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Planejamento familiar Síntese dos vídeos e do Caderno de Atenção Básica cap. 9 · Vídeo 1: Educação em Saúde na Atenção Básica - Projeto Ciclo Saúde · Por que realizar ações de educação em saúde na atenção básica? Porque é através de informação, mudanças de comportamento e atitudes saudáveis que essas ações podem evitar boa parte das doenças. · As pessoas precisam de informações sobre prevenção e cuidado. · Os fatores sociais, econômicos, emocionais, educacionais e culturais devem sempre ser considerados na construção de uma cultura de um cuidado, prevenção e promoção da saúde. · As unidades de saúde em parceria com as pessoas, instituições e grupos das comunidades podem contribuir para: · Divulgar informações sobre cuidado e prevenção · Aproximando os saberes das ciências e os saberes das pessoas e comunidades · Para efetivar essa aproximação é necessário: · Promoção de rodas de conversa · Criação de um ambiente de compartilhamento de ideias e informações · Utilize imagens, objetos ou vestuários que possam tornar as informações mais acessíveis · Envolva as pessoas, em especial jovens e crianças na criação dos materiais · Vídeo 2: O que é planejamento familiar? Veja métodos contraceptivos · O planejamento familiar tem ações que vão muito além do anticoncepcional. · O planejamento é um direito humano fundamental de decidir, livre e responsavelmente, quanto ao número de seus filhos e o direito de obter instruções e orientação adequada a respeito. · O momento ideal é o quando a mulher ou o casal se sentirem preparados para terem filhos. · Na constituição existe a Lei nº 9.263 de 1996 que aborda sobre a temática de planejamento familiar. · O que é o planejamento familiar? · É o conjunto de ações que auxiliam a planejar ou evitar a gravidez. · Decisão e responsabilidade do homem e da mulher · Prevenção de ISTs · Planejamento psicológico e financeiro · Controle de doenças, dieta equilibrada, perda de peso antes de engravidar · Gravidez indesejada · Gravidez na adolescência · Problemas no desenvolvimento · Maior risco de complicações · Problemas sociais: aborto, abandono, adoção, conflitos familiares · Problemas financeiros · Pré natal tardio · Métodos contraceptivos · A consulta é um sigilo médico-paciente, sendo necessário perguntar e conversar com o paciente para determinar qual o melhor método para aquela pessoa. · O tipo de anticoncepcional vai depender se paciente tem: · Algum sintoma na menstruação · Muita TPM · Muita acne · Fluxo muito aumentado · Muita cólica · Algum problema de saúde · Se ela lembra de tomar remédio todos os dias. · A avalição é fundamental para escolher um método com segurança. · Qualquer método que for escolhido, o corpo precisa de 3 a 6 meses para se adaptar. · É necessário uma acompanhamento médico. · Métodos naturais: · Coito interrompido · Tabelinha · Temperatura basal · Muco cervical · Métodos de barreira: · Preservativo masculino · Preservativo feminino (autonomia da mulher) · Diafragma · Espermicida · Métodos hormonais: · Oral · Injetável · Implante · Anel Vaginal · Adesivo · Endoceptivo Mirena · Emergencial · Método mecânico: · DIU · Cirúrgico: · Laqueadura · Vasectomia · Tem métodos combinados (estrogênio e progesterona) e métodos apenas com progesterona. · Nos combinados o tipo de estrogênio é o mesmo, variando apenas o tipo de progesterona usada, que dependerá da necessidade da mulher (acne, cólica) · Os combinados aumentam o risco de trombose, pressão alta. · Não existe nenhum método com 100% de eficácia. · Vídeo 3 – Planejamento familiar · A Política Nacional de Planejamento Familiar garante à mulher, ao homem, ao casal atendimento em toda sua rede de serviços, assistência à concepção e à contracepção. · Caso haja o desejo de ter filhos ou não ter filhos isso será garantido pelo SUS. · Métodos ofertados pelo SUS para contracepção: · Camisinha · Anticoncepcional oral ou injetável · DIU · Pílula do dia seguinte · Esterilização cirúrgica (laqueadura e vasectomia) · Esses métodos são uma forma de prevenir gravidez não planejada, gestações de alto risco, promover um maior intervalo entre uma gravidez e outra e proporcionar uma qualidade de vida maior para os casais. · Em 2006 a pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher mostrou que 46% das gestações são não planejadas e que 80% das mulheres usam algum método para evitar os filhos. · A pílula anticoncepcional e o DIU são os métodos preferidos pelas brasileiras. · Para esterilização cirúrgica é necessário que o paciente tenha acima de 18 anos e dois filhos ou acima de 25 anos independente da quantidade de filhos · Vasectomia · É um procedimento mais simples, que oferece menos risco quando comparada com a laqueadura na mulher. · Dura em média 30 min e o paciente volta no mesmo dia para casa. · O homem continua ejaculando normalmente. · É um procedimento reversível. · Laqueadura · A laqueadura é um procedimento semelhante a cesariana. · Tem duração de 40 min · Mulher fica de um a dois dias internada no hospital · É reversível quando as trompas são ligadas e não cortadas · É um procedimento muito mais invasivo · Nenhum dos métodos cirúrgicos exclui o uso da camisinha. · Vídeo 4 - Série Fala Direito Comigo: direitos sexuais e reprodutivos · É direito do indivíduo decidir se vai se relacionar, qual método irá usar, se irá ter filhos ou não. · Influências políticas, religiosas, culturais e sociais influenciam na decisão do indivíduo, quando isso acontece é necessário garantir a liberdade de decidir sem preconceitos e de forma segura. · Direitos sexuais e direitos