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W BA 00 31 _V 3. 0 TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE 2 Ariela Petramali Stábile São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2022 TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE 1ª edição 3 2022 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Ana Carolina Gulelmo Staut Camila Braga de Oliveira Higa Camila Turchetti Bacan Gabiatti Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Coordenador Camila Turchetti Bacan Gabiatti Revisor Fernanda Maria de Miranda Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Stabile, Ariela Petramali Tecnologia e inovação do trabalho em saúde / Ariela Petramali Stabile. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 32 p. ISBN 978-65-5356-321-6 1. Inovação em saúde. 2. Tecnologia. 3. Saúde. I. Título. 3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. Título. CDD 306.461 _____________________________________________________________________________ Evelyn Moraes – CRB: 010289/O S775t © 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. https://www.platosedu.com.br/ 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 Evolução e conceitos básicos de tecnologia e seus principais cenários nos serviços de saúde ______________________________ 07 O uso de tecnologias como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa _________________________________ 18 Inovações tecnológicas em Segurança do paciente e uso de tecnologias nos diferentes níveis de atenção em saúde _____ 28 Tecnologia na educação em saúde e seus desafios __________ 37 TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE 5 Apresentação da disciplina A disciplina Tecnologia e inovação do trabalho em saúde tem temática de estudo com o objetivo de proporcionar um primeiro contato com os principais conceitos e aplicabilidade do uso de tecnologias de inovação e sistemas de informação, na prática assistencial e na educação da área da saúde. A partir deste material, será possível desenvolver o olhar do profissional para as principais características essenciais no contexto de novas tecnologias e inovação na prática profissional em saúde. Além disso, também abordará alguns tópicos sobre comunicação clara e assertiva no ambiente virtual; a utilização de ferramentas tecnológicas para maior eficácia e produtividade nos diferentes ambientes de assistência em saúde; bem como o uso de tecnologias em prol da segurança do paciente e, consequentemente, de efetividade na qualidade e geração de valor em saúde. Abordaremos alguns temas importantes voltados para o avanço do uso de novas tecnologias e sistemas informatizados, no que diz respeito a formação e capacitação do profissional de saúde, bem como para o desenvolvimento de melhorias na educação em saúde, realizadas pelo profissional para o paciente e comunidades nos diferentes contextos, envolvendo desde a prevenção em saúde até os altos níveis de criticidade no ambiente hospitalar. O conteúdo permeará políticas nacionais e de grandes órgãos, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), para o desenvolvimento de novas tecnologias de inovação no contexto da saúde; a evolução do uso de tecnologias no contexto da prática, ensino e pesquisa; o uso de novos 6 sistemas e tecnologias na evolução de processos e produtos em saúde; o funcionamento e praticidade de ferramentas como realidade virtual, telessaúde, e educação a distância. Por último, esta disciplina trará algumas reflexões sobre os principais benefícios e avanços, bem como as principais dificuldades de manejo, acesso e implantação de novas tecnologias nos diferentes ambientes, no que tange a saúde e os profissionais que atuam nesta área. Tenha um ótimo aproveitamento, bons estudos e até breve! 7 Evolução e conceitos básicos de tecnologia e seus principais cenários nos serviços de saúde Autoria: Ariela Petramali Stábile Leitura crítica: Fernanda Maria de Miranda Objetivos • Estabelecer os principais pontos históricos e conceitos sobre informática e tecnologia no contexto da saúde. • Conhecer o uso da informática e tecnologias digitais nos diferentes cenários de instituições de saúde. • Introduzir os aspectos positivos e principais dificuldades no manejo de tecnologias relacionadas a informática no contexto da saúde. 8 1. Conceitos de informática e tecnologia na área da saúde No campo informacional e comunicacional, a ciência, tecnologia e inovação, constituem, hoje, o carro chefe do desenvolvimento de uma nação, tornando a educação, ciência e tecnologia a riqueza de um país em termos de elementos disparadores para o desenvolvimento (MINAYO, 2012). Atualmente, sabe-se que existem mais de 60% de conhecimento e tecnologia integrados nos objetos que usamos e consumimos na sociedade ocidental. A tendência é que a incorporação tecnológica cresça e transforme as formas de produção, processos e produtos (MINAYO, 2012). Segundo Pires (2012), há uma difusão da ideia de que se vive uma época histórica de desenvolvimento tecnológico sem precedentes, o que faz a atual sociedade ser reconhecida como uma sociedade do conhecimento e da tecnologia. A partir do início da década de 1950, o Brasil construiu um expressivo parque de pesquisa com características de horizontalidade e pouca seletividade, de forma que os avanços aconteciam conforme a área de interesse do momento apenas, buscando, principalmente, criar recursos humanos capacitados e qualificados. A organização do parque científico e tecnológico estava diretamente relacionada à política econômica, e sob a influência do desenvolvimento científico e tecnológico dominante em cada momento (BRASIL, 2008). Apesar de ocupar posição ainda modesta no panorama internacional da produção científica, o Brasil conseguiu construir uma tradição que se caracteriza pela capacidade de: a) gerar internamente a maioria dos recursos financeiros utilizados para o funcionamento da capacidade 9 instalada de pesquisa; b) formar a quase totalidade dos recursos humanos para a pesquisa, de técnicos a doutores, dentro de suas fronteiras. No Brasil, como ocorre em vários países, o setor da Saúde também representa o maior componente de toda a produção científica e tecnológica, com caráter predominante bibliográfico-acadêmico (BRASIL, 2008). No que diz respeito especificamente à área da saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) pauta-se por três princípios constitucionais: universalidade, integralidade e equidade. Do ponto de vista da ciência e da tecnologia, a aplicação desses princípios deve corresponder ao compromisso político e ético com a produção e com a apropriação de conhecimentos e tecnologias que contribuam para a redução das desigualdades