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DOMINE A DRENAGEM LINFÁTICA A principal técnica para entregar resultados no PÓS- OPERA TÓRIO Fátima Silva História do Autor .....................................................................1 O que é o Pós-operatório de cirurgias plásticas? ....................................................................................2 Benefícios da drenagem linfática ..................................5 Histologia da Drenagem Linfática...............................13 Anatomia e Fisiologia do Sistema Linfático ...........19 Sistema Linfático ..................................................................20 Embriologia .............................................................................21 Interstício ..................................................................................22 Os vasos linfáticos ...............................................................23 Capilar linfático ou capilar inicial .................................25 Pré-coletores e Coletores ................................................26 Linfangion ................................................................................27 Gânglios, linfonodos ou nódulos linfáticos .............29 O canal torácico....................................................................30 O ducto torácico ...................................................................30 Órgãos do Sistema Linfático e suas Funções...... 32 Edema ........................................................................................35 Drenagem Linfática ............................................................33 Referências bibliográficas.............................................. 37 SUMÁRIO INTERÁTIVOSUMÁRIO INTERÁTIVO Olá, profissional de valor e sucesso! Se você já está aqui nesse universo repleto de conhecimento, já sabe que nasci e fui criada no bairro Pôr do Sol, uma terrinha maravilhosa, lá em Cajazeiras PB. Hoje, mãe de duas filhas: Maria Luiza e Maria Eduarda. Graduada em Estética e cosmética e graduanda em Cosmetologia, sempre busquei transmitir conhecimento para os profissionais da área, até que surgiu a oportunidade e se concretizou em minha vida, o projeto Transparência Estética, no qual busco desmistificar assuntos que são disseminados e que vão contra os estudos estéticos. Que este e-Book contribua para que você não apenas se torne um profissional melhor, mas que através do estudo, ele possa impactar em todas as áreas da sua vida. HISTÓRIA DA AUTORA 01 O QUE É O PÓS- OPERATÓRIO DE CIRURGIAS PLÁSTICAS? POR QUE O PÓS OPERATÓRIO É UMA GRANDE OPORTUNIDADE PARA VOCÊ, PROFISSIONAL DA ÁREA DA ESTÉTICA E SAÚDE? O pós-operatório de cirurgia plástica refere-se ao período que se segue à intervenção cirúrgica. Durante esse período, o paciente passa por várias fases de recuperação para garantir que a cirurgia seja bem-sucedida e que os resultados desejados sejam alcançados. 02 https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html Imagem: a- antes da aplicação do taping, b- aplicação to taping em rede, c- após a retirada do taping e d- resultado após 15 dias. Resultado da profissional Andreia Vasquez fisioterapeuta dermato funcional @andeia.fisiodermato referência em pós-operatório, onde o médico elogiou e a paciente também. 03 A grande demanda por cirurgias plásticas no Brasil, faz disso uma grande oportunidade, fatores como urgência e a grande importância do pós-operatório fazem com que profissionais preparados faturem muito. Esse ebook foi criado para te entregar as 3 principais técnicas utilizadas no pós-operatório, que te permitirão entregar 2x mais resultados para seu cliente e obter resultados como esses, dessas profissionais que fazem parte da minha formação de Pós-operatório: https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html Imagem: Profissional Suzane Silva esteticista, referência em pós- operatório. Imagem: Profissional Larissa Fabiane Fisioterapeuta referência em pós- operatório. 