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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA 
 
 
 
 
 
 
 
ORIENTACAO EDUCACIONAL NO AMBITO ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INAIA RODRIGUES DOS SANTOS 
 
Rio de Janeiro 
2019 
 
 
 
INAIA RODRIGUES DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
ORIENTACAO EDUCACIONAL NO AMBITO ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientadora: Vânia Francisca Cícero de Sá Henriques 
 
 
 
 
 
 Rio de Janeiro 
2019.2 
Trabalho de conclusão de 
curso apresentado ao Centro 
Universitário Carioca, como 
requisito parcial pra 
obtenção do grau de 
Licenciado em Pedagogia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Dedico este trabalho, a Deus e a Nossa Senhora 
Aparecida por conceder-me saúde mental e discernimento 
para a realização desse trabalho de conclusão de curso. 
A minha mãe e a todos que contribuíram com orações e 
motivação para a graça desse grande projeto em minha 
em minha vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a Deus e a Santa Edwiges por sonhar esse 
sonho comigo, e agradeço ainda por mais uma etapa 
concluída. Aos meus familiares e amigos que contribuíram 
direta e indiretamente para a realização desse processo. 
Aos colaboradores, pela motivação na caminhada e a 
universidade por me conceder a chance de tornar uma 
pessoa melhor e contribuir com esse avanço na minha 
vida. A minha Orientadora Vânia Francisca Cícero de Sá 
Henrique que me deu suporte e assistência e colaborou 
muito com o processo dessa conclusão. Agradeço a todos 
que fizeram esse sonho se realizar. 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
Este trabalho teve como objeto de estudo compreender a função do Orientador 
Educacional dentro da escola, no decorre da pesquisa de conclusão de curso, 
compreende - se como esse profissional e importante para a contribuição 
educacional. O estudo contribuiu para mostrar como o Orientador Educacional pode 
auxiliar professores, alunos, corpo docente e toda comunidade escolar buscando 
desenvolver e colaborar com o crescimento do mesmo. Desta forma, é possível 
afirmar que a realização da pesquisa tem grande relevância e destaca-se por 
contribuir para o exercício da cidadania em sociedade. A partir das informações 
coletadas, foram analisados e discutidos que o Orientador Educacional tem 
competência para mediar e da assistência a todo corpo docente e concluiu-se que o 
trabalho do orientador Educacional trouxe para a sociedade um novo olhar e nova 
perspectiva para o ser humano. 
 
Palavras–chave: Desenvolvimento, Orientação Educacional e Formação. 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 Nº da página 
1 – INTRODUÇÃO 6 
2 – REFERENCIAL TEÓRICO 9 
3 – RESULTADOS E DISCUSSÕES 20 
4 - CONCLUSÃO 28 
5 - REFERÊNCIAS 29 
 
 
6 
 
1 Introdução 
A presente pesquisa tem como tema “A Orientação Educacional no âmbito 
Escolar”, nele compreenderemos o real sentido do trabalho do Orientador 
Educacional em direcionar toda comunidade escolar através de mediação de 
conflitos, dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento dentro e fora da escola. 
O Orientador Educacional pode contribuir no processo de socialização e 
interação da família na escola através de falta de limites e indisciplina. Inteiração 
essa que se faz necessária para que o processo de escolarização seja frutuoso a fim 
de formar cidadãos críticos e qualificados a participarem de uma sociedade mais 
justa e fraterna. Mas para que esse processo aconteça é preciso uma resposta 
participativa de toda a comunidade escolar, pais ou responsáveis, alunos, 
professores e diretores. 
É preciso que a escola e a família andem de mãos dadas com a comunidade 
escolar, assim quando o Orientador for exercer seu papel que ele veja unidade e 
coerência, pois uma vez que haja essa falta de coerência o processo será demorado 
e quase sem resposta. É preciso uma comunidade participativa, onde tenha uma 
integração através do trabalho orientador. O Orientador Educacional ira diagnosticar 
e dará suporte ficando cada vez mais próximo das famílias para sanar e dar uma 
resposta de qualidade referente a toda e qualquer mediação, por isso é importante 
que a família ande de mãos dadas com a escola e se necessário, criar laços através 
de reuniões, palestras e conselhos. 
1.1 - Objetivos 
O objetivo geral nos levará a compreender a função do orientador educacional 
dentro da escola, esse objetivo vai direcionar qual é o real sentido do trabalho do 
Orientador Educacional que é mediar conflitos, dar assistência a alunos, professores 
e todo o corpo docente. 
O trabalho do orientador educacional dentro da escola é bem amplificado, 
pois não se trata somente de trabalhar os aspectos de aprendizagem de conteúdo, 
mas também de ter um acompanhamento sobre as dificuldades cognitivas e 
emocionais que esse aluno possui dentro do ambiente escolar, e para que isso 
7 
 
aconteça é necessário que haja uma concordância entre a família e a escola. Dessa 
forma, o aluno receberá um apoio não apenas da escola, mas também da família, 
podendo assim absorver melhor os conteúdos passados. O aluno saberá que não 
está sozinho e que possui uma equipe de apoio que pode ampara – ló caso seja 
necessário. 
Os Objetivos Específicos acontecem em três etapas: Realizar uma importante 
análise do orientador no âmbito escolar; identificar as dificuldades que o orientador 
educacional encontra na comunidade escolar e comparar quais os efeitos do 
trabalho do orientador junto aos educandos, trabalho esse que precisa ser planejado 
e estruturado para se obter uma resposta positiva. 
 
1.2 - Justificativa 
Esse tema é relevante, pois analisa como o Orientador Educacional atua no 
âmbito escolar e como ele pode mediar e desenvolver trabalhos compartilhando 
diálogos com toda a comunidade escolar, a fim de solucionar conflitos familiares, 
disciplinares e cognitivos que possam impactar na evolução da aprendizagem do 
Aluno. 
Dessa forma essa pesquisa procura relatar informações sobre a orientação 
educacional no âmbito escolar, como apontado no livro Orientação educacional na 
pratica de Lia Renata Angelini Giacaglia (2010) a autora apresenta diversas 
contribuições ao analisar o papel do orientador educacional no âmbito escolar, 
identificando as dificuldades que o orientador educacional encontra na comunidade 
escolar e analisando os efeitos do trabalho do orientador junto aos educandos. Outra 
autora que contribuiu para identificar os efeitos do trabalho do orientador junto à 
comunidade escolar é Lívia Porto, em seu livro Orientação Educacional traz algumas 
estratégias que podem ser utilizadas pelo orientador educacional junto à 
comunidade escolar, ela relata sobre os planos e planejamentos que o profissional 
terá que pôr em prática para obter resultados. 
Já autora Mirian Paura S. Zippin Grinspun, relata que a Orientação faz um 
trabalho interdisciplinar entre fatos, situações, ações, razoes e emoções que faz com 
8 
 
que a pessoa haja de uma forma diferente ou a própria instituição direciona de uma 
determinada forma. 
O propósito dessa pesquisa é incentivar o trabalho do Orientador Educacional 
nas escolas, pois sua contribuição faz ouvir a voz dos alunos e traz uma grande 
harmonia através do diálogo para toda a comunidade escolar. Esse atendimento 
contribui muito com o processo de ensino do professor e com o processo de ensino 
– aprendizagem dos alunos nas escolas, buscando então o real sentido da 
educação, que é formar cidadãos críticos e qualificados. 
 
