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AULA 3 
COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Prof. Armando Kolbe Júnior 
 
 
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TEMA 1 – MERCADO GLOBAL DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
É possível acessar diversos estudos, com maior ou menor nível de 
detalhamento, em sites e institutos internacionais. Em termos de pesquisas e 
literatura disponíveis em nosso idioma, há uma lacuna no mercado. Por essa 
razão, muitos dos índices que vamos nos referenciar estão mais próximos de uma 
realidade internacional. Com os devidos descontos, algumas das conclusões 
podem ser apropriadas para que se tenha uma ideia do mercado global que está 
sendo atendido pelos serviços ofertados pelos provedores da computação em 
nuvem. 
Os estudos iniciados em 2015 se estendem para uma data não superior ao 
ano de 2024. Existem pessoas que consideram que não é mais possível efetivar 
previsões para além de uma década, que seria o limitador do tempo de análise. A 
evolução tecnológica supera as expectativas e a tendência é de um crescimento 
ainda maior do que o apresentado até o momento. 
Estudos desenvolvidos pelo Market Research Media apontam para uma 
evolução dos negócios, com a perspectiva d eque o mercado para a computação 
em nuvem ultrapasse US $ 1 trilhão até o final da década de efetivação dos 
estudos (ano de 2024). Esses números são o resultado de um trabalho de 
pesquisa desenvolvido pelo mencionado instituto (Global Cloud..., 2018). A 
cobertura maior encontra-se situada nos anos de 2019 até 2024 e é apresentada 
em uma base anual. 
Tanto no mercado brasileiro, quando no mercado internacional, são 
diversas as referências aos tipos de serviço. Conforme assinalamos 
anteriormente, três de tais nomenclaturas se sobressaem, cada uma 
representando um mercado particular para compra e venda de serviços de 
computação em nuvem: 
 IaaS – infraestrutura como serviço; 
 PaaS – plataforma como serviço; 
 PaaS – Software as a Service. 
Quaisquer outras nomenclaturas podem representar uma variação dos três 
serviços aqui assinalados. O levantamento não se encontra disponível devido à 
estratégia de vendas do instituto referenciado, que cobra pela cessão do relatório, 
 
 
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que tem um custo elevado. Pode-se apontar, como indicativo, que os resultados 
são apresentados ano-a-ano e abrangem as seguintes regiões: 
 Américas 
 EMEA – Países da Europa, Oriente Médio e África 
 Ásia 
 Pacífico 
O resultado que representa tal estruturação pode ser observado na figura. 
Figura 1 – Características do mercado global para computação em nuvem 
 
A Figura 1 representa como é o mercado global, com relação aos serviços 
desenvolvidos na grande rede. De forma complementar, é possível estabelecer 
dois grandes grupos, como conjunto de clientes: privado (empresas em geral) e 
público (empresas governamentais). 
Essa medida global é similar ao que aconteceu em nosso país com a 
evolução da computação em rede. O relatório que pode ser aqui apresentado pela 
CanalTech (2013) aponta para a mesma tendência evolutiva, com dados mais 
relacionados com a nossa cultura. Nos parágrafos seguintes, vamos apresentar 
as partes que nos interessam mais de perto, com relação aos resultados obtidos 
na pesquisa. 
Foi levantado que há uma grande diversidade em termos de tamanho de 
empresas que procuram a migração para a computação em nuvem. Grande parte 
se utiliza de recursos de armazenamento. O relatório aponta que, do total de 
investimentos, cerca de 45% deve ser de pequenas e médias empresas, o que 
está de acordo com o que apontamos, de que a nuvem está sendo vista como 
 
