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Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020 
(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627 
1 
Utilização dos mantenedores e recuperadores de espaço na ortodontia interceptativa: 
Revisão dos conceitos atuais 
Use of space maintainers and recoverers in interceptative orthodontics: Review of 
current concepts 
Uso de mantenimientos y recuperadores de espacio en ortodoncia interceptativa: 
Revisión de conceptos actuales 
 
Recebido: 26/10/2020 | Revisado: 29/10/2020 | Aceito: 02/11/2020 | Publicado: 05/11/2020 
 
Luana Amorim Morais da Silva 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2326-7141 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil 
E-mail: luanaamorimmorais@hotmail.com 
Juliana Campos Pinheiro 
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5687-7635 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: julianapinheiroodonto92@gmail.com 
Gabriel Gomes da Silva 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1341-7505 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil 
E-mail: silvagg94@gmail.com 
Fernanda Augusta Barbosa da Silva Monteiro 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9912-0357 
Universidade Potiguar, Brasil 
E-mail: nanda_augusta23@yahoo.com.br 
Gabriela Cunha Corbacho Porto 
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4396-4523 
Faculdade Maria Milza, Brasil 
E-mail: gabrielaporto23@outlook.com 
João Pedro dos Santos Silva 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1040-1102 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: pedro.ss85@hotmail.com 
 
Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020 
(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627 
2 
Daniella dos Anjos Rodrigues 
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8689-5359 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: d.anjosr@hotmail.com 
Vinícius Araujo Feitoza 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3939-7637 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: vinnyfeitoza@hotmail.com 
Fernanda Santos Araujo 
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0145-1535 
Universidade Federal de Sergipe, Brasil 
E-mail: fsa.odontologia@gmail.com 
Ana Paula Gomes e Moura 
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8160-0013 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: dra.anapaulamoura@gmail.com 
Kathleen Michelle De Jesus Santos 
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6131-4239 
Centro Universitário AGES, Brasil 
E-mail: kathleen.0612@hotmail.com 
Thiago Ferraz da Silva 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8219-0527 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: thiagoferrazodontologia@gmail.com 
Welington dos Santos Junior 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3370-3656 
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Brasil 
E-mail: welingtonsantos866@gmail.com 
Aline Stefany de Andrade 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2326-7141 
Centro Universitário AGES, Brasil 
E-mail: alinestefanyy5800@gmail.com 
 
 
Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020 
(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627 
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Amanda Feitoza da Silva 
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4769-7517 
Universidade Tiradentes, Brasil 
E-mail: amandafeitoza@live.com 
 
 
Resumo 
A dentição decídua é fundamental para que ocorra um bom desempenho nas funções 
mastigatórias, deglutição, fonação e oclusão. Existem vários fatores que podem interferir no 
equilíbrio do desenvolvimento da dentição decídua e/ou mista, dentre esses fatores destacam-
se a perda prematura dos decíduos. O objetivo desse estudo foi realizar uma revisão de 
literatura abordando a utilização de mantenedores e recuperadores de espaço na odontologia. 
De acordo com a literatura foi observado que os mantenedores de espaço são dispositivos 
ortodônticos utilizados a fim de substituírem um ou mais dentes decíduos, preservando o 
espaço destinado ao dente permanente sucessor. Eles são classificados em, funcionais e não 
funcionais e fixos e removíveis, sendo selecionados de acordo com a idade do paciente e 
número de dentes perdidos. Já os recuperadores são dispositivos ortodônticos dinâmicos, e a 
sua finalidade é recuperar espaços que foram perdidos após a exodontia dos dentes decíduos. 
É fundamental que o cirurgião-dentista realize um diagnóstico precoce dos problemas 
decorrentes do espaço nas dentições decíduas ou mistas, conhecendo os fatores etiológicos 
envolvidos na perda prematura, bem como, as opções de tratamento ortodôntico disponíveis. 
Palavras-chave: Aparelhos ortodônticos; Dente decíduo; Odontopediatria. 
 
