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APRESENTAÇÃO
Meus amigos, é com enorme satisfação que apresentamos esse material! Trata-se de um resumo COM-
PLETO com uma abordagem objetiva e sucinta, especialmente idealizado para o concurso de Agente
de Polícia Federal 2021.
Nosso objetivo é fornecer aos alunos um material que possa ser essencialmente um RESUMO com os
pontos mais importantes para a sua prova! Buscamos elaborar de forma esquematizada e objetiva todo
o conteúdo, para que você, aluno, guie-se da maneira mais efetiva possível!
Este material possui, além da parte teórica, mais de 520 questões comentadas, separadas por discipli-
na. Pretendemos que você perceba os pontos mais cobrados nas últimas provas, focando sobretudo na
abordagem da banca que irá realizar a sua prova: CEBRASPE/CESPE.
Nunca é demais recordar que a sua aprovação depende fundamentalmente da sua organização e da sua
dedicação! Nesse sentido, o material foi feito pensando em manter a organização conosco. Conforme
o seu estudo for avançando, comentários e informações podem surgir. Sugerimos que insiram notas
inteligentes ou comentários ao longo do material. Você pode se perguntar: “por quê?”. Como dito, preze
pela organização! Ao manter seu material e suas informações em um único material, você estará
ganhando TEMPO, seu maior bem ao longo da sua preparação!
Somos uma equipe de professores capacitados nas disciplinas exigidas. Mais do que isso, já fomos
alunos e sabemos como é a vida do concurseiro! A propósito, para demonstrar que estamos compro-
metidos com a sua aprovação, devemos ressaltar que colecionamos algumas aprovações, por exemplo:
Agente de Polícia do Distrito Federal, Oficial da Polícia Militar do Distrito Federal, Agente da Polícia
Federal, Escrivão de Polícia Civil de Minas Gerais, Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Ministério
Público da União, dentre outros.
Esperamos que você tire o máximo de proveito deste material, estude com afinco e, na hora decisiva,
tenha a certeza de que fez uma EXCELENTE preparação, evidenciada especialmente pela CONFIANÇA
ao responder as questões!
Em caso de dúvidas, sugestões ou críticas, não hesite em nos contactar:
contato@resumodosaprovados.com.br
A sua participação é apoiada e incentivada! Este é um processo coletivo, sendo certo que seus resulta-
dos são potencializados à medida que você participa! Conte com a gente!
Vamos juntos!
Equipe Resumo dos Aprovados
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Lá postamos questões, dicas de estudo, jurisprudências e muito mais!
MATERIAL INDIVIDUAL – INTRANSFERÍVEL – PROIBIDO O RATEIO, BEM COMO A VENDA
DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA
REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
O que os dias não veem, os anos nos mostram!
LÍNGUA PORTUGUESA
ÍNDICE
Página 01
DIREITO ADMINISTRATIVO Página 23
DIREITO CONSTITUCIONAL Página 49
DIREITO PENAL - PARTE GERAL Página 75
PENAL - CRIMES CONTRA A PESSOA Página 98
PENAL - CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO Página 111
PENAL - CRIMES CONTRA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA Página 127
DIREITO PROCESSUAL PENAL Página 152
LEGISLAÇÃO Página 186
ESTATÍSTICA Página 254
RACIOCÍNIO LÓGICO Página 262
INFORMÁTICA Página 269
CONTABILIDADE Página 309
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
PRESSUPOSTOS
Os pressupostos são informações
implícitas adicionais, facilmente
compreendidas devido a palavras
ou expressões presentes na frase
que permitem ao leitor
compreender essa informação
implícita.
SUBENTENDIDOS
Os subentendidos
são insinuações, informações
escondidas, dependentes da
interpretação do leitor.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
LÍNGUA PORTUGUESA
TIPOS TEXTUAIS
ACENTUAÇÃO
COMPREENSÃO TEXTUAL
OXÍTONA
NARRATIVO
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
De acordo com o
primeiro parágrafo do texto...
De acordo com o texto...
Conforme as ideias
apresentadas no texto...
Com relação às ideias do texto...
Segundo o autor...
Segundo o texto...
Infere-se que...
Deduz-se do texto...
Depreende-se...
Ao ler o texto, conclui-se...
Narração de uma história a partir de cinco elementos:
ação, espaço, tempo, personagem e narrador.
INJUNTIVO
Também conhecido como texto instrucional, o texto injuntivo apresenta comando de
instruções e ordens.
EXPOSITIVO
INFORMATIVO
Apresentação de uma determinada ideia, sem ter a intenção de argumentar.
Apenas informar/cientificar.
DESCRITIVO
Descrição detalhada de ambientes, pessoas, animais, objetos.
Produz uma ideia de fotografia.
ARGUMENTATIVO
Defesa de uma opinião fundamentada em argumentos objetivos e em fatos/dados
concretos. Ideia persuasiva, busca o convencimento.
ÚLTIMA sílaba tônica
Terminadas em
A(S), E(S),
O(S), EM/ENS.
Exemplos:
me-trô; mo-co-tó
PAROXÍTONA
PENÚLTIMA sílaba tônica
Terminadas em
L, N, R, X, I(S), U(S), PS, Ã(S),
ÃO(S), UM(UNS)
e terminadas em DITONGOS
(seguidos ou não de s).
Exemplos:
ór - fão; a - má - vel
PROPAROXÍTONA
ANTEPENÚLTIMA sílaba tônica
TODAS as proparoxítonas
são acentuadas.
Exemplos:
tó - xi - co; gê - ne - ro
01MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
evandrosilva1785@gmail.com
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Advérbios
Conjunções
Preposições
Interjeições
NÃO OCORRERÁ ACENTOREGRA DO HIATO
MONOSSÍLABO TÔNICO
CLASSES GRAMATICAIS
VARIÁVEIS
Artigos
Pronomes
Numerais
Adjetivos
Substantivos
Verbos
INVARIÁVEIS PREPOSIÇÕES
02
Acentuam-se o “i” e “u” tônico
sozinho na sílaba (ou com s):
reúnem, saúde, egoísmo, baú,
juízes, balaústre, país.
Do contrário, não ocorre o acento:
ruim, cair, juiz, raiz.
Nos hiatos com vogais repetidas: creem, leem, saara, xiita, voo, enjoo
No “i” ou “u” antecedido de ditongo, se a palavra não for oxítona:
feiura, bocaiuva, Sauipe. Sendo oxítona ocorrerá o acento: Piauí, tuiuiú.
No “i” seguido de NH: rainha, bainha, tainha,
Acentuam-se as monossílabas tônicas terminados em: a(s), e(s), o(s). Exemplos: três, pós, trás, nós.
Terminadas em ditongo aberto: ói, éu, éi. Exemplos: dói, céu, réis.
Acentos diferenciais foram abolidos em sua maioria. Alguns outros foram mantidos (vêm/têm para indicar a 3° pessoa
do plural; pôde para indicar pretérito; pôr para diferenciar o verbo “pôr” da preposição “por”).
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE -
Professor de Educação Básica - Português A pala-
vra “domínio” recebe acento gráfico por ser paroxíto-
na terminada em ditongo oral.
R: Certo. As paroxítonas terminadas em ditongo são
acentuadas, independentemente de ser ditongo
nasal ou oral, crescente ou descente. O CESPE
considera que as paroxítonas terminadas em ditongo
crescente também podem ser acentuadas pela regra
das proparoxítonas, como ocorre, por exemplo, com
a palavra memória. Veja a questão abaixo:
CESPE - 2017 – TRF1ª – Analista Taquigrafia O
emprego de acento na palavra “memória” pode ser
justificado por duas regras de acentuação distintas.
R: Certo. Como visto na questão acima, algumas
palavras são acentuadas por duas regras. Isso só
acontece com as paroxítonas terminadas em ditongo
crescente. No entanto, quando for paroxítona termi-
nada em ditongo decrescente, valerá apenas a regra
das paroxítonas: lei-te (vogal + semivogal).
CESPE - 2015 – DEPEN – Nível Médio As palavras
“indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico
com base em justificativas gramaticais diferentes.
R: Errado. “Indivíduos” é paroxítona terminada em
ditongo oral (“uo”), já “precárias” também é paroxíto-
na terminada em ditongo oral (“ia”), seguido de “s”.
Portanto, não são regras diferentes, mas iguais.
CESPE - 2019 - PGE-PE - Analista Judiciário de
Procuradoria O emprego de acento agudo nas pala-
vras “juízo”, “extraídos” e “período” justifica-sevista que o substantivo
“respostas” é objeto direto abstrato e exigiu comple-
mento.
CRASE
PRINCIPAIS FUNÇÕES FEMININAS
à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à primeira vista, àquela hora, à direi-
ta, à vontade, às avessas, às escuras, às escondidas, à míngua, à venda, à mão armada, à beça, à tinta, à máquina, à
caneta, à foice, à chave, à revelia, à deriva, à uma hora, à altura de, à custa de, à espera de, à beira de, à espreita de, à
base de, à moda de, à procura de, à roda de, à mercê de, à semelhança de... (obs: “a máquina” já foi dado como certo).
COMO A CRASE OCORRE
a (preposição) + a (artigo) = à (com acento grave)
a (preposição) + as (artigo) = às
a (preposição) + a qual/as quais = à qual/às quais
a (preposição) + aquele/aquilo/aquela = àquele/àquilo/àquela
a (preposição) + a (pronome demonstrativo) = à
CRASE
OBRIGATÓRIA
Locuções femininas
(à toa; à deriva; à espera)
Preposição a+a
do artigo feminino
Preposição a+a
de aquele;
a qual; a que
CRASE
FACULTATIVA
Antes de nome próprio
"Até a"
Antes de pronomes
possessivos
CRASE
PROIBIDA
Antes de palavras masculinas,
verbos, "uma" e pronome de tratamento
Palavra em
sentido genérico,
indefinido
Entre palavras
repetidas após
preposição
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
20
CESPE – 2020 – MPE/CE – Técnico Com relação aos
aspectos linguísticos e aos sentidos do texto prece-
dente, julgue o item a seguir.
Fragmento de texto: Afinal, o aparecimento da rede
mundial de computadores pôs fim — no que diz respeito
à informação — à própria noção de “viagem” (e de
“distância” a ser percorrida), o que tornou a informação
instantaneamente disponível em todo o planeta, tanto
na teoria como na prática.
A supressão do acento indicativo de crase em “à
própria noção de ‘viagem’” manteria os sentidos e a
correção gramatical do texto.
R: Errado. A expressão “pôr fim” exige a preposição “a”
(pôr fim a alguma coisa). A contração dessa preposição
com o artigo "a" (a própria noção de "viagem") exige
que seja inserido o sinal indicativo de crase. Para
visualizar: pôs fim a + a própria noção de "viagem" =
pôs fim à própria noção de "viagem”.
CESPE – 2019 – SEFAZ/DF Auditor Fiscal Consideran-
do os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o
item a seguir.
Fragmento de texto: Os pesquisadores alertam que
companhias que trabalham em boas causas sem relação
com seus negócios centrais tendem a ser menos efetivas.
Dada a regência do verbo tender, é facultativo o
emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”
em “tendem a ser menos efetivas”.
R: Errado. Como não se usa crase antes de verbo
(crase proibida), o sinal de crase não é facultativo,
mas sim proibido. Não ocorre artigo antes de verbos,
portanto não ocorre a contração da preposição "a"
com o artigo "a". No trecho "tendem a ser menos
efetivas", o "a" é apenas a preposição exigida pelo
verbo "tender".
CESPE – 2016 – CP RM - Técnico em Geociências
(com alterações) Considerando a tipologia e os
aspectos linguísticos do texto CB1A01AAA, assinale
a opção correta.
Fragmento de texto: A conclusão, praticamente unâni-
me, é de que políticas que visem à conservação do meio
ambiente e à sustentabilidade de projetos econômicos
devem ser metas para todos os governantes.
O emprego do acento indicativo da crase em “à
sustentabilidade” é facultativo.
R: Errado. Quando empregamos o verbo “visar” com
sentido de “ter como objetivo”, teremos um VTI,
exigindo a preposição “a”. Por sua vez, o substantivo
“sustentabilidade” está precedido do artigo “a”. Com
isso, a crase será obrigatória.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
REDAÇÃO OFICIAL
ATRIBUTOS DA REDAÇÃO OFICIAL
CLAREZA E
PRECISÃO
O texto precisa ser claro, ou seja, precisa viabilizar a imediata
compreensão pelo leitor.
IMPESSOALIDADE Não constar impressões pessoais. Ex: “Tenho a honra de...”
CONCISÃO
Excluir termos inúteis, redundâncias e excessos, ou seja, refere-se à
capacidade de transmitir o máximo de informações com o mínimo
de palavras.
OBJETIVIDADE Evitar informações que possam ser dispensáveis e focar na ideia
central.
COESÃO
E COERÊNCIA Busca pela harmonia entre os elementos do texto.
FORMALIDADE E
PADRONIZAÇÃO
Deve-se atender as formalidades e os padrões estipulados, pois as
comunicações oficiais exigem que sejam formais.
OBSERVAÇÕES
Pode-se dizer que não
há propriamente um
padrão oficial de
linguagem, mas deve-
se atender ao uso do
padrão culto nos atos
e comunicações oficiais.
Jargões técnicos e
regionalismos devem
ser evitados.
SOBRE AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS: EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO
• Presidente e Vice-Presidente da República;
• Presidente do Congresso Nacional;
• Presidente do Supremo Tribunal Federal;
• Ministro de Estado;
• Secretário-Executivo de Ministério e cargos
de natureza especial;
• Embaixador;
• Oficial-General das Forças Armadas;
• Senador e Deputado Federal;
• Ministros dos Tribunais Superiores;
• Ministros do Tribunal de Contas da União.
QUAIS AUTORIDADES RECEBEM O TRATAMENTO DE VOSSA EXCELÊNCIA?
evandrosilva1785@gmail.com
evandrosilva1785@gmail.com
evandrosilva1785@gmail.com
EXEMPLO PRÁTICO
ENDEREÇAMENTO
VOCATIVO
TRATAMENTO
A sua Excelência o Senhor
Senhor Ministro
Vossa Excelência
Autoridade: MINISTRO DE ESTADO
VOCATIVO
Aplica-se aos Chefes
dos três poderes.
Aplica-se às demais
autoridades.
“EXCELENTÍSSIMO
SENHOR”:
“SENHOR”:
ATENÇÃO NÃO SE DEVE USAR
Ilustríssimo e Digníssimo
SUA EXCELÊNCIA (fala-se da autoridade);
VOSSA EXCELÊNCIA (fala-se com a autoridade)
FECHOS PARA
COMUNICAÇÕES
IDENTIFICAÇÃO
DO SIGNATÁRIO:
• (Espaço para assinatura)
Nome
Cargo
• REGRA: todas as comunicações oficiais
devem informar o signatário segundo o
padrão mostrado.
• EXCEÇÃO: as comunicações assinadas
pelo Presidente da República não
precisam atender a essa regra.
PADRÃO OFÍCIO:
Atualmente não mais se diferencia Aviso, Ofício e Memorando, pois houve uma uniformização e, com isso,
deve-se adotar nomenclatura e diagramação únicas (chamada de padrão ofício).
EXPOSIÇÃO DE MOTIVO: MENSAGEM: E-MAIL:
Trata-se de expediente enviado ao
presidente da republica pelo
Ministro de Estado com a
finalidade de:
I. propor alguma medida;
II. submeter projeto de ato
normativo à sua consideração;
III. informá-lo de determinado
assunto.
Trata-se do meio de
comunicação oficial utilizado
entre os chefes dos poderes
públicos, notadamente as
mensagens enviadas pelo Chefe
do Poder Executivo ao Poder
Legislativo.
Ex. Encaminhamento de
proposta de emenda
constitucional.
Ainda que se trata de uma
forma flexível, é necessário que
esteja de acordo com a redação
oficial.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial.
O MRPR prevê somente dois fechos diferentes
para as modalidades de comunicação oficial entre
autoridades da administração pública: Respeitosa-
mente, caso o destinatário seja autoridade de
hierarquia superior à do remetente; e Atenciosa-
mente, caso o destinatário seja autoridade de
mesma hierarquia ou de hierarquia inferior à do
remetente. Ficam excluídas dessa norma as comu-
nicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que
atendem a rito e tradição próprios.
R. Certo. Há dois tipos de fechos:
• RESPEITOSAMENTE: Direcionado a autorida-
des superiores.
• ATENCIOSAMENTE: Direcionado a autoridades
de mesma hierarquia ou inferiores.
Obs. Quando direcionado a autoridades estrangei-
ras, deve-se atender aos ritos e tradições próprios.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial.
Entre os documentos oficiais, o email é o que apre-
senta maior flexibilidade formal, uma vez que,
nesse tipo de comunicação, se admite o uso de
abreviações como vc e pq.
R. Errado.Ainda que se trata de uma forma flexível
de comunicação oficial, é necessário que esteja de
acordo com a redação oficial.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Analista Ministerial -
Administração.
Em uma correspondência oficial destinada a um
procurador-geral de estado, o vocativo a ser
empregado é Excelentíssimo Senhor Procurador-
-Geral.
R. Errado. O vocativo “Excelentíssimo Senhor” é
empregado apenas nas comunicações dirigidas aos
Chefes de Poder. Além disso, às demais autorida-
des se deve usar o vocativo “Senhor”.
CESPE - 2018 - POLÍCIA FEDERAL - Agente de
Polícia Federal.
A concisão é uma qualidade da redação oficial que
atende ao princípio da economia linguística,
segundo o qual se deve reduzir ao mínimo de pala-
vras possível o conteúdo a ser comunicado, evitan-
do-se redundâncias ou trechos inúteis.
R. Certo. De acordo com concisão, deve-se excluir
termos inúteis, redundâncias e excessos, ou seja,
refere-se à capacidade de transmitir o máximo de
informações com o mínimo de palavras.
Considerando que o texto apresentado constitua
um expediente hipotético, julgue os itens a
seguir, acerca de aspectos da redação oficial.
CESPE - 2018 - STJ - Cargo 1
De acordo com as recomendações pertinentes ao
emprego de vocativos em correspondências
oficiais, o vocativo Excelentíssimo Presidente está
incorreto, razão por que deveria ser substituído
por Excelentíssimo Senhor Presidente.
R. Errado. Uma vez que o vocativo “Excelentíssimo
Senhor” é empregado nas comunicações direcio-
nadas aos Chefes de Poder (Presidente do Repúbli-
ca, Presidente do Congresso Nacional e Presidente
do STF), torna-se incorreto o uso desse vocativo
em comunicações dirigidas ao Presidente do Tribu-
nal de Justiça.
CESPE - 2018 - STJ - Cargo 1.
O fecho empregado na comunicação em apreço
está correto, uma vez que, no caso, os interlocuto-
res são ocupantes de cargos de igual hierarquia.
R. Errado. O Correto seria usar o termo
“Atenciosamente”, pois trata-se de uma
comunicação feita pelo Ministro do STJ para o
Desembargador do TJDFT, ou seja, o destinatário
não é autoridade superior do remetente.
CESPE - 2018 - STJ - Cargo 1.
O emprego de Vossa Excelência no campo de
indicação do destinatário é considerado
inadequado.
R. Certo. Note-se que o correto seria “A Sua
Excelência o Senhor.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
b) ofício: era expedido para e pelas demais autori-
dades; e
c) memorando: era expedido entre unidades admi-
nistrativas de um mesmo órgão.
Atenção: Nesta nova edição ficou abolida aquela
distinção e passou-se a utilizar o termo ofício nas
três hipóteses. (BRASIL, 2018, p.27)
Portanto, em se tratando de comunicação entre
unidades administrativas de um mesmo órgão, o
expediente denominado ofício será apropriado.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Analista Ministerial -
Administração.
O expediente denominado ofício é apropriado
como forma de comunicação entre unidades admi-
nistrativas de um mesmo órgão.
R. Certo. Veja o que diz o Manual de Redação da
Presidência da República:
A distinção básica anterior entre os três era:
a) aviso: era expedido exclusivamente por Minis-
tros de Estado, para autoridades de mesma hierar-
quia;
• RESPEITOSAMENTE: Usa-se
quando direcionar a autoridades
superiores.
• ATENCIOSAMENTE: Usa-se
quando direcionar a autoridades de
mesma hierarquia ou inferiores.
Obs.: Quando direcionado a
autoridades estrangeiras, deve-se
atender aos ritos e tradições próprios.
21MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
evandrosilva1785@gmail.com
evandrosilva1785@gmail.com
evandrosilva1785@gmail.com
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial.
O MRPR prevê somente dois fechos diferentes
para as modalidades de comunicação oficial entre
autoridades da administração pública: Respeitosa-
mente, caso o destinatário seja autoridade de
hierarquia superior à do remetente; e Atenciosa-
mente, caso o destinatário seja autoridade de
mesma hierarquia ou de hierarquia inferior à do
remetente. Ficam excluídas dessa norma as comu-
nicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que
atendem a rito e tradição próprios.
R. Certo. Há dois tipos de fechos:
• RESPEITOSAMENTE: Direcionado a autorida-
des superiores.
• ATENCIOSAMENTE: Direcionado a autoridades
de mesma hierarquia ou inferiores.
Obs. Quando direcionado a autoridades estrangei-
ras, deve-se atender aos ritos e tradições próprios.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial.
Entre os documentos oficiais, o email é o que apre-
senta maior flexibilidade formal, uma vez que,
nesse tipo de comunicação, se admite o uso de
abreviações como vc e pq.
R. Errado. Ainda que se trata de uma forma flexível
de comunicação oficial, é necessário que esteja de
acordo com a redação oficial.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Analista Ministerial -
Administração.
Em uma correspondência oficial destinada a um
procurador-geral de estado, o vocativo a ser
empregado é Excelentíssimo Senhor Procurador-
-Geral.
R. Errado. O vocativo “Excelentíssimo Senhor” é
empregado apenas nas comunicações dirigidas aos
Chefes de Poder. Além disso, às demais autorida-
des se deve usar o vocativo “Senhor”.
CESPE - 2018 - POLÍCIA FEDERAL - Agente de
Polícia Federal.
A concisão é uma qualidade da redação oficial que
atende ao princípio da economia linguística,
segundo o qual se deve reduzir ao mínimo de pala-
vras possível o conteúdo a ser comunicado, evitan-
do-se redundâncias ou trechos inúteis.
R. Certo. De acordo com concisão, deve-se excluir
termos inúteis, redundâncias e excessos, ou seja,
refere-se à capacidade de transmitir o máximo de
informações com o mínimo de palavras.
Considerando que o texto apresentado constitua
um expediente hipotético, julgue os itens a
seguir, acerca de aspectos da redação oficial.
CESPE - 2018 - STJ - Cargo 1
De acordo com as recomendações pertinentes ao
emprego de vocativos em correspondências
oficiais, o vocativo Excelentíssimo Presidente está
incorreto, razão por que deveria ser substituído
por Excelentíssimo Senhor Presidente.
R. Errado. Uma vez que o vocativo “Excelentíssimo
Senhor” é empregado nas comunicações direcio-
nadas aos Chefes de Poder (Presidente do Repúbli-
ca, Presidente do Congresso Nacional e Presidente
do STF), torna-se incorreto o uso desse vocativo
em comunicações dirigidas ao Presidente do Tribu-
nal de Justiça.
CESPE - 2018 - STJ - Cargo 1.
O fecho empregado na comunicação em apreço
está correto, uma vez que, no caso, os interlocuto-
res são ocupantes de cargos de igual hierarquia.
R. Errado. O Correto seria usar o termo
“Atenciosamente”, pois trata-se de uma
comunicação feita pelo Ministro do STJ para o
Desembargador do TJDFT, ou seja, o destinatário
não é autoridade superior do remetente.
CESPE - 2018 - STJ - Cargo 1.
O emprego de Vossa Excelência no campo de
indicação do destinatário é considerado
inadequado.
R. Certo. Note-se que o correto seria “A Sua
Excelência o Senhor.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
b) ofício: era expedido para e pelas demais autori-
dades; e
c) memorando: era expedido entre unidades admi-
nistrativas de um mesmo órgão.
Atenção: Nesta nova edição ficou abolida aquela
distinção e passou-se a utilizar o termo ofício nas
três hipóteses. (BRASIL, 2018, p.27)
Portanto, em se tratando de comunicação entre
unidades administrativas de um mesmo órgão, o
expediente denominado ofício será apropriado.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Analista Ministerial -
Administração.
O expediente denominado ofício é apropriado
como forma de comunicação entre unidades admi-
nistrativas de um mesmo órgão.
R. Certo. Veja o que diz o Manual de Redação da
Presidência da República:
A distinção básica anterior entre os três era:
a) aviso: era expedido exclusivamente por Minis-
tros de Estado, para autoridades de mesma hierar-
quia;
22MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUERMEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
evandrosilva1785@gmail.com
DIREITO ADMINISTRATIVO
O Direito Administrativo é um conjunto de regras e princípios harmônicos entre si que vão ser utilizados para
disciplinar o funcionamento de órgãos públicos, entidades e seus respectivos agentes.
• Os órgãos públicos, entidades e seus respectivos agentes são chamados de administração pública no sentido
formal, orgânico ou subjetivo.
• As atividades exercidas por eles – serviços públicos, fomento, poder de polícia e intervenção econômica – são
conceituadas como administração pública no sentido material, funcional ou objetivo.
A administração pública realiza suas funções públicas sob dois aspectos:
O art. 37 da CF prevê que:
“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do DF e dos Municípios
obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.” L I M P E
Existem, também, outros princípios, como segurança jurídica, razoabilidade, continuidade do serviço público,
motivação, etc.
• Qualquer outro princípio que não se inclua no rol descrito no art. 37 da CF será implícito;
• Não existe hierarquia entre princípios. Todos devem ser observados de maneira harmônica;
• O conflito entre princípios deve ser resolvido mediante a ponderação de valores;
• O princípio da eficiência somente foi acrescentado ao texto constitucional depois, com o advento da Emenda
Constitucional nº 19/1998.
• Lei: principal fonte do Direito Administrativo, tendo em vista o princípio da legalidade;
• Jurisprudência: é o conjunto de decisões judiciais ou administrativas reiteradas em um mesmo sentido;
• Doutrina: é o conjunto de teses e pensamentos dos estudiosos do ramo;
• Costumes: condutas reiteradas em um mesmo sentido.
Fonte PRIMÁRIA, direta ou formal do Direito Administrativo: LEIS em sentido amplo. Engloba:
• Constituição
• Leis
• Regulamentos da administração pública (regimentos, decretos, instruções normativas)
Fontes SECUNDÁRIAS, indiretas ou materiais do Direito Administrativo:
• Jurisprudência
• Doutrina
• Costumes
Principais princípios que norteiam o
regime jurídico-administrativo:
Supremacia do interesse
público sobre o privado
Indisponibilidade do
interesse público
Nem sempre o Estado atuará
com supremacia. Quando o
Estado explora a atividade
econômica e pratica atos de
gestão de direito privado, atua
em regime de igualdade.
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Sentido formal, subjetivo ou orgânico FO S OR Sentido funcional, material ou objetivo FU M OB
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA
QUEM faz O QUE é feito
Estrutura, composição, organização Tarefas, o que está sendo desempenhado
União
Estados
DF
Munícipios
Fundações Públicas
Autarquias
Sociedade de Economia Mista
Empresas Públicas
Conjunto de órgãos, entidades e seus respectivos agentes,
que estão desempenhando a função administrativa
Serviços públicos / Fomento / Poder de polícia /
Intervenções econômicas
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Para que a administração pública realize sua função administrativa é necessário que haja uma divisão de tarefas.
Essa divisão vai ser realizada a partir da DESCONCENTRAÇÃO ou da DESCENTRALIZAÇÃO.
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA
Entre ÓRGÃOS há SUBORDINAÇÃO. Entre ENTIDADES há VINCULAÇÃO.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA
São aquelas previstas diretamente na Constituição,
exercendo suas atividades com autonomia;
Possuem personalidade jurídica de direito público;
Podem legislar;
Podem administrar por meio de seus órgãos.
São instituídas pelos entes políticos para o desempenho
de atividades administrativas
Possuem personalidade jurídica própria;
Não legislam;
Apenas administram.
Observação: Quando a atividade for desempenhada
por uma entidade política por meios de seus Órgãos,
teremos a chamada ADMINISTRAÇÃO DIRETA.
Personalidade
jurídica
Responsabilidade
civil
Imunidade
tributária
Regime de
pessoal
FinalidadesCriação
Autarquia
Fundação
pública
Sociedade de
economia mista
Empresa
pública
Sociedade de
economia mista
+ 50%: Público
- 50%: Privado Somente S/A (sociedade anônima)
100% pública Qualquer forma jurídicaEmpresa pública
Empresas
estatais
Observação: Quando a Entidade Administrativa
exerce atividades administrativas, teremos a chamada
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA.
Público
Público
e Privado
Privado
Lei Típicas
do Estado
Sem fins lucrativos
(LC dispões atuação)
Prestadora de
serviço público ou
exploradora de
atividade
econômica
Serviço público
(objetiva)
Atividade econômica
(subjetiva)
Serviço público
(Sim)
Atividade
econômica
(Não)
Objetiva Sim Estatuto
CLT
Capital Social Forma Societária
DESCONCENTRAÇÃO CONCENTRAÇÃO
Órgão
Criação de órgãos ou ministérios;
Há divisão interna de competências dentro do
mesmo órgão ou entidade administrativa, dentro da
mesma pessoa jurídica.
Há subordinação;
Pode ocorrer na:
Administração direta: municípios criando secre-
tarias. Administração indireta: autarquia criando
órgão de setor de pessoal.
Extinção de órgãos; ou
Simplesmente quando não há criação de órgãos
públicos;
Pode ocorrer na:
Administração direta: entes políticos sem órgãos
ou extinguindo órgãos.
Administração indireta: FASE sem órgãos.
DESCENTRALIZAÇÃO CENTRALIZAÇÃO
Entidade
Administração direta cria os entes administrativos
(FASE) pertencentes à administração indireta;
Execução de atividades por meio da criação de
pessoas jurídicas externas e sem relação de hierar-
quia;
Sem subordinação, mas com controle finalístico/
supervisão ministerial;
A descentralização pressupõe duas pessoas distintas:
o Estado e a pessoa que executará o serviço;
Detêm capacidade de autoadministração.
Execução de atividades diretamente pela adminis-
tração;
A centralização consiste na execução de tarefas
administrativas pelo próprio Estado, por meio de
órgãos internos e integrantes da administração
pública direta;
Quando a administração direta extingue, necessaria-
mente por lei, uma entidade da administração indire-
ta também ocorre a centralização.
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Direito
Público:
Criada por lei
Autorizada
por lei
Órgãos públicos: são criados por lei (e da mesma forma são extintos, por lei), não possuem personalidade jurídica
e tampouco patrimônio próprio, são subordinadas ao ente político que o criou e influenciados pela normativi-
dade do princípio da hierarquia.
Observações:
Os particulares que atuam por delegação podem praticar atos administrativos;
O ato administrativo, por produzir efeitos jurídicos, é considerado um ato jurídico;
O silêncio administrativo não é considerado um ato administrativo, salvo se a lei expressamente determinar;
Ato administrativo ≠ fato administrativo. O ato é a manifestação de vontade e o fato é o acontecimento.
Todo ato administrativo tem motivo, porém nem todo ato necessita de motivação.
Objeto: conteúdo adequado à finalidade pretendida. (Vício INSANÁVEL)
Competência: para que o ato seja válido, tem que ser feito por alguém competente. (Vício SANÁVEL)
Finalidade: significa que todo ato deve ser praticado buscando o interesse público. (Vício INSANÁVEL)
Forma: Os atos administrativos são formais, ou seja, devem ser praticados de acordo com a lei. (Vício SANÁVEL –
desde que não seja essencial à validade do ato)
Motivo: são pressupostos de fato e de direito que fundamentam a prática de um ato administrativo. (Vício
INSANÁVEL)
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VINCULAÇÃO
Controle finalístico
Tutela
Supervisão ministerial
FORMAS DE DESCENTRALIZAÇÃO
Outorga ou por Serviços
Entidade Política
Direta Indireta
Entidade AdministrativatransfereTitularidade e execução por prazo INDETERMINADO
Lei
Delegação ou Colaboração
Entidade Política Particulartransfere
Concessinárias
Pemissionárias
Apenas execução por prazo DETERMINADO
Ato ou Contrato
ATOS ADMINISTRATIVOS
Conferem validade ao ato.
Competência;
Finalidade;
Forma;
Motivo; e
Objeto.
ELEMENTOS DOS ATOS
MOTIVO MOTIVAÇÃO
ATOS
ADMINISTRATIVOS
Manifestação
UNILATERAL do
ESTADO
Constituir
Extinguir
Modificar
Resguardar
Declarar direitos
Impor obrigações
aos particulares
Estado atua em
supremacia
Finalidade
São sempre VINCULADOS
VINCULADOS ou DESCRICIONÁRIOS
CO + FI + FO + M + OB
Requisito de validade do ato administrativo
Princípio positivado na Lei 9.784/99 (Declaração
expressa dos pressupostos de fato e de direito)=
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Convalidação: dar validade a ato com defeito sanável (COMPETÊNCIA e FORMA)
Defeito sanável;
Não pode causar prejuízos a terceiros;
Não pode causar lesão ao interesse público;
Ato discricionário;
Produz efeitos “ex tunc” (retroage).
Atributos dos atos administrativos:
Presunção de legitimidade (de acordo com a lei/fatos verdadeiros – presunção relativa);
Autoexecutoriedade (meio de coerção direta – independe do poder judiciário);
Tipicidade (previsão em lei);
Imperatividade (impõe obrigação independente da anuência do particular).
Atos gerais e individuais: atos gerais são aqueles que produzem efeitos a pessoas indeterminadas. Ex.: edital de
concurso. Já os atos individuais, são aqueles que produzem efeitos a pessoa determinada. Ex.: nomeação em
concurso.
Atos externos e internos: atos externos são aqueles aplicados às pessoas que estão fora da administração pública.
Ex.: decreto. Já os atos internos são aqueles aplicados no âmbito da própria administração. Ex.: circular.
Atos vinculados e discricionários: atos vinculados são aqueles que a administração não possui liberdade de
atuação. Já o ato discricionário é aquele que a administração possui uma razoável liberdade de atuação.
Atos nulos e anuláveis: ato nulo é aquele que possui um defeito insanável e, por isso, não pode ser convalidado. Já
o ato anulável é aquele que possui defeitos sanáveis (competência e forma), podendo ser convalidado, sanados
os vícios.
Atos constitutivos e extintivos: os atos constitutivos são aqueles que constituem, criam uma relação jurídica para
o seu beneficiário. Ex.: licença para dirigir. Já o extintivo é aquele ato que põe fim a uma relação jurídica já
existente. Ex.: cassação da CNH.
Atos de império, gestão e expediente: atos de império são aqueles em que o Estado utiliza de sua supremacia. Ato
de gestão é aquele em que o Estado atua em igualdade. Já o ato de expediente é aquele ato interno, utilizado na
rotina do órgão.
Ato válido, perfeito e eficaz: O ato válido é aquele que está de acordo com a lei. O ato perfeito é aquele que já
completou todas as etapas de formação. Já o ato eficaz é aquele que está apto a produzir todos os seus efeitos.
Espécies de atos administrativos:
Normativos: decretos, resoluções, deliberações, regimentos, instruções e normativos
Ordinatórios: circular, ofício, portaria, instrução, aviso, despacho e ordem
Punitivos: interno – poder disciplinar / externo – poder de polícia
Enunciativos: certidão, atestado, parecer e apostilamento
Negociais: licença, permissão e autorização
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ATOS NULOS
Classificação dos atos administrativos:
AUTOEXECUTORIEDADE
LICENÇA PERMISSÃO AUTORIZAÇÃO
EXECUTORIEDADE EXIGIBILIDADE
Meio de coerção DIRETA
Ele desfaz a irregularidade
(Recolher produtos vencidos em comércio)
Coerção INDIRETA
Mecanismo para a lei não ser
descumprida (aplicação de multa)
ATOS ANULÁVEIS
Defeitos insanáveis;
Não podem ser convalidados.
Defeitos sanáveis;
Podem ser convalidados.=
Ato vinculado; Ato discricionário e precário Ato discricionário e precário
Faculta o desempenho
de uma atividade
Ex.: CNH
Atividade de interesse público
Ex.: transporte escolar
Atividade de interesse particular
Ex.: porte de arma
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Ato simples, complexo e composto (formação do ato): ato simples é aquele formado pela manifestação de um
órgão ou entidade. O ato complexo é aquele que necessita da manifestação de dois ou mais órgãos para sua
formação. O ato composto é aquele que uma manifestação forma um ato principal, porém necessita de mais uma
manifestação para formar um ato acessório para dar exequibilidade ao ato principal.
Agentes públicos:
Toda e qualquer pessoa com ou sem vínculo, com ou sem remuneração, transitoriamente ou não, que exerce uma
atividade do Estado.
Extinção natural: ocorre quando o ato cumpre seus efeitos.
Extinção por renúncia: ocorre quando o beneficiário do ato renuncia aos seus direitos.
Cassação: ocorre quando o beneficiário do ato deixa de cumprir os requisitos de validade para a manutenção do ato.
Caducidade: ocorre quando lei posterior torna o ato ilegal.
Contraposição: existe a edição de um novo ato administrativo que é oposto ao anterior, ensejando a sua retirada
do mundo jurídico.
Anulação: o ato tem vício, defeito e ilegalidade. É a extinção de ato inválido, que pode ser realizada pela adminis-
tração ou pelo Poder Judiciário, com eficácia “ex tunc”.
Revogação: o ato é legal, mas, de forma posterior, ele deixou de ser conveniente e oportuno para a administração
pública.
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Atos que NÃO podem ser REVOGADOS
AGENTES PÚBLICOS
ATO SIMPLES ATO COMPLEXO ATO COMPOSTO
AGENTES POLÍTICOS
Possuem normas próprias e
exercem funções de alto escalão.
(Detentores de mandato eletivo)
Honoríficos ou
designados (honra);
delegatários;
credenciados;
voluntários;
Possuem vínculo funcional
com o Estado e se subdividem
em 3 categorias:
cargo público
emprego público
função transitória
AGENTES ADMINISTRATIVOSPARTICULARES EM
COLABORAÇÃO
Atos que NÃO podem ser DELEGADOS
Mnemônico: “VC PODE DA” Mnemônico: “CE NO RA”
Vinculado;
Consumado;
PrOcedimento administrativo;
DEclaratórios;
Direito Adquirido.
Competência Exclusiva;
NOrmativos;
Decisão de Recursos Administrativos.
1 Manifestação
CARGO PÚBLICO
Cargos públicos existem dentro de
pessoas jurídicas de direito público.
União, Estados, DF e Municípios,
em qualquer um dos seus poderes
e órgãos; autarquias e fundações
públicas de direito público.
EMPREGO PÚBLICO FUNÇÃO TRANSITÓRIA
1 Ato
Manifestação 1 + Manifestação 2 Manifestação 1 Manifestação 2
Ato Principal Ato Acessório
1 Ato Exequibilidade
Ato complexo: dois órgãos se
fundem para formar um só ato.
Ato composto: duas manifestações para a
formação de dois atos, sendo um principal
e outro acessório.
Classificação dos atos administrativos:
Empregos públicos existem dentro
de pessoas jurídicas de direito privado.
Empresas públicas, sociedades de
economia mista e fundações públicas
de direito privado.
Não se submetem a concurso público.
Há, na verdade, processo seletivo
simplificado.
O temporário pode atuar em qualquer
pessoa jurídica, desde que não exerça
função típica de Estado.
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Todos acima são agentes públicos, todos estão desempenhando funções públicas em nome do Estado.
O ingresso ao serviço público não deve estabelecer limitações desnecessárias, mas é possível que a lei estabe-
leça pressupostos necessários à assunção dos cargos, empregos ou funções do Estado.
O concurso público pode ser de provas ou provas e títulos.
O edital que define as regras do concurso público cumpre o que está previsto na lei. Logo, não basta que as
exigências para o cargo estejamprevistas somente no edital.
Os cargos e empregos públicos são acessíveis aos brasileiros (natos e naturalizados). Entretanto, os estrangeiros,
na forma da lei, também poderão prover os cargos públicos de:
Professor;
Natureza técnica ou científica nas universidades e instituições de pesquisa federais.
O cargo em comissão é de livre nomeação e livre exoneração.
A função de confiança é designada a uma pessoa que já ocupa um cargo público.
Servidor efetivo é aquele que ocupa um cargo após aprovação em concurso público.
A estabilidade é uma garantia dada a quem ocupa um cargo efetivo e foi aprovado no estágio probatório.
O estágio probatório tem duração de 3 três anos e o servidor será avaliado da seguinte forma: “R A P I D”
Responsabilidade
Assiduidade
Produtividade
Capacidade de Iniciativa
Disciplina
A exoneração, assim como a dispensa, não tem caráter punitivo.
A demissão possui caráter punitivo.
O cargo em comissão e a função de confiança devem ser criados por lei e servem para exercer três atribuições:
• Direção
• Chefia
• Assessoramento
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CARGO PÚBLICO
Conhecido como servidor público;
regime estatutário.
EMPREGO PÚBLICO FUNÇÃO TRANSITÓRIA
PROVAS TÍTULOS
Conhecido como empregado público;
regime celetista.
Conhecido como temporário.
Para o STF: estatutários em regime
especial.
Caráter eliminatório e classificatório Caráter apenas classificatório
DIFERENÇA ENTRE CARGO EM COMISSÃO E FUNÇÃO DE CONFIANÇA
FUNÇÃO DE CONFIANÇACARGO EM COMISSÃO
Não Sim
Sim Não
VÍNCULO EFETIVO
NECESSITA SER EFETIVO?
Nomeação DesignaçãoFORMA DE NOMEAÇÃO
Pelo menos 50% de servidores
ocupantes de cargos efetivos
100% de servidores
ocupantes de cargos efetivos
COMPOSIÇÃO
Exoneração DispensaFORMA DE
DESPROVIMENTO
Cargos privativos
de brasileiros NATOS:
Ministros do STF
Presidente da República
Presidente da Câmara dos Deputados
Presidente do Senado Federal
Carreira Diplomática
Oficiais das Forças Armadas
Ministro do Estado e Defesa
Mnemônico:
M
P
3
.
C
O
M
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
A PMDF recebe remuneração, porém essa determinação foi dada por um decreto-lei – é uma exceção.
A PCDF e a PF recebem subsídio.
É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos,
exceto quando houver compatibilidade de horários. Exceto:
• 2 cargos de professor;
• 1 cargo de professor + 1 cargo técnico ou científico;
• 2 cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde,
com profissões regulamentadas.
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Remuneração
ou vencimentos
Vencimento (parcela base)
+ vantagens
pecuniárias permanentes
Subsídio do ministro do
Supremo Tribunal Federal.
Proventos
É a retribuição pecuniária
do aposentado (inativo)
Salário
É o pagamento do
empregado público (CLT)
Subsídio
É composto por parcela
única (cargos eletivos,
carreiras de Estado da
Segurança Pública)
Sistema remuneratório
Acumulação de cargos e deveres públicos
São prerrogativas conferidas pela lei aos agentes públicos para o desempenho de suas atividades.
Os poderes são exercidos pelos agentes públicos, que atuam em nome do Estado e têm o dever de preservar o
interesse coletivo.
A administração possui 4 (quatro) deveres: “PEPA”
Prestar Contas
Eficiência
Probidade
Agir
A prestação de contas é uma obrigação, é um dever da administração pública, pois seus atos são públicos.
Quando há a publicidade dos atos, consequentemente há transparência, o que se traduz em prestação de contas.
Ser eficiente é um dever, ou seja, o agente público deve buscar atingir os melhores resultados com os menores
gastos possíveis.
O agente tem a obrigação de exercer suas funções com ética, honestidade e probidade. Se praticar ato de
improbidade, estará sujeito às sanções.
O agente público deve agir, não é uma escolha. As competências devem ser exercidas e a omissão caracteriza
abuso de poder.
Poderes e deveres da administração pública
Abuso de poder
Excesso de poder Desvio de poder
Extrapola, exorbita, vai
além dos limites da
sua competência
Atua dentro da competência,
porém busca finalidade diversa
da prevista em lei
A palavra “poder” no Direito Administrativo tem o sentido de “dever”.
