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08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 1/27 Introdução Iniciamos a última unidade falando um pouco sobre uma atividade muito corriqueira: compras no supermercado. Se eu perguntar para um grupo de pessoas se eles gostam de fazer compras no mercado, será que a opinião é unânime? É bem provável que no grupo haja pessoas que gostam de ir ao mercado e outras que não. Por que algumas pessoas não gostam desta atividade tão rotineira? Fazer compras de mercado é um processo demorado, em que se perde muito tempo! Só o fato de se deslocar até o mercado já é um tempo em que poderíamos fazer outras coisas. Mas além do transporte ainda temos a perda de tempo na movimentação dentro do mercado para colocar todos os itens que precisamos dentro do carrinho e aí teremos que tirar tudo do carrinho, colocar na esteira do caixa para registrar a compra, ensacar os produtos e os colocar no carrinho novamente. Após realizamos o pagamento temos que nos preparar para tirar tudo novamente do carrinho e armazenar as compras no carro. O processo acabou? Não! Unidade 2 - GESTÃO DE MATERIAIS Profa. Ms. Viviane Szabo Iniciar 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 2/27 Ainda temos que tirar tudo do carro e levar para a residência para armazenar tudo nos seus respectivos locais. Você provavelmente deve ter uma política de movimentação dentro do supermercado, outra para colocar as compras no carrinho e no carro, além de uma política de armazenamento na sua casa. Talvez seja tão intuitivo que você nem a percebe. Por exemplo, quais itens você pega primeiro para colocar no carrinho de mercado? Você pegaria o sorvete sabendo que ele �cará fora da geladeira durante todo o processo de compra e transporte até em casa ou você o deixaria para o �nal? Provavelmente você deixaria o sorvete e todos os itens frios e congelados para o �nal, não é mesmo? Você com certeza ainda analisa quais produtos você pode colocar por cima de outro, está correto? Empilhar corretamente os produtos mais pesados por baixo e os mais leves por cima é o que garantirá que seu ovo não chegue quebrado e que suas frutas, verduras e pães não �quem amassados. Ao passar seu produto no caixa e o colocar em saquinhos você também deve ter algumas regrinhas certo? Você colocaria um frango assado ou outro prato quente da rotisseria junto com o sorvete? E a água sanitária �caria junto com o pão? E quando �nalmente você chega em casa, você tem alguma política para dizer quais produtos você começa a guardar? Provavelmente os itens de geladeira e congelador são sempre os primeiros a serem guardados. A�nal, o restante pode esperar! Por que tantas regrinhas para uma simples atividade de fazer compras no mercado? Tudo para ter a melhor gestão dos materiais ! Você pode estar se perguntando: mas minhas compras são materiais? São sim! Não importa qual será o processo em que será usado a mercadoria comprada, eles serão recursos materiais do processo! Veja, se você comprou itens para fazer uma refeição, estes itens podem ser vistos como matéria-prima deste processo. Se é um item de limpeza ou higiene, estes são materiais auxiliares destes processos! Quando falamos de materiais, podemos estar falando de classi�cações diversas. Este tem relação direta com os tipos de estoques que nós temos tanto em casa quanto nas organizações. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 3/27 Não importa se é uma empresa ou é sua casa, a gestão de materiais e políticas e técnicas de gestão de estoques são muito importante, não é mesmo? Nesta unidade falaremos justamente sobre estes aspectos relacionados à gestão de materiais. 1. Classificação dos materiais Vimos anteriormente que uma empresa pode adotar diferentes tipos de arranjos físicos e escolher trabalhar com diferentes tipos de processo de transformação (linha, lote, para estoque ou encomenda), tudo pensando em focar uma prioridade competitiva, um objetivo de desempenho especí�co (rapidez, �exibilidade, custo, qualidade ou con�abilidade). Todos estes aspectos são pensados na estratégia de produção e estão alinhados à estratégia competitiva da empresa. O que todas as empresas têm em comum, mesmo que tenham arranjos diferentes? Todas são um processo de transformação de recursos em produto ou serviço. Nestas entradas temos os recursos materiais! Chiavenato (2014, p. 38) diz que, no caso das indústrias, todas podem ser vistas como um “�uxo contínuo de materiais que são processados ao longo de várias atividades no sistema produtivo. Essa dinâmica requer muito cuidado para manter seu ritmo, sua �uência e sua cadência, de tal maneira que não haja paralisações ou esperas imprevistas. A busca de maior produtividade está na base desse cuidado. A preocupação com máquinas, equipamentos e tecnologia deve antes passar pela preocupação com os materiais que passam por elas. A redução de custos começa por aí, em termos de quantidades disponíveis, tempo de movimentação, qualidade etc.”