos direitos fundamentais. 
B) da perspectiva objetiva dos direitos fundamentais. 
C) da eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
D) dos direitos de primeira dimensão. 
E) do formalismo constitucional. 
Comentários: 
Gabarito: B 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
137 
175 
A)Errada. A dimensão subjetiva é aquela que diz respeito aos direitos de proteção (direitos negativos) e aos 
direitos prestacionais do Estado (direitos positivos). 
B)Correta. É a que corresponde ao gabarito. Os direitos fundamentais trazem um agrupamento de valores 
básicos de conformação do Estado, estabelecendo diretrizes na atuação dos poderes legislativo, Executivo e 
Judiciário e nas suas relações com particulares. 
C)Errada. Por se tratar de uma relação entre particulares na aplicação dos direitos fundamentais. 
D)Errada. Conceito muito distante do que a questão expõe, pois se trata dos direitos negativos. 
E)Errada. A alternativa está distante daquilo que propõe a questão. 
89. (2018/CESPE/CEBRASPE/PGE-PE/Procurador do Estado) Considere as duas afirmações a seguir. 
I Em um processo judicial, o Estado deve assegurar a observância do contraditório e da ampla defesa. II Nas 
relações entre a imprensa e os particulares, a imprensa deve observar o direito à honra, sob pena de 
consequências como direito de resposta e indenização por dano material ou moral. 
As afirmações I e II contemplam situações que exemplificam a 
A) eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
B) eficácia externa dos direitos fundamentais. 
C) eficácia diagonal dos direitos individuais. 
D) eficácia vertical e a eficácia horizontal dos direitos individuais, respectivamente. 
E) eficácia externa e a eficácia vertical dos direitos individuais, respectivamente. 
Comentários: 
Gabarito: D 
Item I refere-se à eficácia vertical quando trata da relação do Estado versus particular. 
Item II refere-se a eficácia horizontal que é uma relação entre particulares. 
As alternativas A,B,C e E estão erradas 
A alternativa correta é a letra D. 
Outros 
90. (2019/Quadrix /CREF - 20ª Região) A respeito dos direitos fundamentais na Constituição Federal de 
1988, julgue o item. A positivação dos direitos humanos em direitos fundamentais reforçou sua 
efetividade ao mesmo tempo em que ampliou sua abrangência. 
Comentários: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
138 
175 
Gabarito: Errado. 
Direitos fundamentais são aqueles considerados essenciais em determinado Estado e momento histórico, 
baseando-se tanto no Estado de Direito como na dignidade humana. Embora possuam conteúdos 
semelhantes ao dos direitos humanos, com estes não se confundem: os direitos fundamentais são direitos 
internos, garantidos pela Constituição de cada país, e possuem maior efetividade e abrangência, incluindo 
direitos humanos e também direitos de pessoa jurídica. Já os direitos humanos são restritos, referindo-se 
apenas aos direitos de seres humanos e previstos em tratados e legislações internacionais. 
91. (2018/UERR/IPERON - RO /Administrador) O direito de comunicação é um direito fundamental de: 
A) quinta geração 
B) quarta geração. 
C) primeira geração. 
D) segunda geração. 
E) terceira geração. 
Comentários: 
Gabarito: E 
A) Errado. Quinta geração abrange os direitos voltados à tecnologia. 
B) Errado. Quarta geração refere-seaos direitos globalizados e à origem da vida. 
C) Errado. Primeira geração contempla a ideia de liberdade, abrangendo direitos negativos individuais, civis 
e políticos. 
D) Errado. Segunda geração contempla o valor de igualdade, abrangendo direitos positivos sociais, 
econômicos e culturais. 
E) Certo. Direito de comunicação está ligado aos valores de fraternidade ou solidariedade, sendo, assim, um 
direito de terceira geração. 
92. (2018/FCC/SEAD-AP/Analista Jurídico) Em relação à eficácia horizontal dos direitos fundamentais, são 
destinatários das normas constitucionais que dispõem sobre esses direitos: 
A) as Entidades autárquicas. 
B) os Órgãos do Poder Executivo. 
C) as Entidades paraestatais. 
D) os Particulares. 
E) os Órgãos do Poder Judiciário. 
Comentários: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
139 
175 
Gabarito: D 
A eficácia horizontal dos direitos fundamentais diz respeito à incidência desses direitos nas relações entre 
particulares, sendo pessoas físicas ou jurídicas. O STF já vem consagrando essa eficácia em alguns casos, 
como, por exemplo, o da necessidade de contraditório e ampla defesa na expulsão de associado de uma 
cooperativa (RE 158.215-4) e o da proibição da revista íntima de mulheres em fábricas de lingerie (RE 160. 
222-8). 
93. (2018/Câmara Legislativa do Distrito Federal/Técnico Legislativo - Agente de Polícia Legislativa) À vista 
das disposições constitucionais, os direitos e garantias fundamentais 
A) são apenas aqueles especificamente expressos na Constituição Federal, no tópico a eles especialmente 
destinado, podendo ser aumentados ou diminuídos por meio de Emenda Constitucional. 
B) expressos na Constituição Federal não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. 
C) poderão ser assegurados em tratados e convenções internacionais, que serão equivalentes às emendas 
constitucionais se forem aprovados, em dois turnos, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, pelo 
voto de 2/5 de seus membros. 
D) não expressos na Constituição Federal serão assegurados em território nacional apenas se constarem de 
tratados internacionais que forem aprovados pela maioria absoluta dos integrantes da Câmara dos 
Deputados e do Senado Federal e homologados por Decreto do Presidente da República. 
E) somente terão aplicação, por meio de suas normas definidoras, após a edição de lei complementar 
aprovada por 4/5 dos membros do Congresso Nacional. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Errado. Os direitos e garantias fundamentais não se restringem aos expressos na CF, uma vez que há 
também direitos fundamentais implícitos ou, ainda, decorrentes de tratados e convenções internacionais de 
que o Brasil seja parte (art. 5°, § 2°). Ademais, eles podem ser modificados por meio de Emenda 
Constitucionais, desde que não diminuídos ao ponto de se afetar seus núcleos essenciais. 
B) Certo. Vide comentário da letra A. 
C) Errado. O quórum de aprovação desses tratados e convenções internacionais é de 3/5 dos membros de 
cada Casa (art. 5°, § 3°). 
D) Errado. Vide comentário da letra A. 
E) Errado. Os direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata (art. 5°, § 1°). 
94. (2018/CESPE/ STJ) A respeito dos direitos e garantias fundamentais, julgue o item que se segue, tendo 
como referência a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
140 
175 
O rol dos direitos fundamentais previsto na Constituição Federal de 1988 é taxativo, isto é, o Brasil 
adota um sistema fechado de direitos fundamentais. 
Comentários: 
Gabarito: Errado. 
Conforme já ratificado pelo STF, o rol dos direitos fundamentais não se restringe apenas ao que está expresso 
na Constituição. Pode haver, também, direitos fundamentais implícitos ou, ainda, derivados de tratados e 
convenções internacionais de que o Brasil seja parte (art. 5°, § 2°). Por isso, diz-se que tal rol é meramente 
exemplificativo e que o Brasil adota um sistema aberto de direitos fundamentais. 
95. (2018/CESPE/CGM de João Pessoa – PB) Os direitos e as garantias fundamentais constitucionais 
estendem-se aos estrangeiros em trânsito no território nacional, mas não às pessoas jurídicas, por falta 
de previsão constitucional expressa. 
Comentários: 
Gabarito: Errado. 
Embora o texto constitucional faça expressa previsão apenas aos brasileiros natos e naturalizados e aos 
estrangeiros residentes no Brasil, o STF entende que, além de estrangeiros em trânsito, as pessoas jurídicas 
também podem ser titulares de direitos fundamentais, desde que compatíveis com sua natureza. 
96. (2018/Quadrix/CRM/DF) Enquanto os direitos fundamentais traduzem viés declaratório, as garantias 
possuem caráter instrumental, ou seja, constituem os meios segundo os quais se pretende assegurar 
os direitos. 
Comentários: 
Gabarito: Correto. 
Direitos possuem caráter declaratório e principal, reconhecem bens protegidos pela CF. Garantias 
correspondem a normas assecuratórias e acessórias, capazes de efetivar, reparar e proteger os direitos 
fundamentais de forma preventiva ou repressiva. Os direitos são iniciais, já as garantias são secundárias. 
97. (2018/Quadrix/CRM/DF) A relatividade é uma característica dos direitos fundamentais, que, na 
medida em que podem colidir entre si, demandam necessária harmonização que viabilize sua 
convivência, sem que, contudo, se sacrifique qualquer deles. 
Comentários: 
Gabarito: Certo. 
Não existe direito fundamental absoluto. Nota-se que até mesmo o direito à vida pode ser relativizado (arts. 
5°, XLVII, a, e 84, XIX). Isso é devido ao fato de que nenhum direito fundamental pode ser usado como 
justificativa para a prática de atos ilícitos e porque os direitos podem, eventualmente, entrar em colisão e, 
nessa situação, não se pode estabelecer abstratamente qual direito deve prevalecer: deve-se analisar o caso 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
141 
175 
concreto e solucionar conforme critérios de proporcionalidade. Ainda assim, é necessária a busca de uma 
solução, que, com base na ponderação, atribua máxima efetividade possível aos direitos em colisão, não 
sacrificando, portanto, de forma total qualquer um deles. 
98. (2018/Quadrix/CRM/DF) Julgue o item seguinte a respeito dos direitos e das garantias individuais na 
Constituição Federal de 1988 (CF). 
Os direitos fundamentais cujo exercício demande regulamentação pela legislação infraconstitucional não 
possuem eficácia ou aplicação imediatas. 
Comentários: 
Gabarito: Errado. 
Nessa questão deve-se ter cuidado para não confundir aplicação com aplicabilidade. Os direitos e garantias 
fundamentais possuem aplicação imediata (art. 5°, § 1°), isso quer dizer que, uma vez existentes, podem ser 
exigidos do Estado. Por outro lado, o termo aplicabilidade diz respeito à característica da eficácia das normas 
constitucionais e, portanto, somente as normas de eficácia plena ou contida possuem aplicabilidade 
imediata. 
99. (2018/Quadrix/CRM/DF) Julgue o item seguinte a respeito dos direitos e das garantias individuais na 
Constituição Federal de 1988 (CF). Os direitos fundamentais de terceira geração guardam relação com 
os chamados direitos difusos, de que são exemplo um meio ambiente saudável e a paz. 
Comentários: 
Gabarito: Correto. 
Uma vez que os direitos fundamentais são uma construção progressivae histórica, foram então classificados 
em gerações por Norberto Bobbio. Os direitos de terceira geração, também chamados transindividuais, 
difusos e coletivos, derivam da 3ª Revolução Industrial e visam alcançar a fraternidade. São direitos que 
transcendem o ser humano isoladamente considerado (transindividual), e que são de todos (difusos) ou de 
grupos sociais (coletivos), mas não podem ser exercidos individualmente. São exemplos dessa geração 
direitos do consumidor, direito à paz e ao desenvolvimento, direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, entre outros. 
100. (2018/INDEPAC/Câmara de Guarujá – SP) A respeito dos direitos e garantias fundamentais, assinale 
a alternativa correta. 
A) A teoria da eficácia horizontal direta defende que a incidência dos direitos fundamentais deve ser 
estendida às relações privadas mediante intermediação legislativa. 
B) Os direitos fundamentais, na dimensão objetiva, são vistos como um conjunto de valores ou fins a que a 
ação estatal deve perseguir, podendo ser utilizados como critérios de controle da ação estatal. 
C) O postulado da proporcionalidade se destina a definir o âmbito de aplicação das regras constitucionais. 
D) Considerando que os direitos fundamentais defendem os particulares de ações do poder público, o 
Supremo Tribunal Federal entende que tais direitos não se aplicam às relações privadas. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
142 
175 
E) Os direitos fundamentais de quarta dimensão estão diretamente ligados à igualdade material, 
compreendendo os direitos sociais, econômicos e culturais. 
Comentários: 
Gabarito: B 
A) Errada. O conceito faz referência à teoria da eficácia horizontal indireta em que a atuação do legislador é 
necessária. 
B) É a correta. 
C)Errada. A proporcionalidade não de destina a definir o âmbito de aplicação das regras constitucionais, mas 
serve de instrumento para reduzir os excessos do Poder Público. 
D)Errado. O STF já teve decisão a respeito da incidência dos direitos fundamentais sobre as relações privadas. 
E) Errado. Diz respeito a direitos de segunda geração. Os direitos de 4ª dimensão, para Paulo Bonavides, são 
aqueles relacionados à globalização política. 
LISTA DE QUESTÕES 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Magistratura 
1. (TRT 14ª Região/ Juiz do Trabalho) A respeito da República Federativa do Brasil, é CORRETO afirmar 
que: 
A) É formada pela união de Estados e Municípios, constituindo-se Estado Democrático de Direito; 
B) Tem como fundamentos, dentre outros, a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa e o desenvolvimento nacional; 
C) Um de seus objetivos é erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais nacionais; 
D) É regida, em suas relações internacionais, por princípios constitucionais, dentre os quais o da prevalência 
dos direitos humanos; 
E) Por determinação constitucional, deverá buscar a integração econômica, política, social e cultural dos 
povos da América. 
2. (TJ-SC/Juiz) Com base nas proposições abaixo, assinale a alternativa correta: 
I. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania; 
a prevalência dos direitos humanos; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o pluralismo político. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
143 
175 
II. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
III. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; erradicar a 
pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; garantir o desenvolvimento 
nacional; construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
IV. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: a 
independência nacional; a dignidade da pessoa humana; a autodeterminação dos povos; a não-intervenção; 
a igualdade entre os Estados; a defesa da paz; a solução pacífica dos conflitos; o repúdio ao terrorismo e ao 
racismo; a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; a concessão de asilo político. 
A) Todas as proposições estão corretas. 
B) Somente as proposições I, II e III estão corretas. 
C) Somente as proposições I, III e IV estão corretas. 
D) Somente as proposições II e III estão corretas. 
E) Somente as proposições II, III e IV estão corretas. 
3. (TRT 3ª Região/Juiz do Trabalho) Na literalidade da Constituição de 1988, não se inclui entre os 
objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
A) Construir uma sociedade livre, justa e solidária 
B) Garantir o desenvolvimento nacional 
C) Promover a dignidade da pessoa humana 
D) Erradicar a pobreza e a marginalização 
E) Reduzir as desigualdades sociais e regionais 
4. (CESPE/TJ-PI/Juiz Substituto) Quanto às teorias das formas de governo e da soberania, assinale a opção 
correta. 
A) Para Maquiavel, as formas de governo são os principados, as repúblicas e as democracias. 
B) Jean Bodin passou para a história do pensamento político como o teórico da soberania. Como para ele 
soberania significa poder supremo, o soberano não estaria submetido a qualquer regra, salvo as leis naturais, 
as divinas e o direito privado. 
C) Para Hobbes, o poder soberano deve ser dividido, pois a melhor forma de governo seria a do governo 
misto. 
D) Para Montesquieu, três são as formas de governo: monarquia, aristocracia e politia ou timocracia, que se 
degeneram por meio da tirania, da oligarquia e da democracia, respectivamente. 
E) Para Aristóteles, os governos são republicanos — no qual todo o povo, ou pelo menos uma parte dele, 
detém o poder supremo —; monárquico — em que uma só pessoa governa — e despótico — em que um só 
arrasta tudo e todos com sua vontade e seus caprichos, sem leis ou freios. 
5. (FCC/TJ-MS/Juiz Substituto) Relativamente aos princípios fundamentais da Constituição brasileira de 
1988, é INCORRETO afirmar que 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
144 
175 
A) a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
B) a República Federativa do Brasil tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa 
humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
C) todo o poder emana do povo, que o exerce diretamente ou por meio dos seus representantes nos Poderes 
Executivo (Presidente da República, Governadores de Estado e Prefeitos municipais), Legislativo 
(parlamentares) e Judiciário (juízes). 
D) constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa 
e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
E) a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionaispelos seguintes princípios: 
independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não intervenção, 
igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, 
cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, concessão de asilo político. 
Promotor 
6. (2020/CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/Promotor) Ao tratar dos princípios fundamentais, a CF estabelece, 
em seu art. 1.º, 
A) a forma republicana de Estado, cláusula pétrea expressa, caracterizada pela eletividade, temporariedade 
e responsabilidade do governante. 
B) a forma republicana de governo, caracterizada pela eletividade, temporariedade e responsabilidade do 
governante. 
C) a forma federativa de Estado, cláusula pétrea implícita, caracterizada pela tripartição dos poderes da 
União. 
D) a forma federativa de Estado e o sistema presidencialista de governo. 
E) a forma republicana de governo e a forma federativa de Estado, cláusulas pétreas expressas. 
7. (2019/FUNDEP (Gestão de Concursos) /MPE-MG/Promotor) De acordo com a Constituição de 1988, a 
República tem como fundamento, exceto: 
A) a soberania 
B) o pluralismo político 
C) a livre iniciativa 
D) a cidadania 
8. (2019/Instituto Consulplan/MPE-SC/Promotor de Justiça) Dentre os objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil estão promover os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, 
construir uma sociedade livre, justa e solidária, e garantir o desenvolvimento nacional. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
145 
175 
Procurador 
9. (COPS-UEL/Agente Universitário/Advogado) Estando a República Federativa do Brasil constituída sob 
a forma de Estado Democrático de Direito e em relação aos seus objetivos constitucionais específicos, 
considere as afirmativas a seguir. 
I. Construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
II. Erradicar a pobreza e a marginalização. 
III. Reduzir as desigualdades sociais e regionais. 
IV. Garantir o livre exercício da autonomia da vontade. 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
10. (IESES/CRA-SC/Advogado) Após a leitura das assertivas abaixo, indique aquelas em que considera 
corretas de acordo com a Constituição Federal de 1988: 
I. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais por alguns princípios, destacando-
se: os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
II. Constitui como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e reduzir as 
igualdades sociais e regionais. 
III. Constituem como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade 
livre, justa e solidária e garantir o desenvolvimento nacional. 
IV. Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação” está elencado como objetivo fundamental da República brasileira estampado no Título I 
da Constituição Federal Brasileira. 
A sequência correta é: 
A) Somente as assertivas I, III e IV estão corretas. 
B) Apenas a assertiva IV está correta. 
C) Somente as assertivas III e IV estão corretas. 
D) Somente as assertivas I, II e IV estão corretas. 
11. (IESES /CRA-SC /Advogado) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais 
pelos seguintes princípios: 
A) Não concessão de asilo político. 
B) Intervenção em outros países. 
C) Autodeterminação dos povos. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
146 
175 
D) Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, apenas com os países que mantém relações 
econômicas e diplomáticas com o Brasil. 
12. (IESES/CRMV – SC/Advogado) Na Constituição Federal de 1988 encontram-se estampados os direitos 
fundamentais ínsitos à necessidade humana, servindo de fulcro o princípio da dignidade da pessoa 
humana e o princípio da igualdade (CF, art. 1º, 3º e 5º). Baseado nestes princípios, podemos afirmar 
que: 
I. A construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a garantia do desenvolvimento nacional. 
II. A erradicação da pobreza e da marginalização, bem como a redução das desigualdades sociais e regionais 
e prevalência dos direitos humanos. 
III. A promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. 
IV. Não poderá ser assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva, em respeito a laicidade do estado. 
