Logo Passei Direto
Buscar

Aula 9_Stuart Hall_Subculturas

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

AULA 8 
ESTUDOS CULTURAIS
A colaboração de Stuart Hall e as 
Subculturas 
VAMOS COMEÇAR ESSA AULA COM UMA LEMBRANÇA SOBRE OS 
ESTUDOS CULTURAIS, EM SÍNTESE.
https://www.youtube.com/watch?v=yrtLZ7z0kn4
https://www.youtube.com/watch?v=yrtLZ7z0kn4
Recuperando em síntese o que foi dito 
no vídeo sobre os Estudos Culturais
A intenção dos primeiros estudiosos era pesquisar as práticas 
culturais cotidianas.
Era uma resposta ao impacto cultural das mídias e ao surgimento de 
subculturas e novas formas de cultura popular.
A cultura de massa estendia-se por longo espectro cultural, desafiando 
a divisão entre “cultura erudita” e “cultura popular”. Por isso precisava 
ser estudada.
Sempre considerou-se o conceito de “cultura” como a soma dos 
hábitos e estilos de vida de grupos.
Quando alguém assiste um filme ou ouve um podcast, por exemplo, 
relaciona a mensagem com seu cotidiano, comparando com tudo o 
que já viveu, portanto, mantendo uma posição ativa sobre a 
mensagem.
No começo dos anos 1970 os estudos 
culturais britânicos se ocupam com a 
subculturas que pareciam resistir a aspectos 
da estrutura dominante de poder.
a partir de 1975, Hogart percebe a 
importância crescente dos meios de 
comunicação de massa e passa a estudá-
los, principalmente voltando-se para a 
recepção dos conteúdos difundidos pelos 
meios de massa que o público faz. 
Centro de Estudos Culturais em Birmingham 
Stuart Hall nasceu na Jamaica (1932), migrou 
para A Inglaterra em 1950, onde estudou e 
formou-se em Sociologia.
Se destaca em posicionamentos e liderança 
política, vindo a fundar uma influente revista, a 
New Left Review.
Hall entrou para o Centro de Estudos de Cultura 
Contemporânea da Universidade de 
Birmingham, em 1964. Em 1968 assumiu a 
coordenação do Centro e lá permaneceu até 
1979.
É reconhecido por expandir o escopo dos 
estudos culturais para lidar com gênero, raça, 
migrações e identidades.
Centro de Estudos Culturais em Birmingham 
No livro La Cultura y El Poder: conversaciones sobre los
cultural studies, diz Hall que apenas realiza Estudos 
Culturais o pesquisador que vai identificar os vínculos 
da cultura com outras esferas da vida, como economia, 
política, raça, estruturações de classes, gêneros, etc...
Afirma que, assim, na Argentina, por exemplo, os 
Estudos Culturais se firmam em esfera diferente da 
Grã-Bretanha.
Os Estudos Culturais devem afrontar, em cada 
sociedade, conjunturas históricas muito diferentes 
entre si e pertencentes a cada tradição histórica do 
local.
O único elemento que se pode considerar como 
comum é que sempre deverá refletir os laços, as 
conexões, as interações entre cultura e poder.
A amplitude dos Estudos Culturais 
No livro La Cultura y El Poder: conversaciones
sobre los cultural studies, Hall traz importantes 
visões sobre os estudos culturais de origem 
britânica e no mundo.
Afirma que esses estudos, quando se 
desenvolvem, estão sempre entregues ao local 
onde se estabelecem.
Dessa forma, ele diz que os Estudos Culturais 
passam por uma hibridização de influências 
cultural e política.
Entende que assistia a uma “indigenização” e 
uma “criolização” dos estudos, indicando assim 
que se via satisfeito com as adaptações que os 
locais faziam (Estados Unidos, Taiwan, Brasil).
A amplitude dos Estudos Culturais 
Numa comparação a grosso modo com a outra 
linha de estudos que já conhecemos, a Escola 
de Frankfurt, podemos dizer que ela se apoiava 
na teoria marxista para indicar o que não se 
podia admitir na construção de cultura de uma 
civilização.
A Escola de Frankfurt – exceções sejam feitas a 
Benjamin e Habermas – era uma espécie de 
observadora crítica e intolerante daquilo que 
não aprovava como comportamento cultural que 
se disseminava na sociedade como Indústria 
Cultural. Então, sempre foi uma teoria que se 
firmava sobre O QUE DEVE SER, ao observar O 
QUE ESTAVA SENDO.