. Isto quer dizer que os materiais são os insumos básicos para que possamos ter um produto acabado e estes podem ser de diversos tipos: líquido, sólido, plasma ou gases. Se analisarmos suas propriedades químicas elas ainda serão vistas com classi�cações diferentes e requerem formas diferentes não só de acondicionamento como também de transporte, estocagem e processamento. Classi�car materiais é a atividade de agrupar ou aglutinar características semelhantes dos materiais. Pode 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 4/27 parecer uma tarefa simples, mas nem tanto. Em engenharia, os materiais sólidos podem ser agrupados em seis categorias. Observe a seguir. Propriedades mecânicas Propriedades elétricas Propriedades Térmicas Propriedades magnéticas Propriedades ópticas Propriedades deteriorativas Será que algumas dessas características vindas da engenharia não foram aplicadas na gestão de matérias da sua casa? Você se preocupou com propriedade degenerativas, por exemplo, ao guardar primeiramente os materiais frios antes de guardar os demais itens de sua compra de mercado? Não importa qual o item que você tenha comprado, se é um iogurte ou uma lata de leite condensado. O que é certo? Ambos precisam ser bem transportados e acomodados de forma cuidadosa se preocupando com a deterioração, a validade do produto. Uma vez que existe deterioração, o que é certo? Preciso me preocupar com o giro daquele material! 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 5/27 Saiba mais Giro de estoques é um dos indicadores mais conhecidos na gestão de estoque e representa o número de vezes que os estoques se renovam ou giram em um determinado período (normalmente ano). Giro é “quantas vezes todo o material comprado ou produzido sai e dá lugar a um novo lote, movimentando o material” (SZABO, 2015, p. 40). Gerenciar os materiais e os classi�car não é uma tarefa muito simples. Por exemplo, você sabe que o leite tem um controle de giro, pois trata-se de um produto que se deteriora, mas em se tratando de classi�car o leite, você o consideraria uma matéria- 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 6/27 prima ou um produto acabado pronto para consumo? Percebeu que um mesmo produto pode ser classi�cado de formas diferentes, por vezes dependendo de sua �nalidade? Segundo Viana (2002, p. 51-52) existemin�nitas classi�cações, por isso é importante considerar alguns atributos para uma boa classi�cação: Abrangência Flexibilidade Praticidade Para o autor, empresas diferentes usam classi�cações diferentes, mas muitas organizações tendem a classi�car por tipo de demanda, que pode ser de materiais de estoque e materiais não de estoque (Figura 1). Figura 1 – Escopo abrangente da gestão de operações. Fonte: Viana (2002, p. 53) 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 7/27 Materiais não de estoque, como o autor classi�ca, são aqueles que não possuem parâmetro exato para um ressuprimento automático. Isto ocorre devido ao consumo irregular para aquele material em especí�co. Por exemplo, você tem anchovas estocadas em sua casa? Muito provavelmente este item não possui um consumo regular, por este motivo você somente vai comprá-lo quando houver um pedido especial ou você desejar fazer um prato atípico em sua casa. Quando você o comprar �cará estocado por um tempo ou será utilizado de maneira quase que imediata? Esta é uma característica de materiais não de estoque: ser comprado para utilização imediata ou serem estocados por um período temporário no almoxarifado. Notou que na �gura os materiais de estoque têm um certo destaque? Eles podem ser classi�cados por ordem de importância operacional (método XYZ) ou pelo valor do consumo anual (Curva ABC). Estas metodologias são muito importantes para uma boa gestão de materiais, mas antes precisamos entender um pouco mais sobre materiais de estoque. 