A sequência correta é: 
A) Apenas a assertiva III está correta. 
B) Apenas as assertivas I e II estão corretas. 
C) Somente as assertivas I, II, III estão corretas. 
D) Apenas as assertivas I e IV estão corretas. 
13. (IBADE/SEJUDH – MT/Advogado) A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos 
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
um de seus fundamentos o(a): 
A) erradicação da pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais 
B) construção de uma sociedade livre, justa e solidária. 
C) pluralismo político. 
D) desenvolvimento nacional. 
E) promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação. 
14. (IDECAN/HC-UFPE/Advogado) A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu Título I – Dos 
Princípios Fundamentais, indica os fundamentos da República Federativa do Brasil, seus objetivos 
fundamentais e os princípios que a regem nas relações internacionais. Sobre o tema, relacione 
adequadamente as colunas. 1. Fundamentos. 2. Objetivos fundamentais. 3. Princípios que regem as 
relações internacionais. ( ) Prevalência dos direitos humanos e igualdade entre os Estados. ( ) Dignidade 
da pessoa humana e soberania. ( ) Garantir o desenvolvimento nacional e construir uma sociedade 
livre, justa e solidária. 
A sequência está correta em 
A) 1, 2, 3. 
B) 1, 3, 2. 
C) 3, 1, 2. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
147 
175 
D) 3, 2, 1. 
E) 2, 1, 3. 
15. (CEPERJ/FSC/Advogado) Dentre os fundamentos da República Federativa do Brasil está aquele que não 
está limitado por nenhum outro na ordem interna. Trata-se da: 
A) democracia 
B) cooperação 
C) dignidade 
D) cidadania 
E) soberania 
16. (CESPE/PGE-SE/Procurador do Estado) Quanto à forma, o Estado brasileiro é classificado como 
A) democrático, embasado no princípio da igualdade. 
B) republicano, fundamentado na alternância do poder. 
C) republicano, sendo essa forma protegida como cláusula pétrea. 
D) Estado democrático de direito. 
E) federativo, sujeito ao princípio da indissolubilidade. 
17. (LEGALLE/Câmara de Vereadores de Guaíba – RS/Procurador) Os primeiros quatro artigos da 
Constituição Federal Brasileira apresentam os princípios fundamentais que norteiam o ordenamento 
jurídico nas suas mais diversas nuances de cidadania. Um dos princípios destinados às relações 
internacionais da República Federativa do Brasil pode ser expresso como o(a)__________. 
Qual das alternativas NÃO preenche corretamente a lacuna do fragmento acima? 
A) Prevalência dos direitos humanos.B) Óbice de asilo político. 
C) Autonomia dos povos. 
D) Repúdio ao terrorismo. 
E) Defesa da paz. 
18. (IBEG/IPREV/Procurador Previdenciário) Levando em consideração os itens abaixo, assinale a 
alternativa que contém apenas objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I) construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II) repudiar ao terrorismo e ao racismo; 
III) conceder asilo político; 
IV) garantir a independência nacional. 
A) I e II 
B) Apenas I 
C) II e IV 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
148 
175 
D) III e IV 
E) I, II e IV 
19. (IBEG/Prefeitura de Teixeira de Freitas – BA/Procurador Municipal) O município de Teixeira de Freitas, 
de acordo com as disposições na sua Lei Orgânica, integrante da República Federativa do Brasil, como 
participante do Estado de Direito, compromete-se a respeitar, valorizar e promover seus fundamentos 
básicos. Indique qual das assertivas abaixo não corresponde a um desses fundamentos básicos: 
A) A soberania nacional. 
B) A cidadania. 
C) A dignidade da pessoa humana. 
D) A promoção da cultura e da educação. 
E) Os valores sociais do trabalho e livre iniciativa. 
20. (IADHED/Prefeitura de Araguari – MG/Procurador Municipal) Assinale a alternativa que não 
corresponde a um princípio fundamental que rege a República Federativa do Brasil de 1988 nas 
relações internacionais, conforme disposição expressa no texto constitucional: 
A) Independência nacional; 
B) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
C) Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
D) Defesa da paz. 
21. (FEPESE/MPE-SC/Procurador do Estado) Assinale a alternativa correta 
A) A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania; 
a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o pluralismo político 
B) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade soberana, 
justa e solidária; garantir o desenvolvimento internacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir 
as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
C) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
independência nacional; prevalência legalista de direitos; autodeterminação dos povos; intervenção mínima; 
igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; concessão de asilo político. 
D) Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou indiretamente, nos 
termos desta Constituição. 
E) São Poderes da União, dos Estados e dos Municípios, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, 
o Executivo e o Judiciário. 
22. (PGR/Procurador da República) ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA: 
A) o STF, em tema de violência doméstica contra a mulher, entende que, para o início da ação penal, outros 
valores constitucionais devem ser ponderados, especialmente a preservação da entidade familiar e o 
respeito à vontade da mulher; 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
149 
175 
B) a concepção deliberativa da democracia vê a política como um empreendimento cooperativo, em que tão 
importante quanto a decisão é o debate que a precede; 
C) o republicanismo contemporâneo assenta- se principalmente nas seguintes ideias: liberdade como “não 
dominação”; direito à participação popular na vida pública; e igualdade, inclusive em sua dimensão material; 
D) o tratamento constitucional da atualidade no que se refere à questão indígena tem como seu pressuposto 
central o pluralismo. 
23. (CESGRANRIO/Petrobras/Advogado) De acordo com a doutrina, os princípios constitucionais 
fundamentais estabelecidos no Título I da Constituição Federal de 1988 podem ser discriminados em 
princípios relativos (i) à existência, forma e tipo de Estado; (ii) à forma de governo; (iii) à organização 
dos Poderes; (iv) à organização da sociedade; (v) à vida política; (vi) ao regime democrático; (vii) à 
prestação positiva do Estado e (viii) à comunidade internacional. Adotando essa classificação, é 
exemplo típico de princípio fundamental relativo à forma de governo o princípio 
A) federalista. 
B) republicano. 
C) de soberania. 
D) do pluralismo político. 
E) do Estado Democrático de Direito. 
24. (FUNCAB/DER-RO/Procurador Autárquico) Pedro Lenza anota que, no magistério de J. J. Gomes 
Canotilho, este festejado autor português identifica a existência de vários “movimentos 
constitucionais”, como o inglês, o americano e o francês, definindo o constitucionalismo como uma 
“...teoria (ou ideologia) que ergue o princípio do governo limitado indispensável à garantia dos direitos 
em dimensão estruturante da organização político-social de uma comunidade.” Assinale a alternativa 
correta. 
A) O totalitarismo constitucional é vedado pela Constituição Federal de 1988, pois impede o florescer da 
constituição dirigente defendida por Canotilho. 
B) A Constituição Federal de 1988 não contemplou a democracia participativa, pois estabeleceu que todo o 
poder emana do povo e por ele será exercido por meio de representantes eleitos. 
C) A democracia direta é prevalente sobre a democracia representativa, constituindo um sistema híbrido, 
aplicável conforme a Constituição Federal de 1988. 
D) O resultado de plebiscito ou referendo tem natureza de consulta popular e não é vinculante, podendo o 
Congresso Nacional editar lei ou Emenda Constitucional em sentido contrário. 
E) A competência para autorizar um referendo é do Congresso Nacional, mas somente o Presidente da 
República pode convocar um plebiscito. 
25. (2020/IPEFAE/Prefeitura de Campos do Jordão – SP/Advogado) Com relação aos princípios 
fundamentais do Estado brasileiro e sobre os direitos e garantias fundamentais são feitas as seguintes 
afirmações: 
I - A soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana são fundamentos do Estado brasileiro, segundo 
a Constituição Federal de 1988. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
150 
175 
II - No Brasil, é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato e, no caso de violação da 
honra ou da imagem das pessoas, assegura-se o direito à indenização pelo dano material ou moral. 
III - Todas as pessoas podem exercer o direito de reunião pacificamente, sem armas, em locais abertos ao 
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo dispensável prévio aviso à autoridade competente. 
Após a leitura é possível concluir que: 
A) As afirmações I, II e III estão corretas. 
B) Apenas as afirmações I e II estão corretas. 
C) Apenas as afirmações II e III estão corretas. 
D) Apenas a afirmação III está correta. 
26. (2020/Instituto Consulplan/Câmara de Arcos - MG /Advogado) Os fundamentos são a base, os pilares 
do nosso ordenamento jurídico. Assinale a alternativa que NÃO contenha um fundamento da 
República Federativa do Brasil. 
A) Pluralismo político. 
B) Dignidade da pessoa humana 
C) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
D) Construção de uma sociedade livre, justae solidária. 
27. (2020/IBADE/Prefeitura de Santa Luzia D`Oeste – RO/Advogado) Preconiza o Art. 4º, da Constituição 
de 1988, que a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais por princípios. 
Assinale a alternativa que corresponde a um desses princípios. 
A) Repúdio ao terrorismo e ao racismo. 
B) Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 
C) Ninguém será submetido à tortura nem à tratamento desumano ou degradante. 
D) É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. 
E) Construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
28. (2020/GUALIMP/Prefeitura de Conceição de Macabu – RJ/Procurador) A luz da Constituição Federal 
de 1988, é CORRETO afirmar que é um princípio da República Federativa do Brasil, em que irá reger-se 
em suas relações internacionais. 
A) Soberania. 
B) Garantir o desenvolvimento nacional. 
C) A dignidade da pessoa humana. 
D) Autodeterminação dos povos. 
29. (2020/Dédalus Concursos/COREN-SC/Advogado) O princípio da supremacia constitucional determina 
que a Constituição figura como fundamento de validade de todo ordenamento normativo. Sobre o 
assunto, assinale a alternativa correta: 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
151 
175 
A) A supremacia formal da Constituição indica a maior importância das normas constitucionais, já que a 
estrutura fundamental do Estado é delineada na Lex Legum. 
B) A Constituição é suprema em relação às demais espécies normativas, vez que foi estabelecida em 
decorrência do exercício dos poderes constituídos, e não pelo poder constituinte originário. 
C) O princípio da supremacia não se confunde com o princípio da rigidez da Constituição, contudo são 
princípios correlacionados, sendo certo que a supremacia, necessariamente, assegura a rigidez da 
Constituição. 
D) A rigidez constitucional necessariamente assegura a supremacia da Constituição, visto que o controle de 
constitucionalidade em face de Constituição flexível é limitado a aspectos formais. 
E) O princípio da supremacia constitucional designa que a Constituição atribui caráter sistemático ao 
ordenamento jurídico, porque é informado por valores diferentes no processo de densificação 
principiológica. 
30. (2019/INAZ do Pará/CRF-AC/Advogado) Qual das alternativas a seguir não representa um fundamento 
da República Federativa do Brasil? 
A) Igualdade. 
B) Cidadania. 
C) Dignidade da pessoa humana. 
D) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
E) Pluralismo político. 
31. (2019/NC-UFPR/Prefeitura de Matinhos - PR /Advogado) Com base no texto da Constituição da 
República, assinale a alternativa que apresenta apenas fundamentos da República brasileira. 
A) Soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, pluralismo político e erradicação da pobreza. 
B) Soberania, dignidade da pessoa humana, igualdade entre os estados, defesa da paz e cidadania. 
C) Solidariedade, dignidade da pessoa humana, construção de uma sociedade livre, justa e solidária e 
pluralismo político. 
D) Soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e 
pluralismo político. 
E) Solidariedade, cidadania, pluralismo político e construção de uma sociedade livre, justa e solidária. 
32. (2019/IBFC/Emdec/Advogado Jr) A Constituição Federal de 1988 traz em seu artigo 1° os fundamentos 
da República Federativa do Brasil. Sendo assim, leia o trecho abaixo. 
“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - _____ 
V - o pluralismo político.” 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
152 
175 
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente a lacuna. 
A) O desenvolvimento nacional 
B) A sociedade livre, justa e igualitária 
C) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
D) A acessibilidade às pessoas com deficiência 
33. (2019/Quadrix/CRF-PR/Advogado) No que se refere aos princípios fundamentais da República 
Federativa do Brasil, assinale a alternativa correta. 
A) Na visão moderna, não mais se fala em separação de Poderes, que viram suas fronteiras irem 
desaparecendo até formarem um único Poder: o Estatal. 
B) O regime político adotado pelo Brasil é a democracia puramente representativa, cláusula pétrea. 
C) A república, como forma de governo, é cláusula pétrea e, portanto, não admite alteração. 
D) A autonomia dos entes federativos lhes confere, além de autogoverno, soberania. 
E) A união indissolúvel dos entes da federação impede a chamada secessão. 
34. (2019/UPENET/IAUPE /Advogado) São princípios que regem a República Federativa do Brasil em suas 
Relações Internacionais, todos os citados abaixo, EXCETO 
A) independência nacional. 
B) prevalência dos direitos humanos. 
C) igualdade entre os Estados. 
D) imposição da força na solução dos conflitos. 
E) concessão de asilo político. 
35. (2019/UPENET/IAUPE/UPE /Advogado) Assinale a alternativa que NÃO representa um dos 
fundamentos da República Federativa do Brasil. 
A) A dignidade da pessoa humana 
B) A soberania 
C) A cidadania 
D) O pluralismo político 
E) Garantir o desenvolvimento nacional 
36. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) 
Leia as afirmativas a seguir: 
I. É vedado ao Ministério Público promover ações de inconstitucionalidade. 
II. O pluralismo político não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Marque a alternativa CORRETA: 
A) As duas afirmativas são verdadeiras 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
153 
175 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
D) As duas afirmativas são falsas. 
37. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) Leia as afirmativas a seguir: 
I. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
II. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos 
termos desta Constituição. Marque a alternativa CORRETA: 
A) As duas afirmativas são verdadeiras. 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
D) As duas afirmativas são falsas. 
38. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) Leia as afirmativas a seguir: 
I. No Brasil, nenhum cidadão pode ser obrigado pelo governo a fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 
II. São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Organizativo, o Deliberativo e o 
Evolucionário. Marque a alternativa CORRETA 
A) As duas afirmativas são verdadeiras. 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
D) As duas afirmativas são falsas. 
39. (2019/ADM&TEC/Prefeitura de Poção – PE/Advogado) Leia as afirmativas a seguir: 
I. A dignidade da pessoa humana não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
II. No Brasil, é ilegal qualquer prestação de assistência religiosa nas entidades civis de internação coletiva. 
Marque a alternativa CORRETA: 
A) As duas afirmativas são verdadeiras. 
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
D) As duas afirmativas são falsas. 
40. (2019/FAFIPA/PrefeituraC) O estado de bem estar social caracterizado pelo emprego de legislação prospectiva estruturada na 
forma de cláusulas gerais torna a judicialização de políticas públicas inevitável. 
D) Princípios como o da dignidade da pessoa humana contribuem para enraizar o sentimento 
constitucional no povo. 
E) Princípios constitucionais, em razão de sua dimensão de peso axiológico, são normas dotadas de 
maior relevância que as regras constitucionais, estruturadas segundo a lógica do tudo ou nada. 
Comentário: 
Gabarito: E 
Não há hierarquia entre princípios e regras; não há hierarquia entre os dispositivos da Constituição. 
Assim, um ordenamento jurídico não pode ser formado só por princípios, porque seria 
demasiadamente flexível; mas também não pode ser formado só por regras, porque seria rígido em 
excesso. Logo, não se pode dizer que os princípios são dotados de maior relevância que as regras. 
Assim, a letra “E” é incorreta. As demais alternativas estão corretas. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Princípios fundamentais, de acordo com Canotilho, são “princípios definidores da Estrutura do Estado, dos 
princípios estruturantes do regime político e dos princípios caracterizadores da forma de governo e da 
organização política em geral.” 
Os princípios são mandamentos essenciais, o núcleo do ordenamento jurídico brasileiro. Fundamentam 
todos os demais artigos do texto da Constituição brasileira e dão norte à construção de atos administrativos 
e políticos. 
A Constituição Federal de 1988 elencou em seu primeiro título os denominados “Princípios Fundamentais da 
República Federativa do Brasil”. Leia atentamente os quatro primeiros artigos da Constituição e observe a 
marcação. Os pontos destacados são as normas estruturantes do Estado. Veja: 
“Art. 1º: A República (1) Federativa (2) do Brasil, formada pela união indissolúvel (3) dos Estados 
e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático (4) de Direito e tem como 
fundamentos (5): 
 I - a soberania; 
 II - a cidadania 
 III - a dignidade da pessoa humana; 
 IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
12 
175 
 V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos desta Constituição” (4). 
“Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo 
e o Judiciário.”(6) 
“Art. 3º: Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (7) 
 I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
 II - garantir o desenvolvimento nacional; 
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
 IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e 
quaisquer outras formas de discriminação.” 
 “Art. 4º: A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos 
seguintes princípios: (8) 
 I - independência nacional; 
 II - prevalência dos direitos humanos; 
 III - autodeterminação dos povos; 
 IV - não-intervenção; 
 V - igualdade entre os Estados; 
 VI - defesa da paz; 
 VII - solução pacífica dos conflitos; 
 VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
 X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social 
e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações.” 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
13 
175 
(1) Forma de Governo: República 
(2) Forma de Estado: Federação 
(3) Princípio da indissolubilidade do pacto federativo 
(4) Regime Político: Democracia semidireta 
(5) Fundamentos da República Federativa do Brasil 
(6) Princípio da separação de Poderes. 
(7) Objetivos da República Federativa do Brasil 
(8) Princípios das Relações Internacionais do Brasil 
Prezado(a) leitor(a), o estudo sistematizado do texto constitucional requer organização. É preciso saber 
classificar as normas constitucionais. Não se deve fazer a leitura da Constituição sem a preocupação de 
classificar os seus dispositivos, pois o candidato a certames públicos poderá errar questões simples de provas 
(e mais: o candidato erra tendo a certeza de que acertou!). Para exemplificar, analise e julgue a seguinte 
afirmação: “Nos termos estabelecidos pela Constituição Federal, a concessão de asilo político é um direito 
fundamental.” Resposta: Errado. Asilo político, nos termos do artigo 4º da CF/88, é um princípio das relações 
internacionais, classificado como “Princípio Fundamental” e não como “direito fundamental”. Friso mais uma 
vez: ao estudar as normas constitucionais, classifique-as. 
Com efeito, depreende-se da leitura dos quatro primeiros artigos da Constituição Federal que são princípios 
fundamentais: 1) forma de governo; 2) forma de Estado e preservação do vínculo federativo; 3) regime 
político; 4) fundamentos; 5) separação de poderes; 6) objetivos e 7) princípios que regem as relações 
internacionais. Note que o sistema presidencialista de governo não foi classificado como princípio 
fundamental, embora esteja consolidado no texto constitucional, para definir as atribuições do Executivo e 
do Legislativo. 
No próximo tópico, discorreremos a respeito de cada princípio fundamental. Agora, vamos treinar um pouco! 
 