04 A drenagem linfática é uma técnica terapêutica que pode proporcionar diversos benefícios no pós-operatório de cirurgias plásticas. Aqui estão alguns dos benefícios mais comuns: Redução do Inchaço: A drenagem linfática auxilia na remoção do excesso de fluidos e edema que podem ocorrer após a cirurgia plástica. Isso contribui para a redução do inchaço, proporcionando maior conforto ao paciente. Melhora na cicatrização: Ao estimular o sistema linfático, a drenagem linfática pode ajudar na remoção de resíduos metabólicos e toxinas, promovendo um ambiente mais propício para a cicatrização. Prevenção de Fibrose: A técnica pode ajudar a prevenir a formação de fibrose, que é o desenvolvimento de tecido cicatricial excessivo. Isso é especialmente importante em cirurgias plásticas onde a manipulação dos tecidos pode levar à formação de aderências. 05 BENEFÍCIOS DA DRENAGEM LINFÁTICA Alívio do Desconforto e Dor: A drenagem linfática suave pode ter um efeito analgésico, ajudando a reduzir o desconforto e a dor associados à cirurgia plástica. Estímulo à Circulação Sanguínea: A melhora na circulação sanguínea é um benefício adicional, pois contribui para o transporte eficiente de nutrientes e oxigênio para os tecidos, favorecendo a recuperação. Auxílio na Eliminação de Hematomas: A drenagem linfática pode contribuir para a redução de hematomas, já que ajuda na remoção de sangue acumulado nos tecidos. Promoção do Bem-Estar: Além dos benefícios físicos, a drenagem linfática pode ter efeitos positivos no bem-estar geral do paciente, proporcionando relaxamento e alívio do estresse. Aceleração do Processo de Recuperação: Com a redução do inchaço, melhora na circulação e estímulo à cicatrização, a drenagem linfática pode contribuir para acelerar o processo de recuperação pós-cirúrgica. 06 Outra grande vantagem que faz do pós-operatório uma oportunidade para você, é o fato de te permitir atuar mesmo sem um espaço próprio, atendendo à domicílio. Mesmo sem eletroterapias você consegue entregar resultado por conta das diversas técnicas e manobras manuais capazes de entregar grandes resultados. Mas, antes de entrarmos nas 3 técnicas preciso fazer uma breve introdução sobre um tema muito importante para sua trajetória no Pós-Operatório: 07 O que são as complicações? Complicações conforme as literaturas: As complicações podem iniciar até mesmo no pré, trans e pós operatório. Porém, nas próximas páginas abordarei complicações no pós-operatório e assim, com esse conhecimento iremos identificar ou até mesmo contribuir para a reversão dessa intercorrência. Complicações conforme as literaturas: Compressão dos vasos e alterações nas sensações Desequilíbrio de fluidos Necrose de pele Embolia Perfurações das vísceras Edema Infecções Seroma Deiscência Fibrose Equimose Aderência Aqui, nosso foco será EDEMA. 12 HISTOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA ARISTÓTELES (385 A.C) Mencionava em escritos a "estrutura que gera um fluido incolor". 13 IDADE MÉDIA (SÉCULO V AO XV) Proibição do avanço na medicina em geral. SÉCULO XV Retorno às investigações em anatomia HIPÓCRATES (450 A.C) Já reconhecia a linfa como sangue branco no século XV. HISTOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA GASPARO ASELLI (1581 A 1626) Professor, observou os vasos linfáticos no intestino de um cachorro. 