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1
Introdução
a Fundações
2
3
Sumário
Conceitos Sobre Solo e Fundação 
 Análise do Solo 
 Reconhecimento do Subsolo 
 Formações Geológicas – Geotecnia 
	 	 Classificação	dos	Solos	
Fundações Diretas Rasas 
 Generalidades de uma Fundação 
	 Classificação	dos	Tipos	de	Fundação	
Fundações Diretas Profundas 
 Fundações Diretas 
 Blocos 
 Sapatas 
	 	 Viga	de	Fundação	(Baldrame)	
 Radier 
Fundações Indiretas 
 Fundação Indireta 
 Estacas 
 Estacas Pré-Moldadas 
 Estacas Moldadas In Loco 
 Tubulões 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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53
4
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para	o	início	do	
desenvolvimento de uma 
nova	competência;
Se	houver	necessidade	
de	se	apresentar	um	novo	
conceito;
Algo	precisa	ser	melhor	
explicado	ou	detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas	sobre	o	tema	em	
estudo,	se	forma	necessárias;
Se	for	preciso	acessar	um	
ou	mais	sites	para	fazer	
download, assistir vídeos, ler 
textos,	ouvir	podcast;
Quando	for	preciso	se	fazer	
um	resumo	acumulativo	
das	últimas	abordagens;
Quando	forem	necessárias	
observações	ou	
complementações	para	o	
seu	conhecimento;
As	observações	escritas	
tiveram	que	ser	priorizadas	
para	você;
Textos,	referências	
bibliográficas	e	links	para	
aprofundamento	do	seu	
conhecimento;
Se	houver	a	necessidade	
de	chamar	a	atenção	
sobre	algo	a	ser	refletido	ou	
discutido	sobre;
Quando alguma atividade 
de	autoaprendizagem	for	
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma	competência	for	concluído	
e	questões	forem	explicadas.	
5
@faculdadelibano_
1
Conceitos 
Sobre Solo 
e Fundação
6
Introdução a Fundações Capitulo	1
Conceitos Sobre Solo e 
Fundação
Análise do Solo
Em	todo	projeto	de	fundações	são	analisadas	as	variáveis	que	contemplam	as	cargas	
aplicadas	pela	obra	e	a	resposta	do	solo	a	essas	forças.	Os	solos	são	muito	distintos	
entre	 si,	 com	 características	 únicas,	 e	 respondem	 de	 maneira	 muito	 variável.	 Devido	
a	 isso,	 toda	experiência	em	construção	e,	principalmente,	em	 fundação	será	sempre	
relacionada ao tipo de solo existente.
Quando	falamos	em	solo,	devemos	ter	em	mente	que	cada	um	tem	uma	composição,	
mas	que	são	integrados	por	um	conjunto	de	partículas	com	água	(ou	outro	líquido)	e	
ar	em	seus	espaços	 intermediários.	Essas	partículas	se	encontram	livres	para	realizar	
deslocamentos	 entre	 si.	 Há	 alguns	 casos	 em	 que	 ocorre	 uma	 pequena	 cimentação	
entre	elas,	mas	vale	ressaltar	que	isso	se	dá	em	um	grau	extremamente	mais	baixo	do	
que	nos	cristais	de	um	metal,	por	exemplo,	ou	nos	agregados	de	um	concreto	(PINTO,	
2019).
Objetivos
Ao	término	deste	capítulo,	você	será	capaz	de	 identificar	as	principais	
características	de	solo	que	devem	ser	consideradas	na	 realização	de	
um	projeto	de	fundações.	Além	de	conhecer	alguns	dos	materiais	que	
compõem	a	estrutura	do	solo,	você	irá	entender	como	são	realizadas	as	
sondagens	de	solo	e	também	como	diferenciá-los	de	acordo	com	sua	
origem,	granulosidade,	 textura,	entre	outras	classificações	existentes.	E	
então?	Motivado	para	desenvolver	mais	algumas	competências?	Então,	
vamos	lá.	Avante!.
7
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Quanto	 ao	 comportamento	 dos	 solos,	 este	 dependerá	 diretamente	 do	 movimento	
das	 partículas	 sólidas	 entre	 si.	 Essa	 movimentação	 ocorrerá	 de	 maneira	 bem	 mais	
acentuada	 do	 que	 podemos	 observar	 nos	 materiais	 tradicionalmente	 considerados	
nas estruturas.
A	 avaliação	 e	 o	 estudo	 do	 solo	 são	 requisito	 prévio	 para	 a	 execução	 do	 projeto	 de	
qualquer	obra,	sobretudo	das	obras	de	grande	porte,	como	edifícios,	hospitais,	cortes,	
aterros etc. 
O	 conhecimento	 da	 formação	 geológica	 do	 local,	 o	 estudo	 das	 rochas,	 solos	 e	
minerais,	bem	como	a	verificação	da	presença	e	posicionamento	do	lençol	freático	são	
fundamentais	para	que	o	desenvolvimento	da	obra	ocorra	sem	imprevistos	(GEOESP,	
2018	apud	MARANGON,	2018).
Quando se trata de solos e rochas, a heterogeneidade é a regra e a homogeneidade a 
exceção.	Portanto,	os	estudos	nessa	área	são	indispensáveis	para	se	atingir	a	excelência	
no	campo	da	construção,	isto	é,	somente	com	pesquisa	e	avaliações	do	solo,	é	possível	
garantir	as	condições	necessárias	de	segurança	e	economia.
FIGURA 1
Preparo do solo
FONTE
Freepik
8
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Reconhecimento do Subsolo
Cabe	ao	engenheiro	projetista	a	responsabilidade	sobre	a	escolha	do	tipo	de	fundação.	
Esse	processo	é	realizado	com	base	nas	informações	geotécnicas,	que	vão	fornecer	as	
informações	necessárias	sobre	o	terreno	de	fundação,	como	a	composição	do	solo,	
rochas	presentes	nele	e	seu	comportamento	em	relação	ao	que	será	executado.
Importante
Geralmente,	o	método	usado	para	investigação	geotécnica	do	subsolo	
no	qual	serão	realizadas	as	fundações	de	um	edifício	é	o	de	sondagem	
à	 percussão	 com	 circulação	 de	 água,	 normalmente	 acompanhado	
pelo	 ensaio	 normalizado	 de	 penetração	 (SPT)	 ou	 pela	 sondagem	 de	
simples	 reconhecimento	 do	 solo.	 A	 utilização	 desse	 sistema	 fornece	
um	 perfil	 descritivo	 das	 camadas	 do	 solo	 existentes	 e	 ainda	 oferece	
informações	sobre	a	resistência	oferecida	por	elas	à	penetração	de	um	
amostrador	normalizado.	A	execução	desse	método	consegue	fornecer,	
ainda,	 informações	 sobre	 a	 profundidade	 do	 nível	 de	 água	 estático	
(MARANGON,	2019).
FIGURA 2
Tripé de sondagem
FONTE
Mello	(2019).
9
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Quando	se	trata	de	uma	fundação	rochosa,	ou	parcialmente	rochosa,	é	utilizado	outro	
método	 de	 sondagem	 chamado	 de	 sondagem	 rotativa	 com	 broca	 de	 diamante	 e	
extração	de	testemunho	de	sondagem.	
Com	a	utilização	desse	método,	a	rocha	amostrada	é	descrita	e	avaliada	quanto	ao	seu	
nível	de	resistência	(MARANGON,	2019).
Essas	 investigações	 são	 extremamente	 importantes	 quando	 buscamos	 entender	 os	
fatores	que	podem	influenciar	o	comportamento	do	solo.	A	ruptura	do	solo,	por	exemplo,	
acontece	 por	 meio	 dos	 contatos	 existentes	 entre	 os	 grãos,	 quando	 a	 resistência	 à	
compressão	 dessas	 partículas	 sólidas	 geralmente	 é	 maior	 do	 que	 a	 resistência	 ao	
cisalhamento desses maciços.
FIGURA 3
Tripé de sondagem 
em funcionamento
FONTE
Marangon	(2019).
Reflita
Assim	sendo,	para	a	determinação	da	tensão	efetiva,	é	importante	ter	
os	dados	sobre	a	 tensão	 total	no	solo	e	 sobre	a	 tensão	neutra.	 Essas	
tensões	têm	papel	fundamental	na	engenharia,	pois,	quando	quaisquer	
10
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Quando falamos sobre um solo com baixa permeabilidade, as mudanças de tensões 
são	acometidas	lentamente	mesmo	que	aconteça	alguma	alteração	brusca	na	tensão	
efetiva	total.	Nesse	ponto,	uma	grande	parte	da	diferença	de	tensão	será	absorvida	sob	
a	 forma	de	pressão	neutra,	o	que	acarretará	um	desequilíbrio	nas	 tensões	da	água,	
podendo	gerar	um	grande	fluxo	até	atingir	novamente	o	equilíbrio	hidrostático	(HOLANDA	
JR.,	1998	apud	SANTOS,	2017).
