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Número de referência 60 páginas © ABNT 2022 ABNT NBR 14861:2022 ABNT NBR 14861 Terceira edição 31.03.2022 Versão corrigida 24.05.2022 Lajes alveolares pré-moldadas de concreto protendido — Requisitos e procedimentos Precast prestressed hollow core slabs — Requirements and procedures NORMA BRASILEIRA ICS 91.060.99; 91.100.30 ISBN 978-85-07-09031-1 D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA ii ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados © ABNT 2022 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA iii ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Sumário Página Prefácio ..............................................................................................................................................vii 1 Escopo ................................................................................................................................1 2 Referências normativas .....................................................................................................1 3 Termos e definições ...........................................................................................................2 4 Simbologia ..........................................................................................................................3 5 Materiais ..............................................................................................................................3 5.1 Geral ....................................................................................................................................3 5.2 Concreto ..............................................................................................................................4 5.2.1 Constituintes ......................................................................................................................4 5.2.2 Propriedades ......................................................................................................................4 5.2.3 Dosagem .............................................................................................................................4 5.2.4 Controle tecnológico .........................................................................................................5 5.3 Aço .......................................................................................................................................5 5.4 Argamassa de assentamento ............................................................................................5 5.5 Concreto ou microconcreto de preenchimento da chave de cisalhamento .................5 6 Requisitos para o produto acabado .................................................................................5 6.1 Tolerâncias ..........................................................................................................................5 6.2 Dimensões mínimas ...........................................................................................................7 6.2.1 Mesas superior e inferior ...................................................................................................8 6.2.2 Nervura ................................................................................................................................9 6.2.3 Distribuição e cobrimento para as cordoalhas de protensão ........................................9 6.2.4 Juntas longitudinais ..........................................................................................................9 6.3 Geometria de alvéolos .....................................................................................................10 7 Dimensionamento das seções transversais .................................................................. 11 7.1 Geral ..................................................................................................................................11 7.2 Comprimento de transferência para lajes alveolares (lbpt) ..........................................12 7.3 Resistência à flexão .........................................................................................................13 7.4 Resistências à força cortante .........................................................................................15 7.4.2 Verificação de cálculo da resistência para o mecanismo flexo-cortante ...................19 7.4.3 Verificação da resistência à força cortante por tração diagonal em região não fissurada por flexão .........................................................................................................24 7.4.4 Verificação experimental da resistência à força cortante (no apoio) ..........................27 7.5 Resistência ao fendilhamento longitudinal ...................................................................30 7.6 Resistência à força cortante nas chavetas ou chaves de cisalhamento ....................32 7.7 Resistência à punção .......................................................................................................33 7.8 Ações especiais ...............................................................................................................34 7.8.1 Ações concentradas ........................................................................................................34 7.8.2 Resistência à torção ........................................................................................................35 7.9 Apoios de lajes alveolares ..............................................................................................36 7.9.1 Tipos de apoios ................................................................................................................36 7.9.2 Apoio mínimo ...................................................................................................................37 D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA iv ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.10 Escorregamento das cordoalhas nas extremidades da laje alveolar .........................38 7.11 Fissuração longitudinal causada pelo escorregamento da cordoalha .......................38 8 Projeto de sistemas estruturais compostos por lajes alveolares ...............................39 8.1 Geral ..................................................................................................................................39 8.2 Efeito diafragma ...............................................................................................................39 8.3 Comportamento de lajes contínuas ...............................................................................40 8.4 Ligações ............................................................................................................................41 8.5 Distribuição transversal de ações ..................................................................................41de qualquer geometria isolada e da seção composta com a capa estrutural com seção homogeneizada do concreto D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 26 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.3.3 Assumindo uma ruptura no ELU simultânea tanto na laje alveolar quanto no concreto do preenchimento de n alvéolos, a resistência total à força cortante em região não fissurada à flexão VRd,ca pode ser determinada pela seguinte equação: 2 3R,ca Rd,c alv alv ctdV V nb h f= + Recomenda-se o preenchimento de pelo menos dois ou três alvélos, para lajes com número par ou ímpar de alvéolos, respectivamente, com o comprimento de preenchimento correspondente ao comprimento de transição superior lpt2 = 1,2 lbpt. 7.4.3.4 A resistência à força cortante por tração diagonal da seção composta da laje com a capa estrutural VRd,cc pode ser determinada pela seguinte equação: ( )1 2 1Rd,cc Rd,c Sd, g g S I S IV V V S I S I+ ⋅ ⋅′ ′ = ⋅ + ⋅ - ⋅ ⋅′ ′ onde VRd,c é a resistência à força cortante a partir do modelo de tração diagonal para laje sem capa, expressa em quilonewtons (kN); S é o momento estático da laje alveolar sem capa, expresso em metros cúbicos (m3); I é o momento de inércia da laje alveolar sem capa, expresso em metros elevados à quarta potência (m4); S’ é o momento estático da laje alveolar com capa estrutural (seção composta) , expresso em metros cúbicos (m3); I´ é o momento de inércia da laje alveolar com capa (seção composta), expresso em metros elevados à quarta potência (m4); Vsd(g1+g2) são as ações permanentes antes do ganho de resistência da capa estrutural (considerando o peso da capa), expressas em quilonewtons (kN). Para que a seção composta seja considerada para o cálculo da resistência à força cortante por tração diagonal, deve-se assegurar na produção a presença de rugosidade na face superior da laje alveolar e em obra deve existir boa aderência entre a capa estrutural e a laje alveolar. Deve-se também verificar se a tensão máxima de cisalhamento entre a capa e a laje alveolar atende aos requisitos apresentados em 7.4.1.4. Ainda, a tensão de cisalhamento considerando a seção composta deve atender à seguinte verificação: Sd Rdτ ≤ τ ( ) ( )1 2 3Sd Sd, g g Sd, q g w w S SV V I b I b+ + ′τ = + ⋅ ⋅′ Para alvéolos com seções circulares: 2Rd ctd pc cp ctdf fτ = + α ⋅ σ ⋅ D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 27 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Para alvéolos com seções não circulares: 2 0 9Rd ctd pc cp ctdf , fτ = + ⋅ α ⋅ σ ⋅ O cálculo da resistência à força cortante por tração para a seção composta da laje com capa estrutural e com preenchimento de alvéolos (desde que seja assegurada a aderência da capa e do preenchimento do alvéolo) é dada pela seguinte equação: ( )Rd,cca Rd,c' alv alv ctdSd, g1+g2 21 3 S I ' S I 'V V V nb h f S' I S' I ⋅ ⋅ = ⋅ + ⋅ - + ⋅ ⋅ 7.4.3.5 No projeto de lajes com altura nominal h > 400 mm (sem capa), o valor do coeficiente de correção βpc deve ser multiplicado por um fator de redução adicional igual a 0,9, em elementos de lajes produzidas com procedimento padronizado. Havendo verificação experimental, com validação das expressões conforme 7.4.3.2 e 7.4.3.3, empregando procedimento para ensaio padronizado conforme apresentado em 7.4.4, permite-se adotar um coeficiente de ajuste corrigido βpc,corr = 0.95.Ψexp.βpc, sendo Ψexp obtido em 7.4.4.5.2. 7.4.3.6 Para adequada consideração no projeto das hipóteses adotadas em 7.4.3.1, 7.4.3.2 e 7.4.3.3, é necessário verificar a não ocorrência de fissuração por flexão na região do comprimento de regularização (lp) e verificação de momento de descompressão na região do comprimento de transferência, próximo aos apoios da laje. Adicionalmente, para a seção de força cortante máxima a tensão normal de tração não pode exceder a 70 % da resistência de tração fctm. 7.4.4 Verificação experimental da resistência à força cortante (no apoio) 7.4.4.1 A verificação experimental da resistência à força cortante pode ser demandada para fins de comprovação de desempenho estrutural nos seguintes casos: a) para fins de validação de produto no início da produção de uma unidade de fabricação de lajes alveolares, podendo haver uma nova avaliação de desempenho quando houver modificações significativas nas condições de produção; b) para fins de verificação complementar de desempenho no controle de qualidade da produção: quando houver falta de conformidade dos materiais, com base em resultados de ensaios de corpos de prova; na ocorrência de escorregamentos excessivos em cordoalhas, acima dos limites estabelecidos em 7.10; quando for constatado por inspeção visual variações significativas na geometria da seção transversal, falhas na produção ou desvios não aceitáveis no posicionamento das cordoalhas. 7.4.4.2 A verificação experimental da resistência à força cortante é obrigatória para validação de critérios de cálculo no projeto estrutural nos seguintes casos: a) para fins de consideração do coeficiente de ajuste corrigido βpc,corr = 0.95.Ψexp.βpc no projeto do mecanismo de resistência à força cortante em lajes com h > 400 mm por tração diagonal do concreto, com uso das expressões dadas em 7.4.3.2 e 7.4.3.3, sendo necessária a revalidação no caso de haver alteração futura na geometria dos alvéolos. b) em casos de situações especiais de projeto onde haja necessidade de verificação experimental, como no caso da contribuição de alvéolos preenchidos acima dos limites especificados em 7.4.2.8 e 7.4.3.3. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 28 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.4.3 Padronização do procedimento experimental para avaliação da conformidade de resistência à força cortante 7.4.4.3.1 O elemento a ser ensaiado deve apresentar a largura igual à da sua produção efetiva, com comprimento mínimo de 6 m. O ensaio deve ser realizado em temperatura entre 0 °C e 40 °C. Para obter valores de referência da resistência do concreto, dois corpos de prova devem ser extraídos do elemento. De forma alternativa, corpos de prova cúbicos ou cilíndricos também podem ser usados como referência para o valor da resistência, mas apenas sob a condição de que seja provado que a compactação deles esteja de acordo com a compactação da laje, pela comparação de densidade. As amostras a serem ensaiadas devem ser produzidas na mesma pista de concretagem e com o mesmo concreto empregado na produção efetiva das lajes. Devem ser ensaiadas pelo menos três amostras. 7.4.4.3.2 A fim de obter um efeito desfavorável da flexão sobre o mecanismo de resistência ao cisalhamento, o carregamento deve ser aplicado a uma distância de 2,5 h do apoio, sendo essa distância sempre maior que 50 cm (onde h é a altura da laje). A transferência de força para a laje deve ser realizada por uma viga rígida, de preferência metálica (ver Figura 16), com altura mínima de 250 mm no caso de ser utilizado um atuador hidráulico. Ao longo de toda a largura deve haver uma distribuição uniforme de força. Abaixo da viga de transferência de força, pode-se utilizar areia ou outra forma de assegurar a distribuição uniforme de tensão para compensar as possíveis irregularidades presentes na superfícieda laje que impedem seu nivelamento adequado. L = comprimento do vão h F 2,5 h > 50 cm Figura 16 – Esquema de ensaio padronizado para resistência à força cortante 7.4.4.3.3 Os apoios devem seguir o disposto na Figura 17. Entre o apoio e a laje alveolar, deve-se utilizar um material para distribuição uniforme de tensões, podendo ser empregada madeira compensada com espessura de 10 mm, fita de aparelho de apoio elastomérico com 10 mm e dureza Shore 60 A ou superior, camada de argamassa de 10 mm ou camada de gesso. O apoio mais próximo do ponto de aplicação da ação deve ser móvel, assegurando que não ocorra o aparecimento de força horizontal no apoio. O apoio móvel pode ser obtido com a utilização de roletes metálicos, conforme Figura 17. Alternativamente, pode-se utilizar graxa entre as chapas metálicas finas posicionadas no apoio e na laje. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 29 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Figura 17 – Detalhe do apoio para ensaio padronizado 7.4.4.3.4 O carregamento deve ser monotônico incremental com uma taxa em torno de 50 kN/min, por meio de um atuador hidráulico. Além disso, é recomendado que a força seja aplicada sobre uma rótula posicionada entre o atuador e o centro da viga de transferência. Caso se deseje caracterizar a forma de ruína, devem ser empregados sensores para a medição do deslocamento vertical próximo ao ponto de aplicação da força. 7.4.4.4 Apoio mínimo de ensaio A distância mínima entre a extremidade da laje e o eixo do apoio (a) deve ser 50 mm. No caso de ensaio utilizado como apoio ao projeto, é recomendado que a distância entre a extremidade da laje e a borda interna do apoio seja a mesma que aquela considerada no projeto ou h/2 (sendo h a altura da laje). 7.4.4.5 Critérios de aceitação 7.4.4.5.1 Como critério para a interpretação dos resultados de ensaios em lajes alveolares, é recomendado que o modelo de projeto seja considerado confiável se forem cumpridos os seguintes requisitos: a) VR,exp /VR,calc ≥ 0,95 para o valor mínimo obtido em cada exemplar. b) VR,exp,med /VR,calc ≥ 1,00 para o valor médio obtido nos três ensaios. onde VR,calc é a resistência à força cortante exigida no projeto, expressa em quilonewtons (kN), considerando gc=1 para o cálculo de fctk,inf (sendo fctk,inf = 0,7 fctm) e considerando a força de protensão na data do ensaio; VR,exp é a resistência última à força cortante obtida em cada exemplar, expressa em quilonewtons (kN); VR,exp,med é o valor médio para a resistência à força cortante obtido do ensaio de três exemplares, expresso em quilonewtons (kN). D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 30 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.4.5.2 Caso os critérios de aceitação não sejam atendidos, deve-se multiplicar o valor da resistência à cortante de projeto VRd,c ou VRd,fl pelo coeficiente de redução Ψexp, dado por: Rexp, med exp Rk 1 V V ψ =© ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Figura 19 – Força cortante nas chavetas ou chaves de cisalhamento 7.6.5 A força cortante solicitante nas chavetas pode ser determinada por meio de literatura técnica recomendada ou normas internacionais. Na ausência de critérios mais rigorosos, pode ser calculada de acordo com 8.5. 7.7 Resistência à punção 7.7.1 Na ausência de justificativa para a desconsideração do cálculo da resistência à punção da nervura, deve ser utilizada a seguinte expressão: 1 0 3 cp Rd ef ctd ctd V b h f , f σ = ⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ α ⋅ sendo 2 1x pt I I α = ≤ onde VRd é a resistência à punção da nervura da laje alveolar, expressa em newtons (N); α é a relação entre a distância da extremidade da laje ao ponto de aplicação da ação (lx) e o valor superior do comprimento de ancoragem (lpt2); σcp é a tensão de compressão do concreto no centro de gravidade da peça devido à força de protensão, expressa em megapascals (MPa); bef é a espessura efetiva das nervuras, calculada para as situações e variáveis mostradas na Figura 20, expressa em milímetros (mm); fctd é a resistência de cálculo à tração do concreto da nervura da laje alveolar, a ser usada no projeto, expressa em megapascals (MPa); h é a altura total da laje sem capa ou equivalente a htot conforme a Figura 11 da seção composta formada pela laje e capa estrutural (7.7.5), expressa em milímetros (mm). D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 34 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 1 2 3ef w w wb b b b= + + 1 2ef w wb b b= + 1 2 3ef w w wb b b b= + + 1 2ef w wb b b= + a) Situação geral b) Situação com bordo livre c) Situação geral com capa estrutural d) Situação com bordo livre e capa estrutural Figura 20 – Espessura efetiva das nervuras para a verificação à punção Figura 21 – Verificação à punção em casos com forças concentradas (próximo ao apoio) 7.7.2 Para ações concentradas, onde mais de 50 % atua na nervura mais externa (bw2 nas Figuras 20-b) e 20-d)) do bordo livre de uma laje alveolar, a resistência resultante a partir da equação conforme 7.7.1 somente é aplicada se pelo menos uma cordoalha ou fio e uma armadura transversal estiverem presentes. Se alguma destas condições não for cumprida, a resistência VRd deve ser dividida por dois. 7.7.3 A armadura transversal (ver 7.7.2) deve ser composta por barras, posicionadas no topo do elemento ou na capa estrutural. Deve ser dimensionada para uma força de tração igual ao valor da ação concentrada, ter comprimento de pelo menos 120 cm e ser totalmente ancorada. 7.7.4 Se a ação acima do alvéolo tiver uma largura menor do que a metade da largura do alvéolo, um novo valor da resistência deve ser calculado pela mesma equação, onde h deve ser substituído pela menor espessura efetiva da mesa superior da laje alveolar e a espessura efetiva da laje (bef) deve ser substituída pela largura de distribuição da ação. O menor valor de resistência calculada deve ser utilizado para verificação da resistência da laje alveolar à punção. 7.7.5 Se for utilizada capa estrutural, a espessura desta pode ser considerada para o cálculo da resistência da laje alveolar à punção. 7.8 Ações especiais 7.8.1 Ações concentradas Ações concentradas podem causar momentos fletores transversais. Uma vez que a laje alveolar não possui armadura transversal, as tensões de cisalhamento devidas aos momentos fletores devem ser limitadas. A limitação da capacidade da laje alveolar depende, basicamente, das hipóteses de projeto adotadas para ações distribuídas na laje. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 35 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Para verificar as tensões provenientes destes esforços, pode-se usar procedimentos ou normas internacionais aplicáveis, aceitos pela comunidade técnico-científica, desde que demonstrado o atendimento ao nível de segurança compatível com as Normas Brasileiras. Recomenda-se que não sejam aplicadas ações concentradas ou lineares em bordas longitudinais, sob a nervura de extremidade de lajes alveolares. 7.8.2 Resistência à torção Ações distribuídas em uma laje de um pavimento com um bordo livre podem causar momento torsor na laje. Recomenda-se que não sejam aplicadas ações que possam causar momentos torsores. Se uma seção for submetida simultaneamente a tensões de cisalhamento e torção, a capacidade ao cisalhamento VRdn, salvo situações justificadas, deve ser calculada a partir da equação a seguir, quando a ruína for governada pelo mecanismo de tração diagonal (ver Figura 22). Figura 22 – Ação distribuída em bordo livre de laje gerando torção VRdn = VRd,c - VEtd No qual VEtd é: ( ) Ed w Etd w w para lajes alveolares 2 T bV b b b ∑= ⋅ ⋅ - Etd Ed 3 1 8 para elementos sólidos b, hV T b + ⋅ = ⋅ onde VRdn é a resistência à força cortante, expressa em newtons (N); VRd,c é o valor de cálculo da resistência à cortante conforme 7.4.3, expressa em newtons (N); VEtd é o valor de cálculo da força cortante atuante, considerando o momento torsor, expresso em newtons (N); TEd é o valor de cálculo do momento torsor na seção considerada, expresso em newton milímetros (N.mm); bw é a largura da nervura mais externa no nível do centroide, expressa em milímetros (mm); D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 36 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados ∑bw é a soma das espessuras das nervuras no nível do centroide do elemento, expressa em milímetros (mm); b é a largura total da laje, expressa em milímetros (mm). 7.9 Apoios de lajes alveolares 7.9.1 Tipos de apoios O apoio de uma laje alveolar deve ser plano e coplanar com a superfície da laje, atendendo às tolerâncias especificadas em 6.1, para que haja a correta transferência de esforços. A Figura 23 exemplifica dois tipos de apoios. Para a ligação entre a laje alveolar e o seu apoio (comprimento a1), devem ser atendidos os requisitos de 8.4.2. a) Apoio sobre aparelho de apoio elastomérico b) Apoio direto Figura 23 – Exemplos de apoios D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 37 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.9.2 Apoio mínimo O comprimento mínimo do apoio (a) da extremidade de lajes alveolares deve ser calculado segundo a equação a seguir: ( ) 1 2 2 2 2 21 2 3 2 3a a a a t t= + + + + sendo 1 0 5 Sd n Rd Va , b = σ onde VSd é o valor solicitante de cálculo da reação de apoio, expresso em newtons (N); bn é a largura do apoio da laje, expressa em milímetros (mm); σRd é o valor de cálculo da resistência à compressão do concreto, expresso em megapascals (MPa); sendo — σRd ≤ 0,6.fcd, para o caso de apoio direto (concreto em concreto); — σRd ≤ 0,7.fcd, para o caso de apoio em aparelho de apoio elastomérico; — σRd ≤ 0,8.fcd, para o caso de apoio sobre argamassa ou sobre aço; fcd é a resistência de cálculo à compressão do concreto, expressa em magapascals (MPa); a2 é o comprimento da possível ruptura do canto do apoio, com σSd > 0,4.fcd, sendo — a2 = 0 mm, no casode estruturas metálicas; — a2 = 25 mm, no caso de alvenaria ou concreto não armado; a2 é o cobrimento nominal de concreto, se a barra de armadura tiver diâmetro menor ou igual a 12,5 mm, expresso em milímetros (mm); a2 é o cobrimento nominal da barra, mais o diâmetro da barra, mais o raio interno de curvatura da barra, caso a barra de armadura tenha diâmetro > 12,5 mm, expresso em milímetros (mm); a3 é o comprimento da possível ruptura da extremidade da laje alveolar, com σSd > 0,4.fcd, expresso em milímetros (mm) sendo — a3 = 0 mm, no caso de fios, cordoalhas ou barras expostos na extremidade da laje; a3 é o maior valor entre o cobrimento nominal de concreto na extremidade ou 10 mm (se a barra de armadura tiver diâmetro ≤ 12,5 mm); D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 38 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados — a3 = 15 mm (caso a barra de armadura tenha diâmetro > 12,5 mm); t2 = 15 mm, para o caso de apoio em estrutura metálica ou em concreto pré-moldado; t2 = 20 mm, para o caso de apoio em alvenaria ou em concreto moldado no local; t3 = ln/2 500; sendo ln é o vão livre da laje alveolar entre os apoios, expresso em milímetros (mm); t1 é a máxima tolerância dimensional de fabricação do comprimento da laje (ver 6.1) mais a máxima tolerância dimensional de construção. NOTA Recomenda-se que o comprimento mínimo de apoio (a) seja maior ou igual a h/2 (sendo h conforme a Figura 11). 7.10 Escorregamento das cordoalhas nas extremidades da laje alveolar O escorregamento médio das cordoalhas nas extremidades das lajes alveolares, a ser considerado no cálculo das perdas de protensão, pode ser calculado pela equação a seguir: 0 0 bpt p 0 5 cpl , l E σ Δ = O escorregamento-limite da cordoalha em cada extremidade das lajes alveolares é dado por: ∆llim = 1,3 . ∆lo onde ∆lo é o escorregamento médio das cordoalhas, expresso em milímetros (mm); σcpo é a tensão de protensão no instante da liberação da protensão (conforme 3.6), expressa em megapascals (MPa); lbpt é o comprimento básico de transferência, expresso em milímetros (mm); Ep é o módulo de elasticidade da armadura ativa, expresso em megapascals (MPa). 7.10.1 Caso o escorregamento da cordoalha na extremidade da laje alveolar seja maior do que o valor-limite definido em projeto (ver 7.10) e permitido na documentação técnica enviada à produção (ver 12.1), a cordoalha pode ser aproveitada no dimensionamento à flexão, mas deve ser desprezada sua contribuição na resistência à força cortante. A verificação do escorregamento da cordoalha na produção deve ser feita conforme o procedimento apresentado em 11.8. 7.11 Fissuração longitudinal causada pelo escorregamento da cordoalha 7.11.1 A fissuração longitudinal pode ocorrer no ato da liberação da protensão, pois no instante do corte da armadura ativa pode haver o seu escorregamento, resultando em uma fissura longitudinal que acompanha as armaduras, ocasionando um aumento no comprimento de transferência/ancoragem. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 39 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.11.2 Geralmente essa fissuração ocorre em situações nas quais há um mau posicionamento das armaduras ativas, situando-se muito próximas à extremidade da laje. Essa fissuração pode ser minimizada com o cobrimento igual a 2ϕ, ou seja, duas vezes o diâmetro da armadura ativa utilizada na laje alveolar. 8 Projeto de sistemas estruturais compostos por lajes alveolares 8.1 Geral De acordo com a ABNT NBR 9062, os sistemas estruturais usados nas estruturas pré-moldadas para assegurar sua estabilidade global podem atuar de forma isolada ou com combinações entre si. Esta Seção apresenta requisitos de projeto para os principais sistemas estruturais compostos por lajes alveolares, de forma a possibilitar sua correta utilização. 8.2 Efeito diafragma 8.2.1 Estruturas de pisos ou de coberturas de lajes alveolares podem ser utilizadas considerando-se o seu efeito diafragma, ou seja, a sua rigidez no plano e comportamento como chapa, transferindo as forças horizontais atuantes para os demais sistemas estruturais estabilizantes da edificação. Essa transferência de forças no plano do pavimento também é importante para assegurar a integridade estrutural do pavimento. Para isto, as lajes alveolares devem estar rigidamente ligadas entre si por meio da concretagem das chavetas ao longo de suas juntas longitudinais, conforme a Seção 9, e também pela solidarização com as vigas de apoio intermediárias e de extremidades, de forma que não ocorram deslocamentos relativos entre as lajes alveolares e seus apoios. Também podem funcionar como elementos de contraventamento, sujeitos ao efeito diafragma, em conjunto com os demais sistemas estabilizantes (subestruturas de contraventamento, conforme a ABNT NBR 6118). 8.2.2 Considera-se que os esforços atuantes nos planos formados pelas lajes alveolares são provenientes de: — forças devidas ao vento; — forças devidas ao desaprumo da estrutura; — efeitos de temperatura e de retração do concreto; — forças horizontais provenientes de empuxos de solo, empuxos hidrostáticos, empuxos devido a materiais de armazenamento e eventuais sobrecargas sobre o terreno adjacente; — outras forças provenientes de ações excepcionais. 8.2.3 A determinação destas ações e suas combinações com os respectivos coeficientes de ponderação, são prescritas nas ABNT NBR 6118, ABNT NBR 6120, ABNT NBR 6122, ABNT NBR 6123, ABNT NBR 8681, ABNT NBR 15200 e ABNT NBR 15421. 