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DIREITO CONSTITUCIONAL - TEMA XI – ESTADO DE EXCEÇÃO ESTADO DE DEFESA ESTADO DE SÍTIO ESTADO DE SITIO INTERVENÇÃO FEDERAL INTERVENÇÃO ESTADUAL GLO FUND. ART 136 ART 137,I ART 137,II Art 36 REQUISITOS Ordem pública ou paz social ameaçadas por instabilidade institucional ou calamidades naturais de grandes proporções. Comoção grave de repercussão nacional; • Ocorrência de fatos ineficazes durante o Estado de Defesa. Declaração de estado de guerra; • Resposta a agressão armada estrangeira. ESPONTÂNEA ( PR pode decretar de oficio): 1)Manter a integridade nacional; (Os movimentos separatistas são proibidos pela CF, em prol da Federação. Quando um estado quer se separar da nação, o PR pode decretar de ofício a intervenção federal.) 2)repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da federação em outra 3)por termo a grave comprometimento da ordem publica 4) reorganizar as finanças da unid da federação que: -- suspender o pagamento da divida por mais de 2 anos consecutivos (salvo força maior). -- deixar de entregar aos municípios receitas tributarias nos prazos PROVOCADA 1)garantir o livre exercício de qualquer dos poderes 2) prover execução de lei federal ou ordem ou decisão judicial 3) assegurar a observância dos princípios constitucionais sensíveis a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. TITULARIDADE E ORGÃOS DE CONSULTA Decreto exclusivo do presidente; (PR) Consulta ao CR e CDN, cujas opiniões não apresentam caráter vinculativo. Decreto exclusivo do PR Consulta ao Conselho da República(CR) e de Defesa Nacional(CDN), cujas opiniões não apresentam caráter vinculativo. Decreto exclusivo do PR Consulta ao CR e de CDN, cujas opiniões não apresentam caráter vinculativo. Ato privativo do PR, Consulta ao CR e de CDN, cujas opiniões não apresentam caráter vinculativo. Governador CONTEÚDO Tempo de Duração; • Áreas Abrangidas (indicadas no decreto); •Medidas coercitivas, incluindo a restrição a direitos (Art. 136, §1º). Tempo de Duração; • Normas necessárias a sua execução; • Garantias constitucionais suspensas ( no art. 139, I-VII). Tempo de Duração; • Normas necessárias a sua execução; • Garantias constitucionais suspensas (qualquer garantia). PROCEDIMENTO Presidente ouve os Conselhos e, com discricionariedade política, decreta ou não o estado de defesa para posterior controle político do Congresso Nacional(CN). Caso decida pelo estado de defesa tem o prazo de 24 hs para encaminhar ao CN O CN avaliará o decreto do PR, se rejeitado o estado de defesa cessa imediatamente . O CN decidira por maioria absoluta, Tem prazo de 10 dias apos o recebimento e e 5 dias para convocação extraordinária ( é quando o CN esta em recesso) Devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa. os recessos do Congresso acontecem de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro. PR ouve os Conselhos e solicita prévia autorização do CN, relatando os motivos determinantes do pedido; • CN decidirá com maioria absoluta; • autorizado, com discricionariedade política, o PR poderá decretar ou não estado de sítio. O PR designará o executor das medidas especificas e as áreas abrangidas O CN permanecerá em funcionamento até o termino das medidas coercitivas Solicitada autorização para decretar o estado de sítio durante o recesso parlamentar, o Presidente do Senado Federal (PSF), de imediato, convocará extraordinariamente o CN para se reunir dentro de cinco dias, a fim de apreciar o ato. Idem ao procedimento do art. 137, I. PRAZOS E PRORROGAÇÃO • Máximo de 30 dias, podendo ser prorrogado por novo período de no máximo 30 dias uma única vez. Máximo de 30 dias, podendo ser prorrogado por novo período de no máximo 30 dias quantas vezes for preciso (cada nova prorrogando deve ser tratada como novo decreto) Todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. MEDIDAS COERCITIVAS • Restrição aos direitos de reunião, sigilo de correspondência e sigilo de comunicação telegráfica e telefônica; • Ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos; • Prisão por crime contra o Estado, comunicada imediatamente ao juiz competente; que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial; - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação; -- a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário; • Incomunicabilidade do preso é vedada . - Restrições relativas às inviolabilidade: da correspondência, -ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, -suspensão da liberdade de reunião, busca e apreensão em domicílio, intervenção nas empresas de serviços públicos e requisição de bens. Adendo: pode algumas das restrições acima ser aplicada em caso de Estado de Sítio decretado em virtude de guerra ou agressão armada estrangeira? NÃO! Qualquer garantia constitucional poderá ser suspensa desde que tenham sido observados os princípios da necessidade e temporariedade, tenha havido prévia autorização do Congresso ou tenham sido indicadas no decreto as garantias que ficariam suspensas. ÁREAS DE ABRANGIDAS Locais restritos e determinados Âmbito nacional Âmbito nacional CONTROLE POLITICO Concomitante: por Comissão do CN • A posteriori: logo que cesse o estado de defesa, as medidas aplicadas serão analisadas e, caso necessário, podem ser culpadas de crime de responsabilidade. Prévio: para decretação é necessário autorização expressa do Congresso Nacional; • Concomitante e A posteriori: Idem Prévio, Concomitante e A posteriori: Idem CONTROLE JURIDICO DICAS 1)Uma vez que, entretanto, essas medidas desrespeitem o princípio da necessidade ou temporariedade elas podem configurar ora Arbítrio e Golpe de Estado, ora Ditadura, respectivamente. 2) No Estado de Defesa não se faz restrição à liberdade de ir e vir, enquanto no Estado de Sítio esse direito pode ser restringido. 3) O Estado de Defesa e de Sitio são considerados estados de exceção, pois são contrários ao Estado Democrático de Direito, uma vez que suspendem da população alguns direitos civis. Por sua vez, a intervenção Federal não prevê supressão de direitos civis, mas restringe a autonomia da administração pública estatal ou municipal, sendo um ato excepcional ao ordenamento jurídico. 4)pode haver ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos na hipótese de Estado de Defesa para preservar ou reestabelecer a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional? NÃO! 5) Terminando o Estado Exceção, os seus efeitos também findarão, “sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes”. Da mesma forma que os atos empregados serão relatados pelo PR ao CN ((art. 141, § unico da CF). 6)No período de vigência do Estado de Exceção e da Intervenção Federal, a CF não poderá ser emendada, tendo em vista a supressão de direitos civis e o caráter excepcional das medidas. image1.jpeg