A amplitude dos Estudos Culturais 
Horkheimer
Adorno
Williams Hall
X
De outra forma, praticamente oposta, os 
Estudos Culturais tratam de observar a 
realidade da cultura em sua essência nos 
lugares/grupos que são o objeto de estudo.
Ao mesmo tempo, travam relações, observam 
aproximações, distanciamentos, hibridações e 
convergências com outras culturas, sob 
influências sempre dos aspectos políticos, ou 
econômicos, ou de gêneros, ou etnológicos.
Estudam também a questão do que o púbico 
faz com a cultura que consome, com a qual se 
envolve.
Assim, os Estudos Culturais pretendem estudar 
O QUE ESTÁ SENDO, não se dedicando à ideia 
sobre O QUE DEVE SER.
Horkheimer
Adorno
Williams Hall
X
A amplitude dos Estudos Culturais 
Esses três elementos estudados por Stuart 
Hall estão definitivamente conectados e 
sobrepostos em uma malha que significa a 
vida social em qualquer lugar que se analise.
Sendo jamaicano migrado (aos 18 anos) para 
a Inglaterra, vai estudar os reflexos dessa 
migração com sua própria experiência. No 
livro Da Diáspora: identidades e mediações 
culturais, Hall vai refletir sobre a terra original 
para quem está no exterior (como ele mesmo 
se sentiu). Mas não parte apenas de sua 
experiência, mas de estudos e reflexões 
sobre o assunto.
Raça, Migrações e Identidades
Livro Da Diáspora: identidades e mediações culturais
Hall parte de estudos feitos por Mary 
Chamberlain, sobre as relações de raízes dos 
nativos em Barbados que migram para a Grã-
Bretanha.
Mantém forte ligação de memória com as 
raízes originais, tentando preservar a 
identidade cultural barbadiana.
Hall espalha esse mesmo sentimento para 
qualquer caribenho, como ele, quando migra 
para a Grã-Bretanha, e vai criar o conceito de 
“identificação associativa”. (O LIVRO É 
ENCONTRADO EM PDF NA INTERNET)
Raça, Migrações e Identidades
Livro Da Diáspora: identidades e mediações culturais
Para Hall a cultura caribenha é 
essencialmente diaspórica.
Suas culturas são “impuras”, 
frequentemente construídas 
como carga e perda, sendo 
também essa uma condição 
necessária à sua modernidade.
Repete Salman Rushdie: “o 
hibridismo, a impureza, a 
mistura, a transformação que 
vem de novas e inusitadas 
combinações dos seres 
humanos, culturas, ideias, 
políticas, filmes, canções é 
como a novidade entra no 
mundo”.
Raça, Migrações e Identidades
Já no livro A Identidade Cultural na Pós-
Modernidade, Hall vai levantar questões 
claras ligadas à globalização.
Afirmava que vivíamos num mundo com 
fronteiras dissolvidas e de continuidades 
rompidas, velhas certezas e hierarquias de 
identidade dos países mais ricos (como a 
Grã-Bretanha) têm sido posta em questão.
Precisamos notar, acima de tudo, que essas 
migrações ocorrem, necessariamente, por 
gente que necessitou e necessita migrar.
(O LIVRO É ENCONTRADO NA INTERNET)
Raça, Migrações e Identidades
Livro A Identidade Cultural na Pós-Modernidade
Hall vai dizer que isso frequentemente está baseado 
num "racismo cultural" e é evidente, atualmente, em 
partidos políticos legais, tanto de direita quanto de 
esquerda, e em movimentos políticos mais 
extremistas em toda a Europa. 
Vejam como o que ele falava em 1990 se torna atual 
neste momento de crescimento de movimentos 
radicais de direita pela Europa e pelas américas.
Algumas vezes essa reação COLONIAL encontra uma 
correspondência, num recuo, entre as próprias 
comunidades, a identidades mais defensivas, em 
resposta à experiência de racismo cultural e de 
exclusão.
Raça, Migrações e Identidades
O fortalecimento de identidades locais pode ser 
visto na forte reação defensiva daqueles membros 
dos grupos étnicos dominantes que se sentem 
ameaçados pela presença de outras culturas.
Na Grã-Bretanha, gerou no cidadão britânico o que 
ele chamou de “ilglesismo” mesquinho e agressivo, 
em tentativa de reconstruir culturalmente o que o 
britânico percebia como seu país. Era essa tensão 
cultural o que estudavam as pessoasenvolvidas em 
Estudos Culturais
E no Brasil? (DEBATE)
Raça, Migrações e Identidades
MODS, PUNK, SKINHEADS, RASTAFARI
■ Dick Hebdige, autor do livro Subculturas: o 
significado do estilo, publicado en 1979, 
estabeleceu um dos marcos de estudos
das culturas subalternas.