Abstract 
The primary dentition is essential for good performance in masticatory functions, swallowing, 
phonation and occlusion. There are several factors that can interfere with the balance of the 
development of primary and / or mixed dentition, among these factors the premature loss of 
primary ones stands out. The aim of this study was to conduct a literature review addressing 
the use of space maintainers and retrievers in dentistry. According to the literature, it was 
observed that space maintainers are orthodontic devices used in order to replace one or more 
primary teeth, preserving the space for the successor permanent tooth. They are classified as 
functional and non-functional and fixed and removable, being selected according to the 
patient's age and number of missing teeth. Recuperators are dynamic orthodontic devices, and 
their purpose is to recover spaces that were lost after extraction of primary teeth. It is essential 
Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020 
(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627 
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that the dentist performs an early diagnosis of problems arising from space in deciduous or 
mixed dentitions, knowing the etiological factors involved in premature loss, as well as the 
orthodontic treatment options available. 
Keywords: Orthodontic appliances; Tooth deciduous; Pediatric dentistry. 
 
Resumen 
La dentición temporal es fundamental para un buen desempeño en las funciones 
masticatorias, deglución, fonación y oclusión. Existen varios factores que pueden interferir 
con el equilibrio del desarrollo de la dentición primaria y / o mixta, entre estos factores se 
destaca la pérdida prematura de las primarias. El objetivo de este estudio fue realizar una 
revisión de la literatura sobre el uso de mantenedores y recuperadores de espacio en 
odontología. De acuerdo con la literatura, se observó que los mantenedores de espacio son 
dispositivos de ortodoncia que se utilizan para reemplazar uno o más dientes temporales, 
preservando el espacio para el diente permanente sucesor. Se clasifican en funcionales y no 
funcionales y fijos y removibles, siendo seleccionados según la edad del paciente y el número 
de piezas dentales faltantes. Los recuperadores, por su parte, son dispositivos de ortodoncia 
dinámicos, y su finalidad es recuperar los espacios que se perdieron tras la extracción de los 
dientes temporales. Es fundamental que el odontólogo realice un diagnóstico precoz de los 
problemas derivados del espacio en la dentición temporal o mixta, conociendo los factores 
etiológicos que intervienen en la pérdida prematura, así como las opciones de tratamiento de 
ortodoncia disponibles. 
Palabras clave: Aparatos ortodóncicos; Diente primario; Odontología pediátrica. 
 
1. Introdução 
 
A estabilidade da dentição decídua é fundamental importância para que ocorra um 
bom funcionamento da mastigação, fonação e oclusão. Além disso, os dentes decíduos 
exibem um importante papel no desenvolvimento dos arcos dentários e músculos da face. 
Estes aspectos ressaltam a importância de sua manutenção até a época normal da esfoliação 
das raízes dos elementos dentários (Sousa, Momesso & Zatta., 2010; Guimarães & Oliveira., 
2017). Diversos fatores como a cáries, restaurações mal adaptadas, traumatismos, anquilose e 
erupção ectópica podem interferir no equilíbrio do desenvolvimento da dentição decídua epermanente. Além disso, a perda precoce de um desses elementos, pode ocasionar a perda do 
espaço no arco dentário (Pereira & Miasato, 2010; Gatti, Maahs & Berthold., 2012). 
Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020 
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A perda prematura dos dentes decíduos pode desencadear problemas na oclusão, 
ocasionando o encurtamento do arco, extrusão do antagonista e inclinações dos dentes 
vizinhos, possibilitando um apinhamento e impacções nos elementos dentários permanentes. 
Maus hábitos prejudiciais a fonação, podem ser gerados na criança, devido a alteração dos 
maxilares, causando uma postura inadequada da língua (Guimarães & Oliveira., 2017). No 
momento que ocorre a perda precoce de um dente decíduo, antes de haver a formação 
completa do seu sucessor permanente, o osso é remodelado formando um tecido fibrótico 
sobre o germe do dente permanente, gerando o retardamento da erupção. Todavia, se o germe 
estiver bem desenvolvido, a erupção do dente permanente poderá ocorrer de forma normal, 
não ocasionando a perda do espaço (Sousa, Momesso & Zatta., 2010; Guimarães & Oliveira., 
2017). 
Manter o espaço de um dente decíduo perdido através da utilização de aparelhos 
mantenedores ou recuperadores de espaço é essencial para manter a estabilidade do sistema 
estomatognático da criança. Esses aparelhos apresentam uma fácil confecção e instalação, 
com os quais se obtém importantes resultados (Sousa, Momesso & Zatta., 2010; Gatti, Maahs 
& Berthold., 2012). Contudo, é válido salientar a notoriedade de avaliar o tempo decorrido da 
perda dental, bem como, visualizar a presença do espaço e do germe do dente sucessor. Além 
disso, a execução do exame clínico e o radiográfico são fundamentais para a correta conduta 
do profissional frente ao diagnóstico e tratamento da perda dentária precoce (Gatti, Maahs & 
Berthold., 2012). Portanto, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão de literatura 
cientifica abordando a utilização de mantenedores e recuperadores de espaço na odontologia. 
 
