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@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 
 
 
 
@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 
Mentoria Fernanda Barboza 
Estudo dirigido – feridas e curativos 
Professora Fernanda Barboza 
 
Olá, pessoal. Como estão os estudos? Hoje vamos fazer o estudo dirigido 
sobre a temática completa de feridas e curativos. A proposta é um 
estudo ativo sobre esse tema tão importante. Assim, você irá responder 
as perguntas iniciais do material no seu caderno por meio do método 
ativo de revisão e lembrando da aula em vídeo. 
Na sequência, estude as minhas respostas e complemente seu caderno 
de resumos. 
Assuntos abordados nessa temática: 
• Anatomia da pele 
• Conceito e classificação de feridas 
• Resolução COFEN 567/2018 
• Tipos de cicatrização (1ª, 2ª e 3ª intenção); 
• Fases da cicatrização (inflamatória, proliferativa e maturação); 
• Diferença das úlceras venosas, arteriais e neuropáticas; 
• Lesão por pressão; 
• Ferida operatória e Infecção de ferida cirúrgica; 
• Curativos (classificação, tipos, técnica, curativo com dreno, 
retirada de pontos). 
Perguntas 
1. Quais são as características e as camadas da pele? 
 Anatomia e fisiologia da pele 
Características 
 
 
Camadas 
 
 
Funções 
 
 
 
2. Como é formada a epiderme? 
 
 
 
2
 
 
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3. Qual tipo de células encontramos na epiderme? Qual função de 
cada uma delas? 
 
 
 
 
 
4. Quais as caracteristicas da Derme? 
 
 
 
5. Como é formada a hipoderme? 
 
 
 
6. Como os nutrientes chegam até a epiderme? 
 
 
 
7. Quais os receptores que temos na pele e os seus respectivos nomes? 
Descreva na tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
3
 
 
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8. Descreva o conceito de ferida e curativo: 
Ferida 
 
 
 
Curativo 
 
 
 
 
9. A resolução COFEN Nº 567/2018 regulamenta a competência da 
equipe de enfermagem, visando o efetivo cuidado e segurança do 
paciente submetido ao procedimento. Segundo essa resolução, 
compete ao enfermeiro? 
 
 
 
10. Conceitue os termos da tabela: 
Exsudato 
 
Granulação 
 
Necrose 
 
Pus 
 
Escoriação 
 
Estoma 
 
Abrasão 
 
Abscesso 
 
Celulite 
 
Cisalhamento 
 
Fricção 
 
Cicatrização 
 
Deiscência 
 
4
 
 
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11. As feridas podem assumir diversas classificações, de acordo com o 
critério analisada, a respeito das classificações das feridas preencha o 
quadro abaixo: 
Classificação de feridas 
Conforme as estruturas 
comprometidas 
 
Conforme o tempo de 
cicatrização 
 
 
Conforme a apresentação 
clínica 
 
 
Quanto ao risco de infecção 
 
 
Quanto à natureza do 
agente vulnerante (CAB 30) 
 
 
Quanto à 
complexidade 
 
 
 
12. A ANVISA, classifica as feridas em 4 categorias, descreva as 
características de cada uma (grife palavras-chave nas suas anotações): 
Classificação das feridas (ANVISA) 
LIMPA 
LIMPA – 
CONTAMINADA 
 
CONTAMINADA 
INFECTADA 
5
 
 
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13. Segundo a resolucao COFEN 501/2015 o que seria uma ferida 
ulcerativa? 
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________ 
14. Quais os tipos de cicatrização? 
1ª Intenção 
2ª Intenção 
3ª Intenção 
 
15. Quais as fases da cicatrização? 
 
16. Complete o quadro com as principais características de cada fase: 
Fase inflamatória 
(coagulação e 
limpeza) 
 
 
Fase de proliferação 
(4º até o término da 
segunda semana) 
 
Fase de Maturação 
 
17. Quais fatores influenciam na cicatrização? 
Fatores locais Fatores sistêmicos 
 
 
 
 
 
6
 
 
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18. Qual o conceito de lesão por pressão segundo a NPIAP? 
 
 
 
19. Complete a tabela relacionada às classificações da lesão por 
pressão: 
Estágio Característica 
1 
 
 
2 
 
 
3 
 
 
4 
 
 
Suspeita de 
lesão 
profunda 
 
Lesão por 
Pressão 
Relacionada 
a Dispositivo 
Médico 
 
Lesão por 
Pressão em 
Membranas 
Mucosas 
 
Lesão não 
classificável 
 
 
20. Quais os fatores de risco para lesão por pressão? 
1. ____________________________________________________________________ 
2. ____________________________________________________________________ 
3. ____________________________________________________________________ 
4. ____________________________________________________________________ 
5. ____________________________________________________________________ 
6.____________________________________________________________________ 
7
 
 
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21. Quais as medidas sugeridas para evitar as lesões por pressão? 
 
 
 
22. Cite as medidas não recomendadas na prevenção de LPP: 
 
23. Quais as principais escalas para avaliação do risco de LPP? 
 
 
 
24. Quais sãos os parâmetros avaliados na Escala de Braden? 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
 
25. Como é feita a pontuação na escala de Braden? 
Escala de Braden 
 
 
8
 
 
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26. Quais são os parâmetros avaliados e quais são as pontuações 
atribuídas pela Escala de Norton? 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
 
27. Descreva as diferenças entre as úlceras venosas e as úlceras arteriais: 
 Úlceras Arteriais Úlceras Venosas 
Localização 
Profundidade 
Formato 
Base da úlcera 
Edema de perna 
ITB 
Sintomas 
 
9
 
 
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28. Em relação ao pé diabético, diferencie neuropatia (PSP) e isquemia 
(DAP): 
Neuropatia (PSP): Isquemia (DAP): 
 
 
 
29. Em relação ao pé diabético, como avaliar o melhor calçado para o 
uso: 
 
30. Como proceder a realização do exame físico no paciente com 
diabetes? 
Avaliação da pele 
Avaliação 
musculoesquelética 
 
Avaliação vascular 
Avaliação neurológica 
(PSP) 
 
 
31. Como realizar o teste do monofilamento 10 g? 
Áreas testadas 
 
Teste 
Cuidados com o 
monofilamento 
 
 
10
 
 
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32. Qual a classificação de risco do pé diabético e qual periodicidade 
de acompanhamento para cada caso? 
Categoria de 
risco 
Definição Acompanhamento 
 
 
 
 
 
33. Qual é a classificação de infecção do sítio cirúrgico? 
ISC Superficial 
(pele e 
subcutâneo) 
 
 
ISC Profunda 
(fáscia e/ou 
músculos) 
 
ISC: Cavidade 
 
34. Quais são os fatores de risco para ISC e as ações de prevenção? 
Fator de risco 
Prevenção 
 
 
 
 
 
 
 
 
11
 
 
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35. Em relação ao curativo, responda quais são os critérios para um 
curativo ideal? 
 