Teto remuneratório
TÉCNICO: nível médio de escolaridade com
natureza profissionalizante.
CIENTÍFICO: nível superior de escolaridade.
Subsídio do prefeito
do município.
Subtetos municipais
Executivo: subsídio do governador;
Legislativo: subsídio dos deputados
estaduais e distritais;
Judiciário: subsídio dos
desembargadores do Tribunal de
Justiça, que deve corresponder
a 90,25% dos subsídios do ministro
do STF.
Subtetos estaduais e do DF
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Vinculado
Art. 84, IV, da CF/88;
Apenas complementa/regulamenta uma lei,
não inovando a ordem jurídica.
Decreto regulamentar ou de execução
Art. 84, VI, da CF/88;
Independe de lei. Apenas pode ser usado em
duas hipóteses, previstas na CF/88;
Pode ser delegado: PGR, AGU e Min. de Estado.
Decreto autônomo
ESPÉCIES DE PODERES
Vinculado Regulamentar Polícia
O agente público é um simples executor da vontade legal, pois não tem liberdade de atuação.
Obs. 1: ato vinculado com vício pode ser anulado pela própria administração (autotutela) ou pelo Judiciário, se
provocado.
Obs. 2: ato vinculado NÃO pode ser revogado (somente há revogação nos atos em que se tem liberdade de
atuação).
Discricionário
O agente possui uma razoável liberdade de atuação dentro dos limites fixados pela lei. Deve agir dentro dos
limites legais e respeitar a razoabilidade e a proporcionalidade. Faz-se uma análise de mérito.
Obs. 1: ato discricionário com vício pode ser anulado.
Obs. 2: em regra, ato discricionário pode ser revogado.
Regulamentar / Normativo
Possibilita ao administrador regulamentar, normatizar, disciplinar matéria prevista em lei, viabilizando sua com-
plementação e garantindo sua correta execução e aplicação. É a prerrogativa conferida ao Chefe do Executivo
para a edição de decretos.
Hierárquico
Delegação Avocação
CE NO RA
É a prerrogativa conferida ao superior para ordenar, coordenar, controlar, corrigir e fiscalizar a atuação de seus
subordinados (pressupõe uma relação de subordinação).
É uma prerrogativa que a administração possui para distribuir e escalonar funções de seus órgãos;
É um poder interno;
Toda ordem de superior hierárquico deve ser cumprida, salvo aquelas manifestamente ilegais.
O Poder Hierárquico é “F O D A”
FISCALIZA
ORDENA
DELEGA
AVOCA
Disciplinar
É a prerrogativa conferida à administração para apurar infrações e aplicar punições aos seus próprios servidores
ou aos particulares vinculados ao Estado por um ato ou um contrato.
Discricionário Hierárquico Disciplinar
Não podem ser objeto de delegação:
- Matéria de Competência Exclusiva;
- Edição de atos NO rmativos;
- A decisão de Recursos Administrativos.
- Atribuições de um órgão a outro órgão da mesma
hierarquia ou de hierarquia inferior, desde que
não seja exclusiva;
- Apenas parte da competência, não pode ser
integral;
- O ato de delegação e sua revogação deverão ser
publicadas no meio oficial;
- O ato de delegação especificará as matérias e
poderes transferidos, os limites da atuação do
delegado, a duração e os objetivos da delegação;
- É revogável a qualquer tempo pela autoridade
delegante.
- Atribuições em que a autoridade superior “puxa”
para si;
- Ocorre apenas entre superior e subordinado;
- Não cabe avocação entre pessoas de mesma
hierarquia;
- A legislação autoriza a avocação de competência
a órgão hierarquicamente inferior, desde que tal
avocação seja excepcional, temporária e esteja
fundada em motivos relevantes devidamente
justificados.MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
evandrosilva1785@gmail.com
evandrosilva1785@gmail.com
evandrosilva1785@gmail.com
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Poder Disciplinar
Próprios servidores
Aplicando:
Advertência Suspensão Demissão
Particulares vinculados ao estado por ato ou contrato
Estado punindo particular:
Poder de Polícia Poder Disciplinar
Particulares em geral
(sem vínculo)
Particulares com vínculo
administrativo (ato ou
contrato)
Apurar infrações
Aplicar punições
PAD ou sindicância
Ato vinculado
Ato discricionário, desde que previsto em LEI
Poder de Polícia
SISTEMA INGLÊS: a qualquer momento pode se acionar o Judiciário
Atributos do Poder de Polícia
Aspectos
controlados
Controle da administração pública
ATENÇÃO
Poder de PolíciaPreventivo ou repressivo Gerais ou individuais
É a prerrogativa conferida ao Estado para limitar o exercício de direitos individuais em benefício da coletividade.
D Discricionariedade – liberdade de atuação (exceção com as licenças);
C Coercibilidade – permite o uso moderado da força pública;
A Autoexecutoriedade – em regra, não precisa de autorização de outro poder.
É um mecanimo de VIGILÂNCIA, FISCALIZAÇÃO e REVISÃO dos atos praticados pela administração pública.
Adota-se o Sistema Inglês como mecanismo de controle dos atos da administração pública.
Incide sobre:
PODER DE POLÍCIA PODER DA POLÍCIA
- Restringe direitos individuais
- Polícia Administrativa
- Incide sobre bens, direitos e atividades
- Esgota-se na função administrativa
EX.: IBAMA e DETRAN
= - Busca a paz pública
- Polícia Judiciária
- Incide sobre pessoas
- Preparatório para a função penal do Estado
EX.: PC e PF
Legalidade: sendo o ato ilegal, deve-se anulá-lo. Pode ser feito tanto pela
administração pública quanto pelo Poder Judiciário, quando provocado.
Mérito: apesar de ser válido, o ato deixa de ser eficaz para a administração.
Logo, realiza-se a revogação pela administração pública.
Momento
Controle prévio: controle anterior à prática do ato. Ex.: HC preventivo.
Controle concomitante: realizado no momento da execução do ato.
Ex.: fiscalização de obra.
Controle posterior: controle posterior à prática do ato.
Prazo decadencial de
05 anos para a
administração rever
os seus atos.
A revogação possui
efeito ex nunc e
alcança os atos
discricionários.
Origem
Controle interno: realizado dentro do mesmo poder.
Controle externo: realizado por um poder sobre o outro.
Controle popular: realizado pela sociedade.
Amplitude
Controle vertical hierárquico: relação superior e subordinado.
Lembre-se, o chefe é F O D A: fiscaliza, ordena, delega e avoca.
Controle Horizontal - Finalístico: realizado pela administração direta sobre os atos da adminis-
tração indireta. Há vinculação e não hierarquia.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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Como saber quando é Responsabilidade Subjetiva ou Responsabilidade Objetiva?
Ação Estatal
ATENÇÃO
Órgão
controlador
Controle Administrativo: controle interno dentro de cada um dos poderes, desde que estejam no
exercício de sua função administrativa desempenhada de forma típica pelo Poder Executivo e atípi-
ca pelos Poderes Legislativo e Judiciário.
Controle Legislativo ou Controle Parlamentar : é um controle externo e limitado em que o Poder
Legislativo controla os atos dos outros Poderes.
Controle judicial: controle externo exercido pelo PoderJudiciário no momento em que controla os
atos administrativos de outros Poderes.
O Poder Judiciário poderá revogar atos, desde que sejam os seus próprios atos administrativos. Não pode, no entanto, no
exercício de um controle externo, revogar atos de outros poderes.
Entretanto...
É errado afirmar que o Poder Judiciário, em nenhuma hipótese, poderá analisar o mérito administrativo, pois, dentro do
mérito, se ficar comprovado que houve alguma ilegalidade, a questão poderá, sim, ser objeto de análise judicial.
Art. 37, § 6º, CF.
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo
ou culpa.
Obrigação de reparar danos causados a
terceiros em decorrência de comportamentos
imputáveis aos agentes públicos
É baseada na ideia de erro, INFRAÇÃO, falha, CULPA.
Exige da vítima a comprovação:
ATO
DANO
NEXO CAUSAL
CULPA ou DOLO
Exige a comprovação, pelo particular, de:
ATO
DANO
NEXO CAUSAL
A vítima deve comprovar "fato do serviço", já que a culpa
ou dolo será discutida na ação regressiva (Estado x
agente).
Teoria da dupla garantia: ao Estado, na figura da pessoa jurídica de direito público ou direito privado prestadora de serviço
público, será assegurada a possibilidade de entrar com a ação regressiva contra o indivíduo que trouxe dano ao Estado. Só
será legitimada essa ação se ficar demonstrado que o indivíduo agiu com dolo ou culpa.
O Estado pode reconhecer a sua culpa independentemente de provocação do administrado, com base na autotutela, mas
o administrado pode provocar a indenização tanto na via administrativa quanto judicial.
Comissivos ou Omissivos
Materiais ou Jurídicos
Lícitos ou Ilícitos
AÇÕES JUDICIAIS CABÍVEIS PARA ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO
AÇÃO DANO NEXO CASUAL DOLO OU CULPA
Mandado
de segurança
RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
(1873 - 1946)
RESPONSABILIDADE OBJETIVA
(1946 - HOJE)
Habeas Corpus Ação Civil
Pública
Mandado
de Injunção
Habeas Datas Ação
Popular
Responsabilidade Civil Objetiva
Responsabilidade Civil Subjetiva
Como já visto, a responsabilização do Estado é objetiva, ou seja, é dispensável a comprovação do dolo ou culpa do agente
público, não sendo necessário, também, comprovar a falha do serviço.
Entretanto, ainda que a responsabilidade civil do Estado seja objetiva, a responsabilidade civil do agente público sempre
dependerá de comprovação de dolo ou culpa.
Teoria da Culpa
Atos Comissivos Responsabilidade Objetiva
Omissão Estatal Atos Omissivos Responsabilidade Subjetiva (Regra)
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Responsabilidade Civil ou Extracontratual do Estado
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Teoria de Risco Administrativo (adotada pelo ordenamento jurídico)
ATENÇÃO
Apesar das divergências, entende-se que o Risco Integral é adotado no Brasil nos seguintes casos:
•Dano nuclear (Art. 21, XXIII, da CF);
• Dano ao meio ambiente (Art. 225, §3º, da CF);
• Atentado terrorista/atos de guerra contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de
transporte aéreo público, excluída as empresas de táxi aéreo particular. (Lei nº 10.744/2003).
Quando há, dentro dessas empresas particulares de serviço público, um dano causado a um terceiro por um de seus
agentes, temos:
Responsabilidade Solidária: a empresa e o Estado respondem juntos.
Responsabilidade Subsidiária: primeiro cobra-se a empresa e, caso ela não consiga responder pelo seu agente que
causou danos a um terceiro, cobra-se o Estado.
A responsabilidade objetiva divide-se em:
•Há a possibilidade de o Estado excluir ou atenuar a sua responsabilidade.
Excludentes de Responsabilidade (nexo causal rompido)
Prazos prescricionais:
Ação de Repartição
Particular x Estado
Ação Regressiva
Estado x agente público
Ação de Reparação
à Fazenda
05 anos Imprescritível 05 anos, salvo nos casos
de improbidade (imprescritíveis)
PRESCRIÇÃO
• Culpa EXCLUSIVA da vítima; Ex.: acidente de trânsito.
• Evento EXCLUSIVO de terceiros; Ex.: multidões.
• Caso FORTUITO ou FORÇA MAIOR; Ex.: tempestades (são fatos imprevisíveis e incontroláveis não imputáveis
à administração).Responsabilidade por pessoas sob a custódia do Estado (vínculo específico):
O Estado responde objetivamente ainda que o dano seja causado por alguém que não seja agente público. Exemplos:
Um atirador invade uma escola e mata alunos em escola pública (em razão do dever jurídico de garantir a integridade
das pessoas ou coisas que estejam sob sua proteção direta).
Presidiários:
• Um preso mata outro;
• Suicídio de preso (com ressalvas);
• Superpopulação carcerária (estado degradante, nos termos do STF): Estado tem o DEVER de indenizar por danos
morais.
Teoria de Risco Integral
•Não se admite excludentes de responsabilidades nem atenuantes;
•O Estado deverá ser responsabilizado independente de quem deu causa.
Respondem de Forma Objetiva
Todas as pessoas
jurídicas de direito público
Pessoas jurídicas de direito
privado prestadoras de
serviços públicos
União, Estados, DF,
Municípios, autarquias
e fundações públicas
de direito público
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2017 - Prefeitura de Fortaleza – CE Con-
forme a doutrina, diferentemente do que ocorre no
âmbito do direito privado, os costumes não
constituem fonte do Direito Administrativo, visto que
a administração pública deve obediência estrita ao
princípio da legalidade.
R: Errado. O Direito Administrativo possui como
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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fonte a lei, a jurisprudência, a doutrina e os costumes.
A lei é a fonte primária, isto é, a vontade estatal
encontra-se corporificada na lei. A aplicação de uma
fonte não afasta as demais, isto é, no caso dos
costumes, por exemplo, aplica-se quando houver
deficiência na legislação. Cumpre ressaltar que a
aplicação dos costumes deve compatibilizar-se com
o princípio da legalidade, de modo que o uso dos
costumes não pode contrariar a lei.
CESPE – 2015 – STJ Conceitualmente, é correto
considerar que o Direito Administrativo abarca um
conjunto de normas jurídicas de direito público que
disciplina as atividades administrativas necessárias à
realização dos direitos fundamentais da coletivi-
dade.
R: Certo. O Direito Administrativo possui prerrogati-
vas (direitos) e sujeições (limites). Lembre-se que o
Direito Administrativo é o ramo do Direito Público
que, de acordo com a Maria Sylvia Di Pietro, tem por
objeto: “os órgãos, agentes e pessoas jurídicas
administrativas que integram a administração públi-
ca, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e
os bens de que se utiliza para a consecução de seus
fins, de natureza pública”.
CESPE – 2017 – TCE/PE Significativa distinção entre
a descentralização e a desconcentração está no fato
de que a primeira pressupõe a transferência de
atribuições entre pessoas jurídicas distintas, ao
passo que a segunda se refere a uma única pessoa
jurídica.
R: Certo. É exatamente essa a distinção. Descentra-
lização é um ato externa corporis, isto é, pressupõe a
existência de duas pessoas jurídicas distintas. Na
desconcentração, ocorre a distribuição interna de
competência, considerando órgãos da própria
pessoa jurídica.
CESPE – 2013 – TCE/RO O Estado é um ente perso-
nalizado, apresentando-se não apenas exterior-
mente, nas relações internacionais, mas também
internamente, como pessoa jurídica de direito públi-
co capaz de adquirir direitos e contrair obrigações na
ordem jurídica.
R: Certo. O Estado brasileiro apresenta-se como
pessoa jurídica de direito público externo – repre-
sentado pela República Federativa do Brasil – e como
pessoa jurídica de direito público interno – repre-
sentado pela União. Em ambos os casos, tratando-se
de pessoa jurídica, é possível que contraia direitos e
obrigações.
CESPE – 2013 – Ministério da Integração Os
conceitos de governo e administração não se
equiparam: o primeiro refere-se a uma atividade
essencialmente política, ao passo que o segundo, a
uma atividade eminentemente técnica.
R: Certo. De fato, são conceitos distintos. O conceito
de governo refere-se à atividade política, enquanto a
função da administração diz respeito à própria ativi-
dade da administração ou neutra (executória, de
caráter técnico).
CESPE – 2019 – TJ/AM A relação entre a adminis-
tração pública e seus administrados é caracterizada
pela verticalidade.
R: Certo. Com base no princípio da supremacia do
interesse público, pode-se afirmar que a adminis-
tração pública possui a prerrogativa de sobrepor
seus interesses sobre os administrados. Nesse senti-
do, verifica-se uma relação de verticalidade. É bom
frisar que a relação não será sempre de verticalidade.
CESPE – 2017 – TRF1° A administração pública, em
seu sentido material, compreende as pessoas jurídi-
cas, os órgãos e os agentes que exercem função
administrativa. Por outro lado, em seu sentido
formal, designa a natureza da atividade exercida por
esses entes.
R: Errado. A questão inverteu os conceitos, visto que
em sentido material (FUMOB) designa a natureza da
atividade exercida pelos referidos entes: a adminis-
tração, nesse sentido, é a própria função administra-
tiva que incumbe, predominantemente, ao Poder
Executivo. Em sentido formal (FOSOR), temos os
entes que exercem a atividade administrativa: com-
preende as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públi-
cos incumbidos de exercer uma das funções em que
se triparte a atividade estatal: a função administrati-
va.
CESPE – 2017 - Prefeitura de Fortaleza – CE
Removido de ofício por interesse da administração,
sob a justificativa de carência de servidores em outro
setor, determinado servidor constatou que, em
verdade, existia excesso de servidores na sua nova
unidade de exercício. Nessa situação, o ato, embora
seja discricionário, poderá ser invalidado.
R: Certo. A questão trata da teoria dos motivos
determinantes. No caso, temos um típico exemplo de
um ato discricionário cujo motivo e objeto são discri-
cionários. Quando a administração realiza a moti-
vação do ato (mesmo no caso de a motivação não ser
obrigatória), ele só será válido se os motivos forem
verdadeiros. Caso seja comprovada a não ocorrência
da situação declarada (pressuposto de fato), ou a
inadequação entre a situação ocorrida e o motivo
descrito na lei (pressuposto de direito), o ato deve
ser objeto de anulação.
CESPE – 2017 – TCE/PE Ainda que a lei ofereça ao
agente público mais de uma alternativa para o
exercício do poder de polícia, a autoridade terá
limitações quanto ao meio de ação.
R: Certo. O poder de polícia possui três atributos:
coercibilidade, autoexecutoriedade e discricionarie-
dade. No que tange à discricionariedade, a adminis-
tração possui a prerrogativa de determinar quando e
onde irá exercer o poder de polícia. No entanto, essa
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35
discricionariedade não incide ilimitadamente sobre
os meios de ação, eis que deve existir estreita cor-
respondência com os meios previstos em lei. Significa
dizer que, se no exercício de seu poder de polícia, a lei
indicar expressamente que para tal conduta de trân-
sito (p.ex. transitar acima da velocidade da via)
deve-se aplicar multa, não restará outra ação para a
agente público, devendo aplicar a referida multa.
CESPE – 2020 – MPE/CE O Corpo de Bombeiros de
determinada cidade, em busca da garantia de
máximo benefício da coletividade, interditou uma
escola privada, por falta de condições adequadas
para a evacuação em caso de incêndio. Nesse caso, a
atuação do Corpo de Bombeiros decorre imediata-
mente do poder disciplinar, ainda que o proprietário
da escola tenha direito ao prédio e a exercer o seu
trabalho.
R: Errado. Clássica questão que aborda a diferen-
ciação entre poder disciplinar quan poder de polícia.
Em suma, tanto o poder disciplinar quanto o poder de
polícia atuamrestringindo e limitando direitos. A
diferenciação reside no fato de que o poder disciplinar
exige um vínculo especial (p. ex.: vínculo funcional ou
vínculo contratual). Um exemplo do poder disciplinar
ocorre no âmbito de uma escola pública, quando a
professora aplica determinada advertência ao aluno.
Já a interdição, por decorrer de um vínculo geral entre
os indivíduos e a administração pública, refere-se ao
poder de polícia.
CESPE – 2019 – PRF O abuso de poder, que inclui o
excesso de poder e o desvio de finalidade, não
decorre de conduta omissiva de agente público.
R: Errado. O abuso de poder de fato inclui o excesso
de poder e o desvio de finalidade. Ocorre, entretan-
to, que o abuso de poder pode sim decorrer de
conduta omissiva do agente público. Portanto, o
abuso de poder pode advir de uma ação (forma
comissiva) quanto de uma inação (conduta omissiva).
CESPE – 2018 – PF - Papiloscopista O excesso de
poder é a modalidade de abuso de poder nas
situações em que o agente busca alcançar fim diverso
daquele que a lei lhe permitiu.
R: Errado. Na verdade, a modalidade de abuso de
poder que o agente busca alcançar fim diverso
daquele que a lei lhe permitiu é o desvio de finali-
dade. Quando o agente busca alcançar qualquer
outro fim que não interesse público, diz-se que ocor-
reu abuso de poder na modalidade desvio de finali-
dade.
CESPE – 2020 – MPE/CE A responsabilidade civil da
pessoa jurídica de direito público pelos atos causa-
dos por seus agentes é objetiva, enquanto a
responsabilidade civil dos agentes públicos é subjeti-
va.
R: Certo. A questão retrata o disposto no §6 do art.
37 da CF/88 cujo teor encontra-se a seguir: "Art. 37
(...) § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de
direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direi-
to de regresso contra o responsável nos casos de
dolo ou culpa”. O dolo e/ou culpa são indiferentes
para configurar a responsabilidade civil do Estado.
Por isso, dá-se o nome de responsabilidade objetiva.
Frise-se que a culpa não é totalmente irrelevante,
uma vez que se o Estado provar que houve culpa
exclusiva do administrado, a responsabilidade
estatal restará excluída.
CESPE – 2019 – TJ/AM O Estado não é civilmente
responsável por danos causados por seus agentes se
existente causa excludente de ilicitude penal.
R: Errado. Relativamente à responsabilidade civil do
Estado, o STJ possui o seguinte entendimento: "A
administração pública pode responder civilmente
pelos danos causados por seus agentes, ainda que
estes estejam aparados por causa excludente de
ilicitude penal”.
CESPE - 2017 - TJ PR - Adaptada Em recente
decisão, o STF entendeu que, quando o poder público
comprovar causa impeditiva da sua atuação proteti-
va e não for possível ao Estado agir para evitar a
morte de detento (que ocorreria mesmo que o preso
estivesse em liberdade), não haverá responsabili-
dade civil do Estado, pois o nexo causal da sua
omissão com o resultado danoso terá sido rompido.
R: Certo. É importante frisar que, em razão da
responsabilidade do Estado assumida pela custódia
de detento (omissão específica), em regra, a
responsabilidade civil do Estado será objetiva. No
entanto, o caso apresentado pela questão excepcio-
na a regra, já que se a morte de detento ocorreria
mesmo com a atuação do Estado, não há de se falar
em responsabilidade civil do Estado, justamente pelo
rompimento do nexo causal. Esse é o mesmo raciocí-
nio a ser aplicado por eventual suicído cometido no
interior do presidio. O STF possui o entendimento de
que se for possível demonstrar a previsibilidade no
suicído, incidirá a responsabilidade civil do Estado,
ante a necessidade do Estado em evitar o resultado
(morte). Entretanto, caso não haja previsibilidade
(ato repentino e imprevisível), o Estado não poderá
ser responsabilizado.
CESPE - 2019 - PRF A responsabilidade civil do
Estado por ato comissivo é subjetiva e baseada na
Teoria do Risco Administrativo, devendo o particular,
que foi a vítima, comprovar a culpa ou o dolo do
agente público.
R: Errado. Quando se trata de ato comissivo (ação), a
responsabilidade civil do Estado é objetiva (Teoria do
Risco Administrativo). Além disso, nesse caso, o
particular não precisa demonstrar culpa ou dolo do
agente público para configurar a responsabilidade do
Estado. Ressalte-se que a comprovação de dolo ou
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culpa será necessária para que o Estado responsabi-
lize o agente público causador do dano, se esse for o
caso, em ação de regresso. Para os atos omissivos, no
caso de omissão genérica estatal, a responsabilidade
do Estado é regida pela Teoria da Culpa Administrati-
va. Isso porque no caso de omissão urge demonstrar,
além do nexo de causalidade entre a omissão e o
resultado (dano), também a culpa da administração
(entende-se culpa latu sensu: negligência, imprudên-
cia e inerência, além dos casos dolosos). Em outras
palavras, nos casos omissivos, haverá responsabili-
dade do Estado quando se omitir diante do dever
legal de impedir o dano.
CESPE – 2018 – PF O Poder Judiciário tem com-
petência para apreciar o mérito dos atos discri-
cionários exarados pela administração pública,
devendo, no entanto, restringir-se à análise da legali-
dade desses atos.
R: Errado. Quando falamos em mérito do ato adminis-
trativo, devemos nos reportar aos aspectos de
conveniência e oportunidade. Nesse quesito, de fato,
o Poder Judiciário não poderá adentrar ao mérito.
Em suma, isso ocorre pelo princípio constitucional da
separação dos poderes. No entanto, é preciso ter
cuidado, já que em alguns casos o mérito também
infringe a legalidade, permitindo sim, nesse caso, que
o Poder Judiciário analise o ato administrativo.
CESPE – 2017 - TCE/PE O controle externo é exerci-
do pelo Poder Legislativo com auxílio dos tribunais
de contas.
R: Certo. Um exemplo do controle externo segundo a
conceituação doutrinária, de fato, é o controle exer-
cido pelo Poder Legislativo com o auxílio dos tribu-
nais de contas, apesar de não ser o único caso na
legislação pátria. Ademais, o item encontra-se em
consonância com o que dispõe a CF/88: “Art. 44. O
Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional,
que se compõe da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal”. C/C “Art. 71. O controle externo, a
cargo do Congresso Nacional, será exercido com o
auxílio do Tribunal de Contas da União “ao qual com-
pete”. Outro exemplo de controle externo é aquele
realizado pelo Poder Judiciário sobre os demais
poderes.
LEI Nº 8.666/93 – LICITAÇÕES
Base constitucional: Art. 37, XXI
“Ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados
mediante PROCESSO DE LICITAÇÃO PÚBLICA que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com
cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos
da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do
cumprimento das obrigações”.
Dever de licitar: Compras
Alienações
Serviços
Obras
FASE INTERNA: Vai até a elaboração do edital ou carta-convite.
FASE EXTERNA: Inicia-se com a PUBLICAÇÃO do edital ou expedição da carta e termina com a adjudicação.
Procedimento licitatório é o conjunto de atos
previstos na Lei 8.666, que segue o seguinte rito:
CASO
Procedimento obrigatório
LI
C
IT
A
Ç
Ã
O Para todos os entes governamentais
Deve selecionar a proposta mais
vantajosa para a administração
Atentando-se sempre ao princípio da
igualdade entre os participantes
Torna pública
Edital
Seleção da
proposta
vencedora
Classificação/
Julgamento
Atribui o
objeto ao
vencedor
Documentos
e requisitos
Habilitação
Aprovaçãodo
certame e do
seu vencedor
Homologação
Adjudicação
APLICA-SE A LEI 8.666/93
ADMINISTRAÇÃO
DIRETA
AUTARQUIAS FUNDAÇÕES
PÚBLICAS
E.P / S.E.M FUNDOS
ESPECIAIS
ENTIDADES
CONTROLADAS
De forma subsidiária
(Lei 13,303/16)
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3. Sigilo das propostas: os atos licitatórios são públicos, salvo o conteúdo das propostas até o momento da aber-
tura.
4. Adjudicação compulsória ou obrigatória: a administração pública não é obrigada a celebrar o contrato. Porém,
se ela for contratar, deverá fazê-la com o vencedor.
Apesar do princípio da isonomia ser a regra, a própria legislação apresenta casos de exceção. Vamos a eles:
Exceções ao
Princípio da
Isonomia
Empate em
igualdade de
condições
QUEM DEVE LICITAR
- Administração direta da União, Estados, DF e
Municípios.
- Administração indireta (atenção: as empresas públicas
e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias
devem licitar, mas observando as normas de licitações
e contratos da Lei 13.303/2016).
- Entidades controladas direta ou indiretamente pelos
entes políticos.
- Fundos especiais.
Princípios expressos na Lei 8.666:
1) Legalidade
2) Impessoalidade
3) Moralidade
4) Publicidade
5) Probidade administrativa
6) Igualdade ou isonomia
7) Vinculação ao instrumento convocatório
8) Julgamento objetivo
Princípios implícitos:
1) Competitividade
2) Devido procedimento administrativo
3) Sigilo das propostas (até a abertura)
4) Adjudicação compulsória
Modalidades:
Lei 8.666:
Convite
Tomada de Preço
Concorrência
Concurso
Leilão
Lei 10.520:
Pregão
Finalidades / objetivos (Art. 3º da Lei 8.666):
1) Princípio da isonomia;
2) Selecionar a proposta mais VANTAJOSA;
3) Promover o desenvolvimento nacional sustentável.
QUEM NÃO DEVE
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – Ministério da Justiça - 2013 Cabe ao órgão licitante garantir a igualdade entre os competidores
durante todo o certame, a fim de assegurar a isonomia, que é um princípio basilar do processo licitatório.
R: Certo. A isonomia é um princípio basilar e veda a discriminação, favorecimento de licitantes ou a diferen-
ciação, em razão de circunstâncias irrelevantes para o cumprimento do objeto licitado. Cumpre destacar que
decorre desse princípio a necessidade de dar oportunidade de participação nas licitações a quaisquer interessa-
dos.
Critérios sucessivos a fim de desempatar:
1) Produzidos no país
2) Produzidos/prestados por empresas brasileiras
3) Produzidos/prestados por empresas que invistam em
pesquisa/desenvolvimento de tecnologia no país
4) Produzidos/prestados por empresas que reservem vagas a pessoa
com deficiência ou para reabilitados da Previdência Social
5) Persisitindo empate, será resolvido por sorteio
- Entidades paraestatais (são entidades privadas que
atuam em atividades de utilidade pública), mas devem
observar os princípios da administração pública e os
princípios da licitação.
- OAB não tem o dever de licitar (ADI 3.026-4 STF).
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Exceções ao
Princípio da
Isonomia
Desenvolvimento
Nacional
Sustentável
Tratamento diferenciado a microempresas e empresas de
pequeno porte regulamentado pela LC 123/2006
Tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as ME e as PE agricultor familiar,
produtor rural pessoa física, microempreendedor individual MEI e sociedades cooperativas
de consumo, nos termos do Decreto n° 8.538/2015
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – Polícia Federal - 2014 Não há previsão legal para o estabelecimento, nos processos licitatórios, de
margem de preferência para bens e serviços com tecnologia no Brasil.
R: Errado. A própria Lei 8.666 no art. 3° §5° autoriza o estabelecimento de margem de preferência para produtos
nacionais. Adicionalmente, conforme se extrai do art. 3° § 7°, há a previsão para estabelecer margem aos produ-
tos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no
país, em complemento ao §5°.
Será dada preferência aos bens e serviços de INFORMÁTICA E
AUTOMAÇÃO quando utilizarem tecnologia desenvolvida no país.
A Lei 8.666 autoriza que seja concedida margem de preferência definida
por decreto do Poder Executivo para cada produto ou serviço.
A margem não poderá exceder 25%. Para produtos/serviços nacionais
resultantes de desenvolvimento/inovação tecnológica realizados no país,
poderá ser estabelecido margem adicional, mas nunca superior a 25%.
Pode ser estendida para países do Mercosul.
Nas contratações destinadas à implantação, manutenção e ao aperfeiçoa-
mento dos sistemas de informação e comunicação, considerados
estratégicos, a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnolo-
gia desenvolvida no país.
TIPOS DE LICITAÇÃO (CRITÉRIOS) MODALIDADES (RITO / PROCEDIMENTO)
Melhor / Menor preço;
Melhor Técnica;
Técnica + Preço;
Maior Lance / Oferta.
=
Concorrência;
Tomada de Preço;
Convite;
Concurso;
Leilão.
Exclusivamente
serviços de
natureza
predominantemente
intelectual
- Técnica + Preço;
(Bens e serviços de informática).
- Maior lance/oferta (alienação/concessão de
direito real de uso).
- Vedada a criação de nova modalidade ou
combinar as já existentes.
CONVITE TOMADA DE PREÇO CONCORRÊNCIA
OBRAS E SERVIÇOS
DE ENGENHARIA
Até R$ 330.000 Até R$ 3.300.000 + R$ 3.300.000
COMPRAS (Móveis)
E OUTROS SERVIÇOS
Até R$ 176.000 Até R$ 1.430.000 + R$ 1.430.000
OUTROS OBJETOS
Licitações
internacionais
- Alienação móveis > 650.000
- Alienação imóveis (REGRA)
- AQUISIÇÃO de imóveis
- Direito real de USO
- CONCESSÃO de serviço
- Registro de preços
- Licitações internacionais
Licitações
internacionais
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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CONVITE
CONCURSO
TOMADA DE PREÇO CONCORRÊNCIA
HABILITAÇÃO
Prévia - antes do
processo licitatório
Fase inicial do processo
licitatório, logo após abertura
PRAZO MÍNIMO
PARA PUBLICAÇÃO
DO EDITAL
5 dias úteis, do
recebimento da carta
ou afixação na
repartição
30 dias
- Melhor TÉCNICA
- TÉCNICA e preço
15 dias (REGRA)
Demais casos
Prévia - antes do
processo licitatório
45 dias
- Empreitada integral (TK)
- Melhor TÉCNICA
- TÉCNICA e preço
30 dias (REGRA)
Demais casos
QUEM PARTICIPA
MÍN. 3 convidados,
cadastrados ou não.
Sedispensa.
IMÓVEIS, derivados de procedimentos
judiciais ou dação em pagamento.
DISPENSÁVEL - ART. 24
Inviabilidade de competição;
- Não haverá licitação;
- Alienação.
- A licitação é possível;
- Poder Discricionário, ou
seja, faz se quiser.
INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO – ART. 25
Situações em que a COMPETIÇÃO entre os licitantes é INVIÁVEL. Trata-se de rol EXEMPLIFICATIVO:
1. Fornecedores ou representantes comerciais EXCLUSIVOS, VEDADA preferência de marca.
• Exclusividade deve ser comprovada via atestado de sindicato, federação, confederação, etc.
• Indicação de marca só é admissível para fins de padronização, quando tecnicamente justificável
2. Profissional de notória especialização (serviços técnicos especializados e natureza singular), VEDADOS
serviços de PUBLICIDADE.
40
LICITAÇÃO DISPENSÁVEL – Art. 24
EM RAZÃO DO VALOR
Exemplos de serviços técnicos especializados (Art. 13):
I. Estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos ou executivos; pareceres, perícias e avaliações;
II. Assessorias, consultorias técnicas, auditorias financeiras ou tributárias;
III. FISCALIZAÇÃO, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços;
IV. Patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas (inclui serviços de advocacia);
V. Treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
VI. Restauração de obras de arte e bens de valor histórico.
3. Contratação de profissional de SETOR ARTÍSTICO, desde que consagrado pela crítica ou opinião pública.
(Atenção! Listados abaixo apenas os considerados de maior relevância.)
Ato discricionário: ocorre a licitação se quiser. Lembrando que se trata de um rol EXAUSTIVO.
Em quase todas há PREVISÃO de dispensa + CONDIÇÃO ou FINALIDADE para ocorrer a dispensa (desde
que..., se..., para...)
• Obras e serviços de engenharia de valor até 10% do limite “Engenharia-Convite” – ATÉ R$ 33.000
• Outros serviços, compras e alienações de valor até 10% do limite “Compras-Convite” – ATÉ R$ 17.600
Ambos os casos, desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra, compra, alienação ou serviço que possam
ser realizadas de uma só vez;
Limites dobrados para SEM / EP / Agência Executiva (R$ 66.000 e R$ 35.200)
EM RAZÃO DA SITUAÇÃO
• Guerra ou grave perturbação da ordem;
• Emergência ou calamidade pública.
NÃO pode ter sido resultado da falta de planejamento (imputável à pessoa do administrador);
Urgência do atendimento e risco de sérios danos a pessoas ou bens;
Bens a serem adquiridos devem ser os necessários ao atendimento da situação;
Obras devem estar concluídas no máximo em 180 dias consecutivos, VEDADA prorrogação.
• Licitação deserta: não acudirem interessados e a licitação não puder ser repetida sem prejuízo para a administração;
• Licitação fracassada:
TODOS os licitantes são inabilitados
TODAS as propostas desclassificadas
• União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento;
• Contratação de REMANESCENTE de obra, serviço ou fornecimento, em consequência de rescisão contratual, desde
que atendida a ORDEM de classificação e as MESMAS condições da licitação;
• Possibilidade de comprometimento da segurança nacional;
• Aquisição de componentes ou peças, brasileiros ou estrangeiros, durante o período de garantia técnica, junto ao
fornecedor original, quando indispensável para a vigência da garantia.
EM RAZÃO DO OBJETO
• Aquisição ou contratação de produto para P&D (sem limite), limitada, no caso de obras e serviços de engenharia
(procedimento especial), a 20% “Engenharia-TP” – R$ 300.000.
• Contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS;
• Fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no país, que envolvam, cumulativamente, alta complexi-
dade tecnológica e defesa nacional.
• Compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros PERECÍVEIS;
• Para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas
necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de
mercado, segundo avaliação prévia.
EM RAZÃO DA PESSOA
• Contratação realizada por EP ou SEM com suas subsidiárias e controladas, para a aquisição ou alienação de bens,
prestação de serviços, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado;
• Contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a implementação de cisternas ou outras tecnologias
sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos, para beneficiar as famílias rurais de baixa
renda atingidas pela seca ou falta regular de água;
• Instituição brasileira incumbida da pesquisa, ensino ou desenvolvimento institucional, sem fins lucrativos;
• Instituição dedicada à recuperação social do preso, sem fins lucrativos.
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41
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2020 – SEFAZ/AL A existência de fornece-
dor exclusivo de determinado produto é hipótese de
inexigibilidade de licitação.
R: Certo. Trata-se de um dos casos de ilegibilidade de
licitação, em consonância com o art. 25, I.
CESPE – 2020 – MPE/CE A alienação de imóveis da
administração pública direta, mediante dação em
pagamento, depende de autorização legislativa e de
avaliação prévia, sendo dispensada a licitação.
R: Certo. Para alienação de bens imóveis, exige-se:
interesse público (devidamente justificado), avaliação
prévia, e autorização legislativa para bens imóveis da
administração direta, autárquica e fundacional. Em
regra, necessita-se de licitação pública, porém
poderá ser dispensada no caso de dação em paga-
mento (art. 17, I, “a”).
CESPE – 2020 – MPE/CE Comprovado superfatura-
mento em um processo de contratação direta, a
responsabilidade do fornecedor e do agente público
que originaram o dano causado à Fazenda Pública é
solidária.
R: Certo. Tanto a inexigibilidade quanto a dispensa
possuem a mesma finalidade: contratação direta.
Assim, nos termos do art. 25, que trata da inexigibili-
dade de licitação, no §2°, temos: “Na hipótese deste
artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se com-
provado superfaturamento, respondem solidaria-
mente pelo dano causado à Fazenda Pública o
fornecedor ou o prestador de serviços e o agente
público responsável, sem prejuízo de outras sanções
legais cabíveis”.
CESPE – 2015 – TCU São consideradas compras
todas as aquisições remuneradas de bens, seja para
fornecimento de uma só vez, seja para fornecimento
parcelado.
R: Certo. Questão que cobra a literalidade do inciso
III, art. 6°, que conceitua compra para fins da Lei n°
8.666/93: “III - Compra - toda aquisição remunerada
de bens para fornecimento de uma só vez ou parce-
ladamente”.
CESPE – 2013 – ANP De acordo com a Lei nº
8.666/1993, caso ocorra igualdade de condições em
uma concorrência pública, um dos critérios para
desempate são os bens e serviços produzidos no país.
R: Certo. De acordo com art. 3°, §2°, inciso II, temos
como primeiro critério de desempate “os bens e
serviços produzidos no País”.
CESPE – 2020 – MPE/CE No processo licitatório, as
hipóteses de dispensa possibilitam a competição, o
que não ocorre com as hipóteses de inexigibilidade,
que inviabilizam a competição.
R: Certo. As hipóteses do art. 17 tratam da licitação
dispensada, na qual há viabilidade de competição,
mas o legislador optou por não licitar (ato vinculado
– a lei determina). No caso de licitação dispensável
(art. 24), também há viabilidade de competição,
todavia o legislador atribuiu ao administrador a
faculdade de licitar (ato discricionário). Por fim, para
os casos de inexigibilidade de licitação, há a inviabili-
dade de licitação (art. 25 - apresenta um rol exempli-
ficativo).
CESPE – 2016 - FUNPRESP-EXE O órgão promotor
da licitação poderá fixar prazo para a apresentação
de novapela
mesma regra de acentuação gráfica.
R: Errado. “Período” é uma proparoxítona
(pe-rí-o-do). “Juízo” é paroxítona formada por hiato
(ju-í-zo) com “í” tônico. “Extraídos” também é paroxíto-
na formada por hiato com “í” tônico.
CESPE - 2018 - BNB - Analista Bancário Os vocábu-
los “trás”, “é” e “nós” recebem acento gráfico em
obediência à mesma regra de acentuação.
R: Certo. Os três vocábulos são monossílabos tônicos.
Acentua-se “trás” por ser terminada em “a(s)” e “nós”
por ser terminada em “o(s)”.
CONECTIVOS
Estabelecem uma relação entre duas palavras.
A
Antes
Após
Até
Com
Contra
De
Desde
Em
Entre
Para
Per
Perante
Por
Sem
Sob
Sobre
Trás
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PRONOMES RELATIVOS
03
Introduzem orações subordinadas adjetivas (que, o qual, quem, onde, quando, cujo).
CONJUNÇÕES INTEGRANTES Introduzem orações subordinadas substantivas (que e se).
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS - ORAÇÕES COORDENADAS
ADITIVAS
INTRODUZEM ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS
E, nem, nem... nem, não só... mas (também/ainda), não somente... mas (também/ainda),
não apenas... mas (também/ ainda), não só... como (também/ ainda), não somente...
como (também/ainda), não apenas... como (também/ ainda), não só... senão
(também/ainda), não somente... senão (também/ainda), não apenas... senão (também/
ainda), tanto... como, tanto... quanto, bem como.
ALTERNATIVAS Ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja.
EXPLICATIVAS Porque, pois, porquanto, que.
CONFORMATIVAS Conforme, consoante, segundo, como.
FINAIS Para, para que, a fim de, a fim de que, porque.
ADVERSATIVAS
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante (com indicativo),
só que, senão, ainda assim, e.
CONCLUSIVAS
Logo, portanto, por isso, então, destarte/dessarte, por conseguinte, desse modo, dessa
forma, assim, em vista disso, sendo assim, assim sendo, pois (deslocado), e.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
INTRODUZEM ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
COMPARATIVAS
Tal qual, tal como, como se, tão... como, tão... quanto, tanto... quanto, como, assim
como, mais/menos/pior/melhor... (do) que.
CONDICIONAIS
Se, caso, contanto que, desde que, a menos que, a não ser que, exceto se, sem que,
salvo se, (a + verbo no infinitivo).
CONSECUTIVAS
De maneira que, de modo que, de sorte que, de forma que, tão/tanto/tamanho/tal/a
tal ponto/de tal modo... que.
PROPORCIONAIS
À proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto
maior.
CAUSAIS
Pois, porque, porquanto, já que, visto que, dado que, uma vez que, na medida em que,
haja vista que, como, que, se.
TEMPORAIS
Quando, enquanto, mal, apenas, assim que, desde que, depois que, antes que, logo que,
todas as vezes que, cada vez que, sempre que, (ao + verbo no infinitivo).
CONCESSIVAS
Embora, conquanto, malgrado, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar
de que, apesar de, a despeito de, nem que, em que pese, não obstante (com subjuntivo),
por (mais, menos, pior) que.
DICA
Na maioria dos casos, as conjunções irão representar exatamente o sentido que possuem (con-
cessivas, causais, etc). No entanto, diante do contexto apresentado, a conjunção poderá ter um
outro valor que não o seu originalmente destinado. Tudo dependerá do contexto em que a
conjunção esteja inserida. Portanto, é de suma importância compreender o sentido que o texto
impõe ao trecho no qual a conjunção está inserida.
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04
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
Fragmento do texto: Examinando-se a situação financeira
dos estados que preparam sua versão da Lei de Responsabili-
dade Fiscal, fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio
de 2000, quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como
os demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do
dinheiro público, para a criação de despesas e, em particu-
lar, para os gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido
algumas dessas regras, estariam interessados em torná-las
ainda mais rigorosas?
Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis pelo
dinheiro público que, por alguma razão, não a cumpriram.
De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigorosa, se nem
nas condições atuais esses responsáveis estão sendo capa-
zes de cumpri-la? O problema não está na lei.
A conjunção “se” introduz uma oração interpretada
como a condição para tornar a LRF mais rigorosa.