Já	para	casas	ou	construções	que	aplicam	baixa	tensão	sobre	o	solo	(chamadas	de	
fundações	diretas	–	por	meio	de	sapatas),	geralmente	não	são	realizadas	as	sondagens	
à	percussão.	Nesse	caso,	convém	executar	uma	sondagem	de	reconhecimento	com	o	
auxílio	 de	 um	 trado,	 momento	 em	 que	 a	 experiência	 do	 engenheiro	 responsável	 (ou	
mesmo	 do	 construtor)	 será	 necessária	 para	 que	 se	 consiga	 estabelecer	 até	 onde	
deverá	ir	a	escavação	para	ser	instalada	a	fundação	(direta,	no	caso).	Essa	experiência	
é	 reforçada	 pelo	 conhecimento	 dos	 solos	 da	 região	 e	 deve	 ser	 feita	 com	 cautela	
considerando	as	diversas	condições	geotécnicas	desfavoráveis	para	fundações	diretas	
(MARANGON,	2019).
Formações Geológicas – Geotecnia
Paraestudo	do	solo,	primeiramente	devemos	compreendê-lo	sob	o	aspecto	de	ente	
natural.	Dessa	forma,	é	tratado	pelas	ciências	que	estudam	a	natureza,	como	a	geologia	
(que	estuda	a	terra	quanto	à	sua	origem,	composição,	estrutura	e	evolução),	a	pedologia	
(que	é	um	ramo	da	ciência	do	solo,	que	estuda	identificação,	formação,	classificação	
e	o	mapeamento	dos	solos)	e	a	geomorfologia	(que	estuda	a	origem	e	a	estrutura	das	
formas	de	relevo	da	superfície	terrestre)	(MARANGON,	2019).
mudanças	nas	tensões	forem	encontradas,	é	sinal	de	que	podem	ocorrer	
problemas	 sérios	 na	 estrutura,	 por	 exemplo,	 as	 variações	 que	 podem	
acontecer	no	lençol	freático.	Essas	mudanças	podem	alterar	a	tensão	
neutra	e,	consequentemente,	alterar	a	tensão	efetiva.	Dessa	maneira,	as	
propriedades	mecânicas	do	solo	serão	alteradas,	obtendo,	assim,	um	
comportamento	instável	e	perigoso	(SANTOS,	2017).
11
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Como	 a	 intenção	 desse	 estudo	 é	 analisar	 o	 solo	 do	 ponto	 de	 vista	 da	 engenharia/
construção,	podemos	então	adotar	a	seguinte	definição:	considera-se	solo	como	todo	
o	material	da	crosta	terrestre	que	não	oferece	resistência	intransponível	à	escavação	
mecânica	 e	 que	 perde	 toda	 resistência	 quando	 exposto	 a	 um	 contato	 prolongado	
com	a	água.	A	definição	de	rocha,	por	sua	vez,	é	aquela	que	apresenta	resistência	ao	
desmonte,	além	de	ser	permanente,	salvo	em	processo	geológico	de	decomposição	ou	
por	meio	de	explosivos	(MARANGON,	2019).
Dessa	maneira,	por	uma	visão	técnica,	o	solo	que	é	estudado	para	definição	de	sistemas	
de	fundação	refere-se	aos	materiais	que	compõem	a	crosta	terrestre	e	que	servem	de	
suporte,	são	arrimados,	escavados	ou	perfurados	e	utilizados	nas	obras	da	Engenharia.
Você Sabia?
Em	geologia,	quando	se	 fala	em	solo,	diferentemente	da	definição	da	
agricultura	(que	diz	que	o	solo	é	camada	de	terra	tratável,	de	poucos	
metros	 de	 espessura	 e	 suporta	 as	 raízes	 das	 plantas),	 na	 geologia,	 o	
solo	é	o	produto	do	intemperismo	físico	e	químico	das	rochas,	situado	na	
parte	superficial	do	manto	de	intemperismo,	que	é,	portanto,	constituído	
de material rochoso decomposto.
Importante
Ao	 sofrerem	 essas	 interferências,	 os	 materiais	 que	 compõem	 o	 solo	
reagem sob as fundações e atuam sobre os arrimos e coberturas, 
deformam-se	e	resistem	a	esforços	nos	aterros	e	taludes,	influenciando	
também as obras segundo suas propriedades e comportamentos. Esse 
estudo	 tem	 essencial	 importância	 e	 deve	 ser	 feito	 com	 o	 máximo	 de	
cuidado,	para	que	se	consiga	estipular	o	melhor	sistema	de	fundação	
adequado	à	realidade	de	cada	tipo	de	solo	(MARANGON,	2019).
12
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Classificação dos Solos
Para	se	conseguir	obter	a	classificação	de	um	solo,	é	necessária	a	avaliação	de	diversos	
fatores,	como	dados	morfológicos,	físicos,	químicos	e	mineralógicos	sobre	o	solo	do	local	
a	ser	estudado.	Os	aspectos	ambientais	do	local	também	refletem	na	sua	classificação	
(vegetação,	relevo,	material	originário,	condições	hídricas	etc.).
Contudo,	em	relação	à	construção	de	fundações,	temos	duas	classificações	essenciais	
de	serem	estudadas,	são	elas:	a	textura/	granulometria	e	formação	genética/formação	
geológica.	 Para	 entendermos	 melhor	 o	 que	 são	 essas	 definições,	 vamos	 analisar	
separadamente cada conceito.
No	que	se	refere	à	textura	ou	granulometria,	o	comportamento	dos	solos	está	ligado	ao	
tamanho	das	partículas	que	os	compõem.	Assim	sendo,	segundo	a	granulometria,	os	
solos	são	classificados	como:	pedregulhos	ou	cascalho,	areias,	siltes	e	argilas.
Como	na	natureza,	 raramente	um	solo	é	composto	em	sua	totalidade	de	uma	única	
granulometria.	Há	fixação	de	um	diâmetro	aproximado	em	escalas,	conforme	a	figura	a	
seguir, de acordo com uma ordem decrescente de tamanho dos grânulos. Vale ressaltar 
ainda	que,	devido	a	isso,	é	comum	que	o	solo	apresente	certa	porcentagem	de	areia,	de	
silte, de argila, de cascalho, entre outros.
FIGURA 4
Comparação	de	
granulometria
FONTE
Marangon	(2019).
13
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
A	 NBR	 6502	 (ABNT,	 2005)	 define	 os	 termos	 específicos	 em	 relação	 aos	 materiais	 que	
compõem	a	crosta	terrestre,	rochas	e	solos,	com	a	finalidade	de	nortear	e	regulamentar	
a	engenharia	geotécnica	de	fundações	e	as	obras	de	terra.	No	que	diz	respeito	à	textura,	
a	norma	diz	que:
Pedregulhos	grossos	têm	grãos	compreendidos	entre	20,0	e	60,0	mm;	Pedregulhos	
médios	 têm	 grãos	 compreendidos	 entre	 6,0	 e	 20,0	 mm;	 Pedregulhos	 finos	 têm	
grãos	compreendidos	entre	2,0	e	6,0	mm.
Areias	grossas:	tem	grãos	compreendidos	entre	0,60	mm	e	2,0	mm;	Areias	médias:	
tem	 grãos	 compreendidos	 entre	 0,20	 mm	 e	 0,60	 mm;	 Areias	 finas:	 tem	 grãos	
compreendidos	entre	0,06	mm	e	0,20	mm.	(ABNT,	2005,	online)
Segundo	Marangon	(2017),	sobre	as	características	das	frações,	podemos	observar	que:
• Areia:	 a	 espécie	 mineralógica	 que	 geralmente	 a	 compõe	 é	 o	 quartzo,	 que	 é	 um	
mineral	inerte	e	não	se	decompõe	na	presença	da	água.
• Argila:	geralmente	é	constituída	de	minúsculos	minerais	cristalinos,	conhecidos	como	
minerais	 argílicos.	 Entre	 eles,	 distinguimos	 três	 grupos	 principais:	 as	 caolinitas,	 as	
montmorilonitas e as ilitas.
FIGURA 1
Carteira de trabalho
FONTE
Freepik
14
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Conhecendo	as	características	gerais	dos	materiais	que	compõem	o	 solo,	podemos	
compreender	 as	 formações	 básicas	 dos	 solos	 em	 função	 da	 sua	 granulometria.	
Definimos,	assim,	as	seguintes	especificações	(MARANGON,	2019):
• Solo	argiloso:	há	presença	de	coesão,	que	se	 trata	da	atração	das	partículas	por	
meio	de	 interações	 físico-química	existentes.	Essa	propriedade	é	 responsável	pela	
alta	resistência	à	ruptura	desses	solos.	Possui	também	comportamento	plástico,	que	
consiste em se deixar moldar em diferentes formas.
• Solo	 siltoso:	 apresenta	 granulação	 fina	 e	 tem	 pouca	 ou	 nenhuma	 plasticidade.	
Quando	temos	um	torrão	de	silte	seco	exposto	ao	ar,	pode	ser	desfeito	com	grande	
facilidade.
• Solo	arenoso:	seu	comportamento	irá	depender	exclusivamente	da	sua	granulometria,	
não	sendo	importante	sua	composição	mineralógica.	Esse	tipo	de	solo	também	não	
irá	 apresentar	 coesão.	 Sendo	 assim,	 sua	 resistência	 à	 ruptura	 se	 dá	 por	 meio	 do	
atrito entre suas partículas.
Um	exemplo	de	um	solo	predominantemente	arenoso	e	que	apresenta	em	si	porcentagem	
de	argila	variável	é	o	conhecido	como	saibro.	Esse	tipo	de	solo	é	largamente	utilizado	na	
construção	civil	para	confecção	de	massa	de	reboco,	emboço	de	alvenaria,	construção	
de	pavimento	de	estradas,	entre	outras	aplicações.
Você Sabia?
