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@acamila_rocha 
 
A FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS 
O marco inicial da criação da povoação de Petrópolis foi o Decreto Imperial n º 155, de 16 de março de 
1843. 
Eis o referido decreto no seu texto integral, em grafia da época: 
Tendo Approvado o plano que Me apresentou Paulo Barboza da Silva, do Meu Conselho, Official Mór 
e Mordomo de Minha Imperial Caza, de arrendar a Minha Fazenda denominada “Corrego Seco” ao Major 
de Engenheiros Koeler, pela quantia de um conto de reis annual, reservando um terreno sufficiente para 
nelle edificar um Palacio para Mim, com suas dependencias e jardins, outro para uma povoação, que 
devera ser aforada a particulares, e assim como cem braças d’um e outro lado da estrada geral, que corta 
aquella Fazenda o qual devera tambem ser aforado a particulares, em datas ou prazos de cinco braças 
indivisiveis, pelo preço porque se convencionarem, nunca menos de mil reis por braça. 
Hei por bem authorizar o sobredito Mordomo a dar execução ao dito plano sob estas condições. E 
outrossim o Authorizo a fazer demarcar um terreno para nelle se edificar uma Igreja com a invocação de S. 
Pedro de Alcantara, a qual terá uma superficie equivalente a quarenta braças quadradas, no logar que mais 
convier aos visinhos e foreiros, do qual terreno lhes Faço doação para este fim e para o cemiterio da futura 
povoação. Ordeno portanto ao sobredito Mordomo que proceda aos ajustes e escripturas necessarias, 
n’esta conformidade, com as devidas cautelas e circumstancias de localidades, e outrossim que forneça a 
Minhas espenças os vazos sagrados, e ornamentos para a sobredita Igreja, logo que esteja em termos de 
n’ella se poder celebrar. Paço da Boa Vista deseseis de Março de 1843, vigesimo segundo da 
Independencia e do Imperio. Dom Pedro Segundo. Paulo Barboza da Silva. Conforme, Augusto Candido 
Xavier de Brito. 
 
O nome Petrópolis foi dado à povoação por Paulo Barbosa, conforme ele próprio confirma em um de seus 
escritos quando diz: “Lembrando-me de Petersburgo, cidade de Pedro, recorri ao Grego e achei uma cidade 
com este nome, no arquipélago Egeu, e sendo o Imperador D. Pedro, julguei que lhe caberia este nome – 
Petrópolis”. 
 
 @acamila_rocha 
 
O nome Petrópolis apareceu pela primeira vez, oficialmente, no mesmo ano (1843), através de uma 
portaria do presidente da Província do Rio de Janeiro, João Caldas Viana, que mandou afixar na colônia três 
placas: 
·Petrópolis; 
· Cruz da Capela dos Finados de Petrópolis; 
· Cruz de S. Pedro de Petrópolis. 
Dom Pedro II Tinha dezessete anos de idade e, ao longo de sua vida, acompanharia todos os estágios de 
desenvolvimento do planejamento urbanístico de Petrópolis. 
Ao ser fundada, a povoação de Petrópolis pertencia à freguesia de São José do Rio Preto, que era anexa 
à Vila de Paraíba do Sul. Em 1 º de agosto de 1845, Petrópolis foi elevada a Curato e, em 1846, quando foi 
criada a Vila da Estrela, Petrópolis lhe foi anexada na categoria de freguesia. 
 
Imigração 
 Alemã 
Após as guerras napoleônicas, a Alemanha atravessou um período de terrível crise. O povo estava 
exausto das longas guerras, os camponeses endividados, a indústria paralisada, os impostos indiretos 
aumentando sempre. Em conseqüência, “a discórdia reinava por toda parte”,contribuindo para que os 
camponeses, atraídos pela sedução do continente novo, emigrassem à procura de melhores condições de 
vida. 
No Brasil, as autoridades provinciais desenvolviam um intenso plano de colonização estrangeira, a partir 
da Lei Provincial n º 56, de maio de 1840, autorizando o governo a promover o estabelecimento de colônias 
agrícolas e a adquirir terras a fim de loteá-las aos colonos. 
A propaganda na Alemanha foi exagerada, prometendo-se maravilhas no Brasil, deslocando-se para o 
Brasil famílias inteiras. 
 
