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GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LÍQUIDOS E EFLUENTES Área útil da lavanderia: 49,25 m² I. INFORMAÇÕES SOBRE A EMPRESA: Razão social/Nome: Ead Lavanderias LTDA Nome fantasia: EAD LAV Bairro: Avenida Mário Barbosa Vieira 1174, Loteamento Trevo Cidade: Alfenas - MG Representante legal Nome:Felipe Cardoso Jordão II. CARACTERÍSTICAS SOBRE A ÁREA DO EMPREENDIMENTO: II.1 Localização Zona urbana Zona rural Tipo de área: Industrial Residencial Comercial Mista Outra. Especificar: ................................... II.2Há residência(s) no entorno do empreendimento? SimNão III. FONTES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA: ; · Nome do curso d’água (rio, córrego, etc.): A água é captada diretamente do rio Sapucaí, e é transportada por uma gigantesca tubulação por cinco quilômetros, até o local de tratamento de onde sai pronta para o consumo. Classificação do rio: Classe II , de acordo com o artigo 15 da resolução CONAMA 357 de 17 de maio de 2005. Águas que podem ser destinadas: · ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; · à proteção das comunidades aquáticas; · à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho; · à irrigação de hortaliças, p lantas frutíferas e de parques, jardins, cam pos de esporte e · lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e · à aquicultura e à atividade de pesca IV. FONTES DE GERAÇÃO DE EFLUENTES: 1EFLUENTES DOMÉSTICOS (ESGOTOS): 1.1Há geração de efluentes domésticos (esgoto sanitário)? Sim. Não. 1.2 Descrever o tipo de tratamento para os efluentes domésticos gerados no empreendimento: EAD Lavanderia: Toda a água utilizada nas atividades da lavanderia é conduzida pelas tubulações internas para a rede de esgoto. Rede Coletora de Esgoto: O esgoto gerado na lavanderia segue pelas tubulações externas até a Estação Elevatória de Esgoto, que desempenha um papel crucial no encaminhamento do efluente. Estação Elevatória de Esgoto: Nessa estação, os efluentes são bombeados por motobombas para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde inicia-se o processo de tratamento. Gradeamento: A primeira etapa no tratamento do esgoto ocorre na unidade de gradeamento, onde são retidos os sólidos grosseiros e resíduos indesejáveis que entram na rede de esgoto. Caixas de Areia ou Desarenamento: Após o gradeamento, o esgoto passa por caixas de areia que têm a função de remover partículas menores, como areia e detritos mais finos, que ainda possam ter passado pela etapa anterior. Reator Anaeróbio: Os efluentes seguem para tanques fechados onde ocorre a degradação da matéria orgânica na presença de bactérias anaeróbias, que trabalham sem a necessidade de oxigênio. Filtro Biológico Aerado: Nessa fase, o efluente é conduzido através de filtros compostos por brita, onde é injetado oxigênio. A presença de bactérias aeróbias favorece a degradação adicional da matéria orgânica, dando sequência ao tratamento biológico. Decantação: O esgoto passa por um processo de decantação, onde os sólidos mais pesados se depositam no fundo do tanque. Esse material é retirado por meio de raspagem. Durante essa fase, é adicionado um coagulante para ajudar na remoção de nutrientes, e a água que fica na parte superior segue para a próxima etapa Desinfecção: O efluente final recebe tratamento com um produto químico sanitizante, ou é direcionado a uma unidade com plantas aquáticas macrófitas, que têm a função de remover micro-organismos patogênicos, como bactérias e vírus. Efluente Tratado: Após essas etapas, o efluente é adequadamente tratado, tornando-se seguro para ser devolvido ao meio ambiente, com garantia da preservação dos recursos hídricos locais e do cumprimento das normas ambientais do município. 1.3 Onde se dá o lançamento do efluente doméstico tratado: Rede esgoto. Rede pluvial. Corpo hídrico. • Nome do curso d’água (rio, córrego, etc.): __________________________________________ Sumidouro. Outro. Especificar: o efluente vai ser transformado em água de reuso para limpeza e outro processo; exceto para consumo. V - GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS Lei Nº 9.433 (08/01/1997). Política Nacional de Recursos Hídricos, conhecida como Lei das águas, determina todo o processo de gestão dos recursos hídricos brasileiros para o uso múltiplo das águas. LEI Nº 14.026, DE 15 DE JULHO DE 2020 . Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera a Lei nº 9.984 , de 17 de julho de 2000, para atribuir à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) competência p ara editar normas de referência sob re o serviço de sane amento, a Lei nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, para alterar o nome e as atribuições do cargo de Especialista em Recurso s Hídricos, a Le i nº 11.107, de 6 de abr il de 2005, para vedar a prestação p or contrato de programa dos serviços públicos de que trata o art. 175 da Constituição Federal, a Lei nº 11.445, d e 5 de janeiro de 2007, para aprimorar as condições estruturais do saneamento básico no País, a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, para tratar dos prazos para a disposição fina l ambientalmente adequada dos rejeitos, a Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015 (Estatuto da Metrópole), para estender seu âmbito de aplicação às microrregiões, e a Lei nº 13 .529, de 4 de dezembro de 2017, p ara autorizar a União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços técnicos especializados. Lei 11.445/2007 – Política Nacional de Saneamento Básico . Essa lei estabelece diretrizes que se referem ao abaste cimento de água; coleta, tratamento e disposição final de esgotos e drenagem pluvial. Aborda, também, sobre coleta, tr atamento e disposição final de resíduos sólidos e efluentes líquidos industriais. Lei Nº 6.938 (31/08/1981). Estabelece as diretrizes e os instrumentos de orientação para as empresas sobre as melhores práticas no gerenciamento de atividade s que interfiram no meio ambiente. DECRETO N.º 28.6 78, DE 16 DE JUNH O DE 2009 . Regulamenta a Lei n.º3.167, de 2 7 de agosto de 2007, que reformula as normas disciplinadoras da Política Estadual de Recursos Hídricos e do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, e dá outras providências Resolução CONAMA Nº 430/2011. A Resolução dispõe sobre as condições, padrões, parâmetros e diretrizes para a gestão do lançamento de efluentes em corpos de águas receptores e altera a Resolução Nº 357 de 2005. A normativa estabelece que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados diretamente nos corpos receptores após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. LEI Nº 3167 de 28/08/2007. REFORMULA as normas disciplinadoras da Política Estadual de Recursos Hídricos e do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, e estabelece outras providências. DECRETO N.º 28.6 78, DE 16 DE JUNH O DE 2009 . Regulamenta a Lei n.º3.167, de 2 7 de agosto de 2007, que reformula as normas disciplinadoras da Política Estadual de Recursos Hídricos e do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, e dá outras providências LEI Nº 1192, DE 31 DE DEZEMBRO DE 200 7 . Art. 1º O Programa de Tratamento e Uso Racional das águas nas Edificações - Pró-águas tem como objetivo instituir medidas que induzam à preservação, tratamento e uso racional dos recursos hídricos nas edificações, inclusive com a utilização de fontes alternativas para captação de águas. Lei Estadual nº 18.309, de 10 de janeiro de 2009. Estabelece diretrizes para a prestação dos serviços públicos de saneamento básico, como abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Resolução CONAMA nº 430, de 13 de maio de 2011. Regulamentaa atividade de serviço de limpeza e manutenção de serviços individuais de tratamento de esgoto no município de Alfenas. O lançamento de efluentes líquidos não tratados, oriundos de atividades industriais e de esgoto doméstico, nos corpos d'água, como rios, lagos e córregos, causa sérios danos ao equilíbrio ecológico aquático. O esgoto doméstico, por exemplo, ao passar pelo processo de decomposição, consome oxigênio, o que pode resultar na morte de peixes. Além disso, os nutrientes, como fósforo e nitrogênio, presentes nesses despejos, em concentrações elevadas, favorecem o crescimento excessivo de algas, prejudicando ainda mais o equilíbrio do ecossistema local. Substâncias químicas, como os agrotóxicos e metais pesados, podem ser tóxicas para a fauna e a flora aquáticas, além de se acumularem nos organismos, afetando a cadeia alimentar. Outro tipo de poluição gerado pela liberação de águas usadas em sistemas de refrigeração é a poluição térmica, que aumenta a temperatura da água ao ser despejada nos rios, reduzindo a quantidade de oxigênio disponível e prejudicando a vida aquática. No contexto de uma lavanderia EAD, é fundamental tratar adequadamente