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I - TEORIA DO ESTADO • Faz-se importante para as Disciplinas que envolvem o direito público e este em si mesmo, uma vez que uma das partes interessadas em uma relação jurídica, nesse campo, é o Estado. • É dividida em duas grandes partes: a Teoria Política (que estudará o Estado Moderno, sua formação e o ponto de vista histórico) e a Teoria do Estado (que discutirá amplamente as questões acerca do Estado como ele é). • Todas as discussões se debruçarão sobre a constituição Federal. A disciplina nasceu na Alemanha, no século XIX, em plena ebulição da formação do conhecido Estado moderno com o fim de estudar os fundamentos do Estado Democrático de Direito. O ESTADO Há diversas perspectivas para estudar o Estado. (ECONÔMICA, SOCIOLÓGICA, ANTROPOLÓGICA, ETC.) O Estado, primordialmente, é uma figura imaginária criada pela razão humana. Tem como elementos: O povo, o território e a soberania. Por vezes inclui-se as relações internacionais, ou seja, com outros Estados. Tem como características, segundo Weber: O empreendedorismo, porque empreende, constrói, a fim de garantir o desenvolvimento; a criação de leis e autorregulamentação a partir destas; ser o único a fazer uso legítimo da força física, repressora e coativa; possuir a paz, o bem estar gera como fim. Os objetivos Estado brasileiro, estão no art. 3º da Constituição Federal: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Conceitos relacionados ao Estado: POLÍTICA (1), PODER (2), PODER POLÍTICO (3). POLÍTICA (1) É a relação com o Estado, tensionada pelo poder. PODER (2) Conceito a partir do qual se hierarquiza partes em relações entre os indivíduos, depende de regras. PODER POLÍTICO (3) É o poder onde uma das partes é o estado e a outra é um conjunto de indivíduos. (Sociedade) O poder político tem como características: A exclusividade: Pois não se admite poder maior que o político; A universalidade: Pois se toma decisões para a coletividade; A inclusividade: Pois o poder político pode se infiltrar de modo imperativo em qualquer relação social e ditar o fim destas. A Constituição é a revelação do poder político. Onde é definido os limites do poder do Estado e dos cidadãos, tal qual seus direitos. É a materialização da identidade do Estado e revela suas características. A Lei ( de um ponto de vista positivo) ou A norma jurídica (sob ponto de vista teórico) • É uma proposição, por se tratar de um conjunto de palavras com determinado propósito comunicativo; • É prescritiva, pois diz o que deve ser feito; • É imperativa, porque obriga; • É sancional, pois a desobediência acarreta em sanções (no sentido psicológico) ou penas (no sentido concreto. Contudo é condicionalmente sancional, visto que nem tudo que se descumpre é passivo de sanção. Afora isso, a pena é progressiva visto o interesse do Estado no que foi descumprido. • É uma hipótese circunstancial, pois depende de um ato jurídico ( o que depende da vontade humana) ou de um fato jurídico (circunstância natural) para caber sua aplicação; • É genérica, porquanto se aplica a toda sociedade, ainda que possa ser específica a determinados grupos sociais; • É abstrata, por não regular os contextos de cumprimento ou descumprimento dela mesma; • Tem destinatário. ————————————————————————————————————————- Hans Kelsen foi o primeiro a propor o que deve conter a lei. Segundo ele, o direito não se refere aos valores de uma sociedade e pouco importa o que o direito prescreve ou seu conteúdo, pois o que o direito deve estudar é a relação da lei com outras leis, o ordenamento jurídico. O que interessa, portanto, é como a lei possui "validade", se ela existe ou não. A estrutura legal é hierárquica, lógica e formal, e o Estado transparece isso. A relação posta entre os textos legais é: Constituição > Leis > Portarias > Regulamentos. A validade de um é condicionada à existência do outro superior, enquanto que a Constituição é validada pela Norma Fundamental. Algo como um dispositivo racional que determina a vontade humana de organização. É descartada, logo, a hipótese de que a Constituição é garantida pelo Poder Constituinte (Assembleias) ou pela norma jurídica estabelecida. Aristóteles funda a Ciência do Estado enquanto organizadora da polis. Segundo ele, a política se faz da tensão entre governantes e governados. Maquiavel introduz a ideia de que a política é real, pragmática e de que a ciência política, do Estado, deve se basear nesta dinâmica da política. Hermann Heller, discordando de vários outros teóricos, diz que o Estado é um fenômeno histórico. Resumo do Estado: Para Weber: empresa institucional (instituição = valor para o social e caráter normativo para o político) de caráter político capaz de exercer o uso da força de forma monopolizada e legítima. Para Kelsen: fenômeno jurídico. Fundamentado na lei. O Processo legislativo (CF, Art. 59) Seção VIII – Do Processo Legislativo Subseção I – Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I – emendas à Constituição; II – leis complementares; III – leis ordinárias; IV – leis delegadas; V – medidas provisórias; VI – decretos legislativos; VII – resoluções. Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. ————————————————————————————————————————— Processo é um termo que caracteriza um conflito jurídico, do contrário seria um procedimento. Inicia-se num projeto de lei e passa por oito etapas no Congresso Nacional até a sanção presidencial da lei(promulgação), então ela é publicada no Diário Oficial. Quando publicada ela já é válida, ganha um número e faz-se importante a data da publicação. Da publicação à vigência plena (eficácia) há 45 dias vacatio legis (Art. 1° da Lei de introdução às normas do direito brasileiro), a não ser que seja expresso na lei quando ela deve entrar em vigência. A Lei divide-se em: Artigo (caput, onde está explicitada a temática) I. Inciso (especifica o artigo) a) Alínea (especifica o inciso) § Parágrafo (adendo) A Pessoa Jurídica (CC, Art. 40): Ficção que se baseia na atividade profissional ou empreendimento. Possui direitos e deveres previstos em lei. O Estado é uma pessoa jurídica. A Personalidade Jurídica (CC, Art. 2°): Definição todo indivíduo, cidadão, ao nascer. Possui direitos e deveres. Evolução do Estado Moderno: Para juristas a modernidade vai do século XV, da Renascença, ao período Entre-Guerras. Em fins de organização, divide-se a história do Estado em: Estado Absolutista, Estado de Direito e Estado Democrático de Direito. *O Brasil teve 8 Constituições: 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 (Emenda 1, considerada pelo STF), 1988. Há submodelos dentro dos três modelos do Estado Moderno.* Ex.: Estado Democrático de Direito-> Progressista; Estado de Direito-> Liberal, Social *Modelos ideológicos não se incluem à definição do Estado. Ex.: Comunista, Fascista. • O processo de evolução entre os modelos do Estado é: 1. Singular, pois cada Estado tem o seu. 2. Não se prende a evoluções lineares, visto que pode haver retrocessos e rupturas. 3. Jurídico e político, já que se altera por determinações dessas naturezas. 4. De Constitucionalização como lei maior (a partir do séc XIX). No século XV havia um desejo de centralização do poder em face aos feudos europeus, reinos inconsistentes e o poder eclesiástico. Florecia, à época, o capitalismo e a intensificação da atividade econômica requeria esta centralização do ponto de vista comercial, assim como era interesse dos principados, condados, e variantes, regular estas atividades econômicas. Unificam-se, portanto, as nações, sob a égide de Estados Absolutistas.ocorre com a fortuna, que demonstra toda sua potência ali onde a virtude não lhe opôs anteparos; e para aí ela volta seus ímpetos, onde sabe que não se construíram barreiras nem diques para detê-la." A partir do excerto acima de Nicolau Maquiavel, marque a alternativa correta a Virtú e fortuna são valores adotados na teoria de Maquiavel que ainda perduraram no tempo e estão presentes nos princípios constitucionais brasileiros. b) O príncipe precisa ter dimensões de vontades equivalentes de virtú e fortuna, a fim de que tenha habilidade de governar e capacidade para lidar com os acontecimentos que estão sob seu controle e com o acaso. c) Fortuna é uma característica essencial ao príncipe, relacionada ao acúmulo de riquezas para a manutenção do poder. d) A virtú diz respeito à capacidade do príncipe em ser amado pelos seus súditos, a fim de se manter no poder. e) Virtù e Fortuna, na teoria de Maquiavel, são atributos que o Soberano só adquire na maturidade da vida e resultado de sua experiência em reconhecer a vontade popular. QUESTÃO 9: Sobre os filósofos contratualistas, assinale a alternativa correta: a) Thomas Hobbes coloca grande relevância no princípio da legitimidade ao afirmar que o soberano deve provar ser um governante democrático perante a sua população. b) De acordo com John Locke, a transferência do poder dos indivíduos para o soberano é absoluta e ilimitada. c) Jean-Jacques Rousseau defende que a lei deve ser seguida à risca, independente do princípio da democracia e da ordem. d) Para John Locke, a ação estatal encontra-se limitada pelo conjunto de direitos naturais já presentes no Estado de Natureza, cuja positivação no Estado Civil permitirá o seu reforço e ainda estabelecerá limites à ação estatal. e) Não há alternativa correta. QUESTÃO 10: Constam nas assertivas a seguir expressões do fenômeno da Soberania, as quais podem ser relacionadas com os ideais trabalhados por expressivos teóricos políticos. I - A soberania possui origem divina, sendo a principal função da majestade soberana e absoluta estabelecer as leis aos súditos, sem o consentimento