1.3 – Metodologia 
 A presente pesquisa, é de cunho descritivo e bibliográfico, foi realizada com o 
objetivo de enfatizar a importância do Orientador Educacional nas instituições. 
Para tanto, Como proposta bibliográfica, este trabalho abordará livros e artigos 
científicos, pautados nos seguintes autores: Lia Renata Angelini Giacaglia (2010), 
Olivia Porto e MirianPaura S. Zippin Grinspun. 
Cada uma delas trazem valiosas contribuições para o âmbito escolar, através do 
trabalho do Orientador Educacional. Tendo como base uma vasta pesquisa 
bibliográfica, onde será feita uma interpretação das leituras. Esses dados irão relatar 
como e feito o trabalho do Orientador nas escolas, e quando não há a presença 
desse profissional, como é que procede o processo de orientação e mediação na 
ausência desse profissional. 
Sendo assim, essa pesquisa pretende relatar a vivência do Orientador 
educacional no âmbito escolar e nos trazer informações de como esse profissional, 
pode contribuir para o trabalho escolar. Estudaremos também as diversas formas de 
atuação do Orientador no âmbito escolar, bem como os recursos apropriados para 
essa orientação, como planejamento de palestras, e mediação de conflitos familiares 
e escolares. 
 
 
 
9 
 
1.4 Organização do Trabalho 
Este trabalho está dividido em introdução, obtendo nele o objetivo geral, os 
específicos, a justificativa. O objetivo geral nos levará a compreender a função do 
orientador educacional dentro da escola e nos Objetivos Específicos irá trazer uma 
análise da importância do orientador no âmbito escolar; identificar as dificuldades 
que o orientador educacional encontra na comunidade e comparar quais os efeitos 
do trabalho do orientador junto aos educandos. Já a justificativa é referente a um 
tema relevante, pois analisa como o Orientador Educacional atua no âmbito escolar, 
e como ele pode mediar e desenvolver trabalhos compartilhando diálogos com toda 
a comunidade, a fim de solucionar conflitos familiares, disciplinares e cognitivos que 
possam impactar na evolução da aprendizagem do aluno. 
 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
2.1- História da Orientação Educacional no Brasil 
 
Segundo Giacaglia (2010) a sociedade obteve um grande impacto através da revolução 
industrial, pois com a chegada da mesma os adultos tiveram que deixar seus filhos com 
terceiros para passar bom tempo trabalhando nas indústrias. A única solução na época foi 
agrupar os educandos em números cada vez maiores em instituições formais e 
especializadas, para que os pais pudessem se dedicar as novas formas de trabalho em 
diversos locais. 
Outro movimento importante teve início nos EUA a partir de 1980 foi se 
intensificando naquele país até a década de 1930, foi à implantação da 
educação obrigatória para todas as crianças. Esse movimento, que teria tido 
como uma das suas causas a intensa imigração por que passou aquele 
país, bem como a inserção das crianças na vida urbana, levou a uma 
crescente preocupação com a proteção da população infantil. Tal 
preocupação teve como resultado prático, a promulgação de leis sobre o 
trabalho infantil e a inserção obrigatória das crianças na educação formal, 
na teoria, deu ensejo ao desenvolvimento de um novo ramo da psicologia, a 
psicologia da criança. GIACAGLIA (2010, p.4) 
10 
 
Sendo assim, para a escola a importância era aumentar os números de alunos admitidos e 
buscar atender uma população heterogênea em termos de classe socioeconômica, de saúde 
mental, saúde física e também etnia. Na área da saúde foram colocados diversos profissionais 
sendo eles médicos, enfermeiros, assistentes sociais escolares e psicólogos escolares, o 
maior problema era, que não se sabia ao certo quais desses profissionais que seriam 
indicados, sendo necessário optar por um desses. 
Com a dificuldade econômica seria difícil atuar com todos esses profissionais, a ideia então 
seria apenas um desses profissionais escolherem onde atuaria. Tais profissionais escolheriam 
atuar fora do âmbito escolar, podendo assim escolher diversas escolas da região no 
atendimento dos alunos que mais necessitasse de ajuda. O que ficou faltando foi a presença 
de um profissional que detectasse e indicasse os alunos que precisasse de ajuda, de que tipo 
de ajuda e qual tipo de profissional mais apto iriam atender aquelas crianças. 
Segundo Giacaglia (2010) com a inserção de grande número de alunos na escola, foi 
necessário contratar mais professores, aumentar as instalações e fazer a contratação de um 
grande número de funcionários. Com o passar do tempo foi percebido pelos profissionais em 
exercício a falta de um especialista nas escolas para atuar com os professores dando suporte 
aos alunos. Essa assistência não se limitaria a área da saúde física e poderia ser cuidada fora 
das escolas. 
Nesse tempo havia a possibilidade de contar com o psicólogo escolar, sua formação era, 
mas de psicólogo do que de pedagogo, se centralizava nos alunos com problemas 
psicológicos, aplicando nesses alunos testes para detectar se precisaria de tratamento 
psicológico e também detectava se aluno portava alguma necessidade especial, realizando 
tratamentos psicológicos quando necessário. Em primeira instância (Giacaglia 2010, p.5) 
relata, 
Que o levantamento de alunos que aparentemente teriam problemas 
psicológicos poderia ser realizado por um educador especializado – por um 
Or.E., ou por um serviço de OE -, conforme o tamanho de cada escola. Os 
eventuais casos de necessidade ou de suspeita da necessidade de 
atendimento psicológico poderiam ser encaminhados, como no caso das 
enfermidades de caráter físico, para psicólogos. Fora das escolas. 
Com isso a tarefa passa a ser exercida por um Orientador educacional, dando a ele a 
função de cuidar da população estudantil como um todo. Cuidado não apenas dos alunos com 
problemas psicológicos, mas sendo responsável por diferentes aspectos da vida escolar, como 
no relacionamento dos alunos com a escola, professores e além dos funcionários, trataria 
11 
 
