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Aula 05
Passo Estratégico de Direitos Humanos
p/ PRF (Policial) Pós-Edital
Autor:
Vinicius de Oliveira
Aula 05
3 de Fevereiro de 2021
. Túlio Lages 
Aula 00 
 
 
 
CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS 
Sumário 
Introdução ........................................................................................................................................................... 2 
Importância do Assunto ....................................................................................................................................... 2 
O que é mais cobrado dentro do assunto? ..................................................................................................... 2 
Roteiro de revisão e pontos do assunto que merecem destaque ........................................................................ 3 
Aposta estratégica ........................................................................................................................................... 24 
Questões estratégicas ....................................................................................................................................... 25 
Questionário de revisão e aperfeiçoamento .................................................................................................... 35 
Perguntas ...................................................................................................................................................... 35 
Perguntas com respostas ............................................................................................................................... 36 
Conclusão .......................................................................................................................................................... 41 
Lista de Questões Estratégicas ...................................................................................................................... 42 
Gabarito ....................................................................................................................................................... 45 
 
 
Vinicius de Oliveira
Aula 05
Passo Estratégico de Direitos Humanos p/ PRF (Policial) Pós-Edital
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INTRODUÇÃO 
Olá, pessoal, tudo bem? 
Daremos agora mais um Passo Estratégico rumo à aprovação! Hoje abordaremos a Convenção Americana 
sobre Direitos Humanos. 
IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO 
A Convenção Americana sobre Direitos Humanos possui um grau de incidência de 20% nas questões 
analisadas, possuindo importância MUITO ALTA no contexto geral da nossa matéria, conforme o esquema 
de classificação a seguir: 
% de Cobrança Importância 
Até 4,9% Baixa 
De 5% a 9,9% Média 
De 10% a 19,9% Alta 
20% ou mais Muito Alta 
O que é mais cobrado dentro do assunto? 
Bom, no assunto Convenção Americana sobre Direitos Humanos, os tópicos são assim distribuídos, em 
ordem decrescente de cobrança: 
Tópico % de cobrança 
Súmula Vinculante 25/STF 11% 
Art. 22 11% 
Art. 44 11% 
Art. 4º 8% 
Art. 5º 5% 
Art. 13 5% 
Art. 21 5% 
Art. 26 5% 
Art. 74 5% 
Demais Artigos 34% 
 
 
Vinicius de Oliveira
Aula 05
Passo Estratégico de Direitos Humanos p/ PRF (Policial) Pós-Edital
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ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao 
mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
Para revisar e ficar bem preparado em relação à Convenção Americana sobre Direitos Humanos, você 
precisa, basicamente, seguir os passos a seguir: 
 
No Brasil, um tratado internacional sobre direitos humanos possui status normativo 
infraconstitucional e supralegal e torna inaplicáveis as leis com ele conflitantes, sejam elas 
anteriores ou posteriores ao ato de ratificação. 
 
➢ Assim, a subscrição, pelo Brasil, do Pacto de São José da Costa Rica, que restringe a prisão civil por 
dívida tão somente ao descumprimento inescusável de prestação alimentícia, derrogou as normas 
legais referentes à prisão do depositário infiel, ainda que tal hipótese esteja prevista na Constituição 
Federal. 
Como consequência, o STF editou a Súmula Vinculante nº 25: 
É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
 
Vinicius de Oliveira
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A leitura da Convenção Americana sobre Direitos Humanos é indispensável!!! Com base nas 
cobranças de provas anteriores, deve-se atentar especialmente aos dispositivos abaixo 
destacados: 
 
CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS 
PREÂMBULO 
Os Estados americanos signatários da presente Convenção, 
Reafirmando seu propósito de consolidar neste Continente, dentro do quadro das instituições 
democráticas, um regime de liberdade pessoal e de justiça social, fundado no respeito dos 
direitos essenciais do homem; 
Reconhecendo que os direitos essenciais do homem não derivam do fato de ser ele nacional de 
determinado Estado, mas sim do fato de ter como fundamento os atributos da pessoa humana, 
razão por que justificam uma proteção internacional, de natureza convencional, coadjuvante ou 
complementar da que oferece o direito interno dos Estados americanos; 
Considerando que esses princípios foram consagrados na Carta da Organização dos Estados 
Americanos, na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem e na Declaração 
Universal dos Direitos do Homem e que foram reafirmados e desenvolvidos em outros 
instrumentos internacionais, tanto de âmbito mundial como regional; 
Reiterando que, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, só pode ser 
realizado o ideal do ser humano livre, isento do temor e da miséria, se forem criadas condições 
que permitam a cada pessoa gozar dos seus direitos econômicos, sociais e culturais, bem como 
dos seus direitos civis e políticos; e 
Considerando que a Terceira Conferência Interamericana Extraordinária (Buenos Aires, 1967) 
aprovou a incorporação à própria Carta da Organização de normas mais amplas sobre direitos 
econômicos, sociais e educacionais e resolveu que uma convenção interamericana sobre direitos 
humanos determinasse a estrutura, competência e processo dos órgãos encarregados dessa 
matéria, 
Convieram no seguinte: 
PARTE I 
DEVERES DOS ESTADOS E DIREITOS PROTEGIDOS 
CAPÍTULO I 
ENUMERAÇÃO DE DEVERES 
 Artigo 1. Obrigação de respeitar os direitos 
1. Os Estados Partes nesta Convenção comprometem-se a respeitar os direitos e liberdades nela 
reconhecidos e a garantir seu livre e pleno exercício a toda pessoa que esteja sujeita à sua 
jurisdição, sem discriminação alguma por motivo de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões 
políticas ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, 
nascimento ou qualquer outra condição social. 
2. Para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano. 
Vinicius de Oliveira
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Artigo 2. Dever de adotar disposições de direito interno 
Se o exercício dos direitos e liberdades mencionados no artigo 1 ainda não estiver garantido por 
disposições legislativas ou de outra natureza, os Estados Partes comprometem-se a adotar, de 
acordo com as suas normas constitucionais e com as disposições desta Convenção, as medidas 
legislativas ou de outra natureza que forem necessárias para tornar efetivos tais direitos e 
liberdades. 
CAPÍTULO II 
DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS 
Artigo 3. Direito ao reconhecimento da personalidade jurídica 
Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica. 
Artigo 4. Direito à vida 
1. Toda pessoa tem o direitoordem, a 
saúde ou a moral públicas ou os direitos ou liberdades das demais pessoas. 
4. Os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a 
educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções. 
b) O exercício dos direitos inerentes à propriedade (usar, fruir e dispor) não é absoluto, podendo ser 
limitado em face do interesse social. 
Certa. O direito à propriedade não é absoluto, conforme art. 21 (1), da Convenção Americana de Direitos 
Humanos: 
Art. 21. Direito à Propriedade Privada 
1.Toda pessoa tem direito ao uso e gozo dos seus bens. A lei pode subordinar esse uso e gozo 
ao interesse social. 
2.Nenhuma pessoa pode ser privada de seus bens, salvo mediante o pagamento de indenização 
justa, por motivo de utilidade pública ou de interesse social e nos casos e na forma estabelecidos 
pela lei. 
3.Tanto a usura como qualquer outra forma de exploração do homem pelo homem devem ser 
reprimidas pela lei. 
c) A indenização decorrente de erro judiciário, prevista no texto dessa convenção, deverá ser paga pelo 
Estado mediante emissão de precatórios representativos do montante total da indenização. 
Errada. De fato, a Convenção prevê a indenização decorrente de erro judiciário. No entanto, a indenização 
deve se dar conforme a lei, não havendo qualquer previsão quanto à emissão de precatórios: 
Vinicius de Oliveira
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Art. 10. Direito a Indenização 
Toda pessoa tem direito de ser indenizada conforme a lei, no caso de haver sido condenada em 
sentença passada em julgado, por erro judiciário. 
d) A pena de morte poderá ser restabelecida por qualquer Estado que a tenha abolido, bastando, para 
isso, que sejam observadas as formalidades legais previstas no direito interno do Estado em questão. 
Errada. A Convenção Americana prevê que não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a 
hajam abolido: 
Artigo 4º Direito à vida 
1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei 
e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. 
2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos delitos 
mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competente e em conformidade com 
lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se 
estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente. 
3. Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido. 
4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem por delitos 
comuns conexos com delitos políticos. 
5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do delito, for 
menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez. 
6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, 
os quais podem ser concedidos em todos os casos. Não se pode executar a pena de morte 
enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competente. 
e) A despeito de a tortura ser uma conduta repudiável, ela é permitida em algumas situações como 
mecanismo de persuasão e de investigação policial. 
 Errada. É absoluta a garantia de que ninguém seja submetido a torturas nem a penas ou tratamentos 
cruéis, desumanos ou degradantes: 
Artigo 5º Direito à integridade pessoal 
1. Toda pessoa tem direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e moral. 
2. Ninguém deve ser submetido a torturas nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou 
degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve ser tratada com respeito devido à dignidade 
inerente ao ser humano. 
Vinicius de Oliveira
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Gabarito: B 
6. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2017) 
Com as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, emergiu a noção de que os direitos 
humanos deveriam servir como paradigma para orientar a ordem internacional, reforçando-se a ideia de 
que a proteção dos direitos humanos deveria ser global — e não reduzida ao domínio local dos Estados —
, por se tratar de questão de legítimo interesse mundial. 
Nesse contexto, surgiu a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi adotada a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos — que representa uma plataforma comum de ação de todos os Estados —, bem como 
foi aprovada a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, no âmbito da Organização dos Estados 
Americanos (OEA). 
Tendo como referência o texto anterior, julgue o item subsequente, acerca do sistema de proteção e da 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos. 
De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o direito à liberdade de pensamento e 
de expressão deve ser amplo, mas a lei deve proibir toda apologia ao ódio que constitua incitação à 
discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência. 
Comentários 
Segundo o art. 13 (5), a liberdade de pensamento e expressão não é absoluta, devendo a lei proibir toda 
propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua 
incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência.: 
Art. 13 - Liberdade de Pensamento e de Expressão 
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito 
compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e ideias de toda natureza, 
sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, 
ou por qualquer outro processo de sua escolha. 
2. O exercício do direito previsto no inciso precedente não pode estar sujeito a censura prévia, 
mas a responsabilidades ulteriores, que devem ser expressamente fixadas pela lei e ser 
necessárias para assegurar: 
a.o respeito aos direitos ou à reputação das demais pessoas; ou 
b.a proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da saúde ou da moral públicas. 
3.Não se pode restringir o direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como o abuso de 
controles oficiais ou particulares de papel de imprensa, de frequências radioelétricas ou de 
equipamentos e aparelhos usados na difusão de informação, nem por quaisquer outros meios 
destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões. 
Vinicius de Oliveira
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4.A lei pode submeter os espetáculos públicos a censura prévia, com o objetivo exclusivo de 
regular o acesso a eles, para proteção moral da infância e da adolescência, sem prejuízo do 
disposto no inciso 2. 
5.A lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio 
nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou 
à violência. 
Gabarito: certa. 
7. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2017) 
Em caso de guerra, as garantias asseguradas pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos podem 
ser suspensas por tempo ilimitado, mesmo após o fim dos conflitos. 
Comentários 
 
