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124 
b) ocorreu de forma homogênea, com a divisão da liderança 
do movimento emancipacionista entre os principais coman-
dos regionais do Brasil e com a constituição de acordos po-
líticos que garantiram a unidade territorial e a efetivação do 
federalismo. 
c) dividiu as regiões brasileiras entre as defensoras de uma 
emancipação vinculada ao fim do tráfico de escravos, caso 
das províncias do Norte e do Nordeste, e as províncias do 
Centro-Sul, contrárias à separação definitiva de Portugal e 
favoráveis à constituição de uma monarquia dual. 
d) foi um processo complexo, no qual não houve adesão 
imediata de algumas províncias ao Rio de Janeiro, repre-
sentado pelo poder do imperador Dom Pedro I, pois essas 
províncias continuaram fiéis às Cortes de Lisboa, levando a 
guerras de independência. 
e) diferencia-se radicalmente das experiências da América 
espanhola, porque a América portuguesa obteve a sua in-
dependência sem que houvesse qualquer movimento de re-
sistência armada por parte dos colonos ou da metrópole, 
interessados em uma separação negociada. 
 
489. (UNITAU SP/2015) “Na Europa, o liberalismo era 
uma ideologia burguesa voltada contra as instituições 
do antigo Regime, os excessos do poder real, os privi-
légios da nobreza, os entraves do feudalismo ao desen-
volvimento da economia. No Brasil, as ideias liberais te-
riam um sentido mais restrito, não se apoiaram nas 
mesmas bases sociais, nem teriam exatamente a 
mesma função”. 
COSTA, E. V. d. Da Monarquia à República: momentos decisivos. 
São Paulo: Brasiliense, 1987, p.27. 
 
Sobre o liberalismo no processo de Independência da 
Colônia portuguesa na América, é CORRETO afirmar: 
a) Apesar da aparente ideia de liberdade, havia grandes 
contradições que impunham limites à utopia liberal, como 
era o caso da escravidão. 
b) Foi utilizado intensamente como mecanismo contra o 
despotismo real português. 
c) Apesar do sistema escravocrata, a instauração de uma 
nação nos moldes liberais no Brasil foi possível devido ao 
empenho do partido liberal em promover discursos convin-
centes. 
d) As afinidades entre a corte portuguesa e os interesses 
coloniais baseados no liberalismo contribuíram para que 
fossem tomadas medidas para manter o príncipe no Brasil. 
e) Foi, desde o início, organizado como uma forma de se 
opor frontalmente às pretensões radicais de democracia no 
Brasil. 
 
490. (UEFS BA/2013) Em 1820, a população portuguesa, 
liderada pela burguesia, se revoltou e exigiu que as tro-
pas inglesas [...] saíssem do país. Foi convocada uma 
Assembleia Constituinte. Era a Revolução Liberal do 
Porto, movimento também chamado do Vintismo. Es-
tava sendo derrubado o absolutismo. O rei poderia con-
tinuar sendo o mesmo, D. João VI, mas agora ele teria 
que obedecer à Constituição elaborada pelas Cortes 
(Parlamento), que eram controladas pela burguesia. 
(SCHMIDT, 2005, p. 321) 
 
O “Vintismo” apresentava um nítido conteúdo antibra-
sileiro, porque, dentre suas exigências, 
 
a) proibia a participação de representantes brasileiros esta-
belecidos na Colônia nos trabalhos do novo Parlamento 
português (as Cortes portuguesas). 
b) se aliava aos ingleses, para anular as conquistas políti-
cas e administrativas alcançadas pelo Brasil, após a trans-
ferência da Corte, em 1808. 
c) estabelecia a recolonização do Brasil, que implicava a 
anulação da abertura dos portos e na retomada do controle 
administrativo brasileiro. 
d) instalava a censura da imprensa no Brasil, fechando os 
jornais que circulavam nas áreas urbanas e que faziam crí-
ticas à política das Cortes portuguesas. 
e) impôs as tarifas Alves Branco, que elevaram considera-
velmente os impostos sobre as mercadorias exportadas 
pelo Brasil, especialmente o cacau e a borracha. 
 
491. (Fac. Santo Agostinho BA/2020) Leia a definição a 
seguir. 
 