8.2.4 O efeito diafragma pode ser obtido em sistemas estruturais formados de pisos ou de coberturas de lajes alveolares, quando forem atendidas as considerações de projeto a seguir: a) de modo geral as lajes alveolares executadas com capa estrutural de concreto apresentam comportamento com efeito diafragma. Tratando-se de estruturas de pisos ou de coberturas com efeito diafragma, deve haver continuidade entre os sistemas de lajes alveolares com capa estrutural e seus apoios, por meio de armadura de costura adequada, de forma a assegurar a transmissão de esforços horizontais; D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 40 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) as estruturas de piso e de coberturas de lajes alveolares devem ser projetadas e detalhadas de acordo com o sistema de contraventamento adotado, seja por meio de associação de pórticos, núcleos rígidos ou elementos de contraventamento. O comportamento do diafragma depende da sua geometria no plano, sendo que seu processo de cálculo pode se basear nos modelos de treliça, de viga Vierendeel, modelos em estado plano ou, mais usualmente, em analogia ao modelo de viga parede (modelo biela e tirante); c) para o caso de estruturas com núcleos rígidos ou elementos de contraventamento, o calculista deverá considerar o detalhamento adequado de armaduras de transferência das ações no diafragma para os núcleos, bem como a colocação de tirantes perimetrais, de modo a garantir o comportamento das hipóteses consideradas no item b; d) as forças cortantes devem ser resistidas tanto pelas juntas paralelas como pelas perpendiculares aos esforços horizontais; e) no dimensionamento das estruturas de contraventamento (sistemasreticulados, paredes de cisalhamento e/ou núcleos de rigidez), devem ser considerados os esforços horizontais provenientes do diafragma. As reações das estruturas de contraventamento devem ser determinadas pelos métodos de análise estrutural; f) a resistência das chavetas ou chaves de cisalhamento (ver 3.3) em relação às forças cisalhantes no plano deve ser verificada conforme 7.6; g) na presença de aberturas no pavimento, deve-se assegurar, por meio de modelos adequados de dimensionamento, a transferência de esforços horizontais até as estruturas de contraventamento. 8.3 Comportamento de lajes contínuas 8.3.1 É permitida a consideração de continuidade de lajes alveolares sobre os apoios por meio da colocação de armadura longitudinal na capa estrutural [ver Figura 24-a)]. Armaduras complementares podem ser consideradas pela concretagem e armação dos alvéolos e chavetas [ver Figura 24-b)]. 8.3.2 A quantidade de armadura tanto na capa estrutural como nos alvéolos é determinada pelos momentos elásticos com abatimento para redistribuição dos momentos negativos, assegurando a posição da linha neutra, conforme estabelecido na ABNT NBR 6118. 8.3.3 Para situações específicas de projeto em que o esgotamento da capacidade da laje é governado pelo mecanismo de resistência à força cortante, considerando a seção composta, a redução da armadura negativa de continuidade determinada pelos momentos elásticos será limitada a 15 %, em conformidade com as condições expostas em 7.4.1.5. 8.3.4 Quando forem utilizadas armaduras nos alvéolos e chavetas para resistir a momentos negativos, elas devem ser posicionadas adequadamente, evitando seu deslocamento para a parte inferior do alvéolo. 8.3.5 A armadura de continuidade deve ser utilizada em conjunto com as demais armaduras (retração e variação de temperatura ou capeamento estrutural, arranques das vigas, fissuração, protensão da laje, distribuição). D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 41 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados a) Armaduras de continuidade (sobre apoios intermediários e de extremidades) posicionadas na capa estrutural b) Armaduras de continuidade (sobre apoios intermediários e de extremidades) posicionadas nos alvéolos de lajes alveolares Figura 24 – Continuidades das lajes alveolares e posicionamento de armaduras 8.4 Ligações 8.4.1 Ligações podem ser requeridas em sistemas estruturais compostos por lajes alveolares para diversas finalidades, atendendo aos requisitos de 8.4.2 a 8.4.4. 8.4.2 A ligação de lajes alveolares com seus apoios deve ser feita assegurando a regularização ao longo de toda a superfície de apoio, podendo ser feitas com juntas a seco, com juntas de argamassa de assentamento, com dispositivos metálicos e aparelhos de apoios elastoméricos, atendendo aos requisitos da ABNT NBR 9062. 8.4.3 A ligação entre as lajes alveolares adjacentes (chavetas) deve ser feita atendendo aos requisitos de 9.1.5 a 9.1.7. 8.4.4 Para argamassas de assentamento e microconcretos utilizados em ligações de lajes alveolares, seguir os requisitos de 5.4 e 5.5. 8.5 Distribuição transversal de ações 8.5.1 A distribuição transversal de ações pode ser calculada assumindo a condição de compatibilidade dos deslocamentos longitudinais e transversais das unidades de lajes alveolares em suas juntas e desde que não haja movimentação lateral entre as lajes adjacentes. A partir dessa compatibilização, gráficos são apresentados mostrando qual é a porcentagem de carregamento que cada uma das lajes pertencentes ao sistema de pavimento deve receber. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 42 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 8.5.2 Os gráficos de distribuição são independentes da espessura e do formato da seção transversal das lajes alveolares. Os gráficos podem ser utilizados para distribuição de ações concentradas não maiores que 100 kN e ações lineares, desde que as seguintes diretrizes sejam seguidas: a) são dados nas Figuras 25, 26 e 27, os fatores de distribuição de carregamento para carregamentos na região central e lateral do pavimento. A ação pode ser considerada centrada se a distância dela até a face lateral do pavimento for no mínimo de 3 m. Para ações entre o centro e a lateral do pavimento, a porcentagem de distribuição de carregamento pode ser encontrada a partir de interpolação linear; b) são dados nas Figuras 26 e 27, os fatores de distribuição para ações concentradas no meio do vão (l/x = 2) da laje. Para ações perto dos apoios, l/x ≥ 20, a porcentagem da ação na unidade de laje deve ser considerada 100 %, e das lajes não carregadas de 0 %. Para l/x entre 2 e 20, a porcentagem da ação pode ser encontrada a partir de interpolação linear; c) na determinação da porcentagem de carregamento em cada unidade de laje, ações lineares com comprimento maior do que metade do vão efetivo das lajes devem ser consideradas como lineares se o seu centro estiver no meio do vão e como carregamento pontual se o centro dela estiver fora do centro da laje; d) em pavimentos sem capa, a porcentagem de carregamento em cada uma das lajes, determinada pelos gráficos, deve ser modificada seguindo as diretrizes a seguir: — a porcentagem de carregamento na laje diretamente carregada deve ser multiplicada por 1,25; — a porcentagem total de carregamento nas lajes não diretamente carregadas pode ser diminuída na mesma proporção das lajes diretamente carregadas, de acordo com a porcentagem de cada elemento. e) a força cortante nas chavetas pode ser calculada a partir das porcentagens de carregamentos e deve ser considerada como linear se, para ações pontuais fora do meio do vão da laje e ações lineares que, de acordo com 8.5.2-c), devem ser consideradas como ações pontuais, o comprimento efetivo das juntas que transmitem a força cortante seja igual a duas vezes a distância entre o centro do carregamento e o apoio mais próximo (ver Figura 28); f) a força cortante longitudinal em cada junta e os momentos torsores em cada elemento podem ser encontrados a partir das porcentagens de carregamentos obtidos nos gráficos das Figuras 25 a 27. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 43 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Legenda 1 percentual de distribuição de carregamento 2 vão 3 ação distribuída linearmente 4 na lateral do pavimento 5 no centro do pavimento Figura 25 – Fatores de distribuição de carregamento para ações lineares no centro do vão da laje, no centro e na lateral do pavimento D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 44 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Legenda 1 percentual de distribuição de carregamento 2 vão 3 ação pontual no centro Figura 26 – Fatores de distribuição de carregamento para ação pontual no centro do vão da laje D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documentoimpresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 45 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Legenda 1 percentual de distribuição de carregamento 2 vão 3 ação pontual na lateral do pavimento Figura 27 – Fatores de distribuição de carregamento para ação pontual na lateral de pavimentos de lajes alveolares Figura 28 – Distribuição de força cortante nas juntas longitudinais 8.5.3 Ações concentradas ou lineares em lajes alveolares causam momentos fletores na direção transversal, sendo então necessário verificar se as tensões causadas por essas ações não ultrapassaram a resistência à tração do concreto (fctd). 8.5.4 Para a distribuição entre lajes alveolares adjacentes, de esforços maiores que 100 kN, pode-se usar procedimentos ou normas internacionais aplicáveis, aceitos pela comunidade técnico-científica, desde que demonstrado o atendimento ao nível de segurança compatível com as Normas Brasileiras. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 46 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 8.5.5 No caso de necessidade de verificações mais detalhadas das lajes alveolares submetidas a solicitações dinâmicas, na ausência de Norma Brasileira específica, podem ser adotados procedimentos de cálculo apropriados considerando-se procedimentos ou normas internacionais aplicáveis, aceitos pela comunidade técnico-científica, desde que demonstrado o atendimento ao nível de segurança compatível com as Normas Brasileiras. 8.6 Lajes alveolares submetidas a carregamento dinâmico 8.6.1 Para assegurar o desempenho e o conforto dos usuários, a frequência natural do pavimento em lajes alveolares pode ser determinada a partir da razão de sua massa pela sua rigidez, podendo ser encontrada a partir da equação: 0 18n j g gf ,= ⋅ Δ + Δ onde g é o valor da aceleração da gravidade, expresso em metros por segundo ao quadrado (m/s²); Δj é o maior deslocamento ocorrido na laje alveolar, considerando o vão efetivo entre os centros dos apoios da laje e a condição de restrição efetiva aos giros nestes apoios, no caso de continuidade, expresso em metros (m); Δg é o maior deslocamento ocorrido no elemento de apoio das lajes alveolares, expresso em metros (m). Para lajes alveolares apoiadas sobre paredes, pode-se considerar esse deslocamento igual a zero. NOTA A estimativa dos deslocamentos pode ser feita em regime linear elástico, multiplicando o módulo de elasticidade secante por 1,2 (devido a efeitos dinâmicos). 8.6.2 A frequência fn deve ser maior que 1,2 vez a frequência crítica de utilização do ambiente, seguindo o especificado na ABNT NBR 6118. 8.6.3 No caso de necessidade de verificações mais detalhadas das lajes alveolares submetidas a solicitações dinâmicas, na ausência de Norma Brasileira específica, podem ser adotados procedimentos de cálculo apropriados considerando-se a literatura técnica consagrada na área e normalização internacional de referência. 8.7 Lajes alveolares submetidas a ações sísmicas Para o caso de ações sísmicas, devem ser adotados procedimentos de cálculo apropriados, considerando-se o que estabelece a ABNT NBR 15421. No caso de região sísmica, o pavimento de laje alveolar deve ser projetado como diafragma rígido, assegurando-se o trabalho em conjunto de todas as lajes (efeito membrana) de modo a garantir a robustez do sistema do pavimento. A fim de se evitar a ocorrência do colapso progressivo, deve-se considerar detalhamento adequado com a utilização de armaduras perimetrais, armaduras em alvéolos preenchidos no local, armaduras nas chavetas e armaduras na interface entre laje e capa estrutural. 8.8 Lajes alveolares em situação de incêndio Para o dimensionamento das lajes alveolares em situação de incêndio, podem ser adotados os métodos de verificação prescritos na ABNT NBR 9062, com relação às lajes biapoiadas, contínuas e confinadas, incluindo as indicações para a redução da resistência à força cortante. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 47 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados A análise do dimensionamento de sistemas estruturais de pisos formados por lajes alveolares deve ser feita com base nas recomendações presentes nesta Norma, e, quando aplicáveis, nas ABNT NBR 6118, ABNT NBR 6120, ABNT NBR 8681, ABNT NBR 9062, ABNT NBR 14432, sendo também permitida a utilização de referência técnica internacional. 8.8.1 Verificação da capacidade de suporte A capacidade resistente de um elemento estrutural submetido a incêndio é verificada a partir da seguinte inequação: Sd,incêndio ≤ Rd,incêndio onde Sd,incêndio são as ações solicitantes de projeto em situação de incêndio; Rd,incêndio é a resistência do elemento estrutural em situação de incêndio. Para a avaliação do critério de desempenho de sistemas estruturais de pisos formados por lajes alveolares, é necessário o atendimento dos requisitos estabelecidos em 8.8.1.1 a 8.8.1.3. 8.8.1.1 Resistência estrutural ao fogo (critério R) Requisito referente à estabilidade estrutural frente ao incêndio, considerando as alterações nas propriedades mecânicas dos materiais sob altas temperaturas. 8.8.1.2 Estanqueidade (critério E) Requisito responsável pela verificação da compartimentação do ambiente de forma que não ocorra o alastramento tanto dos gases tóxicos quanto das chamas para outras regiões da edificação. 8.8.1.3 Isolamento (critério I) Requisito responsável pela verificação do confinamento das altas temperaturas no ambiente do sinistro. 8.8.2 Determinação da temperatura no perfil da laje alveolar Para essa análise, é permitido o uso de metodologias ou softwares que utilizam métodos de análise por elementos finitos. Na falta de ferramentas que auxiliam na determinação da temperatura, pode-se adotar a metodologia gráfica, de acordo com as Figuras 29 e 30. Quando a cordoalha se encontra em uma camada com espessura , na qual a somatória das larguras das almas seja igual à somatória das larguras dos alvéolos, ver equação a seguir. Pode-se adotar a metodologia gráfica para a determinação da temperatura na cordoalha. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 48 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Figura 29 – Área onde as temperaturas da laje maciça podem ser assumidas na laje alveolar ( ) ( )50 1 1 é a espessura da camada na qual n m % w c i i i a b i b = = =∑ ∑ onde n é a quantidade total de almas na seção; m é a quantidade total de alvéolos na seção; bw(i) é a largura da alma da seção , expressa em milímetros (mm); bc(i) é a largura dos alvéolos , expressa em milímetros (mm). Na Figura 30, é apresentado o gráfico para a determinação das temperaturas na camada do perfil da laje alveolar de acordo com o tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF). Figura 30 – Perfil de temperatura ao longo da profundidade “C1” D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 49 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 8.8.3 Verificação dos elementos de apoio da laje alveolar em situação deincêndio Os princípios e soluções aplicados aos componentes estruturais em situação de incêndio devem ser empregados para verificação e validação dos elementos de apoio de sistemas estruturais de pisos formados por lajes alveolares. Insertos ou elementos metálicos devem possuir resistência ao incêndio compatível com o requerido para a laje na qual servem de apoio. 