■ Ele fez mestrado orientado por Stuart Hall 
em que estudou jogos de linguagem e 
estilos performativos de homens inseridos 
na subcultura criminosa de Fulham, região 
de Londres.
■ Esse marco se estende por outros estudos 
de subculturas ancorados no Centro de 
Estudos Culturais Contemporâneos de 
Birmingham: sob o chapéu da subcultura, 
Hebdige e outros pesquisadores 
estudaram sobre os movimentos mods, 
punks, skinheads, rastafari, entre outros.
Dick Hebdige (1951 - )
MOODS
■ Mods foram turmas de jovens adolescentes dos 
anos 1950, cujas famílias eram ligadas ao 
comércio de tecidos em Londres. Esses primeiros 
mods eram obcecados pelas tendências da moda, 
como ternos italianos bem justos, vespas para se 
locomover e estilos musicais como jazz moderno, 
rhythm and blues.
■ Enquanto o estilo de vida se desenvolvia e era 
adotado por adolescentes ingleses de todas as 
classes econômicas, os mods expandiram seus 
gostos musicais para o soul e o ska jamaicano.
■ Bandas como Small Faces, The Who e The 
Yardbirds representam a linguagem musical do 
movimento mods.
■ Nos anos 1960 o movimento decaiu, pois as 
subculturas psicodélicas e hippies entraram no 
lugar.
Acima, jovens mods com suas vespas. 
Abaixo, a banda Yardbirds
PUNK
■ O punk é uma forma de expressão artística (rock) e de 
uma visão contracultural do mundo, uma ideia que 
começou nos anos 1970, nos Estados Unidos, e tornou-
se muito forte no final da mesma década na Inglaterra. 
■ Os grupos de punks rejeitavam e criticavam a 
mentalidade e o estilo de vida da classe que faziam 
parte. 
■ As ideias do que se conhece como subcultura punk são 
baseadas no pessimismo, no antiautoritarismo, na 
ideologia anárquica e no igualitarismo.
■ O estilo foi adotado pelo cenário musical que 
estabeleceu os fundamentos do estilo Punk na música, 
com forte teor político ao desemprego e decadência 
econômica da sociedade britânica.
■ Sex pistols, The Clash, The Ramones, Velvet 
Underground e New York Dolls são bandas ao estilo 
punk rock
SKYNHEADS
A história da subcultura skinhead mistura-se com o 
grande número de movimentos contraculturais que 
surgiram nas décadas de 1960 e 1970 no Reino 
Unido. 
Nos dias de hoje são associados a movimentos 
neonazistas e de extrema-direita, mas começaram 
como contestadores contra políticas conservadoras da 
sociedade britânica.
Tudo começou como resposta ao também crescente 
movimento “hippie”, que surgia em meio à classe 
média e espalhava-se pelo mundo.
Os skins eram jovens da classe trabalhadora que 
passaram a identificar-se com certos aspectos da 
cultura jamaicana levada à Inglaterra por imigrantes 
afro-caribenhos.
A cultura skin foi sendo construída por meio da 
música, como o reggae.
RASTAFARI
■ Rastafári é um movimento religioso de cunho 
judaico-cristão que surgiu na Jamaica nos anos 
1930, entre negros camponeses descendentes 
de africanos escravizados. 
■ O movimento cultua o último imperador etíope, 
Haile Selassie (1892-1975), o último como 
reencarnação de Jesus Cristo.
■ Entre seus principais costumes estão a negação 
de modificações do corpo, o uso sacramental da 
cannabis, e a abstenção do consumo de carne e 
de bebidas alcoólicas.
■ A religião foi internacionalmente difundida 
através dos artistas e letras do reggae, gênero 
musical surgido nas favelas jamaicanas na 
década de 1970.
■ Os membros do movimento são chamados rasta.
PROPOSTA PARA O TRABALHO DO 
BIMESTRE - SEMINÁRIO EM GRUPO
■ Aproveitem o conhecimento apresentado aqui para adaptar essa forma de estudos 
culturais daquela época (entre anos 1950 e 1970) naquele país (Inglaterra) para e 
apresentar uma subcultura do nosso lugar.
■ Entre as subculturas, se podem apresentar: emo, heavy metal, funk, rap, hip hop, 
graffiti, arte de rua, guerra de rimas, slams, góticos, nerds, geeks.
■ Entre as culturas da Indústria Cultural, tudo...
■ Busquem na Rubrica, em Leituras Recomendadas nesta Aula, as indicações do que 
fazer e o que vale cada ação do Seminário