14 A. WINIWARTER, CIRURGIÃO (1848 A 1917) Expôs seu livro "Die Elephantia" em 1892, apresentando a técnica de uma massagem suave aplicada de proximal a distal. Introduziu procedimentos especializados de massagem e compressão para tratar o linfedema, uma doença que causa inchaçonos braços e pernas devido à retenção de líquidos no sistema linfático. Em 1932, o fisioterapeuta dinamarquês Emil Vodder refinou e aprimorou a técnica de Winiwarter para tratar o linfedema. O tratamento de Vodder tornou-se conhecido como drenagem linfática manual. HISTOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA VODDER 1896 O Dr. Emil Vodder e sua esposa, a Dra. Estrid Vodder, propuseram a prática da medicina alternativa conhecida como "linfologia". Enquanto trabalhavam na Riviera Francesa, tratando pacientes com resfriados crônicos, observaram que esses pacientes apresentavam linfonodos inchados de 30 a 40 mmHg. A abordagem suave e leve deve ser decrescente, da palma das mãos para os dedos. Além disso, o método não faz uso de produtos durante o tratamento. Corporal: Da região proximal para a distal; Facial: Do centro da face ao linfonodo correspondente, Círculos fixos; Técnica de bombeamento; Mão em formato de concha; Movimento giratório ou de rotação 15 HISTOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA FOLDI (1896-1920) - ALEMANHA ALUNO DA ESCOLA DE VODDER, médico especialista em linfologia, exerceu a função de diretor na II. Medizinischen Universitätsklinik, onde concluiu seu doutorado. Atualmente, é professor APL na Universidade de Freiburg, Alemanha. Em 1986, fundou a Földiklinik, uma clínica especializada em linfologia. As técnicas abordadas incluem: Bombeamento em bracelete; Círculos estacionários; Pinçamento com mobilização tecidual; Aplicação de 30 a 40 mmHg, de maneira suave, lenta, intermitente e relaxante, sem o uso de produtos adicionais; Utilização de bandagem elástica de média compressão. Corporal: da proximal para distal. Facial: O procedimento se estende do centro da face ao linfonodo correspondente. 16 HISTOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA LEDUC (BÉLGICA, 1914) - ALUNO DA ESCOLA DE VODDER ALUNO DA ESCOLA DE VODDER, formado na Bélgica em 1914 por Leduc, apresenta as seguintes técnicas: Circular com os dedos; Circular com os polegares; Combinação de pressão em bracelete; Aplicação de 30 a 40 mmHg de forma suave e leve, decrescente da palma das mãos para os dedos; Utilização de bandagens, pressoterapia ou exercícios. Corporal: da proximal para distal. Facial, o procedimento compreende do centro da face ao linfonodo correspondente. Além disso, é incorporado o bombeamento em bracelete. 17 HISTOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA GODOY E GODOY - BRASIL ALUNO DA ESCOLA DE VODDER, José Maria Pereira de Godoy, está atualmente envolvido no Departamento de Cardiologia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, onde concentra suas pesquisas em Cirurgia. Seu projeto em andamento visa "Erradicar a elefantíase". As técnicas abordadas incluem: Bombeamento por ativação clavicular; Mão em concha; Movimento giratório ou de rotação; Aplicação de 30 a 40 mmHg de maneira suave e leve, com decrescimento da palma das mãos para os dedos. Roletes eRA de Godoy e Godoy. Corporal: proximal para distal. Facial, centro da face ao linfonodo correspondente, Associa cremes para facilitar o deslizamento. 18 Profissional, há o sistema linfático e o sistema cardiovascular. Eles são sistemas paralelos, como fica evidente nesta imagem, onde o sistema cardiovascular está claramente delineado. Aqui ocorre o retorno à veia, enquanto todo o sistema linfático está representado aqui. Assim sendo, o sistema linfático é paralelo, porém unidirecional. 19 ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA LINFÁTICO O sistema linfático representa uma via acessória de circulação pela qual o líquido retorna do espaço intersticial para a veia cava superior. Neste ponto, ocorre a drenagem do líquido para o sistema sanguíneo, reintegrando as proteínas à circulação sanguínea. A comunicação do sistema linfático inicia-se em pequenos vasos, aumentando progressivamente de calibre até atingir os vasos mais profundos. No entanto, a maioria desses vasos está localizada superficialmente. Onde ocorrem as trocas metabólicas? Quando o sangue circula, ele nutre as células, proporcionando-lhes nutrientes. Os capilares venosos captam aproximadamente 90% desses