 
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uma possibilidade que as pequenas e médias empresas ganham de se valer das 
tecnologias exponenciais. Permite-se, assim, que pequenos grupos obtenham os 
mesmos resultados que grandes equipes. 
Apesar das dificuldades financeiras e do panorama de queda nos 
investimentos em todas as áreas, após o deslinde da situação de elevada 
corrupção presente em todas as escalas governamentais, o instituto considera 
que o cenário é otimista, considerando o grande número de projetos-piloto 
verificados. 
No horizonte da ausência de um crescimento maior, ainda está posta como 
responsável a falta de confiança das empresas com relação à eficiência dos 
serviços. Como questionamos, a confiança é garantida pela assinatura de 
contratos SLA com pesadas cláusulas punitivas. Ainda assim, muitas empresas 
se mostram reticentes quanto a acelerar a migração, no aguardo de que a 
tecnologia apresente uma situação de maior estabilidade. 
A falta de confiança da infraestrutura construída é apontada por um grande 
percentual de empresas (65%, de acordo com o relatório que estamos utilizando 
como base) como razão para a desaceleração. No relatório, apresenta-se uma 
lista dos principais fatores levados em consideração na hora de adotar um serviço 
de computação em nuvem: 
 78% – Segurança; 
 46% – Preço; 
 42% – Referência do prestador de serviço no mercado; 
 36% – Infraestrutura tecnológica; 
 26% – Parceiros tecnológicos; 
 18% – Portfólio de serviços; 
 18% – Marca; 
 14% – Presença local; 
 14% – Experiência; 
 6% – Outros. 
O relatório é completado com dois fatores importantes. O primeiro deles 
assinala um percentual de 61% de utilização de redes privadas, em detrimento 
das redes públicas. O segundo aspecto, já apresentado anteriormente, é a 
preferência pela utilização de estruturas SaaS, representando 88%, seguidas de 
 
 
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longe pela estrutura IaaS, com 42% e PaaS, com 39% de penetração. São dados 
que estão de acordo com as discussões iniciadas em capítulos anteriores. 
TEMA 2 – AMAZON: A VISÃO DE UMA PLATAFORMA DE SUCESSO 
Uma das empresas que trabalhou com maior afinco para que a computação 
em nuvem se transformasse em uma iniciativa de sucesso, superando inclusive o 
interesse comercial particular, foi a empresa Amazon, que criou a Amazon Web 
Services (AWS) para atender necessidades de usuários distribuídos por diferentes 
localidades geográficas. Hoje ela tem diversas concorrentes, mas ainda é 
reconhecido o seu pioneirismo em muitas das iniciativas. 
Houve uma longa caminhada na proposta de centralização dos dados 
armazenados nas empresas, e o retorno a um procedimento de descentralização 
desses dados, espalhados pelo mundo, em servidores que não necessariamente 
se sabe onde estão, o que foi uma surpresa para muitos responsáveis pelos 
departamentos de TI. O crescimento desenfreado do volume de informações, 
tanto as produzidas pelas empresas concorrentes, como aquelas produzidas por 
ela própria, envolviam investimentos elevados, que podiam ser drasticamente 
reduzidos com a utilização da computação em nuvem. 
Este fato diminuiu as resistências e em pouco tempo, a computação em 
nuvem se espalhou e se destacaram as empresas Microsoft, Google e Amazon, 
entre outras concorrentes. Neste momento, para exemplificar a caminhada e 
apresentar uma solução de sucesso, vamos particularizar o estudo apresentado 
ao leitor, na descrição da caminhada da Amazon, em direção ao que representa 
hoje, em termos de tecnologia da computação em nuvem. 
Nos primórdios, a Amazon criou uma plataforma de computação em nuvem 
que ficou conhecida como EC2 – Elastic Cloud Computing. As essas iniciativas 
seguiram-se outras, tomadas pela concorrência. O pagamento sob demanda, a 
elasticidade das estruturas, a portabilidade e a possibilidade de mobilidade total 
eram muito atraentes para que essa nova tecnologia passasse desapercebida. 
Se o objetivo era atingir as grandes empresas, com cifras estratosféricas, 
ele não se cumpriu na íntegra. As pequenas e médias empresas acabaram por 
ser as que mais confiaram nas possibilidades abertas, principalmente porque a 
computação na nuvem se mostrou democrática, permitindo que as pequenas e 
médias empresas se igualassem às grandes. 
 
 
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A proposta da Amazon está de acordo com o que hoje é considerada uma 
arquitetura básica para a efetivação da plataforma denuvem na Internet. A figura 
abaixo apresenta uma estruturação básica que pode ser dimensionada aos níveis 
que forem necessários. 
Figura 2 – Arquitetura Básica de Plataforma na Nuvem 
 
Souza, Moreira e Machado (2009) apresentam uma visão dos serviços que 
começaram a serem ofertados pela Amazon, hoje adotados como um padrão nos 
livros escritos sobre o assunto, conforme apresentado no Quadro 1. 
Quadro 1 – Exemplos de modelos de computação nas nuvens 
 