Constituição: Conjunto das leis fundamentais que regu-
lam os direitos e os deveres dos cidadãos de um país. 
O Brasil apresentou no decorrer de sua história várias 
constituições. As modificações ocorrem devido a mu-
danças políticas que provocaram a necessidade ou a 
imposição de novas cartas constitucionais. Ao todo, o 
Brasil apresentou sete constituições (1824/ 
1891/1934/1937/1946/ 1967 e 1988). Alguns países con-
seguiram manter sua Constituição em sua origem. É o 
caso dos EUA, que apresentam a mesma estrutura jurí-
dica desde 1787, apensar das emendas constitucionais 
que foram aprovadas no decorrer dos séculos com o 
intuito de aprimorar as regras criadas no século XVIII. 
 
A primeira Constituição do Brasil foi outorgada no ano 
de 1824 e instituía uma peculiaridade, um quarto poder 
que também era chamado de 
a) Executivo. 
b) Legislativo. 
c) Judiciário. 
d) Moderador. 
e) Absoluto. 
 
492. (UFT/2019) Na Assembleia Constituinte de 1823 um 
grande debate envolveu a questão sobre quem faria 
parte da comunidade nacional. A Constituição outor-
gada em 1824 estabeleceu que essa seria composta por 
cidadãos brasileiros, ficando excluídos da condição de 
eleitores e candidatos: 
a) os que tinham renda líquida anual de 400 mil réis. 
b) os que tinham renda líquida anual de 800 mil réis. 
c) as mulheres, os homens não católicos e os escravizados. 
d) os filhos de escravizados nascidos livres. 
 
 
 
 
 
 
 
125 
493. (ENEM/2019) Art. 90. As nomeações dos deputados 
e senadores para a Assembleia Geral, e dos membros 
dos Conselhos Gerais das províncias, serão feitas por 
eleições, elegendo a massa dos cidadãos ativos em as-
sembleias paroquiais, os eleitores de província, e estes, 
os representantes da nação e província. 
 
Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias paro-
quiais: 
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais se não 
compreendem os casados, os oficiais militares, que fo-
rem maiores de vinte e um anos, os bacharéis formados 
e os clérigos de ordens sacras. 
II. Os filhos de famílias, que estiverem na companhia de 
seus pais, salvo se servirem a ofícios públicos. 
III. Os criados de servir, em cuja classe não entram os 
guarda-livros, e primeiros caixeiros das casas de co-
mércio, os criados da Casa Imperial, que não forem de 
galão branco, e os administradores das fazendas rurais 
e fábricas. 
IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em comuni-
dade claustral. 
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil 
réis por bens de raiz, indústria, comércio, ou emprego. 
BRASIL. Constituição de 1824. Disponível em: www.planalto.gov.br. 
Acesso em: 4 abr. 2015 (adaptado). 
 
De acordo com os artigos do dispositivo legal apresen-
tado, o sistema eleitoral instituído no início do Império 
é marcado pelo(a) 
a) representação popular e sigilo individual. 
b) voto indireto e perfil censitário. 
c) liberdade pública e abertura política. 
d) ética partidária e supervisão estatal. 
e) caráter liberal e sistema parlamentar. 
 
494. (UERJ/2018) O Monumento à Independência, loca-
lizado em São Paulo, foi criado em 1922 para as come-
morações do centenário da emancipação política brasi-
leira. O projeto vencedor, sem a aprovação unânime da 
comissão julgadora, foi alterado e teve de incluir episó-
dios e personalidades vinculados ao processo da inde-
pendência, tais como: na lateral esquerda do monu-
mento, passaram a figurar os inconfidentes mineiros 
(1789); na lateral direita, os revolucionários pernambu-
canos (1817). Na face frontal, permaneceram as escul-
turas “Independência ou Morte” e “Marcha Triunfal da 
Nação Brasileira”. 
Os contextos políticos nos quais são criados os monu-
mentos interferem na valorização de determinadas in-
terpretações sobre as experiências históricas por eles 
representadas. 
 
As mudanças realizadas no projeto original do Monu-
mento à Independência expressam o seguinte interesse 
das autoridades governamentais da época: 
a) reconhecimento da liderança de D. Pedro nas lutas pela 
autonomia 
b) culto à identidade nacional instituída pela centralização 
monárquica 
c) alusão ao ideário republicano presente em episódios an-
teriores ao grito do Ipiranga 
d) valorizaçãoda participação popular no processo de se-
paração entre Brasil e Portugal 
 
