Prévia do material em texto
@professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Mentoria Fernanda Barboza Estudo dirigido – feridas e curativos Professora Fernanda Barboza Olá, pessoal. Como estão os estudos? Hoje vamos fazer o estudo dirigido sobre a temática completa de feridas e curativos. A proposta é um estudo ativo sobre esse tema tão importante. Assim, você irá responder as perguntas iniciais do material no seu caderno por meio do método ativo de revisão e lembrando da aula em vídeo. Na sequência, estude as minhas respostas e complemente seu caderno de resumos. Assuntos abordados nessa temática: • Anatomia da pele • Conceito e classificação de feridas • Resolução COFEN 567/2018 • Tipos de cicatrização (1ª, 2ª e 3ª intenção); • Fases da cicatrização (inflamatória, proliferativa e maturação); • Diferença das úlceras venosas, arteriais e neuropáticas; • Lesão por pressão; • Ferida operatória e Infecção de ferida cirúrgica; • Curativos (classificação, tipos, técnica, curativo com dreno, retirada de pontos). Perguntas 1. Quais são as características e as camadas da pele? Anatomia e fisiologia da pele Características Camadas Funções 2. Como é formada a epiderme? 2 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 3. Qual tipo de células encontramos na epiderme? Qual função de cada uma delas? 4. Quais as caracteristicas da Derme? 5. Como é formada a hipoderme? 6. Como os nutrientes chegam até a epiderme? 7. Quais os receptores que temos na pele e os seus respectivos nomes? Descreva na tabela abaixo: 3 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 8. Descreva o conceito de ferida e curativo: Ferida Curativo 9. A resolução COFEN Nº 567/2018 regulamenta a competência da equipe de enfermagem, visando o efetivo cuidado e segurança do paciente submetido ao procedimento. Segundo essa resolução, compete ao enfermeiro? 10. Conceitue os termos da tabela: Exsudato Granulação Necrose Pus Escoriação Estoma Abrasão Abscesso Celulite Cisalhamento Fricção Cicatrização Deiscência 4 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 11. As feridas podem assumir diversas classificações, de acordo com o critério analisada, a respeito das classificações das feridas preencha o quadro abaixo: Classificação de feridas Conforme as estruturas comprometidas Conforme o tempo de cicatrização Conforme a apresentação clínica Quanto ao risco de infecção Quanto à natureza do agente vulnerante (CAB 30) Quanto à complexidade 12. A ANVISA, classifica as feridas em 4 categorias, descreva as características de cada uma (grife palavras-chave nas suas anotações): Classificação das feridas (ANVISA) LIMPA LIMPA – CONTAMINADA CONTAMINADA INFECTADA 5 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 13. Segundo a resolucao COFEN 501/2015 o que seria uma ferida ulcerativa? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 14. Quais os tipos de cicatrização? 1ª Intenção 2ª Intenção 3ª Intenção 15. Quais as fases da cicatrização? 16. Complete o quadro com as principais características de cada fase: Fase inflamatória (coagulação e limpeza) Fase de proliferação (4º até o término da segunda semana) Fase de Maturação 17. Quais fatores influenciam na cicatrização? Fatores locais Fatores sistêmicos 6 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 18. Qual o conceito de lesão por pressão segundo a NPIAP? 19. Complete a tabela relacionada às classificações da lesão por pressão: Estágio Característica 1 2 3 4 Suspeita de lesão profunda Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico Lesão por Pressão em Membranas Mucosas Lesão não classificável 20. Quais os fatores de risco para lesão por pressão? 1. ____________________________________________________________________ 2. ____________________________________________________________________ 3. ____________________________________________________________________ 4. ____________________________________________________________________ 5. ____________________________________________________________________ 6.____________________________________________________________________ 7 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 21. Quais as medidas sugeridas para evitar as lesões por pressão? 22. Cite as medidas não recomendadas na prevenção de LPP: 23. Quais as principais escalas para avaliação do risco de LPP? 24. Quais sãos os parâmetros avaliados na Escala de Braden? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 25. Como é feita a pontuação na escala de Braden? Escala de Braden 8 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 26. Quais são os parâmetros avaliados e quais são as pontuações atribuídas pela Escala de Norton? 1. 2. 3. 4. 5. 27. Descreva as diferenças entre as úlceras venosas e as úlceras arteriais: Úlceras Arteriais Úlceras Venosas Localização Profundidade Formato Base da úlcera Edema de perna ITB Sintomas 9 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 28. Em relação ao pé diabético, diferencie neuropatia (PSP) e isquemia (DAP): Neuropatia (PSP): Isquemia (DAP): 29. Em relação ao pé diabético, como avaliar o melhor calçado para o uso: 30. Como proceder a realização do exame físico no paciente com diabetes? Avaliação da pele Avaliação musculoesquelética Avaliação vascular Avaliação neurológica (PSP) 31. Como realizar o teste do monofilamento 10 g? Áreas testadas Teste Cuidados com o monofilamento 10 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 32. Qual a classificação de risco do pé diabético e qual periodicidade de acompanhamento para cada caso? Categoria de risco Definição Acompanhamento 33. Qual é a classificação de infecção do sítio cirúrgico? ISC Superficial (pele e subcutâneo) ISC Profunda (fáscia e/ou músculos) ISC: Cavidade 34. Quais são os fatores de risco para ISC e as ações de prevenção? Fator de risco Prevenção 11 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 35. Em relação ao curativo, responda quais são os critérios para um curativo ideal? 