O primeiro erro está em afirmar que todas as garantias podem ser suspensas e o segundo é dizer que a 
suspensão pode ser por tempo ilimitado. Vejamos o que diz o art. 27: 
Art. 27 
1. Em caso de guerra, de perigo público, ou de outra emergência que ameace a independência 
ou segurança do Estado Parte, este poderá adotar disposições que, na medida e pelo tempo 
estritamente limitados às exigências da situação, suspendam as obrigações contraídas em 
virtude desta Convenção, desde que tais disposiçõesnão sejam incompatíveis com as demais 
obrigações que lhe impõe o Direito Internacional e não encerrem discriminação alguma fundada 
em motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião ou origem social. 
2.A disposição precedente não autoriza a suspensão dos direitos determinados seguintes 
artigos: 3 (Direito ao reconhecimento da personalidade jurídica); 4 (Direito à vida); 5 (Direito à 
integridade pessoal); 6 (Proibição da escravidão e servidão); 9 (Princípio da legalidade e da 
retroatividade); 12 (Liberdade de consciência e de religião); 17 (Proteção da família); 18 (Direito 
ao nome); 19 (Direitos da criança); 20 (Direito à nacionalidade) e 23 (Direitos políticos), nem das 
garantias indispensáveis para a proteção de tais direitos. 
3. Todo Estado Parte que fizer uso do direito de suspensão deverá informar imediatamente os 
outros Estados Partes na presente Convenção, por intermédio do Secretário-Geral da 
Organização dos Estados Americanos, das disposições cuja aplicação haja suspendido, dos 
motivos determinantes da suspensão e da data em que haja dado por terminada tal suspensão. 
Gabarito: errada. 
8. (CEBRASPE-CESPE / PC-AL - Delegado de Polícia - 2012) 
Com relação ao Pacto de São José da Costa Rica, julgue o item abaixo. 
Vinicius de Oliveira
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Toda pessoa tem deveres para com a sua família, a sua comunidade e a humanidade, sendo que o direito 
individual é limitado pelo direito dos demais, pela segurança de todos e pelas exigências do bem comum, 
em uma sociedade democrática. 
Comentários 
Trata-se da previsão contida no art. 32 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São 
José da Costa Rica): 
Artigo 32. Correlação entre deveres e direitos 
1. Toda pessoa tem deveres para com a família, a comunidade e a humanidade. 
2.Os direitos de cada pessoa são limitados pelos direitos dos demais, pela segurança de todos e 
pelas justas exigências do bem comum, numa sociedade democrática. 
Gabarito: certa. 
9. (CEBRASPE-CESPE / PC-AL - Agente de Polícia - 2012) 
Julgue o item que se segue acerca da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da 
Costa Rica). 
A Convenção Americana sobre Direitos Humanos prevê a proibição da escravidão e da servidão, assim 
compreendidos, entre outras hipóteses, os trabalhos forçados exigidos de pessoa reclusa em cumprimento 
de sentença ou resolução formal expedida pela autoridade judiciária competente. 
Comentários 
Apesar de a Constituição Federal/88 não permitir a pena de trabalhos forçados (art. 5º, XLVII), a Convenção 
Americana de Direitos Humanos assim estabelece em seu artigo 6º: 
Artigo 6º - Proibição da Escravidão e da Servidão 
1.Ninguém pode ser submetido a escravidão ou a servidão, e tanto estas como o tráfico de 
escravos e o tráfico de mulheres são proibidos em todas as suas formas. 
2. Ninguém deve ser constrangido a executar trabalho forçado ou obrigatório. Nos países em 
que se prescreve, para certos delitos, pena privativa da liberdade acompanhada de trabalhos 
forçados, esta disposição não pode ser interpretada no sentido de que proíbe o cumprimento 
da dita pena, imposta por juiz ou tribunal competente. O trabalho forçado não deve afetar a 
dignidade nem a capacidade física e intelectual do recluso. 
3. Não constituem trabalhos forçados ou obrigatórios para os efeitos deste artigo: 
a. os trabalhos ou serviços normalmente exigidos de pessoa reclusa em cumprimento de 
sentença ou resolução formal expedida pela autoridade judiciária competente. Tais trabalhos ou 
serviços devem ser executados sob a vigilância e controle das autoridades públicas, e os 
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indivíduos que os executarem não devem ser postos à disposição de particulares, companhias ou 
pessoas jurídicas de caráter privado; 
b. o serviço militar e, nos países onde se admite a isenção por motivos de consciência, o serviço 
nacional que a lei estabelecer em lugar daquele; 
c. o serviço imposto em casos de perigo ou calamidade que ameace a existência ou o bem-estar 
da comunidade; e 
d. o trabalho ou serviço que faça parte das obrigações cívicas normais. 
Assim, a Convenção admite a pena de trabalhos forçados, desde que determinada por autoridade judiciária 
com competência legal e que não afete a dignidade e a capacidade física e intelectual do recluso. 
Gabarito: errada. 
10. (CEBRASPE-CESPE / PC-AL - Escrivão de Polícia - 2012) 
Acerca da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), julgue o item seguinte. 
Somente os Estados-partes e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos têm o direito de submeter 
um caso à decisão da Corte Internacional de Direitos Humanos. 
Comentários 
Atenção! É importante saber diferenciar a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Corte 
Interamericana de Direitos Humanos. 
Nos termos do art. 61 da Convenção Americana de Direitos Humanos, somente os Estados Partes e a 
Comissão têm direito de submeter caso à decisão da Corte: 
Artigo 61 
1. Somente os Estados Partes e a Comissão têm direito de submeter caso à decisão da Corte. 
2. Para que a Corte possa conhecer de qualquer caso, é necessário que sejam esgotados os 
processos previstos nos artigos 48 a 50. 
É a Comissão Interamericana de Direitos Humanos que admite petições individuais, nos termos do art. 44: 
 Art. 44. Qualquer pessoa ou grupo de pessoas, ou entidade não-governamental legalmente 
reconhecida em um ou mais Estados membros da Organização, pode apresentar à Comissão 
petições que contenham denúncias ou queixas de violação desta Convenção por um Estado 
Parte. 
Gabarito: certa. 
 