 
 
36. Quais são tipos de coberturas e suas indicações? 
Papaína e Colagenase 
Alginato de cálcio 
Alginato com prata 
Carvão ativado e prata 
Hidrocoloide 
Hidrogel 
Filme transparente 
Sulfadiazina prata a 1% 
Espumas de poliuretano 
 
37. Como fazer a limpeza da ferida? 
Limpeza da Ferida: 
Feridas com cicatrização por primeira intenção: 
 
38. Como fazer o curativo na tração transesquelética? 
1. 
2. 
3. 
 
39. Quais são os tipos de desbridamento? 
12
 
 
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40. Acerca do curativo, cite os critérios que devem ser observados em 
sua realização: 
 
41. Quais materiais necessários para realizar o curativo? 
Material necessário 
 
42. Qual a técnica empregada na realização do curativo? 
Técnica 
 
 
43. Como proceder na realização dos curativoem feridas assépticas e 
sépticas? 
Feridas sépticas: 
Feridas assépticas: 
 
 
44. Quais são os tipos de dreno? 
a) Capilaridade: 
b) Gravitação: 
c) Sucção: 
Desbridamento
13
 
 
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45. Quais são os cuidados com o dreno? 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
46. Quais são os materiais e os procedimentos realizados na retirada de 
pontos? 
Retirada de pontos 
Material Procedimento 
 
 
47. Qual escala avalia o risco de LPP no CC? 
 
Fatores: 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
48. Quais são os sintomas da Síndrome do compartimento? 
 
14
 
 
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49. Quais as complicações possíveis de uma ferida operatória e como 
preveni-las? 
Complicações da ferida operatória 
Complicações Prevenção 
 
 
 
Respostas comentadas 
1. Quais são as características e as camadas da pele? 
 Anatomia e fisiologia da pele 
Características 
Histologia: tecido epitelial (queratinócitos) e tecido 
conjuntivo (fibroblastos e fibrócitos) 
Maior órgão do corpo 
Camadas 
Epiderme 
Derme 
Subcutâneo (adiposo) 
Funções 
Proteger o corpo de ações do meio ambiente; 
Evitar perda de líquido e evitar a entrada de substâncias 
ruins no organismo; 
Regular a temperatura do corpo; 
Garantir a sensibilidade através dos nervos da pele. 
 
2. Como é formada a epiderme? 
É formada por várias camadas (estratos) de células achatadas (epitélio 
pavimentoso) justapostas. Também chamada de cutícula, essa parte da 
pele encontra-se na camada papilar da derme e pode adquirir 
espessuras diferentes em determinadas partes do corpo humano. 
A epiderme não tem vasos sanguíneos. 
A epiderme contém queratina. 
 
3. Qual tipo de células encontramos na epiderme? Qual função de 
cada uma delas? 
15
 
 
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Melanócitos 
Estão presentes nas camadas basal e espinhosa, 
com prolongamentos dentríticos dirigidos para a 
superfície da epiderme. No seu interior ocorre a 
síntese da melanina, pigmento de cor marrom 
escura. 
Células de 
Langerhans 
Estão localizadas entre os queratinócitos, em toda a 
epiderme, porém, são mais frequentes na camada 
espinhosa. 
Fazem parte do sistema imunitário, podendo 
processar e acumular na sua superfície os antígenos 
cutâneos, apresentando esses antígenos aos 
linfócitos. 
Células de 
Merkel 
Célula epidérmica modificada, localizada na 
camada basal, e geralmente presentes na pele 
espessa. Caracteriza-se pela presença de grânulos 
citoplasmáticos. A base desta célula está em 
contato com terminações nervosas, e por isso, é tida 
como mecano – receptor (toque). 
Queratinócito 
São as células mais numerosas da epiderme. 
Responsável pelo processo de queratinização. 
 
4. Quais as caracteristicas da Derme? 
A derme é elástica e flexível. É a camada intermediária da pele que fica 
abaixo da epiderme. Nela encontra-se a elastina e o colágeno 
responsáveis pela elasticidade. 
Ela é um manto denso de fortes fibras brancas (colágeno) e fibras 
elásticas amarelas (elastina), através das quais os vasos sanguíneos, 
células musculares, fibras nervosas, canais linfáticos, folículos pilosos e 
glândulas estão entremeados. A derme concede força e elasticidade à 
pele. 
16
 
 
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5. Como é formada a hipoderme? 
É formada essencialmente pelo tecido adiposo e tecido conjuntivo 
frouxo. Possui as seguintes funções: fixar a pele e isolar o corpo de 
mudanças extremas no meio ambiente. 
 
6. Como os nutrientes chegam até a epiderme? 
Como a epiderme não tem vasos sanguíneos, os nutrientes e o oxigênio 
chegam até ela por meio de difusão a partir dos vasos sanguíneos da 
derme. 
7. Quais os receptores que temos na pele e os seus respectivos nomes? 
Descreva na tabela abaixo: 
Receptores de Krause Frio 
Receptores de Ruffini Calor 
Discos de Merkel Tato e Pressão 
Receptores de Pacini Pressão 
Receptores de Meissner Tato 
Terminações nervosas livres Principalmente Dor 
 
8. Descreva o conceito de ferida e curativo: 
Elástica Flexível
Rica em 
colágeno
Elastina
Tecido 
adiposo
Tecido 
conjuntivo 
frouxo
Fixar a 
pele
Isolar o 
corpo
17
 
 
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Ferida 
Rompimento anormal da pele ou superfície do corpo. 
Normalmente comprometem a pele, os tecidos moles e os 
músculos. 
 