36. Quais são tipos de coberturas e suas indicações? Papaína e Colagenase Alginato de cálcio Alginato com prata Carvão ativado e prata Hidrocoloide Hidrogel Filme transparente Sulfadiazina prata a 1% Espumas de poliuretano 37. Como fazer a limpeza da ferida? Limpeza da Ferida: Feridas com cicatrização por primeira intenção: 38. Como fazer o curativo na tração transesquelética? 1. 2. 3. 39. Quais são os tipos de desbridamento? 12 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 40. Acerca do curativo, cite os critérios que devem ser observados em sua realização: 41. Quais materiais necessários para realizar o curativo? Material necessário 42. Qual a técnica empregada na realização do curativo? Técnica 43. Como proceder na realização dos curativoem feridas assépticas e sépticas? Feridas sépticas: Feridas assépticas: 44. Quais são os tipos de dreno? a) Capilaridade: b) Gravitação: c) Sucção: Desbridamento 13 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 45. Quais são os cuidados com o dreno? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 46. Quais são os materiais e os procedimentos realizados na retirada de pontos? Retirada de pontos Material Procedimento 47. Qual escala avalia o risco de LPP no CC? Fatores: 1. 2. 3. 4. 5. 48. Quais são os sintomas da Síndrome do compartimento? 14 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 49. Quais as complicações possíveis de uma ferida operatória e como preveni-las? Complicações da ferida operatória Complicações Prevenção Respostas comentadas 1. Quais são as características e as camadas da pele? Anatomia e fisiologia da pele Características Histologia: tecido epitelial (queratinócitos) e tecido conjuntivo (fibroblastos e fibrócitos) Maior órgão do corpo Camadas Epiderme Derme Subcutâneo (adiposo) Funções Proteger o corpo de ações do meio ambiente; Evitar perda de líquido e evitar a entrada de substâncias ruins no organismo; Regular a temperatura do corpo; Garantir a sensibilidade através dos nervos da pele. 2. Como é formada a epiderme? É formada por várias camadas (estratos) de células achatadas (epitélio pavimentoso) justapostas. Também chamada de cutícula, essa parte da pele encontra-se na camada papilar da derme e pode adquirir espessuras diferentes em determinadas partes do corpo humano. A epiderme não tem vasos sanguíneos. A epiderme contém queratina. 3. Qual tipo de células encontramos na epiderme? Qual função de cada uma delas? 15 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Melanócitos Estão presentes nas camadas basal e espinhosa, com prolongamentos dentríticos dirigidos para a superfície da epiderme. No seu interior ocorre a síntese da melanina, pigmento de cor marrom escura. Células de Langerhans Estão localizadas entre os queratinócitos, em toda a epiderme, porém, são mais frequentes na camada espinhosa. Fazem parte do sistema imunitário, podendo processar e acumular na sua superfície os antígenos cutâneos, apresentando esses antígenos aos linfócitos. Células de Merkel Célula epidérmica modificada, localizada na camada basal, e geralmente presentes na pele espessa. Caracteriza-se pela presença de grânulos citoplasmáticos. A base desta célula está em contato com terminações nervosas, e por isso, é tida como mecano – receptor (toque). Queratinócito São as células mais numerosas da epiderme. Responsável pelo processo de queratinização. 4. Quais as caracteristicas da Derme? A derme é elástica e flexível. É a camada intermediária da pele que fica abaixo da epiderme. Nela encontra-se a elastina e o colágeno responsáveis pela elasticidade. Ela é um manto denso de fortes fibras brancas (colágeno) e fibras elásticas amarelas (elastina), através das quais os vasos sanguíneos, células musculares, fibras nervosas, canais linfáticos, folículos pilosos e glândulas estão entremeados. A derme concede força e elasticidade à pele. 16 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 5. Como é formada a hipoderme? É formada essencialmente pelo tecido adiposo e tecido conjuntivo frouxo. Possui as seguintes funções: fixar a pele e isolar o corpo de mudanças extremas no meio ambiente. 6. Como os nutrientes chegam até a epiderme? Como a epiderme não tem vasos sanguíneos, os nutrientes e o oxigênio chegam até ela por meio de difusão a partir dos vasos sanguíneos da derme. 