2. Materiais de estoque Quando falamos de estoque, precisamos entender qual a sua função principal: evitar parada na produção! Mas quanto devemos estocar? A resposta para esta questão nunca é tão simples, pois estocar demais leva a um custo alto e risco de obsolescência ou deterioração, entretanto, se estocarmos pouco, correremos o risco de não conseguir atender uma demanda. A função dos materiais de estoque é justamente essa! Garantir que haja material su�ciente por meio de um ressuprimento automático, com base em uma estimativa da demanda e na importância para a empresa. Isto quer dizer que, com base em uma previsão da demanda, o material será adquirido de forma automática sem a participação do usuário. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 8/27 Isto é possível com parcerias com fornecedores e com sistemas interligados (EDI – Eletronic Data Interchange ). Falaremos na próxima unidade mais detalhes sobre compras, fornecedores e negociação e tecnologias disponíveis. Mas antes de tudo, o que é preciso ter em mente para ter materiais em estoque é uma previsão da demanda . Existem inúmeros métodos de previsão de demanda, tanto qualitativos quanto quantitativos, mas para saber qual é o melhor método para a sua empresa, primeiramente é preciso identi�car o tipo de demanda. Você pode estar se perguntando: mas demanda não é tudo igual? Na verdade não é igual. Veja por exemplo o arroz e o feijão. Estes são itens de consumo regular no Brasil, certo? Você pode imaginar que a quantidade vendida ao longo de um ano é relativamente igual parar estes produtos, não é mesmo? Não existe nenhuma época ao longo de um ano aqui no Brasil que faça as vendas despencarem ou aumentarem drasticamente. Quando isso ocorre, podemos dizer que a demanda é constante. Embora o nome possa sugerir que a demanda é igual todo mês, não é bem assim. Demanda constante é aquela que ao longo do tempo não existe uma variação muito expressiva, mas pode ter uma certa variação! Por exemplo, você compra arroz sempre na mesma quantidade todo mês? É possível que sim, mas para algumas famílias pode haver uma certa �utuação. Se naquele mês você não �cou muito em casa e acabou comendo mais na rua, seus estoques durarão um pouco mais. Da mesma forma se você �cou mais em casa e também recebeu muitos amigos e parentes para almoçar e jantar, isto se re�etirá nos seus estoques, pois acabarão um pouco antes, não? Se olharmos pela ótica dos fabricantes destes produtos, podemos então entender que há uma variação, mas não é tão gritante. Por isso chamamos de demanda constante . Este tipo de demanda é diferente de outros produtos como o sorvete. Para entendermos melhor o tipo de demanda para este produto responda: existe uma época do ano em que você compra mais sorvete? Provavelmente sua resposta é sim, no calor! Não só você, mas uma grande parte da população tende a consumir mais sorvete no verão. Isto quer dizer que ao longo de um ano, haverá alguns meses em 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8Ub… 9/27 que a demanda subirá consideravelmente, neste caso então a demanda não é constante, será uma demanda sazonal . Ainda há produtos em que a demanda sobe com uma tendência, como, por exemplo, celulares, tablets, notebooks. Quando um produto de tecnologia é lançado no mercado ele tem uma demanda crescente muito acentuada, mas depois de um tempo, se algum concorrente ou até a mesma empresa lançar alguma versão superior, as vendas do produto anterior despencarão. Por exemplo, quando a Apple lançou o iPhone 5 no mercado, rapidamente as vendas cresceram, assim que o iPhone 6 foi lançado as vendas deste subiu e as do iPhone 5 caíram. Quando este tipo de comportamento ocorre, chamamos de demanda por tendência . Saiba mais! Para calcular a previsão da demanda é preciso primeiramente saber se a demanda é constante, sazonal ou por tendência. Isto porque há métodos de previsão da demanda que são ideais para demanda constante e outros que são para demanda sazonal ou por tendência. Os métodos de previsão podem ser divididos em qualitativos e quantitativos. São métodos qualitativos: método Delphi; opinião dos executivos; pesquisa de mercado; estimativas da força de vendas; e analogia histórica. Já os métodos quantitativos podem ser: método do último período; método da média aritmética; método da média ponderada; método da suavização exponencial; e o método dos mínimos quadrados, que por trabalhar com regressão linear é o único método quantitativo que pode ser utilizado para demanda por tendência. Os demais métodos são apenas indicados para demandas constantes. Saber identi�car a demanda e escolher o método mais apropriado é muito importante para uma boa gestão de materiais de estoque. Mas ainda é preciso lembrar que os materiais de estoque também não são todos iguais. Para Viana (2002), os materiais de estoque podem ser classi�cados quanto à sua aplicação, quanto ao valor de consumo anual ou quanto à importância operacional. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 10/27 No que trata de aplicação, podemos dividir em materiais produtivos, matérias- primas, produtos em fabricação, produtos acabados, materiais de manutenção, materiais improdutivos e materiais de consumo geral. Observe a seguir a classi�cação dos estoques quanto à aplicação. Materiais produtivos Matérias-primas Produtos em fabricação Produtos acabados Materiais de manutenção Materiais improdutivos Materiais de consumo geral Embora estas de�nições sejam úteis, elas não são as únicas que podemos encontrar na literatura. Szabo (2015, p. 18-22) apresenta as diversas classi�cações que podemos encontrar, alguns já são conhecidos como: matéria-prima, materiais em processo, produto acabado e material de manutenção, mas existem vários outros que são apresentados a seguir. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 11/27 Componentes Materiaisdiretos Materiais indiretos Materiais para expediente Ferramentas Mercadorias Estoque em trânsito Estoque em consignação Acho que você conseguiu perceber a quantidade diferentes de materiais de estoques que precisam ser gerenciados nas empresas. Será que todos eles são usados nas empresas? A resposta é não, nem todas as empresas vão trabalhar com cada um 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 12/27 deles. Estoque de mercadoria, por exemplo, somente é um tipo de material que se refere exclusivamente para comércio. Precisamos saber e decorar todos estes tipos? Não necessariamente, pois o que precisamos de fato compreender são as particularidades de cada tipo de material e o papel que cada uma dessas classi�cações desempenha. Somente depois de entender o porquê destes materiais de estoque, para que cada um serve, conseguimos fazer uma gestão e�ciente e e�caz de nossos materiais. E como fazer uma boa gestão destes materiais? Para auxiliar esta tarefa, podemos associar a classi�cação dos materiais a métodos que relacionam o material quanto ao valor de consumo anual (método que separa os materiais essenciais dos demais, de modo a concentrar sua atenção no que importa, também conhecido como curva ABC) e quanto à importância operacional (classi�cação XYZ de importância). Vamos conhecer estes a seguir. 3. Curva ABC Em 1897, Vilfredo Pareto, resolveu estudar a distribuição de renda entre a população em que vivia. O objetivo era identi�car uma “certa regularidade na distribuição da renda nos países capitalistas e também naqueles onde imperavam relações feudais ou de capitalismo nascente, estabelecendo um princípio”. Sua descoberta foi de grande importância, pois �cou evidente um princípio que vemos muito nos dias de hoje: poucos com muito dinheiro e muitos com pouco dinheiro. “Com base em estatísticas de diferentes países, Pareto anotou uma série de dados sobre o número de pessoas correspondentes a diferentes faixas de renda recebida”. Isto permitiu traçar um grá�co com as diferentes faixas de renda e o número de pessoas que recebiam valores iguais ou superiores a cada uma destas faixas (VIANA, 2002, p. 64). Assim surgiu o Diagrama de Pareto. Observe a Figura 2. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 13/27 Figura 2 - Diagrama de Pareto. Como pode ser observado na �gura, 20% dos itens ou da população já representa um montante de 80% do valor. Este princípio 80/20n foi adaptado a realidade dos materiais e dos estoques. No âmbito empresarial, o princípio foi primeiramente usado por F. Dixie na General Eletric (GE), mas nos últimos anos se tornou uma importante ferramenta no controle dos materiais justamente por ser e fácil aplicação. Você quer ver? Vilfredo Pareto foi um ilustre economista, sociólogo e engenheiro do final do século 19 que, por meio dos estudos sobre distribuição de renda desenvolveu o princípio 80/20. Isto porque ficou evidente que cerca de 20% (uma pequena parcela da população) possuía 80% (uma grande parcela) da renda total na época. Esta distribuição de 80% e 20%) ficou conhecida como distribuição ou gráfico de Pareto, e se tornou um princípio com muitas aplicações, inclusive na produtividade das pessoas. Quer ver? Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=BsgMxLaCPXI&t=10s A aplicação do princípio de Pareto é chamada de Curva ABC quando aplicada aos estoques. Trata-se de uma proposta de divisão dos materiais em três grupos por https://www.youtube.com/watch?v=BsgMxLaCPXI&t=10s 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 14/27 ordem de importância: classe A, classe B e classe C. Se �zéssemos um levantamento de todos os itens que estão na nossa despensa, suas respectivas quantidade e valores, seria possível encontrarmos o mesmo princípio fundamental da maioria dos estoques: 20/30/50. Isto quer dizer que, se se analisarmos �nanceiramente o montante que temos nas prateleiras, veremos que 20% dos itens podem ser considerados como sendo de classe A e eles representam cerca de 80% de todo o valor investido em estoque. Observe a seguir a classi�cação ABC aplicada aos estoques. Classe A Classe B Classe C Embora estes sejam os percentuais mais recorrentes, é importante ressaltar que eles não são exatos em toda organização e é comum variar de empresa para empresa. Mas ao analisar os estoques é possível perceber o mesmo que Pareto percebeu! Da mesma forma que havia uma certa concentração de renda na não de uma pequena parte da população, nos estoques o efeito é o mesmo: alguns poucos itens já representam a maior parte do valor investido em estoque. "Se nos concentrarmos em alguns poucos materiais, conseguiremos economias e resultados muito mais signi�cativos e com menor esforço do que se tentarmos gerenciar todos os itens com o mesmo grau de atenção." (SZABO, 2015, p. 136) Existem muitos autores que abordam a aplicação da Curva ABC e todos falam de como pode ser bené�ca a sua aplicação. Veja: Nogueira (2012, p. 104) – muitas empresas ainda mantêm vários itens em estoque por medo de que os mesmos faltem em sua linha de produção ou no 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 15/27 estoque do centro de distribuição, comprometendo assim a entrega do produto ao cliente. Para manter um controle melhor do estoque e reduzir seu custo, sem comprometer o nível de atendimento, é importante classi�car os itens de acordo com sua importância relativa no estoque. Moura (2004, p. 5) – a classi�cação por valor (curva ABC) consiste no agrupamento de todos os materiais em 3 categorias, de acordo com o valor atualizado ou corrigido de cada item, de forma a permitir um tratamento seletivo aos mais representativos. O valor atualizado ou corrigido de cada item pode ser considerado em relação ao seu saldo em estoques e/ou valor de sua demanda. Martins e Alt (2009, 0. 211) – a análise ABC é uma das formas mais usuais de examinar estoques. Essa análise consiste na veri�cação, em certo espaço de tempo (normalmente 6 meses a 1 ano), do consumo, em valor monetário ou quantidade, dos itens em estoque, para que eles possam ser classi�cados em ordem crescente de importância. Pozo (2009, p. 93) - a utilização da curva ABC é extremamente vantajosa, porque pode reduzir as imobilizações em estoques sem prejudicar a segurança, pois ela controla mais rigidamente os itens de classe A e, mais super�cialmente, os de classe C. A classi�cação ABC é usada em relação a várias unidades de medidas como peso, tempo, volume, custo unitário etc. O que todos estes autores concordam? Que por meio da classi�cação ABC é possível identi�car quais materiais precisarão de mais atenção e de um inventário e controle mais frequente. Você pode adotar políticas de gestão de estoque diferentes para cada classi�cação. Veja a seguir. Política de estoque para classe A Política de estoque para classe B Política de estoque para classe C 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 16/27 Sabemos então que a Curva ABC é uma importante ferramenta para gerenciar materiais, mas como montar o grá�co e identi�car quais itens pertencem a cada classe? Para isso precisaremos seguir quatro passos: 1. Listar todos os materiais estocados em uma tabela, com a descrição do material, o valor por peça, o número de peças em estoque e o valor total. 2. Ordenar esta tabela pelo item de maior valor total para o de menor valor total. 