 
Curativo 
É um meio terapêutico que consiste na limpeza e 
aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, 
quando necessário, com o objetivo de proteger o tecido 
recém-formado da invasão microbiana, aliviar a dor, 
oferecer conforto para o paciente, manter o ambiente 
úmido, promover a rápida cicatrização e prevenir a 
contaminação ou infecção. 
 
9. A resolução COFEN Nº 567/2018 regulamenta a competência da 
equipe de enfermagem, visando o efetivo cuidado e segurança do 
paciente submetido ao procedimento. Segundo essa resolução compete 
ao enfermeiro? 
Art. 2º O Enfermeiro tem autonomia para abertura de Clínica/Consultório 
de Prevenção e Cuidado de pessoas com feridas, respeitadas as 
competências técnicas e legais. 
Art. 3º Cabe ao Enfermeiro da área a participação na avaliação, 
elaboração de protocolos, seleção e indicação de novas tecnologias 
em prevenção e tratamento de pessoas com feridas. 
 
Vou deixar aqui para vocês os textos do anexo da referida resolução, 
com o detalhamento das atribuições de cada profissional da 
enfermagem: 
REGULAMENTAÇÃO DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO 
AOS PACIENTES COM FERIDAS 
1. GERAL 
a) Avaliar,preescrever e executar curativos em todos os tipos de feridas 
em pacientes sob os seus cuidados, além de coordenar e 
supervisionar a equipe de enfermagem na prevenção e cuidado de 
pessoas com feridas. 
2. ESPECÍFICAS 
a) Abrir clínica/consultório de enfermagem para prevenção e cuidado 
aos pacientes com feridas, de forma autônoma e empreendedora, 
respeitadas as competências técnicas e legais. 
b) Realizar atividades de prevenção e cuidado às pessoas com feridas, 
a ser executado no contexto do Processo de Enfermagem, 
Abertura de 
Clínica
Avaliação
Elaboração 
de 
protolocos
Seleção e 
indicação 
de novas 
tecnologias
18
 
 
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atendendo as determinações das normatizações do Cofen e aos 
princípios da Política Nacional de Segurança do Paciente -PNSP- do 
Sistema Único de Saúde – SUS. 
c) Prescrever medicamentos e coberturas utilizados na prevenção e 
cuidado às pessoas com feridas,estabelecidas em Programas de 
saúde e/ou Protocolos Institucionais. 
d) Realizar curativos em todos os tipos de feridas,independentemente 
do grau de comprometimento tecidual. 
e) Executar o desbridamento autolítico,instrumental, mecânico e 
enzimático. 
f) Realizar a terapia de compressão elástica e inelástica de alta e 
baixa compressão, de acordo com o diagnóstico médico (ùcera 
venosa ou mista e linfedemas). 
g) Participar da escolha de materiais, medicamentos e equipamentos 
necessários a prevenção e ao cuidado aos pacientes com feridas. 
h) Estabelecer política de avaliação dos riscos potenciais,por meio de 
escalas ou outras ferramentas validadas para prevenção de feridas, 
elaborando protocolo institucional. 
i) Desenvolver e implementar plano de intervenção para o indivíduo 
em risco de desenvolver lesão/úlcera por pressão. 
l) Utilizar novas técnicas e tecnologias tais como laser e LED, terapia 
por pressão negativa,eletroterapia, hidrozonioterapia, entre outros 
mediante capacitação. 
m) Executar os cuidados de enfermagem para os procedimentos de 
maior complexidade técnica e aqueles que exijam tomada de 
decisão imediata. 
n) Garantir com eficácia e eficiência o reposicionamento no leito 
(mudança de decúbito) devendo estsrdevidamente prescrito no 
contexto do processo de enfermagem. 
o) Coordenar e/ou participar de pesquisas clínicas relacionadas a 
produtos, medicamentos e tecnologias a serem utilizados na 
prevenção e tratamento de feridas, respeitando os preceitos éticos 
legais da profissão. 
p) Delegar ao técnico de enfermagem,os curativos de feridas, 
respeitadas suas competências técnicas e legais,considerando risco e 
complexidade. 
q) Prescrever cuidados de enfermagem as pessoas com feridas a 
serem executados pelos técnicos e auxiliares de enfermagem, 
observadas as disposições legais da profissão. 
r) Solicitar exames laboratoriais e radiografias inerentes ao processo 
do cuidado,estabelecidos em protocolos institucionais, às pessoas 
com feridas. 
s) Utilizar materiais,equipamentos e medicamentos e novas 
tecnologias aprovados e que venham ser aprovados pela Anvisa, para 
a prevenção e cuidado às pessoas com feridas. 
19
 
 
@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 
t) Executar,coordenar e supervisionar as atividades de enfermagem 
relacionadas a terapia hiperbárica. 
u) Realizar foto documentação para acompanhamento da 
evolução da ferida,desde que autorizado formalmente pelo 
paciente,ou responsável por meio de formulário 
institucional,respeitando os preceitos éticos e legais do uso de 
imagens. 
v) Realizar coleta de material para exame microbiológico das feridas 
quando necessário o diagnóstico etiológico da infecção. 
w) Participar e solicitar parecer técnico das comissões de curativos. 
x ) Realizar referência para serviços especializados ou especialistas 
quando necessário. 
y) Garantir a contra referência quando em serviços especializados. 
z) Registrar todas as ações executadas e avaliadas no prontuário do 
paciente. 
 II. REGULAMENTAÇÃO DA ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE 
ENFERMAGEM NO CUIDADO AOS PACIENTES COM FERIDAS 
a) Realizar curativo nas feridas sob a prescrição e supervisão do 
enfermeiro. 
b) Auxiliar o enfermeiro nos curativos. 
c) Informar a pessoa quanto aos procedimentos realizados e aos 
cuidados com a ferida, enquanto componente da equipe de 
enfermagem. 
d) Registrar no prontuário do paciente as caracteristicas da 
ferida,procedimentos executados, bem como as queixas 
apresentadas e/ou qualquer anormalidade,comunicando ao 
enfermeiro as intercorrências. 
e) Manter-se atualizado participando de programas de educação 
permanente. 
 III. ATUAÇÃO DO AUXILIAR DE ENFERMAGEM NO CUIDADO AOS 
PACIENTES COM FERIDAS 
a) Executar as ações prescritas pelo enfermeiro de acordo com a 
sua competência técnica e legal. 
b) Auxiliar o enfermeiro nos curativos. 
c) Manter-se atualizado participando de programas de educação 
permanente. 
 