Ainda	sobre	a	classificação	qualitativa,	nesse	caso,	especificamente	das	
argilas,	sua	consistência	é	avaliada	da	seguinte	maneira:
• Muito	mole:	se	escorrer	entre	os	dedos,	ao	ser	apertada	nas	mãos.
• Mole:	se	puder	ser	facilmente	moldada	pelos	dedos.
• Média:	se	puder	ser	moldada	pelos	dedos.
• Rija:	se	para	conseguir	moldar	for	necessário	grande	esforço.
• Dura:	se	não	for	possível	ser	moldada,	tendo	de	submetê-la	a	grande	
esforço, se desmanche ou perca a sua estrutura original.
A	consistência	da	argila	depende	diretamente	do	teor	de	umidade	que	
há	no	solo	da	região	que	está	sendo	analisada.
15
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
Acerca	da	formação	genética	ou	formação	geológica	(origem	de	seus	constituintes),	
no	momento	em	que	o	solo,	considerado	o	produto	do	processo	de	“decomposição”	
das	rochas,	permanece	no	exato	local	do	fenômeno	que	o	gerou	ocorre	o	chamamos	
de solo residual. 
No	momento	em	que	é	carregado	pela	água	de	enxurradas	ou	rios,	pelo	vento	ou	pela	
gravidade,	ou	seja,	a	partir	do	momento	em	que	ele	é	“transportado”,	o	chamamos	de	
solo sedimentar.
Há,	contudo,	outras	designações	para	tipos	de	solos	diferentes	destes,	quando	aparecem	
elementosde	decomposição	orgânica	que	se	misturam	ao	solo	transportado.	Existem	
também	os	solos	provenientes	de	uma	evolução	pedogênica,	como	os	solos	superficiais,	
que	 são	 capazes	 de	 suportar	 apenas	 as	 raízes	 das	 plantas,	 ou	 os	 solos	 “porosos”	
dos países tropicais. De modo geral, podemos estabelecer as seguintes formações 
(MARANGON,	2019):
• Solos in situ ou residual.
• Solos	sedimentares	(transportados):	coluviões	(gravidade);	tálus	(gravidade-água);	
aluviões	(água);	terraços	fluviais	(água);	sedimentos	marinhos;	e	eólicos	(vento).
• Outros	solos:	orgânicos;	turfas;	pedogênicos	(lateríticos).
Ao	 realizar	 o	 desenvolvimento	 de	 um	 projeto	 de	 fundações,	 é	 fundamental	 que	 o	
profissional	 identifique	claramente	com	qual	 tipo	de	formação	geológica-geotécnica	
FIGURA 6
Quadra de tênis 
revestida	de	saibro
FONTE
Pixabay
16
Introdução a Fundações Conceitos Sobre Solo e Fundação Capitulo	1
está	 trabalhando.	 Esse	entendimento	contribui	muito	para	o	desenvolvimento	de	um	
projeto	efetivamente	adequado	às	particularidades	geotécnicas	que	constituem	o	solo	
a	ser	utilizado.
Geralmente,	 o	 método	 mais	 utilizado	 para	 investigação	 geotécnica	 do	 subsolo	 em	
que	 serão	 realizadas	 as	 fundações	 de	 um	 edifício	 é	 o	 de	 sondagem	 à	 percussão	
com	 circulação	 de	 água,	 normalmente	 acompanhado	 pelo	 ensaio	 normalizado	 de	
penetração	(SPT)	ou	pela	sondagem	de	simples	reconhecimento	do	solo.	A	utilização	
desse	sistema	fornece	um	perfil	descritivo	das	camadas	do	solo	existentes	e	informações	
sobre	a	resistência	oferecida	por	elas	à	penetração	de	um	amostrador	normalizado.
Já	para	casas	ou	construções	que	aplicam	baixa	tensão	sobre	o	solo	(chamadas	de	
fundações	diretas	–	por	meio	de	sapatas),	geralmente	não	são	realizadas	as	sondagens	
à	percussão.	Nesse	caso,	convém	executar	uma	sondagem	de	reconhecimento	com	o	
auxílio	 de	 um	 trado,	 momento	 em	 que	 a	 experiência	 do	 engenheiro	 responsável	 (ou	
mesmo	do	construtor)	será	necessária	para	que	se	consiga	estabelecer	até	onde	deverá	
ir	a	escavação	para	ser	instalada	a	fundação	(direta,	no	caso).
Quando	 falamos	 em	 fundações,	 temos	 duas	 classificações	 essenciais	 relativas	 aos	
solos:	a	textura/granulometria	e	formação	genética/formação	geológica.	
Resumindo
E	 então?	 Gostou	 do	 que	 lhe	 mostramos?	 Aprendeu	 mesmo	 tudinho?	
Agora,	só	para	termos	certeza	de	que	você	realmente	entendeu	o	tema	
de	 estudo	 deste	 capítulo,	 vamos	 resumir	 tudo	 o	 que	 vimos.	 Em	 todo	
projeto	 de	 fundações	 são	 analisadas	 as	 variáveis	 que	 contemplam	
as cargas aplicadas pela obra e também a resposta do solo a essas 
forças.	Os	solos	são	muito	distintos	entre	si,	com	características	únicas,	e	
respondem	de	maneira	muito	variável.	Devido	a	isso,	toda	experiência	em	
construção	e,	principalmente,	de	fundação	vai	sempre	ser	relacionada	
ao tipo de solo existente.
17
@faculdadelibano_
2
Fundações 
Diretas Rasas
18
Introdução a Fundações Capitulo	2
Fundações Diretas Rasas
Generalidades de uma Fundação
Chamamos	de	 fundação	a	parte	da	estruturação	de	uma	obra	que	constitui	a	base	
da	construção.	Cabe	a	ela	transmitir	ao	terreno	subjacente	toda	a	carga	que	provém	
da	edificação.	Na	figura	a	seguir,	podemos	observar	os	elementos	que	constituem	uma	
edificação	e	a	localização	das	fundações	(MELLO,	2019).
Objetivos
Ao	término	deste	capítulo,	você	será	capaz	de	entender	as	definições	
de	 fundação	e	as	variáveis	a	 serem	utilizadas	para	determinar	o	 tipo	
de	 fundação	 correto	 para	 cada	 situação	 construtiva.	 Além	 disso,	
saberá	 quais	 são	 as	 classificações	 das	 fundações	 e	 suas	 principais	
características.	E	então?	Motivado	para	desenvolver	esta	competência?	
Então,	vamos	lá.	Avante!
FIGURA 7
Elementos	de	uma	edificação
FONTE
Mello	(2019).
19
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
As	 fundações	 são	 elementos	 estruturais	 que	 se	 destinam	 a	 transmitir	 ao	 terreno	 as	As	 fundações	 são	 elementos	 estruturais	 que	 se	 destinam	 a	 transmitir	 ao	 terreno	 as	
cargas	 provenientes	 da	 estrutura	 de	 uma	 edificação	 e	 devem	 possuir	 a	 resistência	cargas	 provenientes	 da	 estrutura	 de	 uma	 edificação	 e	 devem	 possuir	 a	 resistência	
adequada	para	suportar	as	tensões	causadas	pelos	esforços	solicitantes.	Seu	sistema	adequada	para	suportar	as	tensões	causadas	pelos	esforços	solicitantes.	Seu	sistema	
é	formado	pelo	elemento	estrutural	que	fica	abaixo	do	solo	(podendo	este	ser	formado	é	formado	pelo	elemento	estrutural	que	fica	abaixo	do	solo	(podendo	este	ser	formado	
por	blocos,	estacas	ou	tubulão)	e	o	maciço	de	solo,	que	o	envolve	sob	a	base	e	ao	longo	por	blocos,	estacas	ou	tubulão)	e	o	maciço	de	solo,	que	o	envolve	sob	a	base	e	ao	longo	
do	fuste	(BARROS,	2011).do	fuste	(BARROS,	2011).
Com	base	nessas	informações,	aliadas	às	características	do	solo	em	que	será	localizada,	Com	base	nessas	informações,	aliadas	às	características	do	solo	em	que	será	localizada,	
caberá	ao	projetista	de	fundação	calcular	os	deslocamentos	que	poderão	acontecer,	caberá	ao	projetista	de	fundação	calcular	os	deslocamentos	que	poderão	acontecer,	
e	fazer	a	comparação	com	os	recalques	que	serão	admissíveis,	isto	é,	primeiramente	o	e	fazer	a	comparação	com	os	recalques	que	serão	admissíveis,	isto	é,	primeiramente	o	
projeto	estrutural	é	elaborado	e	posterior	a	ele,	há	a	elaboração	do	projeto	de	fundações	projeto	estrutural	é	elaborado	e	posterior	a	ele,	há	a	elaboração	do	projeto	de	fundações	
(BARROS,	2011).(BARROS,	2011).
Você Sabia?
As	 fundações	 têm	como	função	principal	suportar	com	segurança	as	
cargas	provenientes	do	edifício.	Assim	sendo,	o	projetista	estrutural	deve	
repassar	ao	projetista	de	fundação	as	cargas	que	serão	transmitidas	ao	
longo	do	sistema	estrutural	até	os	elementos	de	fundação.