nutrientes, enquanto os 10% restantes permanecem no interstício, formando o chamado líquido intersticial, o qual contém proteínas. Os capilares linfáticos, por sua vez, são responsáveis por captar esses 10%, iniciando um processo complexo para reintegrá-los à circulação. SISTEMA LINFÁTICO O corpo humano é constituído por um conjunto de órgãos que, quando agrupados, formam os sistemas responsáveis pelo funcionamento e equilíbrio do organismo. Dentre esses sistemas, o sistema linfático desempenha funções cruciais, tais como: Função: 1- Remover fluidos em excesso dos tecidos; 2- Absorver ácidos graxos e transportar subsequentemente a gordura para o sistema circulatório; 3- Controlar a concentração de proteínas no interstício, o volume do fluido intersticial e sua pressão; 4- Atuar de forma paralela ao sistema cardiovascular; 5- Produzir células imunes, incluindo linfócitos, monócitos e células produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos. 20 EMBRIOLOGIA O sistema linfático tem origem no mesoderma, folheto germinativo do qual derivam diversos tecidos, tais como o muscular, conjuntivo e vascular. Constituído por uma ampla rede de vasos, opera paralelamente ao sistema circulatório. Função O sistema linfático desempenha diversas funções essenciais para o organismo: Transporta nutrientes do sangue às células do corpo. Age como defesa contra toxinas e bactérias. Remove resíduos das células do corpo para o sangue. Proporciona um ambiente líquido adequado para as células. É o principal sistema de defesa do organismo. Atua na absorção dos ácidos graxos e no equilíbrio dos líquidos nos tecidos. 21 Espaço entre as células. Representa 1/6 do corpo. Líquido intersticial: formado por filtração e difusão. Constituição muito semelhante à do plasma sanguíneo (com concentrações muito menores). Sabe-se que o fluxo da linfa é lento, uma vez que o Sistema Linfático não possui um sistema bombeador próprio. 22 INTERSTÍCIO O sistema linfático representa uma via acessória de circulação pela qual o líquido retorna do espaço intersticial para a veia cava superior. Neste ponto, ocorre a drenagem do líquido para o sistema sanguíneo, reintegrando as proteínas à circulação sanguínea. A comunicação do sistema linfático inicia-se em pequenos vasos, aumentando progressivamente de calibre até atingir os vasos mais profundos. No entanto, a maioria desses vasos está localizada superficialmente. Defesa contra partículas estranhas e microorganismos. O sistema linfático está intimamente ligado ao sistema imune, contendo células de defesa dentro do vaso. Essas células de defesa saem para o combate como soldados, capturando invasores no espaço intersticial do organismo. Após capturar os invasores, as células de defesa levam-nos para dentro dos linfonodos, onde ocorre uma batalha literal. Essas células destroem os invasores, um processo conhecido como fagocitose, que significa "comer" ou "engolir". Restaura qualquer excesso de moléculas de proteínas e fluido intersticial de volta à circu- lação sistêmica. Essa sequência de eventos evidencia a importância crítica do sistema linfático na defesa do organismo contra in- vasores patogênicos e na manutenção do equilíbrio intersticial, contribuindo para a homeostase do corpo. Absorção de vitaminas lipossolúveis e substâncias gordurosas no trato gastrointestinal. OS VASOS LINFÁTICOS Espalham-se por todo o corpo, absorvendo a linfa, e suas principais funções incluem: 23 O que esses vasos fazem? Eles pegam a gordura e as vitaminas lipossolúveis, e entregam na cisterna do quilo que tem essa função. Ela fica localizada na L1 e L2, próximo também da L3. Então, não adianta você ficar fazendo estímulo na cisterna do quilo em um paciente. Sua mão não vai chegar lá. Isso não existe. "Ah, mas já aprendi assim." Eu também. Um dia aprendi assim, e eu peguei a literatura e compreendi que é impossível fazer movimentos falando que estou desbloqueando,desobstruindo