(TRT 2ª Região/ Juiz do Trabalho) No que tange aos princípios fundamentais da Constituição Federal, 
de 1988, aponte a alternativa incorreta: 
A) São princípios relativos à existência, forma e tipo de Estado, o princípio republicano e o princípio 
federativo. 
B) São princípios relativos à organização da sociedade o princípio da livre organização social e o 
princípio da solidariedade. 
C) São princípios relativos à vida política, o princípio da cidadania e do pluralismo político. 
D) São princípios relativos ao regime democrático, o princípio da soberania popular e o princípio da 
representação política. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
14 
175 
E) São princípios relativos à prestação positiva do Estado o princípio do desenvolvimento nacional e o 
da prevalência dos direitos humanos. 
Comentário: 
Gabarito: A. 
A República é forma de governo e federação é forma de Estado. A letra “A”, assim, está incorreta. No 
mais, as assertivas estão corretas e classificam diferentes espécies de princípios constitucionais. 
PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES 
Os princípios estruturantes, também denominados “núcleo duro da Constituição”, são os que norteiam o 
funcionamento do Estado, isto é, a sua organização político-administrativa. Dotados de grande abstração 
e generalidade, constituem a base de todo o ordenamento jurídico, uma vez que todos os demais dispositivos 
constitucionais são desdobramentos da estrutura elencada no primeiro artigo da Lei Maior. 
Com efeito, são princípios estruturantes: 
➢ o princípio republicano; 
➢ o princípio federativo; 
➢ o princípio do Estado Democrático de Direito; 
➢ os fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Analisemos cada um deles. 
1 - FORMAS DE GOVERNO 
Forma de governo é a expressão que se refere à maneira como deve ser exercido o poder no 
Estado, bemde Nova Esperança – PR/Advogado) Nos termos da Constituição Federal de 
1988, assinale a alternativa que apresenta um dos objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil: 
A) O pluralismo político. 
B) Garantir o desenvolvimento nacional. 
C) Defender a paz. 
D) Repudiar o terrorismo e o racismo. 
E) Conceder asilo político. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
154 
175 
41. (2018/Instituto Águia/CEAGESP/Advogado) Segundo o disposto na Constituição Federal de 1988, 
constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
A) Construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza 
e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
B) Construir uma sociedade livre; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza; promover o bem 
de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor; e manter a ordem e progresso. 
C) Construir uma sociedade livre e justa; garantir o desenvolvimento empresarial; erradicar a pobreza e 
reduzir as desigualdades sociais e continentais; e promover o bem de todos. 
D) Construir uma sociedade solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza; e promover 
o bem de todos. 
42. (2018/Instituto Águia/CEAGESP/Advogado) Segundo o disposto na Constituição Federal de 1988, a 
República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
A) A soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
e o pluralismo político. 
B) A soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, 
uma sociedade livre e justa. 
C) A soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, a função social do contrato e o pluralismo 
político. 
D) A soberania, a cidadania, o desenvolvimento do país e da américa latina, os valores sociais do trabalho e 
da livre iniciativa e o pluralismo político. 
43. (2018/CKM Serviços/CAU-SP/Advogado) Ainda quanto à Constituição vigente, certo que dentre os 
fundamentos explicitamente previstos à República Federativa do Brasil encontra-se: 
A) Pluralismo político. 
B) Defesa da paz. 
C) Independência nacional. 
D) Não-intervenção. 
E) Prevalência dos direitos humanos. 
44. (2018/IPEFAE/IPSJBV – SP/Procurador) Segundo estabelece a Constituição Federal no Título I (arts. 1º 
ao 4º) sobre os princípios fundamentais, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. 
A) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios, dentre 
outros: independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos e não 
concessão de asilo político. 
B) A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social, cultural e trabalhista dos 
povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
155 
175 
C) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa 
e solidária; garantir o desenvolvimento nacional e erradicar a pobreza, a marginalização, as desigualdades 
sociais e regionais; 
D) A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos, dentre outros, a 
soberania, a cidadania, os valores sociais do trabalho e o pluralismo político. 
Defensor 
45. (FCC/DPE-RS/Defensor Público) Na Constituição Federal está previsto que “A República Federativa do 
Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando 
à formação de uma comunidade latino-americana de nações.” Para tanto, ela traz como princípios 
pelos quais se rege nas relações internacionais, expressamente a 
A) construção de uma sociedade livre, justa e solidária e garantir o desenvolvimento nacional. 
B) erradicação da pobreza e a marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. 
C) prevalência dos direitos humanos, a solução pacífica dos conflitos e o repúdio ao terrorismo e ao racismo. 
D) soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana. 
E) garantia dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
46. (CS-UFG/DPE-GO/Defensor Público) A propósito dos princípios fundamentais da República Federativa 
do Brasil, reconhece-se que: 
A) o pluralismo político está inserido entre seus objetivos. 
B) a livre iniciativa é um de seus fundamentos e se contrapõe ao valor social do trabalho. 
C) a dignidade é também do nascituro, o que desautoriza, portanto, a prática da interrupção da gravidez 
quando decorrente de estupro. 
D) a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outra forma 
de discriminação, é um de seus objetivos. 
E) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, dependentes e harmônicos entre si, são poderes da União. 
47. (FCC/DPE-RS/Defensor Público) O ideal preconizado na Constituição Federal de 1988 é o de instituir 
um Estado Democrático de Direito, cujo ponto de equilíbrio são os direitos fundamentais, que também 
limitam o poder estatal. Vários de seus dispositivos indicam o cidadão como um dos maiores 
protagonistas na tomada de decisões relevantes para o País, por isso ela também é denominada de 
Constituição Cidadã. Na prática, porém, a participação popular ainda é incipiente, tanto que poucas 
são as leis de iniciativa popular. 
De acordo com tais aspectos, é correto afirmar que 
A) a Constituição Federal contempla um modelo de democracia participativa, também denominada 
semidireta. 
B) a participação popular é exercida através do sufrágio universal, garantido a todos, sem exceção, bem como 
por meio do referendo. 
C) todo o poder emana do povo, que o exerce sempre por meio de representantes eleitos pelo voto secreto. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
156 
175 
D) a iniciativa popular propriamente dita consiste, no âmbito federal, na apresentação de projeto de lei ao 
Congresso Nacional, subscrito por 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos dez Estados- 
Federados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. 
E) a competência para autorizar referendo e convocar plebiscito é privativa do Congresso Nacional e é 
materializada por meio de resolução. 
48. (FCC/DPE-SP - Defensor Público) Assinale a afirmativa correta. 
A) Nosso federalismo prevê a atuação do poder constituinte derivado decorrente, por meio de instituições 
que correspondam à ideia centralizadora de afirmação do estado que atua em bloco único. 
B) A teoria da 'tripartição de poderes' confirma o princípio da indelegabilidade de atribuições, por isso 
qualquer exceção, mesmo advinda do poder constitucional originário, deve ser considerada inconstitucional. 
C) O princípio do pluralismo político refere-se à ideologia unitária da preferência político-partidária, já que 
nesse terreno é imperativa a aplicação da reserva da constituição. 
D) Nas relações internacionais aplica-se o princípio constitucional da intervenção, com repúdiocomo quem poderá exercê-lo. Diz respeito à relação entre governante e governados. 
Um governo, quanto à sua origem, pode ser de direito (governo legítimo, instituído a partir da lei 
fundamental do Estado) ou de fato (estabelecido mediante fraude ou imposição). Quanto à extensão do 
poder, um governo pode ser constitucional (vinculado a uma Constituição) ou absolutista (todos os poderes 
estão concentrados em um só órgão ou pessoa). 
Aristóteles defendeu a existência de três formas de governo: a monarquia (governo de uma só pessoa); a 
aristocracia (governo de uma minoria – aristocratas) e a democracia/politéia (governo de uma maioria, 
governo do povo). Essas seriam formas puras, perfeitas, porque objetivam ao bem-comum. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
15 
175 
Vale dizer que atualmente a democracia não é classificada como forma de governo, mas como regime de 
governo. Assim, alguns autores reproduzem o pensamento de Aristóteles, mas substituem o termo 
“democracia” por “república”. É o caso de José Afonso da Silva, por exemplo (SILVA, 2007, p.103). 
A degeneração dessas formas de governo, segundo o filósofo grego, dá origem a formas impuras, corruptas, 
imperfeitas, porque não primam pelo interesse do povo, mas pelo interesse dos governantes. Nessa toada, 
em oposição à monarquia, tem-se a tirania; em oposição à aristocracia, a oligarquia; em oposição à 
democracia (ou república), a demagogia. 
Maquiavel, em “Il príncipe” (o príncipe), reduziu a duas as formas de governo: república e monarquia. De 
acordo com o filósofo e historiador, todos os domínios que exerceram ou exercem poder sobre os homens 
ou foram ou são repúblicas ou principados. Maquiavel rechaçou a existência de formas puras e formas 
impuras apontadas por Aristóteles. 
A classificação dualista tem perdurado nos dias atuais, não obstante o fato de outras teorias terem sido 
desenvolvidas, razão por que discorreremos sobre república e monarquia. 
 