 
10. Conceitue: 
Exsudato Acúmulo de líquidos em uma ferida. 
Granulação 
Formação de tecido conjuntivo e vários novos 
capilares em uma ferida. 
20
 
 
@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 
Necrose 
Degeneração de um tecido por morte de suas 
células. Apresenta aspecto amarelado ou 
enegrecido. 
Pus 
Fluido espesso composto por leucócitos, bactéria e 
debris celulares. 
Escoriação Arranhões lineares na pele. 
Estoma 
É a abertura cirúrgica que permite a comunicação 
entre um órgão interno e meio exterior. 
Abrasão 
Erosão da pele através de algum processo 
mecânico (fricção ou traumatismo). 
Abscesso 
Coleção de pus na derme e tecidos profundos 
adjacentes. 
Celulite 
inflamação dos tecidos indicando uma infecção 
local, caracterizada por vermelhidão, edema e 
sensibilidade. 
Cisalhamento 
Deformação que sofre um corpo quando sujeito à 
ação de forças cortantes. 
Fricção Atrito que causa traumatismo mecânico a pele. 
Cicatrização 
É a cura de uma ferida por reparação ou 
regeneração dos tecidos afetados evoluindo em 
fases distintas. 
Deiscência Separação das bordas da ferida. 
11. As feridas podem assumir diversas classificações, de acordo com o 
critério analisada, a respeito das classificações das feridas preencha o 
quadro abaixo: 
Classificação de feridas 
Conforme as 
estruturas 
comprometidas 
Superficial: pele e o tecido subcutâneo, as 
aponeuroses e os músculos, sem lesar estruturas 
profundas ou nobres como nervos, tendões, vasos de 
maior calibre, vísceras e ossos. Ex. escoriações. 
Profunda: são aquelas em que são atingidas 
estruturas profundas. 
Conforme o 
tempo de 
cicatrização 
Ferida aguda – aquela que é resultado de cirurgia ou 
lesões ocorridas por acidentes. 
Ferida crônica – que têm um tempo de cicatrização 
maior que o esperado devido a sua etiologia. São 
feridas que não apresentam a fase de regeneração 
21
 
 
@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 
no tempo esperado, havendo um retardo na 
cicatrização. 
Conforme a 
apresentação 
clínica 
➢ FECHADAS: 
Contusão: a pele e/ou mucosa são lesionadas, mas 
permanecem íntegras. Podem ser profundas e 
alcançar tecido conectivo, muscular, tendíneo e 
ósseo. Geralmente resultantes de esmagamento. 
➢ ABERTAS 
Incisa: sol. de continuidade linear, bordas regulares e 
profundidade variável. Produzida por objetos 
cortantes (faca, bisturi). 
Lacerada: produzida por objetos pontiagudos que 
cortam o tecido formando bordas irregulares, pouco 
sangrenta. Quando ocorridas a mais de 4 horas 
fecham-se parcialmente e utilizam-se drenos. 
Avulsionada: produzida por despregamento do 
tecido subcutâneo, resultando no arranchamento 
da 
pele. Pouco sangrentas, de grande espaço morto. 
Punctória: produzida por elementos perfurantes 
(cravos, pregos). Não atingem cavidades/órgãos. 
Penetrante: solução de continuidade da pele e 
tecidos subjacentes alcançando cavidades 
(abdome, 
tórax, seios faciais, etc). Geralmente resultam em 
perfuração de vísceras, empiema ou evisceração. 
Quanto ao risco 
de infecção 
Ferida limpa – aquela produzida voluntariamente no 
ato cirúrgico, em local passível de assepsia ideal e 
condições apropriadas, não contendo 
microrganismos patogênicos. 
22
 
 
@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 
Ferida contaminada ou suja – ocorrida com tempo 
maior que 6 horas entre o trauma e o atendimento, 
sem sinal de infecção. 
Ferida infectada – são aquelas em que houve a 
proliferação de microrganismos, levando a um 
processo infeccioso, de início localizado, mas que 
pode sob determinadas condições, estender-se aos 
tecidos vizinhos, formar novos focos a distância ou 
generalizar-se por todo o organismo. 
Quanto à 
natureza do 
agente 
vulnerante (CAB 
30) 
Incisa - São aquelas produzidas por agentes 
cortantes, afiados, capazes de cortar a pele 
produzindo ferida linear, com bordas regulares e 
pouco traumatizadas. Ex. ferida cirúrgica 
Contusa - São aquelas produzidas por objeto de 
natureza geralmente romba, capaz de romper a 
integridade da pele, produzindo feridas irregulares, 
retraídas e com bordas muito traumatizadas. Essas 
feridas vão desde as simples lacerações até as 
complexas com sangramento, contaminação e 
perda de substância. 
Perfurante - São aquelas cujo objeto é geralmente 
fino e pontiagudo, capaz de perfurar a pele e 
tecidos subjacentes, produzindo lesão cutânea 
puntiforme ou linear, de bordas regulares ou não. 
Transfixante - o objeto vulnerante é capaz de 
penetrar e atravessar os tecidos de determinado 
órgão em toda a sua espessura. 
Quanto à 
complexidade 
Feridas simples: são pequenos ferimentos nos quais 
não ocorre perda de tecidos nem contaminação 
grosseira. Aqui está incluída a maioria das feridas 
produzidas por acidentes domésticos. 
23
 
 
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Feridas complexas: são graves, irregulares, nas quais 
geralmente ocorre perda de substância, 
esmagamento, queimadura, avulsão, dissecção e 
deslocamento de tecidos.Atenção: não confundir contusão com ferida contusa!!! 
 