R: Errado. Embora o “se” seja uma conjunção que, em
regra, possua valor condicional, note que no contexto
apresentado não há valor de condição, mas de causa,
haja vista que permite a substituição por “já que”. Veja
que não se trata de uma condição para tornar a LRF mais
rigorosa, mas sim uma causa (“De que adiantaria, então,
tornar a lei mais rigorosa, já que nem nas condições
atuais esses responsáveis estão sendo capazes de cum-
pri-la?”).
CESPE - 2020 – MPE/CE – Técnico Com relação às
ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto
anterior, julgue o item a seguir.
Fragmento do texto: Por exemplo, um discurso pode
receber esse comentário se for considerado superficial em
relação à expectativa de um importante comunicado.
Ritual, nesse caso, é a dimensão menos importante de um
evento, sinal de uma forma vazia, algo pouco sério — e,
portanto, “apenas um ritual”. Agimos como se desconhecês-
semos que forma e conteúdo estão sempre combinados e
associamos o ritual apenas à forma, isto é, à convencionali-
dade, à rigidez, ao tradicionalismo. Tudo se passa como se
nós, modernos, guiados pela livre vontade, estivéssemos
liberados desse fenômeno do passado. Em suma, usamos o
termo ritual no dia a dia com uma conotação de fenômeno
formal e arcaico.
A substituição do trecho “se for considerado” por
“quando considerado” preservaria a coerência e a
correção gramatical do texto.
R: Certo. Perceba que a conjunção “se” possui, original-
mente, o sentido condicional, enquanto a conjunção
“quando” o sentido temporal. Nessa reescrita proposta
pela questão, a oração passa a exercer a função de
adjunto adverbial de tempo. Assim, haverá uma
mudança de sentido, porém isso não prejudica a coerên-
cia do texto. A reescrita traz uma frase gramaticalmente
correta e coerente. No entanto - ATENÇÃO! -, muda o
sentido original do texto.
CESPE - 2015 – TCE/RN – Analista Considerando as
estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma
breve história do controle, julgue o próximo item.
Fragmento de texto: Os primeiros vestígios de ativi-
dade contábil foram encontrados na Mesopotâmia, por
volta de 4.000 a.C.documentação ou de outras propostas, devi-
damente escoimadas, se todos os licitantes que
participem do certame forem inabilitados ou todas
as propostas, desclassificadas.
R: Certo. Está em consonância com o que dispõe o art.
48, §3°: “Quando todos os licitantes forem inabilita-
dos OU todas as propostas forem desclassificadas, a
administração PODERÁ fixar aos licitantes o prazo de
oito dias úteis para a apresentação de nova documen-
tação ou de outras propostas escoimadas das causas
referidas neste artigo, facultada, no caso de convite, a
redução deste prazo para três dias úteis”. Cumpre
ressaltar que se as propostas forem consideradas
escoimadas, a administração poderá (faculdade da
administração) fixar prazo para nova apresentação.
Se houver a fixação de novo prazo e os preços
permanecerem manifestamente superiores aos prati-
cados no mercado nacional, ou forem incompatíveis
com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, a
administração poderá contratar diretamente
(licitação dispensável, nos termos do art. 24, VII).
CESPE – 2018 – FUB Considerando que o objetivo
do setor de compras de uma universidade seja
melhorar a administração de recursos materiais na
instituição, desde a sua aquisição até a sua efetiva
utilização, julgue o próximo item, relativo a compras
e contratações públicas, coleta de preços, gestão e
controle de estoques.
Configura hipótese de inexigibilidade da licitação a
contratação de serviço de restauração de obra, devi-
damente certificada, sob os cuidados da biblioteca da
referida universidade.
R: Errado. O caso apresentado pode até ser enquadra-
do como licitação dispensável, nos termos do art. 24,
XV: “XV - Para a AQUISIÇÃO ou RESTAURAÇÃO de
obras de arte e objetos históricos, DE AUTENTICI-
DADE CERTIFICADA, desde que compatíveis ou
inerentes às finalidades do órgão ou entidade”. Em
última análise, seria possível concluir pelo enquadra-
mento dos seguintes requisitos: i) restauração de
obra (de arte); ii) autenticidade devidamente certifi-
cada; e iii) compatível/inerente às finalidades do
órgão ou entidade; o que nos remete, supostamente,
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para uma das hipóteses de licitação dispensável. É
bem verdade que o item fala tão somente em “obra”, o
que, em tese, poderia ser enquadrada como “obra de
arte”. De todo modo, o fato é que não se refere aos
casos de inexigibilidade, visto que para tanto exigiria
“natureza singular” ou “notória especialização”, em
consonância com art. 25, II.
LEI 8.112/90
Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime
especial, e das fundações públicas federais.
Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e venci-
mento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.
É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.
Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição:
Atenção! Obrigatoriamente, haverá concurso de provas ou provas e títulos.
• O prazo de validade do concurso será de até 2 anos, podendo ser prorrogado por igual período (a prorrogação
é uma discricionariedade da administração).
• A posse é o momento da investidura e é nesse momento que o aprovado terá que comprovar o preenchimento
dos requisitos básicos estabelecidos no edital.
• Após tomar posse, tem de entrar em exercício, passando a desempenhar as respectivas funções. Com a entra-
da em exercício, começa a contar o prazo de 3 anos do estágio probatório.
•A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as
responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por
qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.
• Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. A posse poderá dar-se mediante procuração
específica.
• No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e
declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
SERVIDOR PÚBLICO
REQUISITOS BÁSICOS PARA INVESTIDURA
Provimento: OCUPAR
Vacância: DESOCUPAR
Remoção e redistribuição: DESLOCAMENTO
Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa
legalmente investida em cargo público.
CARGO EFETIVO
NOMEAÇÃO POSSE EXERCÍCIO
•Somente mediante concurso
•Estágio probatório de 3 anos
•Possui estabilidade
•Regime Próprio de Previdência Social
CARGO EM COMISSÃO
•Não tem concurso – livre nomeação/ exoneração
•Não tem estágio probatório
•Não possui estabilidade
•Regime Geral de Previdência Social
CARGO PÚBLICO
Conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura
organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
• A nomeação é uma das formas de provimento.
• A vacância pode ocorrer com a morte, aposentadoria, demissão ou com a exoneração, pois há a saída do
serviço público.
• A remoção ocorre com o deslocamento do servidor. Da mesma forma, o cargo também pode ser redistribuí-
do.
• Já a substituição pode ocorrer quando o cargo está vago.
A regra é a vedação da acumulação de cargos, mas há exceção que ocorre se houver a compatibilidade de horários e
os cargos forem:
02 (dois) de professores ou
01(um) de professor e outro de técnico ou científico.
02 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
30 dias
INVESTIDURA
15 dias
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A investidura ocorre com a posse.
As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.
•O Decreto nº 3.298/1999 define o percentual mínimo de vagas destinadas aos deficientes em todos os
concursos públicos federais, para tais pessoas, serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas ofereci-
das no concurso.
Percentual máximo : até 20%
Percentual mínimo : 5%
•Quanto aos cargos para estrangeiros, as universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica
federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as
normas e os procedimentos da lei.
Os requisitos básicos devem ser cumpridos no momento da posse.
O edital pode estabelecer outros requisitos a serem cumpridos.
Somente por lei pode ser estabelecido o exame psicotécnico e este jamais poderá ser subjetivo.
Caso o candidato seja considerado inapto, deverá ser garantido a ele o direito de contraditório e ampla defesa.
Nomeação: é a única forma de provimento ORIGINÁRIO.
Aproveitamento: servidor em disponibilidade.
Promoção: dentro da carreira por merecimento ou antiguidade.
Reversão: retorno do aposentado.
Recondução: servidor ESTÁVEL que desiste ou foi reprovado em estágio probatório.
Readaptação: servidor com limitação física ou mental.
Reintegração: retorno do servidor ILEGALMENTE demitido.
SUSPENDE O ESTÁGIO PROBATÓRIO
• Licença por motivo de doença em pessoa da família;
• Motivo de afastamento do cônjuge;
• Licença para atividade partidária;
• Afastamento do servidor para servir organismo
internacional de que o Brasil participe ou com o qual
coopere.
NÃO SUSPENDE O ESTÁGIO PROBATÓRIO
REQUISITOS BÁSICOS PARA INVESTUDURA
I
Nacionalidade
brasileira;
III
Quitação com
as obrigações
militares e
eleitorais;
VI
Aptidão
física e
mental.
II
Gozo dos
direitos
políticos;
V
Idade
mínima de
dezoito
anos;
IV
Nível de
escolaridade
exigido para o
exercício do
cargo;
FORMAS DE PROVIMENTO
O estágio probatório é para cada cargo efetivo.
Período de 03 anos,durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do
cargo, observados os seguintes fatores:
I – Assiduidade;
II – Disciplina;
III – Capacidade de iniciativa;
IV – Produtividade;
V – Responsabilidade.
ESTÁGIO PROBATÓRIO
Exoneração: saída SEM caráter punitivo (ofício ou a pedido);
FORMAS DE VACÂNCIA
Mnemônico:
Responsabilidade
Assiduidade
Produtividade
Iniciativa
Disciplina
Não pode no estágio probatório:
MA TRA CA
MA: MAndato classista
TRA: TRAtar de assuntos particulares
CA: CApacitação
• Licença para o serviço militar;
• Afastamento para o exercício do mandato eletivo;
• Afastamento para estudo ou missão no exterior, desde
que autorizado.
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CARGO EM COMISSÃO
REMOÇÃO
Nomeação
Exoneração
FUNÇÃO DE CONFIANÇA
Designação
Dispensa
REMOÇÃO E REDISTRIBUIÇÃO
LICENÇAS E AFASTAMENTOS
LICENÇA REMUNERAÇÃO ESTÁVEL PERÍODO
Demissão: saída COM caráter punitivo;
Promoção: forma de provimento e vacância;
Readaptação: forma de provimento e vacância;
Aposentadoria: forma de vacância;
Posse em outro cargo inacumulável: a regra é a vedação da acumulação de cargos, mas há exceções que já
foram estudadas anteriormente;
Falecimento: forma de vacância.
O pedido de vacância por exoneração garante ao servidor estável a sua recondução. Lembre-se da diferença:
Para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da administração;
Por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do
seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial;
Em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao
número de vagas.
Entre licenças e afastamentos não há diferença, senão a de nomes.
AFASTAMENTOS CONSIDERADOS COMO EFETIVO EXERCÍCIO
- Afastamento para servir outro órgão ou entidade (obs. 1);
- Afastamento para exercício de mandato eletivo (obs. 2);
- Afastamento para estudo ou missão no exterior (obs. 3);
•É o deslocamento do servidor;
• A pedido - decisão discricionária da administração;
• Ofício - no interesse da administração pública;
• A pedido - independente do interesse da administração - decisão vinculada.
REDISTRIBUIÇÃO
• É o deslocamento do cargo dentro do quadro do órgão. Só quem pode fazer
é a administração pública.
Doença em familiar
(cônjuge/companheiro,
pais/padrasto/madrasta,
filhos/enteados/dependentes)
Sim (60 dias) a cada 12 meses
Não (90 dias) a cada 12 meses
Não
Até 150 dias
(60 + 90)
Afastamento do cônjuge Não Não Indeterminado
Serviço militar Não há previsão Não Serviço + 30 dias
Capacitação Sim Sim Até 3 meses
Interesses particulares Não Não no probatório Até 3 anos
Mandato classista Não Não no probatório Igual ao mandato
Tratamento de saúde Sim Não 24 meses
Gestante Sim Não 120 + 60 dias
Adoção Sim Não 120 + 60 dias (STF)
Paternidade Sim Não 5 + 15
Acidente de serviço Sim Não -
Atividade política Não Escolha até o 10º
dia até o pleito
Sim (Registro 10º dia - 3 meses)
Não (Convenção - registro)
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CONCESSÕES CONSIDERADAS COMO EFETIVO EXERCÍCIO
SISTEMA REMUNERATÓRIO
- Afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país (obs. 4).
- Por 1 (um) dia, para doação de sangue;
- Alistamento ou recadastramento eleitoral, limitado, em qualquer caso, a 2 (dois) dias;
- Por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) Casamento;
b) Falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou
tutela e irmãos.
Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei. O servidor
poderá receber por:
- REMUNERAÇÃO - somatório de todos os valores recebidos, pecuniários ou não;
- SALÁRIO - remuneração de empregado público ou privado;
- VENCIMENTO (ou vencimento-base) - remuneração básica de agente público sem benefícios extras;
- VENCIMENTOS - vencimento + vantagens;
- SUBSÍDIO - remuneração de parlamentares; magistrados; e membros do MP, AGU, defensorias e procuradori-
as. Em tese deveria ser em parcela única (CF, art. 39, § 4º).
REGIME DISCIPLINAR
PENALIDADES
Advertência
(por escrito) Suspensão Demissão
Cassação de aposentadoria
ou disponibilidade
Destituição de cargo
em comissão
Destituição de função
comissionada
O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.
•A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao
erário ou a terceiros.
• Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressi-
va.
• A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da
herança recebida.
• A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade.
• A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do
cargo ou função.
• As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
• A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a
existência do fato ou sua autoria.
• Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar ciência à autoridade
superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente para apuração de
informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decor-
rência do exercício de cargo, emprego ou função pública.
Obs. 1:
I. Para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;
II. Em casos previstos em leis específicas.
Obs. 2:
•O período em que o servidor está no mandato eletivo conta inclusive para o estágio probatório.
Obs. 3:
•A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período,
será permitida nova ausência;
•Esse afastamento poderá ser concedido inclusive durante o estágio probatório.
Obs. 4:
• Cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado;
• Concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3
(três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado.
Súmula 611-STJ: Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância, é permiti-
da a instauração de processo administrativo disciplinar com base em denúncia anônima, em face do
poder-dever de autotutela imposto à administração.
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46
ADVERTÊNCIA
DESCUMPRIR UM DEVER FUNCIONAL PROMOVER MANIFESTAÇÃO DE APREÇO OU DESAPREÇO
- A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 117, incisos I a VIII
e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justi-
fique imposição de penalidade mais grave.
SUSPENSÃO
DEMISSÃO
CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA OU DISPONIBILIDADE
DESTITUIÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO OU FUNÇÃO DE CONFIANÇA
PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Reincidência de falta punida com advertência.
- Reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem
infração sujeita a penalidadede demissão, não podendo exceder de 90 dias.
- Será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a
inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumpri-
da a determinação.
- Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na
base de 50% por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço.
É a mais grave das penalidades administrativas que podem ser aplicadas a um servidor ativo e titular de cargo
efetivo. Consiste na perda do cargo, com caráter PUNITIVO.
Será aplicado quando o servidor inativo houver praticado na atividade falta punível com a demissão ou o servidor
for aproveitado em outro cargo e não o assumir no prazo legal, salvo doença comprovada.
É o desligamento do servidor ocupante de cargo em comissão (não ocupante de cargo efetivo) pela falta punível
com pena de suspensão ou demissão.
Prescrição: 5 anos, a contar do conhecimento do fato pela autoridade competente.
A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imedia-
ta, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
- Abandono de cargo
- Inassiduidade habitual
- Ofensa física, em serviço, salvo em legítima
defesa
- Prática de usura
- Aceitação de comissão, emprego de estado
estrangeiro
- Desídia
- Insubordinação grave em serviço
- Revelação de segredo do qual se apropriou
em razão do cargo
- Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou
de outrem
- Atuar como procurador ou intermediário junto a
repartição pública, salvo para tratar de benefícios
Previdenciários de parentes até 2º grau
- Crime contra a administração pública
- Improbidade administrativa
- Aplicação irregular de dinheiro público
- Lesão aos cofres públicos e dilapidação do
patrimônio público
- Corrupção
Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e
transitórias.
Exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo e com o horário de trabalho.
Recusa injustificada a se submeter à inspeção médica (até 15 dias de suspensão) cessando os efeitos da
penalidade uma vez cumprida a determinação.
Ausentar-se do serviço durante o expediente, SEM
PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO CHEFE;
Cometer a pessoa estranha, fora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade
ou de subordinado;
Retirar, sem prévia anuência, QUALQUER documen-
to ou objeto da repartição;
Opor resistência injustificada ao andamento de
documentos ou processos.
Recusar-se a atualizar os dados cadastrais.
Coagir ou aliciar subordinado no sentido de se filiarem a sindi-
cato ou partido político;
Recusar fé a documento público;
Manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confi-
ança, PARENTE ATÉ 2º GRAU;
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47
FASES DO PAD
SINDICÂNCIA
INSTAURAÇÃO
Ocorre com a
publicação do ato
que constituir a
comissão
Se divide em
instrução, defesa
e relatório
Prazo de 20 dias
para o julgamento
INQUÉRITO
JULGAMENTO
Modalidade mais simples e rápida de PAD. Aplicada em situações de penalidades mais leves.
Poderá resultar:
- Arquivamento do processo;
- Advertência ou suspensão até 30 dias;
- Instauração de PAD.
Prazo: Não excederá 30 dias podendo ser prorrogado por igual período (+20 julgamento).
PAD - PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Pode ser usado para QUALQUER PENALIDADE. Porém, SERÁ OBRIGATÓRIO nos casos de:
SUSPENSÃO + 30 DIAS, DEMISSÃO, CASSAÇÃO e DESTITUIÇÃO, ou seja, em penalidades mais graves.
Comissão: composta por três servidores estáveis.
Prazo: não excederá 60 dias podendo ser prorrogado por igual período (+20 julgamento).
Julgamento: não precisa acatar o relatório.
Atenção! Sempre em: suspensão por mais de 30 dias, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade
ou destituição de cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar.
RITO SUMÁRIO
Acumulação ilegal, abandono de cargo ou inassiduidade habitual.
Comissão: dois servidores estáveis.
Prazo: não excederá 30 dias podendo ser prorrogado por mais 15 (+5 julgamento).
AFASTAMENTO PREVENTIVO:
Prazo: 60 + 60
Não é sanção: sem prejuízo da remuneração.
REVISÃO:
A qualquer tempo!
Fatos novos ---> inocência ou inadequação da sanção.
Não pode agravar a pena!
- Ampla defesa e contraditório
- Participação FACULTATIVA do
advogado
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2020 – MPE/CE A readaptação é, simultane-
amente, forma de provimento e de vacância de cargo
público.
R: Certo. O art. 8, V indica que a readaptação é forma
de provimento de cargo público. No mesmo sentido,
o art. 33, VI dispõe que a readaptação é forma de
vacância. Assim, o item está correto já que o instituto
da readaptação é ao mesmo tempo provimento e
vacância de cargo público.
CESPE – 2016 – TCE/PA A definição de servidor
público, em sentido amplo, engloba os empregados
públicos e servidores temporários.
R: Certo. Segundo a doutrina apontada por Maria
Sylvia Zanella Di Pietro, a definição de servidor
público em sentido amplo abrange: servidores
estatutários (regidos pelo Regime Jurídico Único,
que, no caso da União é a Lei n° 8.112); empregados
públicos (também chamados de celetistas); e os
agentes temporários (contratados para os casos de
necessidade excepcional e temporária, pelo que
temos o art. 37, IX, da CF/88).
CESPE – 2016 – TCE/PA Por manter com o Estado
vínculo de natureza diferenciada, os militares não
integram a categoria de agentes públicos.
R: Errado. Os militares são agentes públicos, porém,
de acordo com a doutrina predominante, não são
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servidores públicos. De acordo com a CF/88 (art. 42),
os militares possuem regramento especifico.
CESPE – 2016 – FUB O servidor público, fora do
serviço, poderá emprestar dinheiro a outrem e
cobrar-lhe juros superiores a 15% ao ano.
R: Errado. O item nos remete aos casos de vedação,
apresentados pelo art. 117. A usura é uma prática
não permitida, de acordo com o inciso XIV. A propósi-
to, tal prática enseja a demissão, segundo o que
dispõe o art. 132, XIII.
CESPE – 2018 - EBSERH A demissão será a penali-
dade disciplinar cabível para o servidor que se
recusar a ser submetido a inspeção médica determi-
nada pela autoridade competente.
R: Errado. O servidor que, injustificadamente,
recusar-se a ser submetido a inspeção médica deter-
minada pela autoridade competente será punido com
suspensão. Curioso acrescentar que é um caso em que
a duração da penalidade de suspensão já vem previa-
mente determinada: 15 dias. Ainda, se o servidor cum-
prir a determinação de se sujeitar à avaliação médica,
cessará os efeitos da penalidade (art. 130, §1°).
CESPE – 2018 – STJ O servidor em estágio
probatório não poderá afastar-se para servir em
organismo internacional de que o Brasil participe ou
com o qual coopere, ainda que com a perda total da
remuneração.
R: Errado. O art. 20, §5° apresenta as hipóteses de
licenças e afastamentos que serão permitidos
durante o estágio probatório, sendo certo que,
nesses casos, suspende-se o estágio probatório. O
afastamento de servidor para servir em organismo
internacional é um dos casos permitidos. Vale
lembrar que o entendimento da jurisprudência é que
os caso apresentados pelo art. 20, §5° são hipóteses
taxativas, isto é, somente as hipóteses expressa-
mente previstas por esse dispositivo têm o condão
de suspender o estágio probatório. Por fim, o afasta-
mento de servidor para servir em organismo inter-
nacional acarreta aperda total da remuneração,
segundo o art. 96.
CESPE – 2019 – PF – Papiloscopista Pedro, após ter
sido investido em cargo público de determinado
órgão sem a necessária aprovação em concurso
público, praticou inúmeros atos administrativos
internos e externos.
Tendo como referência essa situação hipotética,
julgue o item que segue.
Pedro é considerado agente putativo e, ainda que
não tenha sido investido legalmente, deverá receber
remuneração pelo serviço prestado no órgão públi-
co.
R: Certo. Os agentes que se investem na função
pública de forma emergencial ou irregular são
considerados, pela doutrina, como agentes de fato.
Os agentes de fatos são classificados como agentes
necessários e putativos. Para estes, há apenas a
aparência de agente público, sem possuir direito
para tanto (investido na função pública com violação
das normas). A doutrina costuma citar o caso, por
exemplo, do servidor aposentado compulsoriamente
que permaneça exercendo suas atribuições. Como o
agente de fato desempenhou as funções na condição
de servidor público, não deverá devolver os valores
recebidos, sendo esse inclusive o entendimento do
STF.
CESPE – 2018 – STJ Além de ser uma violação ética,
a inassiduidade habitual é uma conduta passível de
suspensão por até noventa dias, conforme a Lei n.º
8.112/1990.
R: Errado. A inassiduidade habitual enseja a
demissão, nos termos do art. 132, III.
CESPE – 2014 – PF – Administrador No processo
administrativo disciplinar, a não intimação dos
indiciados para que possam rebater os relatórios
finais das comissões processantes não constitui
violação ao contraditório.
R: Certo. Trata-se de uma questão de jurisprudência.
O STF possui o seguinte entendimento: a não
intimação dos indicados para que possam rebater os
relatórios finais não constitui violação ao contra-
ditório, no caso em que os servidores se defenderam
ao longo de todo o processo administrativo.
CESPE – 2018 – IPHAN A ação disciplinar contra
servidor que cometa ato ilícito punível com
suspensão prescreverá em dois anos contados da
data em que o fato se tornou conhecido; todavia, se
tal ato ilícito também configurar crime, então se
aplicará o prazo prescricional da lei penal para ação
disciplinar.
R: Certo. Em regra, as penalidades que ensejam
suspensão, prescrevem em dois anos (art. 142, II).
Todavia, se o ato configurar também crime, sujeita-se
ao prazo prescricional previsto na lei penal (Art. 142,
§2°).
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Obs: Ordem alterada dos incisos para facilitar o entendimento do mnemônico.
Obs: Os direitos e garantias individuais NÃO se resumem ao Título II. Eles são encontrados em 5 capítulos.
Características dos direitos e garantias individuais:
Irrenunciabilidade;
Imprescritibilidade;
Inalienabilidade;
Historicidade (Evolução);
Relatividade;
Universalidade;
Aplicação imediata.
“IIIH..RUA”
Obs: Ordem alterada dos incisos para facilitar o entendimento do mnemônico.
49
REPÚBLICA
FEDERATIVA
DO BRASIL
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
SO CI DI VA PLU CON GA PRO ERRE PANIICO SOCO REDE
FUNDAMENTOS OBJETIVOS PRINCÍPIO DAS RELAÇÕES
INTERNACIONAIS
Formada pela união
indissolúvel dos Estados,
Municípios e do DF
Constitui-se em Estado
Democrático de Direito
E tem como fundamentos:
SO CI DI VA PLU
Forma de Estado: Federação
Forma de governo: República
Sistema de governo: Presidencialismo
Regime: Democrático
Mnemônico:
O Estado FEDE
A República é FOGO
O Presidente é SISTEMÁTICO
O Regime é DEMO
I- Soberania
II- Cidadania
III- Dignidade da pessoa
humana
IV- Valores sociais do
trabalho e da livre iniciativa
V- Pluralismo político
I- Construir uma sociedade livre, justa e
solidária
II- Garantir o desenvolvimento nacional
IV- Promover o bem de todos, sem
preconceitos de origem, raça, sexo, cor,
idade e quaisquer outras formas de
discriminação
III- Erradicar a pobreza e a margi-
nalização e Reduzir as desigualdades
sociais e regionais
II- Prevalência dos direitos humanos
III- Autodeterminação dos povos
IV- Não-intervenção
I- Independência nacional
V- Igualdade entre os Estados
IX- Cooperação entre os povos para o
progresso da humanidade
VII- Solução pacífica dos conflitos
X- Concessão de asilo político
VIII- Repúdio ao terrorismo e ao racis-
mo
VI- Defesa da paz;
§ único: A República Federativa do
Brasil buscará a integração econômica,
política, social, e cultural dos povos da
América Latina, visando à formação
de uma comunidade latino-americana
de nações.
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
Direitos e Deveres
Individuais e Coletivos
Direitos
Sociais
Direitos de
Nacionalidade
Direitos
Políticos
Direitos dos
Partidos Políticos
DIREITOS
Prestações positivas
consagradas pela
Constituição.
GARANTIAS
Instrumentos
assecuratórios da adequada
prestação de direitos ou da
reparação de eventual lesivi-
dade a eles causada.
+ -
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EVOLUÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
• Vida • Liberdade • Igualdade • Segurança • Propriedade
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos:
• ISONOMIA
I. homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
• LEGALIDADE
II. ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
• DIGNIDADE E INTEGRIDADE
III. ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
• DIREITO DE OPINIÃO E MANIFESTAÇÃO
IV. é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX. é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença;
• DIREITO DE RESPOSTA E INDENIZAÇÃO
V. é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à
imagem;
• INVIOLABILIDADE DE CRENÇA
VI. é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII. é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de inter-
nação coletiva;
VIII. ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo
se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa,
fixada em lei;
• DIREITO À PRIVACIDADE E À INTIMIDADE
X. são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI. a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou durante o dia, por determinação judicial;
XII. é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal;
• LIBERDADE DE PROFISSÃO
XIII. é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
1ª DIMENSÃO:
LIBERDADE Direitos civis e políticos
(primeira dimensão);delimitação do individual e do
público
4ª DIMENSÃO:
Democracia direta, pluralismo e
acesso à informação
5ª DIMENSÃO:
Paz (universal), direitos virtuais,
transconstitucionalismo
2ª DIMENSÃO:
IGUALDADE Direitos sociais,
econômicos e culturais (SEC)
3ª DIMENSÃO:
FRATERNIDADE Direitos
coletivos e difusos (desen-
volvimento, meio ambiente
equilibrado, acesso à
comunicação etc.)
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• DIREITO À INFORMAÇÃO
XIV. é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício
profissional;
XXXIII. têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coleti-
vo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
• LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO
XV. é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele
entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
• LIBERDADE DE REUNIÃO E DE ASSOCIAÇÃO
XVI. todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas
exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII. é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII. a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
XIX. as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão
judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX. ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
XXI. as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus
filiados judicial ou extrajudicialmente;
• DIREITOS DE PROPRIEDADE E DE HERANÇA
XXII. é garantido o direito de propriedade;
XXIII. a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV. a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse
social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV. no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, asse-
gurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
XXVI. a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de
financiar o seu desenvolvimento;
XXVII. aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, trans-
missível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII. são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive
nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;
XXIX. a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos,
tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;
XXX. é garantido o direito de herança;
XXXI. a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";
• DIREITO DO CONSUMIDOR
XXXII. o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
• DIREITO DE PETIÇÃO
XXXIV. são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
• RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO
LXXVIII. a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios
que garantam a celeridade de sua tramitação;
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ImprescritívelInsuscetíveis de graça e anistia
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• INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO
XXXV. a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
Exceções:
• SEGURANÇA JURÍDICA
XXXVI. a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
• PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS PENAIS
XXXVII. não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVIII. é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
XXXIX. a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
LIV. ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV. aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contra-
ditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
LVI. são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
LVII. o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei;
LVIII. será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
• TIPICIDADE
XXXIX. não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
• IRRETROATIVIDADE
XL. a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
• VEDAÇÃO À FIANÇA, PRESCRIÇÃO, GRAÇA OU ANISTIA
XLII. a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da
lei;
XLIII. a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV. constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem
constitucional e o Estado Democrático;
• PESSOALIDADE OU INTRANSCENDÊNCIA DA PENA
XLV. nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do
valor do patrimônio transferido;
• RELACIONADOS ÀS PENAS
XLVI. a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
REQUEREM ESGOTAMENTO
PRÉVIO DA VIA ADMINISTRATIVA
RACISMO AÇÕES DE GRUPOS ARMADOS
HEDIONDOS E SEUS EQUIPARADOS
(3T + H) (TERRORISMO, TORTURA E
TRÁFICO)
Ações relativas à disciplina e às
competições desportivas
Reclamação de ato administrativo, ou de omissão da
administração pública, que contraria Súmula Vinculante
Habeas data (exige prova de indeferimentoprévio do
pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão
em atendê-lo)
Imprescritível
InafiançávelInafiançável Inafiançável
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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XLVIII. a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo
do apenado;
XLIX. é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
L. às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período
de amamentação;
LXI. ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
LXII. a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz compe-
tente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
LXIII. o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado;
LXIV. o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
LXV. a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
LXVI. ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem
fiança;
LXVII. não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de
obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
Segundo o STF, na internalização de tratados e convenções que versam sobre direitos humanos a norma pode
adquirir diferentes status:
Desde 1992 o Brasil é signatário do Pacto de San José da Costa (Convenção Americana sobre Direitos
Humanos), que inadmite a prisão civil do depositário infiel e esvaziou toda a legislação infraconstitucional que
regulava a matéria.
LXXV. o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado
na sentença;
• CRIMES INTERNACIONAIS E EXTRADIÇÃO
LI. nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da natu-
ralização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
LII. não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
• JUIZ NATURAL
LIII. ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;
• PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA
LVII. ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
Para o STF (HC 126.292/SP e outros), não impede a execução da pena, inclusive a prisão, já após o julgamento de
segundo grau;
• DIREITOS DOS HIPOSSUFICIENTES
LXXIV. o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
LXXVI. são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
- Privação ou restrição da liberdade;
- Perda de bens;
- Multa;
- Prestação social alternativa;
- Suspensão ou interdição de direitos.
Tratado e convenção que versa sobre direitos
humanos aprovado segundo o rito do artigo
5 º, §3 º. status constitucional
(Equivale às emendas constitucionais)
- De morte, salvo em caso de guerra
declarada, nos termos do art. 84, XIX;
- De caráter perpétuo
- De trabalhosforçados;
- De banimento;
- Cruéis.PE
R
M
IT
ID
A
S
Tratado e convenção que versa sobre
direitos humanos aprovado em rito
ordinário de internalização. Status
supralegal, abaixo da Constituição, porém
acima da legislação infraconstitucional
PRO
IB
ID
A
S /
V
ED
A
D
A
S
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
54
HABEAS CORPUS
• Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência
ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
• É uma ação gratuita e pode ser impetrado por QUALQUER PESSOA.
HABEAS DATA
• Para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
•Para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou adminis-
trativo;
• Necessita de advogado para ser impetrada.
MANDADO DE SEGURANÇA
•Para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica
no exercício de atribuições do poder público;
• O prazo de mandado de segurança é decadencial de 120 dias.
MANDADO DE INJUNÇÃO
• É impetrado toda vez que há a falta de uma norma regulamentadora que tornar inviável o exercício
de uma liberdade prevista na constituição;
• É uma ação não gratuita e precisa de advogado.
AÇÃO POPULAR
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO
DIREITOS SOCIAIS
• A ação popular visa anular ato lesivo ao meio ambiente, ao patrimônio público, ao patrimônio
histórico e cultural e à moralidade administrativa;
• Poderá ser proposta por QUALQUER CIDADÃO, é gratuita, salvo comprovada má-fé e necessita
de advogado;
• Possui prazo prescricional de 05 anos.
• Partido político com representação nacional
• Organização sindical
• Entidade de classe
• Associação com mais de 1 ano de criação
Mnemônico:
EDUcação
MORAdia
LAzer
SAÚde
TRABALHA
ALImentação
no
TRANSPORTE
ASSIStência
aos
desamparados
PROteção à
maternidade
SEGurança
PREvidência SOcial
Ação Popular Prescreve
Mandado de segurança Decadência dias
Ação NÃO GRATUITA e necessita de advogado
Educação
Saúde
Alimentação
Trabalho
Transporte
Moradia
Lazer
Segurança
Previdência Social
Proteção à maternidade e à infância
Assistência aos desamparados
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
55
• São direitos de segunda geração;
• Vedação ao retrocesso;
• Princípios aplicáveis:
A lei não pode exigir autorização (pode exigir apenas registro) do Estado para fundação de sindicato, vedadas ao
poder público a interferência e a intervenção.
Rol exemplificativo de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais:
(Obs.: nem todos são aplicáveis aos servidores públicos.)
DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES
PRINCÍPIO DO MÍNIMO EXISTENCIAL PRINCÍPIO DA RESERVA DO POSSÍVEL
Impõe o dever do poder público de garantir
o mínimo necessário para a existência digna
da população.
Art. 7º, I
Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos
termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros
direitos.
Art. 7º, VII Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração
variável.
Art. 7º, VIII Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da
aposentadoria.
Art. 7º, XII Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda
nos termos da lei.
Art. 7º, XVI Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por
cento à do normal.
Art. 7º, XVII Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o
salário normal.
Art. 7º, XVIII Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e
vinte dias.
Art. 7º, XX Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos
termos da lei.
Art. 7º, XXII Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene
e segurança.
Art. 7º, XXIII Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas,
na forma da lei.
Art. 7º, XXX Proibição de diferençade salários, de exercício de funções e de critério de
admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
Art. 7º, XXXIII
Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de
qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a
partir de quatorze anos.
Art. 7º, XV Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
Art. 7º, XIX Licença-paternidade.
Art. 7º, XIII
Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante
acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Art. 7º, IX Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.
Art. 7º, II Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário.
Art. 7º, III Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
Art. 7º, IV Salário mínimo.
Os direitos sociais assegurados na Constituição
Federal devem ser efetivados pelo poder público,
porém, na medida em que isso seja possível (viável,
em especial, financeiramente).
X
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
56
Não pode haver mais de um sindicato da mesma categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial
(que não pode ser inferior a um município);
Ninguém pode ser obrigado a se filiar ou a manter-se filiado a sindicato;
O aposentado filiado pode votar e ser votado;
É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou repre-
sentação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta
grave nos termos da lei;
É assegurado o direito de greve.
A nacionalidade é o vínculo civil com a nação. No Brasil, de acordo com o STF, temos duas correntes que delimitam
a aquisição da nacionalidade brasileira, sendo a jus solis ou jus sanguinis.
A Lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiro NATOS e NATURALIZADOS, salvo nos casos previstos
na Constituição.
Já a perda da nacionalidade do brasileiro pode ocorrer:
• Se o brasileiro naturalizado tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade
nociva ao interesse nacional;
NACIONALIDADE
CARGOS PRIVATIVOS DE BRASILEIRO NATO MP3.COM
Presidente e
vice-presidente
da República
Presidente da
Câmara dos
Deputados
Oficial das
Forças Armadas
Ministro de
Estado da
Defesa
Carreira
diplomática
Ministro do
Supremo
Federal
Presidente do
Senado Federal
N
A
CI
O
N
A
LI
D
A
D
E
PR
IM
Á
R
IA
O
U
O
R
IG
IN
Á
R
IA
Jus soli
- REGRA -
São brasileiros NATOS, ainda
que de pais estrangeiros, desde que
estes não estejam a serviço do seu país
Jus sanguinis
São brasileiros NATOS
Mãe OU pai brasileiro
+ Serviço para o Brasil
Mãe OU pai brasileiro +
registro órgão competente
Mãe OU pai brasileiro + vontade
potestiva = fixar residência depois da
maioridade e realizar registro
Lei pode:
Definir os serviços ou atividades essenciais
Dispor sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade
Sujeitar os responsáveis por eventuais abusos a penas
No âmbito da administração pública não podem exercer greve:
Os militares (art.142, §3º) + servidores públicos que atuam diretamente na segu-
rança pública (ARE 654.432)
N
A
CI
O
N
A
LI
D
A
D
E
SE
CU
N
D
Á
R
IA
Positivo
- Polipartidária -
Lei;
Língua Portuguesa: 1 ano
ininterrupto + idoneidade moral
15 anos ininterruptos
sem condenação penal
ORDINÁRIO
DISCRICIONÁRIO
EXTRAORDINÁRIO
VINCULADO
Negativo
- Apartidária -
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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• Se o brasileiro nato ou naturalizado adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como
condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.
Popularmente nós dizemos que todos são cidadãos, mas temos que observar e ligar o termo cidadania ao viés
político e jurídico da palavra.
• Nacionalidade brasileira; exceção aos portugueses equiparados;
• Pleno exercício dos direitos políticos – não incidência do Art. 15;
• Alistamento eleitoral;
• Domicílio eleitoral na circunscrição;
• Filiação partidária;
• Idade mínima a ser exigida na data da POSSE: (Exceto vereador - data na inscrição)
a. 35 anos – Presidente, vice-presidente da República e senador;
b. 30 anos – Governador e vice-governador de Estado e do DF;
c. 21 anos – Deputado federal, estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito e juiz de paz;
d. 18 anos – Vereador.
Conjunto de normas que tiram sua capacidade eleitoral passiva. Podem ser ABSOLUTAS (todos os pleitos) e
RELATIVAS (determinados pleitos).
Capacidade eleitoral ativa:
Direito de votar (adquire-se com o alista-
mento eleitoral).
Capacidade eleitoral passiva:
Direito de ser votado (adquire se com a
elegibilidade).
• Conjunto de normas constitucionais e infraconstitucionais que regulam a participação do povo no processo
político, votando, sendo votado e apresentando projetos de leis de iniciativa popular;
• São direitos de primeira dimensão;
• Normalmente, são classificados em POSITIVOS ou NEGATIVOS:
DIREITOS POLÍTICOS
ALISTAMENTO ELEITORAL E VOTO
CONDIÇÕES PARA ELEGIBILIDADE
INELEGIBILIDADES
PLEBISCITO REFERENDO INICIATIVA POPULAR
PLEBISCITO LEI REFERENDO
PO
SI
TI
V
O
S
Ativa (alistabilidade art. 14, §§ 1º)
Direito ao sufrágio (art. 14, I, II e III)
Capacidade eleitoral passiva
(elegibilidade art. 14, § 3º)
Outros (vide art. 17 criação de
partidos políticos)
N
EG
AT
IV
O
S
Suspensão (art. 15, II, III e V)
Perda (art. 15, I e IV)
(Absoluta ou relativa art.
14, §§ 4º, 7º, 8º e 9º)
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto
direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - Plebiscito;
II - Referendo;
III - Iniciativa popular.
Comprovação
da cidadania
Título de
eleitor
Documento
equiparado
• Forma de consulta ao povo que se
dá PREVIAMENTE à edição do ato
legislativo ou administrativo.
• Forma de consulta ao povo que
ocorre POSTERIORMENTE à edição
do ato legislativo.
• Apresentação à Câmara dos
Deputados de projeto de lei subscri-
to por, no mínimo 1% do eleitorado
nacional, distribuído pelo menos
por 5 Estados, com não menos 0,3%
dos eleitores de cada um deles.
Maiores de 18 e menores de 70 anos OBRIGATÓRIO
• Maiores de 16 e menores de 18 anos
• Maiores de 70 anos
• Analfabetos
FACULTATIVO
• Estrangeiros, salvo o português equiparado
• Conscritos
INALISTÁVEL
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Obs. 1: ocupantes de mandatos no Poder Legislativo podem ser reeleitos indefinidamente.
Obs. 2: prefeito itinerante ou prefeito profissional.
• O plenário do STF manteve entendimento do TSE no sentido de que se torna inelegível para o cargo de prefeito
cidadão de que já exerceu dois mandatos consecutivos na chefia de executivo municipal, mesmo que pleiteie
candidatura em município diferente.
• A CF/88 veda a perpetuação no cargo, não sendo possível o exercício de um terceiro mandato subsequente,
ainda que em município diverso.
Salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
Atenção! Súmula Vinculantes 18:
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no
§7º do Art. 14 da CF.
Art. 17, §1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e
funcionamento e para adotar critériosde escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade
de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos
estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
• Registro do Estatuto junto ao TSE.
• É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.
• Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na
força da lei.
Restabelecimento:
• Perda: por requerimento. • Suspensão: automaticamente.
Princípio da anterioridade eleitoral ou anualidade eleitoral – Art. 16:
- A Lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que
ocorra até 1 ano da data de sua vigência.
- É VEDADA A CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS.
Por fim, sobre a privação dos direitos políticos, temos que:
PARTIDOS POLÍTICOS
Inalistáveis (estrangeiros
e conscritos) Analfabetos
Título de
Eleitor
Documento
Equiparado
Perda
dos Direitos
Políticos
Presidente: nenhum cargo
eletivo no país
Governadores: nenhum
cargo eletivo no mesmo Estado
Prefeitos: nenhum cargo
eletivo no mesmo Município
Art. 14. § 5º Vedação ao 3º mandato sucessivo
para os chefes do Poder Executivo.
INELEGIBILIDADE ABSOLUTA
INELEGIBILIDADE REFLEXA
INELEGIBILIDADE RELATIVA
Art. 14, §6º DESINCOMPATIBILIZAÇÃO:
• Renúncia 6 meses antes do pleito para concorrer a outros cargos;
• Aplicada apenas aos chefes do Poder Executivo (presidente, governador e prefeito).
Obs: ocupantes de mandatos no Poder Legislativo não precisam renunciar!
Cancelamento da naturalização
por sentença transitada em julgado
Recusa de cumprir obrigação a todos
imposta ou prestação alternativa
Liberdade para
Criação
Fusão
Incorporação
Extinção
Suspensão
dos Direitos
Políticos
Incapacidade civil absoluta
Improbidade administrativa
Condenação criminal transitada em
julgado , enquanto durarem seus efeitos
Desde que resguarde
Soberania nacional
Regime democrático
Pluripartidarismo
Direitos fundamentais
Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da Lei, os partidos
políticos que alternativamente:
I. obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em
pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma
delas; ou
II. tiverem elegido pelo menos quinze deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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A atividade de segurança pública é aquela que visa garantir a ordem pública e a incolumidade das pessoas e do
patrimônio.
Conforme a CF/88, a segurança pública é um direito de todos. Ou seja, é um direito social, prestacional, direi-
to de 2ª geração.
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a
preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
• Polícia Federal;
• Polícia Rodoviária Federal;
• Polícia Ferroviária Federal;
• Polícias civis;
• Polícias militares e corpos de bombeiros militares;
• Polícias penais federal, estaduais e distrital. (E.C. nº 104/2019)
SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA FEDERAL
É instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em
carreira. Destina-se a:
• Apura infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e
interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras
infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão
uniforme, segundo se dispuser em lei;
• Previne e reprime o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo
da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
• Exerce as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
• Exerce, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
Órgão permanente, organizado e mantido pela União estruturado em carreira. Destina-se, na
forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL
Órgão permanente, organizado e mantido pela União estruturado em carreira. Destina-se, na
forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
POLÍCIAS CIVIS
São dirigidas por delegados de polícia de carreira. São incumbidas, ressalvada a competência da
União, das funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto das infrações
militares.
POLÍCIAS MILITARES E CORPO DE BOMBEIROS MILITARES
Polícias militares
• Sua atribuição é de polícia ostensiva, para preservação da ordem pública.