2. Revisão da Literatura 
 
A perda do elemento dentário pode ocasionar uma redução do espaço presente no arco, 
ocasionando uma desarmonia funcional (Pereira & Miasato, 2010; Menegaz, Favetti & 
Michelon., 2015). Os elementos dentários para receberem uma correta ação das forças 
musculares, devem se manter na posição correta nas arcadas da maxila e mandíbula. No 
entanto, qualquer tipo de alteração no padrão dessas forças, podem ocasionar perdas de 
espaço e migrações dentárias (Pereira & Miasato, 2010; Menegaz, Favetti & Michelon, 2015). 
O tempo de esfoliação dos elementos dentários decíduos vai depender de fatores ambientais e 
genéticos. Para ser consideradp um dente prematuramente perdido, esta perda deve acontecer 
em um período anterior da formação do permanente (Pereira & Miasato, 2010; Menegaz, 
Favetti & Michelon., 2015). Além disso, observa-se que a maior quantidade de dentes 
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perdidos está proporcionalmente relacionada a severidade do apinhamento dos dentes 
permanentes (Menegaz, Favetti & Michelon, 2015). 
A etiologia da perda dentária predominantemente relacionada a cárie dentária e os 
traumatismos decorrentes na infância. Tal perda ocasiona a extrusão do dente antagonista, 
perda de espaço no arco dentário, inclinação dos dentes vizinhos e distúrbios na deglutição. 
Além disso, a perda precoce pode resultar em alterações estéticas, ortodônticas e fonéticas, 
sobretudo em dentes anteriores (Pereira & Miasato, 2010; Cardoso, Neto, Paschoal., 2011; 
.Menegaz, Favetti & Michelon., 2015). Outro fator etiológico relacionado com o atraso na 
erupção do elemento dentário permanente, é a fusão anatômica entre a com o osso alveolar 
dente decíduo, sendo este processo definido como anquilose (Alves, Leite & Vieira, 2011). Já 
a erupção ectópica está associada aos desvios no trajeto de erupção dos dentes permanentes, 
ocasionando uma reabsorção incomum no dente decíduo (Pereira, Carvalho & Carvalho, 
2018). É importante avaliar o tempo decorrido da perda dental, antes de indicar o tratamento 
para a preservação do espaço. Quanto mais cedo for detectada a perda precoce do dente 
decíduo, menor será os impactos sobre a dentição permanente sucessora. Para se obter um 
melhor planejamento do caso, é de fundamental importância realizar um minucioso exame 
clínico e radiográfico (Alves, Leite & Vieira, 2011). 
Os mantenedores de espaço são utilizados com o intuito de substituir os dentes 
decíduos, preservando o local designado para o dente permanente (Gonçalves, Sabino-Bezerra 
& Pimentel, 2013). Esses dispositivos ortodônticos são categorizados em fixos ou removíveis, 
assim como, funcionais e não funcionais. Os mesmos devem ser selecionados, levando-se em 
consideração a quantidade de dentes perdidos e a idade do paciente (Sousa, Momesso & 
Zatta, 2010; Guimarães & Oliveira., 2017). Os aparelhos ortodônticos não funcionais, possui 
um baixo custo e previne o movimento mesio-distal dos elementos dentários posteriores e 
lingual dos anteriores. É importante que ele seja instalado de modo que não comprometa a 
erupção dos permanentes sucessores. Contudo, ele não impede a extrusão do dente 
antagonista (Gatti, Maahs & Berthold., 2012). Os aparelhos funcionais, são recomendados 
para casos onde há uma perda de espaço no sentido mesio-distal e vertical. Dessa forma, este 
tipo de dispositivo evita a ocorrência de extrusão do dente antagonista (Pereira & Miasato., 
2010). 
Os aparelhos removíveis são confeccionados por resina acrílica, associados a grampos 
e dentes artificiais, sendo indicados para casos onde há uma perda de múltiplos dentes 
decíduos. Sendo também indicado para pacientes que apresentam um alto risco de cárie, uma 
vez que a retirada do dispositivo favorece uma higienização oral mais adequada (Pereira & 
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Miasato, 2010; Gatti, Maahs & Berthold., 2012). Já os aparelhos fixos, são feitos por uma 
estrutura metálica, possuindo uma banda fixada. Este dispositivo é indicado para pacientes 
não colaboradores que apresentam uma perda unilateral ou bilateral. Todavia, é importante ser 
instalado apenas em pacientes que apresentam um risco baixo de cárie e com uma higiene oral 
satisfatória (Gonçalves, Sabino-Bezerra & Pimentel M., 2013). 
No decurso dos estágios de dentição decídua e mista, a preservação do espaço e 
comprimento do arco dentário é essencial para favorecer a erupção dos dentes permanentes. 
Estudos recentes demonstram que a instalação de um mantenedor de espaço pode ser feita 
partir dos três anos de idade. A seleção deste dispositivo deve baseada com a necessidade de 
cada paciente (Sabino-Bezerra & Pimentel M., 2013). Antes de iniciar o tratamento utilizando 
