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Energia
ATUALIDADES 
ENERGIA
Agora, é importante abordar a questão da energia, tendo plena consciência da quantidade 
de emissões de gases de efeito estufa geradas pela produção de energia. Muitas pessoas 
costumam simplificar o conceito de energia, acreditando que ela se refere apenas à energia 
elétrica, como aquela que vem da lâmpada no bocal. Porém, é fundamental compreender 
que energia é um termo mais amplo.
A Petrobras, a maior empresa do Brasil, é um exemplo de empresa ligada ao setor 
energético. Ela não produz apenas energia elétrica, mas sim petróleo e gás natural, destacando a 
diversificação das fontes de energia no país. Portanto, não são apenas as empresas responsáveis 
pela geração de energia elétrica que devem ser consideradas como parte do setor energético.
É crucial que as pessoas compreendam a diferença entre “energia” e “energia elétrica”, 
para evitar erros comuns. Por exemplo, quando questionados sobre a principal fonte de 
energia do Brasil, muitos erram ao responder que são as hidrelétricas. Na realidade, a principal 
fonte de energia no Brasil é o petróleo, principalmente devido à estrutura rodoviária do 
país e à grande dependência de diesel e gasolina para o transporte de carga e passageiros.
Vale ressaltar que as hidrelétricas são, sim, a principal fonte de energia elétrica, mas 
quando se pergunta sobre a principal fonte de energia em termos gerais, o petróleo se 
destaca. Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas a essa diferença e à forma 
como a questão é formulada.
O setor energético é um dos maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito 
estufa, o que torna urgente a transição para fontes de energia mais limpas e renováveis. A 
humanidade precisa se orientar para uma produção de energia mais sustentável, seja para 
consumo elétrico ou para o transporte de cargas e passageiros.
Recentemente, uma notícia interessante revelou que a energia solar ultrapassou a 
energia eólica e se tornou a segunda maior fonte de energia elétrica do Brasil, com uma 
potência instalada de quase 24 gigawatts, ficando atrás apenas da energia hidráulica, que 
possui mais de 100 gigawatts. Isso demonstra o crescimento das fontes renováveis no país, 
com a energia solar ganhando destaque.
Em relação à matriz elétrica, é importante observar que as hidrelétricas continuam 
dominando, seguidas de perto pela energia solar e eólica. A distribuição dessas fontes pode 
variar de acordo com a época do ano e as condições climáticas, mas é essencial entender 
o papel crescente das energias renováveis no Brasil. 
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ATUALIDADES 
O que se deve perceber é que tanto a energia solar quanto a eólica estão em crescimento. 
A utilização dessas fontes de energia está crescendo no Brasil, e elas já estão equilibradas. 
A energia solar é a segunda principal fonte de energia elétrica do país, enquanto a energia 
eólica ocupa a primeira posição. É importante destacar que a maior usina hidrelétrica 100% 
brasileira, com o maior potencial instalado, é a Usina de Belo Monte, localizada no estado 
do Pará, no município de Vitória do Xingu, muito próxima a Altamira.
Recentemente, observou-se uma seca severa na Amazônia. De acordo com o portal do 
Poder 360, Belo Monte está gerando menos de 3% de sua energia projetada devido a essa 
seca. A usina foi construída na floresta amazônica e é uma usina fio d’água, ou seja, não 
conta com um grande reservatório. Esse fato tem afetado a disponibilidade de água, o que 
impacta diretamente a produção de energia. Situação semelhante ocorre com a Usina de 
Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.
O Brasil possui grandes usinas hidrelétricas localizadas na Floresta Amazônica. Durante 
o governo Dilma, foi inaugurada a Usina de Belo Monte, com uma potência instalada de 
11.233 megawatts. No entanto, atualmente, essa usina está produzindo apenas 3% de sua 
capacidade total. Duas das maiores e mais novas hidrelétricas do Brasil enfrentam fortes 
restrições em suas operações devido à severa seca que afeta a Floresta Amazônica.
Além disso, é importante corrigir um equívoco comum. A Usina de Belo Monte é a maior 
do Brasil em potência instalada, e não a segunda maior, como alguns afirmam. Itaipu, 
embora seja uma das maiores usinas hidrelétricas do país, não é 100% brasileira, pois sua 
metade pertence ao Paraguai.
O ponto a ser registrado é que as usinas hidrelétricas localizadas na região Norte do Brasil 
estão enfrentando dificuldades significativas para se manterem operacionais devido à queda 
nos níveis dos rios, o que tem dificultado a produção de energia elétrica. Por outro lado, a 
energia solar, que é a segunda maior fonte de geração de energia no país, tem registrado 
um crescimento significativo. Desde julho do ano anterior, o crescimento médio da energia 
solar tem sido de 1 gigawatt por mês, com um aumento de 83% ao ano. A capacidade de 
produção da energia solar já ultrapassou a das usinas eólicas. 