FIGURA 8
Construção	de	
uma	fundação
FONTE
Pixabay
20
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
Quando	 temos	 o	 projeto	 estrutural	 elaborado	 em	 separado	 do	 projeto	 de	 fundação,	
deve	 ser	 considerado,	 durante	 o	 dimensionamento	 das	 estruturas,	 que	 a	 fundação	
tenha	um	comportamento	 rígido,	ou	seja,	 reduzindo	ao	máximo	as	possibilidades	de	
deslocamento	ou	mesmo	de	existência	de	possíveis	recalques.	
	 	 Contudo,	 ao	 realizarmos	 a	 junção	 dos	 projetos,	 os	 apoios	 são	 deslocáveis	 e	 esse	
fator	tem	grande	contribuição	para	uma	redistribuição	de	esforços	nos	elementos	da	
estrutura.
Essa	redistribuição	dos	esforços	nos	elementos	estruturais,	especialmente	nos	pilares,	
consegue	 promover	 melhor	 equilíbrio	 na	 transferência	 das	 cargas	 dos	 pilares	 que	
são	 mais	 carregados	 para	 os	 pilares	 menos	 carregados.	 De	 forma	 geral,	 os	 pilares	
localizados	nas	 regiões	centrais	estão	sob	maior	carga	do	que	os	pilares	 localizados	
nas extremidades. 
Quando	se	consegue	considerar	a	interação	solo-estrutura	ao	dimensionar	a	fundação,	
há	 uma	 redistribuição	 das	 tensões	 e	 os	 pilares	 que	 estão	 mais	 próximos	 do	 centro	
passam	a	ter	carga	menor	do	que	a	calculada	anteriormente	(BARROS,	2011).
Assim	sendo,	por	meio	dessa	projeção,	torna-se	possível	estimar	os	efeitos	da	redistribuição	
dos esforços na estrutura do edifício, além de se conseguir mensurar a intensidade e a 
forma	dos	recalques	diferenciais	que	possam	vir	a	existir.	Como	consequência	disso	é	
possível	obter	otimização	do	projeto	e	economia	que	pode	chegar	a	até	50%	nos	custos	
de	uma	fundação.
A	união	entre	o	projeto	estrutural	e	o	projeto	de	fundações	em	um	único	grande	projeto	
é	 essencial	 para	 a	 correta	 estruturação	 de	 uma	 edificação,	 visto	 que	 os	 dois	 estão	
totalmente	interligados	e	quaisquer	alterações	em	um	dos	projetos	provocarão	reações	
imediatas	no	outro	(BARROS,	2011).
21
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
Para	a	escolha	do	tipo	de	fundação	ideal	para	cada	projeto,	diversas	são	as	variáveis	a	
serem	consideradas.	Em	uma	primeira	etapa,	devem	ser	levados	em	conta	os	critérios	
técnicosque	condicionam	essa	escolha.	
Entre	os	principais	pontos,	merecem	destaque:
• Topografia	da	área:	refere-se	à	descrição	detalhada	e	precisa	do	lugar	que	se	situa	o	
terreno,	descrevendo	uma	representação	gráfica	de	suas	particularidades.	Com	isso,	
identificam-se	as	seguintes	variáveis:
• Dados	sobre	taludes	e	encostas	no	terreno,	ou	que	possam	atingir	o	terreno.
• Necessidade	de	realizar	cortes	e	aterros.
• Informações sobre erosões e ocorrência de solos moles na superfície.
• Presença	de	obstáculos,	como	aterros	com	lixo	ou	matacões.
• Características	 do	 maciço	 do	 terreno:	 o	 maciço	 do	 terreno	 consiste	 no	 tipo	 de	
unidades	geológicas	que	compõem	a	superfície	do	solo	do	 local,	os	quais	podem	
ser	 formados	 por	 conjuntos	 de	 rochas	 variadas.	 Podemos	 destacar	 as	 seguintes	
variáveis:
• Viabilidade das camadas e profundidade de cada uma delas.
• Existência	de	camadas	resistentes	ou	adensáveis.
• Compreensibilidade e resistência do solo.
• Posição	do	nível	da	água.
• Informações da estrutura
• Arquitetura.
Saiba Mais
Existe	 uma	 normativa	 que	 vai	 nortear	 os	 processos	 de	 execução	 de	
fundações:	a	NBR	6122/1996	–	Projeto	e	execução	de	 fundações	(ABNT,	
1996).	 Essa	 norma	 fixa	 as	 condições	 básicas	 a	 serem	 observadas	 no	
projeto	 e	 na	 execução	 de	 fundações	 de	 edifícios,	 pontes	 e	 demais	
estruturas.	Todo	projeto	e	execução	de	fundações	deve	ser	norteado	por	
essas	regras	e	buscar	sempre	estar	de	acordo	com	as	especificações	e	
delimitações	presentes	nessa	normativa.
22
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
• Tipo e uso da estrutura.
Após	essa	primeira	análise,	considerando	os	fatores	mencionados,	há	um	direcionamento	
mais	 preciso	 no	 que	 se	 diz	 respeito	 à	 escolha	 do	 tipo	 de	 fundação	 necessária	 e,	
consequentemente,	 à	 eliminação	 de	 algumas	 opções	 mediante	 os	 diagnósticos	
realizados.	
A	partir	desse	ponto,	consideram-se	ainda	outros	fatores	para	uma	espécie	de	segunda	
etapa	na	escolha	de	fundação,	que	leva	em	consideração	os	seguintes	tópicos	(BARROS,	
2011).
Deve	ser	observado	que,	para	a	escolha	correta	do	tipo	de	fundação,	é	imprescindível	
que	o	responsável	tenha	conhecimento	de	todos	os	tipos	de	fundação	disponíveis	no	
mercado e suas características. 
Só	assim,	de	posse	desse	conhecimento,	será	possível	escolher	a	solução	que	atenda	
às	características	técnicas	da	obra	e,	ao	mesmo	tempo,	seja	adequada	à	realidade	da	
obra em si.
Importante
Dados	sobre	construções	vizinhas
• Tipo	de	estrutura	e	de	fundações	das	construções	vizinhas.
• Existência de subsolos.
• Possíveis	consequências	de	escavações	e	vibrações	
Provocadas	pela	futura	obra.
• Danos	já	existentes.	Aspectos	econômicos
• Além	dos	custos	para	a	execução	da	obra.
• Prazos	para	conclusão.
23
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
Classificação dos Tipos de Fundação
 
As	fundações	são	o	contato	direto	de	toda	a	estrutura	da	obra	com	o	solo.	Esse	sistema	
deve	proporcionar	equilíbrio,	confiança,	estabilidade	dos	elementos	e,	principalmente,	
sustentar	os	demais	elementos	estruturais	da	edificação.	
Por	intermédio	da	fundação,	todas	as	ações	gravitacionais	existentes	na	estrutura	como	
um	todo	serão	encaminhadas	ao	solo.	Devido	à	 tamanha	 importância,	a	escolha	do	
tipo	de	fundação	que	será	indicada	para	determinado	projeto	impactará	diretamente	
os	resultados	finais	de	uma	obra.
As	fundações	diretas	ou	rasas	são	aquelas	em	que	a	carga	da	estrutura	é	transmitida	
diretamente	ao	solo	pela	fundação.	
São	 executadas	 em	 valas	 rasas,	 com	 profundidade	 máxima	 de	 3,0	 metros,	 e	
caracterizadas	por	blocos,	alicerces,	sapatas	e	radiers.
Você Sabia?
Os	 elementos	 que	 compõem	 uma	 fundação	 vão	 determinar	 sua	
indicação	 de	 uso	 e	 o	 sucesso/fracasso	 de	 sua	 implantação.	 De	
maneira	 geral,	 as	 fundações	 podem	 ser	 classificadas	 conforme	 suas	
características	 construtivas,	 podendo	 ser	 fundações	 diretas/rasas	 e	
fundações	indiretas/profundas.
24
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
Existem	muitas	opções	de	construções	de	fundações	diretas	rasas;	a	escolha	dependerá	
diretamente	 do	 que	 é	 solicitado	 no	 projeto	 estrutural	 e	 ainda	 de	 algumas	 variáveis	
relativas	 ao	 tempo	 de	 execução,	 materiais	 e	 mão	 de	 obra	 específicos	 e,	 o	 principal,	
cumprir	as	necessidades	da	edificação	de	forma	eficaz.	
Apenas	 para	 visualização,	 a	 figura	 subsequente	 mostra	 as	 opções	 construtivas	 em	
fundações diretas ou rasas.
FIGURA 10
Fundações 
diretas ou rasas
FONTE
Barros	(2011).
FIGURA 9
Fundações rasas alicerces 
(baldrame)	e	sapatas	corridas
FONTE
Mello	(2019).
25
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
As	fundações	indiretas	ou	profundas	são	aquelas	que	transferem	a	carga	por	efeito	de	
atrito lateral do elemento com o solo e por meio de um fuste. 
Essas	 estruturas	 de	 transmissão	 podem	 ser	 estacas	 ou	 tubulões.	 São	 aquelas	 cujas	
bases	estão	implantadas	a	mais	de	3	metros	de	profundidade.
As	estacas	são	instaladas	mais	profundamente	que	as	sapatas.	 Isso	possibilita	que	o	
sistema	de	suporte	consista	em	transmitir	grandes	forças	ao	solo	por	meio	da	dissipação	
da	energia	proveniente	de	toda	a	estrutura	em	contato	com	o	fuste	das	estacas.	
Essas	 estruturas	 de	 transmissão	 podem	 ser	 estacas	 ou	 tubulões.	 Na	 figura	 a	 seguir,	
podemos	 observar	 os	 elementos	 que	 compõem	 as	 fundações	 indiretas	 e	 suas	
características	(MELLO,	2019).
