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PORTOS, RIOS E CANAIS - RESUMO P1 CONCEITOS: Talvegue: lugar geométrico dos pontos de maior profundidade ao longo do rio; Soleira: ponto de mín profundidade; Vértice: ponto de máx. curvatura; Ribanceira: > inclinação; Praia: são transp. no leito do rio); Águas livres: cabeceira de bacias, leito não definido, declividade acentuada, dependem de precipitações, regime descontínuo, intensa erosão; Águas sujeitas: potência e velocidade, melhor divisão de porões. AULA 4: RIOS E CANAIS: SUA FORMAÇÃO E SOLUÇÕES PARA SEREM NAVEGÁVEIS Rios: cursor de água doce que cobrem parte da superfície terrestre; Caracterização do curso do rio (foz à nascente): Curso superior (juventude): + inclinado, + erosivo e transporta materias é muito intenso; Curso médio (maturidade): diminui inclinação, águas perdem força e capacidade de transp. diminui; Curso inferior (velhice): inclinação do terreno quase nula e pouca erosão. 4.1- Transporte de sedimentos Suspensão: grãos são transp. no leito do rio; O transp. de sedimentos resulta em forças erosivas das correntes, a qual depende: peso e forma do grão, densidade do material, distribuição granulométrica e coesão dos grãos. A formação o rio é uma consequência do escoamento da água da chuva, na direção da linha de maior declive estabelecendo aprofundamento do leito do rio e assoreamento. 4.2- Tipos de traçados Retilíneo: canais retos; Entrelaçados: canais interconectados e separados por barras de cascalhos ou arenosas; Meandrantes: curvas sinuosas e possui único canal; Anastomosados: grande vol. De carga de fundo que gera múltiplos canais que s subdividem; OBS: Ilhas são fixas no fundo do leito, barras arenosas são bancos de detritos móveis carregados pela água. 4.3- Leis de Fargue Um curso d’água é composto apenas por curvas as quais se estendem de um ponto de inflexão (curvatura nula) que divide dois trechos com curvaturas opostas. Lei do talvegue: linhas de máx. profundidade se aproxima da margem côncava e material escavado se deposita na margem convexa; Lei do afastamento; Lei da fossa ou do fundo: > profundidade, > a curvatura no talvegue; Lei do desenvolvimento: vale para curvas de desenvolv. médio do curso d’água; Lei do ângulo: em curvas com igual comprimento de talvegue, > profundidade o ângulo externo das tangentes; Lei da continuidade: o perfil fundo é regular quando há variação contínua da curvatura; Lei da declividade de fundo: a variação da curvatura é proporcional à variação de declividade de fundo. 4.4- Problemas que dificultam a navegação plena do curso d’água Problemas: Ocorrência de obstáculos, desbarrancamento, irregularidades das vazões, instabilidade do canal, pluralidade de canais e corredeiras/quedas. Soluções: Melhoramentos gerais ou normalização: limitação do leito de inundação, remoção de obstáculos, proteção das margens, fechamento de braços secundários e retificação de meandros; Regularização: simples contração, conservação das soleiras, correntes helicoidais; Canalização: modificação do leito do rio ou do seu trajeto natural, podendo ser a ceu aberto ou subterrâneo. 4.5- Melhoramentos Gerais: Limitação do leito de inundação Construção de barreiras (muros e diques) que limitam o nível d’água no curso do rio,impedindo que as regiões ribeirinhas sejam inundadas. Diques: barragens de terra ou enrocamento, gravidade, materiais impermeáveis, solo local ou gabiões; Muros: estruturas esbeltas, concreto armado, alvenaria de pedra ou madeira. 4.6- Melhoramentos Gerais: remoção de obstáculos Retirada de materiais sólidos do leito do rio trazidos pelas correntes do mesmo. Dragagem: escavação e remoção de solos e rochas submersas em qualquer profundidade por meio de varios equipamentos mecânicos ou hidráulicos em mares e rios. Simples: arrancamento das partículas provocado pela força erosiva da corrente e sucção da boca do equipamento; Com desagregador giratório: espécie de broca, aumentando a força de arrancamento; Com pá de sucção: provoca suspensão das partículas do fundo através de jatos d’água lançados contra o leito. 4.7- Proteção das margens Os desgastes das margens podem ser provocados pelo arrancamento de materiais e escorregamentos de ribanceiras, ambos provocados pela erosão. Retaludamento; Espigão e dique; Os espigões orientam a corrente e auxiliam na proteção das espécies aquáticas. 4.8- Fechamento de braço secundário Aprofundamento do canal principal e deposição de material solido à jusante. 4.9- Retificação de meandros Reduzir o percurso para navegação, construção de avenidas em fundos de vale e recuperar o terreno marginal. Aspectos negativos: rebaixamento do leito e lençol freático a montante, que gera consequências para atividades de agricultura da região, inundações a jusante da retificação. Aspectos positivos: redução das inundações nos locais de retificação, redução do comprimento do rio, melhor navegabilidade, construção de vias expressas nas margens. 4.9.1- Retificação do Rio Pinheiros O objetivo era acabar com as inundações, canalizar as águas e direcioná-las para a represa Billings, invertendo sentido do rio com a Usina Elevatória de Traição. A inversão do rio forçou sua água a ir direção contrária, subindo em direção a Serra do Mar através de estações elevatórias. 4.10- Canal Piloto Corte do meandro efetuado por canal piloto que através de energia e água produz uma abertura do restante do corte. Pode-se controlar a vazão que passa em cada braço e esse modo permite o gradual rebaixamento do lençol freático e um certo controle. 4.11- Regularização Obras de custo elevado, necessitam de pouca manutenção, resultados permanentes. Podem ser de simples contração, conservação de soleiras e correntes helicoidais. 4.12- Canalização Transforma o rio em uma séria de patamares por meio de barragens cujos desníveis são vencidos por obras de transposição. Vantagens: pode ser executada em qualquer rio, permite maiores calados,a água em rapido movimento proximo a margem aproveita essa curva para pegar velocidade e embarrar com força no outro lado, onde começa a cavar outra curva e assim por diante. [literatura] Os rios podem formar curvas acentuadas, chamadas meandros, devido à erosão e deposição de detritos. A erosão ocorre na margem côncava (interna) do rio, enquanto a deposição de detritos acontece na margem convexa (externa). 10- DIFERENÇA ENTRE SISTEMA MECANICO E HIDRAULICO Sistema mecânico: Usa máquinas, como guindastes ou cabos, para içar embarcações e movê-las para um nível superior ou inferior. Exemplos: elevadores de navios e sistemas de eclusas com mecanismos mecânicos. Sistema hidráulico: Baseia-se no uso da pressão da água. A água é utilizada para mover as embarcações por meio de eclusas, onde o nível da água é controlado, permitindo que o navio suba ou desça conforme necessário.