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QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO 
A ideia do questionário é elevar o nível da sua compreensão no assunto e, ao mesmo tempo, proporcionar 
uma outra forma de revisão de pontos importantes do conteúdo, a partir de perguntas que exigem respostas 
subjetivas. 
São questões um pouco mais desafiadoras, porque a redação de seu enunciado não ajuda na sua resolução, 
como ocorre nas clássicas questões objetivas. 
O objetivo é que você realize uma autoexplicação mental de alguns pontos do conteúdo, para consolidar 
melhor o que aprendeu ;) 
Além disso, as questões objetivas, em regra, abordam pontos isolados de um dado assunto. Assim, ao resolver 
várias questões objetivas, o candidato acaba memorizando pontos isolados do conteúdo, mas muitas vezes 
acaba não entendendo como esses pontos se conectam. 
Assim, no questionário, buscaremos trazer também situações que ajudem você a conectar melhor os diversos 
pontos do conteúdo, na medida do possível. 
É importante frisar que não estamos adentrando em um nível de profundidade maior que o exigido na sua 
prova, mas apenas permitindo que você compreenda melhor o assunto de modo a facilitar a resolução de 
questões objetivas típicas de concursos, ok? 
Nosso compromisso é proporcionar a você uma revisão de alto nível! 
Vamos ao nosso questionário: 
Perguntas 
1. A ratificação do Pacto de São José da Costa Rica revogou o inciso LXVII do art. 5º da CF, que 
prevê a prisão do depositário infiel? 
2. A Convenção Americana de Direitos Humanos exige a abolição da pena de morte? 
3. Em quais situações a Convenção Americana de Direitos Humanos permite a tortura e a 
servidão? 
4. Qual o tratamento dado pela Convenção Americana de Direitos Humanos em relação aos 
princípios da legalidade e da retroatividade? 
5. A Convenção Americana de Direitos Humanos traz alguma previsão quanto ao sigilo de 
correspondências? 
6. Com relação à liberdade de pensamento e de expressão, a ConvençãoAmericana de Direitos 
Humanos prevê alguma hipótese de censura prévia? 
7. A Convenção Americana de Direitos Humanos se compatibiliza com a Constituição Federal de 
1988 no que tange ao direito à propriedade privada? 
8. Quais direitos não podem ser suspensos em caso de guerra? 
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Perguntas com respostas 
1. A ratificação do Pacto de São José da Costa Rica revogou o inciso LXVII do art. 5º da CF, que 
prevê a prisão do depositário infiel? 
Não. O Pacto de São José da Costa Rica tem caráter supralegal, porém infraconstitucional, de modo que só 
é capaz de derrogar a legislação infraconstitucional com ele conflitante, e não uma norma constitucional, 
caso do inciso LXVII do art. 5º da CF, que prevê a prisão do depositário infiel. 
Nesse sentido, o STF editou a Súmula Vinculante nº 25: 
É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
2. A Convenção Americana de Direitos Humanos exige a abolição da pena de morte? 
Não. Com relação à pena de morte, a Convenção Americana de Direitos Humanos prevê que não se pode 
restabelecer a pena de morte nos Estados que a tenham abolido. Vejamos o que diz o art. 4º: 
Artigo 4. Direito à vida 
 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei 
e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. 
2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos delitos 
mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competente e em conformidade com 
lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se 
estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente. 
3. Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido. (letra e) correta) 
4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem por delitos 
comuns conexos com delitos políticos. 
5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do delito, for 
menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez. 
6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, 
os quais podem ser concedidos em todos os casos. Não se pode executar a pena de morte 
enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competente. 
3. Em quais situações a Convenção Americana de Direitos Humanos permite a tortura e a 
servidão? 
Torturas, penas ou tratos cruéis, desumanos ou degradantes, bem como escravidão ou servidão, são vedados 
de forma absoluta pela Convenção Americana de Direitos Humanos. 
Artigo 5. Direito à integridade pessoal 
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1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e moral. 
 2. Ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou tratos cruéis, desumanos ou 
degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve ser tratada com o respeito devido à 
dignidade inerente ao ser humano. 
 3. A pena não pode passar da pessoa do delinquente. 
 4. Os processados devem ficar separados dos condenados, salvo em circunstâncias excepcionais, 
e ser submetidos a tratamento adequado à sua condição de pessoas não condenadas. 
 5. Os menores, quando puderem ser processados, devem ser separados dos adultos e conduzidos 
a tribunal especializado, com a maior rapidez possível, para seu tratamento. 
 6. As penas privativas da liberdade devem ter por finalidade essencial a reforma e a readaptação 
social dos condenados. 
 Artigo 6. Proibição da escravidão e da servidão 
 1. Ninguém pode ser submetido a escravidão ou a servidão, e tanto estas como o tráfico de 
escravos e o tráfico de mulheres são proibidos em todas as suas formas. 
 2. Ninguém deve ser constrangido a executar trabalho forçado ou obrigatório. Nos países em 
que se prescreve, para certos delitos, pena privativa da liberdade acompanhada de trabalhos 
forçados, esta disposição não pode ser interpretada no sentido de que proíbe o cumprimento da 
dita pena, imposta por juiz ou tribunal competente. O trabalho forçado não deve afetar a 
dignidade nem a capacidade física e intelectual do recluso. 
 3. Não constituem trabalhos forçados ou obrigatórios para os efeitos deste artigo: 
 a. os trabalhos ou serviços normalmente exigidos de pessoa reclusa em cumprimento de 
sentença ou resolução formal expedida pela autoridade judiciária competente. Tais trabalhos ou 
serviços devem ser executados sob a vigilância e controle das autoridades públicas, e os 
indivíduos que os executarem não devem ser postos à disposição de particulares, companhias ou 
pessoas jurídicas de caráter privado; 
 b. o serviço militar e, nos países onde se admite a isenção por motivos de consciência, o serviço 
nacional que a lei estabelecer em lugar daquele; 
 c. o serviço imposto em casos de perigo ou calamidade que ameace a existência ou o bem-estar 
da comunidade; e 
 d. o trabalho ou serviço que faça parte das obrigações cívicas normais. 
4. Qual o tratamento dado pela Convenção Americana de Direitos Humanos em relação aos 
princípios da legalidade e da retroatividade? 
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Segundo o art. 9 da Convenção, ninguém pode ser condenado por ações ou omissões que, no momento em 
que forem cometidas, não sejam delituosas, de acordo com o direito aplicável. Tampouco se pode impor 
pena mais grave que a aplicável no momento da perpetração do delito. Se depois da perpetração do delito 
a lei dispuser a imposição de pena mais leve, o delinquente será por isso beneficiado. 
5. A Convenção Americana de Direitos Humanos traz alguma previsão quanto ao sigilo de 
correspondências? 
Sim. Segundo o art. 11 da Convenção, ninguém pode ser objeto de ingerências arbitrárias ou abusivas em 
sua correspondência. 
Artigo 11. Proteção da honra e da dignidade 
 1. Toda pessoa tem direito ao respeito de sua honra e ao reconhecimento de sua dignidade. 
 2. Ninguém pode ser objeto de ingerências arbitrárias ou abusivas em sua vida privada, na de 
sua família, em seu domicílio ou em sua correspondência, nem de ofensas ilegais à sua honra ou 
reputação. 
 3. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais ingerências ou tais ofensas. 
6. Com relação à liberdade de pensamento e de expressão, a Convenção Americana de Direitos 
Humanos prevê alguma hipótese de censura prévia? 
Sim. Em regra, o direito à liberdade de pensamento e de expressão não pode estar sujeito a censura prévia, 
mas a responsabilidades ulteriores. 
Entretanto, a Convenção prevê que a lei possa submeter os espetáculos públicos a censura prévia, com o 
objetivo exclusivo de regular o acesso a eles, para proteção moral da infância e da adolescência. 
Artigo 13. Liberdade de pensamento e de expressão 
 1. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito compreende 
a liberdade de buscar, receber e difundir informações e ideias de toda natureza, sem consideração 
de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer 
outro processo de sua escolha. 
 2. O exercício do direito previsto no inciso precedente não pode estar sujeito a censura prévia, 
mas a responsabilidades ulteriores, que devem ser expressamente fixadas pela lei e ser 
necessárias para assegurar: 
 a. o respeito aos direitos ou à reputação das demais pessoas; ou 
 b. a proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da saúde ou da moral públicas. 
 3. Não se pode restringiro direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como o abuso de 
controles oficiais ou particulares de papel de imprensa, de freqüências radioelétricas ou de 
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equipamentos e aparelhos usados na difusão de informação, nem por quaisquer outros meios 
destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões. 
 4. A lei pode submeter os espetáculos públicos a censura prévia, com o objetivo exclusivo de 
regular o acesso a eles, para proteção moral da infância e da adolescência, sem prejuízo do 
disposto no inciso 2. 
 5. A lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio 
nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à 
violência. 
7. A Convenção Americana de Direitos Humanos se compatibiliza com a Constituição Federal de 
1988 no que tange ao direito à propriedade privada? 
Sim. Em ambos os documentos, é prevista a liberdade de uso e gozo dos bens privados, os quais, no entanto, 
podem estar subordinados ao interesse social. 
Artigo 21. Direito à propriedade privada 
 1. Toda pessoa tem direito ao uso e gozo dos seus bens. A lei pode subordinar esse uso e gozo 
ao interesse social. 
 2. Nenhuma pessoa pode ser privada de seus bens, salvo mediante o pagamento de indenização 
justa, por motivo de utilidade pública ou de interesse social e nos casos e na forma estabelecidos 
pela lei. 
 3. Tanto a usura como qualquer outra forma de exploração do homem pelo homem devem ser 
reprimidas pela lei. 
8. Quais direitos não podem ser suspensos em caso de guerra? 
Em caso de guerra, de perigo público, ou de outra emergência que ameace a independência ou segurança 
do Estado Parte, poderão ser adotadas disposições que, na medida e pelo tempo estritamente limitados às 
exigências da situação, suspendam determinadas garantias. 
No entanto, a disposição acima não autoriza a suspensão dos direitos determinados seguintes artigos: 
• 3 (Direito ao reconhecimento da personalidade jurídica); 
• 4 (Direito à vida); 
• 5 (Direito à integridade pessoal); 
• 6 (Proibição da escravidão e servidão); 
• 9 (Princípio da legalidade e da retroatividade); 
• 12 (Liberdade de consciência e de religião); 
• 17 (Proteção da família); 
• 18 (Direito ao nome); 
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• 19 (Direitos da criança); 
• 20 (Direito à nacionalidade); e 
• 23 (Direitos políticos), nem das garantias indispensáveis para a proteção de tais direitos. 
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CONCLUSÃO 
Bem pessoal, encerramos aqui mais um Passo Estratégico. 
Um grande abraço e bons estudos! 
Vinícius de Oliveira 
 
Vinicius de Oliveira
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Lista de Questões Estratégicas 
1. (CESPE / DPE-PE – Defensor - 2018 - Adaptada) 
O STF entende que a subscrição, pelo Brasil, do Pacto de São José da Costa Rica conduziu à inexistência de 
balizas a determinados comandos constitucionais, tendo, por isso, indicado a derrogação das normas 
legais definidoras da custódia de depositário infiel, tornando-se ilegal a sua prisão. 
2. (CESPE / PC-GO – Delegado de Polícia - 2017) 
O Pacto de São José da Costa Rica influenciou diretamente a edição da súmula vinculante proferida pelo 
STF, a qual veda a prisão do depositário infiel. 
3. (CEBRASPE-CESPE / PJC MT - Delegado de Polícia - 2017) 
Considere as seguintes disposições. 
I Todo indivíduo tem direito à liberdade e à segurança pessoais. 
II As finalidades essenciais das penas privativas da liberdade incluem a compensação, a retribuição, a 
reforma e a readaptação social dos condenados. 
III Todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com fins ideológicos, religiosos, políticos, 
econômicos, trabalhistas, sociais, culturais e desportivos. 
IV É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros. 
Decorrem da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José e Decreto n.º 678/1992) 
apenas as disposições contidas nos itens 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) III e IV. 
d) I, II e IV. 
e) I, III e IV. 
4. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2018) 
Uma organização não governamental de proteção às mulheres, legalmente reconhecida pelo Brasil, 
apresentou petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciando um hospital da rede 
pública de determinado estado da Federação. Na petição, foi alegado que o hospital havia realizado 
esterilização sem o consentimento da vítima, uma mulher portadora do vírus HIV, e que o Estado brasileiro 
não adotara as medidas necessárias para prevenir a referida esterilização, tendo sido, também, negligente 
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na investigação do caso. Assim, sustenta a organização, na petição, que houve violação aos direitos à 
integridade pessoal, à liberdade pessoal, às garantias judiciais, à honra e à dignidade, à proteção à família, 
à igualdade perante a lei e à proteção judicial — todos esses, direitos previsto pela Convenção Americana 
sobre Direitos Humanos. 
Julgue o item, considerando o caso hipotético apresentado, o sistema de proteção e as disposições da 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José e Decreto n.º 678/1992). 
Na referida convenção, prevê-se que a ingerência arbitrária ou abusiva na vida privada das pessoas, ainda 
que sejam elas portadoras de doenças contagiosas, como é o caso dessa mulher portadora do vírus HIV, 
fere o direito à honra e à dignidade, devendo a lei protegê-las de tais ofensas. 
5. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2012) 
Com base nos preceitos da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, assinale a opção correta acerca 
de pena de morte, tortura e direito de propriedade. 
a) A Convenção Americana sobre Direitos Humanos legitima a venda de bens definidos como de salvação 
eterna, desde que seja garantido o direito de cada um a conservar a sua própria religião. 
b) O exercício dos direitos inerentes à propriedade (usar, fruir e dispor) não é absoluto, podendo ser 
limitado em face do interesse social. 
c) A indenização decorrente de erro judiciário, prevista no texto dessa convenção, deverá ser paga pelo 
Estado mediante emissão de precatórios representativos do montante total da indenização. 
d) A pena de morte poderá ser restabelecida por qualquer Estado que a tenha abolido, bastando, para 
isso, que sejam observadas as formalidades legais previstas no direito interno do Estado em questão. 
e) A despeito de a tortura ser uma conduta repudiável, ela é permitida em algumas situações como 
mecanismo de persuasão e de investigação policial. 
6. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2017) 
Com as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, emergiu a noção de que os direitos 
humanos deveriam servir como paradigma para orientar a ordem internacional, reforçando-se a ideia de 
que a proteção dos direitos humanos deveria ser global — e não reduzida ao domínio local dos Estados —
, por se tratar de questão de legítimo interesse mundial. 
Nesse contexto, surgiu a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi adotada a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos — que representa uma plataforma comum de ação de todos os Estados —, bem como 
foi aprovada a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, no âmbito da Organizaçãodos Estados 
Americanos (OEA). 
Tendo como referência o texto anterior, julgue o item subsequente, acerca do sistema de proteção e da 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos. 
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De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o direito à liberdade de pensamento e 
de expressão deve ser amplo, mas a lei deve proibir toda apologia ao ódio que constitua incitação à 
discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência. 
7. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2017) 
Em caso de guerra, as garantias asseguradas pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos podem 
ser suspensas por tempo ilimitado, mesmo após o fim dos conflitos. 
8. (CEBRASPE-CESPE / PC-AL - Delegado de Polícia - 2012) 
Com relação ao Pacto de São José da Costa Rica, julgue o item abaixo. 
Toda pessoa tem deveres para com a sua família, a sua comunidade e a humanidade, sendo que o direito 
individual é limitado pelo direito dos demais, pela segurança de todos e pelas exigências do bem comum, 
em uma sociedade democrática. 
9. (CEBRASPE-CESPE / PC-AL - Agente de Polícia - 2012) 
Julgue o item que se segue acerca da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da 
Costa Rica). 
A Convenção Americana sobre Direitos Humanos prevê a proibição da escravidão e da servidão, assim 
compreendidos, entre outras hipóteses, os trabalhos forçados exigidos de pessoa reclusa em cumprimento 
de sentença ou resolução formal expedida pela autoridade judiciária competente. 
10. (CEBRASPE-CESPE / PC-AL - Escrivão de Polícia - 2012) 
Acerca da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), julgue o item seguinte. 
Somente os Estados-partes e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos têm o direito de submeter 
um caso à decisão da Corte Internacional de Direitos Humanos. 
 