Corpos de bombeiros militares
• Além das atribuições definidas em lei, são incumbidos da execução de atividades de defesa civil.
POLÍCIAS PENAIS
Às polícias penais, vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a
que pertencem, cabe a segurança dos estabelecimentos penais.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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• As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se,
juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos governadores dos Estados, do
Distrito Federal e dos Territórios.
• A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira
a garantir a eficiência de suas atividades.
• Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e insta-
lações, conforme dispuser a lei.
A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimô-
nio nas vias públicas:
I – Compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que
assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e
II – Compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades
executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em carreira, na forma da lei.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2019 – PGE/PE É garantido ao defensor de
investigado o pleno acesso aos documentos já anexa-
dos ao procedimento investigatório, mesmo que o
inquérito policial esteja classificado como sigiloso.
R: Certo. O enunciado da questão está de acordo com
o teor da Súmula Vinculante n°14, cuja transcrição se
faz presente: “É direito do defensor, no interesse do
representado, ter acesso amplo aos elementos de
prova que, já documentados em procedimento inves-
tigatório realizado por órgão com competência de
polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direi-
to de defesa”. Perceba, assim, que o sigilo é uma das
características do inquérito policial, entretanto o
defensor tem direito ao acesso dos documentos já
colimados ao inquérito policial.
CESPE – 2019 - PRF São constitucionalmente asse-
gurados ao preso o direito à identificação dos agen-
tes estatais responsáveis pela sua prisão e o direito
de permanecer em silêncio.
R: Certo. De acordo o art. 5º, incisos LXIV e LXIII da
CF/88, a questão encontra-se fundamentada correta-
mente. Também é assegurado ao preso o direito à
assistência da família e de advogado.
CESPE – 2018 - Instituto Rio Branco A Constituição
Federal veda a extradição de estrangeiro em razão de
crime político ou de opinião.
R: Certo. Esse é teor do art. 5° inciso LII. No caso de
crime político ou de opinião assim definidos pela
legislação, a extradiçãode estrangeiro não é permiti-
da. Cumpre acrescentar que o STF decidiu, no caso
Cesare Battisti (Ext. 1085), que os atos praticados
por Cesare não tiveram conotação política, o que
autorizou a sua extradição. Caso contrário, a sua
extradição não poderia ser concedida, notadamente
com base nesse dispositivo constitucional. O
estrangeiro não se confunde com o brasileiro natu-
ralizado, que, em regra, não pode ser extraditado,
salvo nos casos de crime comum cometido antes da
naturalização ou nos casos de tráfico de entor-
pecentes e drogas afins, na forma da lei, praticados
antes ou depois da naturalização.
CESPE – 2020 – MPE/CE Direitos individuais
implícitos estão subentendidos nas regras de garan-
tias fundamentais, sendo exemplos os desdobramen-
tos do direito à vida.
R: Certo. Inicialmente é preciso diferenciar os direi-
tos individuais explícitos, que são aqueles expressa-
mente determinados pela Constituição, dos direitos
individuais implícitos. Os direitos individuais implíci-
tos não estão explicitamente descritos na Constitu-
ição, embora decorram destes, isto é, há uma ideia
derivação. A título de exemplo, cite-se o direito à vida
do nascituro. Acrescente-se que os direitos individu-
ais expressos não estão adstritos ao rol do art. 5°,
sendo certo que há outros dispositivos constitucionais
contendo direitos individuais expressos (art. 150,
CF/88).
CESPE – 2020 – SEFAZ/AL De acordo com a Consti-
tuição Federal de 1988, são reconhecidos como
válidos somente os direitos e as garantias previstas
no texto constitucional ou os a ele incorporados
formalmente.
R: Errado. Conforme dispõe o art. 5, § 2º da Constitu-
ição, “os direitos e garantias expressos nesta Consti-
tuição não excluem outros decorrentes do regime e
dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do
Brasil seja parte”. Isso indica que o rol de Direitos
Fundamentais trazidos pela CF/88 é meramente
exemplificativo fundamentada precipuamente nessa
cláusula de abertura.
CESPE – 2020 – MPE/CE Os analfabetos não podem
registrar-se como eleitores.
R: Errado. Aos analfabetos o alistamento eleitoral e o
voto são facultativos, nos termos do art. 14 §1°, II,
alínea “a”. A questão tenta induzir ao erro o candidato
que não diferenciou o alistamento e o voto da elegibili-
dade. Os analfabetos são inelegíveis, isto é, não podem
ser eleitos, nos termos do art. 14, §4°.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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CESPE – 2019 – PRF Policial rodoviário federal com
mais de dez anos de serviço pode candidatar-se ao
cargo de deputado federal, devendo, no caso de ser
eleito, passar para inatividade a partir do ato de sua
diplomação.
R: Errado. O caso apresentado pela questão se amolda
na hipótese do militar, mas não para os servidores
públicos civis, hipótese do policial rodoviário federal.
Nos termos do art. 14, § 8º. “o militar alistável é
elegível, atendidas as seguintes condições: I - se
contar menos de dez anos de serviço, deverá afas-
tar-se da atividade; II - se contar mais de dez anos de
serviço, será agregado pela autoridade superior e, se
eleito, passará automaticamente, no ato da diplo-
mação, para a inatividade”. Acrescente-se que aos
servidores públicos federais aplica-se o regime jurídi-
co contido na Lei n° 8.112, a qual prevê o afastamento
para exercício de mandado eletivo no artigo 94. É
certo que o servidor público federal poderá se afas-
tar para exercício de mandado eletivo, mesmo que
esteja durante o período do estágio probatório, em
virtude do que dispõe o art. 20, §4°.
CESPE – 2020 – MPE/CE Brasileiro naturalizado
pode ocupar o cargo de presidente da Câmara dos
Deputados.
R: Errado. O rol contido no art. 12, §3° apresenta
quais cargos são privativos de brasileiro nato e o
presidente da Câmara dos Deputados encontra-se
no inciso II desse dispositivo. Lembre-se de que o
presidente da Câmara dos Deputados é o terceiro na
linha sucessória da Constituição. Ainda, qualquer
cargo que possa ser alçado, mesmo que temporaria-
mente, a Presidência da República, deve ser ocupado
por brasileiro nato.
CESPE – 2019 – Delegado de Polícia – PC/SE Con-
forme texto constitucional vigente, a prisão de
qualquer pessoa e o local onde se encontra terão de
ser comunicados em até vinte e quatro horas ao juiz
competente e à família do preso ou a pessoa por ele
indicada.
R: Errado. A questão exige o conhecimento em
conformidade com a Constituição. Portanto, deve-
mos nos remeter à CF/88, que dispõe no art. 5º, LXII:
“a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encon-
tre serão comunicados IMEDIATAMENTE ao juiz
competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada”.
CESPE – 2020 – SEFAZ/DF A Constituição Federal
de 1988 prevê expressamente a exigência de
inscrição em conselho de fiscalização para o
exercício de qualquer atividade profissional.
R: Errado. De acordo com a justificativa pela própria
banca, temos: “o item está incorreto, pois é livre o
exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer, nos termos do inciso XIII do art. 5.º da
Constituição Federal de 1988 (CF). Portanto, a regra
é a liberdade. A CF não dispõe sobre a necessidade
de inscrição em conselho de fiscalização da respecti-
va profissão”.
CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados Se um casal
formado por um cidadão argentino e uma cidadã
canadense for contratado pela República do Uruguai
para prestar serviços em representação consular
desse país no Brasil e, durante a prestação desses
serviços, tiver um filho em território brasileiro, tal
filho, conforme o disposto na CF, será brasileiro nato.
R: Certo. O critério para considerá-lo como brasilei-
ro nato é o jus soli, em virtude do nascimento em solo
brasileiro. Note que nos termos do art. 12, I, alínea
“a” da CF/88, serão brasileiros natos os nascidos na
República Federativa do Brasil, ainda que de pais
estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço
de seu país. No caso apresentado pela questão,
nenhum dos cidadãos estão a serviço de seu próprio
país, o que permite que o filho do casal seja brasileiro
nato.
CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados Considere
que determinado governador de Estado esteja em
seu primeiro mandato eletivo (2011-2014) e preten-
da candidatar-se à reeleição para o mandato
2015-2018. Considere, ainda, que, em 2012, ele e
sua esposa tenham rompido o vínculo conjugal.
Nessa situação hipotética, caso seja confirmada a
candidatura à reeleição, a ex-esposa não poderá
candidatar-se, no ano de 2014, ao cargo de deputada
estadual no estado em que seu ex-esposo é governa-
dor.
R: Certo. É preciso ter o conhecimento do §7, artigo
14, CF/88 para resolvermos a questão. “Art. 14 (...) §
7º São inelegíveis, no território de jurisdição do
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou
afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presiden-
te da República, de governador de Estado ou Terri-
tório, do Distrito Federal, de prefeito ou de quem os
haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candi-
dato à reeleição”. Com efeito, resta inelegível o
cônjuge do chefe do Executivo dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
eletivo e candidato à reeleição. No entanto, a
questão relata um caso de dissolução ou rompimento
conjugal. E nesse caso? Poderia se eleger? A Súmula
Vinculante 18 determina que não, senão vejamos: “a
dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no
curso do mandato, não afasta a inelegibilidade
prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal”.
Portanto, como a dissolução conjugal ocorreu em
2012, no curso do mandato, a inelegibilidade pree-
xistente do cônjuge se mantém com a dissolução
matrimonial, em razão da eventual influênciaque o
cônjuge possui ou possa possuir.
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62
CESPE – 2019 – Procurador Campo Grande/MS
Situação hipotética: Carlos requereu o registro de
sua candidatura para concorrer ao cargo de prefeito
de município criado por desmembramento territorial
de município cujo Poder Executivo é chefiado pelo
seu irmão. Assertiva: nesse caso, Carlos, por ser
irmão do prefeito do município-mãe, é inelegível.
R: Certo. Trata-se da inelegibilidade reflexa. De
acordo com o STF, “é inelegível para o cargo de
prefeito de Município resultante de desmembramen-
to territorial o irmão do atual chefe do Poder Execu-
tivo do município-mãe (RE 158.314) ”.
CESPE – 2019 – Delegado de Polícia – PC/SE Em
caso de perigo à integridade física do preso,
admite-se o uso de algemas, desde que essa medida,
de caráter excepcional, seja justificada por escrito.
R: Certo. Perceba que a questão apresenta uma das
hipóteses contidas na Súmula Vinculante 11: ''só é
lícito o uso de algemas em casos de resistência e de
fundado receio de fuga ou de perigo à integridade
física própria ou alheia, por parte do preso ou de
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito,
sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal
do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão
ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da
responsabilidade civil do Estado''.
CESPE – 2019 – PRF A segurança viária compreende
a educação, a engenharia e a fiscalização de trânsito,
vetores que asseguram ao cidadão o direito à mobili-
dade urbana eficiente.
R: Certo. De acordo com o capítulo de Segurança
Pública da Constituição Federal, art. 144, § 10: “a
segurança viária, exercida para a preservação da
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do
seu patrimônio nas vias públicas: I - compreende a
educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além
de outras atividades previstas em lei, que assegurem
ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente”.
CESPE – 2019 – Delegado de Polícia – PC/SE
Incumbem às polícias civis a função de polícia
judiciária e a apuração de infrações penais contra a
ordem política e social, excetuadas as infrações de
natureza militar.
R: Errado. Não compete à Polícia Civil a apuração de
infrações penais contra a ordem política e social, mas
sim exercer as funções de polícia judiciária e a
apuração de infrações penais, exceto as militares. A
apuração de infrações penais contra a ordem política
e social compete à polícia federal nos termos do art.
144, §1°, I.
CESPE – 2019 – Delegado de Polícia – PC/SE As
polícias militares, os corpos de bombeiros militares e
as polícias civis subordinam-se aos governadores dos
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
R: Certo. A questão exige o conhecimento contido no
art. 144, §6°, senão vejamos: “§ 6º. As polícias
militares e corpos de bombeiros militares, forças
auxiliares e reserva do Exército subordinam-se,
juntamente com as polícias civis, aos governadores
dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”;
Perceba, portanto, que as policias militares, corpo de
bombeiros militares e as policiais civis estão hierar-
quicamente subordinadas aos respectivos governa-
dores dos Estados.
CESPE – 2018 – Agente de Polícia Federal Compete
à Polícia Federal exercer, com exclusividade, as
funções de polícia judiciária da União.
R: Certo. A polícia judiciária destina-se a reprimir as
infrações penais, excetuando-se os crimes militares.
Aliás, precipuamente, a polícia judiciária é uma
polícia eminentemente repressiva, isto é, tem o papel
fundamental na investigação dos delitos não evita-
dos pela polícia preventiva ou administrativa (em
regra, a polícia militar). A questão apresenta o exato
teor do Art. 144, §1°, IV da CF/88.
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PODER EXECUTIVO
EXERCÍCIO DE CADA ENTE NO ÂMBITO DA FEDERAÇÃO
Ex
er
cí
ci
o
na
F
ed
er
aç
ão
Presidente da República,
Vice-Presidente da República e
Ministros de Estado (arts. 76 e 79).
Governadores, Vice-Governadores
e Secretários Estaduais.
Prefeitos, Vice-Prefeitos e
Secretários Municipais.
Exercício
na União
Estados/DF
Municípios
FUNÇÕES
Legislar e Julgar
Po
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e
POSSE
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77
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ELEIÇÕES DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE
Simultaneamente, no 1º domingo de outubro (1º turno) e no último domingo de outubro (2º turno,
se houver), 1 (um) ano antes ao término do mandato;
Será eleito Presidente, o candidato que obtiver maioria absoluta dos votos válidos (não computados
os em branco e os nulos);
Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta em 1º turno, haverá 2º turno, concorrendo os
dois mais votados;
Em 2º turno, será eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos;
Se, antes do 2º turno algum candidato não puder participar, convoca-se o próximo mais votado;
Em caso de empate, qualificar-se-á o mais idoso;
Aplica-se para governadores (art. 32, § 2º) e prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores
(art. 29, II).
§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato,
convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de MAIOR VOTAÇÃO.
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão POSSE em sessão do Congresso Nacional, pres-
tando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do
povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Sessão conjunta (art. 57, § 3º, III) do Congresso Nacional, prestando o compromisso.
Se decorridos 10 dias da data da posse o Presidente ou o Vice Presidente não assumir o cargo,
este será declarado vago (salvo motivo de força maior).
Data da posse: 1º de janeiro.
Mandato: 4 anos.
SUBSTITUIÇÃO DO PRESIDENTE E SUCESSÃO DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Afastamento temporário
Impedimento
Afastamento definitivo
Vacância
Substitui e sucede o
Presidente
Quando assume como
sucessor: cumpre o
restante do mandato
Sucessivamente:
Presidente da Câmara,
Pres. do Senado e
Pres. do STF
Em caso de sucessão:
assume e convoca
eleições
Substituição Sucessão Vice-Presidente Duplo Afastamento
Arts 79 e 80: Substituição e Sucessão
63MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição 90 dias depois de
aberta a última vaga.
O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso Nacional:
− AUSENTAR-SE DO PAÍS por período SUPERIOR a 15 DIAS, sob pena de perda do cargo.
AUSÊNCIA DO PAÍS
Art. 84. Compete PRIVATIVAMENTE ao Presidente da República:
ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
2 primeiros anos
2 últimos anos
Dupla Vacância
Assume o próximo na linha sucessória
Convoca eleições DIRETAS em 90 dias
Assume o próximo na linha sucessória
Convoca eleições INIRETAS em 30 dias
Delegável
I - NOMEAR e EXONERAR os Ministros de Estado;
II - EXERCER, com o auxílio dos Ministros de Estado, a DIREÇÃO SUPERIOR da administração
federal;
III - INICIAR O PROCESSO LEGISLATIVO, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - SANCIONAR, PROMULGAR e FAZER PUBLICAR as LEIS, bem como EXPEDIR DECRETOS e
REGULAMENTOS para sua fiel execução;
V - VETAR projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – DISPOR, mediante DECRETO, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesaInicialmente, eram utilizadas fichas
de barro para representar a circulação de bens, logo
substituídas por tábuas gravadas com a escrita cunei-
forme. Portanto, os registros contábeis não só antecede-
ram o aparecimento da escrita como subsidiaram seu
surgimento e sua evolução. Embora a fiscalização de
contas conste de registros mais antigos, prática já
exercida por escribas egípcios durante o reinado do faraó
Menés I, foi na Grécia que se configurou o primeiro
esboço de um tribunal de contas, formado por dez
tesoureiros, guardiões da administração pública. Contu-
do, somente em Roma, a contabilidade atingiu sua mais
alta expressão com a sistematização de mecanismos de
controle que, por gozarem de estatuto jurídico preemi-
nente, influenciaram todo o Ocidente e as civilizações
modernas.
O emprego do modo subjuntivo na forma verbal
“conste” depende sintaticamente da presença da
conjunção “Embora”.
R: Certo. A conjunção adverbial concessiva “Embora”
obriga a flexão do verbo para o modo subjuntivo. O
período encontra-se no presente, logo o verbo
“conste” se encontra no presente do subjuntivo.
Assim, só cabe o presente do subjuntivo “conste” em
razão do emprego da conjunção “Embora”.
CESPE - 2014 – Caixa Econômica – Médico do
Trabalho Acerca dos sentidos e das estruturas
linguísticas do texto acima, julgue o seguinte item.
Fragmento do texto: Campos continuou a dizer todo o
bem que achava no trem de ferro, como prazer e como
vantagem. Só o tempo que a gente poupa! Eu, se
retorquisse dizendo-lhe bem do tempo que se perde,
iniciaria uma espécie de debate que faria a viagem ainda
mais sufocada e curta. No trecho “Eu, se retorquisse
dizendo-lhe bem do tempo que se perde”, a partícula
“se” recebe classificação distinta em cada ocorrência.
R: Certo. A primeira ocorrência do “se” é uma
conjunção subordinativa adverbial condicional.
Perceba que é possível a troca por outra conjunção
condicional (caso). Na segunda ocorrência, o “se” é
um pronome apassivador, ou seja, é possível trans-
formar para a voz passiva analítica (Eu, caso
retorquisse dizendo-lhe bem do tempo que é perdi-
do). Prova disso é o verbo “perde” ser VTD.
CESPE - 2016 – TCE/PA – Superior Com relação aos
aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o
seguinte item.
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL
OBSERVAÇÕES
Não havendo fator de atração para uso da mesóclise ou da próclise, o recomendado é usar a ênclise (regra pronomi-
nal básica). Existindo fator de atração que justifique (ex.: palavras com sentido negativo), usa-se a próclise. Ocorren-
do uma situação de futuro (do presente e do pretérito), desde que não caiba próclise, opta-se pela mesóclise. A mesó-
clise é a colocação pronominal menos utilizada, pois é empregada apenas na língua literária e culta.
PRÓCLISE
PROIBIÇÕES GERAIS
ANTES do verbo MEIO do verbo DEPOIS do verbo
MESÓCLISE ÊNCLISE
PRÓCLISE
05
Palavras de sentido negativo: não, nada, ninguém, nunca...
Advérbios em geral: agora, já, talvez...
Pronomes relativos: que, o qual, cujo...
Pronomes indefinidos ou interrogativos: ninguém, quem, alguma...
Conjunções de oração subordinada: embora, se, como
Orações interrogativas ou exclamativas: Deus te abençoe!; quem te mostrou?
Gerúndio precedido de "em": Em se tratando de estudos, esta é a opção.
Com proparoxítonas: Nós te explicaríamos da melhor forma.
MESÓCLISE
Colocação pronominal em que o verbo deverá estar no futuro (do presente ou do pretérito)
Ex: “Realizar-se-á, no próximo mês, um grande encontro de sábios" ou "Eu limpar-lhe-ia a
casa se me tivesse pedido".
ÊNCLISE
Utiliza-se quando o verbo estiver no:
- Início da oração. Ex.: Fez-me um favor. Só isso!
- Imperativo afirmativo. Ex.: Quando eu avisar, retirem-lhe da sala.
- Infinitivo não flexionado. Ex.: Prometo amar-te.
- Gerúndio. Ex.: Vive castigando-lhe sem motivos aparentes.
1) Iniciar oração com pronome oblíquo átono 2) Inseri-lo após futuros (do presente e do pretérito) e particípio
O que não for proibido, será aceito, simples assim. Veja abaixo construções inadequadas e adequadas:
INADEQUADA ADEQUADA
Te amo
Darei-lhe uma refeição
Tinha emprestado-lhe meu livro
Amo-te
Dar-lhe-ei uma refeição
Tinha-lhe emprestado meu livro
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
Professor de Educação Básica - Português Com
relação às propriedades gramaticais e à coerência do
texto 9A2-I, julgue o item a seguir.
No trecho “antes de se tornarem adultas”, ocorre
próclise pronominal, mas, nesse contexto, também
seria correta a ênclise: antes de tornarem-se adultas.
R: Certo. O verbo da oração está no infinitivo e precedi-
do de preposição e, por isso, aceita tanto a próclise
quanto a mesóclise. A preposição por si só não é fator
de atração. Quando ocorre infinitivo preposicionado, o
pronome átono pode vir anteposto ou posposto ao
verbo.
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial Con-
siderando as ideias, os sentidos e os aspectos
linguísticos do texto precedente, julgue o item que se
segue.
No trecho “É verdade que não se poderia contar com
ela para nada”, o uso da próclise justifica-se pela
presença da palavra negativa “não”.
R: Certo. Palavras em sentido negativo (nem, não) são
fator de atração do pronome. Portanto, em razão do
fator de atração, usa-se próclise.
CESPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE -
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FUNÇÕES DO SUJEITO
06
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE -
Professor de Educação Básica - Matemática A
respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades
linguísticas do texto precedente, julgue o item que se
segue.
Fragmento do texto: “O pensador do século V, Agostinho
– muitos o chamam de Santo Agostinho, um dos maiores
filósofos e teólogos da história -, proferiu a seguinte frase:
‘Não sacia a fome quem lambe pão pintado’. Para se
matar a fome, não basta lamber a figura de um pão, é
preciso ir até ele.” O sujeito da forma verbal “sacia” é a
oração “quem lambe pão pintado”.
R: Certo. Uma forma simples de perceber o sujeito da
oração é coloca-la na ordem direta: “Quem lambe o
pão pintado não sacia a fome.” Note que o trecho
“quem lambe pão pintado” exerce papel de sujeito da
oração.
CESPE - 2016 – Instituto Rio Branco - Diplo-
mata Acerca das relações semântico-sintáticas e do
vocabulário do texto II, julgue (C ou E) o item seguinte.
Lembrando! O sujeito é o termo sobre o qual o verbo faz uma declaração e com o qual, em tese, ele concordará.
Obs: O sujeito nem sempre possuirá uma posição específica (antes ou depois do verbo). Sendo assim, a melhor
forma de identificá-lo é perguntando ao verbo.
Exemplo:
EXISTEM DUAS MULHERES AQUI.
Verbo Sujeito
Perguntando ao verbo “o que existem?”,
identificará que o sujeiro é “duas mulheres”. ORDEM DIRETA
SUJEITO SIMPLES
VERBOS IMPESSOAIS
ORDEM INVERSA
REGRAS DE CONCORDÂNCIA
Sujeito vem antes do verbo: Chamado sujeito anteposto.
Sujeito depois do verbo: Chamado de sujeito posposto.
O verbo concorda com o núcleo do sujeito.
é quando o sujeito possui apenas UM núcleo.
SUJEITOnem
criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
VII - MANTER RELAÇÕES com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos;
VIII - CELEBRAR TRATADOS, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional;
IX - DECRETAR o ESTADO DE DEFESA e o ESTADO DE SÍTIO;
X - DECRETAR e executar a intervenção federal;
XI - REMETER mensagem e plano de governo ao CONGRESSO NACIONAL por ocasião da abertura da
sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias;
XII - CONCEDER INDULTO e COMUTAR PENAS, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei;
Decreto autônomo
XIII - EXERCER o COMANDO SUPREMO das FORÇAS ARMADAS, nomear os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que
lhes são privativos;
XIV - NOMEAR, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os
diretores do Banco Central e outros servidores, quando determinado em lei;
XV - NOMEAR, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - NOMEAR os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVII - NOMEAR membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII - CONVOCAR E PRESIDIR o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - DECLARAR GUERRA, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - CELEBRAR A PAZ, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - CONFERIR condecorações e distinções honoríficas;
XXII - PERMITIR, nos casos previstos em LEI COMPLEMENTAR, que forças estrangeiras transitem
pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - ENVIAR ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e
as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - PRESTAR, ANUALMENTE, ao Congresso Nacional, dentro de 60 dias após a abertura da sessão
legislativa, as CONTAS referentes ao exercício anterior;
XXV - PROVER e EXTINGUIR os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - EDITAR MEDIDAS PROVISÓRIAS com FORÇA DE LEI, nos termos do art. 62;
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CHEFE DE ESTADO CHEFE DE GOVERNO
Representa o Brasil em suas
relações internacionais.
Pratica atos de administração e
de natureza política.
I - NOMEAR e EXONERAR os Ministros de Estado;
II - EXERCER, com o auxílio dos Ministros de Estado, a DIREÇÃO SUPERIOR da administração
federal;
III - INICIAR O PROCESSO LEGISLATIVO, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - SANCIONAR, PROMULGAR e FAZER PUBLICAR as LEIS, bem como EXPEDIR DECRETOS e
REGULAMENTOS para sua fiel execução;
V - VETAR projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – DISPOR, mediante DECRETO, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem
criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
VII - MANTER RELAÇÕES com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos;
VIII - CELEBRAR TRATADOS, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional;
IX - DECRETAR o ESTADO DE DEFESA e o ESTADO DE SÍTIO;
X - DECRETAR e executar a intervenção federal;
XI - REMETER mensagem e plano de governo ao CONGRESSO NACIONAL por ocasião da abertura da
sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias;
XII - CONCEDER INDULTO e COMUTAR PENAS, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei;
XIII - EXERCER o COMANDO SUPREMO das FORÇAS ARMADAS, nomear os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que
lhes são privativos;
XIV - NOMEAR, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os
diretores do Banco Central e outros servidores, quando determinado em lei;
XV - NOMEAR, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - NOMEAR os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVII - NOMEAR membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII - CONVOCAR E PRESIDIR o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - DECLARAR GUERRA, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - CELEBRAR A PAZ, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - CONFERIR condecorações e distinções honoríficas;
XXII - PERMITIR, nos casos previstos em LEI COMPLEMENTAR, que forças estrangeiras transitem
pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - ENVIAR ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e
as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - PRESTAR, ANUALMENTE, ao Congresso Nacional, dentro de 60 dias após a abertura da sessão
legislativa, as CONTAS referentes ao exercício anterior;
XXV - PROVER e EXTINGUIR os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - EDITAR MEDIDAS PROVISÓRIAS com FORÇA DE LEI, nos termos do art. 62;
Parágrafo único. O Presidente da República:
poderá DELEGAR as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos
− Ministros de Estado, ao
− Procurador-Geral da República ou ao
− Advogado-Geral da União,
que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
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Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que
atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
• I a existência da União;
• II o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
• III o exercício dos direitos POLÍTICOS, INDIVIDUAIS e SOCIAIS;
• IV a segurança interna do País;
• V a PROBIDADE NA ADMINISTRAÇÃO;
• VI a lei orçamentária;
• VII o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2020 - SEFAZ-AL - É viável a extinção de
órgãos públicos por meio de decreto do presidente
da República na hipótese de redução de despesa
para a União.
R: Errado. De acordo com o art. 84, VI da CF, o
Presidente da República pode dispor, mediante
decreto, sobre a organização e funcionamento da
administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de
órgãos públicos.
CESPE - 2019 - TJ-BA – Conciliador (ADAPTADA)
- É competência privativa do presidente da
República iniciar o processo legislativo.
R: Certo. Como vimos acima, é exatamente o que
traz o inciso III do art. 84 (rol das competências
privativas do Presidente da República).
CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia
(ADAPTADA) - O presidente da República poderá
delegar aos ministros de Estado, ao
procurador-geral da República ou ao
advogado-geral da União a atribuição de prover
cargos públicos federais,na forma da lei.
R: Certo. O § único do art. 84 prevê que o
Presidente poderá delegar as atribuições previstas
nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos
Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da
República ou ao Advogado-Geral da União.
Estas competências são a de:
− “VI – Dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da
administração federal, quando não
implicar aumento de despesa nem criação
ou extinção de órgãos públicos; e
b) extinção de funções ou cargos públicos,
quando vagos;
− XII - Conceder indulto e comutar penas,
com audiência, se necessário, dos órgãos
instituídos em lei;
− XXV - Prover e extinguir os cargos
públicos federais, na forma da lei".
Imunidades do PR
Art.86
Apenas imunidade formal;
Somente é preso por sentença judicial transitada em julgado ( § 3º);
Não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções, na
vigência do mandato ( § 4º);
Essas imunidades são exclusivas ao Presidente da República como Chefe de Estado,
não são extensíveis aos Governadores e Prefeitos, de acordo com o STF.
66MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
De acordo com o STF:
- A garantia de imunidade presidencial não pode ser estendida a governadores; e
- O afastamento do cargo não é automático, devendo ser decidido pelo STJ a
aplicação desta medida cautelar.
Re
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sa
bi
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ad
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Pr
es
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en
te
Crime de
Responsabilidade
Autorização da Câmara dos Deputados por 2/3
Suspenso das atribuições após a NSTAURAÇÃO
DO PROCESSO NO SENADO FEDERAL (decisão
discricionária)
Cessa a suspensão após 180 dias, sem prezuízo do
andamento do processo
Autorização da Câmara dos Deputados por 2/3
Julgamento pelo STF
Suspenso das atribuições após o RECEBIMENTO
DA DENÚNCIA OU QUEIXA CRIME PELO STF
Cessa a suspensão após 180 dias, sem prejuízo do
andamento do processo
Julgamento pelo Senado Federal (art. 52, § único)
Infração Penal
Comum
- Crimes de responsabilidade serão definidos em LEI ESPECIAL, não em lei complementar.
Súmula Vinculante 46 - A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas
de processo e julgamento são de competência legislativa privativa da União.
§ 2º Se, decorrido o prazo de 180 DIAS, o julgamento não estiver concluído, CESSARÁ O AFASTAMENTO DO
PRESIDENTE, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará
sujeito a prisão.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao
exercício de suas funções.
Art. 86. ADMITIDA a ACUSAÇÃO contra o Presidente da República, por 2/3 (dois terços) da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Fe deral, nas infrações penais comuns,
ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Presidido pelo
Presidente do STF
Condenação por
2/3
Pena: perda do
cargo com
inabilitação para
o exercício de
função pública
pelo prazo de 8
anos.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2020 - SEFAZ-AL - Tanto em caso de
infrações penais comuns quanto de crimes de
responsabilidade, compete à Câmara dos
Deputados o juízo de admissibilidade da acusação
apresentada contra o presidente da República.
R: Certo. Tanto nos crimes de responsabilidade
quanto nas infrações penais comuns
supostamente cometidos pelo Presidente da
República, a Constituição estabeleceu a
necessidade de licença prévia para a instauração
do processo, a ser concedida pela Câmara dos
Deputados, com um quórum de 2/3.
CESPE - 2019 - TJ-DFT - De acordo com a
Constituição Federal de 1988 (CF), constitui crime
de responsabilidade ato do presidente da
República que atente contra a CF e contra o livre
67MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
DOS MINISTROS DE ESTADO
DO CONSELHO DA REPÚBLICA E DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Compete ao Ministro de Estado, além de outras
atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei:
• Vice-Presidente da República;
• Presidente da Câmara dos Deputados;
• Presidente do Senado Federal;
• Líderes da maioria e da minoria na Câmara dos
Deputados;
• Líderes da maioria e da minoria no Senado
Federal;
• Ministro da Justiça;
• 6 cidadãos brasileiros natos, com mais de 35
anos, sendo: 2 nomeados pelo Presidente da
República, 2 eleitos pelo Senado Federal e 2
eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com
mandato de 3 anos, vedada a recondução.
• Vice-Presidente da República
• Presidente da Câmara dos Deputados
• Presidente do Senado Federal
• Ministro da Justiça
• Ministro das Relações Exteriores
• Ministro do Planejamento
• Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica.
Conselho da República (Arts. 89 e 90)
Órgão Superior de consulta do
Presidente da República.
Órgão Superior de consulta do Presidente da
República nos assuntos relacionados com a soberania
nacional e a defesa do Estado democrático.
Conselho de Defesa Nacional (Art. 91)
I - Exercer a orientação, coordenação e supervisão
dos órgãos e entidades da administração federal na
área de sua competência e referendar os atos e
decretos assinados pelo Presidente da República;
II - Expedir instruções para a execução das leis,
decretos e regulamentos;
III - Apresentar ao Presidente da República relatório
anual de sua gestão no Ministério;
IV - Praticar os atos pertinentes às atribuições que
lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente
da República.Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de
Ministérios e órgãos da administração pública.
Ministros de Estado
Art.87
Brasileiros natos ou
naturalizados. Exceto:
Ministro de Estado da
Defesa (nato)
Maiores de 21 anos
No exercício dos
direitos políticos
exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário,
do Ministério Público e dos poderes
constitucionais das unidades da Federação.
R: Certo. O art. 85 da CF/88 prevê os crimes de
responsabilidade que podem ser cometidos no
desempenho de determinadas funções, lembrando
que tais crimes de responsabilidade são infrações
de caráter político-administrativo, e não criminal. A
questão trouxe exatamente o inciso II do referido
artigo, vejamos: “Art. 85. São crimes de
responsabilidade os atos do Presidente da
República que atentem contra a Constituição
Federal e, especialmente, contra: II - O livre
exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário,
do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação.”
CESPE - 2019 - TJ-DFT - Titular de Serviços de
Notas e de Registros (ADAPTADA) - A denúncia
contra o presidente da República por crime de
responsabilidade, uma vez admitida, será julgada
pelo Senado Federal.
R: Certo. “Admitida a acusação contra o Presidente
da República, por dois terços da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações
penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos
crimes de responsabilidade”, é o que dispõe o art.
86 da CF/88.
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68MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
SEGURIDADE SOCIAL
Conceito: Rede de proteção social formada pelo Estado e pela sociedade para assegurar os direitos à saúde,
à previdência (único que possui caráter contributivo) e à assistência.
Art. 193. A ordem social tem como BASE o PRIMADO DO TRABALHO, e como OBJETIVO o BEM-ESTAR e a
JUSTIÇA SOCIAIS.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
ORDEM SOCIAL
CESPE - 2019 - PGE-PE - Analista Judiciário de Procuradoria - Compete ao Conselho da República se
pronunciar acerca de questõesrelevantes para a estabilidade das instituições democráticas, assim como
acerca de estado de defesa, de estado de sítio e de intervenção federal.
R: Certo. Muito cuidado para não confundir o conselho da república com o conselho de defesa nacional. O
conselho da República apenas se pRonuncia acerca das questões trazidas, já o conselho de defesa nacional
opina.
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Ordem
Social
Seguridade Social
Educação, cultura e desporto
Ciência, tecnologia e inovação
Comunicação Social
Índios
Família, Criança, Adolescente,
jovem e idoso
Meio Ambiente
Universalidade da cobertura (de situações de risco,
doenças, invalidez, velhice) e do atendimento (todos
que necessitam do sistema)
Uniformidade e equivalência dos benefícios e
serviços às populações urbanas e rurais
Seletividade (prioridade) e distributividade da
prestação dos benefícios e serviços Irredutibilidade do valor dos benefícios
Equidade na forma de participação no custeio (quem
ganha mais, paga mais) Diversidade da base de financiamento
Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão QUADRIPARTIDE, com participação
dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados
• Pronunciar-se sobre intervenção federal,
estado de defesa e estado de sítio; e
• Pronunciar-se sobre questões relevantes para a
estabilidade das instituições democráticas.
• Opinar nas hipóteses de declaração de guerra
e celebração de paz;
• Opinar sobre a decretação do estado de
defesa, do estado de sítio e da intervenção
federal;
• Propor os critérios e condições de utilização
de áreas indispensáveis à segurança nacional; e
• Estudar, propor e encaminhar iniciativas para
garantir a independência nacional e a defesa do
Estado democrático.
Conselho da República (Arts. 89 e 90)
Órgão Superior de consulta do
Presidente da República.
Órgão Superior de consulta do Presidente da
República nos assuntos relacionados com a soberania
nacional e a defesa do Estado democrático.
Conselho de Defesa Nacional (Art. 91)
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69MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a SOCIEDADE, de FORMA DIRETA e INDIRETA, nos
termos da lei, MEDIANTE RECURSOS provenientes dos orçamentos DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO
FEDERAL e DOS MUNICÍPIOS, e das seguintes contribuições sociais:
- Do empregador, incidentes sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro;
- Dos trabalhadores e demais segurados da previdência social;
- Da receita de concurso de prognósticos;
- Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
Logo, a forma direta se dá ao financiamento proveniente das contribuições sociais realizadas pelos usuários,
loterias, empregadores e importadores. Já a sua forma indireta, é oriunda dos orçamentos de todos os entes da
Federação destinados ao financiamento da seguridade social.
Importante! Segundo a CF/88, a exploração de serviços de saúde pela iniciativa privada somente possui caráter
complementar, tendo prioridade as entidades filantrópicas ou as entidades sem fins lucrativos.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2019 - TJ-AM - Analista Judiciário -
Serviço Social - São considerados princípios da
seguridade social a cobertura universal, a
uniformidade e a irredutibilidade do valor dos
benefícios às populações rurais e urbanas.
R: Certo. Cuidado, na CF tais princípios, elencados
na lei 8.212/91 (Seguridade Social), são
considerados como objetivos.
CESPE - 2019 - TJ-AM - Analista Judiciário -
Serviço Social - A seguridade social é financiada
por toda a sociedade mediante, entre outros
recursos, as contribuições sociais de
empregadores e empregados e as receitas de
concursos de prognósticos.
R: Certo. É exatamente o que traz o art. 195.
(CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS = todos e
quaisquer concursos de sorteios de números,
loterias, apostas, inclusive as realizadas em
reuniões hípicas, nos âmbitos federal, estadual, do
Distrito Federal e municipal).
CESPE - 2018 - Prefeitura de Manaus - AM -
Procurador do Município - Constitui fonte de
financiamento da seguridade social a arrecadação
de contribuições sociais do importador de bens ou
serviços do exterior.
R: Certo. Mais uma questão que traz o art. 195. A
arrecadação de contribuições sociais do
importador de bens ou serviços do exterior é uma
fonte direta de financiamento da seguridade
social.
CESPE - 2018 - Polícia Federal - Papiloscopista
Policial Federal - Um dos fundamentos da
seguridade social é a igualdade na forma de
participação de todos que a financiam no seu
custeio.
R: Errado. Cuidado, igualdade é diferente de
equidade. Nesse caso, a equidade prevalece, ou
seja, a contribuição será proporcional.
Saúde
Art. 196
Direito de todos
(independentemente de
contribuição) e dever do
Estado (art. 96)
Integram uma rede
regionalizada e
hierarquizada por meio
de um sistema único,
de acordo com as
seguintes diretrizes:
Descentralização, com
direção única em cada esfera de governo
Atendimento integral, com prioridade para as
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais
Participação da comunidade
70MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Princípios
Igualdade de condições para acesso e permanência
na escola
Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar
pensamento, a arte e o saber
Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e
coexistência de instituições públicas e privadas de
ensino
Gratuidade do ensino público
SV 12: A cobrança de taxa de matrícula nas universidades
públicas viola o princípio da gratuidade do ensino público.
Valorização dos profissionais da educação escolar,
com ingresso por concurso público de provas e títulos
aos das redes públicas
Gestão democrática do ensino público
Garantia de padrão de qualidade Piso salarial profissional nacional para os
profissionais da educação pública
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2018 - Polícia Federal - Papiloscopista Policial Federal - A assistência social, ao contrário da
previdência social, é prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade
social.
R: Certo. A assistência social, diferente da previdência social, será prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição à seguridade social, é o que traz o art. 203 da CF/88.
Pr
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20
1
Organizada sob a
forma de regime
geral, de caráter
contributivo e de
filiação obrigatória
Atenderá a
Cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada
Proteção à maternidade, especialmente à gestante
Proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário
Salário família e auxílio reclusão para os dependentes dos segurados de
baixa renda
Pensão por morte do segurado ao cônjuge ou companheiro e dependentes
Assistência Social
Art. 203
De acordo com o STF, estrangeiros com residência no País
fazem jus a este benefício mensal, atendidos os requisitos
constitucionais legais.
Prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição
Objetivos
Proteção à família, à maternidade, à
infância, à adolescência e à velhice
Amparo às crianças e adolescentes
carentes
Promoção da integração ao mercado de
trabalho
Habilitação e reabilitação das pessoas
portadoras de deficiência e a promoção de
sua integração à vida comunitária
Garantia de 1 salário mínimo à portadora de
deficiência e ao idoso que comprovem não
possui meios de prover a própria manutenção
ou de tê-la provida por sua família
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a
colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimentoda pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho.
EDUCAÇÃO
71MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Cultura
Constitui patrimônio cultural (Art. 216)
Bens de natureza material e imaterial
Observados:
Autonomia das entidades desportivas Tratamento diferenciado para o desporto profissional
e não profissional
Destinação de recursos públicos para promoção
prioritária do desporto educacional e, em casos
específicos, para o desporto de alto rendimento
Proteção e incentivo às manifestações desportivas de
criação nacional
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e
patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2018 - IPHAN - A Constituição Federal de 1988 prevê garantias de proteção às manifestações
culturais populares, afro-brasileiras e indígenas, atribuindo ao Estado o dever de garantir o pleno exercício
dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional.
R: Certo. De acordo com o art. 215, o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e
acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações
culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de
outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
As formas de
expressão
Os modos de criar,
fazer e viver
As criações científicas,
astísticas e
tecnológicas
As obras, objetos,
documentos,
edificações e demais
espaços destinados às
manifestações
artísticos-culturais
Os conjuntos urbanos
e sítios de valor
histórico, paisagístico,
artístico, arqueológico,
palenontológico,
ecológico e científico
Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um.
DESPORTO
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional,
e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
CULTURA
72MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação
jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE / CEBRASPE - 2013 - Polícia Federal – Delegado - A floresta amazônica brasileira, assim como a
mata atlântica, é considerada bem da União, devendo sua utilização ocorrer na forma da lei, em condições
que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive no que concerne ao uso dos recursos naturais.
R: Errado. De acordo com o §4º do art. 225, a floresta amazônica, assim como a mata atlântica, é considerada
Patrimônio Nacional.
Meio Ambiente
As condutas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais,
administrativas e civis. ( § 3º)
Patrimônio Nacional (§ 4º)
Floresta Amazônica Mata Atlântica Serra do Mar Pantanal
Mato-Grossense Zona Costeira
Ciência, tecnologia e inovação
A pesquisa básica e
tecnológica recebrá
tratamento prioritário
do Estado
O Estado apoiará a
formação de recursos
humanos
O Estado estimulará a
articulação entre
entes públicos e
privados
o Estado promoverá e
incentivará a atuação
no exterior
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
MEIO AMBIENTE
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
Para a proteção do Estado, a CF/88 reconhece como família a união entre o homem e a mulher e a sociedade
monoparental, que é aquela formada somente por um dos pais e seus filhos.
Atenção: O Supremo Tribunal Federal (STF) também reconheceu como família a reunião de pessoas do
mesmo sexo.
FAMÍLIA, CRIANÇA, ADOLESCENTE, JOVEM E IDOSO
Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e
tecnológica e a inovação.
CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo
ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
Não é um direito absoluto, visto que existem limites na proteção da imagem das pessoas, da honra e da intimidade.
COMUNICAÇÃO SOCIAL
73MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Terras tradicionalmente ocupadas
Permanente, as utilizadas para
suas atividades produtivas, as
imprescindíveis à preservação dos
recursos ambientais necessários a
seu bem estar e as necessárias a
sua reprodução física e cultural,
segundo seus usos, costumes e
tradições.
Destinam se a sua posse
permanente, cabendo-lhes o
usufruto exclusivo das riquezas do
solo, dos rios e dos lagos nelas
existentes.