sociais em saúde, em consonância com o controle social (BRASIL, 2008). Os indicadores regionais de saúde e os que se referem a diferentes grupos sociais em cada região, demonstram uma profunda discriminação social, seja nos padrões de morbidade, de mortalidade, no acesso aos serviços, na qualidade do atendimento ou na disponibilidade de infraestrutura sanitária. Sendo este, um dos grandes desafios no que diz respeito a EstratégiaNacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (BRASIL, 2018). O trabalho dos técnicos, cientistas, pesquisadores e acadêmicos, e o engajamento das empresas são fatores determinantes para a consolidação de um modelo de desenvolvimento sustentável, capaz de atender de forma justa as demandas sociais dos brasileiros e alcançar o fortalecimento da soberania nacional (MINAYO, 2012). Atualmente, as organizações, instituições e empresas, colocam a aprendizagem permanente e a produção de novos conhecimentos e tecnologias como centro estratégico de sua sobrevivência e crescimento. Não é diferente no campo da saúde, de forma que ciência e tecnologia 10 são instrumentos importantes para os avanços em saúde e o tratamento de doenças (LORENZETTI et al., 2012). Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (FIOCRUZ, 2012) é imperativo disseminarmos a cultura da inovação nas cadeias produtivas, diminuir a burocracia e os custos para o registro de patentes, e estimular cada vez mais os empreendedores tecnológicos. Com esta sinergia entre governo, academia e o mercado o Brasil alcançará voos mais altos. Sobre conceitos, Pires (2012) identifica tecnologia como saberes que derivaram de técnicas utilizadas pelos seres humanos para sua sobrevivência frente a fenômenos da natureza. O mesmo autor identifica na tecnologia um fenômeno básico, evidenciado na existência dos dispositivos que nos fornecem produtos, ou seja, bens e serviços. Além disso, traz que, hoje, é comum a utilização do termo tecnociência, que expressa a relação íntima entre ciência e tecnologia. Técnica e tecnologia consistem em uma atividade de produção de algo artificial (arte-fato)., e envolve planificação, regras, instruções, busca de um produto eficiente (o mais econômico possível) e pode ser algo material, um bem, ou um serviço (CUPANI, 2004). A tecnologia pode ser transformada em produtos/ coisas materiais (como produtos para satisfação de necessidades) e em coisas não materiais (processos de trabalho, saberes projetados para a geração de produtos e para organizar as ações humanas nos processos produtivos, incluindo tecnologias de relações de trabalho) (LORENZETTI et al., 2012). Já em relação a inovação, envolve muito mais que simples mudanças em tecnologia, envolve conexões, interações e influências de muitos e variados graus, incluindo relacionamentos entre empresas e empresas, entre empresas e centros de pesquisa, e entre empresas e o governo’’ (LORENZETTI et al., 2012, p. 14). 11 Pavitt (2008) traz o conceito sobre a diferença entre inovação tecnológica radical e inovação incremental, exemplificados na figura abaixo. Figura 1 – Tipos de Inovação Tecnológica segundo Tidd J, Bessant J, Pavitt K, 2008. Fonte: elaborada pelo autor. As novas tecnologias compreendem as máquinas, os equipamentos, os diversos instrumentos, o modelo de organização das empresas e de organização do trabalho (incluindo inovações na gestão e nas relações de trabalho), em um contexto histórico social. São consideradas tecnologias de atenção à saúde: medicamentos, equipamentos, procedimentos técnicos, sistemas organizacionais, educacionais e de suporte, programas e protocolos assistenciais, por meio dos quais a atenção e os cuidados com a saúde são prestados à população (LORENZETTI et al., 2012). Neste contexto, a introdução da informática nos processos e bens relacionados a saúde está diretamente relacionada aos benefícios de rapidez no diagnóstico e tratamento das doenças, contribuindo em larga escala para a solução de problemas antes insolúveis, podendo reverter 12 condições de vida e saúde para as pessoas (LORENZETTI et al., 2012). Outros benefícios das inovações para a assistência em saúde podem ser observados na Figura 2. Figura 2–Benefícios das tecnologias e inovações em saúde Fonte: elaborada pelo autor. É marcante o quanto, atualmente, desenvolveu-se uma cultura que vincula satisfação, segurança, dignidade e qualidade de vida ao acesso às tecnologias modernas e ao novo (inovação) a cada dia (LORENZETTI et al., 2012). Dessa forma, vale destacar que a incorporação tecnológica deve responder por finalidades baseadas em melhores cuidados de saúde para todos; mais resolutivos responsáveis. As ciências e as inovações tecnológicas devem ser conduzidas de modo a priorizar a solução dos graves problemas estruturais e globais da humanidade, em um compromisso efetivo de contribuir, de forma significativa, para uma sociedade mais digna, justa, solidária e sustentável (LORENZETTI et al., 2012). 13 2. O uso de tecnologias nos diferentes cenários em saúde A tecnologia da informação está presente na maioria dos campos da atividade humana, trazendo inúmeros benefícios quanto à implementação e operacionalização das principais atividades e processos realizados pelo homem. Assim que houve a disseminação do uso do sistema Internet, diversas áreas têm procurado usufruir destes benefícios, fazendo com que a informação se torne acessível, ubíqua e assíncrona. (SANTOS; MARQUES, 2006, p. 212-13). Atualmente, os investimentos em avanços e novas descobertas tecnocientíficas na área da saúde são enormes e crescentes. Novos medicamentos, vacinas, produtos, máquinas e equipamentos para diagnóstico e intervenção, robôs cirúrgicos, informação e comunicação instantânea, prontuário eletrônico único e integrado, implantes, transplantes e, inclusive, a produção artificial de células humanas, são exemplos de campos de investimento e trabalho de milhares de técnicos e cientistas no contexto de tecnologia em saúde (LORENZETTI et al., 2012). São diversos os campos e áreas de atuação na saúde, que as novas tecnologias têm transformado o processo de diagnosticar, tratar, recuperar e cuidar. Nas últimas décadas, em escala mundial, tem sido observado um importante movimento da pesquisa em saúde em direção ao paciente hospitalar. Isso decorreu de vários fatores, entre os quais podem ser destacados: 1) a revolução na descoberta de moléculas bioativas; 2) a revolução nos métodos diagnósticos, onde um dos espaços privilegiados de experimentação e desenvolvimento é também o hospital; 3) o envelhecimento populacional e o aumento correlato da incidência das enfermidades degenerativas; 4) o fortalecimento de medidas 14 regulatórias, destinadas a proteger os indivíduos