 
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Gabarito 
 
1. CERTA 
2. CERTA 
3. Letra E 
4. CERTA 
5. Letra B 
6. CERTA 
7. ERRADA 
8. CERTA 
9. ERRADA 
10. CERTA 
 
 
 
 
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www.estrategiaconcursos.com.brde que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei 
e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida 
arbitrariamente. 
2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos 
delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competente e em 
conformidade com lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido 
cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente. 
3. Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido. 
4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem por delitos 
comuns conexos com delitos políticos. 
5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do delito, for 
menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez. 
6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, 
os quais podem ser concedidos em todos os casos. Não se pode executar a pena de morte 
enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competente. 
Artigo 5. Direito à integridade pessoal 
1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e moral. 
 2. Ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou tratos cruéis, desumanos ou 
degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve ser tratada com o respeito devido à 
dignidade inerente ao ser humano. 
 3. A pena não pode passar da pessoa do delinqüente. 
 4. Os processados devem ficar separados dos condenados, salvo em circunstâncias 
excepcionais, e ser submetidos a tratamento adequado à sua condição de pessoas não 
condenadas. 
 5. Os menores, quando puderem ser processados, devem ser separados dos adultos e 
conduzidos a tribunal especializado, com a maior rapidez possível, para seu tratamento. 
 6. As penas privativas da liberdade devem ter por finalidade essencial a reforma e a 
readaptação social dos condenados. 
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 Artigo 6. Proibição da escravidão e da servidão 
 1. Ninguém pode ser submetido a escravidão ou a servidão, e tanto estas como o tráfico de 
escravos e o tráfico de mulheres são proibidos em todas as suas formas. 
 2. Ninguém deve ser constrangido a executar trabalho forçado ou obrigatório. Nos países em 
que se prescreve, para certos delitos, pena privativa da liberdade acompanhada de trabalhos 
forçados, esta disposição não pode ser interpretada no sentido de que proíbe o cumprimento 
da dita pena, imposta por juiz ou tribunal competente. O trabalho forçado não deve afetar a 
dignidade nem a capacidade física e intelectual do recluso. 
 3. Não constituem trabalhos forçados ou obrigatórios para os efeitos deste artigo: 
 a. os trabalhos ou serviços normalmente exigidos de pessoa reclusa em cumprimento de 
sentença ou resolução formal expedida pela autoridade judiciária competente. Tais trabalhos 
ou serviços devem ser executados sob a vigilância e controle das autoridades públicas, e os 
indivíduos que os executarem não devem ser postos à disposição de particulares, companhias ou 
pessoas jurídicas de caráter privado; 
 b. o serviço militar e, nos países onde se admite a isenção por motivos de consciência, o serviço 
nacional que a lei estabelecer em lugar daquele; 
 c. o serviço imposto em casos de perigo ou calamidade que ameace a existência ou o bem-estar 
da comunidade; e 
 d. o trabalho ou serviço que faça parte das obrigações cívicas normais. 
 Artigo 7. Direito à liberdade pessoal 
 1. Toda pessoa tem direito à liberdade e à segurança pessoais. 
 2. Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições 
previamente fixadas pelas constituições políticas dos Estados Partes ou pelas leis de acordo com 
elas promulgadas. 
 3. Ninguém pode ser submetido a detenção ou encarceramento arbitrários. 
 4. Toda pessoa detida ou retida deve ser informada das razões da sua detenção e notificada, 
sem demora, da acusação ou acusações formuladas contra ela. 
 5. Toda pessoa detida ou retida deve ser conduzida, sem demora, à presença de um juiz ou 
outra autoridade autorizada pela lei a exercer funções judiciais e tem direito a ser julgada dentro 
de um prazo razoável ou a ser posta em liberdade, sem prejuízo de que prossiga o processo. Sua 
liberdade pode ser condicionada a garantias que assegurem o seu comparecimento em juízo. 
 6. Toda pessoa privada da liberdade tem direito a recorrer a um juiz ou tribunal competente, a 
fim de que este decida, sem demora, sobre a legalidade de sua prisão ou detenção e ordene sua 
soltura se a prisão ou a detenção forem ilegais. Nos Estados Partes cujas leis prevêem que toda 
pessoa que se vir ameaçada de ser privada de sua liberdade tem direito a recorrer a um juiz ou 
tribunal competente a fim de que este decida sobre a legalidade de tal ameaça, tal recurso não 
pode ser restringido nem abolido. O recurso pode ser interposto pela própria pessoa ou por 
outra pessoa. 
 7. Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade 
judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar. 
 Artigo 8. Garantias judiciais 
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 1. Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garantias e dentro de um prazo 
razoável, por um juiz ou tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido 
anteriormente por lei, na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela, ou para 
que se determinem seus direitos ou obrigações de natureza civil, trabalhista, fiscal ou de 
qualquer outra natureza. 
 2. Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se 
comprove legalmente sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena 
igualdade, às seguintes garantias mínimas: 
 a. direito do acusado de ser assistido gratuitamente por tradutor ou intérprete, se não 
compreender ou não falar o idioma do juízo ou tribunal; 
 b. comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusação formulada; 
 c. concessão ao acusado do tempo e dos meios adequados para a preparação de sua defesa; 
 d. direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua 
escolha e de comunicar-se, livremente e em particular, com seu defensor; 
 e. direito irrenunciável de ser assistido por um defensor proporcionado pelo Estado, 
remunerado ou não, segundo a legislação interna, se o acusado não se defender ele próprio nem 
nomear defensor dentro do prazo estabelecido pela lei; 
 f. direito da defesa de inquirir as testemunhas presentes no tribunal e de obter o 
comparecimento, como testemunhas ou peritos, de outras pessoas que possam lançar luz sobre 
os fatos; 
 g. direito de não ser obrigado a depor contra si mesma, nem a declarar-se culpada; e 
 h. direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior. 
 3. A confissão do acusado só é válida se feita sem coação de nenhuma natureza. 
 4. O acusado absolvido por sentença passada em julgado não poderá ser submetido a novo 
processo pelos mesmos fatos. 
 5. O processo penal deve ser público, salvo no que for necessário para preservar os interesses 
da justiça. 
 Artigo 9. Princípio da legalidade e da retroatividade 
Ninguém pode ser condenado por ações ou omissões que, no momento em que forem 
cometidas, não sejam delituosas, de acordo com o direito aplicável. Tampouco se pode impor 
pena mais grave que a aplicável no momento da perpetração do delito. Se depois da 
perpetração do delito a lei dispuser a imposição de pena mais leve, o delinquente será por isso 
beneficiado.Artigo 10. Direito a indenização 
Toda pessoa tem direito de ser indenizada conforme a lei, no caso de haver sido condenada em 
sentença passada em julgado, por erro judiciário. 
 Artigo 11. Proteção da honra e da dignidade 
 1. Toda pessoa tem direito ao respeito de sua honra e ao reconhecimento de sua dignidade. 
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 2. Ninguém pode ser objeto de ingerências arbitrárias ou abusivas em sua vida privada, na de 
sua família, em seu domicílio ou em sua correspondência, nem de ofensas ilegais à sua honra 
ou reputação. 
 3. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais ingerências ou tais ofensas. 
 Artigo 12. Liberdade de consciência e de religião 
 1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a 
liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem 
como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou 
coletivamente, tanto em público como em privado. 
 2. Ninguém pode ser objeto de medidas restritivas que possam limitar sua liberdade de 
conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças. 
 3. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita unicamente às 
limitações prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a 
saúde ou a moral públicas ou os direitos ou liberdades das demais pessoas. 
 4. Os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a 
educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções. 
 Artigo 13. Liberdade de pensamento e de expressão 
 1. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito 
compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias de toda natureza, 
sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, 
ou por qualquer outro processo de sua escolha. 
 2. O exercício do direito previsto no inciso precedente não pode estar sujeito a censura prévia, 
mas a responsabilidades ulteriores, que devem ser expressamente fixadas pela lei e ser 
necessárias para assegurar: 
 a. o respeito aos direitos ou à reputação das demais pessoas; ou 
 b. a proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da saúde ou da moral 
 públicas. 
 3. Não se pode restringir o direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como o abuso 
de controles oficiais ou particulares de papel de imprensa, de freqüências radioelétricas ou de 
equipamentos e aparelhos usados na difusão de informação, nem por quaisquer outros meios 
destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões. 
 4. A lei pode submeter os espetáculos públicos a censura prévia, com o objetivo exclusivo de 
regular o acesso a eles, para proteção moral da infância e da adolescência, sem prejuízo do 
disposto no inciso 2. 
 5. A lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio 
nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou 
à violência. 
 Artigo 14. Direito de retificação ou resposta 
 1. Toda pessoa atingida por informações inexatas ou ofensivas emitidas em seu prejuízo por 
meios de difusão legalmente regulamentados e que se dirijam ao público em geral, tem direito a 
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fazer, pelo mesmo órgão de difusão, sua retificação ou resposta, nas condições que estabeleça a 
lei. 
 2. Em nenhum caso a retificação ou a resposta eximirão das outras responsabilidades legais em 
que se houver incorrido. 
 3. Para a efetiva proteção da honra e da reputação, toda publicação ou empresa jornalística, 
cinematográfica, de rádio ou televisão, deve ter uma pessoa responsável que não seja protegida 
por imunidades nem goze de foro especial. 
 Artigo 15. Direito de reunião 
 É reconhecido o direito de reunião pacífica e sem armas. O exercício de tal direito só pode estar 
sujeito às restrições previstas pela lei e que sejam necessárias, numa sociedade democrática, no 
interesse da segurança nacional, da segurança ou da ordem públicas, ou para proteger a saúde 
ou a moral públicas ou os direitos e liberdades das demais pessoas. 
 Artigo 16. Liberdade de associação 
 1. Todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com fins ideológicos, religiosos, 
políticos, econômicos, trabalhistas, sociais, culturais, desportivos ou de qualquer outra natureza. 
 2. O exercício de tal direito só pode estar sujeito às restrições previstas pela lei que sejam 
necessárias, numa sociedade democrática, no interesse da segurança nacional, da segurança ou 
da ordem públicas, ou para proteger a saúde ou a moral públicas ou os direitos e liberdades 
das demais pessoas. 
 3. O disposto neste artigo não impede a imposição de restrições legais, e mesmo a privação do 
exercício do direito de associação, aos membros das forças armadas e da polícia. 
 Artigo 17. Proteção da família 
 1. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e deve ser protegida pela 
sociedade e pelo Estado. 
 2. É reconhecido o direito do homem e da mulher de contraírem casamento e de fundarem uma 