Fonte: adaptado de Sousa; Moreira; Machado, 2009. 
Para a Amazon, tudo teve início no ano de 2006, com o lançamento da 
plataforma EC2 – Elastic Compute Cloud, que oferecia máquinas virtuais, 
denominadas instâncias, com uma interface que adotou a web como plataforma 
de suporte. Foram previstas algumas funcionalidades que de imediato chamaram 
 
 
 
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a atenção dos analistas de TI e de muitos stakeholders, que já estavam com a 
atenção despertada por uma possível redução de custos. 
Foram colocadas como funcionalidades: 
 CloudWatch: Um webservice que permitia aos clientes o monitoramento em 
tempo real de todos os recursos da instância criada como hardware e rede; 
 Escalonamento automático: Um webservice que permitia aos clientes a 
mudança automática de recursos de hardware, adaptados a alguma 
instância particular, para atender variações de mudanças no tráfego da 
rede; 
 Endereço IP elástico: um webservice que permitia aos clientes o 
mapeamento de um endereço IP para uma ou várias instâncias de forma 
imediata, sem a necessidade de espera de propagação nos DNS. 
Na atualidade, a AWS oferece dois níveis de trabalho. Um primeiro nível 
gratuito e também outros serviços (que podem ser os mesmos da versão gratuita, 
mas com maior aprofundamento e cessão de facilidades). É possível relacionar 
entre os serviços gratuitos ofertados: 
 Amazon EC2: anteriormente descrita; 
 Amazon QuickSight: serviço de análise empresarial como solução de BI – 
Businness Intelligence para as empresas; 
 Amazon RDS – Serviço de bancos d dados relacional, gerenciado para 
MySQL, PostGreeSQL, MariaDB, Oracle BYOL ou SQL Server; 
 Amazon S3 – Infraestrutura de armazenamento de objetos segura, durável 
e escalável; 
 AWS Lambda – Um serviço de computação que executa o seu código em 
resposta a eventos e com gerenciamento automático de recursos de 
computação. 
Os serviços acima foram relacionados devido à possibilidade de sua 
gratuidade, quando utilizados dentro de determinados limites. Existem outros 
serviços que não estão aqui relacionados, mas que você pode pesquisar durante 
a atividade proposta, no endereço fornecido. 
 
 
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TEMA 3 – A NUVEM E A INTERNET DAS COISAS 
Há um tipo de serviço que, devido ao seu desenvolvimento e a contar com 
o decisivo apoio dado pela IA – Inteligência Artificial e pelos serviços de 
computação em nuvem, deve receber um tratamento separado e diferenciado: o 
crescimento das aplicações que envolvem a evolução de uma nova tecnologia 
que pode ser considerada como exponencial e disruptiva por excelência, como se 
apresenta a IoT (Internet of Things) – ou “internet das coisas”. 
Não são poucas as pessoas que consideram que, sem o concurso dos 
serviços da computação em nuvem, em redes privadas, a IoT não conseguirá 
decolar e criar novos aplicativos ofertados como serviços da web, em um tempo 
que esteja dentro das expectativas do mercado. Nos principais congressos que 
tratam da computação em nuvem, a IoT é apresentada com destaque, no sentido 
inverso, considerando que a emergência da criação de novos aplicativos e 
serviços da IoT venha a ser arrolada como um dos elementos importantes para a 
evolução da computação em nuvem. 
A integração entre essas duas tecnologias levou a Amazon (cujos serviços 
foram parcialmente tratados anteriormente) a criar um webservice 
especificamente voltado para tal finalidade. O serviço é oferecido separadamente 
e recebe o nome de AWS – IoT. Segundo a divulgação do serviço pela Amazon, 
ele é uma plataforma de nuvem gerenciada, e permite que dispositivos interajam 
facilmente, com segurança, com aplicativos da própria nuvem e com outros 
dispositivos. 
Apropriadamente, esse serviço considera que a IoT é uma forma de 
conexão na Internet de coisas do mundo físico, com os quais as pessoas e as 
empresas convivem em seu dia a dia, de forma que dispositivos, não importa 
detalhar quais, possam ter um aumento de produtividade e eficiência. Já existem 
soluções de hardware que levam eventuais problemas para longe de alguma 
justificativa, de obstáculos, com a tecnologia. Praticamente todo e qualquer 
dispositivo criado pela inventiva humana pode ser conectado à Internet, em um 
estágio em que os preços dessas ligações diminuem grandemente. 
Segundo seu criador Kevin Ashton, os elementos conectáveis de destaque 
são dispositivos físicos incorporados a eletrônicos, sensores e atuadores à nuvem 
e uns aos outros, e utilizam protocolos que não precisam estar transparentes para 
os usuários finais; a complexidade é escondida com a utilização de interfaces 
 
