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1 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP CAMETÁ 
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
GECILENE CORRÊA RODRIGUES 
RAYANA KARINE GONÇALVES CORDEIRO 
ROSINETE DOS SANTOS RODRIGUES 
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM HIPERTENSÃO 
ARTERIAL SISTÊMICA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA: UMA REVISÃO 
DE LITERATURA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMETÁ/PA 
2024 - 2 
2 
 
GECILENE CORRÊA RODRIGUES 
RAYANA KARINE GONÇALVES CORDEIRO 
ROSINETE DOS SANTOS RODRIGUES 
 
 
 
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM HIPERTENSÃO 
ARTERIAL SISTÊMICA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA: UMA REVISÃO 
DE LITERATURA. 
 
 
 
 
 
Trabalho de pré-projeto apresentado ao 
Curso de Enfermagem da Universidade 
Paulista (UNIP), polo de Cametá, como 
requisito para exame de qualificação 
para aprovação na disciplina de Trabalho 
de Conclusão de Curso I – TCC I. 
Orientador (a): Profª. Esp. Thacyana 
Vitória Lopes de Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
CAMETÁ/PA 
2024 - 2 
 
3 
 
GECILENE CORRÊA RODRIGUES 
RAYANA KARINE GONÇALVES CORDEIRO 
ROSINETE DOS SANTOS RODRIGUES 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM HIPERTENSÃO 
ARTERIAL SISTÊMICA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA: UMA REVISÃO 
DE LITERATURA. 
 
 
 
 
 
Trabalho de pré-projeto apresentado ao 
Curso de Enfermagem da Universidade 
Paulista (UNIP), polo de Cametá, como 
requisito para exame de qualificação 
para aprovação na disciplina de Trabalho 
de Conclusão de Curso I – TCC I. 
Orientador (a): Profª. Esp. Thacyana 
Vitória Lopes de Carvalho 
 
 
Data: _____/_____/_____ 
 
 
Banca examinadora: 
 
__________________________________________________________________ 
Orientador (a): Profª. Esp. Thacyana Vitória Lopes de Carvalho 
 
___________________________________________________________________ 
Profº. 
 
___________________________________________________________________ 
Prof. 
 
 
 
4 
 
LISTAS DE SIGLAS 
 
HAS – Hipertensão Arterial Sistêmica 
APS - Atenção Primária em Saúde 
ESF – Estratégia e Saúde da Família 
DCNT – Doença Crônica não Transmissível 
ACS – Agente Comunitário de Saúde 
SCIELO - Scientific Electronic Library Online 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.scielo.br/
https://www.scielo.br/
5 
 
RESUMO 
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), uma patologia multifatorial e um problema de 
saúde pública de alta complexidade, caracterizada pela elevação da pressão arterial 
– PA com valores pressóricos iguais ou superiores a 140mmHg na sístole e 90mmHg 
na diástole, sendo assim uma grande percussora para o aparecimento de patologias 
cardiovasculares e neurovasculares, tendo um alto índice de morbimortalidade (Brasil, 
2023). Objetivo Geral: Descrever com base na literatura como é realizada a 
assistência de enfermagem durante a consulta ao paciente com HAS na estratégia 
saúde da família e quais estratégias mais eficazes nesse cuidado. Objetivos 
Específicos: Identificar as principais ações do enfermeiro na assistência prestada aos 
pacientes com HAS na estratégia saúde da família; apontar os desafios enfrentados 
pelo enfermeiro no tratamento e acompanhamento ao paciente com HAS; Observar 
as principais estratégias utilizadas pelos enfermeiros no contexto de promoção da 
saúde e prevenção da doença. Metodologia: Esta pesquisa adotará como método a 
revisão integrativa de literatura Resultados esperados: Que essa pesquisa possa 
chegar aos objetivos deste trabalho com afinco e cunho científico palpável para a 
sociedade acadêmica. 
 
Palavra Chave: Hipertensão Arterial; Assistência de Enfermagem; Estratégia Saúde 
da Família 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
ABSTRACT 
Systemic Arterial Hypertension (SAH), a multifactorial pathology and a highly complex 
public health problem, characterized by elevated blood pressure - BP with pressure 
values equal to or greater than 140mmHg in systole and 90mmHg in diastole, thus 
being a major precursor to the appearance of cardiovascular and neurovascular 
pathologies, with a high rate of morbidity and mortality (Brazil, 2023). General 
Objective: To describe, based on the literature, how nursing care is provided during 
consultations with patients with SAH in the family health strategy and which strategies 
are most effective in this care. Specific Objectives: Identify the main actions of nurses 
in the care provided to patients with SAH in the family health strategy; point out the 
challenges faced by nurses in the treatment and monitoring of patients with SAH; 
observe the main strategies used by nurses in the context of health promotion and 
disease prevention. Methodology: This research will adopt an integrative literature 
review as a method Expected results: That this research can reach the objectives of 
this work with dedication and a tangible scientific nature for academic society. 
 