3. Criar uma coluna de valor acumulado. Deve-se somaro valor total do item com todos os itens anteriores com valor maior, começando do primeiro item. 4. Dividir a tabela em faixas percentuais que mais se aproximam da classi�cação ABC (20/30/50). Identi�car cada classe correspondente nos permitirá dar um tratamento diferenciado para cada um, isto porque os itens de classe A são imprescindíveis e sua falta interromperá a produção. Os itens de classe B possui um grau de importância um pouco menor, porém sua falta não impactará a produção no curto prazo. Por �m temos os itens de classe C, que não possuem um elevado grau de importância e passam a ter um controle de estoques menos frequente. "É importante observar que, nem sempre os itens de alto valor unitário farão parte da classe A, enquanto que os itens de baixo valor poderão o ser, em função do nível acumulado da demanda. Os itens A deverão de o estoque de reserva no menor nível possível. Os itens B deverão ter um estoque de reserva médio. Os itens C podem ter o seu estoque de reserva com uma margem de segurança. Periodicamente, deve-se reavaliar a curva ABC traçada, pois a frequência na demanda para cada item varia com o tempo e, em consequência do desenvolvimento tecnológico crescente, os estoques tornam-se obsoletos." (RODRIGUES, 2003, p. 50) Embora os itens de classe C tenham um grau de importância menor, eles não devem ser ignorados! A falta de um simples prego pode comprometer toda a produção de uma mesa, por exemplo. Estes itens você pode comprar em maior quantidade e deixar nos estoques. Mas lembre-se que isso tem um efeito sobre o giro dos estoques. Ter mais peças estocadas signi�ca que seus estoques vão ter um tempo maior de cobertura e você comprará menos vezes ao longo do ano. Nogueira (2012, p. 109) sugere uma cobertura de estoque para cada classe de itens: cobertura de 7 dias para itens de classe A; cobertura de 15 dias para itens de classe 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 17/27 B; e cobertura de 30 dias para itens de classe C. O autor ainda faz ainda algumas recomendações quanto aos parâmetros para a classi�cação ABC. Veja a seguir. Escopo Critério de priorização Sistemática de apuração Horizonte de alcance Periodicidade Responsabilidade Ponto de corte Pozo (2009, p. 96) concorda com Nogueira em relação ao Ponto de corte, pois não existe regra restrita ou �xa para delimitarmos os percentuais das classes. Para o autor, a classi�cação dependerá da prioridade exigida para tomar uma decisão e da disponibilidade de tempo. O que realmente conta é o bom senso e a sensibilidade do gestor, pois estas predominam. Embora a nomenclatura ABC seja a mais habitual, Nogueira (2012, p. 112) ressalta que em alguns casos, a empresa pode ainda adotar a nomenclatura D e E: D para itens sem consumo no ano anterior (conhecidos como material de baixa rotatividade ou slow moving ); E para itens obsoletos, desativados ou descontinuados (que 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 18/27 normalmente será retirado do estoque, como sucata ou com destinação para reciclagem). Agora que aprendemos sobre curva ABC, sua aplicação e vantagens, vamos treinar um pouco? Segue alguns exercícios. Exercício 1 Uma empresa necessita identi�car quais os itens em seu estoque possuem maior grau de importância. Você optou por fazer uma análise da Curva ABC (20/30/50) e levantou inicialmente os seguintes dados: Ao �nalizar a curva ABC, quais itens você classi�cou como sendo de classe A e B? Quais são os seus respectivos percentuais? Resposta Exercício 2 Uma empresa necessita identi�car quais itens em seu estoque possuem maior grau de importância. Você optou por fazer uma análise da Curva ABC (20/30/50) e levantou inicialmente os seguintes dados: Resposta 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 19/27 Agora que você já sabe aplicar a curva ABC, você está apto para gerenciar os estoques separando o essencial do acessório, se preocupando com o que realmente é importante em termos de valor de consumo. Para gerenciar os estoques, também, podemos fazer uso da metodologia XYZ. Vamos conhecer um pouco mais? 4. Método da criticidade – XYZ Pense nos materiais diferentes que um hospital precisa ter tanto para atendimento ambulatorial quanto para procedimentos cirúrgicos, seria uma in�nidade, não é mesmo? E quanto a farmácia do hospital? Sabemos que os estoques podem ser avaliados pelo valor �nanceiro, mas será que na farmácia de um hospital somente classi�car em termos monetários é o bastante? Nem sempre é o bastante. Para isso foi desenvolvida a metodologia de análise de criticidade, também conhecido como método XYZ, que estabelece graus de importância para os materiais. Segundo Viana (2002, p. 54), a maioria dos métodos matemáticos “não diferencia os diversos materiais de estoque e não considera a sua individualidade, com