também dos pais dos alunos, exercendo assim várias outras funções. E assim nasce nas 
escolas a função de Orientador Educacional. 
Para contribuir não só com a vida dos alunos, mas dos seres humanos em sociedade. A 
primeira vez que a Orientação Educacional surge na escola ela tem por finalidade a 
Orientação Vocacional. Após a revolução industrial, o trabalho do Orientador Educacional 
passa a ter grande visibilidade e aparece de uma forma diferente, trazendo novas propostas e 
novas finalidades, pois, essa revolução modificou profundamente a vida dos países em que ela 
ocorreu, provocando assim a grande necessidade de mão de obra especializada, cujo 
preenchimento foi direcionado a escola, e nela, a Orientação Educacional. 
De acordo com Giacaglia (2010) o tempo foi passando e de acordo com ele o Orientador 
Educacional passa a solucionar novas necessidades e começa a se dedicar a Educação 
Profissional e a Orientação Vocacional, sendo exercida nas escolas. Com isso caberia o 
Orientador profissional selecionar e treinar os alunos para novas finalidades e formas de 
trabalho. Antes as escolas ofereciam educação somente para a elite, mas com o passar do 
tempo viu-se obrigada não só abrir as portas para a massa em geral, mas modificar suas 
atribuições. A elite não ficou paralisada, buscou procurar outros tipos de escolarização, isso 
fez com que surgissem dois tipos de escolas, e cada uma delas classifica de acordo com a 
classe social de cada um. Sem dúvida a educação formal seria para atender os filhos de 
classe menos favorecida. Esse acontecimento tornaria amplo o oferecimento da educação 
escolar. Dadas às circunstâncias de suas novas origens segundo Giacaglia (2010, p.6), 
A Orientação Educacional passaria a servir a novas necessidades e, 
consequentemente, iria se identificar, ser definida e ser restrita – ou 
dedicada preferentemente, a Orientação Profissional e a OV, sendo 
exercida no âmbito escolar. Caberia, então, a OE, concebida dessa maneira 
e com tais finalidades bem definidas, selecionar e treinar alunos para as 
novas formas de trabalho. Com a consequência, uma escola que, até então, 
vinha oferecendo uma educação voltada para elite e, portanto, distanciada 
de fins meramente pragmáticos, viu-se obrigada não só abrir suas portasa 
população em geral e não apenas a alguns poucos privilegiados -, como 
também a reformular suas atribuições. É claro que a elite procuraria, ato 
contínuo, distanciar seus filhos desse tipo de escolarização, dando ensejo 
ao aparecimento de dois tipos de escolas, dependendo da camada social a 
que cada uma se destinaria. Porém, sem dúvida, a mera abertura da 
educação formal, para o atendimento dos filhos das classes socialmente 
menos favorecidas, viria a tornar mais amplo o oferecimento de educação 
escolar e, portanto, mais democrática a educação, embora ainda 
permanecesse um tipo paralelo de escola, vedada a alunos pertencentes a 
essas classes sociais. 
A Orientação Profissional e Orientação Vocacional tiveram início no século XIX, surgindo 
primeiramente em São Francisco e em Boston, logo depois na EUA, França e mais tarde no 
Brasil. 
12 
 
Giacaglia (2010) ressalta que, 
a OE com novas finalidades de orientação vocacional e profissional, teve 
início apenas em fins do século XIX. Ela surgiu primeiramente em São 
Francisco e em Boston, nos EUA, e a seguir na França, estendendo-se 
mais tarde a outros países, inclusive ao Brasil. Como o início da OE formal 
confunde-se com o da OV, pode-se dizer que ela teve suas raízes históricas 
com Frank Parsons, que, no início da primeira década do século XX, 
apresentou uma teoria para a OV, teoria essa que viria a se tornar clássica. 
Giacaglia (2010) relata que no início da primeira década do século XX o Orientador 
educacional formal foi comparado com o Orientador Vocacional, pode-se compreender que ela 
teve suas raízes históricas com Frank Parsons, no século XX, pois foi apresentado por ele 
uma teoria que tornaria clássica naquele século. A Psicometria teria sua responsabilidade na 
Orientação Vocacional de colocar o homem certo na função certa. Ela não só se tornou 
popular, como também influenciou por muito tempo o trabalho do Orientador Vocacional se 
confundido com o Orientador Educacional. 
 
Até os dias de hoje a Psicometria é útil ao Orientador Vocacional, mais de forma diferente, 
pois com o passar do tempo ela teve sua importância diminuída e seu papel modificado nesse 
tipo de orientação. Aos pouco a Orientação Educacional foi tomando forma, adquirindo sua 
própria vida fazendo assim com que o OE incluísse outros tipos de mediação aos alunos 
 
Giacaglia (2010) ressalta que a expressão Orientador Educacional, em inglês 
“Guichê”, tenha sido empregada, pela primeira vez, em 1912 por Kelley, nos 
EUA. A OE esteve já desde seu início, totalmente ligada ao sistema escolar e, 
apesar do emprego de testes psicológicos e de se assentar sobre uma 
psicologia que apontava para diferenças individuais, psicologia essa mais 
apropriada as finalidades da OV, foi sempre exercida em estabelecimentos 
escolares e com finalidades de caráter pedagógico, donde a característica 
educacional. 
 