a cisterna do quilo. Isso não vai acontecer. A função da cisterna do quilo é pegar e recepcionar os vasos lácteos no intestino que entregam, e ela direciona para os adipócitos. Não é para o xixi. Ninguém vai urinar a gordura. Se isso acontecer, a gente tem uma patologia, uma doença. Muitos não compreendem por que a ideia errônea de que o sistema linfático leva as pessoas a eliminar "xixi de gordura" persiste. Entretanto, a origem dessa concepção equivocada pode ser atribuída à má interpretação por parte de alguns indivíduos. Entenda o que acontece: no intestino existe muitos vasos linfáticos, alguns são vasos linfáticos especiais com o nome de lácteos. 24 CAPILAR LINFÁTICO OU CAPILAR INICIAL É formado por células endoteliais. Quando o tecido se movimenta, eles se abrem, captando o líquido intersticial, pois estão ancorados na derme. Eles ficam muito superficiais. Por isso, não é necessário aplicar força durante uma drenagem. Não é preciso realizar movimentos repetitivos, rápidos e profundos no mesmo local, o que eu chamo de espalhamento de líquido, ok, profissionais. Como eu sei que 80% está na derme, para imitar os capilares linfáticos, não é necessário aplicar força. Se sei que o máximo é 40 mmHg, e estou vendo na imagem que eles estão ancorados na derme, os capilares linfáticos não ficam soltos para que eu queira forçar na pele do meu cliente, e chame isso de drenagem linfática; isso está errado. Se eles estão ancorados, ao fazer os movimentos corretos, estimula-se a abertura dessas fendas, auxiliando o líquido no interstício a permear nesse capilar. É isso que acontece, profissional, mas independentemente de suas habilidades, isso ocorre o tempo todo. Se o sistema linfático para de funcionar, o paciente morre em 24 horas (NETO, 2004). 25 PRÉ-COLETORES E COLETORES Recebem a linfa dos capilares linfáticos e possuem a mesma estrutura que os capilares, com a exceção de serem valvulados e apresentarem uma estrutura denominada linfangion. Entregam a linfa no coletor, e a válvula impede o retorno desse líquido. 26 O capilar é fininho e está na derme. Os pré-coletores já apresentam válvulas e uma musculatura lisa, sendo diferentes dos capilares linfáticos. O capilar não realiza o bombeamento, uma função desempenhada por uma estrutura que veremos mais adiante. O coletor está mais profundo, e sua válvula é mais expansiva, com mais camadas de células endoteliais. Por isso, o profissional não precisa aplicar força, pois forçar demais na drenagem poderia simplesmente esmagar o capilar linfático. Se isso ocorrer, o estímulo adequado na drenagem linfática não acontecerá. Existe uma comunicação evidente: o capilar linfático se comunica com o pré-coletor, que, por sua vez, se comunica com o coletor. Este último entrega a linfa no gânglio, o qual filtra a linfa para que ela retorne pura à circulação sanguínea principal. Esses coletores apresentam uma musculatura lisa, onde encontramos o linfangion, responsável por uma contração espetacular. Faz parte do vaso pré-coletor e coletor. Essa estrutura realiza contração, interpretada como o coração do sistema linfático, e impulsiona a linfa por meio da contração da musculatura lisa de 6 a 7 vezes por minuto dentro do vaso linfático. 27 LINFANGION Fig. Estrutura e função do linfangion A - Disposição da musculatura B - Função normal C - Vaso linfático dilatado com insuficiência valvar e refluxo. 1 - Linfangion - Segmento contraído (fase de esvaziamento) 3 - Segmento relaxado (fase de enchimento) NOTA: As setas indicam a direção do fluxo. Modificado do Livro Didático de Linfologia de Foeldi A B C Por isso, a drenagem é lenta, pois é necessário replicar essa anatomia e fisiologia. Essa estrutura contém válvulas que abrem e fecham, impulsionando a linfa de maneira unidirecional. A linfa jamais retorna; se isso ocorrer, é uma patologia. Dentro do normal, não ocorrerá o retorno; ela seguirá até o canal torácico localizado no tórax, desembocando a linfa no ângulo venoso esquerdo, que é a junção da veia jugular interna esquerda com a veia subclávia esquerda, indo para o ducto torácico. No ângulo venoso direito, a linfa vai para o ducto linfático. 