FIGURA 11
Formato das estacas
FONTE
Mello	(2019).
26
Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
FIGURA 12
Fundações indiretas ou profundas
FONTE
Barros	(2011).
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Introdução a Fundações Fundações Diretas Rasas Capitulo	2
As	fundações	têm	como	função	principal	suportar	com	segurança	as	cargas	provenientes	
do	edifício.	Assim	sendo,	o	projetista	estrutural	deve	repassar	ao	projetista	de	fundação	
as	cargas	que	serão	transmitidas	ao	longo	do	sistema	estrutural	até	os	elementos	de	
fundação.
Com	base	nessas	informações,	aliadas	às	características	do	solo	em	que	será	localizada,	
caberá	ao	projetista	de	fundação	calcular	os	deslocamentos	que	poderão	acontecer,	
e	fazer	a	comparação	com	os	recalques	que	serão	admissíveis,	isto	é,	primeiramente	o	
projeto	estrutural	é	elaborado	e	posterior	a	ele,	há	a	elaboração	do	projeto	de	fundações.
Para	a	escolha	do	tipo	de	fundação	ideal	para	cada	projeto,	diversas	são	as	variáveis	a	
serem	consideradas.	Em	uma	primeira	etapa,	devem	ser	levados	em	conta	os	critérios	
técnicos	que	condicionam	essa	escolha.	Entre	os	principais	pontos,	merecem	destaque:	
topografia	 da	 área,	 características	 do	 maciço	 do	 terreno,	 informações	 da	 Estrutura,	
dados	sobre	construções	vizinhas	e	aspectos	econômicos.
Os	elementos	que	compõem	uma	fundação	vão	ser	determinantes	para	sua	indicação	
de	uso	e	o	sucesso/fracasso	de	sua	implantação.	De	maneira	geral,	as	fundações	podem	
ser	 classificadas	 conforme	 suas	 características	 construtivas,	 sendo	 elas	 fundações	
diretas ou rasas e fundações indiretas ou profundas.
Resumindo
E	 então?	 Gostou	 do	 que	 lhe	 mostramos?	 Aprendeu	 mesmo	 tudinho?	
Agora,	só	para	termos	certeza	de	que	você	realmente	entendeu	o	tema	
de	estudo	deste	capítulo,	vamos	resumir	tudo	o	que	vimos.
28
@faculdadelibano_
3
Fundações 
Diretas 
Profundas
29
Introdução a Fundações Capitulo	3
Fundações Diretas Profundas
Fundações Diretas
As	fundações	diretas,	também	conhecidas	como	rasas,	são	aquelas	em	que	a	carga	
da	estrutura	consegue	ser	transmitida	diretamente	ao	solo	por	meio	da	fundação.	São	
executadas	em	valas	rasas,	como	o	próprio	nome	sugere,	com	profundidade	máxima	
de	3,0	metros,	e	caracterizadas	pela	utilização	de	blocos,	alicerces,	sapatas	e	radiers.	
No	local	em	que	sua	base	estiver	implantada	(local	onde	a	camada	resistente	à	carga	
da	edificação	estiver	inserida),	a	fundação	não	vai	exceder	a	duas	vezes	a	sua	menor	
dimensão	nem	vai	se	encontrar	a	menos	de	3	metros	deprofundidade	(BARROS,	2011).
Objetivos
Ao	término	deste	capítulo,	você	será	capaz	de	entender	as	características	
das	fundações	diretas	rasas	sabendo	quando	utilizar	esse	método	e	quais	
as	variáveis	necessárias	para	sua	aplicação	na	construção	de	uma	obra.	
Esse	conhecimento	é	fundamental	para	o	funcionamento	adequado	da	
fundação	no	que	diz	respeito	à	estabilidade	global	da	obra,	bem	como	
para	proporcionar	a	sustentação	adequada	a	construções	de	pequeno	
porte.	 E	 então?	 Motivado	 para	 desenvolver	 esta	 competência?	 Então,	
vamos	lá.	Avante!	.
Importante
Além	de	serem	estruturadas	e	executadas	em	valas	rasas,	também	são	
consideradas	 fundações	 diretas	 aquelas	 que	 repousam	 diretamente	
sobre	 o	 solo	 firme	 e	 aflorado,	 como:	 sobre	 rochas,	 moledos	 (que	 são	
rochas	 em	 decomposição),	 arenitos,	 piçarras	 compactas	 etc.	 (MELLO,	
2019).
30
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
O	que	de	fato	vai	caracterizar	uma	fundação	rasa	ou	direta	é	a	distribuição	de	carga	
do	pilar	para	o	solo,	que	vai	ocorrer	apenas	pela	base	do	elemento	da	fundação.	Assim	
sendo,	a	carga,	que	é	aproximadamente	pontual	e	ocorre	no	pilar,	é	transformada	em	
uma	carga	distribuída	em	um	valor	que	o	solo	consegue	ser	capaz	de	suportar.	
Outra	variável	 importante	que	caracteriza	esse	tipo	de	fundação	é	a	necessidade	da	
realizar	uma	abertura	da	cava	de	fundação,	para	que	seja	construído	o	elemento	de	
fundação	no	fundo	da	cava	(BARROS,	2011).
No	sistema	de	fundações	diretas,	elas	são	alocadas	logo	abaixo	da	estrutura	onde	as	
camadas	do	subsolo	possam	sustentar	as	cargas	sem	que	acarretem	deformações	ou	
quaisquer	instabilidades.	Esse	tipo	de	fundação	é	indicado,	na	maioria	dos	casos,	para	
obras	de	pequeno	porte	e	quando	se	tem	uma	densidade	de	solo	adequada,	ou	seja,	
quando	há	estabilidade	no	solo	onde	será	implantada,	a	fim	de	evitar	possíveis	danos	
ou	recalques	quando	esta	vir	a	ser	usada	plenamente.
FIGURA 13
Fundação	direta	rasa
FONTE
Barros	(2011).
31
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
Geralmente,	esse	tipo	de	fundação	é	utilizado	para	obras	de	pequeno	a	médio	porte.	
Contudo,	existe	uma	série	de	elementos	que	podem	ser	adotados	e	cada	um	deles	vai	
depender	da	solicitação	do	projeto,	da	estrutura	a	ser	sustentada	e	das	características	
necessárias	para	cada	situação.	
Podemos	 observar	 na	 figura	 a	 seguir	 alguns	 dos	 elementos	 estruturais	 usados	 para	
construção	das	fundações	diretas.
Blocos
 
Os	 blocos	 são	 elementos	 de	 fundação	 confeccionados	 de	 concreto	 simples,	
dimensionados	de	modo	que	consigam	 resistir	às	 tensões	de	 tração	que	nele	 serão	
produzidas,	sem	que	haja	a	necessidade	de	armadura	(ferragens).	
Você Sabia?
As	 fundações	 diretas	 rasas	 são	 dimensionadas	 de	 maneira	 precisa	
para	que	consigam	realizar	a	função	de	distribuir	o	peso	da	construção	
diretamente	no	solo.	Para	que	esse	sistema	funcione	de	modo	adequado,	
a	pressão	exercida	sobre	o	solo	deve	ser	compatível	com	sua	resistência.
FIGURA 14
Elementos das 
fundações diretas 
ou rasas
FONTE
Barros	(2011).
32
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
Os blocos podem assumir a forma de bloco escalonado, pedestal ou de um tronco 
de	cone	e	as	alturas	devem	ser	 relativamente	grandes	e	 resistirem	principalmente	à	
compressão	(BARROS,	2011).
 
Nesse	tipo	de	fundação,	é	suportada	apenas	a	carga	de	um	pilar	por	bloco,	podendo	ser	
este	composto	de	concreto	simples	ou	ciclópico,	com	grande	altura	em	relação	à	base,	
como	podemos	observar	nas	figuras	a	seguir	(MELLO,	2019).
FIGURA 15 
Forma	de	construção	dos	blocos
FONTE
Mello	(2019).
33
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
A	principal	característica	da	fundação	em	blocos	é	que	a	distribuição	de	carga	para	o	
terreno	consegue	ser	pontual,	isto	é,	onde	existir	um	pilar	existirá	também	um	bloco	de	
fundação	abaixo	dele,	no	solo,	para	efetuar	a	distribuição	da	carga.	
Sobre	a	sua	composição,	os	blocos	podem	ser	feitos	com	pedra,	tijolos	maciços,	concreto	
simples	ou	mesmo	com	concreto	armado.	Entretanto,	quando	um	bloco	é	construído	
por	concreto	armado,	recebe	o	nome	de	sapata	de	fundação	(BARROS,	2011).
Sapatas
Sapatas	 são	 elementos	 da	 fundação	 fabricados	 em	 concreto	 armado,	 possuindo	
menor	altura	que	os	blocos.	No	entanto,	utilizam-se	da	armadura	para	conseguir	resistir	
aos	esforços	de	tração.	Podem	ser	isoladas	ou	corridas,	e	são	elementos	de	apoio	que	
devem	resistir	principalmente	por	flexão.
FIGURA 16
Forma	de	construção	dos	blocos
FONTE
Barros	(2011).
34
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
Quanto	ao	seu	formato,	as	sapatas	isoladas	geralmente	possuem	uma	base	quadrada,	
retangular, circular ou poligonal.