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Se o Rio Grande do Norte é a grande potência eólica, atualmente, os estados de São Paulo 
e Minas Gerais concentram o maior número de fazendas solares. Portanto, São Paulo e Minas 
Gerais são os dois principais estados brasileiros que produzem energia solar e energia eólica.
Agora, é importante destacar uma informação que pode surpreender: a maior e mais 
importante fonte de energia elétrica do mundo ainda é o carvão. Em pleno século XXI, 
grande parte do planeta Terra ainda gera energia elétrica por meio das termelétricas, que 
queimam carvão, óleo diesel ou gás natural. Isso contrasta com o Brasil, que possui uma 
matriz energética mais equilibrada e uma grande disponibilidade de recursos naturais que 
favorecem a produção de energia de maneira menos poluidora, ao contrário de muitas 
outras partes do mundo.
Além disso, o Brasil conta com uma matriz energética que, ao menos na geração de 
eletricidade, não é tão poluidora quanto em outras regiões do mundo.
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USINA HIDRELÉTRICA DE ITAIPUUSINA HIDRELÉTRICA DE ITAIPU
A Usina Hidrelétrica de Itaipu, inaugurada em 1973, foi praticamente 100% financiada 
pelo Brasil. O Brasil deu ao Paraguai um prazo para pagar a parte dele, inclusive financiada 
pelo Banco do Brasil. Metade da usina foi entregue ao Paraguai, em parte para resolver 
disputas territoriais e facilitar um relacionamento diplomático saudável entre os dois 
países, pois o Paraguai alegava que o Brasil havia se apropriado de parte de seu território. 
Essa medida visava também selar um entendimento sobre a Guerra do Paraguai.
Em 1973, ficou estabelecido o funcionamento da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, 
com 50% da energia pertencendo ao Paraguai e os outros 50% ao Brasil. O Paraguai utiliza 
32% dessa energia, e o restante é vendido ao Brasil. O Brasil compra o excedente energético 
do Paraguai para complementar a energia elétrica no país.
Apesar de o Paraguai ser um dos países mais pobres da América, ele dispõe de 50% da 
energia gerada em Itaipu, mas não utiliza toda essa capacidade, colocando o excedente à 
disposição do Brasil.
O acordo de Itaipu Binacional, que foi firmado em 1973, estipula que, quando a usina completar 
50 anos, o acordo deve ser revisado. Chegou o momento de atualizar esse acordo, e foi por isso 
que o presidente do Paraguai, o jovem presidente Santiago Peña, esteve no Brasil para participar 
de tratativas com o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. 
O Paraguai deseja que o Brasil aumente o preço pago pela energia que o Paraguai vende. 
Por outro lado, o Brasil quer que o valor seja reduzido. Não havia consenso entre os dois 
países, que estavam irredutíveis. No entanto, no final de 2023, foi assinado um acordo após 
umanegociação entre o Brasil e o Paraguai. Os paraguaios conseguiram convencer o Brasil 
de que o ideal seria reajustar os preços. Assim, o Brasil passará a pagar um valor maior pelos 
megawatts de energia fornecidos pelo Paraguai.
A seguir, é apresentada uma reportagem sobre esse assunto, que é extremamente atual.
Brasil e Paraguai irão renegociar a cláusula do acordo de Itaipu Binacional. A revisão 
está prevista no acordo inicial, que completou quinze anos. Os países desejam que o novo 
tratado estimule o desenvolvimento de ambas as partes.
Depois de 50 anos do acordo que viabilizou a construção de Itaipu Binacional, Brasil e 
Paraguai voltam à mesa para renegociar os termos financeiros da hidrelétrica na qual cada 
país tem direito a 50% da energia gerada.
Essa revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, que dispõe sobre as bases financeiras e 
de prestação dos serviços de eletricidade do empreendimento, está prevista no contrato 
inicial entre os dois países. O assunto foi tema de conversa entre o presidente Luiz Inácio 
da Silva e Santiago Peña, que assume a presidência do Paraguai no dia 15 de agosto.
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Os dois se encontraram no Palácio da Alvorada, na presença também do diretor-geral 
brasileiro da geradora de energia, Enio Verri, e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Os governos de Brasil e Paraguai assinaram (07.05.2024), em Assunção, um acordo para 
encerrar a disputa em torno da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. A usina é administrada 
pelos dois países e a energia é dividida meio a meio.