7. Quais os receptores que temos na pele e os seus respectivos nomes? Descreva na tabela abaixo: Receptores de Krause Frio Receptores de Ruffini Calor Discos de Merkel Tato e Pressão Receptores de Pacini Pressão Receptores de Meissner Tato Terminações nervosas livres Principalmente Dor 8. Descreva o conceito de ferida e curativo: Elástica Flexível Rica em colágeno Elastina Tecido adiposo Tecido conjuntivo frouxo Fixar a pele Isolar o corpo 17 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Ferida Rompimento anormal da pele ou superfície do corpo. Normalmente comprometem a pele, os tecidos moles e os músculos. Curativo É um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com o objetivo de proteger o tecido recém-formado da invasão microbiana, aliviar a dor, oferecer conforto para o paciente, manter o ambiente úmido, promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção. 9. A resolução COFEN Nº 567/2018 regulamenta a competência da equipe de enfermagem, visando o efetivo cuidado e segurança do paciente submetido ao procedimento. Segundo essa resolução compete ao enfermeiro? Art. 2º O Enfermeiro tem autonomia para abertura de Clínica/Consultório de Prevenção e Cuidado de pessoas com feridas, respeitadas as competências técnicas e legais. Art. 3º Cabe ao Enfermeiro da área a participação na avaliação, elaboração de protocolos, seleção e indicação de novas tecnologias em prevenção e tratamento de pessoas com feridas. Vou deixar aqui para vocês os textos do anexo da referida resolução, com o detalhamento das atribuições de cada profissional da enfermagem: REGULAMENTAÇÃO DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AOS PACIENTES COM FERIDAS 1. GERAL a) Avaliar,preescrever e executar curativos em todos os tipos de feridas em pacientes sob os seus cuidados, além de coordenar e supervisionar a equipe de enfermagem na prevenção e cuidado de pessoas com feridas. 2. ESPECÍFICAS a) Abrir clínica/consultório de enfermagem para prevenção e cuidado aos pacientes com feridas, de forma autônoma e empreendedora, respeitadas as competências técnicas e legais. b) Realizar atividades de prevenção e cuidado às pessoas com feridas, a ser executado no contexto do Processo de Enfermagem, Abertura de Clínica Avaliação Elaboração de protolocos Seleção e indicação de novas tecnologias 18 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza atendendo as determinações das normatizações do Cofen e aos princípios da Política Nacional de Segurança do Paciente -PNSP- do Sistema Único de Saúde – SUS. c) Prescrever medicamentos e coberturas utilizados na prevenção e cuidado às pessoas com feridas,estabelecidas em Programas de saúde e/ou Protocolos Institucionais. d) Realizar curativos em todos os tipos de feridas,independentemente do grau de comprometimento tecidual. e) Executar o desbridamento autolítico,instrumental, mecânico e enzimático. f) Realizar a terapia de compressão elástica e inelástica de alta e baixa compressão, de acordo com o diagnóstico médico (ùcera venosa ou mista e linfedemas). g) Participar da escolha de materiais, medicamentos e equipamentos necessários a prevenção e ao cuidado aos pacientes com feridas. h) Estabelecer política de avaliação dos riscos potenciais,por meio de escalas ou outras ferramentas validadas para prevenção de feridas, elaborando protocolo institucional. i) Desenvolver e implementar plano de intervenção para o indivíduo em risco de desenvolver lesão/úlcera por pressão. l) Utilizar novas técnicas e tecnologias tais como laser e LED, terapia por pressão negativa,eletroterapia, hidrozonioterapia, entre outros mediante capacitação. m) Executar os cuidados de enfermagem para os procedimentos de maior complexidade técnica e aqueles que exijam tomada de decisão imediata. n) Garantir com eficácia e eficiência o reposicionamento no leito (mudança de decúbito) devendo estsrdevidamente prescrito no contexto do processo de enfermagem. o) Coordenar e/ou participar de pesquisas clínicas relacionadas a produtos, medicamentos e tecnologias a serem utilizados na prevenção e tratamento de feridas, respeitando os preceitos éticos legais da profissão. p) Delegar ao técnico de enfermagem,os curativos de feridas, respeitadas suas competências técnicas e legais,considerando risco e complexidade. q) Prescrever cuidados de enfermagem as pessoas com feridas a serem executados pelos técnicos e auxiliares de enfermagem, observadas as disposições legais da profissão. r) Solicitar exames laboratoriais e radiografias inerentes ao processo do cuidado,estabelecidos em protocolos institucionais, às pessoas com feridas. s) Utilizar materiais,equipamentos e medicamentos e novas tecnologias aprovados e que venham ser aprovados pela Anvisa, para a prevenção e cuidado às pessoas com feridas. 19 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza t) Executar,coordenar e supervisionar as atividades de enfermagem relacionadas a terapia hiperbárica. u) Realizar foto documentação para acompanhamento da evolução da ferida,desde que autorizado formalmente pelo paciente,ou responsável por meio de formulário institucional,respeitando os preceitos éticos e legais do uso de imagens. v) Realizar coleta de material para exame microbiológico das feridas quando necessário o diagnóstico etiológico da infecção. w) Participar e solicitar parecer técnico das comissões de curativos. x ) Realizar referência para serviços especializados ou especialistas quando necessário. y) Garantir a contra referência quando em serviços especializados. z) Registrar todas as ações executadas e avaliadas no prontuário do paciente. II. REGULAMENTAÇÃO DA ATUAÇÃO DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO CUIDADO AOS PACIENTES COM FERIDAS a) Realizar curativo nas feridas sob a prescrição e supervisão do enfermeiro. b) Auxiliar o enfermeiro nos curativos. c) Informar a pessoa quanto aos procedimentos realizados e aos cuidados com a ferida, enquanto componente da equipe de enfermagem. d) Registrar no prontuário do paciente as caracteristicas da ferida,procedimentos executados, bem como as queixas apresentadas e/ou qualquer anormalidade,comunicando ao enfermeiro as intercorrências. e) Manter-se atualizado participando de programas de educação permanente. III. ATUAÇÃO DO AUXILIAR DE ENFERMAGEM NO CUIDADO AOS PACIENTES COM FERIDAS a) Executar as ações prescritas pelo enfermeiro de acordo com a sua competência técnica e legal. b) Auxiliar o enfermeiro nos curativos. c) Manter-se atualizado participando de programas de educação permanente. 