todos os efluentes gerados, buscando, sempre que possível, o reaproveitamento desses recursos. Essa prática não só contribui para a redução de custos operacionais, mas também promove a sustentabilidade, atendendo às exigências legais e às normas ambientais vigentes. O tratamento e a reutilização dos efluentes representam uma solução eficiente para minimizar o impacto ambiental, ao mesmo tempo que favorecem a economia e a responsabilidade socioambiental. Elaborar uma tabela demonstrando mensalmente as quantidades de lodo da caixa separadora que estão sendo encaminhados para tratamento e explicar a escolha do tipo de tratamento. Resíduo Mês Kg/ m³ Horário Acondicionados e coletados Sinalização Coletados Destino final Orgânicos e Rejeitos Junho 12 8 as 18h Sacos Plásticos de 10 KG Marrom 2x por semana Prefeitura Julho 6 8 as 18h Agosto 7 8 as 18h Rejeitos Perigosos “Lodo” Junho 15 8 as 18h Contêineres próprios Laranja 1x por semana Empresa EAD resíduos Julho 45 8 as 18h Agosto 55 8 as 18h Recicláveis Junho 6 8 as 18h Sacos Plásticos de 10 KG Vermelho Amarelo Azul Verde 1x por semana Empresa EAD resíduos Julho 9 8 as 18h Agosto 10 8 as 18h O lodo gerado pelos processos da lavanderia. Orgânico e rejeitos -Acondicionados e coletados em sacos plásticos de 10 Kg. Sinalizado conforme colocação estabelecida pelo Conama. Destino f inal: Prefeitura Coletados 2 por semana. Rejeitos perigosos (Lodo), recicláveis- acondicionados e coletados em sacos plásticos de 10Kg. Sinalizado conforme colocação estabelecida pelo Conama. Destino final: Empresa EAD. Resíduos Coletado 1 por semana O lodo ativado é um processo de tratamento de efluentes, tanto industriais quanto domésticos, que envolve a introdução de uma cultura de micro-organismos, como bactérias, protozoários e amebas. Esse método é amplamente utilizado em todo o mundo devido à sua alta eficiência na remoção de matéria orgânica e sólidos em suspensão. Em um tanque adequado, com oxigênio, pH controlado e sem substâncias que possam prejudicar os micro-organismos, ocorre a decomposição da matéria biodegradável presente nos efluentes. Durante esse processo, formam-se flocos chamados de lodo orgânico ou biológico, que são enviados para um decantador, onde as fases líquidas e sólidas são separadas. A fase sólida, composta pelo lodo, pode ser reintegrada ao sistema para reativação e continuar o tratamento, ou ser destinada de forma adequada ao descarte. O tratamento por lodo ativado oferece várias vantagens, como a necessidade de pouco espaço, alta eficiência e grande flexibilidade. Os objetivos desse tratamento são a redução do volume, uma vez que não é possível eliminar completamente a matéria orgânica, e a estabilização dessa matéria. É importante frisar que todos os sistemas de tratamento de esgoto geram resíduos, e a disposição final deles dependerá das características desses resíduos. No caso dos lodos, os tratamentos podem incluir adensamento, estabilização, desaguamento, secagem térmica e incineração. Esses processos de tratamento ajudam a reduzir os danos ambientais e permitem que o resíduo seja reaproveitado, transformando-o em um subproduto útil e com valor econômico. A biotecnologia também pode ser utilizada, envolvendo consórcios de micro-organismos que consomem grande parte dos sólidos voláteis, aumentando a vida útil do lodo e reduzindo a quantidade de lodo em excesso. Com essa abordagem, é possível economizar espaço e tempo nos tanques, diminuindo a formação do lodo. A destinação adequada do lodo biológico é pautada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), especialmente no artigo 36, alínea V. A PNRS destaca a importância da implantação de sistemas de compostagem para resíduos sólidos orgânicos, como o lodo. A Resolução CONAMA 375 de 2006 também estabelece critérios e procedimentos para o uso agrícola do lodo biológico. Caso não sejam seguidas as diretrizes, os responsáveis podem ser penalizados conforme a Lei nº 9.605. Optar por uma destinação ambientalmente responsável para o lodo biológico, como compostagem, incineração ou outros tratamentos, é uma alternativa sustentável e segura, contribuindo para a redução de passivos ambientais e evitando o descarte em aterros. Parte superior do formulário Parte inferior do formulário VI – ANÁLISE DO PROCESSO DE GERENCIAMENTO A licença de operação concedida ao órgão ambiental para a EAD Lavanderias Ltda (EADLAV) estabelece parâmetros a serem seguidos