Importante
Nas	 sapatas	 isoladas,	 como	 o	 próprio	 nome	 já	 diz,	 não	 há	 relação	
umas	com	as	outras,	ou	 seja,	 cada	sapata	 irá	 transmitir	as	ações	de	
um	único	pilar	centrado,	com	seção	não	alongada.	É	o	tipo	de	sapata	
mais	 frequentemente	 utilizada	 nas	 construções	 e	 pode	 apresentar	
bases	quadradas,	retangulares	ou	circulares,	com	a	altura	constante	ou	
variando	linearmente	entre	as	faces	do	pilar	e	a	extremidade	da	base	
(MELLO,	2019).
FIGURA 17
Estrutura apoiada 
sobre sapata isolada
FONTE
Mello	(2019).
35
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
As	sapatas	corridas	são	elementos	contínuos	que	vão	acompanhar	a	linha	das	paredes	
e	assim	transmitir	as	cargas	por	metro	linear.	Geralmente	são	para	construções	menores	
e	localizadas	abaixo	e	ao	longo	das	paredes	com	função	estrutural	(BARROS,	2011).
FIGURA 18
Formato sapata isolada
FONTE
Mello	(2019).
FIGURA 19
Sapata corrida
FONTE
Barros	(2011).
36
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
Em	caso	de	desnível	do	terreno,	as	sapatas	não	poderão	seguir	essa	mesma	inclinação,	
ou	seja,	deverão	ser	escalonadas	em	degraus,	buscando	sempre	manter	toda	a	estrutura	
em	nível.	Desse	modo,	as	cargas	serão	transmitidas	sempre	para	o	plano	horizontal	e	
não	haverá	nenhuma	estrutura	sofrendo	deformações	desnecessárias.
Podemos	concluir,	portanto,	que	as	sapatas	são	elementos	que	compõem	as	fundações	
diretas	e	possuem	o	formato	aproximado	de	uma	placa	sobre	a	qual	são	apoiadas	as	
colunas, os pilares ou até mesmo as paredes. 
São	 fundações	 semiflexíveis	 (trabalham	 a	 flexão)	 e	 devem	 ser	 dimensionadas	
estruturalmente	de	acordo	com	o	projeto	a	ser	seguido	(alturas,	inclinações,	armaduras	
necessárias)	(BARROS,	2011).
 
Viga de Fundação (Baldrame)
A	 viga	 baldrame	 é	 um	 elemento	 de	 fundação	 que	 pode	 ser	 considerado	 a	 própria	
fundação.	No	caso	de	terrenos	firmes	e	suporte	de	cargas	pequenas,	utiliza-se	esse	tipo	
de	fundação	rasa,	já	que	é	econômica	e	de	simples	execução.	
A	viga	baldrame	é	calculada	como	uma	viga	sobre	a	base	elástica	e	é	construída	em	
uma	cava	de	pouca	profundidade.	É	destinada	a	suportar	a	carga	de	todas	as	paredes	
da	construção	e	transferi-la	para	o	solo	(BARROS,	2011).
FIGURA 20
Vigas baldrame 
(fundação)
FONTE
Barros	(2011).
37
Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
Um	ponto	relevante	a	ser	considerado	nesse	tipo	de	fundação	é	a	escolha	correta	do	
sistema	de	impermeabilização	a	ser	usado	para	que	as	vigas	baldrames	das	edificações	
não	infiltrem	umidade	às	paredes.	Dessa	forma,	evitam-se	situações	 indesejáveis	em	
sua	utilização,	como	a	patologia	comumente	denominada	de	“mofo	de	rodapé”.
Isso	acontece	devido	ao	efeito	da	umidade	que	está	presente	no	solo	e	que,	por	meio	da	
ascensão	capilar	dos	materiais,	com	o	tempo	começa	a	se	manifestar	nas	superfícies	
das	alvenarias,	causando	problemas	como	desconforto	visual,	danos	à	saúde	e,	ainda,	
desvalorização	do	patrimônio,	entre	outros.
Esse	isolamento	das	vigas	para	proteção	contra	a	umidade	pode	ser	feito	com	o	uso	
de	diversos	tipos	de	impermeabilizantes	que	tenham	bases	betuminosas,	utilização	de	
mantas	impermeáveis	ou	até	mesmode	cimentos	aditivados.
 
Radier
 
O	 elemento	 de	 fundação	 chamado	 radier	 (também	 conhecido	 como	 sapatas	
associadas)	é	formado	por	uma	única	sapata	que	abrange	todas	as	paredes	ou	todos	
os	pilares	de	uma	edificação	e	transmite	as	cargas	gravitacionais	ao	solo.	Os	radiers	são	
elementos	contínuos	que	podem	ser	feitos	em	concreto	armado,	concreto	protendido	
ou	em	concreto	reforçado	com	fibras	de	aço	(BARROS,	2011).
Você Sabia?
Grosso	 modo,	 o	 radier	 comporta-se	 como	 uma	 espécie	 de	 laje	 que	
recebe	 cargas	 de	 todos	 os	 pilares.	 Por	 consumir	 grande	 volume	 de	
concreto, seu uso é indicado em obras com grandes concentrações de 
cargas. Esse sistema consegue resistir aos esforços diferenciados de 
cada	pilar,	além	de	suportar	eventuais	pressões	vindas	do	lençol	freático.
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Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
O	 radier	 é	 capaz	 de	 reunir	 em	 um	 elemento	 toda	 a	 transmissão	 de	 cargas	 de	 um	
conjunto	de	pilares,	devido	à	utilização	dessa	espécie	de	placa	contínua	em	toda	a	área	
de	construção.	Sua	 indicação	de	uso	é	para	solos	fracos	cuja	espessura	da	camada	
seja	profunda.	Existem	dois	sistemas	de	aplicação,	são	eles:	sistema	constituído	por	laje	
de	concreto	 (sistema	flexível)	e	 sistema	de	 laje	e	 vigas	de	concreto	 (sistema	 rígido),	
conforme	ilustra	a	figura	a	seguir	(MELLO,	2019).
FIGURA 21
Execução	de	
fundação	radier
FONTE
Barros	(2011).
FIGURA 22
Tipos de radier
FONTE
Mello	(2019).
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Introdução a Fundações Fundações Diretas Profundas Capitulo	3
As	fundações	diretas,	também	conhecidas	como	rasas,	são	aquelas	em	que	a	carga	
da	estrutura	consegue	ser	transmitida	diretamente	ao	solo	por	meio	da	fundação.	São	
executadas	em	valas	rasas,	como	o	próprio	nome	sugere,	com	profundidade	máxima	
de	3,0	metros,	e	caracterizadas	pela	utilização	de	blocos,	alicerces,	sapatas	e	radiers.
Geralmente,	esse	tipo	de	fundação	é	utilizado	para	obras	de	pequeno	a	médio	porte.	
Contudo,	existe	uma	série	de	elementos	que	podem	ser	adotados	e	cada	um	deles	vai	
depender	da	solicitação	do	projeto,	da	estrutura	a	ser	sustentada	e	das	características	
necessárias	para	cada	situação,	elencados	a	 seguir.	 Blocos:	 elementos	de	 fundação	
confeccionados	de	concreto	simples,	dimensionados	de	modo	que	consigam	resistir	às	
tensões	de	tração	que	nele	serão	produzidas,	sem	que	haja	a	necessidade	de	armadura	
(ferragens).	Sapatas:	elementos	da	fundação	fabricados	em	concreto	armado,	possuindo	
menor	altura	que	os	blocos.
No	entanto,	utilizam-se	da	armadura	para	conseguir	resistir	aos	esforços	de	tração.	Podem	
ser	 isoladas	ou	corridas,	e	são	elementos	de	apoio	que	devem	resistir	principalmente	
por	flexão.	Viga	baldrame:	elemento	de	fundação	que	pode	ser	considerado	a	própria	
fundação.	No	caso	de	terrenos	firmes	e	suporte	de	cargas	pequenas,	utiliza-se	esse	tipo	
de	fundação	rasa,	já	que	é	econômica	e	de	simples	execução.	
A	viga	baldrame	é	calculada	como	uma	viga	sobre	a	base	elástica	e	é	construída	em	
uma	cava	de	pouca	profundidade.	Radier:	formado	por	uma	única	sapata	abrange	todas	
as	paredes	ou	todos	os	pilares	de	uma	edificação	e	transmite	as	cargas	gravitacionais	
ao	 solo.	 Os	 radiers	 são	 elementos	 contínuos	 podem	 ser	 feitos	 em	 concreto	 armado,	
concreto	protendido	ou	em	concreto	reforçado	com	fibras	de	aço.
Resumindo
E	 então?	 Gostou	 do	 que	 lhe	 mostramos?	 Aprendeu	 mesmo	 tudinho?	
Agora,	só	para	termos	certeza	de	que	você	realmente	entendeu	o	tema	
de	estudo	deste	capítulo,	vamos	resumir	tudo	o	que	vimos.
40
@faculdadelibano_
4
Fundações 
Indiretas
41
Introdução a Fundações Capitulo	4
Fundações Indiretas
Fundação Indireta
 
Uma	 fundação	 profunda	 tem	 como	 principal	 característica	 o	 grande	 comprimento	
em	 relação	 à	 sua	 base.	 Assim,	 quando	 avaliada	 pela	 superfície,	 apresenta	 pouca	
capacidade	de	suporte	pela	base,	mas	possui	grande	capacidade	de	carga	devido	ao	
atrito	lateral	do	corpo	do	elemento	de	fundação	com	o	solo.