28 GÂNGLIOS, LINFONODOS OU NÓDULOS LINFÁTICOS Células que compõem os linfonodos: Células reticulares: Atividade fagocitária e pinocitose (absorvem o líquido). Células linfóides: Contêm memória imunológica, ou seja, cuidam da imunidade, formando uma barreira de proteção. 29 Está tudo certo se você falar "Linfonodos", gânglios ou nódulos linfáticos. A função do gânglio linfático é proteger o corpo de invasores. Temos em média 700 linfonodos. Então, as células de defesa vão lá e trazem os microorganismos para dentro dos linfonodos. E quando chegam aos linfonodos, há uma batalha para destruir esses invasores, porque a linfa precisa retornar para a circulação sanguínea limpa. Ela não deve levar nenhum invasor. São pequenas estruturas ovais interpostas no trajeto dos vasos linfáticos que têm como função criar uma barreira ou filtro contra a penetração de microorganismos, toxinas ou substâncias estranhas e/ou nocivas ao organismo na corrente sanguínea. As vias linfáticas reabsorvem o líquido intersticial, não são valvuladas, são aderidas à derme, têm calibre superior ao capilar venoso e numerosas anastomoses linfo-linfáticas que caracterizam a rede. O Dr. Godoy afirma que, ao ficar 30 minutinhos com os dedinhos parados aqui, você experimentará uma resposta à drenagem linfática. 1, 1a - Veias jugulares internas; 2, 2a - Veias subclávias; Veia cava superior; Ducto torácico; Ducto linfático direito. (Modificado do Livro Didático de Linfologia de Foeldi) O DUCTO TORÁCICO 30 O CANAL TORÁCICO A região drenada pelo ducto linfático direito inclui a coleta da linfa dos seguintes locais: Membros inferiores Abdômen inferior Hemitronco esquerdo Membro superior esquerdo Hemiface esquerda O ducto torácico é responsável por drenar aproximadamente ¾ da linfa do corpo, direcionando-a para o ângulo venoso esquerdo, próximo à veia subclávia. O tronco linfático direito abrange a região drenada pelo ducto torácico, coletando a linfa dos seguintes locais: Hemitronco direito Hemiface direita Membro superior direito O ducto linfático realiza a drenagem de aproximadamente ¼ da linfa do corpo para o ângulo venoso direito, próximo à veia subclávia, conforme descrito por August em 2015. 31 Trajeto da linfa: Capilares Pré-coletores coletores Ducto torácico / ducto linfático direito Cava inferior Junção subclávia e jugular interna ÓRGÃOS DO SISTEMA LINFÁTICO E SUAS FUNÇÕES O sistema linfático é constituído por diversos órgãos, incluindo o baço, as amígdalas e o timo, os quais apresentam tecido linfóide. Cada um desses órgãos desempenha um papel crucial no sistema imunológico: Baço: Participa ativamente da resposta imune por meio da formação de linfócitos. Amígdalas: Funcionam como uma barreira defensiva contra micro- organismos presentes na região oral e faríngea. Timo: Desempenha um papel essencial no desenvolvimento do sistema imunológico, instruindo os linfócitos e conferindo-lhes imunocompetência. 32 Curiosidade: O sistema linfático inicia seu desenvolvimento no final da sexta semana de gestação, aproximadamente duas semanas após o sistema cardiovascular, conforme descrito por Moore em 2000. EDEMA 33 Edema é definido como o acúmulo excessivo de líquido no espaço intersticial. O edema é identificado pelo aumento do volume do líquido intersticial e/ou das cavidades corporais, resultante do desequilíbrio entre as pressões hidrostática e oncótica, que normalmente atuam para direcionar o líquido de volta para o capilar sanguíneo. Tipos de edema Edema venoso: O inchaço venoso ocorre devido ao acúmulo de sangue nas veias, resultando na dilatação e no aumento visível desses vasos sanguíneos. Este fenômeno é frequentemente observado em gestantes, devido às alterações