destes. Além disto, o poder soberano é isento de responsabilidade das leis por ele criadas, devendo a Deus, única e exclusivamente, prestar contas de seus atos. II - A soberania possui origem racional, sendo formada matematicamente pela soma de todos os poderes que os indivíduos, através de um contrato, depositam no Estado com a finalidade de agir em nome deles. III - A soberania nada mais é do que o exercício da vontade geral, sendo esta a vontade do corpo do povo e tendendo sempre ao bem comum. Os teóricos com os quais correspondem, respectivamente, cada uma de tais assertivas está devidamente reproduzido em a) I - Jean Bodin; II - Thomas Hobbes; III - Jean-Jacques Rousseau. b) 1 - Jean-Jacques Rousseau; II - Jean Bodin; III - Thomas Hobbes. c) I - Thomas Hobbes; II - Jean-Jacques Rousseau; III - Jean Bodin. d) I - Jean-Jacques Rousseau; II - Thomas Hobbes: III - Jean Bodin. e) I - Jean Bodin: II - Jean-Jacques Rousseau; III - Thomas Hobbes. QUESTÃO 11: O conceito atual de Cidadania surgiu a partir do progressivo enriquecimento dos direitos fundamentais do Homem. Este entendimento foi consolidado na CF/88 em seu artigo 1°, inciso II, ao indicá-lo como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito brasileiro. Neste contexto, assinale a alternativa que expressa o(s) valor (es) diretamente associado(s) a tal conceito: a) Soberania popular. b) Direitos Políticos. c) Dignidade da pessoa humana. d) Participação popular no cotidiano estatal através do voto. e) Todas as alternativas expressam elementos essenciais à prática da cidadania em sociedade QUESTÃO 12: “Uma moral racional se posiciona criticamente em relação a todas as orientações da ação, sejam elas naturais, autoevidentes, institucionalizadas ou ancoradas em motivos através de padrões de socialização. No momento em que uma alternativa de ação e seu pano de fundo normativo são expostos ao olhar crítico dessa moral entra em cena a problematização. A moral da razão é especializada em questões de justiça e aborda em princípio tudo à luz forte e restrita da universalidade”. HABERMAS, Jargen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. v. I. Trad. Flávio Beno Siebencichler. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 149. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a moral em Habermas, é correto afirmar. a) A formação racional de normas de ação ocorre independentemente da efetivação de discursos e da autonomia pública b) O discurso moral se estende a todas as normas de ações passíveis de serem justificadas sob o ponto de vista da razão. c) A validade universal das normas pauta-se no conteúdo dos valores, costumes e tradições praticados no interior das comunidades locais. d) A positivação da lei contida nos códigos, mesmo sem o consentimento da participação popular garante a solução moral de conflitos de ação. e) Os parâmetros de justiça para a avaliação crítica de normas pautam-se no princípio do direito divino. QUESTÃO 13: O artigo 34 da CF/8S define em quais situações o Governo Federal pode intervir nas competências de um ente federativo, o que seria uma exceção ao princípio da não-intervenção defendido no âmbito do referido dispositivo. Desta forma, a União pode intervir naquilo que não era, originalmente, de sua atribuição e partir da compreensão deste instituto, assinale a alternativa incorreta a) é possível promover emendas ao texto constitucional quando na vigência de uma intervenção federal. b) Trata-se de um mecanismo excepcional que visa preservar a unidade territorial e a autoridade da Constituição, podendo ser aplicado aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Municípios situados em territórios federais. c) Configura-se como uma motivação para a prática da intervenção federal a administração incorreta da receita municipal na manutenção e no desenvolvimento de ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. d) A intervenção poderá ser solicitada pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Executivo. e) O não pagamento da dívida fundada, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, se configura como uma motivação ao pedido de intervenção federal. QUESTÃO 14: Os Princípios Fundamentais de uma Constituição exercem funções essenciais para o pleno funcionamento do Estado. Acerca dessas funções, assinale a alternativa incorreta. a) Os princípios fundamentais constitucionais possuem a prerrogativa de atribuir ao texto constitucional e ao ordenamento jurídico vigente um caráter de unidade. b) A interpretação proferida aos princípios fundamentais constitucionais é necessária para proporcionar ao texto da Carta Magna uma melhor aplicabilidade aos direitos fundamentais nela previstos. c) O processo interpretativo dos princípios fundamentais deve ser consoante ao próprio texto constitucional, mas, em determinados casos, pode destoar do que nele é previsto sem prejudicar a sua eficácia. d) A normatização de valores observados na sociedade deve ser condizente com a sua realidade político-social, de forma a reproduzir aquilo que há de mais caro nela. e) Todas as alternativas acima estão corretas.Com a intensificação ainda maior dessas atividades, são necessários aumentos nos contingentes da administração pública. O monarca passa a delegar poderes, criar leis e instituições, por isso o caráter jurídico na evolução do Estado. Os processos de normatização e institucionalização complexificam a estrutura estatal e fazem com que a figura monárquica dilua-se, e, com isso, não há mais Absolutismo e nasce o Estado de Direito (séc XIX). Se antes as normatizações, processos e instituições vigentes eram tuteladas pelo poder monárquico, agora ficavam sob a proteção constitucional. Ao longo deste processo há, portanto, uma mudança na maneira de se refletir sobre o Direito. A corrente jusnaturalista que de certa forma ia de encontro com o absolutismo, sai de cena por conta da sua subjetividade quando aplicada e, se o Estado agora é fundado primordialmente na Lei, o juspositivismo, que pressupunha justamente esse império da lei, se adequa ao pensamento sobre o Estado de Direito. Contudo, rompe-se com o Estado de Direito quando se pressupõe a representação da sociedade pelo Estado. Eleições, modelo democrático representativo, surge, portanto, como dominante na segunda metade do século XX, o Estado Democrático de Direito. Assim como a maneira de se pensar o Estado é alterada. A objetividade e impessoalidade positivista, que pensa unicamente na lei enquanto regente da sociedade independentemente de seu conteúdo, levou à transgressões totalitárias nos exemplos da II Guerra. Logo, surge o pensamento pós-positivista que pensa a proporcionalidade que deve haver entre a justiça e a lei. • Na transformação do Estado Absolutista para o Estado de Direito, esclarece-se a diferença entre o público e o privado (âmbito da vontade). No Estado Liberal, primeira face do Estado de Direito, prevaleceu o privado sobre o público. Em Estados Sociais, por exemplo, prevalece o público sobre o privado. O equilibrio dessas duas medidas concebe um Estado Liberal-Social. • Estados Pré-Modernos: Podem ser destacados: 1. O Estado Teocrático/Oriental: No qual confundem-se os conceitos de religião, família e Estado, cuja prevalência se deu na antiguidade. 2. A Pólis Grega: Cidades Estados com diferentes formas de governo. Destacam-se nessas o surgimento de uma influente classe mercantil. 3. A Civitas Romana: Na qual são definidos conceitos de cidadão, cidade, Estado e cidadania. 4. O Estado Medieval: De prevalência do direito consuetudinário, jusnaturalista e no qual se observa o pluralismo jurídico comum ao mundo feudal de muitas instituições paralelas. • O Estado Absolutista Neste, surge o modelo organizacional racional-legal, prevalece a vontade do monarca e o jusnaturalismo. Jean Bodin teoriza sobre a concepção de soberania do Estado e este é definido como a união daquela, do território e do povo. Ao passo que são melhor delimitadas as fronteiras entre o Estado e a sociedade civil e expande-se a burocracia, o Estado Absolutista tende à derrocada. • O Estado Liberal Tem como principal teórico John Locke. Há a consciência burguesa de que se deve limitar o poder estatal e este grupo, que detinha poderio econômico porém não político, vai ao encontro deste. É definida na Revolução Francesa a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que, como previsto, estabelece fronteira entre a liberdade humana e a atuação do Estado (tal qual o art. 5° da CF, dos direitos fundamentais), definindo direitos políticos e civis. Bobbio, por exemplo, define o Estado Liberal como Estado Limitado e, neste EL, é comum ser associada a teoria econômica do mercado livre e da defesa da propriedade privada. Por fim, de uma perspectiva lockeana e de seu contrato social, é afirmado que este leva automaticamente à necessidade de uma Constituição. O Estado Social Surge após o profundo agravamento das desigualdades social e surgimento de movimentos sociais fomentados pela revolução industrial e sua consequente proletarização. O Estado Social teve seus excessos e o equilíbrio entre o público e o privado teve de ser melhor visto quando da efetivação o do Estado Democrático de Direito, no pós 2ª guerra, ainda que este já tenha sido formalizado no início do século XX e idealizado no século XIX. A Constituição Brasileira e a organização do Estado. O preâmbulo é a introdução da constituição, que não possui força normativa mas reflete o ideário dos constituintes sobre o que deveria ser o país. O artigo 1° trata dos valores federativos do Brasil, de sua definição enquanto EDD e dos seus fundamentos, sendos eles: a soberania, a cidadania, a dignidade, o valor do trabalho e da