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DIREITO MÉDICO Módulo: BIOÉTICA TEMA 04 – INÍCIO DA VIDA Aula 01 Nesta aula estudaremos um tema que gera muito debates: o início da vida. Ele é muito falado por religiosos, filósofos, pela medicina, mas não há um consenso. Além disso, a ausência do marco para início da vida atrasa muitos debates. Os debates da bioética já são atrasados por natureza em razão do seu caráter muitas vezes polemico, além do viés religioso e político. Se não se cria parâmetros para impulsionar os debates, eles se tornam ainda mais complicados. Atualmente, a problemática consiste em determinar os possíveis para definição do início da vida e quanto a ausência deles prejudica os debates e, consequentemente, avanços. Estamos muito atrasados em vários debates aqui no Brasil, e isso só atrapalha, então veremos o panorama de como o tema tem evoluído nos últimos anos. Primeiro devemos entender o que é a vida. Aristóteles já dizia que a alma está diretamente ligada à vida. Aquilo que tem vida tem alma, e vice-versa: “Aquilo que possuí alma se distingue daquilo que não possui alma pela vida” (Aristóteles, De anima II.2, 413 a 22-23). Aristóteles ainda estabeleceu uma hierarquia de potencialidades da alma: 1. Nutrição – acompanhada por crescimento e desenvolvimento e, às vezes, por reprodução; 2. Percepção sensorial – acompanhada por prazer, dor e desejo e às vezes acompanhada por movimento (voluntário ou espontâneo); e pensamento. Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 O que hoje temos como definição para vida é a teoria concepcionista (escola genérica). Aludida teoria, que prevaleceu durante muitos anos, diz que o marco inicial da vida humana é a concepção, ou seja, o momento em que o gameta masculino se funde com o gameta feminino, formando o zigoto. O art. 4º da Convenção Americana de Direitos Humanos assim dispõe: “Toda pessoa tem o direito de que se respeite a vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”. Se dizemos que a vida surge com a concepção – e muitas religiões entendem desta forma – como se explica os embriões congelados ou descartados? Estamos descartando vida humana? E mais, como podemos usar celular tronco embrionárias? São problemas que se passa a ter quando se utiliza essa teoria. Assim, se entende-se pela aplicação da teoria concepcionista, o aproveitamento aos embriões deveria ser diferente, caso contrário estaríamos fazendo experimento com vida humana. Fato é que essa teoria ainda tem seus adeptos, mas que se for adotada de maneira definitiva, pode reverberar negativamente em algumas situações em que evoluímos no Brasil. No entanto, antes de se falar em qualquer teoria, precisa-se de um marco, de um parâmetro para que se crie as normas com base nessa teoria. Ora, ele foi feito em relação à morte, de certo que a partir daquele momento podemos adotar algumas condutas, como a doação de órgãos. Sem prejuízo, temos ainda a teoria da nidação (escola desenvolvimentista). Ela diz que a vida se inicia com a fixação do produto da concepção no útero materno, a partir do qual se iniciará o processo para formação de todos os anexos necessários para o seu desenvolvimento. Veja que essa é a teoria adota no Brasil pelo Código Penal, já que ele pressupõe a existência de uma gestão, ou seja, a existência de um feto no útero materno, para falar sobre o aborto. Algumas religiões também seguem essa diretriz. Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 Temos ainda a teoria do desenvolvimento do sistema nervoso central (escolha das consequências sociais), que diz que a existência da vida humana somente se dá após a formação do cérebro. Essa teoria faz um paralelo com o fim da vida. Se no final da vida o marco é o encerramento da atividade cerebral, por que no início da vida não se constitui com o início da atividade cerebral? Lembrando que a adoção dessa teoria ajuda em alguns assuntos, como aborto, a utilização de embriões com a permissão da lei de biossegurança e até em relação a reprodução humana assistida de maneira mais tranquila, já que não haveria problema em deixar os embriões congelados. Essas são as três principais teorias, embora não as únicas. Mas deve-se ficar a reflexão de que a ausência de um marco definitivo para o início da vida, para que possamos iniciar debates, é insuficiente, sendo até difícil imaginar que estamos em uma sociedade que não ‘sabe’ quando a vida se inicia, de modo que se faz muito importante trazer o debate à tona para uma resolução. Aula 02 Como visto, a ausência de uma definição sobre o início da vida acaba atrasando