hormonais e ao aumento da pressão sobre as veias na região pélvica e nas pernas. O inchaço venosose caracteriza por veias dilatadas e visíveis na superfície da pele, muitas vezes apresentando uma coloração arroxeada ou azulada. A ineficiência vascular pode ser identificada pelo sinal de Godet ou Cacifo. Sinal de Cacifo (ou Sinal de Godet) 34 Para identificar o inchaço venoso, é comum utilizar o "Sinal de Cacifo" ou "Sinal de Godet". Este é um teste simples que envolve pressionar suavemente a pele na área suspeita de inchaço com os dedos e observar a formação de uma depressão (um pequeno afundamento). Se a depressão permanecer por um tempo após a pressão, isso pode indicar inchaço linfático, uma vez que o sistema linfático não está drenando adequadamente o excesso de líquido intersticial. Edema linfático Esse tipo de inchaço pode ocorrer em qualquer área do corpo e geralmente não está associado a veias visíveis na superfície da pele. Em gestantes e puérperas, o inchaço linfático pode ocorrer devido ao aumento da retenção de líquidos e à pressão exercida pelo útero sobre os vasos linfáticos. A ineficiência linfática, defeito nos vasos linfáticos, acúmulo de líquido e proteína e pode apresentar fibroses. Exemplos incluem elefantíase e o pós-operatório. O edema é evacuado através de duas vias: 1- A circulação venosa drena uma parte da fração líquida do edema. 2- A circulação linfática transporta a fração constituída pelas grandes moléculas e parte líquida. 35 O inchaço linfático, por outro lado, é causado por uma disfunção no sistema linfático, responsável por drenar o excesso de líquido intersticial. Auxiliadores do sistema linfático: Contração do músculo; Pulsação arterial; Movimento respiratório; Drenagem linfática manual. Contração e peristaltismo muscular: Os movimentos de contração muscular, pela própria fisiologia do movimento, influenciam a formação da linfa, na sua propulsão e do fluxo linfático. Promovem a movimentação dos líquidos tanto da circulação sanguínea (sangue) quanto da linfática (linfa). Essa movimentação permite que os líquidos que se encontram em êxtase alcancem os ductos linfáticos, facilitando sua drenagem. Respiração: É um coadjuvante para o retorno da linfa no canal torácico; os movimentos de respiração e expiração produzem aumento de pressão, seguidos de diminuições que atuam sobre o canal torácico facilitando o retorno venoso. Drenagem linfática manual: É uma conduta terapêutica que visa estimular o correto funcionamento do sistema linfático, aumentando a oxigenação tecidual e reduzindo o edema causado pelo acúmulo de líquido. 36 A técnica de drenagem linfática é um procedimento que requer conhecimento anatômico e fisiológico do sistema linfático. Independente do método utilizado, os movimentos devem ser suaves e lentos, acompanhando o fluxo da linfa. Quando aplicada por um profissional capacitado, a drenagem linfática manual é um tratamento altamente eficaz para a redução de edemas. Ela favorece o retorno da linfa para a circulação sanguínea, drenando o líquido que se encontra no espaço intersticial. A progressão da linfa nos capilares é facilitada pela pressão exercida pelas contrações dos músculos vizinhos e pela pulsação arterial. Além disso, as mobilizações dos planos tissulares e os movimentos do corpo ajudam a corrente linfática a progredir. As pressões líquidas e tissulares desempenham um papel discreto, porém essencial, na manutenção da drenagem linfática. Essa técnica é uma das funções fisiológicas do nosso corpo. Em resumo, a drenagem linfática é um tratamento que favorece o retorno da linfa para a circulação sanguínea, diminuindo o edema que se encontra no espaço intersticial. A conduta do terapeuta que aplica a técnica é fundamental para garantir o sucesso do procedimento. 