livre iniciativa e da emanação do poder pelo povo. Nicolau Maquiavel (séc XV-XVI) Autor e funcionário público florentino, caracterizado pelo pensamento pragmático e do poder em concreto, da separação entre moral e a política, coisa não antes vista no pensamento político. Suas reflexões, principalmente as abordadas em seu magnum opus "O Príncipe", fundamentam o papel do Estado até hoje, dentre essas: > princípio da eficácia estatal, a manutenção da existência do Estado a qualquer custo (Art. 37, eficiência da administração pública); > a normatização, princípio da legalidade (Art. 5°; princípio da unidade do poder político na pessoa do monarca; > o princípio da autoridade do Estado; > o princípio do espaço público (divisão entre público e privado); > a centralização do poder; > o poder político advindo da conquista ou da hereditariedade. > o fim do Estado é sua própria existência e manutenção Segundo Maquiavel, o monarca deve ter a capacidade (virtu) de superar o inesperado, o acaso (fortuna). Para isso, precisa: > conhecer o passado histórico para não repetir fracassos. > saber da possibilidade eterna de acontecer o inesperado. Thomas Hobbes (séc XVI-XVII) Hobbes, teórico absolutista inglês, foi o fundador da doutrina do contrato social, que busca entender a origem do Estado, por meio do tratado Leviatã. O inglês admitiu a existência de uma apriorística vontade de organização pautada na racionalidade. O contrato social e a fundação do Estado, portanto, não são outras coisas senão manifestações da razão humana. Visto isso, Hobbes metaforiza um estado de natureza, no qual não impera ainda a vontade de se organizar e portanto, é onde reina o caos e a guerra constantes. Nada mais é o EN além de o mundo sem lei baseado na guerra de todos contra todos, onde sobrevivem os mais fortes e mais espertos e onde a sobrevivência está sempre em xeque. O Estado, dessa forma, é a abdicação a toda e qualquer liberdade em troca da segurança e do convívio pacífico. Contudo, o Estado é pautado na lei, ou seja, é legal, mas não é legítimo, visto que se tolhe todas as vontades individuais em favorecimento dele e de sua soberania. Soberania esta, personalizada na figura do monarca, que é inalienável, indivisível e intransferível, logo absoluta tal qual o Estado. Os princípios ligados à ordem pública Estatal definidos por Thomas Hobbes no seu capítulo XVII de Leviatã são: a soberania, a summa potestas, a ideia de uma autoridade investida de poder total; a legalidade, visto a base contratual; e, a racionalidade, visto que o Estado surge de uma vontade da razão humana. John Locke Locke, inglês e primeiro fundamentador do liberalismo, pensou os intransferíveis, inatos e inalienáveis direitos individuais que limitariam a ação da soberania Estatal. Para isso, estabelece dois princípios: justamente o da limitação da ação do Estado pelos direitos individuais que deveriam ser garantidos pela lei e, além disso, o da divisão do poder, com um poder executivo e um legislativo para conter os abusos que poderiam vir da máquina estatal. O estado de natureza lockeano, diferentemente do pautado por Thomas Hobbes, não é absolutamente conflitivo, mas os direitos naturais podem ser infringidos visto que não há ordem normativa constituída instituída. Logo, há a necessidade do contrato social e, por consequência de um Estado garantidor desses direitosinvioláveis. Jean-Jacques Rousseau Rousseau, diferentemente dos outros notáveis contratualistas, não pensava na instituição estatal como fim em si e imutável, mas pontuava-o como mutável, fundado e constantemente. Jean-Jacques Rousseau Rousseau, diferentemente dos outros notáveis contratualistas, não pensava na instituição estatal como fim em si e imutável, mas pontuava-o como mutável, fundado e constantemente transformado pela vontade geral, ou seja, descredibiliza-se a soberania do Estado ou do soberano e passa-se a pensar numa soberania popular. E o Estado é criado pela e deve proteger a vontade geral, princípio permanente. O estado de natureza rousseauniano é harmonioso, contudo, a sociedade é corrompida e corruptora, faz com que seja necessária a legalidade do contrato por uma manifestação consensual com fins de manutenção do bem-estar mutável do coletivo. Se Rousseau acreditava na vontade geral (art. 1° parágrafo único), acreditava também num Estado legítimo. E se acreditava que os indivíduos eram iguais e dotados de direitos, acreditava também na cidadania (art. 14). Soberania A conceituação da soberania ocorre no século XVI por Pierre Bodin. Ele a definiu como uma qualidade do Estado, o que evidencia uma separação da figura do soberano, e como a summa potestas, poder supremo, absoluto, mas originada no e que deve prestar contas ao divino. Hugo Grotius, no século XVII, relativiza o conceito de soberania ao condicioná-la ao reconhecimento internacional, isto sob a luz do Tratado de Westfalia, de 1648, que evidenciava a igualdade dos Estados e a não-intervenção interestatal, algo regulamentado por conta das tensões religiosas. Contratualistas como Hobbes e Rousseau divergem da natureza da soberania. Enquanto que para o primeiro a soberania é intransferível e absoluta pautada pela figura do soberano, para o segundo a soberania é de natureza popular. Contudo, analisando o sentido prático do conceito de um ponto histórico, a soberania foi dada como absoluta nos limites do Estado até o século XIX, quando começaram a ser feitas relativizações de natureza convencional internacional, como a Carta dos Direitos Humanos. Democracia Primordialmente a democracia não é outra coisa senão a transformação do status quo político politicamente. Como fatores fundamentais da democracia estão os direitos fundamentais garantidos, algo expresso no art. 5° (relacionado à dimensão individual) e no 6° (relacionado à dimensão coletiva). Além deste, pode ser destacada a definição do cidadão como plenos sujeito de direito (cidadania). Nisso, a igualdade democrática conflui na liberdade dos cidadãos. Habermas Jürgen Habermas teoriza sobre o que deveria ser a democracia em sua forma mais plena. Para o autor, há duas vertentes no dever ser político prático: a vertente liberal e a vertente republicana. A vertente liberal caracteriza-se, no campo das relações políticas intra-estatais e com o Estado, a partir de uma relação mercadológica, de competição. Enquanto que na vertente republicana, a política do Estado faz-se com base numa relação dialógica com a sociedade. No que se refere aos cidadãos os liberais visam a acumulação de direitos positivos e a conquista efetiva deles pelo indivíduo. Os republicanos, por outro lado, acreditam na introjeção dos direitos como naturais, essenciais e eficazes para o indivíduo. Em suas concepções do que deveriam ser os direitos, os liberais tendem a pensar nos direitos individuais, já os republicanos nos direitos coletivos. Habermas cria o que seria hipoteticamente a democracia plena a parte da Teoria Deliberativa. Leva em conta que a democracia é algo que deve ser constantemente alterada visto que a sociedade é constantemente alterada. O agir comunicativo é essencial à sua teoria pois deliberar pelo debate, pela discussão, seria fazer o direito, algo mais valoroso que um direito positivado e efetivado. A condução do Estado, para tanto, é feita pela razão pública. Nada é mais importante do que as relações sujeito-Estado e as relações intersubjetivas, nem mesmo a avaliação da dimensão individual ou da dimensão do Estado ou do governo. Logo, a relação democrática é, em primazia, processual. Para o liberal, o governo e o Estado têm caráter administrativo, logo, os indivíduos pautam- se numa relação competitiva para ascenderem socialmente e para alcançarem o poder. No Estado Liberal: (1) Há uma polarização entre Estado e indivíduo. (2) O direito disponibiliza os direitos individuais a serem alcançados pelos singulares. Para o republicano, as relações não se pautam em concorrência, e sim na visão de valor coletivo. O Estado Republicano: (1) não é outra coisa senão a realização dos valores éticos de uma sociedade. (2) Tem no direito a exigência da igualdade de acesso aos direitos. (3) Garante liberdades positivas (direitos garantidos explicitamente) e negativas (tutela sobre direitos subjetivos). O direito, na democracia deliberativa, é o mecanismo que possibilita a retroalimentação entre Estado e Sociedade Civil. Formas de Estado: unitário (1), confederado (2), federado (3). (1) Apenas um organismo é o detentor de todo o poder político-administrativo. Há uma centralização do poder. O Brasil foi um Estado unitário durante a vigência da Constituição de 1824, isto é, durante o período do Império. (2) O Estado confederado é uma associação de estados completamente autônomos e soberanos reunidos com um objetivo comum. Uma confederação costuma ter caráter temporário, a exemplo: Os Estados Unidos no imediato período pós guerra de independência, a Suíça de 1291 a 1798 e a URSS. (3) Consiste num Estado soberano formado pela união de regiões de governo próprio (estados, províncias) dotados de certa autonomia em relação ao poder central. Nele, as divisões político-administrativas possuem competências específicas definidas pela União federal. O Brasil, desde a proclamação da república, é um Estado federado. Soberania × Autonomia Há que se delimitar bem a diferença entre soberania e autonomia. Enquanto a primeira trata da summa potestas, também se relaciona com o caráter reconhecitivo por parte de outros Estados soberanos. Por outro lado, a segunda trata da possibilidade de exercício do poder político-administrativo, por completo ou dentro de determinadas competências. Federalismo É tido como marco inicial do federalismo a