10. Conceitue: Exsudato Acúmulo de líquidos em uma ferida. Granulação Formação de tecido conjuntivo e vários novos capilares em uma ferida. 20 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Necrose Degeneração de um tecido por morte de suas células. Apresenta aspecto amarelado ou enegrecido. Pus Fluido espesso composto por leucócitos, bactéria e debris celulares. Escoriação Arranhões lineares na pele. Estoma É a abertura cirúrgica que permite a comunicação entre um órgão interno e meio exterior. Abrasão Erosão da pele através de algum processo mecânico (fricção ou traumatismo). Abscesso Coleção de pus na derme e tecidos profundos adjacentes. Celulite inflamação dos tecidos indicando uma infecção local, caracterizada por vermelhidão, edema e sensibilidade. Cisalhamento Deformação que sofre um corpo quando sujeito à ação de forças cortantes. Fricção Atrito que causa traumatismo mecânico a pele. Cicatrização É a cura de uma ferida por reparação ou regeneração dos tecidos afetados evoluindo em fases distintas. Deiscência Separação das bordas da ferida. 11. As feridas podem assumir diversas classificações, de acordo com o critério analisada, a respeito das classificações das feridas preencha o quadro abaixo: Classificação de feridas Conforme as estruturas comprometidas Superficial: pele e o tecido subcutâneo, as aponeuroses e os músculos, sem lesar estruturas profundas ou nobres como nervos, tendões, vasos de maior calibre, vísceras e ossos. Ex. escoriações. Profunda: são aquelas em que são atingidas estruturas profundas. Conforme o tempo de cicatrização Ferida aguda – aquela que é resultado de cirurgia ou lesões ocorridas por acidentes. Ferida crônica – que têm um tempo de cicatrização maior que o esperado devido a sua etiologia. São feridas que não apresentam a fase de regeneração 21 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza no tempo esperado, havendo um retardo na cicatrização. Conforme a apresentação clínica ➢ FECHADAS: Contusão: a pele e/ou mucosa são lesionadas, mas permanecem íntegras. Podem ser profundas e alcançar tecido conectivo, muscular, tendíneo e ósseo. Geralmente resultantes de esmagamento. ➢ ABERTAS Incisa: sol. de continuidade linear, bordas regulares e profundidade variável. Produzida por objetos cortantes (faca, bisturi). Lacerada: produzida por objetos pontiagudos que cortam o tecido formando bordas irregulares, pouco sangrenta. Quando ocorridas a mais de 4 horas fecham-se parcialmente e utilizam-se drenos. Avulsionada: produzida por despregamento do tecido subcutâneo, resultando no arranchamento da pele. Pouco sangrentas, de grande espaço morto. Punctória: produzida por elementos perfurantes (cravos, pregos). Não atingem cavidades/órgãos. Penetrante: solução de continuidade da pele e tecidos subjacentes alcançando cavidades (abdome, tórax, seios faciais, etc). Geralmente resultam em perfuração de vísceras, empiema ou evisceração. Quanto ao risco de infecção Ferida limpa – aquela produzida voluntariamente no ato cirúrgico, em local passível de assepsia ideal e condições apropriadas, não contendo microrganismos patogênicos. 22 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Ferida contaminada ou suja – ocorrida com tempo maior que 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem sinal de infecção. Ferida infectada – são aquelas em que houve a proliferação de microrganismos, levando a um processo infeccioso, de início localizado, mas que pode sob determinadas condições, estender-se aos tecidos vizinhos, formar novos focos a distância ou generalizar-se por todo o organismo. Quanto à natureza do agente vulnerante (CAB 30) Incisa - São aquelas produzidas por agentes cortantes, afiados, capazes de cortar a pele produzindo ferida linear, com bordas regulares e pouco traumatizadas. Ex. ferida cirúrgica Contusa - São aquelas produzidas por objeto de natureza geralmente romba, capaz de romper a integridade da pele, produzindo feridas irregulares, retraídas e com bordas muito traumatizadas. Essas feridas vão desde as simples lacerações até as complexas com sangramento, contaminação e perda de substância. Perfurante - São aquelas cujo objeto é geralmente fino e pontiagudo, capaz de perfurar a pele e tecidos subjacentes, produzindo lesão cutânea puntiforme ou linear, de bordas regulares ou não. Transfixante - o objeto vulnerante é capaz de penetrar e atravessar os tecidos de determinado órgão em toda a sua espessura. Quanto à complexidade Feridas simples: são pequenos ferimentos nos quais não ocorre perda de tecidos nem contaminação grosseira. Aqui está incluída a maioria das feridas produzidas por acidentes domésticos. 23 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Feridas complexas: são graves, irregulares, nas quais geralmente ocorre perda de substância, esmagamento, queimadura, avulsão, dissecção e deslocamento de tecidos.Atenção: não confundir contusão com ferida contusa!!! 