alguns debates importantes. Existem vários interesses externos envolvidos nisso, inclusive políticos e religiosos. Porém, é uma ausência que preocupa, sendo necessário que se fale sobre isso. Pois bem. A vida, seria todas as formas de vida que evoluíram a partir de células bacterianas. Essa seria a propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Já a vida humana, seriam os conceitos filosóficos, sociais, religiosos e científicos. Essa diferenciação faz sentido, pois é necessário para que se consiga entender se determinadas células, o embrião que ainda não evoluiu, o feto que está no organismo da mãe é tão e somente vida ou vida humana? A partir de quando se trata de vida humana? Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 Veja que se tudo se encaixar como vida humana, como será o tratamento? Por outro lado, não se pode separar os dois conceitos, pois os parâmetros ainda não foram definidos, o que se ressalta uma vez mais, acaba interrompendo o desenvolvimento de debates que poderiam ser muito úteis à sociedade; quantas descobertas não estão estagnadas em razão desse conceito? A nossa Constituição Federal assegura a inviolabilidade do direito à vida em seu artigo 5º, caput. Porém, não veicula qualquer conceito normativo da vida humana e muito menos define o marco inicial da existência humana, o que abre espaço para dispor sobre as questões relacionadas ao início da vida. Ou seja, o pouco que temos sobre vida na nossa Carta Magna não gera um marco. Há ainda outras teorias que tratam do início da vida. Algumas, por exemplo, utilizam o critério da primeira divisão celular, da implantação uterina, do início dos batimentos cardíacos, do início dos movimentos espontâneo, dos movimentos do feto percebidos pela mãe, da abertura dos olhos e até mesmo do “ser moral”, ou seja, da linguagem para comunicar vontades. Porém, essas não são tão utilizadas. Veja que diversas são as teorias, cada qual com suas respectivas justificativas. O que se defende, no entanto, é que embora algumas pareçam mais plausíveis que outras, deveria se determinar o marco inicial da vida para que outros debates, enfim, possam evoluir. Fato é que não se consegue definir qual início da vida humana. Deixando de lado as questões religiosas e tentando ser o mais científico possível, isso traria um bem enorme para sociedade, inclusive para proteção do embrião. Isso porque, não se sabe exatamente o que prevalece hoje em dia. A autonomia da mulher? O embrião precisa ter autonomia? Hoje em dia temos casos com esses debates são resolvidos das mais diversas formas, justamente por não se saber como decidir. Assim, temos: ❖ Problemática ▪ Não há consenso entre religiosos, cientistas e sociedade ▪ Ausência de definição sobre o início da vida Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 ▪ Ausência de conceito na legislação brasileira ❖ Necessidade de definição do marco inicial da vida humana: A dignidade humana pode ser indicada como um importante referencial hermenêutico nas respectivas reflexos e diálogos, bem como nos processos de construção de parâmetros éticos jurídicospara nortear os respectivos avanços biotecnológicos. Isso faria sentido diante da Constituição Federal, do que se conversa sobre a bioética no que se refere a dignidade. Em que momento se inicia a dignidade da pessoa humana? Por isso é importante o estudo, até mesmo para que possamos opinar sobre o tema. Aula 03 Muito falam que a ausência da definição acerca de um termo inicial para o início da vida traz consequências. Deste modo, cabe-nos sair um pouco da teoria para verificarmos as implicâncias práticas disso. No caso das mulheres, por exemplo, mutas vezes até para definir questões internas e externas seria indicado saber o termo exato do início da vida. Giovani Belinguer, um dos grandes nomes da bioética, defendia que “a mãe é o ser biológico e o feto, um ser cultural”. Ele ainda trazia os seguintes pensamentos: i) reconhecimento da inviolabilidade da pessoa, ii) separação do conceito de inferioridade da mulher e iii) libertação e controle da sexualidade e da reprodução. Ele defendia a mulher como ser autônomo, que ela pode e deve controlar a questão reprodutiva e que existe a possibilidade de não haver a conexão com o feto; que biologicamente se faça a reprodução, mas que não necessariamente traga a sensação de mãe. Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 Isso traria o respeito à mulher como individuo, sem a obrigação de ser mãe e amar os filhos, imaginando que toda e qualquer gestação seja um ‘presente”, quando as vezes ela pode trazer ônus (a depender da situação), já que nem sempre a mulher se sente bem com a gestação, o que pode lhe trazer um sentimento de culpa. Assim, para a mulher seria um ganho imenso entender quando se inicia a vida. Como questão intrínseca dessa situação, podemos trazer o debate sobre o aborto. No Brasil, o aborto é permitido em três situações: 1. Se a gravidez é decorrente de estupro – recomendação de até 22 semanas 2. Se a gravidez apresentar risco de vida à mulher 3. Casos de anencefalia Porém, deve-se refletir: Por que uma mulher no início de gestão, caso decida abortar, não é autorizada? E nem é só. Caso ela decida fazer o aborto, ela pode inclusive, ser presa. É essa sociedade que queremos? O questionamento vai além: por que em alguns casos são permitidos e em outros não? Partindo deste cenário, podemos até mesmo nos fazer outras indagações: E as demais doenças incompatíveis com a vida além da anencefalia? É justo que a mãe carregue uma criança por meses para, após o nascimento, ela morrer em minutos? Nesse ponto, muitas vezes médicos e profissionais da saúde, entendendo a situação da mulher, mentem. Mentem, por exemplo, que a criança não tem mais batimento cardíaco para que ela possa fazer o aborto. Além disso, algumas mulheres acabam provocando o aborto em suas próprias casas, podendo perder seus úteros ou até mesmo sangrar até morrer. Ou ainda, podem procurar locais inapropriados, causando males a sua saúde. E pior: ela pode até mesmo ser denunciada. Não obstante, de acordo com o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gêneros1 (ANIS) são gastos cerca de 500 (quinhentos) milhões de reais por ano com mulheres que realizaram aborto caseiro, já que elas recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar das sequelas. 1 http://www.bioetica.org.br/?siteAcao=BioeticaBrasilIntegra&id=26 Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 Ou seja, além da questão da ausência de conceito de início de vida, estamos tratando de um problema de saúde pública. Veja que, caso se definisse o início da vida, como por exemplo, partindo do início da atividade cerebral (com 13 semanas) a mulher estaria amparada para realizar um aborto até esse período. Temos ainda um outro questionamento: qual a diferença, sob o ponto de vista do feto, ser abortado em caso de estupro ou em caso de uma relação consensual? Seriam os valores? O julgamento pelo estupro? Da mesma forma estaríamos acabando com uma vida humana, mas não se fala sobre isso, colocando mulheres em risco. Além de se tratar de um tema de saúde pública, de desigualdade social e de não acolhimento a mulher, nem sempre se cumpre o protocolo dos abortos permitidos. Não são raros os casos em que uma mulher procura ajuda alegando estupro e logo começam as diversas perguntas, desconfianças, suspeitas sobre a veracidade das alegações, exigindo-se um boletim de ocorrência, quando na verdade ela deveria ser acolhida, entendendo se ela tem condições de saúde e tem ciência do procedimento. Observe que são situações que precisamos olhar com base na bioética da intervenção, inclusive, para atingir maior parte das mulheres e acolhê-las. Concluindo, esse sem dúvida é o desdobramento que mais causa comoção e prejuízo social em razão da ausência do termo inicial da vida, se fazendo necessário que o debate sobre o tema avance. Aula 04 Nesta última aula, vamos ver outra implicação prática da ausência de termo inicial para o início da vida. Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 Hoje, utilizamos as células-tronco. Falamos da teoria da concepção, mas gostaríamos de trazer o art.5º da 11.105/2005, que fala sobre biossegurança: Art. 5º É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis; ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento. § 1º Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores. § 2º Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa. § 3º É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo e sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. Veja que, eventuais embriões não utilizados para fertilização in vitro, podem ser utilizados em pesquisas. Mas fica a pergunta: E se adotássemos, para esses casos, a teoria da concepção? Ora, como iriamos justificar a experiência/pesquisa com a vida humana? Pois bem. O referido dispositivo legal já foi objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.510. Em que pese a divergência dos votos acerca do marco inicial da vida, assim como referentes ao prazo de criopreservação e aos métodos alternativos existentes, ela foi julgada improcedente, por maioria de votos: Após