8.8.4 Juntas entre elementos estruturais Juntas entre as lajes alveolares, ou entre outros elementos estruturais, devem prover resistência ao incêndio compatível com o requerido para a laje, de forma que os critérios apresentados em 8.8.1 sejam atendidos. NOTA Para informações sobre os critérios de desempenho em situação de incêndio, no caso da compartimentação por selamento de juntas de movimentação não preenchidas, recomenda-se consultar a ABNT NBR 16945. 8.9 Aberturas e recortes em lajes alveolares 8.9.1 As aberturas e recortes em lajes alveolares devem ser definidas na fase de projeto e constar nos documentos de projeto e de especificações técnicas do fabricante, preservando a integridade do pavimento, conforme definido na Seção 12. É necessária a definição em projeto da posição e dimensões das aberturas e recortes, com o intuito de se assegurar o desempenho tanto das unidades de laje alveolar, quanto do pavimento como um todo. No caso de necessidade de modificações do projeto das aberturas e recortes, em fase posterior ao projeto, durante ou após a obra, as modificações devem ser encaminhadas para avaliação do projetista. 8.9.2 Os furos e as aberturas devem ser posicionados na laje alveolar de forma a evitar o corte das cordoalhas. A maior dimensão da abertura, preferencialmente, deve ser paralela ao vão da laje. Para menor dimensão da abertura, pode-se adotar o limite máximo da largura horizontal do alvéolo, desde que mantenha o cobrimento da cordoalha. Caso existam várias aberturas em uma laje, estas devem ser alinhadas de forma a cortar o menor número de cordoalhas. 8.9.3 Em situações em que as aberturas são muito grandes para serem incorporadas à laje alveolar, devem ser utilizados, no pavimento, dispositivos de apoio indireto como cantoneiras metálicas ou vigas moldadas no local para apoiarem as lajes em lajes adjacentes conforme Figura 31. As lajes que recebem as ações devidas ao apoio desses dispositivos devem ser verificadas de acordo com os novos esforços existentes. Figura 31 – Detalhe da cantoneira metálica para grandes aberturas em lajes alveolares D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 50 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 8.9.4 Para produção de lajes alveolares com aberturas e recortes, devem ser atendidos os requisitos em 11.4.3, 11.4.4 e 6.1. 8.9.5 Em situações em que exista a diminuição do número de cordoalhas devida ao corte das lajes, a redução de resistência ao momento fletor e à força cortante pode ser feita a partir das seguintes equações: cord. 0 cord,orig. Rd NM M N = ⋅ 0 w ab Rd w b bV V b -= ⋅ onde M0 é o momento resistente da laje alveolar com a abertura, expresso em quilonewtons metros (kN.m); MRd é o momento resistente da laje alveolar sem a abertura, expresso em quilonewtons metros (kN.m); Ncord. é o número de cordoalhas não cortadas; Ncord.orig. é o número de cordoalhas da laje alveolar sem recorte; V0 é a força cortante resistente da laje alveolar com abertura, expressa em quilonewtons (kN); VRd é a força cortante resistente da laje alveolar sem abertura, expressa em quilonewtons (kN); bw é a largura da laje alveolar, expressa em metros (m); bab é a largura do recorte da laje alveolar, expressa em metros (m). 8.10 Drenagem 8.10.1 Devem ser previstos sistemas de drenagem confiáveis, ou tamponamentos dos alvéolos, de forma a impedir a retenção de água, como a proveniente de chuva (durante o armazenamento ou montagem) e de lavagem para preparo da superfície antes da concretagem. 8.10.2 As superfícies expostas horizontais, como coberturas, pátios, garagens, estacionamentos e outras, devem ser convenientemente drenadas, com a disposição de ralos e condutores. 8.10.3 Todas as juntas de movimento ou de dilatação, em superfícies sujeitas à ação de água, devem ser convenientemente seladas, de forma a se tornarem estanques à passagem (percolação) de água. 9 Capa estrutural 9.1 Projeto estrutural e procedimentos executivos da capa estrutural e da chaveta 9.1.1 Deve sempre existir um projeto estrutural da capa de concreto, quando esta tiver função estrutural, colaborando na seção resistente com a laje alveolar e os demais elementos estruturais, conforme definido em 3.1. Para a elaboração e detalhamento do projeto estrutural, devem ser D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 51 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados seguidas as especificações apresentadas nas Seções 7 e 8. No projeto, devem ser previstos, além do detalhamento da armadura propriamente dito, o detalhe das juntas, quando for o caso, a especificação do concreto, bem como as interferências com outros projetos complementares (passagem de dutos embutidos, aberturas, recortes, por exemplo), conforme as especificações desta Seção 9.1.2 O projeto estrutural da capa de concreto deve ser encaminhado ao responsável pela execução da capa estrutural, o qual pode ser um construtor contratado para o serviço ou o próprio fabricante e fornecedor da laje alveolar, conforme o caso. 9.1.3 As especificações de projeto da capa de concreto constantes nesta Norma se limitam à função estrutural, estando fora do seu escopo o atendimento aos requisitos para a capa com função de piso com superfície acabada. Portanto, quando for demandado o desempenho da capa como piso acabado, é necessário um projeto especializado que contemple especificações da tecnologia do concreto, posicionamento ou ausência de juntas, bem como condições especiais para controle da fissuração. 9.1.4 A capa de concreto estrutural deve ser executada na sequência determinada pelo seu projeto de acordo com a sequência construtiva e de montagem da estrutura e em condições necessárias de modo a não introduzir esforços de vibrações até a sua cura completa (ver 9.1.7-h)). 9.1.5 As juntas longitudinais entre as lajes alveolares devem ser preenchidas com concreto, microconcreto ou argamassa, independentemente da existência ou não da capa estrutural, para efetivar a solidarização e a transmissão dos esforços cortantes entre as lajes. O material de preenchimento, que forma a chave de cisalhamento (ou chaveta, conforme definido em 3.3), deve atender às especificações de projeto. 9.1.6 O preenchimento das juntas longitudinais entre lajes alveolares, denominado de chaveteamento (ver 3.4), deve ser executado antes do capeamento conforme 9.3. 9.1.7 Para a execução do preenchimento das juntas longitudinais entre lajes alveolares (chaveteamento), adotam-se os procedimentos a seguir: a) limpar todas as juntas longitudinais entre lajes alveolares com jato de ar ou de água sob pressão, de modo a eliminar partículas soltas, restos de materiais, entre outros. Estas juntas também devem ficar livres de óleo e graxa; b) para evitar concentração de tensões, as lajes devem ter regularidade no nivelamento, atendendo à tolerância de diferença de nível entre as lajes adjacentes de mesmo comprimento ± 10 mm; c) quando a tolerância de diferença de nível entre as lajes adjacentes estabelecida em 9.1.7-b) não for atendida, as lajes devem ser equalizadas por método adequado. É vedado o nivelamentocom preenchimento do desnível por meio de argamassas, nata de cimento ou similares; d) se for especificado o uso de pendurais pelos projetos de instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado, estes devem ser montados nas juntas longitudinais entre as lajes alveolares nesta fase; e) caso especificado, as armaduras posicionadas nas chavetas devem ser executadas conforme projeto; f) as superfícies nas quais é lançado o material de chaveteamento (concreto, microconcreto ou argamassa) devem ser molhadas com água limpa e estarem saturadas e sem a formação de lâmina de água; D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 52 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados g) o material das chavetas e a respectiva cura devem seguir as especificações do responsável pela tecnologia do concreto, atendendo às características definidas no projeto estrutural; h) durante o período de cura, a laje não pode ser carregada e não podem ocorrer trepidações transmitidas à estrutura, de naturezas quaisquer, oriundas, por exemplo, de equipamentos vibratórios na obra. 9.1.8 A instalação de dutos embutidos previamente na capa estrutural pode ser feita somente mediante estudo detalhado de posicionamento no projeto estrutural da capa (ver 9.1). É vedada a instalação de dutos embutidos posteriormente ao capeamento estrutural. 9.2 Armaduras e concreto da capa estrutural 9.2.1 As armaduras instaladas em furos passantes nos pilares (armaduras de lajes contínuas), após sua colocação nos furos, devem ter o vazio entre a armadura e a face interna do furo totalmente preenchido com microconcreto ou adesivo estrutural, conforme especificações de projeto, antes do capeamento. O material de preenchimento não pode conter cloretos em sua composição. 9.2.2 Podem ser utilizadas emendas das barras por traspasse; por luvas metálicas com preenchimento, rosqueadas ou prensadas; por solda ou por outros dispositivos devidamente especificados em projeto. 9.2.3 As armaduras devem ser executadas conforme as especificações de projeto (espaçamento, cobrimento, comprimento de emendas por traspasse, entre outras). Devido à presença de contraflecha das lajes alveolares, recomenda-se adotar espaçadores das armaduras com alturas variáveis, sendo que os de maior altura devem ser utilizados próximos às extremidades das lajes. 9.2.4 A especificação do concreto da capa estrutural deve atender aos requisitos do projeto. 9.3 Concretagem da capa estrutural 9.3.1 O capeamento estrutural pode ser executado somente após o término do período de cura do concreto da chaveta, conforme 9.5. O lançamento do concreto da capa deve ser feito de forma a evitar o desnivelamento das lajes alveolares com o peso do concreto fresco (ver 9.3.4). 9.3.2 Os alvéolos devem ser tamponados de modo a não haver perdas, nem estrangulamento da seção a ser preenchida, conforme especificações de projeto. Além disso, todas as superfícies das lajes alveolares que receberem a capa de concreto (horizontais, verticais e inclinadas) devem atender ao estabelecido em 9.3.2.1 a 9.3.2.3. 9.3.2.1 As superfícies das lajes alveolares devem estar saturadas, sem a presença de lâmina de água. Para isto, as lajes devem ser abundantemente molhadas e encharcadas por um período de 6 h, cessando a saturação 2 h antes do início do lançamento do concreto. 9.3.2.2 As superfícies das lajes alveolares devem ser rugosas ou ter ranhuras (ver 11.4.5), conforme processo produtivo, de modo a assegurar a aderência entre o concreto da laje e o concreto da capa estrutural. 9.3.2.3 As superfícies das lajes alveolares devem ser previamente limpas por meio de jato de ar ou de água sob pressão, de modo a eliminar partículas soltas, restos de materiais, entre outros. Estas superfícies também devem ficar livres de óleo e graxa. 9.3.3 O início dos serviços de concretagem da capa estrutural deve ser feito somente após a verificação da armadura conforme o projeto, bem como o detalhamento das demais instalações embutidas de projetos complementares D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 53 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 9.3.4 Para minimizar o desnivelamento das lajes devido ao lançamento do concreto da capa, deve-se evitar o acúmulo de concreto na região central do vão das lajes alveolares. 9.3.5 Se for utilizado concreto do tipo bombeável, deve-se descartar a primeira porção do lançamento. 9.3.6 Devem ser consideradas as juntas de concretagem, conforme as prescrições em 9.4. 9.3.7 O adensamento do concreto deve ser feito com vibradores de imersão e/ou réguas vibratórias apoiadas sobre guias no alinhamento dos pilares. Devem ser utilizados equipamentos adequados, de forma a possibilitar o adensamento necessário, evitando vibrações nocivas ao processo. 9.3.8 Para a finalização da superfície da capa, devem ser utilizados equipamentos compatíveis com o tipo de acabamento requerido, conforme definido no projeto (ver 9.1). 9.3.9 Deve ser considerado o período de cura da capa estrutural para as etapas construtivas posteriores e para o trânsito de pessoas e equipamentos. 9.4 Juntas de concretagem, retração e variação de temperatura da capa estrutural 9.4.1 As juntas de concretagem devem ser inclinadas em aproximadamente 45º 9.4.2 É recomendável que as juntas de concretagem sejam posicionadas em regiões de menores solicitações. As juntas de concretagem na direção transversal da laje podem estar situadas no terço central do vão. 9.4.3 Devem ser previstas juntas de retração e dilatação (variação de temperatura) ou estes esforços devem ser considerados no projeto da capa estrutural. 9.5 Cura do concreto da capa estrutural 9.5.1 Pode ser utilizada cura química ou cura úmida por pelo menos sete dias consecutivos, ou conforme as especificações de controle tecnológico do concreto. 9.5.2 Devem ser atendidas as especificações em 9.1.7-g) e 9.1.7-h). 9.6 Recomendações complementares Todos os demais materiais empregados no capeamento estrutural devem atender ao projeto, bem como às especificações de controle tecnológico de concreto, e estes, por sua vez, às Normas Brasileiras vigentes. 9.7 Responsabilidades 9.7.1 A execução deve seguir o projeto da capa de concreto estrutural, conforme definido em 9.1. 9.7.2 Qualquer modificação de projeto durante a execução da capa (como inserção de furos ou aberturas para tubulações ou dutos de quaisquer funções ou natureza) deve ser submetida à análise e aprovação prévia do responsável pelo projeto estrutural da capa de concreto, por meio de consulta para modificação de projeto com desenho esquemático devidamente detalhado (com locação e dimensões). 9.7.3 Caso a responsabilidade pela elaboração do projeto estrutural da capa de concreto seja transmitida ao fornecedor de lajes alveolares, este deve receber do projetista estrutural da obra D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 54 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados as informações relacionadas à localização e à magnitude das forças horizontais aplicadas ao diafragma rígido. 9.7.4 Na situação em que a laje alveolar e a capa não forem dimensionadas pelo mesmo projetista, o responsável pelo projeto da laje alveolar deve fornecer ao responsável do projeto da capa estruturaltodas as especificações da capa estrutural que foram consideradas no projeto da laje alveolar (para todas as situações transitórias, condições de contorno de continuidade, considerando a seção simples e composta conforme 9.1.1), de forma a compatibilizar outras funções que a capa estrutural venha a apresentar conforme exposto em 9.1.3. 10 Verificação experimental A verificação experimental, seja com propósito de avaliação de desempenho ou de controle de conformidade, pode ser demandada para o caso de haver necessidade de uma caracterização mais rigorosa das propriedades mecânicas das lajes alveolares ou no caso de uma situação especial de projeto em que ainda não se possua um modelo de cálculo com aproximação satisfatória do comportamento real. Para o caso da avaliação da resistência à força cortante, deve ser empregado o procedimento apresentado em 7.4.4. 