Constituição dos Estados Unidos da América, que transformou as antigas treze colônias, reunidas então numa confederação, estados de uma única federação. Enquanto esta passagem para o federalismo, nos EUA, se deu por agregação, o federalismo brasileiro, inaugurado pela Constituição de 1891, se deu pela desagregação daquele que era um Estado unitário no período monárquico. Organização fundamental federal brasileira pela CF de 1988 A Constituição Federal de 1988 trata, no caput de seu artigo 1°, do pacto federativo primordial: o Brasil é uma República Federativa formada pela união indissolúvel de Estados, Municípios e do Distrito Federal. Título III – Da Organização do Estado Capítulo I – Da Organização Político-Administrativa Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 1o Brasília é a Capital Federal. § 2o Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. § 3o Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. § 4o A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far- se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal,e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. [O Artigo 18 trata da criação, dissolução, desmembramento e aglutinação dos entes federativos: §2 Territórios Federais: de administração da União, regidos por lei orgânica, lei complementar define seu destino. Criação não definida. §3 Estados: criação, fusão ou incorporação submetidas a plebiscitos da população afetada e então aprovadas ou não por lei federal. §4 Municípios: criação, fusão ou incorporação submetidas a plebiscitos da população afetada e então aprovadas ou não por lei estadual. Os Municípios foram tratados pela primeira vez na CF de 1946, sendo que, como ente federativo, apenas em 1988. Municípios são regidos por lei orgânica e possuem poder legislativo e executivo próprio. O Distrito Federal possui características tanto de município quanto de estado. É regido por lei orgânica, possui legislativo, executivo e judiciário. Os territórios federais possuem organização pela união, são criados e têm seu status mudado por lei complementar.] • Competências dos entes federativos pela CF Artigo 21: Competências exclusivas da União em matéria administrativa. Artigo 22: Competências privativas da União em matéria legislativa, delegáveis ou não. Artigo 23: Competências comuns (concorrente material), diretrizes gerais. ~ar 20também - Artigo 24: Competências comuns legislativas Artigo 25: Competências residuais, que não são tratadas pela União e são de competência dos Estados. Artigo 29: Competências e administração dos Municípios. Princípios do federalismo brasileiro Isonomia: diz respeito ao tratamento equânime dos entes federativos do mesmo patamar. Simetria: Relativo à proporcionalidade administrativa entre os entes hierarquicamente definidos. Características gerais do federalismo Descentralização política, repartição de competências, Constituição rígida como base jurídica, inexistência de direito de secessão, soberania do Estado federal, intervenção, auto- organização dos Estados membros, órgãos representativos dos Estados membros, guardião constitucionais (STF, Art. 103), divisão de receitas. Instituto Jurídico O instituto jurídico é tudo aquilo do campo do direito que possui produção legislativa e doutrinária versando sobre. Interveção Federal A intervenção é um instituto jurídico criado para assegurar uma série de princípios vigentes no federalismo brasileiro que consiste na supressão temporária da autonomia do ente federativo destinatário. Cabe ressaltar que este mecanismo é absolutamente excepcional e problemático. Art. 34 - Regulamenta finalidades passíveis de intervenção pela União nos Estados I - Para garantir o pacto federativo em sua natureza indissolúvel. II - Para repelir invasão estrangeira ou interentes. III - Para pôr fim a grave comprometimento da ordem pública. IV - Para garantir exercício livre dos poderes. V - Para regular finanças, no caso de não pagamento de dívida ou não repasse de verbas a municípios por período de dois anos consecutivos. VI - Para garantir execução de lei, ordem ou decisão judicial. VII - Para assegurar: o sistema político vigente; o direito da pessoa humana; a autonomia municipal; a prestação de contas; o percentual mínimo dos gastos mínimos em educação e saúde positivado. Art. 35 - Regulamenta finalidades passíveis de intervenção pelos Estados nos Municípios I - Para solucionar problema relativo ao não pagamento da dívida por dois anos consecutivos. II - Para assegurar prestação de contas III - Para assegurar o percentual mínimo dos gastos mínimos em educação e saúde positivado. IV - Para assegurar princípios das Constituições Estaduais, execução de lei, ordem ou decisão judicial, todos os casos por provimento do Tribunal de Justiça. Art. 36 - Discorre sobre as necessidades processuais para decretação da intervenção I - No caso do art. 34, IV, (livre exercício dos poderes) é necessária solicitação do poder coagido. Se este for o judiciário, é preciso requisição do STF. II - No caso de desobediência de ordem ou decisão judicial (34, VI; 35, IV) é necessária requisição do STF, do STJ ou do TSE. III - No caso de garantia de execução de lei federal ou para assegurar o rol elencado no Art. 34, VII, é necessário provimento pelo STF de representação do PGR. §1 O decreto deve conter amplitude, prazo, condições e, se necessária, a nomeação do interventor. O mesmo também deve ser enviado para apreciação do CN ou da AL em 24h. §2 Caso recesso do legislativo, há que se convocar extraordinariamente a casa. §3 Nos casos do 34 VI (execução de lei, ordem ou decisão) VII (princípios constitucionais) ou do 35 IV, não é necessária apreciação do legislativo e o decreto deve conter o mínimo para restabelecer a normalidade. §4 Cessados os motivos da Intervenção, as autoridades afastadas voltam a seus cargos, salvo impedimento legal. Separação dos Poderes John Locke foi o primeiro a versar explicitamente sobre separação de poderes, inicialmente discriminados como legislativo e executivo. Charles de Montesquieu advogou, em seu L'Esprit des Lois sobre a necessidade de, além do legislativo e do executivo, se ter um poder judiciário. O modelo de tripartição visa criar uma ideia de freios e contrapesos (checks and balances) entre os distintos ramos do poder político governamental. A CF determina a tripartição dos poderes e o modelo de checks and balances, isso fica evidente nos artigos que determinam as competências de cada um dos agentes máximos dos poderes da república. O art. 84 versa sobre as competências privativas do Presidente da República e o seu inc. V, por exemplo, trata de vetos a projetos de lei, ao passo que no art. 49 que discorre sobre as competências exclusivas do Congresso Nacional, dentre os incisos, o X fala sobre o controle e a fiscalização do poder executivo pelo CN ou por uma das casas. O art. 102 trata das atribuições do Supremo Tribunal Federal; a exemplo, as alíneas a, b e c de seu inciso I tratam dos controles exercidos pelo STF sobre os dois poderes como a possibilidade de julgamento de ação de inconstitucionalidade de leis ou dos próprios ocupantes de cargos que possuam foro privilegiado. Contudo, a tripartição dos poderes passa por uma crise no contexto mundial, visto que há dificuldade do processo burocrático das organizações legislativas de efetivação das garantias legais previstas. Tendo em vista que o executivo por vezes se vê preso às amarras do legislativo, o judiciário tem tomado frente no que se refere a essas questões e tem se "hipertrofiado". Essa, portanto, crise dos três poderes, suscitada pela incapacidade e suscitando intervenções, leva a deformações republicanas como, no caso brasileiro, o presidencialismo de coalização. Poder Judiciário O poder judiciário possui funções típicas e atípicas em sua natureza e se caracteriza, em sua forma brasileira, num juízo natural (previamente construído), vedando o tribunal de exceção (posteriormente construído, ex post factum finitum). A jurisdição é a capacidade de “dizer o direito” EC 45/2004 Essa emenda, da reforma do judiciário, incluiu à constituição questões como: a razoabilidade da duração e celeridade do processo legal (5° LXXVIII); o acesso à justiça (107 §3 TRE, 115 §2 TRT, 125 §6 TJ's); a constitucionalização de tratados (5° §3); a submissão ao Tribunal Penal Internacional (5° §4); a instituição do Conselho Nacional de Justiça (103-B). Garantias O Poder Judiciário conta com garantias institucionais e funcionais que viabilizam seu funcionamento pleno. Dentre as institucionais, figuram a autonomia financeira e orgânico- administrativa de seus organismos (Art. 99). Nas funcionais estão a independência dos membros do judiciário (Art. 95) garantida pela vitaliciedade (I), inamovibilidade (II) e irredutibilidade de subsídios (III). O Supremo Tribunal Federal É a mais alta cúpula do poderjudiciário brasileiro, de previsão constitucional e composta or 11 ministros. Sua composição é tratada pelo artigo 101, para fazer parte do STF, o aspirante ministro deve ter no mínimo 35 anos, possuir conduta ilibada, notável saber jurídico*, ser rasileiro nato, nomeado pelo Presidente da República e aprovado pelo Senado Federal. promovido dentre os juízes federais, por merecimento e antiguidade alternadamente. As competências dos TRF°s estão elencadas no artigo 108 e as dos juízes federais no artigo 109. A Justiça Estadual As justiças estaduais são orientadas de modo geral pelos princípios elencados no artigo A Constituição Estadual do Rio de Janeiro define que o Tribunal de Justiça do Estado é composto por % de membros do MPE e da advocacia e o restante de promovidos dentre os juízes por merecimento e antiguidade alternadamente, todos