exceção para matérias-primas, por terem suas demandas suportadas por programas de produção e vendas”. Mas e os materiais que não tem grande consumo e se faltar irá acarretar uma parada na produção? Não seria ainda pior se por falta de um produto a empresa corresse riscos de poluição ambiental e segurança industrial? Nestes casos, o custo da falta do produto é maior do que o custo de estocar. Para casos como este, o autor sugere o uso da classi�cação da importância operacional, pois por meio desta metodologia é possível identi�car quais materiais são imprescindíveis para que a empresa opere normalmente. São as classi�cações X, Y e Z: Materiais X 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 20/27 Materiais Y Materiais Z Não é interessante que o método de análise crítica possa ser aplicado tanto em indústria quanto em empresas prestadoras de serviço? Mas como eu poderia aplicar este método na minha indústria ou minha empresa? Uma técnica possível é responder algumas questões: O material é imprescindível ao equipamento? O equipamento pertence à linha de produção? O material possui Similar? Viana (2002) diz que a combinação das respostas pode levar as situações apresentadas no Quadro 7. Quadro 7 – Seleção para classificação de importância operacional. Fonte: Viana (2002, p.55) 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 21/27 Da mesma forma que é feito em indústrias, na prestação de serviço, como no hospital, também é possível identi�car os materiais XYZ respondendo algumas perguntas. Barbieri e Machline (2006) apud Lourenço e Castilho (2007) sugerem as seguintes questões: Esse material é essencial para alguma atividade vital da organização? Esse material pode ser adquirido facilmente? O fornecimento desse material é problemático? Esse material possui equivalente(s) já especi�cado(s)? Algum material equivalente pode ser encontrado facilmente? Qual é a grande contribuição da análise de criticidade XYZ? Ela classi�ca os matérias em termos de produção (e quão crítica é a ausência). O que o difere da Curva ABC? A curva ABC classi�ca os materiais apenas em relação ao seu valor. Fique atento : um item pode ser de baixo valor e na curva ABC ele seria classi�cado como C, entretanto trata-se de um item importado que não pode ser substituído por um similar e que pode demorar até 3 meses para chegar. Neste caso, a sua criticidade é muito alta, e este material seria classi�cado como Z. Por isto é importante fazermos uso não somente de uma ou outra metodologia, pois a sua combinação pode ser mais interessante. Nestecaso teríamos nove combinações diferentes. Veja a Figura 3. Falamos muito de criticidade e essa é um tipo de classi�cação importante, mas existem outras, tal como perecibilidade e Periculosidade. Vamos conhecer mais? 5. Conceito de administração de materiais 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 22/27 Administrar materiais, em especial nas indústrias, pode não ser uma tarefa tão simples, não é mesmo? Devo administrar pelo valor do material? Pelo fato dele se deteriorar mais rápido do que outro produto? Por ele ser perigoso? Por ele ser essencial à produção? São muitas classi�cações possíveis e que variam de empresa para empresa. Você precisa, neste momento, entender os conceitos do que é um material crítico, o que é periculosidade e perecibilidade. Entendo os conceitos e como deve gerir estes itens, não importa qual a empresa que você trabalha, você conseguirá gerir os seus estoques considerando como o material é classi�cado. Vamos entender melhor? Material Crítico Essa é uma classi�cação muito usada nas indústrias e as razões por classi�car como crítico podem ser várias: por problemas de obtenção do material, por motivos econômicos, por problemas de armazenagem e transporte, por problemas de previsão ou até mesmo por razões de segurança. Di�culdade de obtenção : material importado; fornecido por uma única empresa; escasso no mercado; é um material estratégico, de difícil obtenção ou fabricação. Razões �nanceiras : material de alto valor; de alto custo de armazenagem; de alto custo de transporte. Di�culdades de armazenagem e transporte : é perecível; de alta periculosidade; muito pesado; de dimensões grandes. Di�culdade de previsão: o material é difícil de realizar uma previsão de consumo. Razões de segurança: reposição de alto custo; para equipamento vital da produção. São muitos motivos para considerar um material como crítico, não é mesmo? Para facilitar um pouco, Viana (2002, p. 57) propõe um �uxo sequencial de análise para decidir se o material é crítico ou não. Observe a Figura 4. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 23/27 Figura 4 – Fluxo sequencial de análise para eleição de material crítico Fonte: Viana (2002, p. 57) Reparou que periculosidade e perecibilidade são motivos para considerarmos um material como crítico? Vamos ver mais sobre isso? Perecibilidade Já aconteceu de você jogar algum produto no lixo sem tê-lo usado pelo simples fato de estar vencido? Isso acontece muito, às vezes, você pode comprar uma quantidade maior do que consome e o que sobra acaba também estragando. Há materiais que não se deterioram no curto prazo ou médio prazo, mas outros sim. O nome técnico para isso é perecibilidade. Existem materiais que perdem suas propriedades físico-químicas com o passar do tempo ou até mesmo como está sendo armazenado. Saber entender e classi�car os 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 24/27 materiais como sendo de perecibilidade nos permite algumas medidas: Mudar o tamanho do lote de compra para que �que dentro do tempo de armazenamento permitido. Realizar revisão periódica na armazenagem, para checar condições de estocagem para corrigir eventuais falhas ou até mesmo descartar materiais que não estão mais em condições de uso. De�nir apropriadamente os locais de armazenagem e orientar os funcionários envolvidos quanto aos cuidados que devem ser observados. Como podemos classi�car os materiais perecíveis? Observe o quadro a seguir. Figura 15 – Atividades da Administração de Materiais Fonte: Francischini e Gurgel (2010, p. 5) São muitas formas de deterioração de materiais, não é mesmo? Ainda tem aqueles materiais que oferecem riscos à segurança. Vamos ver? i l id d 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 25/27 Periculosidade Existem alguns produtos químicos e gases que são incompatíveis com outros produtos, isto por conta de suas próprias características físico-químicas, por isso eles acabam oferecendo risco à segurança das pessoas e do próprio patrimônio. Classi�car materiais como de periculosidade permite tomar mais cuidados no manuseio, no transporte e na armazenagem do mesmo. Você quer ler? A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelece as normas tanto para transporte de produtos líquidos inflamáveis quanto para transporte de produtos perigosos por incompatibilidade química. São várias as normas disponíveis no site da abnt . http://www.abnt.org.br/noticias/5595-conheca-a-coletanea-de-normas-transporte-terrestre-de-produtos-perigosos. 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 26/27 Depois de ver tantas possibilidades diferentes de classi�cação, vamos ver um resumo? O quadro a seguir apresenta os tipos de classi�cação que abordamos nesta unidade, seus respectivos objetivos, vantagens e desvantagens. Síntese 08/06/22, 19:04 NEG_ADPRMA_19_E_2_V2 https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=8sZ0qebyALqO2c3dQIVTNw%3d%3d&l=dXxcnCjIdMNrqYjpQFquIA%3d%3d&cd=20VJ8U… 27/27 Chegamos ao �nal desta unidade. Aprofundamos nossos conhecimentos sobre administração da produção. Vimos que toda empresa precisa de�nir primeiramente a sua estratégia corporativa, pois ela será a base para a de�nição de todas as demais estratégias da empresa, como a estratégia de marketing, de desenvolvimento de novos produtos e de produção. Neste capítulo você teve a oportunidade de: Entender o que é administrar produção e seu papel estratégico nas organizações. Compreender as diferenças entre produtos e serviços. Conhecer as prioridades competitivas para a de�nição da estratégia de produção Compreender que um sistema de produção é um conjunto de entradas que são transformadas em produto e serviço. Identi�car os diversos tipos de sistema de produção: em linha, intermitente, de projeto, orientado para encomenda, orientado para estoque, modularizado. Perceber a importância do projeto de um produto e serviço. E ainda perceber que é preciso primeiramente entender o ciclo de vida do produto para realizar um bom projeto. Compreender como o arranjo físico é importante para os diversos tipos de sistema de produção. Reconhecer os tipos de arranjos: em linha, funcional, posição �xa, celular e misto. Entender que gerir recursos materiais e patrimoniais faz parte de uma boa administração da produção. Download do PDF da unidade Bibliografia CHIAVENATO, I. Gestão da Produção : uma abordagem introdutória. 3. ed. Barueri, SP : Manole,