Sempre direcionado com um olhar educacional, o orientador educacional desde - o 
início de sua trajetória buscava fazer testes psicológicos sabendo que iria encontrar alguma 
diferença, e mesmo sabendo do que iria encontrar buscava respeitar e extrair o melhor que 
cada ser humano tem, mesmo encontrando dificuldades o orientador sempre buscou 
analisar, compreender e antes de mais nada se pôr no lugar do outro. 
Giacaglia (2010, p.8) relata que 
em 1951, na reunião anual da influente Sociedade Americana de Psicologia 
(American Psychological Association), foi proposta a designação Counseling 
13 
 
Psychology, isto é, Psicologia do aconselhamento, com a intenção de 
atribuir aos formados em psicologia uma prática que vinha, até então, sendo 
desenvolvida no campo da pedagogia. 
 Essa nova característica do Orientador Educacional trouxe um novo olhar para a 
sociedade e houve uma grande disputa para saber quais desses profissionais iriam dar 
suportes aos alunos, se era o psicólogo Escolar formado em Psicologia ou o Orientador 
Educacional em pedagogia. No início o que contribui muito com o trabalho do orientador 
Vocacional foi as possibilidades de medida em teste psicológicos, essa foi a primeira e mais 
importante atuação e estratégia do OE. Mais com o tempo começaram a surgir diversos tipos 
de críticas em relação a esses testes, críticas em relação a validade e precisão, objetividade 
além de como tais instrumentos conseguiram verificar e medir inúmeros atributos das pessoas. 
 E ainda como tamanha crítica sobre o real trabalho do Orientador Educacional. No 
início do século XX o OE passou por diversas mudanças, mas no primeiro momento ele foi 
confundido com o OV no ambiente escolar e logo em seguida ele assumia caráter terapêutico 
ou corretivo. A escola pública, graças a revolução industrial e ao movimento de escolarização 
obrigatória, foi obrigada a abrir portas para todo e qualquer tipo de aluno e com isso não 
conseguiam acompanhar o nível de exigência. Passou então a ser atribuída a Orientação 
Educacional a responsabilidade do esforço para o tratamento desses alunos, buscando ajudar 
no ingresso desses alunos no ambiente escolar. Com os grandes números de alunos nas 
escolas, começou a surgir a falta de comportamento inadequado e com isso o orientador 
Educacional passa a fazer um trabalho individualizado de um ou mais alunos por vez, 
buscando através desses números usar alguns tipos de estratégias como palestras e reuniões 
só que não só para os alunos como também para pais e responsáveis para solucionar os 
problemas. Dessa forma o OE foi percebendo que precisava prevenir o comportamento 
indesejável do que esperar se manifestar para depois solucionar. 
 
2.2 Identificar as Dificuldades que o Orientador Educacional Encontra na 
Comunidade Escolar. 
Grinspun (2010) relata que diante de um novo cenário, uma das grandes dificuldades 
encontrada hoje pelo Orientador Educacional é a mudanças que se ampliou na sociedade. 
Além da crise que temos hoje, o Orientador enfrenta grandes desafios ao se deparar com o 
mundo virtual, que traz para esses profissionais novos desafios, descobertas e confrontos, 
mediante esse novo. Esse cenário traz um olhar diferenciado para o orientador educacional, 
buscando priorizar de fato o que está acontecendo, analisar e dar uma nova resposta. 
14 
 
Com esse novo cenário e características totalmente diferentes o trabalho do Orientador 
Educacional tem aumentado cada vez mais, onde muitas vezes ele precisa dar uma resposta 
de imediato mais o que precisa ser feito mesmo é uma análise profunda e um trabalho de 
equipe. 
Segundo Grinspun (2008, p.71) 
O desafio maior é educar crianças, jovens num mundo em crise, com 
mudanças substanciais, hoje ampliadas por uma nova sociedade que e 
virtual, onde entrecruzam como redes, teias, valores diferenciados, 
exigências múltiplas... Precisamos priorizar o enfrentamento desses 
desafios, mais precisamos procurar entender porque e como esses desafios 
se apresentam. 
 
E em concordância com Grinspun (2008), Giacaglia (2010) afirma que o orientador 
educacional pode e deve trabalhar com diversos temas: atividades extracurriculares, tarefas 
escolares, utilizar a realidade do aluno, mas sempre em parceria com a família. 
Outra questão abordada por (Giacaglia, 2010) é sobre o comportamento dos alunos e 
os limites estabelecidos pelos seus responsáveis. Um aluno sem limites ao chegar à escola 
terá dificuldades de se relacionar com os colegas de classe, funcionários da escola e com os 
professores. É necessário que ao perceber esse problema de falta de limites em um aluno, o 
orientador chame a família e realize uma conversa harmônica e sincera com os responsáveis, 
mostrando a eles toda a dificuldade que esse aluno poderá ter em sua vida escolar e social se 
mantiver esse tipo de comportamento. 
A criança necessita na sua educação de uma orientação segura e do 
estabelecimento de limites para seu comportamento. Na prática, observa-se 
que muitas crianças não têm limites e, ao contrário do que essespais 
possam pensar isso não é bom nem para as próprias crianças. GIACAGLIA 
(2010, p. 66) 
 
Portanto, a autora chama atenção para o estabelecimento de limites na educação da 
criança, principalmente em seu comportamento, pois são esses limites que vão formar essas 
crianças para a vida. Ela relata ainda que ao contrário que muitos pais pensam a falta de 
limites pode ser prejudicial à vida das crianças. 
A autora diz que essa orientação dada aos responsáveis é importante, pois em alguns 
casos devido à vida corrida os responsáveis não ficam atentos aos seus filhos e ao receber 
essa observação da escola, pode alertar-se e realizar mudanças na criação dos filhos. Toda 
15 
 
criança necessita de cuidado, orientação e quando isso não acontece esta fica sem limites e 
faz o que quer, muitas vezes sem saber que aquilo é errado ou fere alguém. 
Essa discussão deve ser levantada na escola pelo orientador educacional, pensando no 
bem-estar do aluno, para que o mesmo tenha limites e uma postura adequada dentro da 
sociedade. E são esses pequenos limites como hora de deitar, limites para ver televisão, fazer 
tarefas escolares, usar celulares e brincar que fazem uma grande diferença na vida da criança 
a ajudam a ser um adulto responsável. É nesse processo que vemos o cuidado e o zelo que a 
família tem, pois é necessário que haja regras. 
 