Keyword: Arterial Hypertension; Nursing Assistance; Family Health Strategy 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 8 
1.1 Tema de Estudo ................................................................................................... 8 
1.2 Problemática e Questão Norteadora .................................................................... 9 
1.3 Justificativa ......................................................................................................... 11 
2 OBJETIVOS .......................................................................................................... 11 
2.1 Objetivo Geral .................................................................................................... 11 
2.2 Objetivos Específicos ......................................................................................... 11 
3 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 12 
3.1 ETIOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL 
SISTÊMICA ............................................................................................................ 12 
3.2 ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO CUIDADO AO PACIENTE COM 
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA ............................................................... 14 
3.3 IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO E DA CONSULTA DE ENFERMAGEM AO 
PORTADOR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA ..................................... 16 
4 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO ................................................................... 18 
4.1 TIPO DE ESTUDO ............................................................................................. 18 
4.2 LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO ..................................................................... 18 
4.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO ....................................................... 18 
4.4 COLETA DE DADOS ......................................................................................... 19 
4.5 ANÁLISE DE DADOS......................................................................................... 19 
4.6 RISCOS E BENEFÍCIOS .................................................................................... 19 
4.7 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS ........................................................................ 19 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 20 
APÊNDICEA ............................................................................................................ 23 
APÊNDICE B .......................................................................................................... 24 
APÊNDICE C ............................................................................................................ 25 
 
 
 
 
 
8 
 
1. INTRODUÇÃO 
1.1 TEMA EM ESTUDOO Sistema Único de Saúde (SUS), iniciou sua busca por espaço a partir de um 
amplo debate na sociedade brasileira, sendo considerado uma política pública 
definida, construída e institucionalizada na Conferência Nacional de Saúde de forma 
a estimular os movimentos sanitários e acolhida em parte pela constituição federal de 
1988. Trata-se de uma experiencia social importante, que organiza e qualifica a 
assistência à saúde nacional, onde podemos observar avanços incontestáveis, mas 
que ainda enfrenta grandes desafios (Mello et al., 2022). 
De forma a complementar e institucionalizar os princípios e diretrizes do SUS, 
ao longo do tempo, foram criadas diversas políticas públicas visando alcançar os 
escopos propostos. A partir disso, tivemos a criação da Estratégia Saúde da Família 
(ESF), uma proposta de reorganização do modelo assistencial, mediante a 
implementação de uma equipe multiprofissional. A atuação da equipe de profissionais 
de saúde acompanha as famílias inseridas no território, implementando ações de 
recuperação, reabilitação de doenças e agravos com foco na promoção e prevenção 
de saúde comunitária (Ferreira; Abrahão, 2020). 
Entre os atendimentos realizados na ESF, temos a atenção voltada às doenças 
crônicas não transmissíveis – DCNT, enfermidades que tiveram um significativo 
aumento nos últimos anos, ocasionadas a partir das mudanças no perfil 
epidemiológico brasileiro, aumento da expectativa de vida, o sedentarismo e as 
mudanças de hábitos alimentares (Encarnação et al.,2018). 
Dentro desse grupo de doenças está inserida a Hipertensão Arterial Sistêmica 
(HAS), uma patologia multifatorial e um problema de saúde pública de alta 
complexidade, caracterizada pela elevação da pressão arterial – PA com valores 
pressóricos iguais ou superiores a 140mmHg na sístole e 90mmHg na diástole, sendo 
assim uma grande percussora para o aparecimento de patologias cardiovasculares e 
neurovasculares, tendo um alto índice de morbimortalidade (Brasil, 2023). 
Visando oferecer uma assistência mais qualificada, houve a criação do 
Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes (HIPERDIA), que se caracteriza como 
um programa de cadastramento e acompanhamento de hipertensos e/ou diabéticos 
que visa o controle da Diabetes Mellitus e HAS, ofertando melhor qualidade de vida 
aos pacientes. Através da vinculação do paciente à Unidade Básica de Saúde (UBS) 
9 
 