que se submetem aos testes de novas drogas, métodos diagnósticos etc (GUIMARÃES, 2004). Além do contexto hospitalar, destaca-se o desenvolvimento do Sistema TeleNursing para pacientes com condições crônicas, suporte para cuidadores que atuam na área rural com pacientes em reabilitação e informações para garantir maior segurança ao paciente. Pode ser usado também para promover uma prática de enfermagem, baseada em evidências e no escopo da gestão em saúde estabelecer indicadores de qualidade da assistência prestada (SANTOS; MARQUES, 2006). Outro exemplo de utilização da Internet é a área da Educação com a criação e desenvolvimento de ambientes que favoreçam o processo de educação à distância. Esta modalidade de ensino apresenta grandes vantagens em relação ao ensino formal, oferecendo maior flexibilidade e agilidade no processo ensino-aprendizagem. (SANTOS; MARQUES, 2006, p. 213) O estudo de revisão de Marques (2006), traz a Webcasting como modalidade de utilização de tecnologias da informação, que compreende a utilização de tecnologia instrucional para tornar disponível apresentações de áudio e vídeo. Outra tecnologia, citada nesta revisão, é a distribuição de filmes de vídeo em larga escala (video streaming), que oferece, ao aluno iniciante, conteúdos demonstrativos sobre técnicas específicas de enfermagem, visando reforçar aprendizados teórico-práticos. É importante destacar a simulação como modalidade mais recente/ atual, que consiste no desenvolvimento de ambientes baseados em realidade virtual, permitindo ao estudante a simulação de técnicas específicas. Importante salientarque esta modalidade pode trazer mais segurança para o aluno, entretanto, depende de maior investimento tecnológico em termos de custos (SANTOS; MARQUES, 2006). 15 A teleconferência é uma modalidade de grande utilidade, na atualidade, por promover encontros, painéis e mesas-redondas para discussão, ou atualização sobre temas diversos entre profissionais ou especialistas que se encontram remotamente distantes. Para sua aplicabilidade, é necessário o uso de equipamento específico de hardware e de software (SANTOS; MARQUES, 2006). No que diz respeito a área de educação ao paciente ou cliente, as utilizações enfocam, principalmente, a disponibilização de informação de saúde ou estabelecimento de contato on-line para providenciar informação sobre a assistência (SANTOS; MARQUES, 2006). Uma modalidade muito enriquecedora é a teleconsulta, exemplificada na imagem abaixo. Figura 3 – Teleconsulta Fonte: Shutterstock.com. É importante citar as principais vantagens e barreiras diante a incorporação e uso de novas tecnologias. Segundo Marques (2006), essas barreiras incluem os fatores socioeconômicos e as relações de gênero, ao passo que, transpostas estas barreiras, do outro lado, https://www.istockphoto.com/br/portfolio/Ridofranz?mediatype=photography 16 existem grandes vantagens, como a possibilidade de maior equidade na distribuição do conhecimento e a maior interação que o sistema oferece. A incorporação tecnológica impõe novos riscos à sua aplicação, com efeitos não previstos ou ainda pouco avaliados, ampliando a possibilidades de iatrogenias. Há problemas éticos envolvidos na aplicação de tecnologias para o prolongamento da vida, no surgimento de bactérias altamente resistentes pelo uso indiscriminado de antibióticos, no desenvolvimento de pesquisas envolvendo seres humanos e, inclusive, entre outros (LORENZETTI et al., 2012). Enfim, o uso de tecnologias na área da saúde é uma realidade e deve acompanhar a ciência e os estudos sob o tema, além de ser regulamentada e acompanhada com o intuito de ser acessível para a população nos diferentes níveis de cuidado, e segurança para quem maneja e quem recebe os cuidados por meio de novas tecnologias. Referências BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016/2022: sumário executivo. Brasília, 2018. Disponível em: http://www.finep.gov.br/images/a- finep/Politica/16_03_2018_Estrategia_Nacional_de_Ciencia_Tecnologia_e_ Inovacao_2016_2022.pdf. Acesso em: 12 ago. 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Ciência e Tecnologia. Política nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.2. ed.Brasília, 2008. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/Politica_Portugues.pdf. Acesso em: 12 ago.2022. CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Zudia. Dez, v. 2, n. 4, p.493- 518. São Paulo, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ ss/a/n3cCz6JTQch58cvbmKJjRnN/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022. FIOCRUZ. Escola Nacional de Saúde pública Sergio Arouca. Ajustes na plataforma Lattes estimulam a divulgação científica. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: http://informe.ensp.fiocruz.br/noticias/29770. Acesso em: 12 ago. 2022. 17 GUIMARAES, R. Bases para uma política nacional de ciência, tecnologia e inovação em saúde. Ciênc. saúde coletiva, v. 9, n. 2, p. 375-387. Rio de Janeiro, 2004. LORENZETTI, J.; TRINDADE, L. L.; PIRES, D. P. et al. Tecnologia, inovação tecnológica e saúde: uma reflexão necessária. Texto Contexto Enferm, v. 21, n. 2, p. 432-439. Florianópolis, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/63hZ64xJVrMf5fws Bh7dnnq/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022. SANTOS, S. G. F.; MARQUES, I. R. Uso dos recursos da Internet na Enfermagem: uma revisão. Rev. bras. enferm., v. 59, n. 2, p. 212-216. Brasília, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/LvqzNbLjPTTKm3vTVsbpNpj/?lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022. TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da Inovação. São Paulo Bookmann, 2008. 18 O uso de tecnologias como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa Autoria: Ariela Petramali Stábile Leitura crítica: Fernanda Maria de Miranda Objetivos • Compreender a evolução do uso de tecnologias no trabalho, ensino e pesquisa na área da saúde. • Facilitar a prática profissional, por meio da utilização de tecnologias na prática assistencial e nos processos de trabalho nas instituições de saúde. • Utilizar as ferramentas relacionadas a tecnologia a favor da produtividade, qualidade e excelência nos processos de trabalho em saúde. 