11 Métodos de produção das lajes alveolares 11.1 Geral As lajes alveolares podem ser moldadas por fôrmas fixas ou produzidas por equipamentos, como máquinas extrusoras ou moldadoras. As etapas de produção a serem atendidas são as identificadas em 11.2 a 11.10, sendo que as peculiaridades de cada método, quando necessário, encontram-se descritas nas próprias etapas. 11.2 Planejamento da produção 11.2.1 O planejamento da produção consiste em organizar a produção, considerando a interface entre as áreas: comercial, de projeto, de produção e de montagem. O planejamento da produção deve elaborar o programa diário da produção com locais para a estocagem e plano para as pilhas de estocagem. 11.2.2 O processo produtivo das lajes deve ser contemplado nas verificações de projeto estrutural dos elementos. É recomendável a correta identificação das lajes durante sua fabricação, para assegurar a rastreabilidade do produto, conforme a ABNT NBR 9062. 11.3 Preparação e protensão das cordoalhas 11.3.1 Seguindo a remoção das lajes da pista, a preparação para a próxima pista a ser concretada inclui a limpeza e aplicação do desmoldante. 11.3.2 Devem ser tomados cuidados para evitar excesso de desmoldante que possa prejudicar a aderência entre as cordoalhas e a concretagem na sequência, causando escorregamento da cordoalha. A limpeza da superfície de produção das lajes deve ser feita de forma a assegurar o acabamento adequado às especificações de projeto arquitetônico e estrutural do piso onde esta será montada. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 55 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 11.3.3 Uma superfície lisa para produção das lajes é importante, pois estas são usualmente deixadas aparentes na sua face inferior, sem tratamento, ou são simplesmente pintadas. A qualidade da superfície da laje está condicionada aos cuidados de preparação da pista, à uniformidade da limpeza e à aplicação do desmoldante. 11.3.4 Devem ser observados os seguintes cuidados no ato da protensão, para que a capacidade resistente da laje alveolar não seja afetada: — posicionamento correto e número de cordoalhas, controlado por medição; — exatidão da protensão, controlada por instrumentos ou por comparação de forças e alongamentos; — ancoragens provisórias das cordoalhas, controladas por inspeção visual. 11.3.5 As cordoalhas devem estar suficientemente limpas para assegurar a aderência adequada. As cordoalhas são protendidas até os níveis de tensão correspondentes aos valores de projeto. Quando for usado processo de protensão multifio, um pré-esticamento é recomendado. A protensão é levada até a pressão ou força requerida e o alongamento correspondente é checado e anotado, ou vice-versa (ver 11.8). A força de protensão das cordoalhas individuais deve ser checada em intervalos regulares. A máxima variação entre a força de protensão e as obtidas por meio dos relatórios de protensão é de ± 5 % da força total, devendo ser conferida e registrada pelo respectivo alongamento. 11.4 Concretagem 11.4.1 A concretagem dos elementos de lajes alveolares deve ser executada considerando as variáveis que influenciam este estágio da produção. Estas variáveis são inerentes ao processo e podem combinar-se entre si, conforme citadas a seguir: — equipamentos de produção e corte das lajes; — propriedades do concreto, como tipo do cimento, dos agregados e do fator água/cimento; — condições da pista de concretagem; — processo de cura. 11.4.2 Os itens de processo indicados a seguir devem ser permanentemente supervisionados e inspecionados, por terem interface direta com as características e com o atendimento aos requisitos do produto final: — o concreto deve ser uniforme (homogêneo e bem misturado, especialmente no caso dos concretos secos destinados à extrusão) e bem compactado em toda a seção transversal e ao longo da peça. Com sistema de moldadora, atenção especial deve ser dada para se conseguir uniformidade e não reconhecimento de juntas de concretagem entre os estágios; — superfícies sem trincas (fissuras somente são admissíveis após a análise e avaliação do projetista); — tolerâncias dimensionais (ver 6.1); — posição e cobrimento das cordoalhas (ver 6.2.3). 11.4.3 A medição dos comprimentos das lajes e recortes (ver 8.9.1) é feita imediatamente após a concretagem pelo operador da máquina ou por um medidor. Ao mesmo tempo, a identificação D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 56 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados do número do pedido ou serviço, identificação da peça, data e posição de estoques pode ser marcada no topo, nas laterais da laje ou em etiquetas específicas. É importante que a identificação dos elementos corresponda a um sistema de rastreabilidade do produto. Se parte ou a pista for rejeitada por algum motivo, deve ser claramente identificado o produto e deve ser anotada a razão da rejeição. 11.4.4 Quando da ocasião de aberturas no concreto fresco, conforme estabelecido em projeto (ver 8.9.1), é essencial não danificar o concreto vizinho ao serviço, por exemplo, danificar as paredes dos alvéolos junto aos recortes e também a ancoragem das cordoalhas que podem ser reduzidas dos dois lados da abertura. Algumas vezes um pré-corte feito no concreto fresco das lajes espessas (com altura maior ou igual a 30 cm) é preferível para evitar trincas transversais de retração. 11.4.5 O acabamento sobre a superfície superior da laje deve ser rugoso ou com ranhuras conforme processo produtivo executado na fábrica e conforme considerado no projeto estrutural das lajes e da capa estrutural (ver 9.1 e 9.3.2.2), a fim de que haja aderência entre a laje e o concreto da capa. Devem ser tomados cuidados na produção da laje alveolar de forma que a superfície final do produto em contato com a capa estrutural esteja limpa e livre de impurezas para assegurar a rugosidade considerada em projeto. 11.5 Cura 11.5.1 Imediatamente após a concretagem das lajes, estas devem ser protegidas contra evaporação da água do concreto com lonas ou por outros sistemas, como a cura química. Nos sistemas com lonas, estas devem ser retiradas somente no momento do corte, para evitar fissuras de retração. 11.5.2 Um processo de aquecimento pode ser usado com base em estudo do gradiente de temperatura, atendendo às especificações de cura acelerada da ABNT NBR 9062. 11.6 Corte 11.6.1 É recomendável que o corte das lajes seja iniciado pela extremidade por onde foi feita a liberação da protensão. O corte deve ser feito usando uma serra diamantada, que pode cortar a laje transversal, longitudinalou diagonalmente, conforme estabelecido em projeto. Recomenda-se que o corte das lajes seja feito após sua cura, de forma a assegurar a aderência das cordoalhas ao longo de todo o comprimento da laje, inclusive nas extremidades, e a evitar o escorregamento das cordoalhas. É necessário assegurar que a máquina corte as cordoalhas completamente. 11.6.2 Para liberação da protensão e cuidados para evitar o escorregamento das cordoalhas, ver 11.7 e 11.8, respectivamente. 11.7 Liberação da protensão 11.7.1 Para a liberação da protensão e içamento, a resistência mínima de projeto deve ser atendida (ver 5.2.2.2). 11.7.2 Uma inspeção é necessária antes da liberação da protensão, visando identificar fissuras transversais causadas por retração durante ou após a cura, que podem se fechar durante o processo de liberação de protensão. 11.7.3 A liberação da protensão deve ser feita simultaneamente em todas as cordoalhas ou seguindo um padrão de desprotensão, usando um atuador hidráulico. 11.8 Verificação do escorregamento de cordoalhas 11.8.1 A adequada resistência do concreto é indicativa de boa aderência das cordoalhas. Todavia, isso não assegura que o escorregamento não aconteça. Se houver escorregamento, as lajes devem D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 57 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados ser criteriosamente avaliadas. Os critérios de inspeção, avaliação e aceitação são estabelecidos em 11.8.2 a 11.8.7. 11.8.2 Após o corte do concreto e das cordoalhas, a força de protensão é transferida ao concreto ao longo do comprimento (lbpt), que depende da aderência entre a cordoalha e o concreto. 11.8.3 O escorregamento inicial de cada cordoalha deve ser inspecionado em relação à própria laje e não em relação à ancoragem, isso porque um movimento geral das lajes como um todo e o encurtamento delas na liberação não pode distorcer a avaliação. 11.8.4 A inspeção visual do escorregamento deve ser feita em todas as lajes nas duas extremidades. Quando houver escorregamento, devem ser inspecionadas duas a três lajes de cada pista, anotando-se os valores medidos com o paquímetro. Além disso, todas as cordoalhas que apresentarem suspeita de escorregamento devem ser medidas após a inspeção visual. O valor representativo de escorregamento pode ser medido com a média dos valores em lados opostos da laje, dos dois fios mais externos. 11.8.5 Caso o escorregamento da cordoalha na extremidade da laje alveolar seja superior ao valor-limite conforme 7.10, o qual deve estar especificado na documentação técnica enviada à produção (ver 12.1), deve-se documentar e comunicar ao responsável pelo projeto. 11.8.6 O escorregamento inicial das cordoalhas pode ser considerado apenas um aspecto do controle da qualidade, que deve incluir um apurado controle de compactação, retração, fissuras etc. Se um grande escorregamento for observado em qualquer posição da pista, então outras partes devem ser observadas com mais cuidado. A laje pode ainda ser usada se o escorregamento ocorrer no máximo em duas cordoalhas além do prescrito em 7.10 (1,3 ∆l0), mas a resistência de projeto da laje deve ser reduzida conforme critérios adotados pelo projetista após análise considerando o escorregamento ocorrido. Isso, todavia, só pode ser permitido se: — as cordoalhas que deslizarem foram marcadas em cada extremidade da laje; — o número original de cordoalhas e o número das que foram aceitas forem marcados na laje; — a designação original da laje for cancelada e substituída por outra nova. 11.8.7 Se a laje for finalmente rejeitada, todas as outras marcações devem ser eliminadas e a laje deve ser marcada com um aviso claro e permanente de rejeição. Elementos rejeitados devem ser retirados do pátio de estocagem imediatamente. 11.9 Superfície e fissuras 11.9.1 Durante o controle de qualidade, a ocorrência de fissuras, desde a etapa de fabricação até a etapa de montagem, deve ser monitorada e avaliada por meio de inspeção visual, podendo ser consultados manuais técnicos de referência, como indicado na Bibliografia (FIB Bulletin 41). 11.9.2 Na inspeção visual das lajes alveolares, não é permitida a ocorrência de fissuras visíveis nas nervuras na região próxima às extremidades da laje, em um comprimento igual a quatro vezes a altura nominal da laje a partir das faces extremas, devendo-se dar especial atenção para ocorrências de fissuras por fendilhamento longitudinal nas nervuras e de fissuras diagonais de torção. Outras fissuras nas fibras superiores na região central da laje, quer no caso de fissuras de retração na produção antes da liberação da protensão ou ainda no caso de fissuras de flexão com penetração inferior a 1/3 da altura da laje, podem ocorrer sem que ocorra um comprometimento do desempenho da laje alveolar, desde que seja considerada a seção composta com a capa estrutural, tanto D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 58 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados em situações de serviço quanto no estado-limite último. No entanto, todas as fissuras identificadas na inspeção visual devem ser registradas quanto à sua posição, abertura máxima da fissura e nível de penetração da fissura nas nervuras, de modo que o responsável pelo controle de conformidade ou o projetista possa avaliar o grau de comprometimento quanto ao desempenho estrutural e, assim, decidir quanto à conduta a ser adotada para cada caso. 11.10 Lançamento, transporte e armazenamento 11.10.1 Durante as etapas transitórias, deve-se tomar cuidado para não introduzir na laje alveolar esforços não previstos no projeto estrutural. A movimentação deve ser lenta, a fim de que não ocorram impactos, fissuras e quebras de canto nas peças. Os dispositivos de içamento devem ser adequados e posicionados, de acordo com as distâncias especificadas em projeto. Para o transporte das lajes, armazenamento na fábrica ou no local da obra, calços de madeira ou de sacos de areia devem ser posicionados de acordo com o especificado em projeto e na ABNT NBR 9062:2017, 10.2. 11.10.2 Para o empilhamento, devem ser observados a capacidade de suporte do solo e o perfeito alinhamento da pilha, dos calços entre as peças e do terreno, de forma a não permitir a inclinação da pilha. 11.10.3 O empilhamento máximo é função do comprimento e da altura das peças, devendo o fabricante e o consumidor, em função das espessuras e comprimentos usuais, manterem um procedimento interno validado pelo projetista de estruturas. 11.10.4 Caso os alvéolos não tenham sido tamponados ou tenha ocorrido danificação dos tampões, deve ser assegurado que a água de chuva, ou ainda decorrente do processo de cura, não fique armazenada no interior dos alvéolos (ver 8.10). 12 Documentação técnica A documentação técnica de produção, projeto estrutural, movimentação, montagem, uso e operação é dada em 12.1 a 12.4. 12.1 Documentação técnica de produção O projeto de fôrmas e a armadura do produto laje alveolar, com a paginação, a planilha de limites de escorregamentos máximos e dados da protensão dos elementos (para produção e aceite), devem fazer parte da documentação técnica de fabricação. 