o mantenedor de espaço, deve-se observar o estágio de desenvolvimento do dente permanente 
sucessor. Quanto menor for o estágio, mais indicada está a utilização do dispositivo, tendo em 
vista a relação do tempo de perda do elemento dentário decíduo com as possíveis mudanças 
de posição que irão ocorrer com os dentes adjacentes até a erupção do permanente no tempo 
adequado. Outros fatores que devem ser considerados para escolher o mantenedor mais 
adequado é a quantidade de dentes perdidos, idade do paciente, presença de espaço dentário e 
as relações oclusais (Sousa, Momesso & Zatta, 2010; Guimarães & Oliveira., 2017). Além 
disso, a colaboração dos pacientes e uma higiene satisfatória são aspectos analisados quando 
se refere a colocação de mantenedores fixos ou removíveis (Sabino-Bezerra & Pimentel M., 
2013). 
Dentre os dispositivos fixos,a banda-alça, indicada para casos onde espaço provocado 
pela perda prematura não é extenso (Pereira & Miasato, 2010; Menegaz, Favetti & Michelon., 
2015). Embora seja de simples confecção e baixo custo, este aparelho não devolve a função 
do dente perdido, sendo um fator retentor de biofilme bacteriano. Para otimizar a sua 
utilização, a tecnologia de impressão tridimensional (3D) vem sendo utilizada afim de evitar 
tais complicações (Pawar, 2019; Vinothini, Sanguida & Selvabalaji, 2019). Outro dispositivo 
fixo de baixo custo comumente utilizado é o arco lingual de Nance, formado por um arco 
passivo que posiciona-se na região cervical da face lingual dos incisivos inferiores (Gatti, 
Maahs & Berthold, 2012). Esse dispositivo é recomendado para situações onde ocorre uma 
perda bilateral, impedindo a movimentação dos incisivos para a lingual e a mesialização dos 
molares permanentes. É importante a orientação aos pais acerca dos hábitos alimentares e de 
higiene, além das visitas periódicas ao profissional (Pereira, Soares & Coutinho, 2010). 
Com relação aos aparelhos removíveis, os mesmos são mais higiênicos e apresentam 
esses apresentam um baixo custo, menor tempo clínico de tratamento e estética satisfatória. 
Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020 
(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627 
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Além disso, a utilização desse dispositivo removível favorece a reabilitação de dentes 
anteriores e posteriores, simultaneamente, recuperando a dimensão vertical de oclusão. 
Contudo, necessita da colaboração dos pacientes e responsáveis para o seu uso (Sousa, 
Momesso & Zatta., 2010; Guimarães & Oliveira., 2017). Dentre estes dispositivos, a placa de 
Hawley modificada é a mais comumente utilizada, sendo constituída por acrílico, grampos de 
retenção e dentes pré-confeccionados (Pereira, Soares & Coutinho, 2010). 
Os recuperadores de espaço possuem a finalidade de restabelecer o espaço designado 
ao dente permanente não erupcionado. Esses aparelhos devem minimizar o movimento dos 
dentes adjacentes, evitando a ocorrência de traumatismos e desequilíbrio oclusal. Além disso, 
o profissional deve conhecer as estruturas anatômicas dos ossos maxilares para estabelecer as 
melhores estratégias afim de solucionar o caso (Moreno, Aguiar & Junior, 2018). Os 
recuperadores de espaço mais comumente utilizados são os removíveis, dentre eles, destaca-se 
a mola simples. Este dispositivo é constituido por uma placa de resina acrílica, grampos de 
retenção do tipo Adams, grampos auxiliares e um arco vestibular de Hawley, além da mola 
simples feita por fio de aço inoxidável com diâmetro de 0,6mm. Outro dispositivo é a mola de 
Benac, sua estrutura é semelhante a mola simples, com exceção do componente ativo que 
neste caso é a mola de Benac feita com fio de aço inoxidável de 0,8 ou 0,9mm de diâmetro, 
sendo indicada somente para regiões posteriores maxilares ou mandibulares (Almeida, 
Almeida-Pedrin & Almeida, 2002; Moreno, Aguiar & Junior., 2018). 
Os recuperadores fixos são recomendados para pacientes que não cooperam com o 
tratamento e que necessitam de um maior movimento dentário. O principal representante é a 
mola de secção aberta, composta por braquetes, fio ortodôntico de 0,5mm de diâmetro e mola 
de secção aberta que são colocados sobre os elementos dentários vizinhos ao espaço. Esse 
aparelho é indicado tanto para a região anterior quanto posterior. A ativação é feita através de 
uma mola pré-fabricada, que ocupa o espaço de mesial do braquetes instalados. A força 
exercida pelo aparelho é ininterrupta, sendo necessário um controle mensal para a substituição 
do segmento de mola até que se chegue ao espaço estimado (Almeida, Almeida-Pedrin & 
Almeida., 2002; Pereira, Soares & Coutinho., 2010). 
 