495. (ESPM SP/2018) Contudo, não há como negar que 
não melhorara nem progredira o Estado Oriental sob o 
domínio do Brasil. As guerras civis que antecederam à 
da conquista luso-brasileira já o haviam arruinado ex-
cessivamente, acabando-lhe o comércio exterior e ex-
tinguindo-lhe a indústria dos campos. A guerra de D. 
João VI quase dizimou-lhe a população, terminando por 
devastá-lo. O império não conseguira reabilitar-lhe as 
forças, ocupando-o mais militar que civilmente. Ainda 
em Montevidéu se travaram relações e alianças de fa-
mílias entre orientais e brasileiros. Nas vilas e aldeias, 
porém, e no campo os habitantes fugiam do contato 
com os conquistadores, e só entretinham comunicação 
com seus vizinhos de Entre Rios. Não é, portanto, de 
admirar que a maioria dos habitantes da província Cis-
platina se mostrasse logo em 1825 contrária ao império, 
pois se haviam submetido pela força das armas e não 
ligada por espontânea vontade. 
(Fernando Cacciatore de Garcia. Fronte- 
ira Iluminada: história do povoamento, 
 conquista e limites do Rio Grande do 
 Sul a partir do Tratado de Torde- 
silhas 1420-1920) 
 
O texto aborda o contexto gerador para a Guerra da Cis-
platina a qual, iniciada em 1825, provocou: 
a) a independência política da Província da Cisplatina, que 
se constituiu em República do Uruguai; 
b) a consolidação da permanência da Banda Oriental da 
Cisplatina como província do Império do Brasil; 
c) a incorporação da Banda Oriental da Cisplatina às Pro-
víncias Unidas do Prata; 
d) a imediata intervenção inglesa em favor do Brasil, forta-
lecendo a política de D. Pedro I para a região do Prata; 
e) a intervenção direta de Bolívar que visava derrotar a in-
fluência de D. Pedro e da Santa Aliança na América do Sul. 
 
496. (ESPM SP/2018) Assim, as províncias do nordeste, 
há muito insatisfeitas com a política da corte, e agitadas 
com essa guerra de palavras, manifestaram-se em uma 
nova explosão revolucionária. 
Contra decisões de D. Pedro I, conclamava o Typhis 
Pernambucano: ‘Eia, pernambucanos! A nau da pátria 
está em perigo, cada um a seu posto, unamo-nos com 
as províncias limítrofes. Escolhamos um piloto, que 
mareie a nau ameaçada de iminente e desfechada tem-
pestade; elejamos um governo supremo, que nos con-
duza à salvação e à glória.’. 
(Lúcia Bastos Pereira das Neves. "A 
 Vida Política" in: Crise Colonial e 
 Independência / coordenação 
 Alberto da Costa e Silva) 
 
O contexto tratado deve ser relacionado com: 
 
 
126 
a) a Confederação do Equador; 
b) a Revolução Pernambucana de 1817; 
c) a Praieira; 
d) a Sabinada; 
e) a Cabanagem. 
 
497. (FGV/2018) Em março de 1823, foi instalada a pri-
meira Assembleia Constituinte do Brasil. A seu res-
peito, é correto afirmar: 
a) Estabeleceu a primeira Constituição brasileira, responsá-
vel pela organização política do país com a manutenção da 
escravidão. 
b) Estabeleceu o Poder Moderador como forma de garantir 
a participação do monarca brasileiro. 
c) Implementou o parlamentarismo, responsável pela esta-
bilidade política do regime ao longo do século XIX. 
d) Foi dissolvida pelo monarca em meio às divergências das 
suas correntes políticas. 
e) Ampliou o direito de voto a todos os homens livres nasci-
dos no Brasil a partir da Independência. 
 
498. (UniRV GO/2018) Em 1824, o imperador D. Pedro I 
outorgou a carta constitucional que formatou o Império 
do Brasil. A respeito da mais duradoura Carta Magna 
brasileira, que definiu o ordenamento jurídico do país 
por 65 anos, assinale (V) para as afirmativas verdadei-
ras e (F) para as falsas. 
 