19 1. Evolução do uso de tecnologias na área da saúde O uso de tecnologias pelo homem, no século XXI, transformou as diferentes áreas de conhecimento e atuação, no que diz respeito a complexidade, conteúdo, flexibilidade e acesso, além de superar a rapidez no qual as informações são geradas e atualizadas. Na área da saúde não foi diferente, e a introdução da tecnologia na assistência ao paciente e suporte aos profissionais transformou o processo e o meio de trabalho daqueles que atuam com saúde no mundo. As tecnologias assistivas são aquelas elaboradas com o intuito de inclusão social e facilitar o cotidiano e atividades práticas diárias, como mobilidade, alimentação, eliminações fisiológicas, comunicação, entre outras, de pessoas com algum tipo de deficiência. O último relatório sobre tecnologia da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022), traz que o acesso à tecnologia assistiva apropriada e de qualidade pode significar a diferença entre permitir ou negar a educação de uma criança, a participação na força de trabalho de um adulto ou a oportunidade de manter a independência e a idade digna para uma pessoa idosa. O acesso à tecnologia assistiva representa o empoderamento e a oportunidade de capacitar indivíduos e comunidades (OMS, 2022). Os produtos assistivos podem melhorar o desempenho em todos os principais domínios funcionais, como cognição, comunicação, audição, mobilidade, autocuidado e visão. Podem ser produtos físicos ou podem ser digitais e se apresentarem na forma de softwares e aplicativos que suportam comunicação, gerenciamento de tempo e monitoramento (OMS, 2022, p. 11). 20 Figura 1 – Exemplos de tecnologias assistivas Fonte: adaptada de shutterstock.com / https://www.heltonedeus.com.br/post/de-uma-vez- por-todas-primeiro-a-pessoa-depois-a-defici%C3%AAncia. Em relação à educação em saúde, é importante trazer os contextos a que ela pode estar inserida, sendo a de educar e apropriar o paciente de informação por parte do profissional de saúde, ou no sentido de formação e capacitação do profissional para prestar o cuidado ao longo de sua carreira. Ao final da década de 2000, estudiosos alertavam que a Internet era um sistema ainda subutilizado pelos enfermeiros na educação do paciente. O uso de tecnologias, como website, traz a perspectiva do controle de qualidade da informação disponibilizada, além de prover informação de saúde ao paciente ou a população leiga em geral, ampliando o uso de tecnologias para educação em saúde como uma nova competência profissional (SANTOS; MARQUES, 2006). Segundo Santos e Marques (2006): O principal exemplo do uso da Internet, na área da educação em saúde, é a criação ou desenvolvimento de ambientes que favoreçam o processo 21 de educação à distância. Esta modalidade de ensino apresenta grandes vantagens em relação ao ensino presencial, oferecendo maior flexibilidade e agilidade do processo ensino-aprendizagem. (SANTOS; MARQUES, 2006, p. 213) Santos e Marques (2006) traz, ainda que: A Internet desempenha um importante papel na localização e recuperação de materiais de maneira rápida e eficiente, facilitando a condução de pesquisas. O recrutamento de participantes para uma determinada pesquisa, também pode ser acelerado com o uso daInternet. (SANTOS; MARQUES, 2006, p. 214) Isso pode representar um grande avanço no que diz respeito a renovação e introdução de novos conhecimentos na área da saúde. Ainda sobre o avanço de tecnologias digitais na saúde, o manual da OMS (2016) traz alguns exemplos de sucesso, como o uso de tecnologias para o controle e acompanhamento de vacinação em diferentes países, leitura da glicemia e auxílio no diagnóstico de diabetes, por meio de leitor de retina no celular, e ferramentas para auxiliar e direcionar o profissional de saúde à distância. Refletindo sobre o futuro, o documento Estratégia Global para Saúde Digital (OMS, 2021), traz como objetivos até 2025: criar estruturas que sejam sustentáveis e robustas para a saúde digital em nível nacional e global, bem como ampliar o acesso a tecnologias digitais de saúde conforme a demanda e prioridade de cada local e aplicação de soluções digitais no setor da saúde. Novas intervenções e tecnologias estão sendo constantemente desenvolvidas e refinadas, mas seus impactos na saúde e implicações para os sistemas de saúde nem sempre são claros. A avaliação de tecnologias em saúde (ATS) é uma avaliação sistemática e multidisciplinar das propriedades das tecnologias e intervenções em saúde, abrangendo suas consequências diretas e indiretas (OMS, 2016). 22 É importante trazer a necessidade de acompanhamento desta evolução digital. A OMS sinaliza a importância do monitoramento da funcionalidade, estabilidade técnica dos sistemas, até o acompanhamento contínuo na produção dos resultados esperados. A avaliação dos sistemas de saúde digital consiste em compreender a facilidade com que os usuários finais podem interagir com o sistema (usabilidade), os impactos na saúde atribuídos à intervenção (eficácia) e o custo associado (OMS, 2016). A avaliação de intervenções relacionadas à saúde digital deve se concentrar na geração de dados, que podem ser usados como uma base para avaliar se as mudanças observadas no comportamento, processos ou resultados de saúde podem ser atribuídas à intervenção realizada. A usabilidade corresponde a se o sistema digital utilizado faz sentido na prática profissional do usuário, além de quais as taxas de erros e uso indevido do sistema. Quanto a eficácia, se avalia se a intervenção de saúde digital alterou os processos e resultados em relação ao que era esperado. Por último, em relação ao custo, avalia se a intervenção digital reduziu o custo associado a prestação de serviço e se os custos estão atrelados aos benefícios que o sistema digital traz. Figura 2 – Avaliação de sistemas de tecnologia em saúde Fonte: elaborada pelo autor. 23 Dessa forma, é importante reconhecer os pontos de necessidade de estímulos para elaboração de novas tecnologias e inovação, além de avaliar e revisitar as já existentes, com o intuito de manter o objetivo central na saúde, que é priorizar a qualidade da assistência, a segurança dos processos que envolve o cuidado e a geração de valor em saúde, por meio de tecnologias. 2. O uso de tecnologias nas práticas e processos de trabalho em saúde O termo saúde conectada descreve o novo paradigma de um modelo de gerenciamento de saúde e estilo de vida, habilitado por tecnologia. É implicitamente um domínio tecnológico multidisciplinar, configurado para fornecer tratamentos preventivos e remotos. Sua estrutura de informação digital é baseada na Internet, sensoriamento, comunicações e técnicas inteligentes, em apoio a aplicações, sistemas e engenharia relacionados à saúde (TURUKALO et al., 2019). A importância conquistada pelos dispositivos tecnológicos de consumo pode ser verificada por sua crescente participação em programas eletrônicos de consumo, que promovem o autocuidado e a gestão da saúde (TURUKALO et al., 2019). Segundo (TURUKALO et al., 2019), as inovações tecnológicas responderam diretamente às preocupações relacionadas ao usuário (miniaturização do sensor, monitoramento contínuo, comunicações seguras, menor consumo de energia, captação de energia e funcionalidades plug-and-play), bem como segurança e proteção (detecção confiável e pré-processamento de dados, dados protegidos comunicação e análises confiáveis). 