(FCC/TJ-GO/Juiz Substituto) Antiga linha de pensadores políticos, que inclui, por exemplo, 
Aristóteles e Montesquieu, converge para uma determinada forma de governo, concebida como 
apta a impedir a sua própria degeneração, e que pode ser descrita como 
A) monarquia, em que um único sujeito detém o poder e o utiliza para o bem comum. 
B) aristocracia, em que um grupo de sábios virtuosos detém o poder e o utiliza para o bem comum. 
C) timocracia, em que uma elite honrada detém o poder e o utiliza para o bem comum. 
D) oclocracia, em que a grande massa popular, ela própria, exerce o poder e o utiliza para o bem de 
todos. 
E) politeia, ou governo misto, em que elementos de diferentes formas de governo se combinam. 
Comentários: 
Gabarito: E 
Politeia (ou república ou democracia) é o governo da maioria, o governo do povo. Faz oposição à 
demagogia (ou autocracia). Aristóteles e Montesquieu convergiram para esse modelo de forma de 
governo. Na aristocracia, o poder é exercido por um pequeno grupo de aristocratas. Na monarquia, 
por uma só pessoa. Aristocracia, monarquia e república são formas puras de governo, pois objetivam 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
16 
175 
o bem-comum. Entretanto, a convergência para o modelo republicano. A oclocracia e timocracia não 
são formas de governo, mas a degeneração delas. 
1.1 República 
A República se origina da “res publica”, ou seja, da “coisa pública”, coisa do povo. Trata-se de forma de 
governo oponível à monarquia em que o poder na sociedade é exercido por quem o povo elege para atuar 
como seu representante, de maneira a garantir um governo em que prevaleça a vontade soberana do povo. 
Esses líderes políticos recebem um mandato e adquirem o dever de prestação de contas de seus atos aos 
titulares do poder – o povo. 
No Brasil, a República foi estabelecida em 1889, embora a primeira Constituição republicana tenha sido a de 
1891. Todas as demais constituições brasileiras preservaram essa forma de governo. Assim, é importante 
destacar que a atual Carta Magna apenas demonstra a opção brasileira pela república, ou seja, confirma, 
mas não instaura o modelo republicano. 
A forma republicana pressupõe, modernamente, que o representante do governo seja eleito pelo povo, que 
este seja representado em câmaras ou assembleias populares e que os mandatos eletivos sejam 
temporários. 
Destaca-se, portanto, como um dos princípios republicanos a necessidade de meios de legitimação popular 
para a investidura em cargos públicos eletivos (presidente da República, governadores, prefeitos, deputados, 
senadores e vereadores). 
No Brasil, a república é um dos princípios constitucionais sensíveis, de forma que a ofensa a princípios 
republicanos pode ensejar a intervenção federal, nos termos do artigo 34, VII, da Constituição Federal. 
Lado outro, a forma republicana de governo não é cláusula pétrea. Diferentemente das demais 
constituições brasileiras, a Constituição vigente embora tenha especificado a república como modelo de 
governo, não limitou expressamente a atuação do poder reformador quanto ao tema. É de se notar no artigo 
60, parágrafo 4º, que a forma federativa de Estado é cláusula pétrea, mas a forma republicana de governo 
não foi elencada como limitação material. 
Qual a razão da não inclusão da República? A resposta está no artigo 2º do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias, que trouxe previsão de plebiscito a respeito do tema. Nos termos do citado 
artigo, em 1993, o povo deveria ser diretamente consultado a respeito de dois assuntos: forma de governo 
e sistema de governo. Dessa forma, o poder constituinte originário não definiu a república como cláusula 
pétrea, para que o povo pudesse fazer a sua escolha diretamente. Ocorre que no dia 21/04/1993, a consulta 
popular foi feita e o povo optou por uma República presidencialista, motivo por que não foi preciso alterar 
o texto constitucional. Evidentemente, caso a escolha fosse outra (República parlamentarista ou monarquia 
parlamentarista), o texto constitucional teria que ter sido refeito. 
Destarte, o poder originário, aquele que é ilimitado, atribuiu ao povo a prerrogativa de escolher diretamente, 
motivo de a temática não ter sido posta como cláusula pétrea. Por outro lado, o plebiscito já ocorreu e o 
povo já decidiu. Dessa sorte, parte da doutrina chega a uma conclusão lógica: o Congresso Nacional não 
pode, sozinho, por emenda, implantar nem a monarquia e nem o parlamentarismo. A implementação da 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
17 
175 
monarquia e/ou do parlamentarismo dependem ou de atuação do poder originário (criação de nova 
Constituição) ou de nova consulta popular direta que autorize o Congresso Nacional fazer a reforma da 
Constituição quanto aos pontos. 
Sobre o assunto não há consenso. O tema chegou a ser questionado ao Supremo Tribunal Federal por meio 
do MS 22972, mas a Corte deixou transcorrer um prazo de 21 anos sem análise. Em 2018, quando a ação foi 
pautada para julgamento, seus impetrantes pediram desistência, motivo pelo qual foi arquivada sem 
julgamento de mérito. 
Diante do exposto, como o concursando deverá se posicionar para fins de prova? A Forma republicana 
de governo é cláusula pétrea? Não. Há posicionamento doutrinário que vincula a reforma 
constitucional destinada à implementação da monarquia e do parlamentarismo a uma consulta 
popular? Sim. Há posicionamento doutrinário que defende ser a república limitaçãomaterial implícita 
ao poder de reforma da Constituição? Sim. 
 