12. A ANVISA, classifica as feridas em 4 categorias, descreva as características de cada uma (grife palavras-chave nas suas anotações): Classificação das feridas (ANVISA) LIMPA Condições assépticas sem microrganismos. São feridas produzidas em ambiente cirúrgico, desde que não foram abertos sistemas digestório ou geniturinário. A probabilidade de infecção é baixa em torno de 1 a 5%. LIMPA – CONTAMINADA Também conhecida como potencialmente contaminadas, são feridas cirúrgicas em que houve abertura do sistema digestório ou geniturinário, ou produzidas acidentalmente com arma branca. Lesão inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem contaminação significativa. O risco de infecção é de 3 a 11%. CONTAMINADA Apresentam reação inflamatória, ou tiveram contato com material contaminado, como fezes, poeira ou outro tipo de sujidade. São consideradas contaminadas também as feridas que já se passaram 6hs do ato que produziu a ferida (trauma e atendimento). O risco de infecção é de 10 a 17%. INFECTADA Presença de agente infeccioso no local e lesão com evidência de intensa reação inflamatória e 24 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza destruição de tecidos podendo haver secreção purulenta. 13. Segundo a resolucao COFEN 501/2015 (revogada) o que seria uma ferida ulcerativa? Feridas escavadas, circunscritas na pele (formadas por necrose, sequestração do tecido), resultantes de traumatismo ou doenças relacionadas com o impedimento do suprimento sanguíneo. As úlceras de pele representam uma categoria de feridas que incluem úlceras por pressão, de estase venosa, arteriais e diabéticas. 14. Quais os tipos de cicatrização? Tipos de cicatrização 1ª Intenção De maneira asséptica, com mín. de destruição tecidual e que são devidamente fechadas. Tecido de granulação não é visível 25 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 2ª intenção Feridas → bordas não foram aproximadas com perda excessiva de tecido 3ª intenção Aproximação das margens da ferida (pele e subcutâneo) após deiscência. O fechamento tardio ou por terceira intenção, as feridas é deixada abertas inicialmente, é feito debridamentos, antibioticoterapia, e após alguns dias, é feito sutura, enxerto cutâneo ou retalhos, ou seja, não é fechada por si só. 15. Quais as fases da cicatrização? Inflamatória proliferativa remodelamento (maturação) 26 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 16. Complete o quadro com as principais características de cada fase: Fase inflamatória (coagulação e limpeza) Inicia após a lesão. Substâncias vasoconstritoras (tromboxana A2 e prostaglandinas pelas membranas) Hemostasia: hemostasia (plaqueta e cascata de coagulação) – forma o coágulo. Vasodilatação: quimiotaxia (migração de neutrófilos e macrófagos para a ferida). Sinais flogísticos Fase de proliferação (4º até o término da segunda semana) (preenchimento e novos vasos) Início no 4º dia após a lesão e se estende aproximadamente até o término da segunda semana. Angiogênese: formação de capilares formação de tecido de granulação: deposição de colágeno (fibroblastos e as células endoteliais) Epitelização Fase de remodelamento ou de maturação (elasticidade) Deposição de colágeno de maneira organizada. O colágeno inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido e um colágeno mais espesso é produzido e organizado ao longo das linhas de tensão. Estas mudanças se refletem em aumento da força tênsil da ferida. Fibroblastos e leucócitos secretam colagenases que promovem a lise da matriz antiga. 17. Quais fatores influenciam na cicatrização? Fatores locais Fatores sistêmicos • Corpo estranho, sujidades, material de sutura, implantes, • Uso de corticosteroides, • Radioterapia, quimioterapia 27 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza • Tecido necrosado ou isquêmico, • Infecção, • Temperatura, • Coleção de líquidos: hematoma, seroma, abcesso, • Espaço morto, • Material de incisão: bisturi ou tesoura • Tempo transcorrido entre o trauma e o tratamento, • Bandagens, • Áreas de tensão e movimento (articulação). • Idade, • Diabetes melito descompensada, • Neuropatia, • Hipoproteinemia, • Hepatopatia: deficiência de fatores de coagulação, • Choque hipovolêmico, • Presença de toxinas bacterianas, • Anti-inflamatórios não esteroidais. 18. Qual o conceito de lesão por pressão segundo a NPIAP? Dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. 19. Complete a tabela relacionada às classificações da lesão por pressão: Estágio Característica Imagem 1 Pele íntegra com eritema que não embranquece. Pode parecer diferente em pele de cor escura. Atenção! Mudanças na cor não incluem descoloração púrpura ou castanha; essas podem indicar dano tissular profundo. 28 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 2 Perda da pele em sua espessura parcial Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis. 3 Perda da pele em sua espessura total Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e epíbole (lesão com bordas enroladas) estão presentes. Esfacelo e /ou escara pode estar visível. 4 Perda da pele em sua espessura total e perda tissular. Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou escara pode estar visível. Epíbole (lesão com bordas enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem frequentemente. A profundidade varia conforme a localização anatômica. Quando o esfacelo ou escara prejudica a identificação da extensão da perda tissular, deve-se classificá-la como Lesão por Pressão Não Classificável. 