12. A ANVISA, classifica as feridas em 4 categorias, descreva as 
características de cada uma (grife palavras-chave nas suas anotações): 
Classificação das feridas (ANVISA) 
LIMPA 
Condições assépticas sem microrganismos. São 
feridas produzidas em ambiente cirúrgico, desde que 
não foram abertos sistemas digestório ou 
geniturinário. A probabilidade de infecção é baixa 
em torno de 1 a 5%. 
LIMPA – 
CONTAMINADA 
Também conhecida como potencialmente 
contaminadas, são feridas cirúrgicas em que houve 
abertura do sistema digestório ou geniturinário, ou 
produzidas acidentalmente com arma branca. Lesão 
inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem 
contaminação significativa. O risco de infecção é de 
3 a 11%. 
CONTAMINADA 
Apresentam reação inflamatória, ou tiveram contato 
com material contaminado, como fezes, poeira ou 
outro tipo de sujidade. São consideradas 
contaminadas também as feridas que já se passaram 
6hs do ato que produziu a ferida (trauma e 
atendimento). O risco de infecção é de 10 a 17%. 
INFECTADA 
Presença de agente infeccioso no local e lesão com 
evidência de intensa reação inflamatória e 
24
 
 
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destruição de tecidos podendo haver secreção 
purulenta. 
 
 
13. Segundo a resolucao COFEN 501/2015 (revogada) o que seria uma 
ferida ulcerativa? 
Feridas escavadas, circunscritas na pele (formadas por necrose, 
sequestração do tecido), resultantes de traumatismo ou doenças 
relacionadas com o impedimento do suprimento sanguíneo. 
As úlceras de pele representam uma categoria de feridas que incluem 
úlceras por pressão, de estase venosa, arteriais e diabéticas. 
14. Quais os tipos de cicatrização? 
Tipos de cicatrização 
1ª Intenção 
De maneira asséptica, com mín. de destruição 
tecidual e que são devidamente fechadas. Tecido de 
granulação não é visível 
 
25
 
 
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2ª intenção 
Feridas → bordas não foram aproximadas com perda 
excessiva de tecido 
 
3ª intenção 
Aproximação das margens da ferida (pele e 
subcutâneo) após deiscência. O fechamento tardio 
ou por terceira intenção, as feridas é deixada abertas 
inicialmente, é feito debridamentos, 
antibioticoterapia, e após alguns dias, é feito sutura, 
enxerto cutâneo ou retalhos, ou seja, não é fechada 
por si só. 
 
 
15. Quais as fases da cicatrização? 
 
 
Inflamatória proliferativa
remodelamento 
(maturação)
26
 
 
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16. Complete o quadro com as principais características de cada fase: 
 
 
Fase inflamatória 
(coagulação e 
limpeza) 
Inicia após a lesão. 
Substâncias vasoconstritoras (tromboxana A2 e 
prostaglandinas pelas membranas) 
Hemostasia: hemostasia (plaqueta e cascata de 
coagulação) – forma o coágulo. 
Vasodilatação: quimiotaxia (migração de 
neutrófilos e macrófagos para a ferida). 
Sinais flogísticos 
Fase de 
proliferação 
(4º até o término 
da segunda 
semana) 
(preenchimento 
e novos vasos) 
Início no 4º dia após a lesão e se estende 
aproximadamente até o término da segunda 
semana. 
Angiogênese: formação de capilares 
formação de tecido de granulação: deposição de 
colágeno (fibroblastos e as células endoteliais) 
Epitelização 
 
Fase de 
remodelamento 
ou de maturação 
(elasticidade) 
 
Deposição de colágeno de maneira organizada. 
O colágeno inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido 
e um colágeno mais espesso é produzido e 
organizado ao longo das linhas de tensão. Estas 
mudanças se refletem em aumento da força tênsil 
da ferida. 
Fibroblastos e leucócitos secretam colagenases 
que promovem a lise da matriz antiga. 
 
17. Quais fatores influenciam na cicatrização? 
Fatores locais Fatores sistêmicos 
• Corpo estranho, sujidades, 
material de sutura, 
implantes, 
• Uso de corticosteroides, 
• Radioterapia, quimioterapia 
27
 
 
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• Tecido necrosado ou 
isquêmico, 
• Infecção, 
• Temperatura, 
• Coleção de líquidos: 
hematoma, seroma, 
abcesso, 
• Espaço morto, 
• Material de incisão: bisturi 
ou tesoura 
• Tempo transcorrido entre o 
trauma e o tratamento, 
• Bandagens, 
• Áreas de tensão e 
movimento (articulação). 
• Idade, 
• Diabetes melito 
descompensada, 
• Neuropatia, 
• Hipoproteinemia, 
• Hepatopatia: deficiência de 
fatores de coagulação, 
• Choque hipovolêmico, 
• Presença de toxinas 
bacterianas, 
• Anti-inflamatórios não 
esteroidais. 
 
 
18. Qual o conceito de lesão por pressão segundo a NPIAP? 
Dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente 
sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo 
médico ou a outro artefato. 
19. Complete a tabela relacionada às classificações da lesão por 
pressão: 
Estágio Característica Imagem 
1 
Pele íntegra com eritema que 
não embranquece. 
Pode parecer diferente em 
pele de cor escura. 
Atenção! Mudanças na cor 
não incluem descoloração 
púrpura ou castanha; essas 
podem indicar dano tissular 
profundo. 
 
28
 
 
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2 
Perda da 
pele em sua 
espessura 
parcial 
Perda da pele em sua 
espessura parcial com 
exposição da derme. 
O leito da ferida é viável, de 
coloração rosa ou vermelha, 
úmido e pode também 
apresentar-se como uma 
bolha intacta (preenchida 
com exsudato seroso) ou 
rompida. O tecido adiposo e 
tecidos profundos não são 
visíveis. 
 
3 
Perda da 
pele em sua 
espessura 
total 
Perda da pele em sua 
espessura total na qual a 
gordura é visível e, 
frequentemente, tecido de 
granulação e epíbole (lesão 
com bordas enroladas) estão 
presentes. 
Esfacelo e /ou escara pode 
estar visível. 
4 
Perda da 
pele em sua 
espessura 
total e 
perda 
tissular. 
 
Perda da pele em sua 
espessura total e perda 
tissular com exposição ou 
palpação direta da fáscia, 
músculo, tendão, ligamento, 
cartilagem ou osso. Esfacelo 
e /ou escara pode estar 
visível. Epíbole (lesão com 
bordas enroladas), 
descolamento e/ou túneis 
ocorrem frequentemente. A 
profundidade varia conforme 
a localização anatômica. 
Quando o esfacelo ou escara 
prejudica a identificação da 
extensão da perda tissular, 
deve-se classificá-la como 
Lesão por Pressão Não 
Classificável. 
 