família, se tiverem a idade e as condições para isso exigidas pelas leis internas, na medida em 
que não afetem estas o princípio da não-discriminação estabelecido nesta Convenção. 
 3. O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos contraentes. 
 4. Os Estados Partes devem tomar medidas apropriadas no sentido de assegurar a igualdade de 
direitos e a adequada equivalência de responsabilidades dos cônjuges quanto ao casamento, 
durante o casamento e em caso de dissolução do mesmo. Em caso de dissolução, serão adotadas 
disposições que assegurem a proteção necessária aos filhos, com base unicamente no interesse 
e conveniência dos mesmos. 
 5. A lei deve reconhecer iguais direitos tanto aos filhos nascidos fora do casamento como aos 
nascidos dentro do casamento. 
 Artigo 18. Direito ao nome 
 Toda pessoa tem direito a um prenome e aos nomes de seus pais ou ao de um destes. A lei deve 
regular a forma de assegurar a todos esse direito, mediante nomes fictícios, se for necessário. 
 Artigo 19. Direitos da criança 
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 Toda criança tem direito às medidas de proteção que a sua condição de menor requer por parte 
da sua família, da sociedade e do Estado. 
 Artigo 20. Direito à nacionalidade 
 1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 
 2. Toda pessoa tem direito à nacionalidade do Estado em cujo território houver nascido, se não 
tiver direito a outra. 
 3. A ninguém se deve privar arbitrariamente de sua nacionalidade nem do direito de mudá-la. 
 Artigo 21. Direito à propriedade privada 
1. Toda pessoa tem direito ao uso e gozo dos seus bens. A lei pode subordinar esse uso e gozo 
ao interesse social. 
2. Nenhuma pessoa pode ser privada de seus bens, salvo mediante o pagamento de 
indenização justa, por motivo de utilidade pública ou de interesse social e nos casos e na forma 
estabelecidos pela lei. 
3. Tanto a usura como qualquer outra forma de exploração do homem pelo homem devem ser 
reprimidas pela lei. 
 Artigo 22. Direito de circulação e de residência 
1. Toda pessoa que se ache legalmente no território de um Estado tem direito de circular nele 
e de nele residir em conformidade com as disposições legais. 
2. Toda pessoa tem o direito de sair livremente de qualquer país, inclusive do próprio. 
 3. O exercício dos direitosacima mencionados não pode ser restringido senão em virtude de 
lei, na medida indispensável, numa sociedade democrática, para prevenir infrações penais ou 
para proteger a segurança nacional, a segurança ou a ordem públicas, a moral ou a saúde 
públicas, ou os direitos e liberdades das demais pessoas. 
 4. O exercício dos direitos reconhecidos no inciso 1 pode também ser restringido pela lei, em 
zonas determinadas, por motivo de interesse público. 
 5. Ninguém pode ser expulso do território do Estado do qual for nacional, nem ser privado do 
direito de nele entrar. 
 6. O estrangeiro que se ache legalmente no território de um Estado Parte nesta Convenção só 
poderá dele ser expulso em cumprimento de decisão adotada de acordo com a lei. 
 7. Toda pessoa tem o direito de buscar e receber asilo em território estrangeiro, em caso de 
perseguição por delitos políticos ou comuns conexos com delitos políticos e de acordo com a 
legislação de cada Estado e com os convênios internacionais. 
 8. Em nenhum caso o estrangeiro pode ser expulso ou entregue a outro país, seja ou não de 
origem, onde seu direito à vida ou à liberdade pessoal esteja em risco de violação por causa da 
sua raça, nacionalidade, religião, condição social ou de suas opiniões políticas. 
 9. É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros. 
 Artigo 23. Direitos políticos 
 1. Todos os cidadãos devem gozar dos seguintes direitos e oportunidades: 
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 a. de participar na direção dos assuntos públicos, diretamente ou por meio de 
representantes livremente eleitos; 
 b. de votar e ser eleitos em eleições periódicas autênticas, realizadas por sufrágio universal e 
igual e por voto secreto que garanta a livre expressão da vontade dos eleitores; e 
 c. de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções públicas de seu país. 
 2. A lei pode regular o exercício dos direitos e oportunidades a que se refere o inciso anterior, 
exclusivamente por motivos de idade, nacionalidade, residência, idioma, instrução, capacidade 
civil ou mental, ou condenação, por juiz competente, em processo penal. 
 Artigo 24. Igualdade perante a lei 
 Todas as pessoas são iguais perante a lei. Por conseguinte, têm direito, sem discriminação, a 
igual proteção da lei. 
 Artigo 25. Proteção judicial 
 1. Toda pessoa tem direito a um recurso simples e rápido ou a qualquer outro recurso efetivo, 
perante os juízes ou tribunais competentes, que a proteja contra atos que violem seus direitos 
fundamentais reconhecidos pela constituição, pela lei ou pela presente Convenção, mesmo 
quando tal violação seja cometida por pessoas que estejam atuando no exercício de suas funções 
oficiais. 
 2. Os Estados Partes comprometem-se: 
 a. a assegurar que a autoridade competente prevista pelo sistema legal do 
Estado decida sobre os direitos de toda pessoa que interpuser tal recurso; 
 b. a desenvolver as possibilidades de recurso judicial; e 
 c. a assegurar o cumprimento, pelas autoridades competentes, de toda decisão em que se 
tenha considerado procedente o recurso. CAPÍTULO III 
DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS 
 Artigo 26. Desenvolvimento progressivo 
 Os Estados Partes comprometem-se a adotar providências, tanto no âmbito interno como 
mediante cooperação internacional, especialmente econômica e técnica, a fim de conseguir 
progressivamente a plena efetividade dos direitos que decorrem das normas econômicas, 
sociais e sobre educação, ciência e cultura, constantes da Carta da Organização dos Estados 
Americanos, reformada pelo Protocolo de Buenos Aires, na medida dos recursos disponíveis, por 
via legislativa ou por outros meios apropriados. 
 CAPÍTULO IV 
SUSPENSÃO DE GARANTIAS, INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO 
 Artigo 27. Suspensão de garantias 
 1. Em caso de guerra, de perigo público, ou de outra emergência que ameace a independência 
ou segurança do Estado Parte, este poderá adotar disposições que, na medida e pelo tempo 
estritamente limitados às exigências da situação, suspendam as obrigações contraídas em 
virtude desta Convenção, desde que tais disposições não sejam incompatíveis com as demais 
obrigações que lhe impõe o Direito Internacional e não encerrem discriminação alguma fundada 
em motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião ou origem social. 
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 2. A disposição precedente não autoriza a suspensão dos direitos determinados seguintes 
artigos: 3 (Direito ao reconhecimento da personalidade jurídica); 4 (Direito à vida); 5 (Direito 
à integridade pessoal); 6 (Proibição da escravidão e servidão); 9 (Princípio da legalidade e da 
retroatividade); 12 (Liberdade de consciência e de religião); 17 (Proteção da família); 18 (Direito 
ao nome); 19 (Direitos da criança); 20 (Direito à nacionalidade) e 23 (Direitos políticos), nem 
das garantias indispensáveis para a proteção de tais direitos. 
 3. Todo Estado Parte que fizer uso do direito de suspensão deverá informar imediatamente os 
outros Estados Partes na presente Convenção, por intermédio do Secretário-Geral da 
Organização dos Estados Americanos, das disposições cuja aplicação haja suspendido, dos 
motivos determinantes da suspensão e da data em que haja dado por terminada tal suspensão. 
 Artigo 28. Cláusula federal 
 1. Quando se tratar de um Estado Parte constituído como Estado federal, o governo nacional do 
aludido Estado Parte cumprirá todas as disposições da presente Convenção, relacionadas com as 
matérias sobre as quais exerce competência legislativa e judicial. 
 2. No tocante às disposições relativas às matérias que correspondem à competência das 
entidades componentes da federação, o governo nacional deve tomar imediatamente as 
medidas pertinente, em conformidade com sua constituição e suas leis, a fim de que as 
autoridades competentes das referidas entidades possam adotar as disposições cabíveis para o 
cumprimento desta Convenção. 
3. Quando dois ou mais Estados Partes decidirem constituir entre eles uma federação ou outro 
tipo de associação, diligenciarão no sentido de que o pacto comunitário respectivo contenha as 
disposições necessárias para que continuem sendo efetivas no novo Estado assim organizado as 
normas da presente Convenção. 
Artigo 29. Normas de interpretação 
 Nenhuma disposição desta Convenção pode ser interpretada no sentido de: 
 a. permitir a qualquer dos Estados Partes, grupo ou pessoa, suprimir o gozo e exercício dos 
direitos e liberdades reconhecidos na Convenção ou limitá-los em maior medida do que a nela 
prevista; 
 b. limitar o gozo e exercício de qualquer direito ou liberdade que possam ser reconhecidos de 
acordo com as leis de qualquer dos Estados Partes ou de acordo com outra convenção em que 
seja parte um dos referidos Estados; 
 c. excluir outros direitos e garantias que são inerentes ao ser humano ou que decorrem da forma 
democrática representativa de governo; e 
 d. excluir ou limitar o efeito que possam produzir a Declaração Americana dos Direitos e Deveres 
do Homem e outros atos internacionais da mesma natureza. 
 Artigo 30. Alcance das restrições 
 As restrições permitidas, de acordo com esta Convenção, ao gozo e exercício dos direitos e 
liberdades nela reconhecidos, não podem ser aplicadas senão de acordo com leis que forem 
promulgadas por motivo de interesse geral e com o propósito para o qual houverem sido 
estabelecidas. 
 Artigo 31. Reconhecimento de outros direitos 
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 Poderão ser incluídos no regime de proteção desta Convenção outros direitos e liberdades que 
forem reconhecidosde acordo com os processos estabelecidos nos artigos 76 e 77. CAPÍTULO V 
DEVERES DAS PESSOAS 
 Artigo 32. Correlação entre deveres e direitos 
1. Toda pessoa tem deveres para com a família, a comunidade e a humanidade. 
2. Os direitos de cada pessoa são limitados pelos direitos dos demais, pela segurança de todos 
e pelas justas exigências do bem comum, numa sociedade democrática. 
PARTE II 
Meios da Proteção 
CAPÍTULO VI 
Órgãos Competentes 
ARTIGO 33 
São competentes para conhecer dos assuntos relacionados com o cumprimento dos 
compromissos assumidos pelos Estados-Partes nesta Convenção: 
a) a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, doravante denominada a Comissão; e 
b) a Corte Interamericana de Direitos Humanos, doravante denominada a Corte. 
Seção 1 - Organização 
ARTIGO 34 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos compor-se-á de sete membros, que deverão 
ser pessoas de alta autoridade moral e de reconhecimento saber em matéria de direitos 
humanos. 
ARTIGO 35 
A Comissão representa todos os Membros da Organização dos Estados Americanos. 
ARTIGO 36 
1. Os membros da Comissão, serão eleitos a título pessoal, pela Assembleia-Geral da 
organização, de uma lista de candidatos propostos pelos governos dos Estados-Membros. 
2. Cada um dos referidos governos pode propor até três candidatos, nacionais do Estado que os 
propuser ou de qualquer outro Estado-Membro da organização dos Estados Americanos. Quando 
for proposta uma lista de três candidatos, pelo menos um deles deverá ser nacional de Estado 
diferente do proponente. 
ARTIGO 37 
1. Os membros da Comissão serão eleitos por quatro anos e só poderão ser reeleitos uma vez, 
porém o mandato de três dos membros designados na primeira eleição expirará ao cabo de dois 
anos. Logo depois da referida eleição, serão determinados por sorteio, na Assembleia-Geral, os 
nomes desses três membros. 
2. Não pode fazer parte da Comissão mais de um nacional de um mesmo Estado. 
ARTIGO 38 
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As vagas que ocorrerem na Comissão, que não se devam à expiração normal do mandado, serão 
preenchidas pelo Conselho Permanente da Organização, de acordo com o que dispuser o 
Estatuto da Comissão. 
ARTIGO 39 
A Comissão elaborará seu estatuto e submetê-lo-á à aprovação da Assembleia-Geral e expedirá 
seu próprio regulamento. 
ARTIGO 40 