29 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Suspeita de lesão profunda Profundidade Indeterminada. Área vermelha escura ou púrpura localizada em pele intacta e descolorada ou flictena preenchida com sangue, provocadas por danos no tecido mole subjacente resultantes de pressão e/ou cisalhamento. Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico Descreve a etiologia da lesão. A Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico resulta do uso de dispositivos criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos. A lesão por pressão resultante geralmente apresenta o padrão ou forma do dispositivo. Essa lesão deve ser categorizada usando o sistema de classificação de lesões por pressão. Lesão por Pressão em Membranas Mucosas É encontrada quando há histórico de uso de dispositivos médicos no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas. Lesão não classificável Crosta necrose impede visualizar a profundidade da ferida National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP) - organização norte- americana, sem fins lucrativos, dedicada à prevenção e ao tratamento de lesões por pressão. Formado em 1986, o conselho diretor é multidisciplinar, composto de especialistas em lesões por pressão e líderes de diferentes áreas da saúde que compartilham o compromissoda 30 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza organização. Em 2016, o NPIAP anunciou a mudança na terminologia Úlcera por Pressão para Lesão por Pressão e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação. 20. Quais os fatores de risco para lesão por pressão? ✓ Grau de mobilidade alterado. ✓ Incontinência urinária e/ou fecal. ✓ Alterações da sensibilidade cutânea. ✓ Alterações do estado de consciência. ✓ Presença de doença vascular. ✓ Estado nutricional alterado. 21. Quais as medidas sugeridas para evitar as lesões por pressão? ✓ Avalie o risco do paciente para desenvolvimento de úlceras por pressão na admissão em qualquer serviço de saúde, realize reavaliações periódicas e utilize escalas específicas. ✓ Proteja a pele do paciente do excesso de umidade, ressecamento, fricção e cisalhamento. ✓ Mantenha os lençóis secos, sem vincos e sem restos alimentares. ✓ Utilize dispositivos de elevação (elevador, trapézio), rolamentos ou lençóis ao realizar a transferência do paciente da cama para a maca, da cama para a poltrona, entre outras. ✓ Hidrate a pele do paciente com cremes à base de ácidos graxos essenciais. ✓ Realize mudança de decúbito conforme protocolos institucionais. ✓ Incentive a mobilização precoce passiva e/ou ativa, respeitando as condições clínicas do paciente. ✓ Utilize superfícies de suporte e alívio da carga mecânica para minimizar os efeitos do excesso de pressão causado pela 31 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza imobilidade, como o uso de almofadas, travesseiros ou coxins apropriados. ✓ Providencie colchão de poliuretano (colchão caixa de ovo) para o paciente acamado. 22. Cite as medidas não recomendadas na prevenção de LPP: 23. Quais as principais escalas para avaliação do risco de LPP? ✓ Escala de Braden ✓ Escala de Braden Q (crianças menores que 5 anos) ✓ Escala de Norton ✓ Escala de waterlow (UTI) 24. Quais sãos os parâmetros avaliados na Escala de Braden? 6. Percepção sensorial; 7. Umidade; 8. Atividade; 9. Mobilidade; 10. Nutrição, 11. Fricção e cisalhamento. 25. Como é feita a pontuação na escala de Braden? Almofadas tipo rodas d’água ou de espuma Luvas com água para elevar calcâneos Lã de carneiro para redução da pressão Massagem nas proeminências ósseas 32 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Quanto mais baixa a pontuação mais alto o risco de desenvolver lesão por pressão. 26. Quais são os parâmetros avaliados e quais são as pontuações atribuídas pela Escala de Norton? 27. Descreva as diferenças entre as úlceras venosas e as úlceras arteriais: Úlceras Arteriais Úlceras Venosas Localização Extremidade dos dedos dos pés, espaços interdigitais, calcanhar Maléolo medial; raramente, maléolo lateral ou área tibial anterior 33 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Profundidade da úlcera Profunda, acometendo frequentemente o espaço articular Superficial Formato Circular Borda irregular Base da úlcera Pálida a preta e gangrena seca Tecido de granulação – vermelho vivo a amarelo fibrinoso na úlcera crônica a longo prazo Edema de perna Mínimo, a não ser que o membro seja mantido na posição pendente constantemente para aliviar a dor Moderado a grave ITB AlteradoEvitar ou reduzir a dose ao máximo possível no período perioperatório. 35. Em relação ao curativo, responda quais são os critérios para um curativo ideal? • Manter elevada umidade entre a ferida e o curativo; • Remover o excesso de exsudação; • Permitir a troca gasosa; • Fornecer isolamento térmico; • Ser impermeável a bactérias; • Ser asséptico; • Permitir a remoção sem traumas e dor. • Facilidade na remoção; • Conforto; • Não exigir trocas frequentes; • Manter o leito da ferida com umidade ideal e as áreas periféricas secas e protegidas; • Facilidade de aplicação; • Adaptabilidade (conformação às diversas partes do corpo). 