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tabela de conectivos

Material sobre coesão textual (emprego de conectores) que define coesão por referenciação e sequencial, descreve tipos de conectivos, oferece exemplos de reescritas, traz uma tabela de conectores por relação de sentido e questões comentadas de concursos.

Material

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Coesão Textual - Emprego de Conectores
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
COESÃO TEXTUAL - EMPREGO DE CONECTORES
Coesão é a textura do texto, ou seja, a ligação e a articulação entre as partes do 
texto. Esta articulação pode ser estabelecida de várias formas, sendo as principais a 
coesão por referenciação e a coesão sequencial.
• Coesão por referenciação: um termo se refere a outro termo do texto.
• Coesão sequencial: ligação feita pelo emprego de conectores ou conectivos.
Conectores:
Os conectivos, ou conectores, são elementos de ligação entre as partes do texto. 
Estes podem ser preposições, locuções prepositivas, conjunções ou locuções conjun-
tivas. A banca de concursos pode utilizar tanto “conectores” quanto “conectivos” nos 
editais e provas. Estes elementos de ligação são fundamentais para a coesão textual, 
e incluem:
• Preposições
• Locuções prepositivas
• Conjunções
• Locuções conjuntivas
Por exemplo, considere duas frases que não estão ligadas por nenhuma conjunção ou 
preposição: “Estudei. Aprendi.”
Não há conector entre elas. Essas frases podem ser reescritas de várias maneiras: 
• “Estudei e aprendi” (relação de adição)
• “Estudei, logo aprendi” (relação de conclusão)
• “Estudei tanto que aprendi” (relação de consequência)
• “Aprendi na medida em que estudei” (relação de causa)
• “Aprendi à medida em que estudei” (relação de proporcionalidade)
• “Aprendi quando estudei” (relação de tempo)
Cada reescritura contém um conector que altera o sentido da relação entre as frases. 
Por exemplo, “Estudei e aprendi” é uma relação de adição, “Estudei, logo aprendi” implica 
uma conclusão, e “Estudei tanto que aprendi” sugere uma consequência.
Esses conectores são fundamentais para estabelecer relações de sentido entre as 
partes do texto. A banca cobrará esse conteúdo, principalmente em questões que abor-
dam a relação de sentido estabelecida pelos conectores.
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Coesão Textual - Emprego de Conectores
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Por exemplo, a banca pode afirmar que, em determinado texto, um conector X intro-
duz uma ideia de adição, concessão, consequência ou causa. Outra possibilidade é a 
substituição de um conector por outro, julgando se isso mantém a correção e o sentido 
do texto. 
A memorização da tabela de conectivos é uma estratégia muito positiva de custo-
-benefício para a prova.
É possível usar os conectivos no dia a dia para diversificar o emprego deles até a 
prova. Por exemplo, se alguém pede um favor e decide-se fazer uma concessão, pode-se 
usar “embora” ou “conquanto” de forma intercambiável. É importante internalizar esses 
conectivos para que se tornem naturais.
Em uma questão que traz uma lacuna e pede para que seja preenchida com um 
conectivo, existem 14 possibilidades, conforme visto na tabela abaixo.
Tabela de conectivos: 
RELAÇÃO DE SENTIDO CONECTORES
ADIÇÃO E, NEM, (NÃO SÓ)... MAS/COMO, OU
ALTERNATIVA / ALTERNÂNCIA OU, OU...OU, ORA...ORA, QUER...QUER, SEJA... SEJA
ADVERSIDADE / CONTRASTE / 
OPOSIÇÃO
MAS, PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, ENTRETANTO, NO ENTANTO, E, 
NÃO OBSTANTE
EXPLICAÇÃO QUE, POIS, PORQUE, PORQUANTO
CONCLUSÃO
LOGO, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, DESTARTE/DESSARTE, ENTÃO, 
POIS (posposto ao verbo)
CAUSA
POIS, PORQUE, PORQUANTO, VISTO QUE, JÁ QUE, UMA VEZ QUE, NA 
MEDIDA EM QUE, COMO, POR + INFINITIVO
CONDIÇÃO SE, CASO, DESDE QUE, CONTANTO QUE, A MENOS QUE, A NÃO SER QUE
COMPARAÇÃO COMO, MAIS/MENOS... QUE/DO QUE, TANTO... QUANTO
CONSEQUÊNCIA TÃO/TANTO... QUE, DE MODO QUE, DE MANEIRA QUE
CONCESSÃO
EMBORA, CONQUANTO, POSTO QUE, MESMO QUE, AINDA QUE, NÃO 
OBSTANTE, APESAR DE, NÃO OBSTANTE
CONFORMIDADE COMO, CONFORME, SEGUNDO, CONSOANTE
FINALIDADE PARA QUE, A FIM DE QUE, PARA + INFINITIVO, A FIM DE + INFINITIVO
PROPORCIONALIDADE