reprodutivos são normais que garantem o livre exercício da sexualidade e da reprodução. · Sexualidade e reprodução não são iguais. · Cada indivíduo deve ser livre para decidir com quem quer se relacionar e o que quer fazer com o próprio corpo. · O direito sexual é violado quando a pessoa sofre com discriminações por suas escolhas e desejos sexuais, quando alguém controla suas práticas em função de princípios morais ou religiosos, quando contraria a decisão autônoma do indivíduo. · É dever do Estado garantir que os direitos sexuais sejam garantidos e respeitados. · É através das políticas públicas que o Estado amplia ou limita o exercício desses direitos. · Os direitos reprodutivos se relacionam com a autonomia reprodutiva e ao acesso a informações e métodos contraceptivos e conceptivos. · A mulher tem direitos a métodos anticonceptivos e ao aborto legal (caso a gravidez decorra de um estupro) pelo Estado. · Caderno de Atenção Básica – Capítulo 9: PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA · Um dos elementos fundamentais na qualidade da atenção prestada em saúde sexual e saúde reprodutiva é o enfoque educativo. · Recomenda-se que as práticas educativas façam uso de metodologia participativa, com abordagem pedagógica centrada no sujeito. · Para essa abordagem ser efetiva é importante considerar: · Conhecimento e experiência dos participantes · Permitir a troca de ideias sobre sexualidade, reprodução, relacionamento humano · Permitir a trocas de ideias sobre fatores socioeconômicos e culturais que influenciam nessas questões. · A metodologia participativa estimula a pessoa a construir um processo decisório autônomo e centrado em seus interesses. · As ações educativas, preferencialmente realizadas em grupo, devem ser sempre reforçadas pela ação educativa individual. · Nas ações em grupo sugere-se a formação de grupos da seguinte maneira: · Separação de grupos específicos para adultos e adolescentes · Máximo de 20 pessoas por grupo · Separação do grupo de adolescentes por faixa etária · De 10 a 14 anos · De 15 a 19 anos · A dinâmica grupal contribui para o indivíduo perceber sua própria demanda, reconhecer o que sabe e sente, estimulando sua participação ativa nos atendimentos individuais. · Existem diferentes metodologias de trabalho de grupo. Cada serviço deve utilizar a que melhor se adapte às suas demandas, como: · Disponibilidadede pessoal · Disponibilidade de tempo e de espaço · Características e necessidades do grupo em questão · A linguagem utilizada pelo profissional de saúde deve ser sempre acessível, simples e clara. · As ações educativas devem estimular as mulheres e os homens, adultos e adolescentes ao conhecimento e ao cuidado de si mesmos, fortalecendo a autoestima e a autonomia, contribuindo para o pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos. · É fundamental que o profissional desenvolva sua capacidade de: · Acolher o discurso do outro · Não expressar juízo de valor · Realizar uma escuta ativa · Reconhecer a subjetividade do sujeito (pessoal, emocional e cultural) · Ter respeito e empatia pelos usuários · Utilizar linguagem acessível, simples e clara · Ser gentil, favorecendo o vínculo e uma relação de confiança. · Ter conhecimentos técnicos · Ter tolerância aos princípios e às distintas crenças e valores que não sejam os seus próprios · Ter boa capacidade de comunicação · A abordagem da educação sexual é de suma importância para a qualidade e efetividade da atenção em saúde sexual e saúde reprodutiva. Sendo assim, além de contar com ações específicas, deve transversalizar as ações da equipe de saúde, na escuta aos usuários. · É importante notar que as conversas coletivas se tornam fundamentais ao permitirem que os usuários falem sobre o que pensam da temática saúde sexual e saúde reprodutiva. · O primeiro passo para provocar o debate com o usuário é entender que: · Todos estão fortemente afetados por esse assunto sobre sexualidade. · Não é possível implementar diálogo pedagógico efetivo a partir de propostas que se baseiam unicamente em estratégias pedagógicas tradicionais, como: · “Palestras sobre métodos de planejamento familiar”, onde o usuário é obrigado a participar para ter acesso ao método de planejamento familiar. · As práticas educativas tradicionais, tais como as “palestras”, não se mostram efetivas por não levarem em conta as concepções prévias e situações de vida dos sujeitos envolvidos. · As estratégias educativas devem ser implementadas a partir da problematização das realidades dos usuários. · Essas estratégias devem buscar envolver todos, ou seja, usuários e trabalhadores do serviço de saúde. · Deve-se refletir sobre as situações, questionando os fatos, fenômenos e ideias, para compreender os processos e construir propostas e soluções no coletivo. · São determinantes na construção de um diálogo educativo produtor de novos conhecimentos e novas práticas, o reconhecimento dos conceitos prévios que envolvem cada pessoa. · O processo educativo e o ato de aprender são prazerosos e mobilizadores na medida em que se relacionam com a vida do sujeito e lhe permitem ampliar a compreensão sobre a sua vida. · A aprendizagem significativa acontece quando aprender uma novidade faz sentido para nós. Nela, acumulamos e renovamos experiências. · As atividades educativas podem e devem ser desenvolvidas nos serviços de saúde e nos diversos espaços sociais existentes na comunidade. · Deve-se promover a participação dos homens – adolescentes, adultos ou idosos – para promover cultura de responsabilidade compartilhada, não sobrecarregando as mulheres. image1.png