e à Estratégia de Saúde da Família (ESF) que ele está inserido na perspectiva de 
assim poder realizar uma assistência continuada e com qualidade, fornecendo 
medicamentos e o acompanhamento de maneira regular, de acordo com a 
necessidade de cada paciente, além de fazer a avaliação de risco entre os pacientes 
cadastrados (Dias et al., 2014). 
Para realizar a assistência a esses pacientes a ESF conta com uma equipe 
multiprofissional composta por no mínimo: um médico, um enfermeiro, um técnico ou 
auxiliar de enfermagem e um Agente Comunitário de Saúde (ACS). Dessa forma, a 
presença do enfermeiro demostra fundamental para a consolidação da estratégia de 
reorganização do modelo de atenção à saúde proposta pela ESF, contribuindo com 
as suas variadas atribuições, desde a organização gerencial das atividades da ESF e 
o funcionamento da unidade de saúde, até o cuidado direto aos indivíduos, família e 
comunidade (Kahl et al.,2018). 
Com base nisso, observa-se que a consulta de enfermagem representa 
importante instrumento de estímulo à adesão às ações no contexto da Atenção 
Primária, sendo imprescindível no acompanhamento dos pacientes acometidos por 
HAS, sensibilizando-as sobre a condição de saúde e pactuando com elas metas e 
planos de como seguir o cuidado (Lopes et al., 2023). Portanto, é de suma importância 
investigar como é realizada essa assistência e conhecer as principais estratégias 
utilizadas por esses profissionais durante esse processo. 
 
1.2 PROBLEMÁTICA E QUESTÃO NORTEADORA 
Para Sousa et al., (2022), a ESF se apresenta como um valioso instrumento 
para os cuidados de enfermagem aos usuários hipertensos, possibilitando uma 
atenção qualificada, por meio da escuta e investigação dos problemas reais e 
potenciais, criando planos de cuidados que interagem com decisões e objetivos dos 
usuários e o acompanhamento periódico destes indivíduos. 
Nesse contexto, sabe-se que a HAS vem aumentando cada vez mais entre 
pessoas de diversas faixas etárias, tornando-se motivo de preocupação para os 
profissionais de saúde, dessa forma, intensifica-se a importância da realização de uma 
consulta de enfermagem qualificada. 
Entretanto, a qualidade do atendimento oferecido vem decaindo ao longo dos 
anos, Oliveira et al. (2020), evidenciam em seus estudos que o crescente aumento do 
10 
 
número de hipertensos cadastrados nos territórios de abrangência das ESF do país, 
a dificuldade do profissional enfermeiro em realizar a consulta de enfermagem devido 
à falta de protocolos de atendimento e instrumentos específicos para esta atividade, 
bem como a falta de informações sobre as principais estratégias utilizadas para 
melhorar a assistência a esses pacientes, são condições que influenciam a maneira 
de oferecer o cuidado. 
Este fator se trata de um importante problemático, uma vez que, o enfermeiro 
quando não desenvolve o atendimento de forma satisfatória, tende a comprometer a 
qualidade do cuidado, diminuindo então as chances de oferecer melhorias na 
qualidade de vida e bem-estar aos seus pacientes (Araujo et al., 2022). 
Considerando tais questões, tornou-se uma inquietação prioritária realizar o 
presente trabalho e propor subsídios para melhorar a assistência oferecida, através 
da evidenciação das práticas realizadas pelos enfermeiros no ambiente da ESF. 
Nesse contexto, surgiu o questionamento: como ocorre a assistência de enfermagem 
a pacientes portadores de HAS na ESF e quais estratégias utilizadas são mais 
eficazes na prestação desse cuidado? 
 
1.3 JUSTIFICATIVA 
Este estudo justifica-se pela necessidade de discussão maior sobre a 
assistência prestada ao hipertenso no âmbito da Estratégia Saúde Família e as 
estratégias usadas diante das dificuldades encontradas nessa atividade, ao passo em 
que procura oportunizar a reflexão por enfermeiros e acadêmicos sobre a realidade 
muitas vezes ofertada aos usuários com HAS no modelo de atenção vigente. Acredita-
se que este trabalho contribuirá no estímulo a adoção de práticas com base em 
evidências científicas fidedignas e nos protocolos disponibilizados pelo Ministério da 
Saúde no que diz respeito a ações de saúde eficazes e resolutivas por parte do 
enfermeiro. 
Fornecer informações a respeito da atuação do enfermeiro no cuidado ao 
paciente com HAS na ESF configura-se como uma importante contribuição na 
melhoria das práticas assistenciais. É relevante refletir sobre a assistência prestada 
aos hipertensos, pois infere-se que um bom atendimento aumenta a adesão à terapia 
proposta, o que repercute na manutenção adequada dos níveis pressóricos e diminui 
11 
 