24 Figura 3 – Saúde digital Fonte: shutterstock.com. O mesmo autor traz exemplos de estudos que citam o uso de tecnologias incorporadas ao cotidiano envolvendo o aspecto da saúde, como uso de aplicativos para monitoramento de atividade física e comportamento sedentário; implementação e avaliação de tecnologias de saúde móveis (mHealth) para gerenciar condições crônicas de idosos; estruturas de telemedicina e telessaúde para apoiar profissionais e pacientes. O estudo também cita a aplicação desses dispositivos em cardiologia, dermatologia e eletrofisiologia (TURUKALO et al., 2019). 25 Figura 4 – Exemplos de tecnologias incorporadas ao cotidiano em saúde Fonte: shutterstock.com. Os avanços nas tecnologias vestíveis, aquelas que podem ser acopladas ao corpo humano como um acessório ou vestuário, e a aceitação do usuário dos dispositivos vestíveis disponíveis, abrem o caminho para o monitoramento fisiológico contínuo, como, por exemplo, smartwacth, earphones, cinta torácica/ cardíaca, entre outros. Por meio do uso de tecnologias digitais de autorrastreamento, os pacientes, de forma independente ou em conjunto com aconselhamento médico profissional, estão modulando seus medicamentos e regimes 26 comportamentais com base em dados de autorrastreamento (BOVING et al., 2021). Um estudo revela que 66,20% dos entrevistados regularmente, autoacompanham um ou mais aspectos de sua saúde. Cerca de um, em cada quatro entrevistados (24,68%), atualmente, possui um dispositivo médico vestível ou inteligente, e 57,20% usam seus dispositivos regularmente para fins de autorrastreamento (PARÉ et al., 2018). Estas tecnologias, se trabalhadas com sistematização e acompanhamento contínuo, permitem, aos profissionais de saúde, diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais seguros e eficientes, redução do tempo e deslocamento para processos e procedimentos, e, consequentemente, redução do custo agregado aos cuidados em saúde. Podem também permitir expandir o número de pessoas atendidas e acompanhadas, melhorar a comunicação e acesso aos pacientes negligentes ao tratamento e cuidados e gerenciamento sistematizado dos processos em diferentes níveis de atendimento em saúde, do mais complexo aos cuidados de prevenção em saúde. Referências BOVING, A. et al. Personal digital health in Parkinson’s disease: case histories and commentary. Digital Health, v. 7, p. 1-12, [s. l.], 2021. Disponível em: https:// journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/20552076211061925. Acesso em: 12 ago. 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Departamento de Informática do SUS. Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028. Brasília, 2020. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_saude_ digital_Brasil.pdf. Acesso em: 16 ago. 2022. LEAFFER, T.; GONDA, B. The Internet: an underutilized tool in patient education. Comput Nurs, v. 18, n. 1, p. 47-52, [s. l.], 2000. Disponível em: https://www. researchgate.net/publication/12641215_The_Internet_An_underutilized_tool_in_ patient_education. Acesso em: 12 ago.2022. 27 LORENZETTI, J. et al. Tecnologia, inovação tecnológica e saúde: uma reflexão necessária. Texto Contexto Enferm, v. 21, n. 2, p. 432-439, Florianópolis, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/63hZ64xJVrMf5fwsBh7dnnq/?format=p df&lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Global report on assistive technology. Geneva: World Health Organization and the United Nations Children’s Fund (UNICEF), 2022. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/354357. Acesso em: 12 ago. 2022. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Monitoring and evaluating digital health interventions: a practical guide to conducting research and assessment. Geneva: World HealthOrganization, 2016. Disponível em: https://apps.who.int/iris/ handle/10665/252183. Acesso em: 12 ago. 2022. PARÉ, G. et al. Diffusion of the Digital Health Self-Tracking Movement in Canada: Results of a National Survey. Journal of medical Internet research, v. 20, n. 5, p. e177, 2. 2018.Disponível em: https://www.jmir.org/2018/5/e177/. Acesso em: 16 ago. 2022. SANTOS, S. G. F.; MARQUES, I. R. Uso dos recursos da Internet na Enfermagem: uma revisão. Rev. bras. enferm., v. 59, n. 2, p. 212-216. Brasília, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/LvqzNbLjPTTKm3vTVsbpNpj/?lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022. TURUKALO, T. et al. Literature on Wearable Technology for Connected Health: Scoping Review of Research Trends, Advances, and Barriers. Journal of medical Internet research, v. 21, n. 9, p. e14017, [s. l.], 2019. Disponível em: https:// pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31489843/. Acesso em: 12 ago. 2022. 28 Inovações tecnológicas em Segurança do paciente e uso de tecnologias nos diferentes níveis de atenção em saúde Autoria: Ariela Petramali Stábile Leitura crítica: Fernanda Maria de Miranda Objetivos • Compreender o uso de ferramentas e dispositivos tecnológicos em prol da segurança do paciente. • Facilitar a prática profissional, por meio da utilização de tecnologias nos diferentes níveis de atenção em saúde. • Compreender os aspectos positivos e benefícios, bem como as dificuldades de manejo de tecnologias inovadoras na assistência em saúde. 29 1. Inovações tecnológicas em Segurança do Paciente Avanços rápidos em inteligência artificial (IA), sistemas de software projetados para imitar a inteligência humana ou funções cognitivas, despertaram a confiança em relação ao seu potencial para aumentar a eficiência da prestação de serviços de saúde e os resultados dos pacientes (CHEW; ACHANANUPARP, 2022). Segundo o grupo de especialistas em Inteligência Artificial da União Europeia (EUROPEAN COMISSION, 2018), a definição de IA se dá: Sistemas de inteligência artificial (IA) são sistemas de software (e possivelmente também de hardware) projetados por humanos que, diante de um objetivo complexo, atuam na dimensão física ou digital percebendo seu ambiente por meio da aquisição de dados, interpretando os dados estruturados ou não estruturados coletados, raciocinando sobre o conhecimento, ou processamento da informação, derivada desses dados, e decidir a(s) melhor(es) ação(ões) a ser(em) tomada(s) para atingir o objetivo determinado. Os sistemas de IA podem usar regras simbólicas ou aprender um modelo numérico, e também podem adaptar seu comportamento analisando como o ambiente é afetado por suas ações anteriores. (EUROPEAN COMISSION, 