São inalienáveis e indisponíveis,
e os direitos sobre elas,
imprescritíveis.
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos
originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer
respeitar todos os seus bens.
ÍNDIOS
§ 3º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas
minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as
comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
§ 5º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, "ad referendum" do Congresso Nacional, em
caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após
deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE / CEBRASPE - 2015 - PRF - Policial
Rodoviário Federal - Conforme disposição
expressa da Constituição Federal de 1988, os
índios têm direito às terras que ocupam, por serem
de natureza derivada, e podem ser vítimas, mas
não agentes de prática de crime, cabendo ao
policial rodoviário federal assegurar os seus
direitos.
R: Errado. O erro se dá ao afirmar que o Índio não
pode ser autor de crime, visto que o próprio
Estatuto do índio traz em seu art. 56 o seguinte
texto: “No caso de condenação do índio por
infração penal, a pena deverá ser atenuada e na
sua aplicação o juiz atenderá também ao grau de
integração do silvícola.”
CESPE / CEBRASPE - 2014 - PRF - Policial
Rodoviário Federal - Os índios possuem direito às
terras que tradicionalmente ocupam e a entidade
estatal responsável pela defesa dos índios é o
IBAMA, para onde devem ser encaminhados os
indígenas em situação de risco.
R: Errado. A entidade estatal responsável pela
defesa dos índios é a FUNAI e não o IBAMA.
CESPE / CEBRASPE - 2013 - Polícia Federal –
Delegado - As terras tradicionalmente ocupadas
pelos índios, incluídas no domínio constitucional
da União Federal, sãoinalienáveis, indisponíveis e
insuscetíveis de prescrição aquisitiva.
R: Certo. As terras tradicionalmente ocupadas
pelos índios são inalienáveis e indisponíveis, e os
direitos sobre elas, imprescritíveis.
74MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL
O conceito de direito penal pode ser estabelecido sob três enfoques diferentes:
FORMAL, MATERIAL ou SOCIOLÓGICO.
O jus puniendi (direito penal subjetivo) é monopólio do Estado, ou seja, quem detém o direito de punir os comporta-
mentos desviados praticados pela sociedade é o Estado.
Exceção: o Estatuto do Índio (Lei nº 6.001/1973) tolera, em seu art. 57, que:
Art. 57. Será tolerada a aplicação, pelos grupos tribais, de acordo com as instituições próprias, de sanções penais ou disci-
plinares contra os seus membros, desde que não revistam caráter cruel ou infamante, proibida em qualquer caso a pena
de morte.
Direito penal primário x direito penal secundário
Existe, na doutrina penal, um movimento conhecido como funcionalismo, que visa definir qual seria a função do
direito penal. As duas correntes mais importantes desse movimento são: o funcionalismo teleológico e o funcionalis-
mo sistêmico.
• Funcionalismo teleológico (moderado): para essa corrente, a finalidade do direito penal é assegurar os bens jurídi-
cos dos cidadãos. A finalidade do direito penal é proteger bens jurídicos como a vida, patrimônio, dignidade sexual,
paz pública, fé pública. Este é o entendimento adotado no Brasil.
• Funcionalismo sistêmico (radical): essa corrente defende que a finalidade do direito penal é garantir o império da
norma, resguardando o sistema legal, mostrando que o direito existe e não pode ser violado.
É o conjunto de normas que define os comportamentos humanos que serão considerados
INFRAÇÕES PENAIS. Define os seus agentes e fixa as sanções correspondentes. (LEIS ESCRI-
TAS)
75
CLASSIFICAÇÕES DO DIREITO PENAL
FUNÇÕES DO DIREITO PENAL
As fontes do direito penal indicam a sua origem e a forma como ele se revela para a sociedade, dividindo-se em:
FONTE MATERIAL e FONTES FORMAIS.
• Fonte material: representa o órgão encarregado pela criação do direito penal, no caso a União, de forma privativa.
OBS: Os Estados podem legislar? Sim, em questões específicas, DESDE que haja lei complementar da União que
permita (trata-se da competência privativa da União, à qual compete legislar, dentre outros, sobre direito penal).
• Fontes formais: são os instrumentos de exteriorização, de apresentação, do direito penal. São os meios pelos
quais o direito penal se apresenta para a sociedade. As fontes formais podem ser: imediatas ou mediatas.
FONTES DO DIREITO PENAL
FORMAL
É o ramo do Direito que se refere a comportamentos considerados reprováveis e danosos à boa
convivência social, que afetam os bens jurídicos indispensáveis à sua própria conservação e
progresso. (O COMPORTAMENTO FORMA A NORMA)
MATERIAL
É um instrumento de controle social dos comportamentos desviados, visando assegurar a
necessária disciplina social.
SOCIOLÓGICO
CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO, FUNÇÕES E FONTES DO DIREITO PENAL
Direito penal objetivo Direito penal subjetivo
Direito penal objetivo é o conjunto
de leis penais em vigor no país.
Já o direito penal subjetivo refere-se ao direito de
punir do Estado, ou seja, à capacidade que o Estado
tem de produzir e fazer cumprir as suas normas.X
O direito penal primário é aquele
que está contido no Código Penal.
O direito penal secundário é aquele que se encontra
espalhado em outras normas penais, denominadas
Legislação Penal Especial ou Legislação Extravagante.X
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
NÃO HÁ CRIME:
• Sem lei (somente lei em sentido estrito – Lei Ordinária ou Lei Complementar);
• Anterior (proíbe que a lei penal retroaja para prejudicar. Somente para beneficiar);
• Escrita (proíbe que o costume crie crime ou comine pena/sanção);
• Estrita (proíbe que a analogia crie crime ou comine pena);
• Certa (Princípio da Taxatividade: veda-se o tipo penal indeterminado – vago).
Informações importantes:
1 - Ao ler crime, leia-se também contravenção penal. Ao ler pena, leia-se também medida de segurança.
2 - É permitido o costume e a analogia in bonam partem (somente para favorecer o réu).
3 - A norma penal em branco não fere o princípio da taxatividade.
No direito penal, o princípio da legalidade coincide com o princípio da reserva
legal e encontram-se no texto constitucional (Art. 5°, XXXIX)
76
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E INFRACONSTITUCIONAIS DO DIREITO PENAL
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Tal princípio oferece dupla garantia ao cidadão:
• Irretroatividade da lei penal maléfica;
• Retroatividade da lei penal benéfica.
IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL
IMEDIATAS
Lei em sentido estrito, Lei Ordinária
ou Lei Complementar.
MEDIATAS
Costumes, analogia, princípios gerais do direito, jurisprudência,
atos administrativos, CF/88 e tratados internacionais.
LEMBRE-SE
Art. 1º, CP.Não há crime
- Sem lei anterior que o defina.
Não há pena
- Sem prévia cominação legal.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2015 -TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRI-
O/2015 - Adaptada Segundo a doutrina majoritária,
os costumes e os princípios gerais do direito são
fontes formais imediatas do direito penal.
R: Errado. Os costumes e princípios gerais são fontes
mediatas ou indiretas. Ressalte-se que as fontes
formais mediatas ou indiretas não geram por si só
normas jurídicas. A bem da verdade, elas integram o
ordenamento jurídico, auxiliando o intérprete ou o
aplicador do direito.
CESPE - 2014 - NOTÁRIOS/TJDFT- Adaptada Os
costumes não são considerados pela doutrina como
fonte formal do direto penal.
R: Errado. Como visto anteriormente, os costumes
integram o rol das fontes formais mediatas do direito
penal.
CESPE – 2013 - DPE-RR/DEFENSOR PÚBLICO -
Adaptada A moderna doutrina penal considera a
jurisprudência como fonte criadora do Direito, simi-
lar à lei, em razão do fator de produção normativa
decorrente da obrigatoriedade que possuem as
decisões dos tribunais superiores e do caráter vincu-
lante das súmulas.
R: Errado. A jurisprudência é considerada como
fonte INDIRETA ou MEDIATA do direito penal.
CESPE – 2011 - DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO-
Adaptada As fontes de cognição classificam-se em
imediatas — representadas pelas leis — e mediatas —
representadas pelos costumes e princípios gerais do
Direito.
R: Certo. A questão apresenta a classificação de
modo correto: as leis são fontes imediatas (ou
primárias); e os costumes e os princípios gerais do
Direito fontes mediatas (secundárias).
CESPE – 2011 - DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO -
Adaptada As fontes materiais revelam o Direito; as
formais são as de onde emanam as normas, que, no
ordenamento jurídico brasileiro, referem-se ao
Estado.
R: Errado. As fontes formais são produzidas sim pelo
Estado-legislador. Porém referem-se às leis. Pode-se
dizer que a doutrina e a jurisprudência também
instrumentalizam o direito penal ao servirem de
fonte formal mediata.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
77
Patamares mínimos de tratamento penal que a CF estabelece para determinadas situações e aos quais
fica atrelado o legislador penal, devendo respeitá-los. Ex: vedação à práticas discriminatórias.
MANDADOS CONSTITUCIONAIS DE CRIMINALIZAÇÃO
Nenhuma pena passará da pessoa do condenado! Podendo a obrigação de
reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da
lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do
valor do patrimônio transferido.
PRINCÍPIO DA INTRANSCEDÊNCIA DA PENA
Cada indivíduodeve ser proporcionalmente punido em relação às
circunstâncias objetivas e subjetivas do crime cometido.
PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
A ninguém poderá ser imposta uma pena ofensiva à dignidade humana.
PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
PENAS PROIBIDAS
LEMBRE-SE
RAÇÃO (Racismo e AÇÃO de
Grupos Armados) é imprescritível
e os demais serão insuscetíveis
de graça e anistia.
ATENÇÃO
NÃO CONFUNDA a reparação do
dano com as PENAS de multa ou
de prestação pecuniária.
ImprescritívelInsuscetíveis de graça e anistia
RACISMO AÇÕES DE GRUPOS ARMADOS
HEDIONDOS E SEUS EQUIPARADOS
(3T + H) (TERRORISMO, TORTURA E
TRÁFICO)
Imprescritível
InafiançávelInafiançável Inafiançável
Morte, SALVO nos casos de guerra declarada
Caráter perpétuo
Banimento
CruéisTrabalhos forçados
Princípio da Lesividade ou Ofensividade: somente podem ser punidos os comportamentos que causem lesão ou
perigo de lesão aos bens jurídicos tutelados.
Princípio da Alteridade ou da Transcendentalidade: esse princípio impede a punição de comportamentos que não
atinjam bens jurídicos de terceiros. Todavia, o bem jurídico atingido pertence ao próprio autor da conduta, ou seja, a
ação não transcende o próprio agente.
- Decorre deste princípio o direito penal não punir a autolesão.
Princípio da Intervenção Mínima - Ultima Ratio: o direito penal só deve atuar quando os demais ramos do direito
não forem suficientes para garantir proteção ao bem jurídico (subsidiariedade) e somente se a lesão sofrida for
relevante e intolerável (fragmentariedade).
Princípio da Fragmentariedade: estabelece que nem todos os fatos considerados ilícitos pelo direito devam ser
considerados como infração penal, mas somente aqueles que atentem contra bens jurídicos extremamente
relevantes (íntima relação com o princípio da insignificância).
Princípio da Responsabilidade Subjetiva (Culpabilidade): para que um agente seja penalmente punido, não basta
que ele tenha causado o resultado lesivo a um dos bens jurídicos tutelados pelo direito penal. É necessário analisar a
existência de voluntariedade (existência do dolo ou culpa).
Princípio da Exteriorização ou Materialização do Fato: o direito penal somente pode punir comportamentos
humanos voluntários, jamais condições internas, modo de ser ou de pensar de alguém.
Princípio da Exclusiva Proteção de Bens Jurídicos: o direito penal tem uma única e exclusiva finalidade: resguardar
os bens jurídicos de terceiros.
Princípio da Subsidiariedade: tem relação com os fatos de que os outros ramos do Direito foram insuficientes para
proteger o bem jurídico (insuficiência dos demais ramos do Direito para proteger o bem jurídico). Define quais bens
merecem a proteção do direito penal.
Princípio da Proporcionalidade: funciona como uma forte barreira impositiva de limites ao legislador e busca atingir
dois importantes objetivos, quais sejam:
a) Vedação à proteção deficiente;
b) Vedação ao excesso.
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78
BAGATELA PRÓPRIA X BAGATELA IMPRÓPRIA PERDÃO JUDICIAL X BAGATELA IMPRÓPRIA
Princípio da Confiança: a confiança é um requisito para existência do fato típico, ou seja, aquele que atua impelido
pela natural e esperada confiança no comportamento de quem o cerca e acaba, sem intenção, contribuindo para a
produção de um resultado lesivo não deve por ele ser responsabilizado. Exemplo: médico que confia na enfermeira.
Princípio da Insignificância (Bagatela Própria): trata-se de um princípio que decorre diretamente do caráter
fragmentário do direito penal. Segundo este princípio, o direito penal somente deve atuar nos casos em que o compor-
tamento humano cause grave e intolerável lesão ou perigo de lesão a bens jurídicos tutelados.
Requisitos OBJETIVOS para a aplicação do princípio:
• Mínima ofensividade da conduta
• Nenhuma periculosidade social da ação
• Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
• Inexpressividade da lesão jurídica
STJ entende que, além destes, existem requisitos de ordem SUBJETIVA que podem ser levados em consideração,
como:
• Habitualidade delitiva;
• Reincidência;
• Condição da vítima;
• Valor sentimental do bem;
OBS: é vedada a aplicação do princípio da insignificância nos crimes cometidos por militares em razão da elevada
reprovabilidade do comportamento, que desprestigia o próprio Estado.
Princípio da Adequação Social: Segundo o Princípio da Adequação Social, não se deve punir aquelas condutas que
são socialmente aceitas mesmo quando constituam ilícitos penais previstos em Lei. Ou seja, para o referido princípio,
somente podem ser punidos os comportamentos que ao mesmo tempo contrariem a lei e o sentimento social de
justiça.
CUIDADO! No nosso ordenamento jurídico, a tipicidade penal não pode ser afastada com fundamento no princípio da
adequação social, tendo em vista que somente a Lei pode revogar outra Lei.
Princípio do Ne Bis In Idem: este princípio não está expressamente previsto na CF/88, mas tem previsão expressa em
um tratado internacional de que o Brasil é signatário, o Estatuto de Roma. O princípio do ne bis in idem veda a dupla
punição pelo mesmo fato ou que a mesma circunstância seja negativamente valorada mais de uma vez contra o
mesmo sujeito.
Obs.: segundo o STF, agravante genérica da reincidência não ofende o referido princípio, pelo contrário, apenas atende
ao mandamento constitucional da individualização da pena.
Obs.: o princípio do ne bis in idem não impede que o agente seja responsabilizado pelo mesmo fato em instâncias distin-
tas, ou seja, nada impede que o agente seja responsabilizado penal, civil e administrativamente pelo mesmo fato.
I
RE
NE
MI
Súmula 589 STJ:
É inaplicável o princípio da
insignificância nos crimes
ou contravenções penais
praticados contra a mulher
no âmbito das relações
domésticas.
Súmula 606 STJ:
Não se aplica o princípio da
insignificância a casos de
transmissão clandestina de
sinal de internet via radio-
frequência, que caracteriza o
fato típico previsto no art.
183 da Lei n. 9.472/1997.
Súmula 599 STJ:
O princípio da insignificân-
cia é inaplicável aos crimes
contra a administração
pública.
A aplicação do princípio da insignificância gera o denomi-
nado “crime de bagatela própria”.
A bagatela imprópria, diferentemente, incide nos casos
em que o delito está configurado, portanto, tem-se fato
típico, ilícito e culpável, todavia, constata-se – no caso
concreto – a desnecessidade de aplicação de sanção
penal ao autor dos fatos.
A denominada bagatela imprópria, portanto, funciona
como causa supralegal de extinção da punibilidade, cuja
aplicabilidade deve sempre ser analisada no caso concre-
to e nunca em abstrato.
Pode-se afirmar que o perdão judicial é um exemplo de
aplicabilidade da bagatela imprópria previsto expressa-
mente na lei, já que o art. 107, III, do CP, aduz que:
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade:
IX - Pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
O perdão judicial, portanto, é uma causa de extinção da
punibilidade prevista em lei que representa exatamente
as mesmas consequências práticas da aplicação do
princípio da bagatela imprópria.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Retroatividade Ultra-atividade
TEMPO DO CRIME: O Código Penal adotou a TEORIA DA ATIVIDADE, considerando o crime praticado ao tempo
da ação ou da omissão.
OBS: São duas as principais aplicações práticas do tempo do crime no direito penal: o princípio da coincidência,
que determina que os elementos do crime devem estar todos presentes à época da prática da infração penal e a
definição da lei vigente à época em que ele é praticado.
Art 4º: considera-se praticado o crime no momento da conduta ainda que outro seja o momento do resultado.É a aplicação da lei penal vigente no momento do
crime e que continua vigente no momento do julga-
mento.
79
LEI PENAL NO TEMPO
ATIVIDADE DA LEI PENAL
CRITÉRIO: a mais benéfica para o réu!
É a EXCEÇÃO à regra da atividade da lei penal. Ocorre
quando há sucessão de Leis Penais no Tempo.
EXTRA ATIVIDADE DA LEI PENAL
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2013 - ANALISTA JUDICIÁRIO – TRE-MS
O Princípio da Legalidade ou Princípio da Reserva
Legal não se estende às consequências jurídicas da
infração penal, em especial aos efeitos da conde-
nação, nem abarca as medidas de segurança.
R: Errado. O Princípio da Legalidade ou da Reserva
Legal se estende sim às consequências jurídicas da
infração penal. Ora, se não se estendesse, teríamos a
pena propriamente dita sendo regulamentada por
outras normas que não leis. Lembre-se que os efeitos
da condenação são limitadoras ou privativas de direi-
tos, exigindo que a sua regulamentação se dê por lei
em sentido estrito.
CESPE – 2016 - ANALISTA JUDICIÁRIO – TRT 8ª
REGIÃO Por ser uma pena pecuniária, a multa pode
ser, nos termos da lei, estendida aos sucessores e
contra eles executada, até o limite do valor do
patrimônio transferido.
R: Errado. As penas não admitem a transcendência.
Trata-se do Princípio da Intranscendência da Pena,
consagrado na CF/88 no art. 5°, XLV. Frise-se que a
pena tem caráter personalíssimo, o que impede sua
transferência. Outrossim, a obrigação de reparar o
dano e a decretação de perdimento de bens poderão
ser estendidos, até o limite do valor transferido.
CESPE - 2015 - JUIZ SUBSTITUTO – TJPB As medi-
das provisórias podem regular matéria penal nas
hipóteses de leis temporárias ou excepcionais.
R: Errado. Trata-se do Princípio da Legalidade, que no
campo do direito penal admite apenas lei formal para
sua regulamentação, sobretudo quando referir-se às
leis temporárias ou excepcionais.
CESPE - 2016 - AUDITOR – TCE/PR Dado o Princípio
da Intranscendência da Pena, o condenado não pode
permanecer mais tempo preso do que aquele estipu-
lado pela sentença transitada em julgado.
R: Errado. O Princípio da Intrascendência da Pena não
diz respeito à vedação do condenado de permanecer
mais tempo preso do que consta em sua condenação.
(CESPE – 2014 - ANALISTA LEGISLATIVO – CÂMARA
DOS DEPUTADOS) Um dos princípios basilares do
direito penal diz respeito à não transcendência da
pena, que significa que a pena deve estar expressa-
mente prevista no tipo penal, não havendo possibili-
dade de aplicar pena cominada a outro crime.
R: Errado. A conceituação trazida pela questão
refere-se ao Princípio da Legalidade Penal. Isto é, o
início da questão está correto. No entanto, ocorre
em equívoco ao apresentar o conceito do princípio
da não transcendência da pena.
CESPE – 2014 - ANALISTA LEGISLATIVO –
CÂMARA DOS DEPUTADOS O princípio da reserva
legal aplica-se, de forma absoluta, às normas penais
incriminadoras, excluindo-se de sua incidência as
normas penais não incriminadoras.
R: Certo. As leis em sentido estrito e as demais
normas podem tratar de normas penais não incrimi-
nadoras. É dizer: as normas penais que não instituem
crimes não exigem leis em sentido estrito. Lembre-se
do que dispõe a CF/88 no art. 5°, XXXIX: “não há
crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem
prévia cominação legal”. Desse modo, não há exceção
para a incidência do princípio da reserva legal,
aplicando-se de forma absoluta às normas penais
incriminadoras.
Vigente na conduta Vigente no julgamento
Logo, vige no direito penal o princípio da irretroatividade das leis penais, salvo para beneficiar o réu.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
OBS: É possível que entre a data da prática do delito e a data do julgamento, três leis se sucedam no tempo, uma
revogando a outra, regulando o mesmo assunto. Nesta situação, também é possível que a segunda lei (a lei inter-
mediária) seja a mais benéfica das três. Logo, a LEI INTERMEDIÁRIA possuirá, simultaneamente, as dua espécies
de extra-atividade da lei penal, sendo ultra-ativa e retroativa.
São leis com prazo de vigência previamente delimitado. Tanto as Leis Temporárias quanto as Leis Excepcionais
possuem duas características próprias: AUTORREVOGABILIDADE e ULTRA-ATIVIDADE.
LEI EXCEPCIONAL: é aquela produzida para durar durante determinada situação, enquanto existir o estado de
emergência de determinado evento anormal, transitório (Ex: guerra, crise).
LEI TEMPORÁRIA EM SENTIDO ESTRITO: é aquela produzida para durar por um determinado período de tempo,
previsto em si mesma. Tem uma data de início e fim (Ex: Lei Geral da Copa).
• Abolitio Criminis: a lei que deixa de prever determinada conduta como infração penal possui efeitos imediatos
sobre os réus que estão sendo processados e aqueles já condenados, inclusive com trânsito em julgado (causa
extintiva de punibilidade).
• Novatio legis in mellius: qualquer lei nova que beneficie o agente lhe deve ser aplicada, mesmo que já condenado
definitivamente.
• SÚMULA 711 DO STF: A lei penal mais grave aplica se ao CRIME CONTINUADO OU AO CRIME PERMANENTE, se a
sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.
• Os tribunais superiores vedam a combinação de Leis Penais do Tempo, ainda que seja para beneficiar o réu.
• Art. 2º Ninguém pode ser punido: por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a
execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
Parágrafo único - A lei posterior,
• que de qualquer modo favorecer o agente,
• aplica-se aos fatos anteriores,
• ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
• Súmula 611 - STF: transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei
mais benigna.
80
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
LEIS DE VIGÊNCIA TEMPORÁRIA
O território brasileiro é a SOMA entre o ESPAÇO FÍSICO (geográfico) e o ESPAÇO JURÍDICO (físico por
equiparação, por ficção, por extensão ou território flutuante).
LEI PENAL NO ESPAÇO
ES
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FÍ
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TERRITÓRIO BRASILEIRO CORRESPONDE
RETROATIVIDADE
(EXTRA-ATIVIDADE)
ULTRA-ATIVIDADE
(EXTRA-ATIVIDADE)
ATIVIDADE
Autorrevogabilidade:
Significa que ambas estarão revogadas
assim que encerrado o prazo fixado pela
própria Lei (no caso de Lei Temporária) ou
assim que cessada a situação de anormali-
dade (no caso de Lei Excepcional).
Ultra-atividade:
Significa que os fatos praticados durante a
sua vigência serão alcançados por ela
ainda que tenha se esgotado o prazo de
sua duração (Temporária) ou cessada a
situação de anormalidade (Excepcional).
Espaço Terrestre
(Solo, subsolo, rios lagos e
ilhas)
Espaço Marítimo (Faixa de 12 milhas
marítimas que corre ao longo de toda
a costa brasileira)
Espaço Aéreo
(Espaço aéreo sobre os espaços
Terrestre e Marítimo)
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Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves
brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as
aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente,
no espaço aéreo correspondente ou em alto mar.
Como regra, aplicamos a lei penal brasileira aos crimes cometidos em território nacional!
Entretanto, tal regra PODE SER EXCEPCIONADA EVENTUALMENTE, em respeito a regras, convenções e
tratados de direito internacional. Logo, EVENTUALMENTE, aos crimes praticados em território nacional não será
aplicada a lei penal brasileira. É o que se denomina INTRATERRITORIALIDADE. (Ex: casos de imunidade
diplomática).
O Código Penal adotou a TEORIA DA UBIQUIDADE para se definir o lugar do crime. Assim,considera-se pratica-
do o crime tanto no lugar da conduta (ação ou omissão) quanto no lugar do resultado.
OBS: A Teoria da Ubiquidade para definição do lugar do crime se aplica aos crimes a distância, também chamados
de crimes de espaço máximos. São as infrações penais cujo iter criminis (caminho do crime, com suas fases de
cogitação, preparação, execução, consumação e, ao final, pode haver o exaurimento) abrange mais de um país.
GRAVE A DIFERENÇA!
Tempo do Crime (Teoria da Atividade) e Local do Crime (teoria da Ubiquidade).
81
LUGAR DO CRIME
TERRITÓRIO BRASILEIRO POR EXTENSÃO
EMBARCAÇÕES E
AERONAVES BRASILEIRAS
PÚBLICAS OU A
SERVIÇO DO BRASIL PRIVADAS
PÚBLICAS OU A SER-
VIÇO DO PAÍS DE ORIGEM PRIVADAS
EMBARCAÇÕES E
AERONAVES ESTRANGEIRAS
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Somente se considera praticado o fato no
território brasileiro se, no nosso terri-
tório, ocorreu o resultado ou a conduta.
O mero planejamento ou preparação do
delito em território nacional.
A não ser que o próprio planejamento
constitua um crime autônomo (exemplo:
associação criminosa).
Somente serão consideradas
território brasileiro se
estiverem em voo ou pouso
em território nacional
(aeronaves), ou navegando
ou atracadas (embarcações)
em mar territorial brasileiro.
Serão consideradas
território brasileiro
onde quer que se
encontrem brasileiro.
Só serão território
brasileiro se estiverem
em alto-mar ou no
espaço aéreo correspon-
dente.
NUNCA
serão território
brasileiro.
DIREITO DE PASSAGEM INOCENTE: de acordo com o direito de passagem inocente, sempre que um navio estiver
apenas de passagem por território brasileiro, sem nenhuma intenção de aí atracar, não deve ser aplicada a lei penal
brasileira aos crimes praticados a bordo desse navio.
Art. 5º: aplica-se a lei penal brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, aos
crimes cometidos no Território Nacional.
REGRA: Princípio da territorialidade (crime praticado no território brasileiro).
EXCEÇÃO 1: Princípio da Intraterritorialidade (crime praticado no território brasileiro, mas não sujeito às leis
brasileiras. Exemplo: imunidade diplomática).
EXCEÇÃO 2: Princípio da Extraterritorialidade (crime praticado fora do território brasileiro, mas sujeito às leis
brasileiras).
LUTA: LUGAR - UBIQUIDADE / TEMPO - ATIVIDADE
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2016 – TCE/SC - AUDITOR FISCAL DE
CONTROLE EXTERNO – DIREITO No Código Penal
brasileiro, adota-se a Teoria da Ubiquidade, conforme
a qual o lugar do crime é o da ação ou da omissão,
bem como o lugar onde se produziu ou deveria
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82
A Territorialidade indica que a lei penal brasileira será aplicada para os crimes ocorridos em território nacional,
ainda que seja considerado um território ficto (aeronaves públicas). Já a Extraterritorialidade dispõe que a lei
penal brasileira poderá ser aplicada, excepcionalmente, quando o crime ocorreu fora do território nacional.
Assim, se a Infração Penal for praticada FORA do território nacional brasileiro, existe a possibilidade de ser
aplicada a lei brasileira. São os casos de Extraterritorialidade da lei penal brasileira, vejamos:
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
PRINCÍPIOS APLICÁVEIS À TERRITORIALIDADE
EXTRATERRITORIALIDADE
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Princípio da Defesa
ou Real ou Proteção
Quando o bem jurídico lesado (ou colocado em perigo) for
brasileiro, não importando o local da infração penal ou a
nacionalidade do sujeito ativo.
Quando o sujeito ativo for brasileiro, pouco importando o
local do crime, a nacionalidade da vítima ou do
bem jurídico lesionado.
Quando o sujeito passivo for brasileiro, pouco importando o
local do crime ou a nacionalidade do autor.
Crimes cometidos em aeronaves e embarcações privadas
brasileiras, quando praticados no estrangeiro e
aí não sejam julgados.
Quando o autor do delito for encontrado em território
brasileiro, não importando a sua nacionalidade, a nacionali-
dade do bem jurídico lesado ou a nacionalidade do local do
crime. Fundamenta-se no dever solidário que vários países
assumem de reprimir determinados delitos por
meio de tratados internacionais.
Princípio da Personalidade ou
Nacionalidade Ativa
Princípio da Personalidade ou
Nacionalidade Passiva
Princípio da Representação
(do Pavilhão, da Bandeira, da
Substituição)
Princípio da Justiça Universal
(Justiça Cosmopolita)
produzir-se o resultado.
R: Certo. No que tange ao lugar do crime, o Código
Penal Brasileiro adotou a Teoria da Ubiquidade ou
Mista, positivada em seu Art. 6°: “Considera-se prati-
cado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se
produziu ou deveria produzir-se o resultado”.
CESPE – 2015 - TJ-DFT - TÉCNICO JUDICIÁRIO –
ADMINISTRATIVA Ainda que se trate de tentativa
delituosa, considera-se lugar do crime não só aquele
onde o agente tiver praticado atos executórios, mas
também aquele onde deveria produzir-se o resulta-
do.
R: Certo. A Teoria da Ubiquidade ou Mista abrange
também o crime tentado (“...ou deveria produzir-se o
resultado”).
ATENÇÃO:
A Teoria da Ubiquidade será aplicada nos casos de crime a distância, em que ocorre um conflito internacional de
jurisdição.
Nos crimes plurilocais, em que ocorre mero conflito interno de competência jurisdicional deve ser adotada a Teoria do
Resultado, sendo competente para julgamento a autoridade judicial do lugar em que o resultado tiver ocorrido,
ressalvadas algumas exceções: crimes contra a vida (permitem a adoção da Teoria da Atividade, tendo em vista a
maior facilidade de conseguir provas dos crimes na jurisdição do local), crimes de menor potencial ofensivo (será do
lugar em que foi praticada a infração penal, adotando-se assim a teoria da atividade); (atos infracionais (deve ser
aplicado o ECA, ou seja, local da ação ou omissão, adotando-se, assim, a Teoria da Atividade); e crimes falimentares.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA - PE A aplicação da lei penal brasileira a cidadão brasileiro que cometa
crime no exterior é possível, de acordo com o princípio da defesa.
R: Errado. O que justifica a aplicação da lei penal brasileira ao cidadão brasileiro que cometa crime no exterior é
o princípio da nacionalidade ativa.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
83
I - os CRIMES:
a) Contra a VIDA ou a LIBERDADE do Presidente da República;
b) Contra o PATRIMÔNIO ou a FÉ PÚBLICA;
Da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
c) contra a ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA;
- Por quem está a seu serviço;
d) de GENOCÍDIO;
- Quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
Obs.: Quando se tratar de genocídio praticado por brasileiro ou domiciliado no Brasil, há certa divergência
doutrinária acerca do princípio aplicado (justiça universal; defesa; nacionalidade ativa).
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no
estrangeiro.
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II - os CRIMES:
a) que, por TRATADO ou CONVENÇÃO, o Brasil se obrigou a reprimir;
b) PRATICADOS POR BRASILEIRO;
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando
em território estrangeiro e aí não sejam julgados.
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes CONDIÇÕES:
a) Entrar o agente no território nacional;b) Ser o fato punível também no país em que foi praticado;
c) Estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;
d) Não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
e) Não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade,
segundo a lei mais favorável.
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§ 3º - A lei brasileira aplica-se também
- Ao crime cometido por estrangeiro;
- Contra brasileiro fora do Brasil;
- Se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:
a) não foi pedida ou foi negada a extradição;
b) houve requisição do Ministro da Justiça.
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COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2019 - TJ-DFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE
NOTAS E DE REGISTROS – REMOÇÃO Crime prati-
cado em aeronave brasileira de propriedade privada
em território estrangeiro não se sujeita à lei penal
brasileira, mesmo que não seja julgado no exterior.
R: Errado. No caso de não ser julgado no exterior,
será o caso da extraterritorialidade condicionada,
aplicando-se a lei penal brasileira, no que segue o art.
7°, II, c do CPB.
CESPE -2018 – EMAP - ANALISTA PORTUÁRIO -
ÁREA JURÍDICA Aplica-se a lei penal brasileira a
crimes cometidos dentro de navio que esteja a
serviço do governo brasileiro, ainda que a embar-
cação esteja ancorada em território estrangeiro.
R: Certo. Pelo principio da territorialidade, um navio
que esteja a serviço do governo braileiro será consi-
derado extensão do território nacional, independen-
temente de onde se encontrar. Significa dizer que a
aludida embarcação é considerada extensão territo-
rial para fins penais. O mesmo se aplica para
aeronaves que estejam a serviço do governo brasilei-
ro, bem como para navio e aeronaves brasileiras, de
natureza pública, de acordo com o que dispõe o art.
5°, §1° do CPB.
CESPE – 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA - PE De
acordo com o princípio da representação, a lei penal
brasileira poderá ser aplicada a delitos cometidos em
aeronaves ou embarcações brasileiras privadas,
quando estes delitos ocorrerem no estrangeiro e aí
Contra o PR é só vida ou liberdade,
não engloba patrimônio.
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84
não forem julgados.
R: Certo.Trata-se do principio da Representação (do
Pavilhão, da Bandeira, da Substituição), que sustenta
a aplicação da Lei Penal Brasileira quando o crime
ocorrer fora do território nacional. A questão traz
um caso de extraterritorialidade condicionada,
aplicando-se a lei penal brasileira, conforme o art. 7°,
II, c do CPB.
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou
nela é computada, quando idênticas.
Súmula 420 do STF: não se homologa sentença proferida no estrangeiro sem prova do trânsito em julgado.
PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO E EFICÁCIA DE SENTENÇA ESTRANGEIRA
Art. 10. O dia do começo INCLUI-SE no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário
comum.
CONTAGEM DE PRAZO
REQUISITOS ESPECÍFICOS
Crimes DIFERENTES cuja pena
seja cumprida no estrangeiro
Crimes IDÊNTICOS cuja pena
cumprida no estrangeiro
A sentença estrangeira,
em regra, não produz
nenhum efeito. Porém,
há exceções:
Para obrigar a reparação do
dano, restituições e outros
efeitos civis; e sujeitar
o agente ao cumprimento
de medida de segurança.
Para obrigar o condenado a reparar o
dano, a restrições e outros efeitos civis
Exige: pedido da parte interessada.
Art. 9°, I c/c parágrafo único, “a” do CPB
Para outros efeitos (medida de segurança)
Exige: existência de tratado de
extradição com o país cuja autoridade
judiciária emanou a sentença. (Na falta
de tratado, requisição do MJ).
Art. 9°, II c/c parágrafo único, “b” do CPB
Requisitos genéricos
para homologação : prova do
trânsito em julgado no
estrangeiro; e homologação
feita pelo STJ.
ATENUA
a pena aqui imposta
COMPUTA (subtrai)
a pena aqui imposta
Quando a pena
aplicada no Brasil
Quando a pena
aplicada no Brasil
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2013 - DEPEN A homologação de sentença
estrangeira no Brasil, nos casos em que a aplicação da
lei brasileira produza na espécie as mesmas conse-
quências, independe de pedido da parte interessada,
a fim de obrigar o condenado a reparar o dano.
R: Errado. Nesse caso, dependerá de pedido da parte
interessada. Trata-se da inteligência do art. 9°, I c/c
parágrafo único, “a” do CPB.
CESPE – 2012 - AUDITOR DE CONTROLE EXTER-
NO – TCE/ES A eficácia da sentença penal conde-
natória proferida no estrangeiro depende de
homologação tanto para obrigar o condenado à repa-
ração do dano, a restituições e a outros efeitos civis
quanto para o reconhecimento da reincidência.
R: Errado. A primeira parte da questão encontra-se
correta, visto que a sentença estrangeira, para ser
homologada no Brasil, “depende de homologação”
quando for o caso de obrigar o condenado à repa-
ração do dano, a restituições e a outros efeitos civis
(art. 9°, I do CPB). No entanto, para o reconhecimen-
to da reincidência, independe de homologação, de
acordo com o que dispõe a doutrina e o art. 63 do
CPB.
CESPE – 2013 – MPU - ANALISTA A homologação
de sentença estrangeira para obrigar condenado à
reparação de dano requer a existência de tratado de
extradição com o país de cuja autoridade judiciária
emanou a sentença.
R: Errado. A homologação de sentença estrangeira
para obrigar condenado à reparação de dano
dependerá de pedido da parte interessada. Para obri-
gar o condenado a reparar o dano, não depende da
existência de tratado de extradição com o país de
cuja autoridade judiciária emanou a setença.
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SUBSTRATOS DO CRIME
O Direito Penal brasileiro adotou o sistema dualista ou binário, subdividindo a infração penal (gênero) em duas
espécies: crime e contravenção penal.
Espécie de pena privativa de liberdade: De acordo com o art. 1º da Lei de Introdução ao Código Penal, aos crimes
serão aplicadas penas de reclusão e detenção, enquanto às contravenções penais, somente a prisão simples.
São os elementos que compõem a infração penal conforme o conceito analítico de infração penal: FATO TÍPICO,
ILÍCITO e CULPÁVEL (teoria tripartida). Essa é a teoria predominante no Brasil, apesar de alguns doutrinadores
não concordarem.
Para que se possa falar em crime é necessário que exista cada um desses elementos ou três substratos, ou seja,
só há crime quando se está diante de um fato típico, ilícito e culpável.
Regime inicial de cumprimento da
pena:
− Fechado;
− Semiaberto; e
− Aberto
Regime inicial de cumprimento
da pena:
− Semiaberto; e
− Aberto.
Obs.: Admite-se o regime
fechado por meio de regressão.
Ilícito (Antijurídico) CulpávelFato Típico
Regime inicial de cumprimento
da pena:
− Semiaberto; e
− Aberto.
Obs.: Não se admite o regime
fechado em nenhuma hipótese
(sem rigor penitenciário).
Note, ambos são condutas humanas voluntárias que causam lesões a terceiros e são passíveis de sanção penal.
Resumindo, os comportamentos considerados mais gravosos serão definidos como crimes e os menos gravosos,
como contravenção.
Conceito de Crime Material
Analítico
Formal
Trata-se de um conceito pré jurídico, ou seja, é aquele
comportamento humano voluntário causador de
intolerável e relevante lesão ou perigo de lesão aos bens
jurídicos tutelados.
É o fato típico, ilícito e culpável (ELEMENTOS DO CRIME)
É o comportamento que a lei tipifica penalmente, seja
crime ou contravenção penal
Reclusão
Crime
Detenção
Crime
Elementos do Crime
Prisão Simples
Contravenção Penal
FATO TÍPICO E SEUS ELEMENTOSInfração Penal
Contravenção Penal (- grave) Crime (+ grave)
CONTAGEM DE PRAZO
PODE SER SUSPENSO OU INTERROMPIDO
PENAL PROCESSUAL PENAL
INCLUI o dia do começo, exclui o dia do vencimento NÃO inclui o dia do começo, mas sim o do vencimento
(Art. 798, §1º, CPP)
Prazos IMPRORROGÁVEIS Se terminar em domingo ou feriado, prorroga-se o
prazo para o próximo dia útil.
85MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
FATO TÍPICO
ESPÉCIES DE CONDUTA
Iniciaremos o estudo dos elementos do crime pelo primeiro substrato que o compõe, o fato típico. Para entender
o fato típico, é necessário estudar os elementos que o integram: conduta, resultado, nexo causal e tipicidade.
As condutas podem ser classificadas quanto à forma de exteriorização da vontade (comissiva ou omissiva) e
quanto à voluntariedade (dolosa ou culposa).
- A OMISSÃO é PENALMENTE RELEVANTE quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado.
- O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância. Ex.: bombeiros, policiais, pais em relação aos filhos
menores;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. Ex.: salva-vidas, segurança, guia-turístico;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Ex.: incêndio ocorrido na boate Kiss,
na cidade de Santa Maria.
- Conduta omissiva descrita em tipo penal específico.
Ex.: omissão de socorro (art. 135) e omissão de
notificação de doença (art. 269).
- O tipo penal é dirigido a todas as pessoas;
- Violação de um tipo mandamental;
- Qualquer pessoa deve agir para evitar determinados
resultados.
- Qualquer omissão que cause resultado lesivo;
- Somente determinadas pessoas possuem o dever de
agir (art. 13, §2º do CP), são os famosos “garantes”;
- Violação de um tipo proibitivo (por omissão);
- Determinadas pessoas devem agir para evitar qual-
quer resultado lesivo. Ex.: bombeiro, que possui o dever
de agir, deixa de prestar socorro de forma proposital.
Dolosa ou culposa
Caso fortuito ou de
força maior
Coação física
irresistível
Erro de tipo essencial
inevitável
Erro de tipo essencial
evitável
Atos involuntários
(Estado de
inconsciência completa
e movimentos reflexos)
Comissiva ou omissiva
Conduta
OMISSIVOS PRÓPRIOS OMISSIVOS IMPRÓPRIOS (comissivo por omissão)
Causas de exclusão
da conduta:
Comportamento
humano voluntário
psiquicamente
dirigido a um fim
(consciência)
É o comportamento humano
voluntário causador de um
resultado que se amolda
perfeitamente a um tipo penal
incriminador.
Composto por quatro elementos:
- Conduta;
- Resultado;
- Nexo causal;
- Tipicidade.
É o fato típico não justificado. A
ilicitude espelha a contrariedade
entre o fato típico e o ordenamento
jurídico.
Causas excludentes da ilicitude
(justificantes ou discriminantes):
- Estado de necessidade;
- Legítima defesa;
- Estrito cumprimento de dever
legal;
- Exercício regular de direito;
- Consentimento do ofendido
(supralegal).
É o juízo de reprovação social que
recai sobre o agente que podendo
agir em conformidade com o
direito, optou livremente por agir
em desconformidade.
Elementos da culpabilidade:
- Imputabilidade;
- Potencial consciência da
ilicitude;
- Exigibilidade de conduta
diversa.
Fato Típico Ilícito Culpável
Ação que viola um tipo proibitivo.
Deixar de realizar uma ação/conduta a qual o agente
era obrigado a realizar (viola um dever
mandamental).
É a vontade consciente dirigida a realizar (ou aceitar
realizar) a conduta descrita no tipo penal.
O agente não pretende produzir o resultado criminoso.
Seu comportamento se dirige a um fim lícito, mas, por
acidente, acaba produzindo um resultado ilícito.
Crime Comissivo
Crime Omissivo
Crime Doloso
Crime Culposo
86MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Caso fortuito ou de força maior: São fatos imprevisíveis e/ou inevitáveis, não dominados pela vontade do homem
(e por essa razão não caracterizam conduta criminosa).
Atos involuntários: É a incapacidade de o agente dirigir sua conduta para uma finalidade predeterminada.
- Estado de inconsciência completa: ex.: sonambulismo e hipnose.
- Movimentos reflexos: reação incontrolável a estímulos externos. Ex.: espasmo muscular.
Coação física irresistível: É o caso em que o agente não consegue determinar seus movimentos de acordo com
sua vontade, por razões de forças externas. Ou seja, um terceiro age diretamente sobre o corpo da vítima
obrigando-a a realizar ou deixar de realizar um ato contra sua vontade. Ex.: Uma pessoa de grande porte físico
pressiona o dedo da pessoa coagida contra o gatilho do revólver, fazendo com que ocorra um disparo contra um
terceiro.
Ou, o caso do bombeiro, impedido de cumprir seu dever legal e salvar uma criança, por ter sido segurado pelos
amigos, os quais não queriam vê-lo exposto a uma situação de perigo. Fonte: Capez, Fernando. Curso de Direito
Penal: Parte Geral (artigos 1º ao 120) - 23ª edição, SARAIVA, 2019.
§Art. 18, § único - Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão
quando o pratica dolosamente.
COAÇÃO FÍSICA -> Exclui o FATO TÍPICO COAÇÃO MORAL -> Exclui a CULPABILIDADE
Quando o agente:
- quis o resultado ou
- assumiu o risco de produzi-lo.