as chances de potenciais agravos decorrentes da patologia (DIAS; SOUZA; MISHIMA, 
2016). 
Dentro desse contexto, a ESF tornou-se um importante recurso na assistência 
às pessoas com HAS, sendo o enfermeiro o profissional de grande valia nesse 
processo, atuando juntamente com a equipe multiprofissional na realização de ações 
de promoção da saúde, prevenção de agravos, terapêutica e reabilitação, daí a 
importância da criação de estudos como este em questão, para fornecer subsídios a 
essas melhorias. A variação e adaptação das condutas acarretarão melhora da 
qualidade de vida dos usuários atendidos e redução de custos com hospitalizações 
decorrentes de agravos de DCNTs (SOUSA et al., 2015). 
 
2. OBJETIVOS 
2.1 OBJETIVO GERAL 
Descrever com base na literatura como é realizada a assistência de 
enfermagem durante a consulta ao paciente com HAS na estratégia saúde da família 
e quais estratégiasmais eficazes nesse cuidado. 
 
2.2 OBJETVOS ESPECÍFICOS 
• Identificar as principais ações do enfermeiro na assistência prestada aos 
pacientes com HAS na estratégia saúde da família; 
• Apontar os desafios enfrentados pelo enfermeiro no tratamento e 
acompanhamento ao paciente com HAS; 
• Observar as principais estratégias utilizadas pelos enfermeiros no 
contexto de promoção da saúde e prevenção da doença; 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
3. REFERENCIAL TEORICO 
3.1 ETIOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL 
SISTÊMICA 
A pressão arterial (PA) é a força exercida pelo sangue que é bombeado do 
coração e é composta por dois elementos de medida: a sístole (ou máxima), que 
ocorre durante a contração muscular do coração, e a diástole (ou mínima), que 
acontece durante o relaxamento ventricular e depende da resistência periférica. 
Quando o valor pressórico é alterado e sustentado, ocorre a HAS, uma doença crônica 
não transmissível que resulta de vários fatores de risco modificáveis e não 
modificáveis, sendo uma das principais causas de morte no país. (Araujo et al., 2019). 
A etiologia da HAS está relacionada a fatores genéticos que podem causar 
alterações nos vasos sanguíneos e eletrólitos no corpo, mas principalmente está 
ligada a fatores modificáveis, que consistem nos hábitos de vida como o tabagismo, 
etilismo, sedentarismo, hábitos alimentares, estresse, dentre outros fatores que juntos 
dão origem a esta patologia (Florindo et al., 2024). 
A HAS, pode ser classificada de acordo com sua causa base e seus níveis 
tensionais: Hipertensão primária/essencial: é quando não se pode definir uma causa 
que justifique os aumentos pressóricos. É a mais comum. Hipertensão secundária: é 
quando o aumento pressórico é justificado por uma patologia. Hipertensão arterial 
resistente: é quando as cifras pressóricas se encontram acima da meta recomendadas 
sendo que o paciente está usando 3 anti-hipertensivo de diferentes classes de 
primeira linha, sendo um deles preferencialmente um diurético. Hipertensão arterial 
resistente controlada: é quando as cifras pressóricas são controladas com 4 ou mais 
fármacos anti-hipertensivos. Hipertensão arterial refrataria não controlada: quando 
não há controle das cifras pressóricas mesmo que o paciente esteja usando cinco ou 
mais classes de fármacos anti-hipertensivos. Hipertensão do jaleco branco: é quando 
a PA medida no consultório está >140/90mmhg e se encontram normais no MRPA ou 
no MAPA. Hipertensão mascarada: é quando a PA medida no consultório está normal 
e se encontram alteradas no MRPA ou no MAPA. Hipertensão maligna: é quando a 
PA possui níveis elevados, geralmente >180/110mmhg associados a achados de 
retinopatia grau 3 ou 4. Hipertensão induzida por fármacos: é quando o paciente faz 
uso de medicações que podem elevar a PA, como é o caso dos anticoncepcionais 
13 
 
orais, anti-inflamatórios não- esteroidais (AINES), anfetaminas e outros (Pinheiro et 
al.,2020). 
A segunda classificação apresenta valores definidos para a mensuração em 
adultos (Tabela 1), sendo o seguinte parâmetro: 
Tabela 1 - classificação da pressão arterial de acordo com a sociedade brasileira de 
cardiologia 
CLASSIFICAÇÃO PAS (SISTÓLICA) PAD (DIASTÓLICA) 
Normal 180 >110 
Fonte: Brasil, 2023 
 