(2019/CESPE/CEBRASPE/PGM-Campo Grande/Procurador) Com relação à organização do Estado e 
às funções essenciais à justiça, julgue o item subsecutivo. 
A forma federativa de Estado é cláusula pétrea, porque a Constituição Federal de 1988 veda a 
possibilidade de emenda constitucional tendente a aboli-la, não fazendo o mesmo em relação à forma 
de governo, que constitui princípio sensível da ordem federativa, podendo ser autorizada intervenção 
federal no ente federado que a desrespeitar. 
Comentários: 
Gabarito: Certo. 
Nos termos do artigo 60, §4º, da CF/88, a forma federativa de Estado é cláusula pétrea e não pode ser 
abolida nem mesmo por emenda. Por outro lado, a forma republicana de governo não tem a mesma 
proteção. Por outro lado, consoante artigo 34, VII, "a", da CF/88, a república é um dos princípios 
constitucionais sensíveis, uma vez que a inobservância de seus pressupostos pode ensejar a 
intervenção federal. 
1.2 Monarquia 
A Monarquia é diretamente contrária aos pressupostos republicanos, caracterizando-se como o governo de 
um só ou o governo da minoria. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
18 
175 
O monarca não é escolhido pelo povo, ao contrário, ocorre a transferência do poder de sucessor para 
sucessor (hereditariedade). Não se fala também em mandato temporário, pois vigora a vitaliciedade. Outra 
importante característica é a de que o monarca, por não falar em nome do povo, não se vê obrigado a prestar 
contas de seus atos de governo ao povo. Assim, tem-se a designação, a hierarquia e a vitaliciedade como 
principais características monárquicas. 
Atualmente, a maior parte dos Estados que adotam a Monarquia como forma de governo opta por uma 
monarquia parlamentarista, de forma que o monarca atua como chefe de Estado e o primeiro ministro como 
chefe de Governo. É o caso do Reino Unido, por exemplo. Lado outro, há ainda alguns países que aplicam 
uma monarquia absolutista, em que o monarca governa por decreto. É o caso da Arábia Saudita. 
Em resumo, temos as principais características de cada forma de governo: 
 
