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Farmacoepidemiologia e farmacovigilância Aline Assis Objetivos da aula Compreender sobre os estudos e processos envolvendo a garantia da segurança, eficácia e efetividade dos medicamentos comercializados e utilizados pela população. Conteúdo Programático Aula 1 • Introdução: fundamentos e conceitos Aula 2 • Pesquisa clínica e processos de aprovação de medicamentos Aula 3 • Farmacovigilância Aula 4 • Estudos de uso de medicamentos Aula 5 • Aplicação práticas na promoção da segurança do paciente Estudos de uso de medicamentos Aula IV Tipos de estudo Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Tipos de estudo Utilização de Medicamentos “Comercialização, distribuição, prescrição e uso de medicamentos em uma sociedade, com ênfase especial nas consequências médicas, sociais e econômicas resultantes.” OMS, 2003. Estudos de utilização de medicamentos (EUM): objetivo de esclarecer tais aspectos Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Estudos Descritivos • Incidência/prevalência: tempo/lugar/pessoa; • Sem medição de associação/causa-efeito; • Geram hipóteses. Wunch-Filho & Moncau, 2002. Perini & Acúrcio, 2003; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Tipos de EUM descritivos Análise de oferta de medicamentos Estudos quantitativos de consumo Estudos de qualidade de consumo Estudos de hábitos de prescrição médica Estudos de cumprimento de prescrição Estudos de vigilância orientada a problemas Observacionais (sem intervenção) Experimentais (com intervenção) Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Estudos Analíticos • Incidência/prevalência; • Com medição de associação/causa-efeito; • Testam hipóteses. Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Consumo de antimicrobianos x Perfil de resistência bacteriana Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013. Desenhos dos estudos Estudos Ecológicos • Estudos correlacionais; • Unidade de análise = grupo; • Permite inferências no nível coletivo; • Nunca inferências no nível individual (falácia ecológica) Dinamarca: levofloxacino x resistência da E. coli (↑200%) Grupo de hospitais: relação linear consumo x resistência Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (MRSA) Israel: ciprofloxacino x resistência E. coli – redução após restrição do consumo (Antraz – 2001) Jensen et al. 2010; MacDougall et al., 2005; Gottesman et al. 2009. Desenhos dos estudos Estudos Ecológicos Uso de fluoroquinolonas (levofloxacino) X Resistência bacteriana Se o indivíduo consome muitos medicamentos para o tratamento da asma, ele tem maior risco de morrer de asma Perini & Acúrcio, 2003. Média de venda de medicamentos para o tratamento da asma X óbitos por asma Desenhos dos estudos Estudos Ecológicos Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Estudos Observacionais x Experimentais EXPERIMENTAIS • Pesquisador controla a exposição • Pesquisador mede e intervém • Indivíduos são alocados em grupos estudos de intervenção OBSERVACIONAL • Pesquisador só observa • Pesquisador mede mas não intervém • Não controla o que acontece com os indivíduos “deixa as coisas acontecerem” Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Estudo transversal EXPOSIÇÃO • Estudos de prevalência, seccional; • Medem simultaneamente – exposição e evento; • Descrição + associação com características da população; • Sem inferência causal – quem ocorreu primeiro? DESFECHO Consulta ao balconista de farmácia x Automedicação Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos • Acompanha a amostra ao longo do tempo; • Prospectivo: coorte; • Retrospectivo: caso-controle. Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Estudos longitudinais Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Estudos caso- controle Desenhos dos estudos Estudos caso- controle EXPOSIÇÃO DESFECHO Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. • Não estima ocorrência do desfecho (prevalência/incidência); • Estima se há diferença na exposição entre casos e controles; • Custo mais reduzido e amostra menor que estudos coorte; • Uso de informações já disponíveis; • Uso: casos/doenças raros ou que demoram a ocorrer; • Possibilita a investigação simultânea de várias causas Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Estudos coorte Coorte Muito caro para eventos raros... Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Estudos coorte • Detecta a incidência do desfecho; • Possibilita a inferência causal exposição-desfecho; • Possibilita a estimativa de risco; • Quando há evidências de associação e perdas mínimas. Benzodiazepínicos x Demência EXPOSIÇÃO DESFECHO Desenhos dos estudos Estudos coorte Coorte Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. BZD SEM BZD Demência Sem demência *BZD = Benzodiazepínicos Demência Sem demência Medronho, 2009. Desenhos dos estudos Resumindo.... Estudos observacionais: EXPOSIÇÃO DESFECHO coorte caso-controle transversal Desenhos dos estudos Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Duplo-cego Desenhos dos estudos Ensaios clínicos randomizados (ECR) Perini & Acúrcio, 2003; Harpe, 2013; Menezes-Pádua 2013. Desenhos dos estudos Ensaios clínicos randomizados (ECR) • Detecta a incidência do desfecho • Possibilita a inferência causal exposição-desfecho • Possibilita a estimativa de risco • Alocação aleatória: estudo/intervenção e controle • Placebo x padrão-ouro EXPOSIÇÃO DESFECHO • ANVISA. Blog da rede sentinela. Disponível em: . • Banahan III B. Segurança do medicamento e farmacovigilância. In: Yang Y. Compreendendo a farmacoepidemiologia. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 155-67. • Bunniran S, et al. Pharmaceutical product withdrawal: attributions of blame and its impact on trust. Res Social Adm Pharm. 2009 Sep;5(3):262-73. • CEBM. Centre for Evidence Based Medicine. Oxford Centre for Evidence-based Medicine – Levels of Evidence (Mar, 2009). Disponível em: . Acesso em: dez. 2016. • Gottesman BS, et al. Impact of quinolone restriction on resistance patterns of Escherichia coli isolated from urine by culture in a community setting. Clin Infect Dis. 2009;49:869-75. • Guimarães e Silva DC, et al. Potentially inappropriate medication use among elderly patients from a Brazilian general hospital. Infarma. 2016:28(1):27-32. • Harpe SE. Delineamento de estudos Farmacoepidemiológicos. In: Yang Y. Compreendendo a farmacoepidemiologia. Porto Alegre: AMGH, 2013. 39-54. Referência bibliográficas • Medronho R, et al. (eds.). Epidemiologia. São Paulo: Atheneu, 2ª Ed. 2009. OMS. Organização Mundial da Saúde. Estrutura concetual da classificação internacional sobre segurança do doente. Lisboa: OMS, 2011. • Menezes de Pádua CA. Aspectos conceituais e abordagens metodológicas em farmacoepidemiologia. In: Francisco de Assis Acurcio. (Org.). Medicamentos – políticas, assistência farmacêutica, farmacoepidemiologia e farmacoeconomia. Belo Horizonte: Coopmed, 2013, p. 75-112. • Nascimento MMG. Estudo de utilização de medicamentos por idosos residentes em uma instituição de longa permanência no municípios de Divinópolis - Minas Gerais. 2011. 110 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - UFSJ, MG. • OMS. Organização Mundial da Saúde. Introduction to Drug Utilization Research. Genebra: OMS,2003. 49 p. Disponível em: http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Js4876e/