I. Constituição de 1824 era conhecida como “Constitui-
ção da Mandioca” devido ao voto censitário, que definia 
a participação eleitoral no Império pelo nível de riqueza, 
calculado inicialmente em alqueires de mandioca. 
II. A Constituição de 1824 definia o Brasil como um Im-
pério Absolutista, no qual todos os poderes concentra-
vam-se em D. Pedro I, sem nenhuma representatividade 
democrática. 
III. Apesar de simbolizar uma postura liberal com elei-
ções e divisão de poderes, a Constituição de 1824 ins-
tituía além dos 3 poderes um quarto poder, o Modera-
dor, que facultava ao imperador intervir na atuação dos 
outros poderes, garantindo um caráter autoritário ao 
imperador. 
IV. A Constituição de 1824 estabelecia, através da divi-
são de poderes, um governo extremamente liberal, di-
vidindo o poder não em 3, mas em 4 partes, possibili-
tando uma participação de todos os níveis da socie-
dade nas eleições, limitando os poderes do imperador. 
 
a) V – F – V – F 
b) V – V – V – V 
c) V – F – V – F 
d) F – V – F – V 
 
499. (ESPM SP/2017) Vossa majestade verá que fiz de 
minha parte tudo quanto podia e, por mim, no dito tra-
tado, está feita a paz. É impossível que vossa majes-
tade, havendo alcançado suas reais pretensões negue 
ratificar um tratado que lhe felicita seus reinos, abrindo-
lhe os portos ao comércio estagnado, e que vai pôr em 
paz tanto a nação portuguesa, de que vossa majestade 
é tão digno rei, como a brasileira, de que tenho a ven-
tura de ser imperador. 
(Paulo Rezzuti. D. Pedro: a história não contada. O ho-
mem revelado 
por cartas e documentos inéditos) 
O fragmento é parte da carta de D. Pedro a D. João VI, 
versando sobre o tratado por meio do qual Portugal re-
conhecia a independência do Brasil, mediante: 
a) a renovação dos tratados comerciais de 1810; 
b) a concessão aos portugueses da Ilha de Trindade; 
c) a assinatura de um acordo de reciprocidade; 
d) o compromisso assumido pelo Brasil de cessar o tráfico 
negreiro; 
e) o pagamento pelo Brasil de uma indenização de 2 mi-
lhões de libras. 
 
500. (UniCESUMAR PR/2017) “Nós estamos, sim, inde-
pendentes, mas não constituídos. Ainda não formamos 
sociedade imperial, senão no nome. O Brasil, só pelo 
fato da sua separação de Portugal e proclamação da 
sua independência, ficou de fato independente não só 
no todo, como em cada uma de suas partes ou provín-
cias; e estas, independentes umas das outras. Ficou o 
Brasil soberano, não só no todo, como em cada uma 
das suas partes ou províncias.” 
Frei Caneca. Ensaios políticos. Rio de Janeiro: Puc, 1976. 
 
O texto, publicado em 1824, em meio à Confederação 
do Equador, pode ser interpretado como 
a) uma crítica à centralização política do Estado brasileiro e 
uma defesa da autonomia das províncias. 
b) uma reação às revoltas localistas que ocorriam em várias 
partes do Brasil e tentavam impedir a unidade nacional. 
c) uma defesa da unidade latino-americana e da interven-
ção política e militar brasileira na Província Cisplatina. 
d) uma proposta de entendimento político entre o governo 
imperial e os governos provinciais. 
e) uma tentativa de reaproximar o governo imperial brasi-
leiro e as Cortes portuguesas. 
 
501. (FM Petrópolis RJ/2017) O texto a seguir é um fra-
gmento de decreto de D. Pedro I, de 1823, em que o 
imperador dissolve a Assembleia Constituinte. 
 
Havendo Eu convocado, como Tinha Direito de convo-
car, a Assemblea Geral, Constituinte e Legislativa, [...] 
e havendo esta Assemblea perjurado ao tão solemne 
juramento, que prestou á Nação [...]: Hei por bem, como 
Imperador, e Defensor Perpetuo do Brasil, dissolver a 
mesma Assemblea, e convocar já huma outra na forma 
das Instruções, feitas para a convocação desta, que 
agora acaba; a qual deverá trabalhar sobre o Projecto 
de Constituição, que Eu Hei-de em breve Apresentar; 
que será duplicadamente mais liberal, do que a extincta 
Assemblea acabou de fazer. 
D. PEDRO I. Decreto de dissolução da Assembleia Nacional Consti-
tuinte, 
em 12 nov. 1823 apud PEREIRA, V. “A longa ‘noite da agonia’”. Re-
vista de 
História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: SABIN, ano 7, n. 76, 
jan. 2012, p. 42. 
 
Com base na justificativa do ato político explicitado no 
texto do decreto, e analisando as suas consequências, 
identifica-se um antagonismo entre: 
a) Monarquia e República 
b) Capitalismoe Socialismo 
c) Imperialismo e Independência 
d) Absolutismo e Liberalismo 
e) Nacionalismo e antilusitanismo