3. Discussão 
 
Durante o desenvolvimento da dentição decídua pode ocorrer a perda prematura de 
alguns dentes, ocasionada principalmente por cárie e traumatismos. Essa perda é considerada 
prematura quando ocorre antes do período normal de esfoliação. Os elementos dentários 
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decíduos são considerados mantenedores de espaço naturais, além disso, atuam na oclusão, 
fonação, mastigação e estética (Hiremath & Jairaj., 2017; Nóbrega, Barbosa & Brum., 2018). 
Diante da perda antecipada do elemento dentário decíduo, deve ser utilizado os mantenedores 
de espaço como forma de tratamento, preservando o local para que o dente sucessor irrompa 
adequadamente. Estes dispositivos podem ser removíveis e fixos e, variando conforme a sua 
aplicabilidade. Sua escolha deve ser feita de acordo com a condição de cooperação e higiene 
bucal do paciente (Nóbrega, Barbosa & Brum, 2018; Ozkalayci & Yetmez, 2018; 
Ramakrishnan, Dhanalakshmi & Subramanian., 2019). Kalia et al. (2018) realizaram um 
estudo para avaliar a fala de crianças que haviam perdido precocemente, pelo menos os 
incisivos centrais superiores. Notou-se alterações na articulação de sons, sobretudo, nas 
consoantes “v”, “d”, “t” e “s”. Com isso, foi instalado nessas crianças mantenedores 
funcionais fixos, podendo ser observado após a sua colocação uma melhora significativa na 
articulação da fala e correto posicionamento da língua, além da melhora estética 
proporcionada aos pacientes. 
Diversos desenhos de mantenedores de espaço metálicos são utilizados na 
odontologia, como o de banda e alça, coroa e alça e arco lingual de Nance. Contudo, algumas 
desvantagens como corrosão e fratura no aparelho, além da estética, colaboraram para a 
criação de dispositivos mais estéticos e livre de metais, dentre eles destaca-se o mantenedor 
de banda e alça cerâmica feito por CAD-CAM. Atualmente o mesmo, vem sendo bem aceito 
pelos pacientes, devido a diminuição da quantidade de lacerações gengivais e traumas. No 
entanto é um dispositivo caro e que necessita de suporte laboratorial e fabricação 
especializada. Outro mantenedor estético e sem metais é o de resina composta reforçada com 
fibra (FRCR), incluindo a fibra de vidro e a fibra de polietileno (Soni, 2017; Kalia, Tandon & 
Bhupali., 2018). 
Em seu estudo Garg et al. (2014) comparou a eficácia de dois mantenedores banda e 
alça, sendo um deles o convencional de metal e o outro o FRCR. Foram selecionadas crianças 
que tinham indicação para exodontia dos dois primeiros molares decíduos em quadrantes 
distintos. Após o período de planejamento, foi instalado em cada paciente em um quadrante o 
mantenedor de metal e no outro quadrante o FRCR, observando-se a evolução do tratamento 