 @acamila_rocha 
Aureliano Coutinho, não tendo condições de alojar tantas pessoas, recorreu a Paulo Barbosa, na 
esperança de que este pudesse alojá-los na Fazenda Santa Cruz, ou nas imperiais Quintas. Paulo Barbosa, 
conhecendo o plano do Major Julio Frederico Koeler de criar em Petrópolis uma colônia agrícola “capaz de 
suprir a capital de diferentes espécies de frutas e legumes da Europa” (15), acertou com este a vinda dos 
colonos para Petrópolis. Os primeiros colonos alemães, chegaram ao Rio de Janeiro a 13 de junho de 1845, a 
bordo do navio “Virginie”, sendo posteriormente transportados do Arsenal de Guerra da Corte, em faluas, 
para o Porto da Estrela, e daí a pé, fazendo escala pela Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, até a Fazenda 
do Córrego Seco, onde chegaram a 29 de junho de 1845. 
 Portuguesa 
Em 1843, logo após a fundação de Petrópolis, imigrantes açorianos, contratados pelo governo 
provincial, vieram trabalhar nas obras de conservação e melhoramento da Estrada da Serra da Estrela, 
transformando o velho caminho tropeiro em carroçável. 
As décadas de 1850 e 1860 marcam a intensificação da imigração portuguesa com a chegada de um 
grande contingente de trabalhadores açorianos para as obras da Estrada União e Indústria, assim como para a 
agricultura. 
 
 Francesa 
Entre os franceses que nos primeiros tempos muito contribuiram para o progresso local destacamos: João 
Batista Binot que se dedicou a floricultura, instalando-se com uma chácara no quarteirão Nassau; Dr. 
Napoleão Thouzet, médico, que instalou a 1 ª casa de saúde particular de Petrópolis e prestou relevantes 
serviços à população local durante uma epidemia de cólera; Dr. Tomás Charbonier, médico, que financiou a 
construção de um grande prédio à Rua do Imperador, onde, em 1847, se instalou o Hotel Bragança; Antonio 
Court, fundador do Imperial Estabelecimento Hidroterápico (Duchas), no Quarteirão Nassau, que nada devia 
aos similares da Europa; Pe. Nicolau Germain, vigário da paróquia de São Pedro de Alcântara que promoveu a 
criação do Asilo e do Colégio Santa Isabel; Antonio João Morin, que se estabeleceu com grande pastagem de 
animais de montaria para aluguel, na região do Palatinado 
 Italiana 
Os primeiros chegados a Petrópolis instalaram-se no Quarteirão Siméria, dedicando-se à 
comercialização do carvão vegetal. 
 
 @acamila_rocha 
Com a fundação em 1873 da Fábrica de Tecidos Petropolitana, em Cascatinha, pelo cubano Bernardo 
Caymari, foram contratados numerosos operários italianos. Os que não foram aproveitados pela fábrica 
deram início a um ativo artesanato, como sapateiros, carpinteiros, eletrecistas, alfaiates etc. 
Tiveram ainda os italianos um papel fundamental na área do comércio e da indústria de alimentos e sua 
presença ficou marcada em nossa cidade pelas Sociedades Beneficientes de Socorro Mútuo. 
 
 Inglesa 
Os imigrantes ingleses foram grandes incentivadores da hotelaria e do turismo em nossa cidade. Assim, 
Henrique Carpenter, fundou o Hotel Inglês, frequentado pela alta sociedade dos primeiros tempos de 
Petópolis;. Tomás Land, possuiu um Hotel na Presidência e desenvolveu a Empresa de Diligências da Serra; 
Jorge Beresford, foi proprietário do Hotel Beresford, localizado onde hoje fica o Palácio do Grão Pará. 
 
Referências Bibliográficas 
 LACOMBE, Américo Jacobina. A Colonização Alemã. Geopolítica dos Municípios. Rio de Janeiro, 
1957. 
DORNAS FILHO, João. Figuras da Província. Vol I. Belo Horizonte: Movimento Editorial Panorama, 
1949, 
NETTO, Jeronymo Ferreira Alves, História de Petrópolis. Módulo II.

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