29
 
 
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Suspeita de 
lesão 
profunda 
Profundidade 
Indeterminada. Área 
vermelha escura ou púrpura 
localizada em pele intacta e 
descolorada ou flictena 
preenchida com sangue, 
provocadas por danos no 
tecido mole subjacente 
resultantes de pressão e/ou 
cisalhamento. 
 
Lesão por 
Pressão 
Relacionada 
a Dispositivo 
Médico 
 
Descreve a etiologia da 
lesão. A Lesão por Pressão 
Relacionada a Dispositivo 
Médico resulta do uso de 
dispositivos criados e 
aplicados para fins 
diagnósticos e terapêuticos. 
A lesão por pressão resultante 
geralmente apresenta o 
padrão ou forma do 
dispositivo. Essa lesão deve 
ser categorizada usando o 
sistema de classificação de 
lesões por pressão. 
 
Lesão por 
Pressão em 
Membranas 
Mucosas 
É encontrada quando há 
histórico de uso de 
dispositivos médicos no local 
do dano. Devido à anatomia 
do tecido, essas lesões não 
podem ser categorizadas. 
 
Lesão não 
classificável 
Crosta necrose impede 
visualizar a profundidade da 
ferida 
 
 
National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP) - organização norte-
americana, sem fins lucrativos, dedicada à prevenção e ao tratamento 
de lesões por pressão. Formado em 1986, o conselho diretor é 
multidisciplinar, composto de especialistas em lesões por pressão e líderes 
de diferentes áreas da saúde que compartilham o compromissoda 
30
 
 
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organização. Em 2016, o NPIAP anunciou a mudança na terminologia 
Úlcera por Pressão para Lesão por Pressão e a atualização da 
nomenclatura dos estágios do sistema de classificação. 
20. Quais os fatores de risco para lesão por pressão? 
✓ Grau de mobilidade alterado. 
✓ Incontinência urinária e/ou fecal. 
✓ Alterações da sensibilidade cutânea. 
✓ Alterações do estado de consciência. 
✓ Presença de doença vascular. 
✓ Estado nutricional alterado. 
 
21. Quais as medidas sugeridas para evitar as lesões por pressão? 
✓ Avalie o risco do paciente para desenvolvimento de úlceras por 
pressão na admissão em qualquer serviço de saúde, realize 
reavaliações periódicas e utilize escalas específicas. 
✓ Proteja a pele do paciente do excesso de umidade, ressecamento, 
fricção e cisalhamento. 
✓ Mantenha os lençóis secos, sem vincos e sem restos alimentares. 
✓ Utilize dispositivos de elevação (elevador, trapézio), rolamentos ou 
lençóis ao realizar a transferência do paciente da cama para a 
maca, da cama para a poltrona, entre outras. 
✓ Hidrate a pele do paciente com cremes à base de ácidos graxos 
essenciais. 
✓ Realize mudança de decúbito conforme protocolos institucionais. 
✓ Incentive a mobilização precoce passiva e/ou ativa, respeitando 
as condições clínicas do paciente. 
✓ Utilize superfícies de suporte e alívio da carga mecânica para 
minimizar os efeitos do excesso de pressão causado pela 
31
 
 
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imobilidade, como o uso de almofadas, travesseiros ou coxins 
apropriados. 
✓ Providencie colchão de poliuretano (colchão caixa de ovo) para 
o paciente acamado. 
 
22. Cite as medidas não recomendadas na prevenção de LPP: 
 
23. Quais as principais escalas para avaliação do risco de LPP? 
✓ Escala de Braden 
✓ Escala de Braden Q (crianças menores que 5 anos) 
✓ Escala de Norton 
✓ Escala de waterlow (UTI) 
 
24. Quais sãos os parâmetros avaliados na Escala de Braden? 
6. Percepção sensorial; 
7. Umidade; 
8. Atividade; 
9. Mobilidade; 
10. Nutrição, 
11. Fricção e cisalhamento. 
 
25. Como é feita a pontuação na escala de Braden? 
Almofadas tipo 
rodas d’água ou 
de espuma
Luvas com água 
para elevar 
calcâneos
Lã de carneiro 
para redução da 
pressão
Massagem nas 
proeminências 
ósseas 
32
 
 
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Quanto mais baixa a pontuação mais alto o risco de desenvolver lesão 
por pressão. 
 
26. Quais são os parâmetros avaliados e quais são as pontuações 
atribuídas pela Escala de Norton? 
 
27. Descreva as diferenças entre as úlceras venosas e as úlceras arteriais: 
 Úlceras Arteriais Úlceras Venosas 
Localização 
Extremidade dos 
dedos dos pés, 
espaços interdigitais, 
calcanhar 
Maléolo medial; raramente, 
maléolo lateral ou área tibial 
anterior 
33
 
 
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Profundidade 
da úlcera 
Profunda, 
acometendo 
frequentemente o 
espaço articular 
Superficial 
Formato Circular Borda irregular 
Base da úlcera 
Pálida a preta e 
gangrena seca 
Tecido de granulação – 
vermelho vivo a amarelo 
fibrinoso na úlcera crônica a 
longo prazo 
Edema de 
perna 
Mínimo, a não ser 
que o membro seja 
mantido na posição 
pendente 
constantemente 
para aliviar a dor 
Moderado a grave 
 
ITB AlteradoEvitar ou reduzir a 
dose ao máximo possível no período perioperatório. 
 
35. Em relação ao curativo, responda quais são os critérios para um 
curativo ideal? 
• Manter elevada umidade entre a ferida e o curativo; 
• Remover o excesso de exsudação; 
• Permitir a troca gasosa; 
• Fornecer isolamento térmico; 
• Ser impermeável a bactérias; 
• Ser asséptico; 
• Permitir a remoção sem traumas e dor. 
• Facilidade na remoção; 
• Conforto; 
• Não exigir trocas frequentes; 
• Manter o leito da ferida com umidade ideal e as áreas 
periféricas secas e protegidas; 
• Facilidade de aplicação; 
• Adaptabilidade (conformação às diversas partes do corpo). 
 