2018), Espera-se que a IA não apenas melhore a qualidade do atendimento e os resultados de saúde dos pacientes, diminuindo os erros humanos, mas também otimize o tempo de profissionais de saúde em relação a tarefas rotineiras e repetitivas, permitindo que se concentrem e foquem em tarefas mais complexas (CHEW; ACHANANUPARP, 2022). Alguns dispositivos podem ser citados como exemplos de tecnologia a favor da identificação de erros e barreiras para segurança do paciente. Um exemplo é o Personal Digital Assistant (PDA), que consiste em um dispositivo digital, associado a sistemas de tecnologia de 30 informação, utilizado beira leitos para checar cuidados de enfermagem, medicamentos que estão prescritos, exames programados para serem realizados, entre outros. Por meio da leitura do código de barras, que identifica individualmente o paciente, é possível barrar um erro de administração de medicamentos ou até mesmo a coleta de exames laboratoriais no paciente errado. Figura 1 - Tecnologia e inovação na beira do leito Fonte: Shutterstock.com. Outro exemplo muito interessante, de tecnologia a favor da segurança do paciente, são as tecnologias envolvidas no processo de gestão de terapia medicamentosa e materiais que envolvem a assistência. Por meio de sistemas de hardware e software, esses dispositivos oferecem controle de acesso de pessoas a medicamentos e materiais, rastreabilidade, controle de estoque, monitoramento de uso (quantidade e frequência), permitindo, então, melhores dados sobre medicamentos e materiais mais utilizados, qualidade dos produtos, controle de vencimento, restrição de acesso individualizado, como, por exemplo, no uso de psicotrópicos e medicamentos de risco potencial (medicamentos de alta vigilância) e gestão de custos relacionados a 31 assistência de forma individualizada, podendo elaborar estratégias e planos de ação por meio dos dados gerados em cada unidade que utiliza o material/medicamento. Figura 2 – Sistema automatizado de fornecimento e gestão de inventário de medicamentos na unidade Fonte: adaptada de https://www.grifols.com/documents/260038/75436/pyxis-soluciones- dispensacion-pt-br/185228dd-bec3-4476-ac93-89d051b16ee6. Acesso em: 16 ago. 2022. Figura 3 – Sistema Supply Station para salas de hemodinâmica, radiologia intervencionista e áreas cirúrgicas. Fonte: adaptada de https://www.grifols.com/documents/260038/75436/pyxis-soluciones- dispensacion-pt-br/185228dd-bec3-4476-ac93-89d051b16ee6. Acesso em: 16 ago. 2022. À medida que o mundo muda de paradigma, avançando da medicina curativa para a preventiva, a IA possui um forte potencial transformador para aprimorar os cuidados de saúde sustentáveis, capacitando o autocuidado, como automonitoramento e autodiagnóstico. Um exemplo do uso de tecnologias alinhadas à prevenção de doenças 32 e que auxiliam em diagnósticos de doenças graves e crônicas, são aplicativos habilitados para IA e dispositivos vestíveis, de forma que pacientes e o público em geral podem automonitorar e autodiagnosticar sintomas, como fibrilação atrial, lesões de pele e doenças da retina (CHEW; ACHANANUPARP, 2022). O artigo de Chew e Achananuparp (2022), discute o uso de IA e traz o benefício da coleta de dados de saúde e disseminação de informações, além das restrições de tempo e local, melhorando a adesão à medicação por meio de um aplicativo de smartphone. Também confere maior adesão à dieta e exercícios por meio de um assistente de saúde virtual baseado em IA. Um estudo de Eckels et al. (2020) traz um projeto de melhoria da qualidade envolvendo o Center for Advanced Pediatric and Perinatal Education (CAPE) e o California Perinatal Quality Care Collaborative (CPQCC), em que forneceram informações elaboradas por especialistas, treinamento sobre simulação neonatal e fundamentos de debriefing para equipes individuais, incluindo ambientes hospitalares comunitários. Ambientes de simulação e o compartilhamento de informações, por meio de treinamento e capacitação de ensino a distância, envolvem alta capacidade tecnológica, utilizando desde manequins de simulação, simuladores de frequência cardíaca, ritmos, fala e consciência, aparelhos de audiovisual multimídia, entre outros, para realizar tanto o briefing, explicando objetivos e recursos que serão utilizados, bem como para retomar as cenas e realizar o debriefing em equipe, discutindo em grupo os pontos de melhoria e os pontos bem sucedidos, além de sistemas e plataformas de ensino ao vivo e na modalidade gravadas. O estudo citado, ainda traz que esse tipo de treinamento (simulação e debriefing) pode testar sistemas e descobrir lacunas nos processos que podem atrasar o atendimento oportuno. As simulações in-situ, ou seja, no próprio local de atuação ou cenário de trabalho, podem auxiliar na 33 detecção de possíveis erros e minimizar o risco de um evento grave no que diz respeito a segurança do paciente (ECKELS et al., 2020). Figura 4 – Simulação cirúrgica com uso de tecnologia 3D Fonte: Shutterstock.com. 2. O uso de tecnologias os diferentes níveis de atenção em saúde A visão estratégica da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a saúde digital apoie o acesso, equitativo e universal, a serviços de saúde de qualidade centrados na pessoa. A saúdedigital pode abordar as deficiências de longa data dos sistemas de saúde e aumentar a eficiência e a qualidade dos cuidados, aumentando sua capacidade de fornecer cobertura eficaz de serviços essenciais a todos (OMS, 2021). Erros de prescrição e medicação são comuns na atenção primária. Embora muitos não sejam graves, em geral, são responsáveis por danos consideráveis e potencialmente evitáveis. Indicadores foram incorporados em intervenções habilitadas por tecnologia para melhorar 34 a segurança da prescrição de medicamentos na atenção primária e demonstraram impacto positivo na redução da taxa de prescrição potencialmente perigosa (SHAMSUDDIN et al., 2021). Os sistemas utilizados auxiliam os prescritores na tomada de decisão, fornecem informações do paciente como alergias e histórico de saúde, minimizando os riscos de eventos adversos. Figura 5 – Simulação cirúrgica com uso de tecnologia 3D Fonte: Shutterstock.com. Um desafio que o estudo de Shamsuddin et al. (2021), traz a necessidade de alinhar os dados de saúde utilizados na atenção primária às outras redes de saúde com maior grau de complexidade, como ambulatórios especializados e rede hospitalar. O prontuário eletrônico do paciente (PEP) trouxe diversos avanços, no que diz respeito ao acesso ao histórico de saúde e conexões entre os diferentes tipos de tratamentos, especialidades e exposições a que cada paciente teve ao longo da vida, traduzindo em um único local informações importantíssimas