A falta do estabelecimento de limites e de disciplina no lar tem reflexos no 
comportamento do aluno na escola e no seu rendimento escolar. A 
eficiência do trabalho na área de Orientação Familiar depende, em grande 
parte, do conhecimento da comunidade e das famílias dos alunos, boa parte 
dos dados necessários e encontrada na caracterização da comunidade, 
que, como vimos, e uma das partes do plano escolar. GIACAGLIA (2010, p. 
67) 
 
 A autora ressalta que a falta de limites e disciplina em casa implica no processo de um 
trabalho escolar na aprendizagem, podendo refletir até mesmo no rendimento do aluno. Relata 
ainda que a escola terá que contribuir com o Orientador, pois só ele poderá realizar um 
trabalho eficiente e de qualidade, mas para isso terá que obter o conhecimento de toda a 
comunidade escolar e realizar plano através de palestras e diálogos para a escola. 
No livro Orientação Educacional na prática (2010), a autora reflete sobre o que o 
Orientador Educacional precisa tratar com as famílias como: o desenvolvimento do discente 
em sala de aula, comportamento e até tarefas escolares. São muitas propostas a serem 
trabalhadas pelo Orientador Educacional, que ao serem direcionadas deverão caracterizar os 
tipos de famílias, de cada escola, curso, turno, etc. e deverá ser escolhida a proposta de mais 
relevância como indisciplina ou outros casos para serem trabalhados junto à comunidade 
escolar. 
Desta forma, fica evidente a necessidade de criar algumas estratégias que o Orientador 
Educacional poderá utilizar para a comunicação com as famílias dos alunos. São elas: primeiro 
conhecer bem as famílias antes de lançar qualquer desafio, palestra ou perguntas, depois 
traçar planos e estratégias. Giacaglia (2010) diz que é muito importante a coleta de informação 
dos alunos ao ingressarem na escola, pois, caso ocorra algum problema mais ou menos grave 
o Orientador Educacional saberá como mediar. Com informações precisas, fica fácil levar os 
pais e responsáveis até a instituição, até mesmo aqueles que dificilmente vão. 
16 
 
É necessário que de alguma forma o Orientador Educacional comunique e se esforce 
trazendo os pais e responsáveis à escola. Já no caso dos responsáveis que não querem 
participar de reuniões, cabe ao Orientador Educacional pesquisar as razões desse fato. A 
Orientação Educacional precisa também trazer soluções junto à dificuldade, seja na 
aprendizagem, comportamento, no que for, é necessário que a família não se sinta sozinha, 
mas sim acolhida. 
Por isso é importante que o Orientador Educacional faça uma ponte entre a família e a 
escola e assim quando houver algum evento transmitido pela escola, como: reuniões de pais 
têm a ideia de que os pais e responsáveis só vão à escola para receber reclamações. Ela 
relata ainda a importância da relação família – escola baseada em um espírito interativo e 
cooperativo. Há outros tipos de colaboração e de integração por parte da comunidade escolar, 
algumas através de campanhas como de livros, de brinquedos, de agasalho e outros. A escola 
pode se ampliar no seu serviço, até mesmo com APM (Associação de Pais Mestres), fazendo 
a integração e participação dos mesmos. A única dificuldade que encontramos nesse processo 
é quando nem pais, nem mestres querem fazer parte desse processo. 
 
 
2.3 – Comparar os Efeitos do Trabalho do Orientador Educacional juntos aos 
Educandos. 
 
O que leva à eficiência em um trabalho de orientação educacional é o conhecimento 
que o orientador possui, e é preciso que esse profissional busque ter contato com a 
comunidade escolar e principalmente conquistar o apoio dela, até mesmo para traçar planos 
juntos, caso seja necessário. É imprescindível que a família entenda qual é o real trabalho do 
Orientador Educacional, para que ela saiba a quem recorrer quando precisar, ou saber que no 
ambiente escolar possui um local de apoio, seja para orientar ou até mesmo para aconselhar 
no processo de ensino - aprendizagem de seu filho. Tratar de disciplina ou questões familiares. 
 
Em concordância com as ideias de Giacaglia (2010) Olívia Porto, (2009), nos relata 
algumas estratégias. Ressalta que todo planejamento ou plano de Orientação Educacional 
precisa estar entrelaçado ao Projeto Político Pedagógico da instituição, pois esta é a 
identidade da instituição. 
17 
 
 
Segundo Porto (2009, p.129) 
 
Todo e qualquer planejamento ou plano de ação da Orientação Educacional 
deve estar atrelado ao Projeto Político Pedagógico da Escola, pois este é a 
identidade da escola. O trabalho do orientador educacional deve ser 
atrelado a toda equipe escolar, como Direção, Supervisão, Docentes, 
Alunos e associação de pais ou, se for o caso, Conselho Escolar (que 
abrange: professores pais, alunos e equipe técnico – pedagógico. Devido às 
múltiplas atribuições previstas na legislação, cabe ao orientador educacional 
elaborar um cronograma para suas atividades, este deve ser divulgado, e a 
grande vantagem é impedir que o orientador educacional fique exposto às 
cobranças e a um clima de animosidade da comunidade escolar. 
 
 
O plano de ação da instituição deve esta entrelaçando ao projeto político pedagógico, 
pois esse contribuirá muito com o trabalho do orientador educacional, de acordo com a 
realidade de cada instituição 
É muito importante que o planejamento esteja de acordo com a realidade da comunidade 
escolar. Faz-se necessário que o suporte seja utilizado apenas pela equipe de Orientação 
Educacional para que tenha um atendimento direcionado e individualizado dos alunos, 
professores e pais, pois, na maioria das vezes, certas informações devem ser preservadas de 
pessoas que possam causar danos ao trabalho do Orientador Educacional. 
No entanto, Olívia Porto (2009) indaga que é importante zelar pela ética do Orientador 
Educacional. Ética essa que deve permear todo o trabalho educacional. É importante a 
utilização de arquivos com chaves, somente o orientador educacional em um local onde 
somente a equipe educacional terá acesso. Neles ficarão guardados fichas, questionários, 
relatórios, entrevistas e todos os documentos para um trabalho eficaz. 
Sendo assim, uma outra equipe que pode contribuir muito com o trabalho do Orientação 
educacional é a supervisão educacional que deve fazer um trabalho de parceria, obtendo 
reuniões para estudos de casos e elaboração de estratégias para todo o corpo docente e 
discente. Nas reuniões, a presença da Direção escolar é muito importante, para que esta tome 
conhecimento dos problemas que acontecem no dia a dia da instituição.Sabemos que no dia a dia, a presença desse profissional faz falta não só no âmbito 
escolar mais em todas as instâncias e que foi através da sua contribuição que se obteve 
grandes avanços em sociedade. Esse profissional enfrenta desafios para trazer a sociedade 
18 
 
pessoas que possa contribuir com o crescimento dela. O Orientador Educacional foi 
confundido com vários outros profissionais, foi mal interpretado, mas adquiriram uma 
característica própria que deu vida a várias outras. 
Trabalhando nas instituições o Orientador Educacional da vida ao aluno. A 
escolha de atuar em uma escola e saber que nela se transformará pessoas de bem 
e que poderá contribuir não só com a escola, mais com o crescimento da sociedade. 
 