36. Quais são tipos de coberturas e suas indicações? 
Papaína e 
Colagenase 
2% - em granulac ̧ão. 
Acima de 2% - desbridamento enzimático 
Alginato de cálcio 
Exsudação abundante com ou sem 
infecção, feridas cavitárias sanguinolentas 
Alginato com prata 
Bactericida e apresenta alta capacidade 
de absorção, hemostático. 
38
 
 
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Carvão ativado e 
prata 
Feridas infectadas, fétidas e altamente 
exsudativas. Não utilizar em áreas de 
exposição óssea. 
Hidrocoloide 
Não utilizar como curativo secundário. 
Prevenção de lesão por pressão. 
Debridamento autolítico. 
Hidrogel Debridamento autolítico. 
Filme transparente 
Cobertura de cateter. Prevenção de lesão 
por pressão. Feridas secas. 
Sulfadiazina prata a 
1% 
Queimadura 
Espumas de 
poliuretano 
Ferida com cicatrização por segunda 
intenção, níveis de exsudato moderados ou 
elevados 
 
 
 
 
37. Como fazer a limpeza da ferida? 
Limpeza da Ferida: SF 0,9% morno em jato, frasco de 500 ml com ponteiras 
para irrigação. Deve ser exaustiva até a retirada dos debris, crostas e do 
exsudato presente no leito da ferida. 
Pode ser utilizado o PHMB (polihexametileno) 
 
Feridas com cicatrização por primeira intenção (bordos aproximados por 
sutura): Recomenda-se permanecer com curativo estéril por 24 h a 48 h, 
exceto se houver drenagem da ferida ou indicação clínica. O primeiro 
curativo cirúrgico deverá ser realizado pela equipe médica ou 
enfermeiro especializado. O enfermeiro poderá realizar o curativo a partir 
do segundo dia de pós-operatório (PO) ou conforme conduta. Realizar o 
curativo com toque suave de SF 0,9% em incisão cirúrgica. 
 
38. Como fazer o curativo na tração transesquelética? 
1. Limpar os locais de inserção dos pinos com Soro Fisiológico 0,9% 
removendo crostas e sujidades. 
39
 
 
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2. Após, realizar toque de álcool a 70%; primeiro na inserção dos 
pinos, depois na área periferida e por último, no fixador. 
3. Posteriormente, ocluir com gazes, acolchoado e atadura de 
crepom. 
 
 
 
 
 
 
39. Quais são os tipos de desbridamento? 
 
 
Definições: Desbridamento – Resolução COFEN 501/2015 
Desbridamento autolítico – processo seletivo de remoção da necrose 
(preserva o tecido vivo) pela ação dos neutrófilos, eosinófilos e basófilos; 
e das enzimas digestivas do próprio organismo do paciente. É promovido 
pelo uso de produtos que garantam a umidade adequada na ferida. 
Desbridamento
Autolítico
Lento
Ambiente úmido
Fibrinólise e enzimas 
endógenas
Ex: Hidrocolóide, 
hidrogel e alginato 
de Ca.
Enzimático
agente químico 
seletivo ao tecido 
necrótico.
Ex: Conagenase e 
Papaína
Instrumental
Cirúrgico (médico) 
ou conservador
40
 
 
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Desbridamento instrumental conservador – pode ser realizado à beira do 
leito ou ambulatorial, em lesões cuja área de necrose não seja muito 
extensa. Nestes casos, a analgesia local geralmente não é necessária 
visto que o tecido necrótico é desprovido de sensação dolorosa. Nos 
casos de lesões extensas ou úlceras em estágio IV, o paciente deverá ser 
encaminhado ao centro cirúrgico. 
Desbridamento mecânico – consiste na aplicação de força mecânica 
diretamente sobre o tecido necrótico a fim de facilitar sua remoção, 
promovendo um meio ideal para a ação de cobertura primarias. Pode 
ser fricção, irrigação com jato de solução salina à 0,9%, irrigação pulsátil, 
hidroterapia, curativo úmido-seco, enzimático e autólise. 
 
Desbridamento químico – processo seletivo de remoção da necrose 
(preserva o tecido vivo) por ação enzimática. 
 
40. Acerca do curativo, citar os critérios que devem ser observados em 
sua realização: 
✓ Curativos úmidos não são indicados em locais de cateteres, 
introdutores, fixadores externos e drenos; 
✓ A solução fisiológica 0,9% é indicada para limpeza e 
tratamento de feridas com cicatrização por 2ª ou 3ª 
intenção, porque limpa e úmida a ferida, favorece a 
formação de tecido de granulação e amolece os tecidos 
desvitalizados. 
✓ Antes de fazer o curativo, observar o estado do paciente, ler 
as anotações sobre o tipo de curativo, sua evolução e 
cuidados específicos. 
✓ Nas feridas cirúrgicas, a pele ao redor da ferida é 
considerada mais contaminada que a própria ferida, 
enquanto que nas feridas infectadas a área mais 
contaminada é a do interior da lesão. 
41
 
 
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✓ Quando o paciente necessitar de vários curativos, iniciar 
pela incisão fechada e limpa, seguindo-se as lesões abertas 
não infectadas e por último as infectadas. 
✓ Geralmente, nas feridas cirúrgicas, 48 horas após a cirurgia, 
é recomendado deixar o curativo aberto. 
✓ Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta 
de lixo do paciente. 
✓ Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local 
da ferida a fim de permitir boa circulação. 
✓ O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no 
curativo deve ser de uso individual. Um para cada paciente. 
✓ Os curativos devem ser tocados diariamente e sempre que 
se apresentarem úmidos ou sujos. 
✓ Nas feridas, com exsudato, com suspeita de infecção deve 
ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada 
imediatamente ao laboratório. 
 
41. Quais materiais necessários para realizar o curativo? 
Material necessário 
• Pacote estéril de curativo: 1 pinça anatômica, 1 pinça dente-
de-rato e 1 pinça kelly, Tesoura; 
• Solução Fisiológica 0,9%; 
• Seringa de 20ml + agulha 40x12; 
• Pacote com gaze estéreis; 
• Esparadrapo, fita crepe ou micropore; 
• Saco plástico; 
• Luvas de procedimentos ou esterilizadas; 
• Forro de papel, pano ou impermeável para proteger a roupa 
de cama; 
42
 
 
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• Quando indicado: almotolia com antisséptico, pomada, 
creme, atadura. 
 