 
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altamente amigáveis. A análise preventiva de riscos dá base para o 
estabelecimento de cuidados especiais de segurança, integridade e privacidade 
dos dados. 
Até agora, nos referimos a unidades, quando a capacidade de conexão e 
gerenciamento alcança a gigantesca cifra de bilhões de dispositivos interligados, 
o que permite antever a geração de um gigantesco volume de informações, 
inflacionando a utilização do Big Data e trazendo milhares de informações que 
podem vir a ser utilizadas com diferentes finalidades. De forma marginal, ganha 
destaque a função de analista de dados, pessoas que irão ter contato e analisar 
o volume de dados gerado. 
A coleta de dados como fonte de análise sofisticada entra na ordem do dia 
de praticamente todos os setores estratégicos, incluindo atendimento ao cliente, 
com uma possível interligação de seus equipamentos a uma central de 
diagnóstico colocada na nuvem. A grande vantagem é que todo esse volume de 
informações está disponível em tempo real, algo inimaginável para is 
administradores antigamente, pois tinham que esperar dias ou semanas por 
relatórios gerenciais, utilizados para a tomada de decisões. 
Outro aspecto que ressalta a importância da IoT está nos resultados 
secundários que ela pode apresentar, sem que esse posicionamento os considere 
como de menor importância. A recuperação de dados anteriormente inutilizáveis 
permite aplicações altamente complexas, tais como a Machine Learning. Modelos 
preditivos podem ser trabalhados com capacidade de detecção de cenas, e 
podem ser utilizados para aumentar, por exemplo, a segurança residencial. 
Dessa forma, residências podem ser conectadas a dispositivos, veículos 
conectados a centrais de controle e dados de saúde enviados para algum 
dispositivo de controle, ou algum sistema de software, que monitora o 
comportamento do paciente, orientando sobre aspectos como o uso de medicação 
e quaisquer outros aspectos passíveis de análise. 
Um dos exemplos atualmente mais citados é um aplicativo desenvolvido 
pela Amway, denominado Atmosphere Sky Air Treatment System, que pode ser 
considerado um aplicativo de interesse geral, voltado para a melhoria da 
qualidade de vida. Trabalha com a purificação do ar e a remoção de causadores 
de alergia e também de outros contaminantes de qualidade. Seu funcionamento 
está baseado na utilização de sensores, que enviam dados que permitem avaliar 
as condições em diferentes pontos. 
 
 
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A expectativa de crescimento de aplicações IoT presentes na nuvem 
abrange um grande número de situações relacionadas à saúde, mas também 
estão relacionadas com o Big Data e o Data Analysis. Considerando somente os 
que é oferecido pela Amazon, é possível relacionar os seguintes serviços, 
desconhecidos de grande parte das empresas: 
 Amazon freeRTOS – Serviço de interligação de micro controladores,que 
permite programação, implantação, proteção, conexão e gerenciamento de 
pequenos dispositivos; 
 AWS Greengrass – Responsável pela manutenção da comunicação entre 
diferentes dispositivos, permitindo a conexão de elementos conectados ou 
não à Internet; 
 AWS IoT Core – Suporte à transmissão de serviços mensageiros 
interligados na Internet; 
 AWS IoT Device Management – Serviços para integração, organização, 
monitoramento e gerenciamento de dispositivos de IoT em grande escala 
e de forma segura; 
 AWS IoT Device Defender – Proteção da frota de dispositivos IoT, 
garantindo o cumprimento de condições de segurança, que podem estar 
colocadas em contratos SLA; 
 AWS IoT analytics – Serviço de prestação de informações utilizáveis para 
análises estatísticas sobre o funcionamento da integração entre a IoT e a 
computação em nuvem; 
 AWS IoT 1-Click – Controle remoto de disparo de funções disponíveis no 
AWS – Lambda; 
 AWS – Iot Button – Botão programável que possibilita que desenvolvedores 
de aplicativos comecem a utilizar os serviços oferecidos. 
Essas e diversas outras aplicações são colocadas em uma base periódica 
em intervalos cada vez menores, justificando que o usuário dos serviços da nuvem 
tenha um certo conhecimento, ainda que superficial em termos do que é possível 
fazer. Fica a cargo dos técnicos dos provedores a solução dos problemas que 
surgem, com a proposta de reconhecer como movimentar as gigantescas 
estruturas criadas. 
 