Objetivos
Ao	término	deste	capítulo,	você	será	capaz	de	entender	as	características	
das	 fundações	 indiretas	 profundas,	 conseguirá	 saber	 quando	 utilizar	
esse	 método	 e	 quais	 as	 variáveis	 necessárias	 para	 sua	 aplicação	 na	
construção	 de	 uma	 obra.	 Esse	 conhecimento	 é	 fundamental	 para	 o	
funcionamento	adequado	da	fundação	no	que	diz	respeito	à	estabilidade	
global	da	obra,	bem	como	para	proporcionar	a	sustentação	adequada	
para	a	construção	de	grande	porte.	E	então?	Motivado	para	desenvolver	
esta	competência?	Então,	vamos	lá.	Avante!	.
Importante
A	fundação	profunda	dispensa	abertura	da	cava	de	fundação	para	sua	
adaptação.	Desse	modo,	a	instalação	das	estacas	pode	ser	escavada	
ou,	na	maioria	das	vezes,	 realizada	mediante	o	elemento	cravado	por	
meio	 de	 um	 equipamento	 chamado	 bate-estaca.	 Esse	 equipamento	
consegue	 ir	 “martelando”	 as	 estacas	 no	 solo,	 a	 fim	 de	 garantir	 que	 o	
elemento	fique	seguro	ao	solo	com	mínima	ou	nenhuma	folga	entre	sua	
estrutura	e	o	terreno	(BARROS,	2011).
42
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Podemos	considerar	que	esse	tipo	de	fundação	possui	uma	espécie	de	resistência	que	
é composta de duas parcelas. A primeira é com base na superfície de sua extremidade 
inferior,	que	fará	a	distribuição	do	peso	atuante	para	o	solo	(ponta).	
A	partir	daí,	temos	a	segunda	parcela	de	força,	que	é	gerada	pela	força	de	atrito	entre	
a	superfície	lateral	da	estaca	e	o	solo	(BARROS,	2011).
Estacas
As	estacas	são	descritas	como	peças	alongadas,	cilíndricas	ou	prismáticas,	que	podem	
ser	 cravadas	 ou	 confeccionadas	 no	 próprio	 solo,	 sendo	 indicadas	 para	 transmissão	
de	carga	para	as	camadas	mais	profundas,	contenção	de	empuxos	laterais	(estacas-
pranchas)	e	compactação	de	terrenos.	
Elas	podem	ser	classificadas	como	(BARROS,	2011):
• Pré-moldadas:	quando	são	encomendadas	e	vêm	prontas	para	o	canteiro	de	obras;	
possuem	padrão	simétrico	e	tamanho	padrão	conforme	encomenda.
FIGURA 23
Modelo	de	forças	
atuantes em uma 
estaca
FONTE
Barros	(2011).
43
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Tanto	as	estacas	pré-moldadas	quanto	as	moldadas	in	loco	podem	ser	divididas	entre	
estacas	de	atrito	ou	estacas	de	suporte.	Estacas	“de	atrito”	é	a	definição	referente	a	todas	
aquelas	estacas	que	não	chegam	a	penetrar	ou	mesmo	encostar	em	uma	camada	
mais	dura	e	profunda	do	solo,	apoiando-se	apenas	no	atrito	que	o	solo	tem	com	elas.	
Já	as	estacas	conhecidas	como	“de	suporte”	encostam	ou	penetram	em	uma	camada	
mais resistente do solo e assim conseguem transferir para ele grande parte da carga 
que	recebe	(BARROS,	2011).
Importante
As	estacas	recebem	esforços	axiais	de	compressão.	Esses	esforços	são	
resistidos	por	meio	da	reação	exercida	pelo	próprio	solo	sobre	sua	ponta	
e pelo atrito existente entre as paredes laterais da estaca e o terreno 
que	está	inserida.	Nas	estacas	do	tipo	prancha,	além	dos	esforços	axiais,	
temos	também	o	empuxo	lateral	(esforços	horizontais)	(BARROS,	2011).
• Moldadas	in	loco:	quando	são	fabricadas	no	próprio	canteiro	de	obras,	onde	primeiro	
faz-se	 a	 escavação	 até	 o	 tamanho	 necessário	 e,	 em	 sequência,	 o	 concreto	 é	
despejado nesse local.
44
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Podemos	 notar	 na	 figura	 apresentada	 que,	 independentemente	 do	 tipo	 de	 estaca,	
de	seu	material	ou	do	modo	que	foi	instalada,	as	estacas	de	atrito	têm	por	finalidade	
conseguir	manter	a	estabilidade	e	dissipação	de	forças	por	meio	de	seu	atrito	horizontal	
com o solo. 
Com	 isso,	 conseguem	 sustentar	 a	 fundação	 da	 edificação	 de	 forma	 eficiente,	 sem	
precisar atingir camadas mais resistentes do solo.
FIGURA 24
Estacas de atrito
FONTE
Barros	(2011).
45
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Diferentemente	 do	 que	 se	 observa	 na	 figura	 precedente,	 as	 estacas	 que	 funcionam	
com	 sistema	 de	 suporte	 devem	 atingir	 camadas	 mais	 profundas	 do	 solo,	 a	 fim	 de	
conseguirem obter maisestabilidade e segurança. Esse sistema é mais usado em obras 
de	 porte	 grande	 cujo	 sistema	 de	 fundação	 necessita	 de	 maior	 resistência	 de	 seus	
componentes.
FIGURA 25
Estacas de suporte
FONTE
Barros	(2011).
46
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Estacas Pré-Moldadas
São	peças	estruturais	do	tipo	barra	que,	por	intermédio	de	um	sistema	de	percussão,	
são	cravadas	ao	solo	até	que	se	atinja	o	ponto	de	“nega”	da	peça,	ou	seja,	a	peça	é	
cravada	até	o	momento	que	não	apresente	mais	penetração	no	solo	ou	haja	penetração	
irrelevante.	
Esses	elementos	podem	ser	de	madeira,	aço	ou	mesmo	concreto,	sendo	que	este	último	
é	geralmente	o	mais	utilizado	(BARROS,	2011).
 
Segundo	Barros	(2011),	quanto	ao	sistema	utilizado	para	a	“cravação”	das	estacas	ao	
solo,	os	métodos	utilizados	são:
• Percussão:	um	dos	métodos	de	cravação	mais	utilizados,	consistindo	na	adoção	de	
pilões	de	queda	livre	ou	automáticos	para	“martelar”	as	estacas	e,	assim,	inseri-la	no	
terreno.	Contudo,	um	dos	principais	inconvenientes	desse	sistema	é	o	grande	barulho	
produzido.
• Prensagem:	esse	método	é	usado	em	obras	em	que	haja	a	necessidade	de	redução	
de	barulhos	e	vibrações.	Para	prensagem,	são	utilizados	macacos	hidráulicos	que	
reagem contra uma plataforma com sobrecarga ou mesmo contra a própria 
estrutura.
• Vibração:	nesse	método,	emprega-se	um	martelo	com	garras	(para	fixar	a	estaca),	
com	massas	excêntricas	que	giram	em	alta	rotação.	Por	meio	desse	sistema,	é	gerada	
uma	vibração	de	alta	frequência	na	estaca.	Esse	método	pode	ser	empregado	tanto	
para	cravação	quanto	para	remoção	de	estacas,	contudo,	possui	o	 inconveniente	
FIGURA 26
Funcionamento 
bate-estaca
FONTE
Barros	(2011).
47
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
de	transmitir	vibrações	para	todos	os	arredores	da	obra.	Podem	ser	fabricadas	em	
diversos	materiais,	mas,	de	modo	geral,	as	estacas	de	concreto	e	metálicas	são	as	
mais usadas.
Existem	inúmeros	tipos	de	estacas	pré-moldadas,	ressaltaremos	aqui	as	mais	utilizadas.
• Estacas	 de	 concreto:	 comercializadas	 com	 diferentes	 formatos	 geométricos,	 sua	
capacidade	de	carga	é	bem	abrangente	e	podem	ser	encontradas	nos	tipos:	simples,	
armadas,	protendidas,	produzidas	por	vibração	ou	centrifugação.
Têm	como	vantagem	principal	(em	relação	às	estacas	concretadas	 in	 loco)	o	maior	
controle	 de	 qualidade	 tanto	 na	 concretagem	 quanto	 para	 realização	 da	 cravação.	
Essas	estacas	ainda	podem	atravessar	correntes	de	águas	subterrâneas,	algo	que	com	
as	estacas	moldadas	no	local	seria	de	difícil	execução.
A	 seção	 transversal	 dessas	 estacas	 é	 quadrada,	 hexagonal,	 octogonal	 ou	 circular,	
podendo	 ainda	 ser	 vazadas	 ou	 não.	 Sua	 carga	 máxima	 estrutural	 é	 indicada	 nos	
catálogos	técnicos	das	empresas	fabricantes,	contudo,	a	carga	admissível	só	poderá	
ser	fixada	após	a	análise	do	perfil	geotécnico	do	terreno	e	sua	cravabilidade	(BARROS,	
2011).
• Estacas	 de	 madeira:	 esse	 tipo	 de	 estacas	 é	 empregado	 nas	 edificações	 desde	 a	
Antiguidade.	 Atualmente,	 levando	 em	 consideração	 as	 dificuldades	 de	 se	 obter	
FIGURA 27
Estacas de concreto
FONTE
Barros	(2011).