37 DRENAGEM LINFÁTICA Manobras Básicas Captação: Mão superficial estimulando os capilares, aumentando assim a captação da linfa. Reabsorção: Acontece nos pré-coletores e coletores. Evacuação: Realizada nos linfonodos, recebendo a linfa dos coletores. Ensinarei de uma maneira simples e descomplicada. Com as mãos em contato com o paciente, seja ambas juntas ou separadas, próximo às principais redes de linfonodos. Empurre a mão no limite da pele sem aplicar força, imitando os capilares na derme. Realize esse movimento com várias repetições, sentindo o edema da paciente no contato da pele. 38 Resumo: Contato, empurre e relaxe a mão. Aplique e o sucesso será alcançado. Não associo cremes ou óleo; prefiro finalizar, pois consigo tracionar a pele, proporcionando melhores resultados. No entanto, a associação de creme não está incorreta. Pressão das Mãos Limites de Pressão Seguros para a Drenagem Linfática A pressão aplicada durante a drenagem linfática não deve exceder 30-40 mmHg. Caso contrário, os vasos podem entrar em colapso, pois a pressão externa é maior do que a pressão hidrostática que os mantém abertos. “Quanto mais importante for a pressão tissular, menos efetiva é a filtragem.'' Leduc 39 Processos que contribuem para a evacuação deste líquido Primeiro, Captação: Realizado pelos capilares linfáticos. Segundo, Evacuação: O líquido é entregue no pré-coletor e coletor. Esses processos ocorrerão com a aplicação adequada da drenagem linfática manual, sendo crucial que a pressão não ultrapasse uma intensidade determinada e siga o sentido da drenagem fisiológica. Estimular os gânglios deve ser feito com cautela, assim como a drenagem das vias linfáticas, para evitar possíveis lesões. Ativos Cosméticos Vasoprotetores: Aumentam a resistência capilar, contribuindo para acelerar a eliminação do edema. Ativos incluem: Arnica: Concentração até 5% Ruscus: Concentração até 5% Castanha da Índia: Concentração até 5% Centella: Concentração até 5% Ginkgo Biloba: Concentração até 5% Hera: Concentração até 5% Indicações da Drenagem Linfática: Edema linfático e venoso. Exemplo: Cirurgia plástica; estética (linfático); Posição ortostática (venoso); Gestante; Puérpera; Idoso; Trânsito intestinal comprometido; Dor de cabeça; Fibromialgia; Transtorno pré-menstrual. 40 Contraindicações Relativas: Câncer tratado; Câncer em tratamento; Inflamações crônicas; Tromboses; Flebites; Transtorno da tireoide; Asma; Hipotensão; Dor de cabeça; Erisipela. Contraindicações Absolutas: Trombose aguda; Inflamação bacteriana ou viral aguda; Tuberculose; Crise asmática; Insuficiência cardíaca descompensada; Gestação de 9 a 13 semanas; Eczema agudo. 41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Raciocínio Clínico Aplicado à Estética Corporal, Tassinary, J., Sinigaglia, G., & Sinigaglia, M. (2023). Raciocínio Clínico Aplicado à Estética Corporal. São Paulo: Editora Manole. Drenagem linfática manual: Teoria e prática, Elwing, A., & Sanches, O. C. (2022). Drenagem linfática manual: Teoria e prática. São Paulo: Editora Phorte. Desmistificando Assuntos da Estética, Leone, C. (2021). Desmistificando assuntos da Estética. São Paulo: Editora Senac. Bases e Métodos de Avaliação Aplicados à Estética. Tassinary, J., & Rogéri, L. N. (2020). Bases e Métodos de Avaliação Aplicados à Estética. São Paulo: Editora Manole. Gray's Anatomia Básica. Drake, R. L., Vogl, W., Mitchell, A. W. M., & Wayne, S. (2022). Gray's Anatomia Básica. Rio de Janeiro: Editora Elsevier. Linfologia. Diagnóstico, Clínica e Tratamento. Guedes Neto, H. J. (2021). Linfologia. Diagnóstico, Clínica e Tratamento. São Paulo: Editora Atheneu. Eletroterapia aplicada à gordura localizada. Agne, J. E. (2022). Eletroterapia aplicada à gordura localizada. São Paulo: Editora Phorte. Fisioterapia Dermato Funcional Aplicada à Cirurgia Plástica. Nodari, L. A. (2022). Fisioterapia Dermato Funcional Aplicada à Cirurgia Plástica. São Paulo: Editora Manole. Drenagem Linfática: Teoria e Prática. Leduc, A., & Leduc, O. (2022). Drenagem Linfática: Teoria e Prática. São Paulo: Editora Elsevie. 42