Pelos termos acordados, a tarifa da energia produzida na usina será reajustada em 
15,4%, passando dos atuais US$ 16,71 por KW/mês para US$ 19,28 por quilowatt/mês 
(KW) até 2026.
O novo valor foi decidido em um acordo, fechado, em Assunção, em reunião entre o 
ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente paraguaio, Santiago Peña.
Interlocutores do Ministério de Minas e Energia afirmam que não haverá impacto para 
o consumidor brasileiro, porque irá haver uma injeção de recursos da própria usina para 
abater a tarifa. Ou seja, o Brasil compra quase toda a energia de Itaipu, mas não usará os 
US$ 3 de diferença.
A Usina de Itaipu possui uma poupança, ou seja, um fundo com recursos guardados. 
O Brasil, então, pagará um valor maior ao Paraguai sem transferir essa conta para os 
consumidores brasileiros. O valor será retirado diretamente do fundo de Itaipu para poder 
indenizar o Paraguai. No entanto, muitos especialistas argumentam que o Brasil não está 
tomando a decisão correta, pois esse dinheiro deveria ser usado não para pagar o Paraguai, 
mas para reduzir o preço da energia para os brasileiros. 
Além disso, é importante observar que o Brasil também está utilizando recursos guardados 
da Usina de Itaipu para financiar a realização da COP 30, que ocorrerá em Belém do Pará, 
em 2025. A parte brasileira está ainda financiando a construção de uma ponte que ligará 
Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, ao Paraguai. No entanto, há muitas críticas sobre 
o uso desses recursos. Algumas pessoas questionam a relação entre Itaipu e a construção 
da ponte, ou mesmo a utilização do dinheiro guardado para infraestrutura em Belém, com 
o objetivo de sediar a COP 30.
Pelo acordo firmado entre os dois países, o Paraguai poderá vender diretamente ao 
mercado livre por uma tarifa maior, garantindo sua remuneração. Hoje, Paraguai só pode 
vender para o mercado regulado, ou seja, para distribuidoras.
O mercado livre permite a venda de energia diretamente para o grande consumidor. O 
Paraguai queria que o preço aumentasse para US$ 22,70. Já o Brasil insistia na manutenção 
do preço em US$ 16,71/kW em 2024 e 2025, esperando uma queda apenas em 2026, em 
uma tentativa de chegar a um meio-termo.
O acordo também prevê que o Anexo C do Tratado de Itaipu seja revisto e renegociado 
em seis meses. Esse dispositivo trata das bases financeiras que foram acertadas 50 anos 
atrás, quando a hidrelétrica foi criada.
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COMBUSTÍVEL DO FUTUROCOMBUSTÍVEL DO FUTURO
É importante destacar que o Brasil está se preparando para uma política de descarbonização. 
Embora seja verdade que a energia não seja totalmente limpa, parte significativa da gasolina 
brasileira, entre 22% e 27%, é acrescida de etanol. O Brasil também planeja adicionar biodiesel 
ao diesel consumido no país. Além disso, busca incentivar o uso de biometano, um tipo de 
gás metano que pode ser produzido pela própria natureza, por lixões ou outras atividades.
O Brasil também está se voltando para o combustível do futuro, com a recente sanção 
de uma lei pelo presidente Lula, que incentiva o uso de combustíveis mais sustentáveis. No 
entanto, essa lei foi sancionada com alguns vetos.
Foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com vetos, a 
Lei n. 14.993, de 2024, que regulamenta e cria programas de incentivo à produção e ao 
uso de combustíveis sustentáveis, como o diesel verde e o biometano, conhecidos como 
combustíveis do futuro.
Entre outras medidas, a nova legislação também altera os percentuais de mistura de etanol 
na gasolina, que passará a ter um mínimo de 22% do biocombustível, podendo chegar a até 
35%. O PL 528/2020, que originou a norma, foi aprovado no Senado em setembro, na forma 
de um substitutivo apresentado pelo relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). 
BIODIESELBIODIESEL
De acordo com a lei, o novo percentual de mistura de etanol à gasolina será de 27%, com 
variação entre 22% e 35%. Atualmente, a mistura pode chegar a 27,5%, sendo, no mínimo, 
de 18% de etanol. O biodiesel poderá ser acrescentado ao diesel derivado de petróleo em 
um ponto percentual de mistura anualmente a partir de março de 2025 até atingir 20% 
em março de 2030.
DO QUE É FEITO O BIODIESEL?DO QUE É FEITO O BIODIESEL?
O diesel é derivado do petróleo, enquanto o biodiesel é produzido a partir de óleos 
vegetais. O que o Brasil busca agora é misturar óleos vegetais, como óleo de palma, soja 
e canola, ao óleo mineral, que é o diesel. O objetivo é, no primeiro ano, adicionar 1% de 
biodiesel, com um aumento progressivo até atingir 20% em 2030.