36. Quais são tipos de coberturas e suas indicações? Papaína e Colagenase 2% - em granulac ̧ão. Acima de 2% - desbridamento enzimático Alginato de cálcio Exsudação abundante com ou sem infecção, feridas cavitárias sanguinolentas Alginato com prata Bactericida e apresenta alta capacidade de absorção, hemostático. 38 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Carvão ativado e prata Feridas infectadas, fétidas e altamente exsudativas. Não utilizar em áreas de exposição óssea. Hidrocoloide Não utilizar como curativo secundário. Prevenção de lesão por pressão. Debridamento autolítico. Hidrogel Debridamento autolítico. Filme transparente Cobertura de cateter. Prevenção de lesão por pressão. Feridas secas. Sulfadiazina prata a 1% Queimadura Espumas de poliuretano Ferida com cicatrização por segunda intenção, níveis de exsudato moderados ou elevados 37. Como fazer a limpeza da ferida? Limpeza da Ferida: SF 0,9% morno em jato, frasco de 500 ml com ponteiras para irrigação. Deve ser exaustiva até a retirada dos debris, crostas e do exsudato presente no leito da ferida. Pode ser utilizado o PHMB (polihexametileno) Feridas com cicatrização por primeira intenção (bordos aproximados por sutura): Recomenda-se permanecer com curativo estéril por 24 h a 48 h, exceto se houver drenagem da ferida ou indicação clínica. O primeiro curativo cirúrgico deverá ser realizado pela equipe médica ou enfermeiro especializado. O enfermeiro poderá realizar o curativo a partir do segundo dia de pós-operatório (PO) ou conforme conduta. Realizar o curativo com toque suave de SF 0,9% em incisão cirúrgica. 38. Como fazer o curativo na tração transesquelética? 1. Limpar os locais de inserção dos pinos com Soro Fisiológico 0,9% removendo crostas e sujidades. 39 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 2. Após, realizar toque de álcool a 70%; primeiro na inserção dos pinos, depois na área periferida e por último, no fixador. 3. Posteriormente, ocluir com gazes, acolchoado e atadura de crepom. 39. Quais são os tipos de desbridamento? Definições: Desbridamento – Resolução COFEN 501/2015 Desbridamento autolítico – processo seletivo de remoção da necrose (preserva o tecido vivo) pela ação dos neutrófilos, eosinófilos e basófilos; e das enzimas digestivas do próprio organismo do paciente. É promovido pelo uso de produtos que garantam a umidade adequada na ferida. Desbridamento Autolítico Lento Ambiente úmido Fibrinólise e enzimas endógenas Ex: Hidrocolóide, hidrogel e alginato de Ca. Enzimático agente químico seletivo ao tecido necrótico. Ex: Conagenase e Papaína Instrumental Cirúrgico (médico) ou conservador 40 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza Desbridamento instrumental conservador – pode ser realizado à beira do leito ou ambulatorial, em lesões cuja área de necrose não seja muito extensa. Nestes casos, a analgesia local geralmente não é necessária visto que o tecido necrótico é desprovido de sensação dolorosa. Nos casos de lesões extensas ou úlceras em estágio IV, o paciente deverá ser encaminhado ao centro cirúrgico. Desbridamento mecânico – consiste na aplicação de força mecânica diretamente sobre o tecido necrótico a fim de facilitar sua remoção, promovendo um meio ideal para a ação de cobertura primarias. Pode ser fricção, irrigação com jato de solução salina à 0,9%, irrigação pulsátil, hidroterapia, curativo úmido-seco, enzimático e autólise. Desbridamento químico – processo seletivo de remoção da necrose (preserva o tecido vivo) por ação enzimática. 40. Acerca do curativo, citar os critérios que devem ser observados em sua realização: ✓ Curativos úmidos não são indicados em locais de cateteres, introdutores, fixadores externos e drenos; ✓ A solução fisiológica 0,9% é indicada para limpeza e tratamento de feridas com cicatrização por 2ª ou 3ª intenção, porque limpa e úmida a ferida, favorece a formação de tecido de granulação e amolece os tecidos desvitalizados. ✓ Antes de fazer o curativo, observar o estado do paciente, ler as anotações sobre o tipo de curativo, sua evolução e cuidados específicos. ✓ Nas feridas cirúrgicas, a pele ao redor da ferida é considerada mais contaminada que a própria ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da lesão. 41 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza ✓ Quando o paciente necessitar de vários curativos, iniciar pela incisão fechada e limpa, seguindo-se as lesões abertas não infectadas e por último as infectadas. ✓ Geralmente, nas feridas cirúrgicas, 48 horas após a cirurgia, é recomendado deixar o curativo aberto. ✓ Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. ✓ Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. ✓ O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. Um para cada paciente. ✓ Os curativos devem ser tocados diariamente e sempre que se apresentarem úmidos ou sujos. ✓ Nas feridas, com exsudato, com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. 41. Quais materiais necessários para realizar o curativo? Material necessário • Pacote estéril de curativo: 1 pinça anatômica, 1 pinça dente- de-rato e 1 pinça kelly, Tesoura; • Solução Fisiológica 0,9%; • Seringa de 20ml + agulha 40x12; • Pacote com gaze estéreis; • Esparadrapo, fita crepe ou micropore; • Saco plástico; • Luvas de procedimentos ou esterilizadas; • Forro de papel, pano ou impermeável para proteger a roupa de cama; 42 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza • Quando indicado: almotolia com antisséptico, pomada, creme, atadura. 