 
 
 
 
 
De acordo com Giacaglia (2010, p.190) em concordância com Olivia Porto 
(2009, p.120) 
 
Ao entrar para a escola, deve-se considerar que o aluno ira passar nela 
muitas horas do dia e muitos dias de sua vida. E importante, pois que ela se 
constitua em um ambiente interessante e agradável que, além da formação 
intelectual, favoreça o desenvolvimento sadio do educando. Entretanto, por 
outro lado, ela pode vir a se tornar, e infelizmente às vezes se torna pelo 
menos para alguns alunos, um meio hostil onde problemas preexistentes se 
agravam e o – ou onde sérios conflitos têm início. 
Pode-se dizer que, em grande parte, experiências positivas ou negativas 
vivenciadas na escola irão refletir-se pela vida toda do indivíduo. Gostos, 
traumas, aversões por determinadas matérias, opções profissionais, 
amizades e até apelidos em geral tiveram suas origens nos bancos 
escolares. Portanto, a adaptação do estudante a escola torna- se muito 
importante e deve ser preocupação de todos, inclusive do Or.E., desde o 
início da vida escolar, para que a escola represente um ambiente acolhedor 
e afetivo para o pré-escolar. 
 
(Giacaglia, 2010) salienta que o aluno terá sua vivência no âmbito escolar e 
passará bom tempo de sua vida nela, e essa vivência se dará diversas formas, 
podendo refletir de formas positivas ou negativas. A sociedade e constituída por 
diversos tipos de pessoas, desde então e necessário que os alunos saibam lidar 
com essas pessoas e instituições em sociedades. 
 
É importante e enfatizar para os pais que não existe melhor escola para a 
criança. Há vários tipos de escolas, boas e ruins quando se trata de ensino. 
 
19 
 
 
Quando determinada criança começam a apresentar problemas sérios de 
adaptação, o Or.E. Pode analisar com os pais as possíveis causas desses 
problemas, chegando até a surgir à conveniência de mudança de escola. 
Essa providencia costuma funcionar nos casos mais severos de adaptação 
e, claro, quando há a possibilidade de tal mudança. Mesmo quando for este 
o caso, a nova escola deverá ser analisada com cuidado, para evitar que a 
prática de mudança de escola seja repetida toda a vez que o aluno não 
goste de uma escola ou tenha alguma contrariedade, pois as sucessivas 
mudanças poderiam se tornar um habito ruim, isto é, o aluno poderia toda 
vez que contrariado, querer mudar de escola. (GIACAGLIA 2010, p. 191) 
 
Em consequência à dificuldade encontrada por uma criança no âmbito 
educacional, Giacaglia (2010) afirma que a família será comunidade da análise feita 
pelo orientador educacional. Esse buscará uma forma de ajudar a crianças para a 
vida em sociedade e sendo necessário mudar o melhor e conversar e buscar opções 
que irá contribuir para o crescimento do aluno como um todo. 
 
Há escolas particulares que usam o jargão de pedagogês para atrair pais 
desavisados que procuram dar o melhor para seus filhos. Tais escolas citam 
este ou aquele, método de ensino, como se o método delas fosse um 
grande diferencial ou como se o aluno aprenderia apenas com aquele 
método. O Or.E. Não deve compactuar com tal prática e, quando indagado 
por algum pai, deverá estar em condições de explicar como esses métodos 
citados funcionam. Pode ser que eles não sejam o melhor para determinada 
criança. GIACAGLIA, (2010, p.191) 
 
A autora menciona que é muito importante a colocação do Orientador 
Educacional no ingresso da criança na escola, pois não basta colocar a criança em 
qualquer escola é preciso saber de fato qual é o método aplicado pela mesma. É 
preciso que seja feita uma pesquisa profunda entre as instituições fazendo aí uma 
grande seleção. O tempo de permanecia da criança na instituição e por longo tempo 
e a escolha desses implicará no processo de ensino aprendizagem. 
 
 
 
3 RESULTADOS E DISCUSSOES 
 
O capitulo a seguir vem mostrar o trabalho do orientador educacional e sua 
contribuição que permeou não só para o âmbito educacional, mas que contribuiu 
com diversas áreas. A pesquisa apresenta o trabalho do orientador educacional 
20 
 
que tem amparado diversas instituições na sua assistência ao professor e ao 
educando, esse profissional tem auxiliado comunidades escolares buscando 
encontrar soluções que auxilia o educando para o seu exercício da cidadania em 
sociedade. 
 Ao longo do caminho o Orientador Educacional encontrou diversas 
dificuldades, como: falta de organização, indisciplina e outros, mas a pesquisa 
salienta, através dos trabalhos de Lia Renata Angelini Giacaglia (2010), Lívia 
Porto e Mirian Paura S. Zippin Grinspun (2008) que em meio a dificuldade esse 
profissional buscou estratégias, planos e formas para atender a toda a 
comunidade escolar. Na escola mediante o seu trabalho, uma das grandes 
funções desse profissional era expor para as famílias dos educandos o real 
sentido do seu trabalho, que além de mediar, contribuir com os educandos em 
sociedade. Comparando os efeitos do trabalho do Orientador educacional a 
pesquisa revela que são encontradas dificuldades, mas as estratégias feitas pelo 
orientador educacional contribuem para a eficiência de seu trabalho, 
principalmente quando o Orientador busca ter um contato direto com a 
comunidade escolar e traçar o seu trabalho com o (PPP) Projeto político 
pedagógico. Através desse olhar amplo o Orientador poderá diagnosticar e obter 
cuidados na hora de traçar planos para o seu trabalho. 
 
 
 
3.1 Orientação Educacional e seus avanços 
 
 A presente pesquisa traz relatos referente a origem do orientador educacional 
no Brasil. No início do século XX com suas lutas e avanços na história da 
educação. Avanços que contribuíram com o crescimento e desenvolvimento do 
Orientador educacional. Ao longo do tempo esse especialista o Orientador 
educacional contribui com alunos, professores e com toda comunidade escolar 
buscando se aprofundar cada vez mais para amparar na vivência dos seres 
humanos, amparar através de seus planos, projetos e dinâmicas, para fazer o 
professor entender o aluno, o aluno entender e viver a dinâmica da escola, na sua 
perspectiva de formar cidadão para o bem comum, e assim compreender sua 
prática de criar homens justos e críticos em sociedade. 
21 
 
Buscando compreender o trabalho desse profissional, percebe-se que o 
mesmo, traz formas de planejar e replanejar através de palestra, reuniões e 
dinâmicas, que não faz crescer apenas, mas dar frutos. Frutos esses que são 
colhidos por toda a comunidade, pois o trabalho do Orientador educacional 
contribui com o crescimento da sociedade e de seus educandos, buscando o 
fortalecimento do ser humano e revigorando seu caráter mediante ao novo. 
 