A classificação permite que direcionemos o tratamento adequado do paciente, 
já que cada um possui necessidades particulares, proporcionando um melhor 
gerenciamento do cuidado, isso permite a equipe conduzir a terapêutica, com os 
recursos disponíveis e ter como resultado na melhora do paciente (BRASIL,2020, p 
67 -69) 
Em indivíduos sem diagnóstico prévio e com níveis de pressão arterial (PA), 
elevados em uma única aferição, recomenda-se repetir a aferição de pressão arterial 
em diferentes períodos, antes de caracterizar a presença de HAS. A aferição repetida 
da pressão arterial em mais de uma ocasião na Unidade de Saúde é requerida para 
chegar à cifra pressórica usual e reduzir a ocorrência da “hipertensão do avental 
branco”, que consiste na elevação da pressão arterial diante da simples presença do 
profissional de saúde no momento da medida da PA (Broome, 2022). 
Campos, (2022), fundamenta enfatizando que sendo a HAS uma doença 
multicausal e multifatorial, exige diferentes abordagens, diferentes saberes, e só uma 
equipe multidisciplinar pode proporcionar essa ação diferenciada, pois sua existência 
permite que os diversos fatores envolvidos na HAS e seu tratamento sejam 
examinados de modo mais profundo, visto que são abordados conjuntamente. 
14 
 
A elevada prevalência resulta na alta taxa de internações hospitalares devido 
as complicações ocasionadas, gerando altos custos médicos e socioeconômicos. A 
HAS está entre os principais riscos globais de mortalidade e é um importante fator de 
risco para a doença cardiovascular (Radovanovic, 2023). 
O fator idade tem uma relação direta e linear com a hipertensão, tendo uma 
prevalência maior acima de 65 anos. A rigidez que ocorre nas artérias com o passar 
dos anos e inevitável, havendo alterações na musculatura lisa e tecido conjuntivo de 
vasos. No entanto, isso vem ocorrendo de forma cada vez mais precoce, devido um 
padrão de alimentação que inclui alimentos industrializados e com alto teor de sal 
(Brasil, 2023). 
Merece destaque ainda a renda familiar abaixo de dois salários-mínimos e a 
baixa escolaridade, que incidem diretamente na não adesão aos serviços de atenção 
básica. Isso se deve à falta de acesso à informação. Desse modo, essa realidade deve 
ser considerada pelos profissionais, os quais devem elaborar estratégias que 
alcancem esses grupos (Rocha et al., 2019). 
 
3.2 ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO CUIDADO AO PACIENTE COM 
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTEMICA 
A ESF constitui-se como o espaço fundamental para o diagnóstico clínico 
precoce e a abordagem terapêutica de pacientes hipertensos. Os cuidados que se 
seguem após o diagnóstico são fundamentais para o controle dessa patologia bem 
como para a prevenção de complicações cardiovasculares (Figueiredo, 2019). 
Neste sentido, é necessário compreender que a resolutividade da atenção às 
pessoas hipertensas consiste não apenas no uso medicamento e na instituição de 
medidas reguladoras, mas na consideração da pessoa em sua totalidade. Essas 
ações devem ser prestadas em associação com o atendimento à demanda 
espontânea e à escuta qualificada, em especial às urgências e emergências, 
envolvendo ações que devem ser realizadas em todos os pontos de atenção à saúde, 
entre eles, os serviços de atenção primária. Devem atuar de maneira a articular as 
equipes da ESF e a população, permitindo a afirmação de vínculo, o que caracteriza 
a continuidade do cuidado, legitimando esse nível como porta de entrada prioritária e 
15 
 