nomeados pelo Governador do Estado. A justiça fluminense é composta, além do TJ, pelos juízes de direito, pelo tribunal do juri, pelos Conselhos de Justiça Militar e pelos juizados especiais. As funções essenciais à justiça São elas: O Ministério Público, a advocacia pública, a advocacia privada e a defensoria pública. O Ministério público é instituído pelo artigo 127 e é concebido para agir de acordo com o interesse da sociedade. O artigo 128 versa sobre as divisões do MP em seu inciso I, são elas: O Ministério Público da União, cujos ramos são Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério público Militar, o Ministério Público do DF e Territórios; e O Ministério Público dos Estados. Os membros dos dois últimos são os promotores (1ª instância) e procuradores (2ª instância) de justiça, os membros do MPF são os procuradores da república, os membros do MPT e do MPM são procuradores e promotores de justiça do trabalho e militar, respectivamente. O Procurador Geral da República é nomeado pelo Presidente dentre os membros do MPU maiores de 35 anos após aprovação do Senado para mandato de 2 anos com possibilidade de recondução. O artigo 128 também trata das garantias (II) e vedações (III) dos membros do MP. O artigo 129 versa sobre as competências, dentre elas a de fiscal da lei, o artigo 130 fala sobre os membros do MP nos tribunais de contas e o 130-A fala sobre o Conselho Nacional do Ministério Público. A advocacia pública é responsável pela defesa dos interesses do Estado, consultoria (aconselhamento) e assessoramento (adequação à juridicidade) das pessoas jurídicas públicas. Os ramos da advocacia pública são a Advocacia-Geral da União, as Procuradorias Municipais, Estaduais e do Distrito Federal. O primeiro tem disposições no artigo 131 e seus membros são: os advogados da união (representantes da união), os procuradores federais (representantes da autarquias), os procuradores do Banco Central e os procuradores da fazenda nacional. Os procuradores dos Estados/DF são dispostos no artigo 132 e os dos municípios em constituições estaduais. A advocacia privada é posta brevemente no artigo 133 no qual estão garantidas suas liberdades de exercício profissional dentro dos limites da lei. A defensoria pública é disposta no artigo 134 e é dividida entre D.P. da União, D.P. dos Estados e do DF. A função da defensoria pública é a defesa legal dos sujeitos em vulnerabilidade econômica. Exemplos de problemas do presidencialismo: presidencialismo de coalizão, autoritarismo. Exemplos de problemas do parlamentarismo: instabilidade política, falta de rapidez decisória. Diferenciações Forma de Estado: Federação, Confederação, E. unitário etc. Forma de Governo: Monarquia, República. Sistema de Governo: Presidencialismo, Parlamentarismo, Semi-presidencialismo etc. Sistema Político: Democracia, Autocracia etc. Sistemas eleitorais e representação o Sistema Proporcional Aplicado em eleições legislativas, consiste na divisão proporcional dos votos dados no cômputo geral ao partido direta ou indiretamente (por meio de seus candidatos) e o total de votos válidos no pleito para a repartição das cadeiras nas casas legislativas. Problemas: Instabilidade Política/ Vantagens: Maior coerência com representação de minorias. o Sistema Majoritário Aplicado em maioria para as eleições do poder executivo, nas eleições para o legislativo é requerida divisão do território em circunscrições eleitorais nas quais a maioria dos votos elegeriam os membros de um colegiado. Problemas: Dificuldade de representação de minorias/ Vantagens: Estabilidade politica. Caso brasileiro São utilizadas as eleições majoritárias no executivo dos 3 níveis federativos e para o senado Federal, não há segundo turno em majoritários para o senado e para municipios com menos de 200.000 eleitores. O sistema proporcional é utilizado para os demais cargos do legislativo. A razão entre votos válidos e vagas na casa legislativa é dada pelo quociente eleitoral. O número de cadeiras de determinado partido/coligação é dado pelo quociente partidário, razão entre a soma dos votos creditados aos candidatos do partido/coligação sobre o quociente eleitoral. É elaborada uma lista em que são postos os candidatos do mais ao menos votado e são eleitos os em posição correspondente ao número de cadeiras determinado pelo quociente partidário. Desse modo, candidatos de muitos votos podem "puxar outros candidatos. Terminados os cálculos de Q.E. e Q.P. é comum que ainda sobrem vagas nas casas legislativas, logo, é feita uma divisão do número de votos obtidos pelos partidos pelo número de vagas dado pelo Q.P. mais uma. O maior resultado consegue a primeira cadeira e refaz-se o cálculo sucessivamente, considerando as cadeiras ocupadas, até que se preencha toda a casa legislativa. O partido que não obtiver número de votos igual ou maior que o quociente eleitoral, não possuirá representação. MONITORIA 1 ESTADO • território (FRONTEIRA) • Povo ≠ nação ≠ nacionalidade (VÍNCULO JURÍDICO) • Soberania O Estado tem Exclusividade Força Física: O Estado quer manter a ordem e usa a força física, mas não indiscriminadamente Universalidade * Poder - relação entre 2 sujeitos * Político - Estado e indivíduo * Poder político Weber X Kelsen Weber: O Estado é a empresa pública institucional; Legalidade da força para controlar, uso de prisão; Constituição, é formalidade bem comum. Kelsen: Dogmática Jurídica independente do uso da moral; Não aprova a separação dos poderes (Considera uma divisão administrativa de competências) O que compete? LEGISLAR E APLICAR A LEI! Nota Ju: Na antiguidade, os romanos usavam as normas positivismo como controle e ordem para a polis, depois veio idade média, Reis e o Absolutismo, usavam o jusnaturalismo para justificar o monarca. Após ascensão burguesia, volta o positivismo. Estado Moderno Estado = monarca Vontade divina, valores humanos são inerentes, origem é Deus Estado de Direito Desenvolvimento do mercantilismo e comércio, ascensão burguesa, quer apoio da Lei e sem parcialidade/arbitrariedade - juspositivismo Constituição- limitação Estado + direitos negativos (onde nao pode agir) Liberal de Direito - maior apoio classe burguesa Estado mínimo. Social de Direito - melhorias, intervencionismo Estado democrático de Direito - pós positivismo não dependente de ideologia, ser esquerda ou direita. Status quo - Realidade busca essa transformação do status quo humanidade busca pela igualdade Princípios Dignidade humana Democracia Constitucionalismo- vontade humana em se organizar, regras, funções. Diferente de Constituição. transição Estado liberal para social foi hiperstadismo As transições não foram lineares, não existiu um evolucionismo político. As elites liberaram os direitos para controlar e não perder sua posição. O surgimento de partidos de massa foram dessa forma. Estado Absolutista Marcado pelo jusnaturalismo Monarca é a personificação do Estado divino e intocável Não existe outra autoridade para limitar o monarca Maquiavel "Aprender a não serbom" Escreveu um manual para saber como conduzir os reinos, um guia para monarcas. Não poderia ser cruéis e não podiam ser amados, deveriam ser temidos. As ações devem manter a ordem e serem eficientes 2 faces leão e raposa Na guerra leão forca Na paz raposa astuto Saber usar o virtuo, habilidade para governar Poder político - unificado, sistematizado e organizado Objetivo é paz. RES PÚBLICA coisa pública Existe legitimidade entre o soberano e os súbitos. normas jurídicas Prescritas - registradas Genéricas - valem para todos abstratas- cada caso é para se adaptar Hipotéticas - previsto o crime, não é direcionado ao criminoso Tem sanção- punição Leis tem caráter imperativo Teoria Geral tem relação com normas jurídicas sempre são levadas as particularidades LER decorar os artigos da Constituição (lei é o que esta na constituição) 1° 18 5 37 59 60 parágrafos 4 Cláusulas petreas Lembrando que artigos e incisos são dispositivos Tem que saber os autores, pode ser que tenhamos que citar Focar Contratualistas Textos Morais CAP 2, 3, 4 e 6 LISTA 1 DE MONITORIA – TEORIA GERAL DO ESTADO QUESTÃO 01 Sobre o conceito de Estado e o de poder político, assinale a alternativa incorreta: a) O poder político pode ser definido como a forma de regulação existente entre o Estado e o cidadão. b) O Estado deve ter ampla liberdade para controlar seus recursos, decidir seus rumos políticos, econômicos e sociais e não depender de nenhum outro Estado ou órgão internacional. c) A exclusividade do uso da força pelo Estado em relação a todos os grupos que agem em um determinado contexto social é um elemento essencial para a configuração do poder político. d) O conceito de Estado possui basicamente três elementos: território, povo e soberania. Pode-se afirmar, ainda, que nem sempre uma nação equivale a um Estado ou a um país ou até mesmo a um território, havendo a possibilidade de existirem nações sem território e sem uma soberania territorial constituída. e) O uso da força é impossibilitado no âmbito estatal, pois viria a enfraquecê-lo e, consequentemente, inviabilizar a existência do poder político. QUESTÃO 02 “O que caracteriza o poder político é a exclusividade do uso da força em relação a todos os grupos que agem em um determinado contexto social, exclusividade que é o resultado de um processo que se desenvolve, em toda sociedade organizada, na direção da monopolização da posse e do uso dos meios com os quais é possível exercer a coação física.” Com base neste trecho da obra de Norberto Bobbio, é possível afirmar a) A exclusividade do uso da força é suficiente ao exercício do poder político b) O uso da força pelo poder político é ilegítimo. c) O soberano, detentor