Somente no início do século XX, e que a vida social do educando começou 
a ser olhada como um aspecto importante para o sucesso do processo 
educativo. Decorre daí a visão do educando, enquanto um sujeito com 
virtudes e carências, diferente um do outro, o que determina aspirações 
diferenciadas. Este olhar diferenciado para o educando nos possibilita 
construir um olhar também diferenciado para o professor, sendo percebido 
com um ser falível. OLIVIA PORTO (2009, p. 47 cap. 2) 
 
Porto salienta que, ao obter um olhar diferenciado para os alunosque o 
orientador educacional pôde colaborar com o professor e outros profissionais. E 
percebendo o meio sociocultural pôde ver como esse também contribuiu de 
diversas formas com a vivência do ser humano em sociedade. 
Em meio a revolução industrial e a conturbação sociocultural o orientador 
educacional foi buscando ser mais compreensivo, voltando um olhar para a vida e 
dificuldade dos alunos, buscando fortalecer em suas dificuldades. 
E um desses fortalecimentos pôde privilegiar também ao Orientador 
educacional, pois ainda não havia outro profissional que tivesse o mesmo olhar 
que o Orientador Educacional de perceber que em meio as dificuldades e possível 
vencer e fazer a diferença. 
 
 
 
Decreto de Lei n. 4.424 de 09-04-42 
 
A expressão “Orientação Educacional”, empregada para designar um serviço 
auxiliar da escola (visão simplista e pouco acadêmica), surgiu, pela primeira vez na 
legislação federal, no decreto – Lei n. 4. 424 de 09/04/42. Com o surgimento da Lei 
n. 4.424 de 09 – 04-42 o Orientador educacional passa a contribuir de forma 
qualitativa ao âmbito educacional, de modo que o mesmo pudesse dar assistência 
22 
 
aos professores. Fazendo assim, uma mediação com o trabalho educacional e 
oferecer um suporte a toda comunidade escolar. Na ajuda com a comunidade 
escolar o que mais se necessitava além do suporte, era que do orientador 
educacional, além da assistência, tenha conhecimento do campo onde iria trabalhar 
através do (PPP), Projeto político pedagógico e através dele não só conhecer, mas 
montar estratégias buscando contribuir de uma forma harmônica para toda a 
comunidade escolar. 
 
Art. 80 -far-se-á, nos estabelecimentos de ensino secundário, Orientação 
Educacional. 
Art.81 – Função da Orientação Educacional, mediante a necessária 
observação, cooperar, no sentido de cada aluno se encaminhe, 
convenientemente, nos estudos e na escolha de sua profissão, ministrando-
lhes esclarecimentos e conselhos sempre em entendimento com sua 
família. 
Art.82 – Cabe ainda a Orientação Educacional cooperar com os professores 
no sentido da boa execução, por parte dos alunos, trabalhos escolares 
buscar imprimir segurança e atividade aos trabalhos complementares e 
velar para que o estudo, a recreação e o descanso dos alunos decorram em 
condições de maior conveniência pedagógica. (OLIVIA PORTO (2009, p. 
49) 
 
 
Olivia porto relata ainda que posteriormente, a Lei n. 5.564 de 21/12/68 amplia 
a extensão da Orientação Educacional ao nível médio e primário, visando a uma 
ação mais assistencialista e de aconselhamento. 
 
Art. 1 A orientação Educacional se destina a assistir o Educando 
individualmente ou em grupo, no âmbito das escola e sistemas escolares de 
nível médio e primário, visando ao desenvolvimento integral e harmonioso 
de sua personalidade, ordenando e integrando os elementos que exercem 
influência em sua formação e preparação para o exercício das opções 
básicas. 
A Orientação Educacional se consagra no texto da Lei n. 5.692, de 
11/08/1971 quando se faz presenças obrigatória em todas as instituições de 
ensino por meio da criação do Serviço de Orientação Educacional (S.O.E), 
o qual deveria estabelecer uma relação de parceria com a escola, os 
professores, a comunidade escolar e a família. 
Art. 10 – Será instituída, obrigatoriamente, a Orientação Educacional 
incluindo aconselhamento vocacional em cooperação com professores, 
família e comunidade. PORTO (2009, p.50). 
 
Para tanto, a autora no parágrafo acima salienta que a Lei n. 5.692 foi 
sancionada com o objetivo de proporcionar uma relação não só com as 
instituições, mas com toda a comunidade escolar. Relata ainda, que com a 
obrigatoriedade nas instituições o que percebesse nesse tempo foi um consumo 
23 
 
pela má formação dos orientadores educacionais que no começo foi priorizando a 
função do aconselhamento, abandonando, planejamento e outras funções como 
atendimento individualizado e relacionamento. Dessa forma, o SOE passou a ser 
um lugar onde o aluno podia descansar, abotoar ou simplesmente fugir da matéria 
que achava abominável. 
Contudo, o surgimento da nova LDB- 96 fez o resgate do orientador 
educacional no processo educativo que visa. “(...) o pleno desenvolvimento do 
educando, o preparo do exercício para a cidadania e sua preparação e 
qualificação para o trabalho. ” (TÍTULOII, art.1, lei n.9,394, de 20/12/1996). 
 
 
 
3.2 -Estratégias nas dificuldades 
 
Em concordância com Grinspun (2008), Giacaglia (2006) relata que mediante a 
diversas dificuldades que o Orientador educacional enfrenta, a maior parte dela se 
encontra fora do âmbito escolar e se reflete no processo de ensino aprendizagem. 
Muitas vezes são dificuldades econômicas, mudança de localidade, 
relacionamento difícil, ambiente hostil, problemas familiares. Dificuldades que 
podem ser motivos de abandono ou até mesmo atrapalhar a aprendizagem do 
aluno. 
A autora relata que mediante a transferências ou recebimento de alunos é 
preciso obter uma análise, analise essa que pode trazer bons resultados e a partir 
daí ajudar o aluno em alguma dificuldade que teve ou ainda está tendo. 
 