 
 
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TEMA 4 – VANTAGENS DO USO DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Como fechamento à análise feita até o momento sobre os serviços que 
podem ser ofertados pela computação em nuvem, resta analisar, como parte da 
função da administração de suas estruturas e serviços oferecidos, quais as 
vantagens e desvantagens de sua utilização extensiva. Começamos com as 
vantagens, apoiados em estudos desenvolvidos por uma empresa de 
planejamento e consultoria (Treasy) sendo as mais destacadas aquelas que 
tratam de (Paula, 2014): 
 Redução de custos: Um dos principais atrativos da computação em nuvem, 
levando em conta a restrição de aplicação financeira por parte das 
empresas, em meio a uma sociedade em crise, que enfrenta constantes 
denúncias de corrupção em todos os serviços públicos, está em uma de 
suas propostas: o pagamento sob demanda. É inquestionável a redução 
dos custos, devido à possibilidade de poder haver situações sazonais que 
diminuem a demanda de processamento na nuvem ou a utilização de 
recursos de armazenamento. Em contraposição, é possível uma situação 
diametralmente oposta: a sazonalidade pode trazer um aumento na 
demanda. Dessa forma, a escalabilidade surge, também, como a 
necessidade de gastar menos, o que representa uma diminuição de custos. 
Não há mais a necessidade de haver reservas de espaço em disco, com 
unidades alocadas inteiramente, por questões de segurança ou outras 
quaisquer, para serviços de um determinado setor ou departamento na 
empresa. Em outro tipo de serviço SaaS, o aumento do número de 
utilizadores não exige mais que novas cópias de software sejam adquiridas. 
Se houver algum aumento, ele pode ser absorvido sem custos ou com seus 
custos reduzidos em relação à aquisição de novas cópias. Outros fatores, 
tais como, diminuição de espaço físico e menor necessidade de 
contratação de pessoas, também podem ser relacionados em uma planilha, 
como potenciais redutores de custo, caso haja crescimento da demanda 
interna. 
 Flexibilidade, agilidade e escalabilidade: O primeiro aspecto a analisar 
nesta categoria diz respeito a questões de flexibilidade, devido à 
portabilidade, que garante uma estrutura flexível, também em termos de 
garantia de manutenção de sistemas e hardware diferenciados, utilizados 
 
 
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por diferentes usuários. Além de redução de custos, a flexibilidade diminui 
a necessidade de planejamento de reservas nos diversos tipos de serviço. 
Em segundo lugar, a garantia de atendimento praticamente imediato, 
estabelecido em contratos SLA, dá tranquilidade, ao setor administrativo, 
de que serviços não terão solução de continuidade. De forma consequente, 
a garantia de escalabilidade, também atendida de forma quase imediata, 
pode se refletir como vantagem em termos de administração de recursos. 
 Acesso à tecnologia de ponta: Uma das reclamações dos setores de TI das 
empresas é passar ao largo das novidades tecnológicas. Este fato não 
ocorre quando da utilização da computação em nuvem. Os provedores 
desses serviços, de forma geral, atualizam constantemente, e de forma 
transparente para os usuários, os novos lançamentos tecnológicos. Dessa 
forma, a empresa sempre estará trabalhando com as novidades 
tecnológicas. 
 Oferta de software como serviço: Quando a empresa compra cópias de 
programas de terceiros e os contratos não preveem facilidades diversas, o 
processo de gestão e as questões de escalabilidade e atualização de 
recursos podem consumir grande volume de serviços. O trabalho com a 
garantia de segurança das informações, além da privacidade e 
confiabilidade dos dados que tais sistemas manuseiam, também podem 
consumir elevados recursos humanos e financeiros. Quando os serviços 
de software são comprados no pacote de migração para computação em 
nuvem, o provedor se encarrega de trabalhar esses aspectos, também de 
forma transparente para os usuários. 
 Segurança da computação em nuvem: Como já citamos em diversos 
pontos anteriores, é parte integrante das preocupações, principalmente 
pelo elevado volume de dados. Ressaltamos o trinômio segurança, 
privacidade e confiabilidade, que de uma forma geral abrange dados 
armazenados e ferramental disponível, seja em termos de hardware ou de 
software, relativos a assuntos que são, normalmente, incluídos nas 
cláusulas dos contratos SLA, e pactuados entre as partes interessadas, o 
que representa uma economia para a empresa, o que se configura como 
um dos aspectos mais vantajosos da migração para a computação em 
nuvem. 
 