12.2 Documentação técnica do projeto estrutural Deve fazer parte da documentação técnica do projeto estrutural o seguinte: — o projeto de fôrmas e armadura do sistema de pisos formados por lajes alveolares e do capeamento estrutural (conforme Seção 9); — os documentos previstos nas ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 9062; — o projeto de montagem8.6 Lajes alveolares submetidas a carregamento dinâmico ..............................................46 8.7 Lajes alveolares submetidas a ações sísmicas ............................................................46 8.8 Lajes alveolares em situação de incêndio .....................................................................46 8.8.1 Verificação da capacidade de suporte ...........................................................................47 8.8.2 Determinação da temperatura no perfil da laje alveolar ...............................................47 8.8.3 Verificação dos elementos de apoio da laje alveolar em situação de incêndio .........49 8.8.4 Juntas entre elementos estruturais ................................................................................49 8.9 Aberturas e recortes em lajes alveolares ......................................................................49 8.10 Drenagem ..........................................................................................................................50 9 Capa estrutural .................................................................................................................50 9.1 Projeto estrutural e procedimentos executivos da capa estrutural e da chaveta .....50 9.2 Armaduras e concreto da capa estrutural .....................................................................52 9.3 Concretagem da capa estrutural ....................................................................................52 9.4 Juntas de concretagem, retração e variação de temperatura da capa estrutural .....53 9.5 Cura do concreto da capa estrutural ..............................................................................53 9.6 Recomendações complementares .................................................................................53 9.7 Responsabilidades ...........................................................................................................53 10 Verificação experimental .................................................................................................54 11 Métodos de produção das lajes alveolares ...................................................................54 11.1 Geral ..................................................................................................................................54 11.2 Planejamento da produção .............................................................................................54 11.3 Preparação e protensão das cordoalhas .......................................................................54 11.4 Concretagem ....................................................................................................................55 11.5 Cura ...................................................................................................................................56 11.6 Corte ..................................................................................................................................56 11.7 Liberação da protensão ...................................................................................................56 11.8 Verificação do escorregamento de cordoalhas .............................................................56 11.9 Superfície e fissuras ........................................................................................................57 11.10 Lançamento, transporte e armazenamento ...................................................................58 12 Documentação técnica ....................................................................................................58 12.1 Documentação técnica de produção ..............................................................................58 12.2 Documentação técnica do projeto estrutural ................................................................58 12.3 Documentação técnica para movimentação e montagem ...........................................58 12.4 Documentação técnica de uso e operação ....................................................................59 Bibliografia .........................................................................................................................................60 D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA v ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Figuras Figura 1 – Exemplos de lajes alveolares ...........................................................................................3 Figura 2 – Desenho ilustrativo das tolerâncias de fabricação de lajes alveolares .......................7 Figura 3 – Espessura mínima recomendada para a mesa superior sobre o alvéolo ....................8 Figura 4 – Largura mínima para juntas longitudinais ....................................................................10 Figura 5 – Variações geométricas dos alvéolos .............................................................................10 Figura 6 – Variação da tensão na armadura de protensão ao longo do comprimento de transferência, sendo a reta (1) para o momento da liberação da protensão e reta (2) para o estado-limite último ..............................................................................................13 Figura 7 – Mecanismos de ruptura por cisalhamento em regiões não fissuradas e fissuradas por flexão ..........................................................................................................................15 Figura 8 – Resistência à força cortante em laje alveolar biapoiada com carregamento distribuído .........................................................................................................................17 Figura 9 – Mecanismo de ruptura com interação de cisalhamento e flexão – Situação de projeto com ação concentrada em região delimitada entre 2h ≤ Lx ≤ Lef/2 ................18 Figura 10 – Mecanismo de biela e tirante com efeito de arco comprimido em apoio de lajes alveolares com armadura de continuidade negativa na capa estrutural ....................19 Figura 11 – Exemplo de seção transversal de laje alveolar com capa estrutural e alvéolos preenchidos ......................................................................................................................21 Figura 12 – Posicionamento recomendado para preenchimento de concreto em dois alvéolos para acréscimo na resistência à força cortante ............................................................21 Figura 13 – Seção crítica ao longo da linha de ruptura de lajes com alvéolos circulares .........24 Figura 14 – Seção crítica ao longo da linha de ruptura de lajes com alvéolos não circulares..24 Figura 15 – Ilustração da obtenção do momento estático para as seção da laje alveolar e de qualquer geometria isolada e da seção composta com a capa estrutural com seção homogeneizada do concreto ...........................................................................................25 Figura 16 – Esquema de ensaio padronizado para resistência à força cortante ........................28 Figura 17 – Detalhe do apoio para ensaio padronizado ................................................................29 Figura 18 – Representação de esforços para a verificação ao fendilhamento ...........................31 Figura 19 – Força cortante nas chavetas ou chaves de cisalhamento ........................................33 Figura 20 – Espessura efetiva das nervuras para a verificação à punção ..................................34 Figura 21 – Verificação à punção em casos com forças concentradas (próximo ao apoio) .....34 Figura 22 – Ação distribuída em bordo livre de laje gerando torção ...........................................35 Figura 23 – Exemplos de apoios ......................................................................................................36das lajes alveolares. 12.3 Documentação técnica para movimentação e montagem Devem constar na documentação técnica de movimentação e montagem: — o projeto de montagem das lajes alveolares, com a sequência de montagem e paginação dos elementos na estrutura; D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 59 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados — as condições de apoio, içamento e transporte dos elementos durante as fases transitórias de produção e montagem. 12.4 Documentação técnica de uso e operação Devem fazer parte da documentação técnica de uso e operação o manual do proprietário, conforme definido na ABNT NBR 6118, contendo as especificações técnicas da estrutura, como materiais empregados, carregamentos admissíveis; os prazos para a manutenção da estrutura e de seus elementos (como no caso das juntas), bem como orientações para a inspeção da estrutura, de forma que esta atenda aos requisitos de qualidade estabelecidos. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 60 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Bibliografia [1] ABNT NBR 16945, Classificação da resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações [2] EN 1168:2005. Precast Concrete Products – Hollow Core Slabs. European Committee for Standardization, Brussels, Belgium. (Amendments +A1:2008 +A2:2009 +A3:2011 on shear verification, thermal prestressing method, slabs, transverse load distribution, fire resistance, slabs with variable depth). [3] The International Federation for Structural Concrete: FIB (CEB-FIP), Bulletin No. 6, Special Design Considerations for Precast Prestressed Hollow Core Floors. Guide to good practice (180 pages, ISBN 978-2-88394-046-8, January 2000). [4] The International Federation for Structural Concrete: FIB (CEB-FIP), Bulletin No. 41, Treatment of imperfections in precast structural elements. State-of-Art Report (74 pages, ISBN 978-2-88394-081-9, November 2007). [5] The International Federation for Structural Concrete: FIB (CEB-FIP), Bulletin N° 43. Structural connections for precast concrete buildings, Guide to good practice (370 pages, ISBN 978-2-88394-083-3, February 2008) [6] PCI Manual for the Design of Hollow Core Slabs and Walls. MNL-126-15E. Precast/Prestressed Concrete Institute. Chicago, Illinois, (232 pages, ISBN 978-0-9968021-0-9, Third Edition 2015). D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDAFigura 24 – Continuidades das lajes alveolares e posicionamento de armaduras.....................41 Figura 25 – Fatores de distribuição de carregamento para ações lineares no centro do vão da laje, no centro e na lateral do pavimento ..................................................................43 Figura 26 – Fatores de distribuição de carregamento para ação pontual no centro do vão da laje .....................................................................................................................................44 Figura 27 – Fatores de distribuição de carregamento para ação pontual na lateral de pavimentos de lajes alveolares .......................................................................................45 Figura 28 – Distribuição de força cortante nas juntas longitudinais ...........................................45 Figura 29 – Área onde as temperaturas da laje maciça podem ser assumidas na laje alveolar ..48 D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA vi ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabelas Tabela 1 – Tolerâncias de fabricação de lajes alveolares ................................................................6 Figura 30 – Perfil de temperatura ao longo da profundidade “C1” ..............................................48 Figura 31 – Detalhe da cantoneira metálica para grandes aberturas em lajes alveolares .........49 D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA vii ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT. Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT. A ABNT NBR 14861 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (ABNT/CB-018), pela Comissão de Estudo de Lajes Alveolares e Painéis Pré-fabricados de Concreto (CE-018:600.019). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 11, de 26.11.2021 a 03.01.2022.. A ABNT NBR 14861:2022 cancela e substitui a ABNT NBR 14861:2011, a qual foi tecnicamente revisada. Esta versão corrigida da ABNT NBR 14861:2022 incorpora a Errata 1, de 24.05.2022. O Escopo em inglês da ABNT NBR 14861 é o seguinte: Scope This Standard establishes the requirements and procedures to be attended in design, production and assembling of prestressed concrete hollow core slabs of precast concrete structures. NOTE For situations not covered by this Standard or covered in a simplified way, the technical responsible for design can use procedures or appropriate international standards (see Bibliography), accepted by the technical community, since the level of security provided by Brazilian Standards is being demonstrated. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA ABNT NBR 14861:2022NORMA BRASILEIRA 1© ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Lajes alveolares pré-moldadas de concreto protendido — Requisitos e procedimentos 1 Escopo Esta Norma estabelece os requisitos e os procedimentos a serem atendidos no projeto, na produção e na montagem das lajes alveolares pré-moldadas de concreto protendido com armadura ativa pré-tracionada. NOTA Para situações não cobertas por esta Norma ou cobertas de maneira simplificada, o responsável técnico pelo projeto pode usar procedimentos ou normas internacionais aplicáveis (ver Bibliografia), aceitos pela comunidade técnico-científica, desde que demonstrado o atendimento ao nível de segurança compatível com as Normas Brasileiras. 2 Referências normativas Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto – Procedimento ABNT NBR 6120, Ações para o cálculo de estruturas de edificações ABNT NBR 6122, Projeto e execução de fundações ABNT NBR 6123, Forças devidas ao vento em edificações ABNT NBR 7808, Símbolos gráficos para projetos de estruturas ABNT NBR 8681, Ações e segurança nas estruturas – Procedimento ABNT NBR 9062:2017, Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado ABNT NBR 11768-1, Aditivos químicos para concreto de cimento Portland – Parte 1: Requisitos ABNT NBR 12655, Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e recebimento e aceitação – Procedimento ABNT NBR 13279, Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos ‒ Determinação da resistência à tração na flexão e à compressão ABNT NBR 13281, Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos ‒ Requisitos ABNT NBR 14432, Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações – Procedimento ABNT NBR 14931, Execução de estruturas de concreto D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 2 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados ABNT NBR 15200, Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio ABNT NBR 15421, Projeto de estruturas resistentes a sismos – Procedimento ABNT NBR 16475, Painéis de parede de concreto pré-moldado – Requisitos e procedimentos ABNT NBR 16697, Cimento Portland – Requisitos 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 9062 e os seguintes. 3.1 capa estrutural capa de concreto moldada no local sobre a superfície formada por lajes alveolares, tendo como objetivo o acréscimo de sua capacidade estrutural a partir da constituição da seção composta 3.2 capeamentoestrutural execução da capa estrutural 3.3 chave de cisalhamento chaveta nicho estrutural devido à junta longitudinal entre as lajes alveolares, preenchido por concreto convencional ou microconcreto, que promove a solidarização e a transmissão de esforços entre elas 3.4 chaveteamento processo de execução do preenchimento integral da chave de cisalhamento ao longo da junta longitudinal entre lajes alveolares 3.5 laje alveolar elemento com seção transversal vazada, com a presença de nervuras de concreto e alvéolos, de geometria variada, conforme representada na Figura 1, caracterizada por conter armaduras principais longitudinais ativas por pré-tensionamento e pela não obrigatoriedade de armadura transversal de cisalhamento. NOTA As lajes alveolares podem ser classificadas como pré-moldadas ou pré-fabricadas, de acordo com as especificações da ABNT NBR 9062 e são fabricadas sob rigorosas condições de controle de qualidade, conforme a Seção 11. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 3 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Legenda 1 alvéolo 2 nervura interna e externa 3 mesa superior 4 mesa inferior Figura 1 – Exemplos de lajes alveolares 3.6 liberação e transferência da protensão operação de alívio das fixações provisórias das ancoragens das armaduras ativas após pré-tracionamento e transferência da protensão pelo secionamento das armaduras entre as extremidades de elementos contíguos no caso de produção em linha 3.7 revestimento material sem função estrutural, aplicado com fim de regularização, com ou sem acabamento estético 4 Simbologia 4.1 As notações contidas nesta Norma correspondem àquelas fixadas nas ABNT NBR 7808, ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 9062, bem como às apresentadas ao longo desta Norma. 4.2 As expressões desta Norma estão em conformidade com o Sistema Internacional de Unidades. 5 Materiais 5.1 Geral Para concretos de elementos pré-fabricados, nos quais é realizado controle de qualidade conforme a ABNT NBR 9062, podem ser adotados coeficientes de minoração da resistência dos materiais: gc = 1,3 e gs = 1,10. Para elementos pré-moldados, devem ser adotados coeficientes de minoração da resistência dos materiais: gc = 1,4 e gs = 1,15. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 4 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.2 Concreto 5.2.1 Constituintes 5.2.1.1 Aglomerantes, agregados e água Aplica-se o disposto na ABNT NBR 14931 no recebimento e armazenamento dos aglomerantes, agregados e água. 5.2.1.2 Aditivos e adições 5.2.1.2.1 Deve ser seguido o estabelecido na ABNT NBR 12655 quanto ao uso de aditivos ou adições no concreto, com o objetivo de acelerar ou retardar a pega e o desenvolvimento da resistência nas idades iniciais, reduzir o calor de hidratação, melhorar a trabalhabilidade, reduzir a relação água/cimento, aumentar a compacidade e a impermeabilidade, incrementar a resistência aos agentes agressivos e às variações climáticas ou outros. 5.2.1.2.2 Conforme as ABNT NBR 11768-1 e ABNT NBR 9062, em elementos pré-moldados protendidos, os aditivos empregados no concreto ou na argamassa em contato com a armadura de protensão não podem conter materiais que induzam a corrosão do aço, sendo proibido o uso de aditivos à base de cloretos ou quaisquer outros halogenetos. 5.2.2 Propriedades 5.2.2.1 Geral Aplica-se o disposto nas ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 12655 com relação à durabilidade, ao diagrama tensão-deformação, ao módulo de elasticidade longitudinal à compressão, ao coeficiente de Poisson, ao coeficiente de dilatação térmica, à retração e à fluência. 5.2.2.2 Resistência mecânica 5.2.2.2.1 A liberação da protensão das lajes alveolares, conforme definida em 3.6, deve ser executada com meios apropriados que evitem choques dos fios, cabos ou cordoalhas ao concreto e somente após comprovação de que a resistência efetiva do concreto à compressão tenha atingido o valor indicado no projeto para esta fase, não admitindo valor inferior a 21 MPa. A resistência de projeto e a sequência de liberação da protensão a ser seguida, conforme dimensionamento de acordo com a Seção 7, devem constar nos itens obrigatórios de projeto, de acordo com a Seção 12. 5.2.2.2.2 A resistência de projeto a ser considerada para liberação da protensão deve ser confirmada por ensaio de ruptura na idade programada, de acordo com cada ciclo de produção, cujos registros devem ser mantidos para fins de rastreabilidade e disponibilizados ao cliente quando necessário. A resistência aos 28 dias deve ser atendida, conforme o projeto (fck) e o controle estatístico, atendendo ao disposto na ABNT NBR 12655. No caso da utilização de cimento CPV ARI de acordo com a ABNT NBR 16697, admite-se que o controle estatístico seja realizado aos 14 dias, desde que os valores não sejam inferiores ao fckj e que haja correlação estabelecida com a resistência aos 28 dias. 5.2.3 Dosagem Admite-se somente dosagem experimental conforme disposto no requisito especificado na ABNT NBR 9062:2017, 8.2.3. 5.2.3.1 Um novo estudo de dosagem deve ser conduzido sempre que houver alguma alteração nos materiais, projeto ou critérios estabelecidos. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 5 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.2.4 Controle tecnológico 5.2.4.1 Verificação da trabalhabilidade 5.2.4.1.1 A verificação da trabalhabilidade deve ser feita por ensaios de consistência. Nesta verificação devem ser considerados os processos usuais de produção das lajes alveolares: por extrusão, por moldagem ou concretadas pelo processo convencional. 5.2.4.1.2 No processo de concretagem por máquina extrusora, o abatimento do concreto deve ser sempre nulo, assim é dispensada a verificação da consistência. 5.2.4.1.3 Nos demais processos de concretagem, por moldadora ou convencional, deve-se atender ao requisito especificado na ABNT NBR 9062:2017, 8.2.4.1. 5.2.4.2 Verificação da resistência mecânica 5.2.4.2.1 Para o controle tecnológico e a verificação da resistência mecânica, aplica-se o disposto no requisito especificado na ABNT NBR 9062:2017, 8.2.4.2. 5.3 Aço Valem as prescrições da ABNT NBR 9062 para as armaduras das lajes alveolares, da chaveta e da capa estrutural. 5.4 Argamassa de assentamento 5.4.1 As argamassas destinadas ao assentamento (sem função estrutural) devem atender aos requisitos estabelecidos na ABNT NBR 13281. Com relação à resistência à compressão, deve ser atendido o valor mínimo de 5 MPa. 5.4.2 A resistência da argamassa deve ser determinada de acordo com a ABNT NBR 13279. 5.5 Concreto ou microconcreto de preenchimento da chave de cisalhamento Em ligações de lajes alveolares (ver 8.4), executadas conforme especificadas em projeto e aceitas pelo controle tecnológico, a resistência deve ser igual ou maior que a da capa de concreto. 6 Requisitos para o produto acabado 6.1 Tolerâncias 6.1.1 As tolerâncias de fabricação das lajes alveolares devem atender às prescrições da Tabela 1. A folga corresponde à diferença entre a distância nominal livre de projeto reservada para a colocação de um elemento e o comprimento nominal de projeto correspondente ao elemento. As folgas são consideradas em projeto conforme a ABNT NBR 9062, conforme as tolerâncias de fabricação,de montagem e de variações volumétricas. O projeto dimensional dos elementos considera a folga e as dimensões mínimas dos apoios. 6.1.2 No caso de variações no formato das lajes alveolares (lajes com cortes em diagonal), as tolerâncias podem sofrer variações em relação às especificadas na Tabela 1. 6.1.3 É admissível a utilização na obra de elementos fora das tolerâncias definidas, desde que não comprometam o desempenho estrutural ou a durabilidade da obra como um todo, e com a aprovação do responsável pelo projeto estrutural, conforme a ABNT NBR 9062. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 6 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 1 – Tolerâncias de fabricação de lajes alveolares Dimensões Tolerâncias mm Comprimento (L) L ≤ 5 m ± 10 5 m 10 m ± 20 Altura da laje (h) h ≤ 150 mm - 5, + 10 h ≥ 250 mm ± 15 150 mm 10 m ± 2 mm por metro Planicidade (b no plano) L ≤ 5m ± 3 L > 5 m ± L/1 000 Distorção Largura ≤ 1 m ± 3 mm a cada 30 cm Largura > 1 m ± 10 Linearidade (b) ± L/1 000 Contra flecha inicial de fabricação(j) ± L/1 000 L é o comprimento do elemento pré-moldado e as demais dimensões são representadas na Figura 2. a Convém atender à limitação da tolerância para a soma das larguras das almas entre alvéolos (tolerância de ΣbwDevem ser consideradas adicionalmente as prescrições das ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 8681 quanto às combinações de ações para estados-limite e da ABNT NBR 6120 para a determinação das ações. Demais prescrições sobre as solicitações e critérios de projeto são dadas em 7.1.7 e 7.1.8. 7.1.4 No dimensionamento das lajes alveolares, deve ser considerada a seção transversal resistente conforme uma das duas situações: a) seção da laje alveolar propriamente dita; b) seção composta formada pelas seções transversais da laje alveolar e da capa estrutural. 7.1.5 No caso de existência da capa estrutural, devem ser asseguradas condições mínimas de aderência entre a capa estrutural e o elemento laje alveolar, para que a seção transversal seja considerada composta, conforme prescreve a ABNT NBR 9062, e o dimensionamento das lajes alveolares, considerando a seção transversal composta, deve ser feito por meio da verificação do projeto nas três fases estabelecidas em 7.1.5.1 a 7.1.5.3. 7.1.5.1 Fases de produção – montagem Dimensionamento das peças isoladas para os esforços provenientes da aplicação da protensão, manuseio, transporte, armazenamento e montagem. Os efeitos dinâmicos preponderantes durante as fases transitórias podem ser considerados, na ausência de uma análise mais rigorosa, por análise estática equivalente, adotando-se um coeficiente de amplificação dinâmica (βa), conforme as especificações da ABNT NBR 9062. 7.1.5.2 Construção na fase preliminar Dimensionamento da laje alveolar durante o processo de moldagem do concreto da capa estrutural. A seção transversal da laje alveolar nesta fase é submetida aos esforços provenientes do seu peso próprio e do peso próprio da capa estrutural, considerando-se o concreto fresco, bem como de ações variáveis e outras ações que possam surgir durante a execução da capa estrutural. A estimativa de ações de projeto devidas ao concreto da capa estrutural deve ser feita considerando-se a espessura média de concreto da capa ao longo do eixo longitudinal da laje alveolar. Esta espessura média deve ser especificada no projeto. 7.1.5.3 Construção na fase final Dimensionamento da laje alveolar considerando-se a seção transversal resistente composta, formada pelas seções da laje alveolar e da capa estrutural, a qual é submetida aos esforços provenientes D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 12 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados de ações permanentes após a execução da capa estrutural, como: alvenarias, revestimentos e outros, além de ações variáveis de utilização atuantes durante a vida útil, conforme as ABNT NBR 6118, ABNT NBR 6120 e ABNT NBR 8681. 7.1.6 No caso da inexistência de capa estrutural, o dimensionamento das lajes alveolares deve ser feito considerando-se as fases de produção/montagem (ver 7.1.5.1), e a construção final (ver 7.1.5.3) considerando-se todos os carregamentos para os quais a seção transversal da laje alveolar pode ser submetida. 7.1.7 As lajes podem ser dimensionadas como elementos isolados e isostáticos, ou formando elementos contínuos hiperestáticos conforme a Seção 8. Neste caso, a continuidade pode ser assegurada (ver 8.3). 7.1.8 No caso de o sistema estrutural formado pela laje alveolar considerar o efeito diafragma, deve-se considerar no seu dimensionamento os esforços e especificações constantes (ver 8.2). 7.2 Comprimento de transferência para lajes alveolares (lbpt) 7.2.1 Ao ser liberada a protensão, a transferência desta ação para o concreto é dada a partir da resistência de aderência fbpt, a qual deve ser calculada pela equação a seguir: 1 2bpt ctdf f= η η onde η1 é o coeficiente que considera o tipo de barra e a situação de aderência na liberação da protensão, com os valores a seguir: — η1 = 2,7 para fios dentados; — η1 = 3,2 para cordoalhas de 3 fios a 7 fios; η2 é o coeficiente que considera a qualidade da aderência, com os valores a seguir: — η2 = 1 para boa aderência; — η2 = 0,7 para má aderência; fctd é a resistência de cálculo à tração do concreto da nervura da laje alveolar, expressa em megapascals (MPa), a ser usada no projeto; ctd cf f /= ctkj,inf γ 7.2.2 Utilizando a resistência de aderência, o comprimento básico de transferência lbpt deve ser calculado pela equação a seguir: bpt 1 2 p0 bptI / f= α α φ σ onde α1 é o coeficiente que considera como foi feita a liberação da protensão, com os valores a seguir: — α1 = 1,0 para liberação gradual; D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 13 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados — α1 = 1,25 para liberação não gradual; α2 é o coeficiente de acordo com o formato da seção transversal da armadura ativa, com os valores a seguir: — α2 = 0,25 para fios com seção transversal circular; — α2 = 0,19 para cordoalhas com 3 fios a 7 fios; ϕ é o diâmetro nominal da armadura utilizada, expresso em milímetros (mm); σp0 é a tensão na armadura logo após a liberação da protensão, expressa em megapascals (MPa). 7.2.3 O valor de cálculo do comprimento de transferência deve ser tomado como o mais desfavorável entre duas possibilidades, dependendo da situação, conforme as equações a seguir: 1 0 8pt bptI , I= ou 2 1 2pt bptI , I= NOTA Normalmente o menor valor é usado para verificações locais no momento da liberação da protensão. O maior valor é utilizado no estado-limite último (cisalhamento, ancoragem, entre outros). 7.2.4 Pode-se considerar o crescimento linear da tensão na armadura de protensão, como mostrado na Figura 6. Figura 6 – Variação da tensão na armadura de protensão ao longo do comprimento de transferência, sendo a reta (1) para o momento da liberação da protensão e reta (2) para o estado-limite último 7.2.5 O cálculo do comprimento de ancoragem (lbpd) das armaduras ativas no estado-limite último deve seguir a diretriz dada pela ABNT NBR 6118, considerando o comprimento de transferência calculado a partir desta Norma. 7.3 Resistência à flexão 7.3.1 São válidas as prescrições das ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 9062 para a determinação da resistência à flexão, considerando as seções transversais e fases construtivas (ver 7.1). Para D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 14 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados o dimensionamento à flexão da seção transversal composta, incorpora-se na altura de dimensionamento a altura da capa estrutural, atendendo aos demais requisitos (ver 7.1). Para o cálculo da área comprimida do concreto na altura da capa estrutural, a largura efetiva da capa de concreto a ser considerada deve ser multiplicada por Ec,capa/Ec,laje, onde o módulo de elasticidade considerado é o secante de cada trecho. Na verificação à flexão durante a fase de construção final (ver 7.1.5.3), a espessura de dimensionamento à flexão deve ser a espessura no ponto de momento máximo, devendo-se especificar no projeto a espessura mínima correspondente à capa de concreto nesta Seção. 7.3.2 O projeto deve prever as perdas da força de protensão em relação ao valor inicial aplicado pelo aparelho tensor, ocorridas antes da transferência da força de protensão ao concreto (perdas iniciais por pré-tração), durante essa transferência (perdas imediatas) e ao longo do tempo (perdas progressivas). Os procedimentospara a determinação dessas perdas são estabelecidos na ABNT NBR 6118. 