preferencial para as redes de atenção à saúde do SUS e garantindo a assiduidade na 
assistência aos usuários hipertensos (Girão et al., 2016). 
A Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) foi crescendo, de forma mais 
marcante e concreta na primeira década do século, com intuito de aperfeiçoar a 
assistência prestada na atenção primaria de saúde, viabilizando os programas 
instaurados que vão de encontro as dificuldades de saúde da população, ainda assim, 
a AB não dispõe de todos os recursos necessários, e de profissionais que contribuam 
de forma efetiva para o bom funcionamento do que rege os programas (Silva et al., 
2020). 
Nesse cenário, na política de saúde pública, a ESF é tida como a porta principal 
de entrada e centro de comunicação de usuários na rede de atenção à saúde. No que 
se refere às doenças crônicas, é responsável pelo rastreamento, diagnóstico e 
tratamento, devendo encontrar o problema precocemente, suas possíveis 
complicaçõese coordenar o cuidado integral e contínuo destes pacientes (Ferro et al., 
2023). 
O acompanhamento efetivo dos casos pelas equipes multiprofissionais da ESF 
é fundamental, pois o controle da HAS reduz complicações cardiovasculares e 
desfechos como Infarto Agudo do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, problemas 
renais, entre outros. Por ser uma doença onde o diagnóstico não requer tecnologia 
sofisticada, e a doença pode ser tratada e controlada com mudanças no estilo de vida, 
com medicamentos de baixo custo, comprovadamente eficazes e de fácil 
aplicabilidade na APS. (Brasil, 2023). 
A ESF tem como foco praticar atividades de atenção à saúde no território onde 
ela atua de acordo com as necessidades proporcionadas pela população dessa 
imediação. Além disso, as equipes atuantes nas Estratégias Saúde da Família como 
as próprias Equipes de Saúde da família - eSF e as Equipes de Atenção Básica - eAB, 
junto com o apoio do NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da Família) proporcionam 
tanto apoio clínico quanto apoio técnico-educativo por meio das chamadas EPS - 
Educação Permanente em Saúde), que traz como marco conceitual uma concepção 
de trabalho no SUS relacionada à aprendizagem cotidiana comprometida com os 
coletivos (Ferro et al., 2023). 
Diante do cenário epidemiológico das DCV no Brasil e no mundo, faz-se 
necessário uma melhor compreensão das estratégias de enfrentamento na Atenção 
Básica, para que possibilite uma melhor qualidade na assistência primária, visto que, 
16 
 
como os fatores de risco e suas possibilidades de mudanças na aplicabilidade de 
novas estratégias dentro desse cenário (Silva et al., 2021). 
 
3.3 A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO E DA CONSULTA DE ENFERMAGEM AO 
PORTADOR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
A assistência de enfermagem a esses pacientes precisa ser guiada pela 
sistematização de cuidados, a qual perde o histórico de enfermagem, diagnóstico, 
intervenções e avaliação do cuidado. Dessa forma, é possível operacionalizar um 
protocolo contendo estratégias educacionais aos pacientes e familiares (Araujo, 
2021). 
Durante a consulta de enfermagem, de hipertensão, a presença de fatores 
desfavoráveis como baixa renda, índice de massa corporal elevado, menor apoio 
social, são considerados como variáveis dificuldade. Nesse contexto, para o controle 
da pressão arterial é necessário um olhar amplo sobre todas essas elas (ARANTES, 
2019). 
O enfermeiro pode realizar consulta de enfermagem regulamentada pelo 
Conselho Federal da profissão por meio da Resolução nº 358/2009, a qual dispõe 
sobre a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou 
privados, em que ocorre o cuidado realizado por enfermeiros, permitindo a 
classificação de fatores de risco e complicações da HAS (Nogueira et al., 2021). 
A valorização da interação profissional-usuário admite o enfermeiro 
experenciar a realidade do paciente, compreendendo assim seus desafios e 
limitações. Assim através do histórico de enfermagem é possível obter dados 
referentes ao estilo de vida, hábitos nutricionais, níveis pressóricos, e através dessa 
base construir um raciocínio clinico para a tomada de decisões (Rego et al., 2019). 
Na ESF, a enfermeira se destaca como propagadora de informações e 
esclarecimentos acerca da importância dos costumes saudáveis para o controle da 
pressão arterial e colabora na implementação de intervenções favoráveis à saúde. Ela 
integra grupos multiprofissionais com ações assistenciais e educativas conjuntas e 
implanta programas e consultas, aprofundando seu corpo de conhecimento (Sousa et 
al., 2015). 
A consulta de Enfermagem é sugestão com o principal objetivo a realização da 
educação e orientação em saúde, a acamamento do risco cardiovascular, o 
17 
 