42. Qual a técnica empregada na realização do curativo? 
Técnica 
1. Lavar as mãos e organizar o material; 
2. Explicar o procedimento ao paciente e dar assistência às suas 
necessidades; 
3. Avaliar o nível de dor do paciente, usar medicação e esperar 
que a medicação faça efeito antes de começar, quando 
necessário; 
4. Abrir o pacote de curativo; 
5. Abrir mais pacotes de gazes; 
6. Colocar a mesa ao lado da cama próxima ao local em que será 
feito o curativo; 
7. Colocar o material na mesa ao lado da cama; 
8. Saco de lixo ao lado da cama; 
9. Perfurar o frasco de solução salina, previamente aquecida à 
temperatura corporal; 
10. Calçar as luvas de procedimentos; 
11. Retirar a fita adesiva e remover o curativo sujo; 
12. Molhar o curativo com solução salina, se estiver aderido á 
ferida, então puxar suavemente; 
13. Colocar o curativo no saco de lixo; 
14. Colocar a cuba rim abaixo da ferida; 
15. Lavar a ferida com jato de soro morno; 
16. Passar a gaze, em áreas que não tenha tecido de granulação, 
trocando a gaze sempre que necessário; 
17. Usar a cobertura mais indicada; 
43
 
 
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18. Colocar as gazes sobre a área da ferida ouincisão até que a 
área esteja completamente coberta; 
19. Fixar o curativo com fita adesiva; 
20. Dispensar as luvas; 
21. Lavar as mãos. 
 
43. Como proceder na realização dos curativo em feridas assépticas e 
sépticas? 
 
44. Quais são os tipos de dreno? 
Quanto a forma e ação: 
a) Capilaridade: a saída das secreções se dá através da superfície 
externa do dreno (ex. penrose) 
b) Gravitação: Utiliza-se cateteres de grosso calibre colocados na 
cavidade e conectados a bolsa coletora ou borracha de látex (ex. dreno 
de tórax). 
c) Sucção: Geralmente utilizados em circunstâncias em que se prevê o 
acumulo de líquidos em grande quantidade, ou por períodos 
prolongados (ex. Dreno de tórax com pressão negativa ou sistema de 
drenagem Portovac). 
 
45. Quais são os cuidados com o dreno? 
1. Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico. 
2. Colocar uma gaze sob o dreno, isolando-o da pele. 
Feridas sépticas
•Limpar de fora para dentro;
•Desbridamento e lavagem da ferida ocorre de acordo com o grau de 
contaminação;
•A ferida é preenchida com material curativo;
•Cobrir a ferida com materiais absorventes
Feridas assépticas
•Utilizar material esterilizado;
•Limpar de dentro para fora;
•Trocar as compressas durante a limpeza
44
 
 
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3. Colocar outra gaze sob o dreno, protegendo-o 
4. O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo. Cortar 
o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando luva 
esterilizada. 
5. Nunca tocar diretamente no dreno. 
6. O dreno tubular ou torácico exige troca de curativo extremamente 
rápido e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Não 
deve apresentar dobras, para garantir uma boa drenagem. 
7. Observar e anotar o volume e o aspecto do material drenado. 
 
46. Quais são os materiais e os procedimentos realizados na retirada de 
pontos? 
Retirada de pontos 
Material Procedimento 
- 1 pinça Kocker, 1 pinça Kelly, 1 
pinça dente de rato e 1 
anatômica; 
- gazes esterilizadas; 
- soro fisiológico; 
- tesoura de iris ou lâmina de bisturi 
ou gilete esterilizada; 
- fita adesiva; 
- saco plástico. 
- faz-se a limpeza da incisão 
cirúrgica, obedecendo a técnica 
do curativo; 
- umideça os pontos com soro 
fisiológico e seque; 
- com a pinça anatômica, segura-
se a extremidade do fio e com a 
tesoura corta-se a parte inferior do 
nó; 
- coloca-se uma gaze próxima à 
incisão, para depositar os pontos 
retirados; 
- após o procedimento, fazer a 
limpeza local com técnica 
asséptica. 
47. Qual escala avalia o risco de LPP no CC? 
Escala ELPO 
 
✓ Desenvolvida no Brasil em 2013; 
✓ Objetivo- prevenção de lesão por pressão; 
45
 
 
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✓ Aplica antes da cirurgia e pode adaptar se houver mudanças; 
✓ Fatores: 
1. tipos de posição cirúrgica 
2. tempo de cirurgia, tipo de anestesia 
3. superfície de suporte 
4. posição dos membros 
5. comorbidades 
6. idade do paciente. 
✓ Escore de 7 a 35, quanto maior o escore maior o risco. Risco maior, 
se maior que 20. 
48. Quais são os sintomas da Síndrome do compartimento? 
 
49. Quais as complicações possíveis de uma ferida operatória e como 
preveni-las? 
Complicações da ferida operatória 
Complicações Prevenção 
Infecção da Ferida Cirúrgica 
Presença de secreção purulenta 
que varia de clara inodora a pus 
espesso com odor fétido, com a 
presença ou não de necrose nas 
bordas da ferida. 
Preparo pré-operatório adequado, 
utilização de técnicas assépticas, 
observação dos princípios da 
técnica de curativo e alerta aos 
sinais que caracterizam a infecção. 
Cuidados com os curativos durante 
o banho e efetuar a troca sempre 
que estiver sujo. 
Deiscência 
Abertura total ou parcial da 
incisão cirúrgica provocada por 
infecção, rompimento da sutura, 
Curativo conforme necessidade 
com lavagem ou irrigação do local 
com solução fisiológica, podendo 
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distensão abdominal, ascite e 
estado nutricional precário do 
cliente. 
haver a necessidade de o cliente 
revisar os pontos cirúrgicos, 
Todos os curativos com saída de 
secreções (purulenta, 
sanguinolenta) devem ser do tipo 
fechado; 
Nos casos de sangramento, indica-
se o curativo compressivo. 
Finalizamos mais um tijolo na construção da NOSSA APROVAÇÃO. 
 
 
Para refletir: 9Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não 
se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você 
por onde você andar". 
 
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