7.3.3 Para verificação de estados-limite nas fases de produção (ver 7.1.5.1) das lajes alveolares, deve-se considerar também a resistência de tração do concreto correspondente à idade j. A resistência à compressão desta idade j deve ser claramente especificada nos documentos de projeto. 7.3.4 Deve ser feita a verificação dos limites de tensões de forma a atender aos requisitos de flexão e durabilidade, conforme a seguir: a) na fase de liberação da protensão (ver 3.6), no manuseio (ver 7.1.5.1), na construção (ver 7.1.5.2) e demais situações transitórias antes da consolidação do capeamento estrutural, a partir da ponderação de ações utilizando gp=1,1 (protensão) e gf=1,0: ctm,j ct,j 1 2 f , σ ≤ c,j ck,j0 85, fσ ≤ Havendo a caracterização experimental da resistência média à tração do concreto das lajes alveolares, de forma que sejam atendidos os requisitos especificados na ABNT NBR 9062:2017, 5.5, podem ser utilizados os limites σct,jdo apoio, deve atender à seguinte condição: Ed Rdυ ≤ υ sendo, Rd ctdc fυ = ⋅ O termo c está relacionado à tensão de adesão, a qual depende do tipo de superfície do elemento pré-fabricado e da resistência à tração do concreto da capa estrutural. Para superfícies típicas de lajes alveolares e capas com concreto fck ≥ 30 MPa, o valor de c varia entre 0,35 e 0,45, para superfícies lisas e não lisas, respectivamente. Para lajes alveolares que recebem ações distribuídas sobre toda sua superfície superior, a tensão de cisalhamento atuante na interface entre a laje e a capa pode ser determinada pela seguinte equação: máx. Ed .V z.b = β υ onde Vmáx. é a força cortante solicitante máxima, expressa em quilonewtons (kN); D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 19 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b é a largura da interface, expressa em metros (m); z é o braço de alavanca da seção composta, expressa em metros (m); β é a relação entre a parcela da força normal de compressão na altura da capa e a resultante total da compressão na seção resistente de concreto considerada. No caso da tensão de cisalhamento resistente ser inferior à tensão de cisalhamento solicitante na interface entre a capa e a laje alveolar, o cálculo da resistência à força cortante deve considerar apenas a seção da laje alveolar sem a capa. NOTA Ainda no caso da tensão de cisalhamento resistente não ser suficiente, podem ser empregadas armaduras transversais de costura entre a capa e a laje alveolar, podendo ser embutidas nos alvéolos ou nas chavetas concretadas, desde que isto seja acompanhado de validação por método analítico consagrado ou verificação experimental. 7.4.1.5 Resistência à força cortante em lajes alveolares com armadura negativa de continuidade na capa estrutural sobre apoio intermediário Desde que as condições de confinamento nos apoios estejam asseguradas no projeto, que não haja redistribuição além de 15 % para o cálculo da armadura negativa de continuidade na capa estrutural, e que seja feita a verificação para a máxima tensão de cisalhamento na interface entre a capa e a laje (ver 7.4.1.4), considera-se que a situação de lajes alveolares com armadura negativa de continuidade sobre apoios intermediários se apresenta como uma condição favorável, conforme ilustrado na Figura 10. Nestes casos, consideram-se válidas todas as premissas de cálculo consideradas para as lajes sem continuidade, portanto pode ser considerada a contribuição da capa na seção resistente da laje à força cortante. Caso contrário, o cálculo da resistência à força cortante deve considerar apenas a seção da laje alveolar sem a capa. Figura 10 – Mecanismo de biela e tirante com efeito de arco comprimido em apoio de lajes alveolares com armadura de continuidade negativa na capa estrutural 7.4.2 Verificação de cálculo da resistência para o mecanismo flexo-cortante 7.4.2.1 A verificação à força cortante deve ser feita na seção transversal mais crítica ao longo do vão do elemento, a partir da distância de 0,5 h da extremidade do seu apoio, sendo h a altura da laje (ou da seção composta com capeamento). No caso de apoios em vigas flexíveis, a redução do efeito das tensões de cisalhamento na resistência a força cortante deve ser considerada. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 20 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.2.2 A resistência para o mecanismo flexo-cortante das lajes alveolares, deve ser considerada satisfatória quando verificadas simultaneamente as seguintes condições: Sd Rd,flV V≤ VSd ≤ VRd,dc ou VSd ≤ VRd,dc(capa) onde VSd é a força cortante solicitante de cálculo na seção, expressa em quilonewtons (kN); VRd,fl é a força cortante resistente a flexo-cortante de cálculo na seção, expressa em quilonewtons (kN); VRd,dc é a força cortante resistente de cálculo na seção, das diagonais comprimidas de concreto, expressa em quilonewtons (kN); VRd,dc(capa) é a força cortante resistente de cálculo, expressa em quilonewtons (kN), na seção, das diagonais comprimidas de concreto da laje alveolar com capa e alvéolos preenchidos, quando for o caso. sendo VRd,dc = ½ ν fcd 0,9 d Σbw,1 VRd,dc(capa) = ½ ν fcd 0,9 dtot Σbw,2 ck0 7 0 5 200 f, ,ν = - ≥ onde Σbw,1 e Σbw,2 são o somatório das nervuras (internas e externas) da laje alveolar e da parcela da seção com alvéolos preenchidos (ver Figura 11, 7.4.2.8.1 e 7.4.2.8.2, respectivamente); d é a altura útil da seção transversal da laje alveolar (ver Figura 11), expressa em metros (m); dtot é a altura útil da seção transversal da laje alveolar mais capa estrutural (ver Figura 11), expressa em metros (m); fcd é a resistência de cálculo à compressão do concreto usada no projeto da laje alveolar pré-moldada, expressa em megapascals (MPa), conforme a ABNT NBR 9062. 7.4.2.3 A resistência à força cortante nas lajes alveolares pode ser aumentada com a especificação de capa estrutural e/ou preenchimento dos alvéolos. Para lajes com altura menor que 200 mm (seção pré-moldada), não é permitida a contribuição do preenchimento de alvéolos na resistência à força cortante. Quando for adotado o preenchimento de alvéolos, o comprimento longitudinal desse preenchimento ao longo dos alvéolos das lajes alveolares deve ser igual ou maior que o comprimento de transferência lbpt. Para o preenchimento dos alvéolos, deve ser usado concreto adequado, com mesma resistência e durabilidade do concreto do elemento a ser preenchido, considerando-se as verificações das parcelas de resistência dos alvéolos conforme 7.4.2.8. D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 21 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.2.4 Pode-se considerar o comportamento conjunto entre a capa estrutural e a seção de projeto formada por meio do preenchimento de alvéolos de lajes alveolares, desde que sejam asseguradas a aderência entre a capa estrutural e a superfície da laje alveolar (ver 7.1.5) e a aderência entre o concreto lançado no alvéolo e a superfície do alvéolo da laje alveolar. Neste caso, deve-se assegurar o completo preenchimento dos alvéolos, havendo controle da retração, para que não ocorram efeitos desfavoráveis para a aderência entre a laje e o concreto lançado nos alvéolos. Também devem ser atendidos os procedimentos recomendados para execução da capa estrutural de acordo com a Seção 9. 7.4.2.5 Para a verificação da resistência da interface entre as lajes alveolares e a capa estrutural, bem como da contribuição ao cisalhamento dos alvéolos preenchidos, podem ser adotadas verificações experimentais, desde que atendam aos requisitos estabelecidos na ABNT NBR 9062:2017, 5.5. 7.4.2.6 A critério do projeto, o preenchimento dos alvéolos pode ocorrer tanto anteriormente à liberação da protensão (logo após a extrusão ou moldagem da laje na pista de protensão) quanto posteriormente à liberação da protensão (na fábrica ou no campo). Entretanto, o momento em que o preenchimento for executado, influencia nas considerações de cálculo de acordo com as expressões dadas em 7.4.2.8.2 e 7.4.2.8.3. 7.4.2.7 A consideração em projeto de mais do que dois alvéolos preenchidos pode ser feita, desde que comprovada experimentalmente, para a qual se recomenda a utilização dos arranjosde ensaio apresentados nesta Norma. 7.4.2.8 A verificação da resistência à força cortante, considerando ou não a capa estrutural e o preenchimento de alvéolos deve ser feita pelas equações dadas em 7.4.2.8.1 a 7.4.2.8.3, que consideram o preenchimento de até dois alvéolos (com contribuição de 50 % da largura do alvéolo), em condições de simetria na seção transversal (conforme Figuras 11 e 12). Figura 11 – Exemplo de seção transversal de laje alveolar com capa estrutural e alvéolos preenchidos Figura 12 – Posicionamento recomendado para preenchimento de concreto em dois alvéolos para acréscimo na resistência à força cortante D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 22 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.2.8.1 A força cortante resistente de cálculo, VRd,fl, das lajes alveolares com ou sem capa estrutural (ver Seção 9) deve ser calculada segundo a seguinte equação: 1 1Rd,fl c, p,V V V= + ( )1 10 25 1 2 40 1c, ctd w,V , f k , p b d= + ∑ 1 1 10 15p, cp, w,V , b d= σ ∑ 1w, w,ext w,intb b b∑ = ∑ + ∑ 1 1 s w, Ap b d = ∑ 1 p cp, c N A σ = k = 1,6 - d ≥ 1 com d em metros (m) onde VRd,fl é a força cortante resistente a flexo-cortante de cálculo na seção, expressa em quilonewtons (kN); fctd é a resistência de cálculo à tração do concreto pré-moldado, expressa em megapascals (MPa); Σbw,1 é o somatório das larguras das nervuras (internas e externas) da laje alveolar, expresso em metros (m); As é a área da seção transversal da armadura longitudinal inferior tracionada, expressa em metros quadrados (m2), podendo também ser considerada a armadura passiva no alvéolo e na chave de cisalhamento; ρ1 corresponde à taxa de armadura As em relação à seção da laje alveolar pré-moldada com ou sem capa; d é a altura útil total da seção transversal, expressa em metros (m), considerando a altura da laje alveolar (d) ou da laje alveolar mais a altura da capa na seção composta (d = dtot) (ver Figura 11); σcp,1 é a tensão de compressão do concreto devido à força de protensão de projeto para o caso da laje sem alvéolo preenchido (ou com alvéolo preenchido após a liberação da protensão (ver 7.4.2.8.3)), expressa em megapascals (MPa); Np é a força de protensão final, depois de todas as perdas, expressa em quilonewtons (kN); Ac é a área da seção transversal de concreto da laje alveolar pré-moldada sem a contribuição da capa, expressa em metros quadrados (m2). D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 23 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.2.8.2 Para a situação da laje alveolar com alvéolos preenchidos antes da liberação da protensão na pista, a resistência à força cortante deve ser calculada por: VRd,fl(a1) = Vc,2 + Vp,2 ( )c,2 ctd 2 w,20 25 1 2 40V , f k , b d= + ρ ∑ p,2 cp,2 w,20 15V , b d= σ ∑ c w,2 w,ext w,int alv p 0 5 Eb b b , n b E ∑ = ∑ + ∑ + ⋅ ⋅ s 2 w,2 A b d ρ = ∑ p cp,2 c,2 N A σ = sendo Ac,2 = Ac + n.Aalv onde VRd,fl(a1) é a força cortante resistente a flexo-cortante de cálculo na seção, com ou sem capa estrutural, com alvéolos preenchidos antes da liberação da protensão, expressa em quilonewtons (kN); Σbw,2 é o somatório das larguras das nervuras (internas e externas) da laje alveolar e da parcela da seção com alvéolos preenchidos, expresso em metros (m); ρ2 corresponde à taxa de armadura específica para a seção da laje alveolar pré-moldada com alvéolo preenchido; σcp,2 é a tensão de compressão do concreto devida à força de protensão de projeto para o caso da laje com alvéolos preenchidos antes da liberação da protensão, expressa em megapascals (MPa); n é a quantidade de alvéolos preenchidos (ver 7.4.2.7 e 7.4.2.8); Aalv é a área da seção transversal do alvéolo, expressa em metros quadrados (m2), conforme sua geometria. Para alvéolo com seção circular, a área da seção deve ser calculada pela seguinte equação: 2alv alv 4 bA π= balv é a largura horizontal do alvéolo a ser preenchido (ver Figura 11), expressa em metros (m); c p E E é a relação entre o módulo de elasticidade do concreto moldado no local (Ec) e do concreto pré-moldado (Ep). D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 24 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.2.8.3 Para a situação da laje alveolar com alvéolos preenchidos após a liberação da protensão na pista, a resistência à força cortante deve ser calculada pela seguinte equação: ( ) 2 12 c, p,Rd,fl aV V V= + onde VRd,fl(a2) é a força cortante resistente de cálculo na seção, com ou sem capa estrutural, com alvéolos preenchidos após a liberação da protensão, expressa em quilonewtons (kN). Para alvéolos preenchidos em campo, deve-se executar a concretagem do alvéolo antes da execução do capeamento. 7.4.3 Verificação da resistência à força cortante por tração diagonal em região não fissurada por flexão 7.4.3.1 A verificação à força cortante da seção transversal na região do comprimento de transferência deve ser feita para a seção crítica definida pelo comprimento lx, a partir da extremidade da laje sobre seu apoio, sendo lx = la + xpc (onde xpc é a posição do ponto crítico em uma linha de ruptura com 35º). Figura 13 – Seção crítica ao longo da linha de ruptura de lajes com alvéolos circulares Figura 14 – Seção crítica ao longo da linha de ruptura de lajes com alvéolos não circulares 7.4.3.2 A resistência à força cortante por tração diagonal da laje sem a capa estrutural VRd,c pode ser determinada pelas seguintes equações: a) para lajes com alvéolos circulares, com altura nominal 250 ≤ h ≤ 320: 20 95 w Rd,c ctd pc cp ctd I bV , f f S ⋅= ⋅ ⋅ + α ⋅ σ ⋅ D oc um en to im pr es so e m 1 2/ 07 /2 02 2 11 :1 2: 02 , d e us o ex cl us iv o de P R O M O N E N G EN H AR IA L TD A Documento impresso em 12/07/2022 11:12:02, de uso exclusivo de PROMON ENGENHARIA LTDA 25 ABNT NBR 14861:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) para lajes com alvéolos não circulares, com altura nominal 250 ≤ h ≤ 400: 2 0 9w Rd,c pc ctd pc cp ctd I bV f , f S ⋅= β ⋅ ⋅ + ⋅ α ⋅ σ ⋅ sendo I é o momento de inércia da seção bruta de concreto, expresso em metros elevados à quarta potência (m4); bw é o somatório das nervuras (internas e externas) da laje alveolar; S é o momento estático com base no centróide (ver Figura 15) , expresso em metros cúbicos (m3); fctd é o valor de projeto da resistência à tração do concreto, expressa em megapascals (MPa); σcp é a tensão de compressão do concreto devida à força de protensão de projeto para o caso da laje sem alvéolo preenchido (ou com alvéolo preenchido após a liberação da protensão, conforme 7.4.2.8.3), expressa em megapascals (MPa); αpc é o fator de redução da tensão de protensão na posição longitudinal do ponto crítico; βpc é o coeficiente de ajuste que considera os efeitos da geometria dos alvéolos e da posição da altura do ponto crítico na nervura da laje para a resistência à força cortante por tração diagonal. sendo 0 5 1 0pc pc h , , h β = + ≤ 2 x pc pt l l α = 0 7 pc x a h l l , = + 2 1 2pt bptl , l= NOTA Para alvéolos circulares, onde hpc ≅ 0,5 h, tem-se a aproximação de xpc ≅ 0,7 h. Figura 15 – Ilustração da obtenção do momento estático para as seção da laje alveolar e