República
Eletividade (o governante é 
escolhido pelo povo. Não há a 
necessidade de eleição direta).
Representatividade popular (o 
governante é eleito para ser 
representante do povo).
Responsabilidade (dever de prestar 
contas ao povo).
Temporalidade (o governante deve 
ter mandato certo, com dia de início 
e com dia de fim).
Monarquia
Hereditariedade (o monarca é 
ungido por Deus. Seus sucessores 
são seus descendentes, que 
herdam o trono).
Não representatividade popular 
(há representatividade de uma 
dada linhagem. Indiretamente, o 
monarca representa Deus).
Irresponsabilidade (não 
obrigatoriedade de prestação de 
contas ao povo).
Vitaliciedade (o monarca não tem 
mandato; antes, só deixa o trono 
morto ou quando o abdica).
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
19 
175 
 
(FUNDEP/DPE-MG/Defensor Público/Adaptada) O princípio republicano, que traduz a maneira como 
se dá a instituição do poder na sociedade e a relação entre governantes e governados, está mantido 
na ordem constitucional, porém não está protegido formalmente contra a emenda constitucional, 
pois não está previsto no art. 60, §4º, da CRFB/1988. 
Comentário: 
Gabarito: Certo. 
A república não foi consagrada expressamente como cláusula pétrea, nos termos do artigo 60, §4º, da 
CRFB/1988. 
(PGR/Procurador da República) ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA: 
A) Para o pensamento republicano, a liberdade como “não dominação" é o ideal regulador de todas as 
medidas estatais e decisões políticas, e representa a possibilidade de os cidadãos se motivarem pela 
ação política exatamente para não sofrerem uma interferência sobre bases arbitrarias; 
B) O republicanismo contemporâneo aposta na confluência entre diversidade e aparato institucional, 
de tal modo que o consenso não seja uma construção prévia, mas resultado de ideias conflitantes 
contrastadas no interior das estruturas republicanas; 
C) Mecanismos de dispersão e indelegabilidade de poder, império da lei em sentido estrito e 
democracia formal são requisitos suficientes para a caracterização do Estado republicano 
contemporâneo; 
D) O Estado republicano da atualidade convive, permanentemente, com a instabilidade dos conceitos 
de “público" e “privado", muito em função de lutas emancipatórias vitoriosas, que trazem para o 
espaço público questões até então confinadas ao âmbito privado. 
Comentários: 
Gabarito: C 
Para a caracterização do Estado Republicano contemporâneo, o bem-comum deve estar acima de 
interesses privados ou de grupos. O governo deve ser eleito pelo povo e atuar como seu representante, 
daí a necessidade de prestação de contas contínua de seus atos ao povo. O governante tem que ter 
mandato por prazo certo. Deve haver separação de atribuições para Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
1
 