Doloso
Quando o agente:
- deu causa ao resultado por
imprudência, negligência ou imperícia.
Culposo
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE / CEBRASPE - 2020 - PRF - Policial Rodoviário Federal - Uma pessoa que tenha condições e o dever
de agir em determinada situação, mas não o faz, comete crime omissivo impróprio, passando a responder
pelo resultado da omissão.
R: Certo. Nesse caso, como o omitente tinha o dever/obrigação de agir, responderá pelo resultado como se
o tivesse provocado, configurando, assim, um crime comissivo por omissão ou omissão imprópria.
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA
CONDUTAS DOLOSA E CULPOSA
ATENÇÃO
TEORIAS DO DOLO ELEMENTOS DA CULPA
Teoria da vontade: para a teoria da
vontade, o dolo existe quando o agente
possui a vontade consciente de praticar
a infração penal.
Teoria do consentimento/assentimen-
to: para essa teoria, existirá o dolo
sempre que o agente tiver a previsão do
resultado como possível, mas, ainda
assim, decide continuar com a conduta,
assumindo o risco. É o que conhecemos
por dolo eventual.
− Comportamento humano voluntário;
− Resultado delituoso involuntário;
− Nexo de causalidade;
− Violação de um dever de cuidado
objetivo;
− Previsibilidade do resultado lesivo
involuntário;
− Tipicidade da figura culposa.
87MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
Muita atenção! NÃO CONFUNDA DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE. Em ambos, o agente prevê a
ocorrência do resultado lesivo, entretanto, na culpa consciente, o agente acredita poder evitar o resultado lesivo,
enquanto no dolo eventual, ele realmente assume o risco de produzir.
Quando se tem um crime DOLOSO intencional, e este é agravado de maneira CULPOSA, estamos diante de um
crime preterdoloso. (DOLO no antecedente e CULPA no consequente)
Ex.: Lesão corporal seguida de morte.
• É uma das espécies de crimes qualificados pelo resultado.
Art. 19 do CP: Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só
responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.
Dolo
D
ire
to
Co
ns
ci
en
te
Culpa
In
di
re
to
In
co
ns
ci
en
te
O agente prevê um resultado específico e dirige
sua conduta para a realização desse resultado.
Subdivide-se em:
Dolo de 1º Grau: Recai sobre o resultado
almejado sobre o agente.
Dolo de 2º Grau: Recai sobre os meios
escolhidos para atingir o resultadoELÍPTICO / DESINENCIAL / OCULTO é quando o sujeito existe, mas não está na oração.
SUJEITO COMPOSTO
é quando o sujeito possui MAIS DE UM núcleo. Nesse caso, o verbo concorda com a
soma deles, logo, o verbo fica no plural.
Atenção para os TIPOS DE SUJEITOS:
Casos especiais de concordância com sujeito composto:
Inversão da ordem – sujeito composto após o verbo:
Conversaram a mãe e o filho por horas. (REGRA)
Conversou a mãe e o filho por horas. (CASO ESPECIAL)
Atenção! Quando o sujeito composto está após o verbo, pode ocorrer concordância atrativa com o núcleo
mais próximo, desse modo, ambas as frases estão corretas e possuem o mesmo sentido.
Casos especiais de concordância com sujeito simples:
Expressões partitivas – parte de um todo – e coletivas: a maioria, a minoria, grande parte, boa parte, porcentagens,
frações.
A maioria dos músicos falou sobre isso. (REGRA: concorda com o núcleo)
A maioria dos músicos falaram sobre isso. (CASO ESPECIAL: concorda com o especificador)
Casos de oração SEM SUJEITO
1. Haver no sentido de existir, acontecer ou ocorrer (VTD);
2. Haver e fazer indicando tempo decorrido;
3. Ser, estar, ficar, fazer, continuar indicando tempo ou clima;
4. Fenômenos da natureza – em sentido denotativo.
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TRANSITIVIDADE VERBAL - REGÊNCIA VERBAL
07
Fragmento do texto: “Torna a trazer o assunto à baila
o aparecimento e grande vendagem de Maíra, romance
de Darcy Ribeiro.” O verbo concorda com o primeiro
núcleo do sujeito posposto, concordância verbal
abonada pela gramática normativa.
R: Certo. Aqui temos a regra da concordância verbal
com sujeito posposto ao verbo. O sujeito é o termo
composto “o assunto à baila o aparecimento e grande
vendagem de Maíra”. Podemos concordar tanto com
o primeiro núcleo (“o aparecimento”) como também
ficar no plural, concordando com ambos (”Tornam a
trazer o assunto à baila o aparecimento e grande
vendagem de Maíra”).
CESPE - 2014 – Anatel - Analista Considerando as
ideias e estruturas do texto, julgue o item seguinte.
Fragmento do texto: A solicitação de portabilidade ou
a demonstração da intenção de trocar os serviços pelos
oferecidos por uma concorrente que ofereça condições
melhores têm-se mostrado boas estratégias, visto que as
empresas comumente dispõem de vantagens para não
perder seus consumidores. O emprego da forma verbal
“têm”, na 3ª pessoa do plural, justifica-se pela
concordância com sujeito composto unido pela
conjunção “ou”, de valor inclusivo.
R: Certo. Na ocorrência de sujeito composto com
núcleos ligados pela conjunção “ou”, surgem duas
possibilidades: o verbo deve concordar com o núcleo
do sujeito mais próximo (a ideia da conjunção “ou”
será de exclusão ou retificação); ou o verbo flexiona
para o plural (a ideia da conjunção “ou” será de soma,
inclusão). No fragmento do texto “A solicitação de
portabilidade ou a demonstração da intenção...”, não
há sentido de exclusão, mas de soma. O sentido é:
solicitação e demonstração têm-se mostrado boas
estratégias.
CESPE – 2015 - TJDFT – Nível Superior Com
referência às ideias apresentadas no texto preceden-
te e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a
seguir.
Fragmento do texto: O direito não é mero pensamen-
to, mas sim força viva. Por isso, a justiça segura, em uma
das mãos, a balança, com a qual pesa o direito, e, na
outra, a espada, com a qual o defende. A forma verbal
“defende" está flexionada na terceira pessoa do
singular por concordar com seu sujeito, cujo refer-
ente é “a justiça".
R: Certo. Trata-se do sujeito elíptico “a justiça” da
forma verbal “defende”. Note que o sujeito ficou
distante do verbo (e ficou intermediado por outros
substantivos e pronomes relativos), dificultando sua
identificação. Para facilitar a visualização: “...a justiça
segura, em uma das mãos, a balança, com a qual [a
justiça] pesa o direito, e, na outra, a espada, com a
qual [a justiça] o defende. ”
“Ela comprou a nova bolsa.”
Verbo
complemento
Sujeito
“Ela comprou a nova bolsa.”
TRANSITIVIDADE
O SUJEITO e o VERBO formam uma relação sintática que denominamos como CONCORDÂNCIA.
Já a relação dos VERBOS com os COMPLEMENTOS é chamada de REGÊNCIA, que tudo tem a ver com transitivi-
dade.
Sistema SVC – Sujeito, Verbo e Complemento
VTD – Verbo Transitivo Direto
O verbo “comprou” remete a uma ação, que possui dois lados:
• O lado de quem pratica – quem faz a ação acontecer.
• O lado de quem sofre a ação.
Possui um complemento (objeto) e entre ele e o
verbo não há preposição.
O VTD não rege (precisa de) preposição.
A ação do verbo, na frase acima, transita. Logo, é um
verbo transitivo. Nota-se que, entre verbo e comple-
mento, não há preposição.
DE + A
“Ela gostou da nova bolsa.”
VTI – Verbo Transitivo Indireto
ATENÇÃO!
Possui um complemento (objeto) e entre ele e o
verbo existe preposição.
Não pode haver dois objetos indiretos na mesma
frase.
Ex: Ele avisou aos alpinistas do perigo.
PERGUNTE AO VERBO!
(OD) – Objeto Direto: “O QUE?”
(OI) – Objeto Indireto: “QUEM?”
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08
VTDI – Verbo Transitivo Direto e Indireto
VL – Verbo de Ligação
REGRA
EXCEÇÕES
Possui dois complementos (objetos): um complemento direto e um complemento indireto.
Não expressam ação! Apresentam predicativo – atributo, característica ou qualidade relativa ao sujeito que o
verbo de ligação expressa.
Exemplos: ser, estar, permanecer, ficar, continuar, virar, andar, tornar-se.
Mesmo gênero: O pai e o aluno convocados faltaram à reunião. (Concordância gramatical)
O pai e o aluno convocado faltaram à reunião. (Concordância atrativa)
Os determinantes concordam com o núcleo em gênero e número.
1. Adjetivo APÓS o núcleo, ligado a mais de um substantivo.
VTDI OD OI
“Ela ofereceu ajuda ao idoso.”
O verbo intransitivo não apresenta complemento. Ele pode encerrar uma frase, ter um adjunto adverbial e, em
situações bastante excepcionais, ter um predicativo.
Ex: “Eu acordei.” (V.I.) “Eu acordei tarde.” (V.I.) “Não existiam mais dúvidas.” (V.I.)
Os vizinhos são o problema. Os vizinhos estão fora de casa.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
A forma verbal “havia", em “não havia mais dúvidas",
poderia ser corretamente substituída por existia.
R: PelaErrado. remissão textual, percebe-se que o
verbo haver está empregado com sentido de existir
(VTD) e o termo posterior (“mais dúvidas”) é o OD.
Quando substituímos pela forma verbal “existia”,
passamos a ter um VI, obrigando a sua flexão para o
plural (“existiam”).
CESPE – 2016 – TCE/PA – Superior Julgue o item
que se segue, a respeito das ideias e dos aspectos
linguísticos do texto CB5A1AAA.
Fragmento do texto: A Constituição Federal prevê quepretendido.
Ex.: O agente deseja matar um desafeto e
coloca uma bomba no avião (meio de execução)
em que ele viajará. É certo que ele matará seu
desafeto (dolo de 1º grau), porém todos os
outros passageiros também morrerão (dolo de
2º grau).
O agente prevê o resultado, mas acredita poder
evitá-lo com suas habilidades.
O agente, com a sua conduta, prevê pluralidade
de resultados e, no mínimo, aceita produzir
mais de um deles. Subdivide-se em: dolo
eventual e dolo alternativo.
O agente prevê pluralidade de resultados,
dirigindo sua conduta para realizar um deles,
não se importando se o resultado for o mais
grave.
O agente não quer e não assume o risco de
produzir o resultado, mas acaba lhe dando
causa por negligência, imprudência ou
imperícia.
O agente não prevê o resultado que lhe era
previsível.
Ev
en
tu
al
Pr
óp
ria
A
lte
rn
ati
vo
Im
pr
óp
ria
O agente prevê uma pluralidade de resultados,
dirigindo sua conduta para realizar qualquer
deles. Ex.: Pouco importa se vai lesionar ou
matar, o que deseja é atingir.
Modalidades de Culpa
O sujeito prevê o resultado, deseja sua
produção, realiza a conduta, no entanto, incide
em erro inescusável quanto à ilicitude do fato.
Descriminante putativa (art. 20, § 1 °, do CP).
Imprudência
é uma ação precipitada, sem
cuidado! Considerada uma
forma positiva de culpa.
Negligência
É uma omissão, ou melhor,
uma falta de precaução/zelo.
Considerada uma forma
negativa de culpa.
Imperícia
é a falta de aptidão técnica
para o exercício de arte, ofício
ou profissão.
PRETERDOLO
88MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
O nexo de causalidade é o elemento do fato típico que faz uma ligação entre a conduta praticada pelo agente e o
resultado dela proveniente.
− Causa é todo fato sem o qual o resultado não teria ocorrido – regresso ao infinito (TEORIA DA EQUIVALÊNCIA
DOS ANTECEDENTES - conditio sine qua non).
− Concausas: É a convergência de uma causa externa com a vontade do autor e que influencia, de forma direta,
na produção do resultado por ele pretendido.
Da conduta
surgem dois
resultados:
naturalístico
(material)
normativo
(jurídico)
É a lesão ou perigo de lesão aos bens jurídicos tutelados pelo direito penal.
Todo crime possui um resultado jurídico.
É aquele que modifica o mundo exterior de forma perceptível. Ex.: Homicídio
Não são todos os crimes que geram essa alteração no mundo exterior.
RESULTADO
NEXO DE CAUSALIDADE
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE / CEBRASPE - 2020 - PRF - Policial
Rodoviário Federal - A negligência, como
modalidade de conduta, é caracterizada quando o
agente do delito demonstra inaptidão técnica em
profissão ou atividade.
R: Errado. O conceito trazido na questão refere-se
à imperícia e não à negligência, visto que esta é
uma forma negativa de culpa, ou seja, quando o
agente age de forma omissa, sem cuidado.
CESPE / CEBRASPE - 2019 - PRF - Policial
Rodoviário Federal - Cleiton, policial rodoviário
federal e professor de curso de direção defensiva e
ofensiva, viajava de carro com sua namorada,
Gisele. Durante a viagem, Gisele reclamou da alta
velocidade empreendida pelo namorado e o
alertou da possibilidade de causar um acidente,
tendo em vista o tempo chuvoso. Cleiton, por sua
vez, respondeu que nada aconteceria, porque ele
era um profissional competente, de excelência,
que ensinava outros policiais rodoviários federais a
pilotarem viaturas. Entretanto, durante uma curva,
o veículo derrapou na pista molhada, o carro ficou
desgovernado, capotou e Gisele faleceu
instantaneamente. Cleiton sofreu pequenas
escoriações. A perícia feita no local constatou
excesso de velocidade. A partir dessa situação
hipotética, julgue o item seguinte. Cleiton agiu
com dolo eventual, devendo responder pela
prática de homicídio doloso.
R: Errado. Trata-se de culpa consciente. Segundo
Fernando Capez, em seu Direito Penal, Parte
Geral, "a culpa consciente difere do dolo eventual
porque neste o agente prevê o resultado, mas não
se importa que ele ocorra, ao passo que na culpa
consciente, embora prevendo o que possa vir a
acontecer, o agente repudia essa possibilidade.”
CESPE / CEBRASPE - 2020 - PRF - Policial
Rodoviário Federal - O condutor de um veículo
que tinha a intenção de atropelar o pedestre A,
mas acaba atropelando o pedestre B, deverá
responder pelo delito, estando caracterizado,
nesse caso, o dolo alternativo.
R: Certo. Cuidado, pois essa questão exigia um
aprofundamento do dolo alternativo, vejamos o
entendimento de Rogério Greco em seu Curso de
Direito Penal, Volume 1, Parte Geral: ”O dolo
indireto, a seu turno, pode ser dividido em
alternativo e eventual. O dolo indireto alternativo,
nas lições de Fernando Galvão, 'apresenta-se
quando o aspecto volitivo do agente se encontra
direcionado, de maneira alternativa, seja em
relação a resultado ou em relação à pessoa contra
a qual o crime é cometido.' Quando a
alternatividade do dolo disser respeito ao
resultado, fala-se em alternatividade objetiva;
quando a alternatividade se referir à pessoa contra
a qual o agente dirige sua conduta, a
alternatividade será subjetiva".
Portanto, todo crime produz um resultado normativo, mas nem todo crime produz resultado naturalístico.
Art. 13, CP:
O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se
causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
89MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
A
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In
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te
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“A” efetua disparos em “B”, que havia
ingerido veneno minutos antes e veio a
morrer envenenado.
Preexistente
“A” efetua disparos em “B” no mesmo
momento em que um guincho cai sobre
ele.
“A” envenena “B”, porém antes do veneno
fazer efeito, “B” é atropelado por “C”.
“A” efetua um golpe de faca de raspão em
“B”, que é hemofílico. Em regra, esse
ferimento não seria capaz de causar a
morte, entretanto, por se tratar de uma
vítima hemofílica, a lesão ocasionou a
morte.
“A” erra o tiro em “B” tentando matá-lo.
Porém, com o susto do disparo sofre um
infarto fulminante.
“A” atira em “B”, que é socorrido a tempo
e levado ao hospital. Após passar por
cirurgia e estar fora de perigo, contrai
uma infecção hospitalar e falece em razão
disso.
“A” atira em “B”, que é socorrido e levado
ao hospital. Enquanto se recuperava com
êxito, o teto do hospital desaba sobre sua
cabeça, ocasionando sua morte. Note
que não é comum que uma vítima de
disparo de arma de fogo morra em razão
do desabamento do teto do hospital onde
recebia tratamento (não há causalidade
adequada). A queda do teto produziu por
si só o resultado, pois sai da linha de
desdobramento normal da conduta do
agente.
Responderá apenas por TENTATIVA de
homicídio.
Responderá por homicídio
CONSUMADO, visto que seu
comportamento foi essencial para a
produção do resultado.
Responderá por homicídio
CONSUMADO, visto que seu
comportamento foi essencial para a
produção do resultado.
Responderá por homicídio
CONSUMADO, visto que seu
comportamento foi essencial para a
produção do resultado.
O agente responderá apenas por
TENTATIVA de homicídio, já que o
resultado morte não lhe pode ser
imputado, tendo em vista que sua
conduta não foi causa adequada para a
produção do resultado morte da forma
como ocorrido.
Responderá apenas por TENTATIVA de
homicídio.
Responderá apenas por TENTATIVA de
homicídio.
absolutamente
independentes
CONCAUSAS
impedem a responsabilização do agente.
podem ser: preexistentes, concomitantes ou
supervenientes.
são causas externas que produzem o resultado
desejado, sem nenhuma relação com a
condutapraticada pelo agente.
relativamente
independentes
Teoria da
causalidade
adequada
Não impedem a responsabilização do agente.
podem ser: preexistente, concomitantes ou
supervenientes.
são as causas externas que se originam da
conduta praticada pelo agente, ou seja, a
conduta do agente é essencial/indispensável
para a produção do resultado.
Concomitante
Superveniente
Preexistente
Concomitante
Superveniente
(que NÃO produz por
si só o resultado)
Superveniente
(que produz por
si só o resultado)
90MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA: Não basta que o agente tenha praticado uma conduta que concorra de
qualquer modo para o resultado, é necessário que ela tenha sido adequada (idônea) para a produção do resultado.
TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA: É criada com a finalidade de limitar a responsabilidade penal do agente,
sem ter que analisar o elemento subjetivo do autor.
Para que se possa considerar um comportamento como causa objetiva de um resultado, não basta existir nexo
físico entre eles. É necessário que o agente tenha criado ou aumentado um risco proibido e que esse risco criado
seja realizado no resultado.
Relevância da lesão ou
perigo de lesão ao bem
jurídico tutelado.
É a conformidade do fato ao
tipo penal. Ou seja, é a
adequação do ato praticado
pelo agente com aquilo que
está previsto na norma.
TIPICIDADE
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2019 - DPE-DF - Defensor Público - A
superveniência de causa relativamente
independente da conduta do agente excluirá a
imputação do resultado nos casos em que, por si
só, ela tiver produzido o resultado.
R: Certo. É o que traz a teoria da causalidade
adequada: não basta que o agente tenha praticado
uma conduta que concorra de qualquer modo para
o resultado, é necessário que ela tenha sido
adequada para a produção do resultado. Nesse
caso, o agente responde apenas por tentativa.
CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico
Judiciário - Antônio, renomado cientista, ao
desenvolver uma
atividade habitual, em razão da pressa para
entregar determinado produto, foi omisso ao não
tomar todas as precauções no preparo de uma fase
do procedimento laboratorial, o que acabou
ocasionando dano à integridade física de uma
pessoa. Acerca dessa situação hipotética, julgue o
item a seguir.
A omissão de Antônio é penalmente relevante
porque foi esse comportamento que criou o risco
de ocorrência do resultado danoso à integridade
física.
R: Certo. Diante da omissão de Antônio nos
procedimentos que foi criado o risco. Vejamos:
Relevância da omissão (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o
omitente devia e podia agir para evitar o resultado.
O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou
vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de
impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco
da ocorrência do resultado.
CESPE - 2016 - TCE-PR - Analista de Controle –
ADAPTADA - As causas concomitantes
absolutamente independentes não possuem
relação de causalidade com a conduta do sujeito e
excluem o nexo causal.
R: Certo. As concausas absolutamente
independentes não se ligam à conduta do agente
para produzir o resultado, ou seja, elas produzem o
resultado por si só, excluindo o nexo causal.
CESPE - 2015 - AGU - Advogado da União - Como
a relação de causalidade constitui elemento do
tipo penal no direito brasileiro, foi adotada como
regra, no CP, a teoria da causalidade adequada,
também conhecida como teoria da equivalência
dos antecedentes causais.
R: Errado. Muito cuidado, a teoria da causalidade
não é sinônimo de teoria da equivalência dos
antecedentes. Lembre-se, a teoria da equivalência
dos antecedentes ou teoria da condição simples é
a regra, já a teoria da causalidade adequada é a
exceção.
Tipicidade Penal Tipicidade Formal Tipicidade Material= +
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Obs.: O exaurimento é um momento posterior à consumação do delito, não é uma fase do iter criminis.
Aumento de PenaQualificadora Delito Autônomo
Circunstância
judicial desfavorável
O exaurimento pode ser:
CRIME CONSUMADO E TENTADO
ELEMENTOS DA TENTATIVA
ELEMENTOS DA TENTATIVA
ExaurimentoIter Criminis
Atenção!
1) A tipicidade penal é a soma da tipicidade formal com a tipicidade material (TEORIA CLÁSSICA);
2) Sempre que existir uma conduta sem relevante lesão ao bem jurídico, estaremos diante da aplicação do
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. Logo, a tipicidade material será afastada.
ITER CRIMINIS: É o caminho percorrido pelo crime. Divide-se em quatro fases:
1) Cogitação: É somente a ideia do crime na mente do autor (fase interna). É impunível.
2) Preparação: São todos os atos que antecedem à execução. Em regra, a preparação também será impunível (há
exceções).
3) Execução: Inicia-se com a prática do primeiro ato idôneo e inequívoco tendente à consumação do crime.
(Momento em que torna possível a tentativa).
4) Consumação: É a conclusão do crime. Fase que encerra o iter criminis.
− Início da execução;
− Não consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente;
− Dolo de consumação;
− Resultado possível.
Teoria objetiva (REGRA): Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a mesma pena do crime
consumado reduzida de 1/3 a 2/3. (CAUSA OBRIGATÓRIA DE DIMINUIÇÃO DE PENA).
- Existem crimes em que legislador optou por punir a tentativa e a consumação com a mesma intensidade
(adotando, portanto, a teoria subjetiva).
Cogitação Preparação Execução Consumação
Entre a execução e a consumação, podem
aparecer quatro institutos do Direito Penal:
Tentativa Arrependimento Eficaz
Crime ImpossívelDesistência Voluntária
Art. 14.
Diz-se o crime: (...)
II – tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
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CRIMES QUE NÂO ADMITEM TENTATIVA
ESPÉCIES DE TENTATIVA
CRIME IMPOSSÍVEL
Tentativa imperfeita/inacabada
O agente inicia a execução, porém não consegue usar todos os meios que
havia planejado. Por razões alheias à sua vontade, o crime não se consuma.
O agente inicia a execução e utiliza todos os meios que havia planejado,
porém o crime não se consuma por razões alheias à sua vontade.
O objeto material do delito é atingido pela conduta do agente.
O objeto material do delito não chega a ser atingido pela
conduta do agente.
O resultado é possível de ser alcançado, porém não ocorre por razões
alheias à sua vontade.
O resultado é impossível de ser alcançado (absoluta ineficácia do meio ou
absoluta impropriedade do objeto material).
Tentativa
perfeita/acabada/crime falho
Tentativa vermelha/cruenta
Tentativa branca/incruenta
Tentativa idônea
Tentativa inidônea
= crime impossível
DESISTÊNCIA
VOLUNTÁRIA (Art. 15)
ARREPENDIMENTO
EFICAZ (Art. 15)
ARREPENDIMENTO
POSTERIOR (Art. 16)
TENTATIVA (Art. 14, II)
C ulposos próprios (aqueles crimes que não possuem dolo na sua consumação);
C ontravenções penais (são aquelas infrações menos graves quando comparadas aos crimes, sem rigor penitenciário);
H abituais (atos reiterados que caracterizam um estilo de vida do agente);
O missivos próprios (são aqueles em que o próprio tipo penal descreve as condutas omissivas);
U nissubsistentes (infrações que se consumam com um único ato);
P reterdolosos (crimes em que o agente tem dolo no antecedente e culpa no consequente);
A tentado/Empreendimento (são aqueles que preveem expressamente a conduta de tentar o resultado).O agente não alcança
o resultado por
circunstâncias alheias
a sua vontade. Ele
queria prosseguir, mas
não pôde.
Diminuição de 1/3 a
2/3 da pena. (Causa
obrigatória de
redução).
Diminuição de 1/3 a
2/3 da pena. (Causa
obrigatória de
redução).
O agente desiste de
prosseguir por
vontade própria, ou
seja, ele poderia
prosseguir, mas não
quis.
Doutrina majoritária: entende ser causa de
extinção da tipicidade (nesse caso se comunica aos
coautores).
Doutrina minoritária: entende ser causa de
extinção da punibilidade (nesse caso não
se comunica aos coautores).
Só responde pelos
atos já praticados.
Só responde pelos
atos já praticados.
Conduta voluntária do
agente, que impede a
produção do
resultado, após ter
praticado todos os
atos executórios.
Ocorre após a
consumação do crime.
- Crimes cometidos
sem violência ou grave
ameaça à pessoa;
- Reparado o dano ou
restituída a coisa até o
recebimento da
denúncia ou queixa;
- Por ato voluntário do
agente.
Art. 17. Não se pune a tentativa quando:
- por ineficácia absoluta do MEIO ou
- por absoluta impropriedade do OBJETO,
- é impossível CONSUMAR-SE o crime.
Meio utilizado para realizar a conduta.
Ex.: arma de brinquedo.
Material/objeto do crime. Ex.: Tentar matar cadáver
ou praticar aborto em mulher que não está grávida.
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ILICITUDE E CAUSAS DE EXCLUSÃO
ESTADO DE NECESSIDADE
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE / CEBRASPE - 2019 - PRF - Policial
Rodoviário Federal – Vitor, namorado de Ana,
motivado por ciúmes, resolveu matar o
ex-namorado dela, Bruno. Adquiriu, ilegalmente,
uma arma de fogo para executar o crime e a
guardou dentro de um armário em seu quarto.
Vitor, então, mandou uma mensagem para Bruno
pelo celular de Ana, fingindo ser ela e combinou de
se encontrarem no dia seguinte. Bruno, pensando
estar conversando com Ana, aceitou o convite.
Durante a noite, Vitor desistiu de executar o crime.
No dia seguinte, foi ao shopping e lá foi preso, pois
Bruno havia descoberto o plano e avisado à
polícia. Acerca dessa situação hipotética, julgue o
seguinte item.
A polícia agiu de forma correta ao prender Vitor,
que responderá por tentativa de homicídio.
R: Errado. Vitor praticou atos preparatórios com o
intuito de consumar o delito. Entretanto, antes de
dar início os atos executórios imprescindíveis para
a consumação do crime, o agente desistiu de
prosseguir com a sua execução. Trata-se, portanto,
de desistência voluntária, fenômeno jurídico
disciplinado na primeira parte do artigo 15 do
Código Penal, que traz a seguinte redação: "o
agente que, voluntariamente, desiste de
prosseguir na execução ou impede que o resultado
se produza, só responde pelos atos já praticados".
CESPE - 2018 - SEFAZ-RS – ADAPTADA - Os
únicos tipos de crimes que admitem tentativa são
os culposos, preterdolos e permanentes.
R: Errado. Os crimes culposos e os preterdolosos
não admitem tentativa, apenas os crimes
permanentes.
CESPE - 2019 - TJ-DFT - Titular de Serviços de
Notas e de Registros - ADAPTADA - Não se
admite o arrependimento eficaz após a
consumação do delito, de modo que o agente não
será beneficiado com a causa de exclusão de
tipicidade.
R: Certo. Para que o agente obtenha o benefício
do arrependimento eficaz, o delito não pode ter se
consumado. Ou seja, após ter praticado todos os
atos executórios, o agente age de modo a impedir
a produção do resultado.
Fala-se em ilicitude ou antijuridicidade quando há uma contrariedade entre o fato típico e o ordenamento jurídico.
- Se há tipicidade da conduta, presume-se que há ilicitude.
- Porém, essa ilicitude pode estar amparada por alguma excludente.
Art. 24. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não
provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, DIREITO próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas
circunstâncias, não era razoável exigir-se.
§1º - NÃO PODE ALEGAR estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.
§2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de 1/3 a 2/3.
− O Direito Penal adota a teoria unitária;
− São dois ou mais bens jurídicos em perigo;
− É possível estado de necessidade recíproco;
− O perigo deve ser atual;
− O furto famélico pode ser reconhecido como estado de necessidade.
III - em estrito
cumprimento do
dever legal
II - em legítima defesa IV - no exercício
regular de direito
I - em estado de
necessidade
Art. 23. Não há crime quando o
agente pratica o fato:
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LEGÍTIMA DEFESA
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
TEORIA UNITÁRIA
Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
§ único: Considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de
agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.
− A agressão deve ser: INJUSTA e ATUAL ou IMINENTE.
− É possível a legítima defesa sucessiva. Ocorre quando a vítima excede nos meios usados em sua defesa;
− Uso moderado dos meios necessários;
− Não há legítima defesa recíproca;
− É possível legítima defesa de pessoas jurídicas, particulares ou públicas;
− É possível legítima defesa do feto;
− Erro na execução da legítima defesa: art. 73: Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o
agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa. Responde como se tivesse
praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código.
− Legítima defesa PUTATIVA: É a legítima defesa imaginária. O indivíduo age por acreditar estar sofrendo alguma
lesão ou perigo de lesão, ou seja, imagina estar agindo em legítima defesa.
Estado de
Necessidade
Estado de Necessidade Justificante Estado de Necessidade Exculpante
Bem jurídico sacrificado deve ter
valor igual ou inferior ao bem
jurídico protegido
Não há que se falar em estado de necessidade
exculpante na teoria unitária. Se o bem jurídico
sacrificado tiver valor superior ao bem jurídico
protegido não exclui a ilicitude, mas a pena
poderá ser reduzida de um a dois terços.
para proteger, o agente atinge bem
jurídico do próprio causador do perigo
para proteger, o agente atinge
bem jurídico de terceiro inocente.
Não é necessário reperar os danos.
Deverá reparar os danos ao terceiro,
sendo cabível ação regressiva.
Defensivo
Agressivo
Legítima
Defesa
para proteger o bem jurídico, a reação do agente configura
uma infração penal.
para proteger o bem jurídico, o agente reage apenas para
impedir a agressão, sem praticar um fato típico.
Agressiva ou Ativa
Defensiva ou Passiva
Estrito Cumprimento do Dever Legal
São condutas praticadas por AGENTES PÚBLICOS que no desempenho de suas funções violam bem jurídico
tutelado pela norma penal.
− Considerações importantes sobre o estrito cumprimento do dever legal:
Atuação de acordo com os parâmetros legais;
Obrigações resultantes de lei;
Se o agente pratica determinado fato em desacordo com a lei, pode ocorrer excesso e não mais estará
acobertado pela excludente do estrito cumprimento do dever legal.
Exercício Regular de Direito
São condutas praticadas por CIDADÃO COMUM permitidas por lei e condicionadas à regularidade do
exercício desse direito.
− Exemplos:
− Prisão em flagrante por qualquer do povo;
− Pais que castigam o filho (moderadamente) com o propósito de educar.
95MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO,CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
EXCESSO PUNÍVEL
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2020 - PRF - Policial Rodoviário Federal –
Age em legítima defesa o policial rodoviário
federal que, aplicando técnicas de defesa policial,
causa escoriações em um infrator que resiste à
prisão.
R: Errado. A atuação do policial no sentido de
efetuar a prisão de um infrator está albergada pela
excludente de ilicitude do estrito cumprimento do
dever legal, prevista no inciso III do artigo 23 do
Código Penal, e não pela legítima defesa.
CESPE - 2020 - PRF - Policial Rodoviário Federal -
A conduta de um policial rodoviário federal de, no
exercício da função, atirar e causar lesão corporal
em alguém poderá não ser considerada crime se
ele comprovar alguma causa de exclusão de
antijuridicidade.
R: Certo. Existem situações que legitimam o uso da
força por policiais, devendo, este, sempre respeitar
a necessidade, a conveniência e a
proporcionalidade. Com isso, é totalmente
possível que um policial necessite agir em legítima
defesa, estando, neste caso, sua conduta
acobertada pela excludente de ilicitude.
CESPE - 2019 - PRF - Policial Rodoviário Federal -
Durante operação em rodovia federal, uma equipe
da PRF abordou Pamela e solicitou a apresentação
de sua carteira nacional de habilitação (CNH) e do
certificado de registro e licenciamento de veículo
(CRLV). Pamela entregou os documentos, mas
estava muito nervosa, o que gerou desconfiança
no policial, que, ao consultar o sistema, verificou
que o veículo era clonado. Pamela alegou que
tinha comprado o veículo de um amigo pelo preço
de mercado e que não sabia que o carro era
clonado. O policial, por sua vez, solicitou que
Pamela saísse do veículo, mas ela se negou, então,
o policial usou de força necessária para fazê-la
cumprir a ordem. Em razão da conduta de Pamela,
o policial realizou uma busca pessoal nela, fazendo
comentários sobre o corpo dela. Após a revista
pessoal, ele fez uma vistoria no veículo e revistou a
mochila dela. Pamela ficou constrangida com a
atitude do policial. Em seguida, ela foi presa em
flagrante. A respeito dessa situação hipotética,
julgue o item subsequente. O policial rodoviário
agiu sem excesso ao utilizar força para retirar
Pamela, pois ele está amparado pela excludente de
ilicitude — estrito cumprimento do dever legal.
R: Certo. Note que o policial fez uso de força
necessária para fazê-la cumprir a ordem, estando,
assim, amparado pela excludente de ilicitude do
estrito cumprimento do dever legal. Cuidado,
atente-se somente ao enunciado da pergunta e
esqueça os detalhes dispensáveis contados pela
banca.
CESPE - 2019 - PRF - Policial Rodoviário Federal -
Em decorrência de um homicídio doloso praticado
com o uso de arma de fogo, policiais rodoviários
Inicialmente, o indivíduo age amparado por uma excludente de ilicitude. Todavia, sua conduta passa a ser ilícita
por exceder/extrapolar os limites permitidos.
Legítima Defesa do “Sniper”
Alteração legislativa trazida pela Lei nº 13.964/19
Entende-se em legítima defesa o agente de segurança pública que, usando moderadamente dos meios
necessários, repele agressão ou risco de agressão à vítima mantida refém durante a prática de crimes.
Atenção: Em se tratando de vítima mantida refém, o agente público tem excluído a ilicitude por legítima
defesa de terceiro, não por estrito cumprimento do dever legal.
Art. 23. Não há crime quando o agente pratica o fato:
I – em estado de necessidade;
II – em legítima defesa;
III – em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
§ único. O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo EXCESSO doloso ou culposo.
96MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
federais foram comunicados de que o autor do
delito se evadira por rodovia federal em um veículo
cuja placa e características foram informadas. O
veículo foi abordado por policiais rodoviários
federais em um ponto de bloqueio montado cerca
de 200 km do local do delito e que os policiais
acreditavam estar na rota de fuga do homicida.
Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi
apreendida arma de fogo que estava em sua posse
e que, supostamente, tinha sido utilizada no crime.
Considerando essa situação hipotética, julgue o
seguinte item. Quanto ao sujeito ativo da prisão, o
flagrante narrado é classificado como obrigatório,
hipótese em que a ação de prender e as eventuais
consequências físicas dela advindas em razão do
uso da força se encontram abrigadas pela
excludente de ilicitude denominada exercício
regular de direito.
R: Errado. Os policiais rodoviários federais não
agiram em exercício regular de um direito, mas sim
no estrito cumprimento de um dever legal, posto
que a atividade lhe é imposta pela lei.
CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia –
ADAPTADA - Durante o cumprimento de um
mandado de prisão a determinado indivíduo, este
atirou em um investigador policial, o qual,
revidando, atingiu fatalmente o agressor. Nessa
situação hipotética, a conduta do investigador
configura estrito cumprimento do dever legal.
R: Errado. Neste caso, a conduta do investigador
foi amparada pela legítima defesa própria, pois a
conduta de disparar contra o indivíduo só é
permitida quando necessária para a proteção da
vida ou integridade física própria ou de terceiros.
Não há que se falar em estrito cumprimento de
dever legal, pois o policial não possui o dever legal
de matar ninguém.
97MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
DIREITO PENAL - PARTE ESPECIAL
Sujeito ativo: crime comum, podendo ser praticado por qualquer pessoa.
Sujeito passivo: crime comum, qualquer pessoa pode ser vítima.
Bem jurídico tutelado: vida extrauterina.
O que separa a vida intrauterina da extrauterina é o TRABALHO DE PARTO!
Ou seja, a vida extrauterina surge com o início do trabalho de parto MESMO QUE O NASCITURO AINDA NÃO
TENHA RESPIRADO.
Tipo subjetivo: dolo (direto ou eventual).
Consumação: consuma-se com a morte da vítima (delito material). Cessação da atividade encefálica.
98
CAPÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A VIDA
CASO DE
DIMINUIÇÃO
DE PENA -
HOMICÍDIO
PRIVILEGIADO
HOMICÍDIO DOLOSO SIMPLES
Art. 121. Matar alguém: Pena: Reclusão, de 06 a 20 anos
VIDA
INTRAUTERINA EXTRAUTERINA
Aborto Homicídio ou infanticídio
Em regra, não será crime hediondo. Entretanto, quando praticado em atividade típica de grupo
de extermínio (homicídio condicional), ainda que por um só agente, será considerado hedion-
do (Art. 1º, I, da Lei 8.072/90).
Resumindo: Somente será possível o homicídio qualificado-privilegiado
quando a qualificadora for uma dentre as três abaixo:
• Meio cruel ou insidioso;
• Meio que dificulta ou impede a defesa;
• Feminicídio.
TÍTULO I – CRIMES CONTRA A PESSOA
Atenção! O homicídio qualificado será SEMPRE hediondo (Lei 8.072/90, art.
1º, I).
§ 2° Se o homicídio é cometido:
I - Mediante:
− PAGA ou PROMESSA de RECOMPENSA;
− ou por outro motivo TORPE;
II - por:
− motivo FÚTIL; Motivo torpe - vil, ignóbil, repugnante
Motivo fútil - desproporcional, insignificante
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REDUÇÃO
1/6 A 1/3
HOMICÍDIO
QUALIFICADO
RECLUSÃO
12 A 30
ANOS
1º Se o agente comete o crime IMPELIDO por:
− Motivo de relevante valor social; ou
− Motivo de relevante valor moral.
OU sob o DOMÍNIO de:
− Violenta emoção;
− Logo em seguida à injusta provocação da vítima, o juiz PODE (DEVE, pois é
direito subjetivo do réu) reduzir a pena de 1/6 a 1/3.
• As hipóteses legais de privilégio apresentam caráter subjetivo. Portanto,
não se comunicama eventuais coautores ou partícipes do crime.
• É possível o reconhecimento de homicídio privilegiado-qualificado ou
homicídio híbrido, desde que as qualificadoras sejam de ordem objetiva.
É sob o DOMÍNIO e não sob
INFLUÊNCIA. A influência é
apenas atenuante genérica!
99
§ 3º Se o homicídio é culposo:
− IMPRUDÊNCIA: precipitação, afoiteza (há ação).
− NEGLIGÊNCIA: ausência de precaução (há omissão).
− IMPERÍCIA: falta de aptidão técnica para o exercício de arte ou profissão.
§ 4º No homicídio CULPOSO,
− A pena é aumentada de 1/3, se o crime resulta de:
− Inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício; ou
− O agente deixa de prestar imediato socorro à vítima;
− Não procura diminuir as consequências do seu ato; ou
− Foge para evitar prisão em flagrante.
4º Sendo DOLOSO o homicídio,
− a pena é aumentada de 1/3 se o crime é praticado contra pessoa:
− MENOR de 14 anos;
− MAIOR de 60 anos.
6º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for pratica-
do por:
− MILÍCIA PRIVADA, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança; ou
− GRUPO DE EXTERMÍNIO.
§ 7º A pena do FEMINICÍDIO é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se
o crime for praticado:
I -
− Durante a GESTAÇÃO; ou
− Nos 3 (três) meses posteriores ao PARTO;
II - contra pessoa:
− Menor de 14 anos;
III - com emprego de
− veneno;
− fogo;
− explosivo;
− asfixia;
− tortura;
− ou outro meio insidioso ou cruel;
− ou de que possa resultar perigo comum;
IV - cometido:
− à traição;
− de emboscada;
− ou mediante dissimulação ou outro recurso que o dificulte ou o torne
impossível a defesa do ofendido;
V - para assegurar a:
− execução;
− ocultação;
− impunidade; ou
− vantagem de outro crime;
VI - Feminicídio contra:
− a mulher;
− por razões da condição de sexo feminino;
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da CF:
− integrantes do sistema prisional; e
− da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em
decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente − consan-
guíneo até 3º grau, em razão dessa condição.
Homicídio qualificado pelo veneno: a vítima
desconhece que está sendo envenenada.
Insidioso: dissimulado, cilada.
HOMICÍDIO
QUALIFICADO
RECLUSÃO
12 A 30
ANOS
HOMICÍDIO
CULPOSO
DETENÇÃO
DE 1 A 3
ANOS
AUMENTO
DE PENA:
HOMICÍDIO
CULPOSO
AUMENTO
DE 1/3
AUMENTO
DE PENA:
HOMICÍDIO
DOLOSO
AUMENTO
DE 1/3
AUMENTO
DE PENA NO
FEMINICÍDIO
AUMENTO
DE 1/3
ATÉ A
METADE
AUMENTO
DE PENA:
MILÍCIA
PRIVADA OU
GRUPO DE
EXTERMÍNIO
AUMENTO
DE 1/3
ATÉ A
METADE
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100
§ 5º - Na hipótese de:
HOMICÍDIO CULPOSO (apenas) o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as
consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que
a sanção penal se torne desnecessária.
− Maior de 60 anos;
− Com deficiência; ou
− Portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou
de vulnerabilidade física ou mental (2018);
III - na presença:
− FÍSICA; ou
− VIRTUAL; de
− descendente ou de ascendente da vítima (2018);
IV - Em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos
incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340/06 (2018).
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial Mário,
após ingerir bebida alcoólica em uma festa, agrediu
um casal de namorados, o que resultou na morte do
rapaz, devido à gravidade das lesões. A moça sofreu
lesões leves. A partir dessa situação hipotética,
julgue o item a seguir. Se, após a apuração dos fatos, a
morte do rapaz caracterizar homicídio simples
doloso, a conduta de Mário não será classificada
como crime hediondo.
R: Certo. Se a conduta de Mário for tipificada como
homicídio doloso simples, não há que se falar em
crime hediondo. Lembre-se, só será crime hediondo
quando estivermos diante de homicídio praticado em
atividade típica de grupo de extermínio (homicídio
condicional), ainda que por um só agente.
CESPE - 2019 - DPE-DF - Defensor Público Com
relação aos delitos tipificados na parte especial do
Código Penal, julgue o item subsecutivo.
A circunstância do descumprimento de medida prote-
tiva de urgência imposta ao agressor, consistente na
proibição de aproximação da vítima, constitui causa
de aumento de pena no delito de feminicídio.
R: Certo. De acordo com o Art. 121. §7º, IV, a pena do
feminicídio será aumentada de 1/3 até a metade se o
crime for praticado em descumprimento das medi-
das protetivas de urgência.
CESPE - 2018 - MPU - Analista do MPU - Direito
Com relação aos crimes em espécie, julgue o item
que se segue, considerando o entendimento firmado
pelos tribunais superiores e a doutrina majoritária.
Situação hipotética: João, penalmente imputável,
dominado por violenta emoção após injusta provo-
cação de José, ateou fogo nas vestes do provocador,
que veio a falecer em decorrência das graves quei-
maduras sofridas. Assertiva: Nessa situação, João
responderá por homicídio na forma privilegia-
da-qualificada, sendo possível a concorrência de
circunstâncias que, ao mesmo tempo, atenuam e
agravam a pena.