para uma visão global de cada indivíduo. Além de facilitar o registro das informações de forma mais direta e 35 fidedigna em relação ao tempo real, dando uniformidade de acesso aos profissionais que estão envolvidos em cada cuidado. É importante trazer também algumas preocupações, apesar das altas taxas de aceitabilidade, como a falta de confiança (na privacidade de dados, segurança do paciente e maturidade tecnológica) e os impactos da automação orientada por IA na segurança do trabalho e nos serviços de saúde (CHEW; ACHANANUPARP, 2022). Figura 6 – Enfermeiro consulta prontuário eletrônico Fonte: Shutterstock.com. Os estudos demonstraram que a IA é valorizada por seu potencial de acelerar os processos de saúde, como diagnóstico, tempo de espera, comunicação com as equipes de atendimento, suporte à decisão e outras tarefas de rotina (por exemplo, monitoramento do progresso), podendo, dessa forma, deixar de ser manual e passando a ser automatizadas (CHEW; ACHANANUPARP, 2022). Enfim, a tecnologia em constante avanço favorece o acesso a saúde e aumenta as possibilidades de meios de prevenção e até mesmo de tratamento e continuidade de acompanhamento, sendo essencial para o avanço da saúde de diferentes comunidades e populações de forma global. 36 Referências CHEW, H. S. J. ACHANANUPARP, P. Perceptions and Needs of Artificial Intelligence in Health Care to Increase Adoption: Scoping Review. J Med Internet Res v.24, n.1, p. e32939, [s. l.], 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35029538/. Acesso em: 12 ago. 2022. ECKELS, M. et al. Experiência de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal com a Implementação de um Programa In-Situ de Simulação e Debriefing de Segurança do Paciente no Ambiente de uma Colaboração de Melhoria da Qualidade. v.7, p. 202,[s. l.], 2020. EUROPEIA COMITION. Diretrizes de ética para IA confiável. Comissão Europeia. Disponível em: https://ec.europa.eu/futurium/en/ai-alliance- consultation.1.html. Acesso em: 12 ago. 2022. GRIFOLS INTERNATIONAL. Pyxis Sistemas de fornecimento automatizado. Disponível em: http://worldwide.grifols.com. Acesso em: 12 ago. 2022. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Estratégia de saúde digital para o Brasil. Departamento de Saúde Digital e Inovação. Rio de Janeiro, 2021.. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/estrategia_saude_digital_Brasil.pdf. Acesso em: 12 ago. 2022. SHAMSUDDIN, A. et al. Estratégias que apoiam intervenções de melhoria de segurança de prescrição sustentável na atenção primária inglesa: um estudo qualitativo. BJGP Aberto, v. 5, p. 5, [s. l.], 2021. https://ec.europa.eu/futurium/en/ai-alliance-consultation.1.html https://ec.europa.eu/futurium/en/ai-alliance-consultation.1.html 37 Tecnologia na educação em saúde e seus desafios Autoria: Ariela Petramali Stábile Leitura crítica: Fernanda Maria de Miranda Objetivos • Compreender o uso de ferramentas e dispositivos tecnológicos em educação em saúde. • Facilitar a compreensão sobre o uso de tecnologias para o aprendizado em saúde. • Compreender as dificuldades do uso de tecnologias na área da saúde. 38 1. A tecnologia na educação em saúde Em pouco tempo, o mundo sofreu grandes transformações advindas dos avanços em tecnologia relacionados a Internet e elaboração de novos softwares, contribuindo com o avanço em diferentes áreas e, principalmente, na pesquisa e educação. Em países desenvolvidos, onde a estrutura que envolve o nível superior de educação considera como ferramenta e aproveita os sistemas que envolvem a Internet, existe maior utilização e, consequentemente, maiores benefício para esta área. Já nos países subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento, a utilização deste recurso varia de acordo com a tecnologia disponível e com as iniciativas locais (SANTOS; MARQUES, 2006). Sobre capacitação e educação permanente na área da saúde, a Política Nacional de Educação em saúde traz a importância destes para a qualidade da assistência prestada em saúde, o que envolve melhorar o desempenho profissional em todos os níveis de atenção; contribuir para o desenvolvimento de competências; gerar práticas de acordo com a transformação e adaptação cultural (BRASIL, 2009). O mesmo documento traz definições sobre Educação Continuada, que pode ser representada pela continuidade do modelo escolar ou acadêmico, centralizado na atualização de conhecimentos. Já no que diz respeito a Educação Permanente, caracteriza-se por incorporar o ensino e aprendizado no cotidiano de prática das organizações em saúde (BRASIL, 2009). Neste contexto, os objetivos educacionais do uso da tecnologia na educação de profissionais da saúde incluem facilitar a aquisição de conhecimento básico, melhorar a tomada de decisões, aprimorar a variação perceptiva, melhorar a coordenação de habilidades, praticar 39 em situações de eventos raros ou críticos, aprender o treinamento em equipe e melhorar as habilidades psicomotoras (GUZE, 2015). É importante citar algumas modalidades que envolvem o uso de tecnologia no ensino na área saúde. A Internet vem como ferramenta que proporciona a criação ou desenvolvimento de ambientes que favoreçam o processo de educação à distância, oferecendo maior flexibilidade e agilização do processo ensino-aprendizagem (SANTOS; MARQUES, 2006). O videostreaming, que oferece ao aluno conteúdos demonstrativos, reforçando conteúdos teórico-prático (SANTOS; MARQUES, 2006) e pode ajudar a compreender conceitos e procedimentos que são altamente complexos para serem apresentado em forma de gráficos ou textos. Pode ser usado em formatos como transmissões ao vivo, instrutores on-line, atividades de instruções gravadas e entre outros (HARTSELL; YUEN,2006). O webcasting surgiu como uma das principais tecnologias para fornecer conteúdo de vídeo e áudio. Muitos educadores apoiam o uso de webcasts para fins educacionais e afirmam que as palestras de webcasting, em sua totalidade, são úteis para anotações e revisão de conteúdos, além de disseminação de conhecimento, complementação de materiais de aula, apresentação de palestras para convidados e como ferramenta de marketing para atrair clientes em potencial (GIANNAKOS; VLAMOS, 2013). São exemplos videoaulas, na plataforma, YouTubeMy learning e YouTube/edu. Outra modalidade é a simulação que envolve a construção de ambientes baseados em realidade virtual oferecendo maior segurança no processo de aprendizagemdo aluno (SANTOS; MARQUES, 2006). 