Os serviços de secretaria da Comissão devem ser desempenhados pela unidade funcional 
especializada que faz parte da Secretaria-Geral da Organização e deve dispor dos recursos 
necessários para cumprir as tarefas que lhe forem confiadas pela Comissão. 
Seção 2 - Funções 
ARTIGO 41 
A Comissão tem a função principal de promover a observância e a defesa dos direitos humanos 
e, no exercício do seu mandato, tem as seguintes funções e atribuições: 
a) estimular a consciência dos direitos humanos nos povos da América; 
b) formular recomendações aos governos dos Estados-Membros, quando o considerar 
conveniente, no sentido de que adotem medidas progressivas em prol dos direitos humanos no 
âmbito de suas leis internas e seus preceitos constitucionais, bem como disposições apropriadas 
para promover o devido respeito a esses direitos; 
c) preparar os estudos ou relatórios que considerar convenientes o desempenho de suas funções; 
d) solicitar aos governos dos Estados-Membros que lhe proporcionem informações sobre as 
medidas que adotarem em matéria de direitos humanos; 
e) atender às consultas que, por meio da Secretaria-Geral da Organização dos Estados 
Americanos, lhe formularem os Estados-Membros sobre questões relacionadas com os direitos 
humanos e, dentro de suas possibilidades, prestar-lhes o assessoramento que eles lhe 
solicitarem; 
f) atuar com respeito às petições e outras comunicações, no exercício de sua autoridade, de 
conformidade com o disposto nos artigos 44 a 51 desta Convenção; e 
g) apresentar um relatório anual a Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos. 
ARTIGO 42 
Os Estados-Partes devem remeter à Comissão cópia dos relatórios e estudos que, em seus 
respectivos campos, submetem anualmente às Comissões Executivas do Conselho 
Interamericano Econômico e Social e do Conselho Interamericano de Educação, Ciência e Cultura, 
a fim de que aquela vele por que se promovem os direitos decorrentes das normas econômicas, 
sociais e sobre educação, ciência e cultura constantes da Carta da Organização dos Estados 
Americanos, reformada pelo Protocolo de Buenos Aires. 
ARTIGO 43 
Os Estados-Partes obrigam-se a proporcionar à Comissão as informações que esta lhes solicitar 
sobre a maneira pela qual o seu direito interno assegura a aplicação efetiva de quaisquer 
disposições desta Convenção. 
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Seção 3 - Competência 
ARTIGO 44 
Qualquer pessoa ou grupo de pessoas, ou entidade não governamental legalmente 
reconhecida em um ou mais Estados-Membros da Organização, pode apresentar à Comissão 
petições que contenham denúncias ou queixas de violação desta Convenção por um Estado-
Parte. 
ARTIGO 45 
1. Todo Estado-Parte pode, no momento do depósito do seu instrumento de ratificação desta 
Convenção ou de adesão a ela, ou em qualquer momento posterior, declarar que reconhece a 
competência da Comissão para receber e examinar as comunicações em que um Estado-Parte 
alegue haver outro Estado-Parte incorrido em violações direitos humanos estabelecidos nesta 
Convenção. 
2. As comunicações feitas em virtude deste artigo só podem ser admitidos e examinadas se forem 
apresentadas por um Estado-Parte que haja feito uma declaração pela qual reconheça a referida 
competência da Comissão. A Comissão não admitirá nenhuma comunicação contra um Estado-
Parte que não haja feito tal declaração. 
3. As declarações sobre reconhecimento de competência podem ser feitas para que esta vigore 
por tempo indefinido, por período determinado ou para casos específicos. 
4. As declarações serão depositadas na Secretaria-Geral da Organização dos Estados Americanos, 
a qual encaminhará cópia das mesmas aos Estados-Membros da referida Organização. 
ARTIGO 46 
1. Para que uma petição ou comunicação apresentada de acordo com os artigos 44 ou 45 seja 
admitida pela Comissão, será necessário: 
a) que hajam sido interpostos e esgotados os recursos da jurisdição interna, de acordo com os 
princípios de direito internacional geralmente reconhecidos; 
b) que seja apresentada dentro do prazo de seis meses, a partir da data em que o presumido 
prejudicado em seus direitos tenha sido notificado da decisão definitiva; 
c) que a matéria da petição ou comunicação não esteja pendente de outro processo de solução 
internacional; e 
d) que, no caso do artigo 44, a petição contenha o nome, a nacionalidade, a profissão, o 
domicílio e a assinatura da pessoa ou pessoas ou do representante legal da entidade que 
submeter a petição. 
2. as disposições das alíneas "a" e "b" do inciso 1º deste artigo não se aplicarão quando: 
a) não existir, na legislação interna do Estado de que se tratar, o devido processo legal para a 
proteção do direito ou direitos que se alegue tenha sido violados; 
b) não se houver permitido ao presumido prejudicado em seus direitos o acesso aos recursos da 
jurisdição interna, ou houver sido ele impedido de esgotá-los; e 
c) houver demora injustificada na decisão sobre os mencionados recursos. 
ARTIGO 47 
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A Comissão declarará inadmissível toda petição ou comunicação apresentada de acordo com os 
artigos 44 ou 45 quando: 
a) não preencher algum dos requisitos estabelecidos no artigo 46;b) não expuser fatos que caracterizem violação dos direitos garantidos por esta Convenção; 
c) pela exposição do próprio peticionário ou do Estado, for manifestamente infundada a petição 
ou comunicação ou for evidente sua total improcedência; ou 
d) for substancialmente reprodução de petição ou comunicação anterior, já examinada pela 
Comissão ou por outro organismo internacional. 
Seção 4 - Processo 
ARTIGO 48 
1. A Comissão, ao receber uma petição ou comunicação na qual se alegue violação de qualquer 
dos direitos consagrados nesta Convenção, procederá da seguinte maneira: 
a) se reconhecer a admissibilidade da petição ou comunicação, solicitará informações ao 
Governo do Estado ao qual pertença a autoridade apontada como responsável pela violação 
alegada e transcreverá as partes pertinentes da petição ou comunicação. As referidas 
informações devem ser enviadas dentro de um prazo razoável, fixado pela Comissão ao 
considerar as circunstâncias de cada caso; 
b) recebidas às informações, ou transcorrido o prazo fixado sem que sejam elas recebidas, 
verificará se existem ou subsistem os motivos da petição ou comunicação. No caso de não 
existirem ou não subsistirem, mandará arquivar o expediente; 
c) poderá também declarar a inadmissibilidade ou a improcedência da petição ou comunicação, 
com base em informação ou prova superveniente; 
d) se o expediente não houver sido arquivado, e com o fim de comprovar os fatos, a Comissão 
procederá, com conhecimento das partes a um exame do assunto exposto na petição ou 
comunicação. Se for necessário e conveniente, a Comissão procederá a uma investigação para 
cuja eficaz realização solicitará, e os Estado interessados lhe proporcionarão, todas as facilidades 
necessárias; 
e) poderá pedir aos Estados interessados qualquer informação pertinente e receberá, se isso lhe 
for solicitado, as exposições verbais ou escritas que apresentarem os interessados; e 
f) por-se-á à disposição das partes interessadas, a fim de chegar a uma solução amistosa do 
assunto, fundada no respeito aos direitos humanos reconhecidos nesta Convenção. 
2. Entretanto, em casos graves e urgentes, pode ser realizada uma investigação, mediante prévio 
consentimento do Estado em cujo território de alegue haver sido cometido à violação, tão 
somente com a apresentação de uma petição ou comunicação que reúna todos os requisitos 
formais de admissibilidade. 
ARTIGO 49 
Se houver chegado a uma solução amistosa de acordo com as disposições do inciso 1, f, do artigo 
48, a Comissão redigirá um relatório que será encaminhado ao peticionário e aos Estados-Partes 
nesta Convenção e, posteriormente, transmitido, para sua publicação, ao Secretário-Geral da 
Organização dos Estados Americanos. O referido relatório conterá uma breve exposição dos fatos 
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e da solução alcançada. Se qualquer das partes no caso o solicitar, ser-lhe-á proporcionada a mais 
ampla informação possível. 
ARTIGO 50 
1. Se não se chegar a uma solução, e dentro do prazo que for fixado pelo Estatuto da Comissão, 
esta redigirá um relatório no qual exporá os fatos e suas conclusões. Se o relatório não 
representar, no todo ou em parte, o acordo unânime dos membros da Comissão, qualquer deles 
poderá agregar ao referido relatório seu voto em separado. Também se agregarão ao relatório 
às exposições verbais ou escritas que houverem sido feitas pelos interessados em virtudes do 
inciso 1º, e, do artigo 48. 
2. O relatório será encaminhado aos Estados interessados, aos quais não será facultado publicá-
lo. 
3. Ao encaminhar o relatório, a Comissão pode formular as proposições e recomendações que 
julgar adequada. 
ARTIGO 51 
1. Se no prazo de três meses, a partir da remessa aos Estados interessados do relatório da 
Comissão, o assunto não houver sido solucionado ou submetido a submetido à decisão da Corte 
pela Comissão ou pelo Estado interessado, aceitando sua competência, a Comissão poderá 
emitir, pelo voto da maioria absoluta dos seus membros, sua opinião e conclusões sobre a 
questão submetida à sua consideração. 
2. A comissão fará as recomendações pertinentes e fixará um prazo dentro do qual o Estado deve 
tomar as medidas que lhe competirem para remediar a situação examinada. 
3. Transcorrido o prazo fixado, a Comissão decidira, pelo voto da maioria absoluta dos seus 
membros, se o Estado tomou ou não medidas adequadas e se publica ou não seu relatório. 
CAPÍTULO VIII 
Corte Interamericana de Direitos Humanos 
Seção 1 - ORGANIZAÇÃO 
ARTIGO 52 
1. A Corte compor-se-á de sete juízes, nacionais dos Estados Membros da Organização, eleitos a 
títulos pessoal dentre juristas da mais alta autoridade moral, de reconhecida competência em 
matéria de direitos humanos, que reúnam as condições requeridas para o exercício das mais 
elevadas funções judiciais, de acordo com a lei do Estado do qual sejam nacionais, ou do Estado 
que os propuser como candidatos. 
2. Não deve haver dois juízes da mesma nacionalidade. 
ARTIGO 53 
1. Os juízes da Corte serão eleitos, em votação secreta e pelo voto da maioria absoluta dos 
Estados-Partes na Convenção, na Assembleia-Geral da Organização, de uma lista de candidatos 
propostos pelos mesmos Estados. 
2. Cada um dos Estados-Partes pode propor até três candidatos, nacionais do Estado que os 
propuser ou de qualquer outro Estado-Membro da Organização dos Estados Americanos. 
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Quando se propuser uma lista de três candidatos, pelo menos um deles deverá ser nacional de 
Estado diferente do proponente. 
ARTIGO 54 
1. Os juízes da Corte serão eleitos por um período de seis anos e só poderão ser reeleitos uma 
vez. O mandato de três dos juízes designados na primeira eleição expirará ao cabo de três anos. 
Imediatamente depois da referida eleição, determinar-se-ão por sorteio, na Assembleia-Geral, 
os nomes desses três juízes. 
2. O juiz eleito para substituir outro cujo mandato não haja expirado, completará o período deste. 
3. Os juízes permanecerão em suas funções até o término dos seus mandatos. Entretanto, 
continuarão funcionando nos casos de que já houverem tomado conhecimento e que se 
encontrem em fase de sentença e, para tais efeitos, não serão substituídos pelos novos juízes 
eleitos. 
ARTIGO 55 
1. O juiz que for nacional de algum dos Estados-Partes no caso submetido à Corte conservará o 
seu direito de conhecer o mesmo. 
2. Se um dos juízes chamados a conhecer do caso for de nacionalidade de um dos Estados-Partes, 
outro Estado-Partes no caso poderá designar uma pessoa de sua escolha para integrar a Corte 
na qualidade de juiz ad hoc. 
3. Se, dentre os juízos chamados a conhecer do caso, nenhuma for da nacionalidade dos Estados 
partes, cada um destes poderá designar um juiz ad hoc. 
4. O juiz ad hoc deve reunir os requisitos indicados no artigo 52. 
5. Se vários Estados-Partes na Convenção tiverem o mesmo interesse no caso, serão 
considerados como uma só parte, para os fins das disposições anteriores. Em caso de dúvida, a 
Corte decidirá. 
ARTIGO 56 
O quorum para as deliberações da Corte é constituído por cinco juízes. 
ARTIGO 57 
