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Proteção, acesso e monitoramento dos direitos humanos 1. A partir da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, foi-se organizando uma arquitetura jurídico-legal para a proteção dos direitos humanos. Assim, mediante tratados e convenções, países se comprometem a garantir os direitos humanos fundamentais em seu território. Como forma de monitoramento e proteção dos direitos humanos, organizaram-se sistemas de proteção denominados: A. sistema global, organizado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, e convenções cardeais e regionais, que buscam atender de forma mais célere às denúncias em seus continentes. B. sistemas global e regional, do qual participam apenas o interamericano e o europeu, pois são apenas esses dois continentes que julgam as violações dos direitos humanos. C. sistemas africano e asiático, pois são esses continentes que mais violam os direitos humanos, e assim esses sistemas são tutelados pelo sistema global. D. sistemas asiático, árabe e africano, pois são eles que mais violam os direitos humanos, e assim esses sistemas são tutelados pela ONU. E. sistemas interamericano e africano. 2. O sistema de proteção global se organiza mediante mecanismos convencionais e extraconvencionais que se apresentam como forma de monitoramento e proteção dos direitos humanos. Os documentos que norteiam esse sistema de proteção por meio dos mecanismos convencionais e extraconvencionais são, respectivamente: A. leis ordinárias nacionais e Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. B. convenções de direitos humanos e Declaração Universal dos Direitos Humanos. C. as diversas Declarações Universais de Direitos Humanos e as constituições federais dos países-membros. D. tribunais internacionais e tribunais internacionais ad hoc. E. Tribunal de Nuremberg e Tribunal de Tóquio. 3. Após a Segunda Guerra Mundial, é retomado o debate sobre a punição pelos crimes de guerra de forma internacional, e não mais pelo Estado de origem, já que o Tratado de Versalhes em 1919 já levantava essa questão. Assim, qual foi o primeiro tribunal internacional a ser organizado? A. Julgamento de Tóquio. B. Julgamento da ex-Iugoslávia. C. Julgamento de Nuremberg. D. Julgamento de Ruanda. E. Julgamento de Versalhes. 4. A criação de um tribunal penal internacional para o julgamento de crimes contra a humanidade sempre esteve em pauta e nunca foi consenso. Após Nuremberg e Tóquio, foram criados, nos anos 1990, tribunais internacionais ad hoc, com função específica. Só em 1998 foi aprovada a criação de um tribunal penal internacional permanente: A. no Tratado de Versalhes, mas que só iniciou suas atividades em 2005. B. no Pacto de São José, que, além de criar a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, apontou a necessidade de um tribunal penal internacional. C. na Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. D. no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que previu o julgamento de países que não cumprirem suas determinações em um tribunal penal internacional. E. na Conferência de Roma, que em 1998 aprovou o Tratado de Roma, em vigor só a partir de 2002, após as ratificações necessárias. 5. Os dispositivos legais na defesa dos direitos humanos se apresentam mediante denúncias ou de Estados-Membros ou de organizações da sociedade civil que atuem na defesa dos direitos humanos. No sistema regional interamericano de proteção de direitos humanos, apenas um órgão aceita petição individual, a saber: A. o sistema global de proteção de direitos humanos. B. o sistema regional interamericano de proteção de direitos humanos. C. o Pacto de São José. D. a Corte Interamericana de Direitos Humanos. E. a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Desafio No Brasil, os direitos humanos fundamentais são defendidos primeiramente a partir das leis nacionais. Entretanto, pode haver omissão ou ação do Estado em casos que envolvem violação de direitos humanos. Nesses casos, podem ser acionados os sistemas internacionais de proteção de direitos humanos. Para responder ao Desafio, veja a seguinte situação: Imagine que você é um assistente social que atua com mobilização popular em um bairro da periferia de sua cidade por meio de uma organização social de direitos humanos. Em seus primeiros dias de trabalho, foi solicitado que você e o perfil do atendidos pela instituição e suas demandas. Nessa organização, você percebe que existem denúncias veladas de exploração sexual infantil nessa localidade e informa sua chefia, que não pode fazer muita coisa, pois os dados que diz são insuficientes e as denúncias não se materializam pelo medo das pessoas. Em uma reunião de articulação de rede com a saúde, porém, você percebe que existem dados sobre gravidez precoce, infecções, sexualmente transmissíveis em crianças e adolescentes, além de diversos atendimentos ginecológicos que comprovam a violência. Apesar de a saúde informar que os dados ao conselho, não se percebe efetividade em ações. Você, como assistente social que conhece o sistema de proteção de direitos humanos, sabe que o Brasil é signatário da Convenção da Criança e do Adolescente e que a instituição na qual você trabalha tem como foco os direitos humanos. Em vista disso, qual seria a sua atuação nesse caso? R= Padrão de resposta esperado A partir dos dados já sistematizados e analisados na articulação profissional, revelando omissão do Estado quanto à situação de crianças e adolescentes do bairro de periferia onde o assistente social trabalha, é necessário começar utilizando as legislações brasileiras. Inicialmente usam-se a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente, junto com a Convenção de Direitos da Criança e do Adolescente, com reportagens sobre exploração sexual infantil na área, e formula-se um dossiê. Esse dossiê deve ser apresentado à instituição, com a orientação de encaminhá-lo ao sistema de proteção de direitos humanos, debatendo com a equipe qual seria o mais efetivo, se o global ou o interamericano, e assim é elaborada uma petição com essa denúncia. 2ª respostas Algumas medidas a serem aplicadas incluem: · Identificação e escuta · Encaminhamento legal · Notificação aos órgãos competentes · Assistência social e psicológica · Mobilização de redes de proteção · Monitoramento e acompanhamento Caracterização das ações · Identificação e escuta: identificar a criança ou adolescente afetado pela violação de direitos e proporcionar um espaço seguro para que ele seja ouvido e possa expressar suas necessidades, medos e preocupações. · Encaminhamento legal: o encaminhamento do caso para as autoridades competentes é necessário, garantindo que o Estado tome as medidas cabíveis para proteger o menor e responsabilizar os envolvidos na violação. · Notificação aos órgãos competentes: notificar o Conselho Tutelar da região. · Assistência social e psicológica: oferecer apoio psicossocial à criança ou adolescente e, se necessário, também aos familiares envolvidos na situação. · Mobilização de redes de proteção: mobilização de redes de proteção de direitos humanos, envolvendo outras instituições, organizações da sociedade civil e a comunidade local. · Monitoramento e acompanhamento: acompanhar de perto a situação da criança ou adolescente para garantir que seus direitos sejam respeitados. image2.wmf image1.wmf