40 Figura 1 - Uso de realidade virtual para estudo de anatomia Fonte: shuuterstock.com. Diferentes tecnologias podem atender aos novos objetivos relacionados a educação em saúde. Tecnologias como podcasts e vídeos com salas de aula invertidas, dispositivos móveis com aplicativos, videogames, simulações (treinadores em tempo parcial, simuladores integrados, realidade virtual) e dispositivos vestíveis (Google Glass) são algumas das tecnologias disponíveis para enfrentar as mudanças educacionais (GUZE, 2015). Figura 2 – Podcast e os estudos Fonte: shuuterstock.com. 41 Uma revisão sistemática sugeriu que a realização de feedback, integração curricular e estratégias de aprendizagem múltiplas, são características essenciais do uso de simulação (ISSENBERG et al., 2005). O uso de pacientes virtuais como ferramentas de aprendizado, está associado a melhores resultados em comparação com nenhuma intervenção para estudantes de Medicina, Odontologia, Enfermagem e uma variedade de outros profissionais de saúde em uma variedade de tópicos clínicos (COOK et al., 2010). Diferentes projetos envolvendo o uso de pacientes virtuais e estudos qualitativos rigorosos trazem como usar efetivamente pacientes virtuais para treinar profissionais de saúde. Estruturas como aprendizagem multimídia, raciocínio analítico e não analítico, prática deliberada e feedback formativo podem ser úteis. (COOK et al., 2010). O Google Glass está sendo testado como ferramenta de tecnologia que torna a educação mais realista e potencialmente mais eficaz. Na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, San Francisco, um cirurgião cardiotorácico usou o Google Glass para projetar imagens radiológicas (tomografia, petCT, ressonância magnética) no campo de visão enquanto opera, para auxiliar nos casos em que pode usar dados clínicos adicionais para ajudar a orientar a atividade (GUZE, 2015). 42 Figura 3 – Aula on-line Fonte: shuuterstock.com. Figura 4 – O uso de tecnologias para o ensino e aprendizagem Fonte: shuuterstock.com. 2. Os principais desafios do uso da tecnologia na área da saúde Apesar dos avanços e resultados que causaram grandes transformações na sociedade moderna, o uso de tecnologias ainda encontra inúmeros desafios e barreiras para seu desenvolvimento, acesso e disponibilidade. O relatório sobre política nacional de tecnologia e inovação, traz que ainda há carências importantes no que se refere ao desenvolvimento 43 tecnológico no Brasil, principalmente ,nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sobretudo, as relacionadas com a escassez de centros de excelência, profissionais e instituições capacitados para a gestão de processos de inovação que se ajustem às exigências de qualidade e segurança dos órgãos reguladores (BRASIL, 2008). Figura 5 – Tecnologias e acesso Fonte: shuuterstock.com. Outro ponto de discussão também se refere à disposição ou política das instituições de ensino em investir em recursos tecnológicos, que permitam a implementação destas modalidades. Isso se aplica, principalmente, em países subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento, onde ainda há déficit em relação a políticas definidas e implementadas quanto ao acesso e utilização da Internet, e também profissionais capacitados e seguros para conduzir o processo ensino-aprendizagem sob a perspectiva de tecnologia da informação (SANTOS; MARQUES, 2006). Além disso, é importante trazer as dificuldades e barreiras que a transição do mundo não digital para a era tecnológica traz, como no estudo de Guze (2015), que mostra que os jovens nascidos no mundo digital falam fluentemente a linguagem da tecnologia e, dessa forma, esperam que sua educação reflita sua experiência em diferentes níveis 44 de integração de tecnologia, estando acostumados a ambientes de aprendizado aprimorados por tecnologia. Guze (2015) traz, ainda, a reflexão sobre o uso de tecnologias no ensino ao profissional na área da saúde. Os educadores devem se concentrar nos princípios do ensino, não nas tecnologias específicas. As tecnologias são apenas uma ferramenta na caixa de ferramentas educacionais. A tarefa dos educadores é de usar essas novas tecnologias de forma eficaz para transformar o aprendizado em uma experiência mais colaborativa, personalizada e empoderada. Enfim, é importante refletir sobre os principais desafios encontrados frente aos avanços em relação ao uso de tecnologias na área da saúde e, dessa forma, concentrar esforços para o crescimento e desenvolvimento de inovações acessíveis globalmente, criativas e que acompanhem as necessidades de saúde do homem moderno. Referências BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Ciência e Tecnologia. Política nacional de ciência, tecnologia e inovação em saúde. 2. ed. Brasília, 2008. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/Politica_Portugues.pdf. Acesso em: 12 ago. 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de educação permanente em Saúde. Brasília, 2009. Disponível em: https://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_educacao_permanente_saude.pdf. Acesso em: 12 ago. 2022. COOK, D. et al. Pacientes virtuais informatizados no ensino de profissões da saúde: uma revisão sistemática e metanálise. Medicina Acadêmica, v. 85, n. 10, p 1589- 1602, [s. l.], 2010. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20703150/. Acesso em: 12 ago. 2022. GIANNAKOS, M. N.; VLAMOS, P. Using webcasts in education: Evaluation of its effectiveness. British Journal of Educational Technology, v. 44, n. 3, p. 432-441, [s. l.], 2013. Disponível em: https://bera-journals.onlinelibrary. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_educacao_permanente_saude.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_educacao_permanente_saude.pdf https://bera-journals.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1467-8535.2012.01309.x?casa_token=5BSFJETz9cEAAAAA%3AevxV2PU0GAdROcrsbeEgzKjQRn-McsV7stOd-XgGPTB-/u0869SwRH3VrfobQSSEExAO3e2doG5zOD_SAUg 45 wiley.com/doi/full/10.1111/j.1467-8535.2012.01309.x?casa_token=5BSFJ ETz9cEAAAAA%3AevxV2PU0GAdROcrsbeEgzKjQRn-McsV7stOd-XgGPTB-/ u0869SwRH3VrfobQSSEExAO3e2doG5zOD_SAUg. Acesso em: 12 ago. 2022. GUZE, P. A. Using Technology to Meet the Challenges of Medical Education. Trans Am Clin Climatol Assoc., v. 126, p. 260-70, [s. l.], 2015. Disponível em: https:// pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26330687/. Acesso em: 12 ago. 2022. HARTSELL, T.; YUEN, S.C.Y. Streaming de vídeo no aprendizado online. AACE Review, v. 14, n. 1, p. 31-43, [s. l.], 2006. 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Referências Inovações tecnológicas em Segurança do paciente e uso de tecnologias nos diferentes níveis de atençã Objetivos 1. Inovações tecnológicas em Segurança do Paciente 2. O uso de tecnologias os diferentes níveis de atenção em saúde Referências Tecnologia na educação em saúde e seus desafios Objetivos 1. A tecnologia na educação em saúde Referências