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Câncer de boca Considerado um dos tipos de câncer mais comum na região da cabeça e pescoço, o câncer de boca é uma doença crônica multifatorial, que acomete principalmente homens acima de 40 anos. Ocorre em algumas regiões da boca como lábios, língua e garganta. Os principais fatores etiológicos são o fumo, álcool, radiação solar, dieta, microrganismos e deficiência imunológica. O consumo de cigarros e bebidas alcoólicas são considerados os fatores de risco mais significativos para o desenvolvimento do câncer bucal. A exposição ao sol e a produtos químicos, além de alguns microrganismos também são considerados fatores relevantes, porém, nem sempre os pacientes que bebem e/ou fumam têm câncer. Estima-se que 30% das mortes estejam relacionadas ao tabagismo, 35% aos hábitos alimentares e os 35% restante a outros fatores, tais como, vírus oncogênicos, agentes químicos cancerígenos, exposição ao sol, carências nutricionais e uso de hormônios. Considerado como um dos maiores problemas de saúde pública em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil, o câncer bucal na maioria dos casos é detectado tardiamente. Na ocasião do diagnostico, a doença já se encontra em estágio avançado. Por ser assintomático nos estágios iniciais, muitos pacientes ignoram os sinais que a doença deixa pela boca, como, feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas/placas vermelhas e esbranquiçadas na língua, gengiva, palato e bochecha, inchaços na boca e nódulos no pescoço. Nos casos mais avançados observa –se dificuldade na mastigação e para engolir, e alterações na voz como ronquidão persistente. Quando diagnosticado precocemente, o tratamento tende a ser mais rápido e eficaz, tendo 80% de chances de cura, sendo quase dispensáveis intervenções cirúrgicas. Nos estágios mais avançados da doença, o tratamento é bem mais agressivo e o paciente sofre mais, pois, precisa passar por cirurgias podendo resultar em mutilações e deformidades, sessões de quimioterapia e radioterapia. O tamanho e o local do tumor devem ser levados em consideração para definir o tipo de tratamento. Vale lembrar que o tratamento é realizado por médicos cirurgiões de cabeça e pescoço, radioterapeutas e oncologistas. O cirurgião dentista é o profissional mais indicado para a identificação do câncer de boca e tem papel fundamental no tratamento pós radioterapia e/ou quimioterapia, priorizando a prevenção de cáries, já que a radioterapia afeta o fluxo salivar que expõe o paciente a um maior número de micro-organismos cariogênicos, além de outros problemas como desconforto e dores na boca e o desenvolvimento de xerostomia. LEMOS JUNIOR, C.A.et al. Câncer de boca baseado em evidências científicas. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/pdf/apcd/v67n3/a02v67n3.pdf . Acessado em: 06 maio 2019. LIMA, A.A. et al. Conhecimento de alunos universitários sobre câncer bucal. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/rbc/n_51/v04/pdf/artigo1.pdf. Acessado em: 06 maio 2019. OLIVEIRA, Jamile. et al. Câncer de boca: Avaliação do conhecimento de acadêmicos de odontologia e enfermagem quanto aos fatores de risco e procedimentos de diagnostico. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/rbc/n_59/v02/pdf/08-cancer-de-boca-avaliacao-do-conhecimento-de-academicos-de-odontologia-e-enfermagem-quanto-aos-fatores-de-risco-e-procedimentos-de-diagnostico.pdf. Acessado em: 23 maio 2019.