os votos do Senhor Ministro Carlos Britto (relator) e da Senhora Ministra Ellen Gracie (Presidente), julgando improcedente a ação direta, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Menezes Direito. Falaram: pelo Ministério Público Federal, o Procurador-Geral da República, Dr. Antônio Fernando Barros e Silva de Souza; pelo amicus curiae Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, o Professor Ives Gandra da Silva Martins; pela Advocacia-Geral da União, o Ministro José Antônio Dias Toffoli; pelo requerido, Congresso Nacional, o Dr. Leonardo Mundim; pelos amici curiae Conectas Direitos Humanos e Centro de Direitos Humanos - CDH, o Dr. Oscar Vilhena Vieira e, pelos amici curiae Movimento em Prol da Vida - MOVITAE e ANIS - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 o Professor Luís Roberto Barroso. Plenário, 05.03.2008. Decisão: Após os votos dos Senhores Ministros Menezes Direito e Ricardo Lewandowski, julgando parcialmente procedente a ação direta; dos votos da Senhora Ministra Cármen Lúcia e do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, julgando-a improcedente;e dos votos dos Senhores Ministros Eros Grau e Cezar Peluso, julgando-a improcedente, com ressalvas, nos termos de seus votos, o julgamento foi suspenso. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 28.05.2008. Decisão: Prosseguindo no julgamento, o Tribunal, por maioria e nos termos do voto do relator, julgou improcedente a ação direta, vencidos, parcialmente, em diferentes extensões, os Senhores Ministros Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Cezar Peluso e o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 29.05.2008. Logo, é permitida a utilização para fins de pesquisa e terapia, de células- tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro, consideradas inviáveis e crio preservadas há mais de três anos. Mas e se a ADI fosse julgada improcedente? Quanta evolução cientifica seria abandonada? Se chegássemos ao consenso de que se tratava de vida humana, toda evolução cientifica e tecnologia poderia parar. Veja, o cerne do debate foi o início da vida. Se realmente considerar-se o embrião como vida humana, ficaria difícil visualizar o experimento. Deste modo, hoje, é normal e cotidiano nas clínicas de reprodução que os participantes preencham os termos e deem sua autorização, sendo possível congelar embriões, doá-lo a outros casais ou até mesmo realizar doação para pesquisa. Hoje estamos em um lugar avançado partindo da premissa de que os embriões por fertilização in vitro não são vida humana. A ausência da norma acabou gerando o debate judicial, sendo ela levada em consideração, mas veja o impacto disso na sociedade. Esses são os principais exemplos, não obstando a existência de novos temas nesse sentido. Mas são esses que acabam trazendo mais consequências para os dias atuais. Mas a ciência não espera. Estamos falando de bioética para trazer um mínimo de parâmetro ético para que a ciência possa seguir, fazendo a ponte entre ciência e humanidade. Até onde se pode ir? O que é ético? O que é moral? Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 Há discussões que acabam ultrapassando barreiras sociais aceitáveis, de modo que é importante demais que se traga cada vez mais esse debate e que sejam criados parâmetros solidificados para que não ocorram atrocidades com ocorreram no passado. Veja que o tema afeta a todos, principalmente os mais vulneráveis. É importante que seja levantada a bandeira para trazer debates como a questão do aborto, que tenhamos noção de desigualdade e como isso atinge diretamente as mulheres, dando voz as pessoas, observando a ciência e colocando algumas premissas para que se crie um caminho de maneira segura, trazendo assim maior segurança jurídica. Bibliografia SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3510/DF. Ministro Relator Ayres Brito. Julgamento em 29/05/2008. Publicação no Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943 D.J.E em 28/05/2010. Disponível em https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/sjur178396/false. Acesso em 22/08/2022. BRASIL. Lei nº 11.105 de 24 de março de 2005. Publicada no D.O.U em 28/03/2005, p. 1 Disponível em Lei nº 11.105 (planalto.gov.br). Acesso em 22/08/2022. CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS. Assinada na conferência Especializada Interamericana sobre Direitos Humanos, San José, Costa Rica, em 22 de Novembro de 1969. Disponível em http://www.cidh.oas.org/basicos/portugues/c.convencao_americana.htm. Acesso em 22/08/2022. Andrielly Von Stein Andrade - 10131182943