Para uma eficiente realização das atividades de acompanhamento Pós- 
Escolar, o Or.E. Empregará estratégias e instrumentos adequados. A rigor, 
tais atividades se iniciam antes mesmo de o aluno deixar a escola. No caso 
de transferência para outra escola ou abandono de estudos, o Or.E. 
Procurará conhecer as razões que os estão motivando por meio da 
aplicação de questionários ou da realização de entrevista. GIACAGLIA 
(2006, p.145) 
 
Para obter benefícios nas atividades, será necessário que o Orientador 
educacional realize estratégias que contribuam com o crescimento e o 
desenvolvimento do educando. Será necessário que esse profissional tenha 
sempre uma “carta na manga”, seja, antes, durante ou depois da participação do 
24 
 
aluno no âmbito educacional, esses são meios eficazes de ajudar os educandos 
no seu processo de aprendizagem. 
 
 
 
3.3 O Efeito do Trabalho do Orientador Junto aos Educandos. 
 
 
Giacaglia (2010) relata diversos temas que o orientador deve tratar com os 
educandos para manter seu rendimento escolar, ela diz ainda que para aprender é 
preciso que o aluno saiba estudar. E indaga que a Psicologia da aprendizagem 
pode auxiliar e muito o Orientador Educacional no seu trabalho, ajudando a 
direcionar os alunos com técnicas e métodos que contribuirá com a aprendizagem 
deles. 
 
 
O bom rendimento escolar depende de organização, disciplina, 
responsabilidade e distribuição adequada das tarefas e das tarefas em 
função do tempo disponível, do volume, da complexidade das tarefas e das 
dificuldades especificas do aluno. São essências, para tanto, a colação dos 
horários de aulas e de outras atividades escolares ou não, embora 
regulares, em local bem visível para consulta rápida e fácil, além, também, 
do uso adequado de uma agenda bem organizada. GIACAGLIA (2010, 
p.167) 
 
 
A Autora menciona que a organização dos alunos em suas atividades contribuí 
muito com sua disciplina e responsabilidade, pois a partir daí será notado uma 
grande mudança no comportamento e no rendimento escolar, pois o rendimento 
escolar é um dos meios de avaliação desse profissional. E é por ele que é notado 
não só esse efeito, como outros também. Uma questão muito importante 
mencionada por (Giacaglia,2006) é a questão da agenda ou até mesmo lembretes 
para a organização do aluno, meios que irão contribuir com a sua organização e 
seu crescimento. 
 
O trabalho do Orientador Educacional faz com que o aluno e a família 
percebam as dificuldades no dia a dia escolar. A função do orientador educacional 
é colaborar com o desenvolvimento dos alunos e buscar uma parceria com a 
25 
 
família, para estimular um maior envolvimento no crescimento de seus filhos na 
escola. 
Visto que, desta forma a família conhecerá a importância do papele função do 
Orientador Educacional e contribuirá com o trabalho desse profissional, ajudando 
nas necessidades do educando. A participação da família na escola ajuda muito 
no desenvolvimento do mesmo e quando algo acontece fica fácil de solucionar 
quando a família já está ali, agora quando a família não é participativa ou tem 
dificuldade de participar das atividades ou reuniões escolares fica difícil até 
mesmo para o Orientador Educacional ajudar esse aluno. Portanto é necessário 
que a família saiba o real sentido desse profissional na escola e saiba também, 
que mediante as dificuldades, ele traça estratégias para intervenção de um 
trabalho de apoio as dificuldades do aluno. 
 
Ainda de acordo com Giacaglia (2006), outro suporte que o Orientador 
Educacional trás é a orientação e apoio para os professores. Por eles estarem 
mais próximos dos alunos, essa parceria torna mais fácil identificar todo e 
qualquer tipo de dificuldade que o aluno está enfrentando. Portanto, sabemos que 
mediante qualquer mudança ou dificuldade que o aluno esteja passando reflete 
tanto no processo de ensino aprendizagem, como no comportamento, nas 
relações em sala de aula. 
 
Desta forma, o que podemos perceber de acordo com a autora supracitada, 
quando essas dificuldades são encontradas, o orientador educacional busca 
auxiliar o professor em como lidar com aquele aluno. O primeiro passo é identificar 
o que o educando está passando e depois buscar uma reunião com a família para 
entender o que está acontecendo. Depois do possível diagnóstico, chega a hora 
de montar estratégias para colaborar com o desenvolvimento do educando. Para 
isso, o Orientador buscará a melhor forma para ajudar no processo. Pois, através 
do planejamento ele irá contribuir com o processo de ensino e aprendizagem do 
aluno. E assim mediante ao diagnostico, lançará estratégias. Desta maneira, 
torna-se necessário que a família colabore sendo participativa, frequentando as 
reuniões escolares e colaborando com o processo de ensino e aprendizagem do 
educando e com o trabalho do Orientador Educacional, formando uma parceria 
26 
 
imprescindível para o desenvolvimento integral do aluno e o êxito do trabalho da 
orientação educacional. 
 
 
 
27 
 
4 Conclusão 
 
Partindo do objetivo geral, o estudo procurou compreender a função do 
Orientador educacional dentro das instituições, desta forma, pode – se concluir 
que o orientador educacional possui competência para fazer mediação e dar 
assistência a professores, alunos e a todo o corpo docente. 
A função do orientador educacional dentro das instituições contribui muito com 
a formação dos educandos e no suporte com os professores. Foi através desse 
suporte que muitos alunos puderam ser ajudados. Na área em que atua, ele busca 
dar assistência à medida que algum educando apresenta alguma dificuldade. 
Sempre em campo para analisar e a partir dessa analise montar planos e projetos 
para atender de alguma forma esses alunos. 
O trabalho do Orientador Educacional trouxe para a sociedade uma nova 
perspectiva e um novo olhar, olhar esse que em meio a vivência de cada um, esse 
profissional consegue diferenciar e buscar ajuda. Essa ajuda não se limita a uma 
pessoa especifica, pois, o olhar amplo desse profissional busca atender a todos 
sem preconceito, sem discriminação e até mesmo sem comparação de classe 
social. 
 
 
28 
 
5 REFERÊNCIAS 
• GIACAGLIA, Lia Renata Angelini. Orientação Educacional na Prática: 
princípios, técnica e instrumentos.5 ed. São Paulo: Thomson Pioneira, 2006. 
• GRINSPUN, Mirian Paura S. Zippin. Supervisão e Orientação. Educacional: 
Perspectivas de integração na escola. 4 ed. Ampl. São Paulo: Cortez 2008. 
• PORTO, Olívia. Orientação Educacional: teoria, prática e ação - Rio de 
janeiro: Wak, 2009.

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