acompanhamento de medidas antropométricas, e inserindo o usuário neste processo 
incentivando e promovendo o autocuidado (Oliveira et al., 2022). É necessário o 
acompanhamento constante, por meio de consultas de rotina para que aspectos como 
vida, tratamento não farmacológico, seus efeitos adversos, hábitos de vida pessoais 
e familiares e o controle da pressão arterial, sejam constantemente checados pelo 
enfermeiro e reforçados a cada encontro, considerando que incorporar mudanças no 
estilo de vida, essenciais para que as demandas de autocuidado sejam satisfeitas, 
exige dedicação e motivação do individual. 
O enfermeiro é um educador em potencial, e exerce esse papel na assistência 
em grupos de pessoas hipertensas, no âmbito familiar e na comunidade. Além disso, 
é o responsável por desenvolver a consulta de enfermagem e o processo de 
enfermagem (P.E), identificando os principais fatores de risco e propondo mudanças 
individuais pautadas na singularidade de cada sujeito. Para a adesão ao tratamento é 
necessário que o paciente esteja orientado e ciente das contribuições das medidas 
preventivas para controle da HAS, transmitidas nas consultas e orientações de 
enfermagem intimamente ligadas à terapia medicamentosa e às mudanças no estilo 
de vida (Nogueira et al., 2021). 
Entretanto, existem alguns entraves que fragilizam a execução da consulta de 
enfermagem na atenção primária. Destacam-se as seguintes: falta de espaço físico 
para realização, desvio da função, as múltiplas funções exercidas pelo enfermeiro no 
contexto da Estratégia de Saúde da Família, ou ainda a falta de incentivo para a 
realização e até mesmo a falta de compreensão pelo próprio profissional acercado 
processo de enfermagem (Oliveira et al., 2022). 
Ribeiro et al., (2021), relatam a ausência de estratificação do risco clínico para 
HAS pela unidade de saúde, na ausência de uma agenda fixa de educação continuada 
com o grupo de hipertensos e o desconhecimento dos pacientes hipertensos sobre a 
doença e os fatores de risco modificável para HAS tais como: consumo excessivo de 
gordura saturada, sal, açucares, ingestão de bebidas alcoólica, tabagismo, 
sedentarismo, traz uma descompensação da doença e posteriores complicações. As 
consultas de enfermagem com HAS, na ESF eram registradas em prontuários físicos 
ou eletrônicos, de acordo com cada realidade local de cada região. 
Por último, porém não menos importante, a consulta de enfermagem ao 
hipertenso ainda é desvalorizada devido uma parcela da população, que ainda prioriza 
o atendimento médico especializado como forma ideal de tratamento, tais paradigmas 
18 
 
existem e desqualificam a consulta de enfermagem que é uma importante ferramenta 
no tratamento da HAS (Oliveira et al., 2022). 
 
4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICO 
4.1 TIPO DE ESTUDO 
Esta pesquisa adotará como método a revisão integrativa de literatura, 
explicada por Souza, Silva e Carvalho (2010) e Galvão, Pansani e Harrad (2015) com 
uma metodologia de pesquisa que sintetiza de forma abrangente estudos teóricos e 
empíricos sobre um determinado tema, permitindo a inclusão de diferentes tipos de 
estudos (quantitativos, qualitativos e mistos), a qual busca identificar, analisar e 
integrar as evidências disponíveis, oferecendo uma visão holística e crítica do 
conhecimento acumulado sobre o assunto. 
Dessa forma, pesquisa será conduzida utilizando o método PRISMA (Preferred 
Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) e a ferramenta PICO 
(Population, Intervention, Comparison, Outcome) para garantir a abrangência e a 
sistematização do processo de revisão. Inicialmente, será definida a pergunta de 
pesquisa utilizando a ferramenta PICO. A população (P) será composto por 
enfermeiro, a intervenção (I) focará no paciente hipertenso e a comparação (CO) 
poderá incluir período da assistência em enfermagem na ESF. Esta definição ajudará 
a direcionar a busca e seleção dos estudos relevantes. 
 
4.2 LOCAL E PERIODO DE ESTUDO 
A fase de busca será realizada em várias bases de dados eletrônicas, como 
Literatura Latino – Americano e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS, ScientificEletronic Library Online – SCIELO e Base de dados de Enfermagem – BDENF. Serão 
utilizados descritores como: “Estratégia Saúde da Família”, “Hipertensão Arterial 
Sistêmica”, “Assistência de Enfermagem “, intercalados pelo operador booleano 
“AND” e indexado nos Descritores em Ciências da Saúde – DeCS. Além disso, serão 
revisadas as referências dos estudos selecionados para identificar publicações 
adicionais relevantes. 
 