R: Certo. É possível a existência do homicídio qualifi-
cado-privilegiado, ou seja, a coexistência de uma
qualificadora e do privilégio, desde que a qualificado-
ra seja de ordem objetiva, como é o caso (relativa ao
modo de execução do delito).
CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia Em um
clube social, Paula, maior e capaz, provocou e humilhou
injustamente Carlos, também maior e capaz, na frente
de amigos. Envergonhado e com muita raiva, Carlos
foi à sua residência e, sem o consentimento de seu
pai, pegou um revólver pertencente à corporação
policial de que seu pai faz parte. Voltando ao clube
depois de quarenta minutos, armado com o revólver,
sob a influência de emoção extrema e na frente dos
amigos, Carlos fez disparos da arma contra a cabeça
de Paula, que faleceu no local antes mesmo de ser
socorrida.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o próximo
item.
Por ter agido influenciado por emoção extrema,
Carlos poderá ser beneficiado pela incidência de
causa de diminuição de pena.
R: Errado. Note que Carlos estava sob a influência e
não sob o domínio de violenta emoção. Neste caso,
não caberá diminuição, mas sim atenuação da pena.
CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia Em um
clube social, Paula, maior e capaz, provocou e humilhou
injustamente Carlos, também maior e capaz, na frente
de amigos. Envergonhado e com muita raiva, Carlos
foi à sua residência e, sem o consentimento de seu
pai, pegou um revólver pertencente à corporação
policial de que seu pai faz parte. Voltando ao clube
depois de quarenta minutos, armado com o revólver,
sob a influência de emoção extrema e na frente dos
AUMENTO
DE PENA NO
FEMINICÍDIO
AUMENTO
DE 1/3
ATÉ A
METADE
PERDÃO
JUDICIAL=
BAGATELA
IMPRÓPRIA
DEIXA DE
APLICAR
A PENA
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
101
amigos, Carlos fez disparos da arma contra a cabeça
de Paula, que faleceu no local antes mesmo de ser
socorrida.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o próximo
item.
Carlos agiu sob o pálio da legítima defesa putativa.
R: Errado. Lembre-se, a defesa putativa trata-se de
uma defesa imaginária, que somente se passa na
cabeça da vítima. Neste caso, o agente não agiu em
legítima defesa, mas sim sob influência de violenta
emoção, provocado por ato injusto da vítima.
CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia Francisco,
maior e capaz, em razão de desavenças decorrentes de
disputa de terras, planeja matar seu desafeto Paulo,
também maior e capaz. Após analisar detidamente a
rotina de Paulo, Francisco aguarda pelo momento
oportuno para efetivar seu plano.
A partir dessa situação hipotéticae de assuntos a ela
correlatos, julgue o item seguinte.
Se Francisco atacar Paulo utilizando-se de uma
emboscada, isto é, se ocultar e aguardar a vítima
desprevenida para atacá-la, a ação de Francisco, nessa
hipótese, caracterizará uma forma de premeditação.
R: Certo. O agente, quando pratica um homicídio
mediante "emboscada", age de modo a evitar a
reação oportuna e eficaz da vítima, surpreendendo-a
desprevenida ou enganada pela situação. A embos-
cada é sinônimo de tocaia, pois o sujeito passivo não
percebe o ataque do ofensor, que se encontra escon-
dido. Portanto, emboscada obviamente pressupõe
premeditação.
INDUZIMENTO, INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO A SUICÍDIO
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a
suicidar-se ou a praticar automutilação
ou prestar-lhe material para que o faça.
Pena: Reclusão, de 06 meses a 02 anos.
A participação em suicídio pode ser praticada por intermédio de três comportamentos
diferentes:
• Induzir: criar uma ideia até então não existente;
• Instigar: reforçar uma ideia preexistente;
• Prestar auxílio: prestar assistência material.
Obs.: o agente não pode intervir em atos executórios de matar alguém, respondendo por
homicídio caso o faça.
Sujeito ativo: tanto em relação à participação em suicídio quanto à participação em automutilação, trata-se de
crime comum, podendo ser praticado por qualquer pessoa.
Sujeito passivo: tanto em relação à participação em suicídio quanto à participação em automutilação, trata-se de
crime comum, qualquer pessoa pode ser vítima.
Obs.: o sujeito passivo deve ser determinado, ainda que seja uma pluralidade de pessoas (a conduta deve atingir
pessoas certas e determinadas).
Atenção! Para a doutrina majoritária, embora conste no capítulo dos crimes contra a vida, a participação em AUTO-
MUTILAÇÃO não é delito que atinge o bem jurídico vida, não sendo, portanto, de competência do Tribunal do Júri,
mas sim de Juiz Singular Criminal.
Já a participação em SUICÍDIO, como autêntico crime contra a vida, será julgada pelo Tribunal de Júri.
Tipo subjetivo: tanto a participação em suicídio quanto a participação em automutilação somente pode ser pratica-
da de forma dolosa. Não se admite a modalidade culposa.
Consumação e tentativa: com a nova redação dada pela Lei nº 13.968/2019, o delito de participação em suicídio ou
automutilação passou a ser um CRIME FORMAL, ou seja, crime que não exige a produção de nenhum resultado
naturalístico para sua consumação (antes era crime material).
Dessa forma, atualmente, o delito de participação em suicídio ou automutilação se consuma com a simples conduta
de induzir, instigar ou auxiliar a prática da automutilação ou do suicídio, ainda que a vítima sequer chegue a tentar se
matar ou autolesionar.
BEM JURÍDICO TUTELADO
Participação de suicídio Vida extrauterina
Participação em automutilação Integridade física da vítima
Entende-se que a TENTATIVA É CABÍVEL.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
102
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de
natureza GRAVE ou GRAVÍSSIMA, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste
Código.
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta MORTE.
§ 3º A pena é duplicada:
I - se o crime é praticado:
− por motivo egoístico, torpe ou fútil;
II - se a vítima:
− é menor; ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da
REDE DE COMPUTADORES, de rede social ou transmitida em tempo real.
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente é líder ou coordenador de
grupo ou de rede virtual.
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta:
− em lesão corporal de natureza gravíssima;
− e é cometido contra menor de 14 anos;
− ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o
necessário discernimento para a prática do ato;
− ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência;
− responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código
(lesão corporal gravíssima).
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido:
− contra menor de 14 (quatorze) anos; ou
− contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato; ou
− que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência;
− responde o agente pelo crime de HOMICÍDIO, nos termos do art. 121
deste Código.
- Prevalece que o menor descrito no tipo penal é o maior de 14 e menor de 18 anos.
- Se a vítima é totalmente incapaz (sem capacidade de resistência) será homicídio.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Adminis-
trativa (Segurança) A respeito dos crimes contra a
pessoa e o patrimônio, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Telma, sabendo que sua genito-
ra, Júlia, apresentava sérios problemas mentais, que
retiravam dela a capacidade de discernimento, e com
o intuito de receber a herança decorrente de sua
morte, induziu-a a cometer suicídio. Em decorrência
da conduta de sua filha, Júlia cortou os próprios
pulsos, mas, apesar das lesões corporais graves sofri-
das, ela não faleceu. Assertiva: nessa situação, Telma
cometeu o crime de induzimento, instigação ou
auxílio a suicídio, na forma consumada.
R: Errado. Atenção, o crime que atualmente tipifica a
conduta é induzimento, instigação ou auxílio a
suicídio ou a automutilação (art. 122/CP). De acordo
com o artigo, existem duas causas que levam ao autor
responder pelo tipo de lesão corporal ou homicídio,
são eles: vítima menor de 14 anos e vítima sem
capacidade de resistência. No caso trazido pela
questão, a vítima não possui discernimento, portan-
to, sem capacidade de resistência. Desta forma, a
autora do crime deverá responder não pelo artigo
122, mas pelo artigo 129 (lesão corporal gravíssima).
CESPE - 2014 - Câmara dos Deputados - Analista
Legislativo - Consultor Legislativo Área XXII Se um
fanático religioso conclamar, em TV aberta, que
todos os espectadores cometam suicídio para
FORMAS
QUALIFICADAS
RECLUSÃO
DE 1 A 3
ANOS
RECLUSÃO
DE 2 A 6
ANOS
CAUSAS DE
AUMENTO
DUPLICADA
ATÉ O
DOBRO
EM
METADE
LESÃO
CORPORAL
GRAVÍSSIMA
HOMICÍDIO
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
103
Sujeito ativo: crime próprio, ou seja, somente pode ser praticado pela mãe (obs.: admite coautoria e partici-
pação).
Sujeito passivo: também crime próprio, somente o neonato pode ser vítima do crime.
Atenção! Se a mãe, sob a influência do estado puerperal, durante ou logo após o parto, pensando estar matando
seu próprio filho, mata desconhecido, ainda sim deverá responder por infanticídio, tendo em vista que o erro
sobre a pessoa faz com que o agente responda pelo delito considerando-se as características da vítima que se
pretendia atingir.
Bem jurídico tutelado: vida extrauterina (surge com o início do trabalho de parto).
Tipo subjetivo: dolo. Não aceita a modalidade CULPOSA.
ADMITE-SE A TENTATIVA!
salvar-se do juízo final, e se, estimuladas pelo entusi-
asmo do orador, várias pessoas cometerem suicídio,
ter-se-á, nessa hipótese, a tipificação da prática, pelo
fanático orador, do crime de induzimento ou insti-
gação ao suicídio.
R: Errado. Para a configuração do induzimento, a
conduta deve ser voltada a vítimas determinadas.
Porém, cuidado com a mudança trazida pelo PAC: o
§4º do artigo 122 traz o seguinte aumento de pena:
“A pena é aumentada até o dobro se a conduta é
realizada por meio da rede de computadores, de rede
social ou transmitida em tempo real”.
INFANTICÍDIO
Art. 123. Matar, sob a influência do
estado puerperal, o PRÓPRIO filho,
durante o parto ou logo após.
Pena: Detenção, de 02 a 06 anos.
Trata-se de um delito de homicídio com 03 elementos específicos:
• Matar o próprio filho (neonato ou nascente):trata-se de crime bipróprio, ou seja, possui sujeito ativo e passivo específicos;
• Estar sob a influência do estado puerperal (dispensada perícia);
• Durante ou logo após o parto (elementar temporal indispensável para a caracterização
do delito).
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2018 - Polícia Federal - Perito Criminal
Federal - Área 12 Uma mulher de vinte e oito anos
de idade foi presa acusada do crime de infanticídio,
após ter jogado em uma centrífuga o bebê que ela
havia dado à luz. Segundo a ocorrência policial, um
familiar da suspeita disse que ela havia escondido a
gravidez e que negava que houvesse praticado
aborto. A partir dessa situação hipotética, julgue o
item a seguir. A configuração do crime de infanticídio
independe da existência de estado puerperal,
bastando para tal que o sujeito passivo seja uma
criança.
R: Errado. No tipo penal do infanticídio o estado
puerperal é descrito como condição necessária para
a configuração do delito.
CESPE - 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA - PE - Conheci-
mentos Gerais (Perito Criminal e Médico -
ADAPTADA) Em relação aos crimes contra a pessoa,
julgue o item subsequente. O infanticídio configura-se
na situação em que a mãe mata o próprio filho,
durante o parto, sob a influência do estado puerperal,
o que exclui a ocorrência do fato logo após o nasci-
mento, que caracterizaria o tipo penal de homicídio
doloso.
R: Errado. Não se exclui a ocorrência do fato come-
tendo-o logo após o nascimento. O infanticídio será
configurado se ocorrer durante ou logo após o parto
(Art. 123).
CESPE - 2016 - PC-PE - Escrivão de Polícia Civil -
ADAPTADA Em relação aos crimes contra a pessoa e
à imputabilidade penal, assinale a opção correta.
Comete o crime de infanticídio a gestante que, não
estando sob influência do estado puerperal, mata o
nascituro.
R: Errado. O infanticídio se configura quando a mãe
mata o próprio filho sob a influência do estado puer-
peral. A gestante que, não estando sob influência do
estado puerperal, mata o nascituro, pratica o crime
de homicídio.
CESPE - 2013 - SEGESP-AL - Papiloscopista Consi-
dere que uma mulher, logo após o parto, sob a
influência do estado puerperal, estrangule seu
próprio filho e acredite tê-lo matado. Entretanto, o
laudo pericial constatou que, antes da ação da mãe, a
criança já estava morta em decorrência de parada
cardíaca. Nessa situação, a mãe responderá pelo
crime de homicídio, com a atenuante de ter agido
sob a influência do estado puerperal.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
104
R: Errado. Nesse caso, a mãe não cometeu o crime.
Tra t a - s e d e C r i m e I m p o s s í ve l p e l a a b s o l u t a
impropriedade do objeto.
ABORTO
Conceito: é a interrupção da vida
intrauterina, com a destruição do
produto da concepção.
Art. 124: Autoaborto.
Art. 125: Aborto praticado por terceiro
sem o consentimento da gestante.
Art. 126: Aborto praticado por terceiro
com o consentimento da gestante.
Penas:
Detenção, de 01 a 03 anos.
Reclusão de 03 a 10 anos.
Reclusão de 01 a 04 anos.
Art. 124 - Provocar aborto
− em si mesma; ou
− consentir que outrem lhe provoque:
Em si mesma = autoaborto
Consentir = aborto praticado com o consentimento da gestante
Apesar das divergências doutrinárias, adotaremos ser crime próprio,
portanto, admite participação e coautoria.
• Participação - Ex: namorado que paga o aborto.
• Coautoria - Ex: namorado que realiza manobras abortivas junto com a
mulher.
Obs.: é crime próprio, mas a punição é especial.
Mãe responde pelo Art. 124 e o coautor pelo Art. 126.
Art. 125 - Provocar aborto, SEM o consentimento da gestante (somente
modalidade DOLOSA).
• O delito pode ser praticado de forma OMISSIVA. Ex: médico ou enfermei-
ra que, intencionalmente, deixa de ministrar na gestante, SEM a anuência ou
conhecimento dela, determinado remédio para preservação da gestação.
Art. 126 - Provocar aborto COM o consentimento da gestante.
• Exceção à Teoria Monista. Nesse caso, a gestante responde pelo Art. 124
e o terceiro pelo Art. 126.
• O delito pode ser praticado de forma OMISSIVA. Ex: médico ou enfermei-
ra que, intencionalmente, deixa de ministrar na gestante, COM a anuência
ou conhecimento dela, determinado remédio para preservação da gestação.
§ único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante:
− não é maior de 14 anos; ou
− é alienada ou débil mental; ou
− se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.
Não se pune a modalidade CULPOSA!
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são AUMEN-
TADAS DE 1/3 se, em consequência do aborto ou dos meios empregados
para provocá-lo, a gestante sofre LESÃO CORPORAL DE NATUREZA
GRAVE, e são DUPLICADAS se, por qualquer dessas causas, lhe
sobrevém a morte.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
ABORTO
PROVOCADO
PELA PRÓPRIA
GESTANTE
OU COM SEU
CONSENTI-
MENTO
DETENÇÃO
DE 1 A 3
ANOS
ABORTO
PROVOCADO
POR TERCEIRO
SEM CONSENTI-
MENTO DA
GESTANTE
RECLUSÃO
3 A 10
ANOS
ABORTO
PROVOCADO
POR TERCEIRO
COM CONSENTI-
MENTO DA
GESTANTE
RECLUSÃO
1 A 4
ANOS
ABORTO
PROVOCADO
POR TERCEIRO
COM CONSENTI-
MENTO INVÁ-
LIDO
RECLUSÃO
3 A 10
ANOS
HIPÓTESES
DE MAJORAÇÃO
DO CRIME DE
ABORTO
+1/3 LESÃO
GRAVE
DUPLICA
(MORTE)
105
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
• Art. 128. Não se PUNE o aborto praticado por MÉDICO.
• Aborto necessário:
I. Se não há outro meio de salvar a vida da gestante (aborto necessário ou terapêutico):
Quando se trata de aborto terapêutico, ainda que não praticado por médico, desde que o perigo de vida
seja atual para a gestante, admite-se a hipótese de ser praticado por terceira pessoa, que estará amparada
pelo Estado de Necessidade.
II. Se a gravidez:
• Resulta de estupro;
• E o aborto é precedido de consentimento da gestante;
• Ou, quando incapaz, de seu representante legal. Aborto Sentimental ou Humanitário - somente o médico
pode realizar o aborto.
• Em regra, não se admite o aborto eugênico (fetos defeituosos), entretanto, o STF passou a admitir uma terceira
modalidade, o aborto de anencéfalo (formação cerebral insuficiente à vida), umas das espécies de aborto eugêni-
co (ADPF 54 - STF 12 de abril de 2012). Mas, legalmente, só são 2 hipóteses.
• A 1ª Turma do STF tem posicionamento no sentido de que a interrupção da gravidez no PRIMEIRO TRIMESTRE
da gestação provocado pela própria gestante (Art. 124) ou com o seu consentimento (Art. 126) não seria crime.
RECLUSÃO 01 A 05 ANOS
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2016 - PC-PE - Agente de Polícia (ADAPTA-
DA) O aborto provocado será permitido quando for
praticado para salvar a vida da gestante ou quando se
tratar de gravidez decorrente de estupro.
R: Certo. Há previsão específica de causa de exclusão
da ilicitude no caso de aborto necessário, nos termos
do artigo 128, inciso I, do Código Penal. Já no inciso II
do mesmo dispositivo, há previsão de exclusão de
culpabilidade (inexigibilidade de conduta diversa) no
aborto provocado em que a gravidez for decorrente
de estupro.
CESPE - 2015 - DPE-RN - Defensor Público Substi-
tuto Dalva, em período gestacional, foi informada de
que seu bebê sofria de anencefalia, diagnóstico
confirmado por laudos médicos. Após ter certeza da
irreversibilidade da situação, Dalva, mesmo sem
estar correndo risco de morte, pediu aos médicos
que interrompessem sua gravidez, o que foi feito
logo em seguida. Nessa situação hipotética, de
acordo com a jurisprudência do STF, a interrupção da
gravidez deve ser interpretada como conduta atípica
e, portanto, não criminosa.
R: Certo. O Supremo Tribunal Federal decidiu que “a
interrupção da gestação de feto anencefálico não
configura crime contra a vida – revela-se conduta
atípica” (ADPF 54).
LESÕES CORPORAISLESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE
Art. 129. Ofender a
- Integridade corporal;
- Ou a saúde de outrem.
Pena: Detenção, de 03 meses a 01 ano.
1º Se resulta:
I - INCAPACIDADE
− para as ocupações habituais;
− por mais de 30 dias;
II - PERIGO DE VIDA
III - DEBILIDADE
− permanente de membro, sentido ou função;
IV - Aceleração de parto.
Ocupações habituais,
não necessariamente
trabalho.
RECLUSÃO 02 A 08 ANOS
LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVÍSIMA
2° Se resulta:
I - INCAPACIDADE
− permanente;
− para o trabalho;
II - ENFERMIDADE incurável
III - PERDA ou INUTILIZAÇÃO
do membro, sentido ou função;
IV - DEFORMIDADE permanente
V - ABORTO
Necessariamente
trabalho.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
106
§ 3°. Se resulta MORTE e as circunstâncias evidenciam que o agente não
quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo:
§ 4°. Se o agente comete o crime IMPELIDO por:
− motivo de relevante valor social; ou
− motivo de relevante valor moral; ou
− DOMÍNIO de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da
vítima, o juiz PODE (leia-se DEVE) reduzir a pena de um sexto a um terço.
§ 5°. O juiz, não sendo graves as lesões, PODE ainda substituir a pena de
detenção pela de multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis:
I. se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;
II. se as lesões são recíprocas.
§ 6°. Se a LESÃO é CULPOSA:
É cabível a aplicação do Princípio da Insignificância à lesão corporal culposa,
desde que a lesão produzida na vítima seja ínfima.
§ 7º. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóte-
ses dos §§ 4º e 6º do art. 121 deste Código.
LESÃO CULPOSA
- Inobservância de regra
técnica de profissão, arte
ou ofício;
- Agente deixa de prestar
imediato socorro à vítima;
- Agente não procura
diminuir as consequências
do seu ato;
- Agente foge para evitar
prisão em flagrante.
LESÃO DOLOSA
CONTRA
- Pessoa menor de
14 anos;
- Pessoa maior de
60 anos.
LESÃO PRATICADA
POR
Milícia privada, sob o
pretexto de
prestação de serviço
de segurança grupo
de extermínio.
No Art. 121, aumenta
de 1/3 a 1/2, aqui
aumenta só 1/3.
§ 8º. Aplica-se à LESÃO CULPOSA o disposto no § 5º do art. 121.
- Na hipótese de LESÃO CULPOSA, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se
as consequências de a infração atingirem o próprio agente de forma tão
grave que a sanção penal se torne desnecessária.
§ 9º. Se a lesão for praticada contra
− Ascendente;
− Descendente;
− Irmão;
− Cônjuge ou companheiro;
− Ou com quem conviva ou tenha convivido;
− Ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas de
coabitação ou de hospitalidade.
§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1º a 3º deste artigo (lesões graves,
gravíssimas ou que resulte em morte).
Se as circunstâncias são as indicadas no § 9º deste artigo,
aumenta-se a pena em 1/3 (um terço).
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LESÃO
CORPORAL
SEGUIDA DE
MORTE
RECLUSÃO
4 A 12
ANOS
DIMINUIÇÃO
DE PENA
LESÃO
CORPORAL
PRIVILEGIADA
REDUÇÃO
1/6 A 1/3
SUBSTITUIÇÃO
DA PENA
SUBSTITUI-
ÇÃO POR
MULTA
PERDÃO
JUDICIAL
DEIXA DE
APLICAR
A PENA
LESÕES
CORPORAIS
NO ÂMBITO
DA VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA
DETENÇÃO
3 MESES A
3 ANOS
AUMENTA
1/3
AUMENTA
1/3
LESÃO
CORPORAL
CULPOSA
DETENÇÃO
2 MESES A
1 ANO
MAJORANTES
AUMENTO DE
PENA
AUMENTA
1/3
§ 11. Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será aumentada de um
terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.
107
§ 12. Se a lesão for praticada contra:
− autoridade ou agente descrito nos Arts. 142 e 144 da Constituição
Federal;
− integrantes do sistema prisional;
− integrantes da Força Nacional de Segurança Pública;
− no exercício da função ou em decorrência dela;
− ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3º
grau, em razão dessa condição.
A pena é aumentada de um a dois terços.
• Homicídio (segurança pública): QUALIFICA.
• Lesão corporal (segurança pública): MAJORA 1/3 a 2/3.
• Lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2º)
• Lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3º).
• Quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, inte-
grantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrên-
cia dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa
condição.
TRATAMENTO
Insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança (mas pode responder em liberdade, mesmo sem fiança).
− Livramento condicional + 2/3, deve ser primário ou reincidente não específico
− Prisão temporária 30 dias, prorrogável uma vez por igual período
− Progressão de regime
LESÕES QUE SÃO CRIMES HEDIONDOS (LEI 8.072/90)
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2020 - MPE-CE - Técnico Ministerial Mário,
após ingerir bebida alcoólica em uma festa, agrediu
um casal de namorados, o que resultou na morte do
rapaz, devido à gravidade das lesões. A moça sofreu
lesões leves. A partir dessa situação hipotética,
julgue o item a seguir.
Mário praticou lesão corporal leve contra a moça,
sendo, nesse caso, admitida a renúncia à repre-
sentação apenas perante o juiz, conforme prevê a Lei
Maria da Penha.
R: Errado. Não há que se falar em Lei Maria da Penha,
visto que não existia entre eles uma relação de
parentesco ou de afinidade. Logo, será possível a
retratação (renúncia) à representação até o momen-
to do oferecimento da denúncia (Art. 102, CP c/c Art.
25, CPP).
CESPE - 2018 - PC-MA - Médico Legista (ADAPTA-
DA) Mário, ao envolver-se em uma briga, lesionou
Júlio.
Nessa situação hipotética, Mário responderá por
lesão corporal de natureza grave se tiver provocado
em Júlio debilidade permanente de função como a
redução da capacidade mastigatória pela perda
dentária.
R: Certo. Lembre-se: Debilidade permanente são
lesões de natureza grave, já a deformidade perma-
nente são lesões de natureza gravíssima.
CESPE - 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA - PE - Perito
Criminal - Odontologia (ADAPTADA) De acordo
com o Código Penal (CP), a lesão corporal será classi-
ficada como gravíssima caso a vítima fique perma-
nentemente incapacitada para o trabalho.
R: Certo. O resultado incapacidade permanente para
o trabalho encontra-se inserido no rol do § 2º do
artigo 129 do Código Penal, tratando-se efetiva-
mente de hipótese de lesão corporal gravíssima.
CESPE - 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA - PE - Conheci-
mentos Gerais (Perito Criminal e Médico –
ADAPTADA) Em relação aos crimes contra a pessoa,
o crime de lesão corporal de natureza grave é carac-
terizado se da conduta do agente resulta incapacidade
da vítima para as ocupações habituais por mais de
trinta dias; perigo de vida; debilidade permanente de
membro, sentido ou função; ou aceleração de parto.
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LESÃO
CORPORAL
CONTRA
AUTORIDADE
OU AGENTE DE
SEGURANÇA
PÚBLICA
AUMENTO
DE 1/3 A
2/3
108
CRIMES CONTRA A HONRA
R: Certo. Exatamente o que traz o Art. 129. §1º.
CESPE - 2013 - Polícia Federal - Perito Criminal
Federal - Cargo 10 Tendo em vista que o médico-legis-
ta deve descrever, em seu laudo, as lesões que even-
tualmente encontrar, e cuja natureza jurídica pode
ser leve, grave e gravíssima, ou, ainda, lesão corporal
seguida de morte, em conformidade com o art. 129
do Código Penal, julgue o item que se segue.
A incapacidade para ocupações habituais por mais de
trinta dias, a deformidade permanente e a aceleração
de parto caracterizam lesões corporais de natureza
grave.
R: Errado. A incapacidade para ocupações habituais
por mais de trinta dias e a aceleração de partosão
lesões corporais de natureza grave, porém a deformi-
dade permanente caracteriza uma lesão corporal de
natureza gravíssima.
CALÚNIA Art. 138 DIFAMAÇÃO Art. 139 INJÚRIA Art. 140
Imputa falsamente FATO
definido como crime
Imputa (falso ou verdadeiro)
FATO ofensivo à sua reputação
Imputa (falso ou verdadeiro)
QUALIDADE ofensiva a dignidade
ou o decoro
HONRA OBJETIVA
(imagem perante a sociedade)
HONRA OBJETIVA
(imagem perante a sociedade)
HONRA SUBJETIVA
(juízo que cada um faz de si
mesmo - autoestima)
Em regra, admite-se a
exceção da verdade. Só não
admite em 3 situações
Exceção da verdade só cabe se for
funcionário público e a ofensa é
relativa ao exercício de suas funções
Não cabe exceção da verdade
Em regra, não cabe contra
pessoa jurídica, exceto
se crime ambiental
Cabe contra pessoa jurídica Não cabe contra pessoa jurídica,
pois essa não tem honra subjetiva
Não constitui:
• ofensa irrogada
• opinião desfavorável
• conceito desfavorável emitido
por funcionário público
Não constitui:
• ofensa irrogada
• opinião desfavorável
• conceito desfavorável emitido
por funcionário público
Cabe inferência e
pedido de explicação
Cabe inferência e
pedido de explicação
Cabe inferência e
pedido de explicação
Punível contra os mortos Não punível contra os mortos Não punível contra os mortos
Detenção 6m - 2a + M Detenção 3m - 1a + M Detenção 1m - 6m ou M
O querelado que, ANTES da
sentença, se retrata cabalmente
da calúnia ou da difamação, fica
isento de pena.
O querelado que, ANTES da
sentença, se retrata cabalmente
da calúnia ou da difamação, fica
isento de pena.
AUMENTAM-SE DE UM TERÇO:
• Presidente da República
• Chefe de governo estrangeiro
• Funcionário público, em razão de suas funções
• Presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria
• Maior de 60 anos, exceto na injúria, nesse caso qualifica a injúria
• Portadora de deficiência, exceto no caso de injúria, nesse caso qualifica a injúria
APLICA-SE A PENA EM DOBRO:
• Paga ou promessa de recompensa
Súmula 714 - STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condi-
cionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão
do exercício de suas funções.
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109
JURISPRUDÊNCIAS – STJ CRIMES CONTRA A HONRA
1. Para a configuração dos crimes contra a honra, exige-se a demonstração mínima do intento positivo e delibera-
do de ofender a honra alheia (dolo específico), o denominado animus caluniandi, diffamandi vel injuriandi.
2. Nos casos em que a inexistência da intenção específica de ofender a honra alheia é flagrante, admite-se, excep-
cionalmente, em sede de habeas corpus, a análise da presença do dolo específico exigido para a caracterização
dos crimes contra a honra.
3. Para a caracterização do crime de calúnia, é indispensável que o agente que atribui a alguém fato definido
como crime tenha conhecimento da falsidade da imputação.
4. O crime de calúnia não se contenta com afirmações genéricas e de cunho abstrato, devendo a inicial acusatória
conter a descrição de fato específico, marcado no tempo, que teria sido falsamente praticado pela pretensa
vítima.
5. Não se admite a exceção da verdade quando o excipiente não consegue demonstrar a veracidade da prática de
conduta criminosa.
6. Os deputados federais e os senadores gozam de imunidade parlamentar material, o que afasta a tipicidade de
eventuais condutas, em tese, ofensivas à honra praticadas no âmbito de suas atuações político-legislativas.
7. A imunidade em favor do advogado, no exercício da sua atividade profissional, insculpida no art. 7º, § 2º, do
Estatuto da OAB (Lei n. 8.906/1994), não abrange o crime de calúnia, restringindo-se aos delitos de injúria e
difamação.
8. A parte não responde por crime contra a honra decorrente de peças caluniosas, difamatórias ou injuriosas
apresentadas em juízo por advogado credenciado.
Obs: EXCEÇÃO DA VERDADE:
• Prova que o fato é VERDADEIRO
• Cabível na CAMA (CAlúnia e DifaMAção)
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE - 2019 - TJ-PA - Juiz de Direito Substituto
(ADAPTADA) A configuração do crime de difamação
pressupõe a existência de fato não tipificado.
R: Certo. Pressupõe um fato atípico, caso contrário,
estaríamos diante de um crime de calúnia.
CESPE - 2019 - DPE-DF - Defensor Público Con-
forme entendimento do STF, a persecução penal por
crime contra a honra de servidor público no exercício
de suas funções é de ação pública condicionada à
representação do ofendido.
R: Errado. O STF estabeleceu a legitimidade concor-
rente para a propositura da ação por crime contra a
honra de servidor público em razão do exercício de
suas funções.
CESPE - 2019 - TJ-SC - Juiz Substituto (ADAPTA-
DA) Com relação a crimes contra a honra, a exceção
da verdade é admitida em caso de delito de
difamação contra funcionário público no exercício de
suas funções.
R: Certo. É o que traz o § único do Art. 139: “A
exceção da verdade somente se admite se o ofendido
é funcionário público e a ofensa é relativa ao
exercício de suas funções”.
CESPE - 2018 - STJ - Analista Judiciário - Oficial de
Justiça Avaliador Federal Considerando a doutrina
e a jurisprudência dos tribunais superiores acerca
dos crimes em espécie, julgue o seguinte item. Situ-
ação hipotética: Um servidor público, no exercício de
suas funções, foi vítima de injúria e difamação. Asser-
tiva: Nessa situação, será concorrente a legitimidade
do servidor ofendido, mediante queixa, e do
Ministério Público, condicionada à representação do
ofendido, para a ação penal correspondente.
R: Certo. Mais uma vez o teor da Súmula 714 do STF é
cobrado, assim, vejamos: "É concorrente a legitimi-
dade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério
Público, condicionada à representação do ofendido,
para a ação penal por crime contra a honra de servidor
público em razão do exercício de suas funções".
CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista
Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal
Crime de injúria racial cometido contra oficial de
justiça no exercício de suas funções ou em razão
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110MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
delas é absorvido pelo crime de desacato, em razão
do princípio da consunção.
R: Errado. A consunção ocorre quando um delito de
alcance menos abrangente (menos grave) praticado
pelo agente for meio necessário ou fase preparatória
ou executória para a prática de um delito de alcance
mais abrangente (mais grave), e não o contrário. A
questão se torna errada em afirmar que o crime mais
grave (injúria) será absorvido pelo crime menos
grave (desacato).
DIREITO PENAL - PARTE ESPECIAL
Art. 155 SUBTRAIR, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena: reclusão, de um a quatro anos, e multa.
• Bem jurídico tutelado: o patrimônio (posse ou propriedade de coisa alheia móvel);
• Elemento subjetivo: “dolo específico”;
• Sujeito ativo: crime comum (qualquer pessoa pode praticá-lo).
• Sujeito passivo: o proprietário ou o possuidor do objeto subtraído;
• Consumação: teoria da Amotio ou Apprehensio (consuma-se com a inversão da posse da coisa pelo agente);
• Tentativa: é possível a tentativa quando, iniciada a execução, o crime não se consuma por circunstâncias alheias à
vontade do agente;
• Furto de uso não é crime;
• Furto famélico: furto de alimentos. A pessoa furta quando a sua prática for inevitável para saciar a fome e
preservar a vida ou a saúdeprópria ou alheia. Para a doutrina e jurisprudência majoritária, pode excluir a ilicitude
por estado de necessidade.
111
CAPÍTULO I - DO FURTO
ATENÇÃO!
§ 1º - A pena
• Aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno
• Cabe furto qualificado e majorado pelo repouso noturno.
• Cabe furto privilegiado e majorado pelo repouso noturno.
• Não se aplica, em regra, o princípio da insignificância se for no período
noturno, uma vez que fica caracterizado maior reprovabilidade da conduta.
§ 2º - Se o criminoso é:
• Primário; e
• Pequeno valor a coisa furtada;
O juiz pode:
• Substituir a pena de reclusão pela de detenção;
• Diminuí-la de um a dois terços;
• Ou aplicar somente a pena de multa.
• Cabe furto privilegiado e majorado pelo repouso noturno.
• É possível o reconhecimento do furto privilegiado e qualificado ao mesmo
tempo.
• Súmula 511 do STJ: é possível o reconhecimento do privilégio previsto no §
2º do art. 155 do CP nos casos de furto qualificado, se estiverem presentes:
TÍTULO II – CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO
FUNCIONÁRIO PÚBLICO: o agente que se aproveita da sua qualidade de FUNCIONÁRIO PÚBLICO para
subtrair o bem pratica o crime de peculato furto . Todavia, se o funcionário não se aproveitar dessa qualidade
cometerá o crime de furto (Art. 312, §1º do CP).
CONDÔMINO / COERDEIRO / SÓCIO: o condômino, coerdeiro ou sócio que subtrai a coisa de quem detém
legitimamente responde pelo crime de furto de coisa comum. É um crime de menor potencial ofensivo e de
ação penal pública condicionada a representação (Art. 156 do CP).
Não haverá crime de furto se a subtração for de:
• Coisa própria: ainda que o objeto esteja sob a detenção de terceiros, poderá responder pelo crime de
Exercício Arbitrário das Próprias Razões (Art. 345 do CP);
• Coisa sem dono (res nullius): são as coisas que nunca tiveram um dono;
• Coisa abandonada (res derelictae);
• Coisa perdida (res desperdictae): haverá o crime de apropriação de coisa achada se não restituir ao dono no
prazo de 15 (quinze) dias (art. 169, § único, II, do CP).
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MAJORANTE +1/3
PRIVILÉGIO
RECLUSÃO
POR
DETENÇÃO
OU -1/3 A
2/3 OU
MULTA
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
I - Com
• Destruição; ou
• Rompimento de obstáculo.
II - À subtração da coisa com:
• Abuso de confiança; ou
• Fraude;
• Escalada; ou
• Destreza.
III - Com emprego de chave
falsa;
112
• a primariedade do agente;
• o pequeno valor da coisa; e
• a qualificadora for de ordem objetiva.
• STF: a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a
insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto.
• STF: habitualidade delitiva específica impede a aplicação do princípio da
insignificância.
FURTO PRIVILEGIADO
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel:
• A energia elétrica; ou
• Qualquer outra que tenha valor econômico.
• Ligação clandestina: procedimento comumente denominado de “gato”,
que consiste em “puxar” energia de casa vizinha. Configura crime de furto.
• Adulteração no medidor de energia elétrica: na doutrina prevalece o
entendimento de que, se a fraude ocorre no medidor de energia, o crime
praticado é o de estelionato. No mesmo sentido, decidiu o STJ recente-
mente, também, entendendo se tratar de estelionato (AREsp
1.418.119/DF, DJe 13/05/2019).
• O pagamento dos referidos débitos, ainda que antes de recebida a denún-
cia, não gera a extinção da punibilidade (HC 412.208/SP, DJe 23/03/2018).
FURTO DE SINAL DE TV A CABO É CRIME DE FURTO?
Há divergência nos tribunais superiores. Para o STJ, a questão da subtração
de sinal de TV a cabo está controvertida atualmente (a 5ª turma considera
conduta típica; e a 6ª turma, atípica). Para o STF, não caracteriza crime (con-
duta atípica), evitando-se a analogia in malam partem.
ATENÇÃO!
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE/2014/TJ-DF/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO Segundo o entendi-
mento do STJ e do STF, a captação irregular de sinal de TV a cabo não configura delito de furto de energia de
valor econômico.
R: Errado.
• Abuso de confiança é circunstância subjeti-
va, incomunicável no concurso de pessoas.
• Fraude: é empregada para que a vítima
diminua sua vigilância sobre o bem.
• Destreza: especial habilidade física ou
manual que permite ao agente retirar bens em
poder direito da vítima sem que ela perceba.
Considera-se chave falsa todo instrumento,
com ou sem forma de chave, utilizado para
abrir fechadura ou dispositivo análogo, que
possibilite a execução do crime.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
PRIVILÉGIO
RECLUSÃO
POR
DETENÇÃO
OU -1/3 A
2/3 OU
MULTA
FURTO DE
ENERGIA +1/3
A coisa furtada é de pequeno
valor, porém há relevante lesão ao
patrimônio da vítima, mesmo a
coisa furtada sendo de pequeno
valor. Apesar de não afastar a
tipicidade do fato, gera benefícios
da aplicação da pena.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA
A coisa furtada é de valor insignifi-
cante e não há relevante lesão ao
patrimônio da vítima. Afasta-se a
tipicidade material do fato, tornando
o atípico.
QUALIFICADORA
RECLUSÃO
DE 2 A 8
ANOS +
MULTA
113
IV - Mediante concurso de
duas ou mais pessoas.
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 a 10 anos e multa, se houver emprego de
EXPLOSIVO ou de ARTEFATO ANÁLOGO que cause perigo comum. (2018)
§ 5º A pena é de reclusão de 3 a 8 anos se a subtração for de:
• Veículo automotor;
• Que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior.
§ 6º A pena é de reclusão de 2 a 5 anos se a subtração for de:
• Semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em
partes no local da subtração - conhecido como ABIGEATO.
• Deve ser animal domesticável de produção, como: gado, porco, galinha, etc.
§ 7º A pena é de reclusão de 4 a 10 anos e multa:
• Se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta
ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.
(2018)
1. Consuma-se o crime de furto:
• Com a posse de fato da res furtiva;
• Ainda que por breve espaço de tempo e seguida de perseguição ao agente;
• Sendo prescindível (dispensável) a posse mansa e pacífica ou desvigiada.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 934).
2. O rompimento ou destruição do vidro do automóvel com a finalidade de subtrair objetos localizados em seu
interior qualifica o furto (se for para furtar o próprio automóvel, não qualifica).
3. Todos os instrumentos utilizados como dispositivo para abrir fechadura são abrangidos pelo conceito de
chave falsa, incluindo as mixas.
4. A prática do delito de furto qualificado por escalada, destreza, rompimento de obstáculo ou concurso de agen-
tes indica a reprovabilidade do comportamento do réu, sendo inaplicável o princípio da insignificância.
5. Para a caracterização do furto privilegiado, além da primariedade do réu, o valor do bem subtraído não deve
exceder à importância correspondente ao salário mínimo vigente à época dos fatos.
6. A lesão jurídica resultante do crime de furto não pode ser considerada insignificante quando o valor dos bens
subtraídos perfaz mais de 10% do salário mínimo vigente à época dos fatos.
7. O reconhecimento das qualificadoras da escalada e rompimento de obstáculo previstas no art. 155, § 4º, I e II,
do CP exige a realização do exame pericial, salvo nas hipóteses de inexistência ou desaparecimento de vestígios,
ou ainda se as circunstâncias do crime não permitirem a confecção do laudo.
8. Nos casos de continuidade delitiva o valor a ser considerado para fins de concessão do privilégio (artigo 155,
§ 2º, do CP) ou do reconhecimento da insignificância é a soma dos bens subtraídos.
STJ JURISPRUDÊNCIAS EM TESES (FURTO)
CAPÍTULO II -cabe ao presidente prestar contas anualmente ao Poder
Legislativo. Por simetria, tal obrigação estende-se ao
governador do estado e aos prefeitos municipais.
O termo “ao Poder Legislativo” exerce a função de
complemento da forma verbal “prevê”.
R: Errado. Necessário perceber que a expressão “ao
Poder Legislativo” se encontra na oração do verbo
“prestar”. De acordo com a regência, o verbo “prestar”
é VTDI, sendo que o OD é “contas” e o OI é “ao Poder
Legislativo”. Com isso, “ao Poder Legislativo” exerce
função de OI da forma verbal “prestar”, mas não da
forma “prevê”.
CESPE – 2015 – MPU - Analista Julgue o item subse-
quente, relativo à estrutura linguística do texto I.
Fragmento do texto: “Até Montesquieu, não eram
identificadas com clareza as esferas de abrangência dos
poderes políticos: só se concebia sua união nas mãos de
um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a
apresentar, sob a forma de sistema coerente, as conse-
quências de conceitos diversos”. A flexão plural em
“eram identificadas” decorre da concordância com o
sujeito dessa forma verbal: “as esferas de abrangên-
cia dos poderes políticos”.
R: Certo. Para facilitar a visualização devemos colo-
car na ordem direta: “As esferas de abrangência dos
poderes políticos não eram identificadas com
clareza”. O núcleo do sujeito é “esferas”, que está no
plural. Por isso, o verbo de ligação “ser” e o predicati-
vo do sujeito “identificadas” estão flexionados de
forma a manter a concordância (verbal e nominal)
com o sujeito a que se referem.
CESPE – 2016 – FUNPRESP - Superior Julgue o item
seguinte, referente aos aspectos linguísticos e às
ideias do texto “O homem que só tinha certezas”.
Fragmento do texto: Mas ele nunca errava, e já nem
havia mais o que errar, uma vez que não havia mais dúvidas.
CONCORDÂNCIA - REGÊNCIA NOMINAL
Relação sintática que existe entre o NÚCLEO e os seus determinantes.
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09
EXCEÇÕES
Mistura nos gêneros: O aluno e a aluna estudiosos recitarão o poema. (Concordância gramatical)
O aluno e a aluna estudiosa recitarão o poema. (Concordância atrativa)
OBS: Quando há um predicativo (do sujeito ou do objeto) não acontece atrativo. Ele concorda com os dois!
2. Adjetivo ANTES do Núcleo, ligado a mais de um substantivo (concordância somente
atrativa).
EXCEÇÕES 4. Bastante. O “bastante” será plural em duas situações: quando for pronome indefinido
(muitos/muitas), referindo-se a substantivo, ou quando for adjetivo (suficiente).
Quando o “bastante” for advérbio, referindo-se a verbo, advérbio ou adjetivo, não há
flexão.
EXCEÇÕES 3. A expressão “tal qual”
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2013 – CNJ – Técnico Judiciário Com base
nas ideias e estruturas linguísticas do texto acima,
julgue os itens seguintes.
Fragmento do texto: Os acessos às páginas que
integram o portal do CNJ na Internet (www.cnj.jus.br)
alcançaram, em novembro de 2012, a marca de mais de
16 milhões.
A forma verbal “alcançaram” está flexionada na 3.ª
pessoa do plural porque concorda com “páginas”.
R: Errado. Note que o verbo “alcançaram” encon-
tra-se flexionado no plural para concordar com o
núcleo do sujeito “acessos”. O termo “às páginas” é
apenas o CN e não interfere na concordância.