no tratamento dos efluentes líquidos, incluindo o efluente líquido industrial sanitário. Para o tratamento de efluentes, a empresa segue as diretrizes da Resolução nº 430, de 13 de maio de 2011, que classifica os corpos de água e define condições para o lançamento de efluentes. Esta resolução visa complementar a anterior, a Resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ao seguir as normas estabelecidas pela licença ambiental, a EADLAV busca uma gestão ambiental eficiente, o que traz diversos benefícios, como o fortalecimento da imagem da empresa, acesso a linhas exclusivas de financiamento público, proteção da saúde dos funcionários, preservação ambiental e conformidade com as legislações vigentes. O tratamento de esgoto doméstico nas lavanderias é crucial para a preservação do meio ambiente, já que a água e o esgoto tratam-se de elementos fundamentais para garantir a qualidade de vida da população. O esgoto não tratado pode contaminar rios, lagos e mares. A EADLAV adota práticas para garantir que a água contaminada seja devidamente tratada, evitando que seja lançada no corpo hídrico sem o devido tratamento. Isso ajuda a reduzir a poluição nos cursos d’água, melhorando a qualidade das águas e permitindo a reutilização da água, o que também gera economia. A gestão ambiental na EADLAV segue um planejamento voltado para soluções eficientes, que incluem o armazenamento, coleta, transporte, tratamento, reaproveitamento e destinação final adequada dos efluentes e resíduos gerados. Todo esse processo é realizado em conformidade com a legislação ambiental vigente, como a Lei Federal nº 12.305/2010, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e visa garantir a destinação adequada dos resíduos gerados. Com uma gestão eficaz, a empresa pode reduzir riscos ecológicos, fortalecer sua imagem junto ao consumidor, garantir o cumprimento das normas e obter certificações ambientais, como as da família ISO 14000. A implementação de um processo de monitoramento também ajuda a prevenir impactos ambientais e multas. Em relação à comparação entre a licença ambiental e os dados de gestão, foi identificadoque falta o Plano de Automonitoramento, incluindo uma tabela indicativa de parâmetros a serem monitorados de acordo com a atividade industrial. O plano, uma vez aprovado pela Agência Ambiental, deverá ser assinado pelo técnico responsável e deverá ser mantido uma cópia na unidade, enquanto o original será devolvido à indústria, acompanhado de uma carta de resposta. Empresas como a EADLAV, para as quais foi solicitado o automonitoramento, passarão por um processo de auditoria que inclui a verificação dos relatórios e a coleta periódica de efluentes tratados, conforme a frequência estabelecida de acordo com a faixa na qual a indústria se encontra. A frequência de amostragem pela FEAM (FUNDAÇÃO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE) varia conforme a faixa: para a faixa 1, as coletas serão semestrais; e para a faixa 2, anuais. O prazo para programar essas coletas será contado a partir do recebimento do primeiro relatório de automonitoramento. Durante as vistorias, o agente credenciado da FEAM verificará se a empresa está cumprindo as atividades conforme o plano aprovado, além de revisar a documentação referente, como laudos de análises laboratoriais e relatórios de equipamentos de monitoramento contínuo. Os relatórios deverão ser entregues em uma cronologia definida: 45 dias após o recebimento da carta de aprovação do plano, e depois, a cada 90 dias para as indústrias da faixa 1 ou a cada 180 dias para as da faixa 2. A administração de prazos, como adiamentos ou prorrogações, será feita pelas Agências Ambientais, que deverão sempre considerar o prazo mais curto possível, levando em conta a complexidade de cada empreendimento. Referências LIMA, José Afonso. Direito Ambiental Brasileiro. 17ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2020 Pág: 93-105 SOUZA, José L. de; LIMA, Carlos H. M. Gestão e Política de Recursos Hídricos: Teoria e Prática. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014. Pág: 50-75 GOMES, Sérgio H. Política Nacional de Saneamento: Contexto e Desafios. São Paulo: Editora Atlas, 2013. Pág: 115-130 ORREA, Eliana M. de L. Tratamento de Efluentes: Fundamentos e Processos. 3ª ed. São Paulo: Editora Blucher, 2017. Pág: 140-165 image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image1.jpeg image2.jpeg image3.png