do poder político, pode fazer uso da força indiscriminadamente. d) A exclusividade do uso da força é um elemento necessário, mas não suficiente ao exercício do poder político. e) Nenhuma das alternativas anteriores. QUESTÃO 03 O pensamento de Max Weber e Hans Kelsen diverge em relação à compreensão do Estado. Enquanto Weber entende o Estado como uma empresa institucional, Kelsen o entende como um fenômeno jurídico fundamentado na lei. Para Weber, o Estado tem caráter político e é capaz de exercer o uso da força de forma monopolizada e legítima, enquanto para Kelsen, a legalidade é o cerne do Estado, que deve estar baseado em uma Constituição escrita e na separação de poderes. Essas diferentes perspectivas geram abordagens distintas para a compreensão do papel do Estado na sociedade. Com base nesse contexto, analise as afirmações abaixo: I. Weber e Kelsen têm concepções diferentes sobre a relação entre Estado e sociedade. II. Para Weber, o uso da força é um atributo necessário e legítimo do Estado, enquanto para Kelsen, a legalidade é a essência do Estado. III. Weber e Kelsen concordam que o Estado deve estar baseado em uma Constituição escrita e na separação de poderes. IV. Kelsen concebe o Estado como uma instituição que busca o bem comum, enquanto Weber o concebe como uma instituição que visa a manutenção do poder. Agora, escolha a alternativa correta: a) Apenas as afirmações I e II estão corretas. b) Apenas as afirmações II e IV estão corretas. c) Apenas as afirmações I, II e IV estão corretas. d) Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas. e) Todas as afirmações estão corretas. QUESTÃO 04 Sobre a transição do Estado de Direito Liberal ao Estado de Direito Social marque a alternativa correta: a) A transição ocorreu, principalmente, pela influência do pensamento socialista no Estado. b) O Estado Social, ainda assim, era centralizado na minimização estatal. c) A ampliação dos direitos políticos fez com que surgissem partidos de massa que ampliaram discussões sociais ao Estado. d) O Estado Social surge não como resposta às falhas do Liberal, mas sim como evolucionismo histórico. e) Nenhuma das alternativas anteriores. QUESTÃO 05 Acerca da trajetória do Estado Moderno, assinale a alternativa correta: a) O Estado Democrática de Direito representa o ápice do positivismo jurídico b) De acordo com Morais e Streck, o Estado Social de Direito apresentou, pela primeira vez, um conteúdo transformador da sociedade na busca efetiva da igualdade. c) Em sua origem, o Estado de Direito surgiu de modo a limitar o poder estatal e promover direitos para a classe camponesa. d) O Estado Absolutista se baseava no jusnaturalismo de modo que existem valores inerentes ao ser-humano produtos de uma bondade divina. e) A definição de Estado de Direito depende da ideologia do governante. QUESTÃO 06 Acerca da composição do Estado Absolutista: I - O Estado Absolutista é marcado pela doutrina do direito natural ou jusnaturalismo, que entende o direito como uma ciência que tem por parâmetros elementos valorativos do próprio homem, a partir dos quais se promove o juízo de questões fáticas. II - Existe uma identificação absoluta entre o Estado e o Monarca, que representa a soberania estatal, posição esta que remete ao monarca Louis XIV que afirma “Eu sou a lei, eu sou o Estado; o Estado sou eu!” III - Uma das principais diferenças perante os Estados antigos dos gregos e dos romanos é a de que plena soberania do Estado, a qual não permite que sua autoridade dependa de nenhuma outra autoridade. a) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. b) Somente as alternativas II e III são verdadeiras. c) Todas as alternativas são verdadeiras. d) Somente a alternativa III é verdadeira. e) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. QUESTÃO 07 “Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais foram vistos e que nem se soube se existiriam na verdade, porque há tamanha distância entre como se vive e como se deveria viver que aquele que abandona o que se faz por aquilo que se deveria fazer aprende antes a arruinar-se que a preservar-se. Eis por que é necessário a um príncipe que quiser manter-se, aprender a poder não ser bom e a valer-se ou não disso segundo a necessidade.” MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo. Ed. Martins Fontes. 4ª Edição, 2010. Considerando-se o texto precedente, é correto afirmar que Maquiavel recomenda ao príncipe, isto é, ao governante, que este: a) Aja sempre de acordo com os valores morais cristãos estabelecidos, o que requer que ele seja bom a despeito da necessidade. b) Guie sua conduta a partir de como a república ou o principado deve ser, tendo como propósito uma ideia de perfectibilidade humana. c) Conduza as suas ações a partir de como as coisas são, e não como elas deveriam ou poderiam ser, o que requer que ele faça o que for necessário, mesmo que não seja bom. d) Tenha como modelo repúblicas ou principados imaginários, utilizando métodos descritos como maus para que aqueles se tornem reais. e) Busque a harmonia entre as diversas facções que constituem uma república ou principado por medidas que favoreçam a moralidade das ações em todas as circunstâncias. QUESTÃO 08 Com base na Teoria Geral do Estado, é possívelafirmar que as normas jurídicas têm como objetivo estabelecer um conjunto de condutas que devem ser seguidas pelos indivíduos, independentemente de suas circunstâncias particulares. Além disso, essas normas preveem uma série de consequências negativas para aqueles que as desobedecem, com o intuito de preservar a harmonia e a segurança social. A partir desse enunciado, qual das seguintes alternativas é verdadeira? A) De acordo com a Teoria Geral do Estado, as normas jurídicas são prescritivas, genéricas, abstratas e hipotéticas. B) As normas jurídicas brasileiras não são sancionadas em caso de descumprimento. C) As normas jurídicas brasileiras são aplicáveis de forma indiscriminada, sem levar em consideração as particularidades do caso em questão. D) As normas jurídicas brasileiras não possuem caráter imperativo, ou seja, não obrigam os indivíduos a agirem de acordo com o que é prescrito. E) As normas jurídicas brasileiras não possuem relação com a Teoria Geral do Estado. Revisando: QUESTÃO 1: ‘’A virtú do príncipe não consiste num conjunto fixo de qualidades morais que ele oporá à fortuna, lutando contra ela. A virtú é a capacidade do príncipe para ser flexível às circunstâncias, mudando com elas para agarrar e dominar a fortuna. O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem aos distúrbios que devem ao assassínio e ao roubo.’’ CHAUI, MARILENA. Convite à Filosofia. 12 ed. São Paulo: Ática, 2002. Na obra ‘’O Príncipe’’, Nicolau Maquiavel provoca uma reflexão sobre a monarquia e o papel de governante. Segundo esse autor, a virtú estava baseada: Na apreensão dos valores cristãos, da moral social vigente e da compatibilidade entre política e religião. a) Na capacidade pessoal do príncipe de dominar os eventos e alcançar um fim objetivado, por qualquer meio. b) No curso dos acontecimentos históricos independentes da vontade humana. Esses acontecimentos vão tecendo a nervura da realidade. c) No exército forte escolhido pelo príncipe que seja capaz de vencer qualquer situação adversa e inusitada, devendo respeito e atenção ao soberano. d) Na reputação do príncipe, que em alguns casos pode ser cruel, mas sempre com o intuito de manter o povo unido e leal a si. e) Na apreensão dos valores cristãos, da moral social vigente e da compatibilidade entre política e religião. QUESTÃO 2: São características do poder político: a) A imperatividade, a condicionalidade e a universalidade. b) A exclusividade, a inclusividade e a extemporaneidade. c) A unidade, a virtu e a fortuna. d) A exclusividade, a inclusividade e a universalidade. QUESTÃO 3: Com base nos conhecimentos acerca do Estado de Direito Liberal podemos afirmar que: I - Dentre as características do Estado de Direito Liberal destaca-se a ideia fundante na busca em estabelecer os limites do poder de governo em relação à vida particular dos indivíduos; II - No que diz respeito ao trato dialógico com a sociedade civil vê-se que o Estado de Direito Liberal atua de forma a garantir sobremaneira o acesso à carta dos direitos individuais. III - Característica central do Estado de Direito Liberal é a promoção da atividade de mercado deixando livre a concorrência lambem no alcance aos direitos disponíveis aos cidadãos. lista2 IV - O Estado de Direito Liberal procura se limitar a um Estado mínimo reflexo de uma concepção de valorização das liberdades individuais ao extremo. a) Todas as afirmativas estão corretas. b) I e II estão corretas. c) Apenas a l está correta. a) I e IIl estão corretas. e) Somente III está correta. QUESTÃO 4: ‘’O pensamento contratualista pretende estabelecer, ao mesmo tempo, a origem do Estado e o fundamento do poder político a partir de um acordo de vontades, tácito ou expresso,que ponha fim ao estágio pré-político (estado de natureza) e dê início à sociedade política civil (Estado Civil).’’ MORAIS, José Luis Bolzan de; STRECK, Lenio Luiz. Ciência Política e Teoria de Estado. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2010, p.28. Considerando o pensamento contratualista e o próprio contrato social, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. I.O Estado Civil, surge como uma criação racional, sustentado no consenso dos indivíduos; II.O estado de natureza, como hipótese lógica positiva, reflete como seria o homem e seu convívio dentro do contexto social. III.O contrato é o instrumento de emancipação em face do estado de natureza e de legitimação do poder político. a) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. b) Somente as alternativas II e III são verdadeiras. c) Todas as alternativas são verdadeiras. d) Somente a alternativa III é verdadeira. e) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. QUESTÃO 5: A proposta contratualista hobbesiana sobre uma teoria do Estado investida no idos do século VII possui como contraponto a metáfora do estado de natureza, como pressuposto, e a ordem civil. Nas bases do que é proposto pelo filósofo político inglês, o princípio que regerá a ordem soberana quando da realização do contrato é estritamente o da: a) legitimidade b) contratualidade c) sociedade civil d) legalidade e) isonomia QUESTÃO 6: "Tudo isso evidencia que, embora as coisas da natureza sejam dadas em comum, o homem, sendo senhor de si mesmo e proprietário de sua própria pessoa e das ações de seu trabalho, tem ainda em si a justificação principal da propriedade; e aquilo que compôs a maior parte do que ele aplicou para o sustento ou o conforto de sua existência. à medida que as invenções e as artes aperfeiçoaram as condições de vida, era absolutamente sua propriedade, não pertencendo em comum aos outros. A partir da obra "Segundo Tratado Sobre O Governo Civil", de John Locke, é possível dizer que: a) Locke defendia que o Estado deveria agir para garantir o direito à propriedade e portanto, o direito ao trabalho e de realizar atividades comerciais. Dessa forma, embora seja um direito natural, algumas pessoas teriam mais terras do que outras. b) Locke cria o dispositivo de freios e contrapesos para que o Estado não interfira no direito à propriedade. c) Na passagem do Estado de Natureza para o estado civil, a transferência de poder da população para o Estado é limitada pelos direitos naturais, como o direito à moradia d) A partir do momento que se aceita o contrato, a população teria o direito de resistir contra eventuais abusos do Estado para defender seus direitos naturais. e) Locke se colocava a favor da subordinação do poder legislativo ao executivo com o objetivo de evitar o abuso de poder do Estado. QUESTÃO 7: Sobre Thomas Hobbes, assinale a opção que não representa o seu pensamento teórico. a) O enfoque de sua teoria está na figura do Soberano, e não nos instrumentos através dos quais o Estado garantirá a sua existência elementar. b) O indivíduo, para Hobbes, deve ser visto como parte fundadora do Estado, sendo elementar para a sua continuidade. c) A realidade do Estado é universalizante, dependendo, em regra, do resultado da prática deliberativa da sociedade na qual se insere. d) O estado de natureza é intolerável, pois não assegura ao homem a obtenção do primum bonum, que é a vida e) Nenhuma das alternativas anteriores representa o pensamento hobbesiano. QUESTÃO 8: A partir do pensamento político de Locke, tem-se as afirmativas abaixo: I - A passagem do estado de natureza para a sociedade política ou civil, segundo Locke, é realizada mediante um contrato social, através do qual os indivíduos singulares, livres e iguais dão seu consentimento para ingressar no estado civil. II - O livre consentimento dos indivíduos para formar a sociedade, a proteção dos direitos naturais pelo governo, a subordinação dos poderes, a limitação do poder e o direito à resistência são princípios fundamentais do liberalismo político de Locke. III - A violação deliberada e sistemática dos direitos naturais e o uso contínuo da forçasem amparo legal, segundo Locke, não são suficientes para conferir legitimidade ao direito de resistência, pois o exercício de tal direito causaria a dissolução do estado civil e, em consequência, o retorno ao estado de natureza. IV - Os indivíduos consentem livremente, segundo Locke, em constituir a sociedade política com a finalidade de preservar e proteger, com o amparo da lei, do arbítrio e da força comum de um corpo político unitário, os seus inalienáveis direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade. V - Da dissolução do poder legislativo, que é o poder no qual "se unem os membros de uma comunidade para formar um corpo vivo e coerente", decorre, como consequência, a dissolução do estado de natureza. Dentre elas: a) Somente a I está correta. b) I e III estão corretas. c) III e IV estão corretas d) II e III estão corretas. e) III e V estão incorretas QUESTÃO 9: No âmbito da cidadania constituída pelo ideal rousseauniano, efetua–se, sem cessar, a passagem do privado ao público, do íntimo das convicções e das sensibilidades ao compromisso do fórum público em nome destas mesmas convicções. O fato de se inventarem, a todo instante, modos de expressá-la e de realizá-la é o sinal de uma sociedade democrática. Qual aspecto fundamental da tese rousseauniana caracteriza tão bem esta força política na contemporaneidade? a) A soberania estatal. b) O Estado de Direito. c) A soberania popular. d) A Constituição. e) A lei positivada. QUESTÃO 10: Acerca do conceito de Soberania, é correto afirmar que: a) Quando teorizaram sobre ela, Hobbes e Rousseau a entenderam como uma qualidade da coletividade que concebeu o contrato social. b) Com o tratado de Westfália, define-se que esta tem origem divina, devendo os soberanos de cada Estado prestar contas de seus atos somente a Deus. c) É uma qualidade do Estado,e não do soberano, como evidenciou Jean Bodin durante o absolutismo, embora, reconheça ele, que é originada no poder divino e deve prestar contas de seus atos apenas a Deus. d) Com a atuação da ONU e a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, deixou de ser subordinada ao imperativo da paz e à tutela dos direitos humanos. e) Entende-se que foi relativizada pela primeira vez na obra de Jean Bodin, ao considerar o reconhecimento internacional. QUESTÃO #1 “Digo, pois, que a soberania, sendo apenas o exercício da vontade geral, nunca pode alienar-se e que o soberano, não passando de um ser coletivo, só pode ser representado por si mesmo; pode transmitir-se o poder, porém não a vontade” Com base nas concepções de soberania contidas na obra “O Contrato Social”, de Rousseau, marque a alternativa incorreta: a) A soberania é sempre indivisível, uma vez que a vontade ou é geral ou de uma parte. b) Para Rousseau, o silêncio universal, em relação às ações do governante, presume o consentimento popular e, por consequência, a representação de sua vontade. c) Para Rousseau, as vontades do governante jamais passam por vontades populares, pois sua mera existência vai de encontro ao corpo político. d) A soberania é inalienável, pois se ela é do povo somente por ele deve ser representada e) Na Constituição Brasileira, é possível extrair dos artigos 1º e 14º princípios rousseaunianos. QUESTÃO #2 Assinale a alternativa incorreta. O processo da trajetória do Estado Moderno: a) É singular a cada Estado. b) Não se prende a evoluções lineares. c) É jurídico e político. d) É de constitucionalização. e) Em suas grandes facetas, inclui modelos ideológicos à definição do Estado. QUESTÃO #3 No que tange às teorias da democracia, marque a alternativa correta: a) A tradição liberal não tem o intuito de legitimar o poder político b) Para a tradição republicana não há uma noção de interdependência entre os indivíduos em uma coletividade social, sendo apenas uma lógica mercadológica de concorrência de votos. c) Para a democracia deliberativa, o poder político reage às pressões das discussões e problemáticas levantadas pela deliberação popular, constatando que a democracia e a cidadania vão além do exercício do voto. d) Conforme O’Donnell, a democracia delegativa não é um fenômeno comum à América Latina, uma vez que os países latino-americanos já solidificaram suas bases democráticas e institucionais de forma concreta. e) A democracia representativa não pressupõe um vínculo entre representante e representado, existindo uma transferência absoluta de poder. QUESTÃO #4 Com base na teoria da democracia abordada por Jurgen Habermas, é possível afirmar que: lista3 a) Os cidadãos, perante a abordagem republicana, teriam a garantia de participação no cotidiano, mas não se responsabilizam politicamente pela práxis que ocorre na comunidade. b) Na Democracia Deliberativa, o poder de voto é transferido aos delegados, e não aos representantes. c) A Democracia é definida por meio de um contrato social para promoção de maior participação popular e deliberação para a transferência dos votos aos delegados. d) A Democracia Deliberativa defende que o exercício da cidadania estende-se para além da mera participação no processo eleitoral. e) A Democracia Delegativa é uma forma de poder baseada na participação dos cidadãos nas tomadas de decisão política. QUESTÃO #5 São princípios constitucionais, EXCETO: a) soberania b) república c) cláusulas pétreas d) estado democrático de direito e) devido processo legal QUESTÃO #6 Sobre os Princípios Fundamentais Constitucionais pode-se afirmar: a) São relativos à primeira parte da CRFB-88 e configuram-se como princípios hierarquicamente superiores. b) Dizem respeito à possibilidade de a CRFB-88 estar aberta a modificações de influência de outros ordenamentos internacionais. c) Possuem a funcionalidade de permitir a devida interpretação ao próprio texto da CRFB- 88 e articularem a unidade constitucional. d) Rezam sobre o dirigismo da CRFB-88 e asseguram a eficácia de todas as outras regras da Constituição da República Federativa do Brasil. e) A amplitude deles é tão vasta que precisam ser a todo instante reinterpretados pelo Supremo Tribunal Federal. QUESTÃO #7 Texto I: ‘’De modo que parece bem claro ao meu entendimento, tanto com base na razão como nas Escrituras, que o poder soberano, quer resida num homem, como numa monarquia, quer numa assembléia, como nas repúblicas populares e aristocráticas, é o maior que possivelmente se imaginam os homens capazes de criar. E, embora seja possível imaginar muitas más consequências de um poder tão ilimitado, ainda assim as consequências da falta dele, isto é, a guerra perpétua de todos os homens com os seus semelhantes, são muito piores.’’ HOBBES, Thomas. Leviatã: ou matéria, forma e poder de uma república eclesiástica civil. Martins Fontes: São Paulo, 2003, p. 177. Texto II: ‘’O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, afirmou nesta segunda-feira (21) que a decisão da Rússia de reconhecer a independência dos territórios separatistas ucranianos é ‘uma violação da integridade territorial e da soberania da Ucrânia.’’ É ‘incompatível com os princípios da Carta das Nações Unidas’, acrescentou o chefe da ONU em um comunicado. ‘A ONU, conforme as resoluções da Assembléia Geral, continua apoiando plenamente a soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas,’ destacou Guterres.’’ JORNAL O TEMPO. ‘’ONU: decisão da Rússia é ‘violação’ da soberania da Ucrânia’’. Publicada em 21 de fevereiro de 2022. Disponível em https://www.otempo.com.br/mundo/onu-decisao-da-russia-e-violacao-da-soberania-da-ucrani a-1.2618320 A partir da leitura dos excertos acima, nota-se a referência à crise de um elemento estrutural do Estado contemporâneo. Qual seria este elemento? a) Soberania. b) Governo. c) Povo. d) Idioma. e) Cultura. QUESTÃO #8 Sobre os princípios constitucionais fundamentais, assinale a alternativa incorreta: a) O pluralismo político é um elemento intrínseco à existência de uma sociedade diversificada. b) A soberania não se relaciona com a expressão deum Estado na sociedade internacional, pois apenas produz efeitos no interior do seu território. c) A cidadania decorre do Estado Democrático de Direito. d) A dignidade da pessoa humana infere na centralidade do indivíduo em um ordenamento jurídico. e) A soberania nada mais é do que a expressão do poder político em nível supremo. LISTA 4 MONITORIA TGE PARTE 1 - FEDERALISMO QUESTÃO 1: Sobre o Federalismo no Brasil, assinale a assertiva correta: a) A centralização política é uma característica marcante do federalismo nacional. b) Quando ocorreu a organização federativa do Brasil, ainda no século XIX, os entes que passaram a compor o Estado Federal (estados-membros) não ganharam soberania necessária para que fosse caracterizado um verdadeiro Estado Federativo. c) Alguns dos elementos que asseguram a soberania dos estados-membros no federalismo são a possibilidade de auto-organização por meio da elaboração de constituições estaduais e a existência de Assembleias representativas dos Estados-membros. d) Doutrinariamente, entende-se que a formação da Federação brasileira se deu por meio de movimento centrípeto por agregação, ou seja, os estados soberanos cederam parcela de sua soberania para a formação de um poder central. Isso explica o grande plexo de competências conferidas aos Estados-membros brasileiros pela CRFB se comparados a pequena parcela de competências da União. e) A forma de Estado no Brasil se configurou pela dinâmica da descentralização da organização político administrativa logo da fundação da República do Brasil. QUESTÃO 2: Nas formas unitária, confederada e federativa de Estado, o poder político se expressa diferentemente em cada uma delas. Assinale a alternativa que relaciona devidamente a expressão do poder político com a forma de estado mencionada. a) No Estado unitário, o poder político está lotado em um único centro de poder, o qual detém todo o poder administrativo do Estado. Este pode, inclusive, abdicar de parte deste poder desde que devidamente concordado pelos seus governantes. b) O Estado confederado consiste em um conjunto de unidades soberanas que juntas almejam consolidar um interesse comum, não havendo a possibilidade, quando alcançada a sua finalidade, de se dissolver. c) o Estado federativo é composto por diversas entidades territoriais autônomas que firmam seus interesses através de um tratado de direito internacional. d) No Estado federativo, as entidades territoriais abdicam de sua autonomia para lidar com assuntos cruciais tais como defesa, relações exteriores, comércio internacional e união unitária. c) Todas as alternativas relacionam devidamente os elementos em questão. QUESTÃO 3: Acerca do federalismo, assinale a opção correta. a) A centralização política, apesar de ocorrer em alguns países que adotam a forma federativa de Estado, não é uma característica marcante do federalismo. b) Quando da constituição de um Estado na forma federativa, os entes que passam a compor o Estado Federal (estados-membros) perdem sua soberania e autonomia. Esses elementos passam a ser característicos apenas do todo, ou seja, do Estado Federal. c) Alguns dos elementos que asseguram a soberania dos estados-membros no federalismo são a possibilidade de auto-organização por meio da elaboração de constituições estaduais e a existência de câmara representativa dos estados-membros. lista4 d) Doutrinariamente, entende-se que a formação da Federação brasileira se deu por meio de movimento centrípeto (por agregação), ou seja, os estados soberanos cederam parcela de sua soberania para a formação de um poder central. Isso explica o grande plexo de competências conferidas aos estados-membros brasileiros pela CF se comparados à pequena parcela de competências da União. e) Todas as alternativas estão corretas. PARTE 2 - REVISÃO QUESTÃO 4: Sobre o conceito de poder político assinale a alternativa incorreta. a) A característica da universalidade do poder político se expressa a partir da capacidade exclusiva dos detentores do poder político de atuar na tomada de decisões para toda comunidade, as quais serão revestidas de legitimidade. b) O poder político possui como fundamento central a posse dos instrumentos através dos quais aplica o uso da força para alcançar os objetivos estatais, não sendo possível, contudo, recorrer da força física, com armas de todos os tipos e graus c) O poder político se materializa na Constituição, que representa a identidade do Estado em que se revela aquele poder. d) A partir do caráter da inclusividade do poder político entende-se que este pode intervir imperativamente em qualquer esfera de atividade dos membros daquela sociedade. e) Os detentores do poder político não permitem, no âmbito do domínio por eles exercido, a formação de grupos armados independentes, pois estes possuem exclusividade sob o uso da força. QUESTÃO 5: Analise as assertivas abaixo sobre os elementos do Estado e marque a alternativa correta: I- Um dos elementos do Estado é o território, que corresponde ao limite geográfico da atuação dos poderes do Estado. II- A soberania, que é um dos elementos do Estado, é o exercício do poder estatal, tanto no âmbito interno quanto externo. III- O elemento do Estado povo, necessariamente, é constituído por uma única nação. a) Apenas l e III estão corretas. b) Apenas Il e III estão corretas. c) Apenas a l está correta. d) Apenas I e Il estão corretas. e) Todas estão corretas. QUESTÃO 6: Com base nos conhecimentos acerca do Estado Liberal podemos afirmar que: | - Dentre as características do Estado Libera destaca-se a ideia liberal fundante na busca em pensar os limites da ação do Estado em relação à vida particular dos indivíduos II - No que diz respeito ao trato dialógico com a sociedade civil vê-se que o Estado Liberal atua de forma a garantir sobremaneira o exercício dos direitos individuais, desse cenário enxerga-se então sua íntima relação com a sociedade civil. II - Característica central do Estado Liberal é a limitação jurídico-legal negativa garantia dos indivíduos-cidadãos frente à eventual atuação do Estado que venha a constranger o conjunto de direitos socialmente difundidos. a)Todas as afirmativas estão corretas. b) l e ll estão corretas. c) Apenas a l está correta. d) l e Ill estão corretas. e) Somente III está correta. QUESTÃO 7: No que tange à transição do Estado Moderno, é possível afirmar que houve uma evolução do conceito de poder político, de forma a promover a superação da visão jusnaturalista a partir da compreensão de que a organização do Estado nada mais é do que o reflexo daquilo que está constituído na lei criada pelo homem (visão positivista). Sobre essa fase da evolução do poder estatal, assinale a alternativa correta. a) Verifica-se, neste momento, o processo de institucionalização e de normatização do Estado, a partir dos quais tem-se a criação de órgãos a ele submetidos a fim de controlar suas atividades, o que só foi possível com a criação de normas para ampliar a atividade administrativa. b) Nota-se a consolidação de um processo de constitucionalização, o qual prevê a vontade divina como superior à do próprio homem na organização estatal. c) Tem-se um processo de defesa dos direitos sociais, passando o Estado a assumir prestações políticas a serem asseguradas ao cidadão. d) Consolida-se, a partir de então, um processo de proteção de direitos fundamentais, no qual o Estado e o Direito passam a ser complementares na efetivação de garantias mínimas aos indivíduos em sociedade. e) Nenhuma das alternativas anteriores. QUESTÃO 8: “Comparo-a a um desses rios devastadores que, quando se enfurecem, alagam as planícies, derrubam árvores e construções, arrastam grandes torrões de terra de um lado para outro: todos fogem diante dele, todos cedem a seu ímpeto sem poder contê-lo minimamente. E, como eles são feitos assim, só resta aos homens providenciar barreiras e diques em tempos de calmaria, de modo que, quando vierem as cheias, eles escoem por um canal ou provoquem menos estragos e destruições com seu ímpeto. Algo semelhante