por seis meses. O dispositivo de FRCR teve maior aceitação pelos pacientes, em relação a 
higienização e estética, não ocasionando danos aos dentes suportes. 
Em algumas situações não é possível realizar a preservação do espaço, tendo em vista 
que parte desse espaço já foi perdido pela movimentação dos dentes vizinhos. Dessa forma, é 
fundamental realizar uma seleção do melhor dispositivo para recuperação do espaço, diante da 
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necessidade da adesão do paciente ao tratamento (Garg, Samadi & Jaiswal, 2014). Os 
dispositivos removíveis possuem desvantagens, pois precisam da cooperação do paciente para 
a sua correta utilização. Além disso estão sujeitos a perdas e mudanças de encaixe continuas 
devido à sua remoção e inserção nas mucosas. Nesses casos o emprego de dispositivos fixos 
são vantajosas, ocasionando um menor desconforto para o paciente (Mohammad, Cheruku & 
Penmetcha, 2015). 
 
4. Considerações Finais 
 
É de suma importância que o profissional execute um prévio diagnóstico das 
intercorrências que acometem o espaço dos dentes decíduos nas arcadas dentárias, afim de 
estabelecerum correto tratamento ortodôntico. Além disso, a manutenção ou recuperação de 
espaço, promove um correto desenvolvimento da oclusão dentária. A escolha do dispositivo 
ortodôntico deve ser feita individualmente, levando em consideração a sua funcionalidade 
para o tipo de caso, e o paciente precisará ser acompanhado até ocorrer o desenvolvimento 
completo da dentição permanente. 
 
Referências 
 
Almeida, R., Almeida-Pedrin, R., & Almeida, M. (2002). Recuperadores de espaço e sua 
aplicação clínica. Revista da Faculdade de Odontologia de Lins, 14(2), 15-20. 
 
Alves, M., Leite, T., & Vieira, D. (2011). Diagnóstico e tratamento de anquilose 
dentoalveolar severa na dentição decídua: relato de caso. Rev Odontol UNESP, 40(3), 154-
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(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627 
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Porcentagem de contribuição de cada autor no manuscrito 
Luana Amorim Morais da Silva – 1,5% 
Juliana Campos Pinheiro– 1,5% 
Gabriel Gomes da Silva– 1,5% 
Fernanda Augusta Barbosa da Silva Monteiro– 1,5% 
Gabriela Cunha Corbacho Porto– 1,5% 
João Pedro dos Santos Silva– 1,5% 
Daniella dos Anjos Rodrigues– 1,5% 
Vinícius Araujo Feitoza– 1,5% 
Fernanda Santos Araujo– 1,5% 
Ana Paula Gomes e Moura– 1,5% 
Kathleen Michelle De Jesus Santos– 1,5% 
Thiago Ferraz da Silva– 1,5% 
Welington dos Santos Junior – 1,5% 
Aline Stefany de Andrade – 1,5% 
Amanda Feitoza da Silva– 1,5%

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