O biodiesel pode ser feito a partir de diversos óleos vegetais, como mamona, dendê, 
canola, girassol, amendoim, algodão e soja. Qualquer tipo de óleo vegetal pode ser misturado 
ao diesel, transformando-o em biodiesel. Assim como a gasolina contém uma porcentagem 
de etanol, o Brasil também planeja que o diesel tenha uma porcentagem de óleo vegetal.
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ATUALIDADES 
Caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definir o percentual da 
mistura, que poderá ficar entre 13% e 25%. Desde março deste ano, o biodiesel é misturado 
ao diesel de origem fóssil no percentual de 14%.
A adição voluntária de biodiesel em percentual superior ao fixado será permitida para 
transporte público, transporte ferroviário, navegação interior e marítima, frotas cativas, 
equipamentos e veículos usados em extração mineral e geração de energia elétrica, além 
de tratores e maquinários usados na agricultura. Mas a alteração deverá ser informada à 
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
DIÓXIDO DE CARBONODIÓXIDO DE CARBONO
Outra novidade em relação à matriz energética atual é que a ANP vai regular e fiscalizar 
os combustíveis sintéticos, produzidos a partir de rotas tecnológicas, a exemplo de processos 
termoquímicos e catalíticos, e que podem substituir parcial ou totalmente combustíveis 
de origem fóssil.
O texto também incumbe a ANP de regular a atividade da indústria da estocagem 
geológica de dióxido de carbono e autoriza a Petrobras a atuar nas atividades relacionadas 
à movimentação e estocagem de dióxido de carbono,à de transição energética e à de 
economia de baixo carbono.
Algumas empresas estocam dióxido de carbono (CO2). Existem indústrias que, em vez de 
permitir que o CO2 seja liberado pela chaminé ou pelo escapamento de um automóvel, capturam 
toda essa emissão de dióxido de carbono e toda a fumaça preta que deveria ser expelida. Em 
vez de deixar o CO2 ir para a atmosfera, elas capturam e armazenam internamente.
Agora, a Agência Nacional do Petróleo também é responsável por monitorar e fiscalizar 
essas atividades industriais de estocagem geológica de dióxido de carbono. O objetivo é 
autorizar atividades relacionadas à movimentação e estocagem de CO2, visando à transição 
energética e ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.
Empresas autorizadas pelo poder público poderão realizar atividades de movimentação, 
captura e estocagem geológica de gás carbônico. A estocagem será exercida por meio de 
contrato de permissão por prazo de até 30 anos, renovável por igual período se cumpridas 
as condicionantes. 
As empresas que realizarem captura e estocagem geológica de gás carbônico deverão 
seguir diretrizes diversas, tais como:
• Segurança e eficácia do armazenamento;
• Suporte à realização de auditorias e fiscalização;
• Eficiência e sustentabilidade econômicas;
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Energia
ATUALIDADES 
• Adoção de técnicas segundo melhores práticas da indústria e considerar as 
peculiaridades locais e regionais;
• Integração de infraestruturas, serviços e informações geológicas e geofísicas para a 
gestão eficiente dos recursos naturais envolvidos nessa atividade.
Todas as atividades serão reguladas e fiscalizadas pela ANP, até mesmo o encerramento 
das atividades de injeção de dióxido de carbono e o monitoramento pós-fechamento do local.
DIESEL VERDEDIESEL VERDE
Quanto ao Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV), o CNPE fixará, a cada ano, a 
quantidade mínima de diesel verde a ser adicionado ao diesel vendido ao consumidor final. 
Para definir o volume mínimo na mistura, o conselho deverá analisar as condições de oferta 
de diesel verde, incluídas a disponibilidade de matéria-prima, a capacidade e a localização 
da produção, o impacto da participação mínima obrigatória no preço ao consumidor final, 
e a competitividade nos mercados internacionais do diesel verde produzido no Brasil.
O diesel verde costuma ser confundido com o biodiesel, que também é um combustível 
limpo, mas com propriedades distintas. O biodiesel é um éster de ácidos graxos, obtido a 
partir da reação de óleos ou gorduras com um álcool. Já o diesel verde, apesar de também 
ser obtido a partir de óleos ou gorduras, é um hidrocarboneto parafínico produzido a partir 
de diversas rotas tecnológicas, como hidrotratamento de óleo vegetal e animal, e que 
pode ser utilizado em motores do ciclo diesel sem adaptações. O diesel verde ainda não é 
produzido no Brasil. A primeira biorrefinaria desse combustível está sendo construída em 
Manaus e tem previsão para início de operação em 2025.
�� �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Rebecca Caroline.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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