42. Qual a técnica empregada na realização do curativo? Técnica 1. Lavar as mãos e organizar o material; 2. Explicar o procedimento ao paciente e dar assistência às suas necessidades; 3. Avaliar o nível de dor do paciente, usar medicação e esperar que a medicação faça efeito antes de começar, quando necessário; 4. Abrir o pacote de curativo; 5. Abrir mais pacotes de gazes; 6. Colocar a mesa ao lado da cama próxima ao local em que será feito o curativo; 7. Colocar o material na mesa ao lado da cama; 8. Saco de lixo ao lado da cama; 9. Perfurar o frasco de solução salina, previamente aquecida à temperatura corporal; 10. Calçar as luvas de procedimentos; 11. Retirar a fita adesiva e remover o curativo sujo; 12. Molhar o curativo com solução salina, se estiver aderido á ferida, então puxar suavemente; 13. Colocar o curativo no saco de lixo; 14. Colocar a cuba rim abaixo da ferida; 15. Lavar a ferida com jato de soro morno; 16. Passar a gaze, em áreas que não tenha tecido de granulação, trocando a gaze sempre que necessário; 17. Usar a cobertura mais indicada; 43 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 18. Colocar as gazes sobre a área da ferida ouincisão até que a área esteja completamente coberta; 19. Fixar o curativo com fita adesiva; 20. Dispensar as luvas; 21. Lavar as mãos. 43. Como proceder na realização dos curativo em feridas assépticas e sépticas? 44. Quais são os tipos de dreno? Quanto a forma e ação: a) Capilaridade: a saída das secreções se dá através da superfície externa do dreno (ex. penrose) b) Gravitação: Utiliza-se cateteres de grosso calibre colocados na cavidade e conectados a bolsa coletora ou borracha de látex (ex. dreno de tórax). c) Sucção: Geralmente utilizados em circunstâncias em que se prevê o acumulo de líquidos em grande quantidade, ou por períodos prolongados (ex. Dreno de tórax com pressão negativa ou sistema de drenagem Portovac). 45. Quais são os cuidados com o dreno? 1. Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico. 2. Colocar uma gaze sob o dreno, isolando-o da pele. Feridas sépticas •Limpar de fora para dentro; •Desbridamento e lavagem da ferida ocorre de acordo com o grau de contaminação; •A ferida é preenchida com material curativo; •Cobrir a ferida com materiais absorventes Feridas assépticas •Utilizar material esterilizado; •Limpar de dentro para fora; •Trocar as compressas durante a limpeza 44 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza 3. Colocar outra gaze sob o dreno, protegendo-o 4. O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo. Cortar o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada. 5. Nunca tocar diretamente no dreno. 6. O dreno tubular ou torácico exige troca de curativo extremamente rápido e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Não deve apresentar dobras, para garantir uma boa drenagem. 7. Observar e anotar o volume e o aspecto do material drenado. 46. Quais são os materiais e os procedimentos realizados na retirada de pontos? Retirada de pontos Material Procedimento - 1 pinça Kocker, 1 pinça Kelly, 1 pinça dente de rato e 1 anatômica; - gazes esterilizadas; - soro fisiológico; - tesoura de iris ou lâmina de bisturi ou gilete esterilizada; - fita adesiva; - saco plástico. - faz-se a limpeza da incisão cirúrgica, obedecendo a técnica do curativo; - umideça os pontos com soro fisiológico e seque; - com a pinça anatômica, segura- se a extremidade do fio e com a tesoura corta-se a parte inferior do nó; - coloca-se uma gaze próxima à incisão, para depositar os pontos retirados; - após o procedimento, fazer a limpeza local com técnica asséptica. 47. Qual escala avalia o risco de LPP no CC? Escala ELPO ✓ Desenvolvida no Brasil em 2013; ✓ Objetivo- prevenção de lesão por pressão; 45 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza ✓ Aplica antes da cirurgia e pode adaptar se houver mudanças; ✓ Fatores: 1. tipos de posição cirúrgica 2. tempo de cirurgia, tipo de anestesia 3. superfície de suporte 4. posição dos membros 5. comorbidades 6. idade do paciente. ✓ Escore de 7 a 35, quanto maior o escore maior o risco. Risco maior, se maior que 20. 48. Quais são os sintomas da Síndrome do compartimento? 49. Quais as complicações possíveis de uma ferida operatória e como preveni-las? Complicações da ferida operatória Complicações Prevenção Infecção da Ferida Cirúrgica Presença de secreção purulenta que varia de clara inodora a pus espesso com odor fétido, com a presença ou não de necrose nas bordas da ferida. Preparo pré-operatório adequado, utilização de técnicas assépticas, observação dos princípios da técnica de curativo e alerta aos sinais que caracterizam a infecção. Cuidados com os curativos durante o banho e efetuar a troca sempre que estiver sujo. Deiscência Abertura total ou parcial da incisão cirúrgica provocada por infecção, rompimento da sutura, Curativo conforme necessidade com lavagem ou irrigação do local com solução fisiológica, podendo 46 @professorafernandabarboza youtube.com/@professorafernandabarboza distensão abdominal, ascite e estado nutricional precário do cliente. haver a necessidade de o cliente revisar os pontos cirúrgicos, Todos os curativos com saída de secreções (purulenta, sanguinolenta) devem ser do tipo fechado; Nos casos de sangramento, indica- se o curativo compressivo. Finalizamos mais um tijolo na construção da NOSSA APROVAÇÃO. Para refletir: 9Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". 47