4.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO 
Para inclusão dos artigos neste estudo será considerado os seguintes critérios: 
Período os últimos quatros anos entre os anos de 2020 a 2024; artigos publicados em 
19 
 
português; que fossem localizáveis com descritores. Com critérios de exclusão, optou 
se pela eliminação dos artigos não estivessem em conformidade com objetivos dos 
estudos e aqueles indisponíveis para leitura na integra ou em língua estrangeiras. 
 
4.4 COLETA DE DADOS 
A extração dos dados será feita de forma padronizada, utilizando um formulário 
desenvolvido para este fim, que incluirá informações como autor, ano de publicação, 
país de realização do estudo, metodologia, principais resultados e conclusões. A 
qualidade dos estudos selecionados será avaliada utilizando critérios apropriados 
para cada tipo de estudo. 
 
4.5 ANÁLISE DE DADOS 
Por fim, a síntese dos resultados será realizada de forma descritiva, 
destacando as principais tendencias e lacunas na literatura sobre assistência de 
enfermagem ao paciente com hipertensão arterial sistêmica nas estratégias saúde da 
família. Será elaborado um fluxograma de PRISMA detalhando o processo de seleção 
dos estudos, incluindo o número de estudos identificados, selecionados, elegíveis e 
incluídos na revisão final. Esta abordagem metodológica visa garantir a transparência, 
a reprodutibilidade e a robustez da revisão integrativa, proporcionando uma revisão 
abrangente e crítica sobre o tema investigado. 
 
4.6 RISCOS E BENEFICIOS 
Por se trata de uma revisão Integrativa, a pesquisa não apresenta grandes 
riscos, todavia é entendido que riscos se darão por conta do cuidado processo de 
seleção e análise dos artigos selecionados, seguindo os critérios para a publicação 
sejam validadas no processo de análise, percorrendo – se a sequência dos passos da 
revisão correta dos artigos. Os benefícios se darão pelos esclarecimentos que a 
pesquisa poderá trazer para que estudos futuros possam ser incentivados. 
 
4.7 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS 
Para evitar plágios, a pesquisa foi realizada respeitando as autorias originais 
dos periódicos, evitando a apropriação do conteúdo autoral e de seus autores. Por 
trata -se de uma revisão integrativa não há necessidade de submissão ao Comitê de 
Ética em Pesquisa – CEP. 
20 
 
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2024. 
 
23 
 
 
APÊNDICES 
APÊNDICE A – CRONOGRAMA 
MÊS\ETAPA AG0 
2024 
SET 
2024 
OUT 
2024 
NOV 
2024 
DEZ 
2024 
JAN 
2025 
FEV 
2025 
MAR 
2025 
ABR 
2025 
MAI 
2025 
JUN 
2025 
Escolha do tema X 
Levantamento 
bibliográfico 
X X X 
Elaboração do projeto x 
Apresentação do 
projeto 
 x 
Coleta de dados x x x 
Analise de dados x x 
Redação do Trabalho x x 
Revisão e redação 
final 
 x x 
Defesa do TCC X 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
APÊNDICE B – ORÇAMENTO 
ITEM DESCRIÇÃO QTD VALOR 
UNITÁRIO 
VALOR 
TOTAL 
01 Caneta esferográfica 02 1,20 2,40 
02 Impressora 01 1.200,00 1.200,00 
03 Notebook 01 1.900,00 1.900,00 
04 Papel A4 02 20,00 40,00 
Total 3.142,40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
APÊNDICE C – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS 
LISTA DE CRITERIOS PARA SELEÇÃO DAS FONTES 
FONTES DE PESQUISA 
Nome da Base de dados\ Biblioteca \ Repositório 
 
ESTRATÉDIA DE BUSCA 
( ) Palavra chaves ( ) Operadores Boleanos ( ) Filtros 
Descrição: 
------------------------------------------------------------------------------------------------ 
------------------------------------------------------------------------------------------------ 
----------------------------------------------------------------------------------------------- 
RESULTADOS DA BUSCA 
Autor (es): ----------------------------------------------------- 
Publicação: --------------------------------------------------- 
Resumo: ------------------------------------------------------------------------------ 
------------------------------------------------------------------------------------------ 
------------------------------------------------------------------------------------------ 
Relevante para o Estudo: ( ) SIM ( ) NÃO

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