A Comissão comparecerá em todos os casos perante a Corte. 
ARTIGO 58 
1. A Corte terá sua sede4 no lugar que for determinado, na Assembleia-Geral da Organização, 
pelos Estados-Partes na Convenção, mas poderá realizar reuniões no território de qualquer 
Estado-Membro da Organização dos Estrados Americanos em que o considerar conveniente pela 
maioria dos seus membros e mediante prévia aquiescência do Estado respectivo. Os Estados-
Partes na Convenção podem, na Assembleia-Geral, por dois terços dos seus votos, mudar a sede 
da Corte. 
2. A Corte designará seu Secretário. 
3. O Secretárioresidirá na sede da Corte e deverá assistir às reuniões que ela realizar fora da 
mesma. 
ARTIGO 59 
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A Secretaria da Corte será por esta estabelecida e funcionará sob a direção do Secretário da 
Corte, de acordo com as normas administrativas da Secretaria-Geral da Organização em tudo o 
que não for incompatível com a independência da Corte. Seus funcionários serão nomeados pelo 
Secretário-Geral da Organização, em consulta com o Secretário da Corte. 
ARTIGO 60 
A Corte elaborará seu estatuto e submetê-lo-á à aprovação da Assembleia-Geral e expedirá sus 
regimento. 
Seção 2 - Competência e Funções 
ARTIGO 61 
1. Somente os Estados-Partes e a Comissão têm direito de submeter caso à decisão da Corte. 
2. Para que a Corte possa conhecer de qualquer caso, é necessário que sejam esgotados os 
processos previstos nos artigos 48 a 50. 
ARTIGO 62 
1. Toda Estado-Parte, pode, no momento do depósito do seu instrumento de ratificação desta 
Convenção ou de adesão a ela, ou em qualquer momento posterior, declarar que reconhece 
como obrigatória, de pleno direito e sem convenção especial, a competência da Corte em todos 
os casos relativos à interpretação ou aplicação desta Convenção. 
2. A declaração pode ser feita incondicionalmente, ou sob condição de reciprocidade, por prazo 
determinado ou para casos específicos. Deverá ser apresentada ao Secretário-Geral da 
Organização, que encaminhará cópias da mesma aos outros Estados-Membros da Organização e 
ao Secretário da Corte. 
3. A Corte tem competência para conhecer de qualquer caso relativo à interpretação e aplicação 
das disposições desta Convenção que lhe seja submetido, desde que os Estados-Partes no caso 
tenham reconhecido ou reconheçam a referida competência, seja por declaração especial, como 
prevêem os incisos anteriores, seja por convenção especial. 
ARTIGO 63 
1. Quando decidir que houve violação de um direito ou liberdade protegido nesta Convenção, a 
Corte determinará que se assegure ao prejudicado o gozo do seu direito ou liberdade violados. 
Determinará também, se isso for procedente, que sejam reparadas as consequências da medida 
ou situação que haja configurado a violação desses direitos, bem como o pagamento de 
indenização justa à parte lesada. 
2. Em casos de extrema gravidade e urgência, e quando se fizer necessário evitar danos 
irreparáveis às pessoas, a Corte, nos assuntos de que estiver conhecendo, poderá tomar as 
medidas provisórias que considerar pertinente. Se tratar de assuntos que ainda não estiverem 
submetidos ao seu conhecimento, poderá atuar a pedido da Comissão. 
ARTIGO 64 
1. Os Estados-Partes da Organização poderão consultar a Corte sobre a interpretação desta 
Convenção ou de outros tratados concernentes à proteção dos direitos humanos nos Estados 
americanos. Também poderão consultá-la, no que lhes compete, os órgãos enumerados no 
capítulo X da Carta da Organização dos Estados Americanos, reformada pelo Protocolo da Buenos 
Aires. 
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2. A Corte, a pedido de um Estado-Membro da Organização, poderá emitir pareceres sobre a 
compatibilidade entre qualquer de suas leis internas e os mencionados instrumentos 
internacionais. 
ARTIGO 65 
A Corte submeterá à consideração da Assembleia-Geral da Organização, em cada período 
ordinário de sessões, um relatório sobre suas atividades no ano anterior. De maneira especial, e 
com as recomendações pertinentes, indicará os casos em que um Estado não tenha dado 
cumprimento a suas sentenças. 
Seção 3 - Processo 
ARTIGO 66 
1. A sentença da Corte deve ser fundamentada. 
2. Se a sentença não expressar no todo ou em parte a opinião unânime dos juízes, qualquer deles 
terá direito a que se agregue à sentença o seu voto dissidente ou individual. 
ARTIGO 67 
A sentença da Corte será definitiva e inapelável. Em caso de divergência sobre o sentido ou 
alcance da sentença, a Corte interpretá-la-á, a pedido de qualquer das partes, desde que o pedido 
seja apresentando dentro de noventa dias a partir da data da notificação da sentença. 
ARTIGO 68 
1. Os Estados-Partes na Convenção comprometem-se a cumprir a decisão da Corte em todo caso 
em que forem partes. 
2. A parte da sentença que determinar indenização compensatória poderá ser executada no país 
respectivo pelo processo interno vigente para a execução de sentença contra o Estado. 
ARTIGO 69 
A sentença da Corte deve ser notificada às partes no caso e transmitida aos Estados-Partes na 
Convenção. 
C A P I T U L O IX 
Disposições Comuns 
ARTIGO 70 
1. Os juízes da Corte e os membros da Comissão gozam, desde o momento de sua eleição e 
enquanto durar o seu mandato, das imunidades reconhecidas aos agentes diplomáticos pelo 
Direito Internacional. Durante o exercício dos seus cargos gozam, além disso, dos privilégios 
diplomáticos necessários para o desempenho de suas funções. 
2. Não se poderá exigir responsabilidade em tempo algum dos juízes da Corte, nem dos membros 
da Comissão, por votos e opiniões emitidos no exercício de suas funções. 
ARTIGO 71 
Os cargos de juiz da Corte ou de membro da Comissão são incompatíveis com outras atividades 
que possam afetar sua independência ou imparcialidade conforme o que for determinado nos 
respectivos estatutos. 
ARTIGO 72 
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Os juízes da Corte e os membros da Comissão perceberão honorários e despesas de viagem na 
forma e nas condições que determinarem os seus estatutos, levando em conta a importância e 
independência de suas funções. Tais honorários e despesas de viagem serão fixados no 
orçamento-programa da organização dos Estados Americanos, no qual devem ser incluídas, além 
disso, as despesas da Corte e da sua Secretaria. Para tais efeitos, a Corte elaborará o seu próprio 
projeto de orçamento e submetê-lo-á aprovação da Assembleia-Geral, por intermédio da 
Secretaria-Geral. Esta última não poderá nele introduzir modificações. 
ARTIGO 73 
Somente por solicitação d a Comissão ou da Corte, conforme o caso, cabe á Assembleia-Geral da 
Organização resolver sobre as sanções aplicáveis aos membros da Comissão ou aos juízes da 
Corte que incorrerem nos casos previstos nos respectivos estatutos. Para expedir uma resolução, 
será necessária maioria de dois terços dos votos dos Estados-Membros da Organização, no caso 
dos membros da Comissão; e, além disso, de dois terços dos votos dos Estados-Partes na 
Convenção, se tratar dos juízes da Corte. 
PARTE III 
Disposições Gerais e Transitórias 
CAPÍTULO X 
Assinatura, Ratificação, Reserva, Emenda, Protocolo e Denúncia 
ARTIGO 74 
1. Esta Convenção fica aberta à assinatura e à ratificação ou adesão de todos os estados-
Membros da Organização dos Estados Americanos. 
2. A ratificação desta Convenção ou a adesão a ela efetuar-se-á mediante depósito de um 
instrumento de ratificação ou de adesão na Secretaria-Geral da Organização dos Estados 
Americanos. Esta Convenção entrará em vigor logo que onze Estados houverem depositado os 
seus respectivos instrumentos de ratificação ou de adesão. Com referência a qualquer outro 
Estado que a ratificar ou que a ela aderir ulteriormente, a Convenção entrará em vigor na data 
do depósito do seu instrumento de ratificação ou de adesão. 
3. O Secretário-Geral informará todos os Estados Membros da Organização sobre a entrada em 
vigor da Convenção. 
ARTIGO 75 
Esta Convenção só pode ser objeto de reservas em conformidade com as disposições da 
Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados assinados em 23 de maio de 1969. 
ARTIGO 76 
1. Qualquer Estado-Parte, diretamente, e aComissão ou a Corte, por intermédio do Secretário-
Geral, podem submeter a Assembleia-Geral, para o que julgarem conveniente, proposta de 
emenda a esta Convenção. 
2. As emendas entrarão em vigor para os Estados que ratificarem as mesmas na data em que 
houver sido depositado o respectivo instrumento de ratificação que corresponda ao número de 
dois terços dos Estados-Partes nesta Convenção. Quando aos outros Estados-partes, entrarão 
em vigor na data em que depositarem eles os seus respectivos instrumentos de ratificação. 
ARTIGO 77 
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1. De acordo com a faculdade estabelecida no artigo 31, qualquer Estado-Parte e a Comissão 
podem submeter à consideração dos Estados-Partes reunidos por ocasião da Assembleia-Geral, 
projetos de protocolos a esta Convenção, com a finalidade de incluir progressivamente no regime 
de proteção da mesma outros direitos e liberdades. 
2. Cada protocolo deve estabelecer as modalidades de sua entrada em vigor e será aplicado 
semente entre os Estados-Partes no mesmo. 
ARTIGO 78 
1. Os Estados-Partes poderão denunciar esta Convenção depois de expirado um prazo de cinco 
anos, a partir da data de entrada em vigor da mesma e mediante aviso prévio de um ano, 
notificando o Secretário-Geral da Organização, o qual deve informar as outras Partes. 
2. Tal denúncia não terá o efeito de desligar o Estado-Parte interessado das obrigações contidas 
nesta Convenção, no que diz respeito a qualquer ato que, podendo constituir violação dessas 
obrigações, houver sido cometido por ele anteriormente à data na qual a denúncia produzir 
efeito. 
CAPÍTULO XI 
Disposições Transitórias 
Seção 1 - Comissão Interamericana de Direitos Humanos 
ARTIGO 79 
Ao entrar em vigor esta Convenção, o Secretário-Geral pedirá por escrito a cada Estado-Membro 
da Organização que apresente, dentro de um prazo de noventa dias, seus candidatos a membro 
da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O Secretário-Geral preparará uma lista por 
ordem alfabética dos candidatos apresentados e a encaminhará aos Estados-Membros da 
Organização pelo menos trinta dias antes da Assembleia-Geral seguinte. 
ARTIGO 80 
A eleição dos membros da Comissão far-se-á dentre os candidatos que figurem na lista a que se 
refere o artigo 79, por votação secreta da Assembleia-Geral, e serão declarados eleitos os 
candidatos que obtiverem maior número de votos e a maioria absoluta dos votos dos 
representantes dos Estados-Membros. Se, para eleger todos os membros da Comissão, for 
necessário realizar várias votações, serão eliminados sucessivamente, na forma que for 
determinada pela Assembleia-Geral, os candidatos que receberem menor número de votos. 
Seção 2 - Corte Interamericana de Direitos humanos 
ARTIGO 81 
Ao entrar em vigor esta Convenção, o Secretário-Geral solicitará por escrito a cada Estado-Parte 
que apresente, dentro de uma prazo de noventa dias, seus candidatos a juiz da Corte 
Interamericana de Direitos Humanos. O Secretário-Geral prepara uma lista por ordem alfabética 
dos candidatos apresentados e a encaminhará aos Estados-Partes pelo menos trinta dias antes 
da Assembleia-Geral seguinte. 
ARTIGO 82 
A eleição dos juízes da Corte far-se-á dentre os candidatos que figurem na lista a que se refere o 
artigo 81, por votação secreta dos Estados-Partes, na Assembleia-Geral, e serão declarados 
eleitos os candidatos que obtiverem maior número de votos e a maioria absoluta dos votos dos 
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representantes dos Estados-Partes. Se para eleger todos os juízes da Corte, for necessário realizar 
várias votações, serão eliminados sucessivamente, na forma que for determinada pelos Estados-
Partes, os candidatos que receberem menor número de votos. 
DECLARAÇÃO INTERPRETATIVA DO BRASIL 
Ao depositar a Carta de Adesão à Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São 
José da Costa Rica), em 25 de setembro de 1992. O Governo brasileiro fez a seguinte declaração 
interpretativa sobre os artigos 43 e 48, alínea "d": 
" O Governo do Brasil entende que os artigos 43 e 48, alínea Comissão Interamericana de Direitos 
Humanos, as quais dependerão da anuência expressa do Estado." 
 