À MEDIDA QUE, À PROPORÇÃO QUE, QUANTO MAIS...MAIS, AO PASSO 
QUE
TEMPO QUANDO, ENQUANTO, DESDE QUE/QUANDO, AO + INFINITO
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Coesão Textual - Emprego de Conectores
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
1. (TBG/ANALISTA/2023) No segundo período do segundo parágrafo, o vocábulo “Embora” 
introduz oração que se classifica como adverbial consecutiva.
Embora tenham sido incluídas no modelo variáveis fundamentais no processo de localização, 
é inevitável que haja um grupo de variáveis omitidas.
Na realidade, o “embora” é utilizado para apontar uma relação de concessão. Ex.: “Embora 
você não mereça, vou ajudá-lo”. O “embora” ainda pode ser substituído por “posto que” ou 
“conquanto”.
2. (SEE PE/PROFESSOR/2023) No segundo período do quinto parágrafo, a conjunção 
‘pois’ introduz uma conclusão. 
“É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem 
a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena 
ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine.
Primeiramente, é importante lembrar que o “pois” é um conector de natureza plurissignificativa: 
explicação, conclusão (posposto ao verbo) e causal.
O “pois” pode vir anteposto ao verbo da oração ao qual pertence, o que é o mais comum. 
Nesse caso, pode introduzir explicação ou causa.
Ele também pode ser colocado posposto ao verbo, hipótese em que introduz uma conclusão.
Exemplos:
• Explicativo: Choveu, pois o asfalto está molhado.
• Causal: O asfalto está molhado, pois choveu. 
Assim, no caso previsto na questão, o “pois” não pode ter natureza conclusiva, pois está 
anteposto ao verbo.
3. (MJSP/TÉCNICO ESPECIALIZADO/2022) A expressão “como eu” (quarto período do 
primeiro parágrafo) transmite ideia de proporcionalidade.
Amado encheu meu copo de suco de caju amarelo-pálido: ele pensava, como eu, que se 
conhece um país em grande parte pela boca.
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Coesão Textual - Emprego de Conectores
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
É importante lembrar que o “como” também é um conector plurissignificativo, pois pode 
ter o sentido de: adição, causa, comparação ou conformidade.
Assim, a questão atribui ao “como” uma relação de proporcionalidade, o que está errado. 
4. (DPE DF/ANALISTA/2023) No trecho “Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 
bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas” 
(terceiro parágrafo), as orações introduzidas por “para” indicam as causas por que os 3,7 
bilhões de pessoas que fazem parte do grupo dos mais pobres do mundo lutam.
Vale lembrar que o “para + infinitivo” estabelece uma ideia de finalidade e não de causa.
Já o “por + infinitivo” estabelece uma ideia de causa. Ex.: Por estar com febre, não foi 
trabalhar.
Por fim, o “ao + infinitivo” estabelece uma ideia de tempo. Ex.: Ao sair do banco, fui assaltada. 
5. (TELEBRAS/ANALISTA DE TI/2022) No último parágrafo, a expressão “Ao passo que” 
estabelece uma relação de proporcionalidade entre as orações que formam o período.
Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o 
fosso tecnológico é mais urgente
Nesse caso, “ao passo que” tem o mesmo significado de “à medida que” ou “à proporção 
que”, que estabelecem uma ideia de proporcionalidade.
6. (SEDUC AL/PROFESSOR/2021) No último período do segundo parágrafo, a oração 
introduzida por “desde que” exprime uma condição hipotética relacionada ao trecho 
“Victor Hugo poderia ter sido tão importante quanto foi mesmo se falasse outra língua”.
Victor Hugo poderia ter sido tão importante quanto foi mesmo se falasse outra língua — 
desde que pertencesse a uma cultura equivalente, em grau de adiantamento, riqueza de 
tradição intelectual etc., à cultura francesa de seu tempo.
Vale lembrar que o “desde que” é uma locução conjuntiva que pode estabelecer uma relação 
de condição ou de tempo. 
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40m
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Coesão Textual - Emprego de Conectores
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
GABARITO
1. E
2. E
3. E
4. E
5. C
6. C
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Tereza Barros Cavalcanti. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.

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