 
 
 
 
20 
175 
2 - FORMAS DE ESTADO 
Chama-se de forma de Estado o modo pelo qual o poder político é exercido num país. Diz respeito à 
organização político-administrativa do Estado e à escolha por uma repartição ou não de poderes autônomos 
regionalizados. No Estado, quando o poder é dividido entre diferentes unidades governamentais autônomas, 
o modelo utilizado é o federativo, mas quando o poder é centralizado, de forma a gerar unidade política no 
território, o modelo é o de Estado Unitário. 
2.1 - A Federação (Estado Complexo/Estado Composto) 
O modelo de Estado Federal foi criado, em 1787, nos Estados Unidos da América. Treze colônias britânicas 
da América declararam a sua independência e se autodeclararam Estados soberanos. Para a continuidade 
dessa soberania, com vistas a se protegerem das constantes ameaças sofridas por parte dos ingleses, a ex-
colônias, de início, optaram por uma confederação (união de diversos Estados soberanos que, mediante 
tratado internacional, estabelecem direitos e obrigações recíprocas). 
A Confederação dos Estados Americanos permitia a separação, a qualquer tempo, do pacto confederativo. 
Isso favorecia as intenções da Inglaterra de recuperar as suas antigas colônias. Buscando solucionar tal 
problema, foi criado o primeiro Estado Federal, de forma que, em 1787, na cidade da Filadélfia, os treze 
países (antigas colônias britânicas) resolveram abrir mão de parcela de sua soberania em favor de um órgão 
central que seria responsável por sua unificação. Proibiu-se também o direito de secessão (desligamento do 
território). 
A palavra “federação” significa pacto, aliança, união. O Estado Federal é caracterizado pela união de entes 
políticos autônomos, dotados de personalidade jurídica de direito público. Na federação, a organização 
político-administrativa do Estado é descentralizada, de modo que o Estado Federal é soberano e os entes 
que o compõem são todos autônomos, isto é, têm autogoverno e capacidade para legislar. Numa federação 
os entes políticos estão unidos por uma Constituição rígida, que a todos subordina, a fim de preservar o 
pacto de união e impedir a secessão. 
O modelo de Estado surgido nos Estados Unidos da América inspirou a tantos outros países, que resolveram 
buscar uma organização interna descentralizada. Cada um ajustou o modelo federativo à sua realidade. 
No Brasil, a federação foi implantada em 1889, com o Decreto nº 1, de 5 de novembro. A primeiraConstituição brasileira a estabelecer a forma de Estado Federal foi a de 1891; as próximas Constituições 
apenas mantiveram o modelo federativo. 
O artigo 1º da Constituição Federal de 1988 estabelece que a República Federativa do Brasil é formada pela 
união indissolúvel de Estados, Distrito Federal e Municípios. Conforme dito anteriormente, a junção de 
coletividades regionais dá norte ao federalismo. No caso brasileiro, União, estados, Distrito Federal e 
municípios são todos autônomos, pois apresentam capacidade de autogestão política e administrativa, não 
havendo entre eles nenhum tipo de subordinação ou hierarquia. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
9
 
 
 
 
 
21 
175 
Importante se faz destacar que soberania e autonomia não se confundem. A primeira diz respeito à condição 
de autodeterminação; a segunda, compreende governo próprio, desde que seguidos os ditames traçados 
pela Constituição. 
Note que a soberania pertence ao Estado Federal (ao todo, ao país), à pessoa jurídica de Direito Público 
internacional. União, estados, Distrito Federal e municípios não são soberanos, tão somente detêm 
autonomia. 
Cuidado! A União, pessoa jurídica de Direito Público interno, é dotada de autonomia apenas. A 
União não é por si soberana, pois não tem autodeterminação. Não se pode confundir a União 
com o Estado Federal. A União integra a estrutura político-administrativa do Brasil, é um ente 
federativo. Por sua vez, o Estado Federal é pessoa jurídica de direito internacional, é o país, é a 
República Federativa do Brasil. 
Vale, todavia, destacar que a representação da soberania do Estado Federal é feita pela União. Pense, por 
exemplo, numa declaração de guerra. Ora, quem declararia guerra em nome do Brasil? O Distrito Federal? 
Um município? Um estado membro? Por óbvio que não – a União, na figura do Presidente da República, após 
autorização do Congresso Nacional. Assim, embora a União não seja soberana, exerce externamente a 
soberania do Estado Federal. 
Outrossim, a capacidade de auto-organização político-administrativa dos estados membros por meio de 
constituições próprias é pressuposto federativo. Some-se a isso a capacidade de criação de leis próprias, de 
autogestão da Administração Pública e de autogoverno. Tudo isso, evidentemente, seguindo os parâmetros 
estabelecidos pela Constituição Federal. Municípios e Distrito Federal também têm autonomia, mas é preciso 
lembrar que esses entes se organizam por meio de lei orgânica e não de Constituição. 
É característica das Federações a inadmissibilidade do direito de secessão. Os Estados federados devem 
preservar o pacto federativo, isto é, o pacto de união. Os entes federativos não podem se desligar do 
território nacional para constituírem Estados soberanos e nem para integrarem outros Países. 
A proibição de secessão não impede, porém, a reorganização interna do País. No caso brasileiro, poderíamos 
aumentar ou diminuir o número de estados membros (hoje são 26), sem que houvesse desligamento de 
qualquer deles do território nacional, conforme orientação do artigo 18, parágrafo terceiro, da constituição 
Federal. Seria possível, por exemplo, criar o estado da Bahia do Sul, a partir do desmembramento do estado 
da Bahia ou, por exemplo, unir Sergipe a Alagoas, transformando tudo em Alagoas. Não haveria secessão, 
apenas uma reorganização territorial e política do Brasil. 
Outra característica federativa é a necessidade de ter uma Constituição rígida, para que a estabilidade 
institucional se materialize. Já que os entes políticos, em uma federação, são autônomos, a manutenção do 
pacto de permanência é dada por meio da norma de maior hierarquia do ordenamento jurídico, à qual todos 
os entes se subordinam. Já foi estudado em nossa primeira lição, que a supremacia formal da Constituição é 
atributo de rigidez. Dessa sorte, só se fala em Lei Maior quando a Constituição tem mais estabilidade que as 
demais leis, quando tem supremacia formal, ou seja, quando rígida. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
2
 
 
 
 
 
22 
175 
 Além de Constituição rígida, uma federação precisa ter também um órgão que atue como guardião da 
Constituição, a fim de interpretá-la com definitividade e do mesmo modo para todos. O que seria se cada 
estado membro pudesse resolver os conflitos a partir de sua interpretação da Constituição Federal? Cada 
qual interpretaria a Lei Maior da forma mais conveniente para si, o que poderia fazer com que a federação 
se dissolvesse. É bem verdade que, no Brasil, todos os órgãos do Judiciário julgam com base na Lei Maior, 
mas definitividade quanto ao entendimento da Constituição Federal só vem de decisões proferidas pelo 
Supremo Tribunal Federal. 
Outro aspecto merecedor de destaque é a necessidade de se criar um órgão que atue como representante 
dos estados membros. No Brasil, esse órgão é o Senado Federal. Sendo as unidades políticas autônomas, 
mas integrantes do todo, do país, é preciso garantir a participação das vontades parciais na vontade geral. 
Cuidado! Não obstante o fato de os municípios também serem unidades políticas autônomas, não têm 
representatividade no Senado Federal. O Distrito Federal, por sua vez, como também exerce papel de estado 
e não apenas de município, tem representação no Senado. 
Por fim, a forma federativa de Estado, no Brasil, é cláusula pétrea. Assim, não poderá ser 
suprimida (nem qualquer de suas características) por emenda Constitucional. 
Perceba que afirmar ser a forma federativa de Estado cláusula pétrea não é apenas dizer que o poder 
reformador não será capaz de implantar um modelo unitário de Estado, mas também não poderá afetar 
qualquer das características que compõem a federação. Por exemplo, uma emenda não poderá retirar da 
Constituição a vedação à secessão ou mitigar a autonomia dos entes federativos ou extinguir o Senado 
Federal. 
Com efeito, cabe enfatizar a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a respeito da matéria: a cláusula 
pétrea forma federativa de Estado não diz respeito a um modelo ideal e apriorístico de federação, mas 
objetiva resguardar a vontade do legislador constituinte (ADI 2.024). Dito de outra forma: a limitação 
material sofrida pelo poder derivado quanto ao modelo de Estado diz respeito à federação no Brasil e não a 
um modelo ideal de federação. Assim, por exemplo, embora em uma federação os municípios não precisem 
ser autônomos, no Brasil, foram elevados à condição de entes federativos. Dessa forma, emenda à 
Constituição não será capaz de tirar a sua autonomia, ou de prejudicar a repartição de suas receitas 
tributárias. 
 