CESPE – 2016 – Instituto Rio Branco - Diplomata
Acerca das relações semântico-sintáticas e do
vocabulário do texto II, julgue (C ou E) o item seguin-
te.
Fragmento do texto: O relato, como o filme, dá conta
do trágico percurso de Uirá, da tribo Urubu-Kaapor, no
Maranhão deste século, o qual um dia fica iñaron
quando, após muitas desgraças comuns ao destino dos
índios brasileiros, como fome, espoliação, epidemias,
perseguições, perde também um dos filhos.
Os termos “trágico” (linha 1), “de Uirá” e “deste
século” exercem a mesma função sintática, na oração
em que ocorrem.
R: Certo. Note que os três termos são adjuntos
adnominais, isto é, são termos caracterizadores de
seus respectivos núcleos ("dá": VTD; "conta": OD;
"do trágico percurso de Uirá": CN; “no Maranhão
deste século”: adjunto adverbial de lugar, sendo "Ma-
ranhão" núcleo; "o" e "deste século", adjuntos adnominais).
Avistamos, ao longe, altos prédios e casas.
Avistamos, ao longe, altas edificações e prédios.
O ALUNO era TAL QUAL o MESTRE.
Os ALUNOS eram TAIS QUAL o MESTRE.
O FILHO é TAL QUAIS os PAIS.
Os FILHOS são TAIS QUAIS os PAIS.
Consideramos lindos o leão e o tigre.
O “tal” concorda com o substantivo que fica antes e o “qual”, com o substantivo que fica depois, ainda que soe
de forma estranha, uma frase ou outra.
Exemplos:
Recebeu bastantes prêmios. (Bastantes: pronome adjetivo indefinido)
Recebeu prêmios bastantes. (Bastantes: adjetivo)
Estavam bastante cansados. (Bastante: advérbio, pois modifica um adjetivo)
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10
TRANSFORMAÇÃO: É importante aprender a transformar uma voz em outra. Para isso, existe um passo a passo:
Apenas Verbo Transitivo Direto (VTD) e Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI)
admitem a transformação para a voz passiva.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2013 – ANS – Analista Administrativo
Julgue os itens a seguir, relativos às estruturas
linguísticas e informações do texto acima.
Fragmento do texto: A avaliação das operadoras de
planos de saúde em relação às garantias de atendimento,
previstas na RN 259, é realizada de acordo com dois
critérios: comparativo, cotejando-as entre si, dentro do
mesmo segmento e porte; e avaliatório, considerando
evolutivamente seus próprios resultados.
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se
substituir “é realizada” por “realiza-se”.
R: Errado. Note que a substituição está correta, visto
que não há prejuízo em trocar da voz passiva analíti-
ca para a voz passiva sintética.
CESPE – 2016 – FUNPRESP – Nível Superior Julgue
o item seguinte, referente aos aspectos linguísticos e
às ideias do texto “O homem que só tinha certezas”.
Fragmento do texto: Parece que foi de nascença. Ele já
teria vindo ao mundo assim, com todas as certezas junto,
pulou a fase dos porquês e nunca soube o que era curiosi-
dade na vida. Cresceu achando natural viver derraman-
do afirmações pela boca. A notícia espalhou-se rapida-
mente. Não demorou muito para se tornar capa de todas
as revistas e personagem assíduo dos programas de TV.
A supressão da partícula “se”, em “espalhou-se”, preju-
dicaria a correção gramatical do texto e seu sentido
original.
R: Certo. Note que o verbo “espalho” é VTD e o
pronome “se” age como P.A. Excluindo o pronome, o
sujeito passa a ser agente e o verbo deixa de ter seu
complemento verbal, o que torna a estrutura incoerente.
A ideia é: a notícia foi espalhada (voz passiva).
CESPE – 2010 – FUB – Superior Julgue os próximos
itens, relativos à estrutura linguística do texto.
Fragmento de texto: Essas conexões seriam os nossos
hiperlinks cerebrais, e a Internet seria uma das formas de
comunicação que mais se assemelha a nós próprios.
Criador e criatura se influenciam de forma parecida.
O vocábuloDO ROUBO E DA EXTORSÃO
CONCURSO DE PESSOAS
• Furto: qualifica • Roubo: majora
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Art. 157 - SUBTRAIR:
• coisa móvel alheia,
• para si ou para outrem,
• mediante grave ameaça ou violência a pessoa,
• ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de
resistência.
• Violência própria: grave ameaça ou violência a pessoa.
• Violência imprópria: reduzido à impossibilidade de resistência (emprego de
drogas, soníferos, hipnose, etc.).
• Roubo não admite privilégio e não admite a aplicação do princípio da insig-
nificância.
• Roubo de uso é crime.
QUALIFICADORA
RECLUSÃO
DE 2 A 8
ANOS +
MULTA
RECLUSÃO
DE 4 A 10
ANOS +
MULTA
FURTO DE
VEÍCULO
AUTOMOTOR
RECLUSÃO
DE 3 A 8
ANOS
FURTO DE
SEMOVENTE
DOMESTICÁVEL
DE PRODUÇÃO
RECLUSÃO
DE 2 A 5
ANOS
FURTO DE
EXPLOSIVOS -
QUALIFICADO
RECLUSÃO
DE 4 A 10
ANOS +
MULTA
ROUBO
PRÓPRIO
RECLUSÃO
DE 4 A 10
ANOS +
MULTA
114
• A quantidade de roubos é analisada pela perspectiva da esfera patrimonial
atingida.
Exemplo: se praticado dentro de ônibus e rouba do cobrador e de três vítimas,
responde por 4 roubos em concurso formal (esferas patrimoniais diferentes).
- Mesmo contexto fático, viola o patrimônio de pessoas diversas: roubo em
concurso formal.
- Se, no mesmo contexto fático, viola o patrimônio de pessoas distintas, mas
na posse de uma única pessoa: crime único.
ROUBO PRÓPRIO ROUBO IMPRÓPRIO
§1º Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega
violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do
crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.
• Bem jurídico tutelado: patrimônio e a pessoa (crime pluriofensivo);
• Elemento subjetivo: “dolo específico”;
• Sujeito ativo: crime comum;
• Sujeito passivo: crime comum (proprietário do objeto subtraído);
• Consumação e tentativa do roubo próprio: Teoria da Amotio ou Apprehensio
(consuma-se com a inversão da posse da coisa pelo agente). Admite-se tentativa;
• Consumação e tentativa no roubo impróprio: consuma-se com o emprego de
violência ou grave ameaça após a subtração da coisa. O roubo Impróprio não
admite tentativa.
§ 2º - A pena aumenta-se de um 1/3 até 1/2: (2018)
I - REVOGADO - (2018)
II - Se há o concurso de duas ou mais pessoas;
III - Se a vítima:
• está em serviço de transporte de valores; e
• o agente conhece tal circunstância.
IV - Se a subtração for de veículo automotor que venha a ser
transportado para outro Estado ou para o exterior;
V - Se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
VI – Se a subtração
• for de substâncias explosivas; ou
• de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação,
montagem ou emprego. (2018)
VII - Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca.
(2019 – Lei Anticrime)
• O roubo é um crime complexo, pois consiste na junção de mais de uma figura
típica (furto + lesão corporal ou ameaça ou constrangimento ilegal).
• O crime de roubo só é hediondo na hipótese do roubo com resultado de morte
(latrocínio Art. 157, §3º). Em nenhuma outra hipótese o roubo será considerado
crime hediondo.
• Em regra, não cabe arrependimento posterior no crime de roubo. Salvo quando
da utilização de violência imprópria.
1º - Pratica violência, grave ameaça ou
redução da capacidade de resistência
(antes ou durante a subtração);
2º - Subtrai a coisa.
Admite violência própria e violência
imprópria.
1º - Subtrai a coisa.
2º - Violência ou grave ameaça (depois
da subtração).
ROUBO IMPRÓPRIO NÃO ADMITE
VIOLÊNCIA IMPRÓPRIA.
Se o agente depois de subtrair, reduz a
capacidade de resistência da vítima
(violência imprópria), em regra, responde
por furto e poderá responder pelo crime de
lesão, ameaça ou constrangimento ilegal,
a depender do caso.
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ROUBO
PRÓPRIO
RECLUSÃO
DE 4 A 10
ANOS +
MULTA
ROUBO
MAJORADO
+1/3 A
+1/2
ROUBO
IMPRÓPRIO
RECLUSÃO
DE 4 A 10
ANOS +
MULTA
CONCURSO DE PESSOAS
• Furto: qualifica • Roubo: majora
VEÍCULO
• Furto: qualifica • Roubo: majora
115
ARMA BRANCA COMO CAUSA DE AUMENTO PARA O CRIME DE ROUBO
CAUSAS DE AUMENTO COM ARMA - ROUBO
Arma branca
+ 1/3 até 1/2 + 2/3
Demais armas
de fogo
Dobro
§ 2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): (2018)
I – Se a violência ou ameaça:
• é exercida com emprego de arma de fogo; (2018)
II – Se há destruição ou rompimento de obstáculo:
• mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo
comum. (2018)
§ 3º Se da VIOLÊNCIA resulta: (2018)
I – LESÃO CORPORAL GRAVE, a pena é de reclusão de 7 a 18 anos, e multa;
(2018)
ATENÇÃO! STF: O roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio) ou lesões
corporais permanece único quando, apesar de resultarem lesões corporais em
várias pessoas, apenas um patrimônio seja ofendido.
II – MORTE, a pena é de reclusão de 20 a 30 anos, e multa. (2018)
• STF: Agente que participou do roubo pode responder por latrocínio ainda que o
disparo que matou a vítima tenha sido efetuado pelo corréu. Ou seja, trata-se de
concurso de pessoas, a regra é que todos respondem pelo mesmo crime, conforme
Teoria Monista e Teoria do Domínio do Fato.
• SUM 610 – STF: Há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma, ainda
que não realize o agente a subtração de bens da vítima.
subtração consumada + morte consumada = latrocínio consumado
subtração tentada + morte tentada = latrocínio tentado
subtração tentada + morte consumada = latrocínio consumado
subtração consumada + morte tentada = latrocínio tentado
A causa de aumento de arma
branca havia sido revogada.
A causa de aumento de arma
de fogo foi aumentada para
2/3.
Aumento de 1/3 até 1/2;
VII - se a violência ou grave ameaça é exerci-
da com emprego de arma branca.
A causa de aumento de arma de fogo foi
aumentada em dobro se a arma de fogo for
de uso restrito ou proibido.
A causa de aumento de arma de fogo foi
mantida em 2/3 no caso das demais arma de
fogo.
Atente-se que a revogação da arma branca como causa de aumento de pena é
norma mais benéfica ao réu, portanto, retroagiu para alcançar todos os crimes
anteriores a sua vigência. Conclui-se, portanto, que a arma branca só vai ser
causa de aumento para os crimes cometidos a partir de 23/01/2020.
Logo:
§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça:
• É exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido,
• Aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo.
(Incluído pela Lei Anticrime)
ROUBO
MAJORADO
+1/3 A
+1/2
+2/3
DOBRO
ROUBO
QUALIFICADO
(LESÃO GRAVE)
RECLUSÃO
7 A 18
ANOS +
MULTA
ROUBO
QUALIFICADO
(MORTE)
RECLUSÃO
20 A 30
ANOS +
MULTA
Antes da Lei Anticrime
(13.964/2019)
Com a Lei Anticrime
(13.964/2019)
Arma de fogo de uso
restrito ou proibido
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116
EXTORSÃO ESTELIONATO
STJ JURISPRUDÊNCIAS EM TESES (ROUBO)
EXTORSÃO
1. O roubo praticado em um mesmo contexto fático, mediante uma só ação, contra vítimas diferentes, enseja o
reconhecimento do concurso formal de crimes, e não a ocorrência de crime único.
2. É prescindível (dispensável) a apreensão e perícia da arma de fogo para a caracterização de causa de aumento
de pena prevista no art. 157, § 2º, I, do CP, quando evidenciado o seu emprego por outros meios de prova.
3. Cabe à defesa o ônus da prova de demonstrar que a arma empregada para intimidar a vítima é desprovida de
potencial lesivo.
4. A utilização de arma sem potencialidade lesiva, atestada por perícia, como forma de intimidar a vítima no
delito de roubo, caracteriza a elementar grave ameaça, porém,“se” é empregado com a mesma função
nas duas ocorrências: a de marcar reciprocidade de
ação.
R: Errado. Note que, para haver reciprocidade, é
preciso uma ação provocada por um indivíduo +
resposta dessa ação por outro indivíduo. Exige-se, no
mínimo, dois agentes. No item, o primeiro “se” é
reflexivo (pode assemelhar “ele mesmo” a algo). Na
segunda ocorrência o “se” é, de fato, recíproco
(criador influencia a criatura e vice-versa).
ATIVA
Sujeito pratica a ação.
Ex: Maria pintou o quadro.
PASSIVA
Sujeito paciente:
sofre a ação.
Analítica
(ser + particípio)
Ex: O vidro foi
quebrado.
Sintética
(VTD ou VTDI + SE)
Ex: Derrotou-se o
leão.
REFLEXIVA
Agente e paciente:
pratica e sofre a ação
ao mesmo tempo.
Simples
Ex: Mário pintou-se.
(Pintou a si mesmo.)
Recíproca
Eles se pintaram.
(Pintaram um ao
outro.)
Voz ativa Voz passiva analítica
1. Objeto direto vai virar sujeito paciente 2. Verbo ser + particípio (tempo) 3. Sujeito vira agente da passiva
Ela leu o contrato VOZ ATIVA
O contrato foi lido por ela VOZ PASSIVA
FUNÇÕES DO “SE”
Como já visto, a voz passiva analítica é constituída pelo verbo ser + particípio e apenas VTD e VTDI admitem a
voz passiva.
VOZES VERBAIS
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11
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2015 – FUB – Médico do Trabalho De
acordo com o texto acima, julgue o seguinte item.
Fragmento do texto: A língua é como a roupa que
vestimos: há um traje para cada ocasião. Há situações
em que se deve usar traje social, outras em que o mais
adequado é o casual, sem falar nas situações em que se
usa maiô ou mesmo nada, quando se toma banho.
Trata-se de normas indumentárias que pressupõem um
uso “normal”. Não é proibido ir à praia de terno, mas não
é normal, pois causa estranheza.
Mantêm-se a correção gramatical e as informações
originais do texto ao se substituir “Trata-se de” por
“Situações como essas se tratam de”.
A voz passiva sintética tem como marca a partícula “SE” apassivadora. Além dessa função, o “SE” poderá apare-
cer de outras formas, são elas:
Partícula expletiva (ou de realce);
Partícula apassivadora (PA);
Índice de indeterminação do sujeito (IIS);
Pronome reflexivo (também pode ser recíproco) (PR);
Parte integrante do verbo (PIV).
Partícula expletiva ou de realce
ATENÇÃO
AGENTE INDETERMINADO
SE (PA)
VTD / VTDI
Tem sujeito
Aluga-se esta sala.
PA ou IIS? PA ou IIS?
Acredita-se na sua inocência.
Sujeito indeterminado
VTI / VI / VL
SE (IIS)
Irá acontecer com os seguintes verbos: ir/partir, sorrir, rir, sentar. Recebe esse nome por haver a possibilidade
de retirá-la da frase sem prejuízo.
Quem aluga, aluga algo = VTD. Então, o “SE” é apassivador.
Quem acredita, acredita em algo/alguém = VTI. Então o “SE” é índice de indeterminação do sujeito.
É importante reconhecer que o pronome reflexivo (PR), além de possuir verbo com agente determinado, esse
sujeito irá praticar a ação ao mesmo tempo que sofre, ou seja, pratica a ação nele mesmo, de forma recíproca,
sendo o objeto direto na oração.
Logo, a partícula “SE” será parte integrante do verbo (PIV) quando houver agente determinado e o sujeito
praticar a ação e não a sofrer. Os verbos são: VTI, VI e VL.
Quando em uma oração não há nenhum dos verbos citados, você poderá seguir o seguinte caminho para verificar
qual função o “SE” está desempenhando:
- Procurar o agente (quem pratica a ação)
• Se o agente for INDETERMINADO: será partícula apassivadora (PA) ou índice de indeterminação do sujeito (IIS).
• Se o agente for DETERMINADO: será pronome relativo (PR) ou parte integrante do verbo (PIV).
Ele se sentou à direita do pai.
Ele sentou à direita do pai.
Quando a partícula SE é
índice de indeterminação
do sujeito é porque não será
possível atribuir um sujeito
para a frase.
AGENTE DETERMINADO
SE (PR)
VTD / VTDI VTI / VI / VL
SE (PIV)
Ela SE queixou de fortes dores de coluna.
Suj PIV VTI OI
Analise sempre se existe a ideia de “a si mesmo” ou de reciprocidade
(ação correspondida). Quando existir, será PR.
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12
R: Errado. Note que o verbo "trata" é TI e o pronome
“se” é IIS, logo “de normas indumentárias” é o OI. A
reescrita proposta (Situações como essas se tratam de)
apresenta sujeito determinado, não podendo flexionar
o verbo para o plural. As formas corretas seriam: “Tra-
ta-se de normas indumentárias” ou “Situações como
essas tratam de”.
CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados – Consul-
tor Legislativo Em relação ao texto acima, julgue o
item a seguir.
Fragmento do texto: Assim, as frentes frias, antes
fortemente presas naquela região, dissipam-se para
latitudes mais baixas, o que faz com que o frio polar
chegue aos Estados Unidos da América, por exemplo.
No trecho “dissipam-se para latitudes mais baixas”, a
partícula “se” tem função apassivadora.
R: Certo. Note que o verbo “dissipam” é VTD, o
pronome “se” é PA e “as frentes frias” é sujeito
paciente. Transformando em voz passiva analítica
obtemos a confirmação: “as frentes frias são dissipa-
das para latitudes mais baixas”.
CESPE – 2015 – MPU - Técnico Com relação às
ideias e às estruturas linguísticas do texto I, julgue o
item que se segue.
Fragmento do texto: Só no Império, em 1832, com o
Código de Processo Penal do Império, iniciou-se a sistema-
tização das ações do Ministério Público.
Caso se substituísse “iniciou-se” por “foi iniciada”, a
correção gramatical do período seria prejudicada.
R: Errado. Note que o verbo “iniciou” é VTD, o
pronome “se” é PA e o núcleo do sujeito paciente é
“sistematização”. Ao realizar a transformação para a
voz passiva analítica, devemos ter a concordância no
feminino e no singular: “foi iniciada”. Portanto, não há
prejuízo gramatical.
CESPE – 2016 – TCE-SC - Superior Ainda com
relação a aspectos linguísticos do texto CB2A2BBB,
julgue o item subsequente.
Fragmento do texto: Entende-se que a integridade
pública representa o estado ou condição de um órgão ou
entidade pública que está “completa, inteira, perfeita,
sã”, no sentido de uma atuação que seja imaculada ou
sem desvios, conforme as normas e valores públicos.
O sujeito da oração iniciada por “Entende-se” (linha
1) é indeterminado.
R: Errado. Note que o verbo “entender” é VTD e o
pronome “se” é PA, logo temos um verbo na voz
passiva.
PREPOSIÇÃO
CLASSES MAIS COBRADAS
FUNÇÕES DO “QUE”
FUNÇÕES SINTÁTICAS DO “QUE”
O “QUE” poderá pertencer às seguintes classes gramaticais:
Os agentes capturaram o leão|que havia fugido da jaula ontem.
O “QUE” é PR e retoma “o leão” ao tempo que inicia uma nova oração na qual exerce função de sujeito.
“QUE” com função de SUJEITO
“QUE” como OBJETO DIRETO
Ex: Eu tenho que estudar hoje. Mesmo papel da preposição “de”.
ADVÉRBIO Intensificando um adjetivo = “que” é um advérbio.
Partícula expletiva = poderá retirar o verbo
ser + que.
Ex: Que bonito seus olhos.
PRONOME INTERROGATIVO Ex: Que você quer?
PARTÍCULA EXPLETIVA Ex: É nesse prédio que eu trabalho.
Substituível por “o qual” e similares.
Pronome Relativo (PR)
Oração + “que” trocar por ISSO.
Conjunção Integrante (CI)
PR - o qual
SujODVTDSuj
Os agentes capturaram o leão|que as crianças amavam.
O “QUE” é PR e nessa oração exercerá função de objeto direto frente à existência de um sujeito na frase.
SujOD ODVTD VTDSuj
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13
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados – Analista
Legislativo Julgue o próximo item, relativo aos sentidos
e aspectos gramaticais do texto .
Fragmento do texto: O calor intensoderreteu a neve nas
pistas, forçou o cancelamento de treinos e prejudicou
competições. Por trás dessa surpresa, um velho conhecido: o
aquecimento global, fenômeno responsável por mudanças
climáticas intensas que têm afetado o planeta no último
século e que pôde ser notado em anomalias frequentes
nessa última temporada de inverno no Hemisfério Norte e
de verão, no Sul.
As orações “que têm afetado” e “que pôde ser
notado” referem-se a “aquecimento global”.
R: Errado. Note que na oração “que têm afetado”, o
pronome relativo “que” retoma “mudanças climáti-
cas”. Na oração “que pôde ser notado”, o PR “que”
retoma “aquecimento global”. Portanto, possuem
referentes distintos.
CESPE – 2016 – TCE-SC - Superior Ainda com
relação a aspectos linguísticos do texto CB2A2BBB,
julgue o item subsequente.
Fragmento do texto: De acordo com a Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE), a integridade é mais do que a ausência de
corrupção, pois envolve aspectos positivos que, em
última análise, influenciam os resultados da adminis-
tração, e não apenas seus processos. Além disso, a OCDE
compreende um sistema de integridade como um
conjunto de arranjos institucionais, de gerenciamento,
de controle e de regulamentações que visem à promoção
da integridade e da transparência e à redução do risco de
atitudes que violem os princípios éticos.
A coesão e a correção gramatical do trecho “e à
redução do risco de atitudes que violem os princípios
éticos” seriam mantidas caso a forma verbal “violem”
fosse flexionada no singular, passando, então, a
concordância a restringir-se ao termo “risco”.
R: Errado. Note que a função sintática do PR “que”,
visto que exercendo a função de sujeito e o verbo
estando no plural, o PR deve retomar a palavra
plural: “atitudes” (“atitudes violam os princípios
éticos”). Perceba que, ao mudar o referente para
“risco”, não há a manutenção da coesão: “violar
princípios éticos”.
CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados – Policial
Legislativo Considerando os sentidos e aspectos
linguísticos do texto acima, julgue os itens a seguir.
Fragmento do texto: A atividade policial pode ser
verificada em quase todas as organizações políticas que
conhecemos, desde as cidades-estado gregas até os Esta-
dos atuais.
Entretanto, o seu sentido e a forma como é realizada têm
variado ao longo do tempo. A ideia de polícia que temos
hoje é produto de fatores estruturais e organizacionais
que moldaram seu processo histórico de transformação.
O pronome relativo “que” exerce, nas duas primeiras
ocorrências, a função de complemento verbal e, na
terceira, a de sujeito da oração em que se insere.
R: Certo. Note que complemento verbal pode ser
tanto OD como OI. Na primeira ocorrência “que
conhecemos”, “conhecemos” é VTD, o sujeito é oculto
(nós) e PR é “que” é OD (nós conhecemos organizações
políticas). Na segunda ocorrência “que temos”,
“temos” é VTD, o sujeito é oculto (“nós”) e o PR “que” é
OD (nós temos ideia de polícia). Na terceira ocorrên-
cia “que moldaram seu processo histórico de trans-
formação”, “moldaram” é VTD, o OD é o termo “seu
processo histórico de transformação”, e o sujeito é o
PR “que” (fatores estruturais e organizacionais
moldaram seu processo histórico de transformação).
CESPE – 2013 – Polícia Federal – Escrivão Com
base no texto acima, julgue o item.
Fragmento do texto: O que tanta gente foi fazer do
lado de fora do tribunal onde foi julgado um dos mais
famosos casais acusados de assassinato no país? Torcer
pela justiça, sim: as evidências permitiam uma forte
convicção sobre os culpados, muito antes do encerra-
mento das investigações. Contudo, para torcer pela
justiça, não era necessário acampar na porta do tribunal,
de onde ninguém podia pressionar os jurados.
O emprego dos elementos “onde” e “de onde”, no
texto, é próprio da linguagem oral informal, razão por
que devem ser substituídos, respectivamente, por
“no qual” e “da qual”, em textos que requerem o
emprego da norma padrão escrita.
R: Errado. O uso do pronome “onde” é correto nas
duas ocorrências, visto que retoma lugar. O pronome
onde só pode ser retomado quando identificar a ideia
de lugar. “Onde” pode ser substituído por “em que”.
Além disso, o pronome “onde” não é próprio da
linguagem informal. Na primeira ocorrência, “onde”
retoma o substantivo masculino “tribunal”. Já na
segunda ocorrência, “onde” retoma o substantivo
feminino “porta”. Aqui, não cabe a preposição “em”,
em virtude da preposição “de” do termo “de que”. A
substituição proposta pela questão poderia ser
realizada sim, mas a substituição é facultativa, e não
obrigatória.
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COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2015 – TJDFT – Analista Acerca dos aspectos
linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguin-
te.
Fragmento do texto: Os juízes que se deparam com o
tema dos conflitos familiares e da violência doméstica
assistem a situações de violência extrema, marcadas
pelo abuso das relações de afeto e parentesco, pela
deslealdade nas relações íntimas de afeto e confiança.
Na linha 1, o “que" é um elemento expletivo, empre-
gado apenas para dar realce a “Os juízes".
R: Errado. Note que podemos trocar “que” por “os
quais”. Assim sendo, “que” é PR, e não palavra expleti-
va.
CESPE – 2016 – FUNPRESP – Superior Julgue o
item que se segue, pertinentes a aspectos linguísti-
cos do texto CB4A1AAA.
Fragmento do texto: Brasília tinha apenas dois anos
quando ganhou sua universidade federal. A Universi-
dade de Brasília (UnB) foi fundada com a promessa de
reinventar a educação superior, entrelaçar as diversas
formas de saber e formar profissionais engajados na
transformação do país.
A correção gramatical e o sentido original do texto
seriam preservados se o trecho “promessa de rein-
ventar a educação superior” fosse substituído por
“promessa de reinvenção da educação superior”.
R: Errado. Note que há mais de uma oração, perfa-
zendo um período composto de orações coordena-
das aditivas. Portanto, para haver tal transformação,
todas as demais orações deveriam ser substituídas
com intuito de manter o paralelismo.
COORDENADAS
PERÍODO COMPOSTO
ASSINDÉTICAS:
São orações que estão juntas e são ligadas por pontuação.
SINDÉTICAS:
Ligadas por conjunção
1. ADITIVA
2. ADVERSATIVA
3. ALTERNATIVA
4. CONCLUSIVA
5. EXPLICATIVA
1. SUBJETIVA
2. OBJETIVA DIRETA
3. OBJETIVA INDIRETA
4. COMPLETIVA NOMINAL
5. PREDICATIVA
6. APOSITIVA
SUBORDINADAS
SUBSTANTIVA
1. CONDICIONAL
2. TEMPORAL
3. CAUSAL
4. FINAL
5. CONCESSIVA
6. PROPORCIONAL
7. COMPARATIVA
8. CONFORMATIVA
9. CONSECUTIVA
ADVERBIAL
RESTRITIVAS: refere-se a uma parte.
NÃO POSSUI VÍRGULA (presume a existência de dois).
EXPLICATIVAS: refere-se ao TODO.
POSSUI VÍRGULA! Presume a existência de apenas um.
ADJETIVA
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CESPE – 2016 – TCE/PA – Superior No que se refere
à tipologia e aos sentidos do texto CB8A1AAA,
julgue o item que se segue.
Fragmento do texto: As audiências públicas integram
o perfil dos Estados democráticos de direito, modelados
pelo constitucionalismo europeu do pós-guerra, segundo
o qual o poder político não apenas emana do povo, sendo
em nome dele exercido, mas comporta a participação
direta do povo. É por meio dessas audiências que o
responsável pela decisão tem acesso às diversas opiniões
sobre a matéria debatida e abre a oportunidade para as
pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se
manifestarem antes de seu desfecho.
A oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação”
é indispensável ao sentido do período, pois delimita a
referência de “pessoas”.
R: Certo. Note que a oração “que irão sofrer os
reflexos da deliberação” ésubordinada adjetiva e se
refere ao substantivo “pessoas”. A oração adjetiva
traduz um valor de restrição a “pessoas”. Por não
haver vírgulas, temos uma oração subordinada adje-
tiva restritiva.
CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados – Policial
Legislativo Julgue os itens subsequentes, relativos ao
diálogo entre os personagens Calvin e sua professora,
Dona Doroteia, apresentado na tirinha abaixo.
No segundo quadrinho, a retirada da vírgula logo após
“felicidade” modificaria a relação semântica e sintática
entre essa palavra e o trecho “a qual é meu direito
inalienável” e afetaria a coerência da argumentação.
R: Certo. Sempre que temos a alteração de oração
adjetiva restritiva para explicativa, temos a alteração
no sentido, e vice-versa. No caso da questão, deixamos
de ter um valor explicativo para ter um valor restritivo.
Ocorre também no nome da oração, que passa a ser
oração adjetiva restritiva, por isso também há
mudança sintática. Com a vírgula, entende-se que
toda e qualquer felicidade é direito inalienável de
acordo com a Constituição. Com a retirada da vírgu-
la, nem toda felicidade passa a ser direito inalienável
prevista na Constituição. Com efeito, o contexto não
permite interpretar que poderia haver uma felici-
dade permitida e outra não.
CESPE – 2015 – TJDFT – Técnico Acerca dos aspec-
tos linguísticos do texto apresentado, julgue o item
seguinte.
Fragmento do texto: Importa destacar que a violência
intrafamiliar pode se dar tanto de forma omissiva, pela
ausência de cuidados necessários ao desenvolvimento
do indivíduo, de alimentação regular e abrigo, quanto
comissiva, pela prática de atos que violam a liberdade e a
integridade física e psíquica da vítima, agressões físicas
ou verbais.
Em “Importa destacar”, a oração “destacar” exerce
função de sujeito.
R: Certo. Note que há três orações. O verbo “impor-
ta” é intransitivo e a oração “destacar” é subordinada
substantiva subjetiva, a qual se encontra reduzida de
infinitivo (isso importa). A terceira oração (“que a
violência intrafamiliar pode se dar tanto de forma
omissiva”) é subordinada substantiva objetiva direta,
pois o verbo “destacar” é transitivo direto (destacar
isso). Portanto, a oração “destacar” exerce função de
sujeito do verbo “importa”.
CESPE – 2020 – MPE/CE – Analista Acerca das
ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do
texto precedente, julgue o item seguinte.
Fragmento do texto: “Desprezo o que dizes, mas
defenderei até a morte o teu direito a dizê-lo. ”
É facultativo o emprego da vírgula presente na
afirmação atribuída a Voltaire, no primeiro período
do texto.
R: Errado. Note que há uma oração coordenada
sindética adversativa introduzida pela conjunção
adversativa "mas". A vírgula antes do "mas" adversa-
tivo é obrigatória, e não opcional. Ainda, em regra, a
vírgula depois do “mas” é sempre proibida. Só será
admitida quando houver uma intercalação logo após
o “mas” com sentido adversativo. Nesse caso, poderá
ser empregada em razão da intercalação.
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TEMPOS VERBAIS
TEMPOS VERBAIS
INDICATIVO
INDICATIVO
SUBJUNTIVO
IMPERATIVO
CERTEZAS
POSSIBILIDADES
ORDENS
PRESENTE: Eu estudo todos os dias.
PRETÉRITO PERFEITO: João estudou para a prova (um único ato, uma única vez).
PRETÉRITO IMPERFEITO: Nós estudávamos juntos (ação habitual; acontecimento com frequência).
PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO: Quando ela chegou, eu já estudara o suficiente (= tinha estudado; composto por
dois verbos).
FUTURO DO PRESENTE: Estudaremos em uma boa universidade.
FUTURO DO PRETÉRITO: Eu estudaria agora se não estivesse com sono.
SUBJUNTIVO
PRESENTE: É fundamental que vocês estudem mais.
PRETÉRITO PERFEITO: Se nós estudássemos mais, teríamos melhores resultados.
FUTURO: Quando eles estudarem mais, terão melhores notas.
IMPERATIVO
AFIRMATIVO: Estude mais.
NEGATIVO: Não estude escutando música.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2011 – TCU – Auditor Federal de Controle
Externo
Fragmento do texto: Para o filósofo Bentham, a felici-
dade era uma proposição matemática, e ele passou anos
realizando pequenos ajustes em seu “cálculo da felici-
dade”, um termo maravilhosamente atraente. Eu, por
exemplo, nunca associei cálculo à felicidade. No entanto,
trata-se de matemática simples. Some os aspectos
prazerosos de sua vida, depois subtraia os
desagradáveis. O resultado é a sua felicidade total. Os
mesmos cálculos, acreditava Bentham, podiam ser
aplicados a uma nação inteira. Cada medida tomada por
um governo, cada lei aprovada, deveria ser vista sob o
prisma da “maior felicidade possível”. Bentham ponderou
que dar dez dólares a um homem pobre contava mais do
que dar dez dólares a um homem rico, já que o pobre tirava
mais prazer desse dinheiro.
O autor constrói seu texto de forma a se aproximar
do leitor, o que explica, por exemplo, o emprego da
primeira pessoa do singular no segundo período e o
do imperativo no quarto.
R: Certo. Note que, com a apresentação do autor,
ocorre uma maior interação, traduzida com a identi-
ficação (aspectos subjetivos). O tempo verbal em
“Some... depois subtraia os desagradáveis” permite a
confirmação das ideias de aproximação com o leitor,
como se estivesse em uma conversa.
CESPE – 2015 – TJDFT – Analista No que se refere
aos aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo
item.
Fragmento de texto: No cenário de exclusão e violên-
cia, é preciso radicalizar a política de ampliação do acesso
à justiça. Para tanto, não basta a inclusão no sistema da
maioria excluída. Há consenso de que o acesso à justiça
não se limita ao direito de acessar o Judiciário. Para que a
promoção da justiça seja tarefa de todos, é necessário
romper os limites das liturgias forenses e levar a justiça
onde o conflito está, ou seja, na vida, na casa e na rua.
Nesse sentido, a política de universalização do acesso à
justiça deve contemplar dois eixos de atuação: o de
proteção dos direitos violados (inclusive quando o órgão
violador é o próprio Estado) e o de prevenção da violência,
por meio do envolvimento da sociedade na formulação de
uma política que assegure direitos e promova a paz.
O uso do modo subjuntivo em “que assegure direitos
e promova a paz" indica que a ideia expressa nessas
orações é uma possibilidade.
R: Certo. De fato, o presente do subjuntivo transmite
possibilidade, dúvida. O termo “assegure” empre-
ga-se com esse objetivo (tal política pode assegurar
direitos e promover paz).
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Adjunto adverbial curto VÍRGULA FACULTATIVA
Adjunto adverbial longo VÍRGULA OBRIGATÓRIA
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CESPE – 2016 – DPU – Superior Julgue o item subse-
quente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos
da tirinha apresentada, da personagem Mafalda.
As formas verbais empregadas na tirinha, embora
flexionadas na terceira pessoa do singular, indicam
ações praticadas por Mafalda e por ela relatadas no
momento de sua realização, o que justifica o empre-
go do presente do indicativo.
R: Errado. Realmente, as formas verbais empregadas
em todos os quadrinhos indicam ações (certezas)
praticadas por Mafalda e por ela pensadas no
momento de sua realização, o que, de fato, justifica o
emprego do presente do indicativo. No entanto, no
quarto quadrinho, o verbo “torno” encontra-se na
primeira pessoa do singular e o verbo “sabem” encon-
tra-se na terceira pessoa do plural, invalidando o
afirmado pela questão.
CESPE – 2014 – CADE – Agente Administrativo
Julgue o item a seguir, relativo às estruturas linguísti-
cas e às ideias do texto acima.
Fragmento do texto: Tínhamos, além disso, algumas
doenças comuns a todo o grupo, ou quase todo: a biblio-
mania maiscrônica que se possa imaginar, uma paixão
neurótico-deliquencial por textos antigos, que nos levava
frequentemente a visitas subservientes a párocos,
conventos, igrejas e colégios. Procurávamos criar
relacionamentos que facilitassem o acesso a qualquer
velharia escrita. Que poderia estar esperando por nós,
por que não?, desde séculos, ou décadas. Conhecíamos
armários, sótãos, porões e cofres de sacristias, bibliote-
cas, batistérios ou cenáculos, bem melhor do que seus
proprietários ou curadores. Tínhamos achado preciosi-
dades que muitos colecionadores cobiçariam.
O emprego de formas verbais no pretérito imperfei-
to, como “Procurávamos” e “Conhecíamos”, está
associado à ideia de habitualidade, continuidade ou
duração.
R: Certo. Os verbos "Procurávamos" e "Conhecíamos"
são conjugados no indicativo, mais precisamente no
pretérito perfeito do indicativo. O indicativo trans-
mite a ideia de certeza. O pretérito imperfeito do
indicativo geralmente indica a continuidade de um
acontecimento que ocorria com frequência no passa-
do (continuidade, ação, hábito).
SINAIS DE PONTUAÇÃO
USO DA VÍRGULA
ATENÇÃO:
As frases dispensam o uso da vírgula quando se encontram na ordem direta, no entanto, é totalmente possível
haver um deslocamento tornando a ordem indireta. Quando há inversão na ordem, é preciso um instrumento de
preservação da ordem direta, que é a vírgula, que isola justamente o elemento deslocado.
Elementos coordenados/enumeração de termos/elementos que exercem a mesma função:
Não causa o isolamento. A vírgula será inserida em razão da necessidade de separar os termos. É possível usar
vírgula antes do “e” quando as orações coordenadas unidas tiverem sujeitos diferentes ou o “e” tiver valor de
oposição.
Sujeito e seu verbo.
Verbo e seu complemento.
Complemento e seu adjunto.
Nome de seu complemento ou adjunto adnominal.
Predicativo de seu sujeito ou objeto.
Conjunção subordinativa do restante da oração que ela inicia.
S V C Adj. Adv
Ordem DIRETA
Eu tomei o remédio hoje.
S V C AA
Ordem INDIRETA
Hoje, eu tomei o remédio.
Por conseguinte, não separar por vírgulas:
Dois termos: curto. Sempre facultativo.
Três termos: sem consenso. Na dúvida, coloque vírgula.
Mais de três: longo. Vírgula obrigatória.
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A vírgula deve ser evitada antes da conjunção aditiva “e”.
EXCEÇÕES:
− Valor adversativo: Já são dez horas, e (=mas) a reunião ainda não terminou.
− Sujeitos diferentes: Os funcionários reclamavam, e a direção atendeu.
− Valor consecutivo ou enfático: Os trabalhadores se reuniram, discutiram e decidiram como agir.
− Antes de polissíndeto – repetição de síndeto: Chegou, e viu, e lutou, e venceu finalmente.
APOSTO EXPLICATIVO: Esclarecimento “posto” acerca de um antecedente. Isola uma expressão explicativa, um
acréscimo de informação, um substantivo explicando um substantivo antecedente em outras palavras.
Ex.: Maria, a melhor cozinheira do bairro, obteve o prêmio de Masterchef.
VOCATIVO: Expressão de núcleo substantivo que serve como chamamento. SEMPRE SEPARADO POR VÍRGULA
OBRIGATÓRIA.
Ex.: João, quero falar com você.
COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2015 – TELEBRAS – Analista No que se
refere às estruturas linguísticas e às ideias do texto
“A reestruturação do setor de telecomunicações no
Brasil”, julgue o item seguinte.
Fragmento do texto: A reestruturação do setor de
telecomunicações no Brasil veio acompanhada da
privatização do Sistema TELEBRAS — operado pela
Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRAS) —,
monopólio estatal verticalmente integrado e organizado
em diversas subsidiárias, que prestava serviços por meio
de uma rede de telecomunicações interligada, em todo o
território nacional.
A correção gramatical e os sentidos originais do
texto seriam preservados se, no primeiro parágrafo,
todas as vírgulas fossem eliminadas e a forma verbal
“prestava” fosse substituída por “prestavam”.
R: Errado. Note que, com a exclusão de todas as
vírgulas, haveria alteração do sentido, uma vez que o
aposto explicativo “...monopólio estatal vertical-
mente integrado e organizado em diversas
subsidiárias...” mudaria de referente, passando a
referir-se a “TELEBRAS”. Haveria também a alteração
de oração substantiva adjetiva explicativa para
restritiva. No que tange à forma verbal “prestava”,
teríamos a alteração de referente. O PR “que” retoma
“monopólio estatal”. Com a flexão para o plural,
certamente o referente desse PR deverá ser um
termo plural citado anteriormente (“diversas
subsidiárias”).
CESPE – 2020 – MPE/CE – Analista Acerca das
ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do
texto precedente, julgue o item seguinte.
Fragmento de texto: A cada ano, quase uma em cada
dez pessoas no mundo (cerca de 600 milhões de pessoas)
adoece e 420 mil morrem depois de ingerir alimentos
contaminados por bactérias, vírus, parasitas ou substân-
cias químicas.
No trecho “quase uma em cada dez pessoas no
mundo”, a inserção de uma vírgula logo após “pessoas”
prejudicaria a correção gramatical do texto.
R: Certo. Importante perceber que o trecho “quase
uma em cada dez pessoas no mundo” exerce função
de sujeito do verbo “adoece”. Assim, inserir a vírgula
ocasionaria a separação do sujeito e do verbo, o que
é proibido.
CESPE – 2019 – Pref. São Cristóvão – Professor A
respeito das propriedades linguísticas do texto
9A2-I, julgue o item subsecutivo.
Fragmento de texto: A única coisa que unia todas
essas práticas médicas era que, em toda parte, no
mínimo um terço das crianças morriam antes de se
tornarem adultas, e a expectativa de vida média era bem
abaixo de cinquenta anos de idade. Hoje, se você
adoecer, faz muito menos diferença o lugar onde vive.
A vírgula empregada após o termo “adultas” separa
orações coordenadas cujos sujeitos são distintos.
R: Certo. Importante perceber que há duas orações
separadas por vírgulas. Primeira oração: Um terço
das crianças morriam antes de se tornarem adultas
(sujeito = um terço das crianças); segunda oração: A
expectativa de vida média era bem abaixo de
cinquenta anos de idade (sujeito = a expectativa de
vida média). Havendo duas orações coordenadas
com sujeitos diferentes, vírgula obrigatória.
MATERIAL INDIVIDUAL - INTRANSFERÍVEL - PROIBIDA A VENDA E/OU RATEIO - DIREITOS RESERVADOS. É VEDADA, POR QUAISQUER MEIOS E QUALQUER TÍTULO, A SUA REPRODUÇÃO, CÓPIA, DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.
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COMO VIRÁ NA SUA PROVA
CESPE – 2016 – DPU – Superior Com referência às
ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresenta-
do, julgue o seguinte item.
Fragmento de texto: Anteriormente à primeira Consti-
tuição pátria, a de 1824, vigoraram as Ordenações Afon-
sinas, as Manuelinas e as Filipinas.
No trecho “Anteriormente à primeira Constituição
pátria”, o emprego do acento indicativo de crase é
facultativo.
R: Errado. Perceba que a crase é obrigatória em
razão da preposição “a”, que se refere ao advérbio
“Anteriormente”, e à preposição “a”, antecedente ao
substantivo “Constituição”.
CESPE – 2016 – DPU – Técnico Acerca dos aspectos
linguísticos e das ideias do texto acima, julgue o item
seguinte.
Fragmento de texto: A mais recente visita de partici-
pantes de outro projeto, o “Atenção à População de Rua
do Assentamento Noroeste”, levou respostas às deman-
das solicitadas pelos moradores.
No trecho “respostas às demandas”, o emprego do
sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do
substantivo “respostas”, que exige complemento
antecedido da preposição “a”, e pela presença de
artigo feminino plural que determina “demandas”.
R: Certo. A preposição é exigida pelo termo "respos-
tas" (OD). O artigo definido “as” acompanha "deman-
das". Para facilitar a visualização: respostas a + as
demandas = respostas às demandas. Ressalte-se que
“às demandas” é o complemento nominal e não
objeto indireto, tendo em