 
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 Maior compromisso do fornecedor: Este aspecto está diretamente 
relacionado com o maior ou menor rigor das punições aplicáveis pelo 
rompimento de alguma cláusula estabelecida nos contratos SLA. São elas 
que garantem um processo de comunicação eficaz entre a empresa e o 
servidor de computação em nuvem contratado. Os mesmos cuidados não 
são tomados em boa parte dos contratos de compra de recursos (hardware 
e software) envolvendo a TI. 
TEMA 5 – DESVANTAGENS DO USO DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Não há tecnologias inovadoras que sejam adquiridas pelas empresas sem 
que surjam defensores e detratores. No capítulo imediatamente anterior, foram 
relacionados diversos aspectos colocados como vantagens da utilização da 
computação em nuvem. Para que uma posição de equilíbrio possa ser adotada 
pelos responsáveis pela sua utilização, é preciso considerar opiniões contrárias, 
que consideram algumas desvantagens, as quais devem ser levadas em 
consideração, de forma a eliminar ou reduzir impactos. 
Entre os fatores assinalados com maior frequência, merecem destaque: 
 Dependência: Quando a empresa opta por migrar para a rede, há um 
aspecto a considerar e que pode influenciar de forma negativa a sua 
contratação. Diz respeito à disponibilidade da internet em uma base que 
esteja de acordo com as necessidades apresentadas pela empresa, que 
são as mesmas pactuadas nos contratos SLA. É possível que, com 
disponibilidade, velocidade e volume de acessos, evite-se a contratação de 
serviços nesta modalidade. 
 Recuperação de dados: Por mais que as cláusulas pactuadas sejam 
restritivas, é possível que, em condições extraordinárias, venham a ocorrer 
falhas ou erros, principalmente erros humanos. É possível também que, por 
razões as mais variadas, ocorra um comprometimento nos serviços que 
deveriam ser entregues. A perda de dados importantes pode afetar de 
forma mais ou menos profundaa capacidade da empresa no 
desenvolvimento de seus serviços. A solução é um trabalho com 
preservação digital, em outros repositórios, o que pode ocasionar custos 
adicionais, que podem acabar por inviabilizar a contratação dos serviços 
da computação em nuvem. 
 
 
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 Opções limitadas: Esta é uma situação anormal, mas pode ser que, devido 
às inovações da fornecedora do serviço de nuvem, venha a ocorrer alguma 
limitação técnica na empresa, o que pode impedir que as informações 
sejam processadas ou que serviços sejam desenvolvidos em seus 
computadores locais. É uma condição que pode ocorrer e que deve estar 
prevista como um eventual risco a ser evitado, de modo a viabilizar um 
caminho alternativo. 
 Vulnerabilidade: O tema é delicado, pois não há como afirmar que não 
ocorrerá nenhum erro, quando sabidamente um dos preceitos, colocados 
pela lei de Murphy, considera que, se alguma coisa tem a mais remota 
chance de dar errado, certamente dará. Na grande rede, não há como 
garantir atividades com risco zero, com relação a eventuais problemas. 
Planos de contingência podem diminuir efeitos negativos, mas é impossível 
impedir que os fatos geradores deixem de ocorrer. Assim posto, é preciso 
considerar que todos os dados que são colocados em ambientes virtuais 
estão vulneráveis a ataques informáticos, e que isso pode também 
acontecer com a computação em nuvem. Quanto mais importante e valiosa 
for a informação colocada na nuvem, maior será o apetite daqueles que 
costumam viver a sua vida em função de prejudicar a vida de outras 
pessoas ou empresas. 
 Treinamento complementar: Apesar do nivelamento na utilização da 
computação em nuvem ser uma necessidade, ocasiona custos que podem 
ser apontados como possíveis desvantagens. 
 Duplicidade de esforços de gerenciamento: Por mais que os técnicos da 
provedora apresentem dados e garantam sua fidelidade, há a necessidade 
de que alguém, ou um grupo de pessoas dentro da empresa, esteja 
envolvido com as mesmas tarefas, o que pode ocasionar um aumento de 
gastos, que é um dos parâmetros a serem considerados quando 
analisamos a viabilidade da migração para a computação em nuvem. 
 
 
 
 
 
 
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