48
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
madeiras	de	boa	qualidade	para	isso,	sua	utilização	tornou-se	mínima.	As	estacas	de	
madeira	são	compostas	por	troncos	de	árvore	que	devem	ser	bem	retos	e	regulares.	
Sua	 cravação	 se	 dá	 por	 percussão,	 isto	 é,	 por	 um	 sistema	 de	 golpes	 no	 topo	 da	
estaca	com	pilões	de	queda	livre.
Segundo	Barros	(2011),	no	Brasil,	a	madeira	mais	empregada	para	estacas	é	o	eucalipto,	
principalmente	como	fundação	provisória	de	obras.	Em	obras	definitivas,	é	indicado	o	
uso	 de	 “madeiras	 de	 lei”,	 por	 exemplo,	 a	 peroba,	 a	 aroeira,	 a	 maçaranduba	 e	 o	 ipê,	
devido	à	sua	resistência	e	durabilidade.	
Ainda	sobre	sua	duração,	quando	mantida	permanentemente	submersa,	a	madeira	é	
considerada	muito	boa	para	fundação.	Entretanto,	se	estiverem	sujeitas	à	variação	do	
nível	d’água,	apodrecem	rapidamente	pela	ação	de	fungos.	
Isso	pode	ser	evitado	aplicando-se	substâncias	protetoras.
• Estacas	 metálicas:	 podem	 ser	 encontradas	 no	 mercado	 nos	 tipos:	 vigas,	 trilhos	 e	
perfis.	As	estacas	metálicas	são	compostas	por	peças	de	aço	laminado	ou	soldado	e	
possuem	como	perfis	de	seção	I	e	H,	e	também	por	trilhos.	Sua	principal	vantagem	é	
poderem	ser	cravadas	em	uma	infinidade	de	tipos	de	terreno,	o	que	permite	também	
sustentar	uma	grande	capacidade	de	carga	(BARROS,	2011).
 
FIGURA 26
Estacas de madeira
FONTE
Barros	(2011).
49
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Sua	facilidade	de	cravação	vem	do	fato	de	que	elas	não	precisam	fazer	compressão	
lateral	 do	 terreno	 para	 conseguirem	 “entrar”	 nele,	 pois	 a	 barra	 se	 limita	 a	 cortar	 as	
diversas	camadas	do	terreno.	
As	preocupações	referentes	ao	problema	de	corrosão	também	já	são	menores,	pois,	
quando	 as	 estacas	 permanecem	 inteiramente	 enterradas	 no	 solo,	 a	 quantidade	 de	
oxigênio	que	existe	não	é	suficiente	para	que	ocorra	o	fenômeno	da	corrosão.
Estacas Moldadas In Loco
Como	 seu	 próprio	 nome	 já	 indica,	 essas	 estacas	 são	 fabricadas	 no	 próprio	 local	 da	
obra.	São	executadas	por	meio	da	perfuração	do	solo,	de	acordo	com	as	especificações	
necessárias	para	a	estaca.	Em	seguida,	há	o	acertamento	da	perfuração	(fundo)	e,	por	
fim,	a	concretagem	é	realizada.
Esse	 sistema	 utiliza	 brocas	 que	 são	 um	 material	 de	 fácil	 manuseio,	 frequentemente	
utilizadas	em	fundações,	em	que	se	consegue	conectar	ao	trado	(ferramenta	manual)	
ou	mecanicamente	por	meio	de	um	sistema	hidráulico.	Esse	sistema	é	interligado	a	um	
caminhão	que	possua	sistema	de	guindaste.	Com	isso,	é	possível	moldar	as	estacas	
escavadas	(BARROS,	2011).
FIGURA 29
Estaca	metálica
FONTE
Barros	(2011).
50
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Tubulões
 
Os	tubulões	são	elementos	estruturais	de	fundação	profunda,	compostos	por	uma	base	
alargada	e	obtidos	por	meio	da	construção	de	um	poço	revestido	(ou	não),	que	é	aberto	
no terreno por intermédio de um tubo de aço com diâmetro mínimo de 70 cm. Esse poço 
deve	permitir	a	entrada	de	pelo	menos	um	homem,	para	que,	em	sua	etapa	final,	possa	
completar	a	geometria	da	escavação	e	fazer	a	limpeza	do	solo	(BARROS,	2011).
Você Sabia?
A	execução	das	brocas	é	muito	eficaz	para	esse	sistema	e	extremamente	
simples,	composto	por	apenas	três	fases:	abertura	da	vala	dos	alicerces	
por	meio	da	perfuração	de	um	furo	no	terreno;	compactação	do	fundo	
desse	furo	que	foi	feito;	e	o	lançamento	do	concreto.	Pode	ser	observado	
ainda	que,	ao	contrário	de	outros	tipos	de	estacas	conhecidas,	as	brocas	
só	serão	iniciadas	depois	que	todas	as	valas	forem	abertas	devido	ao	
desgaste	do	trabalho	ser	exclusivamente	manual.
FIGURA 30
Broca
FONTE
Barros	(2011).
51
Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
Há	 dois	 sistemas	 básicos	 de	 tubulões:	 os	 tubulões	 a	 céu	 aberto	 e	 os	 tubulões	 de	 ar	
comprimido	 ou	 pneumático.	 Os	 tubulões	 a	 céu	 aberto	 são	 sem	 revestimento	 e	 não	
armados,	no	caso	de	existir	 somente	carga	vertical.	 Já	os	 tubulões	a	ar	comprimido	
são	sempre	revestidos,	podendo	esse	revestimento	ser	constituído	de	uma	camisa	de	
concreto	armado	ou	de	uma	camisa	metálica	(BARROS,	2011).
Nos	casos	de	utilização	de	camisa	metálica,	esta	pode	ser	recuperada	ou	não,	isso	vai	
variar	 conforme	 a	 especificação	 da	 solicitação.	 Geralmente	 são	 utilizados	 em	 solos	
onde	haja	a	presença	de	água	e	que	não	seja	possível	esgotá-la.	O	fuste	do	tubulão	
será	sempre	cilíndrico,	ao	passo	que	a	sua	base	poderá	ser	circular	ou	em	forma	de	
falsa elipse. 
O	 trabalho	 simultâneo	 em	 bases	 alargadas	 de	 tubulão	 deve	 ser	 evitado	 se	 este	 for	
inferior	a	duas	vezes	o	diâmetro	ou	dimensão	da	maior	base,	especialmente	quando	se	
tratar	de	tubulões	a	ar	comprimido	(BARROS,	2011).
FIGURA 31
Construção	de	tubulão
FONTE
Barros	(2011).
52Introdução a Fundações Fundações Indiretas Capitulo	4
A	 fundação	profunda	dispensa	abertura	da	cava	de	 fundação	para	sua	adaptação.	
Desse	modo,	a	 instalação	das	estacas	pode	ser	escavada	ou,	na	maioria	das	vezes,	
realizada	mediante	o	elemento	cravado	por	meio	de	um	equipamento	chamado	bate-
estaca.	Esse	equipamento	consegue	ir	“martelando”	as	estacas	no	solo,	a	fim	de	garantir	
que	o	elemento	fique	seguro	ao	solo	com	mínima	ou	nenhuma	folga	entre	sua	estrutura	
e o terreno.
As	estacas	são	descritas	como	peças	alongadas,	cilíndricas	ou	prismáticas,	que	podem	
ser	 cravadas	 ou	 confeccionadas	 no	 próprio	 solo,	 sendo	 indicadas	 para	 transmissão	
de	carga	para	as	camadas	mais	profundas,	contenção	de	empuxos	laterais	(estacas-
pranchas)	e	compactação	de	terrenos.	De	modo	geral,	elas	podem	ser	pré-moldadas,	
dividindo-se	em	concreto,	madeira,	metálica,	e	moldadas	in	loco.
Existem	 ainda	 as	 fundações	 compostas	 por	 tubulões,	 que	 são	 elementos	 estruturais	
de	 fundação	 profunda,	 compostos	 por	 uma	 base	 alargada	 e	 obtidos	 por	 meio	 da	
construção	de	um	poço	revestido	(ou	não)	que	é	aberto	no	terreno	por	intermédio	de	
um tubo de aço com diâmetro mínimo de 70 cm.
Existem	dois	sistemas	básicos	de	tubulões:	os	tubulões	a	céu	aberto	e	os	tubulões	de	
ar	comprimido	ou	pneumático.	Os	tubulões	a	céu	aberto	são	sem	revestimento	e	não	
armados,	no	caso	de	existir	 somente	carga	vertical.	 Já	os	 tubulões	a	ar	comprimido	
são	sempre	revestidos,	podendo	esse	revestimento	ser	constituído	de	uma	camisa	de	
concreto	armado	ou	de	uma	camisa	metálica.	
Resumindo
E	 então?	 Gostou	 do	 que	 lhe	 mostramos?	 Aprendeu	 mesmo	 tudinho?	
Agora,	só	para	termos	certeza	de	que	você	realmente	entendeu	o	tema	
de	estudo	deste	capítulo,	vamos	resumir	tudo	o	que	vimos.
53
Introdução a Fundações
Referências
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	NBR	6122	–	Projeto	e	execução	de	fundações.	
Rio	de	Janeiro:	ABNT,	1996.
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	NBR	6502	–	Rochas	e	solos.	Rio	de	Janeiro:	
ABNT, 1995.
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