 
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APOSTA ESTRATÉGICA 
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em 
prova, considerando o histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como as 
inovações no conteúdo, na legislação e nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais1. 
Como não há um dispositivo que tenha sido relevantemente mais cobrado nas provas analisadas, vamos 
relembrar um dos principais temas sobre a Convenção Americana sobre Direitos Humanos: 
 
➢ O Pacto de São José da Costa Rica derrogou as normas legais referentes à prisão do depositário infiel, 
mas não o inciso LXVII do art. 5º propriamente dito. 
Como consequência, o STF editou a Súmula Vinculante nº 25: 
É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
➢ Perceba que a Súmula em questão afirma ser ilícita, e não inconstitucional, a prisão civil de 
depositário infiel. 
 
 
 
 
1 Vale deixar claro que nem sempre será possível realizar uma aposta estratégica para um determinado assunto, considerando 
que às vezes não é viável identificar os pontos mais prováveis de serem cobrados a partir de critérios objetivos ou minimamente 
razoáveis. 
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QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua 
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. 
A ideia, aqui, não é que você fixe o conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você 
faça uma boa revisão global do assunto a partir de, relativamente, poucas questões. 
 
1. (CESPE / DPE-PE – Defensor - 2018) (Adaptada) 
O STF entende que a subscrição, pelo Brasil, do Pacto de São José da Costa Rica conduziu à inexistência de 
balizas a determinados comandos constitucionais, tendo, por isso, indicado a derrogação das normas 
legais definidoras da custódia de depositário infiel, tornando-se ilegal a sua prisão. 
Comentários 
O STF entende que os tratados internacionais de direitos humanos subscritos pela República Federativa do 
Brasil possuem status infraconstitucional e supralegal. 
No caso trazido pela assertiva, a subscrição pelo Brasil do Pacto de São José da Costa Rica, que restringe a 
prisão civil por dívida tão somente ao descumprimento inescusável de prestação alimentícia, derrogou as 
normas legais referentes à prisão do depositário infiel, ainda que tal hipótese seja prevista na Constituição 
Federal. 
Gabarito: certa. 
2. (CESPE / PC-GO – Delegado de Polícia - 2017) (Adaptada) 
O Pacto de São José da Costa Rica influenciou diretamente a edição da súmula vinculante proferida pelo 
STF, a qual veda a prisão do depositário infiel. 
Comentários 
Aos diplomas internacionais sobre direitos humanos, como o Pacto de São José da Costa Rica, é reservado 
lugar específico no ordenamento jurídico, estando abaixo da Constituição, porém acima da legislação 
interna. Assim, torna-se inaplicável a legislação infraconstitucional com ele conflitante, seja ela anterior ou 
posterior ao ato de ratificação, tais quais as disposições legais que autorizavam aprisão do depositário infiel, 
hipótese autorizada pelo art. 5º, LXVII, da CF/88: 
Art. 5º (...) 
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LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário 
e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
Como consequência, o STF editou a Súmula Vinculante nº 25: 
É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
Perceba que a Súmula em questão afirma ser ilícita, e não inconstitucional, a prisão civil de depositário infiel. 
Gabarito: certa. 
3. (CEBRASPE-CESPE / PJC MT - Delegado de Polícia - 2017) 
Considere as seguintes disposições. 
I Todo indivíduo tem direito à liberdade e à segurança pessoais. 
II As finalidades essenciais das penas privativas da liberdade incluem a compensação, a retribuição, a 
reforma e a readaptação social dos condenados. 
III Todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com fins ideológicos, religiosos, políticos, 
econômicos, trabalhistas, sociais, culturais e desportivos. 
IV É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros. 
Decorrem da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José e Decreto n.º 678/1992) 
apenas as disposições contidas nos itens 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) III e IV. 
d) I, II e IV. 
e) I, III e IV. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens: 
I - Todo indivíduo tem direito à liberdade e à segurança pessoais. 
CERTO. Nos termos do art. 7º (1), da Convenção Americana: 
Art. 7º Direito à Liberdade Pessoal 
1. Toda pessoa tem direito à liberdade e à segurança pessoais. 
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2.Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições 
previamente fixadas pelas constituições políticas dos Estados Partes ou pelas leis de acordo com 
elas promulgadas. 
3. Ninguém pode ser submetido a detenção ou encarceramento arbitrários. 
II - As finalidades essenciais das penas privativas da liberdade incluem a compensação, a retribuição, a 
reforma e a readaptação social dos condenados. 
ERRADO. Art. 5º (6), da Convenção Americana: 
Art. 5º Direito à Integridade Pessoal (...) 
6. As penas privativas da liberdade devem ter por finalidade essencial a reforma e a readaptação 
social dos condenados. 
III - Todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com fins ideológicos, religiosos, políticos, 
econômicos, trabalhistas, sociais, culturais e desportivos. 
CERTO. Art. 16 (1), da Convenção Americana: 
Art.16. Liberdade de Associação 
1. Todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com fins ideológicos, religiosos, 
políticos, econômicos, trabalhistas, sociais, culturais, desportivos ou de qualquer outra natureza. 
IV - É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros. 
CERTO. Art. 22 (9), da Convenção Americana: 
Art. 22. Direito de Circulação e Residência (...) 
9. É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros. 
Gabarito: E 
4. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2018) 
Uma organização não governamental de proteção às mulheres, legalmente reconhecida pelo Brasil, 
apresentou petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciando um hospital da rede 
pública de determinado estado da Federação. Na petição, foi alegado que o hospital havia realizado 
esterilização sem o consentimento da vítima, uma mulher portadora do vírus HIV, e que o Estado brasileiro 
não adotara as medidas necessárias para prevenir a referida esterilização, tendo sido, também, negligente 
na investigação do caso. Assim, sustenta a organização, na petição, que houve violação aos direitos à 
integridade pessoal, à liberdade pessoal, às garantias judiciais, à honra e à dignidade, à proteção à família, 
à igualdade perante a lei e à proteção judicial — todos esses, direitos previsto pela Convenção Americana 
sobre Direitos Humanos. 
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Julgue o item, considerando o caso hipotético apresentado, o sistema de proteção e as disposições da 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José e Decreto n.º 678/1992). 
Na referida convenção, prevê-se que a ingerência arbitrária ou abusiva na vida privada das pessoas, ainda 
que sejam elas portadoras de doenças contagiosas, como é o caso dessa mulher portadora do vírus HIV, 
fere o direito à honra e à dignidade, devendo a lei protegê-las de tais ofensas. 
Comentários 
Segundo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, a ingerência arbitrária ou abusiva na vida privada 
das pessoas fere o direito à honra e à dignidade. 
Nesse sentido, o art. 11 prevê que toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais ingerências ou tais 
ofensas: 
Art. 11. Proteção da Honra e da Dignidade 
1. Toda pessoa tem direito ao respeito de sua honra e ao reconhecimento de sua dignidade. 
2. Ninguém pode ser objeto de ingerências arbitrárias ou abusivas em sua vida privada, na de 
sua família, em seu domicílio ou em sua correspondência, nem de ofensas ilegais à sua honra ou 
reputação. 
3. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais ingerências ou tais ofensas. 
Gabarito: certa. 
5. (CEBRASPE-CESPE / PM-AL - Soldado Policial Militar - Combatente - 2012) 
Com base nos preceitos da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, assinale a opção correta acerca 
de pena de morte, tortura e direito de propriedade. 
a) A Convenção Americana sobre Direitos Humanos legitima a venda de bens definidos como de salvação 
eterna, desde que seja garantido o direito de cada um a conservar a sua própria religião. 
b) O exercício dos direitos inerentes à propriedade (usar, fruir e dispor) não é absoluto, podendo ser 
limitado em face do interesse social. 
c) A indenização decorrente de erro judiciário, prevista no texto dessa convenção, deverá ser paga pelo 
Estado mediante emissão de precatórios representativos do montante total da indenização. 
d) A pena de morte poderá ser restabelecida por qualquer Estado que a tenha abolido, bastando, para 
isso, que sejam observadas as formalidades legais previstas no direito interno do Estado em questão. 
e) A despeito de a tortura ser uma conduta repudiável, ela é permitida em algumas situações como 
mecanismo de persuasão e de investigação policial. 
Comentários 
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Vamos analisar cada uma das alternativas: 
a) A Convenção Americana sobre Direitos Humanos legitima a venda de bens definidos como de salvação 
eterna, desde que seja garantido o direito de cada um a conservar a sua própria religião. 
Errada. Em seu art. 12, a Convenção garante o direito à liberdade de crença, mas em nenhum momento trata 
do que a banca denomina "bens de salvação eterna", senão vejamos: 
Artigo 12. Liberdade de consciência e de religião 
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a 
liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem 
como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou 
coletivamente, tanto em público como em privado. 
2. Ninguém pode ser objeto de medidas restritivas que possam limitar sua liberdade de conservar 
sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças. 
3. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita unicamente às 
limitações prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a

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