Podemos então, diante do exposto, sistematizar os princípios que norteiam a federação 
brasileira: 
➢ descentralização político-administrativa; 
➢ Soberania do Estado Federal; 
➢ -Autonomia dos entes federativos (União, estados, DF e municípios); 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
d
 
 
 
 
 
23 
175 
➢ proibição de secessão; 
➢ órgão guardião da Constituição (STF); 
➢ órgão representante dos estados membros (Senado); 
➢ participação das vontades parciais (estados) nas vontades gerais (Estado Federal); 
➢ Constituição rígida; 
➢ Intervenção, para assegurar o pacto federativo e a Constituição. 
2.1.1. Espécies de federação 
O modelo federativo de Estado pode ser classificado de diferentes formas, conforme os critérios e a doutrina 
escolhidos. Utilizaremos abaixo cinco distintos critérios apontados por Marcelo Novelino (2015).Vejamos: 
a) Quanto à origem 
Quanto ao surgimento, o federalismo pode ser classificado como federalismo por segregação e 
federalismo por aglutinação. 
O federalismo por agregação foi o que surgiu primeiro e retrata o processo de formação dos Estados Unidos 
da América, em que houve a fusão de treze Estados soberanos em um só. Esses Estados abriram mão de sua 
soberania, em prol de um Estado maior que estava por nascer, mas preservaram autonomia (capacidade de 
auto-organização política e administrativa). Tem-se um federalismo de princípio aglutinador, nascido de um 
movimento centrípeto. 
O federalismo por segregação retrata o modelo brasileiro, pois surgiu de um movimento centrífugo. O 
Brasil era Estado Unitário quando optou pela implementação da federação. Assim, o Estado foi segregado, 
dividido em partes menores, que passaram a ter autonomia. 
b) Quanto à repartição de competência 
Quanto à repartição de competência, o federalismo pode ser dualista, de integração ou de 
cooperação. 
Diz-se federalismo dualista aquele em que a repartição de competências entre a União e os estados 
membros é horizontal. Típico dos Estados liberais, nesse modelo, a distribuição de competências é estanque, 
de maneira que não existem competências comuns e concorrentes. Enumeram-se as competências da União 
e o que remanescer, será competência dos estados. 
No federalismo de integração, modelo muito parecido com o de Estado unitário descentralizado, os estados-
membros estão sujeitos ao Estado federal, há subordinação entre os entes federativos. 
O federalismo de cooperação, típico de Estados sociais, busca o bem-estar social por meio da repartição 
vertical de competências, a partir da fixação de competências concorrentes e comuns, a fim de que o Estado 
intervenha na economia e ampare o indivíduo menos favorecido socialmente. Esse é o modelo brasileiro. 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
c
 
 
 
 
 
24 
175 
c) Quanto à concentração do poder 
Quanto à concentração do poder, o federalismo pode ser centralizador, descentralizador ou de 
equilíbrio. 
No federalismo centralizador (ou centrípeto), a União tem as maiores atribuições, de maneira que o poder 
central é fortalecido. 
No federalismo descentralizador (ou centrífugo), é combatida a centralização excessiva, de maneira a 
garantir aos estados-membros a autonomia. 
Por último, no federalismo de equilíbrio, busca-se a harmonização entre unidade e diversidade, entre 
autonomia e integração, de maneira que as competências são repartidas de modo equânime. 
O Brasil adota um federalismo descentralizador, embora alguns autores critiquem a excessiva centralização 
de poder por parte da União. 
d) Quanto à distribuição de competências 
Quanto à distribuição de competências, o federalismo pode ser simétrico ou assimétrico. 
No federalismo simétrico, há um equilíbrio na repartição de competências entre os entes federativos de 
mesmo grau, porque a realidade fática (cultura, língua, grau de desenvolvimento) é homogênea. 
Por outro lado, no federalismo assimétrico, a repartição de competência não é igualitária entre entes 
federativos de mesmo grau, em razão de grande desigualdade na realidade fática, seja em razão das grandes 
diferenças culturais existentes, ou pelas diferenças linguísticas ou socioeconômicas, como se nota no 
Canadá, por exemplo. 
No Brasil, adotou-se um federalismo simétrico, dado que todos os estados têm as mesmas competências, 
assim como também não há diferenças entre os municípios. 
Vale dizer que os modelos simétrico e assimétrico podem também ser classificados quanto ao aspecto 
externo, conforme maior ou menor aproximação do modelo de federalismo clássico. Sob esse prisma, o 
primeiro tem maior aproximação do federalismo clássico e o segundo faz uma ruptura com as linhas 
tradicionais. 
No federalismo simétrico estão presentes as principais características federativas, quais sejam: repartição 
de competências, intervenção federal, existência de poder constituinte reformador, autonomia dos entes 
federativos, dentre outras. No federalismo assimétrico há uma deformação de institutos federais. 
Sob essa ótica, existem os que defendem ser o Brasil uma federação assimétrica, porque os municípios são 
autônomos. Porém, não há sobre o tema consenso. 
e) Quanto às esferas de competência 
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
c
 
 
 
 
 
25 
175 
Quanto às esferas de competência em seu território, o federalismo pode ser típico ou atípico. 
O federalismo típico (também denominado bipartite ou de 2º grau) é aquele em que os entes autônomos 
são apenas dois: a União e os estados. 
O federalismo atípico (também denominado tripartite ou de 3º grau) é aquele em que as competências são 
repartidas em três esferas: central (União), regional (estados) e local (municípios). 
O Brasil adota o modelo de federalismo de terceiro grau. 
 
O Distrito Federal é autônomo, mas não há que falar em federalismo de quarto grau, porque o 
DF acumula competências de estados (regionais) e de municípios (locais). 
 
O Brasil adota o modelo de federalismo: 
 
2.2 - Estado Unitário (ou simples) 
O Estado é unitário quando “possui um centro de poder que se estende por todo o território e 
sobre toda a população e controla todas as coletividades regionais e locais” (SILVA, 2008, p. 99). 
Nesse modelo de Estado, as leis são nacionais, pois há um único órgão legislativo, e a 
Administração Pública é nacional. 
Por segregação
Atípico
De cooperação
Descentralizador
Simétrico
Nelma Fontana, Equipe Materiais Carreiras Jurídicas
Aula 01
Direito Constitucional p/ Delegado de Polícia - 2022 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
165012405894977401 - Adriana Cristina de Oliveira Lopes
 
 
 
 
 
26 
175 
De acordo com o grau de centralização, o Estado Unitário pode ser classificado como puro ou 
descentralizado. 
É chamado Estado unitário puro aquele que adota uma absoluta centralização de poder. 
O Estado unitário que descentraliza administrativamente todo o poder, de forma a permitir que 
administradores possam executar e administrar as decisões políticas do Governo Nacional é tido por Estado 
unitário descentralizado administrativamente. 
Há ainda o Estado Unitário descentralizado administrativamente e politicamente, como a Espanha e a 
França, por exemplo. 
A forma de governo que predomina hoje no mundo é a de Estado unitário descentralizado administrativa 
e politicamente. Por esse modelo, os administradores têm certa autonomia política para decidir a melhor 
opção de execução de comando do Governo Central. Conforme o Estado, as descentralizações recebem 
nomes diversos. Na Itália, comunas; no Uruguai, províncias; na Espanha, comunidades autônomas. 
2.3 - Estado Confederal 
A confederação é uma junção de Estados soberanos, ligados por tratado internacional, que estabelece 
liame entre os países ao preceituar normas e obrigações. Os Estados que integram uma confederação não 
perdem o status de países perante a comunidade internacional, pois continuam soberanos. As decisões que 
dizem respeito aos interesses da confederação dependem das normas internas de cada Estado. 
Com efeito, a confederação não se confunde com “federação”, pois, como vimos, os entes federativos são 
apenas autônomos, tendo sido dada a soberania apenas ao Estado Federal. Já na confederação, todos que a 
compõem preservam a sua soberania. Outro aspecto merecedor de atenção é que diferentemente da 
federação, a confederação admite a secessão. 
 
Federação Confederação 
➢ Estado; 
➢ Os entes federativos estão unidos por 
uma Constituição; 
➢ Apenas o Estado

Mais conteúdos dessa disciplina